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    Capítulo 1 - A Invasão

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    Gakky
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    Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Gakky em Sex Nov 04, 2016 3:27 pm

    Capítulo 1 - A Invasão

    Ainda era de manhã quando todo lugar começou a tremer e a rachar, algo estava atacando. As pessoas corriam desesperadas em busca do resgate. Enquanto isso, perto da garagem nobre, em um corredor em forma de T, um homem de cabelos verdes penteados para trás com gel, estava no centro e era cercado por três criaturas estranhas. Ele usava uma túnica elegante de cor branca e vermelha.

    Pelo lado direito deste corredor, veio uma garota (Rhaenee) de cabelos acobreados e presos em um rabo de cavalo, ela parou ao ver a confusão que se iniciava entre as criaturas e aquele homem. Junto dela vinha um guarda carregando um rapaz de cabelos loiros desacordado em suas costas. Logo um garoto (Chui) de pele escura e cabelos brancos, veio correndo pelo lado direito também e acabou batendo no guarda que carregava o jovem.

    No lado esquerdo deste corredor, um homem de farda e cabelos quase azuis, vinha correndo acompanhado de um evo (Marin). Quando o homem de cabelos verdes vê quem chega, logo fica mais tranquilo:

    - Comandante! Não podia haver hora melhor para vê-lo!

    - Conde Catlan! - Respondeu o homem de farda.

    O homem de farda parecia nervoso com a situação, na verdade todos estavam tensos, tremores, criaturas estranhas, ataques desconhecidos, tudo contribuía para aumentar a tensão naquele momento. O guarda que carregava o príncipe, o deixou deitado no chão e correu para cima das criaturas que ameaçavam atacar o conde (homem de cabelos verdes). Porém quando fez isso, uma das criaturas o atravessou no meio do corpo com suas garras afiadas, deixando o morto no chão sobre uma poça de sangue. As criaturas também começavam a ameaçar vocês que acabaram de chegar. Ao ver essa cena terrível, o comandante jogou para Marin a arma que ele tanto queria e disse:

    - Você tem permissão para lutar! Mostre de que lado está!

    De repente, lasers azuis foram ligados, fechando a passagem a esquerda e a da direita, com um aviso:

    - Sistema de proteção ligado! Para sua segurança, lasers irão conter a invasão enquanto buscam o resgate.

    -- Mapa da batalha:
    Spoiler:



    - Os bichinhos azuis são as criaturas, espero que consigam identificar os seus pjs, não ficou muito igual, porque tive que usar o que achei pela net. Mas é só para ajudar na batalha. O homem ensanguentado é o guarda morto.




    Agora todos estão na mesma cena, e todos já se viram. Do lado direito está Ray, Chui e o príncipe Gail. Do lado esquerdo está Marin e o comandante Rosso, no centro o conde (cabelos verdes) está cercado por três criaturas. Não sei se ficou bem explicado, qualquer dúvida podem falar.

    Devem ter percebido também que estamos em combate! Então quando forem postar, não esqueçam de escrever as sensações de seus personagens com a situação, e também de rolar dados, dado 10 para iniciativa, e para o ataque também se forem atacar. As rolagens devem ficam dentro de spoiler, para ficar mais bonita a visualização do tópico. Se esquecer de rolar aqui, pode rolar no tópico de dúvidas.

    Tentei fazer um mapa legal, mas as imagens de seus personagens podem não ter ficado totalmente corretas, mas é apenas para representá-los. Quando for atacar, digam para qual quadradinho vocês foram de acordo com o mapa.

    Lembrando que vocês têm direito a duas ações, podendo ser de movimento ou de ataque.
    Tsumai
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Tsumai em Sab Nov 05, 2016 7:04 pm

    Tudo estava tremendo e Chui não estava entendendo era nada, mas correu pelos corredores na tentativa de encontrar alguém que pudesse explicar o que estava acontecendo ou até mesmo uma saída, já que não lembrava mais por onde tinha vindo. Nessa correria desenfreada acabou topando com algumas pessoas e caiu no chão. Esfregou a cabeça fazendo uma careta e estava pronto para reclamar quando se deu conta do que estava acontecendo: monstros! E um conde, um guarda e mais um monte de gente... Dorga! Chui não conhecia essa gente mas mostro é monstro em qualquer lugar do universo. Fogo neles!
    - Cuidado!

    Luxi
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Luxi em Seg Nov 07, 2016 8:37 am

    Tudo que a guarda-costas NÃO precisava era que o mundo literalmente começasse a ruir naquele momento.

    - EI! Cuidado mesmo! Você quase machuou o príncipe - ralhou com o garoto que caiu no chão. Sua expressão era de extrema preocupação, então ele poderia considerar que a garota tinha agido assim por estar em desespero.

    Nesse momento, o guarda saiu para atacar as criaturas sem esperá-los.

    - Espe--!! - tentou gritar, em vão. Tinha perdido um aliado que sabia de sua situação e o que a irritava mais é que isso tinha acontecido para salvar a vida daquele Conde que ela nem confiava.

    Tinha que passar por aquelas criaturas, mas era impossível sem lutar. Mal prestava atenção naquelas outras pessoas que chegavam. Ela só pensava em derrotar os inimigos e seguir. Sentia-se em uma maratona contra o tempo e a vida de Gail estava em risco. Sacou logo suas pistolas e mirou na criatura que tinha acabado de atacar o guarda.


    Rolagem:

    Iniciativa:

    Luxi efetuou 1 lançamento(s) de dados (d10.) :
    5

    + 4

    Lutando na Ofensiva:
    +1 Ataque -1 Defesa

    Ataque:
    Luxi efetuou 1 lançamento(s) de dados (d6.) :
    3

    + 4 + 1
    (não sei se estou fazendo certo o ataque, desculpa!)
    Pallando
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Pallando em Seg Nov 07, 2016 10:54 am

    Para Marin aquilo tudo parecia ser uma reprise de seu último dia nas instalações. Acordado acidentalmente para pouco tempo depois vivenciar um ataque misterioso, mais uma vez sem saber quem, como ou o porquê. Estava levemente preocupado pela possibilidade de aquele desastre todo terminar para ele como da última vez, quase morto e colocado para dormir por tempo indefinido em uma capsula, mas sentia a coragem crescer ao imaginar esta vez como uma espécie de segunda chance.

    Não havia tirado os olhos de sua espada na mão de Rosso nem por um segundo. Até enquanto corriam para a ala nobre por conta do ataque sua vontade era a de tomar a espada, mas não imaginava-se agredindo o comandante por isso. Confiaria nele até que tivesse razões para não faze-lo.

