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    #Prólogo - A Sacerdotisa

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    Darkwes
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    #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Darkwes em Ter Jul 28, 2015 9:41 am







    Amon-Rahab. Ilha Valac-Bune. Sexta Era, ano 1.062.

    Criada por um cavaleiro do CABAL como sua filha adotiva quando este a encontrou após o massacre de sua família verdadeira, Selene fora encaminhada para seguir o treinamento de sacerdotisa cerca de dez anos atrás. Enquanto treinava durante todos estes anos, fora visitada por Andromalius ao menos uma vez por ano, que apesar de não ser seu pai verdadeiro, sempre demonstrou se importar com o desenvolvimento da garota. Com o treino, a jovem aprendeu a controlar as artes da feitiçaria antiga e alquimia, além de dominar diversos fundamentos marciais.
    Apesar de demonstrar um talento nato para feitiçaria, Selene sempre deu grande importância aos fundamentos marciais, tornando-se uma sacerdotisa um tanto atípica. Talvez por este motivo a jovem não tenha se formado como investigadora até então, mesmo depois de todo esse tempo e, apesar de receber algumas críticas a jovem prossegue em seu treinamento aguardando que o dia de se tornar uma investigadora chegue o quanto antes.

    Essa oportunidade parece ter chegado de uma forma inesperada, há quase uma semana, Astaroth, uma figura central dentre as sacerdotisas e principal instrutora em feitiçaria, se aproximou de Selene informando que a garota deveria treinar diariamente durante uma semana inteira um novo ritual que deveria ser realizado em parceria com outra aspirante a investigadora ao fim do prazo. Caso sua performance fosse aprovada, Selene estaria a um passo de finalmente ser reconhecida como uma investigadora do CABAL.
    Apesar de inicialmente acreditar se tratar de uma tarefa simples, a sacerdotisa logo soube que sua parceira seria a jovem com quem ela tem uma rivalidade pessoal desde que iniciou seus treinamentos, Amandine. A garota tem quase a mesma idade de Selene, mas ao contrário desta, sempre fora vista como um perfeito modelo de sacerdotisa, sendo também filha de sacerdotes, estando seguindo o caminho dos pais. Para piorar a situação, Amandine tem uma personalidade difícil e é perfeccionista ao extremo.

    Por cinco dias Selene esteve praticando os movimentos complexos do ritual por si mesma, estes lembram uma espécie de dança, onde os dois participantes ficam um em frente ao outro executando os mesmos movimentos, porém de forma invertida, como se um fossem o reflexo do outro em um espelho. Hoje a sacerdotisa deveria treinar os movimentos com Amandine, que a estava aguardando em um pequeno aposento em um dos templos que formavam o complexo de atividades dos sacerdotes na ilha. O ritual deveria ser realizado à meia noite de hoje, sendo assim, ambas teriam pouco tempo para acertar os últimos detalhes e sincronizar seus movimentos.
    Assim que adentra no templo, Selene observa Amandine que aparentava meditar, a garota de cabelos castanhos percebe a aproximação de Selene e abre os olhos, em seguida se pondo a falar com a aspirante sem se mover.

    - Selene... de todas as garotas nessa ilha, escolheram nos colocar juntas no mesmo teste. Bom, não cabe a mim questionar as decisões dos instrutores... só espero que não estrague minha performance com sua falta de refinamento...

    Amandine permaneceu imóvel observando a reação de Selene, esboçando um leve sorriso no rosto. As duas pareciam ter um longo dia pela frente...




    *Off: ...


    Yuji Kiba
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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Yuji Kiba em Qua Jul 29, 2015 4:23 pm

    Selene gostava do treinamento, se dedicava a ele totalmente quase sem descanso. Tinha o costume de tarde da noite, treinar sozinha, principalmente combate.
    A época preferida de Selene era quando seu pai adotivo a visitava, embora fosse menos vezes que gostaria, aproveitava todo momento que podia com Andromalius.  
    Embora achasse importante e interessante o treinamento de sacerdotisa, sentia pressa por se formar.  Era um pouco anti-social  e dava pouca atenção aos colegas, Amandine era uma dessas colegas, mas muitas vezes para Selena, ela não era mais que “ruído de fundo” durante o treino.  Mas, admirava o esforço e a dedicação de Amandine, nunca iria admitir para alguém, porém Selene as vezes pensava que Amandine provavelmente seria uma sacerdotisa melhor que ela pelo seu treinamento ortodoxo.
    Depois de anos de espera, finalmente Selene recebeu a noticia que tanto queria, que faltava pouco para se formar investigadora. Ao ouvir a noticia, a aspirante a sacerdotisa quase saltou de alegria, mas sua emoção durou pouco quando soube que teria que fazer um ritual ao lado de Amandine. Selene não tinha nada contra a colega, mas preferia fazer as coisas por si mesma. Sem escolha e tendo 5 dias para praticar, Selene passou dia e noite aprendendo os movimentos que precisaria fazer com sua colega.
    Chegando o momento, a jovem aspirante encontra sua colega de treino que troca algumas palavras com ela, Selene estava acostumada com o jeito de Amandine e não dava importância a isso. Porém ao ouvir as palavras da colega, o olhar de Selene muda e esta fez um rápido movimento com a mão esquerda como um soco na direção do rosto de Amandine parando o ataque a alguns centímetros da face da colega. Então é quase possível ver um sorriso por trás da mascara da jovem aspirante, quando o soco se torna um pesado tapa nas costas de Amandine enquanto Selene fala com um tom de voz brincalhão e bem informal como era de seu costume.

    -Relaxa Dine, vamos dançar tão bem que vão chamar agente pra fazer shows na praça de Lahash!

    Selene olha para a colega com extrema descontração, parecia que toda tenção havia saído do sistema da jovem enquanto ela diz umas ultimas palavras antes de tomar a posição para começar o ritual.

