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[Livro I] Ar

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fred~
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[Livro I] Ar

Mensagem por fred~ em Ter Maio 24, 2016 5:25 pm

Esta tristeza
tocando meu coração –
De onde veio?


Saber encontrar
o correto caminho:
felicidade.



É início de verão, mais precisamente no terceiro dia do mês do Cavalo, um vento fresco desaparece sob um belo Sol a pino. Não há muitas pessoas nos campos de arroz, o que não deve surpreender ninguém por que hoje tem-se início o Festival do Crisântemo.  

Aqui e ali, artesãos e os comerciantes estão ocupados aprimorando os preparativos finais para as celebrações daqui a três dias. Na verdade, contam as lendas que é no sexto dia do mês do Cavalo que os Kami caíram sobre a terrra. Assim, então, comemora-se com uma festa pródigiosa em todo o Império Esmeralda. Embora não seja o mais famoso, o Festival de Crisântemo é bastante popular, não por sua importância, mas sim pelos rituais que o rodeiam.

Durante sete dias (quatro antes e três depois) qualquer trabalho é interrompido e até mesmo os agricultores podem deixar de lado suas ferramentas. Todos não trabalham para celebrar a linhagem Imperial e sua longevidade.

O crisântemo é o símbolo da família imperial, sua ligação antiga com a Mãe Sol e todos os Kami que caíram do Paraíso Celestial. Não é somente o emblema da linhagem do Imperador, mas também dos fundadores dos sete clãs principais.

Shiro no Meiyo, Toshi no Kenson Gakka

Kazama Sogetsu, Doji Mei e Shiba Hiruko estão em uma ante-sala esperando serem convocados para uma audiência com Matsu Koremori, daimyo daquela província nas terras do Leão. Com eles também está, Bayushi Eiko, uma samurai do Escorpião, que olha pela janela uma nuvem encobrindo o Sol da manhã. Todos se apresentaram com as devidas deferências como a etiqueta pede para a ocasião, suas armas também foram deixadas numa sala específica como é o costume. Um certo silêncio toma o ambiente.

Kazama Sogetsu lembra-se de como ficou impressionado com as grandes muralhas e torres de Shiro no Meiyo. "Um dia quero ser o dono de um castelo assim", ele pensou. Mas seu serviço ali tinha a ver com a caça de um yokai que por acaso podia estar naquela região, ele foi prontamente chamado porém para prestar serviços ao daimyo. Poderia ter algo a ver, além de ser uma grande honra ainda mais para alguém de uma família menor como ele.

Doji Mei parecia perdida em pensamentos. "O que eu estou fazendo aqui com essa gente? Meu marido está doente e eu só tenho que fazer esse acordo, não posso falhar". Há alguns meses, seu marido, Miya Kenjiro, contraíra uma doença que vinha sendo chamada de a praga de fogo, a mesma que vitimara seu filho... Os médicos diziam que ele estava melhorando, mas as febres e espasmos cada vez mais fortes faziam Mei pensar o contrário. De todo modo, ela tinha sido incumbida, na ausência de seu esposo, a entregar os termos de uma acordo e convencer Matsu Koremori a fazer uma aliança com o daimyo de Kenjiro, Miya Ansho, para defender a província de Naishou em caso de guerra novamente entre os clãs pela região. Precisava cumprir o seu dever e voltar logo para casa.

Shiba Hiruko estava apenas de passagem pelas terras dos Matsu, prestando seus serviços e eliminando ameaças por onde passava quando ouviu um boato em uma casa de chá. Uma grande demonstração de arquearia montada em cavalo seria apresentada na cidade chamada de Kenson Gakka, durante o Festival do Crisântemo. Parecia ser por causa de uma aliança entre Unicórnio e Leão na província, o que importava mesmo a ela é que talvez poderia rever seus companheiros de aventura. Juntou suas poucas coisas e foi para lá, sendo convocada para uma audiência não muito depois pois aparentemente conheciam os seus feitos.  

