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    Crônicas de União

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    Hellkite
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    Crônicas de União

    Mensagem por Hellkite em Qui Dez 29, 2016 9:13 pm

    Ola galera! Para aproveitar o clima de festas e final de ano, resolvi criar este topico para "presentear" os personagens de voces. Por que as aspas? Porque para receber os presentes voces tem que contar atraves de uma historinha como o personagens de voces ganhou o presente!

    E como fazer isto? Bem, em Dominus todos os povos comemoram a passagem de ano dando presentes... Então a historia que voces vao criar é uma explicando como voces ganharam um anel magico de proteção +1 durante a passagem de ano. É uma historia do passado, fiquem livres para criar NPCs e situação que justifique receberem um presente bem caro.

    Quem fizer isto, ganha um anel de magico +1, que vai direto pro inventorio do seu PC!

    Gostaram?
    Iyue
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    Re: Crônicas de União

    Mensagem por Iyue em Dom Jan 01, 2017 4:51 pm

    Opa! Manda aqui mesmo? Posso desenhar o anel da maneira que eu quiser? hahahahaha
    Gakky
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    Re: Crônicas de União

    Mensagem por Gakky em Seg Jan 02, 2017 10:08 am

    Interessante, tentarei fazer!
    Hellkite
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    Re: Crônicas de União

    Mensagem por Hellkite em Seg Jan 02, 2017 10:22 am

    Isso ai galera! Aqui mesmo! O anel é do design do fregues, só não pode pesar 10 kg de ouro maciço, kkk!
    Edu
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    Re: Crônicas de União

    Mensagem por Edu em Seg Jan 02, 2017 5:17 pm

    Interessante
    Shmul
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    Re: Crônicas de União

    Mensagem por Shmul em Qui Jan 05, 2017 9:49 am

    UM FIM DE ANO INDIGESTO

    Bafun e Thimon, os irmãos soldados de Delvar estavam desaparecidos faziam dois anos, bem como Badur, o irmão vil, que havia feito uma empreitada nas partes mais profundas das minas de Hammerhein. A família Powderkeg estava preocupada acreditando que passariam o final de ano sem noticias de nenhum dos três, até que finalmente Badur retornou.

    Apesar da felicidade da família, Delvar e Telmar percebiam que o irmão já não era mais o mesmo de quando partiu. Este era egocêntrico e invejoso, porém era leal à família, e quando de seu regresso ele se mostrou simpático e humilde, mas em seus olhos era possível ver loucura e dissimulação.

    Apesar de Badur não ter encontrado nenhuma pedra parecida com a “Pedra Mianmar” ele encontrou um mal que estava há muito tempo adormecido. Uma fração de poder da Deusa Bloodyrayne que estava armazenado em uma coroa, e entrou em contato com a mente do anão, e o mal e o caos tomaram conta de seu ser.

    Quando da véspera da virada de ano Badur interpelou Beldar II, que era o irmão mais velho e líder da família, do por que não dividir com os outros filhos os pertences do falecido pai, e oferecer para a família outro vislumbre da tão cobiçada Joia.

    No momento da virada do ano, na hora da troca de presentes, Beldar II começou a presentear os irmãos com objetos do falecido pai. Conforme era a idade do anão, melhor era seu presente, e Delvar recebeu apenas uma caixinha minúscula, enquanto os outros receberam armas, escudos, armaduras entre outros equipamentos. Inclusive o presente destinado a Bafun e Thimon foram apresentados, mesmo eles estando desaparecidos. E por último Beldar mostrou novamente a Pedra Mianmar para a família.

    A cobiça e a loucura em Badur foi tão grande que ele assassinou Beldar covardemente, e com uma lamina no pescoço da mãe dos anões exigiu que eles se rendessem.
    Mercenários contratados por Badur tentaram eliminar os outros irmãos, mas eles conseguiram fugir. Então ele usou de álibis e de seus novos poderes para corromper e controlar a Casa Powderkeg e se livrar de qualquer acusação.

    O anel ficou como única recordação do pai de Delvar. O que parecia ser o pior presente dentre os outros se provou extremamente útil, salvando a vida de Delvar em várias oportunidades, mesmo ele não sabendo sua verdadeira serventia.
    Hellkite
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    Re: Crônicas de União

    Mensagem por Hellkite em Qui Jan 05, 2017 9:57 am

    Muito bom sua historia, Shmul! Clarificou um fato do passado do Delvar, que ja vou utilizar na aventura!

