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    A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

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    Vinah
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    A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por Vinah em Qui Nov 24, 2016 7:09 pm

    Tópico destinado aos jogadores da campanha "Contos do Estranho: Patrulha da Noite - RPG". Os acontecimentos daqui ocorrem no mesmo universo que a outra campanha, mas a história pode ocorrer em períodos temporais diferentes para que não atrapalhe a adaptação dos dois jogos. Este tópico é usado como local de posts do jogador Ferghus Mormont.


    Vinah
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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por Vinah em Qui Nov 24, 2016 7:23 pm

    Ferghus Mormont - Hitoshura


    Ferghus Mormont se encontrava nos aposentos pessoais do comandante da Torre Sombria, o qual era um dos três castelos ainda ocupados pela Patrulha da Noite. O quarto não era nada espantoso, mas Ferghus podia notar que ser o comandante havia seus benefícios. O frio intenso da Muralha não penetrava aquele quarto, e havia até mesmo uma leve sensação de calor proporcionada por uma lareira bem alimentada em um dos cantos do quarto. O ar naquele momento estava preenchido com o aroma de especiarias, pois o intendente pessoal do comandante havia preparado uma de suas bebidas quentes para ele. No entanto, bastava olhar para o próprio comandante para perceber que o cargo estava atolado em políticas.

    Sor Denys Mallister era um homem velho, seus olhos eram azuis acinzentados e seu rosto era adornado por uma longa barba branca. Ele praticamente não tinha cabelo e seu rosto apresentava rugas em demasia. À primeira vista, Sor Denys Mallister era um homem frágil, mas seus movimentos indicavam que tratava-se de um homem diferenciado. Isso e o fato dele já estar no comando por cerca de 33 anos. De fato, seus movimentos eram dotados de um ar de experiência. O comandante estava em pé, vestido com roupas pretas, tais como todos os irmãos da Patrulha. Ele estava com um olhar perdido, como se estivesse pensando em suas próximas palavras. Suas mãos acariciavam um pedaço de pergaminho que estivera lacrado há poucos minutos. Ferghus podia ver que a cera havia sido marcada com um corvo, indicando que a pessoa que a enviara era também da Patrulha. Em um certo momento, Sor Denys Mallister fixou o olhar em Ferghus, e então começou a dizer:

    - Torre Sombria... sim, esse é um bom nome para esse castelo. - Ele fez uma pausa, passando a mão em sua barba espessa. - Nós já temos problemas suficientes em nossas costas, e ainda precisamos resolver os problemas de outros castelos. - Ele olha para a carta, dando a entender q se referia ao assunto contido nela. - E no entanto, não podemos simplesmente recusar ajuda, ou eles simplesmente mandarão menos homens para cá. E como ficaremos vivos então, com um grupo de homens cada vez menor? - Sor Denys Mallister não dava tempo para que Ferghus respondesse, de modo que o velho homem continuasse a falar sem ser interrompido. - É por isso que o chamei aqui Ferghus, preciso de um homem com seus atributos para resolver essa situação.

    Sor Denys Mallister se movimenta para mais perto de Ferghus, como se não se importasse sobre as histórias que contavam sobre o Mormont em questão.

    - Lorde Jeor, o Senhor Comandante da Patrulha da Noite, me enviou um pergaminho relatando sobre algo preocupante. Recentemente, ele atribuiu uma tarefa de reconhecimento da região à Benjen Stark, e o mesmo está desaparecido. Benjen é um ótimo sobrevivente, de modo que há suspeita de que ele tenha sido atacado e esteja incapaz de voltar para esse lado da muralha. Não, eu não quero que você o resgate, isso é problema do Senhor Comandante e seus homens de Castelo Negro. - Denys Mallister fez uma pausa, e então suspirou lentamente. - Essa situação, apesar de não ter a ver conosco, me trouxe um certo desconforto, pois temos um grupo que também saiu para reconhecimento, mas que até agora não retornou. O grupo é liderado por Qhorin Meia-Mão, e o objetivo dessa patrulha era ir até a Garganta em um dos nossos postos de observação, a fim de verificar sobre a movimentação de possíveis selvagens. A missão que lhes foi atribuída era simples, e deviam ter retornado há cerca de duas semanas atrás. É o meu desejo então saber onde se encontra Qhorin Meia-Mão ou descobrir o porquê dele não ter retornado até agora. É por isso que preciso de você, preciso de um homem com a sua coragem, tenho certeza que você saberá inspirar coragem a um grupo de homens que lhe fornecerei para concluir tal objetivo.

    Sor Denys Mallister ficou olhando para Ferghus, esperando sua reação.



    Informações:
    O personagem sabe que Qhorin Meia-Mão é um dos homens mais habilidosos e experientes de Torre Sombria. Além disso, ele ainda conhece sobre a fama de Benjen Stark de ser um patrulheiro excepcional e braço direito do Senhor comandante da Patrulha.

    Ele também conhece algumas partes da Garganta, e sabe que lá é um desfiladeiro cujo centro encontra-se um rio chamado de Guadeleite, cujas águas possui um tom de branco leitoso.



    OFF:
    Eu não gosto de começar ao estilo taverna não, então pode interpretar esse primeiro post como quiser. Tipo, vc tava lutando, treinando, defecando quando foi chamado? Tava dormindo? Não tava fazendo nada e quer começar o post de onde eu comecei? Tu que sabe, deixo ai o primeiro post com você p brincar com seu novo personagem e se divertir = )

    Dúvidas?
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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por hitoshura em Sex Nov 25, 2016 11:08 am





    Ferghus Mormont




    Ferghus acordara com frio e tédio naquele dia, nada muito fora do usual realmente. Aquele homem se elevava a mais de dois metros e tinha uma cama adaptada para seu tamanho - um pequeno luxo considerando o lugar onde estava. Era alguém rústico e de grandes proporções em praticamente tudo: seu corpo era robusto, peludo e musculoso, seus olhos castanhos-claros eram afiados e suas mãos poderiam esmagar facilmente um crânio com o posicionamento correto. Definitivamente a personificação de uma besta na forma de homem, ou urso como muitos adquiriram o hábito de chamá-lo.

