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    Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

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    Gakky
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    Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Seg Jan 16, 2017 11:07 pm

    Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Assim como a partida de Primus, todos vocês sentam nas cadeiras da sala de comando e colocam os cintos, a diferença é que agora tudo está bem limpo. Talvez até sintam orgulho do trabalho que fizeram na nave. Rosso usa novamente Rhaenee como co-piloto, os dois fazem a Seleucia pousar em uma estação de Duos. Após estacionar, o grupo segue o comandante até o Deck inferior e saem para a estação.

    Duos é o planeta mais bonito da galáxia do sabre, e o mais romântico também. Não tem prédios tão altos quanto Primus, há flores por toda parte e lagos. As edificações são muito bem trabalhadas e possuem trepadeiras crescendo em suas paredes e enroscando em suas colunas. Logo que pisam na estação, são recebidos por um homem com um farda branca adornada com detalhes em dourado e vermelho, seus cabelos são loiros e sua postura confiante. Também possuía vários brincos em suas orelhas. Junto havia uma garota jovem que vestia um uniforme militar diferente de cor rosa, ela carregava uma prancheta digital, tinha cabelos curtos e ruivos, além disso, parecia tímida. O soldado com farda branca se aproxima e depois de uma continência fala:

    - Comandante Rosso! Bem vindos a estação de Duos! Já está tudo preparado para o abastecimento, deve levar umas quatro horas como sabe.

    - Obrigado tenente Tarso Falconeri. Esses são os meus soldados - Diz Rosso apontando para vocês.

    Falconeri lança um olhar ao grupo e diz brincando:

    - Ele é comandante de vocês? Meus pêsames... - Depois de rir, explica -  Estou brincando. Eu já conheci o seu comandante antes, na época que eramos apenas soldados, tivemos uma missão juntos. Rosso sempre foi obstinado... Mas deixemos o passado de lado, vou atualizar vocês com as ultimas notícias. Criaturas ainda continuam aparecendo em Primus, a Aliança Estelar tem tentado conseguir o apoio dos outros planetas para ajudar Primus, porém nenhum regente aceitou oferecer ajuda. Para eles as criaturas gigantes são apenas um problema de Primus.

    - Entendi... Só vão ajudar quando começarem a serem invadidos também, espero que Primus esteja de pé até esse dia... - Diz Rosso pensativo.

    Depois o comandante se afasta um pouco com o grupo para falar em particular com vocês, assim que se afasta o bastante explica:

    - Vou ficar fora enquanto a nave é abastecida. Quero aproveitar essas quatro horas para ajudar a convencer Duos de cooperar e também pretendo resolver algumas outras coisas... Enquanto isso, deixarei que vocês passeiem pelas ruas de Duos e escolham um lugar para almoçar aqui mesmo. Não vale a pena deixá-los esperando sozinhos na nave. Acredito que será uma boa experiência para vocês conhecer uma nova cultura.

    Rosso olha para Marin e tira algo não agradável de dentro de sua farda, era a coleira conhecida muito bem pelo evo. O comandante se aproxima de Marin para colocá-la e explica com a voz desanimada:

    - Desculpe, como não vou estar por perto, precisa usar isto. Quando voltarmos a nos encontrar, tirarei. Mas tenha paciência agora, não posso acompanhar vocês e quero que almoce com seus colegas - Em seguida sussurra para o evo - Conhecer Duos vai ser bom para todos, confie em mim.

    Em seguida o comandante se vira para Ray e entrega para ela um controle com um botão e uma pequena tela.

    - Rhaenee, isso é o controle da coleira de Marin, se apertar o botão vermelho, Marin vai apagar. Você me parece a mais sensata para isso. Use somente quando Marin tiver um surto que ameace vocês. Agora pressione o seu dedo na tela para que grave sua digital, assim só você poderá usar o controle, evita que alguém desconhecido pegue e machuque seu amigo. Também quero avisar que o gudam de vocês foi desbloqueado para caso tenha alguma emergência. Eu disse emergência! Nada de de transformar o gudam por descuido! Se acionarem o gudam, ficarei sabendo pelo meu relógio, estão todos conectados a mim. O relógio de vocês também pode ser usado para se comunicar comigo em caso de dúvida e emergência, não façam nada que eu não faria.

    Depois de falar, o comandante entrega um cartão digital para cada um de vocês e explica animado:

    - Cada um de vocês tem 50 zions para gastar hoje nesse cartão. Porém a dupla vencedora, Ray e Marin possuem 100 zions, essa era a recompensa. Quero que aproveitem para comprar algo que gostarem, desde que esteja dentro do orçamento. Marin não deixe de gastar seus zions, não quero que compartilhem os recursos entre vocês, é algo de uso individual. Isso é tudo que vocês têm, usem para almoçar e com sabedoria. Não vou dar almoço na nave para os que tiverem usado o dinheiro com besteiras antes de garantir uma refeição. Isso é tudo, não quero se afastem um do outro e andem sempre em grupo. Nos encontramos aqui na estação daqui a quatro horas. Comportem-se e não desonrem seu comandante.

    Rosso se despede de vocês e se retira com o tenente Tarso Falconeri. No entanto, a mocinha ruiva tímida continua e apesar do seu jeito, ela se aproxima e fala com vocês:

    - Olá... Sou Lana, o tenente Falconeri me deixou como guia de vocês... Não precisam aceitar se não quiserem... - Diz olhando para baixo - Mas posso mostrar onde tem lojas, restaurantes e toaletes para não se perderem... Não que sejam fáceis de se perder... Er... Também posso ir embora depois de mostrar os lugares para não incomodar...




    OFF: Atualizado 17/01 as 10:30, para corrigir errinhos.
    OFF2: Se forem sair armados, não esqueçam de descrever no post que saíram da nave com suas armas. Andar armado não é incomum no Starquest, ainda mais para soldados.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Ter Jan 17, 2017 10:57 pm

    Era difícil dizer o quão eficiente o método sugerido por Ashanti realmente seria, até mesmo para o próprio Marin. Até onde conhecia sobre si mesmo, o evo sabia que não voltaria a atacar depois de ver uma foto como a sugerida pela irmã de Chui, mas antes disso suas ações dependeriam de seu humor no momento do surto. Se estivesse calmo depois de perder as memórias, provavelmente o diálogo seria possível logo de cara, mas se estivesse tenso e ferido como da última vez, certamente reagiria de maneira agressiva assim que pusesse os olhos em alguém. Em resumo, parecia uma boa ideia.

    Com o fim da chamada, Marin deu atenção a resposta do caçador para a pergunta de Rosso. Não saberia dizer se a irmã de Chui era ou não jovem demais para ser curandeira, mas de qualquer forma era uma nova informação. Depois, quando o comandante voltou ao trabalho, Marin atentou-se para a expressão de Chui, pensando que talvez ele fosse estar preocupado.

    - A construção da barragem me parece uma ideia tola. O que há com Locus?- Marin realmente não sabia qual era a forma de governo em Locus ou em qualquer outro planeta, mas imaginava que certamente possuíam gestão própria. Queria dar alguma ideia útil ou fazer algum comentário animador, mas nada lhe veio à mente.

    Ao fim do intervalo e com a ordem de comandante, Marin levantou-se com certo ânimo. Estava ansioso para ver Duos, mesmo que ainda tendo algum receio de que pudesse não gostar do lugar ou que algo pior acontecesse, como um surto em público que o levaria à alguma prisão qualquer. Colocou o cinto já na sala de comando com os outros, sem dar muita atenção ao "status de limpeza" em que o lugar se encontrava, e apenas aproveitou o pouso na estação.

    O receio sobre talvez não gostar do lugar desapareceu assim que pôs os pés na estação. Estava tão distraído olhando ao redor que só foi notar a presença de um homem fardado quando este começou a falar, dirigindo-se especificamente ao comandante Rosso. O tenente era conhecido de Rosso e parecia ser descontraído, o melhor tipo de pessoa para dar boas vindas, atualizando-os sobre o estado de Primus logo depois de fazer uma brincadeira.

