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    A Costa das Espadas Saltitantes

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    anderson
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    A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por anderson em Dom Set 11, 2016 1:56 pm

    Pela manhã todos já estavam no palácio de Yheorun preparados e à postos. Já havia passado o banquete. Havia sopas, frutas, massas e carne. Muita carne. Todos os tipos de veado. Silvestre, das montanhas, crescidos, pequenos, virgens ou não. Aves de todos os tamanhos e gostos e vinhos. De todas as raças, assim como de cerveja e sidra. O início da conversa fora auspiciosa. Havia mulheres voluntárias a “divertir” os aventureiros. A prostituição não era apreciada em Basã, o que não quer dizer que não existia...

    O Almoço começou antes do meio dia e já era quase noite e não parecia findar. Todos sabiam o motivo. Graunskorschandul. Esse era o nome do motivo. Tinha três chifres. As asas deviam ser da altura do castelo. Era um ser medonho. Os aventureiros tinham, nada mais nada menos, que matar a criatura.

    Há muito tempo o grande dragão fizera um acordo com os humanos. De cem em cem anos tinham que lhe pagar um tributo de 80% de sua riqueza. Pouco, dado ao fato de que o Dragão podia espezinhar o reino e ficar com 100%. Não o bastante, era necessário lhe pagar uma jovem virgem de cada raça em tributo. Como não fosse o suficiente, era necessário manter Hourgumt Gramgrio como conselheiro do rei. Hourgumt era um humano que parecia possuir o dom da vida eterna.

    Por séculos fora conselheiro de reis e era um tirano. Sempre aumentando os impostos e praticando as coisas mais abomináveis possíveis. Ele mesmo mantinha um harém de 117 mulheres de todas as raças e possuía prazer em ver o outro sofrer. Suas mulheres não gozavam de riqueza e nem sempre de saúde. Se comprazia de estar em companhia dos maus e punia os miseráveis sem piedade.

    Tudo caminhava assim até duzentos anos atrás. O rei Mangrift, cansado de seus desmandos o enfrentou e numa guerra que ficou conhecida como “O crepúsculo de um deus” findou sua existência. Acontece que Gramgrio era apenas o emissário de Graunskorschandul e chegada a data da paga ao Dragão, este notou sua ausência e aumentou ainda mais seus impostos.

    Na impossibilidade de se insurgir contra o monstro, aceitaram. Mas era impraticável pagar. Ainda mais sem as práticas deploráveis de Gramgrio. A primeira vez foi há quase cem anos e não foi possível pagar o tributo. Durante sete anos o Dragão assolou o reinado. Destruiu cidades inteiras. A população foi reduzida em 30%, a maioria mulheres e crianças na época. Ele então disse que o próximo tributo deveria estar na regra, se não...

    Acontece que não é possível se manter assim e o rei se viu na emergência de recrutar os melhores aventureiros. Ele está empenhando quase todo o seu ouro nesta empreitada e a vitória significará riquezas impensáveis aos que sobreviverem. Isto foi o bastante para reunir os que a riqueza buscam, os heróis têm o ardor na alma de salvar todo um reinado e há quem apenas quisesse se provar. Assim o banquete se encerra e os aventureiros dormem, ou não, sua última noite no castelo antes de partir. Será uma empreitada perigosíssima, mas ficará marcada na história. Todos se apresentam na presença do Rei que quer lhe conceder as últimas palavras antes de partirem.


    *****************************************************************************************************************************

    Como podem ver, a crônica começa no meio do assunto e sem muitas referências. Vamos construir juntos. O quadro está sendo pintado agora e devemos todos ajudar. Quando uma referência for muito necessária eu a darei, enquanto isso não. Nesse primeiro post conto com vocês para dar um panorama. Como é cada personagem fisicamente, mas também sua personalidade. De onde vem? Qual será seu objetivo? E sobre a noite anterior? Que fizeram? Com quem falaram? Criaram algum laço? E entre os aventureiros? Este primeiro post será o pano de fundo da aventura. Vamos nessa.
    Lyvio
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por Lyvio em Seg Set 12, 2016 10:01 am

    Atendendo o convite, Gurion se dirigiu ao palácio onde foi recebido junto com varias pessoas para um grande banquete e um boa dose de luxúria. O palácio de Yheorun era enorme e belo e as mulheres de todas as raças deixavam ambiente ainda mais bonito. O gnomo não era muito disso, era um druida e como tal, prezando pela natureza julgava que esse tipo de comportamente não condizia comnsigo e com seus objetivos, portanto, se eximiu de desfrutar das mulheres e se preocupou apenas com o banquete, tanto ele como seu enorme urso atroz.

