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    Capítulo 1 - A Invasão

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    Gakky
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Gakky em Sab Nov 26, 2016 11:00 am

    Gail abre um largo sorriso ao ouvir a resposta de Rhaenne. Enquanto isso Chui e sua irmã se despedem as pressas, mas pelo menos Ashanti informou que não havia pegado a epidemia. O comandante se adianta e vai na frente, seguido por Marin e Chui. O príncipe também se levanta devagar e junto com Ray, entra também na sala. Esta sala era interessante, nela havia um patamar mais alto, que era acessível por uma escada de mármore branco. No nível normal, sofás luxuosos de cor azul ficavam perto das amplas janelas, que eram cobertas por cortinas translúcidas feitas de fios muito delicados. Vasos de plantas exóticas enfeitavam o local e a iluminação era feita com cristais azuis. Também havia estandartes pendurados nas paredes e colunas bem esculpidas de mármore branco. Além disso, na parede direita, havia uma fonte de mármore com a cabeça esculpida de um leão, de sua boca jorrava água para dentro de um compartimento abaixo dele. A juba do leão possuía várias joias coloridas. O som da água dessa fonte era relaxante.Também havia outras portas neste andar. A princesa estava nesta sala e ficou surpresa ao ver que seu irmão ainda estava lá, por isso perguntou:

    - Gail? Ainda não foi embora?

    - Não. Eu quero conversar com você, mas vou esperar esta reunião, espero que não se importe... Não estou com pressa para ir para casa... 

    Gail lança um olhar de canto de olho para Ray. A princesa acha isso um pouco estranho, mas permite que ele fique, talvez seu irmão aprendesse algo. Ela convida todos para subir ao segundo patamar. Neste havia uma enorme mesa de vidro com várias cadeiras ao redor. Mas não tinha mais ninguém da reunião por perto, apenas o conde sentado em uma das cadeiras. O conde olha para Ray com um olhar de desprezo como de costume. O príncipe sobe com cuidado as escadas, devia ter uns dez degraus. E logo se senta em uma das cadeiras, porém escolhe a mais afastada de todos, já que estava ali apenas como observador.

    Adelaine, a princesa, os convida a se sentar. O comandante aceita e se senta perto de onde ela está de pé. A princesa liga um holograma enorme no centro da mesa, este mostrava o mapa da galáxia. Ela toca o planeta Primos com um dos seus delicados dedos, e um mapa de Primos aparece com quatro pontos vermelhos piscando em seu território. Depois disso, Adelaine começa a falar, porém estava com a voz abatida:


    - Esses quatro pontos são invasores gigantes, infelizmente apareceu mais três. Nossos batalhões estão combatendo como podem. É preocupante que eles tenham aparecido tão rápido, não passou nem mesmo um dia do primeiro ataque.

    Ela desliga o holograma, seu semblante está entristecido:

    - Bom eu prometi falar com vocês. Mas queria que vissem nossa situação primeiro. Primos está sendo invadida por diversos monstros, ou alienígenas, não sabemos dizer. Só sei que chegaram aqui sem explicação. Estamos enviando as vítimas para o abrigo, nossos batalhões estão ocupados com os monstros que apareceram em vários lugares.  

    Adelaine olha para o conde e continua:

    - Também soubemos que um pouco antes dos monstros aparecerem, um corpo parecido com um meteorito caiu no planeta Nihil. Nossos radares perceberam isso. O conde acredita que isto pode ter relação com a invasão, porém estamos sem soldados que possam ir até lá. Muitos batalhões estão sendo enviados as áreas invadidas. É um grave acontecimento. Não podemos abrir mão de soldados, não sabemos quantos monstros mais irão surgir. Mas precisamos investigar qualquer brilho de esperança que nos aparecer, por isso o conde propôs que vocês fossem até esse local...

    De repente a princesa se sente tonta e quase desmaia, porém é amparada pelo comandante Rosso, que esticou os braços para que ela não caísse no chão, mas em seus braços. Gail se levanta preocupado. Mas ela não chega a apagar, se senta e agradece:

    - Grata...

    - Alteza, não é melhor descansar? - Pergunta Rosso visivelmente preocupado.

    - Não posso descansar enquanto meu povo está em perigo – Responde a princesa – Essa é minha função. Eles esperam que eu cuide deles. A tontura foi por causa das preocupações... Não quero vê-los sofrendo...

    Vendo que a situação estava controlada, o príncipe oferece sua garrafa de água e volta a se sentar. A princesa então toma um pouco de água e continua a falar:

    - Como eu disse, não temos quem possa investigar esse meteorito. Eu particularmente gosto de dar oportunidade a pessoas, quando deposito minha confiança em pessoas que poucos acreditam, geralmente me surpreendo. Sei que podem fazer grandes coisas, eu sinto isso. Posso depositar minha confiança em vocês? Aceitam ir investigar esse meteorito? Daremos todas as ferramentas necessárias, uma nave espacial e pelo menos um militar para acompanhá-los.

