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    Grey "O Rubro" - Pallando

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    Vinah
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    Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Vinah em Sab Ago 08, 2015 11:24 am

    Grey "O Rubro" estava parado em guarda em frente a uma porta de madeira. A posição que ele se encontrava já durava grande parte da noite, tendo apenas o silêncio e os seus pensamentos como companhia. Em alguns momentos, o silêncio era invariavelmente substituído por um som assustador. Dentro da porta de madeira se encontrava o quarto de Brandon Stark, o segundo filho de Eddard Stark e Catelyn Tully, o qual fora deixado como Senhor de Winterfell temporário, logo após a partida de Robb Stark que saíra em uma viagem para reunir os estardantes das outras casas para sua pretensão. Grey fora deixado para trás no primeiro momento, mas logo Robb Stark o prometera que sua ajuda seria necessária em breve. Seja como for, Grey ainda estava em Winterfell, servindo a Brandon Stark com toda sua disposição.

    Dali de fora, o estranho soldado podia ouvir o rosnar do lobo gigante de Bran. Grey ainda conseguia se lembrar quando encontrara o lobo gigante, o qual possuía o nome de Verão, deitado em cima de Bran logo após a tentativa de assassinato de seu dono. Verão tinha uma cor prateada com alguns pontos repletos de um cinza escuro, seus olhos brilhavam com uma intensidade luminosa assustadora, fazendo com que o amarelo ganhasse tons terríveis. Verão havia estraçalhado o homem que tentara assassinar Bran, arrancando-lhe a garganta com uma mordida furiosa. Fora assim que Grey encontrara Bran, Verão e Catelyn Stark no quarto, Bran estava acariciando o animal como se nada houvesse acontecido, seu lobo estava deitado em seu colo e de sua mandíbula pingava um sangue quente e fresco, a senhora Catelyn por sua vez apenas observava a cena em silêncio profundo. O olhar que Verão havia lançado para o guerreiro quando este adentrara a cena foi repleto de raiva, mas Bran acalmou a terrível fera com apenas um passar de mão em seu lobo. Era claro que os Stark tinham uma ligação estranha com o passado.

    A maioria das noites eram dominadas por uivos e ganidos por parte dos lobos gigantes do Stark. Verão tinha um irmão, Felpudo era seu nome. Esse, exalava uma ferocidade incrível, sendo temido por qualquer homem de Winterfell. Os dois lobos eram responsáveis por uma cadência única, algo que Grey nunca havia sentido durante sua vida com os Kastark. Ali em Winterfell, era fácil perceber o poderio daquela casa. Quando um corvo fora recebido de Porto real, informando que Eddard Stark havia sido preso por trair o rei e tramar para planejar sua morte, os meninos Starks ficaram abalados. Um clima pesou sobre a casa, o lema de seu brasão nunca parecera tão real. " O Inverno está chegando."

    A guarda de Grey havia durado toda a noite e só terminara quando o dia clareou. Osha, uma selvagem estranha e magricela que tentara matar Bran durante uma caçada, havia se tornado a visita mais frequente do menino. A mulher tinha uma aparência de "quase mulher", pois sua beleza era facilmente questionável para os padrões de Westeros, tendo inúmeras cicatrizes que ela dizia ter conquistado arduamente. Isso era um coisa que tinham em comum, pois Grey também tinha uma enorme marca que cobria seu olho. Naturalmente, Grey e Osha também haviam desenvolvido uma certa "amizade". Era comum que Osha o saudasse toda manhã, sempre destinando alguns minutos com o guarda. Certa vez, Osha havia contado que possuía um irmão que havia matado um gigante Para-lá-da-Muralha, um feito que havia sido alcançado após dois longos dias de um combate intenso. A mulher sempre possuía algum argumento quando o assunto eram os velhos deuses, preenchendo Bran com lendas antigas do povo livre. Até mesmo Verão parecia gostar da mulher, permitindo frequentemente ser acariciado pela selvagem.

    Naquela manhã Osha usava os cabelos soltos e havia terra em seu couro cabeludo, mas seu olhar era calmo e satisfeito. Ela acenou para Grey, mas antes de adentrar ao quarto de Bran lhe dirigiu um olhar e um momento a mais.

    — Bran e eu iremos ao bosque sagrado em pouco tempo. Talvez isso lhe faça bem, um homem não pode ser tão preso a sua tarefa como você é. Um dia você acordará e se verá como um lorde ridículo e impotente. — Ela deu um sorriso, revelando dentes amarelados, mas o aspecto do sorriso era de uma genuína alegria. Lá dentro, Grey ouviu o lobo se levantar. O rosnado e o modo como Verão raspava as garras na porta de madeira era inconfundível, ele estava quase abrindo um buraco na porta de madeira de pinheiro do quarto do menino. — O que me diz? — Muitas vezes Osha olhava-o sempre do lado da cicatriz, como se aquela visão lhe desse algum prazer.
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Pallando em Seg Ago 10, 2015 4:22 pm

    Deixado para trás, Grey tinha como função algo que sabia fazer bem, ser um guarda. Não questionou a razão de não ter acompanhado Robb pois não o importava, não tinha anseio pela batalha ou por ação na maior parte do tempo, gostava da calmaria mesmo que tivesse de manter-se sempre alerta. Se guardar o quarto de Bran Stark era o que queriam que fizesse, ele o faria da melhor maneira que pudesse.

    E naquele mesmo lugar permaneceu durante toda a noite, bem em frente a porta de madeira. Vez ou outra ouvia o lobo do garoto rosnar, com a imagem da fera sobre a cama passando-lhe pela mente a todo instante. O animal havia sido o salvador de Bran na noite em que sofrera uma tentativa de assassinato, mas ainda assim o maldito preocupava Grey mais do que a possibilidade de um segundo assassino ser enviado.

    Para o Rubro estava claro que aquele lobo não simpatizava com ele, além disso, sentia que nenhum dos animais gigantes lhe via com bons olhos. Se dependesse de Grey estariam presos, pois agora que Bran Stark estava sob sua proteção eles não eram mais necessários.


    Com o fim da noite, Grey já esperava a aparição de uma visitante frequente. A estranha Osha quase sempre aparecia, e mesmo depois de ter tentado matar o garoto ninguém parecia se incomodar com a presença dela ali. Era uma mulher aparentemente amigável, sempre cedia alguns minutos para conversar com Grey, e o Rubro apreciava uma boa conversa. Ainda era fresca em sua memória a história do gigante Para-lá-da-Muralha que ela lhe havia contado.