Não havia muito o que fazer além de esperar. Mas parece que essa espera iria acabar logo pois passos ligeiros podiam ser escutados no silêncio. Provavelmente da mesma serva que tinha trazidos eles até ali e pedido que esperassem. Todos pareciam se perguntar o que poderia dar de errado, ainda mais durante o Festival de Crisântemo?

Off: shamps, pode fazer um teste de inteligência (3k3) com bônus de +2 no resultado para reconhecer o nome da família Kazama. As terras da Garça são muito grande e não é vergonhoso não conhecer, mas falar isso pode ser indecoroso. Também pode fazer um teste sem o bônus para descobrir histórias sobre a família, o lema, lendas, essas coisas por causa do símbolo (Mon). Ainda assim, ele parece ser um samurai da Garça para todos.
spectro
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por spectro em Qua Maio 25, 2016 11:23 am

Kazama Sogetsu estava encostado na parede de braços cruzados concentrado no possível ataque ao Youkai, teria de armar uma estratégia para pegá-lo, lutar era preciso, mas se pudesse armar uma armadilha seria melhor ainda dependendo da ocasião.
Se por acaso tivesse que lutar no mano-a-mano não teria problema também.

Começou a devagar acerca do local, muralhas e construções fortes, era um local com bastante poder defensivo, o seu coração pulsava no desejo ambicioso de conquistar algo como aquele local, mas sabia que havia muito caminho a ser percorrido, Sogetsu era uma pessoa ambiciosa por dentro mas também determinada em seus objetivos, embora seu desejo era dominar, ele tinha consciência de que para isso era preciso ser leal, a lealdade a outros faria com que ele conquistasse confiança, a confiança faria laços, os laços poderiam deixar um grupo muito poderoso.

Sorriu ao pensar num futuro a frente, Kazama seguia a correnteza, um rio seguia seu curso mesmo que houvesse pedras e obstáculos em seu caminho, as águas desviavam e continuavam a seguir o curso, um objetivo, o Samurai de longos cabelos azuis tinha esta mesma mentalidade, seguir mesmo diante de obstáculos.

Olhou para as pessoas ali presentes, poderiam formar alianças com ele? - Pensou, começou a analisá-las, mas sem ofendê-las com seu olhar, eram duas mulheres, Samurais com experiências diferentes.

A garota jovem de cabelos brancos lhe pareceu uma diplomata, estava preocupada com algo também, dava para notar algo em seu olhar, não a subestimou, o seu olhar mostrava alguém que passou por uma dor muito grande, era no entanto misteriosa, e o jovem não conseguiu descobrir mais sobre ela, talvez até tivesse errado em algumas deduções.

A outra era mais impetuosa, talvez, o olhar de fogo, aquilo era um brilho de juventude, com certeza um adversário mais difícil de derrubar, ele já imaginava as duas em campo de batalha, onde seus laços poderiam erguer um império poderoso.
Clãs rivais unidos por um único propósito - Seria um sonho pensar assim? Quebrar todas as regras? - Descruzou os braços e foi até a mesinha e se ajoelhou diante dela, não sabia se a recepção seria ali, mas haveria de esperar.

As terras do Leão eram algo de aparência feroz assim como o animal de simbolo. ouvira falar das leoas, as mulheres mais poderosas entre os Clãs. Olhou novamente para uma das jovens ali com ele, ela lembrava um pouco seu irmão, olhos chamejantes, Kazuki era impetuoso e impulsivo, será que a mesma ali era como ele?

Pensou em falar algo as duas mas, no exato momento em que abriu sua boca, ouviu os passos no corredor, com isso lembrou-se novamente de seu objetivo ali, o Youkai, iria eliminar o maldito. A data festiva se aproximava, as pessoas estavam concentradas nela, talvez até fosse melhor uma distração para o povo comum, agir seria mais prático.
shamps
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por shamps em Qua Maio 25, 2016 1:06 pm

Mesmo perdida em pensamentos, Doji Mei – ou Miya Mei, como alguns preferiam se referir a ela – a postura mantinha-se ereta, sentada à maneira tradicional com os joelhos dobrados e o quadril sobre os calcanhares, a mão repousava delicada sobre as coxas.