    - Alteza - Interrompe o conde – Também precisa acrescentar que se cumprirem a missão, receberão um bom pagamento. Nem todos vivem apenas a base de confiança.

    - Sim conde, é claro que serão recompensados. E não me esqueci da recompensa por terem salvado a vida do conde Catlan, receberão antes de ir para esta missão. Agora gostaria de saber a resposta dos meus convidados. Participariam da missão? Aceitariam a oportunidade de mudar suas vidas? A família real ficaria imensamente agradecida com a coragem de vocês.

    A princesa olha para Marin e Chui esperando uma resposta. Sua face estava pálida, era notável o quanto delicada era a princesa Adelaine.




    Atualizem antes de postar, pois posso ter feito mudanças para consertar errinhos. Não esqueçam de dizer onde se sentaram. Smile
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Tsumai em Sab Nov 26, 2016 8:25 pm

    Chui caminhou para dentro da sala de reuniões, e ficou tão maravilhado com o lugar, que esqueceu da tristeza por causa dos acontecimentos em Locus. Tudo bem que não era uma sala muito elaborada, mas a limpidez do ambiente somadas à beleza daquela fonte já o deixavam boquiaberto. Subiu o pequeno lance de escadas e ocupou um lugar qual quer à mesa. Assim que a princesa começou a falar, o semblante de Chui voltou a ficar abatido, por conta de que ela também estava triste e ele absorvia parte disso quando não era capaz de fazer nada no instante. Continuou a ouvir a explicação dela e ficou espantado. Será que era algum tipo de ataque a Primus?

    "Nossa, o que está acontecendo?"

    Chui já estava disposto a ajudar antes de ter certeza que haveria um pagamento envolvido. Ele não gostava desse pensamento, parecia algo mercenário, mas diante da situação que Ashanti passava em Locus, ele não podia deixar que a visão das pessoas sobre ele pudesse interferir nisso. Precisava de bastante dinheiro, e isso era urgente. E qual a melhor forma de conseguir dinheiro se não ajudando os outros?

    - Eu vou, podem contar comigo. - em seguida dou uma olhada rápida para Marin, antes de voltar a focar na princesa. Porém, saber que a ideia de enviar um grupo de desconhecidos vinha do Conde metido a besta, ligava em Chui uma luzinha de "alerta".
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Pallando em Seg Nov 28, 2016 11:16 am

    Seguindo com os outros, Marin encantou-se com a nova sala onde a princesa-regente os aguardava. Continuava tendo uma decoração e uma atmosfera compatíveis com os outros "locais nobres" como a sala de recepção e os corredores do palácio destruído, mas era notável a riqueza de coisas ali, os sofás, as plantas e os cristais azuis, que para a alegria do evo faziam a iluminação da sala.

    Subiu as escadas junto de todos, sempre disfarçando o olhar curioso que direcionava a tudo por ali, e sentou-se aleatoriamente na cadeira ao lado do caçador. Só não queria sentar-se perto do conde. Continuou atento e ouviu com cuidado tudo que a princesa dizia, sem deixar de reparar em seu abatimento pela situação de Primos e a fraqueza física que quase a fez cair. A princesa era jovem mas a maneira com que mantinha o controle e agia, sempre lidando com o problema com calma e empenho, faziam Marin crer que ela tinha vocação para sua função. Apesar de não ser fisicamente resistente, ela não era uma pessoa fraca.

    Ainda depois de ouvir tudo, a proposta ainda parecia suspeita de alguma maneira por ter sido ideia do conde. Aquele homem era manipulador, indigno de confiança, mas Chui concordou pois precisava da recompensa para ajudar seu povo. Por sua vez, o evo não hesitou em acompanha-lo na decisão.

    - Sou o ajudante, então também devo ir.- Deu a resposta diretamente à princesa, logo depois de Chui. Já não tinha mais receios em encarar a regente ou medo dos perigos que poderiam encontrar na missão. Se houvessem monstros como os pequenos do palácio por lá, o caçador e o evo deveriam ser capazes de lidar com eles sem problemas.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Luxi em Seg Nov 28, 2016 1:55 pm

    Ray captou a deixa no olhar do príncipe e também o questionamento implícito na regente.

    - Não se preocupe, alteza. O príncipe está fora de risco. Só precisa tomar bastante água e sentar um pouco.

