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    Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

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    John Milton
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    Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por John Milton em Ter Set 13, 2016 10:37 pm

    Refúgio Mikhaela Dragunova


    A mansão era era uma construção aparentemente mova e dizia-se que pertencia ao senhor Blackheart, ganha como herança de família. As paredes eram branco mármore no exterior e o estilo era moderno, confundindo-se bem as construções próximas. Havia uma garagem para os carros - que pareciam ter sempre o insufilme mais escuro possível - e também um jardim bem cuidado. Parecia uma casa perfeitamente normal.
    Lá dentro, as paredes eram revestidas por papeis de parede claros e haviam alguns quadros com pinturas que variavam de Naturezas Morta a imagens de família.
    Os cômodos em geral eram mobilados de forma parecida, a menos que os próprios donos deles modificassem elas. Os quartos livres ou pelo menos parte deles contavam com uma cama (normalmente de casal) de madeira escura, um armário do mesmo material, uma penteadeira e um banheiro. Os banheiros eram espaçosos e azulejado, com os mesmos em tom de creme. A sala de jantar era ampla, com um belo lustre no teto. A mesa era feita de mogno e as 12 cadeiras que acompanhavam eram feitas do mesmo material e acolchoadas.
    Ambos os escritórios possuíam as paredes meio papel de parede verde pastel e meia parede em madeira. O piso era de madeira escura. Haviam estantes em algumas paredes, com livros e pastas condizentes com as profissões de ambos. A mesa de mogno e as três cadeiras que lhe ficava em frente a janela razoavelmente grande, mantida sempre com as cortinas fechadas durante o dia. As principais diferenças dos dois era a ocasional presença de flores no pertencente a Mikhaela e o perfume suave, normalmente de lavanda,  que ela gostava de manter ali.
    O quarto que compartilhavam possuía papel de parede azul real, com piso de madeira. As janelas brancas eram sempre mantidas com as cortinas fechadas durante o dia, tal como os escritórios. A cama de dossel ficava entre duas janelas, imponente. Um armário e uma cômoda guardavam as roupas do casal. Havia um banheiro conectado ao quarto, apesar de não ser plenamente usado pelo casal.
    John Milton
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por John Milton em Qua Set 14, 2016 12:33 pm

    A Lua dos Amantes brilhava alta no céu noturno.

    A Lua Cheia que insuflava os poetas, que trazia as musas, que ressuscitava os Mortos, fazendo-os vivos, mais uma vez.

    Envolta em sedas e cetim, Dragunova abria seus olhos para mais um dia na sua existência não tão amaldiçoada.

    Estava sozinha. Seu amante e senhor já não se encontrava ao seu lado.

    Diversamente dela, seu sono era mais leve e delicado. Era mais afeito a se levantar quando o sol se punha, antes mesmo de iniciada a noite.

    Deveria estar no escritório no andar de baixo.

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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por Eleonor em Qua Set 14, 2016 1:24 pm

    Eu demorei até sair da cama, olhando para as roupas largadas no chão. Toquei a pele nua da barriga enquanto me dirigia ao armário, pegando um vestido estilo grego antigo e vestindo-o, sem me preocupar com roupas de baixo. A seda escorria por minha pele delicadamente, causando uma sensação confortável em mim. Arrumei os cabelos com os dedos e passei a mão canhota no rosto, torcendo para estar quase apresentável para meu mestre.

    Desci descalça mesmo para o escritório, torcendo para que ele estivesse lá. Gostava de passar algum tempo com meu senhor, que provavelmente era a única pessoa que eu ainda podia confiar. Fosse isso verdade ou não, gostava de estar ao lado dele e auxilia-lo quando podia. Hoje eu planejava mandar minha marionete (vulgo lacaio) pegar algumas coisas que queria na empresa de meu tio para tentar operar um milagre... Depois iria para o Elísio para ouvir algumas fofocas ou alguma coisa assim.

    Quando chegei em frente a porta, bati nela com os nós dos dedos e segurei a maçaneta, antes de falar e aguardar a resposta.

    -- Mestre? Posso entrar? -- Perguntei, elevando tom de voz um pouco.
    John Milton
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por John Milton em Qui Set 15, 2016 1:00 pm

    O perfume da beleza de Dragunova a precedia, vestida naquele belo vestido de recorte clássico.

    Tal qual uma felina ela se esgueirou pelos cômodos da casa onde saberia que encontraria seu senhor.

    Os tapetes de incontáveis séculos atrás beijavam a sola de seus delicados pés enquanto caminhava para o gabinete de trabalho do Primogênito Ventrue.

    Blackheart tratava aquele local como seu santuário particular, não permitindo, sequer que seus lacaios ali o interrompessem sem sua autorização.

    No entanto, segundos antes da Sangue azul bater na porta, percebe um breve sussurro como se alguém conversasse no gabinete.

    Estaria seu Senhor com um convidado?

    No entanto, referidos sussurros pararam na mesma medida em que apareceram, como se tivessem sido interrompidos pela Cria que batia à porta.

    Um momento que parecia uma eternidade levou para que a porta do gabinete se abrisse.

    Enfim Blackheart estava à porta, vestia um terno cinza bem cortado e uma gravata vinho de seda. Por cima de seu ombro Dragunova não via mais ninguem no local.

