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    Capítulo 2 - Seleucia

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    Tsumai
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Tsumai em Qua Dez 14, 2016 8:51 pm

    Chui se espantou ainda mais ao ver Rosso. Encarar assim de cara o comandante não era fácil, principalmente com seu olhar inquisidor, como se já soubesse o que ele fizera. Quando ele olhou a queimadura no braço de Chui - e que doía bastante -, sua expressão parecia ainda mais ameaçadora. E para terminar a sessão terror, Rosso chamou os outros membros da equipe e ralhou com eles, como Chui imaginava. Isso o deixou meio abatido, não queria que os outros ouvissem um sermão tão cedo, principalmente por estarem tão empenhados como pareciam estar.

    - Bem, senhor comandante, acontece que encontrei com eles aqui, cada um tava fazendo sua tarefa. Eles não sabiam que eu tinha me ferido. Acontece que... - Chui baixou os olhos e gastou alguns segundos procurando coragem. - Acontece que enquanto eu lavava minha área eu acabei derrubando uma caixa e... sabe, eu toquei nela... e ela berrou alguma coisa como "biometria incorreta" ou algo assim e... bem. e... e depois se auto destruiu. E foi isso que causou essa queimadura.

    Chui continuou de olhos baixos e não olhou nem para Rosso nem para os outros. Estava se preparando mentalmente para o provável sermão ou castigo que viria.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Gakky em Qua Dez 14, 2016 9:26 pm

    - Quando eu disse para não colocarem fogo na nave, não imaginei que poderia acontecer. Chui o que você encontrou devia ser o Re-tool, ele guarda relatórios de missões passadas, mas só pessoas autorizadas podem ler, se ele estiver no modo de defesa, ele se autodestrói quando alguém estranho o toca. Mas se estava no compartimento dianteiro, devia ser apenas um lixo quebrado. Eu vou checar, mas antes quero saber porque a Rhaenee está como se tivesse nadado? Por que Chui estava sozinho? E Marin, não estava fugindo de um sermão, estava?

    OFF: isso é um diálogo de NPC, não é um turno novo, farei isso algumas vezes durante a campanha.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Luxi em Qui Dez 15, 2016 8:14 am

    Ray sorriu orgulhosa de ter conseguido enganar o príncipe. Estava com vontade de pregar algumas peças nele, agora que estava aprendendo a ser um "militar". Em seguida observou Chui na porta de Rosso.

    Pensou em repreendê-lo. Se o comandante se irritasse, poderia forçar algum trabalho desagradável a eles, mas ele parecia tão esquisito...


    Bateu continência para o comandante, em silêncio, e ficou imóvel até perceber que o caçador estava ferido.


    - Chui... - murmurou. Como ele tinha escondido aquilo? Sentiu-se culpada por não ter podido ajudar. Ficou preocupada ainda mais quando entendeu o que tinha acontecido e  olhou Rosso esperando uma bronca como uma criança arteira. - Senhor comandante, tive alguns problemas com as funções do chuveiro, mas agora está tudo sob controle. Chui estava sozinho porque eu distribui as tarefas para fazermos o trabalho mais rapidamente, e Marin só estava seguindo as ordens do comandante e seguindo para a limpeza da próxima sala, senhor.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Pallando em Qui Dez 15, 2016 9:54 pm

    Marin parou surpreso ao ouvir seu nome ser chamado. Olhou de volta no corredor e viu que Chui dera de cara com Rosso na porta, e agora o que muito provavelmente seria um sermão os aguardava. O evo andou de volta para perto do grupo com um olhar confuso, pois também descobrira sobre a queimadura de Chui só agora. Sentiu-se incomodado por não ter percebido antes.

    Não lhe agradava ver o caçador cabisbaixo daquele jeito, com dificuldades para explicar-se, afinal parecia ser bem incomum encontrar uma caixa daquelas enquanto fazia limpeza, mas entendia que o acidente era algo que merecia repreensão.

    Ouviu Ray se dirigir ao comandante, explicando a situação e a razão pela qual Chui estava sozinho. ..pensando bem, a explicação sobre dedicar-se completamente não fazia tanto sentido agora. O evo olhou brevemente para Gail para ver se ele também chegara à mesma conclusão, mas não ousou comentar a respeito na frente de Rosso. Marin seguiu de boca fechada e olhar calmo, apenas observando o desenrolar das coisas.

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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Gakky em Sex Dez 16, 2016 12:08 pm

    Marin olha para Gail, mas só vê que o príncipe parecia preocupado e concentrado no comandante. Rosso suspirou e colocou a mão na testa. Depois falou ao grupo algo que não esperavam ouvir:

    - Tudo bem, acidentes acontecem. Só que se Chui não estivesse sozinho, ele teria ajuda. Rhaenee eu sei que na academia ensinaram que dividir é conquistar, e é bom ver que está assumindo as responsabilidades do grupo. Mas eu faço as coisas de uma forma diferente. E ouçam bem para que não esqueçam, soldados do Rosso não ficam sozinhos. Dessa vez não terão nenhuma penitência, porque não foi como se me desobedecessem. Mas que fiquem alertas, na próxima vez será considerado como uma falha.

    O comandante perguntou a Ray como estava indo o trabalho, o que já tinham limpado e o que faltava a fazer. Depois da explicação dela, ele redistribuiu as tarefas de uma forma diferente:

    - Façam o seguinte agora, Rhaenee e Gail vão limpar o deck superior juntos, o lounge e a sala médica ficarão com Chui e Marin, devem limpar juntos. Depois voltem e terminem os quartos, assim quando terminarem já estarão perto para me avisarem. Não quero que se separem, se alguém passar mal ou acontecer algo, precisam de alguém perto para ajudar ou para ir me chamar. Entenderam? Dividir e conquistar é uma técnica que sim garante a vitória, mas não garante soldados vivos. Eu não uso essa técnica nem mesmo para tarefas simples. É bom que aprendam desde agora.

    Rosso puxa novamente o pulso de Chui para olhar a queimadura, depois solta e fala:

    - Marin, vá com Chui para a sala médica, no armário, na terceira gaveta, tem emplastros para queimaduras, tem cor vermelha. É como um adesivo com uma pasta, coloque em cima do ferimento do Chui. Isso fará com que cicatrize rápido. Depois aproveitem e limpem a sala juntos.

