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    Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

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    Aythusa
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    Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Aythusa em Qui Maio 12, 2016 10:16 pm

    A praça da cidade esava apinhada de gente e seus sussurros eram cada vez mais ruidosos, tornando a praça lentamente mais inquietante.
    Acognir e Daphnee desfruavam da torta que haviam conseguido. A menina conseguiu comprar um pequeno vestido marrom e branco, de mangas longas, que lhe caiu muio bem realçando os olhos azuis que desponavam em sua face branca. Radin pôde finalmene noar melhor a menina que o fascinara naquela manhã enquanto comprava pergaminhos na cidade. Notou que ela tinha pequenas pintas marrons decorando suas bochechas, pequenos lábios de criança, que estavam rachados e com feridas, e um emaranhado cabelo casannho escuro - quase preto - que lhe caía pelas cosas, ondulado.
    Ainda era uma criança de meros 7 ou 8 anos, mas mesmo assim parecia bela.

    Quando ela lhe viu se aproximando, estabeleceu o mesmo ar calmo e quieto que ela costuma adquirir quando encontrava com alguém, ou falava com algum esranho. Não demonstrava emoções quando ouviu a fala de Radin.

    Acognir, por outro lado, esava vesido de clérigo, com as roupas muito largas. Ninguém desconfiou que as roupas não eram dele, pois não era importante questionar um clérigo qualquer...
    Ele estava bastane inquieto e agarelava baixinho para ele mesmo. Assumiu uma postura mais séria quando Radin apareceu, e volou com sua tagarelice antes que a pequena Daphnne pudesse dizer alguma coisa:

    - Sim sim, é uma bela torta. Enconrei essa menina por aí e resolvi alimená-la. É muito magra, não acha? Sim, com toda certeza. Mas você não parece ser daqui, não é? - disse ele, olhando Radin de cima a baixo e depois olhando outro meio elfo que passou ali perto, sorturno e calado, carregando uma pequena bolsa de pano com algumas coisas que comprou.
    Se comparasse os dois, realmente era possível ver que eram diferentes. O meio elfo que passou por eles era ricamente trajado, e cumprimenava alguns comercianes com um aceno polido de cabeça e evitava a aproximação ou contato com qualquer um que chegasse a cumprimentá-lo.  usava roupas azuis marinho elegantes e tinha um sabre na cintura.

    Sem esperar a resposta de Panda, Acognir continua com sua tagarelice, que pareceu não sumir quando adotou o perfil do clérigo:

    - Claro que não é. Mas isso não importa agora. Tenho ´negócios a cuidar - disse, dando um sorriso perturbador para Radin e estendendo-lhe a mão de osso para um cumprimento/despedida, enquanto complementa - Cuide da menina, sim?

    Dito isso, ele faz um carinho na cabeça de Daphnne, como se fosse um filhoe de cachorro que se comportou bem, abaixou-se e sussurrou algo em seu ouvido... Que não pôde ser ouvida. Em seguida foi embora em direção à catedral.

    Ela pareceu triste com a despedida... achava que Acognir poderia ser seu amigo para sempre, mas nem seus pais foram isso para ela. abaixou os olhos por um instane e depois de uns poucos segundos, ergueu a cabeça e se deparou com os olhos de Radin Padan.
    Nesse instante, a menina olhou para a torta que comida e, iluminando seu rosto com um sorriso tímido, estendeu os dois braços que seguravam a torta em sua mão e ofereceu ao homem à sua frente:

    - Eu me chamo Daphnne... - respondeu perante a cortesia do meio elfo - É grande o suficiente para nós dois, senhor Panda.
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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Pallando em Ter Maio 17, 2016 10:24 am

    Quanto mais próximo ficava da dupla, mais se perguntava o que havia visto de tão especial na menina. De fato imagina-la na condição de escrava ainda irritava o meio-elfo, mas olhando de perto ela parecia uma pequena boneca mal tratada, ainda bela porém comum. Esperava encontrar no olhar da pequena aquilo que tanto chamara sua atenção mais cedo, mas pelo menos a principio, quando ela o viu chegando e permaneceu com a mesma expressão, nada fora do comum foi percebido.

