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    Sumidouro do Diabo - Malagar

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    Shmul
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    Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Shmul em Sex Dez 02, 2016 3:46 pm

    Hoje faziam três malditos meses que havia sido exilado do reino Anão de High Stone. Malagar foi culpado por um crime que não havia cometido, o que o sentenciou a dois meses de cárcere privado e uma severa punição em público, além do exílio. Sua testa fora marcada com ferro quente, mas foi sorte não terem lhe arrancado nenhum dos dedos ou a mão.

    A fome que sentia era sem precedentes e dava graças aos Antigos Deuses por terem encontrado um pequeno sítio após mais de uma semana vagando perdidos em meio às brumas na Floresta de Halnaker. A exploração na caverna tinha sido um desastre, o artefato encomendado não fora encontrado, mas sim uma criatura bizarra e monstruosa que exterminou parte do grupo que você participava.

    A criatura não foi avistada por Irongul, mas os barulhos de berros, correntes e ossos quebrados ainda ecoavam em sua mente. É verdade que os indivíduos que participavam da empreitada eram considerados a escória da região, exceto pelo seu amigo anão de infância chamado Lofar, mas será que mereciam aquele fim trágico?

    A testa agora coçava e precisou afastas a faixa que cobria a cicatriz para se coçar. O fato é que Malagar repentinamente acordou de um breve devaneio com o bradar de um dos comparsas que espancava o senhor de família.

    Godar, o humano enfurecido, com ódio, fome e terror, ameaçava o pobre senhor e sua família para que dessem toda a comida e dinheiro que tivessem – Vamos seu merda, onde estão o ouro e as provisões? Se eu estuprar a sua filha ou dar outra facada no bucho de filho você vai me contar? – deu uma risada macabra enquanto aplicava golpes no rosto do fazendeiro caído no chão e um jovem de aproximadamente 17 anos agonizava no chão com uma faca cravada em sua barriga.

    Jill, o outro comparsa, também humano, vasculhava a casa de porte médio, que era toda em madeira e padrão humilde, enquanto Lofar observava a situação bastante agitado e resmungou baixinho para Malagar - O que faremos?

    Lofar Lugandil:

    Off:
    Pode ficar a vontade para agir como quiser. Não tem necessidade de salvar ninguém, afinal, ainda não conheço seu personagem.

    Estão todos em uma grande sala de estar + jantar.

    Godar esta vestindo uma Hard Leather e possui uma espada longa embainhada.

    Jill esta vestindo um Soft Leather e possui um porrete em uma das mãos e uma adaga no na fivela.

    Data:
    Mês da Garra (Janeiro – Inverno)

    Lua Âmbar (Segunda semana do mes)

    Dia 9 ou Dia do Pai ou Domingo

    Rodapé::
    A Floresta de Halnaker também é conhecida como Floresta Negra e Floresta do Soldado
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Okley em Sab Dez 03, 2016 4:15 pm

    O ferimento na testa doía bastante, uma marca de um passado que custava a desaparecer. Ter que andar em floresta, um lugar que não agradava, preferia as cavernas se sentia mais confortável. As cavernas têm seus segredos, infelizmente o inesperado aconteceu. Como quase uma maldição dos deuses tivera que abandonar tudo e vagar pelo mundo, nem seu conhecimento sobre as cavernas conseguiu prever.

    - Manter o plano: pegar tudo o que puder e sair o mais rápido daqui – respondeu a Lofar, sem deixar de reparar na casa, o que os moradores faziam e onde podia estar toda a provisões. Os humanos estavam perdendo o controle da situação, era quase certo que tinha algo ali, a fome só piorava a situação.

    Apoiou a mão sobre a adaga que estava no cinto, se preparando para qualquer surpresa ou armadilha. – Parece que não tem nada aqui, vamos logo com isso – falou aos humanos que agredia o pobre senhor, já estava ficando impaciente com aquilo.

