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Capítulo 2: Viagem pelos Ares

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Elminster Aumar
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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Nov 22, 2016 10:28 pm


Sr. Scoresby achou graça da brincadeira feita por Anna, e comentou:

- Acredite, você não irá querer ficar aqui em cima quando a tempestade começar. Vá para baixo e fique ao lado de seu guarda-costas. Deixa que eu e Sucata cuidemos do resto.

Tão logo Annalise saiu da cabine, o Sr. Scoresby começou a mexer efusivamente nos equipamentos aerodinâmicos do dirigível. A garota desceu pela escotilha e assim que pisou no primeiro deque do Vaporeiro, ela se encontrou com o seu guarda-costas. A expressão de Ratchford era mais séria do que o normal.

- Senhorita, o que aconteceu? Você tá bem? - Mal ele terminara de falar, um trovão rimbombou pelo céu acima deles e instantes depois o barulho de chuva era ouvida. - Por Menoth! O tempo fechou rápido demais. Venha, senhorita, vou levá-la até os seus aposentos.

Ratchford guiou a filha do barão até um cômodo ali mesmo no primeiro deque. Ela podia ter esperado um quarto bagunçado ou cheio de tranqueiras a julgar por todo o resto da nave, contudo, o seu quarto estava limpo e arrumado. As malas, trazidas pelo guarda-costas, repousavam do lado do armário. Anna supunha que quem fizera toda a arrumação do quarto fora o próprio Ratchford. Uma janela em circular, ao lado da cama, dava para uma vista esplêndida, podendo-se ver os campos irrigados pela chuva que agora caía e a cidade de Ellsporth no horizonte longínquo. Ali a nave parecia balançar muito menos do que lá em cima, tornando até agradável o seu ritmo de vai-e-vêm.

- Senhorita, eu vou deixá-la a sós. Você precisa descansar um pouco. E... bem... por favor, não saia do quarto.

Ratchford sai do aposento, deixando Anna sozinha com as suas coisas na mala para arrumar. Seja lá o que Anna decidisse fazer naquela tarde, as horas transcorreram devagar, com os raios e trovões agitando o céu sem parar. Em alguns momentos o dirigível dava solavancos fortes, por outros, planava como uma ave acostumada a vôos em tempos difíceis. Era bem perto da noite quando a chuva começar a dar uma trégua, e foi justo nesse momento em que os gritos começaram. Eram gritos distantes, indiscerníveis de onde ela estava, mas eles pareciam vir do chão. Ao olhar pela janela, a garota percebeu que o dirigível estava voando relativamente perto do solo, quase rente à copas de árvores. A porta de seu quarto é aberta abruptamente, e por ela, surge Ratchford.

- Parece que o dirigível está sob ataque - disse o guarda-costas. Ele estava com o seu fuzil militar em mãos. - Fique aqui. Eu subirei para ver exatamente quem está nos atacando.


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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Luxi em Qua Nov 23, 2016 8:41 am

A jovem fechou os olhos assustando com o barulho. Mesmo que fosse aventureira, sabia que uma tempestade enquanto estavam voando não era a melhor opção possível para eles, mas sorriu logo em seguida diante da preocupação de seu guarda-costas.

- Eu estava em grande perigo lá em cima, Ratchford, não acredito que não estava comigo! - brincou cenicamente, mas continuou com o bom humor, seguindo-o para o quarto e ficou verdadeiramente surpresa com o zelo empregado por ele em arrumá-lo. Sentiu-se cuidada e visivelmente feliz. De súbito, ela esticou os braços para encostar no rosto dele, como se fosse uma criança, mas não se atreveu a apertar as bochechas. - Não precisava! Isso foi tão adorável. Muito obrigada - alargou o sorriso e o soltou, saltitando até a cama, apreciando a arrumação como uma obra de arte.

- É tão bonito aqui de cima, não acha? - comentou sem esperar resposta, espiando pela janela circular. Sabia que o guarda-costas não se atreveria a entrar em seu quarto com ela ali dentro, o que era uma pena quando queria um amigo para ser companhia de viagem, então não protestou quando ele disse que iria embora. - Tudo bem, eu prometo. Descanse também, vou estar aqui e em segurança.

De vez em quando, queria colaborar com ele. Não era justo pulular por aí e deixá-lo acordado inutilmente só para satisfazer desejos infantis dela. Então por isso decidiu ficar e, a sós, teve preguiça de guardar as roupas no armário, mas deixou o cinto com a arma, e a bolsinha que carregava de lado, tirando de lá um caderno. Dividiu o tempo entre a observação da janela e a elaboração de um poema bucólico curto sobre a vista turbulenta e apaixonante da natureza. Não era uma artista muito boa, mas era por isso que não mostrava essas bobeiras para ninguém. Ainda mais porque ficavam anotadas em letra miúda no canto das anotações de magia.

Estudou um pouquinho, mas quando começou a ficar um pouco enjoada, desistiu e subiu os pés para a cama, fechando os olhos até ser hipnotizada pelo leve balançar do dirigível e adormecer sem sonhos, acordando várias vezes, mas optando não sair do quarto. Quando já estava escurecendo e já não conseguia dormir de verdade, ela levantou novamente para acender uma lamparina e, entediada, decidiu arrumar o que sobrava. Guardou as coisas na bolsinha, pendurou o vestido de festa no armário, quando ouviu os gritos.

Por um momento, pensou que poderia ser o barulho exótico do vento fora de Ellsporth. Quem sabe um animal diferente? Olhou pela janela e levou um susto ao ver as árvores tão de perto e outro maior ainda quando Ratchford adentrou seu aposento com um fuzil em mãos. Não era nada divertido. Estava mais para um pesadelo. Não conseguiu nem fazer uma piada a respeito e seu rosto ficou ainda mais pálido. A menina que o barão acreditava precisar de um guarda-costas.

