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    II - O Comércio de Escravos

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    Aythusa
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Aythusa em Sex Fev 26, 2016 2:50 pm

    Radin – A Praça da Cidade.

    Os homens que rodeavam Radin lentamente pararam despreocupados a uma distância de aproximadamente 3 metros e pareciam observar outras coisas, como o movimento na praça que crescia ao passar de cada momento do dia ou a construção do palco.

    Radin permaneceu onde estava, sem demonstrar arrependimento de ter ido falar com aquele sujeito e a curiosidade o corroía por dentro. Mesmo após dizer que estava incomodado com as pessoas usando máscaras, não conseguiu detectar absolutamente nada que demonstrasse estar surtindo efeito sua conversa com o homem. Decidiu, então, analisar um pouco melhor a situação ao redor e nesse instante percebe que alguém saiu de dentro de uma barraca montada próxima ao palco onde, mais tarde, serviria para que os organizadores do evento assistissem o leilão e onde seriam assinados contratos das compras ou seriam feitas negociações.
    A pessoa saiu de cabeça baixa, tampando o rosto com os cabelos compridos de uma forma naturalmente ensaiada para que seu rosto não pudesse ser visto em nenhum dos ângulos nem pelas pessoas mais próximas. Suas vestes eram marrons, mas desta vez Radin conseguiu observar que era a única pessoa daquele grupo que usava uma faixa amarrada na cintura em um tom de marrom mais escuro. Enquanto pensava no que isso podia significar, ele foi desperto de seu transe com a fala do sujeito que se desencostou de onde estava e deu uns passos para longe do meio-elfo:

    - Eu sou de toda parte, em todo momento. Mas percebo que você não é daqui, não é? Vá para o Norte e descubra que em Lua Argêntea você pode ficar incomodado com maior...segurança.

    Radin percebeu um certo tom de ameaça, no entanto não tinha certeza de que o foi. A máscara abafava a maior parte das palavras do homem, fazendo sempre com que sua entonação fosse questionável. E ele parecia consciente disso. Nesse instante parece que todos saíram de perto e se misturaram com as pessoas que andavam pela praça de uma forma que pareceram desaparecer na multidão, porém o homem com quem Radin conversava o encarava por detrás da máscara branca e sem vida. Não havia buracos para a boca, apenas dois pontos onde seria o nariz e um estreito  corte no lugar dos olhos.
    Mesmo sem ver o rosto dele e não notar nenhum movimento ou contração de seu corpo, o fato do homem ter ficado ali parado com Radin enquanto os demais se afastaram e desapareceram poderia significar muita coisa ou nada.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Larissa Aprill em Sab Fev 27, 2016 11:14 pm

    Off.: To postando no cel, depois edito

    Agnis se sente agradecida com a ajuda dos dois guardas que estavam a ajudando com as caixas.

    - É muita bondade de vocês. Que a mãe lhe protejam.

    Enquanto ela ajudava a empilhar levou um grande susto com o grito do palhaço e logo percebeu seu erro. Pois os escravos famintos começavam a se agitar.

    - Esperem por favor...

    Mas seu pedido foi inútil, pois um grupo de escravos jovens tentavam a todo custo roubar a comida, enquanto os dois guardas a protegiam. Agnis estava entre as caixas e os guardas, via as crianças chorando com a confusão e cada vez mais os escravos os cercavam.

    Os guardas empunhavam as lanças e começaram a feri-los, mais guardas se aproximavam para tentar controlar a situação. Mas eram muito poucos para a quantidade de escravos famintos no local.

    A jovem nao percebeu quando um escravo jovem saltava sobre ela, foi entao que o guarda ruivo a empurrou para longe do caminho, bem no momento em que a lança atravessava o abdômen do rapaz.

    "Céus eu não queria que nada disso tivesse acontecido, não era para ninguém se machucar. "

    Agora ela estava caida a alguns metros de distância, vendo toda aquela confusão, ela percebeu o palhaço naquele meio. Ele estava agindo de maneira suspeita, depois de incitar toda multidão agora ele tentava arrancar algum prego da caixa.

    Agnis ouviu os planos dos guardas precisava ajudar. Ate pq se sentia um pouco culpada pela confusão. Entao ela concentrou uma bola de energia na palma de sua mão, de inicio era uma luz fraca, mas que aos poucos foi aumentando e iluminando o salão com faixas de luz branca.

    A jovem se levantou enquanto acumulava a energia na mão e foi em direção a confusão. Pretendia afastar os guardas e os escravos com a luz. Entao lançou a bola de energia sobre as caixas que ficaram eletrificadas por um momento, quem tocasse sentiria a descarga de corrente elétrica pelo corpo.

    - Todos se afastem agora....

    Ela se mantinha em alerta, principalmente de olho no palhaço, ele parecia ser muito astuto para um simples escravo. E procurou com o olhar o guarda ruivo, estar perto dele lhe deixava mais tranquila.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por bitenco em Seg Fev 29, 2016 9:59 pm

    Acognir e seu sorriso não esperaram duas vezes quando escutaram o barulho dos grilhões chocando-se contra o chão. Foi rápido o quanto seu olhar se desviou para a menina e sua necessidade de pegar uma maçã pelo chão antes de ir. Se ela queria tanto, como negar isso a uma jovem tão bela?! O palhaço procurou uma pelo caminho e foi em sua direção pegar antes de ir realmente pela escada.

    Porém como todos os alimentos jogados no chão, rapidamente um escravo aparecera no caminho para pegar. Acognir não ia deixar esta passar e também foi em sua direção. Suas mãos chegaram depois do escravo, agarrando tanto a maçã quanto a mão do faminto. O percursor de tudo aquilo continuou com seu sorriso doentio. Apenas seus olhos agora transpareciam outro sentimento.

    - Acho melhor deixarmos está para a menina, não acha – indagou o palhaço com os olhos cerrados e um sorriso forçado. Enquanto falava Acognir usava de seus dedos para fazer força na mão do escravo, arriscando a tirar alguns pequenos furos de sangue.

    Ali a maçã seria sua. Ou melhor, da menina assim que conseguissem chegar ao segundo andar. Eles iriam passar por cima de qualquer escravo que estivesse pelo caminho para chegar as escadarias que, em sua cabeça, chegavam ao segundo andar. Lá de cima a visão do exterior através das janelas sem grades seria muito mais agradável. Principalmente se conseguisse enxergar algo que lhe amortecesse a queda.

    - Uma carroça com feno seria pedir demais? Poderia até ser uns barris ou caixotes. Uma madeira ou outra poderia vir a fincar e machucar, mas deve ser melhor do que o encontro direto com o chão. Estaria até mesmo cogitando um homem gordo e suado me esperando para suavizar a minha chegada. Não acha, Daphnne?! Gostaria de pular aonde? Hummmmm... Deixe-me adivinhar. Água. Com certeza, você escolheria água. Ou você não sabe nadar. Neste caso água não seria bom. – Falava aos berros e ofegante pela corrida. - Já sei! – gritou ainda mais alto.

    - Você escolheria asas!
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por TheDuck em Dom Mar 06, 2016 3:41 pm

    Brifitz viu as grandes portas se fecharem pela primeira vez na sua vida, seu corpo estava tremendo, o nível de adrenalina era alto e sua mente se misturava em pensamentos como o de Thalos morto, as mercadorias todas roubas e de que aquele era um momento histórico em sua vida. Aquilo com certeza seria sua ruina um toubo sobre seu mandato na admnistração, sua honra herdada de seu antecessor desaparecerá.

