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    Capítulo 1 - A Invasão

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    Gakky
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Gakky em Qui Nov 17, 2016 7:32 pm

    -----> Cena da sala de enfermagem: (Rhaenne)

    Depois de Ray falar, Gail simplesmente sorri, embora ainda parecesse sonolento, ele colocou a mão em cima da cabeça de sua guarda-costas e disse pausando algumas vezes:

    - Sua boba. Posso ver nos seus olhos... Estava desesperada não é? Chorou muito? Achei que ia querer me matar... Por te fazer ficar assim...

    Ray nota que ele havia ignorado a maioria de suas perguntas, inclusive a de se queria água! Mas se ele já começou a fazer as implicâncias de antes, era porque estava bem. Em seguida o príncipe se sentou devagar e ao perceber que estava sem sua túnica, ficou um pouco sem jeito. Geralmente estava sempre vestido conforme os costumes. Pegou sua túnica meio sem graça e vestiu com ajuda do enfermeiro sem olhar para Ray nesse momento.

    - Alteza - Disse o doutor fazendo uma reverência - Devo dizer-lhe que foi um milagre ter conseguido encontrar o antídoto. É muito bom vê-lo com vida.

    Gail sorriu, parecia mais corado e recobrar cada vez mais a vitalidade de antes, também respondeu:

    - Agradeço pelo seu esforço, doutor. Deve ser um excelente médico. - Depois virou para Ray e completou - Também fico feliz que tenho uma guarda-costas eficiente. Ray conseguiu socorro a tempo.  

    Antes que Ray pudesse pensar sobre o elogio de Gail, todos ouvem o aviso do piloto:

    - Acabamos de aterrissar. Por favor, sigam para fora com cuidado. A princesa-regente os aguarda.

    Gail colocou os pés no chão e ficou de pé devagar, ainda sentia-se fraco. Mas o doutor disse que era assim mesmo e que logo se sentiria melhor, principalmente depois de ter uma boa refeição. O príncipe apoiou-se no ombro de Ray para manter o equilibro, o único problema é que ele estava perto demais de Rhaenee, será que ela aguentaria manter a calma? Os dois saíram da enfermaria e viram os outros. ( Vá para a parte do texto onde está escrito Cena para todos).




    -----> Cena da sala de resgate (Chui e Marin)

    Rosso ouve a resposta de Chui e parece ficar pensativo enquanto repete a palavra:

    - Caçador? Depois conversaremos sobre que tipo de coisas anda caçando.

    Marin estava curioso para ver a tal princesa, não demoraria para satisfazer sua curiosidade. Logo a nave espacial parou e um aviso dado pelo piloto foi ouvido por todo o veículo:

    -Acabamos de aterrissar. Por favor, sigam para fora com cuidado. A princesa-regente os aguarda.




    -----> Cena da sala de resgate para todos! (Chui, Marin e Rhaenee))

    A porta da enfermaria se abriu e de lá saiu o príncipe acordado e acompanhado de Rhaenne, a guarda-costas. O jovem príncipe ainda andava devagar, mas estava bem vivo. Rosso sorriu aliviado ao vê-los e comentou:

    - Eu sabia que o doutor não ia nos decepcionar. É bom vê-lo com vida, alteza.

    O conde não perdeu a oportunidade para também fazer um comentário:

    - Príncipe Gail! Estou aliviado de vê-lo bem.

    Gail apenas sorri discretamente para os comentários e responde educado:

    - Obrigado.

    O comandante Rosso é o primeiro a sair pela porta da nave, seguido do Conde, Chui, Marin e por fim Gail e Ray. Você percorrem um corredor branco até chegar em uma sala de recepção. Parecia com o palácio de onde estavam mais cedo, paredes brancas de mármore, porém havia estandartes pendurados de cor azul com o brasão da família real. O teto era incrivelmente alto, deveria ter uns cinco metros acima de suas cabeças. Também havia guardas guardando as portas e a entrada da sala da recepção. Assim que entram, podem ver uma jovem belíssima, com rosto de menina, cabelos prateados semelhantes ao príncipe Gail, porém era mais velha que ele, embora seu rosto não tivesse nenhum sinal de velhice. Ela segurava um cetro belíssimo de ouro e tinha uma coroa de ouro que parecia mais com uma tiara. Seus traços faciais também lembravam os do príncipe e o vestido que estava usando era belíssimo e branco. Comandante Rosso logo faz uma reverência e olha para Chui e Marin esperando que façam o mesmo.

    Imagem Completa da princesa-regente:


    Ao ver vocês chegando, a primeira coisa que a princesa fez foi ir até o príncipe e abraçá-lo:

    - Irmão! Fiquei tão preocupada!
     

    - Eu vou ficar bem! Não vão conseguir me matar tão fácil.
     

    Porém logo o príncipe estranhou o lugar onde estava e perguntou:

    - Por que estamos no forte estrela?

    O comandante Rosso se adianta dizendo:

    - Eu explicarei tudo ao príncipe.

    Rosso fez um relato breve de tudo que aconteceu durante a invasão, Gail nem teve palavras para comentar, também antes que pudesse fazer isso, o conde se intrometeu:

    - Princesa Adelaine! – Faz uma reverência –  Foi incrível o que esse caçador e o evo fizeram! Estou surpreso com as habilidades desses heróis! Me salvaram e vi que possuem habilidades incríveis! Eu estava cercado, e esses dois apareceram no momento oportuno! Junto com o comandante Rosso. Se não fosse por eles, eu estaria morto agora! Eu quero conversar sobre isso com vossa alteza. Não podemos deixar isso passar despercebido.

    O comandante parece um pouco surpreso ao ouvir essas palavras do conde. Também era a primeira vez que ele fazia menção do evo. A princesa sorri, olha para Chui e Marin e comenta com uma voz gentil:

    - Como princesa-regente da Aliança Estelar, eu os agradeço por terem trazido o conde Catlan em segurança. Cuidarei para que sejam devidamente recompensados. Também fico imensamente feliz de ver que meu irmão está bem - Se vira para Ray e Rosso e diz - É bom rever você de novo Rhaenee e comandante Rosso - Volta-se novamente para Chui e Marin - Agora eu gostaria de saber o nome do evo e do caçador.

    Chui e Marin percebem que a princesa parecia ser bastante gentil, seu olhar não era de alguém arrogante. Depois de vocês responderem a princesa como preferirem (descreva em seus posts), o conde continua a falar, dessa vez uma coisa não muito agradável:

    - Mas também devo dizer algo importante, não quero incomodar o lindo reencontro, mas devo lhe informar que o que aconteceu com o príncipe foi gravíssimo. Ele não está dando a devida importância, alguém tentou assassiná-lo! E por um descuido de sua guarda-costas, ele acabou comendo uma fruta envenenada. Por pouco não morreu em nossa nave! Como amigo da família real, eu sugiro que mudem a guarda-costas do príncipe. Em uma situação de perigo como esta, onde esta ocorrendo uma invasão, não podemos nos dar o luxo de ter um descuido desses. O príncipe precisa ser bem protegido!

    Ray sente que depois das palavras do Conde, se tornou o centro das atenções da sala de recepção. A princesa olhou imediatamente para Ray e preocupada pediu:

    - Quero saber tudo que aconteceu com meu irmão.
     





