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    Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

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    Aythusa
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    Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Aythusa em Seg Abr 25, 2016 11:51 am

    Era um dia quente, e a poeira das estradas subiam com o passo apressado dos cavalos e carroças que seguiam viagem rumo à cidade de Cygnar.
    Harland Wicked, com cascudo, corria pela estrada quente fazendo ainda mais poeira subir enquanto o casco de seu garanhão resoava no solo.

    À sua frente, haviam mais dois cavaleiros.
    O da sua esquerda era um homem forte e grande, cheio de músculos e cicatrizes por todas as suas costas. Montava um cavalo tão grande e veloz quanto fosse possível. O animal que ele montava possuía o quadril largo e era um macho vigoroso de cor marrom e vastas crinas negras.

    À frente, a direita tinha um outro homem forte, mas mais esguio que o outro e aparentemente mais ágil. Seu sobretudo marrom estava empoeirado e dançando com o vento da corrida de sua égua malhada. Seus cabelos longos e escuros estavam presos enquanto ele trotava com seu animal.

    No meio dos dois havia uma carruagem, sendo puxada por dois cavalos, que tentavam ganhar velocidade suficiente para escapar do trio mercenário que os estava ameaçando.
    O homem que conduzia os cavalos era um homem de meia idade, com a pele queimada do sol e um longo cavanhaque. Ele bradava incitando os animais a correrem mais depressa, antecipando o que os homens poderiam fazer, caso conseguissem capturar a carruagem.

    Harland não conseguia ver quem estava dentro da carruagem, mas sabia que uma de suas parceiras naquele trabalho, uma mulher astuta e mordaz, estava com a filha de um homem poderoso que devia dinheiro à companhia mercenário que contratara Wicked e o trio há uma quinzena atrás. A criança estava seria cativa até que o serviço da companhia fosse acertado, mas isso era tudo o que Wicked sabia.
    E também sabia que o pagamento lhe renderia muito bem.

    A estrada estava deserta e à volta havia a floresta que se projetava alta e densa.
    Harland sabia que, para capturarem a jovem seria preciso diminuir o ritmo dos cavalos que a carruagem.
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Elminster Aumar em Ter Abr 26, 2016 9:54 pm

    A adrenalina, fruto da perseguição em alta velocidade, pulsava em Harland Wicked. Ele tinha um trabalho para fazer, e faria de tudo para cumpri-lo, mas aquele momento... aquele momento era um deleite às sensações do pistoleiro. Toda a poeira erguida pela passagem da carruagem e dos seus comparsas à frente vinha em sua direção, mas isso não era um problema. A máscara de pano que ele possuía protegia-lhe o nariz e a boca. O chapéu, amarrado por uma fivela de couro, estava seguro sobre a sua cabeça, embora ele balançasse muito com o vento. Harland sorria enquanto atiçava as rédeas contra o lombo de Cascudo, e o tapa-olho às vezes se erguia com a velocidade empregada, revelando a cicatriz que marcara o início de sua fase adulta.

    O pistoleiro agora se concentrava em se aproximar o máximo possível da retaguarda da carruagem. Ele tinha que fazê-la diminuir a velocidade, e para isso Harland pensou em atirar contra uma das rodas, tentando estourá-la, mas o risco era enorme se a carruagem tombasse, pois poderia causar algum ferimento mortal em quem estava lá dentro, e essa não era a intenção do pistoleiro.

    - Vamos, vamos!

    O pistoleiro gritava palavras de incentivo, se à sua montaria, aos seus comparsas ou a ele próprio, era difícil saber. Com as duas mãos nas rédeas de Cascudo, ele o conduzia a cada vez mais se aproximar do seu alvo, até que chegasse próximo o bastante para que ele pudesse guiar a sua montaria para que ela se colocasse lado a lado da carruagem. Ele pediu passagem para o comparsa que estava à frente.

    - Vá para a retaguarda, deixa que eu fico com este lado!

    Quando ele conseguisse se emparelhar com a carruagem, Harland soltaria uma de suas mãos da rédea de Cascudo e tentaria se segurar em algum suporte da carruagem, talvez na própria janela. Qualquer base com que ele pudesse se apoiar seria o suficiente. A sua ideia era usar esse apoio para quando ele desmontasse de sua montaria, ficando assim agarrado à carruagem em movimento. Como parte de sua ação, ele livra-se de um dos estribos da sela e apenas aguarda o melhor momento para efetuar a "troca de veículo".
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Aythusa em Qua Maio 04, 2016 8:11 pm

    Harlando acelera Cascudo para um trote mais intenso, ele sussurrava para seu animal, assim como dava comandos ao seu companheiro, mas assim que o homem que conduzia a carruagem o avistou se aproximando, soltou um xingo alto e chicoteou o mais forte que pôde o lombo dos animais à sua frente, fazendo-os correr mais rapidamene.

    Wicked tinha alcançado a lateral da carruagem, mas Cascudo estava com dificuldade de manter-se na velocidade certa. O companheiro corpulento de Harland havia ido para trás conforme a instrução do pistoleiro, e agora assistia à proeza de Wicked com Cascudo, o animal que estava perdendo velocidade gradativamente, até ficar novamente na parte de trás da carruagem, porém ainda próximo dela.

    Mas a perda de velocidade não fez o pistoleiro esmoecer de seu plano. Ele se inclinou, jogou o peso para um dos lados da cela e, em um salto bem calculado, conseguiu efetivamente pular para a carruagem, que balançou com o impacto de seu peso. Ele segurou-se nas ferragens da janela e moveu os pés até firmar-se em alguma protuberância que o desse um pouco mais de equlíbrio e a encontrou: era uma espécie de degrau que ficava na pora da carruagem para que pudessem adentrá-la com mais facilidade.

