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    #Prólogo - O Cavaleiro

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    Darkwes
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Sab Ago 22, 2015 11:03 am






    Assim que Lanthys se posiciona ao seu lado, Leviathan começa a andar com passos firmes para o interior do templo, atravessando o corredor que se encontrava fortemente iluminado de maneira sobrenatural. Enquanto caminha, o jovem cavaleiro se recorda de todo o seu treinamento e de tudo o que passou até chegar neste momento, foram diversas provações e sacrifícios, nos últimos dez anos o jovem podia ter tido uma vida comum em outro lugar, quem sabe teria sido adotado por outra família, teria hoje uma profissão, talvez tivesse até mesmo encontrado um amor. Todavia, não havia hesitação no coração de leão do jovem cavaleiro, ele sabia que havia feito a escolha certa e que não perdoaria a si mesmo se não aceitasse a oferta de Leviathan, a de se tornar um cavaleiro apto a combater os mesmos horrores que destruíram as vidas daqueles que o garoto mais amava.

    Lanthys nota que os demais instrutores também seguiam pelo corredor, devidamente acompanhados de seus discípulos. Quando estes se aproximam da saída do lado oposto ao qual adentraram, começam a ouvir uma voz cantarolando, o som se multiplica contagiando outras vozes e instrumentos musicais acompanham, determinando um ritmo que vai crescendo...




    O jovem adentra ao lado de seu mestre no próximo ambiente logo após a melodia ter início, o local se tratava de um imenso salão retangular de paredes e colunas brancas que pareciam emanar um brilho tênue, semelhante ao presenciado na Torre dos Espíritos Heroicos. Os dois andares acima de onde se encontravam eram abertos, ampliando ainda mais o ambiente, diversas estátuas que lembravam criaturas místicas e seres angelicais completavam a decoração do salão. Ao redor estavam posicionados diversos instrutores do CABAL, de todas as três escolas, além destes, inúmeras esferas brilhantes estavam dispostas no ambiente, movimentando-se ao ritmo da melodia que ecoava. Lanthys não observava instrumentos musicais e nenhum dos instrutores cantava, o que dava a nítida impressão de que a melodia que o jovem escutava estava sendo produzida pelas manifestações espirituais ali presentes.

    Na extremidade oposta à entrada, havia uma pequena plataforma circular e, atrás desta, uma grande abertura que tinha seu interior escurecido. À frente da plataforma se encontravam um jovem rapaz e uma garota que aparentavam ter não mais do que doze anos, no entanto, ambos tinham cabelos completamente brancos, além de vestirem-se com robes brancos, decorados com plumas de mesma cor. Cada um dos pequenos carregava uma pequena almofada e, sobre esta haviam medalhões iguais aos utilizados pelos membros do CABAL. Assim que os instrutores posicionam-se em frente à pequena plataforma a melodia se encerra e, logo em seguida, uma forma começa a ser observada movendo-se pelas sombras da abertura diante dos presentes, uma voz feminina e juvenil então ecoa pelo salão, ao mesmo tempo em que uma jovem deixa a área escurecida, adentrando lentamente no grande salão, posicionando-se sobre a pequena plataforma diante dos instrutores e seus discípulos.

    - Sejam bem vindos, filhos do amanhã, é com grande prazer que recebo-lhes hoje, para que se tornem aqueles que construirão um mundo melhor!

    Quando a jovem adentra completamente no ambiente, Lanthys pode observar sua silhueta misturar-se com a de outro ser que a acompanhava. A garota de cabelos longos e negros, pele clara, íris branca e feições angelicais, trajava um robe branco decorado com detalhes dourados, sendo acompanhada de uma criatura de corpo longo como o de uma serpente, cabeça semelhante a de um cavalo, porém adornada de chifres dourados, além possuir um par de asas angelicais. A criatura movia-se lentamente mantendo seus olhos fechados, como se repousasse ao redor da jovem, protegendo-a ao mesmo tempo. Tanto a criatura quanto a jovem pareciam emitir um brilho tênue lhe dando características ainda mais sobrenaturais, no momento Lanthys não podia afirmar se o efeito era natural ou causado pela ingestão da poção que consumira mais cedo, o que não diminuía o encantamento das figuras diante dele.

    Imagem:


    Assim que a figura se tornou completamente visível, os três instrutores imediatamente se curvaram demonstrando respeito, os demais jovens que se formavam permaneceram de pé por alguns instantes, impressionados com a figura sobrenatural que se encontrava diante deles, imitando o movimento de seus mestres em seguida.




    *Off: ...


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Dom Ago 23, 2015 3:16 am

    Lanthys no melhor estilo cavaleiro, ajoelha-se logo em seguida, sua perna direita, com o pé plantado ao chão, enquanto seu joelho esquerdo encostava diretamente ao solo... Sua capa havia sido arremessada para trás durante o movimento não ficando enroscada ou dobrada, mas sim disposta ao chão com perfeição... Sua espada segurada pela mão direita, estava completamente na vertical, com uma das pontas ao chão a frente do cavaleiro e o cabo na outra extremidade parecendo ter sido alinhada com perfeição, enquanto o braço que as guiava, ou seja, o direito, repousava sobre o joelho do mesmo lado que estava neste momento, a altura do peito do guerreiro devido a ter se abaixado... Sua mão esquerda repousava pouco abaixo da cintura,mais precisamente ao início de sua coxa enquanto seu rosto olhava para o chão, pois a visão daquela que ele considerava a matriarca, lhe encantou profundamente...