    Foi com esse comentário que ela o auxiliou até o andar superior, escolhendo ficar atrás de sua cadeira, inicialmente em pé. A reunião não era para ela e estava claro que pelo menos uma pessoa não a queria ali. Então sempre nessas situações mais oficiais fazia-se de vaso decorativo.  Só quando a princesa os convidou para sentar que escolheu a cadeira ao lado esquerdo de Gail, mais longe possível do conde. A linguagem corporal diria que ela o colocava antes dela como proteção. Evitou contato visual com o conde, fingindo ver através dele.


    "Tudo isso..?"

    Rhaenee arregalou os olhos para os pontos no mapa. Se UM deles já fazia aquele estrago... quatro seriam capazes da mais completa destruição. Mordeu o lábio nervosamente. As vítimas estavam sendo encaminhadas para abrigos, então como estaria sua mãe? Olhou assustada para o príncipe, empalidecendo. Será que o hospital tinha sido atacado também durante uma consulta? Ou a área em que moravam...
    Queria muito perguntar e isso ficava visível no seu rosto. Ela apenas se forçava a não falar nada como respeito profissional. A proposta de investigarem um corpo misterioso era parcialmente ouvida, enquanto ela imaginava o desespero das pessoas que conseguiam fugir e tantas que não conseguiriam. Também não sabia se estava sendo incluída naquilo, já que era apenas uma guarda-costas e a vida do príncipe deveria ser sua prioridade, ainda que milhões de pessoas sofressem sem proteção enquanto isso. Olhou angustiada para a mesa, tentando pensar em uma forma de traduzir tudo o que pensava, quando seus pensamentos foram resgatados pela cena da regente caindo.

    Instintivamente, a garota fez menção de levantar, mas ela foi prontamente ajudada. O que tinha acontecido? Voltou a sentar-se. A princesa não era do tipo que deixaria os outros morrendo, é verdade. Tinham essa sorte de uma magnífica regente. Deu um pequeno sorriso. Pelo pouco que tinha conhecido do caçador, teve a certeza de que ele faria de tudo para ajudar as pessoas. E quanto ao evo... bem, ele era muito forte e parecia ser do tipo a seguir esse tipo de missão a risca. Seria um sucesso. Após todos terminarem de falar, ela procurou uma abertura.

    - Alteza, perdoe-me pela intromissão. Gostaria de saber a situação do conjunto habitacional da área oeste da província de Aondla...

    A regente sabia bem por que ela fazia essa pergunta, já que tinha sido a responsável por realocar as vítimas do acidente anos atrás.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Gakky em Seg Nov 28, 2016 10:13 pm

    Gail sente o olhar assustado de Ray, seu sorriso de antes é tomado por uma expressão séria e nublada. Mas fica em silêncio, apenas observando por enquanto. Depois que Chui e Marin respondem, a princesa sorri educadamente, não com vontade, pois ainda parecia abatida, mas agradece:

    - Obrigada, estão me fazendo um grande favor.

    Depois solicita que um guarda venha até a sala através de um comando em seu relógio de pulso. Porém logo Ray aproveita o momento para fazer o seu pedido. Rhaenee sentia seu coração apertado. Mas como imaginou, a princesa foi gentil como sempre era, ligou novamente o mapa holográfico e passou alguns mapas com a mão. Gail parecia interessado, ele se debruçou sobre a mesa para ver mais de perto.  


    - Eles não estão atacando essas áreas - Disse a princesa - Pelo menos não inicialmente. Estão preferindo atacar geradores de energia e grandes estruturas. Porém estamos abrigando moradores do entorno. Infelizmente um dos geradores explodiu... Algumas pessoas não puderam ser salvas... Toda a província de Thasi está sem energia. O conjunto habitacional do qual fala, passa bem. Se algum monstro atacar um local próximo, iremos removê-los para um abrigo de segurança.

    A clima na sala era tenso, todos sabiam que uma invasão não era algo bom de se ouvir, ainda mais com tantas pessoas morrendo. Gail parecia muito pensativo e quieto. O guarda que os chamou mais cedo, entra na sala e se aproxima de Chui e Marin com algumas instruções:

    - A princesa me avisou que aceitaram a proposta, por isso vocês receberão uma licença de Primos enquanto durar a missão. Mas antes precisam passar por um cadastro. Antes de irmos, gostaria de anotar que tipo de recompensa gostariam de receber por ter salvado o conde? A princesa acredita que deve ser enviada a vocês antes da missão. Pelo menos ela dará 10.000 zions para cada um.

    Enquanto o guarda pegava informações com Chui e Marin, o conde voltou a falar:


    - Alteza, quero sugerir que coloque o comandante Rosso para acompanhá-los na missão. Sei que ele é de confiança, foi a própria vossa alteza que o nomeou recentemente, não é algo comum de acontecer. Além disso, ele é um dos raros comandantes que não possui linhagem nobre. Pode ser difícil de acreditar, mas muitos foram contra a essa decisão. Por isso digo, essa missão será uma ótima jornada para ele ganhar experiência e a confiança dos demais.