    Agora, Harland Wiked podia seguir com o plano.
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Elminster Aumar em Sex Maio 06, 2016 11:22 am

    A carruagem quase lhe escapara. Quase. Cascudo era um cavalo forte, imponente, que possuía cicatrizes de guerra e uma crina desarrumada que dava-lhe um aspecto rebelde. Mesmo quando o pistoleiro soltou um dos estribos e aumentou o seu peso sobre a lombar do animal, Cascudo conseguiu se manter firme tempo o suficiente para que ele, Harland Wicked, o salteador mais temível daquela e muitas outras estradas, conseguisse saltar e se segurar na lateral da carruagem em movimento.

    - Uoou! - por um momento ele pensou que sua mão tinha escorregado do apoio da janela, mas quando percebeu que havia conseguido realizar a sua manobra arriscada com sucesso, o alívio foi inevitável e instantâneo. - Muito bem meu amigo, agora deixa o resto pro papai aqui.

    Harland colocava os seus pensamentos em ordem com incrível rapidez após aquele surto de adrenalina com o salto, e a primeira coisa que ele fez foi colocar a mão no coldre de sua pistola na cintura. Ele deu uma olhada pela janela, caso ela estivesse aberta, para ver quem estava em seu interior, e depois ele saca a arma. Mantendo-se apoiado numa das mãos, o pistoleiro tenta se mover para a frente da carruagem, onde estava o cocheiro. Erguendo a sua pistola bem convidativa a uma intimidação, Harland gritou:

    - Pare com esta carruagem agora, ou eu estouro os seus miolos!

    Harland ia dar apenas uma chance ao cocheiro. Se ele se mostrasse mais burro que a maioria das pessoas, o pistoleiro não teria opção a não ser tomar alguma medida mais drástica.
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Aythusa em Sex Maio 13, 2016 9:19 pm

    Harland se esgueirou pela carruagem e, quando passou pela janela para ver melhor quem estava dentro, conseguiu ver que sua companheira estava com uma criança aparenemene dormindo. Wicked supôs que sua companheira, infiltrada, era a responsável pela menina dormir no meio daquele tumulto.

    Deu mais um passo até chegar perto o suficiente do cocheiro para apontar sua pistola para o homem e bradar seu desafio.
    Por um momeno o homem pareceu que ia jogar a carruagem para o lado, tentando fazer com que o salteador se desequilibrasse e caísse, mas ao olhar para os lados possíveis, viu que os companheiros de Wicked esavam a postos, paralelamente, com as respecivas armas a vista.Por isso cedeu:

    - Por favor, não senhor! Não me mate...e-eu tenho uma filha pequena... por favor, senhor...

    Um dos homens, companheiro de Harland, gritou:

    - Pare de choramingar, ou eu mesmo atiro em você! Pare isso agora, seu velho!

    Dito isso, o homem começou a desacelerar os cavalos e, enquanto a velocidade diminuía gradativamente, Harland ouviu duas vozes femininas de dentro da carruagem...

    A menina havia despertado. A verdade, ela era uma jovem muio bela, no auge de seus 16 anos, uma boa idade para se casar... Harland conseguiu ver pela janela os cabelos negros, a pele branca, olhos verdes e uma cintura fina presa firmemente com um espartilho preto.....

    A carruagem parou, finalmente.
    Um dos homens escoltou o cocheiro para que ele não tenasse nenhuma besteira enquanto outro  vigiava a estrada.
    Elminster Aumar
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Elminster Aumar em Seg Maio 16, 2016 11:13 am

    Harland guardou a pistola no coldre quando a carruagem foi estacionada à beira da estrada. Ele puxou o pano que cobria-lhe a boca para baixo, revelando seus lábios ressecados. O pistoleiro tirou o cantil envolta do pescoço para beber alguns goles daquela gloriosa água, ainda que estivesse quente. Ele limpou a testa do suor com as costas da mão, se aproximou de Cascudo para lhe fazer um carinho pelo bom trabalho, lançou um olhar feio em direção ao cocheiro por ter demorado a parar os cavalos e só então foi até a carruagem.

    É uma criaturinha bonita, pensou Harland ao ver pela primeira vez a cativa. Ele acenou para a sua companheira, como que pedindo licença. Se ela desse, ele tomaria o seu lugar no assento da carruagem ao lado da garota, mas evitando chegar muito próximo a ponto de encostar qualquer parte do seu corpo no dela.

    - Fique calma, você está segura agora. Como posso chamá-la?
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Aythusa em Qui Maio 19, 2016 9:19 pm

    Júlio Vernes, o homem esguio que acompanhava a carruagem à esquerda estava junto de Karl Hughes, um homem imenso que esava a direita na perseguição da carruagem. Ele estava ainda montado em seu garanhão corpulento bebendo de seu cantil. Era possível ver a cicariz que lhe cruzava a bochecha direita, funda e deformada.
    Vernes era um mercenário que gostava do sabor de sangue e da adrenalina correndo em suas veias. Sabia atirar, conhecia os mistérios da pouca magia ainda existente e, principalmente, sabia como conseguir as informações pertinentes no momento propício.

    Enquando Hughes era um homem sem passado, sem família. Ele costumava dizer que a história de um homem era a sua fraqueza, e por isso ele matara a sua com sua espada. Era um hmem amargo, carrancudo e soturno, pronto a explodior a qualquer momento. Por isso trabalhava como mercenário na companhia: o trabalho lhe acalmava os ânimos.

    Os dois homens estavam colhendo informações do pobre e amedrontado cocheiro enquanto Wicked adentrava a carruagem assim que sua terceira companheira, Charllote Turner lhe dera passagem. Ela saíra da carruagem para deixar os dois a sós para conversarem denro da carruagem.

