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    II - O Comércio de Escravos

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    Aythusa
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Aythusa em Dom Jul 31, 2016 4:59 am

    O clérigo ouviu apavorado os pensamentos (ou acusações?) de Brifitz sobre o que tudo aquilo significaria. Razgur revirou os olhos enquanto o jovem falava e ele tinha toda a autoridade para fazê-lo calar diante de tudo o que ouvia do gnomo. E foi exatamente isso o que ele fez antes que o pequenino voltasse a falar desenfreado:

    - Ora, BigodeLongo! Escute o homem antes de começar a cuspir como um tolo! Argh
    - depois resmungou algumas palavras em anão que Brifitz não compreendia, mas imaginava que poderiam ser coisas não muito boas a seu respeito.

    Foi então que o homem começou a falar:

    - Senhor BigodeLongo, sinto muito pelo seu aborrecimento e devo-lhe dizer que não temos nenhum prazer com o infortúnio que aconteceu hoje aqui neste salão. Uma de minhas protegidas estavam aqui quando tudo aconteceu, bem como outros guardas....

    - Um deles eu já conversei.... Falta encontrar o Lyscan, que não ficará impune de meu martelo! Isso eu posso lhe garantir! Ahhh posso! - Disse o anão, interrompendo o relato do clérigo, indo contrário ao seu próprio conselho de ficar calado e ouvir. Ao perceber isso, deu de ombros arrumando o cinto da espada e fazendo uma careta meio se desculpando... Se é que Razgur se desculparia por alguma coisa.

    Após a interrupção passar, o Clérigo continuou:

    - Muito bem, isso.. haviam guardas sim... porém houve mais. Um dos escravos incitou tudo, senhor. Minha protegida, Agnis, que Majstra proteja seu bondoso coração, estava contando os mantimentos para a ceia de amanhã, como deve saber que é nossa tradição, e o cheiro da comida sendo revirada despertou a fome selvagem que esses pobres condenados sentiam...

    Ele abaixou a cabeça, visivelmente incomodado com esse fato, e depois continuou:

    - Senhor, os escravos atacaram Agnis para roubar-lhe a comida, e tudo o que os soldados, muito bem treinados devo dizer com toda a seguraça
    - disse, virando-se para Razgur que acenou com a cabeça aceitando o elogia à sua guarda - tudo o que esses bravos homens puderam fazer fora usar da força... e da lâmina para proteger a todos....

    - UM DESSES PATIFES MORDEU UM DE MEUS HOMENS E.... - interrompeu novamente Razgur, não conseguindo conter-se. Mas logo silenciou-se, coçou a barba e acenou para que o clérigo continuasse.

    - Foi isso o que aconteceu, senhor. As armas eram dos guardas que apenas protgiam a comida dos pobres, e as suas vidas honras. Posso lhe garantir...

    Passado algum tempo em silêncio, Razgur ficou um pouco apreensivo de continuar a falar... E foi junto com o clérigo que começou a frase.

    - Então... - disseram os dois em coro. Depois com mais um último aceno com a mão, o anão deixou que o homem continuasse... - Pois então, nós não sabemos se há ligação com demais problemas, senhor BigodeLongo. Tudo pareceu um verdadeiro acidente, ou uma brincadeira da Intriga - Finalizou, fazendo a citação à Deusa da Intriga.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por TheDuck em Qua Ago 10, 2016 11:28 am

    Ao falar Brifitz viu a reatividade do anão a sua frente, como de costume. O que esperar de um Anão que lhe corrige em algo mas sempre age da mesma forma. Então Brifitz com sua compostura apenas respondeu a Razgur mantendo a tradição de seus diálogos.

    - Oh, mas é claro Razgur que deixarei o homem falar, mas minha mente já está trabalhando, não pensei que fiz alguma acusação aqui.
    E em resposta disse algumas palavras em seu idioma gnomo que Razgur n entendia.

    Essa “troca de farpas” em outras línguas era um costume muito antigo de Razgur com Brifitz e ambos sabiam que eram seus trejeitos e não uma desavença em si.


    Brifitz então ouviu atentamente ao relato do clérigo,  e também as interrupções de Razgur. A mente de Brifitz estava tão pensativa que quando Razgur bronqueou sobre uma mordida em seus homens o bigode de Brifitz deu um pulo de susto. Os olhos arregalaram e Brifitz disfarçou arrumando a roupa e o bigode como se nada tivesse acontecido.

    - Prossiga jovem.

    Disse tentando parecer normal.

    Brifitz andava de um lado para o outro observando a cena e matutando sobre o relato que acabara de ouvir, quando foi interrompido.  

