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Capítulo 1 - A Invasão

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Luxi
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Luxi em Sex Nov 18, 2016 8:39 pm

Rhaenee até assustou quando o príncipe riu, encostou nela e resolveu falar. Estava tão tensa que soltou um suspiro alto, ouvindo-o incrédula. Era muito nobre de falar daquela maneira. Aquela família era incrível.


Ray prontamente o ajudou a apoiar-se enquanto o guardas traziam a poltrona.

"Esse bobo está aqui me defendendo e nem está se sentindo bem ainda..."

- Por favor, alguém arrume um copo de água para ele - sussurrou aos guardas, sem cerimônia.

Ao ouvir as palavras da princesa, Ray juntou as mãos, cerrando os olhos e fazendo uma nova reverência. Estava tão feliz e grata por aquelas palavras que poderia chorar, mas não queria fazê-lo mais na frente do conde.

- Muito obrigada pela sua bondade, alteza. Eu tomarei mais cuidado.

Ray respirou aliviada, lançando um último olhar ao conde. Tinha que tomar sim o dobro de cuidado, mas especialmente com aquele crápula que não gostava dela.

Em seguida, prestou atenção no evo e sua coleira. Era muito comovente que seu único desejo de recompensa fosse a retirada daquele objeto e Ray não deixaria isso quieto. Não era justo explorarem pessoas daquela forma e ela tentaria sugerir ao príncipe que fizessem algo para ajudá-lo. Devia ter sido vítima de algum experimento e agora estava sem memórias? De qualquer forma, não pôde deixar de sentir pena.

Quando achou que tudo estava se resolvendo, novamente o grupo foi colocado em estado de alerta. Era muito preocupante que o monstro ainda não tivesse sido derrotado. A imagem da destruição do palácio era bem clara em sua mente. Deixou que os nobres se resolvessem sobre a reunião e olhou o restante.

- Tudo bem. - concordou bem facilmente para seus padrões. Queria que ele fosse para casa, mas ela também não gostaria de ir embora agora. Estava preocupada com o que fariam. -  ...Obrigada... - falou mais baixo, com um sorriso no canto da boca.

- Se estivesse acordado, teria provavelmente se metido em mais confusão. Mas, alteza, o conde tem razão ao dizer que eles foram importantes para a fuga. E ainda assim, eles foram bem humildes com seus pedidos... não acha? O caçador nem mesmo disse seu preço... - deu uma leve cutucada nele, se não estivessem em público, teria dito com todas as letras: tirar a coleira não é suficiente, sejam decentes!
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Tsumai em Sex Nov 18, 2016 11:20 pm

Era tanta gente da realeza reunida que Chui não se atreveu mais a falar, apenas ficou admirando a princesa enquanto ela falava com o príncipe sobre o caso do envenenamento. Pelo menos ele parecia melhor, apesar de ainda tonto. E obviamente o Conde metido a besta também queria dar seu pitaco, bancando o bonzinho apesar de tudo. Chui conhecia caras como ele, doidos para passar a perna em quem puder e usar seu cargo real para prejudicar seus desafetos. E então voltaram a atenção para Marin, o evo, e entao pôde ver que usava mesmo uma coleira que nem reparara antes... devia ser traumático aquilo, ainda mais na situação em que estamos, já que a criatura não foi destruída ainda. Será que nunca haviam enfrentado algo do tipo antes? Enfim, não importava, a princesa estava saindo. Assim ao menos a atenção de Chui estava cem por cento na conversa.

Chui se lembra de sua irmã. Olhou ao redor e sentiu a cutucada de Ray em suas costelas. Ele soltou um gemido baixinho, mais pelo espanto que pela leve cotovelada.

- O que? Ah sim, os pedidos... bom, primeiramente eu gostaria de usar um comunicador galáctico, alguém tem algum aqui por perto? Preciso falar com minha irmã. E também estou aqui para oferecer ajuda... a um bom preço, é claro.

O garoto solta um risinho tímido, torcendo para que não pensassem que ele quisesse extorqui-los.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Pallando em Sab Nov 19, 2016 11:17 pm

Assistiu pacientemente ao desenrolar dos acontecimentos que inocentaram a protetora Rhaenee daquilo que o conde a acusava. O Evo não havia conhecido muitos príncipes e nobres em sua até então curta vida, mas algo lhe dizia que não era comum um deles assumir a culpa do que quer que fosse para salvar um subordinado. Ele mal conseguia manter-se de pé sem cambalear, mas ainda assim defendia a garota.

Marin havia observado cada um dos presentes por um bom tempo, e para ele Rhaenee não parecia desesperada naquele momento, apenas nervosa. Desesperada ela havia estado quando a vida do príncipe correu perigo. Por isso era curiosa a reação da jovem nas duas situações, pois revelava um maior desequilíbrio emocional quando o príncipe corria perigo do que quando ela própria estava em apuros.

Enfim, com o posto de Rhaenee salvo, a princesa voltou sua atenção ao pedido do evo. Marin mais uma vez ficou surpreso com a regente...esperava uma punição imediata ou sua liberação como resposta, não algo no meio termo. Ainda assim a simples promessa da princesa o agradou bastante, aliviando-o da tensão e extinguindo a ansiedade que sentia.

- Eu agradeço.- Disse pela segunda vez naquele dia.

Depois de agradecer, calou-se e voltou ao status de observador. Logo a princesa-regente deixou a sala de recepção com alguns soldados e o conde, deixando na espera o príncipe, Rhaenee, Chui, Rosso e o próprio Marin. Obviamente o evo estava intrigado com os planos que o conde tinha para ele e Chui, assim como queria saber mais a respeito da criatura gigante e todo o resto, mas não sentia-se realmente preocupado com nada disso. Talvez fosse confiança.

Para surpreende-lo mais uma vez naquele dia, o príncipe no sofá falou com ele e o caçador. Pensando claramente não era algo tão inesperado assim, mas de qualquer maneira Marin não achava que o nobre fosse dirigir-lhes a palavra.

- Não acho que tenha sido tão impressionante...- Disse ingênuo, realmente sem entender o porquê de toda a exaltação sobre o feito... só havia pego uma espada e distribuído dois golpes, oras.- Vocês fugiam? Por que fariam isso?

Divertiu-se com a resposta da jovem Rhaenee ao príncipe, também porque a inexistência de formalidades entre eles além da palavra "alteza" revelava que realmente eram aliados de longa data. Provavelmente amigos, se é que Marin realmente conhecia o significado de tal palavra.

- Eu poderia ter pedido mais?- Estava genuinamente surpreso. Talvez também pudesse conseguir um comunicador galático como o que o caçador queria...- Chui, você é mesmo um caçador? O que mais vai pedir?- Perguntou curioso, sem hesitar por um instante sequer em chama-lo diretamente pelo nome.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Gakky em Seg Nov 21, 2016 9:26 pm

Quando Ray diz obrigada a Gail, ele retribui com um sorriso sereno. Jamais deixaria que tirassem sua guarda-costas dele, se tinha uma coisa que não gostava, era que destratassem as pessoas que ele estimava, Ray era sua melhor amiga, embora talvez ela não soubesse disso. Para Gail, só ele tinha o direito de provocar a amiga, não um conde esnobe. Um guarda chega com uma garrafa de água e dá para Gail. Ray lembra das recomendações médicas, esse rapaz precisava beber muita água, descansar e comer bem. Mas ele não bebe ainda, só segura a garrafa, está entretido com os "estrangeiros". Gail se vira para Chui (ainda sentado) e comenta:

- Chui parece um tipo de mercenário, mas tem um cabelo legal. Gostei da cor. - Depois de falar, sorri bem humorado.