    Malagar Irongul:
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Shmul em Seg Dez 05, 2016 5:02 pm

    O ano mal começou e já estava sendo um dos mais frios que Malagar podia se lembrar, e para aquela família, perder o estoque de alimento faltando quase um mês para acabar o inverno era como uma sentença de morte.

    Depois de muito apanhar, o senhorzinho com o rosto bastante desfigurado desmaiou e sua esposa de joelhos implorou para que parassem – Por favor, não temos ouro senão algumas moedas de cobre. Eu vou buscar a comida e o dinheiro, mas parem de surra-lo.

    Malagar não conhecia muito bem aquele grupo com quem estava andando, mas sabia que caso não se intrometesse aquela família seria trucidada. Sabia que a maioria do grupo eram malfeitores, mas Lofar havia dito que não teriam que aturar aqueles trastes por muito tempo. O serviço dado pelo misterioso nobre da cidade de Forlorn supostamente seria simples, rápido e muito lucrativo. Recuperar uma estatueta perdida em uma caverna. Só não mencionou que a morte os aguardava. Talvez o contratante não soubesse? O fato é que alguma coisa matou cinco integrantes dessa empreitada, e outro, Edder, se perdeu nas névoas da floresta Hanaker traumatizado demais com as visões que teve.

    Os quatro que agora saqueavam a fazenda apenas ouviram os gritos e urros, e vislumbraram o terror nos olhos de Edder.

    Godar pegou a senhora pelos cabelos e a arrastou pela casa atrás do dinheiro e dos suprimentos que foram obtidos em meio ao choro e barulhos de tapas e murros. Carne seca, pão e ovos foram colocados encima da mesa da sala.

    A mulher foi largada na sala onde se ajoelhou ao lado do filho e disse – pelo amor da Antiga Fé e do Novo Deus, meu filho precisa de ajuda. Eu imploro! – E com uma expressão séria Godar disse – Tudo bem. Irei ajuda-lo. – e de joelhos ao lado do garoto, voltou a estocar a faca varias vezes em sua barriga. Vísceras e sangue. Uma cena terrível.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Okley em Qui Dez 08, 2016 5:45 pm

    Godar nem prestou atenção no que Malagar disse, continuava fazendo a brutalidade com a pobre família. Se não conhecesse as cavernas já teria sido morto pela criatura, a existência do artefato era uma dúvida, que a intenção era outra.

    Pega seu arco, no momento em que a mulher da casa vai buscar o alimento, observando a atitude de Godar. A mulher trouxe daria para se alimentar um pouco e depois conseguiria sobreviver até o resto do trajeto, ela implora pelos deuses que lhe ajude, como clamência, era uma pobre família não havia motivo para ser massacrado.

    Dá um breve olhado para Lofar para mostrar que estava se preparando para lutar. O humano não se mostrava iria se contentar somente com aquilo, retira uma fecha e mirava nele enquanto se agacha para esfaquear mais o rapaz e atira na garganta de Godar.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Shmul em Sex Dez 09, 2016 3:05 pm

    Lofar compreendeu as intenções de Malagar e se preparou para disparar contra Godar que estava desprevenido.

    Talvez o preciosismo de Malagar em tentar acertar o pescoço quase o fez errar a flecha, pegando apenas de raspão no trapézio do malfeitor que soltou um grito de dor e fúria.

    O disparo de Lofar não acertou o alvo, pois este havia se contorcido com a flechada anterior lhe poupando, sem querer, do segundo disparo.

    Godar se levantou e virou rapidamente com "sangue nos olhos", soltando a faca no chão e sacando sua espada - Eu sabia que anões não são dignos de confiança. Disse para Jill para matarmos vocês enquanto dormiam naquela maldita floresta, mas estávamos no meio daquele nevoeiro maldito. Mas não tem problema, antes tarde do que nunca - Deu outra risada sinistra e foi para cima de Irongul, enquanto Jill que demorou para perceber o que acontecia foi para cima de Lofar.