    -Meu pai sempre fala: “Faça as coisas com o coração e o resultado será perfeito” Eu confio em você.

    Dizia olhando diretamente nos olhos de Amandine com um olhar que parecia perfurar a alma da colega. Depois da fala, Selene se afasta, faz uma breve respiração funda para se acalmar. Não pensava mais em avaliação, apenas no momento. Neste momento para Selene, o ritual e Amandine eram tudo que existiam em sua vida e tudo que visava fazer eram os movimentos em perfeita sincronia.
    Darkwes
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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Darkwes em Qua Jul 29, 2015 11:11 pm






    Após o breve 'cumprimento', Amandine se levanta e ajeita as mechas de seu cabelo, aparentando se esforçar para não se irritar com o comentário de Selene. A jovem leva as mãos ao pincel típico das sacerdotisas que estava preso em uma tira de couro na lateral de sua coxa direita empunhando o mesmo e apontando-o na direção da colega.

    - É bom levar isso a sério Selene, não vou falhar nesse teste por conta de outra pessoa!

    Amandine encarou a outra jovem por algum tempo com as sobrancelhas franzidas, em seguida abaixando o pincel e se posicionando para iniciar os movimentos do ritual. No entanto, assim que ambas começam os movimentos, percebem que não estão nem um pouco sincronizadas, na verdade, cada uma executava um movimento completamente diferente da outra, como se estivessem executando rituais totalmente diferentes. De imediato Amandine demonstra grande irritação repreendendo Selene.

    - O que pensa que está fazendo!? Não vai me dizer que não praticou nada até agora! Você só pode estar brincando... isso ou é mais desleixada do que imaginei!

    Apesar do comentário ríspido da colega, Selene sabia que estava executando os movimentos exatamente na ordem que estes estavam dispostos no pergaminho que ela havia recebido de Astaroth, fazendo-a duvidar se Amandine estava realmente executando os movimentos corretamente, ou se ela havia recebido instruções com movimentos diferentes.




    *Off: ...


    Yuji Kiba
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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Yuji Kiba em Qua Jul 29, 2015 11:38 pm

    Selene sorri para a colega por baixo da mascara, já estava com o corpo posicionado para começar. Já conhecia Amandine a um bom tempo e sabia que a personalidade da colega era bem diferente da dela, de certo modo a irritação de Amandine divertia Selene.
    Selene se dirige para a colega falando de forma descontraída.

    -Não se preocupe, se a culpa for minha, vou aceitar as consequências... Espero que não me decepcione Dinezinha.

    A jovem aspirante se prepara, respira mais uma vez e começa a se movimentar, havia treinado 5 dias quase sem parar, estava confiante, aquele era o sonho dela desde criança e sua esperança para o futuro.  Porém, quando começaram a se movimentar nota que os movimentos são diferentes, Selene fica confusa, tinha certeza que estava certa.
    Ao ser repreendida por Amandine, não responde com palavras, apenas fecha o punho e acerta uma pilastra com força, sua raiva não era direcionada a colega, mas sim a própria confusão.
    Depois de respirar fundo que se volta pra a colega falando de forma seria.

    -Eu treinei isso durante 5 dias sem parar, tenho certeza que treinei corretamente, mas nossos movimentos... é como se estivéssemos fazendo rituais diferentes.

    Selene olhava diretamente nos olhos de Amandine, se sentia confusa e irritada. E continuava a falar com a colega.

    -Consigo pensar algumas possibilidades... Primeira, por algum motivo nos deram rituais diferentes para aprender. Segundo, você aprendeu errado. Terceiro, alguém mudou os pergaminhos para nos sabotar. Quarto, o teste não é o ritual em si, mas sim essa situação confusa.

    A jovem aspirante respira fundo mais uma vez e cai sentada olhando para o teto.

    -Yare yare talvez eu apenas esteja pensando muito nisso... Mas na duvida, Dine, tu trouxe o pergaminho que te deram pra treinar?

    Falava Selene olhando curiosa para Amandine.
    Darkwes
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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Darkwes em Qui Jul 30, 2015 10:31 am






    Amandine ainda olhava de forma desconfiada para Selene quando esta se põe refletir sobre a situação levantando diversas hipóteses. A jovem sacerdotisa ainda parecia duvidar de Selene cruzando os braços e olhando na direção desta.

    - Você só pode ser louca! Acha mesmo que não sei interpretar os simples movimentos de um ritual? E quem sabotaria o teste se recebi o pergaminho de Astaroth assim como você? Não vai me dizer que está duvidando da mais importante sacerdotisa da ordem...

    Amandine mantém um olhar repreensivo para Selene, mas após algum tempo passa a ficar pensativa e dá alguns passos ao redor da sala, em seguida a garota vai até uma bolsa de couro que repousava no piso do local, retirando desta um pergaminho muito semelhante ao que Selene havia estudado durante os últimos dias. A jovem sacerdotisa abre o pergaminho e o vira na direção de Selene, revelando as inscrições no mesmo. Apesar de Selene não poder interpretar as instruções que estavam inscritas na língua ancestral da ordem de imediato, a garota já podia notar que se tratavam de instruções diferentes das contidas no pergaminho que ela recebeu, intitulado 'Ritual das Chamas Espirituais', no qual as participantes deveriam fazer com que 100 velas se inflamassem com chamas mágicas, capazes de libertar e purificar espíritos.

    - E então, este não é o mesmo que recebeu? Ritual da Ave do Renascimento...

    A garota permaneceu olhando em direção a Selene com uma séria expressão em seu rosto, não parecendo estar fazendo qualquer tipo de brincadeira, o que poderia indicar que as duas haviam realmente recebido rituais diferentes. No entanto, a instrução de Astaroth ao entregar o pergaminho foi bastante clara ao dizer que o ritual deveria ser realizado com duas pessoas executando os mesmos movimentos de forma invertida, como se fossem o reflexo uma da outra num espelho.