    Ainda nao atualizei sua ficha... Pode fazer um favor? Se puder, poste uma versao atualizada do Delvar com ele no segundo nivel no topico de fichas, mais os equipamentos adquiridos e o anel de proteção +1. Depois que postar eu apago a versao antiga.

    Valeu!
    Iyue
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    Re: Crônicas de União

    Mensagem por Iyue em Qui Jan 05, 2017 9:10 pm

    Como sempre eu me animei demais e deixei um tiquinho grande...Eu admito que fui meio romatiquita demais no final, mals por isso também... Mals, mas espero que goste =')
    Os soundtracks foram só para brincar mesmo com os cenários, por que eu me diverti escutando essas músicas e escrevendo

    Crônica - Rosa Rubra:
    Soundtrack:






    O céu estrelado estava calmo, com apenas algumas nuvens cobrindo a lua cheia. Não havia sinais de tempestade ou de ventanias, deixando a noite extremamente calma, porém, no navio Pomona, a situação era outra. A ladina do grupo "Desbravadores" tinha começado a cantar e dançar no meio do deck, animando os marujos que logo entraram no espírito, tocando e cantando alto com ela.



    A ruiva segurou a mão de Vorpal, puxando o pobre coitado para dançar, rindo da reação dele, pois logo em seguida puxou Messina, fazendo os três dançarem juntos. Dando mais alguns passos, ela puxou Dustan e Ella para se juntarem, e olhou animada para o Moonbeam enquanto dançava com os demais, chamando ele também para se unir na roda. E assim a ladina foi trazendo todas as pessoas para a festa. A sua voz era animada, e cantava todas as cantigas que os marinheiros tocavam, parecendo não se importar muito com as consequências aquela noite, apenas queria se divertir.



    Já era tarde da madrugada quando todos estavam cansados de tanto festejar. Rubra sentou com uma caneca de cerveja em suas mãos. Seus pés estavam doloridos, mas tinha válido a pena, acabou conhecendo, se não todos os marujos, pela menos grande parte deles. Seus olhos azuis brilhavam a cada risada que soltava com as conversas e comentários que os marujos faziam, até ser indagada com um pedido de casamento. "Quer casar comigo? Juro te trazer riquezas das profundezas dos mares!" Ela não conseguiu nem ver qual marujo bêbado estava falando, e mesmo que conseguisse ver, não iria valer a pena, pois nem iriam lembrar no dia seguinte. "Tecnicamente, eu não posso casar com você meu querido, eu tenho um noivo, e eu espero até hoje ele retornar para mim" Ela ri levemente, recebendo como respostas várias engasgadas. Os marujos pareciam negar com todas as possibilidades dela estar comprometida.

    "Quem é esse cara? Eu provo que sou dez vezes mais forte!" “Eu sou melhor pescador!” “Eu sei diversas línguas!” Os marujos bêbados falaram coisas atrás de coisas que para ela não faziam mais sentido, pois sua mente estava no suposto noivo que ela tinha falado. Com um sorriso gentil, ela tomou mais um gole da cerveja, lembrando de como ele dava bronca nela por beber demais.

    "Meu noivo é um ferreiro, ou pelo menos era, já que saiu pelo mundo em busca de seu pai, que até aonde eu sei, é um dragão prata" Ela diz sorrindo, causando risadas nos marujos, que falavam que a elfa já tinha bebido demais. Ela dá uma piscadela de olho para todos ao se levantar "Nunca há bebida demais pra mim, e tragam mais uma rodada de cerveja!" A voz dela tinha ficado frágil por alguns segundos, mas a animação nas ações dela parecia demonstrar que estava bem. Talvez um bom observador teria percebido que a elfa não tinha mentido, mas todos ali já estavam bêbados demais para sequer perceber.

    Soundtrack:



    Ignorando qualquer chamado, Rosa resolveu aproveitar o pouco de solidão que tinha, descendo para o camarote da equipe, sem levar uma lanterna. Não precisava, pois, a luz do luar iluminava parte do ambiente, deixando ele ainda claramente visível para ela. Retirando de dentro da sua bolsa uma pequena caixa, que por fora não chamava a atenção, mas que por dentro continha o seu mais precioso tesouro. Rubra examinou a sua aliança, uma joia extremamente bela e delicada, feita com ouro, prata e safiras, com apenas uma inscrição no interior. ‘Damien’. Era a promessa de reencontro e proteção que ele tinha feito a ela.



