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    Frutos Eivados

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    Frutos Eivados

    Mensagem por Soviet em Qui Jun 18, 2015 2:47 pm


    7 de Marpenoth de 1372

    - É silencioso aqui.

    Lavyia estava enfurnada nas roupas de Kórdan, apenas com a cabeça e as longas antenas - longas para uma grig, é claro - de fora. O grupo havia chegado nas Árvores Noturnas na noite anterior, mas escolheu acampar na margem sul da floresta e só adentrá-la hoje pela manhã por dois motivos: o cansaço era grande em todos e ninguém desejava explorar um lugar desconhecido e que era guardado por um druida insano em uma noite em que Selûne minguava no céu. Agora, com o sol iluminando o caminho, o grupo pensou que se sentiria mais confortável, mas não foi o que aconteceu. A viagem tinha sido longa e cansativa; seis dias caminhando entre a Floresta da Lua e as Montanhas Inferiores e mais quatro em terreno aberto até as Árvores Noturnas. Além disso, o grupo precisou se esconder por dois dias em uma caverna fria e úmida enquanto um destacamento de orcs se movia. O pequeno exército - haviam pelo menos duzentos orcs, Fred tinha certeza disso - estava deixando a Floresta da Lua e marchando de volta para as Montanhas Inferiores, cruzando assim o caminho do grupo. Kórdan e Gerifalte encontraram a caverna, e Synne esperou todos estarem em segurança dentro dela antes de seguí-los.

    A entrada não passava de uma fenda na pedra de pouco mais de um metro e a caverna era um círculo irregular aonde todos tiveram que dormir duas noites amontoados, mas dali, além de estarem escondidos e fora do alcance dos orcs, o grupo tinha uma boa visão da movimentação deles e de como se comportavam. Gerifalte e Nuada, os dois no grupo com algum treinamento militar, notaram que aqueles orcs eram bem organizados, separando-se em grupos menores para atravessar da floresta até as montanhas, e se reagrupando em um lugar pré-determinado. O grupo foi pego de surpresa pelos orcs, mas eles estavam a uma distância segura das criaturas. Na manhã do terceiro dia na caverna Synne e Fred foram verificar o movimento dos orcs, e voltaram com boas notícias. Enquanto desciam a montanha, Gerifalte foi a primeira a ver a metade um escudo de madeira jogado no chão, provavelmente dos orcs. A outra metade não estava muito longe e a curiosidade fez a cavaleira unir o escudo novamente e observar o símbolo pintado ali. Duas linhas vermelho-sangue, uma oposta à outra, estavam desenhadas horizontalmente e era possível ver que a pintura surgia no lado esquerdo do escudo. A linha de cima começava reta e então subia e descia, representando talvez uma montanha; a linha de baixo era semelhante à outra, mas a curva era para baixo. As pontas estavam alinhadas mas não unidas, pois o centro da pintura era cortado por uma terceira linha reta. O desenho era grosseiro e dava para ver as linhas dos dedos de quem o tinha pintado, mas o escudo era muito bem feito, com amarras de ferro firmes e bem acabadas. Aquilo, somado ao movimento bem organizado dos orcs, apontava para o exército de Obould, sem dúvida, o que aumentava ainda mais a urgência em deixa logo as Montanhas Inferiores.

    Ian foi quem se ateve ao fato de que um mapa do lugar seria útil, afinal todos buscavam a mesma coisa, mas ninguém sabia aonde ficava o templo de Chauntea ou mesmo a localização das Shanta Ahnvae. Tudo o que sabiam era que elas ficavam "ao norte de Lua Argêntea". O mago notou que o mapa tinha algumas imprecisões geográficas, mas ele era completo. As Montanhas Rauvin, A Floresta Fria e a Floresta da Lua, os rios que passavam por ali... O mapa não era preciso, mas servia ao seu propósito. Não foi difícil encontrar as Árvores Noturnas já que, comparada com outras florestas do Norte, como a Floresta Alta ou as duas mais próximas, ela era minúscula. Alguns poucos quilômetros quadrados de carvalhos, abetos e pinheiros, divididos ao meio por um descampado extenso, com cerca de duzentos metros de largura e que surgia na borda sul da floresta e seguia, sem interrupções, até o norte, aonde a floresta quase beijava os pés da Espinha do Mundo. Segundo o mapa, existia uma cidade incrustrada nesse descampado irregular chamada Poço de Beoruna, o que poderia significar a compra de um recurso escasso já há dois dias: comida. Apenas Nuada, como diplomata élfico, tinha ouvido falar da cidade. O guerreiro sabia que ela era um assentamento de bárbaros do Norte, mas não se lembrava qual das muitas tribos habitava o local. O mapa também indicava a localização da Torre Solitária, mas o que ela era e quem vivia ali, se é que alguém vivia nela, era um mistério para todos. Uma curiosidade é que a Cidadela Adbar, retomada dos orcs pelo esforço conjunto de anões e humanos, estava marcada no mapa com seu nome do tempo da ocupação orc, Cidadela das Muitas Flechas. Havia uma nota ao lado da cidade, dizendo para ela ser evitada a todo custo.