Trajava um kimono azul claríssimo com brilhos prateados trançados entre as tramas da fina seda formando bordados de garças; na barra do traje o azul se tornava rosa numa delicada estampa de cerejeiras – as sakuras eram um símbolo bem delicado e feminino, não fazendo distinção entre castas, por isso não era vergonha alguma ela usar. Nos cabelos trazia a tradicional cor branca, a qual adotou após o seu Genpukku, pois era o símbolo dos Doji; estava preso em um coque ricamente adornado com palitos festivos.

Seu corpo estava ali, mas seu pensamento e coração estavam distante, lá junto a seu marido, Miya Kenjiro, com quem era casada a alguns anos já. Kenjiro foi a escolha feita por seus pais para desposar a jovem Doji, uma aliança rica entre as famílias, um ganho de valor inestimável para a Garça. Mei levou o início do casamento com tranquilidade, pois logo que conheceu Kenjiro os dois se tornaram rapidamente amigos, facilitando a convivência dos dois; eles tinham pensamentos políticos bem semelhantes, o que facilitou a vida para ambos. Com poucos anos de casamento, o casal já anunciava a chegada de seu primeiro herdeiro, uma criança abençoada que trouxe alegria e fortalecimento para a aliança entre as famílias Doji e Miya.

Infelizmente a morte levou seu pequeno aos três anos de vida, se utilizando de uma terrível doença. A tristeza foi tamanha e Mei cumpriu por um ano o seu luto e aos poucos voltava à rotina normal, inclusive já tendo as primeiras conversas com o marido sobre um novo herdeiro. Seus sonhos novamente foram abalados quando seu marido mostrou os primeiros sinais da febre e ela se dedicou a sua saúde com afinco, não perderia apenas o marido, mas também um aliado valioso.

Mei era uma jovem doce e ágil, uma excelente representante da escola Kakita, uma pessoa de fácil convivência, não apenas por ser treinada para ser assim (como era padrão entre a Garça), mas por sua própria índole. Quando não se dedicava aos estudos e práticas marciais, tranquilizava a mente com a milenar arte do Ikebana, uma tradição que aprendera com a mãe. Seus arranjos eram poesias vivas e sua tristeza por ocasião da morte do filho também foi refletida neles.

O Festival se aproximava e com ele promessas, uma aliança deveria ser formada no festival e Doji Mei foi escolhida para a tarefa. Seria também uma prova para sua capacidade de resolver conflitos sob pressão. Decidiu que faria o melhor.
Uma aliança de paz sempre era vantajoso para os clãs, ainda mais depois da última grande guerra entre os clãs maiores, onde o Imperador havia proibido qualquer grande conflito entre eles. Nesse momento, quando se lembrou desse grande conflito do passado entre Garça e Caranguejo, ela observa discretamente os presentes na sala e seu olhar recai sobre Kazama e pensa:

“Um Kazama? Interessante. Ligado aos Asahina. As outras, apenas uma típica Fênix e uma típica Escorpião.”

Já estava ficando impaciente, queria retornar logo para suas terras e seu marido e só foi tirada dessa angústia quando passos apressados ecoavam pelo corredor...
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por Luxi em Qui Maio 26, 2016 4:44 pm

O festival do Crisântemo trazia um pouco de paz de espírito para Shiba Hiruko. Era uma oportunidade de rever companheiros durante aquele evento em celebração á união de Unicórnio e Leão. Tinha vontade de rir e conversar amenidades um pouco, em compensação daquele ar sisudo que tomava conta de si enquanto estava em missão.

Pelo lado positivo, o clima festivo até a deixava mais tranquila naquelas ocasiões formais em que abandonar sua arma era necessário. Sabia, no fundo, que era somente uma utopia de momento e que um evento com aquele símbolo da família imperial poderia instigar pessoal mal intencionadas e ficar desatenta durante o período de descanso dos civis seria uma má ideia. Afinal, alguem precisav garantir a seguranca de inocentes.

