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Capítulo 1: O Asilo Kirton

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Elminster Aumar
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Elminster Aumar em Seg Nov 07, 2016 9:33 pm


Mal deu tempo do Urso responder a Jack sobre a vestimenta médica, pois logo em seguida o gatuno fez um gesto repentino de silêncio. Suas mãos chegavam a quase tremer com a leitura do documento a sua frente. Jeromé, cauteloso, deixou as roupas em cima do armário e se aproximou para ler o que havia deixado Jack daquele jeito.

- Raposa...

Naquele momento, num ato intempestivo, Jack arremessa no chão alguns relatórios que estavam sobre a mesa. Jeromé parece se assustar com o gesto de seu companheiro, e, ainda abobado, se agachou para ajudá-lo a recolher todos os papéis caídos ao chão. Depois de terem recolhido até a última folha, Jeromé olha novamente para o relatório que Jack tinha em mãos, e pergunta apontando especificamente para a frase "requer uma nova sessão":

- Você sabe o que isso quer dizer, Harpia?

Independente de sua resposta, Jack guarda a foto da suposta família do Doutor Handrámon, assim como o relatório da Amanda. Além disso, bastaria uma segunda olhada para ter a clareza de que o jaleco branco serviria perfeitamente bem para ele mesmo; Jeromé era demasiadamente alto para vesti-lo. Mais do que tudo, eles precisavam agir, pois quanto mais tempo permanecessem no sanatório, mais riscos estariam correndo.

A sorte, contudo, parecia estar ao lado dos dois. Ou, talvez, fosse tudo parte da previsão de Vivaldi, pois naquele momento, um som de alarme começou a ser ouvido partindo do corredor, e em seguida, uma voz masculina passou a ser ouvida através dos altos falantes instalados em cada sala do Asilo Kirton. A voz anunciava em certo desespero:

- Atenção! Precisamos de reforços nos portões dianteiros! Repito: precisamos de reforços nos portões dianteiros do sanatório! Estamos sob ataque! Repito: estamos sob ataque!


Shady Dope
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Shady Dope em Dom Nov 13, 2016 3:50 am

Jack também não estava certo sobre o quê queria dizer aquela frase, "requer uma nova sessão", mas a primeira coisa que pensava era que seja lá o quê tivesse sido feito, a primeira sessão se mostrou ineficaz. Jack não sabia se isso era bom ou não, dependia das intenções dos doutores com a intervenção médica. - Não. Mas mal posso esperar pro Doutor Handrámon me contar o quê significa.

A voz no auto-falante interrompe a conversa, não que ambos tivesse muito mais para falar, mas serviu como gatilho para agirem mais rapidamente. Com a manifestação exigindo esforço maior nos portões da frente, menos guardas vigiariam a ala subterrânea. Jack vestiu o jaleco por cima de sua roupa, deixando aberto para ter mais fácil acesso a ferramentas e armas caso fosse precisar. - Ligeiro, os corredores devem ficar mais vazios. - O gatuno da dois passos em direção a porta, mas faz uma pausa para combinar algo. - Ande ao meu lado e não fale nada... Se alguém nos abordar, deixe que eu fale... E haja naturalmente, se isso for possível. - Jack dava as instruções acreditando que seria mais fácil para Jeromé não ser descoberto se ele não fizesse questão de se esconder, talvez no lado de um suposto doutor os guardas acreditassem que Jeromé fosse alguém sob a supervisão de Jack.

Então, os dois saíram da sala que estavam e começaram a explorar o subterrâneo do Asilo Kirton. Procuravam por sinais de mais pacientes e informações, qualquer coisa que tivesse alguma ligação com o Víbora, ou ainda com a Raposa.
Elminster Aumar
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Nov 15, 2016 9:33 pm


Jeromé faz um sinal positivo, e assim que Jack termina de vestir o jaleco branco, os dois saem da sala, onde se deparam com um corredor de iluminação baixa, onde o som do alarme soava mais alto. À sua direita, o corredor prosseguia com uma fileira de portas de ambos os lados das paredes, do lado esquerdo, o corredor seguia por mais apenas cinco metros até desembocar numa escadaria que levava para ainda mais baixo da terra. Jack deduziu que algumas das portas à sua direita seriam das salas que ele já espreitou através das grades de tubulação do sanatório, e por isso a escada se mostrou um caminho mais interessante, além de poder começar a explorar o local todo de baixo pra cima, já que não deviam haver tantos andares subterrâneos assim.

Algumas vozes se faziam distantes, mas elas estavam distantes demais para que os dois se preocupassem. Jack e Jeromé desceram por uma escadaria em espiral, cuja largura caberia os dois lado a lado e nada mais de espaço sobraria. O gatuno podia sentir o seu companheiro tenso, com os músculos de seu corpo rígidos e um caminhar pesado.

