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    Sumidouro do Diabo - Brevala

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    Shmul
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Qua Nov 23, 2016 2:14 pm

    Cortangulo ouviu as palavras de Brevala e seus olhos se encheram de lagrimas. Talvez os olhos do adolescente já estivessem mareados, pois ele parecia estar sempre com algum tipo de alergia que atacava tanto nariz quanto os olhos – Mas, mas... deixe-me lhe ajudar! O que você vai fazer hoje? Juro não atrapalhar! – Ele então deu uma sonora aspirada na tentativa de desobstruir as fossas nasais.

    Geovanna quase engasgou com o café que bebia quando foi questionada por Brevala e demorou alguns segundos para focar os olhos no investigador que pode reparar que o rosto da moça havia corado – É verdade. Meus pais estão tentando negociar a casa, pois noticias estão surgindo de que os fantasmas dos assassinados estão assombrando a estalagem e a região, mas eu não acredito nisso. E eu não entro no “O Leão de Prata”, senhor Brevala, pois é um lugar de luxuria e fornicação.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Sex Nov 25, 2016 8:14 pm

    Brevala olha horrorizado para aquele filho do demônio das fossas fétidas e pensou em um parentesco com alguma gosma verdejante. Definitivamente não havia motivos para ter que aturar aquela feiura e aporrinhação andante.
    - Cortangulo, sua presença iria me distrair, em um momento que necessito do máximo de concentração possível, apressou-se Brevala em responder.

    Voltando sua atenção para Geovanna, o investigador ouve com bastante interesse sua fala. Tinha as feições suaves, e achava engraçado como corava agora, embora em seu momento intimo tivesse revelado ser bem desenvolta. Vai entender...
    - Acredite em fantasmas sim Geovanna, eles existem... Há muito mais neste mundo que simples lendas e estorinhas para fazer as crianças serem obedientes. O mal circunda, e somente o poder do novo deus poderá nos proteger...

    Brevala acena com a cabeça, absorto em seus pensamentos. Sim senhor, tinha que ir ate o “Leao de Prata” para tirar esta historia dos fantasmas a limpo.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Qua Nov 30, 2016 5:01 pm

    Cortângulo deu um guinchado estranho de tristeza e saiu cabisbaixo em direção à cozinha, enquanto vários dos iniciados que estavam sentados à mesa concordaram com as palavras de Brevala sobre fantasmas e fizeram o símbolo do Novo Deus na testa.

    A manhã estava especialmente fria e quando Brevala estava partindo para sua investigação Geovanna veio apressada para lhe entregar outro casaco e uma carta – Entregue esta carta apenas para minha mãe, por favor. E o casaco era do meu irmão e estou dando para você. Ele é bem quente e vai te proteger. Boa sorte nos seus afazeres! – deu um rápido beijo em seu rosto e voltou para dentro do casarão.

    ***

    Brevala atravessou parte da cidade percorrendo ruas de cascalho e depois de paralelepípedo até a área mais abastada da cidade. A cidade definitivamente era outra durante o dia, que apesar o frio se mostrava bastante viva.

    Não foi difícil encontrar a estalagem “O Leão de Prata”, pois Brevala já havia passado na frente, e visto que era uma edificação imponente de 3 andares feita em pedra, madeira, tijolos vermelhos e possuía dois enormes leões apoiados cada um em duas patas formando um enorme arco na fachada frontal do estabelecimento. Os ditos é que aqueles leões eram realmente feitos de uma liga muito próxima da prata. Talvez por isso os dois rabos dos leões estavam desaparecidos e dois lanceiros em armaduras espalhafatosas faziam guarda do lado de fora da luxuosa estalagem.

    A movimentação naquela região era pequena comparada à periferia, mas o investigador pode ver uma carroça fechada e também luxuosa entrar no que parecia uma “garagem” que foi aberta por um serviçal. Essa estrutura era incorporada à estalagem, provavelmente servia para dar discrição a alguns frequentadores.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Sex Dez 02, 2016 11:38 pm

    Brevala, parado em frente do “Leao de Prata”, observa o vapor de agua sair de sua própria boca ao entrar em contato com o ar frio da manhã. Ele se aconchega no calor do casaco oferecido por Geovanna, e no bolso da roupa sente com a ponta dos dedos a carta que deveria entregar para a mãe da garota. O investigador volta seu olhar para a estalagem, que era definitivamente luxuosa, tal qual as outras edificações nesta parte da cidade.