    Charllote era uma mulher elegante e bela, porém inha uma mene afiada e uma língua cruel. Sabia manipular quase todas as pessoas que quisesse, e poderia vencer uma briga com um sorriso dado na hora certa, junto com o olhar certo para o momento. Sra. Turner era como costumavam chamar-lhe em Cygnar, porém em cada cidade ela era conhecida por um nome. Sra. Green Harlow, a viúva de um poderoso comerciante que morrera em um misterioso assalto. Era Srta. Fallow White, uma mulher poderosa que eseve presente em reuniões de guerra, contando com a sua confiança e astúcia para prever os movimentos dos inimigos. Era Srta. Moore Baker, uma mulher que se infilrava nas câmaras dos conselhos de algumas organizações espalhadas pelo continente... E, eventualmene, era apenas Carmen, a dona de um prostíbulo.
    A verdade é que ninguém sabia o seu verdadeiro nome. Somente seus longos e ondulados cabelos ruivos eram o destaque destre todos os papéis que atuava em toda Immoren.

    Entretando agora era com Emma Griffiths com quem ele falava agora, a menina que eles capturariam e enregariam sob custódia da companhia mercenária até que seu pai, Lorde Griffiths, pagasse à companhia o que ele devia.
    Quando Harland se aproximou da jovem, ela se assustou por estar sozinha com um homem na carruagem, chamou por Charllote, mas a mulher simplesmente a ignorou fingindo não poder ouví-la.

    - Pode me chamar de Srta Griffihs, senhor....?

    Perguntou a menina, assim que Wicked sentou-se e fechou a porta da carruagem para poderem conversar em particular. Ele pôde sentir o perfume de jasmim que a menina exalava – como todas as vítimas que a Srta Turner enganava – e observou os olhos verdes-mel encherem-se de pavor com a sua aproximação.
    Mesmo assim  ela sentou-se, arrumando os longos cabelos negros, prostrando-se como uma dama na frene de um homem.
    Teve o cuidado de apresentar uma voz calma, apesar da sua mão tremer nervosa, pousada sob o vestido branco.

    Não olhava para Harland, apenas mantinha o olhar em um ponto fixo a sua frente. Não havia nada ali, mas parecia que encarar este ponto lhe dava mais coragem.
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Elminster Aumar em Dom Maio 22, 2016 10:34 pm

    Enquanto Júlio Vernes e Karl Hughes estavam cuidando do cocheiro do lado de fora, o pistoleiro acomodou-se na carruagem com a garota que disse seu nome: Griffihs. Aquele nome não significava nada para Harland Wicked, e por que deveria? Ela era uma menina de nascimento nobre provavelmente, ou no minimo, filha de um ricaço. O pistoleiro nunca conheceu muito sobre este lado da sociedade. O seu lugar era nos bairros pobres, nas tavernas baratas e na poeira da estrada.

    - Wicked. Harland Wicked é como me chamam.

    Harland não estendeu a mão para cumprimentá-la. Ele queria evitar qualquer contato físico com aquela garota. Mexer com a filha de alguém importante era a última coisa da lista de necessidades do pistoleiro. Por um momento, o silêncio se fez presente. Harland estava avaliando a garota, e ao mesmo tempo, ele não sabia como prosseguir. Ele tinha medo que o seu jeito normalmente grosseiro pudesse amedrontá-la, então ele ficou um tempo apenas observando o curioso comportamento da menina.

    - Srta Griffihs, acredito que nós vamos ficar um tempo parados neste ponto da estrada. Você tá com sede? Com fome? Posso pedir para Charllote buscar algo para você... - Harland tentou dar um sorriso para acalmá-la, mas fazia tanto tempo que não dava um, que mais deve ter parecido um esgar medonho. Harland torceu para ela não tivesse notado. - É só pedir que providenciaremos para a Srta.
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Aythusa em Sex Maio 27, 2016 4:16 am

    A jovem olhou de soslaio quando Wicked se apresentou e deu um leve aceno de cabeça, como uma cortesia de etiqueta. Continuava sentada com as costas bem eretas olhando para um ponto qualquer da parede à sua frente.
    O ouviu oferecer água e citar o nome de Charllote e endureceu a boca, como se tivesse engolido algo azedo. Em nenhum momento reparou na tentativa de sorriso de Harland:
     
    - Aceito a água, senhor. O dia está quente. – disse com uma cortesia e gentileza claramente fingida.
     
    - Eu gostaria... – disse, em um tom ríspido tentando ocultar sua cólera crescente – o que querem comigo e por que essa mulher...perdoe-me, senhorita Turner, fingiu ser próxima a mim até mesmo nos salões de meu pai?
     

    Pela primeira vez ela virou-se para Harland. Seu corpo continuou contraído numa tentativa precária de não demonstrar o quanto a situação a enraivecia. Era apenas uma garota, mas naquele lugar era mulher suficiente para impor-se mais que uma criança, menos que uma mulher casada, porém tão imponente quanto a filha de um lorde como o era.
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Elminster Aumar em Qua Jun 01, 2016 8:47 pm

    Quando a jovem disse querer água, Harland, sem pensar, tirou o seu próprio cantil enrolado no pescoço para oferecer-lhe. Ele se arrependeu do gesto dois segundos mais tarde, pois raciocinou que isso devia ser algo nojento para a filha de um lorde, mas já era tarde demais para voltar atrás. Se ela de fato recusasse o cantil, ela ficaria sem a água.