    Sua analise foi rapidamente interrompida pelo individuo que acompanhava a menina. Um clérigo de roupas largas com uma aparência estranha, e este sim surpreendeu Radin. Aquele era facilmente uma das pessoas mais esquisitas que já havia conhecido, não só por suas características peculiares como também por sua visível loucura. Ele dava respostas às próprias perguntas e sua falação era incessante, mas foi a mão de osso e seus movimentos que prenderam a atenção de Radin.

    Quando a estranha e intrigante mão de osso levantou-se para cumprimenta-lo, Radin hesitou, talvez por medo de quebra-la ao apertar ou por receio quanto as propriedades misticas daquilo, mas enfim cumprimentou o individuo para não ser rude.

    -...O que?- Despertou de seu devaneio com a última pergunta retorica. Não estava certo do que tinha ouvido, pois o que entendeu não era um pedido que se fizesse à um estranho, mas isso não parecia importar para o "mão de osso", que deixou a praça logo após fazer um carinho na garota e dizer-lhe algo.

    Talvez devesse tê-lo impedido de ir e resolver aquilo que provavelmente era um simples mal entendido, mas Radin permaneceu parado onde estava, incrédulo sobre os últimos acontecimentos.

    No instante seguinte o cheiro de torta chamou-o de volta para a garota, que agora estendia o alimento com seus braços e sorria timidamente, e mais uma vez naquele dia Radin encantou-se pelo brilho da pequena. Ela era pura, boa, ainda ignorante a respeito de toda a sujeira do mundo que a havia escravizado e roubado seu lar tão cedo.

    - Prazer conhece-la...- Respondeu ainda surpreso, pegando um pedaço da torta com timidez.- Daphnne é um belo nome, seus pais deveriam ser parabenizados pela escolha.- Disse esboçando um sorriso acolhedor enquanto sentava-se próximo à fonte.- Se me permite dizer, pequena Daphnne, você e seu amigo formam uma dupla curiosa. Pergunto-me se realmente é dessa cidade ou estaria perdida.



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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Aythusa em Qui Maio 19, 2016 12:18 am

    Daphnne se encolheu quando ouviu a menção simples e delicada sobre seus pais e a escolha de seu nome. Hsavia muio tempo não pensava em seus pais, não do jeito que realmente eram: mortos. Queimados em sua cabada pouco depois de ouvir os gritos de sua mãe ao ser estuprada pela tripulação do Pérola Negra que havia invadido o vilarejo.

    A jovem ouviu a palavra “amigo” e voltou de sua fúnebre lembrança. Acognir era um amigo? Preferia acreditar que não o era, apenas um escravo que a ajudou a escapar porque ela cuidara de seus ferimentos quando o encontrou. Pensar que perdera um amigo novamente era doloroso demais.

    - Acognir não era meu amigo... apenas me ajudou a escapar. – Disse a garota, sentando-se na fonte, tendo um punhado de raios de sol iluminando seu rosto levemente sujo de torta, de olhos fechados ouvindo o som da fonte.

    Ao ouvir sua outra pergunta, a jovem abriu os olhos repentinamente. Seus olhos antes observados com brilho feliz, agora eram negros e profundos... olhos de quem sofrera.

    - Não estou perdida, nem sou desta cidade. O navio me trouxe hoje de manhã, senhor. Passei vários dias no navio, porém lamento não saber lhe dizer quantos... Era escuro e frio lá embaixo e era difícil saber quando era dia ou noite.

    Depois ela abaixou a cabeça, fechou os olhos respirando fundo, e depois olhou novamente para o meio elfo, com um sorriso:

    - Acho que estou aqui para uma aventura. Como as que eu ouvia do bardo quando era menor. E o senhor? É daqui ou está perdido?
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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Pallando em Seg Maio 23, 2016 3:51 pm

    Fizera a delicada citação sobre os pais da garota exatamente para observar sua reação e ver qual seria a resposta, mas arrependeu-se de tê-la feito assim que a pequena Daphnne se encolheu com as lembranças. Infelizmente, dessa vez Radin fora mais curioso do que cuidadoso, pois não parecia ter valido a pena lembrar a criança de toda a desgraça só para conhecer melhor sua história. Em compensação agora sabia em que assunto jamais tocar.