    Além disso, Selene podia observar que o pergaminho de Amandine era tão extenso quanto o que ela mesmo recebeu, dessa maneira, interpretá-lo desvendando todos os movimentos nele contidos levaria bastante tempo tornando a possibilidade de estudá-lo praticamente impossível no curto prazo que as duas possuíam. Resta então as jovens sacerdotisas interpretarem o que significava terem recebido rituais diferentes, tendo de executá-los com movimentos sincronizados em um ritual a ser realizado em menos de um dia no qual estaria em jogo sua formação como investigadoras do CABAL...




    *Off: ...


    Yuji Kiba
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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Yuji Kiba em Qui Jul 30, 2015 8:47 pm

    Selene olha cuidadosamente o pergaminho notando a diferença nos movimentos e no ritual. Sabia que Amandine não iria cometer um erro leviano como aprender o ritual errado. Colocou a mão esquerda debaixo do queixo olhando o pergaminho de perto, cuidadosamente.

    Pensamento: -São Muitos movimentos para aprender em tão pouco tempo...

    Quando Amandine diz o nome do ritual que estivera aprendendo, Selene não tem duvidas que para cada uma foi dado um ritual diferente, a questão agora era o motivo. Notando o olhar serio de Amandine, Selene responde com a mesma seriedade.

    -O ritual que eu recebi foi o Ritual das Chamas Espirituais, no qual deveríamos inflamar 100 velas com chamas mágicas para purificar os espíritos...

    Selene tira os olhos do pergaminho voltando a atenção diretamente para sua colega ainda tentando entender.

    -Talvez tenha sido feito de propósito, e nossos rituais de alguma forma se complementem. O que mais você sabe do ritual que aprendeu Dine?

    A jovem aspirante a investigadora começava a pensar na possibilidade do que poderia estar acontecendo. Embora um pouco irritada com a situação, mantinha a mente calma e a voz amigável.

    -Fico pensando, o que nossos rituais teriam em comum, não acho que alguem como Astaroth cometeria um erro infantil desses, talvez devêssemos olhar um pouco os dois lado a lado...

    Selene vai até suas coisas e retira o pergaminho que havia estudando nos últimos 5 dias e o mostra para Amandine. Ao mesmo tempo também comparava os movimentos dos rituais nos dois pergaminhos tentando notar algo em comum entre eles.

    -Tem algo aqui que precisamos ver... Dine, você vem de uma família de sacerdotes não é? Tem alguma ideia do que signifique?[/color]
    Darkwes
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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Darkwes em Qui Jul 30, 2015 11:07 pm






    Amandine manteve a seriedade em seu rosto até que Selene revelou o pergaminho que havia estudado nos últimos dias, ficando visivelmente surpresa com o mesmo. A garota demonstrou não entender de imediato o que aquilo significava levando as mãos à cabeça e suspirando de forma acintosa.

    - Isso não pode estar acontecendo... aquela mulher deve estar... espera... o que você disse pode não ser estupidez... você afirmou que o ritual que esteve estudando faz 100 chamas mágicas se acenderem, certo?... o ritual que estudei faz uma criatura mágica surgir a partir de um combustível não mencionado no pergaminho...

    Amandine parecia tentar raciocinar a respeito da relação que os dois rituais poderiam possuir, observando ambos pergaminhos quando colocados lado a lado. No entanto, a garota não parece ver uma relação direta nos dois, tampouco Selene. Os movimentos presentes em cada um dos rituais aparentavam ser completamente diferentes e se houvesse alguma ligação ou relação entre ambos, esta não estava expressa em nenhum local nos pergaminhos. A única coisa que ambos os rituais tinham em comum aparentemente era o fato de terem de ser executados em duplas.

    - Realmente... pensando bem, eu estava achando esse ritual fácil demais de ser executado e segundo meus pais, os testes sempre são bem rigorosos, os rituais nunca são os mesmos, sendo escolhidos pelo avaliador... Acho que temos de executar os dois rituais em sequência... posso estar errada, mas as chamas espirituais criadas pelo ritual que você estudou podem ser o combustível necessário para se criar a criatura mágica no que eu estudei... só que... se isso for verdade, não tem como cada uma de nós estudar o pergaminho do outro ritual a tempo... então pode ser que...

    A garota olhou novamente em direção à colega, com uma expressão séria no rosto tentando encontrar palavras para completar a frase, mas logo em seguida parece ficar envergonhada e vira a face para o lado oposto, fazendo uma careta em seguida. Apesar de não completar sua colocação, o que Amandine dizia fazia sentido para Selene, pois para que ela estudasse o pergaminho que recebeu de Astaroth, dois dias foram necessários apenas para se traduzir e interpretar corretamente a linguagem ancestral utilizada para se descrever os movimentos. Nos dias seguintes, Selene havia memorizado e aperfeiçoado os movimentos contidos no pergaminho para a realização do ritual e certamente Amandine teve trabalho semelhante com o que havia estudado durante os últimos dias...




    *Off: ...


    Yuji Kiba
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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Yuji Kiba em Qui Jul 30, 2015 11:27 pm

    Selene fica um pouco confusa com a reação da colega, mas respira tranquila quando percebe que Amandine havia pensado em uma maneira de concluir a tarefa.
    A jovem aspirante a sacerdotisa, olha um pouco os movimentos de cada ritual e ainda pensando sobre o que foi dito imagina que terá que fazer os dois um após o outro.

    -Então, agente vai ter que ensinar os movimentos uma para a outra?

    Selene tinha um olhar decidido diretamente para Amandine.

    -Temos algumas horas, to disposta a ficar aqui e treinar o quanto for possível!