    Depois que se afastaram em grupo para ouvir Rosso em particular, Marin ficou "alerta" assim que ouviu o comandante começar a falar que ficaria fora enquanto a nave era abastecida. Certamente não levaria o evo junto, afinal não queria nem mencionar que outras coisas resolveria, e era improvável que permitisse a livre circulação do evo depois do ocorrido na nave. Sentia que algo desagradável estava por vir, e de fato veio.
    Praticamente um dia depois, lá estava ela de novo. Sem dúvidas o método mais eficaz para lidar com a situação, disso Marin sabia e não discordava, mas ainda assim desagradável. A coleira o fazia sentir-se preso, como provavelmente passara a maior parte de sua curta vida, porém, por mais que detestasse aquela coisa e por mais egoísta que pudesse ser quase sempre, não queria repetir o desastre da última noite.

    Sua expressão facial era a mesma de antes, olhar ingênuo e semblante calmo, mas em seu interior houve imenso esforço para controlar o nervosismo enquanto a coleira era colocada. Estava sem foco no momento, mas ouviu o comandante e assentiu devagar.

    Não conseguiu dar muita atenção ao que foi dito depois. Captou apenas a informação sobre os 100 zions que possuía para gastar, privilégio este concedido como prêmio pela vitória no simulador, e algo sobre os gudams. Durante todo o tempo seus olhos se encontravam fixos em sua espada, já arrependendo-se de tê-la trazido da nave.

    Ouviu Lana, a estranhamente tímida jovem que oferecia-se para guia-los enquanto estivessem por ali, mas não respondeu. Deixaria a comunicação com a guia para outro.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Qui Jan 19, 2017 3:00 am

    Chui ouve atentamente à ideia de Ashanti sobre o problema de Marin e percebe que talvez seja a melhor ideia que tivessem. Só tinha de lembrar de comentar com Rosso depois, se é que ele não tinha ouvido.

    - Obrigado, Ash! Certamente vamos ver como vai ser isso aqui. Vou tentar te ligar mais vezes, mas já sabe né, não posso dar certeza.

    Assim que a ligação termina, Rosso se aproxima e pergunta sobre Ashanti, ao qual Chui responde:

    - Não, não, na verdade nunca conhecemos nossos pais. Crescemos em um reformatório até certa idade então, bem... fugimos de lá, e encontramos uma vila precária, onde ficamos. Foi lá que Ash aprendeu as habilidades de curandeira, enquanto eu me tornei explorador.

    Chui estava feliz de novo, uma sensação que sempre tomava conta dele após trocar palavras com sua irmã. Queria poder vê-la de perto e conseguir um abraço que há muito não sentia, mas teria que esperar; por sorte já estava acostumado com os longos e longos dias distantes de sua terra natal. Enquanto o comandante estava ocupado com seu trabalho, Marin puxou assunto, o que era ótimo.

    - Ah, isso é coisa do governo, sabe... eles criam os problemas deles e acabam deixando para os mais pobres e sem estudo arcar com as consequências... não é certo, mas é difícil ir contra os poderosos num país onde a maior parte da população sequer é registrada como civil...

    Depois de um suspiro lamentando a situação de seu amado planeta, Chui segue com os outros em direção às cadeiras para se preparar para o pouso - pelo menos agora o lugar estava brilhando de limpo, sinal que a tripulação fizera um bom trabalho. A nave estremece um pouco e pousa. Poucos segundos depois todos os tripulantes descem e pisam na estação de Duos, mas o que chama a atenção de Chui não era o homem fardado ali próximo, ou a mocinha tímida: era a espetacular vista do ambiente ao seu redor. O garoto fecha os olhos e sente a brisa do lugar, fascinado: já estivera em duos anteriormente, mas nunca pudera ver a paisagem e arquitetura do lugar como agora.

    Rosso e o tal Falconeri trocam palavras sobre a situação tensa que Primus vivia e então diz que vai liberá-los para aproveitar a cidade. Chui imediatamente olha para Marin, quase que prevendo o que viria, e não estava errado: a coleira estava de volta ao pescoço do evo. Era uma cena triste, porém o caçador bem sabia que era a melhor forma de as coisas funcionarem, uma vez que não podiam se dar ao luxo de ter Marin surtando na cidade sob a posse de um gudam desbloqueado e pronto para uso. Só esperava que Ray soubesse agir da forma mais correta, e que Gail não influenciasse a garota.

    Depois, Rosso entrega o cartão que os permitia gastar algum dinheiro na cidade, e que Chui gostaria de usar para comprar algumas coisas e talvez um presente para irmã, mesmo que não a fosse ver tão cedo. Também usaria para pagar o almoço. Viu que o prêmio dos vencedores do simulador era o dobro do dinheiro: bom que eles poderiam aproveitar mais e quem sabe comprar algo para distrair o evo da coleira. Se virou e viu a garotinha tímida que serviria de guia para eles. Com um sorriso, Chui falou com ela:

    - Ah, sua presença é muito bem vinda! Acho que primeiro temos que ir a algum lugar para almoçar, não é gente? - depois se vira novamente para falar com Lana. - Pode nos mostrar um bom lugar para a gente comer?
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Qui Jan 19, 2017 10:28 pm

    Ray riu de leve da promessa do príncipe. Estava satisfeita que o menino mimado tinha aprendido uma nova lição de vida das pessoas comuns. Durante todo o tempo que estavam juntos apreciava as pequenas mudanças e aprendizados de um garoto que cresceu com tudo.

    Encarou o amigo de volta, envergonhada notando aquele olhar sobre o lençol. Então apenas puxou grosseiramente e o dobrou, para disfarçar a vergonha e colocou em um canto. No fundo, estava feliz por ele ter gostado.

    Os dois foram para a cabine e sua tarefa foi ajudar a pilotar. Tinha ressalvas sobre Duos. Achava que era um planeta de gente fresca e odiava o fato de separarem as mulheres no âmbito militar. Não que tivesse algo com isso, mas os via com desconfiança pelos rumores.

    De qualquer forma, deixou a nave com sua pistola no cinto. Afinal, era ainda guarda-costas do príncipe, mesmo que fingisse que ele era um soldado.

    Ao notar o tenente, bateu continência para ele respeitosamente e ficou meio sem jeito com o jeito descontraído que ele falava. Sua desconfiança logo foi confirmada quando o tenente comentou que o planeta não ajudaria Primus a princípio. Isso para ela era o fim! Mas logo a atenção se voltou para a coleira...

    Olhou para Marin com um tanto de pesar no rosto. Sentiu-se culpada, mesmo que isso não fizesse muito sentido. Será que tinham reagido de forma exagerada? Era ruim vÊ-lo de novo com a coleira, como um animal... Pegou o controle meio a contragosto, mas de certa forma entendendo por que estava com ele. Concordou com a cabeça e pressionou o dedo para ativar sua digital.

    - Sim, senhor.

    Depois olhou de novo para Marin e aceitou o cartão sem prestar muita atenção. Ainda estava pensando sobre a coleira, mas teve uma boa oportunidade para descontrair.

    - Boa, parceiro! - sorriu a ele, um pouco mais do que deveria. Ainda que fosse uma gentileza verdadeira, ela se esforçou em parecer legal, mas ficou constrangida ao encontrar aqueles olhos inocentes, punidos por causa de um único momento de descontrole.

    Desviou o olhar, evitando ver a reação de Gail, e logo estava a garota querendo agradá-los. Sorriu para ela e concordou enquanto Chui falava.

    - Exatamente. Tem alguma comida típica daqui que acha que vamos gostar? Já que estamos aqui, é bom se aproveitarmos o passeio! O que acham, hm!?

