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    Capítulo 2 - Seleucia

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    Pallando
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Pallando em Sex Dez 23, 2016 11:43 am

    Logo uma situação que parecia desenhar-se favorável para o evo se tornou uma verdadeira complicação. Chegara tão perto de agarrar o pescoço da garota que já até sentia ter tudo sob controle, mas para sua surpresa e espanto parecia ter subestimado a jovem, que demonstrou ter reflexos treinados ao esquivar-se de sua mão. A mão metálica agarrou o ar, surpresa essa que o deixou momentaneamente sem reação.
    Não houve tempo para raciocinar uma vez que o garoto de cabela prateado, o mesmo que antes julgara ser um não combatente, avançou tentando acertar-lhe um soco. O evo esquivou o corpo para trás e viu o rapaz passar direto para o lado das janelas, mas nesse curto tempo o que estava uniformizado já havia se livrado da mesa. A frustração inicial fez sua raiva crescer.

    "Marin!", ouviu mais uma vez. Seu olhos foram de encontro ao uniformizado que o chamava, agora posicionado entre ele e a jovem que tentara atacar. O uniformizado tinha a mão pronta para pegar sua arma, mas não o fazia. A jovem, mesmo depois de ser atacada, tentava impedir o de cabelo prateado de ataca-lo mais uma vez. Tudo aquilo irritava o evo e o deixava ainda mais confuso. Por que pareciam hesitar em ataca-lo? Como sabiam seu...nome? Antes que pudesse começar a pensar em respostas, o outro rapaz retornou da sala médica.

    Algo mais começava a incomoda-lo àquela altura. Aqueles rostos, as expressões, tudo lhe era familiar demais. Mantinha-se em guarda, preparado para reagir aos possíveis ataques, mas seus esforços estavam focados na tarefa de lembrar-se de algo. A agonia e a irritação o fizeram fechar os olhos, como se forçar os olhos fosse ajuda-lo a se lembrar de algo, praticamente ignorando a dor em sua mão.

    Marin, começou com o seu próprio nome...Ray, o nome pelo qual o rapaz de cabelo prateado havia chamado a jovem há pouco tempo...o rapaz de cabelo prateado...Gail. Chui e Rosso eram os nomes que procurava. Cada nome se encaixava nos rostos que via e traziam memórias relacionadas a eles, como se uma coisa puxasse a outra. Lembrou-se de Rosso à sua espera na nave enquanto o palácio ruía, do convite de Chui para se tornar o ajudante, da tentativa de Ray de ajuda-lo com a coleira de choque e da conversa com Gail durante a limpeza. Lembrou-se de tudo.

    Marin olhou ao redor, finalmente acordando do pesadelo e ainda em tempo de ouvir a pergunta de Ray. "Por quê?" ela perguntava, e a pergunta fez o evo sentir o medo de verdade pela primeira vez. Olhou para a prótese por um breve momento, sentindo uma imensa repulsa ao objeto metálico...objeto que quase alcançou a garganta de Ray. Sentia os olhares confusos que despertavam nele algo novo. Seria vergonha?

    De qualquer maneira, não havia mais hostilidade alguma no olhar ou na postura de Marin.

    - Eu...- "Não sei"? O evo era ingênuo nesse aspecto, mas não tanto para não saber como essa resposta soava ridícula. Sequer conseguia encarar Ray nos olhos para responder.- Eu vi alguns flashes e...depois não me lembrava de nada. Não me lembrava de ninguém...- Sabia muito bem do peso que aquelas palavras carregavam. Marin deixou-se cair de joelhos em um gesto de rendição.- O resultado disso...eu vou entender.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Gakky em Sex Dez 23, 2016 1:55 pm

    O comandante ouviu as palavras de Marin com uma expressão seria e indecifrável. Quando o evo abaixou-se rendido, Rosso tirou a mão da bainha de sua espada e disse:

    - Perdeu a memória... Imagino que deve ter achado que eramos inimigos... Chui, traz aqui essas gazes. Depois falamos de consequências, agora só quero resolver tudo isso.

    Gail ainda estava desconfiado e não tirava os olhos do evo, como se esperasse alguma reação. Rosso suspirou, passou a mão nos cabelos para trás, como era seu costume quando estava nervoso. Ele pegou o material que o caçador trouxe e disse:

    - Chui, o que aconteceu foi que do nada Marin jogou a mesa para cima de mim e tentou enforcar a Rhaenee. Parece que foi uma perda de memória que causou tudo isso... - Em seguida falou para todos- Mas fiquem afastados.

    Rosso abaixou-se em frente ao evo e olhou nos olhos dele como se tentasse analisá-lo. O comandante pegou o pulso do evo, ainda mantendo o olhar nele, avisou:

    - Isso vai doer, espero que não tente me enforcar... Se sentir algo diferente ou sentir que vai perder o controle, me avise... Enquanto isso, me diga o nome de cada um que está nesta sala para que eu possa checar sua memória.

    Rosso tirou com a própria mão os cacos de vidro enterrados na mão do evo, em seguida tentou juntar a pele que estava cortada, pegou um emplastro e o abriu colocando sobre o ferimento e apertando para que o corte fechasse. Enquanto fazia isso, o comandante hesitava a cada momento e voltava a encarar o evo como que se prevenindo por qualquer reação.

    O príncipe aproveitou o momento para se aproximar de Ray, dessa vez com os braços mais relaxados, a puxou pelo pulso, devagar, não era como se tivesse obrigando, afastou-se mais de Marin e sussurrou a garota:

    - Ele chegou a te machucar? Não quero que fique perto dele.

    Depois que terminou de enfaixar a mão do evo, o comandante se levantou e começou a falar:

    - Acredito que agora é seguro.  Mas não se aproximem muito... Como ele perdeu a memória de repente, é preocupante... Se isso pode acontecer a qualquer momento, todos corremos perigo.

    Rosso colocou a mão perto do queixo, pensativo, tentava avaliar a situação.

    - Marin, você sabe se foi por causa do corte que esses flashes começaram? Estava irritado antes? Quero saber se foi uma reação a dor, tente me explicar o que o deixou assim. Acha que podemos confiar em você agora? Responda sinceramente, eles são seu amigos, não acho que queira que eles fiquem em perigo.




    OFF: Se precisar, usarei um npc para responder antes de fechar o turno.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Tsumai em Dom Dez 25, 2016 7:01 pm

    Chui soltou um "quê??" mentalmente diante da explicação de Rosso, mal acreditando que isso fosse possível. Mesmo que a mesa estar naquele estado e a expressão de todos os presentes indicasse que era real, Chui não conseguia conceber. Por que Marin faria aquilo? O garoto se aproximou do evo, um tanto espantado e receoso, mas não com medo; talvez por não ter presenciado a cena não tenha constatado o real perigo da situação ou mesmo sua gravidade. Mas ainda assim Chui não se aproximou demais, até para não desobedecer as ordens de Rosso.

    - Mas... isso aconteceu mesmo? É sério? - Chui olhava para o comandante e para Marin como se buscasse uma confirmação em que ele pudesse acreditar.

    O evo estava ajoelhado ao chão, aparentemente deprimido. Chui não deixou de sentir pena e compaixão pelo rapaz; não sabia pelo que ele tinha passado, ou que memórias ele guardava para engatilhar aquela situação. E por não ter visto ataque de Marin aos companheiros não conseguia sentir medo ou raiva... apenas queria conversar com o evo.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Luxi em Dom Dez 25, 2016 7:35 pm

    Rhaenee suspirou quando o evo contou o que tinha acontecido. De alguma forma ele tinha conseguido acessar suas memórias. Então a amnésia que ele tinha quando os encontrou poderia acontecer de novo? Poderia esquecer-se de todos eles de repente e tentar atacar? Ray nao sabia o que desencadeava esse tipo de reação, e é claro que ficava com medo, mas sentia muita pena dele por ter perdido o controle daquela forma. Soava arrependido.
    Enquanto os demais cuidavam dele, Gail a puxou para conversar em particular. Entendia a preocupação do príncipe, sentia-se um tanto importante por isso, mas não conseguia deixar de sentir muito pelo evo.

    - Eu estou bem. Ele não conseguiu fazer nada... Obrigada por me ajudar. Você foi muito valente... mas espero que pense na sua segurança da próxima vez.

    O tom de voz era suave, agradecido, mas apesar disso, sua preocupação com o que tinha acabado de acontecer ainda gritava em seu rosto. Olhou para trás, para espiar como estavam cuidando do ferimento de Marin.