    - A Srta Turner - disse o pistoleiro, estranhando estar chamando dessa forma a sua companheira de estrada - só quer o seu bem. Alias, todos nós queremos. O homem que estava conduzindo a carroça queria levá-la a uma cidadezinha no interior para vendê-la como uma escrava.  Claro, o pobre coitado não tem culpa; culpado é quem o pagou para fazer isso, e isso nós ainda vamos descobrir.

    Harland começou a inventar a primeira história que passou pela sua mente. Que opções ele tinha? Dizer que eles estavam sequestrando-a não era algo que a deixaria tranquila e, principalmente, quieta.

    - Escute, menina... hã... Srta Griffiths... nós vamos levá-la de volta à sua família. Só tenha um pouco de calma, ok? Fique aqui dentro, não saia da carruagem por motivo algum, você estará correndo riscos se fizer isso. Me entendeu? - Harland esperou algum sinal positivo da jovem, depois repetiu de forma ainda mais contundente: - Fique aqui.

    O pistoleiro desceu da carruagem, fechando a porta da mesma, e se dirigiu à Charlotte com certa contrariedade em sua expressão.

    - Eu não sei o que fazer com aquela menina, Charlotte. Talvez devêssemos dopá-la até que a situação esteja resolvida. Quanto tempo ficaremos com ela? - Ele avistou o cocheiro sendo interrogado por Júlio e Karl, e fez uma nova pergunta para Charlotte: - Eles conseguiram qualquer informação que possa ajudar a resolver o caso mais rapidamente possível?
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Aythusa em Sex Jun 10, 2016 1:48 am

    Wicked ofereceu a água de seu próprio canil para a jovem, que surpreendentemente aceitou sem hesitar. Bebeu um bom gole enquanto o ouvia falar e depois lhe devolveu o cantil com um aceno de cabeça, agradecendo.
     
    Ele explicou o que acontecia e o perigo que ela corria. Quando ele lhe contou que seria vendida como escrava, ela estremeceu. Acreditou em Harland, porque não tinha motivos para desconfiar de Charllote e, até o momento, o homem lhe fora bondoso... e talvez só quisesse que ela fosse socorrida, por isso invadiu a carruagem.
     
    - Ficarei aqui.
     
    Disse por fim. Não havia muito o que dizer, mas parecia abatida de repente.
    Enquanto Wicked saia da carruagem a procura de Charllote, ela disse-lhe gentilmente:
     
    - Obrigada... por me ajudar.
     
    Fechou a porta da carruagem e depois procurou sua companheira, que estava acariciando os cavalos que puxavam a carruagem que estava a menina.
    Ao ver Wicked se aproximar, afastou-se dos animais para que a jovem não pudesse ouvi-los do lado de dentro.
     
    - Se quiser, posso dopá-la. É algo fácil a se fazer... Tem certeza que não a quer desperta? Pode ser útil acordada... Pessoas acordadas falam, e podem revelar segredos que não consegui dentro da corte de seu pai. Ficaremos com ela até terminarmos o serviço e entregá-la ao Chefe.
     
    Era comum Charllote pensar sempre no benefício que alguém poderia trazer soltando algumas coisas imprudentes. Ela gostava de ter informações e sempre dizia que segredos valiam mais que moedas nos reinos.
     
    - Eles? Ah, conhece Hughes e Vernes... são quase tão incompetentes quanto você. – brincou a mulher. Ela costumava ter o veneno na língua e seu humor era sempre sombrio – O homem não sabe de nada, essa é a boa notícia. Podemos matá-lo agora antes que ele saia por aí contando o que fizemos?
     
    Dito isso, ela arrumou o chapéu de Wicked que estava torto e sorriu:
     
    - O que disse à garota?
     
    Ela precisava saber para manter seu papel com a garota, quer ela fosse dopada quer não.

    Afinal eram 5 dias de viagem até o acampamento da companhia que os contratara.
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Elminster Aumar em Sex Jun 17, 2016 11:04 pm

    A gentileza e educação da menina impressionou Harland, mas apenas em parte. Na teoria ele imaginava como era o comportamento de uma filha de um lorde, mas na prática... Harland não estava acostumado a lidar com pessoas educadas em sua vida. Com Charllote, o pistoleiro se sentia bem melhor mesmo não confiando nenhum pouco em sua parceira de crime. Após ouvir os argumentos de Charllote sobre dopar a garota, Harland se desfez da ideia.

    - Você tem razão. Prefiro ela acordada. Ela nem me deu muito trabalho lá dentro e... bem... acho que ela acreditou na historinha que contei. - Em seguida o pistoleiro riu quando Charllote falou da incompetência de Hughes e Vernes, e discordou sobre matar o cocheiro. - Eu não sou um assassino, Charllote. Não com o sujeito assim, detido. Podemos deixá-lo amarrado em alguma árvore antes de retomarmos a viagem de volta. Tenho certeza que alguém vai achá-lo antes dele morrer de fome e o libertará. Com sorte já estaremos bem longe quando isso acontecer.

    O pistoleiro viu Charllote arrumar a aba de seu chapéu, e quando ela fez isso, Harland passou um braço por volta de sua cintura e a puxou para mais perto dele. Ele queria sentir de perto o seu cheiro.