Com um instinto de proteção, a garota não falou nada, como se sua voz fosse atrair pessoas lá para baixo, apenas concordou com a cabeça e deixou que ele saísse. Só então deu-se conta de que algo podia ter acontecido ao senhor Scoresby e se colidissem, todos ali teriam riscos também. Deu passos largos até a cama e pegou novamente o cinturão com a arma. Não ficaria ali que nem tonta esperando todo mundo ter problemas. Ela podia ao menos protegê-los! Então saiu de fininho de seu quarto com a pistola na mão, bem atrás de Ratchford.
Elminster Aumar
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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Elminster Aumar em Dom Nov 27, 2016 5:17 pm


Ratchford sabia que ter acordado a jovem Anna com um fuzil em mãos não era apropriado, mas a situação pedia mais pressa do que bons modos, sendo assim o guarda-costa rapidamente se retirou do quarto. Anna foi atrás dele, mas não sem antes de pegar a pistola que trouxe em sua bagagem, uma atitude que certamente seu pai teria desaprovado. Enquanto a garota seguia Ratchford a distância, ela ouvia sons de tiros sendo disparados.

O piso do dirigível balançava, mas nada que tirasse o seu equilíbrio, e desse modo ela alcançou a parte externa do dirigível logo depois de seu guarda-costas, que, por sua vez, não reparou que a sua protegida o tinha seguido até ali. A primeira coisa que Anna viu foi no Sr. Scoresby apoiado num dos parapeitos do dirigível segurando uma carabina e efetuando disparos em direção às árvores lá embaixo. Ratchford se juntou a ele, perguntando o que estava acontecendo.

- Eu não sei - gritou Scoresby, de repente se agachando para buscar a proteção do parapeito. - Parece que uma tribo de selvagens está nos atacando, mas eu não sei o que diabos querem com a gente!

Anna viu uma flecha passar bem perto de Ratchford, que, surpreendido, abaixou-se também.

- Por que não ganhamos altura? - perguntou.

- É o que Sucata tá tentando fazer, mas parece que o balão já foi danificado - respondeu Scoresby.

Anna via próximo dela o pequeno robô trabalhando para a aquecer o gás que deveria fazer o dirigível alçar voos maiores. Ratchford e Scoresby se revezavam entre se levantar e disparar contra os atacantes e voltar a se abaixarem para a cobertura.

- Com todo o respeito - arquejou o guarda-costas para o dono do Vaporeiro - nós não devíamos estar voando a uma altura tão baixa, não acha?

- A chuva estava muito forte durante a tarde, eu não tive escolha a não ser voar mais próximo do solo para dar uma sustentação maior ao voo. E foi então que estes desgraçados começaram a nos atacar!

Apesar dos esforços de Sucata, Annalise percebe que o dirigível começava a perder altura. Em questão de poucos minutos eles bateriam nas copas das árvores se nada fosse feito.


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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Luxi em Seg Nov 28, 2016 2:57 pm

Ao chegar no andar superior e descobrir que não haviam inimigos lá dentro já tinha sido um tipo de alívio. Tanto, que acabou guardando a pistola, não poderia acertar ninguém desse jeito. Ficou surpresa de ver o senhor Scoresby lutando bravamente, mas a verdade é que nem deveria se surpreender. Ele era um aventureiro.

Ainda que quisesse jogar um raio lá embaixo e acabar com a festa de quem quer que fosse, não sabia se os locais estavam vendo aquele dirigível à vapor como uma ameaça a alguma cultura tribal ou o que quer que fosse. Não achou que era justo atacar quem já morava naquele lugar. Assumiu que eles é que estavam errados, embora isso fosse difícil de engolir.

Ela viu as copas das árvores se aproximando e estava claro que não adiantava lutar mais. Bateriam. Cairiam. A questão era só como isso aconteceria.

A jovem arcanista, que não tinha até então saído do lugar, correu meio abaixada para perto do grupo, ajoelhando-se perto dos controles. Se conseguisse controlar pelo menos parte daquele dirigível já diminuiria completamente o impacto.

Botou as mãos no chão, torcendo para que aquela ideia surtisse algum efeito. Colheres, livros e outros pequenos objetos nem se comparavam com o que ela queria fazer. Tinha medo, era verdade, mas à frente deles só havia um monte de árvores para destruí-los. Buscou com o olhar algum local de pouso que parecesse mais seguro, por exemplo, com menos árvores ou quem sabe uma clareira. Era essa direção que gravaria nos segundos antes de cerrar os olhos.

Por favor...

Pensou, respirando profundamente, concentrando-se em sua energia mental. As mãos no chão apenas lhe davam foco para pensar no principal local que deveria tentar mover, afinal, se não conseguisse que todo o veículo se sustentasse, pelo menos a parte em que estavam teria que ser protegida, ainda que fosse "embicado" para um pouso forçado. Com cada fagulha de pensamento, tentou conduzir o dirigível para cima, sustentando-o o máximo que pudesse, para atenuar sua queda, segurando-o com a força de sua mente o tanto que conseguiria para atenuar o impacto ou, pelo menos, para afastá-lo das árvores totalmente.
Elminster Aumar
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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Elminster Aumar em Qui Dez 01, 2016 10:34 pm


Annalise sabia dos riscos que ela tava prestes a correr. Executar uma magia de telecinesia para erguer algum objeto pequeno como um livro era uma coisa; sustentar um dirigível pesando toneladas era outra totalmente diferente. Ela nunca havia feito aquilo, mas a emergência da situação pedia por ações drásticas, então Anna concentrou-se no que tinha fazer, posicionando o seu corpo e sua mente para aquele momento crucial de sua vida.

Canalizando toda a energia que tinha a seu dispor, Anna executou a magia e de imediato sentiu uma enorme carga, como se todo o peso do dirigível tivesse sido direcionado sobre si mesma. A princípio ela achou que não ia aguentar, o esforço era monumental, mas com toda a sua garra e determinação, ela sentiu o dirigível parar de cair no momento em que ele já roçava as plantas das copas das árvores mais altas. Sua concentração era tanta que ela não via mais nada à sua volta, embora lá no fundo conseguisse ouvir os sons dos disparos sendo executados por Ratchford e pelo Sr. Scoresby. Suor descia pela sua testa e ela começava a se sentir fraca... contudo, tinha que resistir o máximo que desse. Por um momento, ela se lembrou das aulas com Grimmel Codenn, o seu instrutor de magia em Caspia, e ele sempre lhe dava bons conselhos, conselhos estes que agora ela tentava por em pratica para sustentar o voo de uma nave tão pesada como aquela.

