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Capítulo 4: Imprevistos

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Elminster Aumar
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Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Elminster Aumar em Seg 16 Jan 2017 - 22:18



Capítulo 4: Imprevistos


O Vaporeiro pousou no teto de um prédio de cinco andares, uma das maiores construções da cidade que Anna avistou em sua posição privilegiada. Aquele era o Hotel Burton. Em seu teto havia uma parada de pouso para dirigíveis, balões e outros meios de transportes aéreos. Lá de cima eles viam toda a grandiosidade do terreno, que compreendia um enorme lago e uma passarela para se atravessá-lo ao meio. Eles foram recebidos por funcionários do hotel. Anna precisou apenas apresentar os seus documentos para que todos fizessem saudações entusiasmadas à sua chegada. Antes que os funcionários levassem-nos até os seus respectivos quartos, o Sr. Scoresby se aproximou de Anna e comentou em tom de despedida:

- Eu ficarei por aqui mesmo, Anna. Tenho que conduzir o dirigível até a garagem, e bem... é provável que eu e Sucata durmamos ali mesmo. O luxo todo desse hotel não me pertence. Se a gente não se esbarrar por aí, com certeza nos reencontraremos durante a festa na casa do prefeito.

Independente de qualquer argumento que Anna pudesse usar, o Sr. Scoresby estava determinado em sua posição. Ele se despede de Anna e de seu guarda-costas, que por sua vez, são levados até os quartos. No interior do prédio todas as mobílias e decorações pareciam ser do material mais caro e refinado que pudesse existir, uma realidade que aparentava ser muito distante de todo o resto da cidade. Os quartos eram igualmente luxuosos, e Anna ficou contente em avistar um gramofone em cima de uma mesa em seu dormitório. Uma porta de vidro levava até a varanda coberta, onde ali mesmo havia uma piscina privativa. Embora pequena, dava para contemplar toda a vista que o quinto andar oferecia enquanto aproveitava as águas aquecidas à gás da piscina.

Ratchford foi levado até o primeiro andar, provavelmente num quarto menor e com menos recursos, devido a diferença de posição entre ele e a filha do barão de Ellsporth.

À noite se passou tranquila. Após alguns dias de adrenalina a bordo do dirigível do Sr. Scoresby, Anna finalmente pôde dormir numa cama boa e sem maiores preocupações. No dia seguinte, ela e Ratch tomaram um café da manhã no refeitório da hospedaria. Eles não precisavam se preocupar com gastos, pois tudo estava pago pelo prefeito, inclusive o passeio que eles fariam naquele dia. Anna e Ratchford se encaminharam até um dos pontos em que passavam os bondes. Eles fariam um tour pela cidade, conhecendo as mais diferentes regiões de Vicari. Numa cidade de médio para grande porte como Ellsporth seria impossível conhecer tudo num só dia, mas este não era o caso daquela cidade em ascensão. Os dois embarcam no bonde, junto de outras pessoas, a maioria hóspedes do Hotel Burton. Um desses hóspedes sentou ao lado de Ratchford, e quando o bonde tomou partida, ele procurou a atenção de Anna para se apresentar.

- Com licença, madame - disse o homem todo pomposo. Ele estava bem vestido numa espécie de terno, tinha a barba feita e o cabelo liso e penteado. - Eu gostaria de me apresentar. Me chamo Buck Heffren. Eu não pude deixar de notar a sua beleza nos saguões do hotel. Você é nova na cidade? E, desculpe-me se eu estiver fazendo muitas perguntas, mas você é uma das convidadas do prefeito para a festa, não é?

Ratchford estava entre os dois, e apenas Anna percebia como seus músculos haviam se retesados levemente com a audácia do homem em falar com a sua protegida como se ele não tivesse presente na conversa. O bonde virava o quarteirão naquele momento.



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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Luxi em Qui 19 Jan 2017 - 22:47

Na noite anterior, a filha do barão agradeceu muito o amigo de seu pai, com doçura e gentileza. Entendia por que ele gostaria de sair, embora pudesse pagar por sua estadia se fosse necessário, ela mesma já queria ir embora no instante em que pousaram na cidade. Fez com que ele prometesse, mesmo sem que ele soubesse, que a levaria para passear na cidade e explorar pontos interessantes. Depois, abriu um sorriso maroto para o guarda-costas e tudo seguiu normalmente.

Embora fosse uma jovem enérgica, Anna fez algo pouco habitual, que foi dormir pouco depois de tomar banho, que foi regido por uma rara música lenta no gramofone, nem fazia ideia do quanto estava cansada. Tinha planos de explorar o hotel e perambular por aí, mas cedeu facilmente assim que os músculos relaxaram com água quente.
Os sonhos da garota foram pequenos flashes misturados da batalha que tiveram misturados com toques surrealistas que apenas a mente humana trabalhando para organizar-se poderia fazer.

No dia seguinte, pediu para o serviço do hotel que lavasse e passasse as roupas que sofreram com a viagem.

Assim, adaptou seu visual com o lugar urbano e utilizou uma calça justa com uma blusa bufante bem trabalhada. Seus cabelos loiros estavam parcialmente presos em um coque alto, deixando madeixas caírem ao lado do rosto. Tinha sua arma guardada consigo e a bolsa para passear.

Perguntou a Ratchford como tinha sido sua noite e o incomodou antes de entrarem no bonde com perguntas sobre os detalhes de como era seu quarto, preocupada se era realmente confortável e se estava sendo bem tratado.

Ao ser abordada no bonde, não escondeu a surpresa. Parte de si estava enaltecida por ser abordada, mas a outra não tinha saído de casa com esse tipo de intenção ou sua "máscara de festa", então demorou alguns segundos para ativar a etiqueta e deixar a garota aventureira de lado.