    Seu novo humor empolgado era uma tentativa de animar o grupo como um todo, embora estivesse preocupada em partes.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Sex Jan 20, 2017 4:22 pm

    Durante toda a chegada do grupo ate Duos, o príncipe estava comportado, não reclamou e não lançou olhares zangados para Marin, também não comentou nada quando Rosso colocou a coleira no colega, a conversa na sala médica tinha dado resultado. Gail sorriu educadamente ao ver o tenente e a garota, como estava acostumado a fazer sempre que precisava cumprimentar alguém.

    Depois que a garota tímida fala com vocês, Chui é o primeiro a responder. Lana olha para o caçador e cora depois de ouvir as palavras gentis dele. Antes que ela pudesse responder, Ray também faz algumas perguntas. Lana então responde timidamente e olhando baixo:

    - Si... Sim. Tem um prato popular, que é o Soufflé de frutas vermelhas, e as gelatinas de sakura também são muito apreciadas...  Posso guiá-los até o centro, onde tem um restaurante bom, é uns 5 minutos daqui andando... Vocês querem ir agora?

    - Sim, vamos, não quero perder tempo aqui - Responde Gail com um sorriso educado - Ray tem razão, temos que aproveitar o passeio, eu já estive em Duos antes, mas fiquei limitado a um determinado lugar.

    Lana cora novamente, ela assenti com a cabeça e começa a guiá-los. O grupo a segue e sai da estação caminhando. Gail lembra de puxar as golas da camisa para cima para cobrir um pouco do seu rosto, também evita olhar os outros nos olhos. Conforme vão andando não deixam de notar que as ruas de Duos eram lindas, também percebem que o ar possuía um aroma de flores, provavelmente porque tudo era enfeitado com flores. As ruas de Duos era feitas de pedras polidas, muitas passavam por cima de lagos cristalinos e não tinham cerca. Para sorte de Chui, que tinha medo de se afogar, vocês passam apenas por uma dessas ruas-pontes.


    Ruas de Duos

    Enquanto caminham, Lana lança olhares curiosos para Ray algumas vezes. Depois de um tempo, a garota toma coragem para comentar com Rhaenee:

    - Você é um soldado não é? Incrível! Deve ser tão corajosa... - A garota cora novamente e continua - Aqui em Duos, não há mulheres militares... Eu entrei para academia, mas só fico na administração... Não acho que teria coragem de ser um soldado. Deve ser ruim viajar só com colegas homens... Quer dizer... Er... Perdão por ter me intrometido, não é parte de minha função falar assim.

    Lana abaixa a cabeça nervosa por achar que falou demais. Logo vocês chegam em um patamar grande, tudo era muito florido e cheio de trepadeiras. Quando começam a caminhar pelo patamar, podem perceber que está cheio de pessoas,muitas usavam chapéus floridos, luvas e vestimentas mais românticas. Para Ray um lugar com muitas pessoas não era assim tão bom, precisaria ficar de olho no príncipe para ele não se perder, a sorte é que ninguém tinha parado para reconhecê-lo ainda, já que as pessoas preocupavam só em comprar. Porém ainda havia o perigo do atentado, alguém queria Gail morto e ninguém sabia quem. Havia também várias lojas nesse lugar, vendiam roupas, joias, presentes, chocolates, maçãs-do-amor, café de sakura, e outros diversos itens onde poderiam gastar seu dinheiro.

    - Aqui é o centro da província de Alabarda - Diz a garota corando novamente, em seguida continua explicando - Tem muitas lojas e pode-se achar muitas coisas interessantes. Hoje é o dia da feira dos namorados. Por isso tem muitos vendedores de rua agora.

    - É tão diferente de Primus! - Comenta Gail olhando para todos os lados, estava animado e distraído com os detalhes da cidade - Em pensar que já vim aqui e não pude ver as ruas. Agora sei o quanto perdi.

    Vez ou outra, o príncipe se distraía do grupo olhando vitrine das lojas, ele realmente estava se sentindo livre. No caminho, o grupo também observa os vendedores fazendo propagandas:

    - Venham se banhar nas fontes termais! Por apenas 10 zíons! - Avisava um rapaz bonito de cabelos roxos.

    - Passeio de gôndola pela ponte dos amantes! 6 zíons por pessoa! Diz a lenda que o casal que passar debaixo da ponte viverá junto para sempre! - Dizia uma senhora com olhar bondoso.

    Porém conforme vão caminhando entre as pessoas, muitas se afastam do grupo ao ver Marin. Algumas puxavam suas crianças pelos braços e cobriam os olhos delas enquanto se afastavam do evo. Também escutam alguns comentários maldosos do tipo:

    - Que prótese horrível, como deixaram ele vir aqui assim?

    - Evos não deviam estar trabalhando?

    - Ai que nojo, ele não tem um braço...

    - Tem um escurinho com eles, deve ser da tribo de locus.

    - Cuidado com esse nativo, ouvi dizer que eles roubam carteiras.


    Chui também sentia que estava sendo foco de olhares maldosos. Gail andava ao lado de Ray, os dois não estavam sendo percebidos pelos cidadãos como os seus outros amigos, pelo menos não ainda. Lana para perto de um restaurante elegante, este tinha até um maître na porta. A guia volta-se para vocês e diz:

    - O restaurante é aqui, vão querer entrar? Eu já apresentei o centro, tudo que precisarem podem encontrar aqui. Então acho melhor me retirar... Eu vou indo, a não ser que queiram mais alguma ajuda.

    Enquanto Lana falava e o grupo prestava atenção nela, Marin nota algo chamá-lo de um beco escuro, quando força a vista percebe que era uma garota, não uma comum, uma garota evo escondida. Ela levava o indicador até a boca em sinal de fazer silêncio e depois fazia sinal para ele ir até ela. Mas só Marin nota isso, se alguém mais quiser notar, terá de fazer um teste CD9 vontade.




    OFF: Todos façam um teste de percepção, dado 10, CD8, bônus de inteligencia, quem tiver perícia percepção ganha mais bônus.  O motivo desse teste? Segredo por enquanto.
    OFF2: Maître - responsável por levar os clientes para mesa, ele fica perto da porta atendendo quem chega ao restaurante.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Sab Jan 21, 2017 5:16 pm

    - Gelatinas de sakura? Isso parece delicioso. Eu quero agora!

    Rhaenee olhava em volta maravilhada. Tudo era absurdamente bonito naquele lugar, mas isso também a deixava com um preconceito maior. Deviam ser todos um bando de riquinhos chatos ou absurdamente perfeitos e lindos como aquela perfeição natural do cabelo vermelho. Não tinha sido maltratada pelo tenente, mas ficava imaginando o tipinho de militar que existia naquele planeta. Já estava pensando nisso quando a garota falou com ela e sorriu sem jeito quando foi chamada de corajosa.

    - Bem... não é nada de mais viajar com colegas homens. Somos soldados e temos só um objetivo. Er... você não gostaria de ir a campo? - olhou com uma pontinha de pena da menina. Estaria renegada a posições inferiores, mesmo que ainda assim importantes, o resto da vida! Isso a revoltava um pouco.

    Ao notar mais pessoas, acabou adotando uma postura mais analítica e séria, olhando para as pessoas até de forma paranóica e mantendo a mão discretamente no cinto. Sentia uma pontinha de raiva daquela gente, porque assumia que todos eram metidos, mas fingia que sua própria arrogância era fruto de cuidado com o príncipe somente. Sentiu vontade de fazer compras, mas não queria sair de sua função principal e acabar com Gail ferido, como antes.

    Por esse motivo, não foi tão alegre como poderia para acompanhá-lo na empolgação. Mas era muito difícil estar focada o tempo todo naquele lugar. Vez ou outra seus olhos desviavam para olhar as ofertas tentadoras e convidativas para turistas.

    - Tudo aqui é colorido e vibrante. É como estar em uma pintura... E ao mesmo tempo, tem tanta gente como em Primus.! É uma loucura. Queria tanto estar de folga... -murmurou, com uma expressão engraçada.