A cada segundo que passava, Anna ficava cada vez mais fraca. Num momento de lucidez, ela percebeu a presença de Sucata, agitando os seus pequenos braços robóticos em sua direção, aparentando mostrar algum tipo de preocupação genuína com ela. Ratchford, percebendo só agora o que Anna estava fazendo, gritou para ela, palavras que se perderam na mente exausta e concentrada da garota. Mais a frente, Anna viu o que ela queria ter visto desde o princípio, uma clareira na floresta, um lugar em que poderia pousar o dirigível. Ela não sabia se ia aguentar, mas tinha que tentar, tinha que fazer a nave chegar em segurança até lá... Os gritos de Sr. Scoresby se juntaram aos de Ratchford, a clareira estava agora bem próxima, mas a dor, tanto fisicamente quanto mentalmente, era tanta em Anna que ela não conseguiria resistir...

Suas pernas estavam bambas e ela já não tinha conseguia pensar em mais nada... O mundo começou a escurecer ao seu redor e a última coisa de que ela sentiu ao apagar foram braços a envolvendo...



Seus olhos se abriram.

A primeira coisa que viu foi o teto do que parecia uma tenda. Ela, evidentemente, estava deitada. Um saco de dormir a envolvia. Ainda zonza, Anna foi recuperando lentamente os seus sentidos. Sua mente estava exausta como se ela tivesse tido aula com Grimmel por dois dias seguidos, e ela era testemunha de como as aulas com Grimmel eram puxadas. O seu corpo, milagrosamente, não parecia sofrer qualquer tipo de dor. Ao virar a cabeça pro lado, ela poderia ter se assustado com a presença de Ratchford. O guarda-costas estava sentado ao seu lado, no interior da tenda, e ele cochilava abraçado ao seu rifle, como se, mesmo dormindo, estivesse pronto para agir sob qualquer ameaça.


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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Luxi em Sex Dez 02, 2016 10:11 am


Por que ninguém escrevia em livros exatamente como era dilacerante a tentativa de mover um dirigível com a mente?

Seria uma das coisas que ela pensaria após acordar. Tinha vontade de dar um beijo e um abraço no velho Grimmel, ao mesmo tempo que queria que ele aparecesse ali e a impedisse de fazer algo tão estúpido.

Annalise soltou um gemido baixo no tempo que levou para o corpo reconectar com a mente, já recuperado. Foi um grande susto retardatário despertar naquele local estranho. Dizem que a mente bloqueia sensações de dor e para ela, tudo não passavam de flashes em reconstrução.

Havia Ratchford, um rifle, e uma tenda. Respirou fundo, espreguiçando-se devagar, no ritmo em que seus sentidos voltavam.

- O quê...? - resmungou para ninguém em especial - Onde eu tô?

Suspirou. Os sentidos voltavam.

- Ratchford...

Era um tipo de chamado, com constatação feliz de que ele estava ali e que isso significava que todos estavam bem. Deu um pequeno sorriso e saiu do saco de dormir, sentando-se sobre ele e olhando em volta.

- Justin~

Chamou de verdade, cantarolando e aproximou-se engatinhando devagar de seu guarda-costas. Não queria levar um tiro, então agora queria acordá-lo antes de chegar até ele. A jovem tinha um dom de ser insuportável logo nos primeiros momentos após acordar, mas também era seu jeitinho de mostrar que estava bem. Sorriu largamente, enquanto lembrava vagamente do que tinha acontecido. Tinha conseguido fazer algo muito insano, era o que sabia. E
tinha salvado a todos, era o que achava.
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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Elminster Aumar em Seg Dez 05, 2016 11:03 pm


Devagar, Anna se aproximou de seu guarda-costas com uma cantoria em voz baixa, mas o suficiente para tirar o guarda-costas de seu cochilo. Ratchford despertou com um sobressalto e agarrando o rifle como um movimento automático de quem fora treinado a vida toda para agir daquela maneira. Levou uns dois segundos até que Ratchford percebesse que a figura à sua frente era Anna, a sua protegida, e ele, sentindo-se visivelmente envergonhado, abaixou o seu rifle.

- Senhorita... me desculpe... você está bem? - podia ser irritante como até em momentos como aquele, Ratchford não deixava de lado as formalidades ao se referir à Anna. Em seguida, porém, ele fez algo que poucas vezes Anna o vira fazer. Ele sorriu, de forma genuína, expressando todo o alívio que estava sentindo, e sem se conter, ele deu um abraço em Anna. - Senhorita... você nos salvou! Eu não sei como você fez aquilo, mas você foi fantástica. - Soltando Anna de seu abraço, ele repetiu a pergunta de antes: - Você tá se sentindo bem? Por um momento eu pensei que fosse acontecer o pior...

Ele de repente parou de falar. Escutou as palavras de Anna, mas não disse mais nada. Era como se ele tivesse num conflito interior, com uma parte do seu eu se culpando por ter abraçado Anna ou ter se expressado além do necessário. As coisas agora começavam a ficar mais claras para Annalise. Os dois estavam dentro de uma tenda, acampados provavelmente na clareira em que ela havia guiado o dirigível. Através do pano da tenda se via que uma fogueira havia sido armada, e essa era a única fonte de iluminação naquele lugar remoto. Ela então pensou no que poderia ter acontecido ao Sr. Scoresby e à Sucata, mas Ratchford antecipou as suas perguntas como se tivesse lido a sua mente.

- O Sr. Scoresby está lá fora tentando consertar a nave - Ratch afasta a aba da tenda, mostrando que do outro lado da fogueira estava o dirigível caído ao chão. - Além do balão, ele precisará reparar alguns danos em seu casco. Por isso nós estamos aqui fora e não lá dentro dos quartos. O seu amigo de lata o está ajudando.

Anna, então, reparou que Ratchford estava com uma bandagem em seu pulso direito, por baixo das mangas cumpridas de seu traje. Pela forma como ele há pouco estava agarrado à sua arma, esse machucado não parecia ser algo tão grave.

- Sobre quem nos atacou, ainda não sabemos ao certo, mas o Sr. Scoresby suspeita que foram os Farrows. É uma tribo selvagem de homens-javalis que habita o sul dessa floresta. Segundo ele, esses monstros costumam atacar acampamentos humanos em busca de peças de metal. Isso talvez explica o por que deles terem nos atacado.