    Seus dias enquanto ficava na Torre Sombria se resumiam a treinamento, jogar conversa fora e torturas eventuais, graças a isso, depois do desjejum o mesmo carregou sua vadia para seus aposentos. Hahn era nativo de Dorne, um homem relativamente magro de pele morena, olhos verdes-claros e corpo bem definido, Ferghus não havia dado muita bola para sua história, mas aparentemente era um produtor de vinhos que se viu entre a disputa de dois lordes - fulano e ciclano - pelos direitos de comercialização, quando ele escolheu fulano, ciclano o sabotou e ele foi enviado para muralha por envenenar fulano com seu vinho. O fato é, Hahn era um homem tímido e a meta de Ferghus naquela manhã era fazer o mesmo gemer alto. Por que? Por que era divertido.

    O urso era brutal, mas Hahn já havia se acostumado - ou pelo menos se acostumado a não reclamar considerando que não adiantava de nada. Quando o intendente batia na sua porta chamando-o, ele não foi muito amigável inicialmente, mandando ele ir ser devorado por Thenns por não saber quem era e estar no meio de algo, mas na segunda vez ele suspirou e foi até a porta ainda sem roupas e bastante suado enquanto Hahn parecia se esconder desesperadamente, o que foi engraçado. 15 minutos depois ele estava nos aposentos pessoais de Denys Mallister, já com sua armadura por baixo dos trajes da irmandade.

    Francamente, Ferghus teve um pouco de inveja: era em um lugar privilegiado contra o frio, tinha uma lareira, cheirava bem e ainda havia bebidas quentes, quanto luxo. Mas quanto mais ele estava ali mais se lembrava de sua casa e isso o deixava com raiva, sua qualidade de vida havia sido muito melhor um dia, e então a raiva se manifestava como surpresa ao notar que não sentia falta de nada daquilo... Era incrível como pouco mais de dois anos o haviam transformado daquela forma. Ao ver a expressão no rosto do comandante, entretanto, concluiu: "Deixa para lá, é melhor onde estou".

    Mallister era uma das poucas pessoas que o mesmo respeitava, mas o respeito de Ferghus significava "eu não quero te matar ainda", não "eu te admiro e vou ser educado com você". Ele ouvia suas palavras com atenção, então tinha que encontrar Qhorin Meia-Mão ou descobrir seu destino. Honestamente Ferghus não era muito fã do sujeito, primeiro por que o mesmo era famoso e respeitado na Torre Sombria e o urso não tinha muito amor por figuras de poder, segundo por que este era habilidoso demais e isso feria seu ego, considerando que nas oportunidades que tiveram para treinar juntos nunca havia conseguido sair satisfeito depois.




    --Já considerou a possibilidade de Mance ter convertido Meia-Mão? Eles eram melhores amigos afinal, eu não duvido que o velho tenha decidido dar a bunda para ele. *Ela dizia com seu tom rústico e casual, sua voz era grossa, catarrenta e severa, típica de quem não economiza palavras para falar o que quer falar*




    Então o mesmo se levantava, ia até a fogueira e aproximava as palmas da mão na direção do fogo, Ferghus sabia que não era a maçã mais esperta do pomar, mas havia algo estranho no que Mallister havia dito... Não, na forma que ele havia dito, algo que o incomodava. Os seus instintos de torturador acusavam que havia mais coisas que o velho não estava contando.

    --Eu sei que você se preocupa com essas bobagens de manter a aparência e ser educado, mas você sabe minha opinião sobre isso. *Pelo tom da sua voz estava claro um "eu estou pouco me fodendo", agora ele se virava para fitá-lo nos olhos* -- Você disse que precisava de alguém com meus atributos e nós dois sabemos que eu não sou o melhor líder nem o melhor batedor. Qhrorin tinha uma missão paralela? Por que mandar alguém verde como eu atrás de um veterano como ele? Sem danças e meias-palavras comigo, velho.




    E dito isso ele ali esperava pela resposta. Ferghus era grande e parrudo, usava armadura e escudo, era pesado e logo deixava marcas fortes na neve, mas em contrapartida era excelente em matar seus inimigos de modo efetivo e rápido, o que o guiava para seu questionamento, afinal na missão Mallister não havia lhe antecipado sobre nenhum perigo do tipo.



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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por Vinah em Sex Nov 25, 2016 5:07 pm

    Ferghus Mormont

    O comandante da Torre sombria escuta pacientemente o que Ferghus diz, e após alguns segundos de silêncio, ele sorri. Quando começa a falar, o comandante possui um tom de voz de quem está satisfeito.

    - É exatamente de um homem como você que eu preciso Ferghus. Não vê como você é perfeito para empreender tal missão? - Denys Mallister acaricia o pedaço de pergaminho. - Não há nada nessa carta, nenhuma informação útil além do desaparecimento de Benjen. E também, Qhorin não recebeu nenhuma missão paralela. Ele devia retornar ao castelo assim que fizesse a varredura na Garganta.  E essa falta de informações me preocupa muito. É por isso que você é perfeito para o cargo. Deixe-me lhe explicar. - Mallister faz um pequena pausa, mas logo começa a falar novamente. - Essa missão exige um homem capaz de obter as respostas, um homem que não se deixe quebrar pelas adversidades. O que você encontrará pelo caminho? Eu não sei, e por isso vou te mandar, pois sei que independente do que aconteça, você trará uma resposta para mim. Se encontrar selvagens pelo caminho, faça eles falarem. Se por acaso Qhorin houver nos traído, certamente um selvagem poderia lhe dizer, afinal, Qhorin é um homem conhecido, tanto aqui como entre os selvagens. Apesar de ser improvável, talvez você tenha razão. Talvez Qhorin tenha nos traído e esteja agora com os selvagens. - Mallister faz um aceno com a mão, como se aquela possibilidade fosse nula. - Não importa, sei que ao mandar você, todos os homens estarão protegidos. Veja bem, eu não vejo sentido em mandar outro homem menos capaz, arriscando assim mais um grupo de homens. Nós já temos patrulheiros perdidos em grande número, seria pouco cauteloso da minha parte se mandasse um grupo fraco lá para fora. Quanto aos homens que lhe acompanharão, eu já os escolhi, e todos foram informados que você será o líder. No momento, não vejo outro nome se não o seu, para realizar tal objetivo.