Mantinha uma postura perfeita, optando ficar em pé. Uma maneira de conseguir observar os presentes de forma discreta. Trajava as características roupas vermelhas de seu clã e seus cabelos pareciam uma seda negra. Avaliava aqueles que estavam perto dela, perguntando-se o que uma donzela de aparencia tao suave faria naquele local. O rapaz dos cabelos azuis se mantinha afastado, por ser da Garca talvez estivesse guardando sua seguranca. A samurai Escorpião fitava a janela, enigmatica como seu cla pedia.

De qualquer forma, de nada adiantava conjecturar sobre eles. Não tinha intenção de fazer amigos naquela sala, não até saber se eram aliados e qual propósito tinham. Era um tanto reservada. Ao ouvir o som que se aproximava, teve toda a atenção atraída para receber adequadamente seu anfitriao.
fred~
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por fred~ em Ter Maio 31, 2016 6:59 pm

Os passos pararam em frente a porta e a mesma criada, uma jovem de boa aparência, que levara os quatro até ali desliza a porta shoji com cuidado.

- Samurais-sama, - ela fala após se curvar quase ao chão, mantendo a cabeça baixa. - Lady Matsu Suzuya-sama aguarda pelos senhores. Queiram me acompanhar por favor.

Aquilo foi uma surpresa para todos, pois esperavam uma audiência com o daimyo Matsu Koremori. Não tiveram muito tempo para pensar nisso pois a jovem já ia um pouco a frente esperando que eles a seguissem.


Bayushi Eiko sai como das sombras onde ela também estava de pé, trazendo consigo o presente* que deveria dar ao daimyo. Ela dá um sorriso aos demais e segue a jovem serva.




Numa ampla sala, Matsu Suzuya se abanava com um leque onde havia o desenho de uma fênix. Ela parece ficar feliz ao ver principalmente Shiba Hiruko, mas logo o seu semblante volta a parecer enervado, fechando o leque. Após esperar as apresentações dos nomes dos visitantes feitas pro um arauto Matsu, ela diz:

- É um honra conhecer todos vocês, estimados samurais. Sejam bem vindos à minha casa e que a amizade dos seus clãs com a casa Matsu perdure, ainda mais nesta data tão especial do Festival do Crisântemo - ela faz uma leve mesura e após um tempo que deveria ser o necessário para o cumprimento dos demais, retoma a palavra: - Samurais de clãs tão diferentes, certamente Hantei ficaria feliz, isso é muito auspicioso.

Suzuya parecia ser uma mulher na casa dos 40 mas ainda muito bela. Ler o seu semblante é difícil, mas isso é um traço comum a todos os rokugani. Ela apenas parece querer ir rápida ao assunto principal da conversa, embora os preâmbulos não possam ser ignorados.

* dita a cultura rokugani que em ocasiões como a de conhecer um daimyo ou um hospede um presente precisa ser oferecido, negado, oferecido novamente até ser aceito após a segunda recusa. É uma cerimônia onde cada aspecto precisa ser respeitado e o valor do presente não é o mais significativo mas sim sua importância. Não vai ser necessário interpretar isso por ora mas subentendesse que todos levaram um presente.
Luxi
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por Luxi em Qua Jun 01, 2016 8:29 am

Hiruko olhou de canto para os demais. Será que eles sabiam que o encontro não seria com o daimyo? Era apenas um detalhe, mas na cultura deles, coisas assim tinham muito significado e chegava a preocupar-se. A samurai assentiu e prontamente a acompanhou, sem muito tempo para divagar. Por estar concentrada, acabou não sorrindo de volta a garota de Escorpião. Seu semblante geralmente transmitia serenidade e uma aura de respeito, que não a tornava das mais simpáticas.