    - Você fica bem como Srta Turner - elogiou o pistoleiro, e era um elogio sincero. Ela provavelmente devia estar usando algum perfume. Ainda com o braço atrás da cintura de Charllote, ele prosseguiu: - Eu disse à garota que somos os bonzinhos aqui. Você continua sendo a Srta Turner, e eu, o Hughes e o Vernes viemos resgatá-las do cruel cocheiro que queria levar a Srta Griffiths até a próxima cidade para vendê-la como escrava. E agora eu prometi que vamos levá-la de volta para casa. - Harland puxou Charllote um pouquinho para mais perto dele, seus corpos quase colados, o rosto de Harland um palmo acima do de Charllote. - Foi uma história convincente? - perguntou, sem saber exatamente por que perguntara aquilo.
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Aythusa em Sab Jul 02, 2016 3:09 am

    Assim que Charllote ouviu o argumento de Harland sobre não matar o cocheiro por não ser um assassino, ela sorriu e disse-lhe em um tom zombeteiro:

    - Ora, meu caro… Você pode não ser um assassino, mas tenho certeza que há outros que podem fazer esse trabalhinho sujo…

    E deu uma risadinha. Wicked não tinha certeza se ela se oferecera para matar o homem ou se referia a Hughes e Vernes. Independente disso ela aceitou a ideia dele de amarrá-lo e não falou mais a respeito: o homem era um inútil para ela.

    Quando ele a abraçou primeiro pela cintura e a elogiou, ela apenas o encarou.
    Seu olhar era inquietante e poucos homens conseguiam sustentá-lo por mais de 3 segundos, e Harland era um desses homens.
    Talvez, por isso, ela o respeitava. Se é que ela realmente poderia respeitar alguma pessoa que não fosse ela mesma.

    - Tenho certeza que pode pensar em outras formas em que eu “ficaria bem”…. - provocou o saqueador.

    Ele podia sentir o cheiro de seu perfume, sentia as fitas que amarravam seu corpete nas costas enquanto lhe contava a história que contara a jovem.
    Em seguida lhe puxou para mais perto, fazendo-a recuar o rosto um pouco.

    - Foi convincente o suficiente para aquela pirralha mimada, Wicked. Parabéns… - disse, afastando-se dele e livrando-se de seu abraço. Simplesmente não gostava de brincar sem um serviço estar completo – você sabe enganar uma criança.

    Nesse instante ela assoviou alto fazendo com o Hughes e Vernes a olhassem e soltassem a gola do pobre homem que eles importunavam.

    - Amarrem essa criatura em algum lugar longe da estrada…
    - ela fez uma pausa e depois continuou - … longe o suficiente para não o ouvirem gritar daqui da estrada. Temos que ir andando antes que algo pior aconteça.

    A menina dentro da carruagem não a ouvira falar com Hughes e Vernes, mas ouviu o assovio dela repentino e deu um pequeno grito de susto.
    Mas Charllote logo foi para dentro da carruagem a tranquilizar, alimentando-a e conversando com ela sustentndo a história de Harland.

    Nesse intervalo de tempo, Vernes chamou Harland e falou-lhe baixo enquanto Hughes arrastava o homem para dentro das árvores:

    - Hey...chefe. O que faremos com as duas? Podemos levar a carruagem, mas daí alguém teria que se fazer de cocheiro e eu não estou interessado nisso, acredito que nem você.

    Ele fez uma pausa contendo um risinho e depois fez uma piada qualquer sobre Hughes, o brutamontes todo cheio de cicatrizes, ser o cocheiro da carruagem da jovem.

    Após as risadas passarem, ele sugeriu:


    - Eu posso dar o meu cavalo para a menina, se ela souber o que fazer com ele. Eu e...a… Qual é o nome dela dessa vez? Maldita seja essa mulher… nunca recordo o nome que está usando. Enfim, a quem-quer-que-seja e eu podemos pegar os cavalos que estavam levando a carruagem… O que acha, chefe?


    Perguntou ele, inquieto.
    Era um homem com muita energia, pensamentos rápidos uma lógica habilidosa para o combate.
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Elminster Aumar em Dom Jul 03, 2016 10:39 am

    Harland sorriu ao ouvir a provocação de Charllote e depois viu ela se afastar e chamar os outros dois comparsas para amarrarem o cocheiro. Em seguida Vernes chegou até ele para saber o que fariam com a carruagem e as mulheres.

    - Não, não, não - Harland rejeitou de cara entregar um cavalo para a filha do lorde, balançando a cabeça enquanto repetia as palavras. - Ela não pode ir montada sozinha num cavalo, por mais que saiba cavalgar. Não podemos correr qualquer risco de perdê-la. Ela tem que ir num cavalo junto com Charllote, em quem confia, ou junto a mim, que pode protegê-la melhor de possíveis perigos na estrada.

    Harland levantou a aba do seu chapéu, pôs a mão direita na cintura perto do coldre da arma e se virou pro horizonte na direção em que tinham que ir. Depois deu uma olhada envolta de todo o perímetro, procurando algo.

    - Temos que arranjar um lugar para esconder a carruagem. Melhor dizendo, você que tem. Faça isso enquanto eu falo com o cocheiro. Qualquer barranco de terra deve servir.

    Após isso, o pistoleiro se encaminhou até Hughes e o dispensou apenas lhe lançando um olhar. Harland queria ficar a sós com o cocheiro por alguns instantes. O pistoleiro andava lentamente, numa postura confiante e imponente. Ele não mataria o pobre coitado que só estava fazendo o seu serviço antes de ser atacado... mas aquele homem não precisava saber disso. Harland sacou a pistola e se agachou onde o cocheiro estava. Botou o cano da arma em sua orelha.

    - Eu poderia matá-lo agora e acabar com todas as minhas preocupações no futuro - disse o pistoleiro aos ouvidos do homem. - Mas eu não quero sujar as minhas mãos, muito menos gastar uma bala de minha arma. O dinheiro não anda abundante nesse canto do mundo, sabe como é. E imagino que você queria manter essa sua vida miserável. Não quer? - o pistoleiro apertou a arma contra o ouvido do homem e esperou ele confirmar três vezes antes de parar de fazer força. - Iremos amarrá-lo numa árvore à beira da estrada. Veja bem, seremos gentis com você no final de tudo. Em dois ou três dias no máximo alguém há de passar por aqui, ver você amarrado e ir socorrê-lo. Já nós estaremos longe deste ponto da estrada, porém... - Harland se levantou, guardou a arma de volta no coldre e encarou o sujeito de cima para baixo. - Se você abrir essa sua boca de merda para falar de nós, eu vou caça-lo a você e a toda a sua família até o dia de minha morte.