    Off:
    Como Jill e Godar estavam desprevenidos você pode atacar novamente antes deles.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Okley em Sab Dez 10, 2016 1:38 pm

    Mantinha sua mira, por pouco não pego ele em cheio, por um movimento, não era de surpreender que isso acontecia, já tinha ouvido que os outros povos viam com desconfiança os anões que andam sem teto pelo mundo. Eram parte da escoria, não se importava com o que tinham que fazer, desde quanto ganhariam com isso.

    Por mais que o Malagar entrou naquela missão, talvez por julgarem que por ser um exilado não tem importância. Era um anão que acreditava nos deuses antigos e que mantinha os costumes dos anões, pelo menos até tempos atrás era.

    Pegava uma fecha o mais rápido – Humanos que não são confiáveis – respondeu atirando-a.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Shmul em Seg Dez 12, 2016 3:22 pm

    Godar avançava meneando o corpo a fim de esquivar da flecha que seria atirada por Irongul, e sua esquiva funcionou. Já próximo ele desferiu um golpe na horizontal, sem precisão, que fez Malagar recuar com um pequeno pulo.

    Malagar sabia que se continuasse atirando com um arco em um combate corpo-a-corpo acabaria abrindo sua guarda para os ataques de Godar, mas poderia continuar mesmo assim.

    A menos de três metros de distância outro duelo acontecia. Lofar atingiu Jill em cheio com uma flecha que cravou em seu ombro esquerdo inutilizando o braço do homem, que mesmo ferido revidou com um pancada de seu porrete, acertando as costelas de Lofar, que deu um urro de dor.

    Off::
    Segunda Rodada. Pode atacar novamente. Caso decida combater até o fim, pode fazer mais duas ou três rolagens de ataque e dano.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Okley em Qua Dez 14, 2016 12:12 pm

    Irongul busca um lugar para um ataque a distância usando ainda o arco, porém se preocupava com Lofar, já estava ferido e ficar sozinho não seria muito bom e ele é importante para o motivo que levou ao exilio. Daria dois ataques de adaga em busca sair do combate corpo-a-corpo e conseguir mais distancia para obter usar o arco novamente .
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Shmul em Qua Dez 14, 2016 2:33 pm

    Quando Malagar pulou para trás desviando do ataque de Godar, conseguiu passar o arco para a mão inábil, sacar sua adaga, e com um pequeno salto para frente estocar em seu oponente. O ataque acertou de raspão na cintura de Godar, bem onde não havia armadura (casou apenas 1 de dano, pois adaga é 1d3).

    Godar colocou a mão no local em que sofreu o corte e tentou estocar com a espada, porém sem precisão, abrindo a guarda para Irongul que encontrou outra brecha na Hard Leather, dessa vez um golpe mais efetivo, rasgando o socavo direito do oponente (causando 3 de dano).

    Logo ao lado o outro combate se resolveu rapidamente. Lofar largou seu arco no chão e sacou seu porrete. No segundo golpe acertou a cabeça de seu oponente que caiu no chão sem reação.

    Off:
    Jill caiu. Agora é você e Lofar contra Godar.

    Quando você sai da area de ameaça do oponente você concede um ataque de oportunidade, a menos que você deixa de atacar para apenas recuar.

    Pode continuar atacando, caso queira. Ou fazer alguma outra ação.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Shmul em Seg Dez 19, 2016 3:01 pm

    Com Jill fora de ação o combate se resolveu rapidamente. Malagar ficou surpreso com a própria agilidade. Quando pegou a adaga manteve o oponente sempre “colado” dificultando o manuseio com a espada e golpeando nas frestas da armadura de couro. Godar que havia recebido 3 golpes de adaga, hesitava em abrir a guarda, mas não teve tempo de reação para escapar da paulada que Lofar lhe aplicou. Godar caiu sem vida com a cabeça amassada, olho esquerdo esbugalhado e uma hemorragia.

    Tudo o que os anões não precisavam era de um ferimento grave, pois estavam com a saúde comprometida e não dispunham de medicamentos. Será que as costelas de Lofar estavam inteiras? Depois do golpe fatal ele largou o bastão e levou a mão ao local em que foi acertado se queixando de dor.