    Os olhos dela marejaram, apoiando as suas costas na parede do navio, deslizando até o chão, ela diz em uma voz baixa, para si mesma. "Será que você pode me perdoar por tentar esquecer, Damien?" Ela suspira olhando para a lua, vendo o que parecia ser uma grande criatura a voar para além. Ela ri consigo mesma, limpando as lágrimas que caíram e suspira. “Certo, não te esquecerei, mas terá que se apressar, se não irei realizar meu sonho antes de você” Ela diz com a voz serena. Suas mãos trêmulas vestiram a aliança no anelar direito, e ela adormeceu, segurando a mão direita no coração.

    >>>>>><<<<<<




    O veleiro, Genevive's Pride, tinha atracado na cidade portuária de Gália, trazendo novas mercadorias para a cidade que celebrava a primavera. Duas garotas corriam pelo barco, gerando exclamações dos marujos que traziam e tiravam as mercadorias, sendo seguidas por um velho homem de barba longa, e chapéu todo remendado que gritava em alguma língua que ambas não compreendiam. A mais nova, uma belíssima garota de treze anos, tinha seus longos cabelos louros presos em uma trança complicada, fazendo eles brilharem como fios de ouro ao sol. Os olhos caramelos cintilavam, enquanto a garota seguia a irmã mais velha. Amarrando rapidamente a saia de seu vestido, ela segurou a corda do mastro principal e começou a escalar rapidamente, pois sabia que a ruiva iria precisar de ajuda para subir.

    A mais velha, uma elfa ruiva, tão bela quanto a irmã mais nova, porém extremamente suja e com os cabelos embaraçados, carregava uma sacola remendada que tintilava ao andar. Seu corpo esbelto estava escondido pelas roupas masculinas que usava. Mesmo que sua mãe brigasse com ela, preferia correr com as calças largas de seu pai, do que utilizar um vestido como Alyssia usava. Prendendo a sacola em sua cintura, Rosa olhou para trás vendo o velho Maguck se aproximar com raiva, e rindo, ela segurou na corda que sua irmã tinha deixado pronta para ela escalar. Mesmo sendo bem fraca em comparação com a irmã, ela tinha uma agilidade que deixava vários marujos com inveja.

    VOLTE AQUI SUA PIRRALHA INFERNAL! DEVOLVA MINHAS JOIAS NESSE INSTANTE!” O velho Maguck gritava, impossibilitado de escalar, uma vez que uma de suas mãos eram um gancho de madeira. Ele batia sua perna de madeira contra o chão com força, fazendo com que o primeiro em comando o observasse e voltasse para dentro da cabine, chamando o capitão do navio. Rosa por outro lado, ainda escalava o mastro principal com dificuldade. Alyssia a auxiliava, puxando a corda, quando a voz de seu pai cortou a atenção de ambas no que estavam fazendo. A corda escapa da mão da meia-elfa, escorregando, enquanto a ruiva fechou os olhos com força, esperando o impacto contra o chão. Sentia seu corpo todo dolorido, mas não tinha caído diretamente no chão, o que para ela era estranho. O rapaz abaixo dela começou a se mexer de vagar, gemendo ao sentir a dor em suas costelas.

    Princesa, se não se importar, eu preferiria que se levantasse” Rosa levantou-se apoiando no mastro, só para sentir a mão do Maguck tomar de sua cintura a bolsa de joias de volta. Com as costas contra o tronco, os olhos azuis observaram o rapaz que estava levantando. Ele era alto e robusto, deveria ser apenas alguns anos mais velhos do que ela. Os olhos eram verdes profundos e seus cabelos eram prateados. Preocupado ao ver a sacola que ele carregava furada no meio do deck, várias sementes haviam se espalhado pelo chão, e desesperadamente ele começou a recolher. “Droga, droga, droga, droga!” Ele começou a xingar alguma coisa, que elfa distinguiu como um xingamento em dracônico. Não entendendo exatamente o porquê, ela se abaixou e ajudou o rapaz a recolher as sementes.

