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    O Cocobongo - Manhattan

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    John Milton
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    O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por John Milton em Sex Out 14, 2016 3:55 pm

    O Cocobongo






    John Milton
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por John Milton em Sex Out 14, 2016 4:10 pm

    MIKAELA DRAGUNOVA



    Tal qual uma serpente a Ventrue sem mistura entre os mortais do Cocobongo

    O Jazz corria alto, a bebida e a cocaina, também

    A clientela dali não era das mais rebuscadas... Gente de toda Nova Iorque se dirigia para ali, fingir que aquela seria a última noite de suas vidas.

    Vedetes circulavam com seus vestidos de lantejoulas mas, nenhuma delas, chamava mais atenção que Dragunova.

    Todos os homens que circulavam ou que estavam em suas mesas se enfeitiçavam pela sua beleza

    Todos travavam olhares com a Ventrue. Todos a cobiçavam.

    Não demora muito para uma das garçonetes, trazendo uma taça de Champagne se aproximasse.

    Ele gritava para ser ouvida

    - Madame, aquele senhor pediu que te trouxesse uma bebida

    Do outro lado do salão um homem de terno, acompanhado por outros três, a saudava levantando sua própria taça.




    Eleonor
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por Eleonor em Sex Out 14, 2016 5:56 pm

    Eu estava perfeitamente acostumada a ter a atenção de todos onde eu ia, especialmente quando eu era a única imortal presente. Trocava olhares e sorrisos com os homens nas mesas, ciente que suas acompanhantes não gostariam nem um pouco, e murmurava ocasionais boa noite para eles, agindo o mais cordialmente possível com aquelas pessoas. Eu estava acostumada com a elite, onde as vezes eu me envolvia com pessoas que não gostava e precisava ser, no mínimo, agradável. Essa postura adotada em ambientes da alta burguesia refletia-se no meu comportamento mesmo em um lugar de tão baixo nível. Pelo menos, a música era agradável, apesar de alta demais.

    Quando a garçonete trouxe a taça de Champagne, peguei-a com um doce sorriso nos lábios e olhei para os homens que ela me indicara. Ergui a taça de volta para eles, dando um sorriso, e inclinei um pouco na direção dela para não ter que gritar tão alto a resposta. Ao projetar minha voz a ela, tentei ser o mais gentil e agradável possível.

    -- Muito obrigada, querida. Pode deixar que eu mesma agradeço aos cavaleiros.

    Voltei a postura normal e com passos calmos me dirigi até os homens de terno, não antes de dar uma boa olhada naquela garçonete e gravar sua fisionomia. Eu não estava realmente preocupada com o quesito beleza dela, sabia que não tinha concorrentes para mim ali quando se referia a beleza ou a classe. Eu era a Ventrue presente, a jovem descendente do Príncipe que tal como ele e meu maravilhoso pai carregava o fardo que era a liderança dos amaldiçoados, e não seria uma pobre criança que iria me incomodar. Nosso clã era conhecido pela gentileza e o alto nível... Também haviam os que nos julgavam arrogantes, mas sempre nos procuram quando precisam.

    Tentei analisar aqueles homens enquanto me encaminhava até lá. Não pareciam combinar muito ao ambiente, o que chamara minha atenção. Sempre possível tentava me misturar as massas de modo a poder derramar um pouquinho da bebida sem ninguém perceber e parecer que eu havia tomado ao menos alguns goles. Uma vez até coloquei um pouco na boca apenas para sentir o gosto e devolvi a taça, ressentido-me por não poder apressiar a bebida como deveria. Ainda trocava olhares e sorrisos com os outros, dando também boa noite aqueles que me admiravam e desejavam. Aprendera a lidar com o desejo dos homens e não me incomodava em provoca-los as vezes. Era daquele modo que eu conseguia minhas presas, que usava para me sussurrarem coisas... Era minha forma de ter o que William queria. Quando cheguei perto o suficiente deles para tal, ergui a voz e falei.

    -- Boa noite, senhores. Gostaria de agradecer pessoalmente a bebida, foi uma gentileza em demasia.

    O tom era calmo, cordial e até simpático. Meu olhar tentava passar calma e tranquilidade, mas sabia que bem no fundo do meu ser não era aquilo que eu sentia. Lembrei a mim mesma quem era a predadora ali, o que me ajudou a controlar meus sentimentos. Não era uma ovelha indefesa, mas sim um lobo disfarçado de ovelha.
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por John Milton em Dom Out 16, 2016 2:51 am

    A Ventrue navegara entre os mortais para chegar à mesa de seus convidados para agradecer pela gentileza.