    Agora, após correrem pelo corredor até onde um nobre de cabelo engraçado estava cercado por criaturas estranhas, se encontravam em meio a um cenário de inevitável combate. Um dos que estavam lá, provavelmente soldado pelo uniforme, mostrou-se tolo ao realizar uma ataque praticamente suicida enquanto todos observavam. Do outro lado do corredor estavam três jovens, um deles desmaiado e os outros dois prontos para atacar.

    Foi quando o Comandante Rosso lançou para Marin aquilo que tanto desejava: sua espada. O Evo foi rápido em apanha-la e mais eficiente ainda ao empunha-la, observando-a como se ela guardasse todas as respostas que precisava. Porém, infelizmente para Marin, não dispunha de tempo para perder com admirações.

    - Eu agradeço.- Respondeu calmo, aparentemente indiferente ao cenário de tensão e ainda com os olhos na espada que movia como se testasse o peso desta.

    Segurou sua arma com firmeza e visualizou os inimigos. Inevitavelmente lembrou-se da última vez que estivera em combate e de como tudo deu errado na ocasião, o que só fez aumentar sua crescente empolgação. Era hora de igualar o número de vitórias e derrotas.

    Com dois passos largos antecedendo um salto em direção aos monstros, Marin avançou sobre eles sem hesitação, desferindo um ataque vertical com a espada.

    Spoiler:
    Iniciativa:
    Pallando efetuou 1 lançamento(s) de dados (d10.) :
    9


    Postura Ofensiva: +1 Ataque / -1 Defesa
    Ataque:
    Pallando efetuou 1 lançamento(s) de dados (d10.) :
    9

    +5(ataque corpo a corpo)

    Gakky
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Gakky em Qua Nov 09, 2016 4:28 pm

    Chui podia ser jovem, mas tinha reflexos rápidos, como o bom caçador que era, ele atira com uma velocidade incrível, o projétil de seu rifle assobia cortando o ar e atingindo a criatura E12 bem no meio dos olhos. Um sangue azul espirra para todo lado e a criatura cai no chão morta. Porém havia outro excelente combatente, o misterioso evo. Ao mesmo tempo em que Chui acertou o outro adversário, Marin com destreza e velocidade avançou contra a criatura E10 e com movimentos ágeis de sua espada, transpassou o adversário ao meio, dividindo-o em duas partes.

    Quando as coisas pareciam sobre controle, a criatura F11 praticamente voa em cima de Chui e o golpeia com suas garras de exoesqueleto, causando um corte sangrento e doloroso no braço do garoto (-4 PVs). O peso da criatura sobre Chui o imobiliza no chão. Mas logo Ray e Rosso agem. Rhaenee atira com sua pistola, mas a criatura F11 desvia do tiro.

    Rosso empunha sua espada e dá um salto para perto da criatura, causando neste movimento um golpe contra a criatura F11, que é arremessada sem um braço para o lado, liberando Chui de suas garras. Duas criaturas já estavam mortas, e uma tonta no chão.  Mais um tremor forte balança todo o lugar, poeira e pedaços do teto caem no chão. O relógio de Rosso apita e dele sai o som de alguém falando:

    - Comandante Rosso! O resgate chegou! Dirijam-se para a zona de remoção!

    - Cabo - Responde Rosso ao relógio - Qual a situação da princesa?

    - Ela já foi removida comandante! Mas perdemos contato com o conde Catlan e o príncipe Gail!

    O comandante olha para todos ali presente na sala, cada um estava ainda tentando se recuperar do ultimo tremor. A criatura F11 que estava tonta, começa a balançar a cabeça para os lados quando ele responde:

    - Eu encontrei o conde e o príncipe, também tem outras pessoas que precisam ser salvas aqui. Estamos indo!

    O homem de farda se aproxima de Gail e o coloca nas costas, enquanto faz isso começa a dar ordens a todos ali:

    - Marin! Por favor, termine com a criatura ali atrás e me siga depois! Conde e vocês outros, me sigam, o resgate está próximo.

    -- Resultado da breve batalha:
    Spoiler:

    Iniciativas:

    Chui 11
    Marin 11
    Criatura F11 11 - Tonto
    Ray  9
    Rosso 9
    Criatura E10  6 - Morto
    Criatura E12  3 - Morto

    Perda de PVs:

    Chui - 4 Pvs = 11/15





    Foi uma breve batalha, apenas para começar. Se não entenderam algo, podem perguntar. No momento duas criaturas estão mortas e uma tonta que pode levantar a qualquer momento.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Luxi em Qua Nov 09, 2016 6:06 pm

    Rhaenee olhou para o garoto atingida preocupada. Não ser seu protegido, mas se falhasse drasticamente mais uma vez naquele dia, pensava em se exilar em outro planeta.

    Guardou a pistola, grata por ter aquelas pessoas por perto, mesmo aquele EVO. Era por essa habilidade que eles eram temidos, não é mesmo?

    De qualquer forma, não tinha muito tempo. Agitou-se e acelerou o passo para perto do homem uniformizado quando ele se aproximou do príncipe, ajudando a ajeitar Gail em suas costas.

    - Comandante, por favor, rápido, ele precisa de atendimento médico urgentemente - falou um tanto embolado, acompanhando-o bem de perto e ignorando o monstro restante. A vida de seu protegido era muito mais importante agora. Mais até do que a presença detestável do conde.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Tsumai em Qua Nov 09, 2016 9:15 pm

    Chui abre um largo sorriso ao ver que seu alvo foi abatido com apenas um tiro! Não era sempre que conseguia isso, mas dessa vez foi perfeito. Porém, e talvez por causa de sua falta de atenção, acabou sendo atacado por um verme que o jogou ao chão e abriu um corte em seu braço. Só esperava que não fosse venenoso...

    - Aaaii maldito!

    Por sorte Chui não estava sozinho nessa. A garota ruivinha e o cara de comandante ali conseguiram tirar o bicho de cima dele, o que o deixou aliviado. O garoto se levantou segurando o braço com uma careta, e já ia murmurar um obrigado para o pessoal, mas as coisas se complicaram e era melhor eles fugirem. Então começou a correr desenfreado, planejando se apresentar depois e pedir auxílio médico.

    "Mire nos peixes grandes. Bom, Meg, acho que tô no caminho certo..." refletiu Chui.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Pallando em Qua Nov 09, 2016 9:48 pm

    Trocou a espada de mão e suspirou com certa alegria após partir a criatura horrenda ao meio. Sentia a espada leve de empunhar e estava surpreso com o corte tão limpo, empolgado com o momento que registraria na memória como sua primeira vitória, mesmo que contra aqueles monstros.