    E por um momento Brifitz travou olhando para a multidão ali presa e ouvindo todos os protestos e burburinhos do lado de fora. Só voltou a si quando os quarfas vieram em sua direção. Ele olha para cima e diz.

    - O que estão esperando, mandem um pombo para Balrur, aquele meio-elfo tem uma caçada para fazer.

    Ao falar isso Brifitz se dirigiu aos mercadores presentes, pegou uma banqueta e ficou em pé em cima dela.

    - Senhoras e senhores, venho primeiramente lhe pedir desculpas mas não poderemos atende-los ou deixa-los entrar antes da investigação entender que são inocentes. Por isso peço paciência e cooperação com nossa guarda. Digo que teremos que revista-los para melhor decorrer do caso. Obrigado.

    Ao terminar seu discurso o gnomo se dirigiu a sua sala, um pouco esbaforido e afobado, ele não sabia se o que estava fazendo era o correto para averiguar o roubo, mas era o q estava em seu alcance no momento. Por hora ele iria fazer os registros do roubo e os calculos do prejuízo até iniciar a investigação.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Pallando em Dom Mar 06, 2016 6:37 pm

    Mesmo sem poder dizer com certeza se fora ou não uma ameaça, Radin sentia-se inclinado a acreditar na primeira hipótese. Estava ainda mais intrigado com tudo aquilo, se questionando a respeito da pessoa que havia deixado a barraca próxima ao palco, o lugar que, poderia-se dizer, era a "sala de administração geral" do evento. Estava claro que o individuo de cabelos compridos escondia seu rosto propositalmente, o porquê era a questão.

    Toda a movimentação das pessoas ao seu redor começava a preocupa-lo de alguma maneira, por alguns instantes sentiu um frio na barriga, algo que o fazia querer ser mais cauteloso. Pensou que talvez, só talvez, tenha subestimado aquelas pessoas, e nesse caso não seria a primeira vez.

    Logo em seguida, todos deixaram os lugares onde estavam e se misturaram com o aglomerado de pessoas indo e vindo na praça, praticamente desaparecendo na multidão. O único que ainda o encarava era o homem de máscara com quem havia falado, permanecendo parado próximo ao meio-elfo.

    Algumas pessoas em seu lugar poderiam ainda ter dúvidas, mas Radin não, o meio-elfo tinha certeza de que aquele grupo não estava ali a passeio. Tinha vontade de insistir na conversa, pressionar ainda mais para que, por irritação ou falha, o mascarado deixasse algo escapar, mas considerando que já havia sido ameaçado insistir não lhe parecia uma boa ideia, ao menos por hora.

    Radin Panda hesitou, mas logo decidiu-se pelo recuo. Esticou os braços, espreguiçando-se, e rumou de volta para o centro da praça, onde manteria-se atento a qualquer sinal de ação de um dos escapuzados que voltasse a aparecer a sua vista.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Aythusa em Sab Mar 26, 2016 3:12 pm

    Agnis e Acognir – O Salão dos Escravos

    Imersa em suas emoções e pensamentos, Agnis decidiu conduzir a situação que ela mesma causara impelindo uma bola de energia para as caixas, tentando afastar os escravos que se somavam cada vez mais em cima dos guardas e da comida.
    Talvez fora a lembrança de que aquela comida era da catedral, destinada a alimentar outras pessoas famintas que procuravam um abrigo e alimento depois de muito tempo viajando ou na pobreza, assim como fora com Agnis antes de chegar à cidade. Ou talvez fora um ápice de raiva por ter avistado como o escravo com mãos de osso conseguia escapar tão facilmente daquela confusão que ele próprio incitou. Ou, quem sabe, fora a preocupação com o guarda que até o momento lhe tratara tão bem.
    Independentemente do motivo, Agnis agiu de uma forma um pouco mais perigosa. A mesma pessoa que antes estava tentando alimentar os escravos, agora tentava afastá-los da comida eletrecutando as caixas com o resto dos alimentos.
    Devido à saúde precária em que estavam os escravos durante meses alguns desmaiaram após tocar as caixas devido a corrente elétrica que estava concentrada nelas. Agnis não conseguiu parar o que fazia para verificar se havia matado algum escravo nesse percurso, porém sua tática funcionou e, após o quinto ou sexto escravo desmaiado, o pavor e o medo voltaram a brilhar nos olhos de todos os condenados que haviam naquele salão.
    Foi então que os guardas viram a oportunidade de agirem e colocar a situação novamente sob controle, e foi exatamente o que fizeram. Tomados pela esperança e pela confiança de que conseguiriam domar a situação, os guardas empurraram a multidão assolada pelo medo de volta para o chão, gritando e bradando com todos, fazendo inúmeras ameaças e mostrando os mortos que eles haviam matado naquele período que, infelizmente, eram dezenas.

    Por um instante o guarda ruivo olhou para Agnis, procurando verificar se ela estava bem, e para agradecê-la por ter lançado o feitiço... porém a jovem estava pálida, sem forças, como se todas as energias de seu corpo tivessem se exaurido após a magia.
    Assim que o homem notou que seu companheiro estava com a situação sob controle novamente, e os escravos não demonstravam mais serem perigosos, ele foi para o lado da mulher que, provavelmente, salvara ele e os outros guardas.
    Mas a que preço?
    Agnis pretendia apenas alimentar as crianças que sofriam de fome e doença, deixando escapar algumas frutas enquanto realizava a contagem conforme lhe fora designado pelo clérigo da catedral... e agora ela via os corpos de crianças, homens e mulheres inertes no chão, mortos pelas lanças dos soldados que estavam, apenas, impedindo uma chacina ainda maior que aquela.
    Deveria haver cerca de 20 corpos caídos, e ainda um número maior de feridos que se afastavam das caixas e se amuavam com suas dores. Agora que a adrenalina se amenizava, podia-se ouvir os gemidos de dor dos feridos.

    O guarda a ergueu pelos braços e a carregava para a enfermaria da catedral, indo pela porta dos fundos do grande salão. Dessa forma evitariam os olhares das pessoas do lado de fora da catedral que aguardavam o leilão e poderiam começar a fazer perguntas.

    Um pouco mais afastado, estava Acognir com a criança escrava que finalmente teve sua parte da comida. Ela comida com paixão, não com desespero. Era paciente enquanto comia, apesar de sua fome.
    Enquanto comia e caminhava, seguindo o estranho homem que estava consigo tagarelando sem parar, Daphnne pôde ver no meio da confusão que se formava ali, o guarda tirando Agnis pálida em seus braços. Por um momento a jovem ficou chocada e ficou observando a mulher ser retirada do salão pelos braços de um dos guardas. Seus olhos ficaram vidrados naquela cena, enquanto ela mantinha a maçã em sua boca, segurando-a com as duas mãos pequenas e sujas.
    Acognir tagarelava sem parar e quase não se deu conta da jovem com quem falava durante o tempo que pensava em seu plano de fuga, no entanto foi quando ele disse animado que a criança escolheria asas para sair de lá voando alegremente, que se virou para a pequena e a viu observando estática enquanto o guarda e a mulher saíam por uma das portas.

    Parecia tão simples que se sentiu levemente louco por ter considerado pular a janela e cair em cima de um homem gordo instantes atrás.