    De fato, eles destoavam dos demais frequentadores, e uma olhada mais perspicaz trazia a informação de que aquele que mandara a bebida era o lider ali

    Ele se levanta quando Dragunova se aproxima saudando-a com sua própria taça. Apenas ele bebia.


    Sua voz, apesar do barulho que os rodeava, era facilmente ouvida

    -Seja bem vinda ao meu humilde estabelecimento,

    Ele aponta para um dos companheiros de mesa que, no mesmo instante se levanta

    - Por favor, sente comigo e seja minha convidada essa noite. Afinal, não é todo dia que uma moça tão bela nos agracia com uma visita

    Dragunova percebe então que aqueles que o rodeavam eram seguranças ou, talvez, capangas, não companheiros de copo.
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por Eleonor em Dom Out 16, 2016 1:05 pm

    Eu não tirava da cabeça que aquele homem não era humano. Se minha suposição estivesse certa, provavelmente era um vampiro e simplesmente me despedir e sair não era uma opção, especialmente se fosse um Ancião. Já aprendera o suficiente com William e com Vossa Alteza que a cortesia e afabilidade poderiam salvar-lhe a não vida. Procurei nele sinais de que era imortal: a ausência do sobe e desce do peito, a palidez de seu rosto, os modos ou gestos involuntários que pareciam se adequar a anos atrás. Olhei para os capangas com alguma calma, tentando comparar o tom de pele deles ao do homem e também a postura que eles mantinham em relação ao homem. Talvez fossem carniçais e sabia muito bem como essas pessoas agiam com relação ao seu mestre. Também prestei atenção na forma que se comportavam, uma vez que aquelas criaturas podiam viver mais que o normal para um humano. Havia usado aquilo para  ajudar a seduzir Julian, dizendo que ele poderia passar longos anos junto comigo. O sentimento de aparente amor causado pelo sangue após aquela promessa fez que ele ficasse me servindo.

    Isso me fez lembrar as não poucas vezes que me perguntaram se estava ligada ao meu senhor por Laço de Sangue... Não, tinha quase certeza que apenas havia tido contato com sangue dele quando havia sido transformada. Ou pelo menos era o que eu achava. Nunca havia cogitado a hipótese dele ter chegado a injetar o sangue em mim ou algo assim. Não conseguia imaginar por que ele faria aquilo e a hipótese de Laço era improvável: eu era capaz de dizer não a ele, era capaz de desobedece-lo caso quisesse. Não me negava porque eu me divertia com aqueles trabalhos e gostava das recompensas que recebia ao fazer algo satisfatório.

    -- Claro, senhor. Será um prazer fazer companhia ao senhor, mas temo não poder ficar muito. Tenho um compromisso esta noite que não posso faltar... Meu avô mataria-me e serviria minha carne aos cachorros se não aparecer. Digamos que ele é intolerante com falta de respeito de crianças.

    Minha voz soava calma e havia um toque sutil de quem estava ocultando algum segredo. Mesmo que não fosse, certamente podia usar aquilo como um halibi. Com alguma calma, me sentei com ele e sorri, repousando o copo sobre a superfície a minha frente. Cruzei os pés sob a cadeira, mantendo contato visual com ele. Se ele fosse um Vampiro, compreenderia as implicações de minhas palavras. O príncipe não era conhecido por ser exatamente tolerante com aqueles que o deixavam esperando, ainda mais quando eram jovens como eu era. Uma mecha de cabelo se soltou e soltei o resto do cabelo e os prendi de volta em um coque como o anterior, com cuidado para nada se soltar novamente. Havia ainda aquele ar meio felino e meio ofidio comigo. Enquanto mexia no cabelo, olhei disfarçadamente para o meu decote, verificando se não estava muito provocante. Esperava que não estivesse realmente muito provocante e mordi meu lábio inferior.

    -- Este lugar é agradável... Não me parece muito afetado com essa crise terrível, devo dizer. Mas creio que algumas pessoas devam ter vindo tentar fugir disso.

    Enrolaria um pouco e iria embora, após descobrir através dele quem ali podia ser comprado por ali. Ainda sim mantive a atenção no ambiente e nos capangas do homem, atenta ao menor sinal de perigo ou qualquer coisa que parecesse esquisita para mim.
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por John Milton em Seg Out 17, 2016 11:44 pm



    A musíca deixara o ritmo frenético do bebop para algo mais "de classe", mas não impedia que alguma almas dançassem no salão.

    Dragunova, por sua vez, exercitava sua pecepção, tentando entender o terreno que estava pisando, mas se aquele com quem conversava era um ancião, ele sabia disfarçar bem. O oxigênio entrava e saia de seus pulmões em um ritmo constante e regular, assim como de seus seguranças. E mais, a Ventrue podia perceber uma leve pulsação na carótida do seu interlocutor.

