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    #Prólogo - O Cavaleiro

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    Darkwes
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Dom Ago 02, 2015 5:22 pm






    Após o último movimento o jovem guerreiro se prepara para se desviar daquilo que o atingira anteriormente, aguardando até o momento em que percebe novamente algo cortar o ar, executando um rolamento para sair de onde estava em seguida saltando. O movimento permite que Lanthys visualize melhor o grande objeto metálico que se assemelhava a um machado duplo invertido e de proporções gigantescas, possuindo três lâminas, uma em cada uma das extremidades medindo mais de um metro e meio e uma terceira se projetando na parte inferior de mais de um metro de comprimento. O estranho objeto possuía ainda um formato bem detalhado se assemelhando a cabeça de um dragão. (Imagem)

    A primeira vista Lanthys teve a impressão de se tratar apenas de um pêndulo, no entanto, após este se desviar da primeira investida, o grande machado gira ao redor de si mesmo ainda em movimento e muda de direção indo de encontro com o guerreiro buscava golpear o objeto, fazendo com que sua lâmina se colida com a do grande machado. Lanthys tem certeza de ouvir um novo rugido metálico enquanto o machado se move em sua direção, como se estivesse sendo emitido por algum tipo de criatura, não se tratando apenas do som rangido de metal. O impacto faz com que o jovem guerreiro seja impulsionado para trás, mas este consegue cair de pé sem baixar sua guarda ao mesmo tempo em que a 'presa' mergulha novamente na escuridão acima dele.

    Apesar de já ter visto o que o atingia com maior clareza, Lanthys ainda não podia afirmar com certeza o que era aquilo, ou se havia alguém ou alguma coisa controlando aquele imenso objeto semelhante a um machado duplo. Seria o próprio machado a Presa do Dragão a qual seus instrutores se referiam? E porque ela se movera daquela forma alterando seu trajeto e vindo em direção ao guerreiro após este se desviar, ainda emitindo um som que lembrava o rugido de uma criatura...




    *Off: Lanthys tecnicamente falhou em se esquivar, usando a espada para aparar o golpe com a segunda rolagem. Faça novamente duas rolagens lá no tópico. O objetivo ainda é se Esquivar ou Aparar com a primeira rolagem e atingir o alvo com a segunda rolagem. Caso falhe na primeira rolagem a segunda só serve para bloquear.


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Dom Ago 02, 2015 5:34 pm

    Lanthys se sente confiante, ele já conseguiu definir melhor com o que lutava e seus movimentos lembravam e muito uma espécie de ataque com cauda... Era como se o aparato tivesse vida própria e pudesse se mover conforme sua vontade, não apenas um pêndulo... Era diferente de alguém segurando uma chibata serpenteando pelo escuro atrás de sua presa. Tendo total apoio ao chão, Lanthys então corre em linha reta alguns passos, usa de impulso se arremete o mais alto que pode, girando para frente e quando atinge o mais alto que pode com o giro, ele golpeia o vazio tentando atingir o que ali se escondia, completando o giro, pousando ao chão e tentando se firmar para revidar o impacto que viria após sua investida!

    Lanthys: " - Existe uma criatura aqui... Algo que precisa ficar escondido, trancado e protegido... Algo que decide se enfrenta seus oponentes ou não... O desafio precisava ser aceito... Se precisava ser aceito, é porque existia uma forma de vida pensante naquelas trevas..."

    Lanthys acreditava não somente pelo rugido que ouvia em alguns momentos, mas principalmente por seu tipo de movimento que denotava a seus olhos, algo vivo, ou no mínimo, mágico...
    Darkwes
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Dom Ago 02, 2015 6:17 pm






    Uma vez mais Lanthys pode notar a grande lâmina cortando o ar, deixando a escuridão e movendo-se em direção à ele, no entanto, prevendo o avanço do grande 'machado', o guerreiro já se movimentava e salta antes que o mesmo o atinja, girando por cima do grande objeto metálico, completando o movimento golpeando o espaço acima deste. O jovem guerreiro pode sentir sua espada se colidir com algo metálico dando a impressão de cortá-lo, o que faz de imediato o grande machado que começava a mergulhar na escuridão se soltar e girar ao redor de si mesmo ao mesmo tempo em que um alto rugido se propaga por todo o ambiente. O objeto em formato da cabeça de um dragão vai em direção ao solo fincando uma de suas lâminas neste e rapidamente o grande machado vai se desfazendo até sobrar apenas o que aparenta ser uma lâmina curva de aproximadamente cinquenta centímetros.

    Logo em seguida o jovem guerreiro ouve novamente o rugido metálico que vai diminuindo de intensidade até cessar e o caminho de onde Lanthys adentrou no ambiente fica visível novamente. Naberius, que ainda se encontrava na entrada do grande salão tinha um sorriso no rosto que se combinava com um ar de espanto. O lobo branco começa então a caminhar em direção ao centro enquanto bate palmas e se põe a falar com o jovem guerreiro que ali se encontrava.

    - Impressionante! Meus parabéns meu caro! Leviathan vai se arrepender de não ter visto isso! É a primeira vez que vejo alguém decepar a presa tão rapidamente, mas acho que não devia ter esperado menos de você! A Presa do Dragão não pode ser vencida apenas com força bruta, mas também com a estratégia e refinamento que você acaba de demonstrar!