    ----------x----------

    Dentro da enfermaria, Agnis estava deitada em uma cama de palha, forrada com um grosso tecido claro que era usado para deitar os doentes que chegavam. Uma das clérigas estavam conversando com o guarda que a carregara até ali enquanto outra cozinhava alguma coisa no forno a lenha que havia ali perto.
    Agnis ainda estava aturdida e exausta, portanto o pouco que ouvia era confuso demais para saber do que se tratava. Enquanto tentava sentar-se na cama, sua mente rodopiava pelo quarto inteiro e ela sentia muita dor de cabeça.
    Nesse momento ela viu o guarda ruivo interromper a conversa com a clériga para entregar um pedaço de pergaminho para um mensageiro da Catedral e ordenou que ele levasse aquele pergaminho direto para o Grande Salão, e o entregasse diretamente nas mãos de BigodeLongo.
    Ainda ressaltou a importância do envio imediato e disse ao jovem que, caso não cumprisse a tarefa, não precisaria retornar jamais para lá, pois ele se encarregaria de garantir que seus serviços não fossem mais necessários para a Catedral.
    Agnis sabia que ele tinha esse poder, e ficou curiosa para saber o que poderia conter no pergaminho, mas não conseguia juntar as palavras para perguntar à ele o que estava acontecendo.

    ~*~

    Brifitz – O Salão de Administração


    A tensão no ar dentro do Grande Salão era palpável.
    BigodeLongo deu suas ordens, disse algumas palavras para as pessoas que estavam ali e desapareceu detrás de uma das portas que, após serem serradas, 4 guardas pessoais se encostaram ali para garantir que o Seu Senhor não fosse incomodado naquele momento.

    Enquanto Brifitz tentava se organizar e encontrar um meio de começar o registro das perdas, passou por sua cabeça todas as pessoas importantes e perigosas que contavam com a aquisição de alguns objetos ali... Pensando sobre isso, sentiu um calafrio percorrer sua espinha quando se deu conta de que, se não encontrasse a mercadoria MARCADA para os Líderes do Conselho da Cidade, não somente nunca mais trabalharia naquela cidade, como possivelmente aquele edifício seria seu túmulo.

    Demorou muito tempo para revistar todas as pessoas. Houve a necessidade de ameaças e de usar a força contra alguns comerciantes que acharam que aquilo era um insulto... E estavam certos. O que será do comércio da cidade após esse acontecimento ninguém poderia afirmar por enquanto.
    A única coisa certa era de que Brifitz BigodeLongo estava prestes a perder os seus grandes bigodes, caso não achasse uma forma de usar de toda a sorte de Sésio para encontrar as mercadorias, ou pelo menos, os três itens MARCADOS para os líderes do Conselho.

    Estava terminando de fazer seus registros quando ele ouve o desespero de alguém batendo nas porta que davam para a cidade. Parecia algo urgente, ou poderia ser alguém desesperado para saber o motivo das portas estarem fechadas...

    Ou poderiam ser mais problemas.

    ~*~

    Radin – A Praça da Cidade.

    Radin decidiu pela alternativa mais sensata, se afastando do local onde os homens estavam minutos atrás e seguindo novamente onde estava a fonte da praça, se acomodando debaixo de uma sombra e passando o restante dos minutos ali observando o local e pensando sobre o as pessoas que vira ali pouco tempo antes.

    [off: vou retomar com o Radin quando o leilão começar. Caso queira agir a qualquer momento para fazer qualquer coisa, fique a vontade]
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Larissa Aprill em Dom Mar 27, 2016 6:57 pm

    OFF.:

    Spoiler:
    Eu to parecendo uma personagem bipolar. Uma hora ajudando os escravos e na outra os matando eletrocutados T_T

    A intenção da jovem era somente afastar os escravos com a luz, mas talvez por medo de algo pior acontecer deixou que suas emoções se misturasse com sua magia. E mesmo sem saber como a jovem usou outro elemento, a eletricidade. Ela sabia que seu dom permitia usar somente a luz e por isso sentiu suas forças vitais sendo "drenadas" junto com seu poder.

    A ultima coisa que ela viu foi pessoas tocando na corrente elétrica e recebendo aquela carga. Durante alguns segundos os corpos dos escravos sacudiam violentamente para depois caírem no chão inerte. Enquanto Agnis desmaiava seu ultimo pensamento foi:

    "Droga, não consigo fazer nada direito"

    Quando ela acordou, percebeu que estava em outro lugar. Estava deitada na enfermaria e a poucos metros via o jovem guarda conversando. Seu ouvido parecia estar emitindo um apito e sua cabeça parecia que tinha sido sacudida várias vezes, pois ela estava com um raciocínio lento. Ao tentar levantar teve uma leve vertigem e uma dor muito intensa na parte frontal da cabeça. Até parece que ela tinha bebido todas na noite anterior e acordado com uma bela ressaca, mas seus problemas eram bem maiores ali.

    Então ela vê quando o guarda entrega um pergaminho para um mensageiro, Agnis retira as cobertas e começa a se levantar da cama. Mesmo sabendo que precisava de mais repouso e sentindo o corpo ainda fraco, ela precisava arrumar a bagunça que criou no deposito. Então ela anda meio vacilante até o guarda, esperava chegar ao alcance dele, então tocaria no seu braço, uma para chamar a atenção dele e outra para buscar apoio e não cair.

    - Quanto tempo fiquei desacordada? E o deposito?
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por TheDuck em Ter Abr 05, 2016 2:37 pm

    Brifitz enfrentava todas as situações com a paciência que seu pai lhe dera, ao mesmo tempo ficava ouriçado querendo resolver a situação por si só, defeitinho bizarro que puxou de sua mãe auto-suficiente e ansiosa.

    Após o término da averiguação de todos e de apaziguar os ânimos, BigodeLongo foi para seus aposentos, largou seu pequeno corpo de Gnomo na sua cadeira felpuda de cor vermelha, em frente a sua mesa de madeira de carvalho, o odor dessa madeira era algo que remetia ao passado de Brifitz, pois foi na época de sua juventude e aprendizado naquela mesma casa de comércio que viu ser esculpido os móveis que ali hoje estão.

    O que lhe faz pensar em quanta honra ele carregava de estar ali naquela posição, e misturado a esse sentimento um pequeno desespero corria por suas entranhas, que eriçou seus pelos e balançou seu bigode em sinal de perigo. A carga marcada estava entre os itens roubados, além de toda burocracia na procura pelos itens se Brifitz não encontrasse os itens marcados ele sabia que seria sua ruína.

    Brifitz abre a primeira gaveta, segurando o puxador em formato de sereia entalhado no metal de cobre e ferro frio, a gaveta aberta foi  a primeira das 12 contanto de cima para baixo, do móvel, a madeira da uma leve rangida ao abrir, dentro havia apenas um livro de capa preta, sem nada escrito, Brifitz abre ele dentro da gaveta e se depara com algumas palavras escritas em uma letra azulada cintilante, onde abaixo delas estava uma espécie de desenho de um botão translúcido onde com apenas um enfoque dos olhos poderia ver a cor púrpura, desenhando o símbolo da guarda real.


    - Norogoth Runedar


    BigodeLongo sabia que aquilo era um ato de urgência e que sozinho não iria conseguir lidar com todas as situações ali presentes, um assassinato, um roubo, e as mercadorias marcadas. Apesar de sua confiança em seu taco ele sabia que naquele momento ele deveria ser mais astuto do que apressado, mas sua mente ainda o põe em dúvida sobre suas ações.