- Ah - sorriu, sem graça - Como é gentil, senhor Heffren! - baixou o olhar, charmosa - Como as notícias correm neste lugar! Sim, tem razão. Sou uma das convidadas. Eu me chamo Annalise Belgarten, sou filha do barão de Ellsporth - comentou sabendo que aquele tipo de introdução não era esnobe para o tipo de pessoa que ele provavelmente era, mas mais um cartão de visitas que indicava como ele deveria tratá-la e também uma resposta prática para todo o resto, como, por exemplo, que tinha sido enviada pelo pai. Então ela o observou com um semblante alegre, mas na verdade só queria descobrir logo se aquela pessoa era do tipo mal intencionada.
Elminster Aumar
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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Elminster Aumar em Sab 21 Jan 2017 - 13:08



Em relação ao quarto em que Ratchford pernoitara, Anna não tinha muito com o que se preocupar. Era verdade que o seu dormitório era muito menos luxuoso do que o dela - não tinha piscina privativa nem um cômodo tão grande - porém ainda assim era o melhor quarto de hotel que o seu guarda-costas já dormira. Ratchford dissera, em poucas palavras, que estava tão cansado da viagem que dormiu assim que tirou suas pesadas vestimentas e deitara na cama.

O momento agora era outro, e Annalise se via conversando com Buck Heffren, que de certo modo se parecia muito com os tipões da nobreza que havia em Ellsporth. Ele era todo modos e gentilezas, cujo sorriso de dentes perfeitamente brancos aparecia fácil em sua boca. Aparentemente ele não percebera o desconforto da Anna com aquela situação.

- Que grande honra conhecê-la, senhorita Belgarten - disse o homem depois que conseguiu se recuperar da surpresa. Com uma expressão de felicidade, ele estendeu o braço para cumprimentá-la. Novamente ele ignorava Ratchford, como se o guarda-costas não fosse uma pessoa que merecesse qualquer atenção. - Eu por acaso estava na sacada do hotel quando vi um dirigível pousar no teto. Curioso como sou, eu fui perguntar sobre quem viera naquele transporte.

Ele riu, como se aquela situação fosse engraçada. Ratchford olhava apenas para frente, evitando ter qualquer contato visual com o homem.

- O meu pai é dono do Banco Alfa - disse Heffren, sustentando a conversa -, talvez você já tenha ouvido falar dele, é o principal banco de Vicari. Obviamente nós dois estaremos na festa do prefeito. Mal vejo a hora de chegar este dia.

E essa hora não demoraria a chegar. A festa estava marcada para a noite seguinte. O homem deu uma olhada para a janela do bonde, fez um aceno para alguém que estava passando na rua, embora Anna não tenha visto quem era, e disse:

- Com licença, madame. Este é o ponto em que eu devo descer. Espero poder tirar você para dançar amanhã.

Ele sorriu novamente. Então, ele apertou o botão para pararem o bonde e desceu. Ratchford imediatamente se voltou para Anna e fez uma pergunta franca.

- Você gostou dele, não gostou?



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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Luxi em Sab 21 Jan 2017 - 16:41

Annalise não demonstrava ter qualquer preocupação com a forma como seu guarda-costas era tratado. Primeiro, porque sabia que ele só estava sendo profissional e achava que ele não se importava nem um pouco com aqueles nobres. Depois, porque sabia muito bem como lidar com nobres daquele tipo, e seguir a músicas era uma das regras. É claro que já o detestava por essa atitude, mas ele definitivamente não precisava saber e não era difícil sofrir para sua boa aparência e cumprimentá-lo de volta.

- Foi uma grande entrada, não é mesmo? Meu pai é um homem apaixonado por máquinas - riu de volta, sem nunca desgrudar os olhos do rapaz. Era bonito, não podia negar.

- Oh, é mesmo!? - fingiu surpresa e admiração pela menção do banco. Afinal, era essa a intenção dele em mencionar tal fato. - É um prazer conhecê-lo. Será ótimo ir a festa sabendo que encontarei um rosto conhecido - sorriu, agradável - Estarei esperando. - e assentiu para que saísse.

Sua máscara social só caiu segundos depois que a porta fechou. Quando a postura se desfez e pôde olhar Ratchford.

- É bonito - respondeu com franqueza, mas era só isso. A testa franziu por um breve instante que a fez pensar por que ele teria feito uma pergunta pessoal daquela e responder de pronto para si mesma que não havia nada demais, mas era uma oportunidade tããão boa para incomodá-lo. Um sorriso maroto surgiu em seu rosto, mas ela não disse nada. Apenas ficou olhando daquele jeito acusador, esperando que ele falasse.
Elminster Aumar
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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Elminster Aumar em Seg 23 Jan 2017 - 21:42


O homem que saíra do bonde parecia ter caído direitinho nas palavras e gestos de Anna. Ratchford, por algum motivo, não tinha ido com a cara dele desde o primeiro momento, e sua cara de desgosto só piorou quando ouviu Anna responder que Buck Heffren era bonito. A garota ficou encarando-o, esperando que o seu guarda-costas dissesse mais alguma coisa, mas Ratchford simplesmente não falou nada. Ele assentiu com a cabeça, sem emoção, e olhou pra rua, aparentemente fingindo algum interesse nas calçadas de Vicari.

O bonde voltou a se locomover pelos trilhos, e quando ia começar a ganhar velocidade, Ratchford gritou.

- ANNA, CUIDADO!