    Esse clima foi cortado rapidamente quando começou a ouvir os primeiros comentários grosseiros. Estavam sendo observados e não era impressão: estavam mesmo falando mal de Chui e Marin. A garota baixou o olhar, constrangida e engoliu em seco, rangendo os dentes. Espiou os dois colegas par aver sua reação, mas não queria olhar demais. Cerrou os punhos.

    - Vamos entrar! Não vamos? Ah, que fome!! - ela praticamente gritou, querendo que o grupo todo se afastasse dos comentários na rua. Achava que podiam ter alguma paz lá dentro.

    - Er.. Lana. Não quer vir comer com a gente? Seria bom conversarmos sobre o lugar. Acho que seria divertido. Venha, nós ganhamos um prêmio, vai ser bom comemorar! Você foi tão gentil...
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Sab Jan 21, 2017 6:13 pm

    Concordando com Ray, Chui também afirma que seria bom irem agora. Ele estava faminto, e a ideia de tantas comidas tão diferentes abria ainda mais seu apetite, quase não podia esperar. Eles seguiram caminhando enquanto Chui desviava os olhos constantemente para todos os cantos, observando maravilhado a quantidade de coisa que era vendida nas lojas, mas os lanches, comidas, doces e tudo mais sempre prendiam mais sua atenção. A unica coisa que o fez parar foi quando deram de cara com uma ponte: Chui enregelou por dentro e endureceu o andar, visto que não tinha como escapar de atravessá-la. Fechou parcialmente os olhos, permitindo apenas uma fresta para poder enxergar e prendeu a respiração, tudo isso com um andar meio duro e tentando evitar que os outros notassem o que estava sem passando - provavelmente sem sucesso. Também não conseguiu discernir uma palavra sequer da conversa com a guia.

    Assim que saíram da ponte e Chui pôde relaxar, notou que muitas das pessoas que por ali passavam os observava, jogando comentários maldosos muitas vezes sem nem mesmo fazer questão de cochichar. O rapaz ficou um pouco triste com a situação, mas ele sabia que muita pessoas tinha certa aversão ao que era diferente deles, mas preferia acreditar que a maioria não era intencional. Mas mesmo que tenha se chateado com a reação do povo de Duos, tirou isso da cabeça, principalmente por se espantar com o grito de Ray.

    - Ah... vamos entrar sim, estou morrendo de fome! - depois, vendo que Ray também convidara Lana, Chui reafirma esta ideia. - Sim, coma com a gente, Lana! Assim podemos conversar mais.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Dom Jan 22, 2017 5:57 pm

    Quando começaram a andar, guiados pela garota tímida, Marin sequer sabia para onde estavam indo. Depois da partida de Rosso, o evo dispersou sua atenção e limitou-se a somente assentir quando lhe dirigiam a palavra enquanto tentava se conformar com a situação aos poucos. Era verdade que a coleira só seria um "empecilho" em sua visita ao planeta caso houvesse outro surto, e essa ideia tranquilizava o evo enquanto seguia com os outros, mas a sensação desagradável ao usa-la era algo com que precisaria se acostumar.

    Conforme andava com os outros, as particularidades das ruas de Duos foram pouco a pouco trazendo sua atenção para o cenário. O aroma de flores, algo que Marin considerava estranho sentir em meios as ruas, levou-o a observar melhor o lugar por onde passavam e surpreender-se com a beleza conservada do lugar. Ficou feliz por terem de passar por uma das ruas-pontes e ainda reparou no nervosismo de Chui quando atravessaram por sobre a água, mesmo que ainda não estivesse tão atento quanto normalmente era, mas não entendeu o porquê do mal-estar. Eram tantas coisas que jamais vira antes em cada canto que passavam, do cheiro das ruas aos enfeites, que quando chegaram ao patamar, Marin já estava quase esquecendo o fato de estar usando uma coleira de choque.

    Observava as diversas lojas e os vários vendedores que tentavam chamar a atenção dos que passavam, mas não se interessou por nada em específico, apenas divertiu-se com tudo. Divertiu-se por estar ali. Por isso demorou um pouco para perceber que algumas pessoas o evitavam, estranhando a situação por demorar a entender o porquê de o evitarem, mas não se importou com isso. Ser evitado não era algo que o ofendia. O que realmente despertou-lhe raiva foram os comentários, pois poderiam ser claramente interpretados como uma provocação e alguns referiam-se ao caçador também.

    Era uma situação estranha para o evo, que não entendia o porquê da implicância, a razão por trás daquilo que considerava um ataque. Sabia que Chui também estava ouvindo, afinal era impossível não ouvir um ou outro comentário, e já esperava que o caçador não fosse responder aos insultos. Era uma característica admirável a de não guardar rancor, ignorar a ofensa e seguir como se nada tivesse acontecido, mas Marin não era assim. Se não estivesse acompanhado pelos outros ou se não fosse pela coleira, talvez não deixasse os comentários saírem de graça.

    Depois de algum tempo, a guia parou em frente um restaurante e voltou-se para o grupo. Enquanto conversavam, Marin tentava dar atenção ao que era dito e observar o cenário ao mesmo tempo quando algo mais aconteceu. O chamado vindo de um beco escuro despertou sua curiosidade e ao observar atentamente reconheceu uma garota incomum, uma evo. Ela sinalizava para que não fizesse alarde e o chamava discretamente.

    Alguém com mais juízo ou experiência talvez hesitasse, reconhecendo a estranheza da situação, mas Marin não sentiu-se ameaçado nem por um segundo. Era a primeira vez que Marin via outro evo e ela ainda o chamava, aparentemente escondida dos demais, então era simplesmente impossível ignora-la.

    - Ei...- Chamou ainda pensando no que faria. Confiava nos companheiros, mas não parecia honesto de sua parte seguir para o beco acompanhado sendo que a evo claramente queria se manter escondida, então tentaria ir sozinho.- Eu...quero ver algo antes. Não se preocupem, vou ser rápido...encontro vocês em cinco minutos.- Sabia que os outros poderiam estranhar a situação, mas também sabia que não havia razão para suspeitarem o pior, afinal Marin estava na missão por vontade própria.

    Depois de se explicar, Marin tentaria afastar-se e seguir discretamente na direção da evo, mas só entraria no beco depois que o grupo tivesse entrado no restaurante, afinal a última coisa que queria era preocupar o grupo com a visão suspeita de um evo entrando em um beco escuro.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Dom Jan 22, 2017 11:01 pm

    O príncipe havia ouvido os comentários maldosos, mas sua mente estava tão distante por poder andar como uma pessoa normal, que logo se distraiu com o grito de Ray. Lana cora quando é convidada para almoçar com vocês, ela fica feliz e lança um olhar agradecido para Chui e Ray, depois responde:

    - Sério? Obrigada...Se precisarem de alguma coisa podem me chamar! Vou falar com o maître para nos levar a uma mesa.

    Enquanto a garota respondia, Gail lança um olhar para Chui e sussurra:

    "- Chui, você é meu amigo, certo? Vou precisar de sua ajuda depois..."

    A mente de Gail realmente parecia longe. Como era hora do almoço, havia muitas pessoas na rua. Lana se virou para o maître, que estava há uns dois metros de vocês, um rapaz loiro, bonito e elegante.

    - Olá senhor, pode por favor nos indicar uma mesa? - Perguntou Lana ao rapaz, em seguida ficou contando no dedo quantos tinham no grupo - Somos...Hum... somos cinco...

    Marin avisa ao grupo que queria ver algo antes de entrar, porém quase não foi notado por seus amigos, que assentiram ao evo sem se dar conta por causa do que veio a seguir. O rapaz loiro interrompeu Lana, pegou gentilmente a mão da garota e a beijou. Parecia uma cena de teatro de alguma peça romântica, o rapaz era realmente carismático até no modo de mover-se.  A guia fica com o rosto totalmente vermelho, estava tão surpresa que fica paralisada e com a mão beijada parada no ar.