    Espero que não tenha ficado confuso todas essas cenas. Smile Eu sei que têm estado bem grandes os meus posts, mas no momento está sendo preciso ser assim, pois estão conhecendo o mundo, a princesa e tudo mais. E não gosto de omitir detalhes.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Tsumai em Qui Nov 17, 2016 9:46 pm

    Com a nave prestes a aterrizar, Chui perdeu momentaneamente sua preocupação com irmã, substituída pela curiosidade para com a princesa. Sabia que isso não duraria muito, e que logo teria de encontrar um comunicador galáctico para mandar mensagem para Ashanti. Deu um largo e genuíno sorriso para o príncipe e Rhaene quando viu que o garoto real estava bem. Quem sabe assim a ruivinha se alegrava. Quando desceu da nave junto dos outros, pensou por um momento estarem apenas em outra parte do castelo, porque a arquitetura era similar, embora a construção parecesse muito melhor guardada. Seguiu um tanto maravilhado com o lugar e ficou assim até ter a primeira visão da princesa. Ela era linda.

    A princesa tinha cabelos sedosos e cintilantes, e um rosto de enquadramento perfeito... sem contar sua pele lisa e livre de imperfeições. Seu olhar era calmo e transparecia serenidade. Chui a olhou por tanto tempo que chegou a imaginar os dois casando e tendo dois lindos filhos e teriam a coragem do pai e a beleza da mãe. Ele traria Ashanti para cá e poderiam viver bem e feliz... se isso não fosse um delírio sem tamanho do garoto, que, ao perceber, se apressou em limpar um pouco de baba no canto direito da boca. Será que alguém tinha notado? Pelo visto não... mas foi por pouco, pois o conde começara a falar dele e do evo. Chui se sentiria agradecido se não fosse o fato de que ele estava claramente fazendo-o para denegrir Ray. Fechou a cara pra ele, mas não durou muito, já que recebeu um belo agradecimento de sua futura esposa (cof, cof).

    -  Por nada, alteza! Me chamo Chui, ao seu dispor! - responde Chui bastante empolgado e um pouco corado, fazendo uma reverência maior do que pretendia.

    Depois, quando o tom da princesa se tornou sério, Chui se calou e também mudou seu foco, aguardando a hora de falar, e a hora em que Rosso tocaria no assunto de caçador novamente, como havia dito. Por sorte Chui fisgou o maior peixe da galáxia! Longe dele ser ganancioso, mas precisava muito do dinheiro, sua irmã estava com dificuldades em Locus.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Luxi em Sex Nov 18, 2016 9:19 am

    (Fazendo as últimas reações da enfermaria)

    Ray fez uma uma careta de choro quando ouviu a primeira frase do príncipe, mas segurou ao máximo. Ele se preocupava com ela desse jeito e parecia tão calmo como se nunca tivesse quase morrido. Balbuciou algo, fez outra careta de irritação, e acabou engolindo em seco, suspirando aliviada.

    - Não me assuste de novo assim. Eu... eu gosto do meu emprego - brincou, olhando para o lado quando ele se vestiu. Agora não adiantava mais, mas se ele estava desconfortável, não seria ela a atrapalhar mais.

    Definitivamente não se achava uma guarda-costas eficiente, mas a partir de agora seria um carrapato. Bem que um dos professores na escola militar dizia que "apenas uma batalha verdadeira cria um guerreiro". Agora tinha que ficar mais esperta. Ajudou o príncipe a se colocar de pé e sentiu o rosto corar, levando-o em silêncio. Não tinha jeito, as emoções sempre falavam primeiro. A garota tinha que amadurecer, na marra.

    --------

    De volta ao palácio, Rhaenee começava a pensar nas consequências de ser incompetente. O pavor que tinha de falhar tinha tomado suas últimas horas e agora vinha a consciência de que podia ser destituída, com razão. Se isso acontecesse, ficaria em pedaços, é verdade, mas teria que aceitar. Alguém estava tentando matar o regente para valer e talvez os dois ataques tivessem relação. Se não morresse envenenado, ainda havia a possibilidade de ser atacado por monstros, soterrado ou morto pela criatura gigantesca... Teria alguém planejado tanto assim?

    Ray fez uma profunda reverência culpada ao ver a regente, afastando um passo e permitindo que os irmãos se abraçassem. Não conseguia olhá-la nos olhos. Já tinha bastante vergonha de conversar com ela em dias normais, quem diria agora que carregava o príncipe, que quase tinha sido morto. Olhou na direção do evo e o caçador - esse ultimo parecia novinho e era até engraçado como ele se curvava mais do que o necessário para a princesa. A atitude a fez sorrir internamente. Realmente, eles tinham sido grandes heróis. É claro que não merecia nenhuma palminha nas costas, mas ouvir isso com ironia da boca do conde tornava tudo mais desagradável e evidente.

    Como possivelmente podia se defender? Achava que estavam em ambiente protegido no Palácio de Verão, que a verificação de todo o local era cuidadosa por uma gigantesca equipe bem antes dela... mas nada disso era o suficiente. Só o que sentia agora era vergonha. No começo, essa ideia de "guarda-costas" tinha sido uma exigência do príncipe, para ajudar a amiga com as condições da mãe e livrá-lo de um profissional chato do ramo... Agora, via que ele realmente precisava de um guarda-costas. Respirou profundamente. Precisava começar a ser adulta. Fez uma nova reverência.

    - Havia uma fruta envenenada no espaço preparado para o príncipe no Palácio do Verão... foi um atentado. O doutor em nossa nave conseguiu agir a tempo de evitar uma tragédia.

    Será que o restante era deduzível? Suspirou. Estava tão cansada de repetir aquela história...

    - Falhei na única responsabilidade de proteger o príncipe e estou pronta para as consequências.

    ---
    off: ja shippei a princesa com o Chui. =D
    hahaha

    Está ótimo, Gakky! Estou adorando.
    Aindabemquevocênãomatouopríncipepqminhapersonagemfoiburra ahahahahah
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Pallando em Sex Nov 18, 2016 1:54 pm

    Assim que a nave aterrissou na base militar e a porta da enfermaria se abriu, revelando o príncipe ainda vivo e sua protetora, o grupo de sobreviventes seguiu o Comandante até a saída do veículo e depois pelo corredor branco que dava na sala de recepção da base. Marin passou todo o caminho a sala olhando ao redor discretamente, como uma criança desconfiada que visita um hospital sem os pais pela primeira vez. Não admitiria, mas o que realmente queria ao olhar para as paredes era encontrar os cristais azuis de iluminação como os que estavam no corredor do palácio.

    Quando chegaram precisou conter-se para não sair andando pela sala de recepção e ver tudo bem de perto. Era um lugar que lembrava o palácio destruído, mas haviam belas bandeiras azuis com um brasão desconhecido estampado e o teto era mais alto. "Então assim é uma base militar se parece" era o que pensava, surpreso com a atmosfera do lugar mesmo que antes não soubesse o que esperar dali.

    Ao terminar sua breve inspeção nos detalhes da sala uma figura ao centro chama sua atenção. Era uma jovem chamativa, obviamente nobre a julgar por suas vestes e pelo belo cetro que tinha em mãos, carregando certa serenidade consigo. Marin, apesar de ter alguma noção, não era um grande entendedor dos padrões de beleza humanos, mas compreendia facilmente que aquela garota era bela sem precisar deduzir pela reação dos outros.