    - Então... - disseram os dois em coro. Depois com mais um último aceno com a mão, o anão deixou que o homem continuasse... - Pois então, nós não sabemos se há ligação com demais problemas, senhor BigodeLongo. Tudo pareceu um verdadeiro acidente, ou uma brincadeira da Intriga - Finalizou, fazendo a citação à Deusa da Intriga


    - Tem toda razão, não me parece haver link algum, até o momento claro, sobre os dois acontecimentos. Mas antes de qualquer conclusão preciso falar com sua aprendiz, de nome Agnis correto?

    Dizia isso andando de um lado para o outro e com a mão em seu queixo, era visível o quão compenetrado estava Brifitz em todo aquele caso. Virou-se então para Razgur dizendo

    - Caro amigo, posso contar com você para verificar o assassinato enquanto converso com ela? Lhe garanto um ótimo relatório, que tal? Sei que seu faro para o inimigo é apurado e confio e sua honra anã para limparmos a cidade.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Aythusa em Seg Ago 15, 2016 11:46 am

    Razgur revirou os olhos, não queria se preocupar com um assassinato enquanto poderia estar verificando pessoalmente quem roubou as coisas da sala de Brifitz.

    O clérigo por outro lado pareceu ficar um pouco constrangido quando BigodeLongo pediu para chamar Agnis para conversar... Ele havia liberado ela de suas atividades depois do horror que vivenciou e a despachou para a cidade, a fim de que ela se divertisse um pouco, se fosse possível.
    Até onde sabia ela poderia estar em qualquer lugar da cidade.

    Ele se remexia ansioso, esfregando as mãos, procurando ter como responder à Brifitz sobre Agnis sem irritá-lo muito, enquanto Razgur desatava a contrariar o gnomo:

    - Ora, Brifitz! Qualquer um pode ver o que aconteceu aqui... Só preciso que encontrem Lyscan e ele mesmo poderá resolver as coisas desse assassinato e...- continuava a falar. Alguns soldados saíram da catedral no momento, avisando que procurariam Sir Lyscan, mas Razgur não pareceu dar ouvidos a eles - ...tem que concordar comigo que temos coisas mais urgentes a procurar...

    - Desculpem, mas as senhoras não podem entrar aqui no momento! - dizia um dos guardas exasperado na porta por onde o gnomo viera.

    O Clérigo reconheceu a voz de Agnis à porta e ele fez uma prece à Majstra, agradecendo por tê-la enviado para preservar o bom humor do senhor BigodeLongo.

    ~*~

    Agnis viera com Anastácia para a catedral quando viram um aglomerado de guardas na entrada do armazém. Por um momento pensou em tudo o que viveu dentro daquele lugar a poucas horas atrás, todo o grito de dor e todo o sangue que precisou ser derramado...
    Porém seguiu em frente: prometera ajudar Anastácia com o seu aprendiz. E sabia que com tamanho tumulto o Clérigo estaria ali e certamente seria o caminho mais rápido para falar com ele sobre o pedido da jovem clériga de Philares e depois ficar livre para encontrar com Bradum, o guarda que a ajudara e que não saía mais de seus pensamentos.

    Anastácia estava animada com a possibilidade de resolver o problema com o seu aprendiz, afinal ficara muito preocupada desde que ele sumira e certamente seria melhor para todos em seu pequeno templo que o boato de que um jovem aprendiz dos caminhos de Philares desaparecera subitamente logo que começara os aprendizados com Anastácia.
    Aquela era a chance pela qual ela tantas vezes orara.

    ~*~

    A voz do Clérigo da catedral fez-se ser ouvida por todo o armazém quando disse aos guardas que deixassem as meninas passarem.

    Agnis adentrou o salão, segurando-se para não transparecer os calafrios que lhe correram pelo corpo quando viu os corpos ainda mortos estirados pelo chão e todo aquele sangue...

    - Querida Agnis, venha... Precisa conhecer o Senhor BigodeLongo... ele tem algumas perguntas para lhe fazer sobre...

    Dizia ele para Agnis enquanto fora em seu encontro recebê-la e conduzí-la até o gnomo com o bigode em pompa.

    Anastácia caminhava logo atrás dela: nunca estivera naquele lugar da catedral antes. E havia tanto sangue e corpos que se perguntava o que estava acontecendo... Um pouco distante deles, o cheio forte e o ruído de correntes sendo arrastadas e o pequeno sussurro das conversas dos escravos que iam a leilão chamou-lhe a atenção e ela percebeu que era ali que estavam os escravos que seriam leiloados logo em seguida....

    Mas ainda não estava claro para ela o sangue e os corpos no chão.



    As duas foram até Brifitz e Razgur e pararam a frente deles.

    - Senhoras, este é Brifitz BigodeLongo, o principal comerciante do porto e um dos maiores responsáveis pelo progresso de nossa cidade. - falava enquanto indicava o gnomo à frente. Depois indicou o anão e continuou - E este é Razgur, Chefe da Guarda da cidade e um honrável guerreiro que vivenciou mui...