    -Que? – Contrapôs o comandante – Eu ficarei para ajudar a conter a invasão.

    Porém a princesa assentiu e concordou:

    - É um homem sábio conde, esteve aconselhando minha família por anos, com respeito a sua experiência, eu aceito. Comandante Rosso, vá com o grupo e os lidere na jornada.

    - Mas? Princesa! Quem irá protegê-la? – Questiona Rosso – Não posso acreditar que eu seja mais útil atrás de um meteorito do que aqui!

    - Rosso, sou a princesa-regente, vai negar uma ordem? – Responde a Princesa – Tenho um batalhão para me proteger, vou ficar bem. Agora eu quero que você proteja e guie esses heróis. Acredito que é o melhor para fazer isso, está decidido.

    O comandante aceitou, não seria sensato discutir agora com a princesa. Mas ele parecia contrariado e irritado. Cruzou os braços suspirando.  

    - Bom, agora que está tudo acertado, preciso me retirar para ver as próximas reuniões de estratégia de guerra. Comandante, cuide de tudo que for necessário para a missão, sei que é muito capaz. E obrigada a todos pelo apoio.

    A princesa já ia se levantar, quando Gail disse da forma mais simples e normal possível:

    - Espera, antes de ir só quero avisar que também irei nessa missão. Todos devem ajudar, então irei ajudar também.

    O conde e a princesa pareciam atônitos com essa declaração. A princesa logo se opôs:

    - Irmão! Você quase morreu, não pode ir numa missão assim. Precisa ir para casa, onde é seguro. Não é momento para essas coisas.

    - Não irmã, agora é o melhor momento - Ele apoiou a cabeça em uma das mãos e continuou firme - Estou cansado de não fazer nada! Nunca faço o que quero, só fico sentado. Você está sempre ocupada com coisas úteis, mas não quer que eu faça o mesmo. Dessa vez eu vou fazer algo que faça alguma diferença. Cansei se ser um enfeite, já sei que minha importância é servir de moeda de troca entre regências. Mas antes disso eu quero mesmo participar de algo assim. E se eu estivesse tão seguro, não teria sido envenenado. Não há mais um lugar seguro.Fui treinando para momentos como esse. Acho que Chui e Marin não vão se importar se eu for. A Ray também concorda comigo, não é Ray? Explica para ela que estou certo.

    A essa altura, todos olhavam para a pequena discussão familiar, até mesmo Rosso, embora estivesse frustrado. O conde não consegue fechar sua boca, estava surpreso por ter ouvido as palavras tão diretas do príncipe sem qualquer floreio de educação como os costumes mandavam. Gail olha para Ray como se seus olhos suplicassem, se ele tivesse raio laser nos olhos, a teria perfurado com certeza. O príncipe também lança um olhar para Chui e Marin, mas depois volta para Ray, ela era sua esperança.




    Desculpe o post grande! Falta pouco para o próximo capítulo, e como não tem muitas interações, não tinha porque eu dividir o post em mais pedaços. Se ficarem incomodados com algo pode falar no tópico de dúvidas. Eu já aviso que tenho muitos planos para cada pj, pretendo aprofundá-los. Em breve rumo ao capítulo 2! Falto pouco.  Wink  Serão mais livres por lá.

    Obrigada pela boa frequência de postagens e pelos posts caprichados. Estou me divertindo muito.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Luxi em Ter Nov 29, 2016 10:40 am


    off:
    (adorei que você realmente editou meu post com a informação! <3 obrigada)
    Very Happy pra mim ta tudo certo. Tô achando perfeitinho. Que bom que você também está curtindo!

    on:

    A província de Aondla estava a salvo. Era um tanto egoísta, mas ela ficava mais tranquila por aquela informação. Além da mãe dela, tantas famílias que já tinham perdido tudo uma vez viviam ali.

    - Agradeço vossa atenção, Alteza

    Aquietou-se, finalmente, ouvindo o restante com mais atenção agora. Os assuntos de recompensa não lhe diziam respeito e pela forma com o que o conde falava, começava a achar que o problema dele era bem pessoal com ela. No entanto, entendia a revolta de Rosso. Ela mesma também ficaria irritada se a tirassem de seu posto para uma missão paralela.

    - Você o quê!? - deixou escapar quando Gail se pronunciou, levando um susto. Então era por isso que ele tinha pedido a ajuda dela, não para "ficar mais depois".

    Concordava plenamente com a regente, era um absurdo que ele quisesse lutar também! Uma coisa era ficar entre eles, a outra era sair em missão. Não conseguiu esconder o quanto estava perplexa, mesmo quando passou a ser observada. Suspirou. Tinha prometido ajudá-lo, afinal.