    Ele acompanhava com interesse o que Dragunova falava e sorria até o momento que ela falara em cachorros. Nessa hora ele gargalha francamente

    - Minha querida! Esse seu avô parece ser a pessoa mais anacrônica do mundo. Escute esse Jazz que Jimmy Boy está tirando... E não se preocupe, nesse momento ele faz um largo movimento com os braços, cachorros não faltam aqui

    Ele bebe um longo gole da sua taça e arremata

    - Pense no Cocobongo como um porto seguro. Pode estar o apocalipse lá fora, mas as pessoas podem vir se esconder debaixo das asas do Tio Odin Stormborn aqui
    Eleonor
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por Eleonor em Ter Out 18, 2016 1:17 am

    Eu não acreitava simplesmente que era humano por causa daquilo. Havia algo que eu não era capaz de enxergar, tinha certeza disso. Fosse o que fosse, não achava que me causava danos imediatos, o que não me fez abaixar a guarda apesar de certamente me dizer que não teria um combate nesse instante. Mantive-me atenta a ele e aos seus acompanhantes, tal como a todo o ambiente. Não queria ser pega de surpresa por ninguém e preferia ter ao menos a certeza que o inimigo não teria o elemento surpresa. Quando se habitua a ser um pouco paranóica, esse habito torna-se difícil fugir dele ou ignora-lo por muito tempo. Uma criança de um Ancião sempre corre perigo, independente de onde estivesse e eu sabia daquilo. Meu lugar mais seguro era nos braços de meu amante, pai e mestre e ainda sim haviam riscos para mim, em graus diversos. Um passo em falso e mesmo com ele poderia estar correndo grandes riscos.

    O termo cachorro e como foi empregado me deixou alerta. Não tinha certeza do que ele queria dizer, mas boa coisa certamente não era. Ajeitei meu corpo na cadeira ao ouvir aquilo, mas tentei parecer não ter ficado tão desconfortável assim. Não queria ofender o homem ou erguer mais suspeitas quanto a mim. E chamar meu "avô" de anacrônico era a segunda verdade que eu ouvia aquela noite de um estranho... Ou terceira, se considerasse o que corpos e olhares me falam. Era detalhes para alguém que sabia abrir os olhos e procurar, sinais para um observador descente perceber. Fingindo relaxar um pouco, decidi fingir algum constrangimento ao notar que não falara meu nome para ele. Forçando um tom afetado, sorri e falei o mais baixo que a música permitia.

    --Perdoe minha falta de cortesia, não disse meu nome ao senhor. Sou Mikhaela Dragunova Blackheart. Fico feliz que aqui seja tão seguro quanto diz, pois estava preocupada com o que poderia acontecer a mim se aqueles homens decidissem fazer algo além de olhar.

    Eu usava o sobrenome de William na sociedade mortal apenas como fachada e na vampira como forma de esclarecer quem era meu mestre e amante. Os mais espertos tendiam a associar fácil o sobrenome ao primogenito, o que podia me ajudar ou não. Após dizer o nome, avaliei a reação dele quanto a isso procurando algo que me desse alguma pista sobre a realidade daquele homem e onde havia me metido. As aparências podiam enganar e muito se você não analisa-se bem as coisas antes.

    Devo acrescentar que eu ouvia a música sim, mas não me concentrava nela. Queria me acostumar com ela para diferencia-la dos outros sons dali, o que poderia me alertar de alguma coisa. Também tomei o cuidado de tentar memorizar o nome dele para usos futuros meus. Apesar de tentar simular o comportamento humano e até estar tentando absorver os odores e sonsdo ambiente, eu me destacava demais entre humanos para ser discreta e não queria gastar vitae para simulr humanidade... ainda.
    John Milton
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por John Milton em Qua Out 19, 2016 12:50 am

    Dragunova lançara uma cartada desesperada, contando a um estranho, um dono de boate sua real procedência.

    Aquilo poderia lhe render frutos, ou poderia lhe dar verdadeiros problemas... Era uma cainita só no meio de deconhecidos e, provavelmente armados, no meio de inúmeros humanos.

    A Mascara era sua primeira obrigação e agora dançava no fio da navalha, e, se olhasse para baixo, veria o abismo pronto a engoli-la

    Mas alia jacta est. Dissera seu nome verdadeiro, algo que os Demonios e Djins evitavam o máximo e tudo que conseguira foi, mais um longo trago de champanhe do seu interlocutor.

    O trago fora realmente logo, como se ele ganhasse tempo. Seus olhos cintilavam a meia luz. Mas, quando abaixara a taça, agora vazia, Odin proferira um simples

    -Entendo...