Depois responde de bom humor as perguntas do evo:

- Bom, eu não estava lá para ver, mas o conde pareceu gostar. Fugir? Não! A Ray é implicante, as vezes ela só fala, fala, sem saber o que fala... Eu não me meteria em confusão, eu acabo com a confusão! Se eu estivesse acordado, também ficariam impressionados. Sou bom em esgrima! Não sou fraco como estou agora, foi por causa desse veneno. Quem sabe terão oportunidade de ver um dia eu lutando contra criaturas ou talvez contra aquela grande que destruía o castelo.    

Ray percebe que Gail não sabia o que falava, não tinha visto o quanto era grande aquele monstro! Como poderia derrotar aquilo sozinho? Ela também sabia que seria difícil do príncipe lutar contra as criaturas,  pois os pais e nem os guardas permitiriam que ele enfrentasse tal desafio, e ela mesma deveria esperar que isso não acontecesse. Ter uma outra invasão e na mansão real seria terrível. Rhaenee imagina a cena do monstro invadindo o lar de Gail, seria definitivamente um filme de terror. Depois o príncipe ouve as novas perguntas do evo e solta um riso, dessa vez comenta algo implicante a guarda-costas:

- Ray sempre confundindo as pessoas. Deixou Marin confuso. Não acho que precisa pedir mais, minha irmã saberá o que fazer para te recompensar. Ela sempre sabe, é muito eficiente no que faz. Eu também queria ter funções importantes como as delas. Mas só me colocam dentro de escritórios e cerimônias. De que adianta eu saber esgrima se não posso ajudar numa situação dessas... É revoltante ter estado envenenado. Se quiser pode perguntar mais coisas Marin! Eu gosto de conhecer pessoas novas, ainda mais um tão diferente como um evo. Os poucos que encontrei pareciam não gostar de conversar.

Enquanto isso Rosso ouve a pergunta de Chui e o responde:

- Eu tenho um comunicador aqui, mas me diga com quem quer falar antes, e vai ter que ser com holograma por segurança. Preciso ver com quem se comunica.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Tsumai em Seg Nov 21, 2016 10:24 pm

Sem bem saber como explicar Chui parecia contente. Conheceu pessoas novas, principalmente da realeza, seu braço estava melhor e ia conseguir falar com Ashanti. Quem sabe até conseguiria um trabalho! Deixou escapar sorrisos. Então virou-se para Marin para respônde-lo, também lançando olhares para Gail, de forma que a resposta ao evo servisse também para a pergunta do príncipe:

- Sim, sim, sou um caçador sim. Sabe, o lugar onde nasci e cresci não é muito produtivo, entende, a gente tem que se virar pra conseguir as coisas. Essa foi a melhor forma de me sustentar e ajudar minha irmã. Mas no geral só caço coisas, não aceito contrato para assassinato nem roubo... isso seria cruel. Ah, e obrigado pelo elogio! Meu cabelo é dessa cor de nascença. Acho que é da variação da nossa tribo de Lócus.

Gail parecia ser uma pessoa muito boa, Rhaenee tinha bastante sorte de seu protegido ser assim. O que Chui entendia de nobres e príncipes eram pessoas como o Conde: metidas e arrogantes. E também era notável que a garota tinha algum interesse maior que amizade com o príncipe, porque sua preocupação e olhares para ele excediam ao que amigos pareciam ter, ao menos da parte dela. Abriu outro sorriso e resolveu interagir com eles, mas antes, respondeu a Rosso:

- Ah sim, não se preocupe. Eu gostaria de falar com Ashanti, é minha irmã! Ela está no quadrante Leste C de Lócus. O código de área é 0348.

Então me viro para os outros e começa a tagarelar, a fim de conhecê-los:

- E você Marin, o que faz? Desculpe ser indelicado mas nunca convivi assim com um evo antes. Você trabalha muito? - sem perder tempo, Chui também se volta para Gail e Rhaenee. - E vocês, estão juntos a quanto tempo? - deixou no ar a interpretação da pergunta.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Luxi em Ter Nov 22, 2016 8:35 am

- O quê!?  Você quer lutar com aquela coisa!? Só por cima do meu cadáver - rangeu os dentes. O príncipe não tinha a menor noção do perigo mesmo. Aquela criatura esmagaria qualquer um deles ali com um peteleco.

A guarda-costas tinha gostado dos dois aventureiros. Eles eram bem simples em seus pedidos, de certa forma. Tinha certeza de que a princesa atenderia a todas aquelas solicitações.

O caçador queria falar com a irmã. O evo queria liberdade e parecia pensativo sobre o que mais querer. E ela, nessa mesma oportunidade, aceitou o tratamento da mãe. Sorriu, identificando-se com eles, principalmente com o garoto de Lócus, que caçava para sobreviver e tinha apresentado uma atitude nobre de não ser um assassino.

- A-ah. É claro que eu não estou dizendo que a princesa é injusta, de jeito nenhum! Ela vai recompensar vocês em tudo que for razoável, podem ter certeza...

Tentou se corrigir. Se estivesse em particular com aqueles dois, teria falado que mesmo assim era melhor aproveitar a oportunidade. Em seguida, ouviu os comentários sobre o evo. Era tão esquisito como tratavam os evos como se fossem seres tão diferentes deles. É claro que eram particulares, Marin falava de um jeito esquisito, e que ela também tinha curiosidade para perguntar, mas não gostava do jeito aberração de circo que algumas pessoas tratavam a raça.

Ray tinha sempre medo de ofender outras pessoas que ela considerasse mais humildes ou de outras raças, constantemente sentindo que estava pisando em ovos. Quem adivinharia o que ele teria passado antes de suas memórias apagadas? Observou com curiosidade. Sua pele era tão pálida!

Logo Chui fez uma pergunta que a deixou vermelha e olhando para os lados. É claro que interpretou da maneira mais adolescente possível, levando um baita susto.


- Quê!? Eu... ah. Não, é que...

Um monte de coisas passou pela sua cabeça até perceber que não era exatamente aquela interpretação

- Nos conhecemos na escola e aí... e aí faz... - coçou o rosto e começou a contar nos dedos, toda atrapalhada.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Pallando em Ter Nov 22, 2016 2:12 pm

Eram interessantes aquelas pessoas, e Marin parecia querer fazer uma nova pergunta a cada nova informação que ouvia deles. Também não acreditava que o príncipe diria aquilo com seriedade se tivesse visto a criatura colossal, mas acreditava nele quando dizia que era forte. Não havia motivo para duvidar.

- Não sou como esses evos. Acho que gosto de conversar.- Disse ao príncipe. Não era inteiramente errado dizer que gostava de conversar, afinal poderia fazer perguntas o dia todo se isso fosse interessante, mas na maior parte do tempo limitava seu número de palavras.

O evo ficou feliz em ouvir Chui. Agora havia conhecido um comandante, uma guarda-costas, um príncipe e um caçador no mesmo dia, o que era mais do que poderia esperar para seu primeiro dia "vivo". Com certeza o que Chui fazia por sua irmã era a coisa mais nobre da qual Marin já ouvira falar em seu curto tempo, por isso achava certo afirmar que era uma boa pessoa, assim como os outros.

Ficou em dúvida sobre como responder as perguntas de Chui, afinal a resposta para ambas era simplesmente nada.