    Quem via ambos de longa julgava que apenas a cabeça do urso era do tamanho do gnomo, falando de ambos, o urso era era maior que um rinoceronte, sua patas deixavam uma grande marca em terrenos menos maciços como terra e argila, sua coloração era de um prata intenso, que reluzia a lus do sol, denunciando sua natureza celestial. Algumas protuberâncias ósseas se via saindo de sua cabeça, quase como pequenos chifres, seus olhos eram grande e amarelos e em sua face tinha um capacete e uma máscara, ambos se complementavam e protegiam a cabeça e face do animal, e seu enorme corpo tinha uma armadura completa que emanava uma leve luz azulada, adornadas com runas mágicas. Ela protegia muito bem o corpo do animal em caso de combate.



    Por outro lado, quem olhava o gnomo, se conseguisse vê-lo de longe, escondido pelo corpanzil do animal percebia um ser baixo, porém bastante robusto para sua raça, sua pele era de um branco bronzeado pelo sol, seu cabelos eram castanhos médios e viviam espetados para cima como espinhos, seus olhos embaixo de a grossa sobrancelha eram fundos e esverdeados e ele vestia uma bela armadura feita de couro de dragão branco.

    Na sua mão direita uma bela sabre, quem olhava atento percebia pequenas distorções percorrendo sua lâmina, e quem conseguia se aproximar parecia ouvir algum som emanando da mesma, como se ela falasse a seu modo. Sua lâmina parecia muito mais afiada que o comum, quando o vento batia se fosse mais intenso, percebia-se que ele era cortado ao meio com muita facilidade.

    Em seu braço esquerdo um grande escudo de madeira em forma de face de um leão, aos atentos, a face parecia vigiar atentamente tudo a seu redor, seus olhos moviam-se sutilmente e pro vezes seus lábios se moviam levemente. Era como se a cabeça de um leão fosse aprisionada ali, mas, na verdade era tudo obra de magia de fato.

    Parando para observar o gnomo, percebia-se que ele não parava de falar, e nem de comer. O tempo inteiro sempre rindo e comentando algo enquanto mastigava alguma coisa e jogava para seu urso outras que perto de seu mestre apesar do tamanho e da aparência ameaçadora, pareciam bastante dócil.

    Quando o Gnomo parava de falar e comer, bebia um copo de hidromel do tamanho de sua cabeça e por vezes se calava um pouco, talvez para descansar, então quando era estimulado subia numa das mesas e começava a cantar, dançar e pular arrancando gargalhada de todos ali, seu urso também arriscava uns passos, ele batia uma de suas patas no chão, ficava de pé e batia palmas, girava de um lado para o outro e rolava no chão derrubando todos a sua frente, tanto pessoas como coisas, ele era enorme e visivelmente desengonçado.

    mas todos só faziam rir e até arriscavam acariciar o animal que se deixava receber o carinho de todos ali.

    Enquanto isso Gurion cantava sobre a mesa:

    Uma vez conheci um homem numa geleira que morei
    Ele parecia muito esperto no entanto me enganei
    ele caminhava todo de preto numa imensidão de branco
    observei de longe, muito longe no entanto
    então me aproximei para ver de que se tratava
    ele parecia cauteloso a cada passo que caminhava
    me aproximei e o perguntei, o que você esta fazendo?
    estou me escondendo, disse ele preocupado
    não quero ser apanhado
    os gigantes de gelo estão a espreita
    essa me parece a rota direita
    se escondendo de preto na imensidão branca?
    posso ser uma pessoa franca? disse eu
    Olhe bem a seu redor, só ha você de preto,
    se esconder assim não funciona direito
    venha comigo que eu vou lhe mostrar
    um local seguro para estar
    O seu nome era Dorn, um guerreiro valente
    mas durante aquele frio ele não estava contente
    a caverna que encontramos foi fundamental
    para evitar o castigo invernal
    muitas aventuras juntos lutamos
    para proteger a grande Clegória que amamos.


    O gnomo encerrou seu musical com uma gargalhada lembrando deste fato que aconteceu uma vez.

    -Eu venho de muito longe. Dizia ele para os demais. Das geleiras nortenhas, era responsável por cuidar de uma determinada área no meu circulo druídico, a fama desse dragão se espalhou para os quatro cantos e se el agiu assim nessa região, mais cedo ou mais tarde poderia agir assim nas demais, venho com o objetivo de detê-lo antes que sua maldade se espalhe ainda mais.

    Gurion não veio sozinho para o palácio, ele veio acompanhando de Lyvio e Esi dois antigos companheiros de batalhas.






    Edu
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por Edu em Qui Set 15, 2016 11:23 am

    Esi nem participou do banquete no dia anterior indo fazer o preparativos para uma viagem daquela. Tinha preces a fazer para a senhora dos rios, magias para preparar, suas armas para polir isso sem contar a sua armadura. Também não tinha fome, alias fazia anos que não tinha mais a necessidade de comer. Só o fazia quando tinha vontade e acreditava que o atual momento não era necessário.