    Brevala se pergunta se a casa de Geovanna também seguia o mesmo estilo do “Leao de Prata”, e o motivo da garota estar no casarão da ordem como iniciada, podendo ao inves disto estar vivendo uma vida na nobreza local. A curiosidade fez com que Brevala se dirigisse a casa indicada por Geovanna, com o proposito de entregar a carta e conversar com os pais da iniciada.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Seg Dez 05, 2016 3:28 pm

    O endereço estava no verso da carta de Geovanna, por isso não houve dificuldade em encontrar a residência. O casarão ficava a uns 50 metros do “O Leão de Prata” e era cercado por um muro de 2,20m de altura com um trecho da frente em gradil de ferro com um portão encostado em uma pequena torre/guarita de guarda. Dentro do pátio, por entre o denso arbusto que cobria parte da visão, Brevala pode ver, também, mais duas estruturas mais simples de madeira. Uma parecia ser um pequeno estábulo/armazém e a outra tinha o aspecto de uma simples casa de madeira da distancia onde estava.

    Assim que se aproximou do portão de entrada, que estava aberto foi indagado por um dos dois guardas que estavam por ali. Não possuíam nem de perto a pose dos Lanceiros plumosos do “O Leão de Prata”, mas ainda assim possuíam armas afiadas.

    - Alto lá! Esta é a propriedade de Sir. Rothschild. Identifique-se e diga à que veio. – perguntou o guarda enquanto se escorava na alabarda que segurava.

    A carta estava destinada à Lucélia Rothschild, como pode ser visto no momento em que Brevala procurou pelo endereço.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Qua Dez 07, 2016 5:50 pm

    Brevala se admira com a imponência daquela propriedade, definitivamente Geovanna vinha de uma família bem abastada. Ao se aproximar do portão ele cumprimenta os guardas, mantendo o olhar fixo em nas alabardas.
    - Bom dia, guarda. Meu nome é Brevala Bregoc, fiel seguidor do Novo Deus. Venho a mando de Geovanna Rothschild, com o intuito de entregar uma carta sua para a sua mãe, Lucelia Rothschild – diz Brevala, mostrando de longe a carta, sem no entanto permitir que o guarda a toque – Em mãos somente.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Qui Dez 08, 2016 9:06 am

    - Pois senhora Lucelia esta grávida e não passa bem. Tenho ordens do próprio senhor Rothschild para que ninguém perturbe sua senhora. Se quiser deixar a carta eu entregarei ao senhor Rothschild e se ele achar conveniente entregará para dona Lucelia – o guarda observava os armamentos de Brevala, que carregava um machado e um escudo de madeira, e ao mesmo tempo usava um casaco elegante, apesar de um pouco velho.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Ter Dez 13, 2016 6:43 pm

    A proposta do guarda não lhe agradou, pois não havia garantias que seria entregue a Lucelia, sem contar que seu marido iria ler a carta com certeza. Teria que encontrar outra maneira para fazer a entrega.
    - Muito obrigado guarda, sei que esta apenas fazendo o que lhe foi ordenado. Passar bem! – diz, e então se afasta.

    Brevala procura por algum local próximo, onde pudesse ficar escondido observando a movimentação pelo portão. Se tivesse sorte, a própria Lucelia poderia sair por ele. Mas o investigador se contentaria em seguir alguma serviçal que saísse da casa.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Qua Dez 14, 2016 1:53 pm

    O local se mostrou movimentado com a entrada e saída de várias carroças. A maioria entrava vazia e saia com alguns caixotes, outras com sacas do que pareciam ser aveia, cevada e maçã. Talvez, com agilidade e um pouco de sorte conseguisse entrar escondido em uma das carroças.

    Enquanto observava o local ele pode ver uma senhora, que com certeza era empregada, caminhando pelo pátio em direção ao portão de saída. Ao que tudo indicava estava indo a uma mercearia, apesar do frio que fazia, pois estava com uma cesta de palha com um pano florido por cima.