    - O que será que aconteceu com ele? As memórias que ele perdeu, a vida que tinha... tudo deve estar impregnado nele de alguma forma. Parece doloroso...

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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Pallando em Seg Dez 26, 2016 11:02 am

    Uma parte do evo ainda prestava atenção ao que o comandante dizia, esperando o momento em que teria de responder mais perguntas, mas conscientemente tentava ignorar todo o resto. Mantinha a cabeça baixa, evitando os problemas que o contato visual com qualquer um ali traria, e deixou as mãos repousadas no chão. Mesmo quando Rosso aproximou-se e pegou-lhe o pulso para retirar os cacos de vidro, Marin continuou imóvel, sem que nenhuma reação partisse dele.

    Obviamente sentia dor enquanto o rápido tratamento era feito, mas sua inexpressividade facial não seria afetada por tão pouco, ainda mais quando sua mente parecia tão dispersa.- Rosso, Ray, Chui e Gail.- Disse os nomes quase que automaticamente, logo depois de ouvir o comandante pedir por isso. Também não se importou com as hesitações de Rosso, afinal eram de se esperar.

    Quando finalmente ouviu as perguntas do comandante, o evo levantou a cabeça e começou sua busca por respostas para dar. Eram questões de extrema importância, então outro "não sei" como resposta seria inadmissível.

    - Já não me lembrava de nada quando quebrei o copo, então não foi o corte que causou isso. Posso apontar a exaustão, coisa que não estou acostumado a sentir, mas ainda é cedo para afirmar que seja isso.- A última pergunta era a mais importante, isso sem dúvidas, então tomou mais tempo para responde-la.- Não. Acho que não deveriam voltar a confiar em mim.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Gakky em Seg Dez 26, 2016 9:12 pm

    O comandante Rosso não responde os questionamentos de Chui, mas assentiu com a cabeça enquanto cuidava do ferimento de Marin. Uma situação dessas era complicado de se resolver. Todos sentiam-se apreensivos, talvez até sem fome, o jantar havia se arruinado. O príncipe ainda estava preocupado, ele não levava a sério o trabalho de sua guarda-costas, não falava, mas via isso apenas como uma desculpa para ter uma amiga ao seu lado. Ele não tira os olhos do evo quando responde aos comentários de Ray:

    - Minha própria segurança... Desse jeito parece minha irmã falando... Obrigado por estar bem... Seus reflexos estão muito bons, você realmente tem se esforçado nos treinos... - O príncipe faz uma pausa e continua - Não sei o que aconteceu com o evo, só sei que se ele tentar te machucar de novo, eu não vou ficar parado.

    Rosso termina de de cuidar do ferimento, e depois de fazer suas perguntas ouve a resposta de Marin. Gail ficou nitidamente surpreso com a resposta do evo, com certeza não esperava por isso, sua expressão de preocupado mudou para um semblante perplexo. Não era comum ver alguém condenando a si mesmo em vez de tentar se defender. Mas o comandante teve uma reação diferente, um sorriso discreto formou-se eu seus lábios. Sua voz estava confiante quando disse a Marin:

    - Era tudo que eu queria ouvir. Você nos considera importantes o bastante para dizer isso, também é relevante para nós Marin. É um soldado, e como um soldado todos vocês são de minha responsabilidade. Não serei injusto e nem negligente.

    Em seguida Rosso foi até a mesa caída e enquanto a levantava, explicou:

    - Está muito tarde e todos precisam dormir para o treino de amanhã. Vocês vão limpar essa sujeira e se ainda quiserem jantar, é só pegar no armário. Mas depois todos para seus quartos, não quero ninguém me enchendo o saco com isso. Mas Marin, fique aqui no sofá, quero falar com você.

    Rosso sentou em uma das cadeiras, olhou para vocês calmamente e continuou:

    - O que estão esperando? Vão arrumar.

    - Mas e o evo? Não será feito nada? - Perguntou Gail preocupado.

    - Quanto ao Marin, é melhor que ele descanse. Eu já ia explicar... Talvez seja mesmo a exaustão que causou a sua perda de memória. Hoje foi como seu primeiro dia, deve estar estressado. Porém como ele mesmo disse, é um perigo para todos nós. Pelo menos enquanto não soubermos o motivo. Mas Marin aceitou as consequências, para a segurança do grupo, eu vou vigiá-lo durante essa noite, enquanto vocês dormem, estarei preparado para caso algo aconteça. Também quero observá-lo para ver se tiro alguma conclusão, quero saber seus sonhos, se terá pesadelos e outros detalhes. E a partir de amanhã, Marin deverá ficar sempre a minha vista, quando tiver que ficar sozinho, terei que trancá-lo em seu quarto até que pelo menos eu encontre uma solução melhor. Se sentirem ainda algum receio, podem trancar o quarto de vocês quando forem dormir... Mas o que estão fazendo parados me ouvindo? A audição não fica nas mãos. Sejam eficientes, ao trabalho! Exceto Marin, e nem pense discordar, sente-se e descanse. Não queremos que tenha outro surto.

    Enquanto o grupo arrumava as coisas. Rosso faz questão que Marin descanse no sofá e comenta com ele:

    - Tente relaxar, vou por uma cadeira no seu quarto e estarei lá até que acorde. Vou aproveitar para fazer relatórios da missão. Eu acredito que o que teve foi apenas um estresse. Quando for se acostumando, vai se sentir melhor. Só não podemos tirar conclusões agora. Amanhã vou ligar para um amigo, que é um médico excelente. Ele saberá o que fazer, está acostumado com casos diferentes. Mas faça sua parte, quero que durma logo, precisa estar bem para amanhã. Não quero ter mais dor de cabeça.

    Chui, Ray e Gail arrumam a sujeira. Durante a limpeza, o príncipe ainda parecia preocupado e distraído, estava pensativo, tanto que nem reclamou de limpar, mas não quis terminar de jantar. Quando falam com ele, parece estar longe e presta atenção só depois de o chamarem mais de uma vez. Gail somente dirigiu a palavra a Chui uma vez, quando jogava os restos no lixo, perguntou em voz baixa ao caçador:

    "- O que acha de tudo isso?"

    Aqueles que ainda quiserem jantar, podem fazer se preferirem. Os três terminaram de limpar rápido, não tinha muito o que limpar. Depois vão para seus quartos, se vão dormir rápido ou não, descrevam. Mas um pouco antes de entrarem, quando chegarem ao corredor, Gail vai sussurrar para Ray: (Rolem dado 10 com CD 7 para ouvirem a conversa se quiserem - bônus de vontade)

    "- Ray, não esquece de trancar sua porta por dentro. Não confio nele..."

    O príncipe só vai para o seu quarto depois de verificar se Ray estava tomando as medidas de segurança, ele sabia ser teimoso. Dessa vez, Gail só consegue pensar em sua guarda-costas, esquecendo-se até da amizade com Chui e com Marin. Até seu sono havia ido embora.

    Marin entra em seu quarto antes dos seus colegas, o comandante cumpre o que prometeu. Ele coloca uma cadeira ao lado de sua cama, se senta calmamente e começa a escrever em um tipo de prancheta digital. A expressão estava séria e indecifrável como antes. Não demorou para que lançasse um olhar para o evo e comentasse:

    - Se tiver algum sonho, me conte assim que acordar. Agora vá logo dormir, facilite o meu trabalho, ok?

    Apesar do jeito durão, quando o evo deitar, o comandante vai perguntar:

    - Como está se sentindo? Quer falar algo agora que não está perto dos outros?




    Qualquer conversa que quiserem ouvir desse tópico, que esteja em voz baixa, rolem dado 10 com bônus de vontade, CD7.
    (Ontem fiz reparo de uns errinhos 26/12 - releiam quem viu antes disso)
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Tsumai em Ter Dez 27, 2016 9:55 pm

    Chui ficou surpreso e intrigado com a resposta de Rosso; será que ele estava realmente de bem com Marin? Essa era uma situação complicada e incômoda que deixava Chui chateado e sem saber o que fazer. Queria poder resolver as coisas mas ele não tinha a capacidade, então apenas acatou as palavras do comandante e foi arrumar a cozinha. Ao menos o trabalho o distraía um pouco. Enquanto separava alguns cacos de vidro do chão, Gail tocou no assunto com Chui.