    Seu rosto não denotava qualquer sinal de exasperação ou contrariedade, apesar do grande baque financeiro que havia ocorrido no dia anterior.

    - Boa Noite minha Criança, ele diz.

    - Pronta para mais uma noite?

    Eleonor
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por Eleonor em Qui Set 15, 2016 1:43 pm

    Havia um pequeno sentimento de ciúmes pelos dados sussurros e depois certa dúvida se havia mesmo escutado algo, mas não fiz nenhum comentário sobre aquilo ou demonstrei que havia ouvido qualquer coisa, mantendo minha expressão neutra. Sabia que haviam assuntos que não eram do meu interesse, por mais que não aceitasse bem ser mantida por fora. Talvez o gesto inconsciente de jogar o peso do corpo de um pé para o outro alertasse-o de algo, uma vez que fazia aquele pequeno gesto quase inconsciente quando havia algo me incomodando ou agitando.

    Na tentativa de encobrir aquilo, dei um sorriso e concordei com a cabeça. Claro que sabia que não era uma resposta adequada, mas aqueles poucos segundos extras me deram a chance de falar com o máximo de calma e naturalidade possível. A pose de quem estava perfeitamente bem e controlada deveria ser mantida mesmo que ele soubesse não ser verdade.

    -- Boa noite. Estou pronta, sim, senhor. Descansas-te bem?

    Minha voz estava baixa. Apesar da situação que a economia estava, eu admirava-o por sua aparente calma. Passei a língua nos lábios provavelmente como uma ação reflexa da época que ainda era humana ou talvez fosse apenas um gesto de fome ou nervosismo.

    Começava a questionar se eu não deveria testa-lo em relação a nós, mas sabia que poderia ser apenas um sentimento de posse e raramente desafios infantis a anciões eram saudáveis, fazendo que a idéia fosse deixada de lado aquela idéia. Mantive o olhar firme, olhando-o nos olhos de modo a não trair meus próprios sentimentos e pensamentos. Havia recebido uma educação rígida de meus pais e conhecia o suficiente de minha nova sociedade para saber que qualquer sinal de fraqueza significaria a minha morte final. Coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha.

    -- Pareces pouco afetado pelo baque de ontem. Espero que consigamos contornar em breve esta situação... Nossa influência depende disso ou pelo menos parte dela. Os outros do clã falaram algo?

    Não me preocupei de ocultar minha preocupação com aquele problema, uma vez que me culpava por ter deixado aquilo ter afetado também a 'minha' empresa. Também sabia que era minha a obrigação de corrigir aquele problema e precisaria operar um verdadeiro milagre. Ainda era uma criança e tinha a insegurança que acompanhava a inexperiência, apesar de normalmente demonstrar mais em momentos que estava sozinha ou com meu mestre.

    Percebi que, junto ao amor e a veneração por ele, havia também uma profunda admiração. Quando a irritação inicial e o ciumes - talvez por nada - passaram, senti-me feliz por ter algum tempo com o homem, podendo ouvir a voz dele e desfrutar de sua experiência e companhia dele.
    John Milton
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por John Milton em Sex Set 16, 2016 9:34 am

    O Ventrue abre espaço para que Dragunova entrasse em seu gabinete.

    Ricamente mobiliado no melhor estilo Luis XV, o cômodo era a representação de seu dono. Sóbrio, rico, e envolvente.

    Mas, apesar de ter ouvido vozes, o escritório estava estranhamente vazio.

    Seriam os ciúmes infundados?

    Blackheart fecha a porta com cuidado e tal qual uma cobra, silenciosamente se move e senta na sua cadeira de espaldar reto.

    Juntando as mãos em frente ao rosto, só, então, ele responde a sua Cria

    -Minha Criança, creio que essa lição que aprendemos foi dura, mas parece que o Caos reina nas ruas. Nosso mui amado Principe convocou a todos ao Elisio. Mas o Caos pode ser favorável... Afinal a fenix deve morrer para renascer mais forte. Creio que ouviremos os demais Clans mais tarde.

    Ele emanava uma aura de confiança

    -Tenho uma missão para você minha criança
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por Eleonor em Sex Set 16, 2016 1:06 pm

    Eu adentrei no escritório o mais graciosamente que pude e fui até a mesa dele, sentando-me e ajeitando o vestido. Apesar da aparente calma, olhei ao redor e procurei no ar qualquer indício de perfume que poderia existir ali. Talvez tivesse sido melhor ter esperado um pouco antes de me manifestar, talvez não... Ou talvez apenas estivesse ficando neurótica. Quando ele sentou-se a minha frente, todo o encanto da noite anterior voltara. Me lembrei de seus braços fortes ao meu redor, seus lábios contra o meu pescoço e nós nos movendo como um só na cama. A lembrança da sensação de ter ele dentro de mim causou um arrepio em mim, fazendo-me me abraçar. Não devia deixar os ciumes cegos atrapalharem o que existia entre nós, fosse lá o que fosse que existia.

    Ouvi as palavras dele com atenção e ergui uma sobrancelha diante do 'mui amado'. Eu respeitava, tinha certa lealdade para com o príncipe e até alguma admiração, mas dizer que o amava já era exagero. Mas sabia que não falar nada sobre era a melhor opção. Se ainda houvesse alguém ali  - supondo que houvera alguém -, não sabia o que essa pessoa acharia ou poderia falar. Para todos os efeitos, arquear as sobrancelhas quando apenas estávamos nós dois era o máximo que me permitia naqueles momentos. A única pessoa que eu amava e obedecia cegamente William e ele sabia disso.