Anna não tinha conhecimento sobre tal raça. Sua vida se resumira a ambientes urbanos e embora ela já esteja acostumada com ogruns e trolloides, especialmente em Caspia, uma raça que vivia nos ermos do país, às margens da civilização, parecia ser algo aterrador. Ela não pôde deixar de imaginar o que aconteceria se os membros dessa tribo os encontrassem acampados.


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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Luxi em Ter Dez 06, 2016 10:40 am


A filha do barão já esperava que o guarda-costas acordaria de sobressalto, por isso tomou cuidado de manter uma distância e não se assustou muito, nem o culpou, quando ele mexeu no rifle. Se fosse um inimigo, estaria bem morto agora. Ratchford era muito ágil.

O que foi bem mais impressionante foi sentir os braços dele em volta de si. Aquilo sim a assustou, ao ponto de que só conseguiu arregalar os olhos e aceitar o abraço, sem reação. O corpo ficou em uma posição estranha, com os joelhos no chão, e os braços largados ao lado do corpo, enquanto o torso encostava nele e o rosto olhava para a parede onde antes ele descansava.

Sentiu um laço de calor apertar seu coração. Também não esperava ouvir aquele agradecimento. Talvez não tivesse feito algo tão estúpido e impulsivo assim ao quebrar um paradigma da telecinesia. Tinha realmente responsável por salvá-los? Isso queria dizer também que todos estavam bem. Um elogio vindo do sempre calado Ratchford terminou por deixá-la desmontada, quase literalmente, já que quando foi solta, sentou sobre as pernas, em um movimento mecânico. Essa atitude não deve ter ajudado muito no conflito interno do guarda-costas.

- Estou... - falou com a voz virando um assobio no fim. - Obrigada por... bem, eu não sei o que aconteceu depois, mas você me tirou de lá. - riu, sem jeito tentando recobrar o humor de sempre e escondeu uma mecha do cabelo atrás da orelha.


Pigarreou e olhou em volta, notando a fogueira e ficando mais curiosa. Tudo começava a fazer mais sentido agora e podia finalmente responder uma das perguntas de Ratchford.

- Eu usei telecinese. Eu podia ter explodido minha cabeça no processo, é verdade, mas que bom que deu tudo certo, não é verdade!? Quer dizer, eu acho. Hahaha.

Anna pensou que talvez o dirigível tivesse mais destruído, mas ficou aliviada em saber que ainda havia jeito. Sua magia tinha funcionado muito melhor do que esperava. Estava orgulhosa.

- Temos como ajudar em alguma coisa? Eu posso não ser boa com mecânica, mas consigo costurar o tecido do balão...

Ela interrompeu a continuidade da fala para observar o ferimento e sentiu um pouco de culpa, ainda que isso pensasse não fazer o menor sentido. Não sabia como aquela "luta" tinha terminado, afinal de contas.

- Não os chame de monstros - corrigiu, com sua mania tola de defender as mazelas sociais, sem conhecê-las. - Certo, eles atacam humanos, mas eles vivem aqui, não é? Estão se defendendo... - parou para pensar um pouco e, agora que estavam à mercê de um ataque deles em vez do conforto de casa, não parecia mais tão bonitinho simplesmente pensar neles como uma tribo que se defende dos outros. Principalmente porque havia mais gente em perigo além dela. - Por que não nos atacaram ainda? Isso é horrível, temos que ficar lá fora para proteger o senhor Scoresby!

O coração da garota era essencialmente sem malícia, típico de uma menina protegida pelos privilégios de sua classe. Embora também estivesse em perigo e acabado de correr risco de morrer, ela já estava preocupada com o "motorista do dirigível" e seu robô, achando-se em condições de protegê-lo, como uma guarda-costas, não como a aristocrata a ser defendida.

Antes de sair da tenda, ela repensou sua decisão, olhando Ratchford, reavaliando, mas acabou por ter uma ideia que colocava uma cereja no bolo das ideias inocentes. Estava cheia de boa vontade, embora nenhuma experiência.

- Você deve ter ficado olhando se eu não morria dormindo, não é? Está cansado, enquanto eu dormi esse tempo todo. Vamos fazer assim, eu fico lá fora e você pode descansar. Qualquer coisa eu... mando um sinal, grito, não se preocupe! Vamos tipo.. trocar de turnos. Que tal?
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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Elminster Aumar em Qui Dez 08, 2016 11:01 pm


Ratchford ouvia atentamente as palavras de Anna. Quando ela disse que ele a havia tirado de lá, o guarda-costa fez um gesto com a mão, refutando a ideia.

- Eu apenas a segurei para que não caísse. Você teve mais sorte do que juízo, senhorita, mas graças a essa bendita sorte estamos todos vivos. - Ele parecia verdadeiramente aliviado e grato por isso. - Eu apenas tive uma fratura no punho, mas não é nada demais.

Quando Annalise começou a falar de seus planos de ajudar Scoresby, Ratchford pensou num primeiro momento que ela estava brincando. Levo algum tempo para perceber que ela dizia aquelas palavras de modo sério. O guarda-costas talvez ainda a visse como uma menina indefesa, mesmo depois da demonstração de poder que ela fizera há instantes atrás e que salvara a todos.

- Senhorita, você não precisa se preocupar. O Sr. Scoresby tem tudo sob controle. Nós mais o atrapalharíamos do que o ajudaríamos, e além do mais, você precisa descansar. Eu não preciso lembrar que você esteve desacordada por cerca de seis horas, preciso? Eu gostaria de estar lá fora monitorando a área, mas tenho que cuidar de você. Estamos num ambiente hostil, senhorita, não podemos nos arriscar.

Ao ouvir a sugestão de troca de turnos, Ratchford não conseguiu esconder o que sentia.

- Bem... eu não posso negar que estou um pouco cansado... mais com sono do que cansaço, na verdade.... mas é meu dever ficar desperto. Eu serei os seus olhos enquanto você dorme, e é disso que você precisa. Vamos, deite-se, e eu ficarei de...