    Quando olhou para frente e viu a última das criaturas sobre um dos jovens, pensou imediatamente em agir. Não por que se importava, pois não conhecia o jovem e até então não se importaria se ele morresse, mas por sentir-se encorajado a salva-lo. Porém, antes que agisse, a garota que estava ao lado do rapaz desacordado atacou, seguida por Rosso que avançou contra o monstro e decepou-lhe um braço e o jogou para o lado.

    O comandante apanhou o jovem inconsciente nas costas enquanto tagarelava com alguém por meio de um comunicador no aparelho de pulso. A garota juntou-se a ele, ajudando-o a apoiar o desacordado nas costas, aparentemente preocupada com sua segurança. Rosso então chamou os outros dois, o conde e o rapaz que fora atingido pela criatura, e virou-se para seguir caminho.

    Marin só observou enquanto tudo acontecia, ainda inconformado por não saber o que estava havendo. Também não retrucou, pois não se importava em ficar para trás e lidar com a criatura restante.

    - Okay.

    Com a resposta dada, Marin voltou-se para a última criatura. Pensava que deveria elimina-la rapidamente, do contrário poderia perder o grupo de vista e ficar perdido, afinal não tinha ideia de para onde estavam indo.

    Poderia repetir o ataque anterior, mas isso não teria graça. Optou por uma abordagem mais agressiva, investindo contra a criatura e a prensando contra a parede por meio da força bruta, para só então aplicar-lhe o golpe final no peito. Parecia um jeito legal de se testar contra o monstro.

    Spoiler:

    Ataque:
    Pallando efetuou 1 lançamento(s) de dados (d10.) :
    10

    Dano:
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Gakky em Qua Nov 09, 2016 11:07 pm

    O comandante prestou atenção as palavras de Ray, porém não respondeu, estava preocupado com a fuga. Assim que colocou o rapaz nas costas, seguiu em direção a saída, que era o centro do corredor. O conde também se apressou em sair de lá, ficando ao lado do comandante e ignorando os demais. Não era um caminho difícil de seguir.

    Chui acompanhava eles com pressa, enquanto pressionava o corte sangrento. Enquanto isso, Marin ficara para trás cuidando da última criatura. O evo arrisca uma manobra diferente, pressiona a criatura contra parede e a perfura no meio com sua espada. Um sangue azul borbulhante sai do corte e escorre cremoso até o chão.

    Seguindo pelo corredor, vocês veêm uma enorme cratera na parede, uma abertura para o lado de fora. Uma nave espacial de resgate sobrevoava perto dessa grande abertura. A porta foi aberta e uma rampa metálica se estendeu até o corredor onde estavam. O primeiro a correr para a rampa foi o conde. Dois soldados desceram para ajudá-los. Rosso entregou Gail para um dos soldados do resgate e disse para Ray e Chui:

    - Vão rápido! Não esperem por mim!

    Os dois fizeram como a ordem, até porque ficar para trás não tinha sentido agora, e Ray não se afastaria de Gail. De repente mais um tremor e um som estridente ecoou por todo lugar. A rampa metálica também tremeu, mas não perderam o equilíbrio. Porém por segurança, tiveram que começar a recolher a rampa, para que o príncipe chegasse em segurança a nave, era umas da regras do planeta Primus. Rosso não subiu ainda, mesmo que a rampa já tivesse perdido o contado com o corredor. Ele ficou esperando por Marin. Quando o Evo chegou, várias outras criaturas apareceram vindo pelo corredor de onde estavam.

    - Vamos embora! - Gritou o comandante para Marin.

    Rosso pulou para a rampa que já estava há um metro de distância e estendeu a mão para que o evo a pegasse. Marin conseguiu agarrar e subir a bordo da nave. Quando já estavam dentro do veículo, podiam olhar pela janela e ver o que estava acontecendo. Um enorme monstro atacava o lugar de onde tinham saído (Palácio de Verão), destruindo-o como se fosse um brinquedo! Todos ficam surpresos com a cena, o comandante Rosso parecia pensativo e preocupado ao ver tudo isso. Ele socou a parede da nave com raiva. O lindo e luxuoso palácio, estava agora todo em ruínas.

    Imagens:


    Monstro gigante:



    Palácio (antes de ser destruído):


    A nave de resgate voava agora para outro destino, dessa vez, mais seguro. Dentro do transporte, dois homens se ocupavam em colocar o príncipe em uma maca. Esta nave de resgate tinha um espaço reservado para enfermaria. O interior era todo feito de aço escuro, a cabine do piloto estava separada. Na sala onde estavam, que era a que dava para a abertura (agora fechada), havia algumas poltronas presas as paredes. Um soldado de resgate, que estava dentro da nave, comenta com o comandante:

    - Que bom que conseguiram resgatar o conde e o príncipe!

    - Sim, mas não compreendo. Temos tanto poder militar e não prevemos algo assim... Não faz sentido...

    Depois de questionar, o comandante lança um olhar para Marin e comenta rapidamente:


    - Bom trabalho.


    Depois diz para Chui:

    - Vai ter que fechar esse corte.

    Em seguida vai até Ray e o príncipe, que estava sendo colocado em uma maca, e pergunta:

    - Pelas suas roupas, parece ser a guarda costas dele. O que houve com ele?

    Enquanto isso, um homem de jaleco branco sai de um porta e se aproxima de Chui com algumas bandagens dizendo:

    - Sente-se, vou cuidar disso. Sente mais algum outro sintoma além do corte?

    O conde se ocupou em sentar nas poltronas, parecia aliviado de ter sido resgatado e não perdeu a elegância ao falar:

    - Foi um dia terrível, mas que bom que os encontrei em meu caminho. Eu teria sido devorado por aquelas criaturas. O que fizeram lá com aquelas criaturas foi incrível! Mas é uma lástima ver que o jovem príncipe está desacordado. Como pode ter acontecido algo assim? Deveriam ter tido mais cuidado...
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Luxi em Qui Nov 10, 2016 8:28 am

    Rosso não precisava nem pedir para que a menina corresse atrás de Gail sem esperar por mais ninguém. Em uma situação mais normal, teria ajudado o rapaz e pele negra, mas no momento só queria livrar-se daquela esmagadora culpa. Pediu ao homem que carregava o príncipe para ter cuidado e alertou mais uma vez que ele precisava de atendimento urgente.

    Olhou para trás ao ouvir o barulho. O que acontecia lá fora agora refletia muito do desespero que continuava dentro dela. Ficou aliviada um pouco ao ver que o evo e o comandante tinham conseguido acompanhá-los. Eles tinham ajudado bastante, seria muito triste se ficassem para trás.

    Quando achou que finalmente poderia ficar tranquila de ver o príncipe em boas mãos, aquela... coisa horrível apareceu na janela. Tapou a boca, assustada, e olhou para o chão, sentindo-se impotente e muito pequena.