    Não foi uma surpresa ouvir que o estranho Acognir não era um amigo. Aquele individuo não parecia ser do tipo que é amigo de alguém, fazia mais sentido imagina-lo como um viajante solitário que ajudara Daphnne por alguma razão, talvez gratidão ou pena. De qualquer modo, agora sabia como a pequena havia escapado.

    Com sua última pergunta, Radin conseguiu para si um aperto de tristeza ao encarar os olhos da garota, antes com um brilho puro e alegre, agora tomados pelas lembranças e pensamentos ruins. Ela já sofrera muito mais do que alguém tão jovem deveria, pensou Radin. Mas para a felicidade do meio-elfo, a garota ainda conseguia sorrir com esperança de que tudo aquilo fosse uma aventura ou o inicio de uma, assim como nas histórias que ouvia.

    - Hmm...difícil dizer. Não estou perdido, mas também não sou de lugar nenhum. Estou só de passagem por onde quer que eu vá.- Disse em tom de brincadeira, quase rindo de como aquela simples pergunta lhe era difícil de responder.- Acho que o correto é dizer que sou um viajante. Ou aventureiro se preferir.

    Como se um raio o atingisse, Radin lembrou-se de seu objetivo inicial e dos pergaminhos que tinha consigo. Talvez o presente compensasse a dor que causara ao faze-la lembrar-se do passado.

    - Deixe-me retribui-la pela torta.- Disse enquanto pegava os pergaminhos de maneira quase atrapalhada. Assim que os tinha em mãos, entregou-os à garota.- São para você. Já ouviu algo sobre Lua Argêntea?
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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Aythusa em Sex Maio 27, 2016 2:54 am

    Daphnne sorriu com a resposta incerta do homem. Ele parecia divertir-lhe, ou talvez ela só esivesse sendo educada com a única pessoa, com exceção de Acognir, que lhe fora bondoso em tanto tempo. Era bom ter com quem conversar, apesar das lembras que isso lhe trazia.

    - Gosto de aventureiro... O senhor já viu muitas coisas? Montanhas, cachoeiras, cavernas?

    Sua idéia de aventura ainda era ingênua. Suas perguntas indicavam que ela não conhecia nada ao não ser, possivelmente, o vilarejo em que nascera e o navio em que fora aprisionada. Para ela, aventurar-se seria conhecer o mundo, as raças, a natureza, os riachos... e não só caçar monstros e salvar as boas pessoas raptadas pelas más pessoas. Ou talvez a jovem só acreditasse já ter conhecido os monstros...

    Quando Radin lhe estendeu o pergaminho de presente, a jovem se endureceu por um momento, com espanto, mas depois observou a face amigável do meio-elfo e relaxou. Suspirou por um momento e, com as mãos trêmulas, pegou com cuidado o rolo de pergaminho. Ficou olhando para ele com os olhos vidrados no pergaminho, acariciando a textura do pergaminho;

    Demorou uns instantes para conseguir responder:

    - o-obrigada, senhor. É muita bondade...e-eu...

    Deixou a voz sumir por um tempo e sorriu para o pedaçlo de papel, apertou-o contra o peito e depois de desfrutado esse momento, ela lhe responde:

    - Não, nunca ouvi sobre esse lugar. É muito longe?
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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Pallando em Ter Maio 31, 2016 7:24 pm

    Radin achou graça na ideia de aventura da menina. Sentiu-se feliz por poder inspirar a curiosidade e sonhos de aventura da pequena, pois era exatamente dessa forma que uma criança precisava imaginar aventuras e era assim que elas seriam em um mundo ideal.

    - Sim, já vi muitas montanhas, cachoeiras e cavernas.- Disse ainda buscando na memoria uma em especial que valesse a pena mencionar, mas gostava de tantas e em tantas algo ainda faltava que preferiu citar nenhuma.- Apesar de tudo, penso que é também meu dever dizer que...é um jeito perigoso de se viver.

    De fato, viver como um viajante, ou "aventureiro" como nos contos, era perigoso. Radin perdera a conta de quantas vezes fora atormentado pela solidão, fome, sede ou pelo pressentimento de que poderia ser emboscado, morto ou feito escravo. Por sorte e pela espada, ainda estava vivo e era livre como gostava de ser.

