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    Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

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    Elminster Aumar
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    Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por Elminster Aumar em Ter Out 04, 2016 10:25 pm






    "Fique com a moeda que lhe dei, e em troca, espalhe que nós, da Irmandade do Sangue, chegamos à Lua Argêntea, e que salvaremos a cidade de Obould Muitas Flechas."

    Uma mão esquelética para fora da manga, o som da moeda tilintando ao cair sobre o balcão, o seu leal companheiro goblin segurando a besta apontada para o sujeito num ato de rara coragem... Todas essas imagens se dissiparam e deram lugar a um clarão vivo amarelo alaranjado, com as chamas castigando a pobre construção de Jörmund. O Lar dos Desobedientes estava em chamas, e Nerók não era visto em lugar algum...

    Johan acordou no meio da noite. Ele olhou para os lados, desorientado, tentando se situar onde estava. O seu coração foi se acalmando quando percebeu que estava no acampamento à beira da estrada com os seus amigos. O jovem mago Tom dormia ao seu lado, dividindo a cobertura da tenda. Para além da fogueira minguante que o grupo preparara para se proteger do frio, havia uma outra cabana, onde Belediel e Morwen deviam estar dormindo. Ao sair para dar uma respirada no ar da noite, ele viu que a drow estava acordada, vigilante; ela não teceu qualquer comentário sobre por que o cavaleiro tinha se levantado àquela hora da madrugada, e apenas permaneceu de olho nos arredores, atenta a qualquer sinal de perigo.

    O vento frio roçou a pele de Johan, fazendo-o tremer por um leve instante. Naquele momento, ele se lamentou por Katon de última hora não ter podido participar dessa busca. O pequeno elemental de fogo foi chamado às pressas para um serviço para o exército de Sundabar, desfalcando assim o grupo que naquele momento viajava para o Subterrâneo em busca de parar a Irmandade de Sangue e reaver Nerók, o fiel escudeiro de Johan.



    Kalilah, ou apenas Kali, estava a serviço do Rei Emerus Coroa de Guerra, o rei anão da Cidadela Felbarr, desde que conseguira escapar do Subterrâneo das terríveis garras dos drows. Excelente batedora, Kali costuma vistoriar os túneis dos anões que se conectam aos mais diversos lugares, especialmente as grandes rotas cujo o destino levam às outras duas cidadelas anãs das Fronteiras Prateadas: Cidadela Adbar e o, agora caído, Salão de Mitral.

    Ela foi chamada cedo àquele dia para um trabalho bem peculiar. Ela teria que escoltar um kobold até Lua Argêntea. Era uma jornada de dias até a Gema da Norte e os superiores de Kali disseram que ao final da viagem ela teria que marcar uma audiência com a Grã-Senhora Alustriel, pois, segundo eles disseram, a figura mais importante de todo o Norte tinha alguma coisa a lhe pedir.  

    O encontro com o kobold se deu nas primeiras horas do dia, quando o céu lá fora ainda não tinha clareado. E o kobold que Kali teria que escoltar não podia ser outro além de Darksol, o único kobold que se tinha registro a conseguir passagem livre pela fortaleza anã de Felbarr. Eles foram se encontrar já no túnel de acesso à Lua Argêntea. Ambos sabiam como aquela viagem poderia ser cansativa e monótona e não havia muito tempo para eles criarem algum laço de afinidade.



    A queda do Salão de Mitral foi algo inacreditável. Naín Darkstrider estava lá, na batalha em que culminou na queda da fortaleza, e ele se lembra perfeitamente daquele dia. Os anões passaram dias sofrendo um cerco liderado pelo próprio Obould Muitas Flechas. O exército inimigo era extremamente mais numeroso que o deles, era como se Obould tivesse escavado cada buraco do Norte e reunido todos os orcs que moravam nos confins da terra. A coisa toda ficou preocupante quando um clã de duergars conseguiu acessar a fortaleza anã de dentro e planejava um ataque massivo contra os anões. Graças a um grupo de heróis, os duergars foram rechaçados e obrigados a voltarem as suas cidades profundas e escuras. Houve um momento de alegria e esperança, mas foi apenas a calmaria que precede a tempestade...

    O cerco continuou por mais seis longos meses, até que uma tribo de bárbaros acolhida pelos anões, os Leões Negros, resolveram se juntar ao exército de Obould, abrindo um túnel de acesso de dentro para fora para que os orcs pudessem invadir a fortaleza. Houve um massacre no interior do Salão, mas muitos escaparam por uma estrada subterrânea que dava acesso a Lua Argêntea. Naín fora um dos que conseguiram fugir do iminente massacre, embora não se orgulhasse disso. Chegando na Gema do Norte, outra surpresa: a cidade estava parcialmente destruída, devido ao ataque mútuo de dois dragões negros, ambos aliados de Obould.

    Já se passou muitos meses desde o episódio dos ataques dos dragões, e Lua Argêntea, graças a ajuda de sua guarda de magos, já conseguiu reconstruir boa parte da cidade, ainda que haja resquício aqui e ali. A população local tem vivido dias difíceis, como se temesse um ataque repentino dos orcs. O Salão de Mitral era muito pouco para saciar a sede de conquista de Obould, que quer governar uma ampla terra para poder distribuí-la aos seus filhos, os príncipes dos orcs.

    Naín tem tentado ajudar como pode nas defesas da cidade, por vezes patrulhando os arredores. Numa de suas patrulhas, ele viu quando um grupo de heróis - o mesmo que vencera os duergars, meses atrás - deixou a cidade, tomando a mesma estrada que levava em direção ao Salão de Mitral. O que o deixou mais perplexo, no entanto, e mais temeroso em tentar qualquer interação, foi que havia uma drow caminhando junto ao grupo.