O guarda-costas teve tempo de reação de se jogar para proteger Anna enquanto o som de uma explosão ensurdecedora era ouvida e mais do que isso... ela era sentida por todo o bonde. A explosão atingiu a lateral do transporte com uma força violenta, bem próximo da janela em que Anna estava sentada, fazendo o bonde se virar... Ele caiu pro lado contrário, Anna estava envolta aos braços de Ratchford, portanto ele conseguiu amenizar bastante a queda de Anna quando o transporte tombou pro lado, para fora dos trilhos. Tudo acontecera muito rápido. Os dois caíram sobre os outros passageiros, houve gritos de dor misturados a gritos de pânico. Ratchford estava consciente, era um homem duro e não cederia tão fácil, mas ele estava muito mais machucado do que Anna.

- Fomos atacados - disse Ratchford. - Temos que sair daqui.

Algumas pessoas ainda tentavam entender o que tinha acontecido, outras se recuperavam da queda, e ainda havia aquelas que alastravam pânico, dizendo que deviam sair dali antes que o bonde explodisse. Ratchford tentava se levantar em meio aos assentos e às outras pessoas, ajudando Anna também no processo, e foi quando eles ouviram a voz de Buck Heffren.

- O que aconteceu aqui? Senhorita Anna, você tá bem? - ele gritava do lado de fora.

Instantes depois, a porta na lateral do bonde é aberta e então surge o rosto de Buck Heffren. Ele desce com certa destreza, chega até Anna e quando ele ia ajudar a levantá-la, Ratchford dá um empurrão nele.

- Se afaste dela - diz Ratchford em tom ameaçador.

Buck Heffren levanta as mãos.

- Epa, calma aí cara. Estou apenas tentando ajudá-los. Vocês estão bem?

Ratchford não responde. Ele olhava para a porta de saída, que estava acima deles. Eles teriam que escalar pelos assentos para sair dali. Buck Heffren parece ter encontrado a bolsa de Anna caída ali perto e a devolve para a sua dona. Os demais passageiros também tentavam subir para alcançar a porta, mas havia muitos corpos para um espaço apertado e a confusão estava feita.

- O que você veio fazer aqui? - Ratchford vociferou para Buck, que respondeu.

- Eu estava indo me encontrar com o meu colega quando ouvi o som da explosão. Vim correndo ver o que tinha sido atingido e então vi que era o nosso bonde. Estou aqui pela senhorita Anna.



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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Luxi em Ter 24 Jan 2017 - 1:10

Annalise mal teve tempo de reagir, apenas gritou junto com a multidão e quando viu estava protegida no chão, amortecida pelo guarda-costas ferido.
Ergueu o rosto, encontrando-o com olhos esverdeados arregalados. Não entendia o que estava acontecendo, apenas estava assustada. Nada parecido já tinha acontecido com ela, exceto pela viagem pelos ares.
Sua mente foi guiada pela explicação de Ratchford e ela concordou com a cabeça sobre sair de lá. Mais uma vez nunca fez tanto sentido ter um guarda-costas. Balbuciou alguma coisa entre "obrigada e você está bem", mas não saiu nenhum dos dois.
Ela tentou levantar-se como podia, olhando em volta ainda atordoada. Não saberia o que fazer se não estivesse acompanhada. Quando Buck reapareceu, ficou surpresa com a reação de Ratchford, mas confiava completamente no instinto dele. Mais do que isso: em um momento como aquele só conseguia confiar em quem já conhecia.

Para resolver o impasse com educação, ela se levantou sozinha como pôde. A mente começava a absorver o que tinha acontecido.

- Eu estou bem, obrigada - anunciou para ambos, batendo as mãos na roupa. Olhou Ratchford, tendo a certeza de que ele não estava muito.

- Obrigada pela gentileza, senhor Heffren - disse sem sorrir, mas pegou de volta a bolsa com educação. A preocupação falava mais alto. Olhou mais uma vez para seu companheiro de viagem. Estava realmente preocupada, já que ele tinha sido ferido pouquíssimo tempo atrás e essas coisas abriam em impactos fortes, não?

- Vamos só sair daqui, tudo bem? - pediu aos dois e olhou em volta pensando em uma maneira de sair.

Sem pedir ajuda para ninguém, ela tentou subir no assento mais próximo, mas a quantidade de pessoas era assustadora. Estava muito desconfortável diante daquelas pessoas em pânico, se possível, empilharia malas para isso, mas não tentou de nenhuma forma avançar nelas e ganhar o direito de subir primeiro. Apenas queria tentar fazer isso sozinha para não criar atrito entre os dois.
Elminster Aumar
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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Elminster Aumar em Seg 30 Jan 2017 - 21:46


Enquanto o clima entre Ratchford e Heffren permanecia tenso, Anna tentava saltar para fora do bonde caído por conta própria. Ela era pequena e ágil, de modo que conseguiu passar pelos demais passageiros sem grandes dificuldades e subir até a porta. Ela preciso usar toda a força que tinha nos braços para se pôr do lado de fora. A primeira coisa que reparou em cima do bonde foi que o grande número de pessoas que estavam na rua. Muitos curiosos haviam saído de suas casas para ver o que havia acontecido, e ao mesmo tempo, guardas próximos ao local se amontoavam sobre os trilhos e faziam uma cerca viva ao redor do bonde para não deixar que ninguém se aproximasse. Um dos guardas, inclusive, havia acabado de subir em cima do bonde, e ele agora estendia os braços para socorrer as demais vítimas do possível atentado.

Anna foi orientada a descer do bonde, sendo ajudada por outros guardas locais, todos humanos. Instantes depois, Ratch e Buck Heffren se juntaram à ela. Ratchford se posicionou bem próximo de sua protegida afim de não deixar Heffren chegar muito perto dela. Mesmo assim o homem tentava se comunicar com ela.