    Não haviam caçadores ou mateiros no grupo, mas qualquer um deles conseguia notar que não haviam trilhas abertas entre as árvores e que as trilhas que um dia existiram, foram tomadas pela vegetação. Isso dificultaria a movimentação no interior da floresta e, caso houvesse a necessidade de se defender, o grupo estaria numa clara desvantagem. As copas das árvores se uniam em um emaranhado de galhos de espessuras distintas e folhas diversas, o que dificultava que a luz do sol chegasse até o grupo, que entendeu o motivo daquela floresta receber o nome de Árvores Noturnas. Apesar de não ter nevado mais desde que o grupo saiu de Lua Argêntea, o chão estava coberto de neve, e os pés afundavam nela até a canela ou o joelho, isso dependia de quem respondia. Fred era aquele que mais tinha dificuldade em caminhar pela floresta; ora a neve quase lhe alcançava a cintura, ora arbustos da sua altura surgiam no caminho, obrigando o halfling a contorná-los, e muitas vezes Pingacana acabava com a neve acima dos joelhos ou em um labirinto verde. Mesmo Kórdan, que viveu toda a sua vida em uma floresta, tinha dificuldade em se mover. O druida, inclusive, sentia uma atmosfera opressora por todo lado, como se uma mão invisível tivesse envolvido toda a floresta e cada ser vivo dentro dela e esmagasse a todos de forma lenta e cruel. Seres vivos, aliás, que se resumiam às árvores, arbustos, cipós e outras plantas. Nem um pássaro, nem um lobo solitário, nem um roedor, nem mesmo um inseto foi visto pelo grupo. Caninos não queria entrar na floresta de forma alguma e Lavyia, que tinha uma conexão maior com a natureza, ficou sentada na nuca do lobo, agarrando seus pelos com força e gritando para eles não entrarem nas Árvores Noturnas. "Este lugar é mal", Lavyia disse, desesperada, "você não sente isso Kórdan?". Caninos apenas entrou depois de muita insistência de Kórdan e, mesmo assim, quando o druida já tinha caminhado por muitos minutos floresta adentro. A fada seguiu o grupo apenas para não ficar sozinha em um lugar desconhecido, mas a forma como ela agarrava as roupas do druida denunciavam o pavor de Lavyia em permanecer ali e ir cada vez mais fundo na floresta.

    Ainda faltavam algumas horas para o sol atingir seu pico, mas os estômagos de todos já clamavam por comida. O grupo caçou alguns animais depois que as rações de todos acabaram e todos acreditavam que nas Árvores Noturnas teriam caça à disposição, mas não é essa a realidade da floresta. O grupo estava na metade leste da floresta, que fica mais ao sul, e seguia para o norte em busca do templo de Chauntea. Synne fizera questão de liderar o caminho e o resto do grupo vinha logo atrás dele, e como Ian não encontrou nenhum mapa que indicasse aonde ficava o lugar, o grupo precisaria procurá-lo. O que Lavyia disse era uma verdade incontestável e brutal, o silêncio era absoluto, opressor, e mesmo as folhas e galhos se movendo sob o vento não serviam para aliviar a tensão que pairava sobre todos.
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por Elminster Aumar em Dom Jun 21, 2015 10:37 am

    A tensão de todo o lugar chegava a ser algo palpável, principalmente para Kórdan, que viveu praticamente toda a sua vida numa floresta pura e sadia. Isso que ele tava sentindo agora era diferente. Havia um ar opressor nas Árvores Noturnas que ele sentia tão bem quanto Lavya, mas o druida não queria admitir para a sua companheira. Ele ficou calado quando a fada lhe fez a pergunta, e numa postura séria, adentrou o território corrompido. A falta de animais, e até de insetos, fez a preocupação de Kórdan aumentar. Ele olhou para os lados até que encontrou Caninos Cinzentos - que havia ficado para trás - retornando a ele. O druida se agachou, fez um carinho efusivo na cabeça do lobo e o encarou como se dissesse "não saia mais de perto de mim enquanto estivermos neste lugar".

    O druida levantou-se novamente e apertou o cobertor de inverno contra o seu corpo. Na falta de um traje de clima frio, Kórdan usava o seu cobertor envolta do corpo como uma manta para proteger-se do frio. Todos ali estavam com fome, mas caçar animais se demonstrou uma tarefa inútil. Virando-se para os demais, Kórdan lhes disse:

    - Eu vou ver se encontro algumas frutas ou se na melhor das hipóteses encontro o caminho para um rio ou um lago. A falta de água me preocupa mais do que a falta de comida neste momento - disse o druida, ciente de que eles morreriam muito antes sem água do que sem alimentos, apesar da fome que todos sentiam. O druida esperou para ver se alguém tinha algo contra a dizer, ou se alguém iria acompanhá-lo, e então seguiu o caminho pelas árvores junto de Caninos e de Lavya.
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por Portuga em Dom Jun 21, 2015 1:44 pm

    Ian começava sentir o clima horripilante daquela floresta, a descrição dada no salão dos elfos, do Lorde Erlan, não fazia jus aquele sentimento, sentimento de morte que acompanhava o adentrar da mesma, isso junto com a enorme preocupação por água e comida, faziam com que sua mente trabalhasse num ritmo acelerado mas desconexo, pensamentos iam e viam, na tentativa de tentar buscar uma solução enquanto pensamentos do pior, abarretavam sua mente.