    -- Fico mais tranquila sabendo que Nossa Majestade talvez já tenha algo em mente e uma reunião já foi marcada. Creio que deva desculpar-me com vós por não ter-me mantido tão alerta quanto gostaria... Eu deveria saber que isso poderia acontecer... Perdoe-me.

    Eu havia permitido-me chama-lo de forma carinhosa naquele momento. Havia sido um tanto indiferente por causa dos ciumes, mas agora tentava me redimir diante dos olhos dele. Olhava-o nos olhos, aguardando as inscrições daquele homem a quem eu escolhera seguir. Recordava-me do preço que precisava pagar para ter a proteção, conselhos e a chance de ter ele: devia dar a ele minha fidelidade e lealdade absolutas a ele, manter ele informado e também recordar-me que era dele e apenas dele.

    -- Basta dizer o que desejas, querido. Diga-me e farei, mas temo apenas que precise voltar ao quarto para terminar de vestir antes...

    Sabia que ele entenderia o significado de minhas palavras e achara melhor avisa-lo que não partiria correndo para obedece-lo por aquele motivo: estava apenas com o vestido e mais nada. Ajeitei-o sobre as pernas e deixei as mãos abertas em minhas coxas. O olhar de devoção, amor e veneração era acompanhado de um sorriso carinhoso para com ele. Não esperava uma missão fácil ou mesmo segura, nunca eram. Mas fosse o que fosse, ele ao menos confiava em mim para confiar-me ela.

    Talvez ele possa perdoar minha falha se me sair bem nessa missão ou quem sabe até gostar um pouco mais de mim, pensei e aquele pensamento me animou. Veja, apesar de ontem ter ficado de fato agitada com o ocorrido apenas hoje havia caído a ficha de que havia sido uma falha minha. Não gostava de falhar com meu senhor e esperava que meu erro pudesse ser perdoado.
    John Milton
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por John Milton em Sab Set 17, 2016 6:11 pm

    Enquanto Dragunova falava, seu olfato captava um perfume que não lhe era familiar. Algo distante, mais, ainda assim, um aroma. Apesar de não conseguir distinguir notas e a composição, sabia que era um odor doce.

    Blackheart ouve sua cria. Ele acompanha com atenção seu comentário, suas escusas.

    Tão logo ela terminara o Primogenito Ventrue continua, ainda na posição em que se encontrava.

    - Não há o que perdoar. Se nem mesmo nosso Príncipe viu a onda vindo não poderia esperar que você o fizesse.

    Ele se volta à posição original

    - O que desejo? Desejo muitas coisas... Caminhar ao sol, Controlar meus empreendimentos pessoalmente, mas essa missão é própria à sua expertise

    Ele aguarda uma posição de Dragunova

    Off: Teste da Cheirada:
    Dragunova rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 5 para cheirar o crime Wink que resultou 1, 5, 2, 5, 8 - Total: 2 Sucessos

    Eleonor
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por Eleonor em Sab Set 17, 2016 6:51 pm

    Aquele cheiro me incomodou um pouco, mas não expressei aquilo. Alguém havia estado ali, de fato, e aquele perfume doce infelizmente não me agradava muito. Precisei de uma ótima doce de alto controle para continuar agindo como se nada estivesse acontecendo e fingindo que não havia notado coisa alguma no ar. Tirei uma mexa de cabelo que havia escorregado para minha face e coloquei atrás da orelha para não atrapalhar minha visão ou coisa assim. Com sorte, tudo aquilo iria parecer apenas uma consequência de fome ou mesmo ter simplesmente acordado um pouco fora do estado normal.

    Ouvia com atenção as palavras dele com atenção e concordei lentamente com a cabeça. Ele queria alguma das minhas especialidades - finanças ou lábia -, então seria menos suicídio do que imaginava. Recortando-me na cadeira, cruzei os braços em frente ao corpo, logo abaixo dos seios. Não imaginava exatamente o que me seria pedido, mas não seria uma tarefa impossível para mim. Minha expressão alterou-se um pouco para a curiosidade.

    -- Claro... Será um prazer emprestar minhas habilidades a vós em mais uma noite. Conte-me o que é, por favor, mestre.

    Minha expressão ainda era curiosa e o olhar ainda mantinha traços do amor e devoção que tinha a ele. Por algum motivo, lembrei de Julian naquele momento e da forma que agia comigo. Eu parecia muito com o pobre coitado, mas a diferença que eu tinha escolha. Soltei um suspiro ao pensar naquilo e não sabia se tinha mais pena dele ou de mim. Quem sabe dos dois igualmente. Enquanto o carniçal era mantido leal com meu sangue e um tratamento gentil, as vezes até dinheiro, a única coisa que fato me mantinha era meu amor. Mordi meu lábio inferior e aguardei as próximas palavras dele.

    -- Garanto que receberá o quanto antes e o mais completo possível e de forma adequada a vosaa pessoa, seja o que for. -- Havia uma seriedade pouco usual em minha voz, muito parecida com aquele que usava quando estava trabalhando e não precisava recorrer a sedução ou bajulação para ter o que desejava.