    Naquela manhã estava com os cabelos negros presos puxados para atrás num apertado coque. Sua armadura prateada brilhava como nova refletindo os raios que entravam pelas janelas do palácio. Esi ficou parada em pé o tempo todo enquanto ouvia a musica e relato de Gurion. Estava com os braços cruzados nas costas, esperava pacientemente o gnomo terminar de falar.

    A musica do druida lembrou da sua jornada em busca do seu irmão que a levou a encontrar Dorn, Gurion e os outros. Sua buscava só a levara descobrir que Khalid estava morto a muito tempo, atraído por uma armadilha do seu antigo mestre. Isso veio na sua mente com certo pesar, mas já tinha chorado lagrimas suficientes.

    O gnomo finalmente terminou de falar e Esi pode tomar a palavra:

    - Após essa boa musica cantada pelo gnomo druida da antiga Clegoria, gostaria de tomar a palavra para me apresentar. Me chamo Esi Bentres, serva e devota da senhora dos rios e da fertilidade, dama do nilo e eterna esposa de Horus, a deusa Isis. Eu assim como o druida Gurion e o mago Lyvio já lidamos com um dragão das proporções de Graunskorschandul e acredito que posso ser de ajuda nesse caso - diz ela fazendo uma reverencia para o rei após ter terminado a sua apresentação.
    hitoshura
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por hitoshura em Ter Set 20, 2016 2:16 pm

    Lemina Belouve Lestrange



    Lemina estava ali a pedido de Quetzacoatl, seu mentor e tutor em mais uma missão de ajudar os necessitados antes de serem exterminados... Era cansativo ás vezes, mas depois de tanto tempo ela já havia se acostumado com os caprichos do mesmo, sem falar que ele a ficaria devendo um favor que certamente lembraria de cobrar depois. Era uma mulher em si bastante ambígua, ao passo que sua indumentária chamava atenção, ela em si era discreta. Uma mulher de pele negra escondida atrás de roupas extravagantes brancas, coloridas e decotadas. A mesma comeu pouco durante o banquete, basicamente sopa e vinho. Algumas mulheres haviam tentado entretê-la, mas não ganharam muito da sua atenção. E então pegou um livro e começou a ler. Curiosos que se aproximassem descobririam que o livro se chamava "Atlas dos Dragões, Livro 3".

    Ao notar então o furdunço onde os outros que seriam seus novos companheiros naquela campanha se apresentavam, entretanto, ela marcava o livro com zelo, se levantava e caminhava até os mesmos:



    -- Eu sou Lemina, uma serva dos Couatl e aparentemente agora uma caçadora de dragões, prazer em conhecê-los. *Ela sorria, havia nela uma elegância difícil de descrever em palavras*
    Elminster Aumar
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por Elminster Aumar em Ter Set 20, 2016 11:04 pm

    O Matador de Dragões chegou ao palácio durante a noite, perto do fim do banquete. Ele não tinha nenhuma companhia além das suas ferramentas de trabalho, com um destaque em especial para a espada larga que portava às costas e para a sua armadura que reluzia com o ouro das escamas de um dragão que ele próprio matara há anos atrás. Cansado pela desgastante viagem que tivera, Ranmurk pouco confraternizou com os demais aventureiros contratados para aquela missão.

    Ele comeu até onde sua barriga aguentou, e ao se dar por satisfeito, algumas mulheres do rei vieram se oferecer para ele. Ranmurk lançou um olhar carrancudo para as moças; por mais belas que elas fossem, ele não se deixaria se distrair com as frivolidades do sexo às vésperas de um trabalho tão importante. Ele levava a sério a sua profissão. Matar dragões era o que Ranmurk sabia fazer de melhor, mas isso não quer dizer que era fácil. Cada dragão que ele enfrentou em sua vida lhe trouxe desafios novos, assim como ensinamentos. Ele tinha que estar concentrado em sua tarefa. Era essa a sua frieza que tantas vezes lhe salvara da morte.

    Ranmurk dormiu cedo, para acordar cedo e disposto no dia seguinte. Ele então foi se reunir perante o rei, assim como os demais aventureiros, e lá ele se deu um tempo para analisar todos os envolvidos naquela missão. Ranmurk se perguntava se eles sabiam no buraco em que estavam se metendo. Um gnomo, um dos aventureiros, iniciou uma canção, e logo depois se apresentou, seguido por uma mulher. Eles pareciam amigos de longa data. Depois uma outra mulher falou, e esta despertava um interesse maior em Ranmurk, pois ele viu a capa do livro em que ela estivera lendo instantes atrás. Os outros talvez esperassem que ele fizesse a sua apresentação, mas aquilo não ocorreu. Em vez disso, Ranmurk se dirigiu unica e exclusivamente à mulher que falara por último.