- Senhorita, se você quiser eu posso levá-los a um hospital - disse Buck, estendendo a gentileza ao guarda-costas, que estava visivelmente bem mais machucado do que a própria Anna. - Por favor, deixe-me ajudá-los.

Os curiosos e as pessoas que iam sendo resgatadas do bonde não paravam de fazer perguntas sobre o que havia acontecido. Os guardas disseram que viram um homem correndo por um beco logo após o som da explosão e que guardas foram enviados para capturá-lo e interrogá-lo. Ratchford se colocou um passo à frente de Anna e encarou Buck.

- O que você viu? Responda!

O guarda-costas parecia ainda alterado, fora de seu tom costumeiro. Sua fala foi em tom de ameaça.

- Eu não sei, apenas ouvi a explosão. Aparentemente foi uma granada arremessada contra a lateral do bonde. Eu sei que vocês são novos aqui na cidade, então talvez não saibam bem a situação que estamos passando... Ontem a noite foi uma das piores noites de Vicari. Houve uma grande rebelião liderada pelo sindicato dos operários, houveram diversos confrontos pela cidade entre os manifestantes e os guardas. O que acabou de acontecer agora ainda é um reflexo de ontem. Não está mais seguro caminhar pelas ruas, especialmente em região nobre.

Se Ratchford ficara satisfeito com a resposta, ele não demonstrou. Simplesmente se virou para Anna e disse:

- Acho melhor voltarmos ao hotel.


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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Luxi em Ter 31 Jan 2017 - 8:18

Passado o choque, começou a entender melhor o que tinha acabado de acontecer. Seu coração já não pulsava loucamente e agora que estava fora do bonde virado, tudo fazia mais sentido.

Não estava mais curiosa com o ocorrido do que preocupada com o estado de saúde. Sua mente fazia um cálculo simples que não a deixava desesperada: "Está tudo bem agora? Sim. Então tudo bem"

As pessoas estavam feridas, mas não tinha visto nenhum corpo. Então tudo seguia.

Quase recusou a ajuda de Buck, mas ele parecia querer ajudar o guarda-costas também. Quando ia de encontro a Ratchford de forma amável e preocupada, ele mesmo se posicionou a frente dela a assustou um pouco ao reagir tão alarmado com o nobre.

Tudo bem, eles não tinham ido com a cara um do outro e, no momento da explosão ela tinha comprado essa briga pensando que ele era o responsável, mas estava tentando ajudá-los agora, não era? Ela puxou a roupa dele que cobria o braço, como forma de chamar atenção e o olhou confusa, com aqueles olhos verdes-cinzentos bem arregalados, perguntando o que estava acontecendo, sem de fato dizê-lo.

Logo soltou quando Buck começou a falar, embora a expressão continuasse surpresa, diante do que estava ouvindo. Então a cidade não era só feia por fora, mas era toda errada. Não por menos tinha aquele clima morto.

- Eu não sabia... - deixou escapar, imaginando o caos que existia na cidade. - Qual o motivo da rebelião? Eu entendo que uma relação de empregador e operário não seja das melhores, mas o que os fizeram chegar nesse ponto?

Estava muito interessada, de forma até inocente, como se fosse um caso simples de "bem e mal". Então Ratchford falou e ela o olhou indignada mais uma vez.

- De jeito nenhum, você está machucado! Por favor, senhor Heffren, pode nos indicar um hospital? Lá é seguro, não é?

Estava exercendo seu poder de filha do contratante, mas ainda era inocente como sempre, achando que um hospital estaria livre de qualquer tipo de ataques.
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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Elminster Aumar em Qui 2 Fev 2017 - 21:39


Quando Anna puxou a camisa de Ratchford para chamar-lhe a atenção, o guarda-costas se virou em sua direção mas não conseguiu olhar para aquele belo par de olhos de sua protegida por muito tempo. Era como se ele quisesse falar algo mas soubesse que o momento não era nada propício. O foco mudou quando Buck disse sobre a rebelião, alimentando o interesse de Anna em querer saber os detalhes daquilo. Heffren tentou explicar em poucas palavras.

- Um dos motivos, senhorita, é a festa que participaremos amanhã - disse Buck Heffren, como se ressentisse por esse fato e ele fosse culpado por aquilo. - A situação não anda nada fácil por aqui, as leis trabalhistas são falhas e muitos empregados se sentem insatisfeitos com a quantidade de horas que trabalham em relação aos lucros que ganham. Estamos vivendo um período de crise, senhorita Anna. Você consegue imaginar como as classes mais baixas ficaram furiosas quando vazou a informação de que o prefeito iria dar uma festa luxuosa em sua mansão. Mas não é nada que você deva se preocupar para amanhã, senhorita.

Aquela última frase havia deixado Ratchford ainda mais furioso.

- Ela não deve se preocupar? - perguntou, repetindo a pergunta logo em seguida conforme elevava o seu tom de voz. Anna nunca o havia visto tão nervoso antes. - ELA NÃO DEVE SE PREOCUPAR? ELA QUASE MORREU AGORA POUCO VÍTIMA DE UM POSSÍVEL ATENTADO!

Os ânimos do guarda-costas estavam alterados, mas ele diminuiu o tom quando ouviu da própria boca de Anna que eles tinham que ir ao hospital. Ratchford não concordava com aquilo, mas ele jamais iria questionar as decisões de sua senhora. Buck Heffren se mostrou bastante aliviado quando viu o homem à sua frente se afastar para longe da conversa. Em seguida, Buck indica um hospital na cidade onde os dois poderiam ir, oferecendo-se para levá-los até lá.

- Esse hospital é totalmente seguro, senhorita Anna. É o melhor que temos a nossa disposição - assegura Buck.