    - Certo, certo.. todos sabem o que eu fiz desde que aquele bardo infeliz decidiu fazer aquela barulheira que ele chama de música sobre as guerras e as cabeças que cortei... Vamos ao que interessa!


    Interrompera Razgur e esperara Brifitiz seguir o diálogo.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Larissa Aprill em Seg Ago 22, 2016 11:05 pm

    Agnis foi pedindo informações pelo caminho, pois estava a procura do clérigo e seguindo também sua intuição, parou em frente ao armazém. Ali era o último lugar que a garota gostaria de entrar, mas já que decidiu ajudar Anastácia, ela precisava ser forte. A jovem caminhou até a entrada e foi barrada pelos guardas, por mais que tentasse explicar a situação os guardas estavam irredutíveis em deixa-la passar. Foi quando Agnis escutou a voz de trovão do clérigo ecoando pelo armazém, no instante seguinte os guardas ladeavam a porta do armazém e abriam espaço para as duas entrarem.

    Assim que ela entrou no local se deparou com alguns corpos ainda estirados no chão, suas pernas travaram, sua boca secou. Sentia o corpo estremecer e a cor de seu rosto ir sumindo aos poucos. Aquilo não poderia estar acontecendo, ela havia cometido um erro terrível e por causa disso pessoas inocentes morreram. E como se isso não bastasse, seus corpos continuavam estirados no chão, mesmo depois de tantas horas passadas, como se eles não fossem seres humanos, mas apenas objetos descartados, lixos que não mereciam respeito de ninguém.

    - O...o...senhor....por favor...Pela misericórdia do grande Deus, poderia pedir que retirasse os corpos? Acredito que eles já sofreram demais, seja escravos ou não...não deveriam ser tratados como lixos. Ainda mais...se a morte deles... foi minha... minha culpa

    A garota tentava combater as lágrimas, que teimavam a inundar seus olhos. A culpa e remorso começavam a corroer-lá. Mas tentou falar o mais baixo possível, apenas o clérigo e a Anastácia poderiam ouvi-la. A jovem segue o clérigo e é apresentada aos dois homens, que ela só conhecia de nome.

    - Muito prazer, me chamo Agnis Tvarivich

    Acreditava que iriam questiona-la sobre o que ocorreu no armazém e que provavelmente iriam puni-la pela desordem do local, pelo roubo dos alimentos e principalmente pela morte de alguns homens, mesmo que não fosse intencional machuca-los.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Edu em Ter Ago 23, 2016 10:05 pm

    Anastacia ficou calada o tempo todo e não se manifestou quando Agnis falou sobre os corpos estirados no chão se fosse parar pra pensar nisso provavelmente ninguém iria sair vivo dali, então foi melhor deixar passar.

    Logo após a sua recém amiga se apresentar a cleriga de Philares tomou a palavra:

    - Vossa santidade, me chamo Anastácia e sou sacerdotisa de Philares num pequeno tempo aqui perto. Um aprendiz meu por duas semanas não tem aparecido para o seu doutrinamento, acredito que ele esteja com sérios problemas. Eu gostaria da permissão para poder deixar a cidade para ir atrás dele. Tenho certa que ele não desistiu do caminho de Philares.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Aythusa em Seg Ago 29, 2016 3:36 am

    Enquanto Agnis caminhava falando com seu sacerdote, pedindo que ele retirasse os corpos do chão, ele acariciou o ombro da jovem, um gesto paternal tentando consolá-la, e disse-lhe baixinho:

    - Querida, eles já serão levados... mas isso não está em minhas mãos. Eles foram desafortunados e pertencem à Brifitz até serem vendidos...

    Eles chegaram na frente dos dois e Agnis percebeu que ela, Anastásia e o clérigo eram os mais altos alí embora fossem as pessoas com menos poder naquele círculo.
    Brifitz, um gnomo com um um bigode pomposo era ainda mais baixo que o anão Razgur, que ficou com os braços cruzados olhando grosseiramente para Agnis.

    Após ela se apresentar aos dois, Anastásia fez o mesmo... Apresentou-se para Brifitz e Razgur e depois, aproveitou o fôlego e falou com o sacerdote sobre sua permissão na frente das das imagens importantes da cidade.

    O Clérigo sorriu afetuosamente e, pela primeira vez, parou um instante para reparar na jovem. Ele meneou a cabeça e disse-lhe:

    - Senhorita Anastácia, ficaria muito satisfeito em ajudá-la... mas um problema de cada vez, sim? Ao terminar aqui poderemos iniciar o leilão e, após seu término, conversarei com o meu bom amigo Cedric, do templo de Philares. Certamente ele concordará comigo em dispensá-la para uma causa que honrará seu templo e seu deus e...