    Olhava para Synne, pouco falara como de costume e seu envio pelos elfos naquela missão, começava a fazer sentido, ele aparentava saber o caminho e saber o que estava caminho, restava apenas segui-lo e confiar para que fosse mais que aparência...

    Tentava se acalmar na esperança que Bahamut o guiasse e o guardasse dos males que viriam...
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por anderson em Seg Jun 22, 2015 8:41 pm

    Pingacana viajou com os estranhos amigos rumo às árvores noturnas. Ficou surpreso com a demora em alcancançá-las. A comida acabou e um Halfling sem comida não ficava bem. Num dado momento encontraram uma tropa de orcs e se esconderam. Eram muitos e Fred agradeceu por estar em boa companhia. Fosse algum companheiro do Punho sangrento, na certa teriam perecido ao tentar enfrentá-los. Não com este grupo.

    Este grupo se deteve e se escondeu. Até que passasse o perigo e Fred gostara disto. O clima do lugar era tenebroso e dava calafrios no pequeno Halfling. Toda folha caída no chão gerava uma virada abrupta do intrépido especialista. Não que ele tivesse medo. Ele tinha MUITO medo. A todo momento acreditava que o inimigo sairia detrás da próxima árvore.

    O clima frio também não ajudava e o jovem halfling queria contar um caso ou outro, quebrar o clima ruim, mas isso podia denunciar sua presença e posição e combateu contra esse inimigo interno. Precisava encontrar o que fazer. Quando Kórdan disse que ia procurar comida e água, exultou, mas não podia acompanhá-lo. Ia atrasá-lo com seus passos pequenos e demorados. Uma certa letargia o tomava. Ele não fez nenhuma observação. limitou-se a olhar os arredores. Para isto poderia levar o tempo que fosse preciso.

    - Se vamos parar aqui, vou dar uma olhada nos arredores. Precaução nunca é demais, se é que me entendem. É bom que mantenho as ancas quentes... hehe.
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por Soviet em Dom Jun 28, 2015 6:18 pm

    - Eu vou com você, Fred - Gerifalte disse. A humana logo alcançou o halfling e os dois caminharam em volta de onde o grupo tinha parado, olhando os arredores com calma e atenção. Os dois se afastaram bastante de onde o grupo estava, cerca de oitenta metros, e manteve essa distância por toda a caminhada. Tudo o que os dois viram foram árvores e neve, nada além disso. Fred sentia um arrepio percorrer-lhe a espinha sempre que via qualquer movimento suspeito ou o vento lhe pegava desprevenido, e os dois aconteciam todo o tempo, o que fez com que o halfling se enfiasse cada vez mais no cobertor que Nuada emprestou, que era arrastado na neve e de vez em quando prendia em alguma planta ou raiz, o que fazia o halfling caminhar ainda mais devagar.

    Kórdan foi tão distante quanto os companheiros e depois um pouco mais, com Caninos em seus calcanhares e Lavyia enfurnada em sua roupa. O druida sentia os pés gelados dentro da bota e o cobertor aquecia, mas as brechas permitiam que o vento gelado entrasse. Kórdan não andou tanto quanto Fred e Gerifalte pois em uma clareira à pouco mestros de onde o grupo estava, um pouco mais adiante na floresta, o druida encontrou um emaranhado de vinhas enroscadas em algumas árvores e, apesar de estar escondido sob outra trepadeira e folhas verdes, Kórdan reconheceu o Maná do Inverso com suas folhas verde-prateadas e caule marrom-cinzento. O druida enfiou as mãos no meio das trepadeiras e procurou com calma e o encontrou, arrancando um fruto branco e de casca lisa e brilhante. Kórdan nunca tinha comido este fruto antes, mas sabia que não era venenoso. Lavyia estava completamente calada, provavelmente um efeito da floresta sobre a pequena fada.

    De onde estava, Ian conseguia ver todos os companheiros, além de Nuada que preferiu ficar ali. O mago tinha se lembrado das palavras de Lorde Erlan Duirsar e elas não eram nada comparadas a sensação que as Shanta Ahnvae realmente passam. O silêncio agressivo, a ausência de animais... Synne não dizia nada, apenas caminhava com o grupo e agora mantinha uma postura austera. O N'Tel'Quessir estava de pé entre Nuada e Ian e ele era mais alto que os dois, e tinha um porte tão altivo quando o elfo. O mago tinha certeza de que aqueles olhos tranquilos escondiam muita coisa. O mago buscou na memória qualquer informação que talvez tivesse lido e que estava escondida em algum canto de sua memória, mas não encontrou muitas coisas além do que lhe falaram. A única coisa além disso era que todas as raças próximas evitavam este lugar, e agora Ian sabia o motivo.