    Tremeu. Desejou com todas as forças que aquelas criatura não fosse atrás deles ou estariam todos mortos. Nenhum estudo poderia prepará-la para ver uma criatura daquelas, quem diria enfrentá-la. Mesmo sabendo pilotar um robô e tivesse feito algumas simulações holográficas, ver aquilo tão de perto era muito assustador. Não conseguia deixar de sentir-se parcialmente culpada também, por ser parte da segurança do príncipe e, por consequência, deveria estar preparada para defendê-lo de algo assim e, no entanto, tinha falhado com algo infinitamente menor.

    Quando o comandante falou com ela, estava com um olhar perdido, para o chão.  A emoções que a dominavam sempre a atrapalharam em tudo, mas não reconhecia que era esse o problema, então só sentia o peso de sua incapacidade. Olhou o comandante com um visível medo no rosto, misturado com culpa. Foi difícil até para afirmar com a cabeça que era de fato uma guarda-costas. Ali parecia só uma menina. Tinha tanta vergonha de contar o erro estúpido que cometera porque estava preocupada demais com ciúme...

    - Ele... Eu...

    A fala do conde não a ajudou nem um pouco. Ela trincou os dentes. Teve vontade de pular junto dele para dar de comida para o monstro, mas também não resolveria nada. Ainda não tinha acabado sua função de tentar ajudar Gail. Respirou fundo e encarou o comandante com uma expressão bem séria e profissional, embora a voz estivesse um pouco embargada e seus olhos brilhassem.

    - O príncipe foi envenenado. O conde tem razão. A culpa foi inteiramente minha. Não fiz o meu trabalho e deixei de checar as frutas que estavam em seu camarote. Foi um atentado.


    O corpo de Ray estava duro como um soldado. Talvez fosse um exagero, mas era sua única forma de tentar conter aquela onda de sentimentos ruins dentro dela.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Pallando em Qui Nov 10, 2016 9:59 pm

    Com a última criatura executada sem apresentar resistência, Marin colocou-se a correr para alcançar os outros, batendo a espada no chão durante o caminho em uma tentativa ignorante de tirar o sangue azul dela. Aquela porcaria estava sujando sua arma.

    Antes que chegasse até o lugar onde uma nave de resgate esperava todos, foi surpreendido por outro tremor que o fez dar alguns tropeços e se apressar para deixar logo aquela estrutura. Mas a maior surpresa foi encontrar Rosso à sua espera, mesmo já tendo embarcado todos os outros na nave. Naquele momento, Marin sentiu-se feliz por ter confiado no comandante até ali.

    O Evo saltou e agarrou a mão do aliado, sendo puxado para a segurança da nave de uma vez. Logo em seguida, ouviu o som de destruição que o levou a olhar para trás e, com sérias dificuldades de acreditar no que via, observou enquanto um gigantesco monstro terminava de destruir toda a estrutura como se não fosse nada.

    - O que é aquilo?- Não pôde evitar a pergunta. Ainda mantinha sua costumeira calma e inexpressividade facial, com exceção dos olhos pouco arregalados pelo espanto. Não imaginava que aquele tipo de ser existisse.

    Até quando os outros já haviam assimilado tudo e a abertura da nave já se fechara, Marin permaneceu olhando na mesma direção. Seria ele o individuo mais azarado do universo? Onde quer que acordasse parecia haver um ataque arrasador à sua espera, e tudo isso dificultava seu entendimento das coisas.

    Só voltou-se para os outros ao ouvir Rosso parabeniza-lo. Já sentia que tinha uma dívida de gratidão enorme para com o comandante, pois este literalmente havia salvo sua vida ao libera-lo tão facilmente e ainda havia lhe confiado a espada em uma situação extrema.

    - Disponha da ajuda. Ainda lhe devo, Rosso.- Não fez questão de usar o "comandante" para falar com ele. Títulos não eram interessantes, então decidiu-se por chamar as pessoas pelos nomes e nada mais.

    Olhou para os lados, analisando o lugar e principalmente os outros com quem havia escapado da morte certa. Por alguma razão, sentia que o rapaz ferido pela criatura estava tão perdido e deslocado ali quanto o próprio Evo, enquanto o "apagado da maca" parecia ser alguém muito importante para todos, especialmente para a garota uniformizada.

    Ela manteve o olhar perdido no chão enquanto ouvia Rosso, aparentemente sentindo-se pressionada de alguma maneira, talvez frustrada ou envergonhada com algo. Marin ainda não tinha experiência em tentar ler as pessoas. Logo depois homem de cabelo engraçado tagarelou a respeito do que todos já sabiam e então, finalmente, a fala da garota deu à Marin algumas respostas.

    Ao menos agora sabia que o homem ali era um conde, o rapaz na maca era um príncipe e a jovem que falava deveria ser algum tipo de protetora.

    - Preciso de mais.- Disse repentinamente antes que qualquer outro lhe roubasse a chance. Mais uma vez, não escondia o tom até autoritário na voz, porém o fazia como se não percebesse que isso poderia incomodar os outros.- Preciso de mais informação. Para onde estamos sendo levados?
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Tsumai em Qui Nov 10, 2016 10:58 pm

    Chui corria o quanto podia pelo corredor largo e trêmulo rumo ao que esperava ser uma luz no fim do túnel que garantisse um pouco de segurança. A ferida no seu braço ardia e não parava de jorrar sangue, mas não tinha muito tempo para focar nisso no momento, tinha que se focar para que seu eu desastrado não atrapalhasse as coisas. Quando viu a nave pairando próxima ao castelo, não precisou nem do aviso do militar para saber o que tinha que fazer: saltou imediatamente para o interior do veículo, quase tropeçando e batendo com o braço machucado no chão.

    - Ufa... - murmurou soltando o ar dos pulmões.

    Então ele olhou para a janela e viu a imensa criatura que devorava o castelo e o fazia em pedaços. Sim, Chui já vira várias criaturas de vários tamanhos, mas esse daí superava tudo. Olha o tamanho daquilo! Por breves momentos o monstro tomou toda a sua atenção e mal pode perceber o que havia à sua volta; temia também que em algum momento a criatura pudesse perceber a nave e tentar atacá-la, mas o bicho aprecia feliz destruindo seu castelinho de areia. Quando se afastaram, pôde então ver que todo mundo que estava lutando contra os "filhotes" lá no corredor estava ali, inclusive o evo. Chui geralmente é muito falante, mas diante de tanta gente da realeza, ele, estando em trapos, preferiu ficar em silêncio (que não duraria muito).

    "Caramba, eu estou numa nave com um príncipe, um conde e um evo! Quais as chances disso acontecerem novamente?"

    Chui se distraiu tanto que mal reparara na pergunta do que parecia ser o médico da tripulação.