    O comandante boceja e diz antes de entrar para seu quarto:

    - Quando terminarem me avisem. Lembrem-se, sempre juntos.

    Depois que o comandante entrou, vocês obedeceram as ordens e seguiram cada um para onde iriam continuar a tarefa. Podem ter comentado algo antes de se separarem, é só descrever no post.

    -> Cena Deck superior (Ray e Gail)

    Gail e Ray varriam juntos o deck superior, o príncipe dessa vez tinha alguém para copiar e não errar tanto na limpeza. Enquanto limpavam, ele não deixou o incidente do banheiro passar. Quando foi varrer perto de Ray, esbarrou nela com o cotovelo e provocou rindo:

    - Tentando esconder que tinha se atrapalhado... Tsc... Tsc...

    Se ela ficar irritada, o príncipe vai rir. Os dois não demoram muito varrendo. (Se quiser pode conversar com ele, perguntar algumas coisas). Ray pega um pano seco para tirar a poeira das máquinas e das telas dos computadores. Porém tenta alcançar o topo de um monitor e não consegue, pois era mais alto que ela, era frustante ser baixinha. Vendo a cena, Gail chega inesperadamente por trás e agarra suas pernas a levantando para cima. Ray tinha sido pega de surpresa e começa a perder o equilibro. (Role um teste de agilidade CD 8, se não passar, Ray vai se mexer tanto que vai acabar fazendo os dois caírem juntos no chão, se passar Ray consegue recuperar o equilíbrio e alcançar o monitor sem cair/ mesmo esquema, rolar no tópico de dúvidas para saber como descrever a cena).

    -> Cena Sala Médica (Chui e Marin)

    Ao entrarem na sala médica, Chui e Marin percebem que era pequena. Havia uma cama no centro e aparelhos médicos embutidos nas paredes e na própria cama. O cômodo era o mais de branco de toda nave, porém estava empoeirado. Mas não tão sujo quanto os outros cômodos. Há um cheiro forte de éter no ambiente e uma luz forte acima da cama. Os armários ficavam embutidos nas paredes e eram feitos de um material branco e duro como metal.

    Marin encontrará facilmente o emplastro indicado por Rosso, mas sente um estranho incomodo por estar em um lugar assim, ele não sabe o porquê dessa angustia no peito. Chui estava por perto e trazia os produtos de limpeza. Os dois estão sozinhos, mas pelo menos dessa vez, Marin tem orientação de alguém que sabe limpar.




    OFF: Se ficar alguma dúvida, podem perguntar. Podem descrever tudo que fizeram até irem limpar os quartos. Digam o que falaram para o companheiro e tal. Se ficar difícil, façam como achar melhor. I love you

    - Para consultar o mapa: http://www.novaerarpg.com/t1882-mapa-de-seleucia
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Luxi em Sab Dez 17, 2016 4:20 pm

    - Sinto muito - comentou, cabisbaixa, sentindo-se responsável. Achava que tivera uma ideia ótima para otimizar o trabalho, mas agora parecia um erro ter deixado trabalho individual e tão distante um do outro. Explicou como tinha feito a distribuição e observou Chui, será que estava doendo muito?

    - Entendido, senhor! - bateu continência. Dessa vez não queria decepcionar e já tentava aprender para a missão de verdade. Não deveria deixar ninguém sozinho. Aliás, especialmente Gail, que poderia ter se ferido mais uma vez por neglicência.

    - Desculpa, Chui. Espero que você melhore logo. Se estiver com dor, eu cubro sua parte depois. Tá? Bem, bom trabalho pessoal, vamos lá!

    ~~~


    - Ei! Calma lá! Eu... eu estava sozinha tá bom!? - tentou justificar, com o rosto corado. - Para de rir! Eu peguei leve com você e ainda fiquei preocupada!! Er.. quero dizer... a propósito. Tome cuidado para tomar banho. Os botões são meio confusos e tem um que pode acabar te queimando. Pelo menos essa confusão me fez aprender. Er... como foi com Marin? Vocês se deram bem? O que achou de não ser um príncipe por um dia? - alargou o sorriso. Gostava que ele tivesse experiências normais.


    Estava muito concentrada tentando alcançar o móvel sem sofrer brincadeiras do príncipe, quando de repente arregalou os olhos, pega completamente de surpresa.

    - G-GAIL!




    Ela gritou, achando que ia cair, mas firmou as pernas e, com a ajuda dele, acabou conseguindo ficar em pé. Teve um chilique praticamente a toa.

    - V-v-... A .. a gente quase caiu!! N-não faça mais isso...

    Não podia completar dizendo que ele quase a matou do coração e que era muito difícil pensar em limpar quando ele a segurava e agora passava o pano no monitor com todo o cuidado, corada, e timidamente, tentando redimir-se da gritaria e de como ficara exaltada. Por dentro, no entanto, estava prestando atenção em cada movimento.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Tsumai em Sab Dez 17, 2016 8:37 pm

    Chui não sentia muito bem a queimadura, a menos que se movimentação ou alguém encostasse na área queimada. Mas também, quando sentia, ardia bastante. Mesmo ele explicando, Rosso ainda insistia em culpar os outros, o que deixava o garoto irritado; coitada da Ray, estava tomando as rédeas da situação e acabou sofrendo a culpa! Não era uma tarefa complicada assim pra exigir que o grupo ficasse unido, afinal, era só para limpar as coisas, não tinha segredo. Claro, tudo ficava pior quando se tem uma caixa de autodestruição espalhada por um canto, mas, fora isso, nada demais.

    - Sim, senhor. - murmurou Chui a Rosso, antes de ele ir. Então ouviu as palavras de Ray. - Ah, não se preocupe, isso é de boas. Desculpe fazer Rosso ralhar com vocês, foi mal cuidado meu mesmo. Bom, vamos lá, Marin?

    Sigo com o evo para a sala médica. Lá, ajudo ele a colocar o curativo em mim (um trocinho gelado e reconfortante) e então começamos a limpeza. Deu pra notar que Marin não sabia muito bem como fazer as coisas, então Chui foi ensinando o passo a passo: primeiro varrer e passar algum pano para tirar a poeira grossa, então jogar água no chão para lavar e depois ensaboar com o material disponível para enxaguar novamente. Chui notou também que Marin não parecia muito bem naquele lugar, estando mais distante que o normal.