    Depois de cheirar a fruta e confirmar que era realmente a que se lembrava, Kórdan reparou que parte do chão da clareira não tinha neve. O druida tinha sentido algo diferente ao andar por ali, mas não tinha se atentado à isso antes por conta da descoberta de comida. Olhando para o alto, o druida teve a razão daquilo. Folhas-azul cresciam em uma das margens da clareira; não muitas, apenas o suficiente para conter um pouco da neve. Fred e Gerifalte voltaram para junto de Ian, Nuada e Synne depois de darem uma volta em torno de onde eles estavam, observando tudo. Kórdan procurou por mais frutos e vi que ali havia o suficiente para todos e ainda teriam um lugar sem neve para comer.
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por Elminster Aumar em Dom Jun 28, 2015 8:23 pm

    - Você tá bem, Lavya? - perguntou o druida honestamente preocupado com a sua pequena amiga enquanto ainda vagava pela floresta em busca de alimento. - Eu sei que ver o lugar assim é doloroso, mas você parece um tanto... abatida. Você não precisa passar por isso, por essa dor... Eu chamei você para vir junto comigo nesta viagem pois eu aprecio a sua companhia, mas eu vou entender se você quiser voltar para o aconchego de uma floresta saudável.

    Kórdan estava se sentindo um pouco culpado por ter trazido Lavya até as Árvores Noturnas. Aquele lugar era a antítese da natureza e da vida. Avançando com dificuldade pela neve e encarando o vento enregelante, o druida guiou o grupo até uma Maná do Inverno que continha alguns frutos brancos e de casca lisa. Ele arrancou um desses frutos, cheirou-o e em seguida colocou-o frente às narinas de Caninos Cinzentos. A opinião do olfato aguçado de seu companheiro era importante para Kórdan. Sabendo que o fruto não era venenoso, o druida colocou em sua boca e foi o primeiro a prová-lo. Sendo o gosto bom ou não, Kórdan retornaria ao grupo logo depois e diria à todos:

    - Eu encontrei alguns frutos comestíveis e um bom lugar para descansarmos à margem de uma clareira.
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por Soviet em Seg Jun 29, 2015 11:33 pm

    - Não estou bem, mas eu não vou embora - O tom de Lavyia era assustadoramente sério - Eu vivi toda a minha vida entre amigos, vendo com meus olhos apenas aquilo que era bom. Eu preciso viver esta experiência. Não precisa se preocupar comigo.

    A fada sorriu, mas não foi como das outras vezes. Kórdan continou se culpando, mas o druida entendeu que não havia nada que pudesse ser feito. Lavyia não voltaria para a Floresta Alta. Caninos cheirou o fruto e primeiro o lobo sacuiu a cabeça, mas depois de cheirá-lo pela segunda vez, arriscou uma mordida, que foi seguida por outra, que derrubou o fruto no chão, aonde foi devorado por Caninos. Kórdan voltou quando Fred e Gerifalte ainda estavam contornando o perímetro. Nuada parecia feliz com a notícia.

    - Isso é bom, estou faminto.

    Não demorou e o halfling e a cavaleira se juntaram aos resto do grupo e ouviram as boas notícias.
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por Belaurel em Ter Jun 30, 2015 7:09 pm

    A viagem fora exaustiva. Primeiro revigorante, sim - o ar frio das montanhas penetrara seus pulmões como veios de gelo, e seu corpo respondera à agressão enrijecendo-se. Gerifalte sentira-se tão empedernida e sólida quanto as montanhas ao redor, mais viva que jamais estivera em Lua Argêntea. O tenso encontro com os orcs não foi suficiente para semear-lhe preocupação. O grupo permanecera unido durante a ocasião, e isso lhe surgiu como um bom augúrio. Gerifalte também voltou à faca e à madeira. Durante as noites, enquanto a fogueira crepitava, ela tentava tirar uma forma do pequeno bloco de tília, e, embora trabalhasse com esmero por um par de horas diariamente, ainda não estava muito certa do resultado.
    A escassez de comida lhe roubou os prazeres da marcha e da escultura, e, como seus companheiros, Gerifalte chegou à floresta com a moral baixa. Desgostava da vegetação densa. Mesmo que tivesse a fineza para se movimentar entre as plantas, a cavaleira andava precavida em sua couraça, e, agora, patrulhando ao lado do Halfling, sentia-se como uma grande vaca num celeiro apertado. Resolveu não reclamar. Todos tinham seus próprios problemas, e era claro que o pequeno estava desgostoso por não ter com o que estufar a barriga.
    Nada notável nas redondezas — avisou soturnamente, ao reencontrar o grupo. Mas recebeu as notícias do druida com um largo sorriso e felicitações. Depois de um modesto abraço e tapa nas costas do druida, deslizou a mão para o interior da algibeira, onde estavam a faca e o rude bloco de madeira. Bem alimentada e num acampamento confortável, hoje terminaria aquele coelho. Estava uma das orelhas mais curta que a outra?
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por Portuga em Ter Jun 30, 2015 10:35 pm

    Ian seguia o grupo, sentia-se limitado naquele região, até então, anos de estudo nos livros elficos e draconianos não foram capazes de lhe mostrar como aquela floresta funcionava, além do óbvio é claro...uma lugar aparentemente profanado e com uma aura mágica assustadora.