    - Bem vinda ao restaurante La Luna! - Diz o maître com um incrível carisma - Desidério as suas ordens!

    Desidério logo se aproxima de Ray e quando ia pegar a mão dela, Gail entrou rapidamente na frente e interrompeu:

    - Nem pense nisso! Não vou deixar que desrespeite a Ray. Não sei como fazem aqui, mas em Primus, desconhecidos não beijam a mão de uma mulher sem permissão.

    Por causa de sua impulsividade, Gail acabou revelando que eram estrangeiros de Primus. Porém pouco parecia se importar com isso agora. Algumas pessoas na rua paravam para olhar o que estava acontecendo por causa do tom de voz do príncipe.

    - Perdão, só estava sendo gentil com essas duas damas - Respondeu Desidério dotado de elegância a cada palavra - Não sabia que a dama tinha namorado.

    Gail logo ficou corado, enquanto ocorria essa pequena confusão, Chui se distraí, não só com essa cena, mas com as pessoas ao seu redor. O caçador percebe que algumas moças na rua cochichavam entre si e coravam ao olhar para Gail. Ele também nota um vulto no telhado de uma loja próxima, não dava para saber se era alguém, pois foi muito rápido. Ray percebe a mesma coisa que Chui.

    - Não... Não somos.... Ela é minha amiga... Isso não importa! - Responde Gail um pouco corado e nervoso - Vai nos levar a uma mesa ou ficará se intrometendo e desrespeitando minhas amigas?

    Desidério sorri, faz uma mesura e diz:

    - Perdão, hoje é dia dos namorados, só queria ser mais gentil. Não vamos discutir por algo tão pequeno. Por favor sigam-me, irei mostrar uma ótima mesa.

    O rapaz estica os braços, faz um gesto elegante para entrarem e espera vocês. Lana ainda estava corada e nervosa com tudo que estava acontecendo, mas é a primeira a entrar, talvez não queria encarar as pessoas da rua. Eram tantas distrações que quase não notaram que o evo se distanciou do grupo, além disso as pessoas na rua acabaram ficando entre o evo e o grupo. (Ray e Chui ver cena do restaurante/ Marin ir para cena beco) Lana os chama nervosa para entrarem logo, e acaba os apressando, assim vocês entram sem Marin.

    --> Cena do beco (Marin)

    Marin também notou algumas garotas da rua cochichando umas com as outras e corando ao olhar para Gail, além disso, sentiu que um tinha ouvido algo do telhado. Mas também logo percebe que a garota evo continua o observando e o chamando. Vez ou outra ela olhava na direção do grupo para saber se eles seguiriam o evo. A garota tinha os cabelos e a pele toda branca. Estava escondida em um beco escuro, que ficava ao lado de uma loja em construção. Ele vai até ela, quando se aproxima o bastante a garota logo fala baixinho:

    - Oi... Por que você está com aquele grupo? Evos não andam nas ruas assim, ainda mais em festivais, as pessoas nobres não gostam... Você não é daqui, é? Veio trabalhar? - A garota falava com um sorriso amigável e inocente no rosto.

    --> Cena dentro do restaurante (Ray, Chui)

    Vocês são guiados pelo maître até uma mesa para quatro pessoas. Gail ainda estava irritado e se senta em silêncio com os braços cruzados. O interior do restaurante também é incrível, as mesas possuem toalhas de tecido floral e havia uma mulher tocando violino dentro do recinto. O aroma de flores ficava mais forte, as paredes são cor de rosa claro. Os outros clientes pareciam finos também. Assim que se sentam e veem que não havia mais lugares, vocês lembram do que Marin havia dito antes de entrarem.

    - Obrigada por me convidarem - Diz Lana assim que se senta, ainda estava assustado com o último acontecimento, era muito tímida, então tenta mudar de assunto e acaba falando fofoca sem perceber - O tenente Falconeri me falou muito do comandante Rosso. Alguns dizem ele é amigo da princesa de Primus.




    OFF: Para ouvir o sussurro de Gail com Chui, role dado 10, vontade, CD9.
    Dúvidas, por favor perguntem! Espero que tenha dado para entender o que aconteceu. Smile
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Seg Jan 23, 2017 3:40 pm

    Assim que entraram no local, um loiro atraente (TAMAKI SENPAI TE AMO) agarrou a mão da tímida garota a seu lado, Rhaenee arregalou os olhos e olhou para o lado corada. Era normal esse tipo de coisa em Duos? De repente, ele tentou fazer a mesma coisa com ela, mas por sorte, Gail a salvou, o que acabou por deixá-la mais corada.

    - Gail... - falou -baixinho, protegendo a mão com a outra. - N-não somos! Não..Isso.. Isso mesmo - falou junto com ele, ainda mais afobada.

    Talvez a intervenção dele tenha tido o efeito ainda pior, mas algo chamou sua atenção para a realidade. Ela olhou para o telhado, onde não havia mais ninguém e procurou Chui para ver se mais alguém tinha notado ou era coisa de sua cabeça. De qualquer forma, voltou-se para o príncipe novamente, agora mais séria. Ainda que fosse pequena, se posicionou melhor atrás de Gail, para protegê-lo melhor caso alguém quisesse atacar suas costas desprotegidas, mas sem fazer alarde.  Deu uma rápida olhada novamente para trás, com desconfiança, mas acabou cedendo e seguindo o grupo.

    - Vamos, Lana. - sorriu gentilmente para ela.

    Ao escolherem seus lugares, ficando ao lado do príncipe, ela notou o mau humor do amigo, mas acabou olhando para ele por um tempo e depois sorrindo como forma de agradecimento, guardando as palavras para si. Em seguida, inspirou o aroma de flores e comentou empolgada:

    - Uau. Que lugar chique. É tudo tão bonito.

    Ray deu uma espiada no lugar vazio e se sentiu um pouco mal. Pensou que a vontade do evo de se afastar era por causa dos comentários maldosos na rua.  Talvez ficasse ainda mais desconfortável dentro de um restaurante? Não tinha conseguido ter a empatia necessária para ajudá-lo nessa. Ficava se perguntando se ele estava bem. Tocou de leve no controle da coleira escondido nas vestes. Não melhorava em nada o fato de ele usar aquele acessório. Mas ele provavelmente estava melhor agora. Resolveu ouvir Lana.

    - O comandante Rosso é um ótimo líder. Foi muito atencioso com a gente até agora. Ele e o tenente Falconeri parecem muito amigos... O tenente é uma boa pessoa?

    Não ligava de ser atrevida xeretando a vida de um tenente de outro planeta. Afinal, ela era uma colega.[/b]
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Seg Jan 23, 2017 9:34 pm

    Estavam caminhando e logo depois Gail sussurrou para Chui, que tentou entender do que ele estava falando. Obviamente não queri que os outros entendessem o que ele falava mas nem mesmo Chui conseguiu decifrar.

    - O quê? - sussurrou de volta, meio confuso. - Sim, claro que sou, e te ajudo sim, mas do que você fala?

    Chui ficou com certo receio de ser algo relacionado a Ray e Marin, mas confiava na boa índole do príncipe, por isso confirmou que o ajudaria. Porém, seu tempo pensativo sobre isso não durou muito, uma vez que um cara loiro e esguio se apresentou a eles como Desidério, oferecendo ajuda. Chui queria entender porque raios alguém gostaria de ser tão chamativo e exagerado - parecia um ator ambulante. O choque foi tanto que Marin acabou saindo de perto deles sem que percebesse. Para piorar, o tal loiro festivo resolveu bancar o cavalheiro e beijar a mão das moças, e, obviamente, Gail ia caçar confusão no seu ataque de ciúmes por Ray. Chui sempre achou normal um cumprimento de uma "donzela" com um beijo na mão; se fosse em Locus, Gail teria um ataque: há o costume de se abraçar recém conhecidos. O caçador acabou desviando o olhar para não acompanhar a confusão, e notou que parecia haver um fã clube do príncipe por ali, pois tinha muitas mocinhas cochichando e apontando para Gail. Mas, mais sério do que isso, era ver um vulto esquisito sobre os telhados, que lhe escapou da vista em seguida. Chui olhou para Ray, que também parecia ter percebido. Afrouxou levemente a bandoleira que prendia seu rifle às costas.