O trio se dirige então ao hospital. Ratchford não falou mais nada durante o caminho todo, se mantendo com a cara fechada. Eles são atendidos pelas enfermeiras. Anna é examinada rapidamente e logo é liberada. Ratchford iria precisar de cuidados médicos, e portanto ficaria mais tempo na sala de hospital. Ele teria que passar pelo menos a noite lá para se recuperar totalmente dos ferimentos. Buck se mostrou solícito à Anna para qualquer coisa que ela precisasse, pagou inclusive um almoço para ela dentro do hospital, mas logo depois ele alegou que tinha compromissos e teve que ir embora. Anna estava na sala de espera fazia já duas horas quando chegou uma moça no local. Ela era alta, cabelos louros assim como os de Anna, andava numa postura ereta e estava bem vestida. Seus braços eram envolvidos por longas luvas brancas que chegavam um pouco depois dos cotovelos. Ela usava óculos e tinha um ar de eficiência. A mulher estendeu a mão para Anna, à fim de cumprimentá-la, enquanto se apresentava.

- Madame Lavínia. Sou secretária do prefeito Cornélius e você deve ser Annalise Belgarten, filha do senhor Belgarten de Ellsporth. É uma honra conhecê-la e devo dizer que nunca imaginaria encontrar você pela primeira vez dentro de um hospital. O prefeito já sabe do que aconteceu e lamenta profundamente o episódio. Para compensar o que vocês sofreram, o prefeito está convidando-os a virem jantar na Casa da Prefeitura hoje a noite. Mesmo que o seu guarda-costas não possa ir, ele ficará encantado em conhecê-la antes da festa.


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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Luxi em Seg 6 Fev 2017 - 14:52

Anna não ficou nada satisfeita de saber que estava indo a uma festa que era a causa de todo o reboliço entre os manifestantes. Não participaria daquilo, se não estivesse ali somente para representar o pai, que não se importava nem um pouco com aquele tipo de "sub problema". Ela assentiu, chateada e deixou passar por ora. Bem que tinha sido avisada para tomar cuidado com o prefeito. Ele não era exatamente uma boa pessoa, afinal.

Arregalou os olhos de novo quando o guarda-costas se alterou e o observou assustada, mas ao mesmo tempo pedindo silenciosamente que ele retomasse a compostura, voltando o assunto para sua saúde.
Assim, foram ao hospital, onde ficou sentada na sala de espera bastante preocupada e aceitou almoçar com o jovem Heffren, tentando distrair-se um pouco. Foi bem amável e ficou agradecia pela atitude.

Passou o resto do tempo lendo o que estivesse disponível no local, mas não deixaria o hospital até ter alguma notícia mais conclusiva. Afinal, enquanto estivesse lá, pelo menos havia uma garantia de que poderia pagar por procedimentos ou manter o bom tratamento dele.

Quando a loira chegou, ela a cumprimentou em pé, com um olhar bastante curioso e confirmou ser filha do barão. Já era hora de alguém aparecer para poder conversar.

- Hoje à noite? Que gentil. Seria um prazer - mentiu com um sorriso. A ideia de deixar o hospital sem Ratchford a incomodava muito, principalmente depois de quase ter sido explodida junto com ele. - Diga que agradeço muito e comparecerei. A que horas será o jantar?

Quando aquela conversa acabasse, precisava perguntar ao médico qual era a previsão de alta de Ratchford e deixar por escrito um recado para entregarem a ele e também onde eles poderiam acioná-la caso algo desse errado.

Também precisaria voltar mais cedo para casa, para se arrumar, e olhar dez vezes para o lado antes de fazer qualquer coisa na cidade. Era a primeira vez que estaria sozinha em uma cidade realmente perigosa.
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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Elminster Aumar em Qui 9 Fev 2017 - 20:53


A secretária do prefeito informou que o jantar seria às 8 horas da noite. Logo em seguida ela se retirou, deixando Anna sozinha no hospital. A garota procurou saber dos médicos quando Ratchford teria alta, e foi confirmado que ele só seria liberado no dia seguinte. Apesar de ter sofrido ferimentos leves decorrentes da explosão, os médicos estavam precavidos em relação a alguns cortes que não estavam totalmente cicatrizes. Anna sabia que esses cortes profundos eram devidos a luta contra os farrows.

Ela resolveu voltar para o hotel, onde poderia trocar de roupa e se arrumar para se encontrar com o prefeito. Para a sua sorte, o hotel, o hospital e a mansão do prefeito ficavam muito próximos um do outro, pois todos faziam parte da região nobre de Vicari, ao centro da cidade. Já tinha começado a escurecer quando Anna terminou de se arrumar. Ela agora iria para a Casa da Prefeitura, mas antes, daria uma passada no hospital, já que era meio caminho andado, apenas para perguntar sobre o estado de saúde de seu guarda-costas. Ratch estava apresentando melhoras significativas, mas ainda não seria liberado do hospital. Quando a garota retornou para a recepção, uma das enfermeiras do local veio em sua direção e lhe disse que havia um homem sentado num dos bancos que queria falar com ela.

Foi então que Jack Quinzel e Annalise Belgarten trocaram olhares pela primeira vez.


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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Shady Dope em Sex 10 Fev 2017 - 4:28

Jack respondeu com surpresa a ausência de Annalise no hospital, mas foi convencido a esperar pela garota ali mesmo no hospital. O gatuno não iria esperar por muito tempo, afinal, agora ele era responsável também pela segurança da filha do barão, uma estrangeira na cidade de Vicari. Por sorte, não ficou com a bunda no banco por muito tempo até que uma movimentação fora percebida na recepção. A enfermeira falou algo com a garota, que na verdade já era uma mulher, e os olhares vieram em direção de Jack. Era claro que a enfermeira estava falando dele, então aquela era Annalise Belgarten.