    Seus dedos bailam dentro do seu bolso frontal de seu casaco cor de cobre, dentro dele os dedos encontram sua adorada moeda dourada de Sésio, ela passeou em seus dedos algumas vezes no dia de hoje, mas com certeza a hora de ser usada era aquela. A moeda sai de seu bolso refletindo a pequena luz do sol que adentrava a sala pela  claraboia no teto, Brifitz olhava a moeda com sedução, cheirou passando-a por entre seu bigode abaixo de suas narinas, olhou mais um momento para o símbolo púrpura.

    - Oh Sésio, senhor dos astutos, dos momentos tranquilos e favoráveis, dai-me sua benção nesse momento desafiador, que eu tenha a sapiência mental para honra-lo e que eu seja digno de seu sorriso no dia de hoje. Dizendo isso BigodeLongo jogou a moeda ao ar.

    Ela tilintou um pequeno som ao girar no ar, caindo nas mãos de Brifitz, ele a cobre com a mão dando um leve suspiro e ao abrir fita em sua moeda o rosto benevolente de Sésio, a certeza de que precisara. Era hora de se colocar a prova e fazer por merecer seu cargo.

    Brifitz sem hesitar aperta com três dedos o símbolo púrpura girando no sentido horário e falando as palavras escritas. Uma luz esverdeada sai do livro, como um feixe de um laser seguindo tomando a forma de uma Gaivota Real, a ave símbolo da cidade, Brifitz conta a ela toda a história do ocorrido ali no salão, e a ave voa através da claraboia, e iria em direção ao seu mestre.


    Ao terminar esse processo Brifitz ouve largas batidas na porta do salão, o guarda ao lado de fora abre uma fresta em sua porta lhe comunicam o obvio, Brifitz se põe de pé, abre um pequeno armário no centro de sua sala, feita de jacarandá, e com o símbolo do elemento água



    Brifitz fita aquele símbolo, que representa para ele toda a fluidez, esperteza, leveza, astúcia e o contornar os desafios. Ele abre as portas e encontra ali sua rapieira, sua lâmina bem cuidada, bem alinhada e afiada, seu cabo belo feito em ferroa azulado tendo o formato de um Leviatã com detalhes em ouro branco em suas nadadeiras.

    Brifitz estende sua mão segura sua rapieira e faz uma leve reverência a ela, para muitos que viam Brifitz fazer esse movimento em saudação a uma arma de nada entendiam da vida de Brifitz, na verdade ele reverenciava a vida, a qual aquela rapieira representava. Quando jovem Brifitz teve uma experiência quase morte, onde caiu do cais do porto e sem saber nada foi jogado pelas ondas nas pedras, se afogando. Ele apenas se lembra de algumas grandes nadadeiras azuladas e esverdeadas bailando nas águas, e ao acordar na areia estava do seu lado sua rapieira e sua moeda que carrega até hoje. Brifitz atribui sua vida a Sésio desde então e apesar de ter medo de navegar ou adentrar ao mar, Briftiz faz honrarias a Sésio e ao símbolo da água como doadores de uma segunda vida.



     Brifitz então se dirige ao salão principal, com um olhar mais sério e mais engajado com a situação de frente ao portão brada em alto e bom tom.

    - Quem vem lá?
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por bitenco em Sex Abr 15, 2016 6:55 pm

    Sobre seus joelhos para alcançar os olhos de Daphnne, Acognir mantinha seu semblante se acalmando um pouco apenas. Porém não sem continuar com suas tagarelices.

    - A fome é algo engraçado, nos transforma em animais mais ainda do que já somos. E uma linda mulher com pouca experiência, como você, sabe se deliciar com uma destas – apontou para a maçã. - Agora... Sabes dividir também?

    Recebendo ou não a maçã, o falastrão pegou o restante das mãos da menina e a jogou dentro de sua roupa de forma que ela pudesse ficar guardada ali até o momento que precisasse dela. Sua camisa por dentro da calça seria o suficiente para segurar a fruta por enquanto. Agora era o momento de fugir e aquela porta parecia mais que perfeito aos seus olhos. Se Acognir fosse rápido o suficiente para chegar na porta antes que guardas viessem por ela, os dois conseguiriam suas tão sonhadas liberdades. Então sem pestanejar ele pegou a menina pelos braços e a rodou no ar para que ficasse em sua costas.

    - Segure-se firme, minha querida. Logo estaremos disfrutando uma viagem calma, com comida e boa conversa – dizia já correndo em direção a porta. Só se preocupando com escravos pelo caminho para não pisar em ninguém.

    - Agora só precisamos de uma janela que possamos atravessar. É claro que uma porta seria mais cômodo. Porém depois de tudo que passamos juntos, mais uma dificuldade, ainda que pequena, não vai nos atrapalhar, não concorda minha querida – indagava sem esperar uma resposta.

    OFF:
    Não tomo a liberdade de seguir em frente, pq fugir duma situação desta não se trata do meu querer. Rsrs.
    Aythusa
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Aythusa em Sab Abr 16, 2016 1:56 pm

    Agnis – Enfermaria da Catedral


    Agnis seguiu cambaleando até o guarda. Quando chegou perto, sua força gasta até então exauriu-se e ela quase caíra, mas o guarda a segurou delicadamente.
    Ela tinha a sua atenção. Um pouco tímida por estar tão próxima dele, ela faz sua pergunta e aguarda a resposta do guarda que balbuciava o quanto ela deveria repousar e não fazer esforço.
    Ele a encaminhou de volta para a cama, a ajudou a sentar-se e ofereceu seu braço para que ela se equilibrasse enquanto procurava ficar sentada. A cabeça da jovem rodopiava e, quando sentiu o cheiro do caldo que uma das clerigas preparava, percebeu que estava com fome e aguardou ansiosa a refeição e a resposta do guarda:

    - ...você precisa descansar. Isso sente-se. Apóie-se no meu braço se preferir...

    Repetia o homem várias vezes, com a calma e paciência que se fala com crianças. De repente, para Agnis, toda a armadura, espada e um pouco de sangue que manchava seu traje pareciam fora do contexto... Ele era bondoso, apesar de ser um soldado da cidade.
    Enfim, ele decidiu lhe contar o que sucedeu:

    - Graças à sua ajuda tudo se endireitou. Os guardas que vieram nos ajudar durante a confusão ficaram para dar suporte para nós, há um grupo de clérigos que estão arrumando e contabilizando o que foi perdido ou desperdiçado do alimento e há mais alguns limpando o sang... digo, limpando o depósito.

    Ele fez uma pausa e lhe deu um sorriso amigável antes de prosseguir:

    - Lamento por tudo o que vivenciou. Mas agora está tudo tranqüilo e dentro de pouco tempo o Leilão começará... Bem, talvez se atrase um pouco, precisaremos que reavaliem as mercadorias... Se me entende.

    Em “mercadoria” ele se referia aos escravos. Claro que o preço catalogado por eles na entrada a cidade deveria haver um recálculo. Mas somente uma pessoa era capaz de fazer isso com tamanho cuidado e rapidez.

    Agnis contou ao guarda que vira, antes de desmaiar, o escravo com a mão de osso acompanhado de uma criança escrava tentando fugir. E lhe contou tudo o que vira.
    O guarda franziu a testa perante aquilo e após um tempo quieto ele voltou a sorrir à ela. Pediu licença enquanto serviam o caldo para Agnis e saiu da enfermaria por alguns instantes.
    Depois voltou e assegurou à Agnis que estava tudo sob controle.