    Fazia dois dias desde que a Comitiva das Fronteiras partira de Lua Argêntea em direção ao Subterrâneo. Morwen era a responsável por guiar o grupo, e apesar de ser uma drow, eles tinham que confiar nela, já que ela tinha a confiança da própria Grã-Senhora Alustriel. Morwen não fez qualquer comentário a respeito da noite anterior em que Johan acordara de surpresa. Ela ia à frente do grupo, acompanhada de perto pelo próprio Johan, e seguidos por Belediel e Tom, na retaguarda. Ambos, a princípio, se recusaram a participar daquela jornada, mas foram convencidos pela Senhora Alustriel.

    Á Tomdrill Flanae, ela prometeu que tiraria um pouco de seu tempo para ensinar-lhe tudo o que podia sobre magia, e à Belediel, Alustriel lhe prometeu que faria de tudo o que pudesse para restaurar o rosto de sua amada Nasri, ainda que não fosse algo simples de se executar. Assim sendo, o grupo estava formado para realizar a missão.

    Eram 11 horas da manhã, o sol tímido se erguia para além das montanhas no horizonte. Em determinado momento da lenta caminhada, o grupo se deparou com uma manada imensa de brantas, em ambos os lados da estrada. Os brantas, animais típicos da região, possuem pescoços longos e são tão grandes quanto cavalos, mas com pernas mais grossas e poderosas. O topo do seu crânio possui uma crista óssea que termina em dois chifres paralelos no focinho. Essas criaturas, apesar de fortes, costumam ser presas fáceis de muitas feras que habitam as terras geladas do Norte.

    Os brantas não representavam nenhuma ameaça ao grupo... exceto quando toda a manada de brantas começou a correr na direção deles. Os animais provavelmente haviam visto algo que os amedrontara, e agora milhares de brantas corriam exatamente na direção em que o grupo estava. Eles teriam que tomar cuidado ou poderiam ser atropelados por algum desses herbívoros em desenfreada velocidade.
    Lyvio
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por Lyvio em Ter Out 04, 2016 11:37 pm

    Darksol seguia até o local de encontro para encontrar a moça que iria escolta-lo, o kobold sorria e repetia essa palavra várias vezes, feliz e orgulhoso por sendo o que é conseguir viajar como alguém importante a ponto de ter uma pessoa o escoltando e acima de tudo poder rever a Gran Senhora Alustriel.

    Por outro lado estava um tanto triste por ter feito o que fez e não ter tido o reconhecimento do Rei Emeros para garantir moradia em Fellbar.

    Não demora muito e ele observa de longe uma figura feminina exatamente no local combinado, o grande túnel para Lua Argêntea. O kobold se aproxima da moça abre seu sorriso com pequenos dentes serrilhados e se agrada com o que vê, então lhe dirige a palavra:

    -É você a moça bonita e forte que vai escoltar o grande Darksol, o kobold mais famoso que já existiu até Lua Argêntea? Sim, sim, mais famoso sim, nenhum kobold chegou aonde Darksol chegou, não, não, chegou não.

    Indagava ele com ar de importante e os pequenos e raquíticos braços atrás das costas na altura da cintura. E antes que ela responda ele já começa a circunda-la, e olhava para os pés, cabeça, braços, pernas analisando o físico da moça e seu possível poderio em combate, por vezes ele colocava a mão no queixo, coçava a cabeça, alisava a barba inexistente.

    -Sim, sim....você parece bem forte sim, mas não se preocupe, não, não se preocupe não! Darksol pode não parecer mais é muito poderoso sim, sim, é sim!

    Ele coloca a mão no rosto como quem quer cochichar, olha para os lados e sussurra:

    -Darksol usa magia, sim, sim, usa sim, e magia muito poderosa! Julgava o kobold encerrando com um sorriso confiante.

    Ele avança pequenos e apressados passos a frente e com a mão direita chama a moça:

    -Vamos, vamos, Darksol tem pressa, sim, sim, muita pressa sim! E vamos conversando, Darksol detesta ficar calado a não ser que seja necessário sim, sim, necessário sim!

    Quantos anos você tem? Participou de Muitas missões? É casada? Ah sim, não sei você, mas Darksol ama pedras preciosas sim, sim ama sim, os olhos de Darksol brilham mais que a pedra quando as vê sim, brilha sim!

    Você já ouviu falar em Escamas da Noite? Um dragão negro muito mal, sim, mal, mal, mal.


    O Kobold perguntava e mal ouvia a resposta já jogava outras perguntas e as vezes de súbito mudava para um assunto completamente sem nexos com o assunto anterior. A Moça pelo menos, não ia ficar calada durante a viagem...
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por Edu em Sab Out 08, 2016 10:49 am

    Belediel mais tranquila com a promessa feita por Alustriel em relação a sua companheira. Partiu junto com os outros rumo ao underdark. Sentia-se bastante desconfortável com a presença da drow ali em meio eles. Mesmo não tendo sido criada por seus pais naturais e nem por elfos, ela ainda assim guardava um pouco do ódio aos elfos negros, mas segurou a onda durante a viagem.

    Já longe dos muros da Lua Argêntea ela caminhava tranquila ao lado dos outros pela estrada quando ao longe observou uma manada de Brantas. Tinha alguma coisa de esquisitos neles, estavam correndo mais que o normal na direção deles. Belediel que não era boba nem nada logo de cara entendeu o que iria ocorrer se ficassem ali e gritou para os outros.

    - Esses animais estão assustados por alguma coisa, temos que sair da estrada ou morreremos atropelados por ele!

    Ela começou a correr pra lado, afim de sair da frente dos animais. Enquanto corria ela foi conjurando uma magia.