    Nesse momento, o intendente pessoal do comandante adentra ao local, trazendo consigo um jarro repleto de vinho. Ele sorri para o capitão, mas evita olhar para Ferghus. O comandante então pega dois copos que estavam em uma pequena mesa, estendendo-o para o intendente, que os completa em seguida. Sor Denys Mallister então estende um dos copos para Ferghus, e ao mesmo tempo, ordena que o intendente saia.

    - Lá fora, aonde o desconhecido espreita a cada légua, onde o frio drena as energias de um homem, é preciso de alguém corajoso. Você pode não se considerar um bom líder, mas aqui estamos, perto do fim do mundo, e os outros homens se alegrarão em saber que alguém como você os lidera. Tenho fé em você Ferghus, e creio que essa será uma boa oportunidade para ganhar fama entre a patrulha. Mesmo aqui, ainda há espaços para pequenas regalias para um homem que se prove um verdadeiro lutador. Irá amanhã cedo, antes que o sol nasça. Seus homens lhe aguardarão perto do portão. Alguma dúvida em relação a sua missão Ferghus? Se não, está dispensado. Uma boa refeição o aguarda antes de você partir.

    Não havia indícios de mentira ou de ocultamento por parte de Denys Mallister. A maneira como ele dizia, os gestos, tudo parecia que ele havia informado tudo o que se sabia sobre o caso.
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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por hitoshura em Sex Nov 25, 2016 7:02 pm





    Ferghus Mormont




    Quanto mais Denys falava, mais e mais Ferghus se convencia de que o velho estava querendo se livrar dele e provavelmente de mais alguns desajustados quaisquer, se dois veteranos haviam sumido deveria haver uma razão muito boa, mas uma razão muito boa significava algo muito ruim para ele. Ainda assim o urso se sentira desafiado, orgulho sim era seu ponto fraco: não daria ao velho o prazer de morrer e parar de aterrorizar o restante dos seus "irmãos". Retornaria nem que fosse como um morto-vivo para comer sua perna.

    Ao contrário da maioria dos outros membros da irmandade, o Urso acreditava sim nas histórias sobre o que havia Para Lá da Muralha, acreditava em Crianças da Floresta, nos Caminhantes Brancos, que os deuses o olhavam através das árvores, nos Gigantes e seus mamutes, nas tribos canibais e nas tribos do subsolo capazes de enxergar no escuro mas cegas com a luz do dia. Para ele até se provar que não existiam, existiam. Obviamente ele não demonstrava, mas também os temia, aventurar-se por lá como um Ranger era um prestígio que ele preferia não ter recebido honestamente... Durante a seleção torceu com todas suas forças para acabar nos construtores.

    Ferghus fitava o intendente e ria por alguns instantes, será que ganharia uma nova vadia para sua coleção? O mesmo o havia visto em todo seu vigor afinal. Honestamente ele tinha preocupações maiores naquele instante, e a primeira delas era coletar o máximo de informações possíveis sobre a região que iriam explorar junto com o Maester Mulin. O mesmo então guiava sua mão ao copo de vinho antes de dizer:




    -- Só me diga os nomes de quem vai comigo. *E dito isso, ele bebia seu vinho com apenas um gole... Honestamente ele não sentia tanta falta de álcool assim, de uma forma ou de outra ele sempre achava seu caminho até a muralha e até sua barriga...*




    E após essa informação ele limpava a boca com a manga da roupa antes de se retirar... Talvez Denys estivesse certo, talvez ele fizesse os outros se sentirem mais protegidos, mas seria uma mentira agradável: ele facilmente trairia seus irmãos, facilmente os abandonaria e se algum deles o irritasse demais talvez até ele mesmo matasse, o que só provava que ou o comandante era um incompetente ou queria se livrar dele. E foi assim que ele perdeu seu respeito ao passo que o urso caminhava até a torre do Maester.



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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por Vinah em Sab Nov 26, 2016 2:33 pm

    Ferghus Mormont



    Sor Denys Mallister começou a dizer os nomes de forma impassível, sem demonstrar nenhum alteração de humor.

    - Waymar Royce, Tom Caolho e Stein. - O comandante fez uma pausa, gesticulando que aquilo era tudo. - Não dispomos de muitos homens, mas sei que terá nomes agradáveis em mão.

    Os nomes que foram ditos foram associados rapidamente por Feghus, eram em si, homens duros. Stein era um dos seus amigos, o qual lhe ensinara a grande arte do esfolamento. Já Waymar Royce era um homem pequeno e de mãos ágeis, antigamente fora um ladrão famoso nas terras nortenhas, mas que fora capturado pelos Karstark ao tentar roubar uma grande quantidade de cavalos. Era um homem sem poder de luta, mas sua inteligência e sua perspicácia o fizeram dele um ótimo rastreador na Patrulha da Noite. Por último, Tom Caolho, uma espécie de incógnita. Tom era um homem se aproximando da morte, seu rosto exibia uma grande cicatriz de espada, a qual havia lhe retirado a visão de um dos olhos. Tom mancava ao andar, mas isso parecia não interferir quando o assunto era uma luta de espadas. Tom era um exímio lutador. O que não se sabia porém, era do seu passado. Alguns homens da patrulha diziam que Tom fora um dos grandes cavaleiros aliados aos Targaryen, outros diziam que Tom não passava de um criminoso barato. O que quer que falassem, Tom jamais se pronunciava a respeito.