    - Ninguém vira uma caçadora de dragões da noite pro dia. O estudo - ele aponta pro livro em que ela carregava - é importante, mas não espere encontrar nessas páginas o que só se aprende no calor do momento. Nenhum texto é capaz de descrever com exatidão toda a complexidade de pensamentos dos dragões. Eles são imprevisíveis. Contudo há algumas técnicas que poderei ensinar a você e aos outros para que estejam um pouco menos despreparados para esse trabalho. - Ele fez uma pausa, olhou a sua volta para os demais ali reunidos - como se o recado tivesse sido dado a eles também - e então voltou a dirigir-se para a mulher. - Você deve estar se perguntando quem eu sou. Meu nome é Ranmurk e eu sou o que as pessoas chamam de Matador de Dragões. Prazer.

    Ele estende a mão para cumprimentá-la.
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por Portuga em Sab Set 24, 2016 4:07 pm




    O Draconato havia acompanhado seus amigos restantes, Gurion e Esi, guiados por Alethra

    Outra noite, outra visão, outro pesadelo:

    [Dois dragões lutando, cada um despejando uma fúria de baforadas no outro. Uma das chamas era azulada como a mais terrível aura profana que eu vi em toda a minha vida; a outra vermelha como o fogo do inferno. E então os dois dragões foram consumidos pelas chamas, junto com centenas de inocentes ao seu redor]

    Outro ardor em seu braço, na maldita marca do fogo que consumira Clegoria.

    Após a última batalha contra a Hydra, a maldita que guardava os destroços de Clegoria, estava claro a crueldade dos arautos do Dragão Rei e das crias de Tiamat.

    A dor das perdas ainda abatia sua alma, fato que Gurion, parecia já ter superado com um pouco de álcool. Meio chateado ainda pela dor e meio contente, pela homenagem, Lyvio, levanta seu copo, e saúda Dorn, quando este o mencionava.

    - A Dorn, a muralha de Clegoria!!! Nosso eterno companheiro!

    A marca fazia o Draconato lembrar de sua mestra, suas razões nessa caminhada, a luta contra o Dragão Rei, sua alma ainda era a mesma...

    Alethra, a disse uma vez:

    - Se você quiser seguir para o norte, a morte o acompanhara neste percurso. Preconceito, traição, sangue...esses serão seus aliados em uma campanha que talvez você consiga realizar. Você poderá salvar algumas vidas e saciar sua sede de vingança, mas isso pode custar a sua vida...ou a sua alma.

    Isso vindo de um ser que tinha a acunha de lâmina vingadora, trazia mais significado aquelas palavras e essas, estavam certas. Mas esse era o Único caminho o qual poderia trilhar sem se odiar no final.

    Esse era o único motivo de ainda não ter voltado a sua rota original, de ainda não ter ido procurar Dagumbar no underground e ainda não ter ido atrás do vil Dragão Rei, este iria pagar por toda dor e sofrimento causados aos Clegorianos.

    Lyvio, tasca mais um gole de sua bebida, ela o mantinha aquecido e perdido em seus desvaneios e isso por hora fazia o bem de entorpecer seu coração.

    Amanhã, iria com seu grupo, enfrentar mais uma das faces de Tiamat, Alethra o alertara este, assim como a Hydra, poderia ser um dos arautos do Dragão Rei, o método de agir, era similar do que acontecera em Clegoria. Lyvio não poderia deixar Celgoria se repetir, jamais, nem a seus piores inimigos...ISSO NÃO PERMITIRIA!!!
    anderson
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por anderson em Seg Out 03, 2016 8:24 am

    Pela manhã todos já estavam no palácio de Yheorun preparados e à postos. Já havia passado o banquete. Havia sopas, frutas, massas e carne. Muita carne. Todos os tipos de veado. Silvestre, das montanhas, crescidos, pequenos, virgens ou não. Aves de todos os tamanhos e gostos e vinhos. De todas as raças, assim como de cerveja e sidra. O início da conversa fora auspiciosa. Havia mulheres voluntárias a “divertir” os aventureiros. A prostituição não era apreciada em Basã, o que não quer dizer que não existia...

    O Almoço começou antes do meio dia e já era quase noite e não parecia findar. Todos sabiam o motivo. Graunskorschandul. Esse era o nome do motivo. Tinha três chifres. As asas deviam ser da altura do castelo. Era um ser medonho. Os aventureiros tinham, nada mais nada menos, que matar a criatura.

    Há muito tempo o grande dragão fizera um acordo com os humanos. De cem em cem anos tinham que lhe pagar um tributo de 80% de sua riqueza. Pouco, dado ao fato de que o Dragão podia espezinhar o reino e ficar com 100%. Não o bastante, era necessário lhe pagar uma jovem virgem de cada raça em tributo. Como não fosse o suficiente, era necessário manter Hourgumt Gramgrio como conselheiro do rei. Hourgumt era um humano que parecia possuir o dom da vida eterna.