    (Obs.: Quase isso, mas com espada na frente e mão na coxa, além claro, do rosto voltado para baixo)
    Spoiler:


    O coração de leão, havia muito tempo não se sentia daquela maneira, da mesma forma que a visão angelical lhe proporcionava uma tranquilidade e serenidade, a presença da mesma o deixava ansioso, nervoso por assim dizer, pois Lanthys parecia não se sentir digno de estar diante de tamanha presença pacífica... Em seu íntimo, o cavaleiro parecia ter encontrado algo mais a ser protegido neste mundo, pois tamanha bondade deveria ser guarnecida para sempre, assim ele pensava...

    Lanthys em pensamento silencioso: " - Esta é a matriarca? E o dragão ao seu redor, será o que me testou na caverna? Será ele o colaborador de quem Naberius me comentou? Seria ele a criatura mística a ter trazido para este mundo o cavaleiro lendário e os fundadores do CABAL? É quase inacreditável que eu tenha conquistado o direito de aqui estar, este privilegio é algo do qual jamais minha alma irá esquecer-se...

    Lanthys ainda escuta em sua mente a canção entoada em sua entrada, ele tem certeza de que a mesma parou de ser entoada, mas era como se sua alma ainda a ouvisse de tanto bem que ela lhe fez, assim como a entrada da matriarca e de seu guardião, cena esta que ficava se repetindo em sua mente enquanto ele observava o chão em sinal de respeito... Junto a todos estes sentimentos, Lanthys ecoava de seu coração sem parar a frase...

    Lanthys em pensamento silencioso: " - Isto é por vocês também... Pai e mãe...
    Darkwes
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Dom Ago 23, 2015 8:26 pm






    Após alguns instantes de silêncio, a voz da matriarca se propaga novamente por todo o salão e, apesar da mesma não demonstrar fazer nenhum esforço para impostar sua voz, suas palavras parecem ganhar mais volume do que o possível, talvez devido a acústica do salão, ou quem sabe se tratava ainda do efeito da poção ingerida pelo jovem cavaleiro, era difícil afirmar com convicção.

    - Leviathan, Astaroth, Kimaris e todos os demais instrutores que aqui se encontram e, que de uma forma ou de outra, contribuíram para formação destes jovens. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer profundamente à vocês, por seu talento e dedicação para com o CABAL, sem vocês esta ordem não poderia prosperar diante de tantas adversidades. Mesmo afastados do resto do mundo, não nos sentimos sozinhos e é através da união e dedicação de cada um de vocês que podemos continuar a ter esperança!

    A matriarca sorriu levemente enquanto lançava seu olhar em direção a cada um dos instrutores presentes, em seguida curvando-se gentilmente em sinal de agradecimento. Após alguns instantes, a mulher de aparência angelical olhou em direção aos jovens que se formavam. A besta mágica ao redor de Lilith se movia lentamente, mantendo-se acima do solo alguns centímetros, levitando mesmo sem mover suas grandes asas angelicais, permanecendo de olhos fechados.

    - Devo agradecer à vocês também, por suportarem tantos anos de intenso treinamento. Vocês que estão aqui hoje juntando-se a nossa causa, mesmo sabendo que este é um caminho conturbado e perigoso. Alguns de vocês perderam entes queridos, mas conseguiram superar a perda e se fortalecer diante dela. Todavia, vocês não foram preparados para vingar-se daqueles que lhes fizeram mal, mas sim para proteger a vida de outros inocentes, para impedir que o mal continue se espalhando e contaminando cada vez mais o coração das pessoas. Para que assim se tornem um raio de esperança em meio à escuridão!

    A misteriosa mulher de longos cabelos negros curvou-se novamente, mantendo o corpo inclinado por alguns instantes. Os dois pequenos de cabelos brancos que se encontravam em frente à plataforma deram um passo à frente, aproximando-se dos três instrutores e seus discípulos sem dizerem uma palavra. Kimaris ergueu-se sem fazer muita cerimônia, apanhando um dos medalhões que se encontrava sobre a almofada que era trazida pelo pequeno garoto. Astaroth também se ergueu apanhando dois medalhões que eram trazidos pela pequena garota. Já Leviathan, ao contrário dos demais, não apanhou nenhum medalhão que se encontrava sobre as pequenas almofadas. Ao se erguer o cavaleiro olhou em direção à matriarca, em seguida removendo um medalhão que se encontrava oculto sob suas vestimentas, o erguendo.

    - Perdoe-me pela quebra de protocolo Lilith, mas gostaria de entregar este medalhão a meu discípulo. O mesmo pertenceu a um valoroso companheiro e tenho o mantido comigo como um amuleto, no entanto, é chegada a hora de repassá-lo a alguém que possa fazer melhor uso do mesmo!

    A matriarca pareceu surpreendida por um instante, mas logo em seguida inclinou a cabeça para frente, mantendo o leve sorriso em seu rosto, concordando com o pedido do cavaleiro. Os dois pequenos que seguravam as almofadas se afastaram, voltando ao mesmo lugar onde se encontravam inicialmente, em frente à plataforma onde Lilith estava. Logo em seguida, cada um dos instrutores se virou, colocando o medalhão no peito de seus discípulos. O medalhão do jovem rastreador tinha o formato de uma serpente entrelaçando-se em si mesma, os medalhões das sacerdotisas representavam o crânio de um corvo, enquanto que o do cavaleiro tinha a forma da cabeça de um lobo.