    Apressaram-se para entrar no restaurante: era um lugar belo, de boa pintura e decoração, mas ansiava para comer a comida, que devia ser deliciosa... ansiava, pois, ao tomar seus lugares, Chui se deu conta que Marin havia se afastado. E pior: havia algum maluco acrobata pulando pelos telhados. Isso o fez perder a fome num instante, e acabou não sendo educado o suficiente para conversar com Lana, que se entretia com Ray.

    - Desculpe gente, tenho que ver uma coisa.

    Chui se levanta e sai do restaurante, se afastando alguns metros da porta para poder checar os telhados. Girou o olhar para seu redor, em busca de também encontrar Marin. Temia que as coisas pudessem começar a desandar. Uma de suas mãos estava levemente para trás, pronta para segurar o rifle, enquanto a outra segurava a bandoleira, na altura do botão que a prendia: assim, se fosse necessário, a destravava para liberar o rifle e armar-se rapidamente.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Seg Jan 23, 2017 11:04 pm

    Marin não entendeu muito da confusão que veio a seguir, com Gail implicando com o funcionário abusado do restaurante, mas de certa forma ficou feliz por o acontecimento ter tirado um pouco da atenção que receberia ao se distanciar do grupo. De qualquer maneira, sua intenção inicial era a de não demorar muito para não preocupar ninguém, mesmo que ainda não soubesse o que a garota evo queria. Não era difícil imaginar o porquê de a evo estar ali, escondida naquele beco escuro, pois Marin já tinha alguma noção de como evos eram visto naquelas ruas.

    Reparou com estranheza as garotas que cochichavam em grupo enquanto observavam Gail. Não imaginava o que elas queriam com o príncipe, mas imaginou que talvez apenas o tivessem reconhecido. Nesse mesmo tempo pensou ter ouvido algo no telhado, mas ignorou o som por que a garota evo ainda o chamava, sempre atenta ao passos do grupo que antes acompanhava Marin. Como suspeitara, ela não queria ser percebida por mais ninguém.

    "Evos não deviam estar trabalhando?", automaticamente fez relação entre o comentário que ouvira e a loja em construção ao lado do beco onde a evo se escondia. Não era nada concreto e Marin não faria suposições precipitadas, mas intuitivamente ligou a garota evo ao trabalho em andamento por perto de onde estava. Aparentemente, para muitos os evos eram apenas mão de obra ou soldados descartáveis, então não deveria ser incomum encontrar evos escondidos próximos de construções como aquela...talvez.

    Assim que entrou no beco e se aproximou o suficiente, ouvia-a falar de maneira amigável. Ouvir dela que "evos não andam nas ruas assim" não era nenhuma surpresa na verdade, mas Marin surpreendeu-se por ela parecer não se importar em ficar escondida apenas para agradar pessoas implicantes. Ainda enquanto a ouvia, ficou ligeiramente feliz por ela parecer à vontade em conversar com ele e talvez até um pouco animado por conhecer outro evo. No geral, para Marin foi bem fácil simpatizar com ela.

    - Estou em missão com eles, mas também são meus amigos. Vim com eles de Primus...mas não sou de lá. Não sei de onde sou.- Era cada vez mais natural para Marin dizer algo assim, coisas que qualquer um deveria saber sobre si mesmo. Estava calmo e já não se lembrava mais da coleira de choque.- O que está fazendo aqui?- Perguntou olhando ao redor.
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    Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Ter Jan 24, 2017 11:59 am

    ---> Cena Restaurente (Ray, Chui)

    Lana fica empolgada com as perguntas de Ray, embora fosse tímida, gostava de conversar e era curiosa. Assim ela logo responde:

    - Sério? O tenente me disse que o comandante Rosso era um soldado rebelde... Ah, o tenente é um bom homem, apesar dele se achar perfeito e ser arrogante algumas vezes - Lana cora - Não sei se vocês sabem, mas há um boato de que o comandante Rosso só conseguiu ser comandante porque é amigo da princesa... Disseram também que ele tinha a melhor nota da academia, mas que se envolvia em problemas por não acatar algumas ordens... Mas é bom saber que não estão tendo problemas com ele.

    - Essas pessoas...- Murmurou Gail - A princesa não faria isso. Rosso foi nomeado comandante porque ele descobriu corrupção dentro da Aliança Estelar.  

    - Não sabia disso - Responde Lana Surpresa, depois volta-se para Ray e pergunta curiosa em voz baixa -  Eu sempre tive curiosidade sobre as mulheres militares dos outros planetas! Você já teve que atirar em alguém?  É verdade que você tem que dormir no mesmo quarto que eles?

    O príncipe parecia mais calmo, embora não gostasse de fazer fofoca, tinha se sentido incomodado com a forma como falavam de sua irmã, por isso acabou respondendo com o que sabia. Lana parecia não ter notado ainda que ele era o príncipe. Gail aproveita que as garotas conversavam para sussurrar para Chui:

    "- Depois te falo o que eu queria... É sobre a Ray..."

    O caçador estava distraído e sem fome, ele deu uma desculpa e saiu do restaurante sem esperar pelas respostas de seus amigos. (ver cena Chui).Depois que Chui saiu, Gail comenta no ouvido de Ray:

    - Será que ele foi procurar o Marin?

    Rhaenne sente o hálito fresco de Gail e percebe que ele estava muito perto dela. Porém um garçom elegante chega até a mesa de vocês, Gail se afasta quando ele entrega um menu-digital e pergunta:

    - Olá, bem vindos ao La Luna. O que gostariam de pedir?

    No menu havia as comidas mencionadas por Lana, gelatina de Sakura, Suflê de frutas vermelhas, sopa de sakura, entre outros.... Porém o prato mais barato do cardápio custava 40 zíons.

    ---> Cena Rua (Chui)

    Chui sai do restaurante e encontra a rua cheia de pessoas. Ele olha ao redor e para os telhados a procura do vulto que viu, mas não vê nada. O caçador também não encontra Marin, o evo tinha saído de vista. A quantidade de garotas em frente ao restaurante estava aumentando. O caçador não tem um bom persentimento quanto a isso, podia ser só impressão sua, mas parecia ter um tipo de tensão no ar. Chui também olha para o seu pulso e ao ver o relógio se lembra que podia se comunicar com os amigos por meio dele.

    O caçador acaba ouvindo o que algumas garotas cochichavam entre si:

    "- Eu vou lá perguntar...

    - Não, está louca! Ele deve ser um ladrão...

    - Mas eu preciso comprovar, o príncipe não andaria com gente ilegal, e eu tenho quase certeza que é ele!

    - Sua louca, ele deve ser só parecido..."

    Uma das garotas se aproxima de Chui, ela tinha cabelos loiros e uma fita vermelha na cabeça. Logo ela pergunta:

    - Olá! Você que estava andando com aquele rapaz de cabelos prateados? Ele é o príncipe de Primus não é?

    ---> Cena do beco (Marin)

    A garota evo se senta em cima de um caixote, enquanto balança as pernas responde as perguntas de Marin, ela estava surpresa com Marin e tinha um jeito infantil de falar:

    - Eles são seu amigos mesmo? Mas eu vi que tinha um rapaz nobre com vocês, nobres não tem amigos evos. Eu sei reconhecer um nobre muito bem! Eles tem jeito diferente de agir, roupas elegantes e pele sem defeitos!

    A menina fica pensativa sobre as palavras de Marin e quando nota a prótese dele, seu rosto adquire uma expressão triste quando fala:

    - Nossa, olha o seu braço! Não deveria andar assim! Não sei como é em Primus, mas os nobres aqui não são legais com os evos... Ontem eu quis ver a apresentação dos saltimbancos, mas eles me machucaram... Eles também odeiam ver próteses desse tipo, acham muito feio.