- Nada ainda. Acho que vou ter que pensar em algo depois que tirarem essa coleira do meu pescoço.- Respondeu ainda pensativo, mas havia mais ânimo em sua voz.- Também nunca trabalhei... Vou ter que pensar nisso quando me libertarem, mas não acho que eu vá querer trabalhar...

Marin entendeu a próxima pergunta de Chui, aquela direcionada ao príncipe e sua protetora, como um simples questionamento a respeito de há quanto tempo eles se conheciam, por isso estranhou a reação da guarda-costas Ray e também achou graça na reação atrapalhada dela, apesar de ainda manter sua inexpressividade facial. Parecia fácil adivinhar o que aquela jovem sentia, ela era uma garota transparente, confiável, assim como Chui mas em maior escala de emotividade.

- Então já estão juntos há muito tempo.- Concluiu em voz alta, ainda sem ter entendido a pergunta da mesma maneira que ela.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Gakky em Qua Nov 23, 2016 3:01 pm

O príncipe ouve as repostas para suas perguntas e nem ligou da reação de Ray quanto ao monstro. Porém comenta mais alguma coisa com Marin:

- É bom que gosta de conversar. Talvez os outros evos gostavam de conversar, só não queriam conversar comigo, talvez tivessem medo, não sei... Ah, você podia usar a recompensa para melhorar essa prótese do seu braço. Tem uns médicos que podem fazer parecer um braço natural. 

Era verdade que Marin podia ter um braço mais natural, porém isso custava muito caro. O comandante Rosso ao ouvir a resposta de Chui, vê que não parecia ter nada demais, então pede que um dos guardas traga um comunicador galático, enquanto esperava o guarda, ele comenta:

- Eu não tive oportunidade de conhecer o príncipe e sua guarda-costas antes, somente hoje. Já os vi de longe. Mas sei que a princesa-regente é muito generosa. Só não sejam muito gananciosos.

Gail começa a beber sua água finalmente. Ele realmente parecia de bom humor hoje, Ray percebe e acha isso estranho, com certeza ele devia estar tramando algo, talvez uma fuga, sabia que Gail adorava fugir. Porém quando Chui faz a pergunta estranha e Rhaenne tenta responder, o príncipe se engasga com água e começa a tossir. O evo ainda piora a situação dizendo que deviam estar juntos há muito tempo. Vendo a pequena confusão que se formou, Gail responde depois de rir para quebrar a tensão, ele estava um pouco corado, talvez por causa do engasgo ou talvez não:

- Vai fazer quase um ano que Ray é minha guarda-costas. Mas nos fale mais de você Chui, como é a vida em Locus? A única vez que fui lá, não pude sair do palácio.

Um guarda chega com o comunicador galático. Parecia um telefone sem fio feito de vidro. As teclas eram apenas luzes. O comandante Rosso faz a ligação com o planeta Locus e logo um holograma aparece na frente de seu comunicador com a imagem de uma vila quase tribal com uma vegetação bastante tropical, uma jovem garotinha atende a chamada:

- Olá, aqui é Locus, quadrante leste C. Ei espera, é você Chui! Eu vou chamar a sua irmã!

A garotinha sai correndo gritando o nome de Ashanti, logo a irmã de Chui aparece no holograma:

- Irmão! Tudo bem? O que houve?

Enquanto isso, Gail aproveitou que todos olhavam para o holograma e sussurrou para Ray:

*- Você é minha amiga, certo? Então vai ficar do meu lado se eu não quiser ir para casa? Minha irmã gosta de você, me ajude a convence-la...*

*Se alguém quiser tentar ouvir o que Gail disse a Ray, vocês tem que fazer um teste com dadinhos, dado 10.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Tsumai em Qua Nov 23, 2016 9:50 pm

O ambiente parecia agradável. Todos os presentes pareciam ser boas pessoas e isso animava Chui, que há tempos não tinha companhia assim, no máximo Meg, mas ela era meio rabugenta e proibitiva às vezes, o que o deixava desanimado. Mas o evo, a Ray e o príncipe era gente mais comunicativa (até mesmo o evo, que todos sempre diziam ser ruins com conversas). Sem contar o comandante Rosso. Chui ouviu a resposta do evo e soltou um sorriso largo, como de costume quando se está empolgado, e então disse para ele:

- Olha, isso é ótimo! Se estiver interessado, pode ser meu ajudante. Sabe, dividimos os lucros igualmente, não se preocupe! Mas só se você quiser! - dá um tapinha leve e amigável no ombro de Marin, na esperança de que não interpretasse o gesto de forma errada. Então virou-se em tempo de ver a reação de Rhaenee à sua pergunta.

Pelo que parecia, ela tinha entendido o significado apaixonado da pergunta, e isso fez Chui rir por dentro, mas se reprovou logo em seguida por tê-la deixado constrangida sem necessidade e até mesmo o príncipe tinha corado. Logo então buscou outro assunto para comentar e desviar a conversa; ia falar sobre as viagens que Rhaenee já deve ter feito, mas logo o guarda apareceu com o comunicador, e Chui se levantou correndo para ir atrás dele, sem se preocupar com o que ia falar. Viu imediatamente o rosto de Miatcha, que trabalhava com Ashanti e isso o deixou feliz. Não demorou muito para sua irmã aparecer e fazer o sorriso de Chui alargar mais ainda. Que saudades dela! Lagriminhas bortaram do canto de seus olhos ao vê-la.

- Ash! - berrou ele ao tomar o comunicador em suas mãos. - Nossa, que bom te ver! Não se preocupe comigo estou bem. Estou só cumprindo minha promessa de te ligar de tempos em tempos. Sei que dessa vez demorou algumas semanas a mais... mas Meg e eu ficamos enrolados com um asteroide e então só pude entrar em contato agora. Estou em Primus! Fui para assistir à Cerimônia mas um monstro destruiu o castelo... Não se preocupe estou bem, e muito bem acompanhado! Poderia mostrar eles a você mas não quero abusar da hospitalidade... por isso também não vou falar o local exato em que estou, mas estou junto da realeza. Gente boa eles. Mas e você, como está? Fiquei com medo de ser um ataque geral na galáxia. Não aconteceu nada aí? Nenhum monstro gigante?

Chui estava tão compenetrado em sua conversa com a irmã que mal percebeu os cochichos de Ray com o príncipe (portanto não vou rolar o dado).
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Luxi em Qui Nov 24, 2016 9:49 am

Evos eram tão diretos! Ray não tinha muito contato com eles, mas estava adorando a oportunidade de conhecer mais. Pena que tinha que ser em um assunto tão delicado. A garota tossiu junto e estava com tanta vergonha até da reação do príncipe que nem conseguiu se preocupar com ele se engasgando. Ao final, resolveu sorrir, concordando efusivamente com a cabeça para apoiar a versão de Gail. Não queria dar mais nenhuma palavra sobre o caso, para que o mal entendido não se ampliasse.

- Isso, fale sobre Locus!!

Falou com empolgação louca para mudar de assunto. Sempre ouvia de seus pais que tinham que agradecer o planeta onde viviam. O príncipe conhecia o lado elitizado do planeta, mas ela sabia que dura para muitas daquelas pessoas, que tinham muito a ensinar sobre simplicidade.

Em seguida, o holograma da irmã (seria ela a irmã com quem ele pediu para conversar?) de Chui apareceu e Rhaenee ficou muito curiosa. Aquela combinação de cor de pele e cabelo era muito bonita. A julgar pela aparência, parecia uma moça bondosa, mas que tipo de pessoa tenta acalmar a outra falando que "um monstro destruiu o castelo, mas tá tudo bem agora"? Olhou de canto para o caçador, reprovando. Ele o príncipe seriam grandes amigos sem noção!