    Enfim lá estava ela, como esperado. Com o cabelo solto e o olhar calmo de sempre, acenou para o Rubro mas parou antes de adentrar o quarto do garoto Stark. Grey a ouviu como quem não gosta do que está ouvindo, pois para própria segurança de Bran seria melhor que permanecesse dentro do quarto. Levar um garoto aleijado cuja vida está ameaçada para um bosque, seja ele sagrado ou amaldiçoado, parecia uma ideia louca para o rigoroso soldado. Porém se era isso que o garoto queria, Grey o acompanharia de qualquer maneira.


    - Minha tarefa é minha honra, não se pode virar as costas pra algo assim nem por um segundo.- Respondeu firmemente a principio, mas logo deixou a postura de lado e relaxou, sentando-se ao lado da porta com um suspiro cansado.- Mas acho que visitar o tal bosque sagrado não vai fazer mal. Espero vocês aqui.- Completou com mais leveza na voz, tentando ao mesmo tempo não encarar a selvagem. Perturbava-lhe pensar o que diabos aquela mulher via de tão intrigante na cicatriz em seu olho, mas não a questionaria diretamente sobre isso.
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Vinah em Ter Ago 11, 2015 11:04 am

    Não demorou muito para que Osha e Brandon Stark ficassem prontos para a visita ao bosque. O garoto que estava aleijado não conseguia andar, precisava do gigante Hodor para lhe carregar, assim o menino se deslocava pela grande extensão dos domínios de Winterfell. Não fora diferente dessa vez, Hodor também havia chegado aquela manhã. O trio composto por um menino aleijado, uma selvagem e um gigante era um fato estranho, isso apenas piorava quando se olhava o guarda que os acompanhava. Grey exibia uma áurea sinistra, exalava uma ideia de um homem perigoso. O guerreiro já ouvira Osha dizer a Bran que o guarda poderia ser um selvagem se quisesse, faltava lhe apenas a falta de obediência tão comum no povo livre. Seja como for, a visita ao bosque havia se iniciado.

    Bran estava empoleirado sobre os ombros do gigante, as pernas pendendo no ar como dois galhos sem vida. Osha caminhava calmamente enquanto contava mais uma de suas histórias provenientes para-lá-da-muralha. Dessa vez o conto era sobre um homem que tinha um habilidade rara, uma habilidade tão rara que somente os antigos Filhos da Floresta dominavam tal técnica. Ela consistia em prever alguns acontecimentos, uma vez que eles eram estranhamente ligados a terra. Osha dizia aquilo de forma natural, como uma mãe recitaria um conto de um príncipe para um filho, mas frequentemente os contos de Osha terminavam em morte ou se tratavam de coisas perigosas. O caminho seguiu-se assim, o grupo era observado enquanto passavam pela multidão. Grey podia perceber vários olhares desconfiados para o menino Bran, afinal quem gostaria de ter um protetor que mal conseguia se locomover? Bran, O Quebrado. Grey ouvira certo dia através das portas, Bran chorando após ouvir isso de alguém da multidão.

    Apesar de toda a tensão que aquele momento poderia exigir, nada aconteceu no caminho. O bosque abriu-se e um lindo cenário foi revelado. O local tinha três acres de terra antiga e árvores crescendo por todos os lados, criando um conjunto denso de copas em algumas partes. No centro do bosque se encontrava um antigo represeiro com uma face entalhada, à frente de um pequeno lago de água negra. A brisa soprava de maneira suave lá dentro, não tendo uma força necessária para mover as águas paradas do lago. Grey pôde ver que as únicas criaturas que ousavam perturbar aquele local eram os lobos gigantes. Felpudo e Verão estavam engalfinhados um no outro, trocando mordidas, mas Grey havia percebido que as mordidas eram suaves e pacíficas.

    Hodor colocou Bran encostado no represeiro, os braços da velha árvore pareciam se estender sobre o menino, como se quisesse tomar posse do mesmo. Osha se sentara ao lado do menino também. Grey estava em pé ao lado da dupla, o guarda percebeu que Rickon também estava presente. Diferentemente do seu irmão, Rickon se movia por todos os lados, muitas vezes se jogando em cima dos lobos gigantes. Aquela perigosa brincadeira parecia não afetar o menino, Rickon parecia tão selvagem como o Felpudo. O lobo cinzento havia atacado o guarda do canil algumas noites atrás, arrancando-lhe parte de sua em apenas uma mordida. Somente Rickon fora capaz de ordenar que Felpudo parasse de atacar, se o menino não estivesse presente provavelmente o lobo devoraria o homem vivo.

    Osha contava uma de suas histórias quando Brandon Stark a interrompeu, o olhar do menino era curioso e seu semblante apresentava um certo nervosismo. A voz do menino aleijado soou de maneira ampla no local, as brisas pareceram cessar para ouvir as palavras do menino.

    — Ontem eu sonhei novamente com o Corvo de Três Olhos. O mesmo sonho de sempre, eu estava caindo e ele me atacava, rasgando minha testa. Eu podia sentir o sangue escorrer por minha pele. O corvo ficava voando ao meu lado, me dizendo frequentemente que eu devia voar. Ele me disse que eu era o lobo alado. O que isso significa Osha? — Ele dizia enquanto encarava o grande lado negro de águas paradas, a brisa suave retornou aos poucos quando o menino parou de falar. — Esses sonhos estão cada vez mais frequentes, estou acordando com dores agora.

    — Os deuses estão falando com você Bran. Não o escuta? Os deuses antigos tem poder sobre Winterfell. Olha ao seu redor e me diga o que vê.


    Bran olhou toda extensão do bosque sagrado, parando novamente no lago a sua frente. Ele tentou tocar a água parada, mas seu movimento foi desajeitado e ele acabou desistindo. Uma brisa suave soprou-lhe na face e uma folha do represeiro tocou a superfície do lago.

    Grey "O Rubro" assistia aquilo de perto, ser guarda o fazia ter momentos como aquele. Quem havia ficado tão próximo de uma família tão antiga como aquela como ele estava ficando? Os Karstark eram de uma linhagem antiga, mas Winterfell era uma casa muito mais nobre. Suas histórias continham grandes nomes do passado, tal como Brandon, O Construtor, o qual ajudara a construir a grande muralha de gelo. Com isso mente, Grey se perdeu em seus pensamentos. Quando este voltou a realidade, Bran o encarava, dizendo-lhe palavras em sua direção.