Já no andar debaixo, eles se viram numa sala circular, mas ao invés de verem paredes em suas extremidades, eles viram portas de celas. No centro do sala, havia um homemvestido como um policial urbano sentado numa cadeira e com os pés largados em cima de uma mesa logo a frente. Ele fumava algum charuto no momento em que os dois homens da irmandade desceram os últimos degraus da escada, e assim que o guarda viu os rostos desconhecidos que adentravam o seu ambiente, ele largou o charuto e se endireitou em sua cadeira, tirando os pés de cima da mesa. Uma de suas mãos foi para a sua cintura, mas a mesa encobria o que ele poderia estar segurando.

- Eu não conheço os seus rostos - disse o guarda, que olhava muito mais para o Jeromé do que para Jack. - O que querem aqui?

O guarda tava sendo cauteloso em suas palavras. Jack, por mais que tentasse ver através das grades das portas das celas, era impossível enxergar o interior de qualquer uma delas, sendo difícil saber se elas estavam ocupadas ou vazias.


Shady Dope
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Shady Dope em Ter Nov 15, 2016 10:23 pm

Quando Jack avistou a escadaria que ligava outro pavimento subterrâneo, não pensou duas vezes, era a hora de explorar o sanatório o máximo que podia, e isso significava ir até as partes mais profundas que pudesse. - Ali! A escada. - O gatuno comentou baixinho para Jeromé, os dois aceleraram seus passos para que pudessem aproveitar bem o tempo da confusão que estava no exterior do sanatório.

- Gastaram bastante recurso nisso... - Jack comentava enquanto ambos descia a escada, estava se referindo às instalações de todo o complexo subterrâneo, o Asilo Kirton era muito maior do que aparentava pelo lado de fora, e já assim parecia grande o suficiente. A escadaria em espiral era larga, Jack e Jeromé desciam lado a lado, e isso era um luxo se tratando de um local de pouco acesso. Imaginava o quê além de corpos carregava por alo. A percepção de Jack o faz notar que Jeromé não parecia tranquilo com a situação, provavelmente por estar tentando atuar, algo que era péssimo. - Relaxa, Urso. Deixa que eu fale caso precise... Você só precisa acenar com a cabeça concordando com o quê eu falar. - O gatuno relembra Jeromé do quê fazer, embora não parecia de todo necessário.

No final do lance de degraus, Jack se deparou com aquilo que parecia um local para encarcerar alguns dos prisioneiros do Asilo Kirton, talvez os piores deles julgando pela ala em que as celas foram instaladas. Jack já havia ouvido falar de alguns presídios que tinham instalações parecidas, funcionavam como um centro de observação para algumas pesquisas relacionadas a comportamentos, era o quê tinha ouvido falar nos cantos mais sujos de Caspia. Fazia sentindo uma dessas instalações no sanatório, mas não sabia se era este o caso. Um homem com uniforme da policia local guardava as celas, pela forma que foi pego no local não esperava alguém por ali. Significava que aquele canto era pacato como padrão.

Jack se aproxima da mesa do policial sem tirar os olhos dele, sendo direto e não demostrando que era a primeira vez num local como aqueles, até que enfim para em frente a mesa do policial. - Boa noite meu bom vigilante. O senhor pode me falar quais os pacientes que estão nessas celas? - Jack questionava de forma simpática. Sua pergunta tinha como intenção principal descobrir como chamavam os pacientes no sanatório, se era por códigos ou pelos nomes. Torcia que fosse a primeira opção.
Elminster Aumar
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Nov 15, 2016 11:46 pm


Mesmo após as palavras de Jack, Urso ainda não estava relaxado como um todo. O policial seguia dando mais atenção em seu olhar na direção de Jeromé do que de Jack, embora o motivo disso poderia ser muito bem a representatividade do prejuízo que uma pessoa do porte físico do Urso poderia causar.

- Eu só tenho um paciente aqui comigo, senhor. Eu não sei o que vocês vieram fazer aqui, para ser bem honesto, eu nunca os vi nesse prédio. Mas se por acaso vocês são novos, eu preciso informá-lo que não estou autorizado a deixar ninguém visitar ou ter qualquer tipo de contato com esse paciente. E, bom, vocês devem estar ouvindo o alarme. Isso quer dizer que a situação lá fora não tá nada boa. Seria melhor se os dois retornassem para os seus aposentos, pelo menos até essa rebelião acabar.

O policial havia fugido um pouco da pergunta de Jack, sem revelar quem era o paciente. Ele se levanta da cadeira, e embora sua mão não estava mais posta sobre a cintura, havia um coldre com uma pistola ali. O homem não estava em sua plena forma física, e mesmo por baixo de seu uniforme se dava para notar uma barriga saliente. Ele era um pouco maior que Jack, embora mais baixo que Jeromé, que apenas ouvia toda a conversa sem ter qualquer reação. O policial circundou a mesa em direção aos dois homens, parando do lado do gatuno vestido de médico, e então estendeu o braço em direção a escada por onde eles desceram.

