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O Portão para o Desconhecido - Em alguma lugar do Mundo

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O Portão para o Desconhecido - Em alguma lugar do Mundo

Mensagem por Convidado em Qua Ago 17, 2016 1:29 pm

O Portão para o Desconhecido



Em algum lugar do mundo maritimo, nas profundezas mais escuras das águas, a entrada para o desconhecido pode ser avistada apenas por aqueles que já sabem onde ela está, ou que, de um jeito ou de outro precisa passar por ela, em outras palavras, a entrada para o mundo dos mortos.

Não se sabe se as pessoas que cruzam a entrada da caverna encontram algo bom ou ruím, ninguém sabe, mas ela está lá e todas as criaturas e seres passarão por ela, um dia.
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Re: O Portão para o Desconhecido - Em alguma lugar do Mundo

Mensagem por Convidado em Qua Ago 17, 2016 1:30 pm

Igor Radesh


E então como se sempre estivessem lá, um determinado momento que o espaço não era uma questão relativa, Igor e a garota estavam em um lugar próximo da escuridão, em algum lugar nas profundezas do mar, submersos na água e lá apenas a vida marinha inabitada se fazia presente. à sua frente havia uma caverna marinha, não era possível ver que jazia alem daquela caverna, mas ela era assustadora, medonha, e só de estar lá, Igor sentia arrepios. Se aquela era a entrada pro outro lado, ela era assombrosa.
John Milton
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Re: O Portão para o Desconhecido - Em alguma lugar do Mundo

Mensagem por John Milton em Qua Ago 17, 2016 4:15 pm

Seus pés tocavam o chão e ele nada sentia
Seu corpo atravessava uma porta e ele nada sentia
Sua companhia, apesar de ser amigável e acalentadora em nada adicionava.
Estar morto era a coisa mais chata que já acontecera a Igor.

Enquanto pensava nisso com sua mente incorpórea ele se dá conta que está no fundo do mar...

Peixes abissais passavam por si e seu primeiro pensamento era de que iria se afogar... Sua mão instintivamente tocam seu pescoço e ele se repreende... Você já está morto idiota...

Ele comenta, ainda com seu sorriso melancólico...

-Um dia me disseram que eu ira dormir com os peixes... Mas não era essa a idéia que eu tinha... Pelo menos tinha me prometido um sapato de cimen...

A voz do Cigano se perdera em seus lábios fantasmagóricos quando ele se dá conta que teria que atravessar a caverna... Arrepios correm da sua espinha inexistente...

O sorriso morre em seu rosto e se transformava em algo mais como resignação

-Essa deve ser a entrada do Inferno

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Re: O Portão para o Desconhecido - Em alguma lugar do Mundo

Mensagem por Convidado em Qua Ago 17, 2016 4:31 pm

Igor Radesh


Não era estranho imaginar que de fato aquela poderia ser a porta do inferno. A sensação ruim emanada daquela caverna submersa poderia ser o claro sinal daquilo. A garota então diz ponderada:

- O que se encontra do outro lado depende de cada um. Pra alguns pode ser o inferno, para outros o paraíso, se você não tiver outro lugar a qual pertença provavelmente vai encontrar ou um ou outro. Agora é com você.

E assim o próximo passo de sua existência seria entrar naquele lugar que lhe causava mal estar... E após aquilo, algo dentro de si dizia que não haveria volta, mas da mesma forma Igor sabia que não existia outro lugar para Igor ir.
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Re: O Portão para o Desconhecido - Em alguma lugar do Mundo

Mensagem por John Milton em Qua Ago 17, 2016 4:36 pm

Igor não tinha para onde ir, sabia disso...

Todo aquele dinheiro que tinha conseguido de nada adiantaria, sua carcaça seria jogada n'algum lixão e seria comido pelos urubus e apodreceria.

Jogo injusto aquele que jogara... Dados Viciados haviam sido lançados.

-Que sorte a minha, nem mesmo saberei de antemão o que me reserva o outro mundo.

Ele busca o olhar de sua companhia

-Se ficasse por esse mundo? O que me aconteceria?
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Re: O Portão para o Desconhecido - Em alguma lugar do Mundo

Mensagem por Convidado em Qua Ago 17, 2016 6:22 pm

Igor Radesh


A garota dá de ombros e responde:

- Bem, eu até posso permitir que você se despessa de pessoas queridas se quiser, mas ainda assim elas não vão te ver, ou visitar lugares que você sempre quis visitar, ou tirar algumas dúvidas que só conseguiria se fosse uma mosquinha espiã... Mas não posso permitir que fique.

Ela demonstrava um certo pesar, uma empatia para com o medo do cigano, e continua:

- É que existem regras nesse universo, Igor... Eu entendo como está se sentindo, mas não dá pra escapar disso. Eu já estou aqui, e depois do nosso encontro, só há este lugar para ir.

Igor podia ver que a garota realmente se compadecia dos seus sentimentos, não era jogo, não era manipulação, mas era simplesmente as coisas como elas eram.
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Re: O Portão para o Desconhecido - Em alguma lugar do Mundo

Mensagem por John Milton em Sab Ago 20, 2016 6:49 pm

De quem ele se despediria? Ninguem lhe era caro e, tirando sua mãe, ninguem tinha lhe amado. Nem mesmo Natasha.

Poderia se despedir dela, mas de que adiantaria? Ela não poderia lhe ver.

Que dúvidas tiraria? De que adiantaria ter conhecimento se não poderia aproveitá-lo?

Igor percebe que não haveria escapatória. Deveria, mais cedo ou mais tarde, fazer aquele caminho.

Ele murmura, olhando para os próprios pés.