Gail falou com ela e Ray abaixou o rosto para fofocar na altura do príncipe. Não concordava que ele quisesse se aventurar agora que tinha se envenenado, mas a verdade é que não achava que o palácio era um lugar seguro. Aquele monstro tinha destruído uma estrutura gigantesca como se fosse um castelo de areia e nada o impedia de atacar o lar dos príncipes. Deixã-lo sozinho não era uma opção também, já que estavam tentando matá-lo e a segunda vez, se ela nem estivesse por perto, seria pior.

- Está bem, mas você tem que me prometer que não vai tentar nada perigoso, vai tentar se recuperar como o médico recomendou... e que vai me deixar provar antes tudo o que você come - a última parte era um pouco de brincadeira, mas era bem real.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Pallando em Sex Nov 25, 2016 12:36 pm

Não podia negar o interesse que tinha na ideia de melhorar a prótese de seu antebraço, afinal a peça o incomodava de verdade, mas não o agrava muito a ideia de passar por procedimentos médicos mais uma vez. De fato, talvez fosse apenas um desconforto passageiro que o livraria de um incômodo pelo resto de sua vida, porém, como bem observado por Rosso, não deveria abusar da generosidade da regente. Marin não voltaria a pedir nada uma vez que já definido sua liberdade como recompensa suficiente.

A oferta de Chui certamente o havia surpreendido, gerando um dos raros momentos em que o evo abre a boca e nenhuma palavra sai. Seus olhos miraram o caçador de imediato, tentando descobrir se a proposta era verdadeira. Havia se interessado tanto pela profissão do caçador, percorrendo todos o planetas e vendo criaturas diferentes, e agora tinha a oportunidade de ajudar um. Estava feliz por ter algo depois dali, por ter recebido confiança.

- Aceito. - Disse apressado ao perceber que o caçador falava sério. Não sabia o que o tapinha no ombro significava, mas não pensou que fosse algo ruim em momento algum. Talvez fosse algum tipo de cumprimento.- Eu agradeço.

Marin seguiu observando a interação dos outros depois de dar sua resposta. Felizmente a irmã de Chui estava viva, e ele agora falava com ela por meio do enigmático comunicador galático. O evo não gostava de tecnologia na verdade, mas admitia para si mesmo que aquele comunicador era curioso.

Mesmo entretido com o holograma como estava, Marin não deixou escapar o momento que Ray baixou a cabeça para ouvir o príncipe. De alguma maneira parecia "deselegante" ouvir a conversa alheia, ainda mais quando eles claramente queriam que fosse privada, mas o evo era curioso. Muitas vezes curioso até demais.

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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Gakky em Sex Nov 25, 2016 3:32 pm

Chui e Marin estavam começando a planejar uma parceria como caçadores, isso fez Marin se sentir bem, ele tinha saído de um vazio profundo e saber que começava a ter um lugar nesse mundo desconhecido, era realmente animador. Durante a conversa no comunicar galático, Rosso cruza os braços com expressão entediada, embora ele observasse Chui com a irmã, seus pensamentos estavam longe. Parecia assim desde que soube que não faria parte da reunião. Marin percebe que o príncipe estava sussurrando para Ray, curioso, ele aguça os ouvidos e se concentra para tentar ouvir o comentário e consegue.

Ashanti, irmã de Chui, fica preocupada ao ouvir todas as palavras do irmão, ela o conhecia bem e sabia que esse era o seu jeito de contar as coisas. Mas não podia deixar de estar preocupada com o tal monstro gigante.

- Monstro? Realeza? - Questionou confusa - E eu aqui sem saber que você estava em perigo! Lembre que eu disse que ia te matar se morresse? Pois essa promessa ainda está valendo! Essa história de realeza é verdade? Olha, eu espero que esteja se cuidando, siga a dieta dos legumes. E tente ligar mais cedo da próxima vez.

A irmã de Chui respirou, agora mais calma explicou sua situação:

- Agora quanto ao monstro, não tivemos nenhum por aqui. Eu não sabia que tinha monstros assim em Primos, isso é muito estranho...  Não tivemos nada do tipo aqui... Mas eu também tenho uma má notícia para contar, está tendo uma epidemia de febre branca na nossa tribo, para piorar o nosso holotomico quebrou. Estamos sem dinheiro para comprar um novo, está difícil diagnosticar os órgãos afetados pela doença... Mas os ministros falaram que não podem dar um novo agora, pois suas riquezas estão caindo por causa da queda dos negócios de Paladium. Sei que não devia por esse peso em você, mas conseguiu alguma coisa por aí? Estamos desesperados, crianças podem morrer.

Rhaenee ouviu o comentário da irmã de Chui e lembrou que tinha visto semana passada a condessa de Locus em um evento real, ela estava usando um vestido todo feito de diamantes azuis, uma pedra raríssima. Mas logo a resposta do príncipe lhe chamou sua atenção (sussurrando novamente):

*- Ok, eu prometo me cuidar, mas a parte do perigo depende do ponto de vista... Por favor Ray... Você é minha amiga... Eu te levo para onde eu for, prometo.*

Gail olhou nos olhos de Ray tentando parecer convincente, fazendo uma expressão de dó. Rhaenee não conseguia evitar de ficar encantada com a beleza do príncipe. Era um fato que a família real tinha belos traços, isso era possível de ver até na princesa. Logo um guarda saiu da porta por onde a princesa tinha entrado, ele olhou para todos na sala, inclusive para Chui com o holograma. Depois avisou a todos:

- A princesa os aguarda agora em sua sala.

O comandante logo descruzou os braços e pediu para Chui:

- Desculpe, mas terão de se despedir agora. A princesa não pode esperar.




Marin passou no teste, pois era um teste de percepção - tirou 3 no dado + 2 de inteligênia = 5, passou pois o CD era 5)
- É possível fazer novo teste para escutar o novo comentário de Gail, mas tem que rolar de novo um dado.


Última edição por Gakky em Sex Nov 25, 2016 6:50 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Luxi em Sex Nov 25, 2016 3:46 pm

Logo de início Ray já gostava da irmã de Chui, principalmente após o "eu te mato se você morrer". Porque era assim que tratava Gail também e sua revolta em relação a informação de que o governo "não tinha dinheiro" para ajudar pessoas doentes foi ainda maior. Rangeu os dentes e olhou de canto para o príncipe, como se culpasse toda a "classe" deles por isso e exigisse um tipo de atitude. Queria viajar para Locus junto com o caçador e o príncipe, para tirar satisfação na cara da realeza.
Embora imaginasse a cena perfeitamente, sabia que dificilmente aconteceria, mas ficava angustiada, principalmente por já ter vivido aquela sensação angustiante de depender da boa vontade de nobres para salvar um parente. Quis intervir e munir a irmã do caçador com essas informações, pra que organizassem um protesto em massa, como se realmente suas palavras fizessem diferença, mas acacbou dando de cara com a expressão manhosa de Gail e o sentimento passou voando.

Ela fez um muxoxo, corando de leve, como costumava fazer ao concordar contrariada com algo.