- Sinto muito, mas ninguém pode ficar aqui embaixo a não ser eu. Ordens da chefia.


Shady Dope
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Shady Dope em Qui Nov 17, 2016 5:35 am

O guarda avisa sobre o único paciente, o quê era estranho pelo número de celas no local. Jack agora se permitia observar as celas, poderia notar as pequenas janelas ao topo de cada porta, todas rigorosamente do mesmo tamanho. O gatuno olhou ao redor, mas não encontrou o tal prisioneiro, o interior das celas estavam escuros e provavelmente o paciente estava acolhido nos fundos do seu cubículo. Enquanto os olhos de Jack passeavam pelas portas das celas, o guarda continuou falando, e com o restante de sua fala Jack improvisaria.

- Ah, claro. Me chamo Dr. Houdini, sou novo na residência. - Jack forçava um sotaque caspiano e simula apontar para a posição onde deveria ter um crachá de identificação pendurado ao seu jaleco, fazendo-se de bobo quanto a inexistência de um. - Oh, sempre me esqueço. Dr Hopkins não esperava que minha transferência ocorresse já neste mês. Nem o crachá ficou pronto... Não preciso nem falar sobre a sala que improvisaram. - O gatuno complementava seu disfarce com a construção de uma estória e o uso do nome conhecido de Dr. Hopkins para dar mais veracidade. Ao final finge estar entrando em um devaneio desnecessário sobre a suposta transferência inesperada para o Asilo Kirton, fazendo uma careta jocosa e voltando a atuar para o guarda. - Mas isso não importa.

O guarda se levanta, parecia querer levar Jack e Jeromé de volta ao andar superior para cochilar tranquilamente no vazio da sala, mesmo que o alarme não fizesse silêncio. Mas Jack ainda não havia terminado, sobrou tempo para o "grand finale" de sua atuação como Dr. Houdini. - Oh, desculpe. Eu deveria ter apresentado a autorização logo quando entrei. - O gatuno coloca uma das mãos por dentro do jaleco e sobretudo, procurando alguma coisa em seus bolsos interiores, e de fato estava. Talvez aquilo deixasse o policial em alerta, mas Jack continuava conversando casualmente. - Sabe como é, estrangeiro recém-chegado. Qualquer motivo é motivo pra puxar conversa... - Jack falava em tom de brincadeira e passa a mão para o outro bolso, encontrando o quê procurava. - Achei!.. Aqui está a autorização. - O gatuno sabia que em algum dos bolsos de seu sobretudo ainda estava guardado uma comanda de um restaurante que havia jantado naquela semana. Enfim o pedaço de papel inútil tivera sua utilidade. Jack estica a folha, finge fazer uma leitura rápida com os olhos e entrega para o guarda.

Agora era hora de surpreendê-lo. Assim que o guarda começa a passar os olhos sobre a "autorização", Jack surpreende o guarda o desarmando e o rendendo com a ajuda de Jeromé. Jack não iria matá-lo, não tinha por quê, mas seria importante deixa-lo desacordado.
Elminster Aumar
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Elminster Aumar em Sex Nov 18, 2016 11:41 pm


Jack era um bom orador e suas palavras conseguiam prender a atenção do guarda, mesmo com ele tendo levado sua mão para o coldre de sua arma.

Jeromé ficara calado conforme as orientações de Jack. A todo o momento, os olhos do guarda se voltavam ao grandalhão, provavelmente na esperança de que o "Dr. Houdini" lhe esclarecesse quem era o seu paciente ou o que eles queriam ali. A conversa, contudo, não chegou até aquele ponto. Na falta de um crachá, Jack improvisou ao dizer que tinha uma autorização para estar naquela sala, e, apesar da leve desconfiança do guarda, o homem parara pra ler a comanda de restaurante que lhe fora entregue, e justamente nessa hora, Jack o imobilizou numa chave de pescoço.

- SOCORRO! INTRUSOS!

O guarda conseguiu tempo para gritar por ajuda, mas o som do alarme atuava contra ele naquele momento. No instante seguinte o Urso estava sobre o homem, que já imobilizado por Jack, não conseguiu se defender de seu golpe. Jeromé lhe deu uma cabeçada com vigorosa força, fazendo a sua cabeça se chocar contra a dele num ato violento. O policial não resistiu e desmaiou nos braços de Jack.

- Essa doeu...

Jeromé levou a mão à sua testa, onde provavelmente nasceria um calo ali nas próximas horas. Jack ouviu uma risada partindo de uma das celas, uma que estava logo a sua frente. Não dava para ver o interior da cela, mas a risada se propagava no ambiente com clareza.