    - Ora, basta dessa palhaçada! O Leilão já está atrasado e estão falando de deuses e meninos perdidos?! Vamos garota - disse, dirigindo-se à Agnis, com o mau humor típico de anão - Diga-nos o que aconteceu aqui para podermos limpar logo essa bagunça!


    O anão remexeu seu bigode, depois reparou que o dele era crespo e bagunçado se comparado com o de seu amigo gnomo, que era um bigode mais que perfeito. Ele pigarreou e parou de mexer em seu bigode e passou a acariciar os anéis que prendiam em sua volumosa barba, algo que era seu pequeno orgulho anão, e deu um pequeno sorriso para si mesmo, olhando o gnomo de esguelha.


    BigodeLongo estava quieto observando tudo, aguardando a resposta de Agnis.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Edu em Seg Set 05, 2016 11:14 pm

    Anastacia ficou na sua pose habitual acompanhando a conversa até o momento em que fora incluída. Hora exata quando o homem virou para falar da sua situação em relação ao seu aprendiz. A sacerdotisa de Philares ouve calmamente e quando ia responde, o anão se intromete no meio fazendo-a ficar calada por mais um tempo.

    Depois que o baixinho terminou de falar ela finalmente pode se expressar:

    - Você sabe quanto tempo vai demorar para começar esse leilão? Eu tenho um pouco de pressa - Disse ela calmamente ainda para no seu lugar.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Larissa Aprill em Seg Set 12, 2016 4:46 pm

    Off.: Tô postando do cel de uma amiga, então será algo mais curto, sorry.

    Agnis não se sentia confortável com o anão, ele sempre estava gritando e parecia estar furioso com o mundo. A jovem reprime a vontade de sair correndo e fala sobre tudo que aconteceu naquele galpão.

    - O sacerdote mandou eu checar as caixas de matimentos, então quando eu abri as caixas os escravos ficaram alvoroçados. Alguns escravos começaram a brigar, os guardas daqui mal conseguiram coner a turba de esfomedos.

    Por sorte havia o guarda Brandum, que me salvou de ser morta por um grupo de homens acorrentados. E eu tentei ajudar... Eu tentei afasta-los das caixas e algo.... Algo saiu errado, eu acabei usando uma magia muito forte e matei alguns eletrocutados.

    Os olhos da jovem se enchem de lágrimas, ela realmente estava arrependida do que fez.

    - Não me lembro muito bem do que houve depois, pois desmaiei e acordei numa cama hospitalar.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Aythusa em Qui Set 15, 2016 11:37 pm

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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Edu em Dom Set 18, 2016 12:25 am

    Anastácia ouve incrédula o que a sua recente colega diz. É algo de uma inocência extrema, usar uma magia, uma evocação num monte de escravos. Ela bota a mão na testa nervosa, pensando que estava de mãos atadas. Tendo Agnis confessado não podia nem apelar, muito menos alegar falta de provas e etc. Isso só deixava duas opções pagar a divida ou fazer o serviço, coisa que imaginava ser algo desagradável. Poderia deixa a outra tomar a queda sozinha coisa que parecia mais sensata numa visão logica, mas isso implicaria deixar o seu aprendiz sozinho e desamparado ou perder o seu lugar de sacerdotisa. Poderia pagar a divida dela facilmente, se, isso se falasse com o seu pai ou irmão, o que resultaria também na perda do seu cargo, prisão domiciliar na sua antiga casa e abandono ao seu protegé. No final acabava restando fazer o trabalho para o comerciante.

    Ela olha para Agnis com bastante descontentamento e fala:

    - Você deveria começar a usar armas para se defender, Agnis, magia é algo perigoso demais para esse tipo de uso - Depois ela olha para o pequeno comerciante com os bigodes exagaredos - vejo que a minha companheira estava completamente fora do seu normal naquela ocasião, o que realmente me deixa de mãos atadas em relação a defesa dela. Tenho duas perguntas que tipo de serviço estaria falando? E qual o tamanho da divida de Agnis?

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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Aythusa em Sex Set 23, 2016 5:36 am

    Anastácia estava com pressa para ir buscar o seu aprendiz. Ela passara alguns dias preocupada, mas agora que estava com a possibilidade de tudo se ajeitar para ela poder ir embora, isso a deixou ansiosa. Queria resolver logo isso.

    - Minha adorável jovem, por favor tenha paciência… tenho certeza de que vamos resolver isso o mais rápido possível… Agora, Agnis – disse dirigindo-se para a sua clériga – assim que estiver preparada, por favor responda à esses senhores, sim?

    Respondeu o Clérigo de Majstra, bondosamente, ignorando o urro do anão.
    Logo em seguida, Agnis respondeu  à Brifitz e à Razgur o que acontecera e contou e acabou por confessar que matara alguns dos escravos que eram – querendo ou não – mercadorias de Brifitz. Isso era o mesmo que roubar o salão dele, só que um pouco menos pior e mais fácil de resolver.