    ... mas ele não sabia que Acognir e Daphnee estavam prestes a concretizar a suas fugas.



    Passando um quarto de hora, Agnis já estava bem e alimentada, conseguindo manter-se em pé e podendo novamente andar.
    O Clérigo responsável pela catedral, o mesmo que mandara Agnis fazer a contagem no depósito, entrou na enfermaria no instante em que a jovem abraçava e agradecia ao trabalho das duas moças da enfermaria.

    - Por Majstra! Você está bem? – dizia exasperado o clérigo adentrando o lugar. Se aproximou de Agnis, tocou-lhe o rosto calorosamente avaliando o brilho de seus olhos e o rubor de suas bochechas e perguntou às duas mulheres que cuidaram dela - Ela está mesmo bem?

    Demorou um pouco para que todos lhe assegurassem que ela estava verdadeiramente bem e logo em seguida, caminhou com ela pelo terraço da catedral e a jovem lhe contou tudo o que acontecera no armazém, suas intenções e como tudo se desenrolou rápido demais para que ela pudesse fazer algo para impedir.

    Ele lhe assegurou que estava tudo bem, que Majstra conhece e perdoa seus filhos e que a Deusa da Intriga deveria ter ficado entediada com a perfeição que a cidade se organizava e mandou um de seus fiéis para complicar as coisas.
    Sorriu, assegurou-lhe de que a deusa não ganhara dessa vez e disse para Agnis ir se divertir e caminhar pela cidade e apreciar o longo dia de comercio.
    Dito isso, lhe entregou um pequeno saquinho com moedas de ouro, prata e cobre e lhe desejou boa sorte.

    Agnis estava livre para fazer o que quisesse na cidade agora.

    ~*~

    Acognir – A Fuga da Escravidão.

    Radin - A Praça da Cidade


    Nunca esteve nos planos de Acognir ser escravo, e os deuses sabem quais eram as verdadeira razões perturbadoras que o fizeram se tornar um temporariamente.
    Mas agora ele estava a um passo de sua liberdade, e levaria a jovem Daphnne junto com ele.

    Após se acalmar, pediu a maçã da jovem, talvez com os ânimos se acalmando tivesse percebido que também sentira fome... ou não. Quando a jovem estendeu a maçã para dividir com ele, ele a tomou de sua mão e a escondeu. Ninguém saberia afirmar com certeza o que se passou na mente da criança nesse período de tempo, seu semblante era neutro, parado como uma lagoa sem vento.

    A jovem parecia estar em um transe, como em um modo automático. A escravidão havia extinguido toda a alegria juvenil dela, ou era isso o que transparecia. Quando Acognir a colocou em seus ombros, ela simplesmente se deixou levar pela situação, sem questionar dar um único suspiro.

    O restante dos acontecimentos se seguiram lenta e intensamente para Acognir.

    Ele passou pela porta e se deparou com o corredor que levaria ao pátio da Catedral. Seguiu por ele rapidamente, enquanto Daphnne deitava seu rosto nas costas magras do homem estranho que a carregava para sua liberdade.
    Sem preâmbulos, ele adentrou uma das portas à esquerda assim que ouviu passos vindos da outra extremidade do salão.
    Essa porta era um dos dormitórios dos clérigos que viviam na catedral, mas não havia ninguém no quarto naquele momento. Acognir imaginou que estariam rezando ou fazendo qualquer uma de suas obrigações, fossem elas quais fossem.
    Pensou um pouco, tagarelou um tanto mais, e resolveu se vestir com as roupas do clérigo. Era uma roupa larga e clara, um tom de cor bege e levava uma corda azul clara que era amarrada por fora na cintura. Ficou um pouco maior do que provavelmente deveria, e Daphnne riu da aparência do homem.
    Ele tentou ajeitá-la um pouco e pediu que ela não dissesse nada e, se perguntassem, diria que ele a ajudaria a voltar para casa.

    Ela quase mergulhou em lembranças horríveis quando ele mencionou a palavra “casa”. Ela não tinha mais um lar, não tinha mais amigos, nem parentes. Seus pais haviam morrido... Antes tudo o que lhe restara era a escravidão e aceitara isso... Mas agora ela também não tinha mais isso.

    As vezes, para quem não tem absolutamente nada, o pior dos destinos ainda é mais do que ela possui.
    Mas Acognir seguia falando sobre serem livres e terem a liberdade e, enquanto ele tagarelava e a arrumava precariamente, ela pensou que a Liberdade agora era a única coisa certa que tinha... e se agarrou a isso com mais avidez do que agarrou a maçã quando estava faminta.

    Eles saíram pela porta e seguiram pelo corretor. Acognir escondia sua mão de osso dentro das mangas e Daphnne seguia do seu lado, com sua magra mão segurando a roupa de clérigo que Acognir segurava.
    Foram abordados por um ou dois outros clérigos, que perguntavam o que ele fazia caminhando com a menina dentro da área reservada e Acognir os enganava contando como a menina o procurara depois de se perder de sua mãe e que agora a estaria levando de volta para a cidade, para ajudá-la. E explicava que precisava ter ido em seu dormitório para pegar uma moeda para lhe comprar uma torta na feira que tinha próximo ao palco. Afinal não poderia quebrar uma promessa feita a uma criança perdida e desesperada, com olhos tão hipnotizantes.

    E dessa forma eles seguiram para fora.

    Acognir de fato havia pego uma moeda, na verdade várias moedas de ouro e prata, que o clérigo tinha dentro dos aposentos.
    Assim que se viu na praça principal, ele tirou suas roupas de clérigo e as trocou em uma barraca por outras roupas de tecido mais grosseiro e de qualidade inferior. Vestiu Daphnne com uma delas e se trocou também.

    Agora estavam ambos desfrutando de uma torta e um pouco de água da Fonte da Cidade, apreciando o cheiro quase limpo da cidade.

    Do outro lado da Fonte no centro da Praça em que estavam, Radin estava deitado pensando sobre os homens que encontrara momentos antes e na curiosa menina escrava de olhos marcantes.

    ~*~

    Brifitz – O Salão de Administração


    Nas revistas não foram encontrado nada suspeito. Ao menos, não referente ao roubo. Havia alguns itens escondidos nas capas e mantos de alguns fornecedores, para evitar serem confiscados ou tributados, ou havia cartas de amor entre nobres que eram provas de crimes e adultérios... Mas nada que BigodeLongo se interessaria. Não naquele momento.

    Todos do salão se acomodaram no chão, nas muretas, escadas ou nos próprios produtos e esperaram toda a situação acabar para podem desfrutar do grande evento: o Leilão.

    Mas não era nisso que Brifitz estava pensando no momento em que chamou o chefe da guarda real da cidade.

    Todo o ritual para chamar o Guarda foi meticulosamente trabalho, sendo feito conforme o script. Havia muitos anos quando brifitz viu seu pai recebendo o livro e, quando ele passou o comando para o gnomo, lhe ensinou como tudo funcionava, em como cada movimento no aparato escondido no livro era precioso para que a magia se manifestasse e convocasse, com urgência, o chefe da guarda.

    No final do processo, ele transpirava. Tinha a testa úmida e as mãos frias, porém sua alma estava inquietamente calma... Pegou o seu lenço de um dos bolsos, limpou o rosto e inquietou as mãos,

    Após a cerimônia feita perante à rapieira e seu significado recordado, BigodeLongo estava regenerado e com a confiança novamente fortalecida.