- Tudo bem. Eu vou ajudar a convencê-la

Em seguida, o guarda chegava para cortar a conversa de irmãos, fazendo a menina cruzar os braços. Às vezes essa delicadeza dos nobres em fazer coisas rudes ainda a incomodava, mas ela ajudaria os dois a conversarem novamente por baixo dos panos se o comandante não permitisse. Tinha esse tipo de mania de se meter no problema dos outros.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Tsumai em Sex Nov 25, 2016 9:24 pm

Nossa, como era bom poder conversar com Ashanti novamente! Fazia alguns meses que ela e Chui não se encontravam fisicamente, contentando-se apenas com comunicadores holográficos, mas era justamente pelo problema que ela dissera que ele tinha que permanecer em viagem por mais tempo. A expressão de Chui mudou da empolgação costumeira para um abatimento.

- Tá tão rápida assim? Você consegue identificar os primeiros sintomas ao menos? Você não pegou não é? Vou transferir o que eu já consegui assim que possível, mas não vou poder ir te ver tão cedo... - Chui fecha a mão que não segura o comunicador. - Mas não se preocupe, vou conseguir o que você precisa! Só... só não desiste, tá, eu vou conseguir, prometo! Ma agora tenho que ir, desculpe, Ash...

Depois da despedida, Chui devolve o comunicador para Rosso, dessa vez menos agitado e mais pensativo, mesmo que essa expressão não fosse durar muito. Teria que pedir recompensa para a princesa por algum trabalho, ele estava realmente precisando, e torcia para que ela entendesse o que ele passava, entendesse que não era para o bem próprio. Então, ouvindo o chamado, seguiu com os outros para junto do guarda.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Pallando em Sex Nov 25, 2016 10:26 pm

Não era surpresa para Marin que o príncipe não quisesse retornar para sua casa. Pelo que havia ouvido do mesmo, ele parecia ser extremamente restrito dentro de todo aquele sistema, precisando fugir com sua guarda-costas para simplesmente ver o que queria e sendo impedido de usar suas habilidades de combate. Não parecia uma boa vida, mas agora contava com a ajuda de Ray para convencer sua irmã. Seria a regente generosa o suficiente para realizar aquele pedido?

Torceria para que os dois conseguissem a "liberdade" do príncipe Gail, embora não estivesse tão otimista quanto as chances com o estranho Conde dando suas opiniões por ai. De qualquer maneira, já havia se envolvido demais só por bisbilhotar a conversa dos dois e não incomodou-se em continuar ouvindo.

Não ouvira muito da conversa de Chui com sua irmã durante o tempo que concentrou-se em descobrir sobre o que o príncipe e sua guarda-costas conversavam, ficando um pouco perdido no fim da conversa em que Chui despedia-se fazendo promessas. A garota Ash deveria estar com problemas e mesmo não conhecendo o caçador, Marin achava improvável que ele tivesse os recursos para cumprir sua promessa rapidamente. Era triste a situação do caçador e sua irmã, e talvez fosse dever do evo como ajudante... ajudar.

Marin seguiu junto dos outros. Não voltou a dizer mais nada.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Gakky em Sab Nov 26, 2016 11:00 am

Gail abre um largo sorriso ao ouvir a resposta de Rhaenne. Enquanto isso Chui e sua irmã se despedem as pressas, mas pelo menos Ashanti informou que não havia pegado a epidemia. O comandante se adianta e vai na frente, seguido por Marin e Chui. O príncipe também se levanta devagar e junto com Ray, entra também na sala. Esta sala era interessante, nela havia um patamar mais alto, que era acessível por uma escada de mármore branco. No nível normal, sofás luxuosos de cor azul ficavam perto das amplas janelas, que eram cobertas por cortinas translúcidas feitas de fios muito delicados. Vasos de plantas exóticas enfeitavam o local e a iluminação era feita com cristais azuis. Também havia estandartes pendurados nas paredes e colunas bem esculpidas de mármore branco. Além disso, na parede direita, havia uma fonte de mármore com a cabeça esculpida de um leão, de sua boca jorrava água para dentro de um compartimento abaixo dele. A juba do leão possuía várias joias coloridas. O som da água dessa fonte era relaxante.Também havia outras portas neste andar. A princesa estava nesta sala e ficou surpresa ao ver que seu irmão ainda estava lá, por isso perguntou:

- Gail? Ainda não foi embora?

- Não. Eu quero conversar com você, mas vou esperar esta reunião, espero que não se importe... Não estou com pressa para ir para casa... 

Gail lança um olhar de canto de olho para Ray. A princesa acha isso um pouco estranho, mas permite que ele fique, talvez seu irmão aprendesse algo. Ela convida todos para subir ao segundo patamar. Neste havia uma enorme mesa de vidro com várias cadeiras ao redor. Mas não tinha mais ninguém da reunião por perto, apenas o conde sentado em uma das cadeiras. O conde olha para Ray com um olhar de desprezo como de costume. O príncipe sobe com cuidado as escadas, devia ter uns dez degraus. E logo se senta em uma das cadeiras, porém escolhe a mais afastada de todos, já que estava ali apenas como observador.

Adelaine, a princesa, os convida a se sentar. O comandante aceita e se senta perto de onde ela está de pé. A princesa liga um holograma enorme no centro da mesa, este mostrava o mapa da galáxia. Ela toca o planeta Primos com um dos seus delicados dedos, e um mapa de Primos aparece com quatro pontos vermelhos piscando em seu território. Depois disso, Adelaine começa a falar, porém estava com a voz abatida:


- Esses quatro pontos são invasores gigantes, infelizmente apareceu mais três. Nossos batalhões estão combatendo como podem. É preocupante que eles tenham aparecido tão rápido, não passou nem mesmo um dia do primeiro ataque.

Ela desliga o holograma, seu semblante está entristecido:

- Bom eu prometi falar com vocês. Mas queria que vissem nossa situação primeiro. Primos está sendo invadida por diversos monstros, ou alienígenas, não sabemos dizer. Só sei que chegaram aqui sem explicação. Estamos enviando as vítimas para o abrigo, nossos batalhões estão ocupados com os monstros que apareceram em vários lugares.  

Adelaine olha para o conde e continua:

- Também soubemos que um pouco antes dos monstros aparecerem, um corpo parecido com um meteorito caiu no planeta Nihil. Nossos radares perceberam isso. O conde acredita que isto pode ter relação com a invasão, porém estamos sem soldados que possam ir até lá. Muitos batalhões estão sendo enviados as áreas invadidas. É um grave acontecimento. Não podemos abrir mão de soldados, não sabemos quantos monstros mais irão surgir. Mas precisamos investigar qualquer brilho de esperança que nos aparecer, por isso o conde propôs que vocês fossem até esse local...

De repente a princesa se sente tonta e quase desmaia, porém é amparada pelo comandante Rosso, que esticou os braços para que ela não caísse no chão, mas em seus braços. Gail se levanta preocupado. Mas ela não chega a apagar, se senta e agradece:

- Grata...

- Alteza, não é melhor descansar? - Pergunta Rosso visivelmente preocupado.

- Não posso descansar enquanto meu povo está em perigo – Responde a princesa – Essa é minha função. Eles esperam que eu cuide deles. A tontura foi por causa das preocupações... Não quero vê-los sofrendo...

Vendo que a situação estava controlada, o príncipe oferece sua garrafa de água e volta a se sentar. A princesa então toma um pouco de água e continua a falar:

- Como eu disse, não temos quem possa investigar esse meteorito. Eu particularmente gosto de dar oportunidade a pessoas, quando deposito minha confiança em pessoas que poucos acreditam, geralmente me surpreendo. Sei que podem fazer grandes coisas, eu sinto isso. Posso depositar minha confiança em vocês? Aceitam ir investigar esse meteorito? Daremos todas as ferramentas necessárias, uma nave espacial e pelo menos um militar para acompanhá-los.