    — ... Eu vi um homem no chão enquanto tentava voar, mas ele estava longe do meu alcance. Ele gritava e se debatia por causa de alguma coisa, mas ele parecia obstinado com algo. O corvo parecia ter o cegado, seus olhos eram de sangue, mas ele parecia enxergar. Ele perseguia alguém... ou alguma coisa, um lobo talvez, em algumas vezes era um lobo branco, frequentemente a cor oscilava. No final ele parecia surpreso pelo que havia encontrado, uma outra fera o esperava... Havia uma escolha durante o percurso, mas todos caminhos o levavam para a mesma fera no final. — As palavras de Bran perdia o sentindo novamente, Grey ouvir o farfalhar de folhas, a brisa gélida tocava-lhe em seu rosto e algumas flores dançavam sob o seu pé.

    Quando Brandon Stark parou de falar, Grey percebe uma figura escura ao seu lado. Felpudo estava o encarando, os olhos ferozes do animal brilhavam. Cão felpudo não parecia pronto para atacar, na verdade ele parecia calmo. Ele ficou assim por longos segundos, somente parando quando verão lhe abocanhara o pescoço e saíra em disparada por entre as árvores. Assim, o estranho grupo era abraçado pelo represeiro antigo do bosque, Grey ainda podia ouvir o farfalhar das folhas dentro de sua cabeça.


    Spoiler:
    se quiser pode fazer um diálogo com os personagens presentes, se o fizer no próximo post eu irei responder, isso fica a teu critério.
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Pallando em Qua Ago 12, 2015 9:21 pm

    Ainda sentado ao lado da porta, Grey observou a chegada do grande Hodor, que com certeza era de alguma maneira um retardado. Mas aquele gigante abobado servia como "pernas" para o garoto Bran, e o Rubro simpatizava com ele pela personalidade que aparentava ter. E então não demorou muito para que os três se pusessem a caminho do bosque sagrado com Grey logo atrás, sempre atento aos que chegavam perto do grupo. Os hábitos de guarda provavelmente nunca o deixariam, seu estado de alerta para com os outros era instintivo.

    No caminho Osha contava outra de suas histórias enquanto Grey permitia-se distrair com elas, era sempre interessante ouvir sobre o outro lado da muralha. A história da vez, sobre os "Filhos da Floresta", prendeu a atenção de Grey durante quase toda a caminhada, exceto quando reparava nas pessoas que encaravam o pequeno Stark. Lembrava-se da ocasião em que vira Bran chorando em seu quarto, o Rubro pegou-se sentindo pena naquele dia. Lançava um olhar penetrante e ameaçador aos que pensava estarem cochichando a respeito da incapacidade de andar do garoto. Quando finalmente chegaram ao bosque, Grey pôde ligar o nome "sagrado" ao que via sem muitas dificuldades, era um local realmente belo. Hodor deixou Bran no represeiro e Osha sentou-se ao lado do garoto, enquanto Grey distraiu-se ao perceber a presença de Rickon Stark. Era mais um que agora tinha o dever moral de proteger.


    - Rickon Stark, aconselho que tome mais cuidado com essas feras.- Disse em bom tom, firme e de maneira a não deixar espaço para contradições, mas ao mesmo tempo sem querer assustar o garoto. Sabia que assustava as pessoas com facilidade, embora poucas vezes sua intenção fosse essa.

    Continuou parado de pé ao lado de Bran e Osha. A selvagem contava outra de suas histórias quando Bran a interrompeu, aparentando certo nervosismo, e contou sobre um sonho que tivera, um sonho no mínimo estranho ao entendimento do Rubro. Que diabos é um corvo de três olhos? De acordo com Osha eram os deuses falando com o garoto, mas Grey preferia pensar que fossem somente sonhos. O correto seria não envolver-se naquilo e permanecer somente como o soldado que era, mas já havia ouvido demais para ignorar a conversa, estava começando a apreciar a visita ao bosque. Bran Stark era um bom garoto e tinha boas companhias ali, diferente das pessoas de Winterfell o Rubro não o via como alguém incapaz de governar aquele lugar, afinal, para Grey o próprio Ned Stark poderia ter desempenhado a tarefa de Protetor do Norte sentado em uma cadeira, realmente não tinha diferença se os soldados e servos fizessem o que lhes fosse mandado. O Rubro sentia-se estranhamente acomodado com a situação e seu posto como soldado dos Starks, pela primeira vez sentia algum resquício de felicidade por ter deixado os Karstark. Felicidade essa que extinguiu-se quando voltou sua atenção a Bran, que falava coisas sem sentido. Talvez fosse o garoto fosse louco.

    - É interessante, mas não é um bom sonho.- Disso ainda calmo, somente mudou sua feição ao perceber a figura ao seu lado, o maldito lobo gigante o assustou por um momento e continuou a encara-lo. Grey retribuiu o olhar, dirigindo a atenção do olho rubro ao lobo por alguns momentos, até que o outro lobo surgiu e interrompeu tudo. O Rubro voltou-se para Bran, pela primeira vez com um tom amigável na voz.- Se há escolhas, elas nunca levam ao mesmo fim, mesmo que no caminho de ambas haja a mesma fera. Aconselho-o a não se importar garoto Stark, os sonhos só tem o valor que você der a eles...Bom, é o que esse soldado caolho acredita pelo menos...
    Vinah
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Vinah em Sab Ago 15, 2015 3:02 am

    Osha havia dado uma risada silenciosa, mas Bran parecia ter absorvido um pouco de conhecimento. O menino havia sido exposto por uma corrente infinita de histórias fantásticas, talvez fosse bom que ouvisse alguém como Grey. A conversa seguiu-se da mesma maneira, tendo os sonhos de Bran como foco. Era comum aquele assunto, principalmente a medida que os dias avançavam. Bran parecia cada dia mais envolto por uma cortina de sonhos.