    A evo mostra o seu braço, em sua pele branca e pálida havia um grande hematoma roxo:

    - Mas como você não sabe de onde veio? Eu estou ajudando na reforma dessa loja. Quer entrar para ver? Vem, entra comigo! Aqui você fica mais protegido. Devia tomar cuidado com seu amigo, ele pode te machucar também...

    Marin nota que a garota estava usando uma coleira, um pouco diferente da dele, mas ainda parecia uma coleira. O local indicado pela garota realmente parecia uma loja em reforma, havia material de construção para todo lado.




    OFF: Chui role percepção CD 10!
    OFF: Para ouvir o sussurro de Gail se quiser, Ray pode tentar um CD9.
    OFF: Esqueci de mudar de capítulo T.T era para estar no 3 já. Por isso dividi o tópico, agora está certo.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Ter Jan 24, 2017 8:31 pm

    Chui teve tempo apenas de confirmar com um aceno de cabeça que tinha ouvido as palavras de Gail, pouco antes de ir para o lado de fora do restaurante movimentado. Seu impulso o fez virar a cabeça para todos os lado na busca do vulto no telhado, mas, para qualquer lugar que olhasse, nada encontrava. O mesmo servia para Marin: não podia vê-lo em nenhum canto. Será que ele tinha se afastado depois dos comentários hostis? Será que o vulto misterioso o tinha capturado? A mente de Chui trabalhava de forma rápida para tentar solucionar o problema sem causar maiores problemas. E foi nesse momento que uma das meninas do grupo que cochichava veio até ele, com um ar de imponência que só poderia pertencer a uma riquinha, e perguntou se era o príncipe ali dentro. Imaginando que confirmar a identidade de um nobre poderia gerar os problemas maiores que Chui gostaria de evitar, ele raciocinou e conseguiu uma resposta que a ele soou satisfatória:

    - É claro que não, acha que o príncipe estaria num lugar como esse sem estar cercado de militares? É um sósia dele justamente para despistar espiões. - e com uma expressão em que fingia ter falado demais, ele concluiu: - Mas não contém a ninguém que eu disse isso...

    Então, Chui vai se afastar das garotas e usar o comunicador do relógio para tentar entrar em contato com Marin. Vai dizer, em tom baixo para o relógio:

    - Marin, tá me ouvindo? Onde você tá? Temos que nos reunir, tem um maluco pulando nos prédios daqui, pode ser um problema!

    Não era só a preocupação com o bem estar do evo que fazia Chui se desesperar por uní-lo ao grupo novamente, mas sim também pelo medo daquelas pessoas racistas despertarem o surto do amigo novamente. Chui conseguia lidar com esse tipo de gente, mas o emocional de Marin não funcionava da mesma forma.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Ter Jan 24, 2017 11:30 pm

    Enquanto olhava ao redor, Marin reparou nos materiais de construção e o estado de reforma em que a loja ao lado realmente se encontrava. Ouvia a garota evo sem se surpreender com o que ouvia, imaginando que era apenas natural para ela estranha que um evo fosse amigo de nobres...se é que Gail ainda o considerava um amigo. Achou graça na descrição da nobreza que a evo fez, pois ela não poderia estar mais certo do que aquilo. Era até estranha a facilidade que qualquer um teria para reconhecer um nobre.

    Quando ela reparou na prótese, Marin estendeu um pouco o braço para que ela observasse enquanto fazia o mesmo. Sentiu o mesmo desconforto de sempre ao colocar os olhos no objeto metálico que substituía-lhe o membro perdido, mas não se importou em deixar a garota evo vê-lo. Já sabia muito bem que as pessoas pelas ruas não gostavam de ver próteses, principalmente se aparentassem ser "mal-feitas" como a que tinha, porém tinha ciência de que seria mal encarado com ou sem a prótese. Não fazia diferença.

    Interessou-se brevemente pela tal apresentação que ela mencionou, mas o que ela disse logo em seguida chamou-lhe a atenção mais ainda. "Eles me machucaram", ela dizia como se fosse algo natural, algo que acontecera mais do que apenas algumas vezes. Quando pôs os olhos sobre o hematoma e o observou, estava aparentemente calmo, com o olhar normalmente ingênuo ganhando um certo aspecto de frieza, mas a verdade era que aquilo o irritava ao mesmo tempo que o entristecia um pouco.

    - Você não deveria deixa-los te machucar...é estranho.- Foi só o que conseguiu comentar a respeito, mas sabia que ela provavelmente não tinha outra escolha que não fosse deixa-los machuca-la.

    Ouviu-a convida-lo para ver o interior da loja em reforma e não viu mal algum em faze-lo, afinal imaginava ainda ter muito tempo até que os outros pensassem que estava demorando, mas então reparou na coleira que a garota evo usava. Foi como um lembrete de que ainda estava usando o acessório de choque. Ainda assim assentiu e começou a segui-la de perto para dentro da loja.

    - Essa coleira...o que é?- Sabia melhor do que muitos o quão desagradável era falar a respeito disso, mas imaginou que talvez ela não se importaria por ele também ser um evo, além de também usar uma. Foi quando se deu conta de um detalhe consideravelmente importante que ainda não sabia sobre ela.- E também... Ainda não sei qual o seu nome.

    Diminuiu o passo depois de interroga-la a respeito da coleira e seu nome, sem se dar conta de que também não havia se apresentado ainda. Foi quando reparou no relógio comunicador, imediatamente tendo certeza de que não poderia ignora-lo. Parou de andar e olhou para a garota evo, sinalizando para que ela esperasse.

    Pelo comunicador, Chui falava baixo e parecia soar preocupado. No final das contas Marin não tinha imaginado coisas quando pensou ter ouvido algo no telhado e o caçador tinha razão em acreditar que isso poderia ser um problema.

    - Chui?...Posso ouvir. Também ouvi algo nos telhados mais cedo. Ele tem armas?- Perguntou com calma, ainda pensando no que faria. Sentia-se estranho por estar usando o "acessório de comunicação".

    Não tinha intenção de mentir ou esconder sua localização de Chui, mas não queria assustar a primeira evo que já conhecera. Marin olhou para a garota evo e se aproximou dela enquanto ouvia qualquer possível resposta de Chui.

    - Se importa se eu disser para ele onde estou?- Com "ele" referia-se à voz que ela ouvia no relógio. Falava sussurrando e bloqueando o comunicador com a mão enquanto isso para ter certeza de que apenas ela ouviria aquilo.- Ele é meu amigo. Não é o tipo de pessoa que machuca alguém sem motivo...- Era estranho para o evo fazer aquele pedido, pois normalmente não teria boas maneiras para isso ou simplesmente não se importaria com outras opiniões, mas tinha empatia pelo garota evo. Experimentara um pouco do que ela vivia diariamente em Duos e não queria assusta-la.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Qua Jan 25, 2017 7:47 pm

    Pallando escreveu:
    - Chui?...Posso ouvir. Também ouvi algo nos telhados mais cedo. Ele tem armas?- Perguntou com calma, ainda pensando no que faria. Sentia-se estranho por estar usando o "acessório de comunicação".

    - Eu não sei dizer, não vi muito coisa. Deve estar escondido. Pode não ser nada, mas como tem uma "pessoa importante" aqui, não posso descartar um atentado.

    Chui estava bem apreensivo, e mal não sabia o que esperar. Não queria parecer que estava intimando a presença do evo, por isso não tornou a perguntar a localização, mas temia que algo ruim estivesse prestes a acontecer...
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Qui Jan 26, 2017 8:16 am

    off: que macumba é essa q de repente estamos em outro tópico? achei o máximo. hahaah

    on:


    - Bem, ele tem todo o jeito de soldado rebelde, se for parar pra pensar, mas eu duvido que isso seja verdade. As pessoas gostam de falar demais. Hm? É verdade isso?