    Os instrutores então moveram-se lateralmente abrindo espaço entre seus discípulos e Lilith, a matriarca levou a mão esquerda até a fronte da criatura mágica que a envolvia, acariciando-o por alguns instantes, em seguida, a mulher misteriosa voltou a olhar em direção aos jovens.

    - Acalmem suas mentes, pois é chegada a hora de se harmonizarem com seus amuletos!

    A criatura ao redor da matriarca começou então a mover-se de forma mais expressiva, abrindo suas asas, serpenteado no ar ao redor da mulher e erguendo sua cabeça acima da mesma. A criatura emitia um som que lembrava o rugido de um leão, no entanto, não havia agressividade no mesmo, soando mais como se a criatura estivesse entoando algum tipo de canção. Logo em seguida, a criatura baixou a cabeça, inclinando-a em direção aos jovens, lentamente abrindo seus olhos que emitiram um forte brilho amarelado. Os jovens puderam sentir seus amuletos ressoando, enquanto que pequenas esferas luminosas que se encontravam no ambiente moveram-se até eles, em seguida fundindo-se aos medalhões, fazendo-os também emitir um brilho tênue e, mesmo que ninguém os tivesse informado, eles já sabiam o nomenclatura gravada no amuleto que carregavam, aquele seria seu protetor de agora em diante... para Lanthys, o nome era Valefor.




    *Off: ...


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Seg Ago 24, 2015 2:01 pm

    Lanthys se sente como nunca havia se sentido antes... Paz, felicidade, ansiedade, inquietação, comunhão... O jovem cavaleiro leva a mão e delicadamente encosta seus dedos indicador e médio ao medalhão em seu peito e baixando a cabeça levemente com um sorriso no rosto e olhos fechados, pronuncia...

    Lanthys: " - Valefor... Seja bem vindo Valefor... Trabalharemos juntos daqui por diante até o dia da vitória ou da derrota completa... Eu te prometo..."

    Lanthys então retira a mão do medalhão e a coloca no lugar onde estava antes, sua cabeça então se ergue observando Lilith e os demais, aguardando o que viria então... A movimentação da criatura ao redor da Matriarca era fascinante, ao mesmo tempo que inspirava temor devido a sua seriedade e aparência, transmitia uma paz interior muito grande... Ou isso era o efeito do líquido ingerido, Lanthys não saberia dizer ao certo... Ele se sentia completo, ele se sentia pronto para enfrentar os oponentes em nome da vida, ele se sentia, um legítimo Cavaleiro Garou e estava feliz com isso...

    Sem tirar os olhos da direção onde encontava-se Lilith e a criatura ao seu redor, Lanthys observava tudo pois não sabia o que aconteceria a seguir e não tinha intenções de cometer alguma gafe em sua formatura... Ao mesmo tempo, sua curiosidade já lhe castigava com a pergunta "quem seria o amigo especial de seu mestre cujo medalhão Valefor era seu inicialmente?"
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Seg Ago 24, 2015 3:24 pm






    Com seu medalhão em seu peito, o jovem cavaleiro observa a criatura mágica se mover retornando a sua posição inicial, mantendo-se ao redor da matriarca, fechando seus olhos novamente. A mulher de cabelos negros manteve seu olhar em direção aos jovens que se formavam, voltando a se pronunciar logo em seguida.

    - A partir de hoje todos vocês são reconhecidos como membros efetivos do CABAL e recebem também a permissão para deixarem esta ilha, carregando a alcunha de investigadores. Antes de encerrarmos a cerimônia, gostaria que pronunciassem seus nomes verdadeiros e, caso desejem dizer algo mais, se sintam à vontade para fazê-lo.

    Todos os instrutores presentes no salão permaneciam em silêncio, aguardando que os jovens se pronunciassem. Além de Leviathan, Astaroth e Kimaris, Lanthys pode também observar no salão, Naberius entre outros instrutores dos cavaleiros com quem teve pouco contato, além destes, o jovem pôde também notar a presença de Mesphito, o alquimista que conhecera mais cedo.




    *Off: ...


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Seg Ago 24, 2015 4:02 pm

    Lanthys então ergue-se, dá um passo a frente e erguendo sua espada a frente de seu corpo, mantendo-a em linha reta com a ponta do cabo de forma a alinhar-se com a altura de seus olhos, enquanto sua mão esquerda, tocava de novo com a ponta dos dedos em Valefor, o guerreiro diz...

    Lanthys: " - Algo de grande ênfase se destacou em meio as demais palavras inigualáveis que aqui ouvimos agora... Não fomos treinados para nos vingar... Temos um poder em mãos capaz de muitos feitos... Seja pela espada, pela perspicácia ou pela sabedoria... Temos muitas vantagens únicas, mas o mais importante de tudo... Não fomos treinados para nos vingar! Fomos treinados para impedir que o mal continue a se propagar e se pudermos, colocar um fim em tudo isso, mas nosso coração, alma e mente, devem estar sempre firmes nesse intento, mesmo nos momentos de maior emoção ou raiva... Não fomos treinados para a vingança, fomos treinados para proteger a vida e é isso, que juro, junto a Valefor e diante de todos aqui presentes, seja em carne e osso seja de outra forma possível... Eu, Lanthys LionHeart... Hoje muito mais do que cavaleiro, eu me torno um protetor da vida inocente e assim será, até o fim de meus dias sobre este mundo físico e difícil e isso será feito, em nome da vida, em nome de todos que me ajudaram e permitiram chegar até aqui e principalmente, em nome daqueles que ainda estão por vir e merecem que deixemos a eles, um mundo melhor, mais justo, mais pacífico e menos coberto de trevas..."