    Alyssia que estava assistindo tudo de cima, arqueou uma sobrancelha. Rosa definitivamente não ajudava qualquer um, principalmente um marujo novato do navio. O que o rapaz tinha de especial, ela ainda não sabia, mas não iria tardar a descobrir. Se segurando nas cordas, ela desceu para ajudar os dois, fazendo com que todos os marujos as olhassem com estranhamento. As duas filhas do capitão, ajudando um pobre novato. O pensamento foi único para todos. ‘Ele está ferrado’.

    Enquanto Alyssia costurava o buraco da sacola, Rosa colocava todas as sementes que conseguia em uma faixa que tinha soltado. E assim que ambas terminaram, os olhos azuis se encontraram com os olhos verdes. Limpando a garganta, e encarando qualquer outra coisa, a elfa começou a dizer “S-sinto muito você ter se tornando meu alvo de queda, mas obrigada por... afofar minha queda...?” Ela diz, um tanto enrolada no pensamento, fazendo com que o rapaz a olhasse estranhamente antes de pegar a sacola de semente novamente. “Só não faça mais isso, minhas costelas não aguentariam esse peso todo de novo” Ele diz, a voz se tornando animada. Ele tinha se virado e caminhado até os demais marujos que trabalhavam, deixando a elfa atônita para trás.



    Ele me chamou de gorda” “Ele te chamou de gorda” “Eu não acredito que ele me chamou de gorda” “Ele realmente te chamou de gorda” “Ele obviamente tem que pagar” “Ele vai pagar por ter te chamado de gorda” “Ele jurou guerra” “Guerra então será” As duas irmãs conversaram entre si, assustando os marujos ali próximos. Era claro que o pobre rapaz iria sofrer nas mãos das duas, principalmente por ter chamado Rosa de ‘gorda’. O velho Maguck ria, batendo a mão em sua coxa, limpando uma lágrima que escorria, se apoiando no rapaz dos cabelos prateados.

    Meu filho, você acabou de arranjar uma encrenca grande, ter irritado as filhas do capitão não foi sua melhor ação” Ele disse ainda rindo, fazendo o rapaz tremer “F-filhas do capitão?” Ele olhou desesperado para Maguck que ainda ria. “O que eu devo fazer senhor Maguck?” A mão do velho parou no ombro do rapaz, tinha simpatizado com ele, e segurando o saco de sementes, ele vira para guardar o mantimento “Você quer encontrar seu pai, né? Um dragão prata você disse... Então aí está seu primeiro desafio, saiba que a sua vida será um inferno a menos que você a bajule até ela não aguentar mais” E com isso o velho saiu andando deixando o rapaz sozinho. Ele olhou para trás, vendo a ruiva e a loura conversando, sentindo o rosto dele queimar levemente ao olhar a ruiva. “DAMIEN! CONTINUE SEU TRABALHO AGORA!” Ele escutou seu superior dizer, e logo correu para pegar os demais sacos.

    -- >>><<< --




    Os meses que se passaram foi um caos para o navio Genevive’s Pride. As irmãs Seastorm se tornaram pequenos demônios para os marujos, piores do que elas já eram. Marujos pendurados, presos em redes, tendo que fazer trabalhos redobrados. Todos reclamavam, porém, não conseguiam pegar as duas no ato para mostrar para o pai delas, e isso já estava irritando a todos, que colocaram Damien em xeque. O meio-dragão tentava sempre apaziguar os ânimos dos marujos, ajudando eles sempre que podia, mesmo recebendo os olhares de desaprovação. Maguck era o único que conversava diretamente com ele sem medo das meninas, parecia que ele já tinha se acostumado com os acontecimentos. Damien suspirava, e sempre tentava confrontar Rosa, mas parece que sempre que ele fazia algo de certo e deixava atônita, ele abria a grande boca e falava algo que a deixava com mais raiva ainda. A última vez foi sobre a aparência dela, o como ela parecia um moleque, e parece que ele acertou um ponto frágil para a elfa.