    Momentos depois, com a entrega do presente, o meio-elfo pensou ter feito algo que maneira errada ao dar o pergaminho, pois era a única explicação que lhe vinha a mente para o espanto da garota. Não seria a primeira vez que teria feito algo idiota como se fosse a coisa mais comum do mundo. Mas, quando a pequena Daphnne agradeceu praticamente abraçando aquele papel, sentiu um misto de alegria e alivio.

    - Não há de que.- Respondeu esboçando um sorriso que nunca veio. A estranheza de suas expressões e a péssima leitura dos momentos eram marcas registradas de Panda.

    Quando ouviu a pergunta da menina, foi rápido em responder.

    - Não...bem, sim. Ao Norte, fora dessa cidade estranha. Acho que é meu próximo destino depois daqui.- Respondeu pensativo, mais uma vez incerto a respeito do que dizia. Afinal, pretendia mesmo seguir para lá? O que seria da pequena menina? A lembrança do estranho Acognir apertando sua mão e dizendo "Cuide da menina" voltou-lhe à mente e o fez sentir-se mal só por pensar na ideia de deixar a pequena para trás. Não faria algo do tipo em hipótese alguma.- Peço mais uma vez que me desculpe se eu estiver sendo rude, mas diga-me pequena, qual seu próximo passo?
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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Aythusa em Qui Jun 09, 2016 10:52 pm

    Quando ouviu que Radin conhecera montanhas, cachoeiras e o resto que a natureza podia proporcionar para uma aventura, Daphnne ficou contente.
    Sua pequena alegria se dava por saber que aquele homem aparentemente bondoso que lhe dera um pergaminho cheio de histórias havia se aventurado no meio das maravilhas da natureza.
    A verdade é que ela admirava a obra prima de Izeera, a deusa da natureza. Mas qual divindade não maravilhava a menina era difícil dizer.
     
    Porém, quando ouviu sobre ser um caminho perigoso, o de ser um viajante, ela se pôs pensativa durante um tempo. Olhou para a fonte séria e por alguns segundos olhou a água cair da cascata da fonte:
     
    - Viver é perigoso, senhor Panda. Veja eu, não fui viajante e perdi tudo o que tinha. Meus pais se fixaram em uma casa em um vilarejo, e isso foi a coisa mais perigosa que vi alguém fazer.
     
    Parou por um instante, um misto de tristeza e seriedade estava em seu jovem rosto. Parecia um daqueles momentos em que a criança acredita saber verdadeiramente sobre o mundo e seus trabalhos. E quem poderia dizer que não sabia?
    A sabedoria de Viver não é única aos adultos.
     
    - Não existimos para ficarmos seguros. Diga-me alguém seguro e eu lhe direi que é mentira. A segurança é uma ilusão...
     
    “E o fogo em meu vilarejo me libertou dessa ilusão” pensou a menina, mas não conseguiu dizer. Ao invés disso respondeu sobre a pergunta de Radin:
     
    - Meu próximo passo? – parou por um momento e encarou os olhos de Radin. Não o desafiava, não o admirava, apenas procurava nos olhos dele a resposta de sua pergunta.
    Após um minuto encarando-o decidiu dar de ombros e olhar para o céu:
     
    - Não sei, senhor. Não tenho mais raízes nessa terra e gostaria muito de conhecer um outro lugar que não tente me vender, senhor.
     
    Olhou novamente para Panda e sorriu:
     
    - Esse lugar que disse, Lua Argentea, tem cavernas e cachoeiras? Talvez fosse um bom próximo lugar ...
     

    Sua última frase foi dita com uma súbita esperança em sua voz que chegou a assustar a menina, fazendo seus olhos grandes brilharem. Ela sentou-se na fonte e brincou com os dedos na água, distraída em seus novos devaneios.
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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Pallando em Qui Jun 16, 2016 7:23 pm

    Ao mesmo tempo que havia sentido uma pontada de tristeza ao ouvir a menina, suas palavras eram material de reflexão para o meio-elfo. "Não existimos para ficarmos seguros", uma verdade extremamente simples que poucos conheciam e a maioria recusava-se a enxergar, pois na ilusão sentiam-se confortáveis. Era algo desagradável de se pensar até certo ponto, mas para Radin qualquer "má" verdade tornava-se suportável após sua aceitação, ou ao menos era no que gostava de acreditar.