    O instrutor então caminha até onde a lâmina curva estava fincada, observando-a por alguns instantes, em seguida a removendo do solo num único movimento, erguendo-a na direção de Lanthys. Naberius mantinha um sorriso em seu rosto, mas sua expressão determinada e seu tom de voz que se seguia demonstravam que suas palavras fortes não eram mais do que a pura verdade. O instrutor não parecia mais olhar para o jovem guerreiro como um discípulo, mas sim como um cavaleiro assim como ele.

    - Esta Presa do Dragão é a prova de que está pronto para enfrentar a Provação das Chamas, para então se tornar um cavaleiro Garou!




    *Off: ...


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Dom Ago 02, 2015 6:31 pm

    Lanthys que estava em posição defensiva até a queda do aparato, observa as falas e movimentos de Naberius... Ele escuta a frase de que está pronto para sua provação final e nota a diferença no tratamento de Naberius para com ele... Lanthys então assume posição ereta novamente, embainha sua espada e respeitosamente se curva diante de Naberius...

    Lanthys: " - Até mesmo nas palavras... Uma vez mestre, eternamente mestre... Esta vitória é de todos, pois um pupilo honra os mestres e a humanidade ainda não corrompida, ganha mais um protetor..." Lanthys fica ereto novamente e olha para Naberius sorrindo... Como de costume, sua expressão demonstra mais do que deveria e é possível ver que Lanthys está emocionado com mais um passo em direção a sua formatura... Lanthys então coça a nuca de forma meio curiosa, faz uma espécie de careta e olhando para Naberius pergunta...

    Lanthys: " - Senhor Naberius... Mestre... Isso que decepei foi parte de uma criatura? Ela é amistosa? Não está ferida? Não devemos tratar dela? O que acabei de enfrentar meu senhor? Toda a vida é importante então, eu pergunto, não deveríamos ver como a criatura está?"

    Lanthys fica observando Naberius, afinal, se ele feriu alguém inocente, era correto ir tentar ajudá-lo a se curar...
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Dom Ago 02, 2015 9:41 pm






    Naberius mantinha um sorriso no rosto enquanto observa a reação do jovem guerreiro que em seguida o questiona a respeito do que havia acabado de derrotar. O instrutor vai de encontro a Lanthys e lhe entrega a pequena lâmina curva que restou do grande aparato metálico que ele havia decepado anteriormente. Observando a lâmina de perto, esta era de coloração esbranquiçada, mas certamente se tratava de algum tipo de metal, possuindo uma das extremidades pontiaguda enquanto a outra era mais larga e disforme, lembrando mesmo que vagamente uma presa de alguma criatura gigantesca.

    - Esta é uma das presas do dragão Grou, uma poderosa serpente alada que habita a floresta dos espíritos e devora qualquer tipo de criatura maléfica que nesta adentre. O dragão Grou é uma besta mágica tão poderosa que mesmo um pequeno fragmento de seu corpo como esta presa possui uma parcela de seu poder e consciência, sendo capaz de julgar o coração daqueles que a enfrentam... dessa forma, o dragão Grou julgou tuas capacidades em destruir o mal, assim como ele mesmo o faz.

    O instrutor fitava o jovem guerreiro com ar de convicção e aprovação em suas habilidades, da mesma forma que a misteriosa besta mágica havia acabado de julgá-lo.

    - Não se preocupe com teu feito, pois ele não feriu o dragão, sendo que este pode ser visto como um aliado do CABAL, sendo suas presas utilizadas desde tempos ancestrais para treinamento daqueles que combatem criaturas das trevas devido as suas propriedades especiais. Após sua formatura você poderá inclusive retornar a este local quando quiser utilizando as presas do dragão como uma forma de treinamento, afiando ainda mais suas habilidades!... Mas por hora, apenas traga a presa consigo, pois vai precisar dela...

    Após a breve explicação e ainda mantendo o bom humor, Naberius se virou caminhando em direção à escadaria, começando a fazer o caminho inverso de volta a saída da misteriosa caverna da Presa do Dragão...




    *Off: ...


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Dom Ago 02, 2015 10:06 pm

    Lanthys segura a presa em sua mão, abre o punho e olha pra ela... Aquilo representava muito para ele agora, afinal, ele havia passado por um teste, por uma provação e como ele considerou, era uma criatura que ele enfrentava, suas presas pelo menos, mas ainda assim, uma criatura... Um sorriso escorre pelo canto da boca do aspirante ao saber que a criatura Grou não ficou ferida, ainda mais depois de saber se tratar de um aliado, alguém que ao que tudo indica, parece ser tão antigo quanto a própria Cabal... Lanthys cerra o punho novamente guardando firmemente a presa e seguindo seu mestre no caminho inverso ao que fizeram antes, comentando...

    Lanthys: " - Mestre... A entrada da caverna pode ser acessada por qualquer espada de cavaleiro do Cabal como o senhor fez? E em qualquer momento que nosso coração deixar de atender os requisitos para cavaleiro, seremos recusados em nosso desafio caso aqui volte? E mestre..."

    Lanthys pára por alguns instantes, pensa se já tinha ouvido essa resposta antes, mas na dúvida e como tinha ela ainda na cabeça pergunta...

    Lanthys: " - Existe uma data para a Provação das Chamas já marcado? Além disso, como irei utilizar essa presa do dragão?"