    Lanthys dá novamente um passa atrás porém desta vez ele não se ajoelha, ele segura sua espada ao lado do corpo ainda com a mão direita, sua mão esquerda fica pendida ao lado do corpo igualmente e ele fica a olhar para a matriarca de forma respeitosa e séria...
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Ter Ago 25, 2015 10:00 am






    A matriarca mantém seu olhar fixo na direção do jovem cavaleiro enquanto este se apresenta, fazendo também suas colocações a respeito do que havia sido dito e sobre o que esperava para o futuro. Ao concluir, Lanthys pode ver Leviathan movimentar sua cabeça em sinal afirmativo, demonstrando aprovar o que seu discípulo acabara de dizer. Logo em seguida, os demais jovens se apresentaram dizendo algumas poucas palavras, o rastreador chamava-se Christoffer e as sacerdotisas eram Amandine e Selene. Lanthys não os conhecia previamente, mas certamente haveria oportunidade de trocarem algumas palavras em breve.

    Após as apresentações, a matriarca juntou suas mãos e fechou os olhos, permanecendo em silêncio por alguns instantes, em seguida proferindo algumas palavras.

    - Que os espíritos ancestrais iluminem os seus caminhos e que as trevas se mantenham distantes de seus corações, pois hoje nós representamos um único desejo e trilhamos um único caminho! E nunca se esqueçam, somos mais fortes quando nos unimos!

    A criatura mística que se encontravam ao redor da matriarca voltou a mover-se ativamente, serpenteando no ar em volta de Lilith, em seguida subindo e se afastando da mesma. A criatura começou a girar no alto do salão e todas as esferas luminosas foram se agrupando ao redor desta, acompanhando os movimentos do animal místico, ao mesmo tempo em que novas sonoridades foram se propagando pelo salão. Novamente o som aparentava estar sendo emitido pelas esferas luminosas, que se moviam de acordo com o andamento da melodia.




    Conforme a melodia se encerrava, as esferas brilhantes passaram a se fragmentar em pequenas fagulhas luminosas, que foram desvanecendo enquanto desciam sobre os presentes, como uma cascata luminosa. A criatura mágica também começou a ficar translúcida, retornando para onde se encontrava a matriarca antes de desaparecer completamente. Quando todas as esferas haviam desaparecido, a matriarca inclinou-se levemente, em seguida se despedindo.

    - Agradeço a presença de todos e dou como encerrada a cerimônia de formatura dos novos membros do CABAL. Espero revê-los em breve, pois devo me retirar, mas espero que aproveitem as festividades, pois uma nova vida se iniciará para vocês a partir de agora e momentos como este tenderão a se tornarem cada vez mais raros. Com licença...

    A matriarca virou-se em direção a mesma abertura pela qual havia adentrado no salão, passando a caminhar lentamente em direção à mesma, enquanto isso, todos os instrutores no local curvaram-se respeitosamente até que a matriarca deixasse o ambiente. As festividades mencionadas pela matriarca ocorreriam do lado externo do templo, para onde alguns instrutores já passavam a se mover.




    *Off: ...


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Ter Ago 25, 2015 1:52 pm

    Lanthys elevou as duas mãos, com as palmas abertas para cima como se tentasse colher a chuva dourada que caía sobre eles... Com um sorriso no rosto, ele se assemelhava naquele momento a uma criança que tocava pela primeira vez a chuva... Súbito ele desperta para as palavras da matriarca e de sua saída do recinto, e acompanhando seus mestres e os demais, ele se ajoelha e reverencia a bela mulher que agora deixava o local...

    Terminada sua saída e da criatura mística, Lanthys se ergue novamente, olha para cima tentando entender do que se tratava a "chuva dourada" e logo em seguida pra palma de sua mão esquerda, ainda aberta... Ele então fecha a mão, e erguendo seu rosto para cima, fecha os olhos e tenta sentir se a chuva dourada transmitia algo... O cavaleiro então abre os olhos e volta a posição normal e guarda sua espada por debaixo de sua capa, ficando assim com as duas mãos livres... Tocando novamente em Valefor, ele questiona...

    Lanthys: " - Não sei como nos comunicaremos, se nos comunicaremos... Mas estou feliz que esteja comigo, seja lá quem você já tenha sido... Conte comigo para ser o melhor Cavaleiro Garou possível..."

    Lanthys procura por Naberius, queria que seus dois mestres estivessem com ele naquele momento, e começa a caminhar em direção a Leviathan, observando os demais integrantes da formatura, em especial os formandos como ele, afinal, não sabia nada a respeito de ambos e seria interessante ser sociável com todos, afinal, como a matriarca bem disse, unidos eles eram fortes... Laços de amizade e respeito eram a melhor união que poderia existir e ele pretendia desenvolver isso com todos com quem convivesse.

    O jovem vai até Leviathan então e chegando a frente dele faz uma leve reverência, sorrindo então...

    Lanthys: " - Parece que tudo deu certo mestre... Mas gostaria de lhe perguntar algumas coisas... Aquela criatura que protege a matriarca é mesmo dragão Grou que nos ajuda nos treinos? E a matriarca, ela é humana ou um espírito puro como citei antes? E Valefor mestre, a quem pertenceu, quem foi o amigo especial que era seu companheiro antes? E a chuva dourada, era como uma benção dos espíritos ancestrais pra nós? Qual o significado da chuva dourada mestre?"