    Ele se apoiou no esfregão que carregava, olhando para o mar, lembrando de como os olhos azuis dela marejaram. O rosto dela tinha ficado vermelho, e a boca dela havia formado uma linha fina, parecia que ela estava se segurando para não chorar com todas as forças, antes da mão dela entrar em contato com o rosto dele. A marca da mão dela já havia desaparecido, mas ele continuava a sentir a dor do tapa. Soltando um urro por entre os dentes, ele chutou o balde de água, e jogou o esfregão para longe, batendo com a cabeça contra a parede do navio.

    Porque eu sou tão idiota! Essa minha boca grande deveria ser costurada! Assim quem sabe ela possa parar de fazer todo esse caos e pudesse me ver de outra forma que não a do marujo que só sabe insultar ela!” Ele dizia com desespero, ajoelhando e olhando para o mar novamente, sentindo o sangue escorrer pela testa dele. Não se importava, ele era um idiota, e no final teria que limpar toda a bagunça que tinha feito. Suspirando ele se prepara para se levantar quando duas mãos gentis começam a fazer um curativo na cabeça dele. Ele segura a mão firmemente, olhando para o dono, sendo surpreendido ao ver Rosa a frente dele.

    Você tem razão, é um idiota enorme, mas se ficar perdendo sangue demais, vai ficar mais idiota ainda” Ela disse, sem olhar para ele, esperando ele soltar a mão dela para continuar a fazer o curativo. Damien apenas observou ela, corado e sentindo algo estranho em seu estômago. Ao contrário do que ele tinha falado, ele achava que ela era extremamente bela. Sempre se sentia atraído para os olhos azuis dela. “Me desculpe” Ele disse, fazendo a elfa olhar para ele sem entender. Com alguma certa habilidade, Rosa enfaixou a testa do meio-dragão, e ao terminar, ela se levantou e ajudou ele a limpar a bagunça do balde chutado.

    M-me desculpe, por tudo o que eu falei, poderíamos começar de novo?” A voz dele tremulou um pouco. Ele tinha se levantando de qualquer jeito para parar em frente a elfa, estendendo a mão para ela. A ruiva que tinha acabado de pegar o esfregão, olhou para ele, confusão extremamente clara na face dela. Olhando para baixo, ela hesitantemente segurou a mão dele, e com um aperto de mão leve, ela sorriu “Meu nome é Rosa Seastorm, prazer” O coração de Damien palpitou com as palavras, e um vermelho começou a tingir as bochechas do rapaz, junto com um sorriso maroto. “Prazer Rosa, meu nome é Damien Pendragon, um mero marujo ao seu dispor” Ele disse se curvando e dando um beijo na mão da ruiva, a voz dele extremamente animada em finalmente ter feito algo certo.

    Rosa começa a rir, e solta a mão dela, virando o rosto para outro lado, sentindo as bochechas ficarem quentes. “Não precisa para tanto idiota, agora vamos, antes que meu pai comece a reclamar sobre o Genevive estar imundo” Ela sorri, e entrega o esfregão a ele, pegando outro e auxiliando ele a limpar. Mal sabia ambos que dois pares de olhos os observavam de longe. O capitão do navio Genevive’s pride, Argor Seastorm, um elfo alto, robusto, dos longos cabelos louros sorriu aprovando a amizade entre os dois, enquanto seu velho amigo, Maguck, ria baixinho, batendo em sua coxa, feliz pelo meio-dragão.

    -- >>><<< --

    Soundtrack:



    Rosa e Alyssia corriam para a cidade, com Damien logo atrás delas. O rapaz ficou com a tarefa de trazer os novos tecidos encomendados por Dandellion, e as duas garotas prontamente se voluntariaram para acompanhar ele. Os três passavam muito tempo juntos após a paz instaurada entre os dois, criando laços de confiança e amizade entre os três, porém para todos no navio, os olhares tímidos trocados pela elfa e o meio-dragão, tornava cada vez mais claro o sentimento que ambos nutriam um pelo outro. Alyssia e Dandellion conseguiam perceber a mudança nas atitudes da elfa. Ela que nunca tinha o hábito de escovar os longos cabelos, porém, começou a fazer com frequência após Damien ter comentado sobre o quão belo eram os cabelos da ruiva. Rosa ainda usava calças, porém aceitava se vestir com roupas mais femininas, mostrando mais o corpo dela. Até havia parado de causar tantos problemas no navio. Mas ainda tinha o péssimo hábito de furtar todas as vezes que chegavam nas cidades portuárias, não dava para impedir as irmãs Seastorm de fazerem suas rondas, mas agora, o meio-dragão as acompanhavam, tendo certeza que ambas não iriam se meter em um perigo tão grande.