    O caminho até a torre do Meistre Mulin foi percorrido rapidamente, e logo Ferghus se viu em meio a entrada de uma sala que estava repleta de papéis espalhados e de alguns frascos com substâncias coloridas. Meistre Mulin era um homem velho, e seu rosto frequentemente ficava vermelho devido ao esforço que fazia. Ele estava escrevendo alguns papéis quando notou a presença do gigante Mormont em sua porta. Meistre Mulin ficou parado, esperando que o "Urso" se manifestasse.

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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por hitoshura em Dom Nov 27, 2016 1:27 pm





    Ferghus Mormont




    Ferghus fazia um sinal afirmativo para o comandante e se retirava. Stein seria boa companhia, assim como Waymar, que provavelmente era o membro mais essencial do grupo, considerando que sem ele nenhum dos outros teria a maestria para se virar lá fora que ele tinha. Tom seria o problema. Considerando que provavelmente teriam que se mover com velocidade ele iria atrasá-los, então Ferghus teria que achar uma maneira de se livrar dele caso isso acontecesse. Isso ou carregá-lo nas costas feito um saco de batatas, imaginar a cena o fez rir discretamente por um tempinho enquanto ele caminhava até a torre do maester.

    Ao chegar lá, encontrou o velho como sempre encontrava, ao contrário da maioria das pessoas da muralha, Ferghus dava importância e valor para o mesmo, ele era o cérebro dos Rangers gostassem ou não, e estar ciente das tribos, dos perigos e das experiências boas e ruins dos rangers que passaram por lá antes se mostrou útil nos dois anos em que esteve ali.



    -- Garganta e o caminho até lá. Você já sabe o procedimento, velho. *Ele se referia a informações, mapas, rotas, tribos que ficavam no caminho e por lá e perigos que os outros já enfrentaram antes dele.*




    Não era sua primeira vez visitando o maester e não seria sua última. O fato é que ele até sabia ler, mas muuuuuito porcamente, então o Maester tinha que fazer o papel de leitor também, tudo que ele entendia eram os mapas. Ele parecia se embaraçar disso, entretanto, se sentia menos nobreza com o orgulho ferido ou algo assim. Então não era saudável tocar no assunto. Ele não se importava em ajudar, entretanto, indo pegar os livros que ele pedisse para agilizar o processo.



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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por Vinah em Sex Dez 02, 2016 1:48 pm

    Ferghus Mormont


    Meistre Mullin, ao ouvir o que Ferghus tinha a dizer, apontou para uma série de livros que estava em uma estante, dando destaque a um mapa. A estante estava em péssimas condições, e mais ainda os livros que se encontravam no local. As capas estavam surradas, alguns livros pareciam conter apenas um número reduzido de páginas, além de haver centenas de páginas espalhadas de modo alheio por todo estante. No entanto, nada daquilo importavam foi fácil para Ferghus achar o pedaço de pergaminho que o velho indicara. O pergaminho estava enrolado com uma fina tira de couro, e ao que tudo indicava, tratava-se de um mapa. Quando pegou o mapa e se virou novamente, Ferghus viu o Meistre Mullin esperando em frente a uma mesa de madeira, segurando em uma das mãos um pequeno livro com a capa preta.

    - Traga-o aqui Ferghus. - Quando Ferghus fez, Meistre Mullin esticou o mapa em cima da mesa e cravou-o na madeira com o auxílio de três pequenas adagas. O mapa tinha como conteúdo a localização da Garganta, assim como vários outros detalhes da região. Havia representado toda cadeia de pedras que devia ser transposta para chegar ao Guadeleite, assim como os dois postos avançados que a Patrulha possuía no local. Havia também algumas marcações quase totalmente apagadas pelo tempo, mas que ainda era possível ver traços do que um dia fora algum desenho. O mapa em si era muito bem detalhado, e certamente serviria muio bem para a tarefa que deveria ser realizada. - Bom, vejamos. Aqui está o mapa da região, e de acordo com os últimos relatos dos patrulheiros, esse local já foi campo de encontro com alguns selvagens. Veja bem, não que isso seja frequente, mas alguns selvagens tentam dar a volta na muralha usando o Guadeleite, então sempre houve uma pequena probabilidade de encontrar selvagens no local. Porém, não temos em nossos arquivos nenhum relato que possa confirmar que há uma tribo instalada no local.

    Meistre Mullin deu um pequeno sorriso, e então desprendeu o mapa, enrolando-o e entregando-o a Ferghus Mormont.

    - Infelizmente isso é tudo Ferghus, a Patrulha nunca teve interesse muito grande na Garganta, é uma pena, uma vez que é um local tão próximo de nós.

    Meistre Mullin fez um aceno com a cabeça, como se estivesse dando um "boa sorte" para Ferghus fazer o que estivesse planejando. Ele não disse mais nada, pois estava visivelmente ficando intimidado com a presença do gigante ali na sua frente.


    Spoiler:
    Não fiz o mapapara não atrasar ainda mais o jogo, já que eu preciso de uns dois dias para faze-lo. Então, daqui a pouco eu mando um mapa da região, ok?
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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por hitoshura em Seg Dez 05, 2016 10:40 am





    Ferghus Mormont




    Ferghus ficava mais aliviado ao notar o quão próxima era a Garganta. Nada sobrenatural se aproximava demais da muralha, o que provavelmente significava que deviam ser Selvagens. E esses ele sabia fazer sangrar e morrer. Mas era curioso como Quorin não havia voltado de uma jornada tão curta e tão próxima. O que poderia haver ali para sobrepujar alguém experiente como ele? Talvez ele tenha dado azar e sido capturado, era o mais provável considerando as informações que tinha consigo. Talvez ele tenha virado casaca mesmo com as palavras de mel de seu amiguinho traidor.

    O gigantesco homem então se levantava. Ele sentia o medo do velho, o cheirava, se excitava com o mesmo, por alguns instantes ele imaginou como poderia fazê-lo sofrer um pouco até se decidir por dar-lhe alguns instantes de aflição. Ele fazia uma expressão irritada enquanto guiava sua mão até a cabeça do mesmo. E a envolvia com apenas uma mão.