-É verdade... Todos os seres vivos na terra morrem sozinhos...

Ele levanta a cabeça, agora resoluto, apreciando o rosto do Espirito que lhe acompanhava como se fosse a primeira vez que o visse.

- Nada tenho mais a tratar nesse mundo... Quem sabe, noutra vida, eu consigo ter mais sorte...

Tinha se resolvido

Um sorriso cansado delineia o rosto do Cigano. Ele estava cansado daquilo tudo...

Ele coloca as mãos nos bolsos...

- Bom, acho que isso é um adeus




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Re: O Portão para o Desconhecido - Em alguma lugar do Mundo

Mensagem por Convidado em Dom Ago 28, 2016 12:25 pm

Igor Radesh


Igor refletia nas pessoas da sua vida e nas coisas que poderiam lhe ser queridas, e nada... absolutamente nada que valia a pena se importar e voltar um pouco atrás para uma ultima olhada lhe vem à mente...

A garota faz uma expressão de chateação e pôe a mão no ombro de Igor e naquele momento, ele via que apesar de ter morrido sozinho, ele não estava sozinho, e é o que ela dizia:

- Eu prometo ir te visitar de tempos em tempos, pra você não se sentir tão sozinho.

E assim, agora era a hora de ir... Igor começava aquela caminhada escura e medonha se aprofundando cada vez mais na caverna submarina, se olhasse para trás, veria a que a garota continuava lá, observando ele ir até o final, desaparecer na escuridão da passagem pro outro lado, e assim Igor continuava sua profunda caminhada até imergir numa escuridão absoluta que parecia entorpecer os seus sentidos. Naquele momento de plena escuridão, Igor não sabia para onde prosseguir, não sabia se os passos que davam eram pra frente ou pra trás, não sabia se realmente estava dando passos, não sabia se seu corpo astral estava obedecendo os comandos que sua mente dava, um desespero começou a bater em Igor, será que ele estava ali? Será que realmente estava pensando? Será que realmente existia? O fato de ter uma mente fazendo essas perguntas a si mesmo não ajudava a ter certeza de sua própria existência, não naquele bréu absoluto, e então Igor começou a se debater em desespero até sentir-se leve, incrivelmente leve, mas aquilo não parecia fazer diferença nenhuma, até que via o chão, alguma coisa... Um leve tom alaranjado que se aproximava do chão e se aproximava rápido... Ele ficava maior tomando uma coloração também avermelhada e uma sensação de calor que vinha junto, e Igor via... Não era aquele cenário que vinha até ele, era ele que estava em queda livre no cenário, e Igor se via no ar, caíndo em um mundo onde os céus eram avermelhados e negros, os prédios urbanos eram totalmente destruídos assim como as ruas, os trovões avermelhados cortavam os céus em um cenário apocalíptico de fim do mundo, mas não era como se Igor pudesse contemplar tudo aqulo pois estava em queda livre de mais de 500 mil pés, uma queda que certamente o mataria antes de se esborrachar no chão e ter todos os seus membros divididos... Igor caía e depois de algum tempo de gritos, o chão...

Cenário:

Tudo ficara escuro... Igor reabre seus olhos, sentia um cheiro e gosto estranho na boca... Cheio de ferrugem, seus olhos ardiam com alguma substância que estava no vento forte que não parava de jorrar. Igor se levantava e estava inteiro, porém havia sangue e visceras bem aonde estava deitado... Igor olhava ao seu redor e via a destruição máxima do fim do mundo em que se encontrava... Via aos céus e se espantara quando seus olhos um tanto ardidos viam pessoas caindo do céu aos montes em vários lugares diferentes daquele lugar, distantes... E Igor então ouvia algo estranho, um som, um grunhido que lhe gelara a espinha, ele olhava para trás e via... Coisas medonhas, criaturas terríveis e feias que espreitavam-no como se ele fosse uma presa suculenta e eles o bando de animais que iriam jantá-lo. Igor não pensou em outra coisa se não correr no meio dos carros destruídos e da estrada quebradiça, o calor logo começara a se tornar insuportável, mas não era tempo pra pensar, tinha que fugir daquelas criaturas que certamente lhe rasgariam as entranhas... E assim, elas começavam, quatro daquelas coisas horríveis correndo atrás de Igor e saltando entre os carros num jogo de gatos e rato, e Igor via que os monstros logo o pegariam, até que sente um puxão na perna e cai no chão, ele vira-se e via a criatura criar garras e dentes, sentia as garras penetrarem na perna de Igor e aquilo doía como o inferno. Tinha que se defender, era o instinto de sobrevivência, tinha de fugir... Ele chutava a criatura que parecia não sentir dor alguma, e logo outra das criaturas pulava em cima de Igor puxando-lhe o braço com suas presas e garras, logo outra das criaturas fazia o mesmo puxando o outro braço, as três criaturas brigavam insanamente por Igor, puxando ele de um lado para o outro como a presa que havia se tornado, sendo balançado e rasgado, os gritos era inevitáveis, até que outra das criaturas pulou em cima de Igor e imediatamente mordeu-lhe a face arrancando quase metade de seus rosto deixando o esqueleto e músculos expostos, logo ela lhe rasgava o abdome fuxicando e arrancando seus órgãos como se fosse uma pequena caixa de trambolhos e a busca por algo interessante começava, Igor já não suportava aquilo, queria morrer, queria que aquilo acabasse ali mesmo, mas tinha a sensação de que aquilo estava apenas começando, tinha a sensação de que seu outro lado era aquele, Igor tinha afinal de contas, encontrado o seu fim na eternidade do Inferno.

Monstros:

GAME OVER
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Re: O Portão para o Desconhecido - Em alguma lugar do Mundo

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