    Rosa por outro lado, apenas queria passar cada vez mais tempo ao lado dele. Sempre se divertia todas as vezes que ele ensinava ela a falar dracônico, em troca ela ensinava ele a falar élfico, era cada palavra errada, que ambos acabavam mais rindo do que estudando. Ele havia contado tudo sobre o passado dele. Sobre mãe ser uma sacerdotisa de Mitz, e seu pai ser um dragão prata que tinha ensinado muitas coisas, tais como a profissão de ferreiro. Apesar de sempre comentar que Damien tinha muito mais aptidão em fazer joias do que espadas, parecia orgulhoso do filho que tinha. Por isso o rapaz queria tanto encontrar o pai novamente. Tinha desaparecido quando o meio-dragão era muito novo, e a morte da mãe tinha feito o rapaz ficar sozinho. Por isso tinha se juntado a tripulação do navio, para aprender a sobreviver, lutar e ser um bom homem. Mas todas as possibilidades imaginadas, ele nunca tinha esperado encontrar alguém tão determinado em um sonho quanto ele.

    Eles correram para o Genevive's Pride, com os quilos de tecidos em mãos. Tinham feito uma aposta de quem chegaria antes no navio carregando o máximo de peso possível. Alyssia segurou os fardos dela e de Rosa, correndo o máximo que podia até o navio, mas ela não contava que Damien, carregaria o resto dos fardos e a sua irmã. Os berros da elfa eclodiam pelas ruas. "DAMIEN ME COLOCA NO CHÃO!" "Não mesmo! Eu vou ganhar essa aposta!" O meio-dragão ria, carregando a elfa nos braços, em cima do resto dos fardos de tecidos. "Está me chamando de gorda de novo?" A voz da ruiva era gélida, com o perigo eminente, fazendo com que Damien desse um sorriso para ela "Não, claro que não Princesa, mas Alyssia está carregando o seu fardo, então eu resolvi te dar uma carona" Ele rapidamente falou, fazendo a elfa xingar ele em élfico.

    "Chegamos Princesa, agora, se não se importa, eu ainda tenho outras tarefas para fazer na cidade" Damien disse, uma vez dentro do navio. Os demais marujos vieram para pegar a carga de tecidos dos braços do rapaz, sendo indicados pela mulher do capitão aonde deixar. Dandellion dava ordens com a voz alta e clara, poucos ousavam desafiar a humana, pois a mesma era a única que cuidava dos enfermos do navio. E nenhum dos marujos queriam deixar o capitão irritado por desrespeitar a sua esposa. Antes que o meio-dragão pudesse se virar e ir embora, a voz de Dandellion o fez se virar para ela. "Fez um ótimo trabalho hoje Damien, espero que Alyssia e Rosa não tenham te dado muito trabalho no caminho" O sorriso dela, também era gentil e maternal, faziam ele lembrar de sua própria mãe. Coçando a nuca levemente ele responde "Elas não me dão trabalho madame, eu sempre me divertido com as duas por perto, principalmente com a Rosa-" Ele se corta na própria fala "E-Eu quero dizer" A mente entra em parafuso, e ele começa a falar coisas sem sentido, fazendo a humana rir e colocar a mão no ombro dele. "Olha, minha filha mais velha é um pouco... demorada para descobrir os próprios sentimentos, e meu marido já comentou que você pretende partir após o festival hoje a noite. Eu espero que isso aqui lhe ajude a fazer o que pretende fazer, apenas não deixe ela esperando muito tempo" Uma pequena sacola de veludo vermelho foi entregue ao rapaz, seu conteúdo, eram várias safiras. Pequenas, mas ele não conseguia nem calcular direito seu valor. Sentindo o desespero, os olhos verdes procuraram a mulher do capitão, quando não viu mais ninguém.

    "Obrigado madame, não vou desaponta-la" Ele disse para o nada e saiu correndo do navio novamente, indo em direção a um velho amigo da cidade, o ferreiro. As joias na sacola tintilavam assim como uma aliança que tinha pertencido a sua mãe.