    -- Valeu velhinho. *E dito isso, ele assanhava seus cabelos, largando sua cabeça depois disso enquanto caminhava até a saída*




    De alguma forma aquelas informações o tranquilizaram. Dois combatentes experientes e dois especialistas deviam dar conta do serviço, o frio não seria tão grande e seria uma jornada curta, então dificilmente os mantimentos seriam escassos. O único problema era uma retirada rápida no caso de alguma merda, teriam que carregar Tom ou deixá-lo para trás. E por mais que ele não se importasse em perder um verme, queria provar algo para Denys. Ele caminhava até o setor dos construtores, procurando por quem estivesse no comando naquele dia.



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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por Vinah em Seg Dez 05, 2016 5:05 pm

    Não demorou muito e Ferghus chegou ao setor onde concentrava-se alguns dos construtores da patrulha no momento. O local era o pátio onde se realizava os treinamentos de luta, mas naquela hora os construtores pareciam estar fazendo alguma alteração em um dos cantos do pátio.

    Um grupo de três homens faziam amarrações em pedaços de madeira e pedra, e um outro parecia supervisionar o trabalho. O homem na liderança viera de Castelo Negro, e Ferghus ainda não sabia o seu nome. De qualquer maneira, foi fácil identificar que ele estava em posição de comando, uma vez que bradava ordens de tempos em tempos para o grupo atarefado de construtores.
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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por hitoshura em Seg Dez 05, 2016 11:43 pm





    Ferghus Mormont




    Aquela não era sua primeira vez visitando os membros dos Construtores, na verdade eles já deviam estar bem habituados com sua presença. Vez ou outra ele tinha uma nova ideia divertida para suas câmaras de tortura e verificava com eles se dava para fazer com os recursos que tinham. O último brinquedo dele foi uma cadeira de adagas, onde ele dava para o prisioneiro a chance de fugir, bastava puxar a lavanca até o final com o rosto, exceto que a lavanca eram na verdade adagas afiadas. Um selvagem ainda conseguiu sair e ele até o deixou ir embora, mas ele morreu com os sangramentos na mesma noite... Uma pena, pois ele teria que matá-lo de qualquer maneira ou o comandante ficaria dando seus chiliques.



    -- Ok, vocês tem como improvisar algo para segurar alguém nas costas? *E perguntava com um tom singelo e casual... Dessa vez não era para nenhum de seus brinquedos, mas eles provavelmente pensariam que seria. Não que ele se importasse.*




    E com essa pergunta feita ele apenas coçava seu enorme peito cabeludo e esperava, com sua expressão serena e cruel ao mesmo tempo que apenas ele era capaz de fazer com tamanha naturalidade e perfeição... Apesar de que seu amigo Bolton tinha uma boa maestria nessa área também.



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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por Vinah em Qua Dez 07, 2016 2:03 pm

    O pedido de Ferghus gerou curiosidade e estranheza por parte dos construtores, mas logo tais coisas dissiparam-se, uma vez que Ferghus possuía uma expressão ameaçadora. Sendo assim, Ferghus finalmente se encontrava próximo de iniciar sua tarefa. Antes do final do dia, o grandalhão teve a sua disposição uma boa refeição, e logo a manhã chegou.


    Havia sido uma noite chuvosa, e assim que o dia começara havia inúmeros pontos de gelo espalhados pelo chão. Agora o gelo quebrava-se em vários pedaços quando Ferghus Mormont caminhava. O peso do "Urso" simplesmente triturava qualquer vestígio de gelo, e por isso, seus passos eram firmes naquela manhã. O gigante já estava totalmente preparado para partir, pois assim que acordara a primeira coisa que fez fora justamente organizar seus pertences. Uma vez que houvesse atravessado a muralha, não havia retorno. A missão teria que ser realizada, mesmo que Ferghus ou qualquer membro do seu grupo esquecesse algo providencial.

    Enquanto Ferghus caminhava para um dos portões principais do castelo, ele podia ver e sentir as condições do tempo. O vento era gelado, e as vezes um grande sopro passava por seu rosto. O céu estava totalmente encoberto de nuvens, e algumas pareciam prontas para serem descarregadas. Até mesmo para o Mormont era fácil antecipar que o tempo não seria nada agradável naquele primeiro dia de viagem. Certamente, havia uma grande probabilidade de nevar, mas nada que alguém nascido no norte não possa suportar.

    O caminho do alojamento onde Ferghus dormira  até o portão principal foi feito de modo rápido, e logo o Mormont pôde ver que seus companheiros já o esperavam na base do portão. Os três homens estavam alheios a chegada de Ferghus, pois pareciam presos em uma peleja verbal. Stein parecia visivelmente irritado com alguma coisa, exibindo um sorriso amarelado enquanto discutia com Tom Caolho em alto e bom som. Já Waymar Royce estava em um canto, esfregando as mãos sem parar, seu olhar indicava que estava nervoso sobre o que poderia acontecer, mas que mesmo assim, independetemente do que acontecesse, ele parecia já ter decidido que não entraria na briga.

    - Seu filho de uma puta! - Stein gritava com agressividade, ameaçando a partir para cima de Tom Caolho. O velho Tom, por sua vez, não parecia se intimidar com as bravatas que Stein fazia e apenas encarava o Bolton com um olhar frio. - Quem vai cavalgar sou eu! Mê dê a merda desse cavalo logo ou eu vou te esfolar quando você menos esperar.

    Tom mantinha-se sempre quieto, mas Ferghus podia perceber que apesar da aparente falta de reação de Tom, havia uma certa ameaça. O modo como as pernas de Tom estavam posicionadas, o braço direito levemente contraído pronto para alcançar a espada presa em suas costas. Tom exibia uma guarda atenta, e se Stein decidisse avançar contra ele, certamente o velho patrulheiro levaria a melhor.

    O primeiro a perceber a chegada de Ferghus foi Tom, que lançou um olhar neutro para o gigante. Assim que Ferghus já havia se aproximado bastante, Stein e Waymar também perceberam a chegada do capitão daquela expedição.