    Por séculos fora conselheiro de reis e era um tirano. Sempre aumentando os impostos e praticando as coisas mais abomináveis possíveis. Ele mesmo mantinha um harém de 117 mulheres de todas as raças e possuía prazer em ver o outro sofrer. Suas mulheres não gozavam de riqueza e nem sempre de saúde. Se comprazia de estar em companhia dos maus e punia os miseráveis sem piedade.

    Tudo caminhava assim até duzentos anos atrás. O rei Mangrift, cansado de seus desmandos o enfrentou e numa guerra que ficou conhecida como “O crepúsculo de um deus” findou sua existência. Acontece que Gramgrio era apenas o emissário de Graunskorschandul e chegada a data da paga ao Dragão, este notou sua ausência e aumentou ainda mais seus impostos.

    Na impossibilidade de se insurgir contra o monstro, aceitaram. Mas era impraticável pagar. Ainda mais sem as práticas deploráveis de Gramgrio. A primeira vez foi há quase cem anos e não foi possível pagar o tributo. Durante sete anos o Dragão assolou o reinado. Destruiu cidades inteiras. A população foi reduzida em 30%, a maioria mulheres e crianças na época. Ele então disse que o próximo tributo deveria estar na regra, se não...
    Acontece que não é possível se manter assim e o rei se viu na emergência de recrutar os melhores aventureiros. Ele está empenhando quase todo o seu ouro nesta empreitada e a vitória significará riquezas impensáveis aos que sobreviverem. Isto foi o bastante para reunir os que a riqueza buscam, os heróis têm o ardor na alma de salvar todo um reinado e há quem apenas quisesse se provar. Assim o banquete se encerra e os aventureiros dormem, ou não, sua última noite no castelo antes de partir. Será uma empreitada perigosíssima, mas ficará marcada na história. Todos se apresentam na presença do Rei que quer lhe conceder as últimas palavras antes de partirem.

    O Rei sentado em seu trono viu os participantes chegarem um a um. Depois alguns deles fizeram apresentações, mas nem todos. Não importava! Conhecia a reputação de todos e o que importava era que dessem cabo da tarefa. Nanban Raúl Arquimenedes de Bragança e Albuquerque I, tomou a palavra para encorajar os aventureiros e todos se calam.

    - Nobres Heróis. Fiéis Vassalos. Senhores da Nobreza. Corte Eclesial. Povo de Basã – Dirigia-se a todos e fazia questão de nominá-los para que todos fizessem parte da decisão. Era um homem de estatura mediana com cabelos castanhos bem claros e olhos verdes profundos. Seu Nariz perfilado e bigodes longos até a bochecha acompanhados de uma barba modelada que ia de uma costeleta a outra sem fazer cavanhaque, mas também já longa até o peito de cor castanha clara, denunciavam uma nobreza e uma meia idade. Sua pança avantajada e os trajes reais faziam o resto do trabalho. As roupas eram de púrpura, tinta só encontrada numa região remota de Ilian. A Harpia-Harpyja, ou Gavião-Real em seus estandartes estavam de asas abertas prontas para pousar, mas em alguns escritos se diziam atacar. Traziam a cor púrpura, branca e negra. Sua fala saía completamente pelo nariz. Sua voz chateava muito os ouvidos, mas não havia o que fazer. – Hoje, todos nós que viemos aqui, viemos para fazer história. Estes bravos guerreiros partem hoje com as bênçãos de Tehlu para nos libertar de uma opressão que já dura muitos séculos. Mais do que a nossa história triunfante mereceria. – Faz uma pausa longa para dar gravidade à assetativa. – Todos os nossos recursos estão aplicados nesta jornada. Não falhem, Nobres Heróis! O vosso fracasso é também o fracasso de Basã. – Outra pausa. – Contudo, saibam em seus corações que nós estamos convosco em cada passo, em cada expiração. Se vós morrerdes, nós também morreremos. Se vós fordes machucados, também o seremos. Sede corajosos, Bravos guerreiros, que a vitória nos aguarda.

    Existe ainda algo em que nós poderíamos ajuda-los antes da vossa partida?


    Uma multidão de pessoas se apinhava no castelo para ver a partida dos heróis. Todos queriam tocá-los como a grandes “popstars”. Não seriam os primeiros do mundo, mas era uma sensação inquietante e inefável. Não havia palavras para descrever tal situação. O povo era afastado pelos guardas que tinham muito trabalho, mas as crianças dos nobres e suas filhas e filhos já estavam lado a lado com os heróis e era muito difícil ouvir bem ao rei. Muitos já haviam recebido propostas de casamento e de serviço. Talvez dentre eles, saísse o próximo rei, já que o rei não tinha filhos homens e Violeta, sua filha mais velha, já havia atingido os quatorze anos.

