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    Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

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    Elminster Aumar
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Elminster Aumar em Qua Jul 27, 2016 8:13 pm

    Após alguns dias de viagem, o pistoleiro adentrava finalmente o acampamento da Companhia União Púrpura. Ele retribuía os cumprimentos que recebia com serenidade e sempre com uma mão pousada no coldre de sua pistola. Ele não confiava naqueles homens tanto quanto eles não deviam confiar nele. Cada cabana disposta pelo acampamento era abrigo para três ou quatro pessoas que já cometeram variadas atrocidades em suas parcas vidas. Harland já teve que cometer algumas em sua profissão, mas nenhuma delas era motivo de orgulho.

    Ele retira o chapéu ao ser recebido pelo chefe da companhia, em sinal de respeito, mas volta a botá-lo sobre a cabeça antes de entrar na tenda. Havia apenas uma mulher lá, sentada de modo bem relaxada sobre algumas almofadas, e a primeira coisa que o pistoleiro pensou foi que ela devia ser o novo brinquedinho de Ryan Wright. Harland mirou-a por alguns segundos pelo único olho visível (o outro estava escondido sob o seu tapa-olho). Enquanto Hughes e Vernes se afastavam, indo procurar o aconchego e as bebidas, o pistoleiro se posicionou atrás de Lady Grifiths e colocou uma mão sobre o seu ombro, apenas para tranquilizá-la. Foi no exato momento em que a mulher estranha fazia uma pergunta a respeito da cativa.

    Harland se permitiu um sorriso presunçoso antes de responder.

    - Esta é a Lady Grifiths. Enfrentei o pó do deserto e uma perseguição desenfreada para trazê-la até aqui, nas mãos de Ryan Wright. - O pistoleiro então desviou o olhar para o seu chefe. - Fizemos o possível para cuidar bem dela durante a viagem, de modo que ela chegasse intacta até você. Se ela viesse de outro modo, despedaçada ou algo assim, ela valeria menos do que o meu olho direito.

    O pistoleiro parou de falar e aguardou o pronunciamento de Ryan Wright. Por um lado ele queria acabar logo com aquilo, receber a sua recompensa e sair da tenda antes que o sentimento de culpa começasse a se apoderar dele... mas por outro lado, lá em seu íntimo, ele queria saber o que aconteceria com a jovem moça. Algum espírito protetor se apoderava dele naquele momento, afinal, ela tinha idade para ser a sua filha.
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Aythusa em Sex Jul 29, 2016 12:58 am

    Vernes ficou aparentemente curioso com a mulher cheia de dreds que estava na tenda de Ryan. O líder da companhia a chamara de Luna-qualquer-coisa e ela completou apresentando-se como Santiago, um nome tipicamente masculino.
    Ele guardou qualquer comentário, apenas ficou encarando-a.
    Hughes, por sua vez, grunhiu desconfortável. Queria desesperadamente sair dalí e comemorar com seus amigos no acampamento.

    Após ouvir a pergunta de Santiago sobre Lady Grifiths, Harland foi para trás da menina e, tentando ser protetor com ela, pousou as mãos sobre seus pequenos ombros.

    Com o sentimento de quem fora traída, a jovem cativa se desvincilhou de Harland e deu um passo a frente, indo em direção à Ryan, encarando-o quase osfensivamente. Teria conseguido se suas pernas e mãos não tremessem mais do que conseguiria controlar.
    Ela não estava apenas assustada. Estava irada.
    Deu-se conta de como fora infantil e inocente em confiar em um grupo de pessoas que encontrara na estrada e abordara tão repentinamente sua carruagem, bem como lamenta ter confiado em Charllote, a quem seu pai confiou para tê-la em seu palácio algumas noites, dividindo seu pão e vinho com ela.

    Procurou não olhar para Srta. Turner quando falou:

    - Sou Lady Emma Grifiths – apresentou-se, ignorando a apresentação que Harland lhe fizera anteriormente – Filha de Lorde Willian Grifths, dono das terras à oeste daqui. Exijo que o senhor me leve de volta até minha família em segurança, imediatamente.

    Disse ela, procurando ao máximo parecer tão confiante quanto gostaria que fosse.
    Ryan apenas a encarou por um longo tempo, em silêncio. Fora Charllote quem falou:

    - Exigir? Ora, pequena criaturinha, pensa que tem alguma autoridade aqui? A única razão para que esteja sem um arranhão até agora foi porque Ryan mandou que assim fosse…

    - Basta, Charllote – disse Ryan, calando-a. Ela por sua vez bebeu um pouco do vinho que estava dentro do cálice do próprio líder da companhia, com quem continuava abraçada. Harland pode ver um leve sorriso dançando nos olhos de Charllote.

    Ele encarou a menina por um tempo, aparentemente calmo.
    Todos no lugar ficaram quietos, respeitando o momento.