    Ian percebera o grupo desconfortável, normal, se ainda tivesse pelos em seu corpo, diria que estaria com eles ouriçados, arrepiados, o temor pelo inesperado era grande e sua alma começava a se despedaçar em medo, junto com sua barriga que clamava pela energia para alimentar seu fogo vital.

    Mas então, o tal druida, recém conhecido, trazia boas novas, comida e um bom lugar para descansar...novamente tudo parecia fazer sentido de novo, Bahamut estava olhando, sim estava!  
    Aceitou a indicação do druida de bom grato e logo se alimentava, saboreando algo desconhecido, de gosto ruim até, mas que lhe manteria vivo, a cada mordida, se sentia um pouco mais envergonhado, um pouco mais triste, por desconfiar de Bahamut e por faze-lo ver o quão fraco e indigno era...

    Ian olhava para o grupo e sabia que deveriam continuar em frente e com uma certa cautela, já tinham adentrado bastante naquele lugar profano e sentia que logo logo, algo não muito agradável iria dar-lhes a boa vinda...

    -Acho que obviamente devemos deixar alguém ir na frente e explorar com mais cautela o lugar, não vou dizer que não esteja com medo, por que estou, mas meu medo maior agora, é sermos emboscados mais a frente por seres desconhecidos....

    Uma pausa, e logo questionava Synne, na esperança que o mesmo falasse...

    -Synne, você conhece o caminho melhor que todos, diga nos como podemos nos preparar e o que nos aguarda mais adentro deste lugar!? falara calmamente
    anderson
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por anderson em Qua Jul 01, 2015 9:54 am

    O Halfling olhara pelo perímetro com a cavaleira. Nada mais que um pequeno exercício, mas sabia que ficar parado ali, não ia ajudar. No fim iria se encontrar coberto de neve, reclamando da sorte. Nada digno de nota, mas o lugar era assustador. Cada passo um sussurro, um barulho, uma corrida de vento a mais. Isto somado ao terror que os sensitivos tinham do lugar causava muita preocupação por parte do Halfling, que se orgulhava por responder rápido ao perigo, mas ainda tinha muito medo.

    Ao retornar ao restante do grupo, ele ouve as boas notícias do druida e até seu rosto cora um pouquinho mais. Não vê a hora de estar nesta tal clareira com comida para eles. Comeria até capim, se necessário.

    - Ótimo. Vamos a esse maravilhoso recanto o quanto antes. Isso aqui me dá nos nervos. - Disse em tom sério. Não brincava com comida. - Naturalmente eu me ofereceria para fazer este serviço, mas na atual conjuntura não sou mais que um inútil nesta neve... - Diz em resposta a fala de Ian.
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por Allindur em Qua Jul 01, 2015 2:54 pm