    Elbar, o conselheiro real, bate palmas para que todos se acalmassem e fizesse silêncio para que os aventureiros falassem.
    Portuga
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por Portuga em Ter Out 04, 2016 12:41 am

    Lyvio permaneceria em silêncio, não precisava falar, ainda mais depois da performance de Gurion...provavelmente ele falaria pelo grupo, sem falar que sua atual aparência não lhe daria muito carisma perante aos mais preconceituosos...não tinha como evitar...e logo lembrara de como conhecera o bárbaro Dagumbar ...

    Lyvio estava ali preparado e apostos, pronto para evitar que uma outra Clegoria se repetisse.
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por Lyvio em Ter Out 04, 2016 9:08 pm

    Gurion dá um passo a frente e toma a palavra:

    -Tenho algo a perguntar a Vossa majestade, o dragão Graun, tem asseclas sob seu comando? Mercenário ou criaturas? O que podemos esperar de nossa empreitada? Há um mapa detalhando nosso caminho? E Seu esconderijo, é uma montanha, um rio, um lago?

    O gnomo tinha algumas dúvidas que Julgava pontual indagar o Rei.
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por Edu em Qui Out 06, 2016 2:48 am

    - Acredito que não vossa majestade. Talvez, a unica coisa seria nos certificar que ele não está entre nós disfarçado sob a forma de uma pessoa, mas acredito que esse não seja o caso e também acredito que não seja possível descobrir também, no mais só boa sorte que eu posso pedir da vossa majestade e de todos de Basã - Responde ela fazendo uma reverencia.

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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por hitoshura em Seg Out 10, 2016 1:52 pm

    Lemina Belouve Lestrange



    Lemina havia se apresentado e mal depois que isso acontecia, Ranmurk aparecia próximo dela e parecia querer mijar no território enquanto dizia "eu sou experiênte e você vai ficar apenas no meu caminho", mas uma coisa a qual Lemina era boa era em não perder a compostura, ela sorria para o mesmo de modo doce enquanto dizia:



    -- Eu acho que serei sua aprendiz então, oh grande Ranmurk. *Ela dizia com uma expressão facial quase inalterada*
    E então o rei falava com eles e sobre eles como se fossem gigantescas figuras heróicas, generais do seu exército... Ouro investido? Só se fosse em apostas, se eles morressem aquele ouro ia todo para o dragão de qualquer maneira. O questionamento de um dos dois era válido, mas dragões metálicos que normalmente assumiam formas humanas, ainda assim não era uma possibilidade impossível. Ela não iria se pronunciar, apenas fazia uma postura majestosa e graciosa.

    [/quote]
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por Elminster Aumar em Seg Out 10, 2016 8:17 pm

    Ranmurk sorriu diante da fala da mulher que se chamava Lemina. Era um sorriso recheado de sarcasmo e prepotência. Ele não falou mais nada, pois logo foram levados à presença do Rei de Basã. O Matador de Dragões ficou em último dos presentes aventureiros, e enquanto a Vossa Majestade falava o que já era esperado, Ranmurk cortava as unhas de sua mão direita com a sua adaga, sem demonstrar muito interesse em ouvir atentamente as palavras do rei.

    Porém, quando a pergunta que lhe interessava finalmente fora feita, Ranmurk ergueu o pescoço e levantou a mão, pedindo permissão para falar. Quando esta lhe foi dada, ele disse:

    - Por favor, Vossa Majestade, quais montarias teremos a nossa disposição para chegar até o local do covil do dragão? E, já que eu terei que participar com inexperientes no assunto, eu gostaria de me certificar que todos os que vão partir para essa missão sejam capazes de voar e enxergar no escuro, requisitos mínimos para encarar uma fera como a que vamos enfrentar. Quem não tiver meios para tal, que seja providenciado em forma de poções ou pergaminhos.
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por Lyvio em Seg Out 10, 2016 8:28 pm

    Gurion ouve a moça falar e abafa uma risada percebendo o sarcasmo dela, era óbvil que era sarcasmo, ninguém em são consciência aceitaria desafiar um dragão se não tivesse segurança em suas capacidades, o próprio Gurion trajava uma armadura de couro de dragão branco que ele tinha matado nas geleiras nortenhas.

    -Não era lá um graaaaaaaaande dragão branco, mas era um dragão branco ué...


    Pensava ele.
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por Portuga em Qui Out 13, 2016 12:49 am

    Lyvio ainda inerte em seu canto, prevendo uma discussão infrutífera, deixara por um momento seu silêncio.