    O jovem esfaqueado ainda jazia no chão com a mãe estancando seu sangue. Eles olharam desesperados o combate, e observavam aflitos os vencedores, ainda com receio do que lhes podia acontecer. O pai da família continuava inconsciente com parte do rosto desfigurado e perdendo sangue pela boca e nariz. Jill ainda não estava morto, mas inconsciente, e sobreviveria caso recebesse os devidos cuidados.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Okley em Seg Dez 19, 2016 6:56 pm

    Ao sacar a adaga consegui fazer os dois golpes em Godar, ao perceber que Lofar tinha conseguiu derrubar o Jill continuou o ataque com a adaga, e a luta acabou se levar nenhum ferimento. Por mais que não conseguiu dano grande porem ele conseguiu atingir os alvos, talvez os humanos não sabiam como uso das armas.

    – Desculpa senhora! Buscávamos somente alguma refeição, não queria isso acontecesse com sua família, esses humanos foram inconsequentes. Pode cuidar da sua família, assim que possível partimos para nosso destino. – Falou assim que acabou a luta guardando a adaga, o arco e as fechas.

    Virou para Lofar, sem se importar muito o que a família iria fazer. – O que você pensa em fazer? – Pensando se tinha como fazer um curativo, se teria que ir em um cidade ou vila próxima.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Shmul em Qui Dez 22, 2016 10:43 am

    A família se sente aliviada e procuram acordar o senhorzinho desmaiado e salvar a vida do garoto esfaqueado.

    Apesar dos primeiros socorros o garoto perdeu a inconsciente e começou a ser tomado por uma forte febre, enquanto que o pai procurou recolocar o próprio nariz no lugar e estancar o sangue que saia do rosto machucado.

    A mãe então diz em desespero – Nosso filho vai morrer, Rafael. Ele não vai aguentar chegar à cidade.

    O pai com o semblante fechado reflete por alguns segundos e avalia os malfeitores abatidos e diz – Aquele ainda esta vivo. – Se referindo a Jill - Vamos estabiliza-lo e oferecê-lo à “Entidade da Floresta” e pedir para que salve nosso Thomas. – disse ele com um grande medo em sua voz.

    Quando Malagar questionou Lofar ele virou seus olhos em direção a comida que estava encima da mesa, e sem cerimônias começou a comer, ainda que sentisse bastante dor nas costelas. – Vamos comer ou morreremos de fome. Minha cabeça esta latejando e meu corpo esta fraco. Depois eu não sei. – Então, com a boca cheia de comida ele perguntou à família – Onde é que estamos, e qual cidade é esta que seu garoto não chegaria com vida?

    Rafael respondeu – A cidade mais próxima é Lamórdia e fica a quase 1 dia de caminhada (menos se forem à cavalo). – Ele observa os anões, ainda com suspeita, mas diz – Obrigado por poupar a vida de minha família. Tudo que posso oferecer em troca é um pouco de comida, cobertores e um local para dormirem.

    Enquanto circundavam a fazenda que haviam encontrado, antes de toda essa ação, os anões haviam avistado um burro de carga e um cavalo nas dependências, além do pequeno saco de moedas que a senhora trouxe em meio aos tapas e chutes que recebia de Godar.

    Com as devidas informações Lofar continuou – Aquele maldito nobre da cidade de Forlorn que nos deu essa missão. Ele nos enviou para a morte certa. E o pior é que ele não nos pagou nenhuma moeda adiantada. Inferno! Penso que devemos ir para Lamórdia, nos reestabelecermos, talvez conseguir algum dinheiro e depois nos vingar de nosso contratante.



    Malagar agora ponderava as alternativas e tudo o que viu nos últimos dias:

    - Uma aberração nas cavernas que massacrou seu grupo. Os gritos de terror ainda ecoavam em sua mente. Mas o que fazer a respeito disso?