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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por John Milton em Seg Set 19, 2016 11:33 pm

    Pela primeira vez, até aquele momento, o Primogênito Ventrue sorrira. Como todo cainita de seu clã, gostava de ter suas vontades acatadas.

    -Muito bem...

    Tal qual uma serpente, silencioso, ele se levanta de seu lugar, dando a volta na mesa de pau-brasil maciça, ele se aproxima de Dragunova, por trás.

    Uma das suas mãos gélidas tocam o ombro da Cria e o perfume doce está, mais uma vez, presente.

    Enfim, era Blackheart que o usava...

    - Minha Criança, ele continua, como bem sabe nosso mui amado Princípe também foi achacado pela derrocada de Wall Street

    O Senhor de Dragunova, caminha e se encosta no tampo da mesa, em uma pose displicente.

    - No entanto, ele convocou todos os seus súditos para anunciar suas medidas de contenção, se é que isso será possível.

    Ele então volta a prestar completa atenção a sua Cria, sustentando seu olhar

    -Tive informações de que ele somente compartilhará parte dessas medidas, guardando para si, em uma valise em seu refúgio pessoal, os planos completos. Esses documentos contem informações especificas de como o mercado de ações flutuará e quem será deixado para trás como isca. Precisamos desses dados. E para isso, somente confio em você, minha Criança
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por Eleonor em Ter Set 20, 2016 12:42 am

    De todos aqueles que atendiam aos caprichos dele, eu era a que mais amava aquele sorriso. Talvez a única que fizesse o que fosse preciso para recebe-lo mais uma vez. A seriedade que assumira instantes antes sumira completamente, deixando um doce sorriso em meus lábios. Acompanhava os movimentos dele com atenção, temendo perder qualquer detalhe. O toque dele causaria-me arrepios se minhas reações humanas ocorressem ocorressem tão frequentes assim. Meus lábios tocaram a mão dele delicadamente, beijando-a. Era o máximo de proximidade que talvez ele aceitasse naquele instante. O perfume invadira minhas narinas outra vez e notara que havia cometido um erro. Talvez Deus estivesse generoso naquele dia... Ou o Diabo decidiu ajudar, não importa. A vontade que senti foi me atirar em seus braços, implorando perdão por meus pecados e chorar, mas é obvio que não fiz nada daquilo.

    Com cuidado, ouvi as palavras dele e tomei notas mentais. Ele queria que eu fosse ao refugio do Príncipe e conseguisse as informações para ele. Meu cérebro começou a trabalhar. Não podia fazer aquilo deixando rastros, pois roubar informações daquele homem causaria problemas tremendos. Em uma reação inconsciente, mordi os lábios e abaixei os olhos, colocando a mão canhota no queixo e apoiada no outro braço, abaixo dos seios. Seria preciso um plano perfeito.

    -- Quais os tipos de segurança que ele mantém na casa? Há algo que deva me atentar? Quanto tempo o senhor está disposto a me dar para cumprir suas ordens?

    Qualquer frieza, indiferença ou ciúme que um dia existira havia sumido em questão de segundos. Me erguera da cadeira sem notar e andava pela sala, ansiosa. Uma tarefa daquela magnitude confiada a uma criança! Eu me sentia honrada e ao mesmo tempo assustada. E conseguia ver cada detalhe se formando em minha mente. Precisaria esperar que ele estivesse fora para poder fazer aquilo, mas não podia simplesmente roubar as informações. O príncipe suspeitaria e uma das primeiras pessoas que estariam na lista dele eramos nós. Também não era seguro eu mesma entrar lá, copiar e sair. Era preciso algo mais. Teria que observa-lo ou tirar as informações de uma fonte confiável.

    Parei em um momento e olhei meu mestre, indo até ele e envolvendo a cintura dele com os braços finos, enquanto projetava a cabeça um pouco para trás, para olha-lo nos olhos e lançar os longos cabelos de fogo para trás. Havia um quê de quem aprontaria algo que talvez ele não gostasse, mas também um ar de uma determinação fria em cumprir a ordem dele. Sabia porque ele queria os nomes e os planos completos. Um véu negro começou a se desfazer em minha mente e sussurrei para ele.


    -- Eu tenho vossa permissão para usar de sedução ou similares caso seja preciso?

    Não seria a primeira e nem a última vez, uma certeza que ambos tinhamos. Sabia que normalmente podia usar quaisquer meios para cumprir as tarefas que ele me dava... Suborno, intrigas... Até invasões eu realizava para ele. Havia sido educada para ser a jovem faz tudo dele e cumpria a tarefa da melhor maneira.

    Um plano quase diabólico esgueirou-se até mim e um sorriso surgiu em meus lábios, malicioso, iluminando o olhar de forma parecida. Poderia tentar criar uma situação em que roubava os planos e deixava a culpa para outros... mas quem?! E como faria aquilo? Minha natureza e mesmo meu lado humano se manifestaram de imediato. Não podia prejudicar alguém sem motivos, certo? Mas a visão de William começou a afastar aquele pensamento. Eu tinha uma missão que seria cumprida e para mim era como se o amor de meu senhor estivesse em jogo e sabia como a ira dele podia ferir não só a mim como aos outros. A frieza da determinação voltara e com ela a devoção.