    Conforme o sol foi se mostrando pela manhã a temperatura começou a ficar mais suportável, e não se via nenhum sinal de neve na cidade.

    Off:
    Caso queira entrar escondido em uma das carroças, pode rolar um furtividade CD: 10.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Ter Dez 20, 2016 10:24 am

    Ao notar a entrada e saída de varias carroças, Brevala cogitou talvez em se utilizar de uma delas para entrar na casa. Certamente havia o risco de ser descoberto... Valeria a pena se arriscar de tal modo por uma simples carta? Não era uma questão de vida ou morte, e se fosse, Geovanna teria lhe falado.

    O investigador resolveu aguardar um pouco mais, e viu uma empregada saindo pelo portão. Ah, esta era a sua chance! Depois de aguardar alguns instantes, o suficiente para que ela ganhasse uma distancia da propriedade, Brevala saiu de seu esconderijo e a seguiu pelo caminho.

    Ao ver que ela entrava numa mercearia, o herói entrou logo após. Aguardando o melhor momento, esperou, até que a senhora terminasse suas compras. Então fazendo uma expressão facial de reconhecimento, ele se aproxima e diz:
    - Desculpe incomodar, mas a senhora trabalha na casa dos Rothschild, não trabalha? A senhorita Geovanna fala muito bem da senhora... Desculpe, minha memoria não esta muito boa, qual a sua graça?

    Brevala acompanha a empregada por boa parte do caminho, falando sobre amenidades. Então um quarteirão antes de chegar na propriedade, diz:
    - Então, Geovanna pediu para entregar uma carta diretamente para sua mãe, dizendo que seu pai não podia ver de jeito nenhum... Deve ser coisa de mulheres, a senhora sabe como é... Poderia fazer o favor de entregar a carta?

    Off: Independente da resposta, Brevala da esta parte da missão como encerrado e volta para a estalagem “O Leao de Prata”, para tomar uma cerveja e observar o interior.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Ter Dez 20, 2016 2:32 pm

    A senhorinha ficou surpresa com a abordagem e informou que trabalhava há muitos anos na casa dos Rothschild, porém ao tocar no nome de Geovanna ela gaguejou para responder – Ah, a... senhorita Geovanna? Sim, ela é uma pessoa maravilhosa, de bom coração. Sinto muita saudade dela, mas para infelicidade de dona Geovanna e dona Lucelia o senhor Rothschild é um homem duro de lidar. Eu me chamo Dalva, e qual o seu nome, senhor?

    Enquanto falavam sobre amenidades Dalva respondia com animação e risadas sonoras, mas quando foi incumbida de entregar a carta, seu semblante ficou sério e preocupado – Farei isso, meu senhor, gostaria que fossem apenas “coisas de mulher”. Infelizmente não posso me prolongar, pois tenho afazeres – ela rapidamente enfiou a carta dentro da cesta e parece ter pressa em encerrar a conversa e entrar.

    Era claro para Brevala que algo de estranho estava acontecendo pela maneira como Dalva se comportou.

    Off::
    Caso resolva extrair outras informações de Dalva você deve fazer um teste de Persuadir/Interrogar e para essa situação com um Boom. CD 10.

    Caso resolva continuar para "O leao de Prata" me informe em Off que farei outro POST.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Sex Dez 23, 2016 10:26 am

    A mudança de atitude de Dalva soou muito suspeita para Brevala, certamente a missão de entregar a carta era algo um tanto mais complexa do que parecia ser. Embora não quisesse se atrasar mais para investigar a estalagem, precisava saber mais sobre o que estava acontecendo na casa dos Rothschild.

    O investigador segura o braço da serviçal de maneira não forçosa, mas firme.
    - Sinto que me esconde algo, Dalva. Desculpe se estou sendo muito direto, mas sou muito amigo de senhorita Geovanna, e gostaria de ajudar no que for possível, caso haja algum tipo de problema.