    Não demorou muito e Stein já sorriu ao ver a presença do Mormont. Sua risada ecoou em frente ao portão.

    - Diga para ele Ferghus, diga que esse cavalo que ele segura é meu. - Stein claramente relaxou o corpo, como se tivesse certeza de qual decisão Ferghus tomaria.

    Ferghus já perto dos seus homens, podia ver claramente agora porque eles se encontravam naquele estado.    Para uma comitiva de 4 homens, o senhor comandante da Patrulha havia disponibilizado apenas dois cavalos para que eles se deslocassem. Isso é, dois homens teriam o privilégio de cavalgar, enquanto dois teriam que andar a pé. Um dos cavalos estava amarrado no portão, e em sua sela estava uma espécie de cesto, o qual era o produto do pedido de Ferghus aos construtores. Esse cavalo estava sozinho, o que dava a certeza que era o cavalo que seria destinado ao próprio Ferghus. Já a outra montaria estava com Tom Caolho, e ele segurava as rédeas do cavalo com uma das mãos.

    Enquanto os homens esperavam a reação de Ferghus, um forte vento chocou-se nos homens, trazendo o frio e uma única certeza, o tempo iria piorar durante aquele dia.
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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por hitoshura em Sex Dez 09, 2016 10:57 pm





    Ferghus Mormont




    O frio daquele dia lhe soava como um mau agouro e um mau presságio, mas ninguém sabe o que os deuses antigos querem ou fazem, talvez aquela neve que cairia iria ser a cobertura que precisavam para fazer a missão com sucesso. Ainda assim o frio o irritava e frustrava um pouco, é demais pedir por um pouco de calor, uma caça super-saborosa e quem sabe umas 3 selvagens para um sexo selvagem? Ok, agora ele já estava viajando demais na sua imaginação. Precisava de foco, iria dar certo, era tudo que precisava.

    Quando ele alcançava os outros fazia uma expressão de contragosto, por ele colocaria os dois para se digladiarem e o sobrevivente ficava com o cavalo, mas estavam muito perto dos outros irmãos, sem falar que Tom provavelmente venceria e ele preferia Stein vivo, ele era mais divertido.



    -- Tá louco, Stein? Quer passar quantos meses fazendo essa missão? O cara é manco, se ele não for num cavalo vai nos atrasar, vai me irritar e eu provavelmente vou abandoná-lo. *Ele fazia então uma expressão negativa com a cabeça, como se ele estivesse falando a verdade.* -- Nós vamos revesar o outro cavalo quando alguém ficar cansado. Acabou a merda? Então vamos.




    E dito isso ele esperava os outros se colocarem em formação para começar a avançar. A formação seria Waymar, Stein, Ferghus e por fim Tom. O primeiro cavalo seria revesado na seguinte ordem: Stein, Ferghus, Waymar ao passo que o segundo ficaria só com Tom.



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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por Vinah em Qui Dez 15, 2016 10:44 pm

    Stein pareceu arrasado quando ouviu Ferghus dizer que o cavalo deveria ser montado por Tom, e não por ele. O Bolton, mesmo incomodado com a decisão do grandalhão, apenas fez um aceno de concordância com a cabeça. Era claro que Stein não queria entrar em uma briga com Ferghus, ainda mais na frente de Tom. Dessa forma, Stein apenas lançou um olhar frio a Tom, como se dissesse que aquilo não havia acabado ali. Tom, por sua vez, continuou inquebrável, mantendo sua mesma posição ameaçadora de antes. O clima continuou até que o portão começasse ser aberto, e logo o peso do inicio da tarefa se alastrou sobre os homens.

    Ferghus viu o momento que Stein abriu o portão da muralha, dando-lhe uma visão de um túnel em péssimas condições que dava acesso ao mundo para-la-da-muralha. A grade de ferro estava enferrujada e havia inúmeras adagas de gelo presas no ferro. O portão ressoou com grandes estalidos ao ser aberto, como se lutasse contra a vontade de Stein de abri-lo. O túnel era mal feito, havia inúmeras pedras de tamanho irregular, e o chão não estava em melhores condições., mas a largura era suficiente para que dois homens passassem ao mesmo tempo. Nada daquilo de fato importava, pois em questão de segundos, o grupo emergiu do outro lado.

    A visão do lado de fora revelava um grande espaço em branco, onde existia apenas neve. Essa grande extensão "limpa" de neve era fruto do suor da Patrulha da Noite, pois os homens continuamente eram mandados dia após dia para derrubada de árvores, afim de que a defesa da muralha não ficasse comprometida. No entanto, Ferghus podia ver vários pontos onde algumas arvores avançavam, criando uma cobertura para possíveis atacantes. Um pouco depois dessa faixa, começava em si a floresta. Os pinheiros ocupavam posição central na visão, uma vez que seus tamanhos e suas folhas pintalgadas de branco chamavam a atenção de qualquer homem. Dentro dessas florestas de pinheiros nada mais era visto, deixando em aberto para as mentes dos homens. Bem ao fundo, Ferghus podia ver o início de algumas formações rochosas no lado oeste do cenário, onde ficava claro que tratava-se do início da Garganta.

    O primeiro na fila era o Waymar Royce, e ele parecia tranquilo ao guiar o grupo, uma vez que agora a paz havia voltado a reinar. Sim, a paz estava de volta, pois agora Stein parecia afetado pelo peso de sua tarefa e Tom parecia considerar que a ameaça havia mudado, agora ele vasculhava com os olhos em busca de selvagens, mesmo que ainda estivessem em campo aberto. Não demorou muito e o grupo finalmente chegou a floresta.

    Os primeiros pinheiros que foram encontrados estavam afastado uns do outro, mas apenas alguns passos depois, o grupo já se via cercado de pinheiros e outras árvores de grande porte. Finalmente, a floresta selvagem estava ao redor de todo o grupo.  Foi Waymar Royce que quebrou o silêncio.