    O Evo foi em seguir Rosso na reverência à princesa, permanecendo de cabeça baixa enquanto ouvia a regente receber seu irmão ainda debilitado. Em seguida, Rosso começou seu breve relato ao príncipe sobre os acontecimentos durante o ataque ao palácio. Enquanto a história era contada Marin permaneceu encarando o chão a maior parte do tempo.

    Comparados ao Conde, o príncipe e principalmente a princesa pareciam cercados por uma atmosfera mais "leve". O Evo não os enxergava como pessoas possivelmente cruéis, pareciam ser gentis, mas ainda assim era preferível evita-los também. E ainda era interessante conhecer a regente tão de perto, mas estar na mesma sala que ela era o mais próximo que ousaria chegar.

    Porém, mesmo momentaneamente decidido a não chamar atenção, Marin não conseguiu segurar o olhar intrigado que dirigiu ao conde quando este falou pela primeira vez. Teria julgado errado o homem ou estaria ele fazendo algum tipo de brincadeira? O Evo não compreendia, por que aquela atitude escapava o perfil que havia definido do conde. O próprio comandante Rosso também pareceu surpreso ao ouvir aquilo.

    - ...Hã?..- Deixou escapar o sussurro quase inaudível. Mas não teve tempo de dar mais atenção ao conde, pois a princesa logo dirigiu-se a ele e ao caçador com uma voz gentil.

    Surpreendentemente para o evo, ela queria saber seu nome e o do caçador. Naquele momento Marin estava mais interessado na recompensa mencionada, pois tinha em mente apenas pedir que retirassem a coleira em pescoço. Sendo assim, o caçador Chui tomou a frente e apresentou-se com uma empolgação que quase assustou Marin.

    Seria correto pedir daquela maneira para que lhe livrassem da coleira? Talvez a princesa-regente não fosse tão gentil quanto aparentava ser... talvez Rosso não apreciasse a ação pois iria contra alguns de seus avisos... mas tratando-se de riscos, o mais arriscado seria deixar a chance passar e depois não poder contar com a ajuda de nenhum dos dois.

    - Me chamo Marin...alteza.- Respondeu reverenciando. Pela primeira vez provava ansiedade e hesitação ao mesmo tempo, indeciso a respeito do pedido que faria.- Me livrar dessa coleira agora já seria recompensa o suficiente para mim... não sei se estou sendo rude, peço perdão se estiver... mas seria possível?- Sua voz era calma como sempre mas falhava em alguns momentos, enquanto seus olhos evitavam a todo custo fazer contato visual com os outros presentes.

    Depois daquilo, ainda ouviu quando o conde mostrou ao que veio e atacou verbalmente a competência da protetora do príncipe. A garota Rhaenee era firme em sua explicação, mas julgando pela personalidade preocupada demonstrada anteriormente na nave, Marin imagina que ela deveria estar nervosa.

    Ela estava disposta a aceitar qualquer consequência enquanto o conde parecia conseguir o que queria. Marin sentiu vontade de intervir de alguma maneira, mas já havia estourado seu limite de palavras ali e por isso calou-se, assistindo a tudo de boca fechada.
    Gakky
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Gakky em Sex Nov 18, 2016 5:05 pm

    Chui parecia ter gostado bastante da princesa, enquanto que Marin tentou encontrar coragem para fazer um pedido ousado. Porém o comentário do conde tirou toda a atenção que estava no evo para Rhaenee, depois de seu comentário sobre trocar a guarda-costas do príncipe. Agora a princesa-regente queria ouvir tudo que a garota tinha a dizer. Até o príncipe Gail parecia ter se calado no momento em que esperavam a resposta de Ray. O comandante Rosso também esperava em silêncio o desenrolar da situação.

    Depois que a guarda-costas falou, Gail lançou um olhar preocupado a ela. Porém logo em seguida soltou uma risada descontraída, que não tinha nada a ver com o momento. Ele também colocou ao braço ao redor de Ray e se intrometeu:


    - Minha guarda-costas realmente não existe! Ela está tão desesperada que nem lembra que na verdade a culpa foi minha. Eu que pedi a ela para trazer a fruta, e foi eu que decidi comer sem saber de onde veio. E agora por minha causa ela está passando esse constrangimento.Também não tinha criados no camarote, eles que deviam verificar isso. Aposto que quem tentou me envenenar também foi responsável pelo sumiço dos criados.  

    Gail lança um olhar para o conde e continua falando:

    - Se for para punir e para dizer que a Ray se descuidou, vai ter que condenar toda a segurança. Conde, eu aprecio os seus conselhos, mas eu que escolhi a Rhaenee como minha guarda-costas e eu não vejo motivos para trocar. A culpa foi minha, como eu já disse. A Ray foi eficiente de procurar ajuda a tempo, ainda mais no meio de uma invasão. Ela nem mesmo cogitou em me abandonar para salvar a si mesma. E eu tenho certeza que minha irmã concorda comigo.  

    O príncipe esboça mais um sorriso carismático, mas logo depois de falar tanto, fica um pouco tonto. Os guardas do local logo se prontificam em pegar uma poltrona para ele se sentar. A princesa logo se preocupa com ele, mas seu semblante fica mais tranquilo após conferir que estava tudo bem. Então conclui falando:

    - Precisa descansar irmão. Eu entendi o que disse, não precisa falar mais - Ela se vira para todos e continua - Rhaenee, não há motivos pra te punir. A culpa foi de Gail. Além disso, em tempos de invasão, é melhor ter alguém confiável. Fico tranquila que Rhaenee seja sua guarda-costas, porque é uma amiga. Sei que nunca vai abandoná-lo em situações extremas. E amigos é o que mais precisamos nesse momento difícil.

    - Se é assim que acredita alteza, o que posso fazer. Mas tenho minha consciência em paz por ter avisado. Só desejo as melhores coisas para família real.

    O conde não parecia satisfeito ao ouvir essas palavras. A princesa olha para todos e ao passar os olhos em Marin, lembra do pedido dele. Já que antes, não pode responder, pois foi cortada pelo conde.

    - Comandante Rosso - Disse a princesa - Por que Marin esta usando uma coleira prateada?

    O comandante logo respondeu de forma educada:

    - Alteza, este evo foi encontrado nas proximidades do Palácio de Verão, no mesmo horário em que ocorria a cerimônia branca. Estava dentro de uma capsula sem identificação. Ele também não se lembra de quem era, apenas do nome. E como manda o regulamento, ele precisa ser investigado antes de ser liberto. A coleira é para que ele possa estar solto sem ferir o regulamento. Mas também devo dizer, que ele foi de grande ajuda durante nossa fuga do palácio. Marin tem habilidades incríveis.

    A princesa então responde:

    - Marin não se lembra de nada? Isso é tão triste... Eu cuidarei disso, Marin. Só peço paciência.

    De repente um rapaz entra na sala aflito, ele havia vindo por uma porta dentro da sala. E depois de fazer uma reverência, alerta:

    - Alteza, nosso batalhão está lutando avidamente contra essa invasão. Ainda não abateram o monstro. Não sabemos a causa disso, nem de onde eles vêm. Alguns acham que é provável ser um ataque alienígena. A reunião da aliança estelar vai começar agora.