    Dessa vez Harland não esperou uma confirmação do homem. Ele simplesmente ergueu o pé e deu-lhe uma solada na cara, para desmaiá-lo.
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Aythusa em Sex Jul 08, 2016 3:23 am

    Quando Vernes ouviu sobre a menina ir montada junto com alguém, cresceu um sorriso malicioso em seus lábios, que foi logo ofuscado pelo que Harland disse que ela seguiria com Charllote ou com   ele. Enciumado, devolveu a frase de Wicked com um trocadilho sobre o trote do cavalo com a jovem à frente do salteador.
    Após rir da própria piada, ele comenta:

    - Temos cinco cavalos, mas apenas quatro serão montados. Talvez possamos levar o outro e vender em alguma cidade… Ou levar até a companhia e ver o que conseguimos com ele, o que acha?

    Vernes tinha o hábito de pensar sempre no lucro de qualquer coisa que encontrasse e pudesse levar. Não seria surpresa se ele já houvesse saqueado o pobre homem que conduzia a carruagem.

    Ao ouvir a próxima ordem de Wicked, ele montou onde o cocheiro conduzia a carruagem e gritou:

    - Saim daí de dentro, donzelas – disse a última palavra com sarcasmo cômico, afinal Charllote era qualquer coisa menos uma donzela, e zombava da ideia da pequena lady não o ser.

    Após um breve instante, as duas saíram da carruagem, Lady Grifiths abriu uma delicada sombrinha preta em formato redondo, com rendas e lindos bordados, para que pudesse proteger sua pele alva do sol. Charllote fez um aceno para Vernes e ele logo estalou as guias dos cavalos fazendo a carruagem se mover.

    Quando Charllote viu que Wicked ia para onde estava Hughes e o cocheiro, afastou a menina guiando-a para uma macieira onde acabaram vendo um esquilo correr por entre os galhos.
    Distraída, a menina não ouviu o que Harland falava ou fazia com o cocheiro.

    Hughes saiu de perto do pistoleiro assim que se viu dispensado. Ficou aborrecido de não poder mais apavorar o homem. Ele saiu e foi cuidar de seu cavalo, alimentando-o um pouco e verificando o cavalo de Vernes também. Encontrou um pequeno brasão de ouro preso na cela do cavalo de Júlio e sorrateiramente a pegou e guardou.

    O cocheiro já estava bem apavorado graças a Hughes, e o trabalho de Harland foi bem mais fácil graças a isso… Assim que ele viu a arma começou a gritar apavorado:

    - Sim, sim, siiiim senhor, só não me machuque, e-eu tenho família, minha esposa está grávida, e … e eu não posso, por favor…

    Foi interrompido com o restante da fala de Harland. O homem começou a chorar e soluçar quando soube que não seria morto.

    - O-obrigado senhor… é muita gentileza… e-eu não vou falar nada, eu juro. Obrigado, OBRIGADO pela sua misericórdia….

    E foi silenciado com o chute que Harland deu na cara do homem, fazendo-o ficar tonto.

    Nesse momento Hughes voltou, deu-lhe um outro soco e sorriu para o pistoleiro:

    - Eu queria a muito tempo fazer isso…

    O homem fora desmaiado após o golpe de Hughes. Desacordado, o homem o colocou em seu ombro e o carregou para dentro da floresta com uma corda na outra mão falando para Wicked:

    - Eu cuido desse aqui… vamos cair fora desse lugar ... rápido. Essa poeira me dá coceira....argh

    E nisso desapareceu com o homem na pequena mata que flanqueava a estrada.
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Elminster Aumar em Sex Jul 08, 2016 10:16 pm

    Harland estava chegando a conclusão de que não gostava de Vernes. Suas piadas não tinham graça e a sua cobiça ainda o levaria a ruína, se não levasse todo o resto do grupo junto. Antes dele ter ido de encontro ao cocheiro, ele respondeu à pergunta de Vernes com um certo traço de irritabilidade.

    - Despacharemos o cavalo imediatamente. Não temos tempo a perder cuidando desse animal. Solte-o e deixe-o seguir o seu rumo.

    O pistoleiro agradeceu internamente quando se viu livre de Vernes, e mais ainda quando Charllote levou à garota para o outro lado em que ia Harland. Finalmente Harland e o cocheiro tiveram uma conversa franca. O pistoleiro achou que o pobre homem havia entendido bem às suas ameaças. Ele foi resistente ao não cair com o seu chute, mas Hughes chegou em seguida para finalizar o trabalho de desmaiar o homem.

    - Bom trabalho - disse Harland, dando palmadinhas no ombro do grandalhão enquanto ele jogava o cocheiro desacordado sobre os seus ombros. A cena fez Harland lembrar de quando ele carregava sacas pesadas de trigo para ajudar o seu pai na fazenda. Ele riu da associação que fizera, e, antes que Hughes tivesse entrado na mata, disse: - Não deixe o homem muito longe da estrada. Quero que alguém que esteja passando por ela seja capaz de ouvir os seus gritos de socorro.  

    Dito isso, o pistoleiro virou às costas e foi até onde estava a Charllote e provavelmente a menina.