    - Asyr-matlas neqtlas !

    Os pés da elfa logo descolaram do chão e ela começou a subir no ar como se tivesse num tipo de rampa.
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por Melroc em Dom Out 09, 2016 5:08 pm

    Os últimos meses foram de reflexão para Naín Darkstrider, saíra de Sundabar para encontrar um lugar melhor para seu clã, mas estava muito longe desse objetivo. O Anão havia ido para O Salão de Mitral, buscava conselhos e a Sabedoria dos senhores e anciões de lá do grande lar de sua raça, mas encontrou apenas desespero, sangue e morte.

    Foi uma guerra violenta, o anão lembrava que lutavam centímetro a centímetro no interior das montanhas, muitos anões e orcs pereceram, mas nada o havia preparado para a traição dos Leões Negros. Para um membro de uma raça considerada ordeira, a lealdade, a honra e a verdade fazem parte de seu modo de vida, Naín jamais esqueceria aqueles Bárbaros.

    Após chegar a Lua Argêntea tratou logo de se integrar a comunidade anã e a ajudar na reconstrução da cidade, mas algo não fazia sentido, dragões sendo aliados de orcs? A arrogância draconica jamais permitiria tratar orcs como iguais, imagine serem escravos de Obauld. Não, para Naín havia algo mais poderoso por traz das ações dos malignos dragões e dos infames orcs. Como nem mesmo seus anciões fizeram menção a esse fato, ele logo colocou o assunto de lado.

    Naqueles tempos, nada mais fazia sentido para Naín e a confusão continuou quando ele viu aquele grupo de amigo dos anões na companhia de um membro de um raça maligna. O anão decidiu seguir o grupo sem chamar atenção, queria saber o que estava acontecendo e porquê.

    Se dirigiu a seu fiel amigo, Skiver, um rato atroz que o acompanha desde filhote - Vamos Skiver, esta na hora de trabalhar. Algo está acontecendo e quero investigar.
    anderson
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por anderson em Seg Out 10, 2016 9:35 am

    O sol estava tímido e preguiçoso. Mal se podia sentir o seu toque sobre a pele. O vento, a umidade do ar, nada disso importava. Martelava em sua cabeça a imagem que não vira. Nada podia aplacar essa dor em seu peito. Nem o álcool. Nem as mulheres. Nem os amigos. Tudo era uma náusea profunda e o sentimento niilista se apoderava de seu coração. Desta forma se passavam os dias do escolhido. Escolhido. Que piada.

    Os passos, um após o outro, buscavam levar o corpo inerte. As lágrimas eram seu pão noite e dia. E seu único objetivo era a vingança.

    Tomdrill estava mais soturno do que de costume. O mago, antes observador e pensativo, agora estava silencioso e depressivo. Reflexo do ataque dos dragões à cidade, o que culminou na morte de sua amada. Possuía um comportamento bipolar, num momento estava tranquilo e calmo, no outro só conseguia pensar em vingança e isto era palpável para qualquer um da comitiva.

    Diferente da Elfa, o Mago estava orientado para a destruição. Conseguia se imaginar assassinando os filhotes dos dois dragões Malditos que destruíram Lua Argêntea. Por este motivo, nada o fizera mais feliz do que a ausência de vários de seus companheiros queridos na incursão planejada pela Senhora.  À exceção de Belediel,  não se importava com mais ninguém ali.

    Neste clima o mago parte com a elfa negra para o subterrâneo. Não importava a missão desde que, ao retornar, obtivesse poder para destruir os dragões.

    Em seu caminho introspectivo, é despertado de sua realidade dura pelo grito de Belediel. Rapidamente realiza os gestos rituais e sussurra as palavras já conhecidas, do modo mais silencioso possível. - Date me adalis! - algo na fórmula havia mudado, mesmo assim, o novo elfo com asas alça vôo. Se alça a 9m e observa o perímetro com sua nova visão aguçada. Estava particularmente interessado no por quê os Brantas corriam desesperados.
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por hitoshura em Seg Out 10, 2016 2:16 pm




    Kalila Aeducan Understone




    Kali tinha um trabalho bem estranho naquele dia. Escoltar um... Kobold? Sério isso? Na sua tribo, Kobolds eram uma pequena e constante praga, mas por sorte morriam tão fácil quanto eram irritantes, mas realmente não importava... Se ele era importante o suficiente para precisar dela e ter uma audiência com Alustriel devia ter algum poder no subterrâneo que fosse do interesse dos anões.

    Quando exposta ao sol, Kali curiosamente usava uma criação dos Kobolds, uma espécie de lente nos olhos que protegia seus olhos contra a luz do sol, mas como eles já se encontraram no túnel de acesso o mesmo não teve acesso áquela pequena informação sobre esta. Assim que se encontraram, entretanto, descobriu que o mesmo seria uma pequena matraca provavelmente de início ao fim da jornada. Ela suspirava orando pelos deuses por paciência para não fazer um ensopado de Kobold enquanto ia respondendo ao mesmo.

    ~ Quando ele se apresentava:



    -- Sim, sou Kalilah. *Ela respondia ao primeiro questionamento de modo sucinto, não havia pesquisado sobre a história dos Humanos do subterrâneo para saber se havia alguém importante e se gabar disso, mas francamente não se importava muito também*


    E antes que se desse conta, o pequeno diabinho estava se vangloriando por ser um feiticeiro, como se isso fosse algo que precisasse de muito esforço... Pior que isso, começava a bombardeá-la com perguntas, que ela respondia apenas por educação:


    -- Tenho 23 anos, já fiz muitas missões e sou solteira. Você devia ter nascido um anão, eles que gostam dessas pedras, normalmente a preocupação por aqui é conseguir comida e água, não pedras. Por fim, não conheço muitos dragões, eles não vem para o subterrâneo normalmente, muito apertado para os grandões voarem. *Ele tinha um sorriso animadíssimo, quando Hara negasse a requisição, provavelmente seria de partir seu coração, seria tipo dizer para uma criança que Papai Noel não existe*

    E esperando que aquele fosse o fim da conversa, ela voltava a avançar, escoltando o caminho com uma clara experiência no processo, de vez em quando ela pedia para o mesmo calar a boca e parar onde estava para verificar algo antes de avançar.