    - Mas nunca encontramos formas de vida inteligente além dos humanos – Respondeu a Princesa – Isso tudo é muito improvável. Precisamos investigar imediatamente o que está acontecendo. Avise para que levem os civis para os abrigos de emergência.

    Depois a princesa se vira para vocês e diz:

    - Preciso ir para uma reunião de emergência. Vocês tem permissão para se retirar, deixem seu nome com o guarda da entrada, depois os recompensaremos devidamente.

    Porém o conde discorda:

    - Espere princesa – Diz o Conde - Esses cavalheiros foram realmente habilidosos durante nossa fuga. Não pude deixar de pensar sobre isto e tive algumas ideias que quero discutir com a vossa alteza. Eu creio que tenho uma proposta que pode interessá-la e interessá-los. Podemos nos falar antes de mandar esses heróis para casa? Deixe que o comandante Rosso os faça companhia enquanto esperam pela sua presença.

    - Conde, como é um conselheiro de minha família, ouvirei este seu pedido. Comandante Rosso é seu dever fazer companhia para esses senhores. Depois que eu voltar da reunião, eu o coloco a par da situação.

    - Mas então eu não farei parte da reunião!? - Discordou Rosso.

    - Comandante, eu preciso que fique aqui no momento - Reforçou a princesa - Agora preciso ir. Gail, se cuide.

    A princesa, o soldado e o conde saíram as pressas para dentro da porta de onde o soldado veio. Agora na sala de recepção estava Chui, Marin, Rosso, Ray e Gail sentado na poltrona. O comandante parece frustrado por não ir na reunião. Enquanto isso, o príncipe parecia bem relaxado, ele não faz nenhuma ação para ir embora, mas avisa a Ray:

    - Vou esperar um pouco, quero falar algo com minha irmã antes de chegar em casa. Porque depois que eu estiver lá, não vão me deixar sair tão cedo depois do que aconteceu. E pelo visto ela ficará muito ocupada.

    O príncipe olha para o evo e para Chui, depois comenta:

    - Não costumo ver evos, só quando fugia com a Ray. Poxa, eu queria estar acordado para ver o que fizeram, deixaram o conde impressionado. Foram tantas coisas que aconteceram...

    Não era comum o príncipe ver evos, pois os nobres não gostavam de evos andando pelos locais onde passavam. Embora Gail não tivesse esse tipo de exigência, já era um costume enraizado pelos nobres. Comandante Rosso solta alguns suspiros irritado, ele encosta na parede e cruza os braços enquanto espera. Agora tudo que vocês tem a fazer é esperar pela volta de princesa. Chui e Marin ficam com o questionamento de que proposta o conde teria para eles? Será que a princesa tiraria a coleira de Marin? E Chui começa a relembrar de sua irmã.




    Podem aproveitar o momento para conversar, fazer perguntas, se conhecerem, é um tempo livre. Podem postar mais de uma vez se preferirem, talvez tenha necessidade de eu postar um entre-turnos, caso os npcs precisem respondê-los.

    obs. Luxi tadinha de você, mas eu tava torcendo pra Ray não desconfiar das frutas e dar toda essa confusão, mhuahuua eu e meus planos malvados pra vocês. pirat Fiquem de olho.
    Luxi
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Luxi em Sex Nov 18, 2016 8:39 pm

    Rhaenee até assustou quando o príncipe riu, encostou nela e resolveu falar. Estava tão tensa que soltou um suspiro alto, ouvindo-o incrédula. Era muito nobre de falar daquela maneira. Aquela família era incrível.


    Ray prontamente o ajudou a apoiar-se enquanto o guardas traziam a poltrona.

    "Esse bobo está aqui me defendendo e nem está se sentindo bem ainda..."

    - Por favor, alguém arrume um copo de água para ele - sussurrou aos guardas, sem cerimônia.

    Ao ouvir as palavras da princesa, Ray juntou as mãos, cerrando os olhos e fazendo uma nova reverência. Estava tão feliz e grata por aquelas palavras que poderia chorar, mas não queria fazê-lo mais na frente do conde.

    - Muito obrigada pela sua bondade, alteza. Eu tomarei mais cuidado.

    Ray respirou aliviada, lançando um último olhar ao conde. Tinha que tomar sim o dobro de cuidado, mas especialmente com aquele crápula que não gostava dela.

    Em seguida, prestou atenção no evo e sua coleira. Era muito comovente que seu único desejo de recompensa fosse a retirada daquele objeto e Ray não deixaria isso quieto. Não era justo explorarem pessoas daquela forma e ela tentaria sugerir ao príncipe que fizessem algo para ajudá-lo. Devia ter sido vítima de algum experimento e agora estava sem memórias? De qualquer forma, não pôde deixar de sentir pena.

    Quando achou que tudo estava se resolvendo, novamente o grupo foi colocado em estado de alerta. Era muito preocupante que o monstro ainda não tivesse sido derrotado. A imagem da destruição do palácio era bem clara em sua mente. Deixou que os nobres se resolvessem sobre a reunião e olhou o restante.

    - Tudo bem. - concordou bem facilmente para seus padrões. Queria que ele fosse para casa, mas ela também não gostaria de ir embora agora. Estava preocupada com o que fariam. -  ...Obrigada... - falou mais baixo, com um sorriso no canto da boca.

    - Se estivesse acordado, teria provavelmente se metido em mais confusão. Mas, alteza, o conde tem razão ao dizer que eles foram importantes para a fuga. E ainda assim, eles foram bem humildes com seus pedidos... não acha? O caçador nem mesmo disse seu preço... - deu uma leve cutucada nele, se não estivessem em público, teria dito com todas as letras: tirar a coleira não é suficiente, sejam decentes!
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Tsumai em Sex Nov 18, 2016 11:20 pm

    Era tanta gente da realeza reunida que Chui não se atreveu mais a falar, apenas ficou admirando a princesa enquanto ela falava com o príncipe sobre o caso do envenenamento. Pelo menos ele parecia melhor, apesar de ainda tonto. E obviamente o Conde metido a besta também queria dar seu pitaco, bancando o bonzinho apesar de tudo. Chui conhecia caras como ele, doidos para passar a perna em quem puder e usar seu cargo real para prejudicar seus desafetos. E então voltaram a atenção para Marin, o evo, e entao pôde ver que usava mesmo uma coleira que nem reparara antes... devia ser traumático aquilo, ainda mais na situação em que estamos, já que a criatura não foi destruída ainda. Será que nunca haviam enfrentado algo do tipo antes? Enfim, não importava, a princesa estava saindo. Assim ao menos a atenção de Chui estava cem por cento na conversa.

    Chui se lembra de sua irmã. Olhou ao redor e sentiu a cutucada de Ray em suas costelas. Ele soltou um gemido baixinho, mais pelo espanto que pela leve cotovelada.

    - O que? Ah sim, os pedidos... bom, primeiramente eu gostaria de usar um comunicador galáctico, alguém tem algum aqui por perto? Preciso falar com minha irmã. E também estou aqui para oferecer ajuda... a um bom preço, é claro.