    - Alteza, guardadas as devidas proporções desse desabafo, acredito que não exista um lugar completamente seguro neste momento. Eu posso lhe garantir que ficarei ao lado do príncipe para protegê-lo durante a missão. Além do mais, sinto por me intrometer novamente, mas Vossa Alteza está comandando todo o planeta para mantê-lo seguro e todos sabem disso. Acredito que o povo vai se sentir ainda mais alivado quando descobrir que a família real está lutando por todas as frentes e pessoalmente. É hora de unir a população de Primos.

    Quando terminou de falar, respirou fundo, nervosamente, e olhou em volta. Só esperava que as palavras que tinha acabado de inventar convencessem alguém. Dedicou um olhar de canto para Gail, pois ele lhe deveria um favor. Era bom que colaborasse para voltar em segurança.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Tsumai em Ter Nov 29, 2016 9:37 pm

    Chui permaneceu atento e não entendeu muito bem o olhar do príncipe para ele, mas ficou curioso, talvez fosse explicado logo em seguida. E para sua surpresa, já havia recebido uma quantia em dinheiro somente por ter "salvo" a vida do conde, mesmo ele não tendo feito muita coisa. Em situações normais, recusaria a ajuda financeira, mas devido aos problemas de Locus, Chui gostaria que transferissem o dinheiro diretamente para onde sua irmã estava, e foi o que pediu ao guarda para fazer:

    - Por favor, gostaria da recompensa em dinheiro. Poderia transferir para uma conta em Locus? Número 1347-8

    Então viu que Ray parecia preocupada, e compreendeu perfeitamente seu sentimento e ficou feliz com o alívio da garota em perceber que sua família passava bem, ao menos por hora.

    "Que caos... o que será que causou isso? Algum inimigo da corte? Provavelmente o conde estava envolvido, no mínimo ele é uma pessoa questionável..."

    Os pensamentos de Chui foram cortados pela ideia do Conde de enviar Rosso com eles. Rosso parecia ser uma pessoa decente, até mesmo pela reação ao pedido do outro, o que também levou Chui a tentar entender a atitude do conde. Talvez estivesse indo longe demais em sua teoria da conspiração... e então mais uma surpresa! Gail, o príncipe, desejava entrar na frente da missão junto deles. Chui consegui entender o desejo do garoto, afinal, deve ser tedioso e irritante ser tratado como um vaso de porcelana que pode se quebrar, mas, talvez não fosse bom devido ao momento em que estavam. Contudo, Chui nunca foi de recusar conceder aos outros uma oportunidade, então ergueu a mão e disse, até mesmo empolgado com a ideia de um príncipe por as mãos na massa:

    - Eu posso cobri-los também, alteza. E como Rhaenee disse, talvez seja bom para o povo ver que o príncipe está se esforçando para ajudar.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Pallando em Ter Nov 29, 2016 10:26 pm

    "Isso é muito?" era a única pergunta que Marin tinha para fazer a respeito da recompensa. O guarda dizia que tanto Chui quanto Marin receberiam 10.000 zions cada, mas o evo não conhecia o valor dos zions como os outros. Não incomodou-se em perguntar porque não se importava com aquilo, e também em respeito a seriedade da ocasião.

    Se aquele valor fosse baixo, Marin pretendia ignorar a recompensa e sequer apanha-la, mas se tivesse grande valor, como provavelmente teria, o evo pensava que seria melhor destina-lo para o povo de Chui também. Era o mais sensato a se fazer, não?

    Havia gostado de saber que a família de Ray estava segura, não por importar-se com aquelas pessoas, mas por que a guarda-costas era uma das poucas pessoas que conhecia um pouco e não desejava mal a ela. O mesmo valeu para o príncipe Gail que, como Marin já sabia que aconteceria, pediu pelo direito de fazer algo útil.

    Olhou de volta para Gail, sem entender o que o príncipe queria que ele fizesse. Tudo ficou mais claro quando Ray e Chui também se pronunciaram a respeito, e só então o evo entendeu que o príncipe esperava algum auxilio com a questão.

    - Não quero que nenhum deles morra.- E talvez fosse este o sentimento mais gentil que já tivera para com outra pessoa até então. Realmente seria muito desagradável para o evo se Chui, Ray, Rosso ou Gail morressem.- Também posso ajudar a protege-los...alteza.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Gakky em Ter Nov 29, 2016 11:30 pm

    O guarda anota o número que Chui lhe informou e diz em voz baixa, por causa da discussão:

    - Será transferido como deseja.

    A princesa-regente ficou surpresa com tantas respostas a favor do príncipe, ela esperava isso de Rhaenne, mas não dos outros. Por um momento ficou sem palavras para responder argumentos tão bons, além disso, ficou comovida com Chui e Marin, que desejavam proteger o seu irmão mesmo sem conhecê-lo. Pela sua expressão, é possível ver que ela ficou desnorteada.