    Lanthys ia arrumando seu equipamento, conversando, cheio de dúvidas e expectativas, revivendo os momentos do teste, o que aprendeu, o que o surpreendeu e o quanto ficou feliz com o resultado e com o retorno de seu mestre... Ele seguia Naberius e ia divagando e perguntando empolgado com tudo que o aguardava ainda...
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Dom Ago 02, 2015 10:44 pm






    Enquanto deixavam a escuridão da caverna e retornavam para a superfície em passos largos, o jovem guerreiro questiona o lobo branco a respeito daquele misterioso local até então desconhecido para Lanthys, mesmo este tendo treinado por todo este tempo na ilha, era a primeira vez que seguira naquela direção. Naberius então olha para o rapaz enquanto prossegue respondendo suas indagações a partir de seus conhecimentos.

    - Você está certo, todas as lâminas de cavaleiros do CABAL podem ser utilizadas para se abrir esta passagem da mesma maneira que fiz. E quanto a aceitação... o dragão Grou pode sentir a influência do mal e reagirá de acordo, podendo inclusive se tornar mais agressivo e perigoso do que o que você presenciou, tornando suas presas disformes. Pense na Presa do Dragão como uma forma de se prevenir que os cavaleiros continuem atuando caso tenham seus corações influenciados pela maldade.

    O instrutor manteve o sorriso no rosto, deixando a caverna e novamente atravessando a floresta, seguindo em direção à área de treinamento, mas não sem antes complementar o que dizia ao jovem guerreiro.

    - A Presa do Dragão será necessária para a primeira etapa da Provação das Chamas e quanto a sua realização, isso dependerá de Leviathan e do que ele acertar com Lilith... então temos de aguardar que ele conclua os assuntos que tem de tratar com a matriarca para que traga essas informações. Sugiro que descanse agora, você já se esforçou bastante hoje e certamente precisará de todas suas energias em seu último desafio que deve ocorrer em breve!

    Naberius estendeu sua mão direita em direção ao jovem guerreiro mantendo uma expressão de serenidade no rosto, Lanthys podia sentir que o instrutor estava reconhecendo seu bom trabalho e futuro promissor como um cavaleiro da ordem. Faltava pouco para que Lanthys alcançasse seu maior objetivo até aqui...




    *Off: ...


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Dom Ago 02, 2015 11:09 pm

    Lanthys orgulhoso, estende a mão a seu mentor e sorri confiante de que tudo se encaminha para o que ele buscou desde a morte de seus amados pais... Ele aperta a mão de Naberius e completa...

    Lanthys: " - Não decepcionarei nenhum de vocês!"

    Lanthys então faz uma leve reverência, se retira e vai em direção ao seu local de descanso. Sua ideia é tomar um banho, limpar seu equipamento, comer algo e dormir um pouco para estar totalmente preparado para seu desafio! Antes de dormir, Lanthys se reserva alguns minutos para fazer uma prece a todas as almas de seus irmãos perdidos em combate até agora...
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Seg Ago 03, 2015 11:18 am






    Lanthys se despediu de Naberius no início da tarde indo até seus aposentos que estavam localizados em uma pequena construção próxima à área onde transcorriam a maioria dos treinamentos. O pequeno cômodo onde Lanthys repousava e guardava seu poucos pertences era apenas um de muitos na construção onde tudo era muito rústico, mas o rapaz já estava acostumado ao pouco conforto, o abrigo o protegia do frio e da chuva e isto bastava para o jovem guerreiro.
    Lanthys conclui tudo o que tinha de fazer até o início da noite, indo repousar para recuperar suas energias para o dia seguinte que prometia ser tão intenso quanto este. Ainda durante a noite, quando a lua está alta no céu negro, o jovem tem seu sono interrompido por algo luminoso e, observando da janela de seu aposento, ele pode ver o que se parece com uma grande ave de chamas esverdeadas sobrevoando a ilha em seguida desaparecendo enquanto sobe aos céus liberando diversas pequenas faíscas que vão desaparecendo aos poucos até não restar nenhum vestígio da misteriosa criatura. O rapaz se recorda de ter observado o mesmo fenômeno em algumas ocasiões no passado, apesar de não saber exatamente do que este se trata.

    Pela manhã, após despertar mais cedo do que o habitual e realizar suas costumeiras tarefas matinais, o jovem deixa seus aposentos chegando até a área onde costumava treinar diariamente, logo avistando seu mestre Leviathan que se encontrava no centro da zona de treinamento. O cavaleiro mantinha seus olhos fechados parecendo extremamente concentrado e segurava à sua frente com sua mão esquerda a bainha de sua espada, mantendo a mão direita sobre o cabo da mesma. O instrutor permaneceu imóvel até que uma forte brisa soprou trazendo com ela algumas folhas secas, em um único movimento Leviathan desembainhou sua grande espada montante e cortou as folhas que flutuavam em sua direção com grande precisão e velocidade, em seguida girando a lâmina através do cabo encaixando-a novamente na bainha após o movimento numa demonstração de destreza sobre-humana ao manejar uma espada tão longa com tamanha velocidade e precisão.

    Leviathan se virou notando a aproximação do jovem guerreiro, abrindo seus olhos e cumprimentando o rapaz inclinando levemente sua cabeça, em seguida se pondo  a caminhar em direção à ele.