Com Matsu Suzuya, no entanto, a situação era diferente. Ela chegou a ensaiar um pequeno sorriso complacente, demonstrando estar contente diante de uma lady da Fênix antes de responder uma respeitosa mesura. Se soubesse que o encontro seria com ela, teria escolhido provavelmente outro tipo de presente. A alegria sumiu em conjunto com a preocupação visível da mulher. Era notável que estava ansiosa, ainda que tentasse esconder por educação, então era função de Hiruko permanecer em silêncio para que a outra conseguisse concluir o raciocínio.
shamps
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por shamps em Qua Jun 01, 2016 11:23 pm

Com presteza a jovem samurai de cabelos brancos levantou-se ao pedido da criada e como todos na sala, seguiu a moça até a dona da casa. A sua estranheza de forma alguma ultrapassou o limite de seu semblante, que permanecia plácido.

Seguiu até a sala onde a reunião aconteceria, sem dar atenção ao sorriso da Escorpião, mas ela sabia que um sorriso dado por um Escorpião nunca era sem motivo. Quanto aos outros, apenas manteve o respeito que há entre os samurais.

Adentrou à sala e esperou a saudação da anfitriã e mantendo a etiqueta impecável, curvou-se até onde sua posição social permitia – em relação à Matsu – e foi uma angulação perfeita.

- Matsu dono, sinto-me imensamente honrada em conhecê-la. Que as boas Fortunas continuem lhe trazendo prosperidade – foi um cumprimento sincero, além das formalidades de uma Garça.

Esperou que lady Matsu iniciasse a reunião.
spectro
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por spectro em Ter Jun 07, 2016 10:24 am

Sogetsu acompanha os outros até chegarem a sala de reunião, Fênix, Escorpião, Garça e Leão. Uma reunião deveras interessante, ver uma espécie de unificação era de bom grado para ele, caçar um Youkai, durante um festival, não pensava muito na data festiva queria caçar o monstro e livrar as pessoas de sua influência, ele ouvira alguns boatos antes de chegar as terras do Leão.

A etiqueta foi mantida, uma reverencia a Lady Matsu, os olhos do Samurai brilharam, ainda matutava em sua mente como venceria tal criatura maligna caso ela existisse, se fosse lutar em grupo, poderia formar uma estratégia boa, um ataque frontal e por trás.

Bem Sogetsu piscou, não poderia desviar sua mente do assunto local, do agora, se concentraria no que a mulher a sua frente falava, um laço com o Leão poderia ser tão forte quanto uma corrente de ferro, se cumprisse os requisitos ali apresentados daria mais um passo em direção a sua sina.

As palavras surgiam na sala de reunião, a voz jovem de Doji Mei também era doce, a de Lady Matsu, era indecifrável, mais uma vez lembrou-se de seu irmão, o seu temperamento impulsivo o faria ficar inquieto nesta sala, no entanto Kazama Sogetsu era diferente, sereno como a água esperaria os detalhes e todas as informações possíveis para iniciar sua missão.

Enquanto isso o jovem de cabelos azuis se concentrava nos atributos para ser um bom líder ou pelo menos possuir boas qualidades:
Moral: As pessoas devem estar de pleno acordo com as regras, alguns a seguirão plenamente, cegamente até, pouco se importando com qualquer perigo a vida.

Clima: Kazama já observava o clima do local, condições climáticas adversas poderiam prejudicar os planos. O clima significa o dia e a noite, o frio e o calor, as variações climáticas e estações. Compreendê-las para se adaptar ao clima aponta aquele que vencerá no futuro.

Terreno: Engloba as distâncias, que podem ser imensas ou pequenas, de caminho seguro ou imprevisível, por territórios abertos ou em estreitas passagens, enfim, tudo aquilo que determina suas chances de vencer ou morrer.

Líder: O líder deve-se fazer presente pelas virtudes do saber, da verdade, benevolência, coragem e rigor.

Método e disciplina: São as formas de organização da tropa, suas subdivisões, a ordem das patentes entre os oficiais. Questões como a manutenção das estradas pelas quais os suprimentos deverão chegar ao exército ou o controle das despesas militares devem ser sempre analisadas.