Antes que Ratch completasse a frase, os dois ouvem um disparo de rifle. O guarda-costas imediatamente se levanta, com a arma em mãos, e abre a aba da tenda. Por sua fresta, dava para ver que quem havia disparado era o Sr. Scoresby, e ele agora gritava por ajuda. O homem estava usando o seu próprio dirigível como cobertura. Para além da nave, a clareira se encerrava, e por entre as árvores espaçadas, Anna viu um bando de uma raça esquisita se aproximar com machados e lanças à mão, e alguns com arcos.

- Eles chegaram - dissera Ratchford, posicionando sua arma para disparar no primeiro.

Aqueles só podiam ser os farrows mencionados pelo guarda-costas. Eles eram grandes e brutos, carregavam suas armas primitivas e vestiam armaduras igualmente rudes. Suas cabeças eram muito semelhantes a de javalis, só que mais assustadoras. À vista, Anna contou um bando de dez farrows. Podiam ter mais escondidos ou atrás das árvores, mas aqueles dez já seriam problema o bastante.

- Proteja-se, senhorita. Eu não deixarei que eles cheguem perto de você.

Ele então faz o seu primeiro disparo, atingido em cheio o peito de um deles. A bala atravessa a armadura e penetra em sua carne, matando-o quase que instantaneamente. Anna sabia que estava extenuada para executar qualquer magia, e que isso poderia ser um risco muito grande, mas em contrapartida, ela viu a sua pistola num canto da tenda.


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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Luxi em Sab Dez 10, 2016 10:21 am

Anna ficou um pouco satisfeita de conseguir fazê-lo admitir que não era uma fortaleza completa e precisava descansar. Não achava que tinha que se cuidar mais do que as seis horas já desacordada, não era tempo o bastante? Antes que pudesse protestar, o primeiro disparo fez os olhos claros da jovem se arregalarem, trocando olhares provavelmente sincronizados com seu guarda-costas.

Ainda que posasse de aventureira, a realidade era que não conhecia muita coisa de perto. Estavam encurralados e havia a possibilidade real de ficarem feridos. Sua ideia brilhante de antes tinha lhe custado muito e agora seria impossível usar seus conhecimentos para protegê-los com magia. No entanto, poderia dar suporte de outra maneira.
Enquanto Ratchford atirava, encontrou sua pistola em um canto. Teria que ser do jeito mais difícil. A cena do homem-javali caindo no chão feito papel lhe dava arrepios, mas não parecia que eles queriam conversar. Sua moral continuava martelando na cabeça para alerta-la sobre aquelas vidas que estavam contra as deles, mas estavam em uma questão de sobrevivência.
Pegou a pistola e balas em um pequeno compartimento, provavelmente precisaria disso.
Em instantes estava próxima a seu guarda-costas, mas antes que ele lhe desse bronca, falou.

- Não sou tão boa quanto vocês, mas não estão em condições de negar minha ajuda.

Ela procurou o mais próximo que avaliou poder acertar para atirar, contra o peito, por ser uma área maior e protegida por armadura rudimentar, mas a princípio qualquer lugar que sua mira acertasse em sua primeira tentativa contra um alvo de carne e osso estava ótimo.
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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Dez 13, 2016 10:16 pm


Dessa vez o guarda-costas Ratchford não fez nenhuma objeção ao ver sua protegida Anna pegar a pistola. A situação era crítica demais para que ele entrasse nesse mérito, e além do mais, ele sabia que a garota tinha noção de como manusear a arma, uma vez que ele próprio dera aulas particulares de tiros à ela. Ele apenas faz um gesto positivo com a cabeça e da espaço para que Anna pudesse efetuar o seu disparo.

Ela mirou a arma num farrow bem grande, que corria numa selvageria bestial, com as presas sendo mostradas. Anna mirou bem na testa da criatura, e foi ali mesmo que a bala acertou, perfurando carne e osso e extinguindo toda a fúria do homem-javali. Enquanto a linha de frente das criaturas avançavam, os de trás disparavam os seus ataques. O primeiro jogou uma azagaia em direção ao Sr. Scoresby, a arma resvalou em seu sobretudo e caiu longe dele. Sr. Scoresby passou a usar a lateral do dirigível como cobertura, não sem antes dele matar um dos farrows com a sua carabina. Agora restavam sete.

Uma das criaturas mais ousadas, avançou quatro ou cinco passos e arremessou uma lança. O seu alvo era Anna, mas a garota estava a uma distância considerada segura e a lança caiu a alguns metros de distância longe dela. Em contrapartida, a garota viu o seu guarda-costas soltar um urro de dor ao ser alvejado por uma flecha. A criatura que efetuou o disparo tinha em mãos em arco grande, quase da altura toda de seu corpo. Ratchford acusou o golpe, mas ainda estava de pé.

Três criaturas chegaram para enfrentar o Sr. Scoresby. Essas carregavam armas de corpo-a-corpo e começavam a cercar o piloto. Uma quarta avançava em direção à cabana, onde estavam Ratchford e Anna. Esse homem-javali segurava com amas as mãos uma machado rústico e de lâmina larga, e ele mostrava os dentes longos e afiados numa espécie de sorriso sarcástico ao mesmo tempo em corria em direção dos dois.


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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Luxi em Qua Dez 14, 2016 8:13 am

- Ratchford!

Annalise olhou para o lado, querendo fazer alguma coisa a respeito, mas simplesmente não podiam parar enquanto os farrows se aproximavam.
Engasgou com um "você está bem" porque também não parecia apropriado. Olhou aflita, mas os inimigos não paravam por causa disso e o Sr. Scoresby começava a ficar cercado. A jovem nunca tinha vivido uma adrenalina de verdade daquela e tinha dificuldade para tomar decisões.

- Ajude o sr. Scoresby - pediu com dúvida na voz.

Sentia-se mal por fazer esse pedido a um homem com o braço machucado. Era muito errado, não? Por acaso ele conseguia atirar? Mas ele era a pessoa que tinha um fuzil e uma mira muito melhor. Enquanto isso, ela e sua pistola poderiam cuidar do selvagem que avançava contra ele.

Só mais sete alvos e quatro balas.