    Ele, então coloca a taça para o lado e, no mesmo momento um dos seguranças o servem enquanto ele mantinha os olhos fixados na Ventrue. Era visivel um leve desconforto.

    Quando, enfim a taça se encontrava cheia Odin Stormborn, retoma seu familiar sorriso.

    - Disso não há dúvida, Sra... hum... Blackheart...  Coração Negro... Veja que interessante... Uma Coração Negro e um Nascido da Tempestade juntos... Desculpe... Devo dizer que conheço a fama do Sr. Willian Blackheart...








    Rolagem de Dados:
    Dragunova rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 7 para percepção que resultou 2, 4, 10, 2, 6 - Total: 1 Sucessos
    Eleonor
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por Eleonor em Qua Out 19, 2016 1:43 am

    Ele parecia conhecer meu marido e não parecia gostar muito dele. Perguntei a mim mesma o que diabos meu amado teria feito e repreendi-me por ter dito meu verdadeiro nome. Ponderei um pouco sobre minhas palavras, avaliando-as. A sociedade mortal me apresentara ele com aquele nome, para todos os humanos ele usava aquele mesmo nome ou pelo menos usava atualmente aquele nome. O real problema era alguma coisa que acontecera no passado e eu ignorava agora, provavelmente. Mas quem melhor que aquele homem para me contar algo que eu talvez desconhecesse. Era uma péssima forma de obter revelações e não sabia se queria ouvir, tampouco eu tinha certeza se devia perguntar realmente. Sentia-me traindo meu amado, mas sair dali repentinamente não era uma boa opção e não sabia o que ouviria de William mais tarde sobre aquilo. Essa parte eu faria questão de perguntar a ele... Quem era Odin Stormborn? Era uma pergunta que ele podia e deveria me responder. Nunca havia enfrentado Will, nunca demonstrara resistência. Mas daquela vez iria ao menos questionar sobre aquilo. Não via como uma única resposta poderia ser pior do que eu falhar naquela operação ou iniciar um confronto ali. Humanos morreriam, além de meu próprio sangue poder ser derramado ali. Eu deveria ser mais controlada agora...

    Desviei os olhos para minha taça e deixei transparecer alguma preocupação. Uma pequena dose de verdade tocou em minhas palavras e permiti que a insegurança se refletisse nelas. Ouvira muitas coisas nos Elísios e fora deles, de vampiros e de humanos. Nada daquilo apagara meu amor pelo homem e mesmo agora com a possibilidade de ouvir algo terrível sentia que não mudaria nada no que dizia respeito ao que sentia. Minha devoção, amor e lealdade eram maiores que a razão ou meu amor próprio. Eu podia ir embora de casa, escapar e nunca mais voltar a ver ele... Fugir para outro país, distante dali, e assumir uma nova identidade. Poderia conseguir uma aprovação do Príncipe para morar na nova cidade e ficar lá um tempo, depois mudar para próxima e para a próxima. Talvez devesse evitar cidades governadas por Ventrues... Porém minha vida estava ali, meu coração pertencia aquele homem. Não era a gravidade que me prendia na Terra, era William Blackheart. Eu sabia que seria qualquer coisa que ele precisasse que eu fosse. Uma amante, uma ladra, uma assassina. Se eu ainda conseguisse chorar lagrimas de verdade, choraria de pena por mim. Por baixo da preocupação com o que Odin poderia saber, havia a pena e a fria certeza que  nunca sentiria por outro o que havia sentido por ele; nunca teria um relacionamento ao menos parecido. Mas não era apenas tristeza e racionalidade ali, havia também uma sensação de dependência para com meu mestre que apenas não era superada pelo meu amor. Parei e pensei sobre aquela palavra. Dependência. Não, sabia que não era realmente dependente. Podia caminhar sem ele, apenas não queria. Eu havia escolhido aquele caminho.

    -- A qual delas o senhor se refere? Sei que alguns o descrevem como um homem inescrupuloso e outros dirigem comentários maravilhados a ele, elogiando de todos os modos. Já ouvi muitas coisas sobre ele e temo não saber no que acreditar ou na dimensão do problema. Sinto muito se ele fez algo a você ou aos seus, de coração.

    Minha voz soou baixa aos meus próprios ouvidos e tornei a erguer os olhos, mas agora fitava o músico tocando e a pista de dança. Nunca havia escondido de William que não sabia exatamente do que ele era capaz e o que era verdade ou não sobre ele, mas meu amor e condição de submissão faziam-me continuar junto dele e servir como uma ferramenta. Eu só queria que ele me amasse, mais nada. Era a única coisa que eu precisava para continuar seguindo pelas noites tortuosas e sombrias da eternidade. "Ama-o tão intensamente que despreza a lógica", uma voz repetiu em minha mente. Ouvira meus tios dizendo aos meus pais aquelas palavras e me enfurecia. Eu sabia o que ele era, ao contrário deles. Pela primeira vez na vida, não precisara ter medo e me sentia bem com uma decisão minha. Eu não recuaria mais, não me entregaria ao pavor. Não havia sido criada para ter medo ou voltar atrás.