Todos estes atributos para construir e constituir um exército estavam na mente do rapaz, sua família havia pagado caro para que ele entrasse neste caminho, agoar era um samurai, o desejo da família havia se realizado, agora era hora de honrar este objetivo.
fred~
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por fred~ em Ter Jun 07, 2016 6:33 pm

Mei apresentou-se muito bem com toda a educação de uma dama da Garça. Hiruko mostrou uma certa simpatia imediata pela esposa do daimyo, mesmo que isso fosse um pouco estranho para ela. Sogetsu pareceu recitar mentalmente passagens da Liderança de Akodo, o que poderia fazer sucesso naquelas terras.

Terminado os cumprimentos, Bayushi Eiko se adiantou para entregar o seu presente, mas Lady Suzuya foi rápida:

- Oh, isso não será necessário agora, Bayushi Eiko-san... Meu marido encontra-se em Shiro Matsu, e receio que continuará lá durante o festival, mas ainda assim o presente o pertence. Por favor, aguarde o seu retorno e ele certamente ficará honrado em recebê-los.

Eiko prontamente retornou a sua posição imóvel em seiza após um sinal de compreensão. Logo Suzuya retomou a falar:

- O motivo que convoquei os senhores aqui é deveras importante... Conto com a discrição e o histórico de competência de tão honrados samurais...

Ela olha para cada um deles e agora sua preocupação é visível, seus olhos começam a lacrimejar e as palavras saem em uma torrente:

- É Toda Minako-chan... Minako-chan está desaparecida há seis dias, não se sabe se foi raptada ou se fugiu... Ela tem apenas 15 anos e é a filha única do principal hatamoto do meu marido, Toda Honzo... Mas mesmo ele não foi capaz de encontrá-la e também sumiu... Não posso descansar ao saber que ela pode estar em perigo... Ela é muito querida por todos nós. Não vejo alternativa a não ser recorrer a samurais que sei que poderão resolver esse caso. Qualquer notícia que obtiverem e que possa trazer Minako de volta trará grande estima da minha Casa e para seus Clãs. Espero contar com a ajuda de todos vocês nessa questão.

Não havia como não notar como fora difícil para Suzuya dizer tudo aquilo e não se descontrolar ainda mais, mas ainda assim ela tentou manter a postura altiva principalmente nas partes finais.
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por shamps em Qua Jun 08, 2016 10:16 am

A jovem Mei ouvia atentamente as palavras de Lady Matsu e sentiu uma pontada em sua espinha quando a mesma pediu ajuda para os presentes. Ela tinha urgência em voltar para casa para cuidar do esposo, mas ao mesmo tempo sabia que essa ajuda aos Matsu também poderia lhe ajudar com o acordo que tinha vindo realizar. A palavra ‘’estima’’ dita por Matsu viria bem a calhar.
Não tinha o que ponderar, afinal ela tinha seus deveres como Garça.

- Compreendo perfeitamente a dor que os Toda estão sentindo no momento, Lady Matsu – disse tranquilamente – não me oponho em prestar meu auxilio à sua causa e de seu hatamoto. Façamos isso o quanto antes – olhou para os demais, não esperando outra atitude senão a aceitação da missão. Aliados são sempre bem-vindos e a Garça sempre apreciou esse jeito de negociar.

- Precisamos de mais informações, fale-nos mais detalhes sobre o ocorrido, por favor.
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por spectro em Sex Jun 10, 2016 8:21 am

Ao ouvir as palavras emendou nas palavras de Doji Mei:

- Ela tem razão, aceitaremos as condições impostas, para ajudá-los, no entanto precisamos de mais detalhes a respeito do ocorrido, ela desapareceu, então precisamos saber se foi um sequestro de um Clã rival, ou então de um Youkai, sabemos que estes são tempos difíceis, não devemos descartar nenhuma hipótese por enquanto.