    - Está praticamente tudo pronto para a nossa partida. As senhoritas estão prontas? - Ele não sabia se a palavra "senhoritas" estava empregada de modo correto, mas tampouco se preocupou com aquilo. Ele queria voltar para a companhia, entregar a garota e pegar o dinheiro da missão.
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Aythusa em Sex Jul 15, 2016 7:29 am

    Vernes ouviu a ordem de Wicked enquanto caminhava para a carruagem, e estava visivelmente irritado pela perda financeira que o salteador lhe gerou proibindo-lhe de vender o animal. “Perdê-lo” era como jogar dinheiro fora para Júlio, porém não discutiu com Wicked que era o líder da missão. E confrontá-lo poderia lhe gerar problemas com a companhia mercenária depois, impedindo-o de pegar outros trabalhos com más indicações da parte do pistoleiro.

    Hughes, por sua vez, era uma pessoa mais simples. Músculos grandes e ambições pequenas. Ele se contentava em fazer o seu trabalho, desde que nunca ficasse na liderança. Tinha muitos anos na companhia mercenária, de fato um dos mais velhos de lá.
    Ele respondeu à última instrução de Harland com um grunhido e nada mais.

    Quando foi até a Sta. Grifiths e a Sta. Turner lhes questionar sobre estarem prontas, a jovem se adiantou com um sorriso tímido, como se tivesse se apegado ao seu “salvador”, no entanto antes que ela dissesse qualquer coisa, foi Charllote quem falou com ele:

    - Estamos prontas, Senhor Wicked. Assim que desejar partiremos com o senhor.

    A menina silenciou-se de qualquer vontade que tinha de lhe dizer alguma coisa depois de Charllote falar.

    Assim que Vernes voltou, mau humorado, todos subiram em seus devidos cavalos e seguiram viagem até a companhia.

    (Off: Caso deseje, pode interpretar algo durante os dias que se passariam até chegar na companhia. Fique a vontade. Senão eu sigo com o jogo até o momento em que chegam na companhia).
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Elminster Aumar em Sex Jul 15, 2016 9:16 pm

    Ao ouvir a confirmação de Charllote, o pistoleiro deu uma última volta pelo local para se certificar de que todas as suas ordens foram cumpridas. Isso significava que a carruagem deveria estar bem escondida e o cocheiro deverias estar amarrado a uma árvore perto da estrada. Ele próprio se dirigiu ao cavalo que estava sem quem o cavalgasse e lhe deu um tapa em sua enorme anca para que ele tomasse o destino contrário pelo qual eles estavam indo.  

    - Vamos embora, então. Que a estrada seja boa e o vento favorável.  

    Harland montou em Cascudo, aprumando-se em sua sela de couro e pegando nas rédeas de sua confiável montaria. Fez um carinho em sua longa crina preta antes de iniciarem a viagem. Ele seguiria na frente do grupo, com Charllote e a menina logo atrás dele enquanto Hughes e Vernes se revezariam na retaguarda. Durante toda a jornada, ele falaria o menos possível com a menina, a não ser que ela o procurasse. Ele tinha medo que ela acabasse por descobrir à sua origem humilde, e por isso, passasse a se sentir insegura. Harland confiava plenamente à Charllote o papel de fazer com que a garota continuasse acreditando na história que foi contada a ela, mas todo cuidado era pouco.

    Durante às noites, ele era o que ficava mais tempo acordado fazendo a vigília na estrada. Ele dormia pouco e acordava em mau humor, mas era só pensar na recompensa que viria logo mais que o sol parecia brilhar mais forte e o ânimo voltava. E foi assim até chegarem aonde estava a Companhia.
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Aythusa em Seg Jul 25, 2016 7:46 pm

    Os dias que se seguiram foram relativamente tranquilos. Não houveram imprevistos, acidentes, perseguições ou algo que desmentisse a história de Wicked, ao não ser algumas perguntas que a jovem Grifiths fazia sobre o destino deles, o que era um "lugar seguro" de que tanto ouvia e questionava avidamente sobre poder ou não mandar uma mensagem para seu pai informando-lhe de seu infortúnio.

    Era Charllote quem normalmente controlava a situação e fazia com que a menina pensasse em outras coisas. Eventualmente, quando as perguntas da menina a cansava ou ficavam ousadas demais, ela simplesmente drogava a menina com uma mistura simples que carregava, misturando-a com sua água ou vinho, fazendo-a dormir ou simplesmente ficar confusa demais para lembrar do que falava.

    Quando chegaram a cerca de 700 metros do acampamento da companhia, um batedor veio falar com Wicked secretamente durante a noite, para adiantar sua chegada ao líder da companhia.Harland explicou-lhe que o serviço estava feito.
    Esperaram ali aquela última semana, Charllote mais carinhosa do que todos os outros dias, dera abrigo e muito mais atenção à menina e suas histórias. Serviu-lhe o melhor pedaço de queijo e pão que tinham e dividiu seu melhor vinho. Harland sabia que aquilo era porque seria, possivelmente, a última boa refeição dela por muito tempo... Os "hóspedes" da companhia não era bem tratados, nobres ou não. E certamente não tinham amigos.

    Na manhã do dia seguinte, Charllote foi com a menina buscar algumas flores que cresciam ali perto, enrolou o cabelo dela com as flores e cuidou de guardar as jóias que a menina usava, dizendo que não precisava daqueles ornamentos com as flores em volta de si.

    Foram com os cavalos até o encontro de outros 5 homens, todos membros da companhia.
    Harland os cumprimentou e assegurou à Grfiths que ela poderia ficar tranquila, que eram amigos dele. Vernes deu um risinho quando ouviu Harland mentir tão descaradamente, no entanto, apesar da suspeita quase certa da jovem nobre, ela já não podia fazer nada por sua segurança, olhou para Charllote que a puxou pela mão.