    Brifitz rapidamente a acusou, e Razgur pareceu mais zangado do que nunca. O gnomo não saberia dizer se seu amigo se enraiveceu com o que Agnis dizia ou com a oferta de Brifitz à menina como uma forma de pagar sua dívida.
    Mas antes que Razgur pudesse começar com a sua rabugice costumeira, os guardas na entrada do armazém deram espaço e Sir Bradum Lyscan veio caminhando até eles.
    Enquanto ele vinha, Anastácia disse à Agnis o que pensava sobre magia, mas a garota não lhe respondeu: estava distraída com tudo que estava acontecendo, com o que tinha que pagar, com a oferta… Era muita coisa para a mulher digerir.

    - Ah-ah! Brandum, já não era sem tempo! Onde foi que você andou? Vamos, preciso que seus homens comecem a montar guarda lá no palanque, não podemos mais permitir que esse leilão se atrase mais – deu um olhar furtivo para Brifitz quando disse isso, querendo impor que o gnomo não enrolasse muito tempo e trabalhasse com o que tivesse.

    Sir Lyscan murmurava concordância enquanto o seu chefe, Razgur, dava suas ordens.


    - Reúna um grupo dos guardas que estão sendo treinados, mande-os vir aqui e ajudar a limpar esse sangue do chão.. E NÃO ME OLHE ASSIM, aqueles patifes tem que aprender a trabalhar de uma vez por todas… aquele patife do Ghraztur não sabe como treinar aqueles moleques.



    Todos ouviam o anão dar ordens sem parar para seu subordinado enquanto falava bruscamente. Enquanto isso, o clérigo se aproximou de Brifitz e falou:

    - Senhor BigodeLongo, com todo o respeito, peço que deixe Agnis fora dos seus assuntos. A menina sofreu demais, entende? O passado a perturba e somente Majstra pode apagar o que o sangue em suas mãos corroeu dentro de seu coração…

    Ele parecia um músico ou um poeta falando, parecia que estava acostumado com as metáforas por causa de suas celebrações na igreja e nos seus sermões escandalosos e incentivadores. Ele tinha uma empatia profunda e um coração enorme.

    - Eu me ofereço a pagar a dívida de Agnis. Poderemos conversar sobre os valores e a forma com pagaremos depois que a festa e o leilão terminar… Compreenda, por favor, os infortúnios que a menina passou e aceite minha oferta.

    Agnis sentiu-se tremendamente grata pela atitude de seu mentor e amigo, o Clérigo. Provavelmente seria a segunda vez que ele a socorria e aceitou, de bom grato, a decisão de seu superior.
    Ela não participaria da missão de Brifitz se ele concordasse com o pagamento da Catedral.

    - … e não deixe novamente que esse desastre aconteça, Bradum! Estou confiando novamente em seus serviços e espero que não me desaponte!

    Ouviu-se Razgur terminar de falar com o guarda. Depois disso Sir Lyscan disse:


    - Senhor, preciso dizer uma coisa… Havia um escravo diferente que não foi encontrado depois de todo o desastre. Sei bem disso porque ele tinha uma estranha mão de osso… A mão não tinha carne nenhuma, nem pele. Era apenas o osso sombrio, como uma mão morta presa à um corpo vivo… Achei que deveria saber, senhor.


    Depois que terminou, ele fez uma reverência para Razgur e Brifitz, pediu a benção do clérigo e depois seguiu caminho dando ordens a todos os guardas sobre o seu comando que encontrava.


    Anastácia aguardava Brifitz responder à pergunta dela sobre o serviço.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Edu em Seg Set 26, 2016 5:58 am

    Anastácia cruza os braços vendo toda aquela discussão ao seu redor. Fica pensando no seu aprendiz quanto tempo iria se atrasar. Pelos menos a coitada da Agnis tinha se livrado de uma boa, não tivera a mesma sorte dela no passado.

    Não queria atrapalhar a conversa entre aquele caso complicado todo,mas quando todos dessem uma pausa ela tomaria a palavra. Apenas olhou um outro falando, não tinha opinião formada sobre o assunto em questão. Não gostava de escravidão isso era fato, mas era uma coisa legal ali e não tinha nada pudesse fazer contra. Bem, a não ser que desejasse perder a sua posição e ser uma criminosa.

    Descruzando os seus braços e deixando eles caírem ao longo do seu corpo ela tomou a palavra com uma voz calma:

    - Com a questão resolvida em relação a sacerdotisa Agnis, acredito vossa santidade que não preciso me preocupar com qualquer serviço a prestar ao senhor Brifitz, já que não lhe devo nada. Teria algo com que eu pudesse fazer pra acelerar esse leilão? Para depois discutimos o meu assunto?
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por TheDuck em Seg Out 03, 2016 11:38 am

    Brifitz ouviu todas as respostas alisando seu bigode. Andava de um lado para o outro pensando nas possibilidades. Uma pequena pausa ocorreu quando a outra senhorita de nome Anastacia tomou a palavra, palavras essas que nem sequer preocuparam Brifitz, realmente aquela garota era no momento irrelevante para o caso, seu descredito quanto a ela era o mesmo proferido por suas palavras quanto a ele.