Shady Dope
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Shady Dope em Sab Nov 19, 2016 10:56 am

O guarda caiu no truque, a imobilização tinha sido feita com facilidade, embora o guarda ainda tinha achado uma brecha para pedir socorro, não muito inteligente da parte de alguém que estava rendido, sorte do guarda que Jack não era insano como a maioria dos pacientes do sanatório. Em pouco tempo o mesmo guarda é nocauteado por Jeromé, o gatuno chegou a afastar a própria cabeça para não ser pego pelo golpe do grandalhão. Sentindo o corpo imóvel do guarda em seus braços, Jack o arrasta para baixo da escrivaninha que mantinha no local, escondendo o corpo para o caso de alguém entrar no local. O gatuno passa a mão no coldre do guarda e retira a arma, em seguida arremessa a arma para Jeromé. - Já sabe o quê fazer... E bela cabeçada! - Como de praxe, o gatuno deixa para Jeromé a tarefa de desmontar a arma e retirar a munição, só por garantia que ninguém fosse usar aquela arma tão cedo. Enquanto isso, o gatuno vasculhava o corpo do guarda e sua escrivaninha em busca das chaves ou mecanismo das portas da cela.

A risada do único paciente surge do interior de uma das celas, e logo se espalha ecoando pelo ambiente. Jack não esperava que o prisioneiro tivesse aquela reação após terem nocauteado o guarda, esperava um possível clamor pela liberdade. Em todo caso, estava em um sanatório, então não poderia considerar obviedades em sua passagem por ali. - Achou engraçado camarada? - O gatuno encarava a escuridão da cela com uma feição despreocupada. - Mostre-se, não temos muito tempo... Não tanto quanto você pelo menos... - Jack não estava disposto a esperar tanto pelo paciente prisioneiro, fazendo piada da situação do sujeito associando o tempo livre que tivera dentro da sua cela, uma vez que se quisessem o deixaria mofando nas celas eternamente.
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Elminster Aumar em Sab Nov 19, 2016 11:20 am


Jeromé segura a arma do policial e começa a desmontá-la com certa habilidade. Ele podia ser grande e ter um quê de estúpido, mas era um inventor nato. A prova disso eram as bombas alquímicas que ele carregava num cinto escondido por baixo do traje; havia de tudo ali, desde granadas corrosivas até a bombas flamejantes, todas construídas por ele próprio.

O Urso guarda as balas num de seus bolsos para fazer uso da pólvora contida nelas mais tarde, enquanto a arma, ele trata de jogar dentro de uma das celas vazias. Jack deixa o corpo do policial embaixo de sua mesa de escritório enquanto diz algumas palavras pro paciente que estava rindo. A risada cessa e Jack ouve uma voz masculina.

- Minhas mãos e meus pés estão acorrentados - diz a voz. - Desculpem-me pelas minhas risadas... eu estava rindo por que estou achando essa situação ridiculamente parecida com a que ocorreu há dois meses atrás. Alarme soando, gente invadindo o sanatório...

Ao contrário do que poderia se esperar, a voz não parecia ser de algum lunático. Ela era fria... encantadoramente fria.

- Eu estou me perguntando agora se vocês não são os mesmos que invadiram este local daquela vez, arriscando suas próprias vidas para salvarem uma paciente... Você encontrará um molho de chaves nas vestimentas do guarda, mas a chave que abre a minha cela não se encontra aí.

Jack encontra o molho de chaves mencionado pelo prisioneiro. Continha ali onze chaves e uma contagem rápida revelava que haviam doze celas naquela sala circular.

- Escutem... eu sei que vocês estão com pressa. Mas se vocês forem quem eu acho que são, irão se arrepender de me deixarem aqui.


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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Shady Dope em Sab Nov 19, 2016 11:44 am

O paciente aparentemente estava no sanatório por pelo menos dois meses, ou esteve na última ocasião de invasão e fuga do sanatório, ou então leu através dos jornais, como a maioria. As informações que dava até o momento não queria dizer absolutamente nada mais do quê algum conhecimento sobre o acontecimento no Asilo Kirton que se tornou popular. As palavras eram ditas de uma forma tão sóbria que um lunático não poderia fazê-lo. Jack se perguntava se um sociopata poderia ser chamado de lunático, mas não queria julgar o homem por seu tom de voz.

O gatuno seguia as sugestões do paciente prisioneiro e rapidamente encontrou o molho de chaves. Apesar de tentar identificar a voz, Jack não conseguiu, seria muito otimismo encontrar Lugos tão facilmente, uma vez que um senso mais realista de Jack fazia-o acreditar que Lugos sequer estaria no sanatório. Mas não era hora de questionar as decisões de Vivaldi.

- Não acho... Na última vez tinha muito mais violência e sangue... - Jack respondia o paciente sobre a semelhança que ele via com a invasão de dois meses atrás. Então, finalmente o paciente prisioneiro começava a falar as obviedades tão esperada por Jack, lá estava ele pedindo pela sua liberdade. O gatuno sorria enquanto mexia no molho de chaves, gostava de se sentir dono da situação. As palavras do paciente não fizera a curiosidade de Jack despertar, provavelmente o gatuno inventaria um argumento parecido em tal situação.