    Outro detalhe que não lhe passou despercebido foi a menção da pequena Daphnne ao seu vilarejo, sua casa e seus pais. Sabendo disso era fácil montar uma história de como ela havia chego até onde estava agora.
    Por alguns breves instantes parou e viu-se comparando sua história com a da garota, imediatamente sentindo-se mal por ela.

    Achou curioso o fato de a garota parecer não ter a minima ideia de para onde iria, e aguardou com interesse a resposta da pequena que o encarava nos olhos. Nesse curto período de espera o meio-elfo quase riu imaginando-se respondendo a essa mesma pergunta, pois com certeza na maioria das vezes teria a mesma dificuldade em responde-la, mas também animou-se por não encontrar desespero nos olhos da criança.

    - Provavelmente sim. Posso dizer que com certeza parece o tipo de lugar em que eu viveria no fim de minha vida.- Respondeu animadamente.

    E com a resposta da garota, Radin terminava de tomar uma decisão, pra variar talvez até precipitada, mas mesmo que refletisse sobre o assunto por dias, sabia que a resposta provavelmente seria a mesma.

    Assim como aconteceu antes com os pergaminhos, Radin mais uma vez queria retribuir o brilho no olhar da pequena com mais esperança, alguma compensação por todo o mal que havia sofrido, antes que o mundo resolvesse apagar aquela luz.

    - Pois bem...se nosso caminho é o mesmo, gostaria de visitar Lua Argentea na companhia de um andarilho vagabundo, também chamado aventureiro?
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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Aythusa em Dom Jun 19, 2016 3:53 am

    Daphnee brincava na água quando ouviu o convite de Radin e o que sentiu fora um misto de espanto - pois não imaginava que aquele meio-elfo poderia querer se aventurar com ela - e de genuína felicidade.

    Ela deu um salto seguido de três pequenos pulinhos, tão contente que não se conteve em abraçar Radin.

    - Eu adoraria, senhor Panda!

    A felicidade da pequena não era apenas a de sair da cidade em que seria escravizada, nem mesmo de poder conhecer a Obra de Izeera que era a própria natureza.
    Sua maior felicidade era a de, possivelmente, ter conseguido um amigo.

    Ainda abraçada com Radin, ela lhe pergunta em tom intrigado:

    - Senhor Radin, o que significa "vagabundo"?

    A inocência transpareceu no rosto da menina, recordando-o que ela não tinha mais de meros 10 ou 11 anos.
    E a realidade pesou nos ombros do meio-elfo: ela não só não tinha idade para saber o que era um vagabundo... ela sequer tinha outras roupas ou um saco de dormir.
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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Pallando em Sex Jun 24, 2016 7:00 pm

    Radin espantou-se com a reação de alegria espontânea da pequena menina, que veio até ele aos pulinhos e o abraçou. Foi contagiado pela alegria da menina, mas limitou-se a sorrir franzindo a testa, ainda um pouco confuso. Pensava que a garota, por tudo que já sofrera, poderia dizer um sonoro "Não" como resposta e não poderia culpa-la por isso, e por isso o certeiro "Eu adoraria" dito com tanta alegria lhe foi uma surpresa.

    - Bom...

    A pergunta da garota que deu sequência ao dialogo veio juntamente a sua consciência como um balde de água fria na animação. Era incapaz de se arrepender vendo tamanha felicidade de Daphnne, mas foi atingido por uma pontada de medo por alguns instantes, quando a posição que assumira perante a menina começava a ficar clara em sua mente. Temeu ter sido impulsivo demais novamente, assim como pensou que poderia sentir-se antes de fazer a escolha.

    O medo nada tinha haver com arrependimento, mas sim com a possibilidade de fracasso. Temia falhar em cuidar de uma criança, pois se imaginava mais como um amigo do que como uma "figura paterna", ou caso estivesse expondo-a a uma vida perigosa e miserável que teria o efeito contrário ao de dar-lhe esperança.