    Saiu da sua sala e se dirigiu ao salão, ele pôde sentir os olhares das pessoas ali queimando-o enquanto caminhava, Chegou junto à porta e, quando os guardas que estavam ali se afastaram, ele gritou sua pergunta.

    Do outro lado veio a resposta:

    - Senhor BigodeLongo?! Por favor, sou um mensageiro e trago uma carta da Catedral. Um dos guardas que estavam assegurando as mercadorias, digo, os escravos, ele me mandou com URGÊNCIA...

    Ele interrompido asperamente quando uma voz grossa e imperiosa atravessou as grandes portas para serem ouvidas:

    - Eu, Razgur do clã Ur e chefe da Guarda da Cidade, ordeno que abram essas portas em nome dos Governantes, Regentes e de todos os outros desgraçados, IMEDIATAMENTE!

    Houve uma breve pausa, enquanto Brifitz pensava em quão poderosa era a magia e em quão perto o Chefe da Guarda estava do local por ter aparecido tão rapidamente, quando ouviu sua voz novamente:

    - Brifitz, recebi a Gaivota, deixe-me entrar ou eu mesmo derrubo esta porta!

    Claro que o mau-humor do anão era conhecimento de todos. Afinal, ele podia ser um grande e reconhecido guarda, porém isso não o fazia menos anão.

    Haviam duas pessoas na porta esperando que Brifitz abrisse a porta. Uma delas era o mensageiro e outro era o guarda da cidade.

    E ainda haviam apenas metade de uma hora para o início do Leilão que, por tradição, era Brifitz como Representante do Comércio da cidade quem deveria iniciá-lo.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Pallando em Qua Abr 27, 2016 10:23 pm

    O ocorrido com os homens mascarados e o mistério que os tornava dignos de atenção quase fora o suficiente para fazer com que o Meio-elfo se esquecesse do porquê de estar ali. Alegrava-se com a possibilidade de que algo interessante, mesmo que trágico, pudesse acontecer naquela cidade que até então só lhe trouxera desgostos.

    Deitado de onde estava, sossegado e quase que já acostumado com o barulho ao redor, permaneceu desatento ao que se passava na praça durante um bom tempo, aguardando o leilão mesmo sem se lembrar muito bem disso. Foi quando uma visão em particular chamou seus olhos em direção ao outro lado da Fonte na praça.

    - Essa cidade não está fazendo bem pra minha sanidade...- sussurrou para si mesmo, ainda tentando entender qual parte da história havia perdido.

    Talvez não valesse a pena pensar em como a menina, que pela manhã era escrava, havia deixado sua condição anterior para agora estar saboreando torta ao lado de uma fonte. Radin preferia acreditar que isso não importava e só entregar os pergaminhos, para assim livrar-se de uma vez por todas do problema que um surto de loucura seu havia arranjado, mas sendo quem era aquela história somente atiçou sua curiosidade. E novamente foi a curiosidade que o moveu.

    Radin Panda ergueu-se e andou paciente, analisando a dupla que comia a torta enquanto pensava em alguma maneira de falar com eles. Somente quando estava em frente aos dois, fazendo-se notar por sua formalidade esquisita, que dirigiu-lhes a palavra.

    - Desculpem-me por incomoda-los. Chamo-me Panda.- Baixou rapidamente a cabeça em cumprimento, depois voltou a encara-los.- Bela torta vocês tem ai..


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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por TheDuck em Qua Maio 04, 2016 10:33 am

    Brifiz ouviu serenamente o chamado do soldado que lhe falava sobre uma carta da Catedral. Mais aquela ainda, uma carta da catedral? Brifitz sabia que não haveria como aceitar esse chamado religioso agora, mas era seu dever receber a carta.

    Em meio aos seus pensamentos rápidos um pisão na porta a frente o assustou, Brifitz colocou a mão no cabo de sua rapieira e já se posicionara esperando algo maior, e veio. O grande brado de Razgur. Aquilo era mais forte que um aríete e somente o grito denso de Razgur era capaz de derrubar aquela porta, nem precisaria de sua extrema força bruta.

    Brifitz então fez um sinal para os guardas, sinalizando a porta que então fora aberta mostrando a silhueta do soldado, que parecia franzino de tantos músculos que estavam ao seu lado. Razgur, o chefe da guarda que havia acabado de chamar com a ave real.

    Brifitz arrumava seu bigode fitando Razgur, que entrava batendo os pés firmes no solo de rocha dura, era sutil, mas quem conhecia Razgur conseguia ver o quanto os seus passos ficavam mais pesados e bem dados em solos como aquele. De rocha maciça.

    Ao entrar BigodeLongo fez uma leve continência a Razgur, e indagou:


    - Que bom que veio Razgur, acredito que todas as informações chegaram ao senhor devidamente e que acredito ser melhor nos falarmos em minha sala. Oh só um instante.

    Brifitz virou para o soldado que agora sozinho a porta até parecia ter alguma massa, agradeceu o mensageiro e pegou a carta de suas mãos. A carta realmente continha o selo da Catedral, possivelmente escrita pelo sacerdote, mas o que continha escrito ali? Era mais um detalhe que Brifitz deveria considerar, e que diabos logo agora a igreja precisava dele?

    - Está entregue filho, diga que lerei e já retorno com a necessária resposta.

    Brifitz fez mais um sinal aos soldados e as portas iam se fechando. Brifitz então parou ao lado de Razgur e disse:

    - Dizíamos? Ah sim, vamos a minha sala sim?

    E se dirigiam a sala oficial de Brifitz. Era estranho de se ver, tanto os soldados quanto as pessoas podiam reparar que Brifitz não manteve seu comportamento normal, aquela ansiedade e jeito espalhafatoso de Brifitz sumira. Após embainhar sua espada na cintura, Brifitz tinha um porte mais austero, mais limpo e mais ereto. A ponto de parecer ter a mesma estatura de Razgur, dava para se enganar olhando de longe, com mais acuidade veriam que brifitz era ainda 20cm mais baixo que o chefe da guarda, e que  isso só seria percebido por olhos bem detalhistas, pois a quantidade de músculos de Razgur era infinitamente mais desenvolvida que a de Brifitz.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Aythusa em Qui Maio 12, 2016 11:15 pm

    Brifitz - O Salão de Administração

    Razgur cuspiu no chão quando entrou no grande salão e levantou o cino da espada, firmando ele em sua barriga.
    As más línguas diziam que ele perdera o jeito depois de tanto tempo sem guerra. A paz estraga os melhores soldados, mas não aqueles qeu em a guerra cravada em seu peito e, no caso de Razgur, isso era lieralmente. Era famosa a história de como o machado de um orc fincou em seu peito e ele matou a criatura com o próprio machado, negando-se a morrer em combate com criaturas tão imundas como os orcs. Porém, como todas as histórias contadas nas grandes cidades, haviam muias peculiaridades e versões exravagantes da mesma hisória e canção. Uns diziam que ele desafiou a Morte e ganhou o direito de viver mais alguns longos anos, outros dizia
    m que era tão teimoso que não aceitou a morte e buscou uma feiticeira no campo de combate para aprisionar sua vida e impedir que ele morresse naquele dia...

    Não importava a versão, todas elas estavam um pouco certas sobre Razgur.