    -- Conte a vyerdade, por favor. Estou farta de mentiras.

    Havia firmeza em minha voz, determinação até. A força estava voltando para mim aos poucos e esperava que fosse o suficiente para convencer o homem que não era mais a pobre garota apaixonada e apavorada por alguém que não deveria. Mais uma vez nos últimos anos, agradeci por saber agir como uma humana de forma satisfatória. Não esboçava a mesma fragilidade de instantes antes, adotando a postura aristocrática que estava acostumada. Não combinava comigo a fragilidade e eu sabia, tal como esperava que ele soubesse que não estava tentando enganar ele. Não fizera para gerar pena ou distrair sua atenção, havia sido algo não intencional. Um reflexo ainda humano... O homem deveria ser capaz de reconhecer humanidade quando a via e saber quando era genuína ou não.
    John Milton
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por John Milton em Sex Out 21, 2016 4:16 pm

    Odin bebia mais um trago de seu champanhe enquanto ouvia Dragunova falar e se engasgara com a frase final.

    O engasgo se tornou uma risada longa e libertina que declinava à humilhação da Ventrue.

    A besta se sacudira dentro de Dragunova, tentando arrebentar as barras que a humanidade lhe impingia, mas seu auto controle era maior.

    Era?

    Talvez mais um pouco daquela humilhação, se continuasse, poderia surtir efeitos.

    Após a gargalhada, o homem retornara sua atenção...

    Seus olhos, antes sorridentes, agora estavam maliciosos, talvez perscrutando algo a mais na face da Ventrue.

    Ele pousa a taça de lado e comenta

    - Minha Cara... Se realmente acha que acreditarei nesse pequeno show, está me tomando por tolo.... Se está com Blackheart é igual a ele...

    Ele volta a pegar a taça e arremata

    -Agora, se realmente quer saber de umas verdades, poderia me acompanhar a uma parte mais reservada que tenho nos fundos do clube

    Ele volta a beber



    Eleonor
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por Eleonor em Sex Out 21, 2016 5:34 pm

    Eu não estava atuando e infelizmente as minhas palavras eram mais honestas do que podiam parecer... Agora, se eu era igual a ele? Duvidava muito. Não era tão fria e manipuladora quanto Will, não era tão experiente ou sabia tanto sobre o mundo e as coisas ao meu redor. Jamais poderia ter a mesma habilidade dele para qualquer coisa que eu fizesse, jamais teria aquele encanto perigoso que ele conseguia ter. Podia até ser atraente, mas nunca comparável a ele. Odin não sabia que era impossível ser igual a ele? Não podia ver que eu era uma pobre vítima do destino, presa a sentimentos que não podia controlar? Até mesmo uma pessoa cega deveria ser capaz de ver aquilo... Ou era o que eu pensava.

    Com toda a calma do mundo, olhei-o pacientemente e aguardei o surto de risos terminar antes de responder. Sentia a fera dentro de mim remexer-se, mas sabia poder controlar ela desde que não estivesse com fome. Você não me dominará hoje ou amanhã, pensei, eu sou mais forte que vós. Uma sensação de satisfação me tocou... A humanidade que eu lutava para proteger podia me salvar de meu próprio monstro e mantinha-me consciente do que fazer ou não naquela triste situação. Uma criança capaz de enfrentar o próprio monstro com determinação e cuidado, uma criança disposta a entregar o mundo a uma única pessoa.

    -- Não estou tentando te enganar, Odin. E devo dizer que não sou igual a ele, nunca estive nem próxima de ser ao menos parecida. Ainda existem coisas mais importantes que o dinheiro ou poder para mim, existem ainda pessoas que eu quero manter seguras. Nós dois sabemos que a única preocupação de William é com ele mesmo e mais ninguém. Minhas emoções são o único motivo para estar com ele. Não sou capaz de apaga-lo da minha vida, mesmo quando quero fazer isso.

    A dureza se refletia em meus olhos e um pouco em minha voz. Eu era terrivelmente diferente de William, memo que desejasse ser igual a ele em muitos aspectos... Eu quase era humana. Ainda era uma frágil criança apaixonada e ligada profundamente ao seu objeto de paixão. A cada vez que pensava nele, ficava no mesmo ambiente que ele, dormia na cama com ele ou mesmo me entregava a William, a ligação parecia ficar mais forte. Não guardava rancores daquilo, mas todos os dias me questionava o porquê de eu continuar se aquilo me feria tanto. Mas de que adiantava me preocupar agora com tudo isso se logo me esqueceria e me lançaria nos braços de William, implorando para que ele me tomasse para si e me usasse para realizar seus planos e desejos? Era irracional lutar contra aquilo, então por que uma parte de mim ainda queria?