    — Não acredita nos Deuses Antigos? — Osha perguntava com um olhar curioso enquanto estava sentada na grama. — Acredita somente na sua espada? — Bran também encarava o homem caolho, até mesmo Rickon deu um indício que estava curioso, mas logo o menino mais novo se atirou aos lobos novamente. Rickon ficava claramente mais íntimo dos lobos do que era possível, Cão Felpudo parecia ter uma ligação enorme com o menino. — O que vê nesse bosque Grey? Vê apenas uma árvore? Diga-me.



    Seja como for, os dias passaram-se de maneira fria e demorada. O inverno estava chegando, um clima de tensão pairava no ar. Winterfell estava acostumada com o frio intenso, mas o que a pessoas achariam de viver sob a proteção de um menino como Bran, durante um tempo que seria repleto de desafios? Brandon Stark parecia tranquilo durante o dia, mas a noite os sonhos o atormentavam. Grey ficava de guarda na maioria dos dias em frente aos aposentos de Bran, o sono do menino não era mais tranquilo. A noite calma e suave ganhava tons diferentes, o grito do menino rasgava a mortalha do silêncio. Grey podia ouvir os lamentos chorosos dentro do quarto, certa noite Bran havia gritado o nome de seu pai e repetido várias vezes a palavra cripta.

    Finalmente, um corvo chegou no castelo Winterfell durante uma manhã gélida. A mensagem que ele trazia era clara; a guerra havia sido declarada. Robb Stark havia reunido várias espadas e agora marchava para o sul, um confronto eminente com os Lannister estava cada vez mais próximo. Grey sabia que os Tully de Correrio estavam sofrendo um cerco dos leões e Eddard Stark ainda estava confinado em Porto Real. Grey havia visto Eddard apenas algumas vezes, pois logo o protetor do norte viajara para se tornar mão do rei. Robb agora parecia exigir a presença do guarda inflexível e sinistro ao seu lado, o que acabava deixando Winterfell com poucas espadas para se defender.

    Grey recebeu a notícia enquanto estava aproveitando o desjejum, Osha viera pessoalmente para lhe informar sobre seu novo futuro. A selvagem parecia ter um olhar triste e Grey chegou a ter a sensação que a mulher derramaria algumas lágrimas, mas ela não chorou, afinal, se tratava de uma selvagem. Alguns homens iriam partir naquele mesmo dia, Grey fora um dos últimos homens a estar pronto para partir porque Bran parecia temeroso em deixar o guarda seguir seu caminho, mas por fim, Grey iria partir ao lado do jovem Bredon Cherrane, uma figura conhecida por sua grande destreza em cavalgar. Ele de fato não era um lutador, mas possuía o espírito de um jovem pronto para a guerra.

    Na manhã fria aonde os passos de Grey afundavam na neve, os dois estavam prontos para partir. Os cavalos carregavam alforjes pequenos que continham toda a alimentação necessária. Não havia muitas pessoas do lado de fora naquele dia, todas pareciam estranhamente ausentes. Na verdade, Grey percebeu que a cidade não estava vazia, mas sim não restara quase nenhum soldado ou homem em idade para lutar. Brandon teria que controlar uma cidade inteira sem possuir uma força muito grande. Bredon havia trançado o cabelo e já estava montado no cavalo, pronto para partir. Esperava pacientemente o seu estranho companheiro de um olho montar para começar a longa viagem rumo a glória.

    Grey teria que decidir, havia duas opções claras a sua frente; Iria para o sul respondendo o chamado de Robb Stark ou ficaria no norte protegendo Bran Stark e Winterfell? Eddard havia designado que Grey defendesse o menino, mas Eddard ainda controlava os Starks? Robb assumira o comando desde então. Independentemente de qual caminho Grey "O Rubro" tomasse, seu destino se entrelaçaria com os sonhos de Bran, o lobo o chamava por todos os lados.
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Pallando em Seg Ago 17, 2015 2:25 pm

    A conversa seguiu focada nos sonhos de Bran, que pareceu ter considerado o que Grey dissera. O garoto Stark estava concentrado demais em seus sonhos, o Rubro achava que nada de bom viria disso, ainda mais sendo os sonhos como eram. E Grey permaneceu quieto até ser interrogado por Osha, a selvagem o olhava com curiosidade e a pergunta chamou a atenção de Bran também, até Rickon prestou sua atenção por alguns momentos.

    - Talvez, só não me importo com eles assim como nunca se importaram comigo.- Grey respondeu sem a mesma firmeza de sempre, a voz calma desprendida do rigor.- Acredito que coisas como honra e amizade tem o seu valor, de resto nada sei e em nada acredito.- Voltou sua atenção a Bran, não queria insultar as crenças do garoto ou da selvagem, mas tinha tendência a falar de maneira a não dar brechas para contestação. Olhou ao redor para responder a última pergunta, o tipo de pergunta mais difícil para o Rubro.- Sim, só consigo ver árvores. Se há algo além, eu desconheço.

    E assim os dias passaram-se. Grey pela primeira vez ouvia a frase "o inverno está chegando" como previsão de tempo e não como "lema" dos Starks, o frio parecia ser eterno naquele lugar, apesar disso o povo parecia estar acostumado. Era inegável uma certa tensão em Winterfell, Grey vivia com o pressentimento de que alguma desgraça poderia acontecer a qualquer momento, as vezes tinha vontade de reunir todo o povo e deixar a situação clara. Bran Stark era o  protetor de Winterfell agora, os que não aceitassem isso deveriam retirar-se ou ficar quietos, não haviam condições de perder tempo lidando com rebeldia. O Rubro era testemunha do sofrimento do garoto, atormentado pelos malditos sonhos dos Deuses Antigos de Osha, Bran não tinha mais boas noites de sono, e Grey perdeu a conta de quantas vezes ouvira o nome de Ned Stark e a palavra cripta. Foram dias difíceis.

    Enfim, em mais uma manhã onde o frio parecia tentar congelar até a alma, Grey percebeu a chegada de Osha. A selvagem tinha um olhar triste, por alguns momentos Grey considerou que ela tivesse chorado, tudo isso o deixou em estado de alerta para o que ouviria. Para sua surpresa, Robb exigia sua presença na guerra declarada contra os Lannister, que começou um pouco antes do que Grey esperava, mesmo que os Tully de Correrio estivessem sob cerco e Eddard Stark estivesse preso. No primeiro momento sentiu o chamado do maior dever de sua vida, mas não demorou a se questionar sobre o quão certo era deixar Winterfell.