- Alteza - Interrompe o conde – Também precisa acrescentar que se cumprirem a missão, receberão um bom pagamento. Nem todos vivem apenas a base de confiança.

- Sim conde, é claro que serão recompensados. E não me esqueci da recompensa por terem salvado a vida do conde Catlan, receberão antes de ir para esta missão. Agora gostaria de saber a resposta dos meus convidados. Participariam da missão? Aceitariam a oportunidade de mudar suas vidas? A família real ficaria imensamente agradecida com a coragem de vocês.

A princesa olha para Marin e Chui esperando uma resposta. Sua face estava pálida, era notável o quanto delicada era a princesa Adelaine.




Atualizem antes de postar, pois posso ter feito mudanças para consertar errinhos. Não esqueçam de dizer onde se sentaram. Smile
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Tsumai em Sab Nov 26, 2016 8:25 pm

Chui caminhou para dentro da sala de reuniões, e ficou tão maravilhado com o lugar, que esqueceu da tristeza por causa dos acontecimentos em Locus. Tudo bem que não era uma sala muito elaborada, mas a limpidez do ambiente somadas à beleza daquela fonte já o deixavam boquiaberto. Subiu o pequeno lance de escadas e ocupou um lugar qual quer à mesa. Assim que a princesa começou a falar, o semblante de Chui voltou a ficar abatido, por conta de que ela também estava triste e ele absorvia parte disso quando não era capaz de fazer nada no instante. Continuou a ouvir a explicação dela e ficou espantado. Será que era algum tipo de ataque a Primus?

"Nossa, o que está acontecendo?"

Chui já estava disposto a ajudar antes de ter certeza que haveria um pagamento envolvido. Ele não gostava desse pensamento, parecia algo mercenário, mas diante da situação que Ashanti passava em Locus, ele não podia deixar que a visão das pessoas sobre ele pudesse interferir nisso. Precisava de bastante dinheiro, e isso era urgente. E qual a melhor forma de conseguir dinheiro se não ajudando os outros?

- Eu vou, podem contar comigo. - em seguida dou uma olhada rápida para Marin, antes de voltar a focar na princesa. Porém, saber que a ideia de enviar um grupo de desconhecidos vinha do Conde metido a besta, ligava em Chui uma luzinha de "alerta".
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Pallando em Seg Nov 28, 2016 11:16 am

Seguindo com os outros, Marin encantou-se com a nova sala onde a princesa-regente os aguardava. Continuava tendo uma decoração e uma atmosfera compatíveis com os outros "locais nobres" como a sala de recepção e os corredores do palácio destruído, mas era notável a riqueza de coisas ali, os sofás, as plantas e os cristais azuis, que para a alegria do evo faziam a iluminação da sala.

Subiu as escadas junto de todos, sempre disfarçando o olhar curioso que direcionava a tudo por ali, e sentou-se aleatoriamente na cadeira ao lado do caçador. Só não queria sentar-se perto do conde. Continuou atento e ouviu com cuidado tudo que a princesa dizia, sem deixar de reparar em seu abatimento pela situação de Primos e a fraqueza física que quase a fez cair. A princesa era jovem mas a maneira com que mantinha o controle e agia, sempre lidando com o problema com calma e empenho, faziam Marin crer que ela tinha vocação para sua função. Apesar de não ser fisicamente resistente, ela não era uma pessoa fraca.

Ainda depois de ouvir tudo, a proposta ainda parecia suspeita de alguma maneira por ter sido ideia do conde. Aquele homem era manipulador, indigno de confiança, mas Chui concordou pois precisava da recompensa para ajudar seu povo. Por sua vez, o evo não hesitou em acompanha-lo na decisão.

- Sou o ajudante, então também devo ir.- Deu a resposta diretamente à princesa, logo depois de Chui. Já não tinha mais receios em encarar a regente ou medo dos perigos que poderiam encontrar na missão. Se houvessem monstros como os pequenos do palácio por lá, o caçador e o evo deveriam ser capazes de lidar com eles sem problemas.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Luxi em Seg Nov 28, 2016 1:55 pm

Ray captou a deixa no olhar do príncipe e também o questionamento implícito na regente.

- Não se preocupe, alteza. O príncipe está fora de risco. Só precisa tomar bastante água e sentar um pouco.

Foi com esse comentário que ela o auxiliou até o andar superior, escolhendo ficar atrás de sua cadeira, inicialmente em pé. A reunião não era para ela e estava claro que pelo menos uma pessoa não a queria ali. Então sempre nessas situações mais oficiais fazia-se de vaso decorativo.  Só quando a princesa os convidou para sentar que escolheu a cadeira ao lado esquerdo de Gail, mais longe possível do conde. A linguagem corporal diria que ela o colocava antes dela como proteção. Evitou contato visual com o conde, fingindo ver através dele.


"Tudo isso..?"

Rhaenee arregalou os olhos para os pontos no mapa. Se UM deles já fazia aquele estrago... quatro seriam capazes da mais completa destruição. Mordeu o lábio nervosamente. As vítimas estavam sendo encaminhadas para abrigos, então como estaria sua mãe? Olhou assustada para o príncipe, empalidecendo. Será que o hospital tinha sido atacado também durante uma consulta? Ou a área em que moravam...
Queria muito perguntar e isso ficava visível no seu rosto. Ela apenas se forçava a não falar nada como respeito profissional. A proposta de investigarem um corpo misterioso era parcialmente ouvida, enquanto ela imaginava o desespero das pessoas que conseguiam fugir e tantas que não conseguiriam. Também não sabia se estava sendo incluída naquilo, já que era apenas uma guarda-costas e a vida do príncipe deveria ser sua prioridade, ainda que milhões de pessoas sofressem sem proteção enquanto isso. Olhou angustiada para a mesa, tentando pensar em uma forma de traduzir tudo o que pensava, quando seus pensamentos foram resgatados pela cena da regente caindo.

Instintivamente, a garota fez menção de levantar, mas ela foi prontamente ajudada. O que tinha acontecido? Voltou a sentar-se. A princesa não era do tipo que deixaria os outros morrendo, é verdade. Tinham essa sorte de uma magnífica regente. Deu um pequeno sorriso. Pelo pouco que tinha conhecido do caçador, teve a certeza de que ele faria de tudo para ajudar as pessoas. E quanto ao evo... bem, ele era muito forte e parecia ser do tipo a seguir esse tipo de missão a risca. Seria um sucesso. Após todos terminarem de falar, ela procurou uma abertura.

- Alteza, perdoe-me pela intromissão. Gostaria de saber a situação do conjunto habitacional da área oeste da província de Aondla...

A regente sabia bem por que ela fazia essa pergunta, já que tinha sido a responsável por realocar as vítimas do acidente anos atrás.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Gakky em Seg Nov 28, 2016 10:13 pm

Gail sente o olhar assustado de Ray, seu sorriso de antes é tomado por uma expressão séria e nublada. Mas fica em silêncio, apenas observando por enquanto. Depois que Chui e Marin respondem, a princesa sorri educadamente, não com vontade, pois ainda parecia abatida, mas agradece:

- Obrigada, estão me fazendo um grande favor.

Depois solicita que um guarda venha até a sala através de um comando em seu relógio de pulso. Porém logo Ray aproveita o momento para fazer o seu pedido. Rhaenee sentia seu coração apertado. Mas como imaginou, a princesa foi gentil como sempre era, ligou novamente o mapa holográfico e passou alguns mapas com a mão. Gail parecia interessado, ele se debruçou sobre a mesa para ver mais de perto.  