Jack da as costas para a cela, ameaçando uma saída do local. - Eu não posso me arrepender de algo que eu não saiba... Então... Você tem trinta segundos pra me convencer. - Jack fazia a contagem mentalmente. O paciente prisioneiro teria rigorosos trinta segundos para falar qual arrependimento Jack teria se não o soltasse.
Elminster Aumar
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Elminster Aumar em Sab Nov 19, 2016 12:04 pm


Jack ameaçava sair do local se o prisioneiro não desse algum motivo forte o suficiente para ele permanecer. A voz novamente é ouvida através das grades da porta.

- Pelas suas palavras posso supor que, sim, vocês são os mesmos que invadiram este lugar há dois meses atrás. Os mesmos que levaram Amanda Dornen.

O nome da Raposa despertou instantaneamente o interesse de Jack, que parou onde estava para ouvir mais. Jeromé também acompanhava a conversa. A voz voltou a rir, mas desta vez foi por breve instantes.

- Eu sei disso porque ela era a minha paciente. A lobotomia que eu fiz nela, apesar de não ter sido das mais fortes, foi o suficiente para deixá-la com danos cerebrais quase irreversíveis. Ela deve estar num estado vegetativo, estou certo de supor isso? Bem... a graça disso tudo é que vocês precisam de mim. Sou o único que posso reverter essa situação e devolver a sanidade para a amiga de vocês... ou seja lá qual relação vocês tenham com ela.


Shady Dope
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Shady Dope em Sab Nov 19, 2016 1:46 pm

A menção a Amanda Dornen revelava que o paciente prisioneiro detinha mais conhecimento sobre o causo do quê as revelações nos tabloides, de fato era algo que surpreendeu Jack. O gatuno ficou parado por alguns segundos, pensativo sobre o quê fazer sobre com o Dr. Handrámon que supostamente estava dentro da cela por algum motivo o qual Jack ainda não se importava. O gatuno se incomodou com a risada do sujeito, mas o tempo seria um aliado para o Dr. Handrámon, pois Jack tinha pressa em retirar o obstáculo que a porta daquela cela representava entre os dois.

Jack manteve-se calmo e caminhou até a frente da porta da cela, colocando seu rosto na janela. - Suponho que você saiba onde está a chave da sua cela... Seja rápido. - O gatuno não tinha muito mais a falar no momento, guardaria palavras para o momento certo. O gatuno esperou pela resposta do prisioneiro, e assim que obteve, Jack partiu em busca da tal chave. Dr. Handrámon poderia ser a resposta não apenas para a cura de Amy, mas também do paradeiro de Lugos.
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Elminster Aumar em Seg Nov 21, 2016 10:33 pm


Assim que se aproxima da porta da cela, Jack percebe a sombra de alguém aos fundos do cubículo. O homem estava de frente para a porta, mas tinha as mãos erguidas junto às paredes sendo mantidas presas por correntes com cadeados, e a mesma coisa tinha em seus pés. A parca luz da sala principal que adentrava a cela era o suficiente para notar que a aparência daquele homem era muito parecida com o da foto, não restando muitas duvidas de que ele era, de fato, o Doutor Pierre Handrámon.

- Eu direi onde está a chave da minha cela - disse o sujeito, voltando com a fala fria - mas antes de você descarregar todo o seu ódio em mim, saiba que eu não tenho culpa do que aconteceu. Como você pode ver eu sou um prisioneiro do Dr. Hopkins... eu já era na época em que fiz o tratamento nessa moça. Hopkins me obriga a fazer experimentos nos pacientes, o que inclui as mais horrendas cirurgias e procedimentos médicos. Eu não tive opção. Hopkins tem a minha esposa e o meu filho como reféns... você achou a foto em minha sala? - pergunta o homem, mas prossegue sem esperar uma resposta. - Imagino que sim, eu a deixei guardada na gaveta de minha mesa. Os dois pensam que eu estou morto. Todos pensam que eu estou morto. Porém estou aqui, sendo usado como uma ferramenta nas mãos do Dr. Hopkins.

A voz havia embargado um pouco no final. Notava-se que o estado de Handrámon era péssimo; ele estava vestido com algum trapo sujo e remendado, suas costas, arqueadas, revelavam o cansaço de quem já deveria estar há muitos dias ali dentro.

- A chave está na sala de operações. Subindo para o térreo, vocês vão entrar por um corredor à esquerda e depois terão que entrar na terceira porta à direita. Haverá um quadro com chaves. Peguem a de número 19.