    Muitos considerariam uma grande honra lutar em uma guerra pelos Stark, ainda mais sendo convocado de tal maneira, mas guerrear seja por quem for nunca significou nada para Grey. Tinha seu próprio caminho e honra, manter isso era o mais importante. O Rubro preparava-se para partir, deveria seguir com Bredon Cherrane para onde Robb Stark estava. Havia demorado mais do que o previsto, pois Bran parecia temeroso em deixa-lo ir, e ainda haviam Osha, que parecera triste no dia da noticia, e Rickon. Eddard Stark havia confiado a ele o dever de proteger o garoto, e cada passo contrariando esse dever começava a pesar mais. Afinal, era realmente certo deixar Winterfell e os garotos Stark mesmo após ter aceitado do pai deles o dever de protege-los?

    O dia havia chegado. Grey caminhava afundando os pés na maldita neve indo ao encontro de Bredon Cherrane, os cavalos carregando tudo que precisariam já estavam a espera. Notou que Winterfell parecia estar quase abandonada, não haviam muitos soldados ou homens que pudessem lutar. Sentia um nervosismo crescendo dentro de si. Sabia da situação difícil que só tendia a piorar para todos ali, e o responsável por controlar tudo aquilo seria Bran, um garoto aleijado atormentado por sonhos estranhos toda noite. Olhou para frente, viu Bredon montado em seu cavalo a espera do companheiro de viagem, em seguida olhou para os lados torturando-se com a visão daquele lugar em condições tristes. Parou de andar quando estava próximo ao cavalo e lembrou-se de Eddard Stark por um momento, tinha um dever para com ele. Não havia sombra de dúvidas de que Winterfell estava menos protegida do que deveria, Bran e Rickon não estavam completamente seguros dentro desses muros.

    - Bredon Cherrane, diga à Robb que tenho outro dever a cumprir antes de atender ao chamado dele.- Grey disse com a firmeza de sempre, não queria ouvir perguntas desnecessárias de Bredon. - Peça desculpas por mim, mas vou ficar em Winterfell.
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Vinah em Ter Ago 18, 2015 4:59 pm

    Bredon Cherrane te lançou um olhar curioso, logo depois seu semblante se tornou de assombro. Ele ficou parado em cima do cavalo por algum tempo, esperando que você mudasse de ideia, mas logo percebeu que você estava falando sério.

    - Como assim informar Robb que você não responderá ao chamado dele? Olhe para mim, você acha que pareço algum mensageiro? - O cavalo se remexeu devido a agitação de Bredon. - Faça o que quiser, mas nada acontecerá em Winterfell nesse tempo. A guerra se encontrará no sul, é lá aonde a glória vai estar. Se me permite, irei responder ao protetor de Winterfell e resgatar Eddard Stark.

    Bredon se preparou para cutucar o cavalo e avançar pela estrada, mas nesse momento algo lhe chamou a atenção. Atrás de algumas árvores do lado direito da dupla de Winterfell, havia dois homens. A identificação não foi imediata pois o tempo era ruim e os homens estavam semi escondidos, mas assim que Bredon os avistara eles entraram em ação. Em questão de segundos uma flecha atravessou o ar, parando somente quando encontrou o peito de Bredon Cherrane. O cavalo ficou assustado com a situação e derrubou Bredon, o qual caiu de costas e ficou gemendo no chão. Grey podia ver os dois homens a alguns metros, um portava uma espada e outro portava um arco, o qual parecia ter dificuldade para colocar outra flecha no arco. Atrás de si encontrava-se o portão principal da cidade, ao seu lado esquerdo encontrava-se o cavalo que outrora fora seu.
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Pallando em Seg Ago 24, 2015 7:21 pm

    Grey permaneceu encarando o homem que parecia demorar a compreender sua decisão, por alguns momentos ficou claro que estava esperando que Grey mudasse de ideia, mas logo retrucou ao perceber que o Rubro falava sério. Bredon Cherrane sem dúvidas era ousado, mais um tolo cego em busca de glória. Ele logo partiu pela estrada rumo à sua glória, porém algo chamou-lhe a atenção atrás de algumas árvores, onde encontravam-se dois homens que não demoraram para agir.

    o Rubro só reagiu ao ouvir o cavalo assustado, que derrubou Bredon no chão com uma flecha cravada no peito. Grey sacou as duas espadas, posicionado de braços abertos com uma espada em cada mão. O portão principal estava às suas costas e também próximo encontrava-se o cavalo em que teria partido, Bredon gemia no chão dando a certeza de que estava vivo. Bastava concentrar-se nos dois miseráveis a sua frente.

    Sem demorar, Grey guardou uma de suas espadas e saltou sobre o cavalo, avançando em direção ao que portava o arco para elimina-lo antes que equipasse outra flecha. Tentaria decapita-lo ou ao menos ferir-lhe na região entre o pescoço e o tórax. Caso sucedido em sua tentativa de decapitar o arqueiro, Grey desceria do cavalo sacando a outra esparada e atacaria o outro com uma sequência feroz de dois ataques, do contrário, caso o arqueiro ainda estivesse vivo, Grey repetiria o ataque montado contra o que portava a espada.
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Vinah em Qua Ago 26, 2015 8:51 am

    Esperando rolagem de dados para dar prosseguimento: ( ta na pág 4 do off )
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Vinah em Qui Ago 27, 2015 12:38 pm

    Grey se sai muito bem no salto para cima do cavalo, o equilíbrio que demonstrou durante essa manobra foi espetacular. Diante disso, o arqueiro se mostrou mais nervoso ainda, perdendo segundos preciosos para preparar a flecha ou uma possível defesa. A espada do rubro penetrou a garganta do arqueiro, derramando uma quantidade impressionante de sangue no chão branco. O mecernário que portava uma espada também não resistiu ao ataque do guarda de Winterfell, sendo facilmente batido pelo adversário.

    O Sangue estava espalhado por todo o local, a terra tragava o líquido viscoso aos poucos. Os unicos movimentos do cenário eram os espasmos finais do arqueiro e o peito arfante de Grey. O Guarda de Winterfell percebeu que o mercenário que portava a espada estava caido no chão, mas ainda estava com vida. Ele não ofereceria resistência alguma devido a gravidade do ferimento, o mais certo era que o homem morresse dentre poucas horas.