    O garoto solta um risinho tímido, torcendo para que não pensassem que ele quisesse extorqui-los.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Pallando em Sab Nov 19, 2016 11:17 pm

    Assistiu pacientemente ao desenrolar dos acontecimentos que inocentaram a protetora Rhaenee daquilo que o conde a acusava. O Evo não havia conhecido muitos príncipes e nobres em sua até então curta vida, mas algo lhe dizia que não era comum um deles assumir a culpa do que quer que fosse para salvar um subordinado. Ele mal conseguia manter-se de pé sem cambalear, mas ainda assim defendia a garota.

    Marin havia observado cada um dos presentes por um bom tempo, e para ele Rhaenee não parecia desesperada naquele momento, apenas nervosa. Desesperada ela havia estado quando a vida do príncipe correu perigo. Por isso era curiosa a reação da jovem nas duas situações, pois revelava um maior desequilíbrio emocional quando o príncipe corria perigo do que quando ela própria estava em apuros.

    Enfim, com o posto de Rhaenee salvo, a princesa voltou sua atenção ao pedido do evo. Marin mais uma vez ficou surpreso com a regente...esperava uma punição imediata ou sua liberação como resposta, não algo no meio termo. Ainda assim a simples promessa da princesa o agradou bastante, aliviando-o da tensão e extinguindo a ansiedade que sentia.

    - Eu agradeço.- Disse pela segunda vez naquele dia.

    Depois de agradecer, calou-se e voltou ao status de observador. Logo a princesa-regente deixou a sala de recepção com alguns soldados e o conde, deixando na espera o príncipe, Rhaenee, Chui, Rosso e o próprio Marin. Obviamente o evo estava intrigado com os planos que o conde tinha para ele e Chui, assim como queria saber mais a respeito da criatura gigante e todo o resto, mas não sentia-se realmente preocupado com nada disso. Talvez fosse confiança.

    Para surpreende-lo mais uma vez naquele dia, o príncipe no sofá falou com ele e o caçador. Pensando claramente não era algo tão inesperado assim, mas de qualquer maneira Marin não achava que o nobre fosse dirigir-lhes a palavra.

    - Não acho que tenha sido tão impressionante...- Disse ingênuo, realmente sem entender o porquê de toda a exaltação sobre o feito... só havia pego uma espada e distribuído dois golpes, oras.- Vocês fugiam? Por que fariam isso?

    Divertiu-se com a resposta da jovem Rhaenee ao príncipe, também porque a inexistência de formalidades entre eles além da palavra "alteza" revelava que realmente eram aliados de longa data. Provavelmente amigos, se é que Marin realmente conhecia o significado de tal palavra.

    - Eu poderia ter pedido mais?- Estava genuinamente surpreso. Talvez também pudesse conseguir um comunicador galático como o que o caçador queria...- Chui, você é mesmo um caçador? O que mais vai pedir?- Perguntou curioso, sem hesitar por um instante sequer em chama-lo diretamente pelo nome.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Gakky em Seg Nov 21, 2016 9:26 pm

    Quando Ray diz obrigada a Gail, ele retribui com um sorriso sereno. Jamais deixaria que tirassem sua guarda-costas dele, se tinha uma coisa que não gostava, era que destratassem as pessoas que ele estimava, Ray era sua melhor amiga, embora talvez ela não soubesse disso. Para Gail, só ele tinha o direito de provocar a amiga, não um conde esnobe. Um guarda chega com uma garrafa de água e dá para Gail. Ray lembra das recomendações médicas, esse rapaz precisava beber muita água, descansar e comer bem. Mas ele não bebe ainda, só segura a garrafa, está entretido com os "estrangeiros". Gail se vira para Chui (ainda sentado) e comenta:

    - Chui parece um tipo de mercenário, mas tem um cabelo legal. Gostei da cor. - Depois de falar, sorri bem humorado.

    Depois responde de bom humor as perguntas do evo:

    - Bom, eu não estava lá para ver, mas o conde pareceu gostar. Fugir? Não! A Ray é implicante, as vezes ela só fala, fala, sem saber o que fala... Eu não me meteria em confusão, eu acabo com a confusão! Se eu estivesse acordado, também ficariam impressionados. Sou bom em esgrima! Não sou fraco como estou agora, foi por causa desse veneno. Quem sabe terão oportunidade de ver um dia eu lutando contra criaturas ou talvez contra aquela grande que destruía o castelo.    

    Ray percebe que Gail não sabia o que falava, não tinha visto o quanto era grande aquele monstro! Como poderia derrotar aquilo sozinho? Ela também sabia que seria difícil do príncipe lutar contra as criaturas,  pois os pais e nem os guardas permitiriam que ele enfrentasse tal desafio, e ela mesma deveria esperar que isso não acontecesse. Ter uma outra invasão e na mansão real seria terrível. Rhaenee imagina a cena do monstro invadindo o lar de Gail, seria definitivamente um filme de terror. Depois o príncipe ouve as novas perguntas do evo e solta um riso, dessa vez comenta algo implicante a guarda-costas:

    - Ray sempre confundindo as pessoas. Deixou Marin confuso. Não acho que precisa pedir mais, minha irmã saberá o que fazer para te recompensar. Ela sempre sabe, é muito eficiente no que faz. Eu também queria ter funções importantes como as delas. Mas só me colocam dentro de escritórios e cerimônias. De que adianta eu saber esgrima se não posso ajudar numa situação dessas... É revoltante ter estado envenenado. Se quiser pode perguntar mais coisas Marin! Eu gosto de conhecer pessoas novas, ainda mais um tão diferente como um evo. Os poucos que encontrei pareciam não gostar de conversar.

    Enquanto isso Rosso ouve a pergunta de Chui e o responde:

    - Eu tenho um comunicador aqui, mas me diga com quem quer falar antes, e vai ter que ser com holograma por segurança. Preciso ver com quem se comunica.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Tsumai em Seg Nov 21, 2016 10:24 pm

    Sem bem saber como explicar Chui parecia contente. Conheceu pessoas novas, principalmente da realeza, seu braço estava melhor e ia conseguir falar com Ashanti. Quem sabe até conseguiria um trabalho! Deixou escapar sorrisos. Então virou-se para Marin para respônde-lo, também lançando olhares para Gail, de forma que a resposta ao evo servisse também para a pergunta do príncipe:

    - Sim, sim, sou um caçador sim. Sabe, o lugar onde nasci e cresci não é muito produtivo, entende, a gente tem que se virar pra conseguir as coisas. Essa foi a melhor forma de me sustentar e ajudar minha irmã. Mas no geral só caço coisas, não aceito contrato para assassinato nem roubo... isso seria cruel. Ah, e obrigado pelo elogio! Meu cabelo é dessa cor de nascença. Acho que é da variação da nossa tribo de Lócus.

    Gail parecia ser uma pessoa muito boa, Rhaenee tinha bastante sorte de seu protegido ser assim. O que Chui entendia de nobres e príncipes eram pessoas como o Conde: metidas e arrogantes. E também era notável que a garota tinha algum interesse maior que amizade com o príncipe, porque sua preocupação e olhares para ele excediam ao que amigos pareciam ter, ao menos da parte dela. Abriu outro sorriso e resolveu interagir com eles, mas antes, respondeu a Rosso:

    - Ah sim, não se preocupe. Eu gostaria de falar com Ashanti, é minha irmã! Ela está no quadrante Leste C de Lócus. O código de área é 0348.