    - ... e então podemos esfregar assim com a vassoura, com movimentos rápidos... tá tudo bem, Marin? Tá cansado?
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Pallando em Sab Dez 17, 2016 10:22 pm

    Realmente era uma surpresa ver Rosso não distribuir punições ou dar um sermão maior, mas nem tanto. O discurso sobre deixar passar impune desta vez e nunca usar o "dividir e conquistar" se encaixavam bem na imagem que o evo tinha do comandante. Não duvidava de sua dureza ou comprometimento dele, mas ainda assim o julgava "gentil" o suficiente para perdoar alguns erros.

    - Sim, senhor.- Respondeu atento aos detalhes fornecidos sobre a pasta para queimadura que deveria encontrar. Estranhou o som que a palavra "senhor" tinha ao sair de sua boca.

    Assim que o comandante entrou na sala, Marin esperou por Chui, que felizmente dizia para Ray que não ter problemas com a queimadura, depois assentiu com cabeça e seguiu com o caçador. Quando chegaram na sala médica o evo apressou-se em ajudar Chui com o curativo, mesmo que estivesse receoso em faze-lo, afinal poderia errar e piorar ainda mais o estado da queimadura, mas tudo correu bem.

    Seguiu todas as instruções do caçador e sentiu-se grato por ter certeza de que estava fazendo tudo direito dessa vez. Fazia o que era ensinado enquanto prestava atenção no que Chui dizia ao mesmo tempo, mas parou por um breve momento quando a pergunta de Chui o pegou de surpresa.

    Novamente não soube ao certo o que responder pois, se realmente havia algo errado, não saberia expressar com palavras o que era.

    - Apenas uma sensação de estranhamento, mas acho que é natural e inevitável no meu caso. Nada preocupante.- Respondeu enquanto voltava a fazer o que Chui ensinara. Estava grato pela simples pergunta, mesmo não tendo uma boa resposta para dar em troca.- Obrigado. Logo encontro alguma coisa, como um médico...ou não. Darei um jeito.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Gakky em Dom Dez 18, 2016 8:39 pm

    -> Cena Deck superior (Ray e Gail)

    Depois de rir de sua guarda-costas, Gail responde as perguntas dela enquanto varriam:

    - Ahn... Até que fomos bem na limpeza, apesar de ficarmos perdidos no começo. Marin sabia tanto quanto eu. Mas não tivemos problemas entre nós, ele é calmo e teve boas ideias - Gail olha para outro lado quando responde a última pergunta - Er... Não tem sido como imaginei, até agora só limpamos, não posso dizer que foi divertido... Mas tudo bem, não pense que estou desistindo.

    Então continuaram a limpeza até o momento em que Ray grita por quase cair. Enquanto a segurava, o príncipe comenta:

    - Eu só estava tentando ajudar. Não tenho culpa de você ter pernas curtas, sem mim não alcançaria o monitor nem saltando.

    Depois da guarda-costas limpar o monitor, seu protegido a coloca de volta no chão lentamente com muito cuidado para que não caísse. Os dois terminaram de limpar todo o deck superior e quando iam para baixo, Gail interrompe Ray de continuar o seu caminho. A garota estava com as costas perto da parede, quando ele apoiou a mão nessa mesma parede ao lado do rosto dela, isto fez com que os dois ficassem um de frente para o outro.

    - Você é mesmo legal - Comentou Gail com um sorriso sincero - Limpou sozinha o lugar mais difícil.

    Em seguida ele se afastou normalmente e se encaminhou para o andar de baixo junto com a garota. (Ver última cena)

    -> Cena Sala Médica (Chui e Marin)

    Marin e Chui trabalhavam bem juntos, pareciam ser amigos de longas datas. Se a irmã de Chui o visse limpar desse jeito tão esforçado, ficaria orgulhosa, já que limpeza nunca tinha sido o forte dele. Os dois terminam de limpar a sala médica e vão para o lounge.

    A queimadura de Chui já tinha parado de doer, esse tipo de emplastro fazia efeito muito rápido e permitia que a pele se regenerasse gradualmente. Daqui há alguns dias, sua queimadura iria ter uma ótima cicatrização. Quando chegaram ao lounge, perceberam que era um lugar amplo, havia bancadas de cozinha na parede, geladeira e armários. Além disso, ainda havia um sofá para três lugares e uma poltrona. O chão do lounge descia um degrau antes de chegar a parte dos sofás. Uma mesa de jantar se localizava em frente a grandes janelas, que mostravam o universo lá fora. Era uma paisagem incrível que poderia ser fechada ao pressinonar um botão. Seria um bom lugar para meditar apenas apreciando o cenário. Dos lados estavam as passagens para entrar nas capsulas de escape, havia seis delas. Chui e Marin ainda descobrem que se apertar um botão, um monitor suspenso surgia de frente para o sofá de três lugares. Deveria dar para assistir algo nele.

    Os dois terminaram de limpar o lounge com um bom trabalho de equipe, depois voltaram para o corredor, onde vão limpar os quartos. (ver última cena)

    -> Cena Lounge (Chui, Marin e Ray)

    Os primeiros a chegarem nos quartos foi Gail e Ray. Depois Marin e Chui aparecem. Os quatro varrem e tiram poeira dos quartos, sacodem os lençóis, os colocam para lavar e finalmente terminam a tarefa. Gail e Marin não tiveram problemas nessa parte, pois tinham orientação dos colegas. O grupo avisa ao comandante que terminaram. Novamente Rosso estava com os cabelos bagunçados, dessa vez ele os libera para tomarem banho. Primeiro foram os três rapazes, pois o único compartimento de banho possuía três chuveiros sem divisória entre eles. Enquanto isso, Ray esperava em seu quarto ou no lounge. Mas Ray não deixou de alertá-los sobre como usar o painel do chuveiro. (Se os rapazes quiserem falar algum comentário um com o outro durante o banho, podem descrever).