    -- Não tenho garantias se estarei segura ou algo próximo disso lá e odeio riscos desnecessários. Já vivemos em tempos sombrios demais para arriscar.

    Uma voz em minha mente riu e me lembrou que eu transava todas as noites com um ancião e depois dormia nos braços dele. Mas aquilo era diferente... Não iria a lugar nenhum com aquele homem. Instintivamente, evitei olhar diretamente para seus olhos e mantive-me alerta. Recordei-me que havia dito anteriormente sobre ter um compromisso e da suposta ameaça de meu avô. Não era de tudo mentira. Meu orgulho e ego exigiam que eu fizesse algo, mas ainda não era a hora. Minha vingança teria que esperar o momento certo. Quando fosse a hora, cada pequeno sentimento trazido pela humilhação seria satisfeito. Também haviam coisas mais urgentes a serem feitas naquele momento. Não perderia mais tempo ali com aquele homem.

    -- De todo modo, sou aguardada em outro lugar. Se os senhores me dão licença, tenho que ir ao encontro de meu avô. Tenham uma ótima noite e bons negócios, Stormborn.

    Levantei-me com calma da mesa e me virei, ainda alerta aos movimentos deles. Deixei minha taça em cima da mesa e me afastei. Estava me preparando para reagir a qualquer movimentação estranha dos guarda costas dele e tratei de tentar me misturar o quanto antes aos humanos, que ainda me forneceriam alguma cobertura. Não estava com disposições de enrolar alguns humanos e convencer a fazer o que eu queria, além do mais aquilo confirmaria as palavras de Odin sobre eu ser igual a William. Minha tendência a manipulação já vinha de muito antes a ele e quem sabe possa ter sido ampliada pelo convívio, mas era, junto a minha condição de Vampira, a única semelhança real entre nós. Eram nossos único vínculos.

    Questionei-me o por quê daquele ódio todo, mas não era um assunto para divagar sozinha. Precisava achar outro táxis e urgente. Precisava sair dali o quanto antes. Assim que saisse daquele estabelecimento, me dirigiria para onde havia deixado "meu" taxista, se ainda fosse capaz de recordar o caminho. Se não fosse, me afastaria o máximo daquele maldito lugar primeiro. Iria sempre avaliando o ambiente, em busca de qualquer ameaça ou lugar para tomar cobertura.

    -- Eu te odeio, Will... Ou qualquer coisa perto disso que eu consiga... Vou me lembrar de cuidar de você mais tarde.

    Falei para o vento, revoltada. Estava com mais ódio daquele homem e da situação do que de William e eu sábia que não era exatamente culpa dele aquela situação. Mas eu tinha que reclamar um pouco e xingar. O que podia ser feito naquele momento, havia sido feito. Não enfrentaria a fera por causa de um idiota. Aquele Autocontrole de não ceder a furia era o máximo que Stormborn poderia esperar de mim. E a única coisa "boa" que receberia.

    -- Não vou esquecer isso... Podes até ter me abandonado, Pai, mas não esqueci de Vós. Gostaria de sua bênção para o que tenho que fazer e paciência para aquela outra coisa ser feita como deve.

    Nunca fui uma devota fiel, mas ainda acreditava um pouco em Deus. Havia sussurrado aquilo e ao pronunciar "aquela" me referia mais a retaliação que ainda viria do que qualquer outra coisa... Uma mulher com ódio podia ser perigosa... Uma vampira com ódio poderia ser pior.
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por John Milton em Ter Out 25, 2016 11:37 pm


    Os olhos... Aqueles olhos...

    Os olhos de Odin eram pura malicia, mas uma malicia mais animal, como se tivesse deixado de olhar para a convidada e agora vislumbrasse uma presa.

    Havia algo de animal dentro daquele homem, algo predador.

    Ele ouvira cada palavra de Dragunova, mas não demonstrara que acreditara em qualquer uma delas.