    -- Tenho certeza que nosso mui amado príncipe não é tão popular assim. Seria uma pena se, caso ele descobrisse algo, tudo indicasse um inimigo dele. Não acha?

    O tom de voz era baixo, conspirador. Meus olhos esmeraldinos o fitavam com atenção redobrada e meu coração estaria acelerado, se batesse ainda. Haviam muitas idéias em minha mente e não sabia lidar com todas ao mesmo tempo. Pelo menos, havia dominado a capacidade de pensar junto dele. Admito desejar alguma recompensa caso me saísse bem naquela tarefa, mas isso certamente era uma ideia para depois. Primeiro tinha que ter os dados e entrega-los todos ao meu amante e senhor.

    -- Gostaria de dar-lhe os dados com alguma diversão particular. O príncipe não é tolo, sei que estaremos entre os primeiros suspeitos... A cria dele, que todos devem supor que no fundo quer o derrubar, e seu adorável cachorro treinado, que mal da um passo sem implorar a opinião do mestre... Creio ser esta a visão que os outros tem de nós dois. Não quero que nada possa incriminar você, mas para isso preciso planejar tudo e de informações. Simplesmente invadir, roubar as informações e fugir levantará suspeitas demais e deixa rastros. Creio que o senhor compreenda isso.

    Ainda estava com os braços ao redor dele, falando aos sussurros. Os empregados e lacaios se acostumaram com as conversas aos sussurros nossas e, se alguém entrasse de repente, veria apenas um suposto abraço. Um gesto inocente até, considerando nossa condição. Estava me controlando para manter a seriedade da situação e meu tom era o mais sério que conseguia. Teria que obter informações guardadas por alguém importante! Estaria roubando e traindo o príncipe. Mas se completasse aquilo com sucesso, seria a prova definitiva que eu podis viver ali no meio das feras. Ao sussurrava ao pé de meu ouvido que ele não me ajudaria se aquilo desse errado, mas também não poderia culpa-lo por minha própria incompetência.

    Talvez a visão de um cachorro treinado e descartável fosse uma verdade maior do que queria admitir.
    John Milton
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por John Milton em Qua Set 21, 2016 1:28 pm

    Ele se desvencilha de Dragunova, não por desprezo, mas por aquele assunto se mais importante.

    -Minha Criança, entendo suas preocupações. No entanto, precisamos dessas informações até o fim desta noite. Amanhã talvez seja tarde demais, se formos nós as iscas

    Ele segura as mãos da Ventrue nas suas. Seu toque era frio mas suave como seda.

    - Não quero ver a mim e meu amor expostos nesse turbilhão. E, também, não quero o mal de meu Criador, mas apenas assegurar a nossa segurança e de nossos negócios.

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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por Eleonor em Qua Set 21, 2016 8:15 pm

    Eu aceitei que ele se soltasse sem reclamar ou fazer qualquer gesto de insatisfação. Pelo menos havia conseguido alguns segundos junto dele. Quando ele falou, concordei com a cabeça e segurei as mãos dele de volta, aproveitando o toque frio dele. Não podia julga-lo pela pressa, o que na verdade parecia-me bem razoável. Iria precisar ser bem rápida e discreta, aproveitando-me de qualquer oportunidade de entrar e sair rápido do lugar. Mordendo o lábio inferior, ponderei sobre como realizar aquela missão. O refúgio deveria estar vazio durante a reunião, talvez com no máximo alguns carniçais lá, caso houvesse. Não sabia quanto tempo iria durar a reunião, mas se pelo menos metade dos Ventrue e Toreador da cidade estivessem lá a reunião teria tudo para demorar o bastante para que fizesse aquilo. Suspirando, dei um sorriso para ele.

    Não podia negar o doce afeto que havia entre nós. Agora que estava mais calma compreendia os sussurros que achara que ouvia: provavelmente havia sido o informante. De todo modo, não importava mais. A idéia de perigo combinada com a certeza de ser o melhor para nós dois me ajudava a tomar aquela decisão. Seria pior mesmo esperar, afinal nunca se sabe quando e se o homem trocará os planos de lugar. Poderia procura os planos durante a reunião, pois dificilmente ele levaria os dados completos a reunião e estaria também desprotegido enquanto estivessem no Elísio. Teria que me atrasar na melhor das hipóteses, mas iria valer a pena.

    -- Talvez eu possa entrar lá durante a reunião... Ele não estaria lá e as reuniões aqui tem a tendência de serem bem demoradas, considerando que os outros Ventrue compareçam, o que tenho certeza que farão, e quem sabe os Toreador, que podem ocasionar uma demora maior. Vosso Criador não espera que entrem lá durante a reunião ou saibam dos planos, certo? Apenas falta alguma explicação para que eu esteja ausente ou me atrase. Nosso estimado príncipe ficará um tanto irritado, pela falta de respeito, provavelmente. Mas irei copiar as informações para ti e poderá consulta-las quando voltar para casa.

    Minha voz disfarçava a tensão que sentia, mas o Ventrue não seria enganado pela calma aparente. Eu sentia-me como uma criança mais uma vez, mas lembrava-me que naquele mundo eu era uma criança. Esse tipo de pensamento ocorria com frequência a mim quando estava tensa.