    No portão começava a aparecer algumas figuras como Osha e o meistre de Winterfell, assim como alguns moradores que ficaram alarmados com os barulhos provocados pela luta.
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Pallando em Qui Ago 27, 2015 11:44 pm

    O ataque montado foi rápido e certeiro como Grey queria, talvez até mais perfeito do que planejara, e não foi diferente com o ataque contra o mercenário que empunhava uma espada. No final da ação, quando a adrenalina começava a esvair-se de seu corpo, Grey só conseguia ouvir o som de sua respiração após os últimos gemidos do arqueiro pararem.

    Não demorou para que começassem a aparecer algumas pessoas no portão, como Osha e o meistre de Winterfell, todos atraídos pelo sons da batalha. Grey cravou o olho rubro sobre o mercenário ainda vivo, um olhar com uma mistura de ira e frieza que guardava somente para seus inimigos.

    O Rubro ajoelhou-se ao lado do mercenário e pôs a mão sobre o ferimento do mesmo, pressionou para que o homem senti-se dor e entende-se a situação em que estava e o que aconteceria caso se recusasse a cooperar.

    - Quem o mandou e qual era seu objetivo aqui?- Gritou enquanto pressionava a ferida. Deixou que o homem senti-se dor para depois prosseguir, dessa vez calmo, mas mantendo o tom ameaçador.- Posso fazer com que tenha algumas últimas horas de vida insuportavelmente dolorosas ou posso dar um fim nela de maneira rápida. A escolha é toda sua.
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Vinah em Dom Ago 30, 2015 3:19 pm

    O olhar sinistro de Grey "o Rubro" revelava que ele estava disposto a fazer de tudo para obter respostas, o mercenário que estava no chão pressentia tal determinação. Não demorou muito para que o homem gritasse de dor quando o ferimento foi apertado, o sangue vermelho saiu em grande quantidade para a terra. O homem se debatia e parecia chorar a cada novo toque de Grey, como que se as mãos de Grey fossem feitas de aço. O mercenário que estava sendo torturado tinha uma idade mediana, seu rosto era tipicamente nortenho, o traje pesado em cima de uma cota de malha confirmava tal suposição. Após um minuto de muito sofrimento, o mercenário começou a falar.

    - Por favor pare! Eu não sei de nada. - Os gritos de dor voltaram, cessando após longos segundos. Meistre Luwin e Osha corriam em direção aonde você estava. - Ele nos disse que não teria ninguém. - A voz do homem perdeu a força, ele parecia cair em um sono, mas a cada novo toque no ferimento o fazia recobrar a consciência novamente. - Ele nos ofereceu muito ouro para vir para cá, disse que estaria sem ninguém. Ele mentiu, aquele desgraçado Branch. - Ele fez outra pausa, mas logo o corpo do homem emitiu um espasmo muscular enquanto tentava dizer mais coisas. - Eles planejam... Os Branch... Por favor.


    O último som que o homem emitiu foi um som rouco, ele pareceu engasgar-se na própria saliva, seu olhos continuaram abertos, mas dessa vez todo o brilho da vida havia sumido. Osha e o Meistre Luwin chegaram ao seu lado, o semblante era de incompreensão e medo. Branch era uma pequena casa que ficava a poucos dias de cavalgada dali, especificamente dentro da Mata de Lobos, a qual era devota a casa Glover e aos Bolton. Por mais que os Starks fossem a grande casa do norte, a casa Branch era conhecida há muitos anos por odiarem os starks, uma vez que um de seus fundadores morrera numa guerra contra Winterfell.

    - O que aconteceu aqui Grey? Ouvimos um ruído de luta e viemos o mais rápido que conseguimos. Você matou os dois? - Osha disse enquanto olhava para o lado, aquilo pareceu que não a incomodou. - O que você descobriu?
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Pallando em Seg Ago 31, 2015 4:15 pm

    O mercenário não resistiu muito, debateu-se e choramingou, até por fim começar a falar. Grey permanecia com a mão sobre a ferida, pronto para apertar novamente caso achasse que estava sendo enganado. O homem falou enquanto tinha forças, não foi muito mas foi mais do que o Rubro esperava conseguir em tão pouco tempo, em seguida engasgou-se na própria saliva e morreu.

    Poucas vezes antes havia ouvido falar da casa Branch, mas conhecia a história do fundador que perdeu a vida em guerra contra Winterfell. Naquele momento estava claro para Grey o envolvimento dos Branch no ataque e também não era difícil imaginar o porquê.

    Meistre Luwin e Osha aproximaram-se, Grey os notou enquanto pensava no que seria melhor fazer a respeito. Assim que ouviu Osha, o Rubro levantou-se e dirigiu-se à ela e Mestre Luwin.

    - Foram enviados pela casa Branch, foram informados que não haveria ninguém aqui.-Grey parou por um momento, talvez não coubesse a ele tomar a decisão do que fazer.- Meistre Luwin, o que sugere que se faça disso?
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Vinah em Seg Ago 31, 2015 5:59 pm

    Meistre Luwin pareceu perturbado quando Grey passou a resposabilidade para ele. Por fim, ele acabou achando que a atitude do guarda foi sensata, o Meistre possuía uma boa cabeça para a resolução de problemas, já servira a Winterfell e ao Stark por muito tempo. Osha permaneceu parada, apenas fitando o olho defeituoso de Grey.

    - Contar a Bran não é uma opção muito clara, o menino já tem que lidar com todas as atribuições de senhor de Winterfell, temo que essa nova preocupação possa ser demais para ele. - Osha murmurou que não teria como esconder a verdade de Bran, uma vez que muitos habitantes haviam visto a luta. - Isso não é problema, podemos falar que se tratavam de ladrões que tentaram roubar as montarias. - Ele fez uma pausa. - Se os Branchs realmente desejam uma vigança, creio que será difícil nos defendermos, não há quase nenhum lutador na cidade. Se nós fossemos atacados, seria o fim.

    Ele olhou para Grey, avaliando as palavras que iria dizer.

    - Talvez tenhamos que agir antes dos nossos inimigos.
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Pallando em Seg Ago 31, 2015 7:39 pm

    Grey ouvia Meistre Luwin com atenção, com certeza o meistre pensaria em uma maneira melhor de resolver a situação. Realmente não poderiam contar sobre o ocorrido para Bran, já lhe bastavam os malditos sonhos para atormentar-lhe. Osha apontava falhas, mas para Grey não havia outra possível opção.