O gatuno se levantou do banco, puxou seu sobretudo para conformá-lo nos ombros, ajeitou as diversas golas que suas vestimentas possuíam e se apoiou sobre a bengala com cabo adornado com a figura de uma Harpia banhada em prata e bronze, um acessório que sempre mantinha por perto. Não era diferente com a cartola, mas esta o gatuno retira em educação antes de se apresentar. Jack cultivava um cabelo castanho que era curto atrás, mas com uma franja comprida que jogava para trás, dando impressão que seu cabelo era mais longo do quê realmente era. A barba por fazer não era uma opção, as vezes apenas não dava tempo para fazer. Uma cicatriz na bochecha esquerda marcava a curta barba, e uma cicatriz oblíqua na sobrancelha direita deixava claro que Jack era um homem acostumado ao combate, pelo menos era a impressão que dava pela expressão tão jovem já estar marcada daquela forma.

Rosto de Jack:

- Boa noite Senhorita Annalise Belgarten. - O gatuno fez uma reverência à nobre mulher após se aproximar. - Estou aqui em nome do Prefeito Cornélius para acompanhá-la até o jantar. - Jack não fez uso do documento entregue a ele, não havia necessidade de mostrar no momento, e talvez não houvesse depois.
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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Luxi em Sex 10 Fev 2017 - 9:32

Anna tinha voltado para o hotel porque não podia simplesmente se apresentar na casa do prefeito com aqueles trajes sujos. A verdade é que não queria nem ir à festa principal, quanto mais ir a um evento social mais fechado, mas a situação tinha se encaminhado para isso.

Trajava um vestido reto em um tom entre o bege e o branco, decorado por rendinhas sobrepostas criando movimento.

Ficou satisfeita de saber que médicos cuidavam dos outros ferimentos de Ratchford e mais tranquila de saber que ele estava bem. Imaginava que ele é que surtaria ao descobrir que a "mocinha" tinha "fugido" na menor oportunidade e na única vez a contragosto.

Estava começando a preparar o psicológico para enfrentar o tal do jantar, quando descobriu que havia mais uma pessoa no hospital procurando por ela. Será que não podiam simplesmente deixá-la em paz?

Olhou com surpresa para o homem que se aproximava. Inutilmente tentou puxar da memória quem seria, mas em uma cidade como aquela isso não adiantava de nada. Da bengala às cicatrizes, a princípio ficou confusa sobre como deveria agir, mas a máscara mais fácil era sempre a do sorriso adorável de quem está sempre pronta a encontrar alguém importante. Segurou a bolsa de mão na frente do corpo.

Não aparentava ser muito diferente do que se esperava de uma nobre e até cheirava a jasmim. Seus braços eram finos e silhueta disfarçada pelo corpete em um verde apagado com flores bordadas em um tom mais escuro.Tinha a pele clara e cabelos loiros, organizados em um penteado alto, que ainda permitia mechas onduladas simularem uma franja dividida cobrindo parte do brinco. O rosto era um clichê de olhos esverdeados, cílios curvados e lábios superiores mais finos.

Imagens de referência:

-

Então não tinha se tornado popular de repente na cidade, era apenas uma gentileza do prefeito, ciente do perigo que era andar na própria cidade. Além de agora ter uma companhia até o local, sentiu um alívio inocente por enfim saber que era apenas um contratado de Cornélius, pois preferia lidar com gente "normal". Um simples empregado? De jeito nenhum ... Um guarda-costas talvez? Com certeza faria uma piada a seu próprio por causa disso.

- Ah, mas que gentileza. Muito obrigada, senhor... - deixou no ar a deixa para que ele completasse com seu nome, sem pedir nenhum tipo de documento. Nem chegou a imaginar que ele poderia ser um bandido ou sequestrador, motivo pelo qual se provava ser necessário ter um guarda-costas.
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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Shady Dope em Sex 10 Fev 2017 - 18:09

A figura de Annalise remetia muito ao o quê seria Myra futuramente caso fosse educada da maneira que Delilah fora e que Abby gostaria, claro, faltava-lhe as sardas. Talvez Cornélius conseguisse fazer com que sua filha se tornasse "outra Annalise". Com a aproximação até a nobre, o perfume adocicado poderia ser apreciado a curta distância. Jack sorriu para Annalise quando ela o agradeceu.

- Jack... Jack Quinzel. - Completou o gatuno. - Infelizmente a senhorita não está conhecendo Vicari nos seus melhores dias... Ou está, depende do ponto de vista. De qualquer forma estou aqui para auxiliar na segurança da senhorita, então garanto que o quê aconteceu nesta manhã não voltará a acontecer. - Jack voltou a sorrir, as palavras eram apenas para confortar a nobre, nem ele poderia garantir a segurança de alguém nos dias loucos que viviam. Talvez Vivaldi. Mas Vivaldi não fazia esse tipo, se mantinha focado nos interesses da Irmandade.

O gatuno continuou acompanhando Annalise pelo hospital, e apenas pararia caso ela o pedisse diretamente.
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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Luxi em Sex 10 Fev 2017 - 18:52

- Existe alguém que acha que essa cidade está nos melhores dias? - Anna não perdeu a oportunidade para retrucar. Em seu pensamento simples não tinha como alguém ficar feliz com os ataques. Os nobres eram ameaçados e os trabalhadores sofriam muito. - De qualquer forma, eu agradeço. Tem sido um tanto... peculiar essa viagem. Você é daqui? Qual é sua opinião sobre o que tem acontecido?