    Lyvio
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por Lyvio em Ter Out 11, 2016 11:57 am

    Darksol ouve a moça atento e com seus grandes olhos amarelados arregalados para ela:

    -Ah sim sim, realmente é muito difícil saber sobre um dragão específico sim sim, Daksol sabe que sim, mas achei que Escamas da Noite era mais Famoso, acho que só os anõe sabem dele sim, acho que sim.

    Ele vê a moça seguir em frente e fazer seu papel de batedora, o kobold observa animado e se sente seguro com ela, assim que ela volta ele a cumprimenta:

    -Darksol ta vendo que a moça bonita é muito experiente, sim, sim é sim isso é bom!
    Elminster Aumar
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por Elminster Aumar em Sex Out 14, 2016 8:09 pm




    A viagem entre Felbarr e Lua Argêntea prometia ser longa, especialmente para Kalilah, que teve que aturar as falas intermináveis do kobold durante o caminho todo. Darksol gostava de falar, mas eram as perguntas que mais irritavam a mulher, que por sua vez, respondia apenas o necessário. Ela sabia aquele caminho debaixo do túnel de cabeça, devido a tantas vezes em que o percorrera (na maioria das vezes protegendo caravanas mercantes de anões, nunca antes um kobold), mas muitas vezes ela parava no meio do caminho dizendo que precisava decidir a melhor rota apenas para que a pequena criatura calasse a boca.

    Foi assim nos primeiros dias, mas lá pelo quinto dia de viagem Kali já tinha se acostumado a tal ponto com o jeito do Darksol que não era mais preciso fazer essas intervenções. Por conseguinte, Kali ficou sabendo praticamente tudo a respeito da história do kobold, de como ele se aliaria aos anões para recuperar artefatos poderosas de um clã que estavam de posse de uma dragão negro, o Escamas da Noite, e de como essa missão resultou num fracasso, com os membros do grupo perecendo no combate. Graças a sua sagacidade em se fingir de morto, Darksol foi o único que sobreviveu de seus antigos companheiros. Depois disso, sozinho e desamparado, ele fugiu através de uma floresta, onde acabou sendo raptado por um bando de bárbaros que montavam corvos negros gigantes.

    Os Corvos Negros, nome da tribo de bárbaro muita famosa naquela região e que Kali já ouvira falar, quase queimaram Darksol vivo num caldeirão fervente, mas desistiram da ideia ao descobrirem que ele amigo de um clã poderoso dos anões. Sendo assim, os bárbaros entraram em contato com os anões, cobrando um preço pelo resgate. Os anões pagaram a quantia que os barbaros queriam e assim Darksol foi libertado. Nesse processo ele conheceu Frafur, membro do clã que ajudou em resgatá-lo, e consequentemente passou conhecer a Comitiva das Fronteiras e a fazer parte integrante desse grupo de aventureiros, que atualmente, se encontram divididos por aquelas terras gélidas. Entre os feitos notáveis deste grupo se destacava a missão em que eles capturaram um dos filhos do Rei Obould e a missão que eles derrotaram um clã de duergars que planejava invadir o Salão de Mitral, seis meses antes da fortaleza anã tombar pros orcs.

    De uma coisa kali não podia reclamar: ela não sentiu tédio em nenhum momento da viagem.

    Depois, ao chegarem em Lua Argêntea, os dois marcaram uma audiência com a Grã-Senhora Alustriel, no Alto Palácio da cidade. Alustriel era, provavelmente, a figura mais importante de toda a região das Fronteiras Prateadas, e ainda assim ela os recebera numa sala privativa. Ela sentava-se numa cadeira de espaldar alto, e como sempre, estava bela e formosa. Após as devidas apresentações serem feitas, ela lançou um sorriso a Darksol e a Kali antes de falar o que ela queria deles.

    - Eu estive ansiando pela chegada de vocês - disse Alustriel, de modo calma e serena. - Fico feliz que não tenham tido problemas durante o longo percurso até aqui. A minha ideia era dar algum tempo de descanso a vocês na cidade, mas aconteceu um incidente infeliz e eu tive que despachar o grupo para a missão há dois dias atrás. Sim, meu querido Darksol, eu falo do seu grupo, da Comitiva das Fronteiras. Pelo menos alguns dos membros que estavam em Lua Argêntea.

    Ela fez uma pausa.

    - Eles partiram para Menzoberranzan, o lar dos terríveis drows que assolam essa região. Eu os enviei para que eles possam descobrir quais são os planos dos drows na guerra. Nós sabemos que eles vão querer tirar proveito dessa situação de alguma forma, mas ainda não sabemos como ou onde. Eu teria esperado vocês dois chegarem e terem alguns dias de descanso, mas ocorreu... bem... o incidente que mencionei agora pouco. Um outro grupo de aventureiros adentrou a cidade e tiveram divergências com Johan... Darksol vai se lembrar dele... e esse grupo raptou um amigo do cavaleiro. Coincidentemente, eles estão levando esse amigo para o Subterrâneo, onde aparentemente pretendem vender pros drows como escravo. Por isso tudo eu preciso da ajuda de vocês.

    Alustriel fitou Kali, falando agora diretamente para ela.