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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Shady Dope em Sex Nov 25, 2016 7:28 pm

A visão do doutor acorrentado não lhe fazia sentir pena, nem mesmo sua história. O gatuno sabia que a família era vítima, mas o doutor se envolveu e nunca o perdoaria por aquilo, sendo forçado a respeitar as ordens das autoridades ou não. Jack não deu ouvidos para o Dr. Handrámon, após a informação da localização das chaves deu as costas para ele. - Aguarde aqui, Urso... E não deixe o guarda acordar... Se eu não aparecer em meia hora, se manda daqui. - Jack caminha até próximo a escadaria que levava ao pavimento superior, e dali pra frente começou a se apressar, caminhando ligeiramente até seu destino. Seu disfarce como Dr. Houdini permanecia, e não deixava de bisbilhotar para dentro dos quartos e celas durante o percurso. Por sorte poderia dar de cara com o Víbora em algum canto do Asilo Kirton, e era isto que fizera Jack escolher por ir até a sala de operações e não simplesmente ter tentado arrombar a porta com algumas de suas ferramentas, a exploração poderia trazer alguma informação a mais. Enquanto percorria o trajeto até a sala de operações, Jack pensava que tipo de segurança o Asilo Kirton tinha adotado para deixar as chaves do Dr. Handrámon tão longe de sua cela, em um caso de emergência não poderiam retirá-lo de sua cela com rapidez.
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Elminster Aumar em Qui Dez 01, 2016 8:49 pm


As informações dadas por Handrámon sobre como alcançar a sala de operações eram úteis, mas Jack ainda tinha em sua mente a memória da planta do sanatório que Vivaldi apresentara à Irmandade na primeira vez em que eles invadiram o local. Naquela noite a resgatada foi Amanda, e agora, eles tentavam salvar Lugo. Durante o caminho, Jack se perguntou do motivo pelo qual Vivaldi não mostrou a planta do Asilo Kirton desta vez, tampouco traçara planos complexos, coisa que ele costumava fazer com frequência. Para completar ele ainda se separou de Jack e de Urso sem dar maiores explicações. Teria sido a falta de tempo em preparar um plano nos mínimos detalhes ou Vivaldi estava tentando ensinar alguma lição aos seus irmãos?

Sem respostas para tais questionamentos, Jack se via caminhando pelos corredores subterrâneos do sanatório. Haviam muitas portas abertas que mostravam salas de cirurgia, operação e até mesmo de tortura. Numa dessas salas havia um homem nu e acorrentado, apresentando vários ferimentos pelo corpo e balbuciando coisas desconexas. Não era segredo para ninguém - pelo menos para a Irmandade - que os subterrâneos do local eram usados pros mais terríveis experimentos. Poucos funcionários tinham acesso aquele lugar e por isso os corredores estavam vazios. Jack se deparou também com algumas portas trancadas, mas não havia tempo para arrombar cada uma delas de modo que uma olhada pela fechadura era o que dava para fazer, e nem mesmo assim ele encontrou qualquer sinal da Víbora.

Uma escadaria de pedra no final do corredor revelou a passagem pro piso térreo. Um guarda o interpelou assim que ele terminou de subir os degraus, mas o disfarce de Dr. Houdini havia funcionado para este guarda, que visivelmente estava tenso pelos sons de bombas que se ouvia vindos do lado de fora do sanatório. Jack seguiu as coordenadas de Handrámon até alcançar a sala de operações. Não havia ninguém do lado de fora, então Jack entrou.

Um homem estava sentado numa cadeira de costas para Jack, e aparentemente ele não ouviu a aproximação do gatuno. O som do alarme, naquela sala, era muito mais estridente do que do lado de fora, uma vez que a origem do som partia dali. E o homem parecia segurar algo em suas mãos, uma espécie de microfone. Ele dizia:

- Atenção! Neste momento recebo a informação para toque de recolher! Repito: toque de recolher! Não queremos que médicos, doutores, enfermeiras e pacientes estejam perambulando pelos corredores! A situação lá fora se agravou de um modo alarmante, então peço para que obedeçam a esta ordem!

A sala, Jack reparou, apesar de pequena era bem organizada, com cada coisa em seu lugar. Havia equipamentos ali que Jack nunca havia visto antes, muito provavelmente equipamentos de última geração, o próprio sistema de alarme e transmissão de voz pelas caixas de sons instaladas por todo o sanatório deveria ter custado o olho da cara de Andrew Hopkins. Outro equipamento que lhe chamou muita a atenção foi o telégrafo em cima da mesa, um equipamento capaz de enviar mensagens quase que instantaneamente a grandes distâncias, e Jack até então acreditava que apenas os militares tinham acesso a tal aparato. A coisa mais importante para Jack no momento, contudo, era o quadro de chaves, e ele o viu suspenso na parede à esquerda do homem que controlava a sala, bem próximo ao sujeito, com algumas chaves penduradas por trás do vidro de segurança.