    Off: Brevala disse seu nome para Dalva, e vou rolar o interrogar.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Seg Dez 26, 2016 10:15 am

    A maneira firme como foi segurada e o olhar agudo que recebeu fez com que Dalva se abrisse para o investigador, que foi usando de técnicas de interrogatório para conseguir extrair o máximo de informação:

    "– Senhor Brevala, eu não deveria lhe contar essas coisas, pois se o senhor Rothschild souber eu não sei o que pode me acontecer, mas, mas... bem, a dois anos e meio, Giuseppe, o irmão de Geovanna foi morto em combate. Ele quem herdaria as terras, os negócios e os homens de seu pai, e após sua morte, o senhor Rothschild tentou forçar Geovanna a se casar com outro nobre local a fim de conseguir mais poder e um novo herdeiro.

    Acontece que Geovanna se recusou e foi expulsa de casa, e esta proibida de por os pés aqui, mas eu e sua mãe continuamos a nos comunicar com ela.

    Dona Lucelia, mesmo em luto pela morte do filho e a punição da filha, foi forçada pelo senhor Rothschild a ter um novo herdeiro, mas sem sucesso. Ele então arranjou uma jovem que pudesse dar a ele um novo herdeiro, e trancou tanto esta como Dona Lucelia no casarão já tem praticamente 9 meses, e aguarda o nascimento para apresentar a criança como sendo dele e de Lucelia.

    Para completar essa tragédia, estou muito preocupada com a saúde da criança que esta para nascer e da mãe."
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Qui Dez 29, 2016 12:16 am

    Brevala permanece absorto em seus pensamentos, tentando digerir todas aquelas informações. Estava explicado então a presença de Geovanna entre os iniciados, pois havia sido expulsa de casa. Quanto a atitude de Senhor Rothschild, esta era absolutamente desprezível do ponto de vista moral, mas e aos olhos do chefe da guarda? Dona Lucelia era a esposa, e para a jovem gravida poderia ate ser uma oportunidade de se dar bem na vida... Por outro lado, ambas estavam trancadas, provavelmente contra a vontade...

    Duvidas, duvidas...

    - Dalva, vamos fazer o seguinte: entregue a carta para Dona Lucelia e explique a ela que eu, Brevala, sou um amigo de sua filha, e que estou disposto a ajuda-la no que for possível. Diga que estou sabendo da situação, e que caso ela queira que eu auxilie numa possível fuga, que entre em contato comigo.

    Brevala então explica o endereço do local onde esta dormindo para Dalva e então parte em direção do “Leão de Prata”.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Sex Dez 30, 2016 4:12 pm

    Dalva concordou com a cabeça, e respirava aliviada por ter revelado este grande segredo, ainda mais para um médico e membro da Ordem do Novo Deus, além de ser amigo de Geovanna. Informações estas que Brevala contou com orgulho para Dalva durante a caminhada de volta da mercearia.

    Enquanto Dalva e Brevala começaram a tomar seus rumos uma gritaria teve inicio dentro do casarão dos Rothschild. Outra mulher veio correndo em direção ao pátio externo da residência chamando por “Dona Dalva” e dizia que “Vai nascer! Corre acudir!".

    Dalva, então, correu de volta em direção a Brevala e suplicou – Senhor, meu senhor. Ajudai a pobre garota que esta parindo. Como eu havia dito a condição da mãe e da criança não estavam normais nos últimos dias.

    Aparentemente Brevala não conseguia "progredir" e chegar ao “O Leão de Prata”. Seria o destino? A mulher dar a luz justamente após ele saber de toda a situação e enquanto ainda estava na frente da residência.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Ter Jan 03, 2017 11:06 pm

    Ao ser interrompido em sua caminhada a estalagem pelo chamado de Dalva, Brevala pensa que talvez estivesse recebendo uma mensagem do Novo Deus, para que cuidasse do nascimento desta criança. Ele acena com a cabeça e acompanha a empregada até o portão, onde se explica para os guardas.
    - Estive aqui antes como amigo de Geovanna, mas também sou médico e devoto do Novo Deus. Estou aqui para ajudar no nascimento da criança! Em nome do Novo Deus, abram caminho!
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Qua Jan 04, 2017 10:15 am

    Dalva foi até o portão buscar Brevala, que pode entrar só depois de deixar suas armas com o guarda. Enquanto os dois atravessaram o pátio, muitos berros puderam ser ouvidos, e então entraram pela área de serviço que levava tanto para a cozinha como para um quarto improvisado sem muito luxo onde estava uma bela e jovem garota em trabalho de parto.