    A voz de Selene passa de calma a enérgica, seu corpo estava pronto para começar o treino embora ainda tivesse algumas duvidas.

    -A menos que você tenha pensado em algo mais pratico Dine.

    Selene tira os pergaminhos do caminho, colocando-os em um lugar visível ainda abertos. Se aproxima um pouco mais de Amandine, tinha um olhar intenso embora a mascara escondesse o resto do seu rosto. Falava agora de forma mais calma.

    -Diga, o que tem em mente?
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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Darkwes em Sex Jul 31, 2015 9:15 am






    Amandine ouve as colocações de Selene e se vira novamente para a colega, observando a descontração e determinação da mesma que já se preparava para iniciar a troca de informações. A garota se levanta e inicialmente aparenta estar irritada bagunçando os cabelos com uma das mãos, mas depois olha novamente em direção a colega com um semblante mais determinado.

    - Ungh!.. Eu até poderia lançar um feitiço de dominação em você pra forçá-la a repetir os movimentos que memorizei, mas tenho certeza de que se fizer isso na apresentação vão considerar uma trapaça! Parece que não temos outra alternativa a não ser ensinar os movimentos que aprendemos uma a outra...

    Amandine soltou a fita que amarrava seu cabelo, em seguida agrupando as mechas que ela mesma havia bagunçado e amarrando-as novamente. A garota então alongou os braços, pernas e quadris, se preparando para a atividade que se daria em seguida, mas antes se pôs a falar novamente.

    - Nós vamos ter em torno de 10 horas para treinar os rituais. Isso dá 5 horas para você me passar todos os movimentos do que você estudou e 5 para que eu repasse os movimentos do que aprendi. No final vamos ter um ritual que vai demorar cerca de 2 horas pra ser executado e vai consumir bastante energia... ainda vamos ter de torcer pra que estejamos certas quanto a ordem de execução dos dois...

    A garota manteve um olhar firme no rosto e parecia determinada a completar o desafio, assim como Selene, Amandine certamente sabia que não podia se permitir falhar no teste e faria qualquer coisa que fosse necessária para alcançar seu objetivo, até mesmo deixando de lado o sentimento de rivalidade que havia entre as duas.




    *Off: Vamos começar com Selene ensinando o ritual para Amandine... resolveremos o quão bem ela consegue ensinar os movimentos com o auxílio dos dados... maiores informações serão informadas no tópico de rolagens.


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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Yuji Kiba em Sex Jul 31, 2015 5:15 pm

    Selene, se prepara para ser a primeira a ensinar. A jovem aprendiz tinha uma forma própria de aprender rituais, costumava a treina-los como se um Kata de artes marciais para memorizar os movimentos a nível muscular e depois acrescentava o ritmo para dar fluidez aos movimentos.
    Se preocupava de como iria traduzir sua forma de aprendizagem a Amandine, se pós a pensar durante 30 segundos sobre como faria e por fim decidiu-se a tentar ensinar realmente como uma dança, por meio do ritmo.

    -Atenção Dine, vou fazer o melhor que posso, mas tenho certeza que nossos métodos são diferentes. Então tente se adequar aos meus movimentos e entrar no meu ritmo.

    Selene começa a se alongar e depois fazer movimentos rítmicos com o corpo para aquecimento, devagar esperando que Amandine a acompanhasse, então assume uma posição de inicio e começa a fazer o movimento do ritual, inicialmente devagar, um movimento de cada vez, indo do inicio ao fim, parando apenas para corrigir os erros de postura.
    Ao longo do tempo, começou a praticar cada vez mais rápido tentando encontrar um ritmo perfeito para ambas.

    -Você esta fazendo direitinho, não é atoa que te chamam da aprendiz mais promissora.

    A jovem tentava ajudar Amandine a manter o animo apesar do cansaço através de reforço positivo, evitava ser muito dura ou sem paciência com a colega. Sempre mais disposta a corrigir com calma, mesmo que as vezes exigisse uma breve pausa para respirar fundo.
    Treinava sem parar se concentrando no corpo e mente da colega, e também tentando poupar a própria energia para o treino posterior.

    -Isso Dine, sem pressa, vamos conseguir...

    Selene continuava otimista e tentando motivar a colega, seu olhar transparecia decisão e seriedade.
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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Darkwes em Sex Jul 31, 2015 9:38 pm






    Selene logo tomou a iniciativa passando a instruir Amandine a respeito do ritual que havia passado os últimos dias praticando. Como já havia memorizado todos os movimentos, não era algo muito difícil demonstrá-los para a colega, fazendo-a copiar e aperfeiçoar sua a execução A jovem sacerdotisa parecia um tanto incomodada pelo fato de estar tendo lições de apenas uma garota como ela, mas tentava se esforçar e focar apenas no que era ensinado por Selene. Passadas algumas horas, Selene já havia demonstrado todos os movimentos, mas a colega tinha alguma dificuldade em acompanhar a forma que a jovem sacerdotisa buscava executar alguns dos gestos como se fossem movimentos marciais ou passos de dança fazendo com que algum tempo fosse perdido, inclusive obrigando-as a fazer uma pequena pausa que acabou atrasando a assimilação do ritual.

    Ao fim das 5 horas as duas já estavam um pouco cansadas e mesmo não tendo aperfeiçoado a execução do primeiro ritual, ainda havia o segundo e o tempo estava contra as duas fazendo com que Amandine logo desse início a sua rodada de instruções.

    - Não podemos diminuir o ritmo, o ritual que estudei é tão complexo quanto esse que praticamos, então vamos começar sem descanso! Se sobrar tempo no final revisamos algumas coisas... você vai ter de se esforçar pra executar estes movimentos que não se parecem em nada com a falta de refinamento dos contidos no primeiro ritual...