    - Uma entidade misteriosa na floresta que poderia salvar o jovem a beira da morte? A maneira como Rafael se referiu a tal “entidade” lhe deu cala-frios.

    - Ir para Lamórdia, mas a pé?

    - Ou dormir essa noite na fazenda?

    - Se vingar do nobre misterioso em Forlorn? (Forlorn fica depois de Lamórdia e seria caminho)
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Okley em Qui Dez 22, 2016 9:51 pm

    Off:
    Malagar vai pegar as armas e armaduras de Godar e Jill, se tiver algum valor, vai vender assim que tivesse oportunidade.

    De certa forma não queria a morte de seus colegas, pensou no que fazer com Jill, seria um peso na viagem, sem a certeza de chegar vivo, ainda mais naquelas condições. Por enquanto decidiu que deixaria eles ali, afinal entraram em luta com eles e aparentemente seriam de pouca ajuda. O chefe da família ainda se recuperando, falou em levar ele como oferenda a uma tal entidade da floresta.

    – Fazem o que quiser com eles, não me importo mesmo. Vão morrer mesmo – dando uma risada discreta, como se não se importasse com aquilo porem causou um estranhamento até mesmo um arrepio em terem falada da criatura.  

    Malagar lembrou que a mulher suplicou pelos deuses antigos, estranhou o fato deles leva-lo para uma troca de vida, lembrou da criatura na caverna e agora uma na floresta também. Não possui medo, pensava no que eles estavam se metendo, ao negociar com criaturas capaz de algo assim, eram só historias para assustar crianças, mas o que se propunha a fazer, requeria um grupo experiente para lidar com isso, ate para combate.

    Ao observar que Lofar começa a comer, ele também vai se alimentar, ainda em pé próximo da mesa e na pergunta que Lofar fez sobre a cidade mais próxima. Achava que seria melhor descansar um pouco essa noite, com o Lofar melhor e já descansados, poderiam ir para Lamórdia. – Vamos ir lá para Forlom conversar com esse nobre, cobrar dele algumas explicações e nosso dinheiro que ele nos deve. – Disse dando outra risada, mudou para uma cara de sério. – Não fomos enviados para morrer, éramos um sacrifício.  Algo está acontecendo aqui na região. Pessoas enviando outras de sacrifício.

    Perguntou para a família sobre essa tal entidade que eles falaram. Que criatura é essa? Vocês a conhecem? Já viram ela? Ela é como? Está ligada a floresta ou outra coisa material? Aparece quando e como? Não queria lutar, nem encontrar com tais criaturas pois não tinha condições se por acaso o pior acontecesse ali, buscava saber se sabiam o porquê do aparecimento delas e ia a pé.

    Depois disso iria descansar um pouco tomando bastante cuidado com a família poderia fazer e ir a Lamórdia. Gostaria de ter o cavalo, se na saída tivesse como  pegar o cavalo levaria junto, se não deixaria ali.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Shmul em Seg Dez 26, 2016 2:25 pm

    Lofar praguejava contra o nobre enquanto comia e concordava com a opinião de que foram enviados como sacrifício.

    Rafael procurou responder todos os questionamentos - A “Entidade” existe desde os primórdios e protege a Floresta Negra. Pode ter várias formas ou nenhuma. Ela vai aparecer se for enfurecida ou caso ela resolva atender seu chamado.

    Após uma breve pausa, ele foi junto da esposa para terminar os primeiros socorros no filho e prosseguiu - Acontece que a floresta é perigosa e não estou nas melhores das condições. Se vocês pudessem me ajudar a leva-los – se referia a Thomas e a Jill – eu poderia lhes oferecer algumas moedas em troca.

    Posteriormente o pai da família foi até Jill para tentar mantê-lo vivo. – Vocês dizem que algo estranho esta acontecendo na região e eu digo que sim. Criaturas monstruosas vêm sendo avistadas nas redondezas bem como vultos encapuzados. Quanto ao seu “amigo”, eles feriram gravemente meu filho, seria justo um deles pagar por isso.