    A princípio, a viagem fora desagradável. Nuada havia passado tempo demais em jantares e escritórios, e agora seus músculos reclamavam do esforço, sua pele reclamava do frio, e sua barriga reclamava da comida. Conforme os dias passaram, porém, seu velho treinamento militar foi reavivando, e seu corpo começou a tratar toda a viagem com uma espécie de combate. Um combate longo, deliberado e desgastante, mas um combate assim mesmo. Conforme seus músculos se endureceram e seu sangue ferveu, o elfo descobriu que aquele tipo de esforço não era inteiramente desconfortável. Fisicamente, estava mais bem disposto que estivera em anos. Claro que tinha uma vantagem clara sobre seus aliados: não precisava dormir, então o chão duro e o frio da noite não lhe incomodavam.
    Se estava fisicamente confortável, estava moralmente arrasado. Começara a viagem preocupado e nervoso, e conforme os dias passavam e ele não se aproximava de seu destino, suas esperanças apenas diminuíam. Devia ter procurado saber mais sobre a distância até seu destino. Não só trouxera pouca comida, como estava claro que toda aquela iniciativa tomaria muito mais tempo que presumira. Já duvidava que, mesmo se retornasse vivo e com ouro, o faria em tempo hábil para resgatar seu legado. O humor do elfo apenas piorava, e ele passava o tempo calado, pouco interagindo com o grupo além do que a rotina de viagem e os cuidados táticos exigissem. Enfurnado na caverna por dois dias, seu humor, já soturno, degenerou em uma desesperança tediosa e desapaixonada. Alternava suas horas entre sair para vigiar o acampamento e rabiscar as paredes de pedra. Ao fim da reclusão, cisnes em vôo de todos os tamanhos e graus de detalhamento recobriam as paredes baixas o bastante para que o elfo alcançasse.
    Finalmente chegando à floresta de destino, o humor de Nuada melhorou um pouco. Permanecia silencioso, mas raciocinava que metade do percurso estava terminado, faltando apenas localizar seu alvo e depois a viagem de retorno. Tendo isso em vista, o longo tempo se tornou, de alguma forma, menos importante, conforme a mente do elfo se concentrava no que devia fazer agora, e não nas consequências de qualquer falha já ocorrida. Como que para compensar isso, porém, sua condição física piorou, conforme fome e sede cobravam seu preço. Nuada se encontrou irritadiço e levemente paranoico também, quando percebeu que havia terminado seu vinho e quanto tempo passara sem álcool forte e de qualidade. Lhe ocorria agora que talvez houvesse se tornado dependente demais da substância. O fato de estar remoendo esse pensamento pela quinta vez no dia enquanto revirava um odre que já sabia estar vazio há três dias ajudava a confirmar a hipótese. O fato de ter tentado esfaquear uma árvore da última vez que o vira vazio também contribuía. Parado na clareira, contemplando sua sede por água e outras coisas, Nuada notava que, apesar não ser tão atingido pela coisa quanto o druida e sua fada, estava definitivamente incomodado com o lugar. Ele não podia sentir, de fato, a presença maligna que seus companheiros comentavam, mas algo na forma como as sombras de projetavam das arvores acentuava sua paranoia, lhe fazia se perguntar se não havia algo atrás de cada rocha. Talvez sua conexão com sua raça não estivesse tão rompida quanto presumia, no fim das contas.
    O elfo deu graças silenciosas a Corellon pela comida que Kórdan encontrou. Entre a fome opressora, a preocupação com a missão e a saudade do álcool, Nuada nem sentia o sabor do fruto, apenas comeu com pressa. Fome aplacada, começou a considerar certos problemas com a posição atual do grupo, e Ian pareceu vocalizar perfeitamente suas preocupações.

    -Não, não devemos enviar o halfing. Em uma floresta, precisamos de um mateiro. Acho que Kórdan deveria manter-se de batedor. Me preocupa apenas uma questão: poderá ele se manter oculto de qualquer ameaça que possa encontrar? Não acho que seria sábio que alguém fosse à frente apenas para ser atacado antes de poder chamar ajuda.
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por Soviet em Qui Jul 02, 2015 10:43 am

    O grupo entrou na clareira com o espírito abatido. Mesmo o belo espetáculo que o reflexo azulado do sol nas copas rígidas das folhas-azul contrastando com o verde-pálido das outras árvores proporcionava não ajudou a animá-los. Apenas os frutos brancos e de gosto agridoce serviram para elevar novamente o moral de todos ali. Apenas Synne parecia demonstrar um certo ânimo diante da floresta e da exaustiva viagem.

    Synne olhou para Ian, arqueou as sobrancelhas e apontou para Nuada, fazendo uma expressão que indicava que ele concordava com o elfo. Lavyia deixou as rouas de Kórdan e posou no chão, pegando um pedaço da fruta do druida para si e comendo em silêncio. Por um momento todos ficaram em silêncio, apenas comendo, e a breve ilusão criada pelo alívio imediato proporcionado pelos frutos começou a desvanecer. O impacto inicial se fora, é verdade, mas a ausência do canto de simples pardais criava uma sensação muito ruim, como se houvesse um predador invisível sempre à espreita.
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por Elminster Aumar em Dom Jul 05, 2015 10:19 am

    Todos ficaram felizes e notoriamente satisfeitos com a notícia que Kórdan lhes trouxe da comida encontrada e do lugar para descansar. Geritalfe até lhe deu um singelo abraço, o que fez o jovem druida ficar sem reação, rígido como uma tábua por aqueles poucos segundos. Ele não entendera totalmente o gesto, afinal, há quantos anos alguém não lhe abraçava? Ele não se lembrava nem mesmo de ter recebido os abraços de sua mãe, já que ela morrera quando ele ainda era bastante jovem e suas memórias eram escassas daquele tempo.

    Somado a isso um leve rubor acentuou-se em seu rosto, e o druida ficou grato ao se dar conta de que todos estavam tão felizes com a notícia que ele trouxe que nada perceberam. Assim, Kórdan guiou o grupo até a clareira, onde eles passaram a comer os frutos e a descansar debaixo da copa de uma árvore. Ele fica em silêncio durante boa parte da conversa que se prosseguia, e apenas abre a boca para falar quando Nuada o cita para ser um batedor.

    - Eu e Caninos podemos fazer isso - concorda o druida. - O que me falta em audição sobra em Caninos, e ele ainda tem um olfato mais apurado que o meu. Se formos atacados, Caninos pode voltar para o grupo rapidamente e trazer a notícia.
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por Portuga em Dom Jul 05, 2015 9:52 pm

    Ian ficara feliz de saber que o druida e caninos conseguiam dar conta da missão, isso trazia um pouco de conforto naquele clima hostil, mas como mago, tinha que se preparar para o pior...assim relembrava em sua mente, balbuciando os lábios, suas palavras mágicas preferidas caso alguém inadvertido tentasse lhe pegar...ou a alguém de sua mais nova comitiva.