    Brifitz entao, olhou para todos e disse.

    - Muito bem, Agnis esta liberada se e assim desejo do senhor, mas como bem disse seus servicos serao prestados como forma de pagamento por cada escravo aqui morto. Em segundo lugar quero este local limpo, pois este leilao precisa comecar e quero sucesso dele ouviu bem Bradum?

    - E em terceiro lugar, quero mais informacoes sobre esse tal mao de osso, talvez ele possa estar envolvido com outras coisas aqui concorda Razgur? Seria ele um suspeito? Hein?


    Brifitz olhava de soslaio para Razgur talvez pensando em seguir as pistas desse escravo fugitivo. E no devaneio ainda lembrou de outro motivo para capturar ele.

    - Ahhh, e ele vale dinheiro. Quero ele aqui para interrogatorio e dependendo do caso reembolsar seu valor aos cofres da cidade hein.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Aythusa em Seg Out 03, 2016 2:54 pm

    Anastácia perdeu o interesse de saber sobre o que se tratava o trabalho e sequer manteve a sua curiosidade depois que percebeu que não seria mais imprescindível sua participação, tampouco Brifitz achou que devesse alguma explicação à ela.

    Ela queria saber se teria algo que pudesse fazer para que tudo fosse arrumado logo para agilizar os seus assuntos. Ela ainda tinha o resto do dia de folga das suas tarefas no templo de Philares e o sacerdote a respondeu com bondosa afeição:

    - Ah sim, srta. Anastácia. Poderia ajudar-nos a arrumar toda essa sujeira? Veja, isso aqui é propriedade da Catedral e devemos zelar para que o chão sangrado do templo não seja impugnado com essa quantidade de sangue por mais tempo… Agnis, minha querida, mostre à ela o que ela precisa, sim? Ficarei um pouco mais para ajudar Brifitz a contabilizar novamente os escravos… Por favor, peça que o sacerdote Artur venha me auxiliar, também chame pelo escrivão Matheus e o seu aprendiz Eron, sim? Precisarei que tragam muitos pergaminhos e tinta o mais rápido que puder… - virou-se agora para Brifitz – Acredito que se ditarmos à eles as informações ficara tudo mais rápido para que possa realizar a abertura do leilão depressa, senhor BigodeLongo…

    Pela primeira vez para Anastácia, Brifitz e até Razgur ficou claro o porque aquele senhor aparentemente pacato era o principal sacerdote da catedral da cidade. Ele parecia ter pensado em tudo o que Brifitz não havia considerado ainda: a recontagem dos escravos, e correção das precificações (afinal escravos feridos deveriam valer menos que antes, assim como os que se mantiveram ilesos valeriam mais para que compensassem a diferença inferior), a apresentação de Brifitz – que talvez quisesse treinar ou escrever um discurso visto que era o maior evento do ano – para a abertura do leilão…

    Agnis aquiesceu e levou Anastácia com ela, atravessando uma porta que levava para um corredor que tinha janelas para o pátio no centro da catedral, onde eram dadas aulas de diversas disciplinas. Era indiscutivelmente maior do que o templo de Philares e por diversas vezes encontravam um ou outro sacerdote, onde elas cumprimentavam apressadamente para cumprirem as ordens.

    Agnis deu à Anastácia o esfregão e um balde com pedras de sabão dentro e um punhado de panos. Ela passou pelo quarto com os produtos de limpeza até o poço do pátio para encherem o balde de água. Anastácia voltou sozinha para o armazém onde estavam os escravos e se juntou aos outros guardas que começaram a limpar o salão.

    Agnis voltou em alguns instantes trazendo os homens que o sacerdote mandou que trouxesse. Além disso havia passado pela cozinha e trazido pão fresco, um pedaço de queijo e presunto, junto com uma jarra de vinho. Acomodou tudo junto ao sacerdote, Razgur e Brifitz enquanto outros discípulos carregavam cadeiras para eles três e uma pequena mesa onde apenas caberia a comida.

    Enquanto tudo isso acontecia com uma precisão surpreendente Brifitz conversava com o sacerdote, Razgur e Brandum.

    O guarda não gostou da referência de seu nome da boca de Brifitz quando ele falou sobre o lugar ser limpo. Porém ele apenas fez uma reverência e saiu para cumprir as ordens que Razgur havia lhe dado e ido buscar os “aprendizes” que estavam treinando para entrar na guarda da cidade.