    Algo não corria bem, pois os lençóis da cama estavam ensanguentados. Outras duas moças, provavelmente empregadas, entraram logo em seguida no quarto para auxiliar Dalva e Brevala. Até o segundo guarda, que fazia ronda, apareceu por ali, mas ficou espiando de longe.

    Off:
    Pode rolar um Medicina com 2 boons (1 pela profissão e outro pela Dalva e cia). CD = 10
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Qua Jan 04, 2017 11:43 am

    Ao encontrar aquela cena, Brevala ficou paralisado. O medico já tinha realizado partos antes, mas nunca algum com tal dificuldade. Pediu toalhas brancas limpas e agua quente, e tinha que improvisar instrumentos necessários. Suava muito, e tinha as mãos tremulas. A ajuda de Dalva estava sendo muito importante, mas Brevala temia que não fosse capaz de realizar aquele parto.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Qua Jan 04, 2017 2:03 pm

    De uma forma ou de outra o parto foi realizado. Mesmo nas pressas, mesmo sem os instrumentos necessários. A grávida desmaiou durante o parto devido às dores e perda de sangue, e no meio de todo aquele caos ela deu a luz a um pequeno menino, que não chorou... nem se mexeu. Estava vivo e “saudável”, mas parecia estar em coma. Não reagia a estimulo algum. Parecia um sonho... como o que Brevala teve no dia anterior.

    As pessoas no recinto começaram a se desesperar com a condição da criança e da mãe. Apesar dos esforços de Brevala, a moça estava morrendo, e não havia mais nada que pudesse ser feito. Ou havia?

    Apesar de toda aquela situação, a fé de Brevala em Astrid era forte e ele se pôs a rezar, e algo de especial aconteceu naquele momento. Com seu espírito ungido de “graças e bênçãos” (pelo menos era o que ele acreditava ser) ele sentiu uma sagrada conexão e então uma luz emanou de sua mão e a mulher que estava em seus últimos suspiros foi curada milagrosamente.

    Off::
    AEW! Agora ele é um PRIEST! hahahaha
    Dá uma lida e me avisa o que você vai uppar para eu editar na sua ficha.
    Depois dá uma olhada no livro ou eu posto pra você as magias de cada Tradição.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Qua Jan 04, 2017 10:48 pm

    Brevala estava desesperado, sentia que estava perdendo a vida da mãe e do filho. Suas mãos tremulas não ajudavam, a pressão era muito grande, duas vidas estavam dependendo de suas habilidades. Tudo o que havia tentado, lido em seus manuais de medicina, tudo havia falhado...

    Estava impotente. Assim como fora com seu amigo Vithas.

    Mas ainda havia uma chance.

    Brevala orou para o Novo Deus. Orou para Astrid, para que salvasse aquela criança. Se os métodos terrenos não funcionam, então que pela graça e bondade de Astrid, que curasse mãe e filho. Que Brevala fosse o condutor da fé e esperança de Astrid.

    Repentinamente a graça e benção do Novo Deus atingiu Brevala, tornando-se então um farol para a iluminação divina. Nunca antes tinha se sentido daquela maneira, em conexão tão estreita com sua divindade. E então ele sabia o que fazer.

    Concentrou-se nos ferimentos da moça, que não podia ver, mas sentir, e canalizou aquela força de vida em forma de recuperação. A sombra da morte foi se afastando, Brevala pode sentir, e com mais ímpeto aumentou o poder curativo, até que suas vidas fossem preservadas.

    Brevala sentiu um grande cansaço, pois manipular aquele poder podia ser gratificante, mas não era fácil. De joelhos, agradeceu a cura ao Novo Deus, e voltou sua atenção para a jovem e o bebe. Tristeza se formou no coração do clérigo, já que o recém-nascido não reagia. Sabia que tinha que dar a noticia, e logo dirigiu-se a mãe.
    - Você foi muito corajosa, garota... Mas você ainda precisa ser forte! Seu bebe respira e parece saudável, porem ele não chorou... Como se estivesse dormindo. Confie em mim, farei o que for possível para ajudar.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

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      Data/hora atual: Ter Dez 12, 2017 5:54 pm