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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Shady Dope em Seg Dez 12, 2016 8:26 pm

A cada sala que os olhos de Jack observava, mais se constatava o teor macabro do Asilo Kirton, e aos poucos Jack se surpreendia cada vez menos com as bizarrices que encontrava no caminho até a sala de operações. No entanto, o Víbora não fora encontrado em nenhum desses locais por onde Jack passou e pudera procurar. Ao mesmo tempo que os corredores vazios davam ao gatuno mais segurança no andamento de sua missão, visualmente era extremamente desconfortável. A sirene lembrava a cada toque que a qualquer momento algum insano poderia sair de qualquer buraco e começar um estrago parecido ao da última invasão, portanto, Jack não reclamava por algumas portas continuarem trancadas. Finalmente uma escadaria levava ao piso térreo.

Apressadamente, Jack passa pelo lado do guarda o cumprimentando timidamente, continuando seu caminho tranquilamente, aparentemente o guarda entendia se tratar de algum doutor residente, além do mais, havia muito mais com que se preocupar no lado de fora do sanatório. Com o caminho livre, não demorou até encontrar a sala de operações, sem ninguém guardando o local, Jack adentra a sala sem pensar muito.

Equipamentos dos mais modernos compunha todo sistema de comunicação do Asilo Kirton. Com tanta modernidade, Jack não deixa de pensar que o sanatório tinha algum tipo de ligação com os militares, o quê explicaria tudo o quê tinha visto até então. A sua frente, um guarda desapercebido anunciava algo que causaria problemas para o gatuno no decorrer daquela noite. - Mas que bastardo... - Sussurra Jack já poucos metros atrás do guarda, o intenso som provocado pela sirene abafaria sua voz.

Jack não poderia deixar a decisão precipitada do guarda o atrapalhar, e nem teria tempo pra ficar mudando seu disfarce a cada imprevisto que tivesse pelo caminho. No Asilo Kirton, quanto menos tempo ficasse, mais mentalmente saudável sairia. Poucos segundos de reflexão fizeram Jack descartar a abordagem diplomática. O gatuno tranca a porta atrás de si, garantindo que ninguém entraria no local no meio de sua ação. Após vislumbrar o quadro de chaves, Jack estala seus dedos e esgueira até atrás da cadeira do guarda. O ataque surpresa facilitaria a ação de Jack em desacordar o guarda aplicando uma chave de pescoço.
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Dez 13, 2016 9:40 pm


O homem ainda repetia suas instruções para o sanatório enquanto Jack sorrateiramente trancava a porta da sala e se aproximava do homem, tendo tempo ainda de estralar seus dedos antes de aplicar a chave de braço. O funcionário só percebeu o que estava acontecendo quando sentiu os braços de Jack envolta de seu pescoço. Ele tentou gritar ou falar algo, mas suas palavras morreram sufocadas em sua garganta apertada. O homem desmaiou em questão de segundos. Jack agora tinha o caminho livre, pelo menos na sala de operações.


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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Shady Dope em Ter Dez 13, 2016 10:45 pm

O guarda ofereceu menos resistência que Jack esperava, em poucos instantes já estava desacordado, incapacitado de pedir qualquer ajuda. Jack começava a observar a sala de operações, procurando por equipamentos ou instrumentos que lhe seriam úteis para prender o guarda por um período. O gatuno levantou o corpo do guarda da cadeira e arrastou pela sala até o escorar ao lado de uma estrutura de aço que compunha o a sala de operações. Outra vistoria no local fora feita, desta vez para encontrar algum cadeado, algemas, ou qualquer coisa que servisse para prender as mãos do guarda na estrutura de aço, o próprio guarda poderia ter os acessórios necessários para tal, então Jack checou o corpo do guarda para usar o quê ele tinha a disposição e retirar qualquer coisa que pudesse o ajudar a se desprender. A intensão de Jack era que o guarda não acordasse e tivesse acesso aos equipamentos da sala, então fez de uma forma que o guarda não pudesse se soltar ou usar os pés para alcançar algo que lhe fosse útil para se desprender quando acordasse sozinho na sala de operações momentos mais tarde.

Em seguida, Jack procurou pelas chaves que prendiam o Dr. Handrámon, e não só por essa, já pensava na sua fuga e em outros aposentos que poderia facilitar seu acesso e locomoção no Asilo Kirton, carregando consigo outras chaves que ainda poderiam servir durante aquela noite, mas por organização, coloca as chaves relacionada ao Dr. Handrámon em um bolso diferente das demais chaves.

Com as chaves em mãos, Jack fita o aparelho de comunicação que o guarda havia usado anteriormente, depois voltou seu olhar outra vez para o guarda desacordado no chão. Quando com certa relutância executou outra ação que poderia ser bastante proveitosa para reajustar a situação que o guarda havia imposto ao disfarce de Jack momentos antes. O gatuno se aproxima do equipamento de comunicação e aperta o botão que fazia o som do microfone vazar pelas caixas de sons espalhadas pelo sanatório. Jack disfarçava a voz tentando imitar o guarda desacordado, e esperava que os ruídos do equipamento fossem suficientes para iludir os que ouvissem o seu anúncio. - Atenção! Por razões de logística e emergência, médicos, doutores e enfermeiras estão autorizados a caminhar pelos corredores! Não temos médicos suficientes para cobrir todo o lugar, então... Repito! Médicos, doutores e enfermeiras estão autorizados a caminhar pelos corredores!.. - Jack desliga o equipamento em seguida, torcendo para que o anuncio fosse atendido.