    Então me viro para os outros e começa a tagarelar, a fim de conhecê-los:

    - E você Marin, o que faz? Desculpe ser indelicado mas nunca convivi assim com um evo antes. Você trabalha muito? - sem perder tempo, Chui também se volta para Gail e Rhaenee. - E vocês, estão juntos a quanto tempo? - deixou no ar a interpretação da pergunta.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Luxi em Ter Nov 22, 2016 8:35 am

    - O quê!?  Você quer lutar com aquela coisa!? Só por cima do meu cadáver - rangeu os dentes. O príncipe não tinha a menor noção do perigo mesmo. Aquela criatura esmagaria qualquer um deles ali com um peteleco.

    A guarda-costas tinha gostado dos dois aventureiros. Eles eram bem simples em seus pedidos, de certa forma. Tinha certeza de que a princesa atenderia a todas aquelas solicitações.

    O caçador queria falar com a irmã. O evo queria liberdade e parecia pensativo sobre o que mais querer. E ela, nessa mesma oportunidade, aceitou o tratamento da mãe. Sorriu, identificando-se com eles, principalmente com o garoto de Lócus, que caçava para sobreviver e tinha apresentado uma atitude nobre de não ser um assassino.

    - A-ah. É claro que eu não estou dizendo que a princesa é injusta, de jeito nenhum! Ela vai recompensar vocês em tudo que for razoável, podem ter certeza...

    Tentou se corrigir. Se estivesse em particular com aqueles dois, teria falado que mesmo assim era melhor aproveitar a oportunidade. Em seguida, ouviu os comentários sobre o evo. Era tão esquisito como tratavam os evos como se fossem seres tão diferentes deles. É claro que eram particulares, Marin falava de um jeito esquisito, e que ela também tinha curiosidade para perguntar, mas não gostava do jeito aberração de circo que algumas pessoas tratavam a raça.

    Ray tinha sempre medo de ofender outras pessoas que ela considerasse mais humildes ou de outras raças, constantemente sentindo que estava pisando em ovos. Quem adivinharia o que ele teria passado antes de suas memórias apagadas? Observou com curiosidade. Sua pele era tão pálida!

    Logo Chui fez uma pergunta que a deixou vermelha e olhando para os lados. É claro que interpretou da maneira mais adolescente possível, levando um baita susto.


    - Quê!? Eu... ah. Não, é que...

    Um monte de coisas passou pela sua cabeça até perceber que não era exatamente aquela interpretação

    - Nos conhecemos na escola e aí... e aí faz... - coçou o rosto e começou a contar nos dedos, toda atrapalhada.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Pallando em Ter Nov 22, 2016 2:12 pm

    Eram interessantes aquelas pessoas, e Marin parecia querer fazer uma nova pergunta a cada nova informação que ouvia deles. Também não acreditava que o príncipe diria aquilo com seriedade se tivesse visto a criatura colossal, mas acreditava nele quando dizia que era forte. Não havia motivo para duvidar.

    - Não sou como esses evos. Acho que gosto de conversar.- Disse ao príncipe. Não era inteiramente errado dizer que gostava de conversar, afinal poderia fazer perguntas o dia todo se isso fosse interessante, mas na maior parte do tempo limitava seu número de palavras.

    O evo ficou feliz em ouvir Chui. Agora havia conhecido um comandante, uma guarda-costas, um príncipe e um caçador no mesmo dia, o que era mais do que poderia esperar para seu primeiro dia "vivo". Com certeza o que Chui fazia por sua irmã era a coisa mais nobre da qual Marin já ouvira falar em seu curto tempo, por isso achava certo afirmar que era uma boa pessoa, assim como os outros.

    Ficou em dúvida sobre como responder as perguntas de Chui, afinal a resposta para ambas era simplesmente nada.

    - Nada ainda. Acho que vou ter que pensar em algo depois que tirarem essa coleira do meu pescoço.- Respondeu ainda pensativo, mas havia mais ânimo em sua voz.- Também nunca trabalhei... Vou ter que pensar nisso quando me libertarem, mas não acho que eu vá querer trabalhar...

    Marin entendeu a próxima pergunta de Chui, aquela direcionada ao príncipe e sua protetora, como um simples questionamento a respeito de há quanto tempo eles se conheciam, por isso estranhou a reação da guarda-costas Ray e também achou graça na reação atrapalhada dela, apesar de ainda manter sua inexpressividade facial. Parecia fácil adivinhar o que aquela jovem sentia, ela era uma garota transparente, confiável, assim como Chui mas em maior escala de emotividade.

    - Então já estão juntos há muito tempo.- Concluiu em voz alta, ainda sem ter entendido a pergunta da mesma maneira que ela.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Gakky em Qua Nov 23, 2016 3:01 pm

    O príncipe ouve as repostas para suas perguntas e nem ligou da reação de Ray quanto ao monstro. Porém comenta mais alguma coisa com Marin:

    - É bom que gosta de conversar. Talvez os outros evos gostavam de conversar, só não queriam conversar comigo, talvez tivessem medo, não sei... Ah, você podia usar a recompensa para melhorar essa prótese do seu braço. Tem uns médicos que podem fazer parecer um braço natural. 

    Era verdade que Marin podia ter um braço mais natural, porém isso custava muito caro. O comandante Rosso ao ouvir a resposta de Chui, vê que não parecia ter nada demais, então pede que um dos guardas traga um comunicador galático, enquanto esperava o guarda, ele comenta:

    - Eu não tive oportunidade de conhecer o príncipe e sua guarda-costas antes, somente hoje. Já os vi de longe. Mas sei que a princesa-regente é muito generosa. Só não sejam muito gananciosos.

    Gail começa a beber sua água finalmente. Ele realmente parecia de bom humor hoje, Ray percebe e acha isso estranho, com certeza ele devia estar tramando algo, talvez uma fuga, sabia que Gail adorava fugir. Porém quando Chui faz a pergunta estranha e Rhaenne tenta responder, o príncipe se engasga com água e começa a tossir. O evo ainda piora a situação dizendo que deviam estar juntos há muito tempo. Vendo a pequena confusão que se formou, Gail responde depois de rir para quebrar a tensão, ele estava um pouco corado, talvez por causa do engasgo ou talvez não:

    - Vai fazer quase um ano que Ray é minha guarda-costas. Mas nos fale mais de você Chui, como é a vida em Locus? A única vez que fui lá, não pude sair do palácio.

    Um guarda chega com o comunicador galático. Parecia um telefone sem fio feito de vidro. As teclas eram apenas luzes. O comandante Rosso faz a ligação com o planeta Locus e logo um holograma aparece na frente de seu comunicador com a imagem de uma vila quase tribal com uma vegetação bastante tropical, uma jovem garotinha atende a chamada:

    - Olá, aqui é Locus, quadrante leste C. Ei espera, é você Chui! Eu vou chamar a sua irmã!

    A garotinha sai correndo gritando o nome de Ashanti, logo a irmã de Chui aparece no holograma:

    - Irmão! Tudo bem? O que houve?