    Não demorou para ser a vez de Ray tomar o seu banho. Depois o comandante os guiou para o lounge e disse para se sentarem à mesa. O lounge era amplo, possuía sofás, móveis de cozinha e uma mesa perto de grandes janelas que mostravam o universo lá fora (ver cena de Marin e Chui para maiores detalhes). Gail foi o primeiro a se sentar, ao seu lado sentou Ray. Chui ficou ao lado da guarda-costas e o evo sentou ao seu lado. Rosso pegou alguns pacotes brancos do armário e os colocou dentro de uma espécie de microondas.

    Vocês se sentem cansados depois de tanto trabalho, as pernas doíam, o estômago roncava e o corpo já estava começando a cobrar por uma boa noite de sono. De vez em quando, um bocejava enquanto esperavam o jantar. Era visível principalmente o cansaço do príncipe, que deitou a cabeça sobre a mesa e fechou os olhos. Rhaenee notou que seu protegido estava cochilando. Chui era o menos afetado, pois estava acostumado a passar por situações mais extremas, porém ansiava pelo jantar.

    Rosso voltou e entregou um pacote para cada um, assustando o príncipe, que acordou de seu sono um pouco espantado. O comandante também trouxe copos e uma garrafa. Ele rasgou um pacote pequeno e derramou o pó dentro da garrafa. Depois de por a tampa e agitá-la, serviu a todos um suco de cor azul.

    - Podem comer, esse é o jantar de vocês, é só abrir - Disse o comandante sentando-se a mesa também, em uma cadeira de frente para vocês.

    Quando abrem o pacote percebem que é um tipo de kit militar. Havia um prato com uma película por cima, que podia ser retirada, do tipo daqueles pratos militares com divisória. Também tinha talheres descartáveis que vinham acompanhando o kit. A comida é normal ao estilo de Primus, havia um pouco de espuma de queijo, pudim de peixe, tofu esferificado e uma sobremesa deliciosa: uma salada de frutas em cubo. Rhaenee logo lembrou que o príncipe odiava pudim de peixe. Não demorou muito para Gail se queixar, assim que viu o seu prato, fez uma careta e reclamou desanimado:

    -Argh... Tinha que ser logo pudim de peixe...

    - Gail... - Comentou o comandante - Durante a missão você vai descobrir que o melhor tempero é fome.

    O grupo começa a comer, embora Gail estivesse deixando o pudim de lado. Enquanto comem, Rosso explica algumas coisas:

    - Amanhã precisamos resolver um problema do grupo. Nós temos 4 soldados, Gail e Ray possuem seus gudans, mas os outros não. Eu não posso ir em missão sem que todos os meus soldados tenham um gudam. Por isso iremos treinar pela manhã, tenho alguns relógios aqui e vou ensinar Marin e Chui a pilotar. É claro que temos pouco tempo para isso, mas o básico não tem mistério. Tem um simulador na nave que vai nos ajudar. Como comandante, eu tenho controle sobre todos os gudans, caso alguém faça alguma burrice, posso ter o controle a partir do meu gudam. Por isso devem dormir logo depois do jantar, nada de conversinhas. Já escolheram qual quarto vão ficar?

    Marin tentava ouvir o comandante, mas estava exausto. Havia acontecido muitas coisas em um único dia, era até um pouco estressante tantas informações de uma vez. Ele usava a mão esquerda para segurar seu copo, ainda estranhava seu braço mecânico. Seus olhos piscavam querendo se fechar, de repente o evo se viu no meio de vários flashs, podiam ser sonhos ou memórias. Nos flahs ele se vê amarrado em uma cama médica enquanto algumas pessoas manuseavam seu braço com aparelhos estranhos. Uma luz forte vinda do teto ardia seus olhos. Sentia-a assustado e nevoso. Porque aquelas pessoas o prendiam ali? Alguns flashs o levaram a ver o rosto da jovem de cabelos castanhos. Marin havia se desligado da realidade, quando voltou a si, estava tão desorientado e nervoso que a mão que segurava o copo se fechou com força quebrando-o. Pedaços de vidro encravaram em sua mão, um sangue vermelho começou a transbordar e pingar sobre a mesa branca. O evo olhou para os que estavam ao redor e não os reconheceu. Marin também não conseguia se lembrar de nada que havia acontecido durante o dia.

    Os outros da mesa percebem o acidente que evo acabava de sofrer, notam que ele tinha quebrado o copo com sua própria força, que parecia confuso e que uma grande quantidade de sangue escorria de sua mão.




    OFF:

    - Vou usar gudam para me referir aos robôs gigantes.
    - Para consultar o mapa: http://www.novaerarpg.com/t1882-mapa-de-seleucia
    Imagem bônus: (salada de fruta)

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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Luxi em Seg Dez 19, 2016 2:42 pm

    Ray não sabia tanto sobre os evos, então não tinha pensado que ele podia não saber como fazer limpeza. Dividia o mundo de uma maneira simplista: nobres e não-nobres, e a segunda categoria sabia praticamente fazer as mesmas coisas básicas de sobrevivência, era o que achava. Sorriu com a resposta do príncipe. Estava empenhado em viver uma vida comum, mesmo que só por um tempo.

    - Limpar não é divertido, mas é muito importante. Tem a ver com pensar no próximo, o espaço que outra pessoa irá usar depois. E agora já sabemos que o comandante quer que trabalhemos como um time. Além do mais, vamos nos tratar como iguais, pois passamos pelas mesmas tarefas juntos. Ninguém vai ter medo de te chamar de Gail, por exemplo.

    A guarda-costas deu sua pequena lição, com um sorriso. Gostava de fazer isso sobre as pequenas coisas.

    (...)

    - QUEM AQUI tem pernas curtas? - ela esperou voltar para o chão para bater nele com o pano. - Hein!? Hunf.

    Apesar de ralhar com ele como se não se importasse, ela ficou olhando para baixo, medindo e checando se havia algo de errado com as pernas. Era baixinha, sim, mas suas pernas eram proporcionais, não eram!? Fez um muxoxo, irritada.

    - Tá, para de brincar e vamos lá pra baixo e... eh!?

    Ela o fitou, corada, primeiro porque não esperava aquela ação e proximidade,  depois, porque ele tinha percebido que escolhera de propósito o banheiro sozinha. Desviou o olhar e deu um pequeno sorriso em agradecimento.

    (...)