    Gail também estava surpreso, apesar de tudo, não esperava ser defendido desse jeito. Quando ouviu Chui e Marin, sua expressão era de espanto. Enquanto esperava pela resposta da irmã, lançou um olhar a eles novamente com um sorriso discreto no canto da boca.

    Por fim, o silêncio foi cessado, a princesa falou:


    - São bons argumentos, eu compreendo o que dizem, e vocês têm razão. E fico comovida com suas palavras. Mas é o meu irmão...  Eu... Não sei se consigo permitir algo assim... Preciso conversar com ele a sós. Por favor, desculpem, mas preciso que se retirem por um momento. Rhaenee, até mesmo você, nos dê uns minutos. E conde por favor, o senhor também.

    O guarda os acompanha até a saída da sala, Rosso vai logo atrás, o conde não estava satisfeito em ter que sair também. Ray tinha percebido que não era um pedido, mas uma ordem da princesa, não seria sensato contrariar. Ray percebe o olhar de Gail a seguindo quando ela vai se retirando. O guarda os observava como uma sentinela, como se procurasse algum contrariado. Quando todos saem, nos segundos antes de fechar a porta, podem ouvir uma pequena parte da discussão se iniciando:

    - Não é mais um dos seus momentos rebeldes?

    - Nunca é! Vocês que não percebem o que fazem comigo... - Voz de Gail ao longe.

    Mas logo a porta é fechada pelo guarda. O conde estava perplexo e comenta com o guarda:


    - É por esses motivos que devemos tirar de perto dele as influências negativas - Diz olhando para Ray, depois se volta ao guarda e pede - Agora me leve até a sala de espera do nível 5, sim?

    O guarda obedece a ordem, quando os dois passam por vocês, o conde apenas sorri educadamente para Chui e Marin. Eles entram por uma sala e saem de onde estão. O comandante encosta as costas na parede e comenta com a cabeça abaixada:

    - Só faltava essa, um grupo totalmente heterogêneo - Rosso olha para própria mão como se contasse os dedos quando continua falando - Um garoto mimado, um evo com amnésia, uma garota histérica e um pirralho de mira assassina... Agora é só transformar isso em soldados...

    Rosso suspira depois de pensar em voz alta. Agora vocês estão na sala onde estavam anteriormente quando esperavam pela volta da princesa. Há alguns guardas perto das outras entradas.
    Luxi
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Luxi em Qua Nov 30, 2016 10:13 am

    Com um sentimento de dever cumprido e um sorriso no rosto, Ray deixou a sala com os demais. Não estava preocupada com a discussão lá dentro. No fundo, eram só dois irmãos.

    O sorriso diminuiu quando o conde a encarou com desprezo, fazendo-a apertar os olhos, mas não desviou o olhar, encarou de volta. Dessa vez, sentia que tinha um apoio psicológico. Não tinha feito nada de errado. Além do mais, achava um pouco exagerada essa proteção que os nobres tinham enquanto todo o restante da população sofria. Ela se preocupava com Gail por ser seu amigo, não por achar que a nobreza era superior aos outros.

    Assistiu ao conde sair de cena e não conseguiu evitar o rosto se franzindo em uma careta quando ele sumiu pela porta.

    "Cara chato", pensou. Sabia que a perseguiria pelo resto de sua vida.

    Após um suspiro e recobrar o sorriso, virou-se para Chui e Marin (já que ainda achava que devia um respeito adicional a Rosso).

    - Nossa. Foi muito legal vocês ajudarem o príncipe. Às vezes eu acho que se não fosse seu status, tentaria ser um caçador ou algo do tipo.

    Ray deixou que eles respondesem e olhou para o comandante, que falava sozinho como um homem louco coisas que ela não prestava muita atenção enquanto fofocava com os outros dois.

    - Acho que ele está meio estressado com tudo isso, né!? Está até falando sozinho... - comentou meio cochichando e preocupada
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Tsumai em Qua Nov 30, 2016 10:15 pm

    Chui ficou contente com a decisão da princesa de conceder esse voto de liberdade ao irmão, e mais contente ainda ao notar que o Conde não tinha gostado nem um pouco da decisão. Chui abriu um sorriso e foi assim até o lado de fora, sem se preocupar muito com a discussão dos irmãos, afinal, irmão sempre brigam; ele próprio e Ashanti faziam isso com certa frequência. Já junto dos outros, aguardado, o garoto se sentou no chão em um canto e cruzou as pernas, cruzando também os braços atrás da cabeça, levemente despojado.

    - Não precisa agradecer. - respondeu Chui à Rhaenee, ainda sorrindo. - Vai ser divertido, e garanto que não vai ter problemas. Quer dizer... eu não garaaaanto, mas vocês entenderam.