    Enquanto isso, Gail aproveitou que todos olhavam para o holograma e sussurrou para Ray:

    *- Você é minha amiga, certo? Então vai ficar do meu lado se eu não quiser ir para casa? Minha irmã gosta de você, me ajude a convence-la...*

    *Se alguém quiser tentar ouvir o que Gail disse a Ray, vocês tem que fazer um teste com dadinhos, dado 10.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Tsumai em Qua Nov 23, 2016 9:50 pm

    O ambiente parecia agradável. Todos os presentes pareciam ser boas pessoas e isso animava Chui, que há tempos não tinha companhia assim, no máximo Meg, mas ela era meio rabugenta e proibitiva às vezes, o que o deixava desanimado. Mas o evo, a Ray e o príncipe era gente mais comunicativa (até mesmo o evo, que todos sempre diziam ser ruins com conversas). Sem contar o comandante Rosso. Chui ouviu a resposta do evo e soltou um sorriso largo, como de costume quando se está empolgado, e então disse para ele:

    - Olha, isso é ótimo! Se estiver interessado, pode ser meu ajudante. Sabe, dividimos os lucros igualmente, não se preocupe! Mas só se você quiser! - dá um tapinha leve e amigável no ombro de Marin, na esperança de que não interpretasse o gesto de forma errada. Então virou-se em tempo de ver a reação de Rhaenee à sua pergunta.

    Pelo que parecia, ela tinha entendido o significado apaixonado da pergunta, e isso fez Chui rir por dentro, mas se reprovou logo em seguida por tê-la deixado constrangida sem necessidade e até mesmo o príncipe tinha corado. Logo então buscou outro assunto para comentar e desviar a conversa; ia falar sobre as viagens que Rhaenee já deve ter feito, mas logo o guarda apareceu com o comunicador, e Chui se levantou correndo para ir atrás dele, sem se preocupar com o que ia falar. Viu imediatamente o rosto de Miatcha, que trabalhava com Ashanti e isso o deixou feliz. Não demorou muito para sua irmã aparecer e fazer o sorriso de Chui alargar mais ainda. Que saudades dela! Lagriminhas bortaram do canto de seus olhos ao vê-la.

    - Ash! - berrou ele ao tomar o comunicador em suas mãos. - Nossa, que bom te ver! Não se preocupe comigo estou bem. Estou só cumprindo minha promessa de te ligar de tempos em tempos. Sei que dessa vez demorou algumas semanas a mais... mas Meg e eu ficamos enrolados com um asteroide e então só pude entrar em contato agora. Estou em Primus! Fui para assistir à Cerimônia mas um monstro destruiu o castelo... Não se preocupe estou bem, e muito bem acompanhado! Poderia mostrar eles a você mas não quero abusar da hospitalidade... por isso também não vou falar o local exato em que estou, mas estou junto da realeza. Gente boa eles. Mas e você, como está? Fiquei com medo de ser um ataque geral na galáxia. Não aconteceu nada aí? Nenhum monstro gigante?

    Chui estava tão compenetrado em sua conversa com a irmã que mal percebeu os cochichos de Ray com o príncipe (portanto não vou rolar o dado).
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Luxi em Qui Nov 24, 2016 9:49 am

    Evos eram tão diretos! Ray não tinha muito contato com eles, mas estava adorando a oportunidade de conhecer mais. Pena que tinha que ser em um assunto tão delicado. A garota tossiu junto e estava com tanta vergonha até da reação do príncipe que nem conseguiu se preocupar com ele se engasgando. Ao final, resolveu sorrir, concordando efusivamente com a cabeça para apoiar a versão de Gail. Não queria dar mais nenhuma palavra sobre o caso, para que o mal entendido não se ampliasse.

    - Isso, fale sobre Locus!!

    Falou com empolgação louca para mudar de assunto. Sempre ouvia de seus pais que tinham que agradecer o planeta onde viviam. O príncipe conhecia o lado elitizado do planeta, mas ela sabia que dura para muitas daquelas pessoas, que tinham muito a ensinar sobre simplicidade.

    Em seguida, o holograma da irmã (seria ela a irmã com quem ele pediu para conversar?) de Chui apareceu e Rhaenee ficou muito curiosa. Aquela combinação de cor de pele e cabelo era muito bonita. A julgar pela aparência, parecia uma moça bondosa, mas que tipo de pessoa tenta acalmar a outra falando que "um monstro destruiu o castelo, mas tá tudo bem agora"? Olhou de canto para o caçador, reprovando. Ele o príncipe seriam grandes amigos sem noção!

    Gail falou com ela e Ray abaixou o rosto para fofocar na altura do príncipe. Não concordava que ele quisesse se aventurar agora que tinha se envenenado, mas a verdade é que não achava que o palácio era um lugar seguro. Aquele monstro tinha destruído uma estrutura gigantesca como se fosse um castelo de areia e nada o impedia de atacar o lar dos príncipes. Deixã-lo sozinho não era uma opção também, já que estavam tentando matá-lo e a segunda vez, se ela nem estivesse por perto, seria pior.

    - Está bem, mas você tem que me prometer que não vai tentar nada perigoso, vai tentar se recuperar como o médico recomendou... e que vai me deixar provar antes tudo o que você come - a última parte era um pouco de brincadeira, mas era bem real.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Pallando em Sex Nov 25, 2016 12:36 pm

    Não podia negar o interesse que tinha na ideia de melhorar a prótese de seu antebraço, afinal a peça o incomodava de verdade, mas não o agrava muito a ideia de passar por procedimentos médicos mais uma vez. De fato, talvez fosse apenas um desconforto passageiro que o livraria de um incômodo pelo resto de sua vida, porém, como bem observado por Rosso, não deveria abusar da generosidade da regente. Marin não voltaria a pedir nada uma vez que já definido sua liberdade como recompensa suficiente.

    A oferta de Chui certamente o havia surpreendido, gerando um dos raros momentos em que o evo abre a boca e nenhuma palavra sai. Seus olhos miraram o caçador de imediato, tentando descobrir se a proposta era verdadeira. Havia se interessado tanto pela profissão do caçador, percorrendo todos o planetas e vendo criaturas diferentes, e agora tinha a oportunidade de ajudar um. Estava feliz por ter algo depois dali, por ter recebido confiança.

    - Aceito. - Disse apressado ao perceber que o caçador falava sério. Não sabia o que o tapinha no ombro significava, mas não pensou que fosse algo ruim em momento algum. Talvez fosse algum tipo de cumprimento.- Eu agradeço.

    Marin seguiu observando a interação dos outros depois de dar sua resposta. Felizmente a irmã de Chui estava viva, e ele agora falava com ela por meio do enigmático comunicador galático. O evo não gostava de tecnologia na verdade, mas admitia para si mesmo que aquele comunicador era curioso.

    Mesmo entretido com o holograma como estava, Marin não deixou escapar o momento que Ray baixou a cabeça para ouvir o príncipe. De alguma maneira parecia "deselegante" ouvir a conversa alheia, ainda mais quando eles claramente queriam que fosse privada, mas o evo era curioso. Muitas vezes curioso até demais.