    - Não sei... eu não vi a cena. Não consigo conceber muito bem... só espero que as coisas se resolvam.

    Terminado o trabalho, Chui jogou todo o lixo fora, lançou um olhar para Marin e saiu para o seu quarto. Não tinha mias fome, mesmo que quisesse experimentar a comida, mas não havia mais clima para isso, então seguiu para o seu quarto. Não se preocupou em trancar a porta; se Rosso ia ficar mesmo com o evo não tinha com o que se preocupar. Chui revirou na cama algumas vezes antes de de conseguir dormir, tentando imaginar uma forma de ajudar o amigo. Sem conseguir nada, e quando o cansaço o venceu, Chui apagou em um sono recheado de sonhos incompreensíveis.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Luxi em Qua Dez 28, 2016 2:58 pm

    Dessa vez Ray apenas olhou para baixo e corou.

    Ele parecia bem firme na decisão de protegê-la. Era uma sensação boa saber que alguém gostaria de defendê-la e estava disposto a se arriscar por isso. Mas ao mesmo tempo, sabia que significava que não podia deter o príncipe de fazer uma besteira. Aparentemente precisava andar armada. Não achava que Marin era uma ameaça, mas podia dizer isso com certeza? Era com tristeza que deveria começar a desconfiar.

    Foi aí que o evo comentou exatamente sobre a confiança entre eles e a fez sentir um pouco de vergonha por estar vivendo esse dilema. Não conseguia dizer nada confortante a ele. Não podia garantir que não atiraria se precisasse proteger Gail. Ficou olhando a cena feito boba, sem conseguir encontrar palavras, mas no fim, tinham uma tarefa para fazer.

    - Sim, senhor comandante - antes de sair, ouviu o questionamento do príncipe. Ele realmente ficaria de marcação para cima do evo? Isso seria uma pena, antes estavam se dando tão bem... E agora sentia que era responsável também, por ter sido a pessoa que o superestimou e deu uma área tão grande para limpar. Suspirou. A cabeça começava até a doer de preocupação. - O comandante tem razão. Vamos limpar, alte--... Gail.

    Ela andou para arrumar as coisas, sem se importar em ouvir a conversa. Na verdade, não queria saber o que estavam conversando. Estava igualmente distraída, tanto que não percebeu que o príncipe e Chui conversavam. Estava triste por ser hipócrita na defesa do evo e então ser a primeira a desconfiar dele. Também não gostava do clima esquisito que tinha sido criado, mas além de tudo, não podia esquecer a sensação gelada no pescoço e os segundos de reação que a salvaram. Suspirava de tempos em tempos, avoada. Terminando, acompanhou o grupo para os quartos.

    - Boa noite - falou vagamente para o grupo como um todo, até que Gail conversou com ela. Deu um sorriso fraco. Não queria que os dois deixassem de ser amigos, mas sabia que ele tinha razão -  ... Você também. - pediu, também em voz baixa.

    - Boa noite, Gail - sorriu, notando que ele não voltaria para o quarto a menos que ela entrasse.

    Ela trancou a porta como recomendado, e fez questão de levar a pistola para perto do travesseiro. Ficou sentada na cama um tempo,  pensativa, mas precisava dormir para o longo dia seguinte.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Pallando em Qui Dez 29, 2016 4:45 pm

    Apesar de não deixar transparecer na face cansada, a atitude inicial do comandante bastou para surpreender o evo mais uma vez. Ainda não conseguia dizer se Rosso realmente acreditava nele ou se apenas levava as coisas daquela maneira para testa-lo, embora intuitivamente confiasse no comandante por tudo que ele já havia lhe feito. Enquanto ouvia as ordens aos outros, Marin continuou ajoelhado para que os outros não ficassem tensos, pois poderiam imaginar que ele atacaria de novo. Foi o tempo que precisou para se recompor um pouco.

    Não sentiu raiva de Gail ao ouvi-lo o chamar por "evo", por que entendia a reação do príncipe. No entanto, Marin apenas conseguia ser tão compreensivo por se tratar de Gail, um dos quatro indivíduos que considerava como amigos.

    Em seguida, pouco antes de todos os outros serem mandados fazer a arrumação, a medida adotada pelo comandante foi outra surpresa para o evo. Não só pelo trabalho que Rosso teria nesse processo, por vigia-lo e responsabilizar-se tanto, mas também porque a coleira de choque não foi mencionada. Marin encarou o comandante enquanto ele ainda explicava, atento a cada palavra como se não acreditasse no que ele dizia, e voltou a baixar a cabeça ao fim de tudo. Não sentia-se a vontade para dizer mais nada, mas naquele momento sentia-se imensamente grato.

    Quando o grupo começou a arrumar, Marin não encontrou palavras para argumentar e sentou-se no sofá como Rosso lhe havia mandado fazer. Ouviu-o com atenção, embora seus olhos estivessem empenhados em observar os outros trabalhando, e quando o comandante mencionou seu amigo médico, o evo lembrou-se dos "médicos para memória" que Gail mencionara mais cedo. Talvez pudesse fazer disso uma de suas esperanças para redescobrir sua própria história.

    Após o fim do serviço, Marin foi o primeiro a seguir para seu quarto. Ainda estava com os pensamentos inertes, efeito não só do cansaço físico como também da exaustão mental, como se ainda estivesse assimilando todo o desastre que o jantar fora. Também não havia clima para que cumprimentasse qualquer um dos outros antes de ir dormir. O Evo apenas deitou-se e olhou para o teto do quarto.

    - Ok.- Respondeu quase sussurrando, sem tirar os olhos do teto. Tinha muito para pensar e pouca vontade para faze-lo, além de que, embora não tivesse dado atenção para isso antes, o que sentia era tristeza. Tristeza que o cansava mais do que todo o resto, e Marin não tinha ideia de como lidar com isso além do silêncio.

    Porém, antes que fecha-se os olhos na tentativa de encerrar aquele dia, Rosso mais uma vez o pegou de surpresa com a pergunta. Marin o olhou com calma por um breve momento, sentindo a tristeza apertar, mas optou por se concentrar na gratidão que sentia. A partir dali o comandante teria sua confiança total.

    - Obrigado.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Gakky em Qui Dez 29, 2016 6:47 pm

    --> Cena no quarto de Marin

    Depois que Marin diz obrigado, ele percebe um sorriso discreto no rosto do comandante. Não demorou muito para que pegasse no sono, não teve pesadelos ou qualquer outro sonho, também não teve nenhum surto durante a noite e apesar de tudo dormiu bem. As horas da noite finalmente passaram. O relógio de Rosso marcava sete horas da manhã quando acordou o evo. Marin percebe que o comandante não parecia cansado e que enquanto arrumava o cabelo com os dedos, começou a falar:

    - Marin, vou te dar um conselho. Não deixe que problemas digam o que você é. Somos nós que traçamos nosso próprio destino, então é bom que comece desde já a pensar no objetivo de sua vida. Você também vai precisar ganhar de volta a confiança dos seus amigos, e em si mesmo. Ouça bem o que vou dizer, não desista deles, sei que gostam de você. E mesmo que seja perigoso, nós vamos resolver isso. Para todo problema há uma solução. Ontem também fiquei surpreso com Gail, não esperava que ele agisse daquela forma, deve ser por isso que o conde implicou tanto com a Rhaenee, não suporta ver que o príncipe dá tanta importância a alguém sem status social. Esse lado de Gail, mostra que ele não é como a maioria dos nobres.

    Havia uma janela no quarto, por ela era possível ver as estrelas do espaço. Rosso olha para a vista e comenta com o olhar distante:

    - Se eu deixasse meus problemas dizerem o que eu era, nunca teria sido comandante. Todos duvidaram de mim, todos eram contra, menos uma pessoa... Eu mesmo. Venci todos os meus problemas, até os que pareciam impossíveis, e agora estou aqui. É um processo doloroso, se doer demais, pode me procurar. Mas isso não significa que vou pegar leve com você, ainda sou seu comandante. Agora vamos acordar os outros!

    --> Cena para todos

    O quarto em que dormiram era simples, só tinha uma cama de solteiro soldada no chão, um armário para guardarem suas roupas e uma escrivaninha. Os lençois são de cor cinza e o travesseiro branco. Em cada quarto há uma janela que dá para ver o espaço. Durante a noite, todos tiveram alguma dificuldade para dormir, alguns mais que outros. Chui teve sonhos confusos com tudo que aconteceu durante o dia, porém o sonho que mais lhe chamou atenção foi o que sua irmã aparecia pedindo ajuda no meio de uma guerra entre monstros gigantes e gudans. O caçador acordou quando um robô gigante ia esmagá-la, porém foi vencido pelo cansaço e conseguiu voltar a dormir. Ray não teve sonhos e conseguiu descansar durante a noite, embora tivesse dificuldades para dormir no começo, ela estava acostumada com a rotina militar e isso a ajudava.