    Chui se virou então para Marin, tentando se entrosar mais ainda com o evo.

    - E então Marin, empolgado? Primeira missão?

    Mas antes do outro responder ele ouviu as palavras de Rosso, que, obviamente, estava descrente quanto ao sucesso da empreitada. Chui sabia que isso era comum, principalmente entre militares, então não se preocupou muito em ser chamado de "pirralho".

    - Rosso, né? Relaxa cara, parece ser uma missão simples. E todos aqui temos ao menos um pouquinho de experiência. Tem que tentar ser mais otimista.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Pallando em Qui Dez 01, 2016 1:15 pm

    Não sabia ao certo, mas pela reação da regente ao inesperado apoio que o pedido de Gail tivera, Marin apostava que o jovem príncipe conseguiria sua liberdade. O evo deixou a sala junto dos outros sem olhar para trás, sabendo que agora era questão de tempo até que o livrassem daquela coleira metálica.

    Estranhou mais uma vez o conde, que passou sorrindo por ele e Chui, mesmo sem ter dado atenção ao que ele dizia antes. Só sabia que não gostava daquele homem, pois sua postura atual em nada lembrava o modo como vinha ignorando-os antes de chegarem à base militar. Quase certamente o estranho conde traria-lhe problemas no futuro.

    Marin permanecia de pé no mesmo lugar onde havia parado sua caminhada. Tentava fazer uma análise da personalidade do conde com o pouco que sabia, mas a guarda-costas Ray chamou-lhe a atenção comentando sobre a ajuda prestada.

    - Hmm...- Gostou de saber que sua ajuda fora apreciada. Também não entendeu o resmungo de Rosso, que parecia estar chateado com a situação, mas concordou com Ray a respeito do comandante.- Sim, mas não parece incomum... pelo que observei no dia de hoje, ele resmunga bastante mesmo.- Deu continuidade ao tom baixo da conversa, mas não soava nenhum pouco preocupado. Pensava que aquele era o jeito natural de Rosso.

    Quase ao mesmo tempo, ouviu Chui fazendo-lhe uma pergunta interessante. Não havia parado para pensar até então, mas certamente estava mais animado agora com a ideia de participar da missão do que estava mais cedo. Estava sim, empolgado à sua maneira.

    - Acho que sim.- Respondeu depois de ouvir Chui falar com Rosso.- Além disso, também preciso enviar os 10.000 zions para Locus. Com quem devo falar para isso?...Não quero zions, quero que tirem essa coleira.- Marin sabia como ser irritantemente persistente com algo.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Tsumai em Qui Dez 01, 2016 6:49 pm

    Chuí não estava acreditando no que ouvia. Marin queria mesmo doar sua recompensa para Lócus? Era isso mesmo? Mas Chui não sabia o que responder então demorou alguns segundos antes de dizer algo:

    - Ah... Bem... Acho que Rosso pode... Ajudar... Mas você não precisa fazer isso Marin, talvez você deva precisar. - Chui sentiu os olhos lacrimejarem antes de agradecer com a voz levemente embargada: - Obrigado.
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

    Mensagem por Gakky em Qui Dez 01, 2016 7:18 pm

    Quando Rosso ouve o comentário de Chui, ele franze as sobrancelhas irritado e sem levantar a cabeça, responde ao garoto:

    - Comandante Kai Rosso, ou só comandante Rosso. Mantenha o respeito pirra...Caçador. De agora em diante, eu sou seu superior. Entendeu? Dá próxima vez que me chamar assim vou ter que lhe dar uma penitência. Mas dessa vez passa, porque não sabia. Isso serve para os demais também. Ouviu Marin? Agora resta esperar se o príncipe e Rhaenee vão também.

    Depois o comandante ouve a pergunta de Marin ao Chui, e também nota sua ansiedade por tirar a coleira, então comenta com Marin:

    - Tem certeza que não quer zions, Marin? 10.000 é muita coisa, não daria para comprar uma casa, mas pode pagar o aluguel de um apartamento. Porém imagino que queria enviar para Locus por causa da irmã de Chui, se for, seria um gesto nobre. Mas nós já vamos resolver essas coisas, só espere a princesa a voltar. Não fique tão ansioso.

    Não demora muito e a princesa-regente volta a sala onde estavam, acompanhada pelo príncipe Gail. O rapaz parecia animado. A princesa então fala:

    - Creio que devem estar ansiosos pela resposta. Depois de conversar com meu irmão, decidi que sim, ele pode ir na missão. Será bom que a família real ajude a conter essa invasão, é verdade que em momentos de crise, todos devem ajudar. Conto com a ajuda de todos para mantê-lo a salvo. Gail é muito importante para nossa regência.