    - Lanthys! Você parece revigorado para este novo dia! Estava o aguardando, mas antes de outra coisa tenho de lhe parabenizar por seu desempenho na Presa do Dragão. Tinha certeza de que estava apto para vencer o desafio e trazer uma das presas consigo!

    O instrutor mantinha um sorriso em seu rosto enquanto olhava diretamente nos olhos do jovem guerreiro, demonstrando estar orgulhoso da performance do rapaz no dia anterior.




    *Off: ...


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Seg Ago 03, 2015 11:32 am

    Lanthys vai caminhando em direção ao seu mestre ainda  estupefato com a proeza realizada por Leviathan, embora soubesse que ele era capaz disso e muito mais, aquilo sempre o surpreendia. Lanthys mantém os olhos em seu mestre, afinal, seu teste poderia já ter começado e ele não iria desapontar a confiança de Leviathan e Naberius em si. O jovem vai em direção a Leviathan com firmeza mas sem ansiosidade e em sua mão esquerda, a presa fechada fortemente dentro de seu punho...

    Lanthys: " - Obrigado mestre, mas apenas coloquei em prática, tudo que o senhor e mestre Naberius me ensinaram... É uma honra ser reconhecido por vocês como apto aspirante ao posto de Cavaleiro Garou!"

    Lanthys se mantinha expressivo e receptivo, mas atento a qualquer sinal que partisse de seu mestre a ele, por menor que fosse...

    Lanthys: " - E sim mestre, descansei muito e estou pronto para os treinos de hoje, apenas tenho um questionamento, se for possível me responder claro... A noite, a exemplo de outras noites desde que aqui cheguei, vi um clarão e algo como um pássaro de grandes proporções que sobrevoou a ilha, desaparecendo logo em seguida e deixando uma espécie de trilha de energia ou algo similar que foi sumindo... Com certeza o senhor deve saber do que se trata..."

    Lanthys fica a observar o mentor na expectativa de saciar sua curiosidade!
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Seg Ago 03, 2015 1:53 pm






    Leviathan escutava os questionamentos do jovem guerreiro ainda segurando sua espada embainhada com sua mão esquerda, apoiando a mesma contra o solo fazendo com que Lanthys tivesse a noção exata do comprimento da grande espada de cabo e bainha brancos com detalhes em dourado, a mesma devia possuir aproximadamente um metro e meio de extensão total. Lanthys se recorda de que nas mãos de um cavaleiro habilidoso o metal espiritual pode ser tão leve quanto uma pena ou tão pesado quanto uma montanha, mas para isso é necessário muito treino e, certamente, manejar uma arma daquele tamanho deveria exigir um esforço muito maior do que outra arma de tamanho médio como uma espada longa comum.

    Leviathan mantém o sorriso no rosto antes de responder ao questionamento do jovem a respeito do misterioso pássaro visto na noite anterior.

    - A criatura que deve ter visto de teu quarto era nada menos que a ave do renascimento. Certamente se recorda dos medalhões que te mostrei ontem, certo? Como lhe falei é realizado um ritual para purificá-los e permitir que os espíritos de nossos companheiros descansem em paz... este ritual fora realizado ontem, sendo aquele pássaro criado a partir das chamas espirituais que representam cada um de nossos colegas!

    O instrutor parecia bem mais aliviado do que quando fora visto inicialmente no dia anterior, certamente tendo sido influenciado pelo fato de seus companheiros agora poderem descansar em paz devido à realização do ritual. No entanto, ainda haviam alguns assuntos a serem tratados entre os dois, assuntos estes que Leviathan logo demonstrou constar em suas prioridades.

    - Tenho também boas notícias para você Lanthys. Lilith aprovou a tua formatura, permitindo que o último teste que lhe resta seja aplicado... dessa maneira, podemos avançar nos preparativos para te tornares também um cavaleiro Garou!

    O cavaleiro apoiou a mão direita sobre o ombro do rapaz, demonstrando que aprovava a decisão e também o parabenizava pelo feito, em seguida continuando sua colocação.

    - Esta presa que tu carrega será necessária para obter tua arma de cavaleiro na Torre dos Espíritos Heroicos, a qual deverá utilizar durante a Provação das Chamas!

    Leviathan então ergueu sua mão esquerda, apontando com sua arma em direção a uma torre de pedra circular e com uma grande escultura de pedra no topo que lembrava as asas de uma grande criatura alada. A torre se encontra no extremo sudeste da ilha, algumas horas de caminhada distante de onde se encontravam.




    *Off: ...


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Seg Ago 03, 2015 4:31 pm

    Lanthys vira-se para o local apontado por Leviathan, observa a formação e mais ou menos calcula o tempo de caminhada até lá... Daria tempo de chegar lá rapidamente ele pensou então ele se vira para seu mestre novamente e comenta...

    Lanthys: " - Senhor Leviathan, antes de mais nada é bom saber que nossos irmãos agora descansam em paz, isso é realmente reconfortante, afinal, eles cumpriram sua missão, merecem isso em suas últimas homenagens, obrigado por me explicar..."

    Lanthys então coça o queixo um segundo, olha para Leviathan e novamente olha para o local apontado, ainda admirado como ele segurava aquele gigante das espadas sem o menor esforço... É fato que com treino o metal espiritual não pesava na mão dos cavaleiros, e Leviathan era um dos mais fortes, senão o mais forte, mas ainda assim, a visão de tal cena surpreendia... Lanthys então olha para Leviathan de novo e diz...