    Após um breve alongamento, Amandine começou a demonstrar os movimentos que aprendeu no pergaminho que lhe fora dado por Astaroth. Este, ao contrário do que Selene estudou, aparentava ter movimentos mais delicados e sofisticados, os quais pareciam se enquadrar perfeitamente no perfil de Amandine que os executava de forma encantadora. Certamente a garota havia passado horas a finco aperfeiçoando os movimentos e procurava demonstrar tudo que havia absorvido para a colega, inicialmente executando-os lentamente para que esta tentasse a acompanhar. Amandine também procurava explicar cada pequeno detalhe do posicionamento das mãos, dedos e até mesmo do olhar, se mostrando extremamente perfeccionista...




    *Off: Novas rolagens, mas dessa vez será Amandine ensinando o ritual para Selene... resolveremos o quão bem Selene consegue compreender os movimentos com o auxílio dos dados... as rolagens serão as mesmas feitas anteriormente.


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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Yuji Kiba em Sex Jul 31, 2015 10:20 pm

    A jovem aprendiz fica satisfeita com o resultado do treino, mesmo tendo dificuldades conseguiu fazer o melhor que podia e ver como Amandine conseguiu aprender tão bem em tão pouco tempo, a fez sentir-se orgulhosa de si mesma.

    -Olha so, sou tão boa que já posso ser professora nessa birosca!

    Disse em seu costumeiro tom descontraído, com as mãos na cintura olhando para Amandine com um sorriso no rosto. Selene então pegou um cantil em suas coisas e tomou um leve gole após abaixar rapidamente a mascara, em seguida se arrumou, fez alguns alongamentos e se preparou para aprender com a colega.

    -Manda ver Dine, vou fazer o meu melhor!!

    Os movimentos de Amandine eram diferentes, graciosos, fluidos e livres. Nesse momento Selene percebeu a diferença entre os estilos, mas isso não a assustou, pelo contrario, apenas a instigou a se esforçar mais.
    Selene teve muitas dificuldades com os detalhes de cada movimento, embora compreendesse a movimentação, a forma das mãos e a graça dos movimentos era especialmente difícil, mas se mantinha forte, não queria decepcionar a companheira e mais importante a si mesma.

    Pensando: -Isso é mais difícil que parece, Dine deve ter ralado muito para conseguir aperfeiçoar tanto suas habilidades.

    As horas passavam e após muitos e muitos erros, tropeços e algumas paradas, Selene ainda se recusava a desistir. Estava empenhada em continuar e sua decisão era refletida no seu olhar feroz. Logo porém, Selene percebeu que boa parte do que a atrapalhava a executar alguns movimentos, era como ela tentava negar parte de sua própria feminilidade.
    A jovem para o treino e bate no próprio rosto com as duas mãos fazendo um sono eco no local.

    -Agora é pra valer!

    Disse olhando para Amandine embora falasse consigo mesma. Apartir desse momento todo movimento pareceu um pouco mais fácil para Selene e as horas passaram mais rápidas, embora ainda houvessem erros e dificuldades, pareciam bem menores que antes. Mesmo com as diferenças, a admiração de Selene pela habilidade de Amandine cresceu.

    -Vlw Dine, você é uma ótima professora!  

    Ao terminar o treino, Selene da um forte abraço em Amandine, seguido de seus costumeiros tapões nas costas da colega, então dando uma gargalhada alta com as mãos na cintura.

    -Hahahaha, agora sou chique e refinada como você, posso até abrir uma lojinha de chá no centro!

    Após descontrair, Selene faz um sinal de agradecimento a Amandine, se sentindo animada. Arruma suas coisas e se prepara para o teste.

    -Vou dar tudo de mim...
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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Darkwes em Sex Jul 31, 2015 10:46 pm






    Durante todo o treino Amandine e Selene se esforçavam ao máximo, ambas sabiam que a tarefa que lhes fora passada não era nada fácil. Cada uma teve de aprender e dominar um ritual que levou dias para ser assimilado individualmente, mas apesar disso, o trabalho em conjunto parece ter funcionado e o que parecia impossível fora alcançado, ambas conheciam os dois rituais e podiam executá-los em sincronia durante a apresentação. Alguns erros poderiam acontecer, mas com empenho e sorte a apresentação poderia ser bem sucedida.

    Após a conclusão do treino Amandine é surpreendida pelo abraço de Selene ficando visivelmente sem saber o que fazer, mas retribui o gesto fazendo uma longa reverência curvando-se em direção à colega.

    - É... não precisa me agradecer, estou fazendo isso para o meu próprio bem... mas, apesar de tudo acho que não somos tão diferentes assim. Pude perceber que também está tentando fazer o seu melhor, mesmo em coisas que não tem muita afinidade. É uma qualidade admirável e acho que você pode também se tornar uma boa sacerdotisa!

    A exemplo da colega, Amandine também recolhe suas coisas e se prepara para rumar até o local onde ocorreria o teste, assim como Selene, a garota estava visivelmente cansada devido as seguidas horas de prática, mesmo assim estava determinada a fazer o seu melhor. Enquanto caminhavam, demonstrando estar mais à vontade, a garota aproveita para fazer um questionamento à Selene, também revelando um pouco de si mesma.

    - Selene... posso te perguntar uma coisa que me deixa curiosa?... É que, tenho a impressão de que há alguma coisa que a faz querer se superar e alcançar os seus objetivos, o que seria essa coisa pra você?... pra mim... são meus pais. Como você sabe eles são sacerdotes também, sendo assim, sempre esperaram que seguisse o mesmo caminho... tenho me esforçado todos esses anos pra corresponder o que esperam de mim e não posso me permitir falhar nesse teste.

    Amandine aguardava a resposta da colega mas continuava a caminhar, já com a lua alta no céu, rumando para o local onde ocorreria a avaliação, uma área que lembrava um teatro a céu aberto em meio a um grande jardim.




    *Off: ...