    Um alarme alto desperta todos de seus sonos. Era hora de acordar. O comandante já havia acordado e estava com Marin no corredor, também bateu na porta de cada um de vocês. Ray acordou assustada, mas rapidamente notou que era apenas o Rosso chamando. Ela não sentia-se mais cansada. Quando saiu de seu quarto, viu Gail e Chui saindo de seus quartos, porém notou que seu protegido parecia deprimido. Já Chui estava com o corpo descansado, embora o pesadelo ainda era muito vivo em sua mente. Marin já estava ao lado do comandante quando vocês saíram de suas cabines. Porém estava um silêncio incômodo enquanto caminhavam para o lounge. Apesar de ter ficado acordado a noite inteira, Rosso não parecia cansado.

    No lounge vocês sentam ao redor da mesa. O lugar ainda lhes trazia lembranças da noite anterior. Rosso preparava o que seria o café da manhã de vocês. As grandes janelas do lounge estavam fechadas. Um relógio na parede marcava sete horas e dez minutos da manhã, embora no espaço não desse para sentir a diferença do dia e da noite. O comandante volta com o lanche e os entrega para cada um, sentando de frente para vocês. A comida era um tipo de sanduíche acompanhado de uma caneca com uma bebida cafeinada.

    O príncipe lançou um olhar para Marin quando se sentou ao lado de Ray, ele fez questão de manter sua guarda-costas na cadeira da ponta, para que não se sentasse ao lado do evo. Gail também estava com seus olhos cansados e com olheiras, provavelmente havia dormido mal. Ele não comenta nada com o grupo, desde que chegou permaneceu em silêncio e agora encarava distraído sua caneca sem tocar no sanduíche. O máximo que fez foi responder bom dia por educação. Rhaenee nota que era muito raro ver seu protegido com olheiras e se pergunta se havia outro motivo para isto além do que houve com Marin. Rosso não parecia preocupado, estava calmo e mais animado do que das outras vezes. Ele bebeu o líquido de sua caneca e lançou um comentário a Gail:

    - Ficar olhando não vai encher seu estômago. Se não comer agora, só teremos outra refeição ao meio-dia, não adianta insistir depois.

    Porém o príncipe não pareceu motivado, estava distante e com seus próprios pensamentos. O comandante não insistiu, mas começou a falar com todo o grupo:

    - Que caras são essas? Marin não teve nenhum outro surto, deve ter sido o cansaço. Ontem foi o primeiro dia dele depois de acordar da cápsula, ele ainda estava se recuperando.Claro que vou manter a segurança até que esteja provado. Mas vocês parecem até que dormiram mal. Há naves com quartos bem piores, quando fui escolher nossa nave, tive que optar entre uma com um quarto coletivo e tanque cheio, ou esta com o tanque pela metade, mas com quartos separados. Se vocês fossem todos homens, eu teria escolhido a primeira. Por isso teremos que aterrissar em Duos, será rápido, apenas para abastecer o que faltava. Por causa da invasão, não pude fazer isso em Primus. É claro que quartos separados são bem mais confortáveis que beliches. Se vissem, iam se sentir dormindo em gavetas. Mas chega de conversa fiada, vamos ao que interessa. Ainda quero checar as notícias da invasão, mas não agora.

    O comandante pegou uma caixa e colocou em cima da mesa, dentro havia vários relógios, do tipo que dava acesso a um gudam. Logo ele explicou:

    - Marin e Chui podem escolher seus gudans, é só verem as informações no visor de cada relógio. Por enquanto estão bloqueados para transformação, então é seguro que mexam. Daqui a pouco vamos treinar no simulador. O treino será feito em duplas. Também tenho uma boa notícia para vocês, a dupla com mais pontos irá ganhar uma recompensa secreta. Para não ficar injusto, a dupla não pode ser Chui e Marin, já que é a primeira vez deles. Entenderam? Podem começar a escolher com quem vão fazer o treino.

    O sanduíche preparado pelo comandante estava delicioso para aqueles que já começaram a comer. A bebida tem cor de chá mate e é um pouco amarga.




    - Marin e Chui - Escolham o robô da lista de regras do sistema. É livre para escolher, só que o robô ainda pertence ao Rosso.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Luxi em Qui Dez 29, 2016 8:31 pm

    Rhaenee acordou de sobressalto. Fazia um bom tempo que não ouvia um alarme escandaloso daquele jeito então, em sua fase de sono, chegou a pensar que estavam sendo atacados ou alguma coisa do tipo. Bastou olhar para o teto e sentir o lençol simples no corpo que percebeu onde estava e que não passava de apenas um ritual militar.

    - Sério que vamos passar por todos os costumes? - resmungou preguiçosa, esfregando o rosto e sentando-se na cama.

    Fez um breve alongamento antes de se trocar, e depois de arrumada saiu do quarto com a pistola presa ao cinto da roupa. Discreto, mas tinha sua motivação.

    - Bom dia! - disse de bom humor ao ver os dois rapazes. A noite de sono tinha restaurado suas energias.

    Olhou curiosa e até um pouco preocupada para o príncipe. Que expressão era aquela? Talvez nem todo mundo adotasse a estratégia de que nada tinha acontecido. Caminhou ao lado de Gail e murmurou para ele:

    "Está se sentindo bem?"

    Era o máximo que podia perguntar, embora, ao ver Marin ao lado do comandante, já pudesse imaginar qual era o problema. Cumprimentou com a cabeça, depois logo desviou o olhar, fez um cumprimento militar ao comandante e escolheu o mesmo lugar do dia anterior.

    Agora estava bem preocupada mesmo com Gail. O primeiro dia já tinha acabado com ele. Precisava aprender a ignorar esse tipo de problema se quisesse sobreviver. Não era raro ter desavenças sérias com seus colegas de academia, mas precisava sempre dormir e apagar o que tinha acontecido. Mesmo assim não conseguia ver com indiferença os sentimentos dele... será que já estava arrependido de ir com eles? Era uma rotina puxada além de tudo.

    - Precisa comer... - falou baixo e depois tomou seu café. Não queria que os outros ficassem ouvindo o paparico, mas fazia parte de seu trabalho (pelo menos era o que ela fingia).

    Rosso era um comandante bem direto. Não iria tratar a situação com meias palavras, o que era ótimo. Estava bastante preocupada com Gail, já que não podia mais simplesmente voltar para Primus e devolvê-lo a princesa, mas antes que pudesse se aprofundar mais nisso, o líder deles pedia que formasse duplas.

    Prontamente olhou para Chui e depois Marin. Não podia deixar que o príncipe ficasse com o evo. Poderia ser perigoso e, o pior, é que era para ambos! Gail não conseguiria passar o treino sem alfinetar Marin ou se irritar, tinha certeza. Isso era perigoso, tanto pela possibilidade de causar um surto ou fazerem algo que poderiam acabar se machucando. Ao mesmo tempo, tinha um pouco de receio de ficar no mesmo grupo dele, mas precisava mostrar, até para si mesma, que o dia anterior tinha sido uma casualidade.


    - Marin. Você gostaria de ser a minha dupla? - Foi mais séria do que o normal, mas por dentro estava ansiosa pensando na reação do príncipe diante disso. - Eu ainda não trabalhei com você... - tentou justificar a escolha de forma racional.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Tsumai em Sex Dez 30, 2016 2:40 am

    Chui teve uma noite conturbada e pouco sono bom. O pesadelo com sua irmã o fez se mexer muito na cama, e quando acordou, percebeu que o lençol estava jogado ao chão e o colchão fino estava molhado de suor - mas pelo menos era apenas um sonho ruim, mesmo que o tenha deixado assustado. E acordar para a realidade e se lembrar da situação em que estavam passando não era nada eficiente em melhorar seu estado de espírito. Só então reparara que o que o havia despertado era o alarme bizarramente alto que ecoava em seus ouvidos. O som era tão intenso que poderia jurar que seria ouvido no espaço, mesmo sabendo que era impossível. Chui se ergueu, se espreguiçou e colocou o lençol novamente na cama, sem se preocupar em deixar arrumado, e saiu. Não sentia o corpo cansado mas certamente o pesadelo que teve tirou qualquer disposição que tivesse.