    - Agora estamos oficialmente na terra dos malditos selvagens. - Waymar passou a ponta do língua nos lábios. - Não vai demorar muito e esteremos na Garganta, talvez cerca de 1/4 de dia caminhando se não nos atrasarmos.

    - É bom saber disso, não me agrada muito esse clima frio desta floresta. - Tom disse com um sorriso no rosto, algo que era raro de se ver. Ele conduzia perfeitamente o cavalo em meio a neve, demonstrando maestria nessa perícia.

    Quando Tom falou sobre o frio, Ferghus percebeu que ali dentro da floresta, a temperatura realmente parecia muito mais fria do que deveria estar. No entanto, pelo menos não havia nenhum vento gelado batendo em seu rosto constantemente, uma vez que as árvores bloqueavam grande parte dessa brisa.  De resto, não havia sinal de nada fora do comum, apenas uma grande floresta coberta pela força da neve. Então, o grupo seguiu caminhando por mais alguns minutos floresta adentro, e de repente um dos membros da comitiva soltou um alerta.

    - Olhem isso! - Waymar Royce disse com a voz em tom baixo, apontando para uma das árvores que estava a alguns metros da frente do grupo.

    Ferghus podia ver a árvore de onde estava, e percebeu de imediato que havia algo agarrado em sua casca. Aparentemente era um tecido preto, a qual estava agarrado na árvore de alguma forma. Waymar ficou assustado, esfregando as mãos e olhando exaustivamente para Ferghus. Stein riu, como se aquilo não tivesse importância alguma. Já Tom esquadrinhou todo o cenário a sua volta com os olhos. Enquanto cada um reagia de uma forma diferente, apenas uma coisa era consenso, todos esperavam a palavra do capitão da comitiva, Ferghus Mormont.
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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por hitoshura em Qua Dez 21, 2016 12:48 am





    Ferghus Mormont




    É claro que estaria frio, por que não estaria? Ele só torcia para não perder nenhum membro congelado sem notar, pessoas grandes costumavam fazer isso ás vezes mais comumente que as pequenas... Ou por alguma razão ele tinha essa perspectiva de mundo. Ele não dava muita bola para os comentários de Stein, sabia que seu amigo poderia ter um humor desagradável e ácido vez ou outra, mas sabia que dentre os que ali estavam era o mais leal ao mesmo, uma pequena dose de desprestígios não o deixariam irritado.

    Quando o melhor batedor dos mesmos notava algo anômalo, Ferghus dava atenção. Poderia ser uma pista, uma alerta ou uma armadilha. Mas colocariam mesmo uma armadilha tão próximos da muralha? Seria uma enorme audácia dos selvagens e esse tipo de audácia ele admirava.



    -- Mensagem ou armadilha. Vá na frente, Waymar, fique alerta a armadilhas na neve e emboscadas. Armas em mãos. *Ele dizia com uma expressão levemente inalterada, de homens ele não tinha tanto medo, era o sobrenatural que o deixava hesitante.




    E com isso ele avançava na direção da árvore de modo a investigarem-na melhor, sempre alerta para emboscadas ou armadilhas. Erguia escudo e uma arma absurdamente grande para normalmente se usar apenas com uma mão, mas que para ele pareciam brinquedos.



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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por Vinah em Qua Dez 21, 2016 8:54 pm

    A voz de Ferghus Mormont se elevou em meio ao silêncio da floresta. A resposta para sua ordem levou alguns segundos até que pôde ser ouvida. Tom Caolho retirou a espada que estava presa em suas costas, Stein também empunhou a sua espada e observou toda a floresta, e Waymar Royce esfregou as mãos antes de retirar de sua capa uma pequena adaga gasta mas afiada. O rastreador do grupo olhou para Ferghus antes de se mover em direção a árvore, como se estivesse temeroso sobre o que podia acontecer. Essa rebeldia não durou muito, a visão de Ferghus se preparando para uma possível batalha foi o suficiente para trazer novamente a tona o senso de dever de seu companheiro.

    Waymar então avançou devagar, caminhando com cuidado em meio a neve. Cada passo dele parecia ser calculado, e após longos segundos, Waymar já estava bem próximo da árvore. Atrás dele, seguia o próprio Ferghus e depois Tom Caolho, o qual havia desmontado do cavalo e agora caminhava com dificuldade em meio ao terreno. Stein havia ficado mais atrás, mostrando no rosto um ar de displicência.

    Em algum momento, o grupo chegou exatamente em frente a árvore. Não havia nada de anormal, nenhuma armadilha ou algo do tipo que estivesse visível. Inclusive, Tom Caolho deu a volta na árvore, buscando alguma visão de algo que poderia tentar surpreende-los. Assim que esse pequeno perímetro de segurança foi finalizado, enfim o grupo pôde observar o que estava preso na árvore. Havia um tecido preto e gasto, quase encoberto por uma camada de gelo, preso na árvore por uma pequena adaga feita de osso e com o punho feito de alguma pele de animal.

    Waymar Royce suspirou nervosamente, Stein continuou mais afastado do grupo e Tom continuou em seu estado de prontidão.

    Teste:
    Rola Percepção - Notar dificuldade 9
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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por hitoshura em Qua Dez 21, 2016 11:11 pm





    Ferghus Mormont




    Ferghus estava aliviado por não ser nenhuma emboscada ou armadilha, queria pelo menos avançar bem mais antes de passar por algum embaraço que faria Stein rir da sua cara. Um pano preso a uma adaga não diziam muita coisa, será que teria algo escrito no pano? Ou um compartimento secreto na adaga? Se fosse uma mensagem de meia-mão explicando tudo que tinha acontecido e dizendo "podem voltar para a muralha" ele iria adorar, mas tentava não ser otimista demais, sabia que as chances seriam ínfimas.