    - De acordo, Bran não precisa saber disso. Ninguém em Winterfell precisa saber de nada por enquanto, eram só ladrões.

    Já sabia que Winterfell na atual situação não teria chances de resistir caso fosse atacada, mas ouvir isso de Luwin desanimou ainda mais o Rubro. Ao menos agora sabia que a escolha de permanecer ali fora acertada, por enquanto não podia juntar-se à Robb Stark na guerra.

    - Meistre Luwin, acho que ao menos Robb precisa saber sobre a casa Branch, mesmo que nada faça a respeito.- Grey andou em direção ao seu cavalo, já pronto para viagem.- Pretendo ir até a Mata dos Lobos, mesmo que sozinho se preciso. Não sei o que posso fazer lá, mas acho que não vou conseguir nada parado aqui.

    o Rubro parou próximo a Luwin, já montado. Fixou o olhar no meistre aguardando a resposta do mesmo, pois ainda não estava certo sobre sua decisão.

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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Vinah em Ter Set 01, 2015 12:56 pm

    Meistre Luwin fez um gesto rápido com a cabeça mostrando que concordava com aquela ideia. Os olhos do meistre estavam pesados, sua idade ficava mais aparente diante de uma situação como aquela.

    - Você tem razão Grey. - Ele olhou para o guarda. - Devemos alertar Robb Stark o quanto antes, talvez ele mande para cá alguns soldados para nos proteger. Isso certamente será melhor do que contar apenas com os deuses do norte.

    Nesse momento Osha impedia o meistre de continuar falando.

    - Os deuses protegerão Winterfell, Bran tem um sentimento fiel aos deuses nortenhos. - Ela avistou o cavalo que Cherrane havia usado para começar sua breve expedição. - Acho que é meu papel ir com você até lá.

    Luwin deu uma risada nervosa e disse.

    - Você não pode ir Osha, sem você aqui nossa defesa cai pela metade. Ficariamos muito expostos e correríamos um risco desnecessário. Deixe que Grey vá, ele já esta acostumado com os costumes nortenhos e certamente vai saber o que fazer quando chegar na Mata dos Lobos.

    Osha olhou para Luwin e depois encarou o olho rubro do soldado.

    - O que me diz Grey?

    Em caso afirmativo:
    - Vamos! Não temos tempo a perder! Nós lutaremos e os deuses antigos nos observarão. - Osha dizia enquanto corria ao cavalo que Cherrane havia usado, ela montou de um jeito desajeitado, mas havia um brilho em seu olhar.


    Em caso de uma negativa:

    - Você tem razão, preciso proteger Bran e os outros. Bran ainda não aprendeu a explorar toda sua capacidade, como ele irá encontrar o corvo de três olhos sem a minha ajuda? Boa sorte Grey, que os deuses fiquem ao seu lado.
    Meistre Luwin repreendeu Osha a cerca do corvo de três olhos, mas ele também desejousorte a Grey.
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Pallando em Qua Set 02, 2015 10:10 pm

    Assim que Meistre Luwin concordou Grey focou os olhos para os portões de Winterfell, pronto para sair. Osha então interrompeu Luwin, achava que os deuses nortenhos protegeriam Winterfell e ofereceu-se para acompanhar o Rubro, mas o meistre logo opinou a respeito disso.

    Mais uma vez Luwin tinha razão, provavelmente seria melhor deixar Grey seguir sozinho para à Mata dos Lobos. Osha seria mais útil e até necessária em Winterfell ao lado de Bran, mas a selvagem queria que Grey pronunciasse-se a respeito.

    - Não posso deixar Bran e Rickon Stark sem ter certeza de que há alguém aqui com eles, alguém que possa defende-los. Eles precisam de você.

    O Rubro não disse mais nada depois disso, acenou com a cabeça para Osha e Meistre Luwin em despedida para depois partir. Rumou em alta velocidade para fora de Winterfell, rumo à Mata dos Lobos.
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Vinah em Sex Set 04, 2015 1:59 am

    O Príncipe de Gelo



    Vários dias tinham se passado desde que Grey "O Rubro" havia partido de Winterfell. A viagem havia sido fácil nos primeiros dias, mas assim que o guarda entrou no território da Mata dos Lobos tudo mudou. A vegetação era composta por grandes carvalhos, sempre-verdes e sarça-negra, formando um teto verde e compacto sob a cabeça de quem ousasse entrar naquele local. Se a estranha cobertura fosse a única característica do lugar, não seria desafio nenhum ao homem que já havia perdido um olho. As noites na Mata dos Lobos eram repletas de sons nada agradáveis. Aquele era um lugar selvagem, a natureza ali dava mostras de ser implacável.

    Os uivos eram constantes a todo momento, era como se Grey nunca ficasse sozinho naquele lugar. Diversas vezes o cavalo havia bufado de terror e quase saíra disparado em seguida, somente se acalmando quando o guarda de Winterfell o controlava. O vento fazia com que o teto de folhas se remexesse constantemente, mas a luz quase não penetrava naquele local. Apenas em um dia que nevou que o teto havia desabado, o peso da neve havia vencido a resistência das folhas e o chão se tornou branco e mais intimidador.

    A um dia atrás, Grey havia acampado em uma clareira em meio a mata. Ele estava a um dia de chegar em seu destino, portanto, precisou descansar para estar bem para o que viesse acontecer. Durante aquela noite, enquanto Grey assava um coelho que havia abatido, um uivo espantosamente perto pôde ser escutado. Por um milésimo de segundo, as palavras que Bran dissera no Bosque Sagrado ressoaram na mente do homem.

    " Ele gritava e se debatia por causa de alguma coisa, mas ele parecia obstinado com algo. O corvo parecia ter o cegado, seus olhos eram de sangue, mas ele parecia enxergar. Ele perseguia alguém... ou alguma coisa, um lobo talvez."

    Além do uivo do lobo e do pensamento repentino sobre o sonho de Bran, nada demais havia acontecido naquela noite. O lobo logo se silenciou, restando na noite apenas o crepitar do fogo e o barulho de Grey mastigando a carne macia do coelho.