    O que não faço por amor a esse homem?, pensei. Minhas mãos tremiam um pouco entre as deles e olhei-as por alguns instantes. Ergui as mãos dele e beijei-as, controlando minha preocupação. Não iria confiar a tarefa de fazer aquilo a outras pessoas, fossem elas quem fossem. Outros poderiam nos trair ou deixar pistas desnecessárias e/ou óbvias, portanto não confiaria. Deveria me esgueirar pelo refugio do Príncipe, copiar o que era importante e deixar o resto como se nada tivesse ocorrido.

    Os vestidos que normalmente usava e os saltos seriam um impecilio, o que me obrigaria a usar roupas que me permitissem movimentos mais discretos, sem nada farfalhando em torno dos meus pés e as sandálias batendo contra o chão e causando barulho.

    -- Hmmm... Querido... Perdoe-me por desviar um instante do assunto. Fui um tanto infantil mais cedo e sei que foi errado de minha parte. Sinto muito. De todo modo, quando começará a reunião? Preciso colocar uma roupa melhor. Esse vestido chama atenção demais e não quero ter problemas pra me mover.

    Usava uma postura ereta e seria, mas o tom era delicado e gentil. Havia desviado do assunto e voltado a ele rápido, evitando dar espaços para que ele fizess muitas perguntas. Aquilo era constrangedor, mas sentira-me obrigada a dizer aquelas palavras o quanto antes. Pisquei algumas vezes, aguardando a resposta dele.
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por John Milton em Qui Set 22, 2016 8:58 pm

    O Ventrue sorria a sua Criança quando ela anuiu com aquele plano, praticamente, suicida.

    Ele olha sua cria da cabeça aos pés e comenta

    - Creio que você, minha amada, é melhor do que eu para averiguar a melhor forma de se imiscuir nos obstáculos dessa missão

    Ele olha para o rolex de ouro que ostentava e comenta

    -A reunião está marcada para começar as 22:00 horas. Creio que terá bastante tempo.

    Ele a puxa para si, envolvendo-a em seus braços. Seu sorriso malicioso lhe era direcionado

    - Mas deverei ir na frente minha querida, segurarei-o como puder



    Eleonor
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por Eleonor em Qui Set 22, 2016 9:50 pm

    Eu envolvi o pescoço dele com os braços e dei um sorriso. Via a malicia no sorriso dele e nos olhos, já havia me acostumado com ele. Julguei aquele gesto de me puxar e abraçar como uma permissão para fazer carinho nele. Acariciei delicadamente os cabelos dele, com a ponta dos dedos e levei os lábios até o pescoço dele, beijando ele naquele lugar, e depois afastei a boca dali. Não havia ameaça no meu gesto, sendo apenas um beijo mesmo.

    Comecei a calcular mentalmente a distância de nossa casa até o refúgio do Príncipe e a distância de lá até o Elísio. Era comum haver mais de um Elísio, mas sabia que seria provavelmente na prefeitura. Era a cara do Príncipe fazer ali... Só não sabia se caberia todo mundo. Se eu acertasse o Elísio, teria alguma estima de tempo melhor. Não teria tempo para analisar o lugar e nem nada do tipo. Meus planos, porém, podiam esperar um pouco.

    Toquei meus lábios nos dele, ainda afagando os cabelos. Havia a leveza da seda no toque e esperei para saber se podia beija-lo antes de fazer. Pressionei meu corpo contra o dele, mas de modo a não amarrotar - muito - o terno sempre perfeitamente alinhado de Will. Não me importava qual seria o estado do meu vestido. Felizmente, tinha consciência de que não haviam horas entre nosso plano e os atos e afastei a face da face do homem.

    -- Vá na frente, então. Sei que irá segurar... Will, eu te amo. Lembre-se disso.

    As palavras que ouvira uma vez ecoaram em minha mente: amar é destruir e ser amado é ser destruído. Rejeitei as palavras assim que as ouvi ecoarem em minha mente. Ninguém sairia destruído dali. Um plano se formou em minha mente. O cenário era de caos na cidade, com muitos pobres e desempregados, com famílias para alimentar. O dinheiro era nosso maior e melhor aliado. Mandaria Julian conseguir algumas confusões pela cidade e dar algum dinheiro a esses coitados, desviando focos. Possuía algum dinheiro que poderia usar para isso. Além disso, tomaria cuidado para que os empregados achassem que eu estava em casa e havia saído apenas para a reunião, atrasada.

    -- Será em qual dos Elísios? Prefeitura?

    Frequentava tanto os Elísios que conhecia todos eles e sabia atalhos para a maioria, para facilitar circulação entre eles. Minha mão desceu para o peitoral dele, acariciando o peitoral dele enquanto fingia ajeitar o terno dele ali. Aproveitei para respirar o máximo do perfume possível, para registrar para mim recordar-me bem dele no futuro.
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por John Milton em Ter Set 27, 2016 5:02 pm

    O Primogenito Ventrue permitiu que a boca e as mãos de Dragunova explorassem seu corpo. O perfume adocicado a envolvia como uma aura de paixão e estupor.

    O toque de seu senhor era o prenuncio do gélido rigor mortis. O toque de sua pele era frio e estranho ao toque, mas quanto a isso sua Criança já havia se acostumado.