    Quando avistou Chui, Rhaenee fez um sinal de positivo/negativo, perguntando se ele estava bem e só depois foi trabalhar normalmente. Estava gostando daquele grupo. Talvez por todos serem de funções diferentes, não havia arrogância militar nenhuma.  Ela aguardou pacientemente sua vez, alertando antes sobre os botões do chuveiro, mas foi um grande alívio quando pôde tirar o cheiro de produtos de limpeza e também amolecer a tensão muscular com água morna. Pronta, foi logo para o jantar, tentando parecer pronta para outra, embora não fosse nada verdade. Agora, observava Gail cochilando e  sorria por dentro. Ah, se ele realmente soubesse que isso não tinha sido nada...

    - Já estava sonhando com a cama do palácio? - brincou com o príncipe quando ele acordou de sobressalto.

    Ray não se surpreendeu com a comida, pois já sabia que funcionava dessa forma e tentou não expressar nada, mas olhava para o príncipe esperando sua reação. Sorriu com a afirmação do comandante. Era a mais pura verdade.

    - Hoje posso trocar algo do meu prato pelo seu pudim. Depois eu te cobro um favor - sussurou a Gail no comecinho da explicação e sorriu. Adorava aqueles joguinhos de desafio.

    - Que legal, gudans! - ficou empolgada com o anuncio do gudans. - Ah... eu meio que tinha deixado minhas coisas em qualquer quarto, mas... Ah!

    O primeiro movimento que fez ao ouvir o barulho foi tentar proteger o príncipe, levantando-se, mas logo viu que tinha sido um copo estourado pelo evo.

    - O que... o que aconteceu?  Sangue! Marin! Chui, você limpou a sala médica, vá pegar uma gaze ou algo assim. Marin, vamos lavar isso...

    A garota estava um pouco desnorteada, mas disposta a ajudar com o que quer que fosse, chegando ao lado do evo e lhe tocando o braço. Não sabia por que tinha acontecido, mas queria agir.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Tsumai em Seg Dez 19, 2016 8:28 pm

    Mesmo estando acostumado com uma rotina de exercícios e funções assim, Chui estava cansado já quando foi limpar o quarto. A diferença é que por ser comum a ele, seu corpo não demonstrava tanto. Mas ainda assim era um serviço enjoado de fazer, principalmente pela parte da poeira, e ficou aliviado quando terminaram e foram tomar banho. Fechou os olhos no chuveiro e deixou a água bater em seu rosto, mesmo sendo um pouco fria era reconfortante e revigorante.

    - Nossa, que delícia! - exclamou ele, mas não fez nenhum outro comentário. Apesar de não se importar de tomar banho junto com outros (que aliás era um costume militar), Chui não sabia se Gail ficaria envergonhado ou algo assim, então preferiu não puxar assunto. Quanto a Marin, sabi que pouco se importava com coisas desse tipo, ou ao menos imaginava que o evo pensava dessa forma.

    Quando voltaram ao lounge (que estava bem limpo, fazendo Chui estufar o peito de orgulho) sentaram nas cadeiras à mesa, sentindo o cansaço bater de vez. O garoto deixou escapar alguns bocejos, mas, se precisasse, aguentaria mais uma ou duas horas acordado (a menos que fosse para ouvir Rosso falar, mas, pela aparência do comandante e seus cabelos desalinhados, este devia estar dormindo anteriormente). Recebeu sua comida e sentiu um tanto eufórico: mesmo que a aparência não agradece à maioria das pessoas comuns, Chui tinha um estranho desejo de experimentar comidas exóticas, e aquela dali era novidade para ele. Comeu com vontade e em porções grandes, chegando a se engasgar em um momento. A comida não era lá essas coisas, mas por ser algo novo ao paladar dele o deixou satisfeito, principalmente o pudim de peixe.

    Terminada a refeição, aí sim os olhos de Chui pareceram ficar pesados e ele piscou seguidamente, porque além da comida Rosso estava preparando algum discurso; mas o garoto despertou um pouco quando ouviu o comandante citar os gudan, e isso o deixou extremamente empolgado! Nunca pilotara um mas sempre tivera a curiosidade. Será que ele conseguiria? Bom, não devia ser difícil assim, se não Rosso não deixaria nas mãos de destreinados. Já estava fantasiando com batalhas estelares em robôs colossais quando ouviu o estilhaçar do copo, e dessa vez ele ficou completamente desperto.

    - Marin? - Chui se lembrou que anteriormente o evo parecia esquisito, distante, e agora essa cena. O que estava acontecendo? Alguma reação com o lugar que estava? Chui ia se aproximar, mas com a ordem de Ray ele lançou um olhar assustado e preocupado para o evo antes de correr desembestado até a ala médica para procurar o curativo.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Pallando em Ter Dez 20, 2016 2:06 pm

    Da sala médica até o momento do jantar, Marin continuara limitando suas palavras como sempre, mas esforçando-se para não passar a impressão de estar distante de novo. Havia gostado bastante do lounge, com o grande sofá e as passagens para as seis capsulas de escape, e principalmente da visão proporcionada pelas janelas em frente uma mesa. Uma visão digna de apreciação, inspiradora de certa forma, mas que não fazia nada além de obriga-lo a se perguntar o que fazia ali. Os botões para fechada da janela e aparição do monitor não o agradaram, deixando-o incomodado por imaginar as engenhocas não vistas que provavelmente faziam tudo aquilo acontecer.

    Depois do lounge e do encontro com Ray e Gail nos quartos, onde finalizaram a tarefa dada e limparam as acomodações sem maiores problemas, Rosso finalmente libera-os para o banho. E até onde o evo conseguia se lembrar(obviamente não muito) esse seria seu primeiro banho, mas pouco lhe deu importância. No máximo serviu-lhe para descansar um pouco, afinal estava mais cansado do que esperava depois de tudo aquilo. Quando todos haviam terminado o comandante os guiou de volta até o lounge, retorno que agradou Marin pois poderia apreciar a vista do espaço mais uma vez. O Evo sentou-se ao lado de Chui e relaxou no sofá, embora não tanto quanto Gail, aguardando pacientemente enquanto observava Rosso preparar alguns estranhos pacotes brancos, que na verdade era o jantar. O pó chacoalhado dentro da garrafa, aquilo que viria a ser o suco azul, também teve todo o processo bem observado pelo evo curioso.