    - Ah... Nada mais acho eu, um pouco ardido... AII! Cuidado aí cara! - gemeu Chui fazendo uma careta enquanto bolhinhas de lágrima se formavam no canto dos seus olhos. - Mas por que a pergunta? Acha que tá envenenado? O bicho botou ovinhos aí dentro? Eu não vou morrer vou?

    Vendo que parecia ainda mais criança, Chui ficou quieto, e ouviu o tal conde falar, num tom que parecia a ele carregado de sarcasmo. Não foi com a cara dele. A mocinha bonitinha ali parecia triste e pelo que ela falara em seguida bastante culpada, então não era o jeito correto de tratá-la. O garoto anotou mentalmente para tomar cuidado com o conde, parecia ser o tipo de gente que curtia uma intriga, ou que, provavelmente, tinha problemas com a mocinha.

    - Bom, eu também gostaria de saber para onde estamos indo. - disse Chui depois do evo, mas num tom descontraído. - É alguma base militar? Por que é bom dar um jeito naquele bicho gigante...

    Percebendo que talvez falara demais, soltou um sorriso constrangido e ficou em silêncio, observando.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Gakky em Sex Nov 11, 2016 3:05 pm

    A pergunta de Marin sobre o que era aquilo, não é respondida. Pois ninguém sabia exatamente o que era aquele monstro gigantesco.  Mas ele pode notar rostos confusos ao observar os outros. Quando o evo agradece, o comandante apenas assente com o olhar.

    O príncipe estava com as maçãs do rosto coradas, sua testa tinha gotículas de suor e não se mexia. Abaixo dos olhos, uma marca escura manchava o rosto quase perfeito do príncipe Gail. Apesar de tudo, Ray nota que o príncipe não perdia sua beleza nem mesmo quando estava correndo risco de vida. Ele era tão bom e gentil, não era como os nobres que desprezavam os plebeus, apesar das brincadeiras, sempre a tratou dignamente. Gail não merecia o que estava passando. Ray ainda sentia a culpa a corroendo por dentro e um medo terrível. O que aconteceria se perdesse Gail? Essas dúvidas invadem a mente dela. Quando ela fala a causa do estado de Gail, o comandante Rosso exclama espantado:

    - QUE?! ENVENENADO? Mas que...

    Antes de terminar a frase, Rosso suspira voltando ao controle de antes. Ele não culpa Ray, pelo menos não por enquanto. O comandante coloca a mão na testa, amassando seu cabelo para trás enquanto comenta:

    - Além do monstro, vamos ter que investigar essa tentativa de assassinato... O que eu fiz para encontrar tanto problema...
    Imagem do Príncipe:

    Para quem não conhece o príncipe:


    Um dos homens que estava perto da maca do príncipe, usava um jaleco branco, era visivelmente um doutor. Ele examina o príncipe e fala com Ray:


    - Envenenamento é muito grave, você disse que não verificou as frutas... Foi a fruta que o envenenou? O príncipe está com uma febre muita alta, mas temos alguns antídotos na enfermaria. Só precisamos saber o tipo de veneno, se tivéssemos uma amostra do veneno, seria tudo mais fácil. Talvez eu consiga detectar o veneno verificando seu sangue, se for mesmo a fruta posso verificar se tem algum pedaço da fruta em seus dentes ainda. De qualquer forma, teremos que levá-lo para enfermaria. Você é guarda-costas, então tem direito de ficar lá dentro ou em frente a porta. A sala é pequena, seria bom se ficasse apenas guardando a entrada. Além disso, teremos de retirar as roupas dele para que possamos avaliar seu estado melhor, então fica a seu critério se vai nos acompanhar.

    A maca é levada para dentro da enfermaria, Ray pode escolher se vai junto ou se vai ficar de guarda na porta. O Médico que cuidava de Chui passa uma pasta azul refrescante sobre o ferimento dele e pressiona para que o corte fechasse, isso dói um bocado. Era um emplasto que servia para colar a pele. Depois ele enfaixa com uma bandagem e termina o trabalho.

    - Não vai morrer, pelo menos não parece envenenado... Pronto, a hemorragia vai parar agora. Não sei se conhece, mas esse tipo de emplasto cola a pele humana, assim estamos dando uma ajuda extra para suas plaquetas. Por prevenção, qualquer sintoma diferente que sentir, nos chame. O último caso que peguei de ataque de criatura, nosso paciente explodiu por causa do veneno, mas sentia náuseas antes.

    O médico então sai e entra na enfermaria. Depois um dos homens do resgate ouve a pergunta de Marin e de Chui, e os responde calmamente:

    - Sim é uma base militar, só que uma base militar da realeza. Estamos indo para o Forte Estrela! Ele é responsável pela segurança de Primus. A princesa-regente quer que levemos o príncipe e o conde para lá. Devem estar decidindo agora como vão acabar com o monstro, talvez já tenha até robôs gigantes por lá.


    - Forte Estrela! - Exclama o conde - Isso é ótimo! Eu preciso trocar umas palavras com a princesa-regente.

    Quando Rosso vê que as coisas estavam sendo resolvidas com o príncipe e que não havia o que ser feito além de esperar que o médico curasse Gail, se senta então em uma das poltronas, seus ombros tornam-se menos tensos, embora ainda parecesse preocupado. Ele olha para Marin e comenta:

    - Não me agradeça ainda, a coleira ainda está no seu pescoço. Infelizmente ou felizmente, há protocolos que devem ser seguidos. Não vou poder te levar para verificar sua identidade. Mas quando chegarmos no forte, deve ter alguém que o leve. Provavelmente estarei ocupado investigando sobre a possível causa desse ataque. É realmente estranho... Nunca vimos nada parecido... E como eu falei, os radares deveriam ter notado algo. Nossa tecnologia de segurança é a mais avançada de toda galáxia, me pergunto se algum desses ataques aconteceu nos outros planetas. Espero que não. O mais estranho é que aconteceu justamente hoje enquanto  ocorria a cerimônia branca. Marin, essa cerimônia é um evento que forma os novos oficiais, estava acontecendo no Palácio de Verão quando o encontramos na capsula.

    - Sim é lamentável! - Responde o Conde - Talvez não estejamos sozinhos no universo como pensávamos. Ou talvez o sistema de segurança não seja tão eficiente e tenha que ser trocado assim como alguns guardas deveriam ser trocados...