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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Yuji Kiba em Sex Jul 31, 2015 11:11 pm

    Selene foi pega de surpresa por como Amandine havia sido amigável com ela, em todo tempo de treino, Selene sempre fora um tanto reclusa em relação aos colegas entrando em atividades sociais so quando necessário. Não que não gostasse de companhia, apenas não se importava com isso.  Quando escuta que Amandine acha que seria uma boa sacerdotisa os olhos de Selene brilham, e por um momento não parece tão durona quanto geralmente.

    -Serio Dine? *-*

    A jovem logo se recompõe enquanto termina de pegar suas coisas e caminha para fora do local onde estavam.

    -Digo, obrigada também acho que vai se sair muito bem.

    As duas caminhavam e Selene se perdia um pouco olhando para o céu, gostava das estrelas a noite e principalmente a lua, algo nela fazia a jovem se sentir nostálgica e um pouco triste. As estrelas pareciam mais visíveis. Porém, o silencio logo foi cortado pela pergunta de Amandine.
    Selene pensa um pouco não tendo certeza de como iria responder.

    -Sabe Dine, me pergunto isso as vezes. Eu quero superar o meu pai, me igualar a ele, mas não pela força em si, quero poder salvar pessoas como ele me salvou da morte.

    Selene abaixa a cabeça olhando agora diretamente para Amandine enquanto caminhavam.

    -Mas essa seria uma resposta muito fácil, heroica... Boa parte do meu motivo é porque não quero me sentir vulnerável novamente.

    Um leve vento frio passa pelo corpo de Selene trazendo sensações conhecidas, solidão, medo, angustia, conforto e novamente, nostalgia. O olhar da jovem se intensifica porém começando a escapar um pouco do contato direto com Amandine, Selene cruza os braços enquanto continua a falar.

    -Já sentiu a morte Amandine? O frio solitário, mesmo sentindo o pavor não há nada que possa ser feito, pavor, inevitável, o risco de morte pairando no ar, segundo após segundo, o vento carregando a sensação de que tudo pode acabar a qualquer momento, a cada respiração pode ser sua ultima...

    A voz da jovem fica mais baixa ao mesmo tempo em que olha novamente para a lua

    -Eu não lembro, mas meu corpo sim, principalmente nas noites de lua cheia...

    Selene então percebe que talvez tenha falado de mais, o treino e o desgaste haviam feito com que ela baixasse sua defesa contra aquela colega que agora começava a ver como amiga. Entretanto, nesse momento a jovem tenta mudar o assunto antes de acabar falando ainda mais, e volta ao seu costumeiro tom desinibido, batendo com a mão na propria cabeça.

    -Hahahaha, eu sou uma tonta, nem sei porque falo tanta bobagem, não ligue.

    Pela primeira vez, Selene parecia sem jeito, respira fundo e retoma a conversa.

    -E você Dine, achei que sendo filha de sacerdotes o treino seria fácil, tu faz tudo parecer tão natural... Mas imagino que a cobrança em casa deve ser enorme.
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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Darkwes em Sex Jul 31, 2015 11:43 pm






    Amandine escuta as palavras de Selene atenciosamente, inicialmente apenas olhando para o solo enquanto caminhava, mas após algum tempo passa a olhar diretamente para a colega. Aos poucos o olhar de Amandine vai se alterando entre surpresa, compaixão e por fim admiração. Não se tratava mais do olhar de uma rival, mas sim de alguém que a garota desenvolvia uma afinidade, uma amiga. Mesmo que o tempo das duas se dando bem tenha sido tão curto, era possível se notar que um elo se formava.

    - Sabe acho que nunca te compreendi e acabei te julgando mal, mas agora vejo que isso tudo foi porque eu não queria entender você nem as outras garotas... acho que sempre tive medo de que vocês fossem melhores que eu e que acabasse decepcionando meus pais. Cada descoberta que fiz guardei pra mim mesma de modo egoísta... não queria que ninguém aprendesse e assim não me sentia ameaçada... mas acho que agora percebi que isso foi uma grande besteira.

    Pela primeira vez desde que se encontraram e até mesmo ao longo de todos esses anos Selene viu um sorriso sincero no rosto de Amandine que parecia se sentir mais leve desabafando algo que sempre carregou consigo mesma, a garota ainda completa o que dizia, respondendo a indagação da colega a respeito de seus pais.

    - Na verdade acho que sempre me cobrei mais do que meus pais... eles sempre foram tão ocupados com suas atividades como sacerdotes que sempre me esforcei pra ser tão boa quanto eles, talvez para que eles sentissem orgulho de mim, ou simplesmente porque queria ser notada e tratada com a mesma paixão que eles demonstravam em suas atividades... ah, também devo ter falado mais do que devia! Acho que somos duas tontas então! hahaha

    A garota sorriu do que acabara de dizer mostrando que estava realmente à vontade ao lado de Selene, o elo entre as duas havia se intensificado o que poderia influir diretamente na performance das duas que acabavam de chegar no local onde a avaliação ocorreria.

    O jardim era uma grande área verde com alguns círculos de pedra dispostos em toda a sua extensão e um pequeno altar ao centro. Dispostas ao redor do altar em candelabros metálicos haviam dezenas de velas, mas todas estavam apagadas, sendo o ambiente iluminado apenas pela luz do luar e das estrelas. Haviam algumas pessoas sentadas ao redor da área verde, algumas delas era conhecidas pelas duas jovens sacerdotisas, outras nem tanto.
    Ao centro do jardim, onde havia o altar estava Astaroth, parecendo estar organizando os últimos detalhes, depositando diversos objetos sobre o altar, que de longe aparentavam ser pequenas correntes. Assim que a instrutora nota a aproximação das garotas ela se vira olhando em direção as duas e demonstra um ar de satisfação ao ver que as duas estão se dando bem.