    Suas mãos delinearam os cabelos de sua cria, de forma recatada mas, talvez, apaixonada. Dragunova nunca sabia dizer o que seu Senhor sentia por ela, mas sabia bem que ele a queria bem. Pelo menos sempre lhe parecera.

    Ele toca seu queixo levantando seus olhos para o dele. Eram dois poços de abismo e conhecimento.

    Ele sorri, aquele sorriso ofidico que ela tanto apreciava.

    -Sim minha Criança. O Encontro será na Prefeitura
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por Eleonor em Ter Set 27, 2016 5:51 pm

    Eu mantive o olhar dele, admirando-o e me permitindo absorver o máximo que poderia dele. Nunca sabia quando seria a última noite com ele, o último momento que ele estaria em meus dedos e então escorreria. Me recordei de como havia sido, a quase dez anos, quando conheci ele e como havia ficado completamente sem ar com ele. Como havia me faltado também o chão quando ele estava longe. E agora estava dormindo com ele todas as manhãs, corria para os braços dele quando não sabia o que fazer ou como reagir. Quando o casamento fora proposto, mesmo que apenas para encobrir a verdade, mal pude controlar minha felicidade. Minha família via ao casamento como algo promissor... Uma jovem de dezoito anos casando com um rico e promissor advogado. Onde eles viam alguém exigente e até um tanto quanto voltada a manipulação, meu mestre vira uma possível criança promissora. Gastara noites me ensinando coisas que precisava antes de me transformar e, quando aconteceu, me permitira morar ali e me ensinava coisas todos os dias.

    Levei a mão que antes estava em seu peito para a face dele e acariciei com a ponta dos dedos. Tanta malicia, sabedoria e poder em um lugar só. Alguém que eu poderia tocar, mas quem sabe jamais pudesse ter de verdade. Não mais do que durante o tempo em que estávamos na cama. Meu hábito de respirar para absorve-lo talvez nunca encerrasse. Quando ele confirmou que seria na prefeitura, uma calma aura de paz se apossou de mim. Poderia conseguir entrar quase despercebida. Passei a mão pelo pescoço dele e pelo braço, indo até o relógio no pulso dele e ajeitando para olhar que horas eram enquanto girava um pouco o corpo para olhar. Assim que confirmasse o horário atual, voltaria a meu estado normal nos braços dele.

    -- Não demorarei demais lá, prometo. Quanto menos tempo levar, menos chances de me descobrirem. Tenho uma ideia do que fazer, te atualizo depois de ter o que me pediu em mãos.

    Não daria detalhes naquele momento por um motivo  simples. Quanto menos detalhes fossem ditos, menos chances de dar errado. Além do mais, não sabia se daria certo e se ele não soubesse muito, menos chances dele se prejudicar muito. Mordi meu lábio inferior, mantendo os olhos fixos nele. Eu parecia uma criança - o que eu era - idiota ao tentar protege-lo quando muito mal cuidava de mim mesma.

    Com os dedos dançando pela face dele, abaixei os olhos e tentei repor minha mente em ordem. Toda aquela proximidade me atrapalhava as vezes, revelando que meus sentimentos por ele eram maiores que meu Autocontrole ou mesmo juizo. Quando subi de novo meus olhos, já estava mais calma e dei um sorriso.
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por John Milton em Qui Set 29, 2016 4:35 pm



    Ele escuta o que sua cria tem a dizer. Blackheart sorria e, por um fugidio momento, passou a mão nos cabelos de Dragunova sorrindo

    - Fique a vontade para tomar as providências que achar necessárias minha Filha e Amante. Desejo que tenha sorte nessa empreitada. Nosso destino depende de sua habilidade.

    Ele afasta o corpo de Dragunova alisando seu terno e olhando seu Vacheron Constantin.

    -Como disse meu amor, devo partir. Nosso mui amado Príncipe me espera

    Ele lança um segundo olhar para sua cria, como se despedisse e, caso não quisesse falar mais nada o Primogênito Ventrue lhe daria um suave beijo e deixaria seu gabinete, fechando as portas duplas atrás de si
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por Eleonor em Qui Set 29, 2016 5:57 pm

    A hora da despedida, então, havia chegado. Ajeitei meu vestido e concordei com a cabeça, organizando mentalmente tudo. Quando ele beijou-me, retribui rapidamente ao beijo e desejei boa sorte para ele. Após a saída dele, ainda passei mais alguns minutos sozinha no escritório, distraída. Então a ficha que eu perdia tempo caiu-me e sai de meu transe. Sai do lugar, fechando as portas após isso, e subi para o quarto. No meio das minhas roupas, havia uma roupa negra mais justa que eu preferia usar naquelas situações. Era razoavelmente reforçada servindo como uma especie de "armadura" e também não dificultava meus movimentos. Peguei também as botas sem salto que utilizava junto e um vestido longo com mangas compridas também e fui para o banheiro. Lá dentro, tomei um banho demorado com sabonete neutro para tirar qualquer perfume ou cheiro qualquer em meu corpo e cabelo, de forma que eu pudesse mover-me deixando o menor rastro possível de odores no lugar. Depois do banho, penteei os cabelos e os sequei o máximo possível com a toalha e vesti as roupas. Eram justas demais para que eu usasse roupa intima por baixo, então não coloquei. Depois coloquei o vestido longo por cima, ocultando as vestes negras por baixo. Calcei os sapatos e verifiquei se o vestido também cobria meus pés, agradecendo quando percebera que sim. Depois de estar adequadamente vestida, desci para meu escritório e disquei um numero no telefone. Julian. Era melhor que ele estivesse em casa ou no trabalho, se não teria problemas sérios... Se ele não atendesse na casa, onde liguei primeiro, ligaria para a sala dele na empresa do titio, mas duvidava que estivesse lá naquele momento. Se ele atendesse, iria pedir para que fosse imediatamente para minha casa, como se a vida dele dependesse daquilo.