    Ele pisava forte e caminhava imponente com sua armadura recentemene polida, o martelo de batalha nas costas tão grande quanto a cabeça de um monstro. Era maior que Brifitz, apesar de não ser um anão alto. Porém a magestosidade com que andava impunha um tamanho maior do que o real e todo o salão ficou em silêncio enquanto ele andava, e permaneceu assim até as portas se fecharem novamente, escurecendo o salão, e a porta do escritório do BigodeLongo se fechar com um baque surdo no meio do salão, que esava com uma amosfera ensa e irriadiça.

    O gnomo sentou-se na sua cadeira, ofereceu a cadeira à sua frente para que o anão se acomodasse, fez as devidas formalidades oferencendo algo para beber... Pousou a carta da catedral na mesa - ainda fechada - e aguardou.

    Não demorou sequer dois instantes, Razgur já iniciara:

    - Esperei quase a minha vida inteira para ver essa maldita gaivota do feitiço.... - cuspiu a úlima palavra, desprezando-a.

    Após mais um instante, esperando que Brifitz falasse algo, ele decide se posicionar:

    - Então quer dizer que as mercadorias que você escondia aqui foram roubadas? Suspeita de alguém?

    Sua pergunta foi direta, e ele encarava Brifitz olhando-o de baixo para cima, dando-lhe um estranho ar de sabedoria que não lhe cabia propriamente.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por TheDuck em Seg Maio 16, 2016 5:01 pm

    Sentado em sua cadeira ouviu os brado do anão Razgur a sua frente, era normal estar sempre bronqueando com as coisas. Mas aquela era uma situação de se bronquear, Briftiz até estava impressionado com sua conduta continuar polida e fria.

    - Exatamente Razgur, sumiram todas. Estavam aqui e de repente puf, não havia mais nada além do que o corpo do meu ajudando no chão morto e desfalecido.

    - Difícil dizer, as portas abertas e o leilão atraem muitos olhos para cá, Mão de Onça talvez? Mas não sei se aquele energúmeno teria audácia e capacidade pra isso. Talvez a velha da esquina, parecia ser uma bruxa, mas não parecia aparentar perigo também. Suspeita sim, mas não sei se devemos focar nela.

    - De qualquer maneira difícil dizer, e ainda mais essa carta do templo agora.

    Foi dizendo e abrindo a carta para uma leitura rápida em meio a troca de palavras entre ele e o anão.

    - Isso já aconteceu antes de mim Razgur? Em algum momento da história não escrita? E você o que pensa em fazer?

    Indagou o gnomo não deixando toda a conversa apenas do lado dele.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Aythusa em Qui Maio 19, 2016 12:02 am

    O anão ouvia o gnomo falar com a devida atenção. Quando ouviu o sobre o ajudante que morrera, ele enrugou a testa:

    - Um ajudante morto? Curioso... Porque matariam o menino? Ele tinha acesso ao depósito?


    Finalizado a pergunta, ele levantou uma sobrancelha para BigodeLongo e continuou ouvindo as suspeitas dele:

    - Não... Mão de Onça dificilmente se arriscaria a isso, ele é um covarde! Não saberia lidar com essa situação. Mas podemos verificar com essa bruxa.... nunca gostei de bruxas. Nunca! Conheço um feiticeiro que pode estar na cidade, mandarei que ele investigue a loja dessa...bruxa. Ou o que quer que ela seja.

    Ele se levantou. Não gostava de ficar parado e estava inquieto demais tentando manter as formalidades. Seu tom de voz era cada vez mais alto a cada frase, mostrando o quanto tentava manter-se sob controle na frente do gnomo, que era uma figura importante na cidade.


    - Se isso já aconteceu? Não! Nunca em meus séculos... Nunca haviam fechado as portas do comércio do porto, na cidade do comércio... Isso me leva a próxima pergunta, Senhor BigodeLongo...


    A cortesia repentina fez os bigodes de Brifiz se arrepiarem, pois percebeu o tom de zombaria no “senhor” que Razgur pronunciou:

    - Por que, diabos, você fechou as portas do Porto!?!?! O que você esperava? Que o culpado estivesse aqui? Ora essa... Ele deve estar rindo do seu comportamento em algum canto dessa cidade, desfrutando-se da boa comida que as barracas estão oferecendo!

    Ele batia forte na mesa à frente de Brifitz, reforçando a entonação de cada frase proferida.

    - Se quer saber a minha opinião, não acho que ele esteja aqui. E acho uma tremenda burrice sua ficar aqui dentro esperando que ele apareça!

    O anão falava ríspido, cuspindo enquanto falava.




    A Carta da Catedral:
    Caro Senhor BigodeLongo,

    Escrevo da Catedral onde estavam guardados as mercadorias escravas para o grande leilão desta tarde. Porém lamento informar que houve um inconveniente com eles.
    Houve um motim. Muitos se rebelaram e acabaram desafiando as nossas espadas. Muitos morreram, e uma quantidade ainda maior está ferida.
    Receio que seja preciso que o senhor compareça imediatamente à Catedral antes do Leilão começar, senhor, para uma nova contagem e classificação de preço base do leilão.

    Com pesar e importância,


    Sor Brandum Lyscan
    Guarda da Cidade.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por TheDuck em Seg Jun 20, 2016 2:41 pm

    Brifitz ouviu as vociferações do anão enquanto corria seus olhos sobre a carta. Um calafrio gelou seu corpo, ele quase desmaiou. Cambaleou para frente sendo segurado pelo móvel de madeira.

    - Menino, Morto, ladrões, rebelião, escravos.

    Brifitz balbuceava algumas palavras sequenciais sem sentido nenhum. Sua cabeça estava estafada, era uma calamidade. A pressão estava alta demais para aquele lindo bigode em seu semblante deprimido. O calafrio fora tanto que o bigode brochou. Razgur nunca tinha visto aquilo em vida, os bigodes de Brifitz caírem de repente.

    - Raz, Ra, Raz.

    Brifitz tossiu tentando colocar as palavras para fora mas não conseguiu. Esticou o braço com a carta para Razgur, enquanto suava frio, aguardando a reação de seu colega anão.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Aythusa em Qui Jul 07, 2016 12:44 am

    Brifitz entrou em um estado catatônico depois de ler o que a carta da catedral dizia e, com isso, mal ouviu o que o anão lhe falava sobre reabrir o porto da cidade e ir investigar o sumiço das mercadorias pela cidade antes que o evento termine.

    Razgur franziu o senho e bradou irritadiço, socando forte a mesa procurando esvair seu desconforto e raiva por ter falado “em vão” com o gnomo.

    - MAS O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO!??!!! SE RECOMPONHA A-GO-RA!

    Sua ultima palavra foi acompanhada por um soco sonoro na mesa a cada sílaba pronunciada. Razgur pegou bruscamente o pergaminho da mão de Brifitz, que estava um pouco sonso com o barulho que o anão fazia e o burburinho que acontecia incessante em sua mente com todas as aparentes desgraças que ele tinha que administrar.

    - Pelas barbas de Foghus, você está amaldiçoado hoje, pequenino.

    Ele ficou um tempo em silencio e de repente explodiu rasgando freneticamente o pergaminho com a mensagem, xingando a inutilidade dos seus guardas de manter o controle.

    - Muito bem, BigodeLongo, ERGA ESSSE BIGODE, garoto. Temos trabalho para fazer.

    Dito isso ele abre a porta abruptamente, saindo para o grande salão onde estavam todos os fornecedores e afins sentados no chão sedentos e cansados da demora de uma solução, sem entender o que acontecia.

    Antes de cruzar a porta, o anão vira-se para o gnomo e diz:

    - Sua primeira tarefa: ABRA ESSAS PORTAS. Manter essas pessoas aqui é só mais um erro que pode virar mais um grande problema depois.