Viu a mesinha com alimentos e chá, mas não ousaria a mexer nela até saber os detalhes do caso, era uma missão de investigação, duas pessoas desaparecidas, e pelo que parecia nenhum pedido de resgate, mas antes de lançar conjecturas Sogetsu iria esperar o restante das informações.

Não deixaria uma menina de 15 anos em perigo, mesmo que fosse de um Clã diferente, além do mais, os leões poderiam ficar devendo uma, como se costumava dizer.
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por Luxi em Sex Jun 17, 2016 10:02 am

Hiruko ficou preocupada assim que soube que havia uma garota envolvida. Um alvo assim seria bem fácil para ser sequestrada e usada como moeda de troca. Além disso, inocentes envolvidos a deixavam sempre aflita. Poderia não ser nada grave, mas era difícil pensar em um desaparecimento por tanto tempo assim de uma pessoa importante sem associar a problemas. O momento de descontração do feriado tinha acabado de passar e ela não achava isso ruim, sua missão já estava em primeiro lugar.

A mulher dócil da Garça falava. Achava ótimo que houvesse uma pessoa comunicativa e gentil no grupo, assim poderia ficar com a parte mais prática do serviço. Primeiro apenas assentiu quando foi observada, séria. Não tinha intenção de falar, mas já que o companheiro da garota resolveu se pronunciar, achou de bom tom verbalizar o óbvio.

- Será uma honra poder ajudá-los nesta missão e trazer Minako-san em segurança - completou, embora ainda não soubesse se realmente conseguiriam fazer isso, achava que era melhor trazer um discurso um pouco mais acolhedor após as suspeitas de sequestro por clã rival ou youkai apresentadas.
fred~
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por fred~ em Seg Jun 20, 2016 3:28 pm

- Oh, o que desejariam saber mais? Sei apenas que numa noite após o banho ela se retirou para seu quarto, na manhã seguinte sua aia entrou para despertá-la e ela não estava mais lá... Seu pai desesperado partiu a cavalo atrás dela em todo o canto mas paramos de ter notícias dele... Nossos magistrados e shugenjas não encontraram nada mais, realmente muito estranho e nenhuma possibilidade pode ser descartada...

Ela pausa pensativa, depois parece um pouco mais recomposta, satisfeita com a aceitação daquela missão por parte do grupo.

- Estou mais segura em saber que essa missão está em boas mãos. Quanto a outras dúvidas que vocês possam ter, foi por isso também que chamei aqui Akodo Shinji-san.

Ela dá uma olhada para um dos guardas num canto, que assente, se curva e após isso desliza uma porta, para onde um samurai parecia esperar sentado. Ele se levanta e entra na sala, fazendo uma reverência para todos.


- Samurais-san, é uma honra conhecê-los. Estive investigando o sumiço de Minako-hime, a cidade já foi praticamente toda revistada, mas o festival tem dificultado um pouco as coisas... Tenho certeza que, pelo que ouvi dos senhores, obteremos êxito e ela logo estará de volta.

O jovem sorri, mas parece um pouco apreensivo. Tomando uma posição próxima do estrado onde Suzuya se encontra ele espera para responder qualquer dúvida que possam ter.
Luxi
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por Luxi em Ter Jun 21, 2016 9:06 am

Aquele relato tinha todo o jeito de sequestro, será que teria sido levada para longe daquela terra? Esperava que não, ou isso tornaria a missão bem mais difícil. Ficou surpresa e aliviada com a apresentação de outra pessoa para ajudá-los com os detalhes. Correspondeu o cumprimento e ouviu atenta às informações.

Achava estranho um pequeno detalhe...

- Seis dias e não receberam nenhum tipo de contato, nenhum pedido de resgate ou solicitação de benefícios para que houvesse uma troca. Isso é estranho para um ato de um clã rival, não acham? Akodo-san, sabem dizer qual foi o último local onde Toda Honzo-san foi visto? Podemos encontrar alguma pista nesse local.



spectro
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por spectro em Sex Jun 24, 2016 12:25 pm

Sogetsu ficou apreensivo, a cidade já havia sido revistada, e por um Akodo, tentou buscar em sua memória sobre eles, por fim analisou o olhar daquele rapaz, era puro, não tinha um desejo sórdido, mas sua busca mau sucedida com certeza o frustava, com certeza um servo leal de Lord Matsu Koremori, Kazama estava atento, aos ocorridos ao seu redor, tinha feito a chamada "lição de casa", ele não iria a um território sem estudar possibilidades e personalidades.