    Lanthys fica a observar Leviathan e seguir-lhe para onde se dirigisse...
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Ter Ago 25, 2015 8:43 pm






    Enquanto alguns instrutores já se retiravam, Lanthys segue em direção à Leviathan que cumprimenta o rapaz com um sorriso em seu rosto, visivelmente satisfeito com a formatura de seu discípulo. O instrutor ouve os questionamentos de Lanthys e começa a caminhar em direção a saída do salão, apoiando uma das mãos sobre o ombro direito de Lanthys.

    - Em primeiro lugar gostaria de parabenizar-te por mais este importante passo Lanthys! Tua história como cavaleiro começa a partir daqui e tens toda a capacidade para superar quaisquer outros desafios que surjam em tua jornada!

    O instrutor então acenou em direção à Naberius que se encontrava do lado oposto do salão, fazendo com que o lobo branco os aguardasse próximo a saída. Enquanto caminhava lentamente, Leviathan complementou, dessa vez buscando responder a um dos questionamentos de seu discípulo.

    - Quanto aos teus questionamentos, tua curiosidade é justificável Lanthys, há muita coisa que ainda desconheces e a cada momento surpresas se revelarão. Todavia, gostaria de lhe dizer que nem todas as coisas podem ser entendidas ou mesmo explicadas de maneira racional. Sendo assim, alguns dos fenômenos que presenciastes hoje, só poderás entender futuramente, mas outras poderei ajudar-lhe a melhor compreender.

    Leviathan já a poucos metros de Naberius fez uma pequena pausa, interrompendo sua movimentação e olhando em direção ao jovem cavaleiro, em seguida dando sequência ao que dizia.

    - A criatura que pudestes observar hoje não se trata do dragão Grou, este é uma entidade completamente diferente. A criatura mística que acompanha Lilith se trata de um ser espiritual de extrema pureza que pode se manifestar neste plano, mas que não é natural deste. Além disso, somente alguém como Lilith pode se comunicar com ele. Você pode compreende-lo como uma espécie de familiar da matriarca.

    O cavaleiro fez uma nova pausa, olhando em direção à Naberius que permanecia aguardando, apenas observando à distância o diálogo entre mestre e discípulo.

    - Você pode entender Lilith como alguém que atingiu um estágio de iluminação muito acima do possível mesmo aos mais dedicados membros do CABAL. Somente alguém com um espírito totalmente puro poderia alcançar tal feito... talvez não tenhas notado, pois Lilith pode sentir a presença das pessoas, determinando onde estas se encontram, mas a matriarca não possui o sentido da visão.

    Olhando em direção à Naberius, Lanthys já notava que o instrutor parecia um tanto curioso a respeito do que Leviathan tanto dizia ao jovem cavaleiro, mas o lobo branco parecia não querer interrompê-lo, mantendo-se onde estava. Os demais instrutores já haviam deixando o salão enquanto Leviathan prosseguia sanando as dúvidas de Lanthys pacientemente.

    - O fenômeno que vislumbrastes ao fim da cerimônia se trata de um ritual costumeiro, nós o chamamos de banho espiritual. Este é um sinal de que tens a aprovação das manifestações espirituais presentes na cerimônia e significa também uma espécie de renascimento. Já a respeito do medalhão...

    Leviathan tocou o medalhão sobre o peito de seu discípulo, olhando para o mesmo por alguns instantes, parecendo se recordar de acontecimentos passados. Após um período mais longo em silêncio, o cavaleiro tornou a falar mantendo uma expressão que indicava certa nostalgia.

    - Este medalhão pertenceu a um companheiro que lutou bravamente ao meu lado por muitos anos. Além de excelente combatente, este era um grande amigo com quem eu sempre podia contar em qualquer ocasião... mais do que isso, se estou vivo hoje é porque o antigo portador de Valefor salvou minha vida Lanthys. Infelizmente ele faleceu na ocasião e nada pude fazer a respeito devido às minhas limitações. A partir daquele dia, decidi que me tornaria forte o bastante para que ninguém perdesse sua vida para que eu continuasse vivo... este medalhão carreguei comigo por todos esses anos para que não me esquecesse da promessa que fiz! Dessa maneira, entrego-te este amuleto, pois acredito que sejas tão corajoso quanto seu antigo portador e tenho certeza de que ele está contente com minha decisão!

    O cavaleiro manteve um olhar firme em direção de seu discípulo, ao mesmo tempo Leviathan sorriu, demonstrando confiar em sua afirmação de que o amuleto se encontrava em boas mãos. Ainda de longe, Naberius apenas observava o diálogo entre os dois cavaleiros que parecia chegar a uma conclusão...




    *Off: ...


    Lanthys
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Qua Ago 26, 2015 10:09 am

    Lanthys toca no medalhão novamente e sente que se iniciava ali uma grande amizade... Ele não sabia se iriam conversar por palavras ou se por sensações, ou se iriam fazer algo nesse sentido, mas após a narrativa de Leviathan, Lanthys sabia que ele tinha agora a responsabilidade de ser tão dedicado quanto seu antigo portador, era o mínimo que ele poderia fazer tanto pelo cavaleiro morto, quanto pelo cavaleiro salvo...