    - Espero que as coisas sejam melhores hoje. - murmurou antes da porta de seu quarto abrir e ele sair para o corredor, onde viu Marin e Rosso.

    "Marin". Desta vez, Chui não deixou de encarar o evo, suspeitando que ele não fosse devolver o olhar. Tentou analisá-lo fisicamente, buscando indícios de seu estado emocional, embora não soubesse bem o que procurar. Será que ainda estava deprimido? Como teria sido a noite dele com Rosso? E como Chui devia agira? Afinal, por mais que fossem amigos e que o rapaz não fosse desistir do evo, não poderia garantir que o mesmo surtasse novamente. Queria tentar ajudá-lo, mas por enquanto só podia torcer para que Rosso fizesse um bom trabalho.

    O trio seguiu com o comandante para o lounge, todos num silêncio terrivelmente incômodo. Além da atenção dada a Marin, Chui também direcionou olhares curiosos e intrigados para Gail, que parecia não ter dormido: tinha profundas olheiras e uma expressão de quem não se deita há dias. Será que tudo isso era por causa da situação no dia seguinte? As feições do príncipe nem se alteraram muito quando Marin e Ray se sentaram lado a lado à mesa para tomar o café, o que era esquisito. Chui só desviou a atenção deles quando recebeu a comida e a bebida,que despertou a imagem do dia anterior. Suspirou e tomou um gole da bebida (forte e amarga), buscando distração. Por sorte o sanduíche estava ótimo, o que alegrou um pouco seu dia.

    Mas seu ânimo despencou novamente quando Rosso citou os gudans. Chui sempre foi animado em experimentar um deles, mas hoje seria um dia péssimo para isso... seu sonho estava ainda muito vívido em sua cabeça, e tudo que ele mais queria naquele momento era manter distância dos robôs gigantes, embora soubesse que isso seria impossível. Tentou não demonstrar o que passava em sua mente, mas não sabia se teria sucesso.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Pallando em Sex Dez 30, 2016 4:00 pm

    Marin abriu os olhos com a mesma calma com que os havia fechado, tão estranho quanto se estivesse o tempo todo acordado. O cansaço não mais existia, assim como a confusão da mente, mas ainda sentia-se indisposto. De imediato olhou para Rosso, que arrumava o penteado com os dedos sem demonstrar nenhum sinal de cansaço, e direcionou-lhe toda a atenção quando o ouviu começar a falar.

    Sem dúvidas o conselho já lhe era valioso apenas pelo fato de vir de um amigo em um momento como aquele, mas houve mais benefícios em ouvi-lo. A menção ao "objetivo de sua vida" mexeu com o lado infantilmente curioso do evo, seu lado aventureiro, o que por si só era suficiente para devolver-lhe alguma motivação. Não era muito confortável ouvir sobre "ganhar de volta a confiança dos seus amigos, e em si mesmo", afinal isso o lembrava do que havia perdido na noite passada, mas ainda era algo que precisava ouvir. Tudo, do conselho em si ao exemplo de Rosso, realmente serviu bem ao evo.

    Marin concordou e agradeceu com uma breve reverencia com a cabeça e depois levantou-se para seguir o comandante. Comparado ao fim do dia anterior, seu semblante era muito mais "vivo", com um olhar e postura mais próximos do seu normal.

    Seguiu com Rosso pelo corredor para acordar os outros e observou enquanto o comandante batia na porta de cada um deles junto do soar do alarme. Pouco a pouco todos começaram a deixar seus quartos, e Marin sentiu-se receoso por não saber o que esperar. Não tomaria a iniciativa de cumprimenta-los por razões óbvias, mas não deixou de retribuir o breve cumprimento de Ray e o olhar de Chui. Suspeitava que no caso do caçador, ele apenas não soubesse o que dizer também.

    O grupo então rumou de volta ao local da noite anterior, o lounge, e chegaram depois de superar o silêncio incômodo que se estabeleceu enquanto caminhavam. E mesmo que toda a tensão daquele jantar não estivesse mais presente, o simples contemplar do lugar era desagradável. Todos sentaram-se ao redor da mesa enquanto Rosso lhes preparava o café da manhã.

    A aparência de Gail, com o cansaço e as olheiras, também chamaram a atenção de Marin, principalmente quando ele lançou o olhar em seu direção. O evo não evitou o contato visual, até por que queria saber em que estado Gail se encontrava, mas não se importou com isso por muito tempo. No final das contas, sabia que não conseguiria descobrir qual era exatamente a razão por trás das olheiras.

    De resto, enquanto Rosso falava, Marin ocupava-se com o café da manhã. Poderia até parecer que não estava ouvindo, mas o evo permanecia tão atento quanto de costume, apenas tentava não chamar atenção alguma. Porém, quando Rosso colocou a caixa com relógios sobre a mesa e falou sobre o treino com duplas, tornou-se mais difícil para o evo se manter distante. Não gostava de engenhocas e provavelmente não gostaria daqueles gudans também, e ainda havia a possibilidade de problemas com o trabalho coletivo.

    Talvez não fosse mera coincidência o treino com duplas acontecer justo na manhã seguinte aquela confusão, ainda mais de modo a força-lo ao trabalho junto de Ray ou Gail, pensou o evo. Olhou brevemente para Rosso, tentando captar algum sinal de que sua suspeita era justa ou não, mas foi surpreendido por Ray.

    Quando ouviu o pedido Marin a olhou com surpresa, momentaneamente sem reação. Não imaginava que um dos dois fosse convida-lo e não pôde deixar de pensar no porquê. Ray estava séria, mais do que normal, e o evo sentiu-se incomodado por não conseguir ver através daquela postura. Sentiu o nervosismo voltar quando percebeu que estava demorando para dar a resposta.

    - Sim...- A voz saiu mais baixa do que o ideal. Sabia que responder naturalmente poderia faze-lo parecer indiferente aos acontecimentos da última noite, mas não sabia como lidar com isso.- Fico com o Oberon..- Respondeu voltando-se para Rosso, pegando o relógio com cuidado.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Gakky em Sex Dez 30, 2016 8:46 pm

    No corredor dos quartos, Gail ouve a pergunta de Ray e a responde apenas um sim seguido de um breve aceno da cabeça para frente. Mas sua resposta não combinava com o seu estado. Porém quando estavam á mesa e a guarda-costas insiste para que ele coma, Gail suspira desanimado, mas parece ter ouvido o pedido, pois pegou o sanduíche e deu uma mordida. Depois da primeira mordida, o príncipe continuou comendo parecendo ter recuperado seu apetite, de certo tinha gostado do lanche, embora fosse simples para os padrões gastronômicos a que estava acostumado. Chui também estava satisfeito com o lanche, não sabia o que tinham colocado, mas era delicioso.

    O Comandante nota que o clima na mesa ainda estava estranho, mas fica satisfeito com a iniciativa de Rhaenee. Gail mastigava seu sanduíche quando Ray falava sobre ser dupla do evo e logo lança um olhar espantado para ela. Quando Marin responde com um sim, Gail se engasga com o lanche e começa a tossir muito, em seguida bebe algo para se desentalar. Essa cena acaba chamando atenção de todos na mesa, porém Rosso ainda tinha o semblante calmo e sereno. Depois de conseguir desengasgar, Gail se levantou, olhou irritado para Ray e reclamou:

    - Está louca? Não pode ser a dupla dele! - Parou ao notar que tinha gritado demais, por momento havia esquecido que tinha público, então acalmou a voz, sentou-se e continuou - Eu que quero ser a dupla de Marin...

    - Gail! A Ray escolheu primeiro, então ela que será a dupla de Marin. E não me olhe assim, isso é só uma simulação, estaremos todos na mesma sala, será uma realidade virtual, ninguém vai machucar... Se continuar a gritar assim, vou ter que te dar uma penitência. Espero também que não esteja duvidando de minha capacidade como comandante, pois eu iria considerar como um insulto.