    Enquanto esperava a chegada dele, procurei o dinheiro que mantinha escondido na casa e o que havia retirado no dia anterior. Havia deixado ele em minha bolsa, no quarto, em um fundo falso da mesma. Contei todo o dinheiro que possuía a ponderei se daria para fazer o que eu queria. As pessoas estavam desesperadas, fazendo-me supor que fariam trabalhos menores por dinheiro sem problemas. Também haviam os bêbados e drogados. O trabalho que tinha para Julian seria muito simples: ele encontraria a rale da cidade ou pessoas suficientemente desesperadas para fazer qualquer coisa por dinheiro. Eles causariam um pouco de caos na cidade, o que dizia respeito a assaltos, destruição, violências em geral e qualquer coisa do tipo. Toda a atenção deveria estar espalhada pela cidade e nunca focada onde eu estaria. Mas algumas dessas pessoas também deveriam parecer "atacar" o refugio de nosso mui amado príncipe, fazendo os empregados e carniçais eventuais que existissem lá estivessem ocupados em outras áreas e nunca onde eu estaria. Chamei os empregados da mansão e pedi para trazerem uma taça e uma faca para meu escritório, pois assim que o carniçal chegasse colocaria um pouco na taça para ele e prometeria mais caso ele fizesse o que pedi e ainda me arrumasse, para depois, alguém para me alimentar. Uma parcela do dinheiro também seria usado para paga-lo pelo trabalho.

    -- Vamos, Julian... Não demore. Preciso que esteja aqui bem rápido para iniciar o plano. Mestre Will não tem tanto tempo assim para ser perdido atoa porque demoraste a me atender. - Reclamei comigo mesma, com uma expressão de claro desgosto. Ventrues odiavam esperar e era o que eu estava fazendo naquele exato momento, enquanto andava de um lado para o outro naquele recinto. Minha raiva era quase palpável naquele ambiente.

    Meu coração estava agitado e ainda lembrava a sensação dos lábios de Will contra os meus. Xinguei baixinho durante todo o tempo de espera, analisando direito meu plano. Sairia dali assim que combinasse tudo com o carniçal e então pecaria um caminho que chamasse pouca atenção para o refúgio do Príncipe. Uma vez lá, procuraria uma forma discreta de entrar e assim que encontrasse uma brecha entraria. Os ataques que usaria para encobrir meus movimentos deveriam começar em breve e, então, toda a atenção estaria para outros lugares. Eu procuraria os documentos e copiaria tudo. Ao me recordar que precisaria copiar as coisas. Corri ao quarto para pegar luvas e prender os cabelos ruivos em um coque, para não deixar digitais ou deixar fios de cabelo caírem nas coisas. Peguei também uma especie de bolsa para prender ao cinto, assim como a faca e o revolver, colocando-os também no cinto. De volta ao escritório, peguei um bloco de notas e uma caneta e os coloquei em uma bolsa que prendera ao cinto quando fora ao quarto. Agora sim eu tinha certeza que estava tudo mais ou menos certo para que eu saísse.

    Não pela primeira vez naquela noite, perguntei-me se aquilo era uma ideia segura e se valeria mesmo a pena correr aquele risco. Decidi que todo risco corrido por amor valia a pena e minha não-vida poderia depender daquilo. Se nós fossemos deixados como iscas, tudo estaria arruinado. Seria igual ou pior a ter a morte derradeira. A determinação voltara até mim e percebi o que havia atraído a atenção para mim tanto de Will quanto do Toreador... Eu não podia desistir de algo quando tudo dependia daquilo e cada pequena coisa que eu fazia era o mais perfeitamente planejado que eu conseguisse. Aquele seria o primeiro grande teste de minha habilidade e eu sabia disso.
    John Milton
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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

    Mensagem por John Milton em Sab Out 01, 2016 5:57 pm

    O Primogenito Ventrue se aTudo fastara deixando Dragunova perdia em pensamentos.

    Ela avançara para seu quarto e, enquanto se vestia, pensava em tudo que acontecera e o que havia de por vir.

    Tudo não passara de um devaneio. Imaginara como faria quando seu lacaio a atendesse. Mas será que isso aconteceria?

    Não saberia dizer.

    Ela termina de se vestir e e busca algum dinheiro para, só então, licar para seu lacaio...

    Primeiro tenta o telefone de sua residência, mas não lograra êxito.

    Em seguira tentar o trabalho, mas, estranhamente ninguém atendia...

    Sentia-se só como um mobile solto no furacão que se assomava



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    Re: Mansão Blackheart - Manhattan (Refúgio Mikhaela Dragunova)

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      Data/hora atual: Qua Nov 22, 2017 12:50 pm