    Para Marin a situação da invasão era estranhamente familiar, mas pelo menos dessa vez ele tinha ido além da batalha, agora poderia ver o que aconteceria depois do que sabia. Tudo era novo e desconhecido para ele. E melhor, não havia a ameaça de ser trancado, porém ainda não tinha ideia de quem era a bela jovem que lhe deu a espada. O conde parecia fingir que não notava a presença do evo. O comandante ignora o comentário do conde e se volta de repente para Chui, percebendo que não o conhecia, pergunta:

    - E você? O que estava fazendo nos corredores que são exclusivos aos nobres? Só sei que atira muito bem para ser um civil comum.




    *Se Ray decidir ir para enfermaria, ela não ouve a conversa que ocorre depois da frase que diz que a maca entrou na enfermaria.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Tsumai em Sex Nov 11, 2016 10:21 pm

    Chui se sentiu aliviado pelas palavras do doutor, apesar de um pouco assustado com a ideia de se explodir, mas talvez ele tenha falado aquilo só pra causar medo mesmo; médicos adoravam fazer aquilo, até mesmo sua irmã costumava ter essas ideias idiotas. Bom, então eles iriam para uma base militar, isso seria o máximo! Claro, seria melhor se não fosse por causa do ataque de um mostro que provavelmente matou muita gente... mas ainda assim seria interessante conhecer um lugar desses, com armas tecnológicas e tudo mais. Será que era errado pensar nisso depois de um ataque que destruíra o castelo? Balançou a cabeça e espantou os pensamentos.

    Depois dos cuidados médicos, e da dor da aplicação da meleca ter sumido, Chui se levantou e movimentou o braço para testar seus limites; parecia muito bom. Não poderia contar a Ashanti sobre o gel, ou ela ficaria emburrada. Olhou então para o cara que parecia ser o comandante e respondeu sua pergunta:

    - Bom, não sou bem um civil mesmo não. Mas não tava fazendo nada de errado! Tava lá para assistir à cerimônia por recomendação de uma amiga minha mas, precisei ir ao banheiro. Aliás, isso me lembra que a sinalização de lá não é lá muito útil, por isso topei com vocês. É sério!

    Chui percebeu que parecia uma desculpa muito esfarrapada, mas não tinha muita opção, era a verdade, só poderia torcer para que acreditassem. Pensou em comentar algo com os outros tripulantes, mas não achou que isso fosse bem visto, então aguardou a resposta do comandante.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Luxi em Sex Nov 11, 2016 10:46 pm

    Ray ouviu em silêncio o desabafo de Rosso. Ele tinha razão de ficar nervoso, mas agora que a situação começava a ficar controlada, pensava apenas no conde, que foi a última pessoa que viu antes de entrar no camarote. Mesmo assim, era uma acusação muito grave para ser feita levianamente. Qualquer um poderia ter entrado no camarote e ter feito aquela cena. Até mesmo um camareiro subornado, mas ela achava difícil culpar um empregado.

    Veio então a resposta do médico. Tudo aconteceu na pior hora possível, então antes que pudesse analisar friamente tudo, o palácio estava sob ataque. Na hora, o medo só a fez ter as reações mais instintivas possíveis, mas dessa vez não se sentia culpada, achava que era bem humano.
    Agora, era papel de um médico que atendia a realeza a desempenhar seu maior milagre. Confiava em seu ofício.

    - Eu tenho certeza de que foi a fruta, mas no momento em que ele se sentiu mal, fomos obrigados a evacuar o palácio. Deve ter restado alguma sementinha na boca dele, foi a única coisa que ele comeu nesse tempo. Se fosse algo ainda na casca, pode ter algum resquício em suas mãos?

    Fez uma reverência respeitosa com a cabeça. Queria respeitar o príncipe, aguardar na porta, mas tinha medo de deixar um estranho sozinho lá dentro. No entanto, tinha um coração bom e achava que o médico não faria uma loucura com o príncipe na presença de tantas testemunhas. Mesmo assim, arriscaria novamente pagar pra ver?

    - Eu vou ficar na sala com vocês. Mas não se preocupe, não pretendo incomodar.

    A garota seguiu para a pequena enfermaria com a dupla, mas lá dentro mostrava-se tanto aprendiz de guarda-costas quanto uma menininha qualquer. Como um cão, encostou na porta do lado de dentro e cruzou os braços. Sabia que tinha que estar ali. Porém, ainda não queria ser desrespeitosa com seu corpo, então desviou o olhar para baixo e de vez em quando voltava a acompanhar o médico, quando achava que ele fazia algum barulho estranho.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Pallando em Dom Nov 13, 2016 1:34 pm

    Sabia muito bem aonde aquilo levaria, de algum modo sentia que sabia. Sua desconfiança começou quando ouvir que seria levado para uma base militar e cresceu ao lembrar-se da coleira metálica em seu pescoço. Não era um poço de experiência, mas já tinha alguma noção de como os humanos encaram os tipos como ele, algo como "prendam-no e o analisem, mas soltem-no quando formos atacados ou precisarmos dele".

    Obviamente haviam exceções, como o próprio Rosso que o libertara e a jovem que o colocara na capsula, assim salvando sua vida, mas a maioria parecia ser como o homem de jaleco que estava com Rosso antes ou as várias pessoas das instalações em que fora criado, que continuaram correndo e o ignorando mesmo quando sangrava sem o antebraço.

    Não guardava rancor para com essas pessoas, mas era esperto o suficiente para preferir evita-las. Exatamente por isso sabia que precisava se preparar para quando Rosso não estivesse mais por perto para intervir, e se possível livrar-se logo daquela coleira.

    Marin quase não se deu conta de que príncipe e sua protetora haviam sido levados para a enfermaria, mas parou de pensar em seus planos e ouviu bem quando o outro rapaz, aquele que fora atacado pela criatura antes, explicou sua presença ali na nave.

    Diferente do que seria comum, achar que fosse de fato uma desculpa esfarrapada como os outros provavelmente achariam, Marin não duvidou. Não tinha boa noção para isso, então a história do rapaz parecia verídica para o Evo.

    - Uau...se não tivesse ido ao banheiro naquela hora e se não fosse pelo sistema de sinalização ruim, você estaria morto agora.- Disse sendo ingênuo, sem se dar conta do quanto aquilo soava suspeito para os outros. Dentro dos limites de sua "esquisitice" estava mais descontraído também.- Isso é legal mesmo.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Gakky em Seg Nov 14, 2016 1:34 pm

    -----> Cena da sala de resgate: (sem Rhaenne)

    Depois da resposta de Chui, Rosso solta um riso discreto e responde:

    - Ok, vou tentar acreditar. Mas não me disse ainda onde aprendeu a atirar daquele jeito. Mas pela sua cor eu diria que veio de Locus. Vamos garoto, me diga o que é. Estaremos prestes a entrar em um forte de segurança máxima. Tudo que aconteceu foi suspeito, então eu espero que você não tenha sido enviado para matar ninguém. Então, está preparado para responder o que faz? Ou vai me deixar ter suspeitas?