    -- >>><<< --

    Soundtrack:




    O festival foi longo, contendo diversas barracas com jogos e desafios para as pessoas celebrarem. Comida e cerveja a todos que estavam famintos, pois a colheita tinha sido farta. As crianças brincavam, e as jovens entrelaçavam os tecidos coloridos com as danças. Todos celebravam, incluindo os marujos do Genevive’s Pride, que dançavam e cantavam junto dos bardos de todas as tavernas.

    Dandellion e Argor mostravam suas habilidades, dançando no centro da praça, se divertindo com a música, esquecendo do tempo que corriam contra eles. Maguck e os marinheiros bebiam as cervejas, causando problemas e rindo alto. Alyssia dançava com um rapaz, recebendo olhares de ódio das demais garotas da cidade. Mas era Rosa e Damien quem mais atraia atenção, dançavam como se não houvesse mais ninguém com eles. Rosa parecia ter mudado completamente, brilhava como nunca tinha feito antes, deixara sua mãe vestir como gostaria, e dançava com toda a alegria que sentia.

    Soundtrack:



    O casal corria pelas ruas, segurando o riso. Suas mãos nunca largaram, enquanto o cenário passava por eles. Os olhos verdes observavam Rosa sorrir, e continuar a falar sobre o quanto estava se divertindo aquela noite. As mãos delicadas dela seguravam a saia do vestido para não tropeçar. A elfa ficou maravilhada com o local que Damien havia a levado. Era uma praça mais deslocada da vila, estavam a sós, banhados apenas pela luz do luar. Flores brancas adornavam a fonte, algo que para a garota poderia ter saído de um dos contos de fada que sua mãe sempre contava. Nem conseguia acreditar muito que aquele local existia.

    Guiada por Damien, Rosa se sentou a beira da fonte, observando o rapaz sentar ao lado dela. “Sabe, houve relatos de que meu pai está próximo dessa vila.” Os olhos azuis observaram a face dele. Damien olhava para a lua, com um sorriso triste, fazendo a elfa pensar. “Mas amanhã já iremos partir, não teria como ficar e viajar até lá” Ela disse, sentindo a garganta lhe fechar. Como se o chão abaixo dela estivesse desaparecendo, até o meio-dragão trazer a mão dela mais próxima dele. “Eu sei, eu tenho minha jornada e sonho para seguir” As palavras dele parecia cortar a elfa pouco a pouco.

    Rosa” Ele chama a garota, ficando a frente dela. Os olhos safiras se encontraram com os esmeraldas, e observaram o rapaz se ajoelhar. “Não posso lhe prometer nada, mas também não posso deixar de me confessar para você. Sei que é egoísta, mas não posso deixar de fazer. Que enquanto eu não posso te proteger, que em pensamento eu possa estar ao seu lado te amparando. É a minha promessa de que eu irei voltar para o seu lado, se você me esperar. E quando eu voltar prometo a vida de aventuras juntos, um amor não mais impossível. Uma família de sangue e carne que tanto desejamos” A joia na mão dele, uma aliança bela e delicada, feita de ouro, prata e safiras, brilhava. A elfa sentia uma lágrima escorrer dos seus olhos “Não sou nenhuma dama, não preciso de muito, nem de todo o ouro do mundo pode me fazer feliz se não estiver comigo Damien, mas se o que me pede é tempo, então eu lhe concedo, só quero que saiba, que irei sentir sua falta a cada segundo que estiver longe de mim. Se não retornar, saiba que está me roubando a única coisa que me resta. Meu amor” O meio-dragão sorri, e coloca a aliança no dedo anelar direito dela. “Eu prometo voltar assim que terminar minha jornada, e começaremos o nosso caminho juntos” Ele sorri, e segura a elfa próxima a ele, deixando a noite ser a única testemunha deles.

    >>>>>><<<<<<


    A aurora do dia seguinte a festa no navio Pomona era apreciada pela dona dos longos cabelos ruivos. Ela suspirava, olhando para o além do oceano, com um sorriso triste no rosto. “Não sou nenhuma dama, não preciso de muito, apenas você ao meu lado. Termine de uma vez essa maldita jornada e me encontre de uma vez meu amado, ainda estou te esperando” Ela diz para os ventos do mar, reafirmando sua promessa, imaginando apenas como estaria o meio-dragão. Se virando, a elfa teve uma ideia que talvez não fosse agradar a muitos, mas ela estava se sentindo melhor do que nunca.