    - Sejam bem vindas! Sinto que estão confiantes para a execução do ritual, isso é ótimo... Imagino que tenham conseguido desvendar o que devem fazer, tendo se preparado para este momento!




    *Off: Tanto Selene quanto Amandine receberão um Bônus de +20% durante a execução do ritual devido a terem confessado seus verdadeiros sentimentos, sentindo-se mais seguras uma com a outra... bônus conferido por interpretação.


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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Yuji Kiba em Sab Ago 01, 2015 12:18 am

    De certa forma o olhar de Amandine toca Selene e a jovem se sente acolhida, tem uma sensação boa de felicidade e um pouco de arrependimento de não ter feito amizades antes, não se sentia tão diferente assim da colega nesse momento. Escuta com um sorriso no rosto as palavras de Amandine e então responde a ela com uma voz alegre, enquanto continuava caminhar.

    -Que nada, sempre admirei o quanto você se esforça, faz tudo parecer fácil, e como meu pai diz: “cada um é único e por isso tem uma capacidade única” Nunca entendi direito o que ele quis dizer, pelo menos até o treino de hoje hahahaha.

    Selene se cala enquanto tem sua pergunta respondida pela colega, pensa um pouco nas palavras ditas cruzando os braços e andando um pouco devagar. A reflexão de Amandine sobre a família, a fizera lembrar de como a ausência de seu pai era uma coisa dolorosa.

    -Eu sei como é isso, vejo meu pai uma vez por ano, quase não temos tempo, mas me considero com sorte, ele faz muita falta, mas sei que me ama, só que é tão pouco tempo e nem sei se ele vai voltar ou não as vezes... Toma meu pensamento toda noite.

    Vendo que novamente estava começando a chegar em questões um tanto desconfortáveis, Selene volta sua atenção ao que Amandine havia falado e decide confortar a sua nova amiga com sinceridade.

    -Claro que vão ter orgulho de você, dominar os movimentos como você fez não é pra qualquer um e depois de hoje agente vai estar praticamente formadas!

    Sua voz mudara de melancólica para alegre e começara a sorrir com Amandine. Então chegam até o local, Selene admira o jardim e a forma como o ambiente estava ajeitado, anda um pouco em volta cumprimentado as pessoas com seu costumeiro jeito descontraído indo de pessoa em pessoa presente.

    - Ola tudo bem, ótima noite pra vir pegar uma fresquinha não?

    Por ultimo cumprimentando sua mestra Asteroth por ultimo, se curva a mestra mostrando respeito, em seguida se levanta erguendo a mão direita para o alto com a palma aberta enquanto grita a bom som.

    -Ei tia beleza?! Aquela tarefa que você passou foi muito difícil.

    Disse enquanto cruzava os braços e fazia um olhar raivoso na direção de Asteroth, então descruza os braços em seguida apontando para Amandine.

    -Não teria feito metade se não fosse pela ajuda da Dine aqui.

    Dava pra ver o largo sorriso de Selena mesmo por baixo da mascara. A jovem então fica seria enquanto continua a falar com a sua mestra.

    -vamos ter plateia? Não é perigoso se algo sair errado?
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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Darkwes em Sab Ago 01, 2015 8:39 pm






    Assim que chega ao local, Selene cumprimenta os espectadores, a maioria composta de instrutores e sacerdotes do CABAL, havendo também alguns cavaleiros, dois deles instrutores de renome na ordem inclusive, Leviathan e Naberius, que certamente as duas garotas reconheciam. Enquanto Selene caminhava ao redor do local, Amandine, se aproxima do altar e reverência a instrutora, repetindo o movimento em direção a alguns dos que estavam ao redor, mantendo um semblante que demonstrava confiança e determinação. Astaroth, quando questionada por Selene a respeito da segurança do espectadores sorri, em seguida colocando cada uma de suas mãos sobre o ombro de uma das garotas.

    - Tenho certeza de que vocês duas irão executar um belo ritual para que todos os presentes apreciem. Mas eles não estão aqui para acompanharem apenas a avaliação, como talvez tenham imaginado, este ritual não se trata somente de uma teste.

    A instrutora, ainda esboçando um sorriso serene no rosto, estende a mão direita em direção ao altar, demonstrando as correntes de metal que estavam sobre este. Preso em cada uma das correntes, havia um medalhão rico em detalhes nos formatos de cabeças de lobos, serpentes e corvos, possuindo as mesmas características daqueles que eram utilizados por investigadores do CABAL.

    - Os rituais que praticaram em conjunto são na verdade um rito de purificação dos espíritos dos investigadores que já deixaram o mundo material. Sendo assim, nossos espectadores estão aqui para prestar suas últimas homenagens àqueles que se foram.

    Amandine observou os medalhões demonstrando admiração pelos mesmos, muito provavelmente pelo fato de estar a um passo de ser reconhecida como uma investigadora, também recebendo um medalhão semelhante àqueles dispostos sobre o altar. Após alguns instantes, a jovem sacerdotisa novamente se curvou em direção a Astaroth, logo em seguida repetindo o movimento em direção à Selene.

    - Vamos dar o melhor de nós para fazer este ritual da maneira como eles merecem! Selene, já superamos as maiores dificuldades até aqui e não temos mais com o que nos preocupar, o ritual será apenas uma consequência do nosso empenho!

    A jovem sacerdotisa se ergueu novamente mantendo um sorriso estampado no rosto, se posicionando ao lado esquerdo do altar, já se preparando para o início do mesmo. Astaroth começou a se afastar do centro onde se daria a execução do ritual, encaminhando-se para o mesmo local onde os demais instrutores se encontravam, deixando que apenas as duas garotas fossem o centro do espetáculo que todos aguardavam. Assim que se sentou, a instrutora acenou para Selene e Amandine, demonstrando que as duas poderiam começar quando estivessem à vontade.