    Lanthys: " - Se partirmos agora chegaremos ao meio da manhã no local, eu creio, e teremos bastante tempo para o confronto, pois eu darei o máximo de mim para resistir em combate com o senhor o máximo possível... Podemos partir agora ou o senhor tem outros planos mestre Leviathan?"

    Lanthys se mostrava bastante empolgado e sabia que aquele seria o desafio de sua vida... Enfrentar e combater alguém com poder para destruir tantas crias das trevas de poderes incríveis, era algo que o faria se tornar sem dúvida alguma apto a enfrentar esses monstros assim que colocasse os pés para fora do Cabal... Ele aguarda a resposta de seu mestre observando-o...
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Seg Ago 03, 2015 9:03 pm






    Leviathan escutou as ponderações do rapaz diante dele esboçando um sorriso ao ver a empolgação que o mesmo já projetava sobre a ida até a torre e o confronto contra seu instrutor. No entanto, o cavaleiro balançou a cabeça de modo negativo, apesar do gesto, este manteve o sorriso no rosto, falando em seguida.

    - Ainda é cedo jovem guerreiro, temos o dia inteiro pela frente, entretanto, só partiremos em direção a torre quando escurecer! Isto se faz necessário, devido ao fato de que o teu último teste só terá início sob a luz do luar! Além disso, quando chegarmos lá, só retornaremos quando concluíres a Provação das Chamas!

    O cavaleiro prendeu a bainha de sua espada em uma fivela localizada na lateral de seu tronco e em seguida, apoiou a mão direita nas costas de Lanthys, começando a caminhar lentamente e fazendo com que o jovem o acompanhasse. O instrutor parecia estar mais animado do que o habitual e ao contrário do habitual até parecia estar se divertindo.

    - Mas não te preocupes, gostaria que me acompanhasse durante o dia em algumas atividades... O que me diz de caminharmos ao redor da ilha e observarmos como as coisas estão? Faz muito tempo desde que parti pela última vez e ainda não tive tempo de revisitar alguns locais, rever algumas pessoas e quem sabe não o agrade também fazer algo um pouco diferente do habitual... estás disposto a acompanhar-me Lanthys?

    Leviathan então removeu a mão que estava apoiando nas costas do pupilo, passando a caminhar com passos mais largos, dando a impressão de que gostaria que Lanthys seguisse seus passos para onde quer que ele esteja rumando nesta manhã de céu azul.




    *Off: ...


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Seg Ago 03, 2015 9:59 pm

    Lanthys então relaxa após as palavras de seu mestre e finalmente se convence de que ainda não está em teste, e com certeza, um momento de tranquilidade sem treinos, seria muito bem vindo a Lanthys naquele momento... O jovem então comenta:

    Lanthys: " - Eu confesso que existem locais que ainda não conheço e seria realmente muito bom poder ir até tais locais... Aliás, acredito que exista muito de história por aqui senhor, eu gostaria muito de ouvir o que o senhor teria a me contar sobre este local... As lendas, os mitos, as personalidades, os locais, enfim, eu gostaria muito de conhecer pessoas, conhecer realmente o Cabal, até porque após minha formatura, devo passar um bom tempo em missões fora daqui, eu creio, não tendo tempo para tal situação agradável..."

    Lanthys guarda a presa do dragão em suas vestes e bem mais a vontade, segue seu mestre sem estar tenso pela ideia de que poderia estar em seu teste final já...
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Seg Ago 03, 2015 10:50 pm






    Leviathan demonstrou estar satisfeito com o fato de Lanthys aceitar seu convite rumando para diversos locais enquanto aproveitava a ocasião para contar diversos fatos e lendas envolvendo a ilha e o CABAL. Durante toda a manhã Leviathan se pôs a caminhar por entre as construções que estavam espalhadas pela ilha, inicialmente observando os mais jovens que treinavam ainda os fundamentos básicos com espadas de madeira, ensinando-lhes um ou dois movimentos, rumando para as construções ao centro da ilha logo em seguida e conversando com diversas pessoas que Lanthys mal conhecia, estes exerciam funções de menos prestígio, porém fundamentais para a manutenção de todo o lugar. Algumas dentre as pessoas com que seu mestre conversava, o rapaz reconhecia de seu próprio treinamento, se tratando de jovens que ingressaram inicialmente no intuito de se tornarem cavaleiros, mas que não chegaram tão longe quanto ele. Leviathan parecia se recordar dos rostos e nomes de todos os garotos que já haviam se tornado homens e fazia questão de relembrá-los da identidade do guerreiro que o acompanhava.

    Já no início da tarde os dois visitaram o local onde alguns jovens treinavam artes místicas com pinceis, aproveitando a passagem para tomarem chá com alguns sacerdotes e sacerdotisas, entre eles a instrutora Astaroth que demonstrou ser uma pessoa amigável e especialmente atenciosa para com o mestre de Lanthys, dando a impressão de conhecê-lo há muito tempo. Deixando o local, Leviathan levou seu pupilo até uma área afastada em meio a mata que cercava as construções, revelando um pequeno altar escondido em uma caverna natural, local em que o cavaleiro sentou-se e meditou por quase uma hora. O cavaleiro aproveitou a ocasião para contar um pouco da história da ordem para o rapaz, explicando que os membros originais do CABAL vieram de terras distantes, mas ao contrário do que se imaginava, eles não teriam vindo pelo mar, tendo chegado até a ilha com o auxílio de criaturas mágicas que habitam outros planos de existência.