    Marin parecia ter acreditado na história de Chui e responde ao garoto fazendo algumas observações intrigantes. As pessoas que estavam na sala começam a olhar esquisito para Marin. Embora o conde evitasse qualquer contato visual com o evo. Já o comandante tinha o mesmo olhar firme de sempre. Passado algum tempo de viagem, Rosso olha então para Marin e Chui e começa a falar seriamente:

    - Todos vimos o que aconteceu no palácio. Tivemos uma tentativa de assassinato do príncipe e um ataque sem qualquer aviso em nossos radares. Eu já descartei a ideia do assassino ter sido a guarda-costas, mas quando o príncipe acordar, farei algumas perguntas a ele. Talvez a mocinha tenha que passar por alguma punição, tudo dependerá de como o príncipe responderá as questões.  

    - Bem colocado comandante - Comentou o conde - Eu sou um grande amigo da família real, na verdade, faço parte do sangue real. E digo que desde que soube que aquela mocinha seria guarda-costas do príncipe, nunca achei que fosse ideal para o trabalho. É importante verificar os culpados, eu espero que não, mas talvez o príncipe nem resista a esse ataque, sabemos como envenenamentos são graves.

    - Mas temos um ótimo médico, conte Catlhan - Cortou Rosso - Eu acredito que ele salvará o príncipe.  

    Rosso se vira novamente para Chui e Marin e continua o que tinha parado de falar por causa do conde:

    - Como eu dizia, nesse momento, todo cuidado é pouco. Vocês dois também terão de ser investigados. Se estiver tudo certo, poderão ser liberados. Mas entendam que é uma situação delicada para todos nós. Talvez tenham atacado até mesmo os outros planetas.

    Quando o comandante fala dos outros planetas, Chui sente um receio no coração e começa a se perguntar se teriam atacado seu planeta Locus. Também lembra que sua irmã estava lá. Depois de alguns minutos, um dos soldados de resgate se aproxima e avisa a vocês:

    - Estamos quase chegando, a princesa-regente os aguarda ansiosa. Ela espera informações do príncipe Gail. Se preparem todos para aterrissar, faltam poucos minutos.

    Depois desse aviso, o comandante se levanta de sua poltrona e informa a Marin e Chui algumas coisas:

    - Olha, estaremos daqui a alguns minutos nos encontrando com a princesa-regente. Não sei se conhecem os costumes, mas já aviso que tenham respeito total pela princesa. Marin, talvez você não sabia, mas é a princesa-regente que lidera toda a aliança estelar, que atua sobre toda a galáxia. Suas decisões influenciam não só o nosso planeta, mas toda a galáxia. Então quando a verem, façam uma reverência e não falem com ela, só se forem questionados por ela. Espero não ter nenhum incidente por parte de vocês. Quando mais agirem dentro da lei, mas fácil serão liberados. Entendido?

    -----> Cena da enfermaria: (somente Rhaenne)

    Ray decidiu que não iria arriscar novamente, então entra junto na enfermaria. A sala era pequena, no centro ficava a cama com um visor eletrônico embutido na cabeceira.


    Havia um enfermeiro dentro, que logo se mostrou útil ao doutor. Os dois transferiram Gail para a cama médica. Enquanto o médico tirava a túnica do príncipe, seu enfermeiro tirava as botas. Entregaram tudo para que Ray segurasse, ela notou que essas peças estavam úmidas, provavelmente por causa do suor de Gail, mas ainda cheiravam bem. O peito do príncipe estava cheio de manchas vermelhas. O doutor preferiu não retirar a calça dele, achou que já era o bastante. Ele examinou o rapaz com atenção, pegou amostras e colocou dentro de uma máquina. Enquanto isso o enfermeiro ligou os monitores, estes diziam o estado do paciente. A febre estava em 40 Cº.

    Rhaenne percebe que o doutor parecia tenso. Eles ligam um sistema de resfriamento da cama para ganhar tempo, tinham esperança que isso impedisse a febre continuar. Os dois ficaram investigando por  vários minutos a causa sem saber que tipo de antídoto aplicariam em Gail. Enquanto isso os monitores mostravam uma piora do estado do paciente. Gail começava a tremer.

    - Ele não vai suportar chegar até o forte - Comentou o médico com o enfermeiro - Temos que fazer algo aqui e agora!

    - Mas não conseguimos saber que tipo de veneno é esse... - Respondeu o enfermeiro.

    - Eu já vi algo parecido antes - Disse o doutor, sua testa suava - Posso aplicar o mesmo antídoto que usei em um paciente com os mesmos sintomas. Ele tinha a mesmas manchas e as condições eram as mesmas... Vamos torcer para dar certo... Esse veneno está agindo muito rápido, sinto que se esperarmos mais pode ser fatal ou haver sequelas. Temos que agir agora mesmo!

    O doutor prepara uma seringa e injeta rapidamente em Gail. Depois olham o monitor com esperança de que o estado do rapaz melhorasse. Ray ouviu toda a conversa e provavelmente estava tão nervosa quanto eles. Será que perderia mesmo o príncipe? Ela ainda segurava a túnica dele e suas botas. Os segundos que passavam de espera, pareciam horas. De repente o monitor começou a mostrar que a febre cedia, os outros estados de Gail também começaram a melhorar e seu corpo ficou calmo. O doutor respirou aliviado, olhou para Ray e disse:

    - Ele está fora de perigo. Quando ele acordar, faça o beber muita água, está desidratado, mas ficará bem. Se não fosse minhas experiências em Locus, eu não saberia como proceder, tivemos sorte.

    Se Raenee olhasse para Gail agora, veria que ele parecia mais tranquilo. De repente uma voz familiar chamou a atenção da guarda-costas, era Gail começando a acordar. Com a voz sonolenta, chamou por um nome:

    - Ray... Ray...

    Quase neste mesmo momento, um soldado abre a porta da enfermaria para fazer um aviso rápido:

    - Desculpe, só quero avisar que estaremos pousando daqui a poucos minutos.

    Logo depois, o soldado sai, mas não antes de lançar um olhar curioso ao príncipe, o que foi um pouco incomodo de sua parte.




    Obs. Sempre atualizem a página quando forem postar, para o caso de eu ter feito modificações em alguns erros que eu notar posteriormente.  Tem erro que só noto depois de ter lido várias vezes. Very Happy  Perceberam que separei o turno em duas cenas, pois estão em lugares diferentes. Espero que não tenha ficado confuso.