    Gail sorri satisfeito com esse resultado e lança um olhar de gratidão para Ray e os outros. Mas logo a princesa volta a falar:

    - Porém terá algumas condições. Gail você vai ter que descansar o dia inteiro, beber muita água e fazer um checape médico completo, quero que avaliem seu estado da cabeça aos pés.

    - Que?... Assim vou me sentir uma cobaia...

    - É isso ou não vai poder ir a missão. Agora quanto aos outros, devem ficar ocupados com os preparativos. Eu vou cuidar dessa invasão e espero que consigam voltar o mais rápido possível com uma solução. Eu desejo muita sorte a todos vocês. E lembrem-se deposito minha confiança e esperança na missão. Desejo que as estrelas os guiem nessa empreitada. Tenho certeza que estão em boas mãos com o comandante Rosso. Desculpe não ficar mais tempo, tenho muito a fazer. Principalmente porque agora terei que convencer os meus pais de que tive a decisão certa...

    A princesa-regente se despede, dá um abraço apertado no irmão e sussurra algo no seu ouvido. Depois vai embora após de deixar um guarda para guiar o príncipe as salas médicas do forte. Enquanto Ray e o príncipe se retiravam, o comandante Rosso levou Chui e Marin para fazerem o cadastro. Os dois passam o dia inteiro com preparativos, primeiro foram levados para checarem suas identidades. Chui foi reconhecido como caçador e morador de Locus. Porém infelizmente o sistema não encontrou nenhum dado sobre Marin. Isso deixou o evo desanimado e com um sentimento de vazio no peito. Porém não teve tempo para pensar, pois logo os dois tiveram que passar por um cadastro e alguns exames médicos mais simples como medir peso, altura, sangue... Marin só não ficou receoso com esses exames porque Chui estava junto, então viu que era algo normal e não que era alvo de alguma experiência cientifica. Após toda burocracia, ganharam suas licenças temporárias de soldados da guarda real de Primos. Também tiveram algumas refeições durante o dia. A recompensa de Marin será enviada a Locus para ajudar Ashanti, se ele desejar (Diga qual foi a escolha dele no próximo post). Porém sua coleira ainda não tinha sido retirada. Era como se tivessem esquecido dele, sempre diziam que era só depois.

    Licença:

    Spoiler:


    A licença se usa como um colar no pescoço.

    Enquanto isso, Ray cuida para que Gail bebesse pelo menos dois litros de água. Mas primeiro foram para a sala médica onde se realizou os exames. Depois os dois passaram o resto do dia no forte. Quando ficaram a sós, riram juntos da situação que se armou durante da reunião, o príncipe comenta que não esperava argumentos tão convincente. Rhaenee tomava conta para ele não se distrair de seus deveres.

    O príncipe não teve dificuldades de descansar, foi só deitar que dormiu durante a tarde toda em um aposento do forte estrela. Rhaenee ficou ao seu lado em uma poltrona, lendo um livro ou fazendo qualquer outra coisa para se distrair, talvez observando a beleza do príncipe enquanto ele dormia. Apesar de não gostar dos exames, Gail colaborou sem reclamações dessa vez, pois tinha finalmente conseguido algo que queria e também porque estava realmente cansado. Comeu até os alimentos que sempre reclamava de comer e não implicou com Ray o dia todo, isso era bastante incomum. Apesar de estar bem, o veneno fez com que suas células ficassem enfraquecidas como em uma doença, mas logo se recuperaria, depois do descanso e de ingerir as vitaminas que o médico do forte receitou. Felizmente o resultado de seus exames foram todos bons, seus órgãos funcionam bem.

    Logo já era o começo da noite. As invasões continuavam. Os quatro monstros foram abatidos com batalhões e robôs gigantes, porém mais cinco apareceram, sempre em busca de grandes estruturas. Cada criatura era uma diferente da outra, e pequenas criaturas também apareciam nas redondezas. O estado de Primos estava muito delicado. Alguns nobres usavam suas naves espaciais particulares para deixarem o planeta. O comandante Rosso marcou com o seu novo grupo de se encontrarem em uma das garagens do Forte Estrela. Durante todo o dia, eles não saíram do forte. Tudo que fizeram foi dentro do Forte.

    Fim do Capítulo

    "Um caminho escolhido não é como um caminho que nunca existiu."




    Agora é esperar o próximo capítulo! Eu ri do comentário de Marin sobre ser comum o Rosso resmungar. Podem postar aqui os detalhes do que aconteceu se quiserem, um resumo de seus pensamentos ou algum comentário que fizeram, ou comentar no próximo capítulo alguma coisa sobre este final. Marin deve dizer onde escolheu aplicar os zions que ganhou.

    Capítulo 2: Seleucia
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    Re: Capítulo 1 - A Invasão

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      Data/hora atual: Seg Jul 24, 2017 1:31 am