    Para sua sorte, já era vacinado contra o desespero que suas ações impulsivas poderiam trazer-lhe, e conseguiu conter a onda de pensamentos sobre o que poderia dar errado. Tinha certeza de que, mesmo se não ajudasse a pequena como queria, ao menos diminuiria imensamente as chances de ela voltar a ser escrava ou tornar-se uma mendiga nas ruas daquela maldita cidade.

    Bem no fundo, sabia que jamais se arrependeria de sua decisão.

    - Vagabundo....tecnicamente aquele sem oficio, que não faz nada e vive de folga. Mas na pratica sou eu.- Disse dando tapinhas na costas da pequena que o abraçava, mas pensava mesmo no seu próximo passo.

    Contou mentalmente quanto dinheiro ainda possuía(se é que tem) e gravou na memoria uma lista do que precisava conseguir: roupas do tamanho daquela pessoa minuscula, talvez comida para não depender da sorte e provavelmente um saco de dormir. Além disso, precisavam sair dali, pois não faria nada bem a menina assistir ao leilão de escravos.

    - Muito bem, pequena Daphnne!- Bateu palmas e levantou-se como um velho com dor nas costas, ainda pensando nos itens da lista. Não preocupado, só pensativo.- Creio que conheça essa cidade tão pouco quanto eu, então se não estiver cansada, penso que deveríamos seguir em frente.

    Se Daphnne não optasse por descansar mais um pouco, algo que seria compreensível, Radin seguiria com com ela em busca dos itens da lista caso tivesse dinheiro suficiente, do contrário buscaria alguma oportunidade de lucrar ou fazer negocio nas ruas. Se a pequena tivesse alguma ideia ou indicasse algum lugar, ele a seguiria.

    Olhou para o céu tentando adivinhar o horário, algo em que tinha bastante pratica, e com base nisso decidiria se era possível ou não partir da cidade naquele mesmo dia. Preferia não deixar a cidade ainda por causa de Daphnne, que merecia algum descanso, mas caso se encontrasse sem outras opções e com horário e tempo favoráveis, a partida rápida dali era uma possibilidade.
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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Aythusa em Qui Jul 07, 2016 9:07 pm

    Radin tinha dinheiro suficiente para um saco de dormir e algumas rações que deveriam durar cerca de 4 dias.. ou 5, se racionassem bem. Isso não era muito bom, afinal a próxima cidade depois daquela era cerca de 7 dias de viagem andando, talvez mais com o passo lento de uma criança.

    - Sim, senhor Panda. Podemos ir… mas para onde iremos agora?

    Eles tinham ainda 2 horas até o anoitecer, tempo suficiente para comprar a comida e o saco de dormir, se não tivessem nenhuma surpresa pelo caminho.


    Mesmo assim, Radin tinha o problema da falta de dinheiro e a comida que não lhes seria suficiente.

    Naquela cidade no auge do comércio, onde todos poderiam vender qualquer coisa (objetos, jóias ou serviços) ele poderia fazer qualquer coisa para conseguir um pouco de dinheiro.
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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Pallando em Seg Jul 11, 2016 6:34 pm

    - Precisamos de algumas coisas para a viagem. É melhor que não contemos somente com a minha velha sorte na estrada.- Respondeu com calma enquanto andava ao lado da pequena garota. Já tinha ciência de que com o que tinha não conseguiria comprar tudo aquilo que era necessário, só lhe restava então resolver se partiriam assim mesmo e contariam com a capacidade de "se virar" de Radin ou se tentaria mais dinheiro.

    Não avistou nenhuma oportunidade em especial e tinha pouco tempo até o anoitecer. Temia começar a viagem durante a noite enquanto acompanhado por Daphnne, mas também não conseguia imaginar aquela cidade como um lugar seguro. Escravos, comércio de todos os tipos e pessoas como os encapuzados que encontrara mais cedo o faziam querer evitar ao menos aquela região próxima a praça.