    Lofar então se virou para Malagar com o semblante preocupado – Não sei Malagar, será que não é muito perigoso? Poderia ser uma armadilha, apesar de termos passado quase dez dias perdidos naquela floresta e não termos encontrado absolutamente nada.

    Malagar se lembra dos dez dias em que perambularam na floresta. Uma neblina densa acompanhou o grupo a todo o momento. Não viram nem ouviram nenhum animal silvestre senão os uivos do que pareciam ser lobos. Havia sido um verdadeiro pesadelo, porém, estavam na semana em que Tarterus refletia a luz Pálida.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Okley em Ter Dez 27, 2016 12:04 pm

    Ficou intrigado com tal entidade, por mais que lhe causasse arrepio ao ouvir sobre ela. Se perguntava se aquela é coisa dos deuses antigos ou seria uma ilusão, afinal poderia somente parecer que a família já a conhecia a anos, já que essas criaturas estão surgindo pela região, poderia enganar a família. - Como assim se for enfurecida? O que faz ela se enfurecer? Por que ela atenderá ao pedido de vocês? – Estranhou ao ele disser isso, pois demostrava que tal criatura possuía ira em sua natureza.

    Ele ainda estava interessado no cavalo, aproveitou o pedido de Rafael e faria uma proposta de em vez de moedas, seria o cavalo no lugar. Ele serviu como mercenário e teve que fazer negócios com seus contratantes. Assim que conseguisse fazer negócio, pegaria o Jill e levaria. – É mais por acreditar que será difícil manter os dois vivos.

    Se lembrando do que passaram e do que poderia ocorrer, estava afim de ir lá ver essa entidade por mais pavor que isso o causava e o risco de ser apenas um sacrifício. Virou para Lofar falando baixo – Estou intrigado sobre isso e não precisa se preocupar conosco, afinal quantas vezes conseguimos se livrar de armadilhas? – Acreditava que Lofar conseguiria lidar com aspectos, afinal tiveram que lidar com várias situações deste que do exílio. Se tivesse sorte antes o amanhecer já estariam na estrada para Lamórdia.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Shmul em Sex Dez 30, 2016 3:45 pm

    - Ouvimos histórias antigas a respeito da Entidade, de pessoas que tentaram desmatar parte da floresta e foram mortas ou expulsas. Dizem que a entidade busca o equilíbrio das coisas e que ela já aceitou salvar uma vida em troca de outra. – Rafael contava, e apesar de dar detalhes poderia muito bem ser apenas um folclore local.

    Malagar propôs receber o cavalo como recompensa, o que Rafael aceitou, devido à necessidade. A fazenda ainda contaria com um burro para puxar a carroça.

    Lofar respondeu ao amigo – Devo dizer que tenho mais curiosidade do que medo, e além de que, parece ser um bom pagamento, afinal, um cavalo não é lá muito barato, ou teríamos viajado até essa região maldita montados em alguns.

    Off::
    Se quiser fazer um novo post, fique a vontade, para continuar alguma conversa.
    Pode fazer um teste de “Percepção” para eu continuar a historia.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Shmul em Ter Jan 03, 2017 11:21 am

    O senhorzinho pediu que os anões ajudassem a pegar e transportar seu filho e o mercenário Jill para a carroça que utilizariam para ir até a entrada da floresta. Não havia muito tempo, pois os ferimentos de Thomas foram graves e ele perdeu muito sangue.

    Os cinco indivíduos partiram da fazenda para a floresta e chegaram após 1 hora de viagem até o começo desta. Dali em diante seria impossível prosseguir com a carroça, mas sim com o cavalo, por mais algum tempo, que conseguiria transportar um dos moribundos. O outro tinha que ser transportado em uma maca improvisada.