    Seus olhos estavam atentos, como havia dito anteriormente, temia pelo pior, tanto tempo naquele lugar e ainda não vira nenhuma ameaça...isso certamente não condizia com aquele clima que lhe arrepiava sua espinha.

    Pensara em usar sua mão espectral para puxar seu saco de dormir a sua frente, mas temia que seus novos companheiros rissem de sua atitude...tal pensamento fez suas costas tomarem uma curvatura inclinada ao solo, se mantendo o mais sorrateiro e observador possível...bem, pelo menos o mais que sua mente lhe permitia imaginar que assim o fazia.

    Olhos atentos e gestos prontos...seguia o grupo em direção ao pior...
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por anderson em Sab Jul 11, 2015 12:45 am

    Pingacana chega à proteção da árvore e agradece muito a Yondalla por esta graça, Dado ao seu tamanho diminuto ele deita no chão comendo a fruta e olhando para a árvore. Até onde ela iria? Qual o seu tamanho? Estava curioso, mesmo que pensasse em fechar o olho por alguns minutos...

    - Vocês acham que a gente vai encontrar outro lugar assim?
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por Soviet em Seg Jul 13, 2015 10:18 pm

    Todos comeram o quanto desejavam. Os frutos eram estranhos de se ver e tocar, o gosto era incomum, mas eles alimentavam, e era isso o que importava. Uns poucos instantes de paz. O grupo concordou silenciosamente com a oferta de Kórdan, apesar de que talvez Fred nem mesmo tenha ouvido o que o druida disse. O halfling, deitado na relva, observava com olhos distantes a árvore, notando como ela era alta, mais alta do que muitas das outras árvores que o ladino já tinha visto. Talvez por ela estar em uma floresta e todas as outras dentro de uma cidade.

    Fred esperava muitas respostas, menos Kórdan gritando "Cuidado!". O ladino se levantou à tempo de ver uma trepadeira atrás de Nuada se mover e envolver o pescoço do elfo, que tentava se libertar com todas as forças. Aparentemente, a planta se colocou sobre a trepadeira com os frutos, na esperança de que algum incauto surgisse ali levado pela fome e o atacasse, e o destino lhe trouxe cinco incautos. A trepadeira tinha vencido o duelo de forças com Nuada e agora seus braços envolviam também o dorso do elfo, além do seu pescoço.

    Ian, que já estava intimidado pela floresta, sentiu o corpo gelar quando viu vinhas envolvendo o corpo do guerreiro élfico, que começava a entrar em desespero sob o aperto agressivo da planta. Ian se levantou com um salto, pronto para ajudar o companheiro, mas antes que o mago pudesse fazer qualquer coisa, as plantas sob os pés de todos também começaram a se mover. Raízes brotavam da terra, a grama crescia além de seu tamanho anterior, cipós escorriam das árvores e arrastavam-se pelo chão. Gerifalte também foi pega de surpresa, mas sua armadura deixava a cavaleira pesada e seus pés, assim como o de todos os outros, foram envolvidos e presos pelas plantas que cresciam. Apenas Fred, Synne e Caninos foram ligeiros o bastante para escapar das plantas. Lavyia, que até aquele momento estava quieta, alçou vôo do ombro de Kórdan, sacou um pequeno arco que carregava, que ninguém do grupo tinha notado antes, e disparou uma minúscula flecha contra a planta.

    - Sua perversão anti-natural! - A fúria na voz aguda da fada impressionava - Solte o Nuada!

    A flecha bateu na madeira flexível que torcia o tronco do elfo sem fazer nada, e logo em seguia dos ouviram o estalo. Os ossos de Nuada cediam sob o aperto da planta, que insistiu por mais um segundo antes de soltar o corpo inerte do guerreiro no chão. O silencioso espadachim se levantou em uma velocidade impressionante e pareceu por um instante que a espada de Synne tinha saído da bainha por vontade própria tão rápido fora seu saque. O homem se virou com certa dificuldade, por causa das plantas que tentavam enredar seus pés, e desferiu um golpe ligeiro nos galhos que tinham acabado de soltar Nuada. Alguns galhos caíram no chão, mas a planta não se retraiu.

    situação:
    Todos, com exceção do Fred e do Caninos, estão presos pelas plantas. Para se libertarem é preciso um teste de força. Mesmo quem está livre ou se libertar só poderá se mover com metade do deslocamento usando uma ação de rodada completa. Kórdan, que tirou 22 no teste de sobrevivência, agiu antes da vinha, então pode se mover 9 metros. Quem permanecer na área afetada terá que fazer um novo teste de Reflexo, CD 13, no próximo turno. A área da magia é de 12 metros (ou 40 pés), o que envolve toda a área da clareira, então, em resumo, vocês terão que fazer um teste de Reflexo toda rodada.