    - É uma pena que tenha de sair tão cedo agora que nos conhecemos Sra. Blackheart

    Com um movimento de uma das mãos os capangas que estavam atrás de Odin silenciosa, mas inexoravelmente cercaram a mesa isolando a ventrue do restante da boate

    Odin sorri com o canto da boca, pega sua taça, comentando em seguida

    - No entanto , eu insisto Sra. Blackheart.... Me acompanhe... Não desejo sujar o chão de sangue, dá muito trabalho para limpar depos


    Eleonor
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por Eleonor em Qua Out 26, 2016 12:15 am

    O perigo causava um arrepio em minha coluna ou algo que pensava ser isso. Ser cercada pelos capangas e aquela ameaça me deixavam bem agitada, mas conhecia um método que poderia me ajudar. Não me ocupei em fingir que era uma dama frágil ou delicada, mas sim em NÃO parecer William. Tentei parecer o máximo possível comigo mesma, parecer como uma mulher de vinte e seis anos que não gostava daquela situação, mas talvez estivesse impotente. Foi quando invoquei meus poderes, que havia herdado de meu pai quando fui transformada. Primeiro convocaria Presença para tornar ele e os capangas mais amigáveis a mim e fiquei meus olhos nos olhos de Odin, para convocar Dominação. Rezava para que desse certo e que não me ferrasse ainda mais do que já estava.

    -- Ah, vamos senhor Stormborn. Poderíamos conversar outro dia, prometo que volto quando for conveniente para ti, então porque não me libera dessa conversar hoje? William não precisa saber que te conheço e nada do tipo.

    Eu dei uma ênfase sutil na palavra libera, além de moldar a voz para algo mais gentil e doce. Percebi que minha fala não era uma mentira completa, exceto pelo fato que eu contaria para Will se saísse viva e se voltasse seria acompanhada por alguém poderoso. Desejei que meu amante ou algum aliado estivesse ali. Olhei por cima do ombro a procura de algum espaço para sinalizar e chamar atenção de alguém, rezando para me ajudarem.

    -- Mas se não houver meios, acompanho-o. Entretanto peço para que os seus seguranças ou você não me façam mal.
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por John Milton em Qui Out 27, 2016 12:00 am

    As coisas não estavam indo bem para a Ventrue.

    Odin decidira não permitir que ela deixasse o Jazz Club, fazendo com que ela tentasse uma jogada desesperada.

    Iria usar seus Dons da Noite para subjugar a vontade de seu captor. Não deveria ser dificil.

    Dragunova se concentra e destila seu veneno naquelas palavras, imbuindo todo seu poder

    -- Ah, vamos senhor Stormborn. Poderíamos conversar outro dia, prometo que volto quando for conveniente para ti, então porque não me libera dessa conversar hoje? William não precisa saber que te conheço e nada do tipo

    Era quase possível ver uma névoa de veneno e dominação saindo da boca da Ventrue e envolvendo o Humano naquele abraço psiquico. E, no mesmo instante que ela falara, os olhos de Odin Stormborn que antes era pura malicia ficaram enevoados pela sombra de uma duvida

    Dera certo? As mãos do homem se fecharam como se tivesse acabado de tomar uma decisão.

    Sim! Ele a liberaria, Dragunova decerto pensara. Quem era aquele reres humano para tentar prender a cria do Primogenito Ventrue da Cidade?

    Mas então algo acontecera. Um som que vinha da garganta de Odin, algo gorgolejante que se tornou algo lascivio e quando, enfim, batera no rosto da Ventrue era algo triunfante.

    O som de uma gargalhada. A gargalhada mais alta que Dragunova alguma vez já ouvira contra si.

    O som do verdadeiro escárnio e da humilhação. Algo dera terrivelmente errado e a personificação do erro estava ali, incorporado em Odin Stormborn, que chegava a lacrimejar

    Quando conseguira retomar o controle, Odin comenta ainda ofegante

    - Liberar? Sra. Blackheart... Não me tome por tolo... Usar esses fracos poderes contra um bardo beijado pela própria Lua?

    As palavras parecias desconexas para Dragunova. Um bardo beijado pela Lua?

    Teria seu poder cozinhado o cerebro de Odin? No entanto, ele continua

    - Senhores! Nossa convidada faz pouco de nossa hospitalidade

    Dois dos capagangas mais fortes se aproximam segurando os braços de Dragunova, para contê-la

    Nesse meio tempo, a Ventrue podia perceber que algo acontecera a Odin. Onde estava a mão direita do humano, agora havia uma garra de espesso pelo marrom que terminavam em garras afiadas como navalhas e agora seguravam o pulso da cainita com uma pressão inimaginavel

    Apesar daquela aberração, o rosto de Odin permanecia sorrindo, apesar dos seus olhos serem o retrato da fúria contida

    -Este é o meu último aviso, sanguessuga. Venha por bem, a menos que queira amanhecer retalhada, mas viva, para receber o beijo de helios



    [b]Rolagem de Dados[/b]:
    Dragunova rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para dominação que resultou 1, 2, 2 - Total: -1 Sucessos rebeliao
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por Eleonor em Qui Out 27, 2016 7:45 am

    -- Tudo bem, vamos.