    O dia estava ensolarado, agora era possível ver que uma longa faixa de azul ininterrupta cobria todo o céu. Não havia resquício de neve naquele dia, um fato raro naquela região. Grey estava posicionado perto de uma uma pequena estrada - Ele havia encontrado uma pequena trilha, na qual acabou desembocando em uma estrada -, que dava acesso ao Bosque da Madeira, a fortaleza da Casa Branch. Bosque da Madeira é velho, mas mesmo assim, resistente. Seu salão principal fica em uma colina de topo chato, junto com uma torre de vigia com cerca de quinze metros a mais. Na parte de baixo da colina, existem cocheiras, uma forja e o curral. É defendido por uma vala seca e uma paliçada de troncos. A leste e oeste do castelo existiam campos de aveia e cevada.


    [img][/img]


    Enquanto observava a cidade que se estendia a sua frente, Grey viu que duas figuras cresciam a medida que o tempo passava. Se tratava de dois homens, possivelmente soldados Branch, o qual pareciam patrulhar a região em uma operação de rotina, pois ele não percorreram uma distância suficiente da estrada para que avistassem o rubro. Eles passavam em frente ao portão da cidade e depois se dirigiam ao campo de aveia, dando uma semi volta em toda estrutura. Assim, o ciclo era repetido metodicamente. Grey podia ver o portão a sua frente, mas também via outras trilhas que levavam a lugares desconhecidos, mas todos os caminhos pareciam levar a fortaleza. O cavalo de Grey resfolegava impaciente, o alforje preparado para a viagem já estava quase vazio, uma hora ou outra Grey teria que se preocupar também com a sua alimentação. O único defensor de Winterfell e a única esperança para a casa Stark se encontrava em frente a seu destino.
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Pallando em Dom Set 06, 2015 7:15 pm

    - Malditos lobos...- Grey sussurou incomodado com o último uivo que ouvira, este vindo de perto de onde estava. Havia recordado-se do que Bran lhe dissera no Bosque Sagrado e por um momento sentiu-se desconfortável naquele lugar.

    Naquela noite, a última antes de chegar a seu destino, o Rubro tardou a dormir depois do uivo e a recordação das palavras de Bran. A maioria das noites desde que deixara Winterfell haviam sido assim, os uivos o incomodavam e o próprio local lhe dava a impressão de que havia algo mais ali, nunca sentia-se sozinho.

    Os primeiros dias haviam sido fáceis e Grey desejava que todos tivessem sido, mas as noites difíceis começaram assim que entrou no território da Mata dos Lobos. Por diversas vezes o cavalo bufou de terror, o que só deixava o soldado mais tenso, e só acalmava-se com ajuda. A principio havia achado a cobertura de folhagens agradável, mas com o tempo aquilo perdeu seu encanto. As folhas remexiam-se com o vento e a luz não entrava naquele lugar, e a única exceção fora o dia em que a neve caiu, mas tudo continuou desagradável ao ver de Grey. Tudo contribuía para aumentar sua vontade de chegar logo aos Branch e resolver a situação, pois preocupava-se em deixar Winterfell sem proteção adequada.

    Optou por não dormir muito naquela última noite, pretendia fazer tudo o quanto antes e voltar para Winterfell.  Assim que acordou escolheu seguir logo, o mais rápido que pôde.


    Após ter seguido por uma pequena trilha Grey encontrava-se em uma pequena estrada que dava acesso ao Bosque da Madeira. A fortaleza dos Branch tinha seu salão principal no topo de uma colina, juntamente a torre de vigia, com certeza era antiga mas ao mesmo tempo resistente. Na região abaixo da colina haviam cachoeiras, uma forja e um curral ao lado de uma vala seca e uma paliçada de troncos, um belo lugar.

    Enquanto observava ao redor pensativo em meio àquele dia ensolarado, Grey avistou dois indivíduos, provavelmente soldados Branch, aparentemente patrulhando a região sem chegar a ver o Rubro. Eles passaram pelo portão da cidade e depois dirigiram-se ao campo de aveia, repetindo esse mesmo caminho metodicamente.

    Grey pensava com cuidado em seus próximos passos, tinha de preocupar-se com sua alimentação e achar uma maneira inteligente de lidar com a situação. Haviam outras trilhas que pareciam levar a fortaleza, mas ainda assim eram incertos, Grey precisava achar uma maneira de chegar até os Branch.

    O Rubro aguardou até que os dois soldados estivessem atravessando o campo de aveia, então rumou em velocidade para dentro da cidade. Tentaria recolher informação com cidadãos comuns a respeito dos Branch, quais os nomes e características dos principais membros da família, hábitos como caça ou personalidades, algo sobre como era feita a guarda na fortaleza, qualquer coisa que pudesse usar para aproximar-se dos Branch. Tudo sem chamar muita atenção, não queria tornar-se mais suspeito do que já aparentava ser.
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

    Mensagem por Vinah em Ter Set 08, 2015 5:43 pm

    O tempo calculado por Grey foi perfeito. Ele entrou na cidade sem que os guardas o vissem, pois ainda se encontravam nos campos de aveia no momento que o rubro havia atravessado a paliçada de madeira que cercava a cidade.

    Após estar dentro das muralhas, Grey teve uma visão melhor do conteúdo do lugar. Havia algumas casas de madeiras com tetos de feno, formando uma rua lamacenta aonde algumas crianças brincavam. Essa rua era a mais afastada da estrada principal, pois aonde Grey estava era tudo mais limpo e organizado, pois ali certamente era um caminho comum para os nobres da região. A estrada principal contava com uma estalagem e uma taverna, onde podia-se ouvir alguns gritos de excitação. Havia até mesmo uma feira sendo realizada no momento, algumas pessoas que negociavam pararam e olharam para Grey, mas logo voltaram a atenção aos seus negócios novamente.

    Uma prostituta de cabelos escuros e com uma idade avançada sorriu para você, chamando-o sugestivamente para dentro de uma pequena casa. No outro lado da rua Grey viu algo que chamou sua atenção, era uma taverna decorada com a cabeça de um lobo uivando. Mesmo lá de fora, o guarda podia perceber que havia alguns soldados bêbados jogados nas cadeiras e mesas do local, uma música suave também podia ser ouvida. Mais a frente, a medida que uma ladeira se alongava para cima, podia-se ver um conjunto de casas maiores, uma delas era toda adornada com os símbolos da casa Branch, um galho retorcido com uma única folha.
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    Re: Grey "O Rubro" - Pallando

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      Data/hora atual: Qua Out 18, 2017 11:07 am