Com tudo feito dentro da sala de operações, o gatuno se retira da sala e tranca a porta pelo lado de fora, assim, demoraria para alguém ter acesso. Se a manifestação causasse problemas como o esperado, talvez só na manhã seguinte alguém daria conta que havia um guarda preso dentro da sala. Em seguida, Jack se apressou e partiu novamente até o subsolo do Asilo Kirton ao encontro do Urso.
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Elminster Aumar em Qui Dez 15, 2016 10:16 pm


Jack Quinzel encontra na sala de operações cordas e algemas, o que era o suficiente para ele prender o homem desacordado numa das estruturas de aço da sala. Depois de feito o serviço e percebendo que o homem poderia levar ainda algum tempo para voltar a consciência, Jack aproveita para arrombar a porta do quadro de chaves e surrupiar todas as chaves que estavam ali. Não eram muitas; a maioria estava espalhada por todo o sanatório, mas as que estavam no quadro devem ter o seu valor.

Em seguida o gatuno faz a sua operação mais arriscada da noite até o momento; abrindo o microfone para todo o Asilo Kirton, Jack faz um comunicado tentando se passar pela voz do homem que ele acabara de desmaiar. Sem saber se o seu engodo dera certo ou não, Jack abre a porta da sala, da uma olhada para ver se o corredor estava vazio e então segue o seu rumo de volta aos subterrâneos. Ele se depara com o mesmo guarda que o interpelara momentos antes; dessa vez o homem não lhe dirigiu palavra, mas ficou olhando-o de maneira suspeita.

Jack Quinzel desce o lance de escadas e refaz todo o caminho até a sala em que Handrámon estava sendo mantido preso. Ao chegar lá, o Urso se dirige em sua direção, visivelmente aliviado em ver o retorno de Jack.

- Ainda bem que você voltou, eu já não tava mais aguentando ficar aqui com ele - diz Jeromé, se referindo, obviamente, ao doutor trancafiado. Ele falava baixo para que ele não os escutasse. - Esse homem é assustador... ele ficou falando um monte de coisas para tentar me convencer a arrombar a porta e tirá-lo de lá... e... ele... ele disse que se a gente fizer algo com ele, nós nunca mais veremos a nossa amiga consciente. Tome cuidado com ele, Harpia.

Após o rápido papo entre os dois membros da irmandade, Jack alcança a porta da prisão do Doutor Pierre Handrámon.

- Conseguiu a chave? - perguntou o doutor, com a voz mansa. - Meus braços e minhas pernas doem... eu não aguento mais ficar aqui.


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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

Mensagem por Shady Dope em Seg Dez 19, 2016 2:56 pm

A porta da sala de operações estava trancada, Jack vira a maçaneta só para conferir e em seguida observava o corredor vazio em todas as direções, como já tivera visto anteriormente. Caminhou pelos corredores com pressa, o quê imaginava ser a rotina comum de um doutor em um sanatório tão imenso, apesar de sua pressa não ter o mesmo motivo a de um doutor, mas pouco importava se o disfarce estivesse de acordo. No caminho de volta ao subsolo, o mesmo guarda patrulhava o corredor, Jack abaixou a cabeça em um cumprimento tímido agindo da forma mais natural possível e não demorou até descer as escadarias novamente.

O Urso não esconde a satisfação em rever seu companheiro de Irmandade, ficar em um local fechado com qualquer pessoa já era sofrível para o Urso, principalmente com alguém que possivelmente tinha a índole tão oposta a do Urso, que coração maior não havia. O comentário de Jeromé faz o gatuno torcer a boca, provavelmente os dois haviam conversado sobre a Raposa, e Jack havia planejado fingir que a Raposa teria morrido para ter Dr. Handrámon totalmente em suas mãos e justificar a tortura que gostaria de aplicar no homem. Todavia, não contaria mais com essa alternativa sem questionar Jeromé. - Você falou algo sobre a Raposa? - O gatuno sussurrava para o Urso enquanto observava de longe o a cela do Dr. Handrámon.

Após ouvir a resposta, Jack caminha até a cela. O gatuno começava a procurar as chaves que seriam necessária enquanto o prisioneiro reclamava de sua condição, que Jack faz questão de fazer pouco caso. - Pelo menos você ainda tem braços e pernas... - Jack deixa espaço para o som do molho de chaves interromper os dois, continuando em seguinda. - ... Por enquanto.
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Re: Capítulo 1: O Asilo Kirton

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