    Um lobisomem. Aquilo parecia explicar o odio que ele sentia por Will e, pensando bem, acho que "igual a ele" podia sim ser aplicado a mim. Tentei controlar minha raiva daquele homem, mantendo a expressão o mais neutra possível. Teria sido melhor se eu nem tivesse entrado naquele maldito lugar - que eu teria evitado se soubesse dos lobisomens que haviam  ali. Ou pelo menos teria evitado aqueles três, pego o que eu queria e ido embora o quanto antes. Mas agora a desgraça estava feita e evitar um confronto com aqueles homens. Se antes eu já não via chances de vencer, agora via menos chances ainda. Em minha mente, tomei a anotação mental de que aquilo ia mesmo ter uma volta no futuro.

    Por que, diabos, ele insistia tanto que eu os acompanhasse? Sabendo que evidentemente ele odiava Will e aparentemente a mim também, era lógico que eu não quisesse ir e parecia dar menos trabalho se livrar de mim lá fora do que em qualquer lugar ali dentro. Com exceção do fato que eu poderia ter aliados lá, mas considerando que eu sempre trabalhava sozinha...
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por John Milton em Sex Out 28, 2016 7:42 am

    O aperto no braço de Dragunova parecia um torniquete.

    Odin Stormborn aplicava tal pressão no braço morto vivo da Ventrue que uma tentativa de fuga poderia acabar, no minimo, da fratura do osso.

    Agora ela podia entender o porque que os capangas de Odin o cercaram, não era para evitar sua fuga, mas disfarçar a transformação do metamorfo.

    Surpreendentemente ela não mostrava medo, diante da possibilidade de ter diante de si uma máquina de matar que, de uma hora para outra, poderia ter garras, dentes, força descomunal e mais de 3 metros de altura e Odin percebera isso na expressão da Ventrue.

    Ele a olhava com tamanha incredulidade

    - Tudo bem vamos?, ele arreganha os dentes em um sorriso animal, torcendo o braço da cainita enquanto se levantava

    - Sra. Blackheart terá bastante tempo para mostrar essa presença de espirito em meu "escritório"

    De pé, ele era um pouco mais alto que Dragunova e estava às suas costas torcendo seu braço.

    Ele dá uma olha de relance para seus homens, ela agora podia contar, eram 6 no total, e com ar irônico ele comenta

    -Tudo bem... Vamos

    Continua em Camarote Reservado

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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por Luxi em Sex Nov 04, 2016 9:05 am

    Betty chegou à boate procurando pela mulher descrita em seus arquivos. O que sabia sobre ela nesses arquivos além de seu sobrenome e roupas?

    Desistiu logo de procurar a olho nu e foi até o barman do lugar perguntando por ela.

    - Boa noite, eu estou procurando uma amiga... Ela é incrivelmente bonita e está usando um vestido longo com mangas compridas (ou qualquer que seja a descrição no relatório)
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por John Milton em Sab Nov 05, 2016 5:27 pm


    O Jazz soava alto quanto a Nosferatu entrava naquele pequeno antro de perversão nos seio de Manhattan.

    Os homens não lhe relegavam uma olhadela sequer...

    As mulheres lhes desprezavam.

    Betty rodara durante algum tempo a procura de uma mulher com aquela descrição, mas sem qualquer sucesso.

    Após algum tempo ela desiste.

    Alguém poderia tê-la visto e por que não o Barman?

    Ela desvia de mais algumas pessoas e chega ao bar



    O homem não lhe da muita atenção, visto que atendia aos demais clientes

    Após algum tempo ela a responde, abrindo os braços, indicando a generalidade dos clientes

    - Querida... Metade das mulheres desse Clube estão nessa descrição....



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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por Luxi em Sab Nov 05, 2016 9:49 pm

    Betty achou estranho que embora tivesse falado a descrição que estava no relatório o homem não tinha entendido. Mas às vezes ele estava de ma vontade mesmo. Coitado, trabalhava tanto...

    - Ruivos não são exatamente comuns no mundo... dessa você não esqueceria mesmo.. tem certeza que nenhuma ruiva chamou a atenção de todos por aqui?
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    Re: O Cocobongo - Manhattan

    Mensagem por John Milton em Ter Nov 08, 2016 8:06 pm

    O Barman estudara a Nosferatu por um breve momento, enquanto o jazz rolava e os humanos se embrenhavam um por dentro do outro, como se aquela fosse a última noite de suas vidas.

    Ele larga os copos e questiona

    -Uma Ruiva?

    Ele projeta seu corpo para frente do balcão e continua

    - Talvez tenha havido... Essa moça tem nome?

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    Re: O Cocobongo - Manhattan

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      Data/hora atual: Qua Nov 22, 2017 12:43 pm