    O príncipe ficou calado, mas seu olhar parecia fuzilar Rosso. Os dois se encararam por breves segundos, mas felizmente Gail se acalmou e ficou em silêncio. De repente um tipo de bipe tocou vindo da área da televisão. Rosso foi até lá e atendeu, era uma chamada. Uma tela suspensa desceu e nela apareceu a imagem de uma belíssima garota de cabelos ondulados e vermelhos, seus olhos eram doces e ela usava vestes elegantes. Chui e Marin nunca tinham visto alguém com cabelos tão vermelhos, era uma cor rara. Rhaenee sabia muito bem quem era essa garota. Quando ela começou a falar, os rapazes notam que sua voz era serena e meiga:

    - Bom dia comandante. Eu sou Amilie Kavanagh - Falou a moça com o semblante preocupado - Perdoe-me se estou interrompendo algo, não consegui evitar. Eu soube do envenenamento do príncipe, desde então fiquei muito preocupada, a princesa Adelaine me passou esse número e me deu permissão para ligar. Desde já agradeço a atenção, eu gostaria imensamente de falar com o príncipe Gail, caso não saiba, sou a noiva dele.

    - Bom dia, ele está bem aqui - Respondeu Rosso virando e apontando para o rapaz.

    - Príncipe Gail! - Exclamou a garota ao ver o príncipe - Ao vê-lo bem, fico mais tranquila. Soube que mesmo depois de quase ter morrido, ainda está arriscando a vida por nosso planeta. Posso ver no seu rosto que não está sendo fácil, mas ainda está adorável como sempre. É tão corajoso, um verdadeiro herói, estou tão orgulhosa. Mas será que podemos conversar uns minutos de um lugar mais reservado? Creio que não é apropriado falar tanto na frente dos soldados...

    Rosso olhou para o rosto de todos que estavam a mesa, como se quisessem analisar suas reações frente a moça que falava. Já Gail ficou corado e surpreso com a chamada, provavelmente não esperava algo assim. Ele tentou sorrir educadamente como estava acostumado, mas dessa vez não saiu tão animado por causa de seu cansaço e da tensão no lounge. Ele se levantou e respondeu tentando ser educado, apesar de estar ainda exausto:

    - Obrigado. Mas não se preocupe tanto, estou bem - Lançou um olhar ao comandante e continuou - Estou em missão, devo obedecer as ordens do meu comandante. Não creio que temos tempo para conversar agora.

    - Pode ir, vocês tem dez minutos. Mas senhorita, saiba que não poderá ligar assim para o príncipe, abrirei uma exceção agora. Estamos em uma missão importante. - Disse Rosso - No deck superior há outro comunicador que pode usar. Agora irei ajudar Chui e Marin - Como se adivinhasse o que o príncipe pensava, Rosso completou - Estaremos te esperando aqui. Mas não demore mais que dez minutos.

    O príncipe tentava parecer o mais neutro possível, mas estava pensativo, não evitou lançar um olhar preocupado a Ray, em seguida sorriu educadamente para Amilie, embora parecesse visivelmente desanimado, depois seguiu para o deck superior. A tela suspensa se apagou quando o comandante passou a chamada para o outro comunicador. Quando viu Gail saindo da sala, Rhaenee logo se lembrou das palavras do conde, em breve Amelie faria 15 anos, isso significava que se encontrariam mais vezes. Também notou que era a primeira vez que via a moça preocupada com o príncipe, talvez fosse porque ele nunca tinha corrido um risco de vida antes. Rosso voltou a sentar na mesa com os que ficaram e falou:

    - Então Marin escolheu o Oberon, interessante... É uma boa escolha Marin....

    O comandante percebe que Chui não havia escolhido e nem tocado nos relógios, então chama atenção do caçador batendo a mão na mesa e dizendo em seguida:

    -Chui, escolha seu gudam. Quer alguma ajuda? Enquanto isso, vou explicar como se usar os relógios. Coloque-os em seus pulsos. Para acionar o gudam é preciso que pressionem ao mesmo tempo esses dois botões opostos - Explicou Rosso mostrando onde ficavam os botões - Eles não se acionam em lugares pequenos como dentro de nossa nave ou de interiores, isso acontece por causa de uma trava de segurança. Como sou comandante, posso bloquear o gudam de vocês a qualquer momento e assumir o controle.

    O comandante comeu um pedaço do seu lanche e voltou a falar:

    - Vocês não vão pilotar realmente hoje, irei conectá-los a um simulador de realidade virtual. As duplas serão Chui e Gail, e Marin e Ray. É melhor se esforçarem para ganharem a recompensa, sei que vão gostar.

    Rosso se levanta e vai até a estante da mesma sala, deixando os três por alguns minutos sozinhos na mesa. Ele pega um livro digital e volta colocando-o em cima da mesa, se senta e explica:

    - Esse é o código estelar. É bom que Chui e Marin leiam. Nós sempre o seguiremos durante a missão. Imagino que Rhaenee já tenha lido, ainda lembra dele Rhaenee?... É isso, espero que estejam animados para o treino. Alguma dúvida? Eu também gostaria de saber como estão se sentindo, caso alguém passe mal, precisam me avisar, ok?




    OFF: Urigawa não esquece de escolher seu robô e de consertar o post anterior.
    Atualizado as 20:50 de hoje.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Tsumai em Sab Dez 31, 2016 3:44 pm

    O lanche realmente estava bom. Chui parecia até mais animado depois de comer tão bem e nem se mostrou tão preocupado novamente, até mesmo seu pesadelo se esvaiu de sua mente enquanto comia. O rapaz sempre gostou dessas comidas exóticas e diferentes, apesar de ser um simples sanduíche. Quanto à reação de Gail sobre Ray ter se prontificado a fazer dupla com Marin, já era esperada, mesmo com o abatimento do príncipe. O que não esperava era o que veio a seguir: uma vídeo-chamada para Gail de sua pretendente! Chui olhou sem reação para a tela, mas internamente estava tentando suprimir um riso, mais por Gail ter corado do que por tudo mais. E seus olhos logo se viraram para Rhaenee para ver a reação dela, que ele estava mais curioso. Mas assim que a menina começou a falar, Chui logo sentiu um tom de preocupação aparentemente artificial; não que ele conhecesse a garota, mas lhe deu essa impressão. Ou talvez fosse apenas o jeito "real" de se comunicar.

    Quando Gail saiu da sala para falar com a garota em reservado (que aliás tinha cabelos ruivos bem incomuns, e Chui entendia de cabelos incomuns), o garoto o seguiu com o olhar e novamente não resistiu a voltar-se para ver a expressão de Ray, mas dessa vez fez de forma mais discreta. Parou então para voltar a comer seu sanduíche, que terminou em uma dentada. Chui estava tão distraído que ate se esqueceu da história do gudam, o que trouxe de novo para ele lembranças do pesadelo. Sem muito se esforçar, olhou para os relógios e disse:

    - Sentinel. Achei legal. - e forçou um sorrisinho simples.

    Normalmente Chui estaria muito empolgado para aprender a pilotar o gudam, e até relevaria o fato de ter que ler um código de conduta que provavelmente seria tedioso, mas ele não estava muito animado com isso. Porque ele se importava tanto? Era só um sonho ruim. Mas pareceu tão vivo... porém, não tinha como ignorar, então pegou o relógio do Sentinel e esperou novas instruções.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Luxi em Sab Dez 31, 2016 4:57 pm

    Marin parecia tão animado quanto ela, pela forma como sua voz saiu mais baixo, mas ainda achava que tinha sido uma boa escolha, mesmo quando o príncipe começou a engasgar e ela ofereceu água a ele, mas logo em seguida voltou a olhar as migalhas no prato, pois não queria encará-lo enquanto estava bravo. Sabia que sua decisão o desagradava, mas não podia voltar atrás e nem tentou se justificar mais para não piorar a situação.

    Deu um gole forçado na bebida enquanto o comandante a salvava da saia-justa, mas tornava sua posição ainda mais desconfortável, pois não queria causar problemas para Gail e sua primeira vontade era protegê-lo da bronca e deixar que suas vontades fossem feitas. Fechou os olhos, fazendo um mantra mental para que ele se acalmasse. Não podia interferir na hierarquia militar e ficava mal por deixá-lo enfrentar o problema sozinho.

    Por esse motivo, a aparição da pequena dama dos Kavanagh não poderia ter sido em um momento pior. Arregalou os olhos vendo aquela linda assombração na tela.

    "Por que aqui?", pensou, sem conseguir prestar muita atenção no que ela falava. Já sabia o que ela queria.