Respirou fundo, tentando dar conta daquela ansiedade crescente do momento e disparou contra a cabeça do javali que corria na direção deles.
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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Elminster Aumar em Qui Dez 15, 2016 9:48 pm


O Sr. Scoresby deu três passos para trás, buscando evitar ser flanqueado pelos monstros, e então disparou. A bala foi certeira no inimigo, levando-o ao chão. Ratchford via com certa apreensão a aproximação do farrow portando o machado grande em sua direção, e a apreensão só aumentou quando viu Anna errar o tiro contra ele. O guarda-costas ficou em duvida por um instante em quem atirar, mas então optou por disparar contra outro dos que buscavam atacar o Sr. Scoresby. Ratchford matou o seu alvo, e imediatamente após isso, ele largou o fuzil militar ao chão, sacou a espada e retirou-o o escudo de suas costas, e se posicionou um passo a frente de Anna.

- Para trás de mim, senhorita!

O farrow aumentou a passada nos últimos metros, erguendo o machado com ambas as mãos, e urrando ao atacar Ratchford. O guarda-costas bloqueou o poderoso golpe com o seu escudo, sustentando o peso do ataque do inimigo com os seus joelhos flexionados. Anna percebeu que a lâmina do machado havia quebrado uma lasca do escudo de Ratch e parte dela resvalou no antebraço do defensor.

- O Sr. Scoresby está bem agora - gritou Ratchford para Anna -, concentre-se nos que estão longe!

Haviam três farrows que combatiam com armas a longa distância. O primeiro deles arremessou uma azagaia no Sr. Scoresby, acertando-o em cheio. O segundo disparou uma nova flecha contra Ratchford, mas ao contrário da primeira, dessa vez ele errou o alvo. E o terceiro tentava acertar Anna ao arremessar lanças curtas, mas nenhuma delas até o momento acertara Anna e ele só tinha mais uma lança visível. O Sr. Scoresby, agora, enfrentava apenas um inimigo no combate corporal, e num primeiro momento ele se safou de seu ataque, apesar da dor que sentia pela ferida provocada pela azagaia.


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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Luxi em Sex Dez 16, 2016 10:46 pm

Anna prendeu a respiração quando errou o tiro e por um momento perdeu a ação. Só via aquela cara horrenda se aproximando deles e ela nem sabia o que fazer quando se encontrassem. Ouviu o tiro que ajudara o sr. Scoresby ao fundo.

Foi um grande alivio quando Ratchford apareceu em sua frente tão preparado. Nunca fez tanto sentido ter um guarda-costas quanto agora. Ela pulou para trás dele, um tanto encolhida como um escudo loiro, com as mãos na frente do rosto protegendo-se da criatura urrante.

Espiou ao ouvir um claque de encontro de metais e imaginou o que aquela lâmina era capaz de fazer com sua pele já que lascara o equipamento dele. Devia providenciar o conserto para ele depois.

- S-Sim!

Agora, tinha ordens a cumprir. Ratchford era firme em combate e ela não deveria errar.

- Sr. Scoresby!

Decidiu após aquele ataque que deveria atirar no adversário que o focava, pois seria mais difícil que ele reagisse machucado e não sabia se ele era pareo para um deles no combate corporal.
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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Elminster Aumar em Sab Dez 17, 2016 1:23 pm


Atendendo ao pedido do seu guarda-costas, disparou contra o farrow que combatia o Sr. Scoresby no corpo-a-corpo. A sua bala, dessa vez, atingiu a nuca da criatura, espirrando sangue para todos os lados.

- Valeu, garota! - gritou o Sr. Scoresby, momentos antes dele mirar a sua carabina no homem-javali que estava sacando a última lança de seu repertório para arremessar contra Anna. O monstro morreu sem nem ver de onde tinha vindo a bala, e ela veio da carabina de Alain. Ele deu uma piscada para Ana.

Ratchford, por sua vez, enfrentava o mais bruto dos inimigo, aquele que carregava um machado de lâmina larga. Após ter seu escudo parcialmente afetado pelo ataque da criatura, Ratchford deu um passo para o lado e fincou sua espada no flanco de seu oponente. Ele enfiou a espada o máximo que pôde, depois girou-a, o que fez o homem-javali cuspir sangue, e em seguida tirou a lâmina, agora totalmente avermelhada. Era mais uma criatura a tombar no campo de batalha. Agora restavam apenas dois farrows; eles sabiam que a batalha estava acabada, contudo, os dois lutariam até as suas mortes e se possível levaria alguém com eles. O primeiro arremessou uma nova azagaia no Sr. Scoresby, e a arma atingiu em cheio a sua perna. O segundo, com o arco grande, mirou o pescoço de Ratchford, e por muito pouco sua flecha não acerta o alvo. Ao invés disso, a flecha foi mais embaixo, pegando a lateral do peito do guarda-costas. Se não fosse pela proteção de sua armadura, ele estaria morto naquele momento.


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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Luxi em Sab Dez 17, 2016 3:19 pm

Annalise começou a sentir o gostinho da vitória naquela luta, com a finalização brutal da espada virada na carne, que a fez arregalar os olhos. Tudo que acontecia naquela batalha a fazia sentir-se esquisita. Quantas pessoas fariam isso de forma tão definitiva e sem hesitação? Sentia um pouco do quão fora da realidade vivia.

Esse pensamento durou muito pouco, já que logo na sequência, a flecha passou primeiro fantasmagórica em seu peito, atingindo seu guarda-costas, mas ele estava bem equipado. O mekânico também tinha sofrido mais um golpe terrível, que lhe gelou a espinha. A única que teve a grande sorte de não ter nenhum ferimento ali era ela.

Mais duas balas antes de recarregar.

Novamente escolheu o alvo que insistia em atacar o amigo de seu pai. Não queria errar, pois isso poderia definir uma nova chance para o inimigo atacar um deles, mas dessa vez já tinha aprendido que precisava agir mais do que ficar pensando a respeito.
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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Dez 20, 2016 7:53 pm


Anna matou mais um oponente com a sua pistola, enquanto o Sr. Scoresby tratou de eliminar o último farrow. Aquela batalha estava vencida, mas eles não passaram ilesos.