    O sacerdote apenas concordou com a cabeça e nada mais disse. Apenas indicou os lugares que os escrivães deveriam sentar-se (no chão, um do lado do sacerdote e outro do lado de Brifitz) enquanto Razgur dava ordens para os guardas que não estivessem limpando o lugar começasse a organizar os escravos em fila para se apresentarem até onde estavam. O próprio Razgur seria o “guarda” deles enquanto re-catalogavam os escravos.

    Tudo aconteceu muito rápido, para o bom humor tanto de Brifitz e Razgur.
    O anão queixou-se de várias formas sobre o vinho, pois preferia cerveja forte, e trovejava sempre com os guardas e com os discípulos enquanto acontecia.

    Em cerca de 20 minutos Brundum trouxe uma frota de 25 homens jovens que rapidamente Agnis atendeu dando-lhes esfregão, baldes para encher de água limpa, panos para enxugarem o chão e sabão. Indicou onde cada um deles deveriam se dirigir e rapidamente o imenso salão era limpo.

    Sir Brandum voltou perante Razgur e ouviu que Brifitz passara agora a falar do escravo com mão de osso. O Guarda se apressou para responder à ele:

    - Senhor BigodeLongo, estamos trabalhando para encontrar esse homem. Enquanto fui buscar a frota de homens que o senhor Razgur pediu, mandei um mensageiro em todos os portões da cidade para que me informassem se o viram cruzar as fronteiras da cidade, porém ele não foi visto. O que significa que ainda está aqui na cidade.

    - Ótimo trabalho, Brandum! - Disse Razgur retribuindo o olhar de soslaio de Brifitz – Diga-me, sabe me dizer a que horas tudo isso aconteceu? Que horas você o viu  fugindo?

    - Senhor, é difícil dizer com certeza, mas creio que foi por volta das 13h30.

    Esse era o horário aproximado em que Brifitz estivera almoçando e indo visitar a velha bruxa, instantes antes de descobrir que o roubo acontecera. Será que aquele sujeito que lhe chamou a atenção logo de cara era o culpado? Havia muitas coincidências, certamente…

    De repente Brifitz lembrou-se da pergunta do homem “Você gosta de maçãs?” e sentiu seu bigode arrepiar-se.

    Então a fila estava pronta para que todos os escravos fossem recontados, o salão estava novamente limpo e Brifitz havia comido um pouco do que lhe ofertaram. Restava apenas seguir adiante.

    Surpreendentemente Razgur ficara quieto depois da chegada de Brandum.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Edu em Sab Out 08, 2016 1:49 pm

    Anastácia não era uma pessoa de se recusar a botar a mão na massa, mas com essa roupa limpar o chão não era uma boa ideia. Quando tinha ido para a igreja central esperava ter um encontro formal, por isso mesmo havia posto o que de melhor possuía no seu guarda roupa. Com o que recebia como membra do corpo eclesiástico o custo daquela vestimenta era absurdo. Mas tinha como mudar agora?

    Podia ter sido mais curiosa e ter ouvido sobre o serviço que Bifritz desejava propor a ela e Agnis, mas com a escravidão não queria ter ligação nenhuma. Já tinha tido experiencia suficiente com as decisões mal pensadas dela. Como no caso da guerra entre Aglarond e Thay no qual participara. Ao contrario do que tinha dito a outra sacerdotisa, não tinha entendido errado os ensinamentos do seu mestre sobre magia. Anastácia conhecia muito bem os fundamentos do Poder, o problema era como ele se manisfestava através dela. Era sempre de forma violenta,bruta e letal. Naquela ocasião achou que poderia faze-lo de outra forma, o que não acabou ocorrendo.

    Como diz o ditado "É melhor prever que remediar" era melhor não entra em algo que poderia despertar algo a tanto tempo adormecido nela, do que lidar com essa coisa já acordada. Era melhor deixar para atrás os tempos de guerra se focar em algo que poderia ajudar as pessoas. Não queria voltar a encarar o lado vingativo da justiça novamente, preferia a outra face, a conciliadora.

    Enxugou o rosto com as costas da mão e botou o pano cheio de sangue no balde com água. Seu serviço estava terminado. Até aonde tinham mandando ela limpar, estava sem as manchas vermelhas. Abaixou-se e pegou o balde junto com esfregão para leva-lo dali quando ouviu uma voz grave conhecida nas suas costas:

    - Olha só mas que coincidência - disse a voz arrogante nas suas costas.

    Anastacia se virou para dar de frente com um homem de estatura media, esguio, cabelos curtos loiros e um sorriso de deboche no rosto. Rarim era o seu nome, o subordinado do seu pai na terceira torre de magia de Luskan. Seu pai não era só Barão, mas também um mago lider de uma das torres da cidade de Luskan.