    Duvidava muito que os negociantes de escravos notassem a ausência da garota, porém, por via das dúvidas, estaria sempre atento. Deu-se conta de que apesar de tudo preferia deixar a cidade o quanto antes, mas ouviria a opinião de Daphnne como uma decisão final.

    - Não gosto dessa cidade...- Comentou, tentando justificar de maneira desajeitava sua intenção de partir durante a noite.- Prefere deixar para partir pela manhã, pequena? Como parceiros de viagem, a opinião dos dois conta.- Deu um leve sorriso, para que Daphnne se senti-se livre de pressão para responder.

    Caso a resposta da garota fosse positiva, Radin procuraria comprar o saco de dormir e as rações, deixando talvez de comprar algumas pouquíssimas rações para pagar uma estalagem barata, e se não fosse possível passaria a noite em claro para que a ex-escrava pudesse descansar no saco de dormir. Do contrário, compraria o saco e as rações o mais rápido possível e deixaria a cidade.

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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Aythusa em Sex Jul 15, 2016 3:53 am

    - O senhor tem sido tão bom comigo que eu não me sinto bem em escolher qualquer coisa, senhor... - começou a garota e deixou a voz morrer. Apesar de sua educada fala, não parecia satisfeita em sair da cidade a noite... Fazia muito tempo que ela não ficava em uma cidade e, embora ela tivesse uma mágoa daquele lugar, ainda era algum lugar....

    Eles começaram a andar e Radin logo encontrou um comerciante barato que lhe vendeu o saco de dormir para a garota. No momento em que o meio-elfo mexeu em sua algibeira para pagar o comerciante, Daphnne pôde ver que ele tinha poucas moedas e que mal teriam o suficiente para que ele se alimentasse.... ou ela.
    Sentiu-se tremendamente triste e culpada pela situação de seu novo amigo ser tão precária.

    Logo quando se distanciaram da barra e Radin procurava um lugar para comprar as rações, Daphnne adiantou-se alguns passos a frente e disse apontando para a multidão à frente:

    - Olha, olha! Tem um espetáculo ali, podemos ver?

    Para Panda era um brilho da criança que ela realmente era. Como quando um pai leva os filhos para um circo, deixar que ela visse a trupe, nem que seja por alguns instantes, era algo difícil a se negar... Visto que boa parte da infância da menina lhe foi roubada tão cruelmente.

    Já para Daphnne aquele gesto ocultava algo a mais. Ela se preocupou com o pouco dinheiro que Radin tinha e pretendia assistir à trupe e se oferecer para o show daquela noite, se convencesse o amigo a tal coisa.
    Ela poderia fazer qualquer coisa, ajudar em um show, limpar, cozinhar... o que pedissem em troca de algo que pudesse dar à Panda.

    O meio-elfo, incapaz de recusar o pedido da menina, se aproximou com ela na multidão e assistiram à apresentação de combate que um palhaço da trupe travava com um garoto que parecia ser um ferreiro ou um aprendiz. Como era uma encenação, não considerou que fosse algo muito forte para a menina ver.
    De fato, ela parecia encantada com a apresentação. E sua suspeita se confirmou quando a menina, delicada e timidamente, pediu à ele:

    -  Senhor Radin, podemos ver a apresentação até o fim da noite? Eu gostaria muito de ver todo o espetáculo...
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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Pallando em Seg Jul 18, 2016 9:25 pm

    A garota sem querer havia respondido a pergunta do meio-elfo, não com palavras mas com hesitação, uma certa insatisfação que não passou despercebida. Imaginou se todas as crianças do vilarejo de onde Daphnne vinhera tinham aqueles bons modos e aquela sutileza, ou se a pequena ao seu lado realmente era especial como acreditava que fosse.

    Radin sorriu, decidido a não deixar a cidade naquela noite.

    Seguiu em sua busca e logo conseguiu o saco de dormir, feito esse que garantiu sua tranquilidade momentânea, já que agora ao menos a garota não dormiria no chão. As rações, próximo item de sua lista, não exigiam tamanha urgência, pois poderia consegui-las pela manhã com mais facilidade. Se comprasse-as logo seria ótimo, mas do contrário também não seria uma preocupação.