    Lanthys: " - Eu... Eu entendo suas palavras mestre... Acredito que senti o mesmo ao ver meus pais serem mortos... Queria ter a força e o poder pra ter impedido, mas não tive... E agora, busco essa força pra evitar que mais pessoas passem pelo que passei, pelo que meus pais passaram, pelo que você passou mestre..."

    Lanthys fecha os olhos e se concentra como que tentando transmitir seus pensamentos a Valefor, pois sabia que alguém com chama espiritual deveria compreender de alguma forma... Lanthys então solta o medalhão e olhando com determinação para Leviathan completa...

    Lanthys: " - Tenha certeza mestre, usarei cada dia de minha vida para cumprir esta missão e ser o mais valoroso possível ao lado de Valefor! Irei atender suas expectativas e confiança mestre, tenha certeza!"

    Lanthys então revisa seu equipamento uma vez mais, observa mestre Naberius próximo deles e olha para Leviathan novamente...

    Lanthys: " - Temos mais de uma criatura mística então que nos auxilia e apoia... Era uma criatura sem igual realmente o familiar de nossa matriarca, parecia ser um anjo num formato diferente do que aprendi a conhecer, mas sua energia, sua clareza, parecia um sol em forma de ondas energéticas não agressivas, eu... Eu realmente não sei explicar em palavras a sensação... E pelos deuses, não se percebe que a nossa matriarca não possa ver, sua expressão é de como se nos olhasse além da visão, ela parece conseguir olhar nossa alma e isso tira qualquer suposição de que seja privada de seu sentido da visão... Ela teria vindo de outro plano, talvez junto do cavaleiro lendário mestre? Ou é alguém de nosso mundo mesmo que conseguiu o que todos nós deveríamos conseguir, a pureza de espírito para conviver em harmonia com todos?"

    Lanthys revisava suas vestes, sua espada assim como ajeitava seu cabelo procurando estar apresentável afinal, era uma formatura, e algo desse nível era tão incrível ao jovem que ele queria se sentir completamente preparado para tal ao lado de Leviathan e Naberius, queria que todos o vissem como alguém em quem valeu a pena ter investido todos esses anos de treinamento, pois embora os espíritos o tivessem aprovado, ele queria se preparar e qualificar a cada dia mais... Antes que Leviathan pudesse responder seu questionamento, ele sussurra olhando para baixo e fechando seu punho....

    Lanthys: " - É difícil acreditar que alguém como eu pode ter chegado até qui e recebido aprovações tão valorosas..."
    Darkwes
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Qua Ago 26, 2015 2:16 pm






    Leviathan ouve as palavras do discípulo e demonstra concordar suas afirmações a respeito do medalhão e de seu futuro, em seguida Lanthys volta a comentar a respeito da matriarca e da criatura mágica que a acompanhava. Enquanto questiona novamente Leviathan a respeito de Lilith, o jovem cavaleiro observa do outro lado do salão, os dois pequenos que carregavam os medalhões subirem na plataforma onde a matriarca se encontrava anteriormente, posteriormente adentrando na mesma abertura que esta deixou o salão, também desaparecendo do campo de visão do rapaz.

    - Como afirmei anteriormente Lanthys, algumas coisas que tu presenciastes hoje, talvez só possa compreender completamente no futuro. Entre estas coisas, se encontra a origem da matriarca... mas tenho certeza de que ela mesma poderá lhe revelar outros detalhes no futuro. O que posso te afirmar é que Lilith possui a mesma constituição física de qualquer outra jovem e nenhum treinamento ou habilidade ofensiva como você, eu ou qualquer outro membro do CABAL, cabendo a nós todos a tarefa de protegê-la.

    Enquanto comentava a respeito da matriarca, o instrutor olhava com seriedade para o discípulo, mas antes que este pudesse respondê-lo, Naberius aproximou-se cruzando os braços parecendo entediado.

    - Ei! Vocês dois vão ficar aí a noite toda? Tem uma festa lá fora nos esperando meus caros! Aposto que todos querem conhecer melhor o mais novo cavaleiro Garou!

    Após a afirmação o lobo branco sorriu demonstrando que, apesar da longa espera, mantinha o bom humor. De onde se encontravam os 3 cavaleiros, estes começam a ouvir o som de instrumentos musicais se propagando do lado externo do templo, indicando que as festividades já tinham se iniciado.




    *Off: ...


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Qua Ago 26, 2015 2:32 pm

    Lanthys então após observar os pequenos que somem por onde sumiu a matriarca, enquanto completa sua fala comenta...

    Lanthys: " - Certo mestre, esperarei o momento de saber mais sobre a matriarca se assim for permitido... Acredito que entenda minha curiosidade pois ela parece ser "pura" demais para o que vivemos em nosso mundo... E sobre as crianças mestre, o que elas são? Parecem não ter expressão em seus rostos... São crianças em treinamento como eu quando cheguei aqui? Seus cabelos são um tanto incomuns e elas me pareceram... Tristes..."

    Lanthys percebe Naberius impaciente com as perguntas do jovem, ele mesmo coça a nuca e percebe que está na verdade é nervoso, e a declaração de seu mestre de que muitos querem conhecê-lo o deixa ainda mais nervoso... Quem era ele afinal pra merecer ser conhecido por alguém ele pensava, porém ao mesmo tempo essa ideia vem acompanhada de outra que diz "Você agora é um Cavaleiro Garou, a esperança de muitos, tome seu rumo ex-criança e se torne um adulto"... O guerreiro não sabe ao certo se alguém sussurrou isso a ele ou foi sua própria convicção, mas ele se sentia mais preparado para o que ainda estava por vir... Lanthys respira fundo e visivelmente ainda um pouco nervoso, tenta disfarçar...