    - Ainda não tive o prazer de sua companhia, adianto que eu, Esi e Gurion, somos sobreviventes de Clegoria, e matar o dragão rei, se que você está familiarizado com a história é o nosso objetivo, da minha parte, da minha vida. Não posso responder pelos outros, mas nos somos mas do que capazes, oooh grande matador!


    - Ainda digo que de minha parte, Bahamut permitindo, irei evitar outro desastre igual Clegoria! Ainda sim, se permitido, podemos trocar informações e demonstrar o que somos capazes para definirmos uma melhor composição e trabalho em equipe. O que achas? Estaria satisfeito assim Rammurk?

    E assim olhava de forma destemida e ao mesmo tempo respeitosa aos presentes no intuito de acelerar a partida dos ditos "heróis".
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por Elminster Aumar em Sex Out 14, 2016 8:29 pm

    - Perfeito.

    Ranmurk estava testando o ego daqueles aventureiros e gostou de saber que pelo menos um deles se sentiu atingido por suas palavras. O Matador de Dragões concorda com o draconato e estende o braço para cumprimentá-lo.

    - O mínimo que espero é que debatamos com cuidado cada passo que formos dar. E será bom ter alguém para discutir estratégias de combate e infiltração. Você tem o meu respeito, afinal, o sangue dos dragões corre em suas veias, não é mesmo?
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por Portuga em Seg Out 17, 2016 11:57 pm

    Lyvio tivera uma grata surpresa com a fala do guerreiro, nada de problemas desnecessários, isso era bom, então depois de um olhar caridoso para o guerreiro, lhe estende o braço e aperta a sua mão em sinal de respeito.

    -Sim, depois de Clegória, dediquei minha vida a Bahamut e hoje renascido, busco vingança ao Rei Dragão e todas as vis crias de Tiamat! Clegória não se repetirá! fizera uma pausa, visto que se percebera que de uns tempos pra cá, vinha se repetindo com Clegória a todo instante.

    - Eu me chamo Lyvio e bem falando em estratégias de combate, eu sou um mago, um especialista por assim dizer em "conjuração", portanto sou capaz de alguns bons truques! diz o draconato com a mesma face de outrora, respeito.
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por anderson em Qui Out 27, 2016 5:14 pm

    O rei se remexe em seu trono. Era já uma cena corriqueira nesses dias que sucederam o encontro. Parecia um tique nervoso, uma espécie de dependência motora que o fazia, um tipo de espasmo. Ele tentou se recordar das coisas em ordem de pergunta. Começou com o Gnomo


    - Veja bem, Mestre Gurion, muitas de suas perguntas são de difícil resposta. Como pode ver, se Graunskorschandul possuir asseclas ou não, me é totalmente desconhecido. É bastante óbvio para mim que haverá muitos perigos e nós fizemos um mapa detalhado do caminho que usamos para chegar até o salão da oferenda em seu covil, a Montanha Kiomaerth, que quer dizer “onde os sonhos morrem” segundo Hourgumt, o tirano.- Então, se virando, para Esi, falou também à moça de bonitas feições. - neste sentido, cara jovem, também estou de mãos atadas, visto que se desconfiasse de alguém da minha corte, já o teria enforcado há tempos.

    Um outro tremilique. Fez uma pausa e virou-se para Ranmurk. - Nós possuímos muitos cavalos, Mestre Ranmurk. Se for o vosso desejo, podem levá-los. Sobre os pergaminhos e poções, infelizmente não poderei ajudá-los. Não existem artífices de tal sorte em minha corte.- De fato não haviam magos e os clérigos não estavam debaixo da autoridade real. Não havia um conselheiro para assuntos de magia, embora a cidade fosse bem protegida por um pequeno exército. No fundo o que ele chamava de reino era um reduto feudal que estava debaixo de alguma outra bandeira, apesar de parecerem querer legitimar um novo reino.


    E assim sendo o grupo começa a partir. Tinham consigo Davi, que era o portador do mapa e que os levaria até a montanha. De lá o jovem voltaria para o reinado. Davi era um jovem de uns dezesseis anos, tinha cabelos ruivos, olhos verdes. Era bastante esguio, não deveria pesar quase nada. Vestia uma calça de um material esquisito e uma camisa de algodão simples. Levava na cintura uma adaga. Não era nem alto, nem baixo, muito menos forte. Parecia perfeito para o serviço.


    O grupo aceita a doação dos cavalos e segue com os equinos durante cinco dias. Davi se mostra um rapaz bastante experimentado, sabe armar uma barraca, sabe encontrar um bom lugar para descansar, sabe quanto tempo os cavalos podem cavalgar. Havia muita experiência no que o garoto fazia. Gurion é quem conversa mais com o garoto. Devido às suas funções serem parecidas, o Gnomo acaba fazendo amizade com o rapaz. Descobre que é de uma família de caçadores e o seu pai sempre o ensinou a trabalhar na caça. Tinha que voltar para casa o quanto antes para sua jovem esposa que estava grávida do seu terceiro filho.