    E assim se seguiu, e conforme Rafael os guiava para dentro da floresta esta ficava mais escura com as copas das árvores bloqueando quase que toda a iluminação do sol (era fim de tarde). A floresta era imponente, alta, e quanto mais adentravam, mais sombria ficava, com barulhos estranhos, pequenos animais os encarando, um frio ainda maior devido a falta de incidência do sol. Apesar de Malagar e Lofar já terem passado pela floresta, só agora conseguiriam observar sua beleza.

    Uma breve pausa era feita para retomar o fôlego e verificar a condição dos feridos. Os anões estavam impacientes e preocupados com o tanto que avançavam floresta à dentro. Malagar tratava de refazer as amarras da maca improvisada quando ouviu um grito, e então avistou logo acima da cabeça de Lofar, na árvore que ele estava recostado, uma enorme aranha, do tamanho de um cachorro grande e quase invisível no tronco da árvore. Ela havia mordido a mochila de Lofar e o puxava para cima, porém ele levantou os braços e se desvencilhou da mochila.

    A aranha era grande, ágil, assustadora e extremamente furtiva. Aquele poderia ter sido o fim de Lofar.

    Off::
    Além de sua ação, preciso saber quem vocês estão levando no cavalo e quem esta na maca improvisada. Fique a vontade para ter criado uma conversa paralela enquanto viajavam.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Okley em Qua Jan 04, 2017 9:42 pm

    Partiram para a floresta pensando no que de sinistro teria ali, na viagem contava algumas lendas de seres das cavernas que se lembrar, tentando similar ao que se passava agora com ele. Parado onde começava, o que causava arrepios, colocou o Jill no lombo do cavalo e o Thomas na maca para não agravar mais os ferimentos. Ironicamente a floresta era realmente bela por dentro, o que parecia bem ambíguo, causando um fascínio no anão do tamanho da beleza que possuía.

    Permaneceu calado, mais para mostrar seriedade e que não estava disposto a criar uma amizade maior tradicional de anões. Tomando cuidado para conseguir reparar com qualquer surpresa que poderia aparecer, a falta de familiaridade com a floresta dificultava tais busca, além de não conseguir saber direito como Rafael ia conseguir encontrá-la, o que preocupava se realmente sabia o que estava fazendo.

    Ao ajeitar a amarras de novo, já ficando irritado de ter que andar tanto para achar o que procuravam. Ouviu um grito, que fez estremecer, olhando rapidamente para ver o que era, subiu um arrepio na coluna ao ver aquela aranha gigante ali. Ficou para bem no meio de um clarão maior que conseguisse, afinal não queria ficar próximo a uma arvore próximo de uma aranha gigante. Tremendo se perguntava se aquilo não seria da tal entidade, por garantia já pega uma fecha se preparando para atirar.
    Shmul
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Shmul em Qui Jan 05, 2017 2:01 pm

    O caminho que percorriam era estreito com árvores por todos os lados, com copas formando uma “cobertura” encima de suas cabeças e penumbrando a região. Malagar procurou se distanciar das árvores apesar de ser quase impossível e ficou preparado com seu arco em mãos. Lofar, agora sem sua mochila, procurou fazer o mesmo, procurando se aproximar ao máximo de Malagar.

    Apesar do enorme medo e do rosto ensanguentado, Rafael correu para perto de seu filho e sacou uma foice pequena de uma mão, no intuito de defendê-los, se preparando para um possível combate.

    Apesar de todos estarem atentos e a aranha ser enorme, era quase impossível localiza-la em meio à floresta.

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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

    Mensagem por Okley em Sex Jan 06, 2017 2:30 am

    A floresta permanecia abandonada, provavelmente por causa da presença da entidade que habitava ali, evitando qualquer presença lá. A cobertura das arvores tornava bastante sinistro a permanência ali, deixando a impressão de que não eram bem-vindos. Só restava terminar logo ali, teria que enfretar a aranha gigante. Olhou para os outros para evitar um ataque a eles, o Lofar demostrou ser um ótimo guerreiro, então mantendo a distância das arvores e com o arco em mão afim de atacar o máximo de fecha assim que visse a aranha.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Malagar

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