    Após deixarem a pequena caverna, os dois caminharam por um longo período, avistando uma raposa que tinha um pequeno ferimento na pata traseira. Leviathan aproximou-se vagarosamente do animal ganhando a confiança deste e se prontificou a tratar do ferimento, utilizando algumas de suas ervas medicinais as quais aceleravam a cicatrização e inibiam a dor. Enquanto ainda vagavam pela mata, Leviathan aproveitou para revelar ao jovem que os nomes das três escolas do CABAL são provenientes dos nomes de membros extraordinários alguns destes tendo existido antes mesmo desta se formar neste local, sendo Garou um cavaleiro lendário que utilizava uma imponente armadura dourada e possuía habilidade incomparável, tendo salvo a terra de origem dos membros iniciais em incontáveis ocasiões. Tanto a armadura quanto a espada deste guerreiro teriam sido aposentadas após o fim de sua linhagem, sendo mantidas dentro da Torre dos Espíritos Heroicos até os dias de hoje.

    Quando o sol indicava o fim da tarde, o instrutor levou o jovem guerreiro de encontro ao mar, o desafiando a capturar um peixe com as mãos, observando que este seria sua única refeição da noite e, caso falhasse em capturá-lo não teria o que comer. Leviathan habilmente capturou um peixe para si e começou a preparar uma fogueira enquanto Lanthys tentava fazer o mesmo, mas apenas quando o sol estava se pondo e após muito empenho o jovem guerreiro conseguira finalmente repetir o feito de seu mestre, sentando-se à beira da fogo que já estava preparado e então observando as chamas na companhia de seu mestre. Só agora Lanthys também notava que ambos se encontravam bem próximos à Torre onde o jovem guerreiro deveria adentrar antes da Provação das Chamas.

    Enquanto degustava o peixe que havia capturado anteriormente, mantendo uma expressão de serenidade e satisfação no rosto, Leviathan aproveitava para questionar Lanthys a respeito do dia que parecia ter passado tão depressa.

    - O dia fora demasiadamente curto para todas as atividades que havia planejado, mas espero que tenha sido agradável para você tanto quanto foi para mim, Lanthys. Gostaria então de lhe perguntar o que achou de tudo que fizemos e se este dia teve algum significado para ti. Não estou o testando e tão pouco espero que busque algum significado em todas as coisas, apenas gostaria de ouvir suas sinceras opiniões enquanto aproveitamos este momento de tranquilidade.




    *Off: ...


    Lanthys
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Ter Ago 04, 2015 9:37 am

    Lanthys que saboreava o peixe com satisfação e tranquilidade, estava naquele momento de silêncio ao crepitar do fogo a pensar exatamente sobre o que seu mestre, talvez lendo sua mente, o tinha questionado... Era interessante falar sobre o dia decorrido, afinal, ele foi único em muitos anos...

    Lanthys: " - O dia de hoje foi único em minha vida mestre... Apesar de lembrar de felicidade e amor desde os primeiros dias de que me recordo junto aos meus pais, sempre foi uma vida de trabalho e esforço... Nosso conforto era dormir uma noite bem dormida e conversarmos um pouco antes de dormir a frente do fogo, mas como acordávamos cedo, era necessário dormir cedo..."

    Lanthys fica a fitar o fogo, imerso na sensação única que olhar as chamas a noite em uma situação de conforto criam... Sua mente remonta a tempos mais inocentes, tempos sem violência e sem batalhas... Tempos sem perigos e sem ameaças... Tempos que não voltam mais a ele, mas que ele quer proporcionar a outras pessoas... Ele morde novamente o peixe e continua...

    Lanthys: " - Até o dia fatídico do assassinato de meus pais, eu trabalhei muito, desde pequeno, era um serviço agradável e recompensante mas, ainda assim era trabalho... Após o falecimento deles, treinei dia após dia sem parar, até hoje... E lá se vão vários anos... E tudo isso foi proveitoso, era o que eu buscava e não me queixo de um único dia sequer, pois eu desejava ter o conhecimento que acredito deter hoje... E isso nos leva ao porque do dia hoje ser único..."

    Lanthys novamente fica um pouco quieto, olha as estrelas, o mar, novamente ao fogo e morde mais um pedaço do peixe, iniciando sua narrativa uma vez mais...

    Lanthys: " - Não me lembro de um dia em minha vida em que tenha passado tantas horas sem trabalhar e fazendo apenas algo agradável ao lado de pessoas mais agradáveis ainda... As construções diferenciadas e simples daqui, observar os novos aspirantes se esforçando com tão pouca idade como eu fiz, e tantos outros antes de mim e os que ainda virão depois deles também... Não somente os cavaleiros, eu conheci os outros aspirantes as outras funções que os investigadores ocupam e isso me fez ampliar meus horizontes pois nem tudo se resolve na ponta da espada, na verdade, a lâmina... É o juiz e carrasco, mas são meus demais companheiros com suas capacidades únicas que nos conduzirão até o grande confronto onde a espada fará a diferença e a justiça final..."

    A voz de Lanthys parecia entoar o que dizia como uma espécie de recital de poema, pois sua alma estava falando mais que sua boca, seus sentimentos estavam naquele momento focados no dia único em sua vida até agora e ele empolgado, continuava, olhando o mar enquanto falava...