    E parabéns, vocês estão postando muito bem, estou animada em continuar o RPG, está sendo muito divertido para mim também. Está de acordo com os seus personagens, estou gostando de ver os pensamentos deles.
    Tsumai
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Tsumai em Seg Nov 14, 2016 9:31 pm

    Chui percebe que apesar do tom amigável do comandante, ele não tinha acreditado de verdade nas palavras do garoto. E se ouvindo assim mesmo, era de se esperar que não acreditassem, afinal, quem anda por aí num corredor da realeza com um rifle nas mãos e se passa por perdido no banheiro? Até se espantou com as palavras do evo, imaginando que talvez fosse sarcasmo da parte dele. Chui resolveu dar mais explicações sobre sua aparição no castelo, e dizer a verdade:

    - Sim, é verdade que eu estava perdido nos corredores, acredite! Bom, quando eu disse que não era civil, é por que sou o que chamam de caçador. Sabe, quando alguém precisa de algo, me contratam para isso. Sei que sou muito jovem e tudo mais masa já viajei para muitos pontos da galáxia. Mas não se preocupe, não estava atrás de ninguém da realeza! Uma conhecida me disse que seria um bom lugar pra conseguir um trabalho...

    Foi então que o Conde falou e o tom dele e cada palavra que saía de sua boca parecia confirmar ou aumentar as suspeitas de Chui. Não parecia realmente temer a morte do príncipe, e sem sombra de dúvida tinha algo contra a ruivinha que protegia o rapaz. A atenção de Chui se voltou novamente para Rosso, mas ficou espantado ao lembrar que era possível ocorrer um ataque em cada planeta, e por um momento seu coração apertou se lembrando de Ashanti, que certamente não teria a mesma preparação que tiveram para escapar. Sua preocupação foi tamanha que nem prestou muita atenção sobre a tal princesa comandante da aliança galáctica ou algo do tipo.

    "Preciso arrumar um jeito de falar com Ashanti. Droga, espero que nada tenha acontecido...".
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Luxi em Qua Nov 16, 2016 9:41 am

    Na sala, embalada pelo clima de tensão, a guarda-costas iniciante começava a ter flashes cuidadosos dos instantes antes do envenenamento.

    Fora provocada pelo conde e seu sorriso maldito não escapava de sua mente.

    Aquela maldita fita de presente nas frutas que ela pensou ser apenas um mimo do palácio para todos os camarotes...

    Como pôde ser tão idiota?

    Escolheu uma pitaya para provocar o príncipe, pois era uma fruta que ela não gostava. Nem imaginava que ele aceitaria de uma vez...

    Tudo porque se achou superior demais para fazer seu trabalho de servir e proteger Gail. Tudo porque quis ser mais do que uma funcionária e especial como a princesa Amilie...

    Idiota!

    Não era uma princesa. Era amiga e guarda-costas, mas tinha que ser mais guarda-costas do que amiga.

    Nunca passaram por nenhum problema, a não ser ter que se esconder das multidões para não gerar tumulto. Agora a vida dele estava em jogo porque tinha sido manipulada.

    Mordeu o lábio tensa ouvindo a conversa do médico e enfermeiro. Prometia ser duas vezes mais cautelosa com cada passo de Gail e, em troca, pedia para as forças do universo para que ele fosse salvo.

    Apertou a túnica e as botas contra o corpo, abraçando-as e fechando os olhos com força.

    Não se importava de saber que era odiada por pessoas sérias como o conde que não a viam como uma guarda-costas, mas isso se tornar verdade a ponto de ser um perigo a fazia sofrer.

    Nos minutos silenciosos que sucederam, lembrava das bobeiras que tinham feito antes com a desculpa de ela ser guarda-costas.

    Então a melhor voz de todas a chamou, tirando-a daquele caldeirão de angústia.

    - Gail...

    Murmurou, arregalando os olhos e avançando passos para a mesa.

    - GAIL! A... alteza!

    Sorriu, enxugando as gotas no canto dos olhos e voltou-se ao médico.

    - Sim! Bastante água. Pode deixar. Eu... obrigada! Muito obrigada, doutor!

    O aviso de que pousariam também caiu muito bem em seus ouvidos. Ela chegou mais perto de Gail, abaixando para conversar com ele.

    - Você voltou! Está se sentindo melhor? Quando estiver bem para se sentar eu vou buscar água pra você. Estou também com a sua túnica, se estiver com frio. Er. Desculpa... eu não podia imaginar que... eu nunca devia ter deixado que você comesse aquela fruta. Eu estava preocupada que... Ah, eu sou uma idiota...

    Suspirou profundamente, mas estava feliz. O pior parecia ter passado. Agora estavam chegando a um local relativamente seguro e as consequências de ter feito um péssimo trabalho não passavam ainda por sua cabeça.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Pallando em Qui Nov 17, 2016 11:32 am

    Marin notou os olhares esquisitos de que era alvo, mas não conseguiu atribuir-lhes uma razão. Não sabia se tinha dito algo estranho ou se sua atitude tivera sido estranha aos olhos dos outros, só sabia que incomodava-se por não saber o porquê do estranhamento. De imediato concluiu que seria melhor analisar cada situação isoladamente antes de falar algo, mas estava muito inclinado a ignorar essa conclusão, afinal não se importava em causar desconforto em desconhecidos.

    Em seguida continuou ouvindo o rapaz, que revelou-se um caçador, algo muito interessante do ponto de vista de Marin, e depois voltou sua atenção para Rosso. O comandante falava ao caçador e Marin, fazendo uma breve revisão e alguns comentários sobre o ataque ao palácio, em especial ao atentado contra a vida do príncipe. Por sua vez, o conde não perdeu a oportunidade de fazer mais comentários estranhos e outros irrelevantes, levando o Evo a encara-lo pela primeira vez em uma tentativa de lê-lo melhor. Foi muito breve no ato.

    Depois disso, Rosso novamente chamou-lhe a atenção de volta ao dizer que ele e o caçador poderiam ser investigados. E nesse caso estariam fazendo um favor para Marin, já que ter o passado investigado era exatamente o que queria. Não temia a investigação, afinal tinha absoluta certeza de que não havia envenenado coisa alguma.

    Foi quando um soldado veio até eles com boas novas, comunicando que hora da chegada estava próxima e, embora ainda não soubesse se isso era uma boa noticia ou não, que seria a princesa-regente quem os receberia. Marin tinha dúvidas sobre o que realmente significava aquele título e como deveria se portar na presença dela. Felizmente Rosso, já prevendo tal estranhamento por parte do evo, logo tratou de explicar a respeito.

    Naturalmente não pôde deixar de sentir-se interessado em ver pessoalmente a tal regente de praticamente toda uma galáxia. Afinal, como se portava uma pessoa com tanto poder? Seria interessante observar.

    - Entendido.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

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      Data/hora atual: Sex Dez 15, 2017 11:12 pm