    Gail comentou algo, Ray sussurrou outra coisa e Rosso retrucou, mas Marin não captou nada. Não por não querer ouvir, pois sempre insistiria em ouvir as conversas mesmo quando irrelevantes, mas por que estava cansado demais. O comandante começou a falar sobre algo que parecia ser importante e a única coisa que o evo conseguia fazer era lutar para se manter acordado, pois seus olhos insistiam em querer fecharem-se. E então começaram os flashes.

    Mais uma vez amarrado em uma mesa médica, a visão de seu braço sendo manuseado por aparelhos lhe era agonizante, principalmente por estar preso enquanto assistia àquilo tudo. A luz forte que ardia em seus olhos o irritava, fazendo crescer o nervosismo do evo que já via-se assustado. Entre os flashes e a confusão, o rosto da jovem de cabelos castanhos veio-lhe como principal foco de atenção, uma das poucas imagens que não lhe trazia somente sentimentos ruins. Mais uma vez seu rosto parecia ser a última coisa que veria.

    ~~~X~~~

    A primeira coisa que sentiu ao acordar foi dor, totalmente concentrada na mão em que o líquido vermelho já escorria. Seu olhar foi automaticamente levado ao ferimento causado por...pedaços de vidro. Como? Por quê? Era como despertar de um pesadelo trazendo o nervosismo e um pouco de medo consigo, sentimentos que somente se ampliavam conforme olhava ao redor e via um bando de pessoas que pareciam quase tão surpresas quanto ele. Não reconhecia nenhuma delas e isso fazia seu coração acelerar fortemente.

    "Marin!", ouviu de um deles. Assim que seu braço foi tocado, seus olhos se cerraram e a mão metálica impulsivamente se fechou. Eram quatro os "inimigos" e o ideal seria lidar rapidamente com o mais forte enquanto pareciam estar despreparados, mas o Evo tinha raiva e era impulsivo, além de não ter tido tempo para pensar a respeito. Se não encontrasse um motivo para recuar ou se não nenhum deles fosse realmente forte, o evo lidaria com toda a situação por meio da brutalidade desenfreada.

    Usou os pés para chutar a mesa sobre aquele que vestia um uniforme para ganhar tempo, atrasar sua reação, e não se importou em deixar um deles correr para a dita "sala médica", afinal um combate contra todos de uma só vez era exatamente o que queria evitar. O outro, aquele de cabelo prateado, não parecia ser uma ameaça. Normalmente, seguiria com a ofensiva independente de a garota demonstrar intenção de reagir ou não e provavelmente tentaria nocauteá-la no primeiro golpe, no entanto não foi assim que aconteceu.

    Obviamente havia diferença, mas sem sequer dispor de tempo para analisa-la, para o reflexo de uma mente confusa ela era apenas uma jovem de cabelos castanhos. Não quis seguir com um ataque direto contra o rosto dela. O punho se desfez e o plano do evo mudou.

    Tentou usar a mão metálica para agarrar a jovem pelo pescoço e ergue-la ou prende-la contra o chão. Tentaria rende-los sem precisar enfrenta-los, fazendo isso por meio de uma refém.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Gakky em Qua Dez 21, 2016 2:43 pm

    O jantar acontecia tranquilamente, Rosso estava falando com o grupo, enquanto o príncipe respondia a proposta de Ray, sussurrando e com um sorriso esperto:

    - Se o favor não for limpar algo, eu aceito...

    Porém algo estava errado, Marin não estava em seu estado normal. Ray viu todo aquele sangue e se aproximou imediatamente do evo, Chui saiu correndo em direção a sala médica. De repente Marin chutou a mesa para cima de Rosso, que não conseguiu esquivar. Enquanto o comandante tentava se levantar, o evo sentiu o toque da garota e tentou agarrá-la pelo pescoço com sua prótese.

    Ray sente a prótese fria de Marin encostar no seu pescoço e percebe imediatamente a intenção desse gesto, antes que o evo tivesse tempo para fechar a mão, a garota se esquivou com movimentos rápidos e livrou-se antes que estivesse suspensa. O cansaço não havia comprometido os reflexos de Ray. Gail viu tudo e ficou nervoso, se levantou e exclamou preocupado:

    - Ray!

    O príncipe saiu de seu lugar e correu para cima do Marin com um soco preparado. Porém o evo desviou desse golpe e o rapaz passou direto para o outro lado, perto das janelas. O comandante já tinha conseguido se levantar depois de empurrar a mesa de cima dele para o lado.

    - Marin! - Gritou o comandante se colocando na frente de Ray com a mão pousada na bainha de sua espada - O que pensa que está fazendo?

    Logo Chui volta para o lounge com a mão cheia de gazes e emplastros. O caçador vê uma cena estranha quando chega, a mesa de jantar estava jogada no chão junto com a comida. No outro canto, Rosso estava entre o evo e Ray, e tinha a mão pousada sobre a bainha de sua espada. Já Gail estava próximo as janelas e se virava de volta na direção de Marin. Chui sente uma tensão no ar, mas vê que a mão do evo ainda sangrava.

    - Não vou permitir que machuque a Ray! - Exclamou Gail em posição de combate.

    De repente Marin sente que aqueles rostos lhe eram familiar, principalmente a expressão do comandante e o rosto do garoto que chegava com as gazes. Apesar da dor do corte, ele força sua mente para se lembrar (Role teste de vontade dado 10, CD5, se passar, ele se lembrará de todos e do dia). O sangue do evo fazia um rastro no chão e escorria generosamente por seus dedos, os cacos de vidro ainda estava encravados na sua carne.




    OFF: Todos rolem um teste de iniciativa, se forem atacar, rolem também antes de postar. A iniciativa é para garantir a ordem da batalha, caso tenha uma. Definirá quem foi mais rápido em aplicar o golpe, caso tenha golpe.

    Todos os ataques aqui são considerados desarmados, exceto do comandante. Vou considerar que a arma de vocês está junto com as malas no corredor. Da próxima vez que forem andar armados, avisem nos posts. Melhor assim, acho.

    Ataque desarmado: É um ataque normal, mas sem o bônus de ataque da classe.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Luxi em Qua Dez 21, 2016 5:47 pm

    Rhaenee arregalou os olhos, assustada. Quando Marin chutou a mesa, primeiro assumiu que tinha sido por um reflexo à dor. Mas não. Sentiu o corpo gelar por dentro, de medo, mas principalmente o pescoço. Nunca tivera contato desse jeito com a prótese de um evo.