    Lanthys: " - A própria origem mística do CABAL e por demais incrível ao nosso fraco conhecimento de tudo que existe, nos faz perceber que existe muito mais que a espada para solucionar os problemas do mundo, criaturas mágicas que trouxeram o CABAL até aqui e seus primeiros representantes, com certeza seriam seres com uma sabedoria de um limiar que dificilmente confiaria tudo a uma lâmina e um bárbaro ensandecido na outra ponta... Somos um misto... Força... Técnica... Sabedoria... Inteligência... Determinação e coragem... Tudo isso protegidos por uma espada que quando tudo mais falha, ela toma a frente e resolve a situação... Uma atitude brutal, mas que se equipara ao método brutal dessas aberrações trevosas..."

    Lanthys então termina seu peixe e usando um pano pequeno que sempre trazia consigo para limpezas necessárias, limpa as mãos e logo em seguida coloca os braços por cima de seus joelhos e olha para seu mestre...

    Lanthys: " - Observar tudo isso e ter um dia inteiro de paz e tranquilidade, de calmaria e agradáveis presenças me fez muito bem e me incentivou mais ainda no caminho que escolhi como cavaleiro... Mas o que me dá essa certeza maior, não foi nada do que citei, apesar de todos fazerem parte de minhas convicções... O que mais me fez perceber que estou no caminho certo foram suas atitudes mestre Leviathan... Além do que fez por mim quando me encontrou, hoje presenciei o senhor em suas atitudes sem sua espada... Acompanhar sua conversa amistosa e saudável com todos, mesmo com os moradores com funções mais básicas, o senhor não diferenciava nenhum, parece se lembrar de todos os nomes, mesmo dos meus irmãos que não conseguiram suportar a rigidez do treinamento pelo qual passamos e com eles o senhor parece ter um carinho todo especial como se tentasse amenizar sua possível tristeza em não ter atingido seus objetivos... Tratou a todos com respeito e dignidade e de tal forma foi recebido pelos seus iguais como senhora Astaroth que o tratava com a mesma dedicação que tratou a todos em nossa caminhada..."

    Lanthys novamente olha para o fogo e repensa cada palavra dita como se examinasse se tudo que dizia era o que realmente sentia e um sorriso escapa de seu rosto, enquanto ele olha para seu mestre e completa sua narrativa...

    Lanthys: " - Hoje mestre, neste dia sem igual em todos de minha vida, tenho a certeza mais que absoluta do que quero, do que busco e de como quero parecer diante dos demais, pois tive este exemplo hoje... Nem só de guerra e espada vive o mundo e o cavaleiro, ele busca a união com tudo e com todos, ele respeita, ele protege como a pequena raposa na floresta ou como fez com Moomba quando me encontrou... Ele incentiva, ele respeita, ele faz o que todos deveriam fazer e não fazem... E por último, com sua espada, ele salva o mundo e os corações perdidos da humanidade que se deixa levar pela ganância e fraquezas, pelas trevas ocultas em suas almas, despertando estes horrores que ganham vida e corroem a vida em nosso mundo... E para estes momentos mestre, é quando o Cavaleiro se torna uma muralha, um fúria como a de um vulcão ou de um furacão e nada maligno consegue parar a sua frente sem ser espedaçado, porque o poder do cavaleiro é para estes momentos quando nada mais faz frente e sua força e capacidade são a força brutal dourada que destrói as trevas em segundos!" Ele cerra seu punho direito olhando pra ele e novamente olha para seu mestre:

    Lanthys: " - Um cavaleiro é alguém a ser temido pelas trevas e alguém que impõe sua marca nas seres malignos, mas muito mais do que destruir crias das trevas, tenta tornar o mundo um lugar de tranquilidade como o que vimos hoje, ele vai além da espada e da guerra, ele abre o caminho para um mundo melhor e com isso, eterniza sua alma entre as eras e existências como bem está registrado nas lendas que me contou e a armadura e espada do lendário Cavaleiro Garou que ali estão e aguardam para julgar a todos os cavaleiros dentro da Torre dos Espíritos Heróicos... É isso que eu penso mestre..."

    Lanthys então volta seu olhar ao fogo e parece fechar seus olhos como se fizessem uma prece silenciosa... Ele abre os olhos novamente e então completa...

    Lanthys: " - Esta foi a calmaria mestre, merecida, antes da tempestade que virá e que... Eu derrubarei!"
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Ter Ago 04, 2015 11:30 am






    Ainda sentado próximo às chamas, Leviathan observava o jovem guerreiro e ouvia suas colocações atentamente, mantendo a mesma expressão de satisfação de antes. O instrutor se mantinha em silêncio, mas apesar disso, aparentava concordar com as palavras de Lanthys e, quando este conclui suas colocações, Leviathan se levanta ajeitando a bainha de sua espada em seguida lançando um olhar firme para o jovem guerreiro, se pondo a falar num tom forte e determinado.

    - Muito bem Lanthys, levante que te acompanharei até a Torre dos Espíritos Heroicos! Neste momento não há nada mais que devo lhe dizer para o que há por vir, tua mente e teu coração estão prontos para teu futuro como cavaleiro! Não há mais dúvidas e não há medo, o caminho a partir daqui não tem volta, mas tu estás mais do que preparado para qualquer obstáculo que surja em teu caminho! Então vamos, pois é chegada a hora de deixares de ser filhote pra te tornares uma presa de lobo!