    - O Rei Emerus me indicou você como uma excelente batedora. E é por isso que eu fiz questão ele me cedesse os seus serviços. Você não é obrigada a participar disso se não quiser, mas será uma pena pois as suas habilidades serão fundamentais pro grupo todo sobreviver no Subterrâneo. E você, Darksol, já sei do que é capaz. Você é a prova de que o ditado popular em que diz que os melhores perfumes vem dos menores frascos faz todo o sentido. Eu conto com a sua ajuda, meu pequeno amigo. E... bom... se vocês toparem, eu precisarei que partam imediatamente atrás do grupo.




    A manada em fuga dos brantas avançava perigosamente a poucos metros do grupo. Era impressionante como animais tão grandes podiam correr tão rapidamente. Belediel fez uso de uma magia para se locomover no ar, caminhando cada vez mais para o alto afim de evitar os animais assustados. Tomdrill fez um velho truque conhecido pelo grupo: se transformou numa espécie de elfo com asas emplumadas, e também alçou voo, subindo verticalmente no alto para tentar ver o que tinha botado medo nos brantas. Johan, por sua vez, colocou o escudo a frente, segurando-o com ambas as mãos, e gritou para Morwen:

    - Fique atrás de mim!

    A elfa negra se escorou no corpo do cavaleiro. Os brantas começaram a passar por eles, os primeiros conseguiam evitar Johan, mas os seguintes, inevitavelmente, acabavam se chocando contra o escudo de Johan. Naín Darkstrider observava tudo atrás de um arbusto congelado há uns cem metros de distância daquele grupo, bem longe da estrada. Ele não estava na rota dos brantas, e portanto,estava seguro em sua posição.

    Tom, lá de cima, conseguiu avistar o mais forte motivo para a fuga em debandada dos brantas. Ele contabilizou dez grandes e poderosos felinos que corriam em perseguição aos herbívoros. Esses predadores possuíam dois caninos que se sobressaiam de sua boca. Eram tigres dentes-de-sabre, animais que normalmente não eram vistos nessa região. Os tigres dentes-de-sabre habitavam um norte mais longínquo, para além das das cordilheiras de montanhas conhecidas como A Espinha do Mundo.

    Johan encontrava-se com dificuldade lá embaixo. Um branta o atingiu tão abruptamente que o jogou para o chão, com Morwen junto. Narín também viu os tigres dentes-de-sabre, mas os seus anos de experiência lhe diziam que os predadores não estavam caçando os brantas... e sim fugindo junto com eles de algum predador ainda mais perigoso.
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por Lyvio em Sex Out 14, 2016 9:58 pm

    Darksol segue a viagem coma moça e aproveita o tempo pra contar toda sua vida, desde quando foi criado por uma criança humana escondido de seus pais até os dias de hoje, passando por todas as aventuras e principalmente sobrevivendo a escamas da noite, neste momento ele pareceu se entristecer e se calar um pouco lembrando da morte de todos os seus companheiros.

    Depois de alguns minutos em silêncio e de cabeça baixa ele se recupera e continua contando tudo, até o momento que foi informado para encontrar a moça. Ele detalhou tudo e isso rendeu toda a viagem e ele se empolgava mais e mais.

    Depois de dias eles chegam sem problemas a Lua Argentea, o kobold estava ansioso para ver a Gran Senhora Alustriel e admirar sua beleza. E como sempre ela com toda sua classe e simpatiaos atende bem.

    O kobold sabe que ela falava muitas coisas, mas estava admirando sua beleza mais do que escutando e assim ele houve ela falar de sua importância e elogia-lo o verde de sua pele parece rubrar e ele baixa a cabeça apertando as pequenas mãos sem graça.

    Com o pedido feito, Darksol salta da cadeira de pronto batendo continência.

    -Darksol vai agora sim, sim, ele vai imediatamente! E a moça bonita vai com ele não vai?
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por hitoshura em Seg Out 17, 2016 9:44 am




    Kalila Aeducan Understone




    Kalilah tinha que respirar fundo várias vezes para oxigenar o cérebro e pedir paciência aos deuses para não fazer ensopado de Kobolds com a cabeça de Darksol, havia ouvido falar que era uma especiaria bastante deliciosa e apreciada por Orcs do mundo inteiro, agora ela entendia o porque. Ele era como um ruído constante no cenário e por alguns instantes ela até pensou em tampar os ouvidos e fazer uma expressão afirmativa de "uhum" e "sei" de vez em quando, mas pouco a pouco ela foi se convencendo que era melhor deixar ele terminar de contar a história ali do que depois, durante uma missão importante ou algo assim.

    A verdade é... Depois de um tempo as histórias nem eram tão ruins, ele conseguia até estimular um pouco a imaginação da garota imaginando dragões, bárbaros, pessoas montadas em corvos gigantes e conseguia perfeitamente imaginar Darksol em um caldeirão com todo o desespero do mundo falando tudo que surgia na sua mente para tentar sobreviver. O que rendia discretos sorrisos na mesma. Algo raro.

    Assim que o grupo via a luz do sol pela primeira vez, Kali colocava lentes protetoras nos olhos que o Kobold reconheceria como criação de sua raça, elas a permitiam andar pela luz do dia sem as irritações em seus sensíveis olhos treinados para as trevas do subterrâneo. A maioria das pessoas com que convivia já estavam habituadas, mas talvez não ali.