    “Segunda tarefa: Vá para a Catedral, temos pouco tempo para arrumar muita coisa para o leilão começar… Devemos manter a paz e as aparências para que o Conselho não suspeite que tem alguma coisa errada por aqui, entendeu?”

    Ele não esperou a resposta, e saiu pela porta, ordenando que abrissem a grande porta para ele passar.
    Depois disso ele berra para o gnomo:


    - Continuaremos conversando na Catedral… E ARRUME ESSE MALDITO BIGODE!!



    E a porta se fechou.

    Brifitiz estava novamente sozinho na sala, mas dessa vez sua porta estava aberta, pois o anão não fechou a porta quando saiu.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por TheDuck em Qui Jul 21, 2016 11:29 am

    Brifitz ficou parado por um tempo após as ordens de Razgur que saiu da sala aos altos brados que até mesmo o porto pode ouvir. Brifitz então abriu uma gaveta, que dentro dela tinha outra pequena gaveta, que dentro dela tinha uma outra gaveta ainda menor com uma fechadura do tamanho de um alfinete.

    Brifitz pegou a pena rosa que ficava sempre espetada em seu chapéu azul, e encaixou a ponta da pena na fechadura dando um leve giro, que fez com que a pequenina gaveta mostrasse em seu inteiror reluzente uma embalagem prateada, altamente brilhosa por estar lustrada. Esculpido nela estava um marinheiro bigodudo com um cachimbo na boca e um quepe.

    Brifitz pegou o conteúdo da gaveta, abriu cuidadosamente e viu com brilho nos olhos e com as narinas atentas o odor de mel, favo e amêndoas. Somente aquele cheiro fez o bigode de Brifitz tremer e dar uma subidinha de nível em sua face. Brifitz molhou as pontas de seus pequenos dedos na cera Marinheiro Bigodudo, e passou suavemente no bigode direito, repetiu o processo e passou no bigode esquerdo.

    Lustroso, arrumado, polido, penteado e lindo, mas LINDO. Pensa em um bigode lindo, era a realidade do bigode de Brifitz. Junto com o bigode mais lindo já visto um sorriso estava estampado no seu rosto. Guardou com sua pena chave sua relíquia Marinheiro Bigodudo novamente em seu esconderijo.

    Então saiu pela porta de sua sala e bradou com todos com confiança.

    - ABRAM AS PORTAS DO COMÉRCIO, DEIXEM QUE SÉSIO ENRIQUEÇA ESSA CIDADE NOVAMENTE.

    E assim foi feito, na sequência deixou as responsabilidades a cargo de cada um dos funcionários do local e partiu para a catedral. Com sua linda rapieira em cintura, seu peito cheio de confiança e austeridade gnoma, um sorriso no rosto e claro com seu lindo, mas LINDO, bigode.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Aythusa em Sab Jul 23, 2016 6:19 pm

    BigodeLongo pareceu restaurado assim que Razgur o acordou com seus urros e berros. O anão foi à frente de Brifitz enquanto o gnomo deixava tudo – inclusive seu maravilhoso bigode – em seu devido lugar.

    Todas as mercadorias dos fornecedores qe estavam aguardando o local já haviam sido catalogadas durante o longo tempo de espera e toda a multidão caminhou rumo à cidade para seus devidos postos comerciais.

    Um deles, no entanto, muito magro e esguio, com pele alva, nariz afinado e longo, e um ar altivo e importante, parou ao lado do pequenino e disse-lhe, desafiadoramente:

    - Isso não ficará assim, BigodeLongo. Ninguém trata Claude Frollo dessa forma.

    Brifitz não tinha tempo para tratar com ele naquele momento. Sabia que Frollo sempre estava próximo à catedral e às tendas das ciganas da cidade.

    Ele seguiu seu caminho sem parar para cumprimentar os ricos fornecedores que falavam com ele durante seu caminho até a catedral, nem mesmo os pedintes e os vendedores ávidos o fizeram parar em sua caminhada.
    Chegando em seu destino, ele agradeceu silenciosamente a cera de seu bigode ser tão fabulosamente boa.

    Na porta da catedral estava uma frota de uns 10 guardas, e dentro do armazém haviam bem mais. Razgur estava lá e falava com um dos oficiais enquanto esperava que o outro, que escrevera a carta, chegasse.

    Por mais que as devotas tivessem se empenhado na limpeza do lugar, o sangue manchava o mármore que forrava o chão do armazém da catedral.
    Os alimentos que foram descobertos estavam sendo ensacados e haviam duas clérigas que os contava novamente depois do desastre descrito no pergaminho. Ambas estavam acompanhadas de escolta armada.

    Os corpos ainda estavam no chão. Precisavam do aval de Brifitz para serem retirados dali. O clérigo que regia a catedral estava ali conversando com Razgur quando o gnomo apareceu passando pelos soldados que estavam na porta e se vendo no meio dos mortos, do sangue e do horror que isso pode resultar para o Comercio e o Leilão.

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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por TheDuck em Seg Jul 25, 2016 1:16 pm

    Brifitz passou ignorando Frollo, palavras ao vento não o assustavam. Ainda mais naquele momento, nada iria abalar sua confiança, após uma queda de bigode dada as circunstâncias uma pequena ameaça de Frollo não era nada para afligir a virilidade de seu bigode LINDO.

    No caminho continuou em frente, convicto e focado na catedral, para os demais talvez parecesse um pouco arrogante, mas todos sabiam que quando ele estava assim era melhor não entrar em seu caminho, que em um momento oportuno Brifitz iria sim dar atenção devida a todos como de costume.

    Na catedral, avistou Razgur que trocou olhares com o gnomo. Brifitz ajeitou seu bigode propositalmente e acenou com a cabeça para o anão que aparentava estar bem agitado.

    Mais uma cena sanguinolenta para Brifitz avaliar, o cheiro de sangue seco se misturava ao pó de trigo que fora deixado no ar, ferro e pão. Se fosse um mestre cervejeiro com certeza dali tiraria uma ótima combinação de fermentação para um linda red ale, mas não era o caso. Brifitz olhou o chão, cumprimentou os devotos mais próximos aos corpos.

    Brifitz estava calmo, ele sabia dos prejuizos que toda aquela situação na catedral, somada as situações e ações tomadas por ele no porto eram críticas e afetavam tanto ele, Razgur, o clérigo e a cidade como um todo. Sua mente permeava entre pensamentos de como resolver a situação e por que diabos tudo aquilo estava acontecendo.

    Brifitz estaca com as mãos trançadas atrás de suas costas, a bainha de leviatão cintilava prateada nas luzes da catedral, contrastando com as rochas mais escuras da arquitetura. Ele andava por meio aos corpos, cheirando, observando, tentando entender a situação e como foram as mortes daqueles seres estirados ao solo. Voltou-se por sua vez ao clérigo ao lado de Razgur e disse:

    - De que forma tudo isso aconteceu? Vejo impressões de uma carnificina descontrolada, e julgo que ou tínhamos armas entre os escravos ou eles arrumaram por aqui mesmo.

    - E se tinham armas antes de virem para cá, com certeza isso não foi visto na nossa averiguação no porto, o que vai de encontro com o assassinato do meu aprendiz, que no momento era o encarregado de concluir tal tarefa. Será que tudo isso esteja interligado senhores?  O que me dizem?
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    Re: II - O Comércio de Escravos

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