Annalise ainda não sabia muito sobre ele então era bom não fomentar demais ou poderia ser mal vista pelo prefeito, que já não era a melhor pessoa que encontraria na cidade
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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Shady Dope em Sex 10 Fev 2017 - 19:25

- Quem acredita estar vivendo uma revolução provavelmente acredita que Vicari está vivendo seus melhores dias na história, almejando dias ainda melhores. - Jack respondia atenciosamente a questão levantada por Annalise. Voltou a colocar a cartola na cabeça enquanto continuou ao lado de Annalise. Os dois continuaram o diálogo, e Jack não se importava em responder questões políticas. Sempre lembrava que antes de ser um funcionário do prefeito, ele respondia primeiramente ao seu padrinho, homem cujos ideais Jack concordava. - Sim, nasci na região. Mais especificamente na área rural de Vicari. Mas já vivo aqui na área urbana faz um bom tempo. Viajei para algumas outras cidades maiores, então me tornei um homem urbano. Muito mais do quê do campo. - O gatuno responde a primeira questão de forma descontraída, queria ser uma companhia agradável para a nobre.

Já quando respondeu sobre as questões atuais de Vicari, não fora tão descontraído, mas também não quis levantar um clima pesado, apenas deu sua opinião de forma leve. - Minha opinião é que os trabalhadores estão cansados de serem explorados. Você escutando algumas histórias de vida, essas pessoas trabalham a vida inteira sem perspectiva de crescimento, trabalham apenas para sobreviver. Demorou para perceberem que a força dos seus trabalho estavam enriquecendo algumas poucas pessoas enquanto eles continuavam na miséria... - Jack não sabia qual era a opinião de Annalise sobre as revoltas, mas imaginava qual seria, afinal, ela fazia parte da nobreza que tinha algo a perder se aquilo virasse uma tendência. - Mas é claro que as coisas estão perdendo o controle. O prefeito não está muito disposto a dialogar, defendendo aqueles que o interessa. E os trabalhadores não tem nada a perder... Então, Vicari pode se tornar um campo de batalha em breve. - Antes que Annalise visse em Jack um revolucionário, o gatuno tenta escapar daquele esteriótipo. - Continuo fora dessas questões. Fazendo apenas o quê sou pago para fazer... Mas vai chegar um momento que não haverá mais espaço para neutralidade entre aqueles que fazem parte deste jogo. Seja o peão, ou a rainha. - Jack se da por satisfeito com a resposta à Annalise, deixando claro que uma hora ou outra, todos teriam que tomar um partido.
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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Luxi em Sab 11 Fev 2017 - 0:55

Annalise não tinha parado para pensar verdadeiramente no lado dos trabalhadores. Fazia julgamentos sem conhecimento prático nenhum. Tinha visto todos como vítimas no começo, não como revolucionários. Era um jeito completamente novo para ela de se pensar. Eles deviam então realmente estar orgulhosos. Ficou pensativa e assentiu. Aparentemente aquele homem tinha vivido um pouco dos dois mundos? Talvez bem mais. Ele viajava para outras cidades, sendo que ela, quando o fazia, era enfiada em um dirigível, depois em um casarão confortável com os mesmos rostos.

- Por acaso já esteve em Ellsporth? - desviou rapidamente o assunto assim que ele mencionou as viagens, empolgada, mas não se estendeu muito nisso, apenas armazenava informações.

Quando ele mencionou os trabalhadores, concordou em silêncio. Não podia sair gritando que concordava, então só preferia ouvir o que diziam. Compraria qualquer explicação que um homem "do povo" lhe desse. A opinião dele, que parecia ser uma pessoa vivida apesar de jovem, foi valorizada e parecia a "certa". Ela não pensava que era inimiga automática dessas pessoas e que cada peça de roupa sua valia mais do que muitos salários juntos. Ela terceirizava a culpa a pessoas como o prefeito, sem pensar que o seu pai também era um nobre, afinal ele era uma "pessoa boa".

Já sobre o posicionamento dele, lembrou um pouco a postura de seu guarda-costas. Parecia natural não querer agir contra seu empregador, mas mesmo assim ainda parecia um pouco frio. Ela se perguntou que tipo de serviço ele já teria feito em nome do prefeito, pela forma que ele falava ficava claro que seu empregador não tinha o menor escrúpulo para os pedidos. Mas teria ele essa frieza em nome de dinheiro? Até onde iria? Teve que engolir a curiosidade por enquanto.

Imaginava que não estaria mais ali quando a briga começasse, mas talvez não tivesse tanta sorte.

- O que vai fazer quando o prefeito estiver perdendo?

Era um jeito de perguntar até que ponto o dinheiro comprava a "neutralidade " dele.
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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Shady Dope em Seg 13 Fev 2017 - 7:30

- Ellsporth? Mas claro que sim! - Respondeu Jack com entusiasmo. - Geralmente é a primeira conexão que faço para algum outro lugar distante. Confesso que até hoje não me acostumei com os dirigíveis, prefiro manter os pés sobre o chão. - O gatuno não era um grande apreciador dos imensos veículos aéreos que se tornavam cada vez mais populares. Preferia ter certo controle sobre a situação em algum caso de acidente, e os dirigíveis não passava este tipo de segurança para Jack.

Quando fora questionado sobre sua posição no vindouro conflito de Vicari, Jack deixou escapar uma risada abafada, colocou as duas mãos sobre a bengala e fitou a nobre com um olhar penetrante. - Vou observar a queda do status quo sem nenhuma lamentação... - Jack respondeu sem dar maiores explicações. O gatuno estava sendo pago para manter a família de Cornélius e a nobre Annalise com vida, não para manter firme o governo do prefeito. Jack ainda lembrava o quão temeroso seu padrinho fora ao entregar esta missão para ele, então sabia que estava metido em sujeira e não tinha como se sair limpo.