- Eles não estão atacando essas áreas - Disse a princesa - Pelo menos não inicialmente. Estão preferindo atacar geradores de energia e grandes estruturas. Porém estamos abrigando moradores do entorno. Infelizmente um dos geradores explodiu... Algumas pessoas não puderam ser salvas... Toda a província de Thasi está sem energia. O conjunto habitacional do qual fala, passa bem. Se algum monstro atacar um local próximo, iremos removê-los para um abrigo de segurança.

A clima na sala era tenso, todos sabiam que uma invasão não era algo bom de se ouvir, ainda mais com tantas pessoas morrendo. Gail parecia muito pensativo e quieto. O guarda que os chamou mais cedo, entra na sala e se aproxima de Chui e Marin com algumas instruções:

- A princesa me avisou que aceitaram a proposta, por isso vocês receberão uma licença de Primos enquanto durar a missão. Mas antes precisam passar por um cadastro. Antes de irmos, gostaria de anotar que tipo de recompensa gostariam de receber por ter salvado o conde? A princesa acredita que deve ser enviada a vocês antes da missão. Pelo menos ela dará 10.000 zions para cada um.

Enquanto o guarda pegava informações com Chui e Marin, o conde voltou a falar:


- Alteza, quero sugerir que coloque o comandante Rosso para acompanhá-los na missão. Sei que ele é de confiança, foi a própria vossa alteza que o nomeou recentemente, não é algo comum de acontecer. Além disso, ele é um dos raros comandantes que não possui linhagem nobre. Pode ser difícil de acreditar, mas muitos foram contra a essa decisão. Por isso digo, essa missão será uma ótima jornada para ele ganhar experiência e a confiança dos demais.

-Que? – Contrapôs o comandante – Eu ficarei para ajudar a conter a invasão.

Porém a princesa assentiu e concordou:

- É um homem sábio conde, esteve aconselhando minha família por anos, com respeito a sua experiência, eu aceito. Comandante Rosso, vá com o grupo e os lidere na jornada.

- Mas? Princesa! Quem irá protegê-la? – Questiona Rosso – Não posso acreditar que eu seja mais útil atrás de um meteorito do que aqui!

- Rosso, sou a princesa-regente, vai negar uma ordem? – Responde a Princesa – Tenho um batalhão para me proteger, vou ficar bem. Agora eu quero que você proteja e guie esses heróis. Acredito que é o melhor para fazer isso, está decidido.

O comandante aceitou, não seria sensato discutir agora com a princesa. Mas ele parecia contrariado e irritado. Cruzou os braços suspirando.  

- Bom, agora que está tudo acertado, preciso me retirar para ver as próximas reuniões de estratégia de guerra. Comandante, cuide de tudo que for necessário para a missão, sei que é muito capaz. E obrigada a todos pelo apoio.

A princesa já ia se levantar, quando Gail disse da forma mais simples e normal possível:

- Espera, antes de ir só quero avisar que também irei nessa missão. Todos devem ajudar, então irei ajudar também.

O conde e a princesa pareciam atônitos com essa declaração. A princesa logo se opôs:

- Irmão! Você quase morreu, não pode ir numa missão assim. Precisa ir para casa, onde é seguro. Não é momento para essas coisas.

- Não irmã, agora é o melhor momento - Ele apoiou a cabeça em uma das mãos e continuou firme - Estou cansado de não fazer nada! Nunca faço o que quero, só fico sentado. Você está sempre ocupada com coisas úteis, mas não quer que eu faça o mesmo. Dessa vez eu vou fazer algo que faça alguma diferença. Cansei se ser um enfeite, já sei que minha importância é servir de moeda de troca entre regências. Mas antes disso eu quero mesmo participar de algo assim. E se eu estivesse tão seguro, não teria sido envenenado. Não há mais um lugar seguro.Fui treinando para momentos como esse. Acho que Chui e Marin não vão se importar se eu for. A Ray também concorda comigo, não é Ray? Explica para ela que estou certo.

A essa altura, todos olhavam para a pequena discussão familiar, até mesmo Rosso, embora estivesse frustrado. O conde não consegue fechar sua boca, estava surpreso por ter ouvido as palavras tão diretas do príncipe sem qualquer floreio de educação como os costumes mandavam. Gail olha para Ray como se seus olhos suplicassem, se ele tivesse raio laser nos olhos, a teria perfurado com certeza. O príncipe também lança um olhar para Chui e Marin, mas depois volta para Ray, ela era sua esperança.




Desculpe o post grande! Falta pouco para o próximo capítulo, e como não tem muitas interações, não tinha porque eu dividir o post em mais pedaços. Se ficarem incomodados com algo pode falar no tópico de dúvidas. Eu já aviso que tenho muitos planos para cada pj, pretendo aprofundá-los. Em breve rumo ao capítulo 2! Falto pouco.  Wink  Serão mais livres por lá.

Obrigada pela boa frequência de postagens e pelos posts caprichados. Estou me divertindo muito.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Luxi em Ter Nov 29, 2016 10:40 am


off:
(adorei que você realmente editou meu post com a informação! <3 obrigada)
Very Happy pra mim ta tudo certo. Tô achando perfeitinho. Que bom que você também está curtindo!

on:

A província de Aondla estava a salvo. Era um tanto egoísta, mas ela ficava mais tranquila por aquela informação. Além da mãe dela, tantas famílias que já tinham perdido tudo uma vez viviam ali.

- Agradeço vossa atenção, Alteza

Aquietou-se, finalmente, ouvindo o restante com mais atenção agora. Os assuntos de recompensa não lhe diziam respeito e pela forma com o que o conde falava, começava a achar que o problema dele era bem pessoal com ela. No entanto, entendia a revolta de Rosso. Ela mesma também ficaria irritada se a tirassem de seu posto para uma missão paralela.

- Você o quê!? - deixou escapar quando Gail se pronunciou, levando um susto. Então era por isso que ele tinha pedido a ajuda dela, não para "ficar mais depois".

Concordava plenamente com a regente, era um absurdo que ele quisesse lutar também! Uma coisa era ficar entre eles, a outra era sair em missão. Não conseguiu esconder o quanto estava perplexa, mesmo quando passou a ser observada. Suspirou. Tinha prometido ajudá-lo, afinal.

- Alteza, guardadas as devidas proporções desse desabafo, acredito que não exista um lugar completamente seguro neste momento. Eu posso lhe garantir que ficarei ao lado do príncipe para protegê-lo durante a missão. Além do mais, sinto por me intrometer novamente, mas Vossa Alteza está comandando todo o planeta para mantê-lo seguro e todos sabem disso. Acredito que o povo vai se sentir ainda mais alivado quando descobrir que a família real está lutando por todas as frentes e pessoalmente. É hora de unir a população de Primos.

Quando terminou de falar, respirou fundo, nervosamente, e olhou em volta. Só esperava que as palavras que tinha acabado de inventar convencessem alguém. Dedicou um olhar de canto para Gail, pois ele lhe deveria um favor. Era bom que colaborasse para voltar em segurança.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Tsumai em Ter Nov 29, 2016 9:37 pm

Chui permaneceu atento e não entendeu muito bem o olhar do príncipe para ele, mas ficou curioso, talvez fosse explicado logo em seguida. E para sua surpresa, já havia recebido uma quantia em dinheiro somente por ter "salvo" a vida do conde, mesmo ele não tendo feito muita coisa. Em situações normais, recusaria a ajuda financeira, mas devido aos problemas de Locus, Chui gostaria que transferissem o dinheiro diretamente para onde sua irmã estava, e foi o que pediu ao guarda para fazer:

- Por favor, gostaria da recompensa em dinheiro. Poderia transferir para uma conta em Locus? Número 1347-8

Então viu que Ray parecia preocupada, e compreendeu perfeitamente seu sentimento e ficou feliz com o alívio da garota em perceber que sua família passava bem, ao menos por hora.