    Evos são temidos. Por um motivo.

    Foi o que passou em sua mente por uma fração de segundo e, por um tipo de milagre, suas pernas se afastaram sozinhas, enquanto ela colocava a mão no pescoço, simplesmente concluindo o que teria acontecido se ela não afastasse. Evos eram muito fortes. Mais um segundo e talvez ela...

    - GAIL, NÃO FAÇA ISSO!

    Não esperava uma ação explosiva de Gail, tampouco conseguiu reagir e correr atrás dele antes de ele tentar dar um soco no evo. Por sorte, ele havia falhado. Não queria Marin irritado. Por que tudo isso estava acontecendo? Tinha julgado mal o caráter do evo?
    Agora estava atrás do comandante e, embora seu coração continuasse disparado, pelo menos tinha esperança que Rosso fizesse alguma coisa.

    - Por favor, não lutem com ele... Ele precisa de uma chance para se explicar! Marin, por que está fazendo isso?

    Depositava a última confiança naquela pergunta. Rhaenee ainda não conseguia acreditar que Marin era um tipo de traidor infiltrado, ainda que as coisas fossem evidenciadas assim. Se o príncipe tivesse sido o escolhido do evo para o ataque, as coisas seriam diferentes.

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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Tsumai em Qua Dez 21, 2016 8:43 pm

    Chui corre pela nave desenfreado enquanto tentava entender o que aconteceu, mas sem sucesso. Pegou rapidamente várias ataduras e tudo que encontrou para fazer curativos e voltou na mesma velocidade em que fora, mas a cena que viu quando voltou foi ainda mais surpreendente do que antes: o lugar estava bagunçado, a mesa virada com a comida espalhada pelo chão, todos com cara de assustados e Rosso em posição de combate, entre Marin e Ray. Chui não entendeu muito bem o que estava acontecendo, mas aparentemente Marin fez alguma coisa absurda, para levar Rosso àquele estado; até Gail estava com um olhar furioso no rosto. Mas que diabos estava acontecendo? Será que a ferida na mão do evo o despertou pra alguma coisa?

    - Ah... o que aconteceu aqui?

    Chui estava parado à porta, os olhos arregalados, o semblante confuso e os curativos bem seguro nas mãos.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Pallando em Sex Dez 23, 2016 11:43 am

    Logo uma situação que parecia desenhar-se favorável para o evo se tornou uma verdadeira complicação. Chegara tão perto de agarrar o pescoço da garota que já até sentia ter tudo sob controle, mas para sua surpresa e espanto parecia ter subestimado a jovem, que demonstrou ter reflexos treinados ao esquivar-se de sua mão. A mão metálica agarrou o ar, surpresa essa que o deixou momentaneamente sem reação.
    Não houve tempo para raciocinar uma vez que o garoto de cabela prateado, o mesmo que antes julgara ser um não combatente, avançou tentando acertar-lhe um soco. O evo esquivou o corpo para trás e viu o rapaz passar direto para o lado das janelas, mas nesse curto tempo o que estava uniformizado já havia se livrado da mesa. A frustração inicial fez sua raiva crescer.

    "Marin!", ouviu mais uma vez. Seu olhos foram de encontro ao uniformizado que o chamava, agora posicionado entre ele e a jovem que tentara atacar. O uniformizado tinha a mão pronta para pegar sua arma, mas não o fazia. A jovem, mesmo depois de ser atacada, tentava impedir o de cabelo prateado de ataca-lo mais uma vez. Tudo aquilo irritava o evo e o deixava ainda mais confuso. Por que pareciam hesitar em ataca-lo? Como sabiam seu...nome? Antes que pudesse começar a pensar em respostas, o outro rapaz retornou da sala médica.

    Algo mais começava a incomoda-lo àquela altura. Aqueles rostos, as expressões, tudo lhe era familiar demais. Mantinha-se em guarda, preparado para reagir aos possíveis ataques, mas seus esforços estavam focados na tarefa de lembrar-se de algo. A agonia e a irritação o fizeram fechar os olhos, como se forçar os olhos fosse ajuda-lo a se lembrar de algo, praticamente ignorando a dor em sua mão.

    Marin, começou com o seu próprio nome...Ray, o nome pelo qual o rapaz de cabelo prateado havia chamado a jovem há pouco tempo...o rapaz de cabelo prateado...Gail. Chui e Rosso eram os nomes que procurava. Cada nome se encaixava nos rostos que via e traziam memórias relacionadas a eles, como se uma coisa puxasse a outra. Lembrou-se de Rosso à sua espera na nave enquanto o palácio ruía, do convite de Chui para se tornar o ajudante, da tentativa de Ray de ajuda-lo com a coleira de choque e da conversa com Gail durante a limpeza. Lembrou-se de tudo.

    Marin olhou ao redor, finalmente acordando do pesadelo e ainda em tempo de ouvir a pergunta de Ray. "Por quê?" ela perguntava, e a pergunta fez o evo sentir o medo de verdade pela primeira vez. Olhou para a prótese por um breve momento, sentindo uma imensa repulsa ao objeto metálico...objeto que quase alcançou a garganta de Ray. Sentia os olhares confusos que despertavam nele algo novo. Seria vergonha?

    De qualquer maneira, não havia mais hostilidade alguma no olhar ou na postura de Marin.

    - Eu...- "Não sei"? O evo era ingênuo nesse aspecto, mas não tanto para não saber como essa resposta soava ridícula. Sequer conseguia encarar Ray nos olhos para responder.- Eu vi alguns flashes e...depois não me lembrava de nada. Não me lembrava de ninguém...- Sabia muito bem do peso que aquelas palavras carregavam. Marin deixou-se cair de joelhos em um gesto de rendição.- O resultado disso...eu vou entender.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Gakky em Sex Dez 23, 2016 1:55 pm

    O comandante ouviu as palavras de Marin com uma expressão seria e indecifrável. Quando o evo abaixou-se rendido, Rosso tirou a mão da bainha de sua espada e disse:

    - Perdeu a memória... Imagino que deve ter achado que eramos inimigos... Chui, traz aqui essas gazes. Depois falamos de consequências, agora só quero resolver tudo isso.