Sabia que Shiba Hiruko estava certa, se não houve nenhum pedido de resgate, poderia ser algo diferente do que pensavam.

- A honra de conhecê-lo é nossa Akodo-san, tenho certeza de que fez um excelente trabalho ao investigar pela cidade, mas tenha calma e paciência, lhe prometo que vamos conseguir resolver este caso, temos um grupo forte aqui, e vamos nos unir para completar esta missão com exito! E como Shiba-san disse, devemos tentar achar uma pista primeiro de onde as pessoas envolvidas desapareceram. Eu poderia por favor analisar o quarto da jovem Lady, os Shugenjas não acharam nada de estranho que possam nos ajudar?

Sogetsu pensou no que faria uma jovem sair de seu quarto, se ela teria sido arrancada de lá, ou se saiu para se encontrar com alguém as escondidas, o quarto da jovem poderia revelar algo, quis perguntar com quem a garota tinha envolvimento, circulo de amizades e tudo mais, uma jovem inexperiente poderia ter caído nas graças da paixão e talvez sido enganada, mas, não houve pedido de resgate, a cada minuto o caso se tornava mais interessante.

- Precisamos saber em que período ela deixou seu quarto,seja na manhã ou de madrugada, e o que ou quem a fez sair.
shamps
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por shamps em Sab Jun 25, 2016 2:30 pm

Em saudação a Akodo, Mei inclina-se levemente para o visitante.

- Creio que todos pensaram a mesma coisa – ela fala suavemente e põe-se de pé sem delongas – não devemos perder tempo. Vamos conhecer o local do desaparecimento e podemos fazer perguntas ao longo do caminho. Se a senhora da casa não se importar, é claro. A sua ajuda – dirigindo-se ao jovem que acabara de entrar na conversa – será de extrema valia, Akodo san.  

A moça da Garça tinha pressa em resolver o caso e se empenharia para fazê-lo da melhor forma.
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Re: [Livro I] Ar

Mensagem por fred~ em Dom Jun 26, 2016 1:53 pm

- Toda Honzo-sama foi visto entrando na floresta de bambu próxima ao rio Shiretsu no Matsu. Eu e Bayushi Eiko-san podemos verificar o seu paradeiro enquanto vocês podem organizar a outro equipe de busca...

Ele olha para Suzuya que assente em aprovação.

- Doji-san, acredito que você seja a mais capaz de liderar essa equipe. Junto com Asahina-san e Shiba-san, tenho certeza que elucidarão esse caso.

Por ser de uma família imperial, todos poderiam entender aquilo, mesmo que alguns pudessem não concordar.

Ao escutar as palavras de Sogetsu, Shinji se inclina como que em agradecimento e responde:

-  Certamente, Sogetsu-san - ele parece um pouco disperso por um momento, mas logo volta-se aos questionamentos. - Toda Yuma-san, sua tia e tutora, já que a mãe faleceu há muito tempo, terá mais detalhes para fornecer, não sabemos se foi pela manhã ou madrugada. Desculpe não ser de mais ajuda.

Parecendo um pouco exausta, mas ainda assim querendo transparecer otimismo, Suzuya retoma a palavra:

- Pois bem senhores samurais, se não tiverem mais questionamentos, devem se apressar, neh? Naturalmente terão passe livre por esse feudo e termos dos contratos individuais poderão ser assinados na saída. Que as Fortunas tragam a minha afilhada de volta...

Quase que prontamente, Mei se ergue pronta para partir e investigar a casa dos Toda, juntamente com Sogetsu e Hiruko.
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