    *Off: Para a realização dos rituais durante a avaliação vamos fazer alguns testes de acordo com os resultados obtidos anteriormente, mas você poderá descrever parcialmente o início do ritual antes de fazê-los. Depois das rolagens descrevo como transcorre a execução em geral.


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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Yuji Kiba em Ter Ago 04, 2015 3:40 pm

    Selene fica satisfeita com a resposta da instrutora, entretanto, ao saber para que seria feito o ritual, a jovem fica mais seria. Faz uma referencia em direção ao altar colocando o punho fechado de sua mão esquerda contra a palma de sua mão direita e em seguida se curvando de frente aos medalhões.

    -Agora que sei o sentido disso, irei fazer ainda mais concentrada pois não farei por mim apenas, mas sim em honra deles.

    A jovem retoma a postura e em seguida faz o mesmo gesto em direção a Amandine em seguida respondendo a mesma, enquanto a olhava de forma decidida.

    -Pode ter certeza, farei o melhor que posso.

    Selene se posiciona do lado direito do altar ficando oposto a Amandine, diferente de sua colega agora tinha um semblante serio, mas sentia felicidade ao ver o sorriso de sua amiga.
    Repira fundo e se prepara para começar os movimentos, colocando seu corpo na mesma posição do corpo de Amandine, como um reflexo.
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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Darkwes em Ter Ago 04, 2015 10:53 pm






    Amandine olhou nos olhos de Selene uma última vez antes de dar início ao ritual, a garota parecia ter confiança em si mesma e na colega, mudando sua expressão demonstrando estar encarando a apresentação com a mesma seriedade de Selene. Logo que as duas iniciam, percebem que seus movimentos não estavam perfeitamente sincronizados, ajustando os passos com o decorrer da execução. Apesar do início abaixo do esperado, as duas garotas conseguem dar sequência e aos poucos vão acendendo as chamas espirituais em cada uma das velas que rodeavam o altar com o auxílio de seus pinceis mágicos. A primeira etapa do ritual acaba demorando um pouco mais do que o previsto pelo fato do início conturbado, mas as garotas conseguem contornar a situação concluindo o Ritual das Chamas Espirituais com sucesso, partindo então para a segunda metade da apresentação.

    As chamas esverdeadas que iluminavam toda a área em volta do pequeno altar começaram a se agitar conforme Amandine e Selene executavam os movimentos do Ritual da Ave do Renascimento e, aos poucos, as chamas foram deixando as velas, deslizando em pleno ar e se agrupando ao centro do teatro a céu aberto, formando uma grande esfera flamejante sobre o altar. Se aproximando do fim da apresentação as duas garotas têm dificuldade em manter a concentração e por pouco a grande esfera se dispersa, mas ambas persistem e, a partir das chamas, surge um grande pássaro flamejante que sobrevoa a região, em seguida subindo em direção a lua que estava alta iluminando o céu negro. O pássaro vai aos poucos se desfazendo, deixando uma trilha luminosa que vai desvanecendo até desaparecer completamente. O ritual estava finalmente concluído.

    As duas garotas estavam exaustas após a execução dos rituais que combinados levaram em torno de três horas para serem concluídos, ultrapassando o esperado em quase uma hora. Amandine cai de joelhos sobre a relva e senta-se ofegante, visivelmente esgotada, mas logo em seguida aplausos vindos daqueles que acompanhavam da plateia são direcionados às duas garotas, fazendo com que a jovem sacerdotisa esboce um sorriso de satisfação em seu rosto. De onde se encontrava apenas observando as garotas, Astaroth se levanta, passando a caminhar em direção das jovens sacerdotisas, a mulher mantinha um leve sorriso no rosto e quando se aproxima, estende as duas mãos, uma em direção à Selene e a outra para Amandine.

    - Vocês fizeram uma bela apresentação e concluíram os rituais sem nenhuma falha significativa, mesmo com tão pouco treino, tenho então de parabenizá-las pelo empenho e excelente resultado alcançado. Tenho certeza de que os espíritos que foram homenageados aqui estão em paz!




    *Off:


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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

    Mensagem por Yuji Kiba em Qua Ago 05, 2015 7:28 pm

    Os movimentos eram difíceis para Selene fazer em tão pouco tempo, principalmente em conjunto com alguém tão diferente de si como Amandine, mas graças ao treino e a interação entre as duas, o ritual prosseguiu mesmo com alguns erros e dificuldades.
    A mente da jovem estava vazia, se concentrava agora em dar seu melhor pelos investigadores que haviam perdido a vida. Fez o maximo para superar as dificuldades e acertar seu movimento com a amiga.
    Ao terminar, Selene respira fundo, olha sorridente para todos e novamente os cumprimenta como antes, colocando o punho direito na palma da mão esquerda e se curvando. Corre para junto de Amandine a vendo terrivelmente cansada caindo de joelhos e ofegante. Cruzando os braços a jovem fala de forma brincalhona.

    -Ta muito mole Dine, foram só 3 horinhas u.u Hahahaha

    Ao terminar a fala, Selene deixa seu corpo cair no chão, deitando de costas enquanto olhava o céu noturno, era visível que estava terrivelmente cansada, respirava tão rápido quando Amandine, porém agora se sentia muito mais leve que antes. Após algum tempo olhando as estrelas, Selene se senta e olha para Astaroth.

    -Mestra, agradeço a oportunidade de participar de um ritual tão significativo.

    Selene abaixa a cabeça respeitosamente em seguida se levantando, e também oferece a mão a Amandine para ajuda-la a se levantar. Então continuando a falar com Astaroth.

    -Qual o próximo passo?

    -Embora estivesse cansada, a jovem estava muito animada com a perspectiva de terminar o seu treinamento e finalmente se tornar uma investigadora.
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    Re: #Prólogo - A Sacerdotisa

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