    O cavaleiro se virou ao mesmo tempo em que uma forte brisa se abateu pelo local, fazendo com que até mesmo a chama acesa anteriormente se apagasse. Leviathan olhou uma vez mais para o jovem guerreiro, dessa vez demonstrando um grande sorriso e então passou a caminhar com passos firmes em direção a torre que estava a apenas alguns minutos de onde estavam...




    *Off: +20% em todos os testes que forem realizados no interior da torre. Bônus conferido por interpretação.


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Ter Ago 04, 2015 12:09 pm

    Lanthys observou seu mestre se levantar e tentou acompanhá-lo mas tanto ele quanto a chama da fogueira se moveram mais rápidos do que ele pode prever e no que para ele foram frações de segundo, seu mestre estava a sua frente se pondo a caminhar e incrivelmente, tudo que ele disse ou fez estava gravado na mente de Lanthys... O jovem sentia que a vontade e determinação para tudo, se manifestava em suas ações, a determinação de Leviathan em tirá-lo da fase de larva para se tornar a criatura final era tanta que suas ações e movimentos pareciam mais incríveis do que já era... Lanthys baixa levemente o rosto sem tirar os olhos de Leviathan que seguia a sua frente e então, respirando fundo e partindo em direção ao que ele sempre almejou desde o início de seus treinos, Lanthys LionHeart se põe a passos firmes e determinados atrás de seu mestre e fita próximo deles já a Torre, santo sepulcro da armadura e espada sagrada do maior de todos os Cavaleiros Garou...

    Em pensamento - Lanthys: " - Me tornarei um Garou... E irei aspirar e lutar a cada dia para ser o mais próximo possível do que és hoje meu mestre Leviathan... Eu serei digno de ser teu soldado armadura e espada lendária... Eu superarei as Chamas da Provação!"

    Lanthys segue em silêncio seu mestre Leviathan e repensa cada momento de sua vida até aqui, tudo que lhe trouxe até aquele instante esperado, tudo que importa em sua vida hoje e seu semblante se torna sério como se tornou diante da Presa do Dragão... Lanthys se preparava para o seu desafio supremo!
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Darkwes em Ter Ago 04, 2015 4:06 pm






    Leviathan e Lanthys caminharam por alguns minutos atravessando as formações rochosas naturais que circundavam a ilha até chegarem em uma gruta natural, localizada logo abaixo da grande Torre dos Espíritos Heroicos. No interior da gruta, se avistava na parede de pedra do lado oposto a escultura da cabeça de um lobo, semelhante a mesma vista no dia anterior pelo jovem guerreiro. Enquanto desembainhava sua espada, Leviathan seguiu até onde se encontrava a escultura, atravessando o pequeno acúmulo de água no local que chegava até os joelhos do cavaleiro, em seguida inserindo a lâmina na mandíbula do lobo de pedra, fazendo uma passagem invisível até então se abrir.
    A pequena abertura era um pouco maior do que o suficiente para a passagem de uma pessoa, em seu interior se podia notar alguma luminosidade vindo de cima. O cavaleiro se colocou em seguida ao lado da abertura, novamente olhando em direção à Lanthys, o rapaz podia sentir que Leviathan confiava plenamente na capacidade do jovem guerreiro diante dele.

    - Lanthys, deves seguir por este caminho adentrando na torre e quando chegar ao salão central, erga a Presa do Dragão em suas mãos, dizendo o motivo de estar ali. Os espíritos dos cavaleiros lendários responderão ao teu chamado e reconhecerão teu valor!

    Lanthys podia notar que além da passagem havia uma escadaria que deveria dar acesso à torre.




    *Off: ...


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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

    Mensagem por Lanthys em Ter Ago 04, 2015 4:38 pm

    Lanthys ainda mantinha a seriedade no rosto, diferente do garoto expressivo e dado as emoções que comia o peixe na praia, Lanthys agora parecia focado, determinado, sério, ele sabia que era o momento decisivo, pelo qual aguardou sempre e não iria perder o foco de sua missão... Ele então apanha a presa, a coloca bem firme eu sua mão direita cerrando o punho... O ergue a altura do rosto e olhando para Leviathan, com leve aceno de cabeça, completa:

    Lanthys: " - Não falharei mestre!"

    Lanthys então avança, determinado, e pela escadaria que observa ele avança, firme e compenetrado, passando pelo caminho a sua frente até chegar ao que ele julga ser o salão central... Ele pára então... Não saberia dizer quanto andou, nem se demorou o foi rápido, ele apenas estava ali... Sem ter qualquer dúvida em seu coração, se deixar sua concentração se desorientar um segundo sequer, o rapaz em meio ao local determinado, olha para cima, ergue seu punho com a presa em sua mão e com voz imponente, mas sem gritar ou sussurrar, conclama...

    Lanthys: " - Eu... Lanthys LionHeart... Venho até vós Espíritos Heróicos de outras eras... Para obter sua aprovação para que eu detenha a permissão, para extinguir o mal e o sofrimento e... Para proteger a vida e a felicidade! Se assim eu for merecedor..."

    O jovem fica com o punho erguido com a Presa do Dragão em sua mão aguardando a decisão dos espíritos heróicos que o receberiam!
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    Re: #Prólogo - O Cavaleiro

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