    Lanthys: " - Então... Precisamos proteger a matriarca também... Corrida a vida de um Cavaleiro Garou, não?

    Lanthys se prepara para seguir seus mestres, de maneira alguma daria o primeiro passo... Seria capaz de enfrentar um leão mesmo sem sua espada e armadura para proteger qualquer um dos dois, mas não entraria em uma festa de formatura a frente deles, jamais!
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Qua Ago 26, 2015 5:40 pm






    Leviathan sorri com o comentário de Naberius, escutando em seguida outra indagação de seu discipulo, dessa vez a respeito das 'crianças' que estavam presentes na cerimônia. O cavaleiro parece querer responder a pergunta, mas Naberius se antecipa.

    - Crianças?... Ah, aqueles dois não são crianças apesar de aparentarem ser bem jovens, mas esta é só a aparência que eles assumiram... de fato, cada um dos Vigias deve possuir algumas centenas de anos...

    O lobo branco levou a mão direita ao queixo pensativo, aparentemente raciocinando a respeito da idade dos dois pequenos. Leviathan então apoiou uma das mãos no ombro de Lanthys e a outra no de Naberius, passando a caminhar em direção a saída, conduzindo os dois.

    - Os Vigias são seres escolhidos para estabelecerem um elo entre o nosso mundo e os planos inferiores. São seres de certo modo imortais e nos auxiliam como guias, delegando missões quando notam manifestações de entidades malignas em nossa realidade. Dessa maneira, são aliados insubstituíveis para o CABAL. Estes dois que tu vistes hoje não são os únicos e quando deixares a ilha, entrarás em contato com outros Vigias, pois cada um destes é responsável por determinadas regiões.

    Os três cavaleiros foram deixando o corredor que dava acesso ao salão interno, chegando ao lado externo do templo que estava um tanto diferente do que o observado anteriormente. Havia um grupo musical formado por homens e mulheres trajando vestimentas semelhantes às utilizadas por sacerdotes e sacerdotisas, cada um portava um instrumento arcaico como tambores, flautas e alaúdes, executando canções animadas. Haviam pequenas tendas com alimentos e garrafas de vinho sendo servidas também, tudo montado enquanto a cerimônia transcorria pelos demais habitantes da ilha que também participavam da festividade. Ao todo deviam haver em torno de duzentas pessoas espalhadas por toda a área em frente ao templo carmesim, algumas delas já olhavam curiosas em direção aos cavaleiros que acabavam de se apresentar.




    *Off: ...


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Qui Ago 27, 2015 9:30 am

    Lanthys vai acompanhando seus mestres e se dirigindo ao local onde as festividades já estão seguindo seu curso, enquanto conversa, ele observa o local e comenta...

    Lanthys: " - Vigias... Entendo... Parece que muito do que o CABAL é e proporciona não pode ser visto então com os olhos e sim com a alma... Eu jamais iria cogitar que os Vigias não fossem crianças, mais ainda, jamais consideraria que seriam elos entre os mundos... E ao que tudo indica, terei contato seguidamente com eles, pois é deles que receberei a maioria de minhas missões... A propósito, como funciona o sistema de regiões, cada cavaleiro é responsável por uma área ou somos escolhidos pela distância do local ou qualquer outra característica relevante?"

    Enquanto vai seguindo e conversando, Lanthys observa a tudo e a todos ao redor e o nervosismo começa a passar e o cavaleiro começa a se sentir mais leve para estar entre todas aquelas pessoas... O cheiro de comida lhe instiga a atenção e ele busca com os olhos e com o olfato se haveria algo além de frutas e pão pois sua boca salivava por algo diferenciado e sua fome era imensa... Talvez o cessar de tantas emoções tenham deixado seus sentidos mais básicos agirem e a fome que era reprimida pode ter vindo a tona com o tempo de calmaria que estava vivenciando naquele dia... A festa parecia contagiante, linda, os trajes, a alegria no rosto das pessoas, o som empolgante da música o fazia ficar mais descontraído e aceitar mais fácil tudo que havia acontecido com ele...

    Lanthys: " - A propósito mestres, o efeito do liquido ingerido, é permanente? Ou precisarei de um meio de avistar as coisas não mundanas daqui pra frente pois o efeito cessa em algum tempo?"
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Qui Ago 27, 2015 4:15 pm






    Leviathan e Naberius se entreolham, parecendo um aguardar que o outro responda a indagação a respeito dos Vigias, notando a indecisão do colega, a fera ancestral então toma a iniciativa.

    - A delegação de cada cavaleiro para diferentes localidades depende de diversos fatores Lanthys. Por vezes se faz necessário enviar investigadores para uma determinada região como um reforço, outras para se resolver algo em específico devido as características dos envolvidos e do alvo. Alguns podem ficar em uma região por diversos anos, enquanto outros atravessam o continente, mas esta decisão geralmente é tomada a partir do que os próprios investigadores desejam.

    Enquanto caminhavam se aproximando das tendas, Lanthys começa a observar os diversos petiscos que eram servidos. Haviam doces de diversos formatos, frutas em pedaços mergulhadas em calda, pães recheados, bolos e tortas, tudo parecia ter sido preparado há pouco e pelo aroma deviam estar deliciosos.