    Cada palavra de seus lábios a fazia querer por pra fora o almoço. Sentia uma raiva pulsando no peito, mas não era porque a achava falsa, era simplesmente porque era tão... tão politicamente correta e certa em cada suspiro que ela tinha vontade de quebrar o visor. Seu rosto foi ficando vermelho, embora ela tentasse manter os olhos neutros, mas franziu o cenho quando ouviu sobre a "conversa no reservado" como se fosse o maior absurdo do mundo.

    "Soldado...Soldado!!! Eu sou um soldado?", Rhaenee discutia o óbvio com sua própria mente e olhou a reação do príncipe.  Corado, óbvio. Sorrindo, óbvio.

    E quando ele deu a resposta para ela, não pôde segurar um sorriso de canto de rosto, que sumiu assim que o comandante lhe deu permissão. Abriu a boca e puxou o ar para protestar, mas evitou fazer isso, suspirando.

    Ray cruzou os braços quando ele partiu e decidiu que não o seguiria, fechou a cara, séria, e não olhou de volta para Gail. Não tinha nada de perigoso na nave, era o que ela repetia para si mesma.

    Quando o príncipe se foi, ela brincou com as migalhas de pão restantes no prato e simplesmente desligou os pensamentos das instruções de Rosso para Marin e Chui. Captou algumas palavras vagas "Não vão pilotar realmente hoje..." "Marin e Ray" "recompensa" e... "lembra dele Rhaenee?"

    Ela olhou perdida para o comandante e depois procurou com os olhos do que estavam falando.

    - Hm!? Ah, claro. Sim. Eu li... Sim, senhor comandante.

    Suspirou mais uma vez. Estavam em missão, não havia tempo para esse tipo de besteira. Tinha mais o que fazer, não tinha?
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Pallando em Dom Jan 01, 2017 1:26 am

    Julgando pela reação do príncipe, sua postura perante o evo continuava a mesma da noite anterior, mas infelizmente não era algo inesperado. Quando Gail começou a se engastar, e até durante o protesto abafado por Rosso, Marin não lhe dirigiu o olhar. Se o encarasse da forma errada poderia deixa-lo ainda pior e não queria isso, apesar de não ter gostado nenhum pouco da maneira explosiva com que a objeção foi feita. De certa forma entristecia-o imaginar que Ray apenas quisesse livrar Gail de ter que fazer o treino em dupla com o evo e vice-versa, mesmo que não se apercebesse sobre isso.
    Mais uma vez, Marin optou pelo silêncio.

    Desviou o olhar para o café da manhã inacabado e não se moveu nem mesmo quando bipe tocou, embora tivesse ficado curioso para saber quem era e do que se tratava assim que ouviu. Olhou de relance para o monitor quando a garota de cabelos vermelhos começou a falar, realmente impressionado com aquela coloração, mas só foi dar devida atenção ao que ela dizia quando ouviu-a dizer que era noiva de Gail. O evo instintivamente quis olhar na direção de Ray, mas deteve-se para não correr o risco de incomodá-la. Seja do que for que aquilo se tratasse, Marin intuitivamente imaginava que provavelmente não se tratava de uma situação confortável para a guarda-costas.

    Logo Gail se retirou para falar com a garota de cabelos vermelhos em privado, e Rosso voltou a sentar-se para que continuar o assunto dos gudans. O evo ficou feliz em saber que havia feito uma boa escolha, afinal escolhera o Oberon apenas por ter sido aquele que mais lhe agradou os olhos e pelo martelo embutido. Chui também parecia ter escolhido bem, apesar de que parecia saber tanto sobre o assunto quanto o evo.

    O evo estava certo de que não gostaria de usar aquele relógio, mas isso não o impediu de mexer nele até enquanto Rosso falava. Se não fosse pela trava de segurança, Marin talvez tivesse ativado o relógio ali mesmo em um de seus poucos momentos de descuido. De qualquer modo, ficou feliz em saber que não precisaria pilotar de verdade tão cedo.

    Nos poucos minutos que Rosso deixou os três sozinhos na mesa, Marin pensou que talvez fosse uma boa oportunidade para dizer algo, ver como os dois responderiam e descobrir se manteriam a postura distante ou não, mas quando olhou para os lados encontrou uma Ray séria e distraída e um Chui desanimado. Nenhum dos dois parecia estar realmente bem, e o evo não conseguia pergunta o porquê pois temia receber uma resposta fria. No fim, o comandante retornou e Marin não havia dito nada.

    O dito código estelar colocado na mesa por Rosso parecia interessante, e como Chui e Ray não pareceram dar importância ao livro digital, Marin o pegou para olhar enquanto continuava a ouvir o comandante.

    - Ok, senhor.





    Gakky
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Gakky em Dom Jan 01, 2017 9:11 pm

    Depois que Chui escolhe seu gudam, Rosso o repreende:

    - Espere Chui, achei que tinha tirado esse relógio da caixa. Não pode ficar com o Sentinel, ele é só para membros da academia. Se caso te vejam nas cidades com isso, teríamos problemas. Não que vamos usar isso na cidade, mas nunca se sabe. Vamos fazer as coisas direito aqui, ok? Precisa ser habilitado para ter um desses. Saiba que o gudam que escolher, será o que vai usar durante toda nossa missão. Então escolha outro.

    Enquanto o caçador escolhia outro relógio, o comandante os observa em silêncio, provavelmente havia notado que as coisas não haviam melhorado entre o grupo. Rhaenee percebe que o comandante estava olhando para ela, isso era meio estranho. Marin pega o livro digital e percebe que ao tocar os dedos na tela, um menu holográfico aparecia com os capítulos do livro. Na primeira página virtual, havia um resumo do código estelar. que dizia:

    Código Estelar:
    - Nunca usar a própria força ou posto militar para obter vantagens pessoais;
    - Sempre defender o povo da Aliança;
    - Nunca se deixar intimidar pelo poder político e econômico de traidores e corruptos.
    - Sempre obedecer a seus comandantes, a não ser que suas ordens contradigam as diretrizes anteriores.

    Depois de alguns minutos, Gail volta antes do tempo previsto de dez minutos, seu rosto ainda estava corado, ele observa Ray e Marin, quando já ia se sentar o comandante se levanta e mostra a palma de sua mão para o rapaz enquanto diz:

    - Não precisa se sentar, nós já vamos para o treino. Todos para o deck superior, o treino vai ocorrer na sala de operações. Sigam-me.

    Ao chegar na sala de operações, o comandante pegou cinco cadeiras e as organizou no centro da sala, duas cadeiras a direita e duas a esquerda, uma de frente para essas quatro cadeiras. A sala de operações era toda feita de metal e possuía vários monitores. A direita e a esquerda havia escadas que serviam de acesso as torretas (os canhões). Rosso fez com que cada um sentasse no seu lugar, mas manteve as cadeiras afastadas uma das outras. Ele foi bondoso com Gail, ao colocá-lo na cadeira de frente para a da Ray. (Observe um esquema de como ficou a organização da sala de operações abaixo.)

    Sala de operações - Esquema:

    *Não encontrei imagem adequada na net, então tive que montar.

    Rosso pegou uma caixa azul, que estava em um dos cantos da sala, e a arrastou para o lado de sua cadeira. Depois a abriu e tirando dela arcos de metal que possúiam eletrodos. Enquanto o comandante estava ocupado, Gail olhou Ray nos olhos para ter certeza que seria entendido, inclinou o corpo para frente e sussurrou para ela:

    - Tudo bem?

    O comandante se levantou e encaixou o arco de metal na cabeça de cada um de vocês, ajustando a largura de acordo com cada um. O arco ficava ao redor da cabeça e na frente nos olhos, cobrindo-os. Em seguida Rosso colou os eletrodos em suas testas com um tipo de adesivo. Enquanto fazia isso, comentou para tranquilizar Chui e Marin:

    - Isso não vai doer, todo os novatos passam por isso.

    O arco de metal possuía um microfone embutido que serviria de comunicador, parecido com um headphone. Depois de ter ajustado o simulador em cada um, o comandante os orientou a colocar um cinto que estava presente nas cadeiras. Rosso tirou da caixa azul uma espécie de controle remoto e um pequeno monitor.