"Que caos... o que será que causou isso? Algum inimigo da corte? Provavelmente o conde estava envolvido, no mínimo ele é uma pessoa questionável..."

Os pensamentos de Chui foram cortados pela ideia do Conde de enviar Rosso com eles. Rosso parecia ser uma pessoa decente, até mesmo pela reação ao pedido do outro, o que também levou Chui a tentar entender a atitude do conde. Talvez estivesse indo longe demais em sua teoria da conspiração... e então mais uma surpresa! Gail, o príncipe, desejava entrar na frente da missão junto deles. Chui consegui entender o desejo do garoto, afinal, deve ser tedioso e irritante ser tratado como um vaso de porcelana que pode se quebrar, mas, talvez não fosse bom devido ao momento em que estavam. Contudo, Chui nunca foi de recusar conceder aos outros uma oportunidade, então ergueu a mão e disse, até mesmo empolgado com a ideia de um príncipe por as mãos na massa:

- Eu posso cobri-los também, alteza. E como Rhaenee disse, talvez seja bom para o povo ver que o príncipe está se esforçando para ajudar.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Pallando em Ter Nov 29, 2016 10:26 pm

"Isso é muito?" era a única pergunta que Marin tinha para fazer a respeito da recompensa. O guarda dizia que tanto Chui quanto Marin receberiam 10.000 zions cada, mas o evo não conhecia o valor dos zions como os outros. Não incomodou-se em perguntar porque não se importava com aquilo, e também em respeito a seriedade da ocasião.

Se aquele valor fosse baixo, Marin pretendia ignorar a recompensa e sequer apanha-la, mas se tivesse grande valor, como provavelmente teria, o evo pensava que seria melhor destina-lo para o povo de Chui também. Era o mais sensato a se fazer, não?

Havia gostado de saber que a família de Ray estava segura, não por importar-se com aquelas pessoas, mas por que a guarda-costas era uma das poucas pessoas que conhecia um pouco e não desejava mal a ela. O mesmo valeu para o príncipe Gail que, como Marin já sabia que aconteceria, pediu pelo direito de fazer algo útil.

Olhou de volta para Gail, sem entender o que o príncipe queria que ele fizesse. Tudo ficou mais claro quando Ray e Chui também se pronunciaram a respeito, e só então o evo entendeu que o príncipe esperava algum auxilio com a questão.

- Não quero que nenhum deles morra.- E talvez fosse este o sentimento mais gentil que já tivera para com outra pessoa até então. Realmente seria muito desagradável para o evo se Chui, Ray, Rosso ou Gail morressem.- Também posso ajudar a protege-los...alteza.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Gakky em Ter Nov 29, 2016 11:30 pm

O guarda anota o número que Chui lhe informou e diz em voz baixa, por causa da discussão:

- Será transferido como deseja.

A princesa-regente ficou surpresa com tantas respostas a favor do príncipe, ela esperava isso de Rhaenne, mas não dos outros. Por um momento ficou sem palavras para responder argumentos tão bons, além disso, ficou comovida com Chui e Marin, que desejavam proteger o seu irmão mesmo sem conhecê-lo. Pela sua expressão, é possível ver que ela ficou desnorteada.

Gail também estava surpreso, apesar de tudo, não esperava ser defendido desse jeito. Quando ouviu Chui e Marin, sua expressão era de espanto. Enquanto esperava pela resposta da irmã, lançou um olhar a eles novamente com um sorriso discreto no canto da boca.

Por fim, o silêncio foi cessado, a princesa falou:


- São bons argumentos, eu compreendo o que dizem, e vocês têm razão. E fico comovida com suas palavras. Mas é o meu irmão...  Eu... Não sei se consigo permitir algo assim... Preciso conversar com ele a sós. Por favor, desculpem, mas preciso que se retirem por um momento. Rhaenee, até mesmo você, nos dê uns minutos. E conde por favor, o senhor também.

O guarda os acompanha até a saída da sala, Rosso vai logo atrás, o conde não estava satisfeito em ter que sair também. Ray tinha percebido que não era um pedido, mas uma ordem da princesa, não seria sensato contrariar. Ray percebe o olhar de Gail a seguindo quando ela vai se retirando. O guarda os observava como uma sentinela, como se procurasse algum contrariado. Quando todos saem, nos segundos antes de fechar a porta, podem ouvir uma pequena parte da discussão se iniciando:

- Não é mais um dos seus momentos rebeldes?

- Nunca é! Vocês que não percebem o que fazem comigo... - Voz de Gail ao longe.

Mas logo a porta é fechada pelo guarda. O conde estava perplexo e comenta com o guarda:


- É por esses motivos que devemos tirar de perto dele as influências negativas - Diz olhando para Ray, depois se volta ao guarda e pede - Agora me leve até a sala de espera do nível 5, sim?

O guarda obedece a ordem, quando os dois passam por vocês, o conde apenas sorri educadamente para Chui e Marin. Eles entram por uma sala e saem de onde estão. O comandante encosta as costas na parede e comenta com a cabeça abaixada:

- Só faltava essa, um grupo totalmente heterogêneo - Rosso olha para própria mão como se contasse os dedos quando continua falando - Um garoto mimado, um evo com amnésia, uma garota histérica e um pirralho de mira assassina... Agora é só transformar isso em soldados...

Rosso suspira depois de pensar em voz alta. Agora vocês estão na sala onde estavam anteriormente quando esperavam pela volta da princesa. Há alguns guardas perto das outras entradas.
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

Mensagem por Luxi em Qua Nov 30, 2016 10:13 am

Com um sentimento de dever cumprido e um sorriso no rosto, Ray deixou a sala com os demais. Não estava preocupada com a discussão lá dentro. No fundo, eram só dois irmãos.

O sorriso diminuiu quando o conde a encarou com desprezo, fazendo-a apertar os olhos, mas não desviou o olhar, encarou de volta. Dessa vez, sentia que tinha um apoio psicológico. Não tinha feito nada de errado. Além do mais, achava um pouco exagerada essa proteção que os nobres tinham enquanto todo o restante da população sofria. Ela se preocupava com Gail por ser seu amigo, não por achar que a nobreza era superior aos outros.

Assistiu ao conde sair de cena e não conseguiu evitar o rosto se franzindo em uma careta quando ele sumiu pela porta.

"Cara chato", pensou. Sabia que a perseguiria pelo resto de sua vida.

Após um suspiro e recobrar o sorriso, virou-se para Chui e Marin (já que ainda achava que devia um respeito adicional a Rosso).

- Nossa. Foi muito legal vocês ajudarem o príncipe. Às vezes eu acho que se não fosse seu status, tentaria ser um caçador ou algo do tipo.

Ray deixou que eles respondesem e olhou para o comandante, que falava sozinho como um homem louco coisas que ela não prestava muita atenção enquanto fofocava com os outros dois.

- Acho que ele está meio estressado com tudo isso, né!? Está até falando sozinho... - comentou meio cochichando e preocupada
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Re: Capítulo 1 - A Invasão

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