    Agora na presença de Alustriel, Kali era educada e politizada, mas de um modo relativamente bruto de ser, ela não parecia saber lidar com aquele tipo de situação social e se limitava a falar pouco, tentar não fazer barulhos com seu corpo e olhar para baixo, acompanhando com os olhos alguma formiga ou algo assim. Quando ela falava sobre o grupo ter ido na frente, ela respondia:



    -- Uma óbvia armadilha. A pessoa sequestrada é só uma isca, ela provavelmente vai morrer não importa o que eles façam... *Ela dizia com um grande toque de pessimismo, mas também de realismo, ela conhecia bem os Drows para saber que aquele era o cenário mais provável*


    E então ela estava recebendo elogios daquela pessoa de grande renome. E ela estava perguntando se Kalilah tinha interesse em Mezoberran, aquilo era uma piada, não é mesmo? Era a mesma coisa que perguntar se minhoca gosta de terra ou se macaco gosta de banana. É claro que ela tinha interesse, tinha interesse em matar o máximo daqueles miseráveis que conseguisse, tinha o interesse em estrangular alguém muito especial residente daquela cidade, algo lento para que ela pudesse ver a vida lentamente escapar do seu corpo e dos seus olhos, rápido demais não seria uma morte digna para ele. Sim, ela certamente estava interessada.


    -- Bem, quando você fala dessa maneira eu não tenho muitas opções, tenho? Não posso deixar que eles morram em uma missão tão importante. *Ela dizia meio que disfarçando toda sua sede por sangue drow, e então fitava o Kobold, embora ele não pudesse ver seus olhos graças ás lentes* -- Vou tentar me certificar que eles voltem inteiros, ou pelo menos vivos...

    E dito isso, ela voltava a fitar Alustriel para ver se ela tinha mais algo a dizer antes de partirem. Ela então fitava Darksol novamente, dizendo:



    -- Eu espero que você tenha outros truques na manga além de magias, drows são resistentes a elas. *Ela dizia de modo casual*


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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por Lyvio em Seg Out 17, 2016 10:49 am

    O kobold viu a moça colocar as lentes que ele reconhecia ser obra de sua raça, mas pelo fato dele não ter convivido com ela não teve acesso e ficou curioso quanto aquilo. Ainda assim ele guarda as indagações para depois da reunião coma a senhora Alustriel, ele houve a moça falar das resistências dos Drows e logo o Kobold lembra desse fato, e analisando seus conhecimentos, não tinha muito mais do que fazer quanto aquilo ele arregala os olhos:

    -Ah sim sim, Drows são resistentes a magia, mas o que Darksol usa não é magia é parecido, mas Darksol leu em algum lugar que mesmo assim Drows são resistentes, o Kobold para um pouco pensando preocupado.

    Ele vira para a senhora Alustriel e indaga:

    -Darksol não pode fazer nada quanto a resistẽncia dele, pois darksol é muito fraco no combate corpor a corpo, sim, sim é sim, Darksol não é bom combatente... A senhorita Alustriel pode me Fornecer uma Besta? Sim, uma besta sim Darksol é muito bom de mira!

    O kobold olhava para a senhora Alustriel preocupado e ansioso.

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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por Melroc em Seg Out 17, 2016 1:55 pm

    Naín ia de árvore em árvore, de colina em colina, seguindo a Comitiva de perto, usava Skiver, seu fiel Rato Atroz, para ajuda-lo a encontrar os melhores caminhos. Desejava não se mostrar até descobrir o verdadeiro papel da Elfa do Subterrâneo. O Patrulheiro acreditava que pudesse ser algum tipo de prestação de serviço, uma vez que não pareciam haver uma relação de amizade entre os membros da comitiva e a Drow, talvez ela pudesse ser uma cativa.

    Havia avistado a manada de Brantas a algum tempo, mas a principio não dera atenção, já que aquelas criaturas só ofereciam perigo se provocados. Isso era uma verdade até Skiver ficar em posição de alerta, levantando-se sobre as duas patas traseiras e farejando o ar. - O que foi? Fareja perigo meu amigo? - Naím perguntava enquanto observava o que poderia estar acontecendo mais a frente.

    Foi quando ouve o estoura da manada daquelas grandes criaturas, viam em direção a comitiva que ele observava. Eles não terão tempo de desviar, pensou Naím. Foi quando viu os grandes Gatos Dentes de Sabre em meio a confusão, estavam próximos demais dos Brantas, não realizavam táticas de caça e não atacavam as grandes criaturas. Algo estranho para predadores como aqueles, deviam estar fugindo, decidiu o anão.

    Ele viu quando o guerreiro tentava, em vão, defender a Elfa do Subterrâneo e os dois foram atropelados pela turba. Não restaria nada dos dois se algo não fosse feito - Hummffff ... droga, droga, droga!!!! - O Darkstrider blasfema enquanto se preparava para atravessar aquele estouro mortal com seu Urgosh nas mãos. Quando achou uma brecha, avançou correndo em meio aos grande Brantas, se desviando como pôde, indo em direção ao guerreiro e sua protegida.

    OFF:

    Fiz um teste de reflexos pra passar pelo estouro Branta. Reflexos +8 . Resultado = 18 + 8

    Não sei se é o teste ideal, mas só quis me adiantar.
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por Edu em Sex Out 21, 2016 8:14 pm

    De cima no ar já belediel vê a situação grave de Johan e Morwen. Pensou em disparar rajadas de fogo para assustar os Bantras que vinham, mas isso não ia dar certo porquê não poderia fazer a rajada continua. Eventualmente um dos animais iria acabar passando e atingindo ela e os outros. Não restava para ele senão carrega-los para longe dali.

    Com o cabo da maça a frente da testa ela falou as seguintes palavra:

    - Yalozt-Metzra.