    - Vamos começar o treino, prestem muita atenção no que vou dizer - Disse o comandante - Para aqueles que não sabem, quando eu ligar o simulador, vão sentir como se não estivessem aqui na nave, os eletrodos vão enganar seus cérebros para se verem em uma realidade virtual. Assim que eu ligar, vão se ver dentro do gudam que escolheram e em um cenário virtual. É normal que quando termine a experiência, os novatos sintam náuseas, algum desconforto ou raramente sofram um tipo de convulsão. Mas nada grave, se sentirem-se mal dentro da simulação, é só pensar no código de saída, que é RT03. Assim que falarem, o simulador é desconectado. Porém se esquecerem a palavra, é só avisar que querem sair. Eu estarei monitorando do meu monitor e saberei tudo que falarem. O objetivo do treino é conseguir atirar no maior número possível de inimigos. A dupla que tiver mais pontos, vencerá. Também vão precisar usar um poder especial do seu gudam durante o treino, se não usarem até o final da simulação, a dupla será desclassificada da recompensa. Também é importante que um dos parceiros da dupla seja responsável pela defesa do seu companheiro.

    Rosso apoiou seu tornozelo em cima do joelho da outra perna e explicou a Chui e Marin o básico sobre pilotar Gudans, sobre os controles, os comandos, como ativar poderes especiais, andar, e etc... Durante essa explicação, o príncipe parecia distraído, algumas vezes bocejava e olhava para Ray, para saber como ela estava. Finalmente o comandante terminou de explicar os termos e fez a contagem regressiva para ligar o simulador, pediu que todos fechassem os olhos e se entregassem ao fluxo.

    O simulador foi acionado, todos sentem-se como se suas mentes estivesse formigando, logo conseguem abrir os olhos e se veem em uma realidade diferente e dentro de seus gudans. Chui estava no gudam ao lado do de Gail. O gudam do príncipe é um Archangel todo dourado, bem diferente dos gudans comuns, era uma herança da família real. Ray estava ao lado do gudam de Marin. Mas as duplas não estão juntas no mesmo lugar. O cenário onde estão é todo branco, o chão é feito de plataformas e há paredes brancas delimitando o local, como um grande labirinto, no geral, todo ambiente parece inacabado. Uma voz igual a do Rosso é ouvida por todos vocês:

    - Vocês tem 30 segundos para se organizarem antes que os inimigos apareçam. Boa sorte!

    Logo um tipo de número flutuante aparece na visão de todos vocês, no canto direito, esse número é uma contagem regressiva dos 30 segundos. Do lado esquerdo, estavam informações flutuantes do número de inimigos mortos das duas duplas, serviam para compararem que estaria vencendo durante o combate.




    Imagens para ajudar:

    Arco de realidade virtual:


    *Seria algo parecido com isso

    - Vou editar a ficha de Chui e Marin para por informações dos gudam.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Luxi em Dom Jan 01, 2017 10:28 pm

    Rhaenee não reagiu ao notar que era observada. Provavelmente o comandante a achava patética e já tinha descoberto que um dos motivos para ser "expulsa" da academia era seu temperamento passional. Achava muito difícil controlar suas emoções - conseguia somente uma expressão fechada, como a de agora.

    Quando Gail voltou, ela o espiou rapidamente, mas fingiu que não tinha dado importância. Também não quis olhar demais para não reparar todas aquelas expressõezinhas apaixonadas dos noivos... Amilie estava crescendo, ganhando jeito de mulher.. e ela, quem era afinal? Só uma guarda-costas, ou um soldado. Suspirou cansada e levantou-se para ir atrás do comandante.

    Chegando na sala de operações, ficou surpresa com a disposição de tudo, olhando em volta curiosa e sentando-se de frente para Gail. Teria ficado feliz mais cedo, mas agora a única pessoa que não a faria sentir-se mal era Chui. Ela evitou olhar o príncipe, fingindo prestar atenção em Rosso, virando-se só quando ele a chamou.

    Sorriu, meio forçadamente. Ainda precisava dar a ele a segurança de que Marin não era um problema (e na verdade agora não era mesmo). Além disso, não estava em posição de criar caso.

    - Claro, não se preocupe. Ou melhor... preocupe-se sim, pois vamos ganhar de vocês


    Ela fingiu prestar atenção em Rosso, dando um exemplo de postura militar e convenientemente ignorando o príncipe no processo. Deixou que o comandante terminasse de ajustar os aros em volta dela, tranquilamente, mas antes checou se seu parceiro da prova parecia bem.

    - Boa sorte a todos - declarou amistosa.

    Feito isso, viu-se em seu gudam de guarda-costas na plataforma ao lado da escolha de Marin (não tinha prestado atenção qual tinha sido, mas provavelmente era aquela, então).

    - Marin, eu vi você lutando corpo a corpo, então vou lhe dar cobertura atirando de longe. Proteja-me contra as investidas de perto e acho que ficaremos bem. Não se preocupe, eu cuido das suas costas enquanto acaba com eles. Alguma coisa a acrescentar nos segundos que nos faltam?

    Era estranho falar para um evo como ele deveria lutar, mas sua ideia era manter a distância. Não estava exatamente definindo quem protegeria quem, afinal, era uma espécie de troca, mas estava disposta a ser a pessoa atenta aos arredores enquanto Marin explodia as coisas. A adrenalina que começava a tomar conta a faziam esquecer dos últimos acontecimentos. Apenas queria começar aquele "jogo" e estava realmente empolgada para isso.
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

    Mensagem por Tsumai em Seg Jan 02, 2017 10:43 pm

    Rosso voltou a falar com Chui sobre o gudam, então ele teve que escolher outro. Era uma pena tinha gostado mesmo do sentinel - mas isso foi apenas até ver o Kakuri e seu aparente poder de fogo: Chui se empolgou novamente com ele e disse ao comandante que ele seria sua escolha. Depois de pegar o relógio, viu que Marin parecia distraído no código estelar, mas não conseguia ter vontade de ler aquilo; talvez Rosso pudesse ajudá-los com isso. E foi quando Gail entrou, atraindo a atenção de todo mundo e corando por causa disso (ou provavelmente já veio corado antecipando a reação dos outro) e Chui se repreendeu por ter vontade de ver a reação da Ray diante dele, mas se contentou em voltar os olhos para o relógio de seu Gudam.

    Todos então se levantaram, em silêncio, e seguiram para o deck superior. Chui tentou trocar olhares com os amigos, mas todos pareciam concentrados em seus próprio problemas, então resolveu não puxar assunto. Quando chegaram à sala, o garoto passou o olhar em cada canto observando como era, e então seguiu as instruções para se sentar à cadeira, ao lado de Gail. Tentou dar um sorriso para ele nesse instante, no intuito de encorajá-lo, mas não sabia se ele tinha prestado atenção, já que o príncipe mantinha o olhar fixo em Ray.

    "Só espero que isso não atrapalhe o nosso treino... vou ter que falar com ele."

    Rosso se aproximou e colocou em suas cabeças o arco metálico do simulador de realidade, que vinha com microfone, e logo depois passou a explicar mais sobre isso, o treino e tudo mais. Chui não acreditou que passaria mal, já que estava acostumado a várias naves e viagens, estando em compartimentos apertados e mal cheirosos... claro que ainda não conhecia essa tecnologia mas não achava que fosse o suficiente para fazê-lo passar mal. Tal era sua confiança que não guardou muito bem o código de escape, se contentando em anotar mentalmente as regras para o duelo entre as duplas.

    "Formar estratégia, um para defender, usar poderes, ok, ok, acho que entendi tudo. Vamos lá garoto, você consegue."

    Assim que o simulador foi acionado, Chui fechou os olhos diante do incômodo, já começando a se arrepender de não ter decorado o código, mas a sensação passou, tomando lugar de uma realidade branca com formas geométricas. Logo viu o gudam de Gail e viu que ele próprio estava em um, e isso o fez suar frio. Não sabia se estava suando de verdade ou se era apenas na simulação, mas começou a ficar nervoso e flashes do seu sonho tomaram sua cabeça. Piscou várias vezes e balançou de leve a cabeça, mas pôs a mente no lugar e tentou se concentrar; não poderia prejudicar Gail por seus problemas com pesadelos. Por fim, já tinham se passado dez segundos quando finalmente conseguiu manter o foco no treinamento.

    - Bom, Gail, acho que vamos os dar bem! Eu estou muito bem acostumado com armas de longo alcance, se permite minha falta de modéstia, sou muito bom com elas. Então eu posso tentar acertá-los desde que eles não cheguem muito perto, acha que consegue fazer isso? Podemos inverter as funções depois para pegá-los desprevenidos. O que acha?
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    Re: Capítulo 2 - Seleucia

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      Data/hora atual: Qui Set 21, 2017 12:21 am