    Assim que deixaram o comerciante do saco de dormir para trás, Daphnne andou a frente e apontou para uma multidão que se reunia ali para assistir algum espetáculo. Radin desinteressou-se de imediato mesmo sem saber do que se tratava, mas bastou ouvir o pedido da pequena para que descarta-se por completo qualquer reclamação que pudesse fazer. Ficou feliz por ver a garota sendo uma criança outra vez e isso bastava-lhe, afinal fortalecer aquele brilho e aquela alegria era o objetivo principal do meio-elfo.

    Aproximaram-se em meio a multidão, com Radin sempre atento aos passos da pequena e...de qualquer um. Não gostava de multidões, poderia ser roubado no meio delas e sabia que tipo de escória rastejava pelas ruas imundas daquela cidade onde se vendiam crianças como escravas. A simples lembrança de Daphnne andando na fila de escravos lhe irritava, deixando-o em um estado paranoico.

    Somente despertou de seus pensamentos pessimistas ao ouvir a voz da garota mais uma vez. Sutil como antes, ela educadamente fez um pedido ao qual Radin respondeu com um pequeno sorriso.

    - Com toda certeza, pequena Daphnne.

    Fixou-se onde estava e cruzou os braços, um pouco mais relaxado do que antes. Ainda sentia-se incomodado, mas acalmava-se tentando se convencer de que estava sendo exagerado, cauteloso e paranoico demais. Que mal poderia acontecer ali? O que precisava fazer era deixar Daphnne aproveitar o espetáculo que tanto a encantava.

    - Torcerei pelo rapaz ferreiro. Odeio palhaços.
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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Aythusa em Sab Jul 23, 2016 6:45 pm

    Daphnne ficou grata por ele aceitar ficar até o final do espetáculo da trupe. Aquela primeira apresentação estava se encerrando quando eles chegaram, mas isso não impediu que a jovem ex-escrava se divertisse com a apresentação, vivendo cada um dos movimentos dos golpes dos dois participantes.


    - Vou torcer para o palhaço. Gosto das cores que ele usa.


    Disse ela, sorrindo contente. Era um sorriso genuíno de uma criança, mas com a serena maturidade de quem já sofreu o suficiente. Em seguida, para a surpresa do meio-elfo, ela lhe disse:

    - Façamos uma aposta então: Se o palhaço ganhar, você se apresenta pra lutar com ele. Se o menino ferreiro perder, farei uma apresentação naquele palco com o palhaço. O que acha?


    No final de alguns minutos de apresentação, Bonzor, o palhaço, era o vencedor do duelo.
    Antes que o palhaço pudesse dizer algo para a plateia que assistia ao show, um anão entrou no palco, deu dois tapas no rosto do aprendiz e se ofereceu para cuidar das armas de Bonzor.

    ~*~

    off:
    Dependendo da escolha que fizer, unirei o seu tópico com o da Trupe.
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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

    Mensagem por Pallando em Ter Jul 26, 2016 9:38 pm

    Radin analisou a expressão da garota em busca de explicação para o que ela queria fazer, mas não conseguia ler com clareza suas intenções. Talvez fosse só a paranoia falando alto novamente, talvez a pequena só tivesse vontade de participar do show, e sendo assim não haveria razão para recusar a "aposta" que o fez sorrir.

    - Certo.- Disse descontraído, curioso para ver onde aquilo iria dar. Seu único receio era o de expor a garota em uma apresentação aberta, mas esforçava-se para se convencer de que estava sendo exagerado.

    O desafio em si não era um problema. Aquele duelo contra o palhaço provavelmente não passaria de uma encenação e , caso realmente fosse levado a sério, Radin tinha plena confiança em suas habilidades. Não lembrava-se de já ter conhecido a derrota antes, e com certeza não se apresentaria a ela naquela noite.

    E como combinado, ao fim do duelo com a derrota do jovem ferreiro, Radin pôs a mão no cabo de sua espada e andou a frente, ficando bem próximo do palco logo após o anão ter entrado em cena para cuidar das armas do palhaço.

    Radin levantou a mão como se acena-se e com a mesma expressão travada e esquisita de sempre se pronunciou.

    - Posso ser o próximo?
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    Re: Radin Panda & Daphnne - O Despertar de um sonho.

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