    - Lady...Grifiths – começou, zombando do título que carregava – Você é uma jovem muito enérgica e corajosa para falar assim comigo… Mas perdoarei sua insolência e me apresentarei: Sou Ryan Wright, líder e chefe desta companhia mercenário que seu adorável pai lorde contratou… e não pagou.

    A menina ficou paralisada. Nunca havia imaginado que seu pai precisaria de homens tão desprezíveis, afinal tinha sua própria guarda sempre pronta para seus serviços.

    - Vejo que o pouco sangue que tinha em seu rosto desapareceu. Pois bem, você não precisará se preocupar em ser morta. Não hoje. Não enquanto seu adorável papai nos pagar….com o juros, e o seu resgate, obviamente. Agora, garota… Cale-se antes que eu tire algo de você que pode ser muito precioso para seu adorável papai.

    E calou-se. Tão pálida quanto a neblina que antecedia o nascer daquela manhã, anteriormente.
    Foi Júlio Vernes quem quebrou o clima.


    - Hey chefe! E o nosso pagamento? Trouxemos a menina até você, apesar de achar que deveríamos ter tirado sua língua antes de apresentá-la ao senhor.


    Luna ouvia tudo o que se passava e recordava-se da sua última missão. Ela deveria encontrar um nobre em algumas terras a oeste de lá, e já ouvira o nome Grifiths antes…
    Foi então que descobriu que fora mandada para cobrar ouro de alguns dividendos e ouvira, em uma taverna, que Lorde Willian havia desaparecido recentemente de seu castelo.
    Elminster Aumar
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Elminster Aumar em Sab Jul 30, 2016 9:53 am

    "Menina tola", foi o que Harland pensara quando a garota desvencilhou-se dele."Será que ela não vê que eu sou o único nesta sala que me importa com o seu estado mental e físico?" O pistoleiro, contudo, ficou parado onde estava. A jovem tentava manter uma certa autonomia de suas ações e ela mesma se apresentou ao Ryan, além de exigir algo absurdo. Ou ela ainda não tinha entendido a sua real condição ou ela achava que tinha alguma autoridade aqui por ser filha de quem ela era. Era uma garota mimada e que tinha muito a aprender. O tempo que ela passaria dentro da companhia faria bem a ela, pensou Harland, antes de se manifestar logo em seguida.

    - Chefe, com todo o respeito que o senhor merece, eu peço permissão para ficar de olho na Sra. Grifiths no tempo em que ela permanecer conosco. Gostaria de ensinar algumas verdades à essa garota para que ela volte à sua família menos tonta do que é quando o resgate for pago. Prometo que não tocarei nela, em nenhum sentido, a menos que ela tente fugir, ai nesse caso seria obrigado a usar de alguma violência.

    Harland duvidava ter coragem para bater em uma garota tão frágil, mas era melhor prevenir com intimidação do que remediar numa nova busca pela jovem. Ele ouviu Vernes perguntar sobre o pagamento, e um dia em sua vida o pistoleiro sentiu algum apreço por aquele homem. Harland ergueu a cabeça e aguardou a resposta de Ryan Wright, tanto sobre o pagamento quanto sobre ele ficar cuidando da Sra. Grifiths.
    Erikyoshi
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

    Mensagem por Erikyoshi em Seg Ago 08, 2016 7:45 pm

    Quase que empiricamente a mercenária ia entendendo o que se passava dentro da tenda de seu chefe, e toda a delicadeza que a situação envolvia. Era irônico saber que aquele bando de oportunistas com os quais trabalhava e dividida pão e cerveja praticamente haviam sido passados para trás por outro oportunista; Luna se permitia uma boa risada, ninguém ali saberia o que ela achava tão engraçado de qualquer forma.

    - Senhor... - chamava a atenção de seu chefe, afastando-se com passadas lentas de seu assento - Creio que o tal Lorde Will, Willy, Willians, ou seja lá como for o primeiro nome do bastardo, desapareceu nos últimos tempos. Pelo menos foi o que ouvi numa taverna - um curto gole - A menos que o senhor seja o responsável por isso, e creio que não seja ou teríamos o velho no lugar de sua filha, é melhor darmos um jeito de rastrear o crápula; nem o mais leal e zeloso substituto daria tanto ouro por essa ai quanto o próprio pai.
    A medida que ia falando, descrevia um semi-circulo ao redor da nobre cativa e do pistoleiro que se oferecia para guardá-la; tipo interessante aquele, parecia ter alguma motivação além do pagamento pelo serviço concluído, ou então disfarçada bem sua luxúria pela prisioneira, ao contrário da própria Luna que lançava-lhe olhares de cobiça e desejo, atraída igualmente pela beleza e pelo status de Emma.
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    Re: Prólogo - Harland Wicked e Luna O'Farrel

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      Data/hora atual: Qua Out 18, 2017 12:35 pm