    Gail ainda estava desconfiado e não tirava os olhos do evo, como se esperasse alguma reação. Rosso suspirou, passou a mão nos cabelos para trás, como era seu costume quando estava nervoso. Ele pegou o material que o caçador trouxe e disse:

    - Chui, o que aconteceu foi que do nada Marin jogou a mesa para cima de mim e tentou enforcar a Rhaenee. Parece que foi uma perda de memória que causou tudo isso... - Em seguida falou para todos- Mas fiquem afastados.

    Rosso abaixou-se em frente ao evo e olhou nos olhos dele como se tentasse analisá-lo. O comandante pegou o pulso do evo, ainda mantendo o olhar nele, avisou:

    - Isso vai doer, espero que não tente me enforcar... Se sentir algo diferente ou sentir que vai perder o controle, me avise... Enquanto isso, me diga o nome de cada um que está nesta sala para que eu possa checar sua memória.

    Rosso tirou com a própria mão os cacos de vidro enterrados na mão do evo, em seguida tentou juntar a pele que estava cortada, pegou um emplastro e o abriu colocando sobre o ferimento e apertando para que o corte fechasse. Enquanto fazia isso, o comandante hesitava a cada momento e voltava a encarar o evo como que se prevenindo por qualquer reação.

    O príncipe aproveitou o momento para se aproximar de Ray, dessa vez com os braços mais relaxados, a puxou pelo pulso, devagar, não era como se tivesse obrigando, afastou-se mais de Marin e sussurrou a garota:

    - Ele chegou a te machucar? Não quero que fique perto dele.

    Depois que terminou de enfaixar a mão do evo, o comandante se levantou e começou a falar:

    - Acredito que agora é seguro.  Mas não se aproximem muito... Como ele perdeu a memória de repente, é preocupante... Se isso pode acontecer a qualquer momento, todos corremos perigo.

    Rosso colocou a mão perto do queixo, pensativo, tentava avaliar a situação.

    - Marin, você sabe se foi por causa do corte que esses flashes começaram? Estava irritado antes? Quero saber se foi uma reação a dor, tente me explicar o que o deixou assim. Acha que podemos confiar em você agora? Responda sinceramente, eles são seu amigos, não acho que queira que eles fiquem em perigo.




    OFF: Se precisar, usarei um npc para responder antes de fechar o turno.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Tsumai em Dom Dez 25, 2016 7:01 pm

    Chui soltou um "quê??" mentalmente diante da explicação de Rosso, mal acreditando que isso fosse possível. Mesmo que a mesa estar naquele estado e a expressão de todos os presentes indicasse que era real, Chui não conseguia conceber. Por que Marin faria aquilo? O garoto se aproximou do evo, um tanto espantado e receoso, mas não com medo; talvez por não ter presenciado a cena não tenha constatado o real perigo da situação ou mesmo sua gravidade. Mas ainda assim Chui não se aproximou demais, até para não desobedecer as ordens de Rosso.

    - Mas... isso aconteceu mesmo? É sério? - Chui olhava para o comandante e para Marin como se buscasse uma confirmação em que ele pudesse acreditar.

    O evo estava ajoelhado ao chão, aparentemente deprimido. Chui não deixou de sentir pena e compaixão pelo rapaz; não sabia pelo que ele tinha passado, ou que memórias ele guardava para engatilhar aquela situação. E por não ter visto ataque de Marin aos companheiros não conseguia sentir medo ou raiva... apenas queria conversar com o evo.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Luxi em Dom Dez 25, 2016 7:35 pm

    Rhaenee suspirou quando o evo contou o que tinha acontecido. De alguma forma ele tinha conseguido acessar suas memórias. Então a amnésia que ele tinha quando os encontrou poderia acontecer de novo? Poderia esquecer-se de todos eles de repente e tentar atacar? Ray nao sabia o que desencadeava esse tipo de reação, e é claro que ficava com medo, mas sentia muita pena dele por ter perdido o controle daquela forma. Soava arrependido.
    Enquanto os demais cuidavam dele, Gail a puxou para conversar em particular. Entendia a preocupação do príncipe, sentia-se um tanto importante por isso, mas não conseguia deixar de sentir muito pelo evo.

    - Eu estou bem. Ele não conseguiu fazer nada... Obrigada por me ajudar. Você foi muito valente... mas espero que pense na sua segurança da próxima vez.

    O tom de voz era suave, agradecido, mas apesar disso, sua preocupação com o que tinha acabado de acontecer ainda gritava em seu rosto. Olhou para trás, para espiar como estavam cuidando do ferimento de Marin.

    - O que será que aconteceu com ele? As memórias que ele perdeu, a vida que tinha... tudo deve estar impregnado nele de alguma forma. Parece doloroso...

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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Pallando em Seg Dez 26, 2016 11:02 am

    Uma parte do evo ainda prestava atenção ao que o comandante dizia, esperando o momento em que teria de responder mais perguntas, mas conscientemente tentava ignorar todo o resto. Mantinha a cabeça baixa, evitando os problemas que o contato visual com qualquer um ali traria, e deixou as mãos repousadas no chão. Mesmo quando Rosso aproximou-se e pegou-lhe o pulso para retirar os cacos de vidro, Marin continuou imóvel, sem que nenhuma reação partisse dele.

    Obviamente sentia dor enquanto o rápido tratamento era feito, mas sua inexpressividade facial não seria afetada por tão pouco, ainda mais quando sua mente parecia tão dispersa.- Rosso, Ray, Chui e Gail.- Disse os nomes quase que automaticamente, logo depois de ouvir o comandante pedir por isso. Também não se importou com as hesitações de Rosso, afinal eram de se esperar.

    Quando finalmente ouviu as perguntas do comandante, o evo levantou a cabeça e começou sua busca por respostas para dar. Eram questões de extrema importância, então outro "não sei" como resposta seria inadmissível.

    - Já não me lembrava de nada quando quebrei o copo, então não foi o corte que causou isso. Posso apontar a exaustão, coisa que não estou acostumado a sentir, mas ainda é cedo para afirmar que seja isso.- A última pergunta era a mais importante, isso sem dúvidas, então tomou mais tempo para responde-la.- Não. Acho que não deveriam voltar a confiar em mim.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

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