Ratchford imediatamente sentou-se no chão ao lado da cabana e largou a espada e o escudo. As flechas que o atingiram ainda estavam penduradas em seu corpo. Sucata apareceu descendo as escadas externas do dirigível, e o Sr. Scoresby aproveitou para lhe dar uma dura, dizendo que ele havia covardemente se escondido durante a batalha.

- Eu não fui programado para combater, senhor! O senhor devia saber disso, foi você que fez o meu programa! - tentou defender-se o pequeno robô.

Irritado, o Sr. Scoresby aproximou-se de Anna e de seu guarda-costas.

- Como vocês est... uh, nada bem, pelo que vejo. - O mekânico desistiu da pergunta ao notar o estado de Ratchford. - Deite-se bem devagar. Eu vou quebrar essas flechas e tirá-las de você.

Ratchford fez como o pedido, mas algum pressentimento o fez hesitar.

- O senhor sabe o que tá fazendo?

- É claro que sei! Agora fique parado e não se mexa.

A primeira etapa de quebrar os virotes foi rápida, mas a parte de tirar os restos das pontas das flechas da carne de Ratchford provocou-lhe gritos de dor. Anna acompanhava o sofrimento de Ratchford de perto, e por um momento ela se perguntou se o Sr. Scoresby sabia mesmo fazer primeiros socorros ou se ele havia mentido. Sangue jorrava dos buracos.

- Vou pegar algum pedaço de pano para fazer parar este sangramento. Anna, não deixe que ele dê mais qualquer grito de dor, distraia-o ou caso contrário os farrows voltarão ainda essa noite. Quanto a você, Sucata, quero que vigie toda a área.

O Sr. Scoresby se afastou; ele próprio tinha ferimentos em seu corpo, contudo ele parecia não se importar com isso. Sucata começou a percorrer os limites da clareira enquanto Ratchford, agora que as pontadas de dor haviam cessado, tentava se recompor ao lado de Anna. Suas palavras, porém, saíam pausadas e fracas.

- Senhorita... você... lutou... muito bem... hoje.


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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Luxi em Ter Dez 20, 2016 8:39 pm

- BOA, SR. SCORESBY! - gritou empolgada quando não restavam mais inimigos. Tinha sido a primeira batalha de sua vida e, diferentemente do que estava achando, que sofreria pelas vidas perdidas, estava se sentindo triunfante. Era esquisito. Escreveria a respeito mais tarde. Embora aqueles corpos estivessem sem vida, na verdade sentia que tinha defendido seus amigos e a si mesma. Precisava mesmo refletir a respeito depois.

Mesmo assim, obviamente não estava acostumada com o campo de batalha, já que mal abaixou a arma e seus olhos se arregalaram dando-se conta de como estavam mal no fim da luta.

- Ratchford... - a loira fez menção de ajudá-lo a sentar-se e abaixou imediatamente a seu lado, de joelhos, olhando de perto aqueles ferimentos.

Não fazia a menor ideia do que fazer com aquilo. Chamaria May, a criada, em uma situação assim. Olhou suplicante para o Sr. Alain, que aproximou-se com boas notícias, apesar de também estar ferido. A próxima coisa na vida que tinha que aprender eram primeiros socorros, pensava.

- Tá doendo muito?

Nem isso sabia distinguir, já que não fora atingida nenhuma vez. Grande parte disso, pelo próprio esforço de seu guarda-costas. Os lábios curvaram para baixo, em uma expressão de animal abandonado em busca de orientações. Acatou a sugestão do mekânico e tentou ajudá-lo a deitar-se devagar, já que era a única coisa que saberia fazer. Estava preocupada também com a possibilidade de nenhum deles saber o que estava fazendo, mas isso era impossível, já que a única filha de madame era ela.
Mordeu o lábio, aflita, fazendo uma careta, parcialmente sofrendo por ele, e a outra, prestando atenção no que deveria ser feito em uma situação como aquela. Não durou muito a tentativa, ela virou o rosto e fechou os olhos com força quando os gritos começaram.

- Sr. Scoresby... - murmurou, temerosa. E se ele NÃO SOUBESSE o que estava fazendo?

- Não acho que ele está fazendo de propósito - deu bronca, indignada com o pedido. Ele sentia dor. como diabos podia não gritar!? Ao mesmo tempo... tinha razão. Estariam perdidos se os farrows resolvessem vingar seus amigos.

- AH! Espera! Pano! Se não encontrar nada, saiba que eu tenho um monte. -  Ela encheu as mãos de tecido cobre da saia longa. - Mesmo. E na mala tem mais três. - acrescentou quando o amigo de seu pai se afastava. Era duro ver que ele também estava ferido. Quem cuidaria daquilo?

Suspirou pesadamente. Não estava mais achando divertido. Entendia agora por que seu guarda-costas não queria dormir direito. Olhou em volta e, realmente, não estavam no lugar mais protegido do mundo. Pelo menos, Sucata, ficaria de vigia.

Quando ouviu as palavras de Ratchford, foi pega de surpresa e arrastou os joelhos para sentar-se sobre as pernas a seu lado.

- Ei, ei. Não pode ficar falando - sussurrou e o ouviu com atenção. Sorriu, doce. Era um misto de orgulho com gratidão. - Eu tive um ótimo professor. Posso te colocar em contato com ele depois. - riu baixo e o observou cuidadosamente. Agora vinha um pouco de culpa. - Desculpe pelo seu trabalho...  Tudo isso por causa de uma festa idiota. Eu não fazia ideia de que era perigoso assim viajar para cá. Pelo menos, papai me mandou no lugar dele... De qualquer forma, muito obrigada. Eu realmente não teria condições de estar sozinha aqui. - fez uma longa pausa e logo a expressão séria foi substituída por um sorriso travesso. - Isso porque não pude colocar em prática meus dotes - balançou os dedos fingindo ser uma bruxa e riu. - Quero ser mais útil da próxima vez. Então vai chegar o dia que vou atirar melhor e depois vou até usar essa sua... - não fazia a menor ideia de que era um fuzil, mas apontou para ela - essa sua arma. Que tal!? - seus olhos encheram de um brilho divertido, obviamente sabendo que jamais poderia usar um fuzil, mas gostava da ideia de aterrorizar seu pai, então por que não seu protetor?
Elminster Aumar
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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Elminster Aumar em Qui Dez 22, 2016 11:29 am


Sr. Scoresby havia afastado a ideia de usar o vestido de Anna alegando que ele estava sujo e que poderia causar alguma infecção nas feridas de Ratchford. A garota não reparara até então, mas o que o Sr. Scoresby disse era verdade. Sua roupa estava imunda, assim como as partes descobertas de seu corpo. Ela não tinha um espelho no momento, mas seu rosto devia estar na mesma situação. Que falta fazia uma banheira para se lavar.