    Leviathan ouve o novo questionamento do jovem cavaleiro e Naberius se aproxima de uma das tendas, apanhando uma taça e preenchendo-a com um pouco do vinho que estava em um pequeno galão, provando-o sem muita cerimônia.

    - O efeito da poção que bebestes deve estar terminando Lanthys, sua duração é de apenas algumas horas... podes não ter notado devido a tudo que ocorreu, mas passaram-se em torno de duas horas desde que tu ingeriste o líquido!

    Antes que Lanthys pudesse dizer algo mais, Naberius chama-lhe a atenção erguendo uma taça em direção ao rapaz.

    - Ei Lanthys, pegue uma taça e venha também provar um pouco desse vinho meu caro! Uma boa bebida fermentada de vez em quando faz bem... isso vale pra você também Leviathan!

    De longe Lanthys também podia avistar o alquimista Mesphito, o mesmo se encontrava conversando com as jovens sacerdotisas que haviam se formado há pouco...




    *Off: ...


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Qui Ago 27, 2015 4:57 pm

    Lanthys se aproxima de Naberius, pega uma das taças, serve um pouco do vinho indicado por seu mestre e sorve um gole moderado, afinal, ele não bebia bebidas fermentadas até então, não saberia como se sentiria ou reagiria... Ele então fica a pensar em tudo que ouviu dos mestres e vira-se para a banca procurando algo para comer...

    Lanthys: " - Realmente parece que acabamos de entrar no templo Carmesin... Duas horas já se passaram... A cerimônia foi tão incrível que não percebi..."

    Lanthys observa Mesphito ao longe, fica com vontade de ir até ele e perguntar-lhe pelo anel, mas o mestre havia pedido que retornasse no dia seguinte, então não iria incomodá-lo com trabalho em meio a festividade... E ele parecia estar entrosado no assunto com as duas sacerdotisas... Lanthys fica mais convicto de que ele as observava aquele dia e agora, já se pergunta se não estão de alguma forma, tendo algum tipo de relação... Em sua cabeça, ou as moças não sabem que foram observadas, se realmente forem elas, ou elas estavam se exibindo para Mesphito... De qualquer forma, aquele assunto não dizia respeito a Lanthys e ele não iria envolver-se nisso, como formandas, elas devem saber lidar com mestres tarados com toda a certeza, não era necessário ele gastar seu tempo com um assunto tão particular...

    Olhando para um recipiente com diversas fatias de uma apetitosa torta cortada, Lanthys pega uma fatia e a come com calma, degustando seu sabor incrível... O guerreiro então olha para seus mestres e comenta...

    Lanthys: " - Tenho muita vontade de voltar a meu antigo lar... Rever Moomba se ainda ali habita... Saber quem vive na casa de meus pais hoje... Mas acredito que as missões não me deixarão espaço para tal luxo e minha obrigação primordial é com a preservação da vida... Que minhas missões me levem até lá em algum momento para que possa rever o lar de meus pais..."

    Lanthys morde mais um pedaço da deliciosa torta e sorve outro gole moderado da bebida fermentada enquanto observa as pessoas a sua volta... Em sua cabeça ele ficava imaginando se integrantes do CABAL podiam se relacionar entre si, não conseguia avistar casais no meio das pessoas... Poderia ser que não estivesse olhando para os lugares certos ou apenas que não estivessem na festa... Com exceção de Mesphito não parecia haver atrações entre homens e mulheres na ordem... Ou isso ou eram realmente muito discretos...

    Lanthys: " - Mestres... Não existe casamento entre homens e mulheres do CABAL?"
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Sex Ago 28, 2015 11:46 am






    Enquanto Lanthys e Naberius bebiam e se deliciavam com diversas iguarias, Leviathan apanhou uma taça com uma bebida de coloração amarelada e se limitou a ingerir algumas frutas naturais. Os instrutores ouviam as colocações do jovem cavaleiro e seu questionamento em relação à união entre membros da ordem, o que faz com que Naberius sorria e bata uma das mãos nos ombros do rapaz.

    - Agora este é um questionamento interessante meu caro! Não há problema algum em haver união entre membros do CABAL, mas podemos dizer que muitos de nós possuem vidas muito atípicas para manter uma família! Mas se está pensando em flertar com alguém não se acanhe meu caro! As moças aqui presentes certamente não se importariam em ser cortejadas!

    Após conversarem por algum tempo, os cavaleiros são abordadas por diversos membros da ordem que parabenizam Lanthys pela formatura, alguns poucos destes eram conhecidos, sendo a maioria integrantes das outras escolas e pessoas que ajudam a manter tudo funcionando na ilha. As festividades transcorrem de forma tranquila por mais algumas horas, a música contagiava a alguns que arriscavam alguns passos de dança, mas a maioria dos instrutores aproveitava a oportunidade apenas para se socializarem.

    Apesar da grande quantidade de comida, restavam apenas alguns poucos petiscos e boa parte das bebidas também tinha sido consumida. Apesar disso, com exceção de Mesphito que cochilava recostado nas paredes do templo, os presentes não demonstravam ter bebido mais do que deviam.

    Algumas das pessoas começavam a se retirar do local, desmontando as pequenas tendas que já se encontravam vazias. Já devia passar das duas da madrugada quando os cavaleiros notam que o céu negro, outrora estrelado estava cada vez mais encoberto de nuvens negras. O vento parecia se agitar, como se tentasse anunciar algo que estava prestes a ocorrer...




    *Off: Fim do Prólogo. Continua no Capítulo 1.


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

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