    Na quinta à noite todos já estavam mais ou menos familiarizados entre si. O rapaz havia dito que levaria seis dias para chegar e parecia que iria cumprir com o objetivo. Tudo corria bem. Desconfiadamente bem.

    OFF:
    Como podem ver houve um salto desde a última postagem. Gostaria que escrevessem como tem sido estar uns com os outros. Se há alguém que o irrita, algum comportamento especial. Como está se preparando para o encontro. Se faz uso de alguma magia. Como se organizam nas paradas, nas vigílias etc...
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por Lyvio em Dom Out 30, 2016 3:12 pm

    Gurion passou a maior parte do tempo puxando conversa com todo mundo e brincando com seu urso, fora seus companheiros ele se agradou da moça, mas não se agradou muito de Ranmuk, ele era egocêntrico e passava a maior pare do tempo se gabando de seus feitos, o que Gurion não gostava.

    Para ele os feito devem ser apenas cumpridos e não espalhados aos quatro cantos, pois as palavras voam, assim como voaram até o Rei que lhes contatou.

    Ele revezava com seu urso e os demais o turno do descanso, quando todos dormiam seu Urso Baurung vigiava o local e assim todos tiveram um pouco mais de sono na viagem. Por sua vez Gurion se utilizou de algumas magia de auxilio como criar água, intuir direção, purificar alimentos, Bom fruto e por várias vezes passos sem pegadas em todos para não serem seguidos.
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por Elminster Aumar em Sab Nov 05, 2016 11:05 am

    O rei concedeu as montarias mas não as poções e pergaminhos. Não fazia mal. Se aqueles aventureiros fossem minimamente preparados, eles já possuiriam o que fosse necessário para realizar a missão. Ranmurk escolheu um belo garanhão negro, de porte físico avantajado, e durante todo a viagem foi montado nele. O Matador de Dragões não puxava muito assunto com os demais membros do grupo; suas principais conversas eram com o guia da expedição.

    Ranmurk perguntava coisas sobre o reino o qual o guia fazia parte, tentando entender melhor aquela sociedade e como eles viviam sob a ameaça constante de um dragão de tamanho poder como Graunskorschandul. Um movimento errado e o dragão poderia queimar todo o reino abaixo dele.

    Durante as noites, o Matador de Dragões fazia questão de dividir o turno de vigia. Ele ainda não confiava muito nos outros, e muito menos iria depositar a confiança de uma vigília num urso, como era a vontade do druida Gurion. Ele faria as suas próprias horas em vigilância de bom grado, sempre atento a tudo. Ranmurk costumava falar com os outros apenas quando estes lhe dirigiam as palavras, mas uma vez ou outra ele mesmo tomava a iniciativa para discutir táticas para enfrentar um dragão. Alguns deles podiam ter enfrentado algum dragão no passado, mas não eram profissionais como ele.

    O Matador de Dragões se mostrava uma pessoa fria e calculista, e o único do grupo que despertava algo de diferente nele era Lyvio. Ranmurk nunca teve tanto contato com um draconato quanto com ele, e não foi incomum durante a viagem ele se aproximar da cria dracônica para aprender o máximo que podia de sua cultura e modo de vida, e tentar entender como os draconatos eram gerados.
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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

    Mensagem por hitoshura em Qua Nov 09, 2016 9:38 am

    Lemina Belouve Lestrange



    Lemina havia sido, no geral, uma presença discreta - mas agradável - no grupo, ela costumava falar apenas o necessário, á noite gostava de ler livros próxima a fogueira usando-se do auxílio de magias de iluminação, ainda estava lendo o seu livro sobre dragões casualmente, mas de vez em quando alternava para "Eu Quero ser o Seu Canário" que parecia ser um livro de Romance.

    No geral ela tentava ser prestativa para o grupo, usando várias magias que os ajudavam no percurso, como Banquete dos Heróis para mantê-los alimentados, magias que apagavam seus rastros e até mesmo magias que os permitiam andar no ar a uma velocidade incrível, agilizando em muito a viagem.

    De todas as pessoas do grupo, o mago era o que parecia menos idiota ao seu ver e com mais potencial para não decepcioná-la. Ranmurk era um brutamontes estúpido, mas ela sabia lidar com ele, bastava alimentar um pouco seu ego e seriam melhores amigos, ele não era um problema. De Gurion não havia gostado muito: era uma verdadeira matraca ambulante, nunca calava a boca e nem sempre era interessante. No mais não pôde tirar muitas conclusões sobre os outros, talvez no futuro.

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    Re: A Costa das Espadas Saltitantes

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