    Conjurou sobre o si, o poder divino. Foi correndo descendo novamente em circulo até os dois. Pegou no braço Morwen e Johan, tentou subir no céu novamente os levando para longe dali.
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por Soviet em Seg Out 24, 2016 4:36 pm

    Apesar do frio, companheiro também fiel para aqueles que vivem no Norte, Johan acordou com o rosto coberto de suor. O peito e as costas também estavam molhadas e sua camisa de lã estava grudada no corpo. Secando o rosto com as mãos, o servo de Tyr se senta, olhando Tom, que dormia ao seu lado, e agradecendo silenciosamente que o mago não tinha acordado com a inquietude do paladino. Johan não conseguia para de pensar em Nerók e em como ele estaria. A Irmandade incendiou um prédio em Lua Argêntea sem pestanejar, Filho da Ruína acreditava que poderiam matar Nerók com a mesma facilidade e isso fazia nascer ainda mais uma preocupação. Johan entendeu que partira nesta missão por causa de sentimentos, não de uma causa. O incendio do Lar dos Desobedientes e o sequestro de Nerók, além da arrogância de Hendrax despertaram uma fúria que Johan nunca sentira antes, e isso o preocupava. O paladino tinha medo de que o que sentia agora fosse um relance do passado, de quem ele era, e Johan não permitiria que tudo pelo que lutou fosse em vão.

    Filho da Ruína precisava de ar puro, só não esperava encontrar Morwen fora de sua tenda. O paladino olha para a drow, puxa o capuz sobre o rosto e se afasta do acampamento.

    Na manhã seguinte, Johan comeu seu desjejum em silêncio, desmontou o acampamento e partiu novamente para a estrada em silêncio. Não havia muito o que dizer e nem o que conversar. Já havia tido uma missão com Belediel e Tom, mas os dois eram estranhos para o paladino e, além disso, Filho da Ruína não se sentia confortável naquele grupo, ou em qualquer outro. Johan, absorto em seus pensamentos distantes daquele lugar, ouviu o grito de Belediel e, sem nenhuma outra alternativa, apoiou seu escudo no chão, gritando para que Morwen se protegesse ali.
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por anderson em Seg Out 24, 2016 7:04 pm

    Tomdrill observa o motivo pelo qual os Brantas corriam. De nada lhe valeria isso, se perdesse tão cedo aliados. Podia até retornar mais cedo. O Mago faz aquilo para o que estudou para fazer. Ter reflexos intelectuais rápidos.

    - Occurrit desiderium meum, et cessare faciam omne genus Mystra de terra inimici

    Magia:
    Tentáculos negros à frente do casal, evitando o atropelamento.
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por Elminster Aumar em Ter Out 25, 2016 10:01 pm




    Algo dizia a Kalilah que Alustriel sabia de sua história. Não podia ser coincidência ela ser chamada para uma missão justamente na cidade de Menzoberranzan, tendo ela frequentado o lugar por algum tempo. Alustriel ouve os questionamentos dos dois e sorri para ambos de modo afetuoso.

    - Vocês sempre terão o poder da escolha - diz gentilmente a Grã-Senhora Alustriel. - Mas eu fico feliz por terem corações tão nobres a ponto de querer ajudar o próximo mesmo colocando a própria vida em risco. São sacrifícios assim que fazem a diferença na guerra contra Obould.

    Alustriel retira de dentro de uma escola que estava ao lado da cadeira dois mantos pretos e surrados. Ela entrega um para um, e diz:

    - Esses são mantos do disfarce e eles são seus agora. Eles lhe podem ser bem úteis para entrar em Menzoberranzan, mas não confiem cegamente na capacidade desses itens. Drows são criaturas astutas e bem dotadas magicamente, de modo que podem descobrir facilmente algum engodo se ele não for bem executado.

    Darksol se lembrou de que tinha uma besta presa à sua cintura, de modo que Alustriel não precisou respondê-lo. Ao invés disso, ela se levantou da cadeira e disse:

    - Hora de vocês partirem. Me acompanhem.

    Alustriel os levou até um terraço no terceiro do palácio. Estava completamente vazio. De lá se podia ver boa parte de Lua Argêntea, incluindo o rio que cortava a cidade e a bonita ponte mágica e translúcida usada para atravessá-lo. Sem dar quaisquer explicações, a Grã-Senhora começou a fazer gestos e a proferir palavras que compunham um ritual mágico, e logo em seguida, uma carruagem pegando fogo se materializou na frente de Kalilah e de Darksol. Ela era puxada por dois cavalos, ambos igualmente em chamas, parecendo animais saído do inferno. Alustriel tentou tranquilizá-los.

    - Os cavalos são inofensivos, assim como as suas chamas e as chamas da carruagem. Podem subir nela, vocês não serão afetados. Essa carruagem os levará até o restante do grupo, e os levará de um jeito bem rápido.

    Darksol se lembrava dessa carruagem, tendo ele já viajado nela, há meses atrás. E realmente sua velocidade de locomoção era impressionante, contudo, se não houvesse um condutor de mãos firmes para guiar os cavalos, a viagem por si só poderia se tornar um desafio.



    Johan caíra ao chão e viu o seu escudo rolar há alguns metros de distância e logo em seguida ser pisoteado pelos brantas em fuga. Morwen, que caíra ao seu lado, tentou se levantar, mas foi atingida em cheio por um branta e voltou a cair, dessa vez aparentando estar inconsciente.

    Naín, que estivera observando toda a cena ao lado de seu rato atroz, decide ajudar o grupo se enfiando no meio da manada. Com agilidade e esperteza, escolhendo sempre o melhor momento para avançar, o anão patrulheiro estava conseguindo progressos significantes em direção aos dois que foram deixados para trás. Ele viu o momento exato em que um branta de três metros de altura se chocou com a drow e a derrubou.