Jack olhou para os lados apenas por hábito de procurar algum sinal que pudesse desconfiar daqueles que estavam presentes no local. Assim, antes de sugerir irem para o jantar, o gatuno fez uma questão relacionada a segurança de Annalise. - Desculpe a pergunta indelicada senhorita, mas... Você ou sua família tem algum ou alguns inimigos propensos a atentar contra sua vida?

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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Luxi em Seg 13 Fev 2017 - 14:06

O olhar foi parcialmente compreendido pela filha do barão, que sentiu um gelo na espinha. Nada garantia que estaria realmente em segurança com ele. Não por suas possíveis habilidades, mas porque a nobre fazia parte daquele universo que estava prestes a ruir e, se isso acontecesse enquanto estava na cidade, ela seria automaticamente considerada aliada do prefeito e sofreria qualquer tipo de ataque direcionado a ele, como provavelmente já tinha acontecido naquele dia mesmo. Além disso, aquele homem que nesse instante a protegia por obrigação, simplesmente assistiria à cena, sem remorsos, e partiria para um novo empregador. Não arriscaria sua vida por um estranho apenas por dinheiro. O que achava justo, mas ainda assim era chocante para ela. Será que estava julgando corretamente? Pensando bem, ele lembrava um pouco os ares de Peter, mas com muito mais elegância e firmeza.

Desviou o olhar desconfortavelmente, sabendo que tinha falado demais enquanto pensava sobre o assunto. Provavelmente tinha que tomar mais cuidado. Seguiu em silêncio até que ele fez uma pergunta e logo seu ar de desconfiada desapareceu. Era fácil manter uma conversa com ela - provando-se mais uma vez que realmente precisava de um guarda-costas.

A família Belgarten não tinha inimigos. Não que ela soubesse. Certo, nem todos deviam ser amigos de verdade de seu pai e mais da metade simplesmente queria se aproveitar ou desejava secretamente que ele morresse, mas achava que nunca tinham tentado matá-lo por isso. Ou talvez tivessem problemas e por isso o pai sempre fora preocupado com um guarda-costas? Sempre pensou que era apenas uma paranoia de seu pai, um capricho de pessoas ricas, não que realmente estava em risco. Havia Calista, que certamente a odiava, mas ela nunca atentaria contra sua vida, pelo menos não estava preparada para um plano mirabolante da madrasta.

- Acredito que eu e minha família tenhamos tantos inimigos quanto um cidadão comum com muitos "amigos" possa ter - sorriu de leve. - Acho que eu só tive a infelicidade de estar no lugar errado...
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Re: Capítulo 4: Imprevistos

Mensagem por Elminster Aumar em Ter 14 Fev 2017 - 21:06


Jack Quinzel e Annalise Belgarten tiveram uma conversa amigável enquanto se dirigiam à Casa da Prefeitura. Ao chegarem nos formosos portões de entrada, já com o céu escuro, Jack se deparou com uma drástica mudança. Os guardas que estavam fazendo a vigia do lado de fora dos portões foram substituídos por dois trolloides de dois metros de altura. Eram criaturas monstruosas e imponentes, trajados em sobretudos blindados e carregando fuzis com as mãos. A sorte dos dois é que havia um guarda passando por perto no momento e que reconhecera Jack, permitindo assim que os dois adentrassem os jardins. Tudo ali na parte externa da mansão era bonita, desde as flores no jardim até as fontes de água pontuadas por estátuas de pedra bem trabalhada. Anna não conhecia ainda a parte menos nobre da cidade, mas podia imaginar por tudo que lhe fora dito que havia um abismo de diferença entre os níveis sociais em Vicari. A parte nobre, ao menos, não devia em nada para a alta sociedade em Ellsporth.

Eles são recebidos pelo prefeito logo no saguão de entrada. Cornélius havia trocado de roupas, substituindo o roxo de antes por um traje decorado em tons de verde claro e escuro. Era a primeira vez que Anna via o prefeito de Vicari. Ele era um homem alto para os padrões, tinha um corpo atlético mas sem chegar a ser musculoso. Ele possuía um grosso bigode e sobre a cabeça, desta vez, estava usando um chapéu. Ele pegou na mão de Anna e beijou.

- Senhorita Anna, é um prazer recebê-la nesta casa. Estou feliz por você ter vindo na impossibilidade do senhor Belgarten de comparecer. Não precisa pedir desculpas por seu pai. Eu entendo os motivos dele e estou contente por ter o privilégio de conhecer sua filha. Sou Cornélius, como você já deve ter percebido, sou o prefeito de Vicari. Quero combinar uma coisa com você: não falaremos de negócios nessa noite. Deixemos as surpresas para amanhã.

O prefeito falara bastante dando a impressão de ter estado momentos antes um pouco ansioso por recebê-la. Anna era uma peça chave para que Vicari pudesse se comunicar com Ellsporth e estreitar os seus laços comerciais. Um homem roliço, ao lado do prefeito, e de costeletas que desciam-lhe até o queixo, foi apresentado a Anna como Flint, o assessor pessoal do prefeito. Jack notou como Flint dificilmente saía do lado de Cornélius, coisa que não se via acontecer com a Madame Lavínia, sua secretária. Os quatro vão até a sala de jantar, onde um novo banquete estava sendo preparado. Eles todos se sentem ao longo da comprida mesa. Cornélius, então, trata logo de se desculpar pelo ocorrido com Anna e seu guarda-costas, e pergunta:

- Você poderia nos falar como exatamente as coisas ocorreram? Tenho investigadores no local mas ainda não descobriram quem foi o responsável pelo atentado. E, novamente, sinto muito por essa falha na segurança. Isso não se repetirá, eu lhe garanto.


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