O guarda-costas aceitou de bom gravo a companhia de Anna ao seu lado, virando o seu rosto pontuado pela dor em sua direção.

- Eu não quero que esse dia chegue - comentou Ratchford em seu jeito sisudo, mas de alguma forma, com algum humor. -, pois no dia em que você souber se defender sozinha, eu não serei mais útil a você e nem ao seu pai.

Anna sabia que aquilo significava o emprego ou desemprego de Ratchford, mas ela se perguntou se era apenas o seu salário que importava para ele no momento ou era o fato dele ter se afeiçoado à ela. Um homem tão bem de mira e com tantas virtudes quanto ele deveria poder arranjar outro emprego sem maiores problemas. Dois minutos depois, o Sr. Scoresby retornava com uns pedaços de pano retirados do deque de carga do dirigível. Ele fez dois torniquetes envolta dos ferimentos abertos, e ao apertá-lo bem firmes, mais surtos de dor ocorreu em Ratch.

- Agora você irá ficar bem - comentou o Sr. Scoresby. Ele não era nenhum médico, mas notava-se que era um homem vívido e experiente o bastante para lidar com situações como essa. - Garota, me ajude a colocá-lo para dentro da tenda. Quero que vocês dois durmam e descansem. Eu e Sucata ficaremos de vigia. Se tudo der certo, amanhã consigo botar o Vaporeiro novamente aos ares.

Contando com a ajuda de Anna para segurar os pés de Ratchford, os dois conseguem botá-lo no interior da tenda, no lugar em que Anna estivera dormindo. Antes que o Sr. Scoresby saísse, Ratchford segurou em algum lugar de sua perna e disse:

- Obrigado.

Sr. Scoresby riu, aparentemente refutando o agradecimento.

- Tudo isso foi culpa minha. Eu cometi um erro em abaixar o nível de nosso voo, mas nada disso importa mais. Eu só quero consertar a minha nave e levá-los em segurança até Vicari. Se ficarmos muito tempo aqui, vocês perderão a festa e tudo pelo que passamos será em vão. - Antes de sair por completo, ele se vira para Anna e lhe pergunta: - Quer que eu traga algo do dirigível para você? Você deve estar com fome, garota, não comeu nada o dia todo.

Depois da resposta de Annalise, ele se retira da tenda, deixando os dois a sós. Eles não estavam com sono, pois a adrenalina corria em suas veias ainda. Ratchford tentou se sentar, para dar mais espaço à Anna, mas ainda sentia muita dor.


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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

Mensagem por Luxi em Qui Dez 22, 2016 12:59 pm

- Não se preocupe sr. Ratchford. Você não vai se livrar de mim tão facilmente.

A garota sorriu. Brincadeira ou não, Anna sabia que conseguir um outro emprego para um guarda-costas verdadeiramente competente como ele não era difícil. Desde a primeira demonstração que tivera de suas habilidades, infinitamente maiores do que o velho cavaleiro que cuidara dela antes, sabia que aquele emprego não era o ideal para nenhum homem habilidoso, e descobrir sua motivação sempre fora um tipo de meta. Achava que era natural que tivessem criado um tipo de vínculo. Não conseguia imaginar como seria não ser seguida por ele, mas também, lá no fundo, entendia que uma hora as aspirações pessoais dele poderiam separá-los. Fosse por comodismo ou não, se fosse uma pessoa tão ruim, ele não responderia nada, e apenas desejaria silenciosamente sair daquela função.

Quando Alain voltou com os cuidados médicos, ela apertou sua mão para que suportasse a dor, mas manteve os olhos fechados. Era o máximo que podia fazer. Que bom que não estavam sozinhos. Já teria feito alguma besteira, como infeccionar suas feridas com suas roupas sujas. Definitivamente precisava aprender um pouco de primeiros socorros, então suportou assisti-lo fazendo o curativo ao final.

- Sr. Scoresby, tem certeza de que está bem para fazer a vigia? Você também foi atingido e eu gostaria de poder ajudá-lo, se for possível - perguntou assim que colocaram Ratchford no interior da tenda. Diante de uma provável recusa, ela se contentou em oferecer substituí-lo se ele estivesse mal - Por favor, me chame se você se sentir cansado.

- Pensando bem, água e comer alguma coisa realmente não seria ruim. Se não for atrapalhar...

Também queria era um banho. Já estava começando a se sentir mal com aquelas roupas, mas não havia muito o que fazer. Quando ele deixou a tenda, ela recolheu o escudo e armas de Ratchford e as próprias, deixando-as em um canto. Depois, pegou uma bolsinha de balas e a própria arma e sentou-se ao lado do guarda-costas.

- Nem pense em sentar por minha causa. Eu estou bem - apontou a arma para ele - Hah. Sou uma mulher armada e perigosa. É melhor me obedecer - riu em seguida e passou a recarregar a pistola.  - Quando voltarmos, eu posso comprar um equipamento novo para você. Seu escudo está rachado.  - comentou, distraída com a tarefa de pegar a bala do colo e inserir na arma. Ela terminou a tarefa com o clique e deixou no canto também. Agora tinha uma perna dobrada e a outra esticada. - O que fazia quando se machucava? Na sua vida... no que você fazia antes. - Sempre fazia perguntas um pouco vagas, para não se meter completamente na vida dele, mas ainda assim perguntar o necessário. Na verdade, estava preocupada que ele ficasse sozinho sendo teimoso. Ficava impressionada também com o fato de que essa era a primeira luta dela e eles tinham saído tão machucados, mas o guarda-costas provavelmente tivera muitas e ainda assim estava vivo e saudável (na medida do possível) nos dias de hoje.
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Re: Capítulo 2: Viagem pelos Ares

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