    Por hora ele só investigava, tentando encontrar algo útil ou relevante naquele misterioso gesto. Ele não era a maçã mais esperta do pomar, entretanto, mas tentava de qualquer maneira: se sentiria "bonzão" se descobrisse algo, talvez até mais esperto do que sabia ser.

    hitoshura efetuou 4 lançamento(s) de dados (d6.) :
    4 , 4 , 3 , 6
    Percepção (3) + Notar (1B)




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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por Vinah em Qui Dez 22, 2016 11:04 am

    A análise daquele pano demorou longos segundos, os homens ficaram em silêncio enquanto tentavam notar ou descobrir algo a mais naquela cena. Inclusive Ferghus, o qual se esforçava para descobrir o que aquilo significava, porém, depois de quase um minuto, nada mais foi revelado por aquele tecido. Enquanto Tom e Waymar ainda se esforçavam para decifrar aquilo, Ferghus notou algo mais a frente. Bem no limite de sua visão na floresta, ele avistou um novo tecido fincado em outra árvore. E de quebra, ainda notara outra coisa.  Se ele caminhasse para o pano recém descoberto, ele precisaria apenas caminhar reto para chegar até lá.
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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por hitoshura em Dom Dez 25, 2016 9:56 pm





    Ferghus Mormont




    E agora essa. Foi tudo que passou pela cabeça do mesmo naquele instante ao notar que havia uma rota sendo traçada usando-se de panos e adagas. Mas por que? Não é como se a muralha não pudesse ser vista de onde estavam, selvagens não eram estúpidos aquele ponto, ou pelo menos foi isso que o mesmo decidiu acreditar. Mas então se não era uma rota até a muralha, o que era? Por quem foi feita? Para que propósito? Ele odiava pensar a respeito e não ter resposta alguma.



    -- É uma rota. *Ele dizia com uma expressão agora mais curiosa enquanto coçava a barba* -- Ali está a próxima. *Dizia apontando para os outros* -- Não vamos seguí-la a menos que esteja relacionado á missão de alguma forma. Mas é bom mencioná-la para o comandante quando voltarmos.




    Ele parecia não demonstrar tanto respeito ao comandante quanto deveria, embora não o ofendia gratuitamente também. Apenas fitava os outros esperando para ver se tinham algo a falar antes de continuarem o caminho. Ele não parecia estar disposto a perder muito tempo ali se não fosse necessário.



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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

    Mensagem por Vinah em Dom Dez 25, 2016 10:59 pm

    Os membros do grupo ficaram surpresos com a descoberta de Ferghus. Waymar Royce ficou nervoso, olhando para os lados e esfregando as mãos exaustivamente. Tom parecia pronto para dizer alguma coisa, mas assim que abriu a boca, Stein começou a falar.

    - Isso não deve ser nada. Deve ser alguma brincadeira qualquer dos lenhadores da patrulha ou então alguma sinalização que eles fazem. Talvez eles pretendam cortar essas merdas qualquer dia desses. - Stein deu de ombro. - Não vamos perder tempo com bobagens.

    Tom ameaçou a protestar, mas ele deu de ombros, e acenou com a cabeça para Ferghus que eles poderiam prosseguir. Dessa forma, Waymar Royce foi caminhando na frente, e o pequeno grupo seguiu a frente com a formação anterior. Em poucos segundos, a floresta mudou, e todo o vestígio dos panos já tinha sido engolido pela vegetação. O grupo caminhou por longos minutos, e cada vez mais se encontravam cercados por árvores altas. Não havia quase nenhum som além da neve sendo remexida pelos pés dos integrantes do grupo e de algumas animais escondidos em lugares desconhecidos. Em certo momento, Waymar Royce disse que estava chegando ao primeiro ponto de observação da patrulha.

    Logo mais a frente, o grupo avistou um sinal de trilha que havia sido escondida pela neve, Ferghus pôde localizá-la pelo formato e a disposição com que as rochas estavam ordenadas. De acordo com o mapa, a garganta tinha seu início ali, fazendo com que as rochas brotassem do chão em forma de espigas. O caminho seguiu-se sem imprevisto, e logo a margem rochosa da Garganta apareceu com um tom vivo, uma série de rochas nuas que delimitavam uma margem de uma longa descida. Ali perto da margem, grandes pinheiros pareciam ganhar espaço a medida que avançavam. Finalmente depois de uma jornada exaustiva, o grupo de homens de negro avistaram o casebre que tanto chamavam de refúgio ou ponto de observação avançada. O local em que estava localizado era um pequeno bosque cercado por grandes pinheiros e algumas árvores mortas, mas a grande característica do lugar residia no abraço estranho de uma árvore esbranquiçada.
    Era um represeiro, e ele parecia vivo e triste.

    O tronco principal era grosso e levemente esbranquiçado. Os braços retorcidos do represeiro pareciam reivindicar toda aquela extensão. O local parecia mais calmo, como se estivesse presente em outra região. Isso no entanto não significava muita coisa, o frio ainda era imponente e poderia facilmente drenar a vida de um homem despreparado. A árvore parecia chorar gotas de uma seiva avermelhada que se concentravam em irregularidades na madeira, - a qual formavam estranhos olhos repletos de sentimento, o que despertava a sensação de estar sendo observado -, escorriam lentamente pela casca maciça da árvore. Os Deuses Antigos exalavam sua presença de uma forma impressionante naquele local.

    Em meio a todo esse cenário místico, localizado quase no limite dos braços do represeiro, havia um pequeno casebre de madeira caindo aos pedaços. A madeira era velha e uma parte da fauna local parecia reivindicar aquela casa para si, o teto estava inclinado para um dos lados, parecendo que ia desabar com o acúmulo de neve durante uma nevasca antiga. Era um refúgio precário mas vital, comumente utilizado pelos irmãos da patrulha da noite em boa parte das estações. A porta estava trancada, mas como a luz do dia começava a definhar, era possível ver que uma fonte de luz estava sendo usada dentro do casebre, uma vez que a parte debaixo da porta estava levemente quebrada, possibilitando uma vista antecipada do que poderia aguardar lá dentro. Alguém estava ou estivera usando o abrigo naquele dia.
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    Re: A Patrulha da Noite - Ferghus Mormont

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