    Correndo em direção do camarote dos ‘Desbravadores’, ela saiu travessa, com a sua aliança a brilhar com os raios de sol.

    Hellkite
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    Re: Crônicas de União

    Mensagem por Hellkite em Sex Jan 06, 2017 12:35 am

    Iyue, fantastica a sua historia! Tem o dom da escrita, assim como o do desenho! Especialmente a passagem em que Rubra faz as pazes com Damien, igualzinho ao seu post com Messina... Deu uma profundidade maior para a sua elfa, ao mostrar que foi uma atitude que ela aprendeu com seu noivo. Tambem amei o seu desenho com os desbravadores, Moonbeam, Vorpal, Messina, Dustan e Rubra.

    Fico extremamente feliz e realizado, ao ver a dedicação com que voces, jogadores, tem com meu cenario, que aos poucos esta se tornando de voces tambem, enfim se tornando nosso cenario. Estamos juntos criando e contando historias, e por que nao dizer vivenciando um mundo de fantasia, nos divertindo e nos emocionando.

    Adoro romance, Iyue! Mas cuidado que tambem gosto de tragedias, kkk! Este meio-dragão Damien me da ideias interessantes...

    PS: Ah sim, adicione o anel magico +1 para o seu inventario. O anel ao ser forjado não era magico, mas como Damien, por ser meio-dragão, era meio-mágico, conseguiu atraves do seu amor e desejo de proteger encantar o anel.
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    Re: Crônicas de União

    Mensagem por Iyue em Sex Jan 06, 2017 8:49 am

    Hahaha Embarassed não tenho dom não, mas admito que me divertir bastante escrevendo essa crônica mesmo ela tendo ficado um tanto longa, e fico feliz que tenha gostado. Era para ter saído antes daquele post, mas eu fiquei enrolada com o detalhamento do desenho final hahahaha Ainda bem que ficou claro com quem ela aprendeu a ser uma pessoa um pouquinho melhor XD

    Vixiii, assim não vale, to curiosa, quero saber o que vai acontecer hahahaha Mas fique a vontade para usar os NPCs que eu criei. Se precisar de imagens só mandar um aviso hahahaha

    Yay! Vou add lá =)
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    Re: Crônicas de União

    Mensagem por Shmul em Sex Jan 06, 2017 10:32 am

    Wow, que caprichosa. Ficou bom demais, Iyue. Ainda bem que eu postei antes, senão ficaria com vergonha de postar devido a simplicidade do meu "conto". hahaha
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    Re: Crônicas de União

    Mensagem por Shmul em Sex Jan 06, 2017 10:32 am

    Vale um anel +3, pelo menos. hahahha
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    Re: Crônicas de União

    Mensagem por Hellkite em Sex Jan 06, 2017 11:07 am

    Vale uma ascenção a divindade! Rosa Rubra, deusa dos bardos! Alias, Rubra esta com toda pinta de barda, esta no sangue!

    Como curiosidade, o Moonbeam e o Byron ja apareceram nas aventuras do Delvar (Shmul) e Toshiharu (Gaijin). Agora os dois estão nas aventuras da Rubra (Iyue) e do Dustan (Gakky).
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    Re: Crônicas de União

    Mensagem por Shmul em Sex Jan 06, 2017 11:09 am

    Mal sabem que o Vojta se foi. )=
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    Re: Crônicas de União

    Mensagem por Iyue em Sex Jan 06, 2017 11:11 am

    Obrigada Embarassed Pfffft Rubra é musa dos Bardos bebados de todas as tavernas, e pesadelos dos bolsos deles também hahahahaa Sangue de bardo e alma de ladina XD

    Será que no final os grupos se encontraram? xDD
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    Re: Crônicas de União

    Mensagem por Hellkite em Sex Jan 06, 2017 11:15 am

    Quem sabe... A ligação entre os grupos ja existe, só falta a oportunidade. Vojta era do grupo original de Byron, e morreu lutando contra um Otyugh ninja, kkk! Morreu heroicamente, como todo meio-orc guerreiro gostaria de morrer. Byron e Moonbeam gostavam de Vojta, e ficariam muito tristes se soubessem do ocorrido.
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    Re: Crônicas de União

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