    Spoiler:
    Pallando efetuou 1 lançamento(s) de dados (d10.) :
    3
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Gakky em Sex Nov 25, 2016 3:32 pm

    Chui e Marin estavam começando a planejar uma parceria como caçadores, isso fez Marin se sentir bem, ele tinha saído de um vazio profundo e saber que começava a ter um lugar nesse mundo desconhecido, era realmente animador. Durante a conversa no comunicar galático, Rosso cruza os braços com expressão entediada, embora ele observasse Chui com a irmã, seus pensamentos estavam longe. Parecia assim desde que soube que não faria parte da reunião. Marin percebe que o príncipe estava sussurrando para Ray, curioso, ele aguça os ouvidos e se concentra para tentar ouvir o comentário e consegue.

    Ashanti, irmã de Chui, fica preocupada ao ouvir todas as palavras do irmão, ela o conhecia bem e sabia que esse era o seu jeito de contar as coisas. Mas não podia deixar de estar preocupada com o tal monstro gigante.

    - Monstro? Realeza? - Questionou confusa - E eu aqui sem saber que você estava em perigo! Lembre que eu disse que ia te matar se morresse? Pois essa promessa ainda está valendo! Essa história de realeza é verdade? Olha, eu espero que esteja se cuidando, siga a dieta dos legumes. E tente ligar mais cedo da próxima vez.

    A irmã de Chui respirou, agora mais calma explicou sua situação:

    - Agora quanto ao monstro, não tivemos nenhum por aqui. Eu não sabia que tinha monstros assim em Primos, isso é muito estranho...  Não tivemos nada do tipo aqui... Mas eu também tenho uma má notícia para contar, está tendo uma epidemia de febre branca na nossa tribo, para piorar o nosso holotomico quebrou. Estamos sem dinheiro para comprar um novo, está difícil diagnosticar os órgãos afetados pela doença... Mas os ministros falaram que não podem dar um novo agora, pois suas riquezas estão caindo por causa da queda dos negócios de Paladium. Sei que não devia por esse peso em você, mas conseguiu alguma coisa por aí? Estamos desesperados, crianças podem morrer.

    Rhaenee ouviu o comentário da irmã de Chui e lembrou que tinha visto semana passada a condessa de Locus em um evento real, ela estava usando um vestido todo feito de diamantes azuis, uma pedra raríssima. Mas logo a resposta do príncipe lhe chamou sua atenção (sussurrando novamente):

    *- Ok, eu prometo me cuidar, mas a parte do perigo depende do ponto de vista... Por favor Ray... Você é minha amiga... Eu te levo para onde eu for, prometo.*

    Gail olhou nos olhos de Ray tentando parecer convincente, fazendo uma expressão de dó. Rhaenee não conseguia evitar de ficar encantada com a beleza do príncipe. Era um fato que a família real tinha belos traços, isso era possível de ver até na princesa. Logo um guarda saiu da porta por onde a princesa tinha entrado, ele olhou para todos na sala, inclusive para Chui com o holograma. Depois avisou a todos:

    - A princesa os aguarda agora em sua sala.

    O comandante logo descruzou os braços e pediu para Chui:

    - Desculpe, mas terão de se despedir agora. A princesa não pode esperar.




    Marin passou no teste, pois era um teste de percepção - tirou 3 no dado + 2 de inteligênia = 5, passou pois o CD era 5)
    - É possível fazer novo teste para escutar o novo comentário de Gail, mas tem que rolar de novo um dado.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Luxi em Sex Nov 25, 2016 3:46 pm

    Logo de início Ray já gostava da irmã de Chui, principalmente após o "eu te mato se você morrer". Porque era assim que tratava Gail também e sua revolta em relação a informação de que o governo "não tinha dinheiro" para ajudar pessoas doentes foi ainda maior. Rangeu os dentes e olhou de canto para o príncipe, como se culpasse toda a "classe" deles por isso e exigisse um tipo de atitude. Queria viajar para Locus junto com o caçador e o príncipe, para tirar satisfação na cara da realeza.
    Embora imaginasse a cena perfeitamente, sabia que dificilmente aconteceria, mas ficava angustiada, principalmente por já ter vivido aquela sensação angustiante de depender da boa vontade de nobres para salvar um parente. Quis intervir e munir a irmã do caçador com essas informações, pra que organizassem um protesto em massa, como se realmente suas palavras fizessem diferença, mas acacbou dando de cara com a expressão manhosa de Gail e o sentimento passou voando.

    Ela fez um muxoxo, corando de leve, como costumava fazer ao concordar contrariada com algo.

    - Tudo bem. Eu vou ajudar a convencê-la

    Em seguida, o guarda chegava para cortar a conversa de irmãos, fazendo a menina cruzar os braços. Às vezes essa delicadeza dos nobres em fazer coisas rudes ainda a incomodava, mas ela ajudaria os dois a conversarem novamente por baixo dos panos se o comandante não permitisse. Tinha esse tipo de mania de se meter no problema dos outros.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Tsumai em Sex Nov 25, 2016 9:24 pm

    Nossa, como era bom poder conversar com Ashanti novamente! Fazia alguns meses que ela e Chui não se encontravam fisicamente, contentando-se apenas com comunicadores holográficos, mas era justamente pelo problema que ela dissera que ele tinha que permanecer em viagem por mais tempo. A expressão de Chui mudou da empolgação costumeira para um abatimento.

    - Tá tão rápida assim? Você consegue identificar os primeiros sintomas ao menos? Você não pegou não é? Vou transferir o que eu já consegui assim que possível, mas não vou poder ir te ver tão cedo... - Chui fecha a mão que não segura o comunicador. - Mas não se preocupe, vou conseguir o que você precisa! Só... só não desiste, tá, eu vou conseguir, prometo! Ma agora tenho que ir, desculpe, Ash...

    Depois da despedida, Chui devolve o comunicador para Rosso, dessa vez menos agitado e mais pensativo, mesmo que essa expressão não fosse durar muito. Teria que pedir recompensa para a princesa por algum trabalho, ele estava realmente precisando, e torcia para que ela entendesse o que ele passava, entendesse que não era para o bem próprio. Então, ouvindo o chamado, seguiu com os outros para junto do guarda.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Pallando em Sex Nov 25, 2016 10:26 pm

    Não era surpresa para Marin que o príncipe não quisesse retornar para sua casa. Pelo que havia ouvido do mesmo, ele parecia ser extremamente restrito dentro de todo aquele sistema, precisando fugir com sua guarda-costas para simplesmente ver o que queria e sendo impedido de usar suas habilidades de combate. Não parecia uma boa vida, mas agora contava com a ajuda de Ray para convencer sua irmã. Seria a regente generosa o suficiente para realizar aquele pedido?

    Torceria para que os dois conseguissem a "liberdade" do príncipe Gail, embora não estivesse tão otimista quanto as chances com o estranho Conde dando suas opiniões por ai. De qualquer maneira, já havia se envolvido demais só por bisbilhotar a conversa dos dois e não incomodou-se em continuar ouvindo.

    Não ouvira muito da conversa de Chui com sua irmã durante o tempo que concentrou-se em descobrir sobre o que o príncipe e sua guarda-costas conversavam, ficando um pouco perdido no fim da conversa em que Chui despedia-se fazendo promessas. A garota Ash deveria estar com problemas e mesmo não conhecendo o caçador, Marin achava improvável que ele tivesse os recursos para cumprir sua promessa rapidamente. Era triste a situação do caçador e sua irmã, e talvez fosse dever do evo como ajudante... ajudar.

    Marin seguiu junto dos outros. Não voltou a dizer mais nada.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

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