    Adentraram um acampamento imenso. Nele era possível ver várias cabanas pequenas, levemente ornamentada com teccidos marrons, bege ou vermelho. Elas ficavam nas laterais do acampamento e, ao longo de todo o centro, haviam rodas de pedras onde eram acendidas as fogueiras a noite. Alguns homens e mulheres levavam os cavalos para comer, arrumavam suas coisas para partirem, alguns acenderem algumas fogueiras e faziam o desjejum, outros açavam batatas nas brasas que foram apagadas após a noite.
    Haviam algumas jaulas, carruagens e algumas "prisões" feitas de madeiras. Todas fáceis de serem desfeitas ou abandonadas caso alguém desafiasse a segurança do acampamento da companhia.

    Caminharam até a frente de uma tenda com tecidos azuis e prateados riquíssimos, a tenda era enorme e parecia ser a maior e mais elegante de todas.
    Na porta dela, haviam dois homens armados.

    Vernes cumprimentou animadamente todos os que encontravam pelo caminho, inclusive algumas mulheres. Hughes, por sua vez, grunhia impaciente para terminar logo o serviço e se incomodava com a atitude do parceiro que os atrasava, já que muitos vinham falar com Harland sobre seu trabalho.

    Já não era possível manter a farsa para Lady Grifiths, e Charllote já não mantinha o braço da jovem no dela como um conforto para uma caminhada, mas sim a segurando. Quando viu que ela iria gritar e desesperar-se sussurrou em seu ouvido:

    - Não faça escândalo, querida. Não vai querer me aborrecer sabendo que mantenho minha pistola carregada...

    A jovem nada fez além de chocar-se com a verdade à sua frente, empalidecendo.

    - Mantenha a calma e a postura. Você ainda é uma dama e, caso se comporte, poderá comer esta noite. Ryan pode se mostrar bondoso, como eu fui, se conseguir não causar problemas... Agora ande. E, se possível, sorria.

    Harland ouviu a conversa que ela teve, e aparentemente funcionou bem. A menina pigarreou, ergueu a cabeça e caminhou com boa postura, como era devida à filha de um lorde. Se não fosse seu ar amedrontado, sua mão tremendo e sua pele tão pálida que parecia sem vida, ela conseguiria ter enganado qualquer um da companhia de que estava bem.

    Assim que chegaram, Ryan Wright, o líder da Companhia União Púrpura, saiu da sua tenda.
    Todos pararam. Ele olhou cuidadosamente cada um dos seus mercenários e, inclusive, a menina que trouxeram consigo.
    Após um segundo que pareceu se prolongar, ele deu um sorriso forçado em seu rosto quadrado:

    - Muito bem! Não esperava nada melhor de você Wicked.

    Após isso, se aproximou de Charllote e a puxou pela cintura em uma espécie de abraço. Hughes imediatamente pousou sua imensa mão sobre o ombro de Lady Grifiths, fazendo-a tremer.

    - Vamos! Entrem... hoje vocês beberão na minha tenda!

    Charllote entrou abraçada com Ryan, em seguida entrou Harland, depois Hughes e por último Vernes.
    Dentro da tenda uma mulher estava sentada em um dos sofás cheios de almofadas.

    Foi Charllote quem perguntou:

    - Senhor, quem seria esta... preciosa... pessoa?

    - Ah, está é Luna Santiago. Ou seria Luna O'Farrel? Não importa... Ela está em nossa companhia a um tempo, posso dizer que ainda não falhou.... HUGHES! - bradou repentinamente - largue isto. Garanto que ela não fugirá enquanto eu tiver homens nesta companhia.


    Ele soltou sua mão do ombro da menina e sentou-se em um amontoado de travesseiros, um pouco incomodado de estar na tenda do líder.
    Vernes, por outro lado, deitou-se em um sofá comprido e pediu por um hidromel forte e alguma carne assada.

    Lady Grifiths permaneceu parada onde estava, com as mãos unidas em frente ao ventre, tentando seguir o conselho de Charllote. Olhando Ryan em silêncio.
    Erikyoshi
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Erikyoshi em Qua Jul 27, 2016 7:05 pm

    Luna estava completamente entediada. Esparramada num dos sofás da grande tenda do chefe de sua companhia, balançava uma cadeira a sua frente com o calcanhar de seus coturnos de cano alto enquanto cantarolava alguma canção órdica de taverna e apertava em suas mãos uma caneca metálica cheia pela metade com ale da qualidade que só os líderes tinham acesso em acampamentos militares. Melhor aproveitar a bebida grátis e boa enquanto podia, e Ryan não era dos piores interlocutores, apesar de tê-la abandonado repentinamente no último minuto.

    - Santiago! - erguia sua caneca para cumprimentar os recém-chegados, fitando-os com seus olhos cor de esmeralda - Apenas Santiago está ótimo, senhor!

    A mercenária era bela, a sua própria maneira grosseira; cabelos escorridos de um negro profundo com algumas ocasionais mechas cor de laranja como se uma tintura tivesse sido mal aplicada - um detalhe interessante era a variedade de penduricalhos, tranças e dreads anexos -, pele pálida e castigada pelo vento como a de marinheiros das frias águas setentrionais, olhos penetrantes e maliciosos. Tinha estatura mediana e um corpo esguio, porém com algumas curvas, visíveis mesmo debaixo da folgada camisa de linho branca com mangas bufantes e das calças de tecido leve e escuro. Por fim, um sobretudo marrom de couro repousava sobre os ombros de Luna como uma capa.

    - E esta aqui... - apontava com um dos dedos da mão que segurava a caneca para a desconhecida, provavelmente cativa - Quem viria ser?
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

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