    Nuada caiu e está com -7 pontos de vida.

    mapa do combate: https://app.roll20.net/join/382786/reIIwQ
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por Elminster Aumar em Qui Jul 16, 2015 8:12 pm

    Os instintos de Kórdan estavam afiados e ele pressentiu que algo estranho estava prestes a acontecer. Por isso o druida tentou se afastar da clareira, mas foi em vão. Antes de conseguir escapar da área, as trepadeiras se enroscaram em suas pernas e em seus braços. O druida lutou para se desenvencilhar das plantas, porém a sua força foi insuficiente. Sem poder mover-se, o druida alertou o seu lobo:

    - Corra Caninos, afaste-se destas plantas traiçoeiras.

    Caninos Cinzentos, que estava livre, começou a fugir das trepadeiras. Elas eram muitas e a sua corrida era prejudicada uma vez que o lobo tinha que saltar sobre as plantas e tomar cuidado para não ser enroscado por elas. Ele não conseguiu sair da clareira, mas ficou bem próximo de onde Kórdan estava. O druida sentiu pena ao ver Nuada caído no chão, talvez morto, mas ele nada podia fazer para ajudá-lo.
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por Portuga em Seg Jul 20, 2015 2:31 am

    Ian vira de repente a floresta ganhar vida, seu corpo estava congelado por aquela atmosfera pesada, sentia um calafrio percorrer seus ossos, seu corpo quase inerte, fazia com que Ian, parecesse uma presa fácil....parecesse...

    Apesar de seu corpo não corresponder rapidamente, sua mente o fazia, seu intelecto era algo excepcional e que trabalhava num ritmo muito mais acelerado que seu corpo.

    Antes que percebesse, "bloqueio", viera a sua mente, e ainda antes de notar seu pensamento, já tinha dito as palavras que lhe foram ensinadas por seus pais e deixado o pequeno graveto em sua bolsa mágica, tocar o chão a sua frente, quando o faz, o faz com um baque pesado, tornando-se um grande cubo de madeira, que viera a lhe proteger do ataque da trepadeira.

    Blockade:


    Blockade

    (Complete Scoundrel, p. 95)

    Conjuration (Creation)
    Level: Druid 1, Ranger 1, Sorcerer 1, Wizard 1, Consecrated Harrier 1,
    Components: V, S, M,
    Casting Time: 1 swift action
    Range: 0 ft.
    Effect: 5-ft. cube of wood
    Duration: 3 rounds
    Saving Throw: No
    Spell Resistance: None

    You drop a tiny wooden block before you. It rapidly begins growing and hits the ground with a heavy thud, now a perfect 5-foot cube of dense wood.
    You call a cube of solid wood, 5 feet on a side, into being. The cube must be created upon solid ground in an empty square. If no solid surface exists that is large enough for the cube to fit on, or if no adjacent square is empty, the spell fails.
    The cube weighs 2,000 pounds. It has a hardness of 5 and 600 hit points, and it completely fills one 5-foot square. Multiple cubes can be stacked. If it is pushed into water, the cube floats.
    Material Component: A block of wood, less than 3 inches on a side.



    Livre momentaneamente do perigo, tentaria ajudar os outros, sem força e sem magias para tal situação, buscaa sua perdeneira e isqueiro, não seria o ideal, mas tentaria fazer fogo em seu próprio tronco para depois tentar queimar aquela árvore maligna... (ação de rodada completa aki)
    anderson
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    Re: Frutos Eivados

    Mensagem por anderson em Qua Jul 22, 2015 12:58 pm

    Pingacana vai da satisfação do descanso merecido ao terror do cerco. Plantas com vida própria levantaram-se e emboscaram o grupo. Apesar da barriga rechonchuda, Fred tinha reflexos aguçados e seu corpo respondeu antes mesmo que sua mente desse o comando. Rápido, ele se levanta num só salto antes que os vegetais o enredassem.

    Já livre da cilada, ele fica de pé apenas para ver seus novos amigos, um após o outro, serem vencidos pelo emaranhado de galhos e raízes, ou o que quer que seja aquilo. O pior aconteceu para o elfo que teve o pescoço quebrado pela trepadeira-monstro, e caiu inerte no chão. Não tinha tanta ligação ainda com os companheiros, mas não era cena boa de se ver e ele desvia o rosto no momento em que o "Crec" aconteceu. Se houvesse tempo retiraria seu chapéu em respeito ao companheiro morto. Se houivesse tempo...

    Seu instinto de sobrevivência falou primeiro e o melhor que pode pensar naquela situação foi em salvar sua pele o mais depressa possível, e assim o fez. Também, não havia o que fazer que justificasse sua presença ali, no meio da vegetação. Seu pescoço era muito mais frágil que o do elfo.

    - O que eu faço, o que eu faço?.. Ei, vou sair daqui e jogar uma corda. AhHhhHHhhhHHHHhhhh! - Ele não estava muito seguro deste curso de ação, mas não queria parecer um covarde.
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    Re: Frutos Eivados

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      Data/hora atual: Seg Abr 23, 2018 6:37 am