    - Rarim? O que faz aqui? - perguntou Anastácia, mentalmente já começava a se lamentar do infortúnio do encontro.

    - Vim aqui seguindo os pios de um passarinho sobre uma certa donzela chamada de "dama de ferro". Eu fiquei bastante impressionado com o relato sobre essa tal mulher na guerra contra Thay, pensando que era você, eu quase por um momento tive respeito pela sua pessoa - Rarim falou dando dois passos para a frente, com um sorriso brilhante na face.

    Anastácia nem se incomodou com a provocação, mas ficou preocupada com o fato do braço direito do seu pai estar ali. Isso queria dizer que Boris estava na sua cola, ela iria perder tudo o que conquistara.

    - O que você quer aqui, Rarim? Não vou voltar para minha vida antiga. Você não devia se iludir também, puxar o saco do meu pai tentando me trazer de volta para casa não vai te ajudar a ser mestre de uma das torres arcanas de Luskan. Alias, ainda alimenta esse sonho? Pobrezinho - respondeu ela ainda com o balde e esfregões na mão.

    Um brilho passou pelos olhos de Rarim e uma risada sarcástica ganhou som no lugar aonde estavam.

    - Sempre afiada, Anastácia ou devo dizer Sonja, ops esqueci você não usa mais esse nome. Minha querida eu vim aqui a negócios e aproveitei a passagem para ver com meus próprios olhos o quão baixo chegou. Não quero traze-la de volta, mas não nego que Boris já esteja nos seus calcanhares -  nesse momento ele olha Anastácia de cima a baixo  com arrogância - no seu estado minha querida, eu preferiria a prisão domiciliar na sua mansão do que...isso.

    Rarim dá as costas para ela volta por onde veio rindo e falando antes de sair.

    - Boa limpeza, Sonja.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Aythusa em Dom Out 23, 2016 4:43 am

    Anastácia esteve imersa em pensamentos enquanto limpava o salão, incomodada com o quanto a sua roupa a limitava.
    Depois de vários minutos dedicados àquele canto ela simplesmente pegou seu balde e se dirigiu até o pátio para esvaziá-lo e finalmente voltar sua atenção ao seu aprendiz quando se deparou com o seu passado.

    Ele aparentemente apareceu apenas para irritá-la e insultá-la. Sua provocação não deu em grande resultado, porém sua aparição significava muita coisa para Anastácia. Boris estava por perto, e qual seria o interesse de Rarim em um Leilão de Escravos? Aquilo não parecia se encaixar...

    Quando ele se despediu rindo às suas costas, Anastácia apenas suspirou e seguiu seu caminho até o pátio, onde encontrou a vala onde estavam jogando a água dos baldes sujos. Pegou mais um pouco de água no poço, limpou os panos e os esfregões, passou pelo pequeno quarto onde haviam pego o material anteriormente com Agnes, e voltou para o salão.

    Lá Brifitz e o clérigo já estavam quase finalizando as listas novamente e quase todo o salão já estava limpo quando ouviu a voz do clérigo:

    - Minha querida, já terminou sua tarefa, acredito? Ora, infelizmente eu não poderei partir agora. Razgur acha que seria prudente eu ficar junto com os escravos enquanto o leilão acontece e eu concordo com ele. Poderia, se Brifitz não se incomodar, trazer o bendito súdito de Philares que administra o seu templo? Poderia acertar as coisas com ele aqui mesmo para liberá-la o quanto antes em auxílio de seu aprendiz...

    Por mais ocupado que estivesse o homem não se esquecera dos assuntos da clériga, mesmo ciente de sua necessidade em todos os casos, ele conseguiu pensar em uma forma de ajudar à todos. Anastácia foi verdadeiramente muito grata.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

    Mensagem por Edu em Sex Nov 04, 2016 1:31 pm

    - Já terminei sim vossa santidade. Eu vou até o templo Philares de volta atrás do administrador sem problema - Disse ela fazendo uma reverencia se retirando.

    Finalmente tudo começava a andar para ela, parecia que poderia dar cabo da sua missão de ir atrás do seu aprendiz com problemas. Já saindo da catedral e descendo as escadas rumo a rua Anastácia viu do lado oposto numa parede, um panfleto colado.

    "ESPIÃ DE THAY"

    Era o título do papel. Uma repentina onda de raiva veio na sua mente ao ver aquilo, rapidamente arrancou o panfleto da parede e o rasgou nas suas mãos. Era um inferno aquilo, justamente ela que tinha lutado contra os magos ser acusada de ser aliada a eles?

    Tentou esfriar um pouco a sua cabeça caminhando de volta ao seu templo. Não demorou muito para que chegasse lá. Na casa de Philares já não teve nenhuma dificuldade foi direto até o administrador falar com ele para acompanha-la até a catedral para poder ser liberada para ir atrás do seu pupilo.
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    Re: II - O Comércio de Escravos

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