    Lá de cima, Belediel usava uma magia em si mesma enquanto procurava descer para perto de seus companheiros, enquanto Tom astutamente criava tentáculos negros a frente de Johan. Os tentáculos saíam do chão e eram enormes; eles se sacudiam e atacavam qualquer animal que passasse por sua área, e não demorou nada para que os brantas começassem a se desviar daquela área, e consequentemente, de Johan e Morwen. O grupo viu quando um anão, segurando um urgosh em mãos, avançou em sua direção, ao lado do que parecia ser um rato enorme e feio.

    Naín chega até o cavaleiro, a drow caída e a elfa que caminhava em pleno ar, todos agora acobertados pelos tentáculos invocados pelo mago, que voava um pouco mais distante em sua forma de elfo celestial. Aqueles que estavam em contato com o solo sentem o chão tremer por um momento, como se fosse o anúncio de um terremoto ou de coisa pior.
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por Lyvio em Ter Out 25, 2016 11:00 pm

    Darksol segue Alustriel até a sacada e observa a bela Lua Argenta, então a Gran Senhora começa a pronunciar palavras de poder e fazer gestos até conjurar uma bela carruagem de fogo, carruagem essa que Darksol lembrava muito bem, já tinha viajado nela, mas não deixou de admirar a beleza da invocação, então dirige suas palavras a moça:

    -A moça bonita podia conduzira a carruagem? Darksol não tem força pra isso, não, não tem não, mas Darksol fica ao lado da moça bonita dando apoio moral sim, sim, fica sim!

    Dizia ele esperandoa moça tomara o posto, então vira-se para a Gran-Senhora e se despede:

    -Darksol não ê a hora de voltar para ver a Gran Senhora, sim sim, não vê não! Tchau!

    Terminava acenando agitadamente suas pequenas mãos em despedida.
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por hitoshura em Qua Out 26, 2016 9:48 am




    Kalila Aeducan Understone




    Kali ouvia as palavras de Alustriel e se sentia levemente embaraçada, ela não era nada daquilo, não era nobre, não se importava muito em salvar a vida de pessoas que sequer conhecia... Não, sua meta era vingança e sua motivação era ódio. Ela sentia um ímpeto de corrigi-la, mas ficava calada. A mesma provavelmente já sabia de tudo isso e estava apenas sendo uma líder e tentando inspirá-los.

    Ela então recebia o item mágico que iria mascarar suas presenças, curioso, ela nunca havia tentado ser um deles antes. Como uma má mentirosa e ruim em esconder seus sentimentos, ela sentia que aquilo acabaria em desastre. Mas ainda assim permanecia calada. Improvisaria caso necessário, se havia algo que ela era boa era em se esconder no ambiente, na sua forma ou fora dela.

    Quando via a carruagem, ela ficava levemente temerosa e hesitante, por que ela brilhava tanto? As palavras de Alustriel a consolaram um pouco, mas ainda assim ela hesitava, esperando o Kobold para fazer o mesmo.



    -- E...Eu pilotar...? Eu não sei se vou conseguir... *Ela dizia imaginando-se puxar os cavalos na direção errada e eles irem direto pro chão*


    E então parecia esperar por interferência divina por alguns instantes, antes de se resignar á inevitabilidade do acontecimento e subir na carruagem.

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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por Soviet em Qua Out 26, 2016 7:24 pm

    Johan tentava manter a calma, mas esta era uma tarefa difícil. Os brantas não paravam de surgir diante do paladino, o escudo estava fora de alcance e Filho da Ruína estava no chão. A cada nova tentativa de se levantar, um novo animal surgia e o derrubava. "Maldição!" Johan praguejava contra os brantas, contra o que os tinha assustado, contra Belediel e Tom que alçaram vôo sem se preocupar com Morwen e o paladino, mas não morreria ali. Era uma forma deveras tola de morrer e ainda havia muito a ser feito. Quando Johan colocou as mãos no chão e apoiou os joelhos, ficando agachado, pronto para tentar se levantar novamente, tentáculos negros surgiram de repente na frente dele, atacando os brantas.

    Johan finalmente consegue se levantar, ajudando Morwen logo em seguida. Procurando por seu escudo, o paladino se depara com um anão e Belediel. Era um momento confuso, mas haveria tempo para entender o que acontecia depois, a prioridade naquele momento era descobrir uma forma de sair daquele lugar em segurança. O cavaleiro olha para Belediel, instintivamente puxando o capuz de seu manto sobre o rosto, e grita para conseguir ser ouvido em meio ao barulho da manada.

    - Você consegue nos - Um tremor interrompe Johan e faz o cavaleiro erguer os braços, tentando manter o equilibrio - Mas o que pode ser isso justamente agora?
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

    Mensagem por Melroc em Sex Out 28, 2016 4:38 pm

    Naím e seu companheiro Skiver chegam onde queriam e no momento exato do surgimento daqueles tentáculos monstruosos, a principio achava que era aquele o verdadeiro motivo da fuga desesperada dos Bantas e dos Tigres Dentes de Sabre, mas os tentáculos não os atacava, apenas mantinha os bantas longe de seu caminho, como uma barreira salvadora.

    O Anão patrulheiro vê toda a cena do guerreiro e da Drow alí caídos, o primeiro tentando ajudar a segunda inconciente. Não havia tempo para apresentações e rapidamente pega o escudo jogado de lado e o entrega ao guerreiro - Seja o que for esse tremor, é dele que os Bantas estão fugindo! - Ele aponta para um dos gatos com grandes dentes de sabre fugindo em meio a manada e continua - Não é qualquer coisa que espanta uma alcateia tão grande desses animais!

    - Sugiro procurarmos abrigo. - Falava alto, tentado ser ouvido em meio ao barulho de Bantas que passavam a seu redor.
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    Re: Capítulo 2 - A Entrada para o Subterrâneo

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