    Um tipo de orgulho preencheu o peito de Rhaenee ao imaginar o lobo solitário do comandante desmembrando um esquema de corrupção.

    - Ah, não é nada diferente de ser militar como homem, eu acho. E se você vai dormir com os outros vai depender do seu comandante. Em geral espera-se que você não tenha problemas com isso sendo um soldado, mas pra falar a verdade, eu pude ser chamada de militar por pouco tempo. Hoje eu sou, teoricamente, uma guarda-costas e já precisei atirar em monstros - admitiu, coçando o rosto.

    Ray olhou de canto para Chui enquanto ele saía. Ficou imaginando se ele verificaria algum problema lá fora ou se estava incomodado também com o restaurante. No fim, tinha sido uma ideia furada.

    Corou de leve, olhando hipnotizada para o rosto adorável de Gail e demorou alguns segundos para responder.

    - Hm!? É-é. Deve ser!

    Então ela afundou o rosto no cardápio e olhou as opções. Será que conseguia pagar isso? Marin tinha fugido com o restante do prêmio e ela só tinha 100 zions. Não podia pagar para todo mundo. Pigarreou e tossiu ao notar esse detalhe.

    - A gente está escolhendo! Hahaha... Ha... Já chamamos, tudo bem? Hah.... Meu deus do céu. Nós não temos tanto dinheiro! O que vamos fazer? - sussurrou para os dois restantes na mesa.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Qui Jan 26, 2017 2:27 pm

    ---> Cena Restaurante (Ray)

    -Ual! Atirou em um monstro! Eu não sabia que mulheres podiam ser guarda-costas também, quem você protege?

    Lana prestava atenção a todas as palavras de Ray sem desviar os olhos, estava fascinada por conhecer uma mulher militar, para ela era como olhar para uma heroína. Depois que Chui sai e o garçom chega, a guarda-costas fica preocupada com o preços do pratos. O garçom franze as sobrancelhas com o comentário de Ray, provavelmente já tinha descoberto que estavam sem dinheiro, mas por sorte, ele se afasta de vocês como foi pedido. Gail ouve o sussurro da amiga e Lana também. O príncipe sussurra de volta, aproximando-se novamente de Ray, que começou a sentir calor, será que esse restaurante era sempre tão abafado assim?  

    - Não é tão caro... - Comentou o Príncipe perto do ouvido de Rhaenee - Mas minha irmã me fez vir sem meu cartão, era uma das exigências para vir na missão... Aposto que ela quer me traumatizar para eu não tentar fugir mais...  Agora só tenho 50 zíons, só daria para comprar o prato mais barato.

    Lana percebeu a dificuldade dos colegas, corada disse em voz baixa:

    - Desculpem... Eu posso pagar pelo menos o meu almoço, mas se quiserem podemos ir em uma lanchonete. O preço lá é bem mais em conta, só não tem os pratos famosos do festival. Mas ainda tem o sorvete de sakura por 5 zíons.

    Gail sussurra novamente para Ray:

    - Eu poderia dizer para o dono do restaurante quem eu sou, e que pagaria depois... Mas se o comandante descobrir com certeza me daria uma penitência. Pior então se minha irmã descobrisse... É isso não seria certo de fazer... Então o que vamos fazer?


    ---> Cena Rua (Chui)

    Chui olha para os telhados, aperta os olhos e tenta ver algo suspeito ou alguma pista, mas nada encontra. Talvez tivesse sido atrapalhado por causa da forte luz do sol ou por causa das mocinhas que perguntava sobre o príncipe. Chui responde rápido e inventa uma desculpa. A garota de cabelos loiros franze as sobrancelhas pensativa, depois suspira desapontada e diz:

    - Entendi... Pensando bem, ele não é tão parecido com o príncipe, está diferente. O príncipe é muito mais bonito... E não andaria com pessoas aparentemente duvidosas...

    Depois de ficar desapontada a garota se anima e diz:

    - Então se estão despistando os espiões... Quer dizer que ele veio em Duos e está em algum lugar! Só preciso saber onde ele está! Pode deixar, seu segredo será guardado.

    A loira então corre de volta para as amigas e provavelmente estava contando tudo que Chui disse. Pouco a pouco, as garotas que cochichavam foram saindo de vista. Mas será que o perigo havia passado? O caçador aguarda pela resposta de Marin, o que ele fará?

    ---> Cena Loja em Construção (Marin)

    A garota evo vai andando para dentro da loja em construção acompanhada de Marin. O local estava cheio de material de construção, havia tintas para todo lado, paineis, plásticos, ferramentas... Ao ouvir a pergunta sobre a coleira, a evo pareceu ficar preocupada, mas respondeu:

    - A coleira... - Repetiu pensativa antes de continuar - Eu machuquei um humano... Ele queria me machucar, então acabei jogando algo em cima dele... Só que foi muito grave... Meu nome é Nina Nove, e o seu qual é?

    Logo Marin recebe a mensagem de Chui, Nina espera ele terminar e quando ouve a pergunta dele sobre trazer alguém ali, a garota parece preocupada:

    - Não! Não pode... Ele não é um evo.... Não se pode confiar em pessoas assim...

    Nina olha ao redor e vai até um tipo de elevador incompleto, onde só havia a plataforma ainda, então diz amigável:

    - Vem, eu vou te mostrar o que fiz no andar de cima, eu gosto de desenhar. É só ficar em cima dessa plataforma, eu aperto os botões! É rapidinho!




    OFF: Chui pode tentar observar novamente se quiser, qualquer personagem pode tentar observar quando quiser.
    OFF2: Marin role percepção CD9! É um teste secreto.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Qui Jan 26, 2017 7:41 pm

    Fosse apenas um desocupado pulando pelos telhados ou não, Chui estava certo em ficar alerta uma vez que coincidentemente o príncipe de Primus se encontrava por perto. Se por acaso se tratasse de um inimigo, era notável a sua habilidade em se mover pelos telhados sem ser percebido, ainda mais com as ruas tão movimentadas, e era melhor que isso fosse verificado o mais rápido possível. Marin acabara de ouvir Chui e recebeu a resposta da garota evo, Nina, com certa tristeza.

    Era a primeira evo que havia conhecido e também responsável por faze-lo entender melhor como evos normalmente são tratados. A história sobre a coleira, o hematoma roxo e toda sua desconfiança para com os humanos tornavam compreensível a sua decisão de não querer o amigo do evo por ali. Marin, curioso e já simpatizante de Nina, queria ajuda-la com alguma coisa. Mudar algo para ela, fazer a diferença. Por essa razão a animação com que ela o convidava ao andar de cima era contagiante, o que só o deixava mais hesitante em contraria-la.

    Marin a ouviu chama-lo, ciente de que Chui também aguardava uma resposta, e ficou em silêncio por algum tempo. Já tinha certeza do que faria desde o momento que fizera a pergunta para ela, apenas demorou para responder pois tentava pensar em um jeito de não desaponta-la por não poder segui-la. Nunca houvera chances de Marin ignorar o chamado do caçador para ver desenhos, ainda mais com a vida de Gail possivelmente em risco.

    - Sinto muito.- Sabia que a calma no tom de sua voz daria conta de acabar com a empolgação da garota evo, mas não havia outra maneira.- Preciso fazer algo. Se ainda estiver aqui quando isso for resolvido, eu te acompanho até o andar de cima.

    Não pretendia dar tempo para que ela retrucasse ou insistisse, afinal seria um esforço inútil. Marin não mudaria de ideia tão facilmente. Ainda assim, apressado como estava para sair dali, lembrou-se da pergunta que ainda não havia respondido.- Marin é meu nome.- Deu a resposta enquanto rumava para fora da estrutura em construção.

    - Chui?- Chamou-o apenas alguns segundos depois de tentar se despedir de Nina Nove. Ainda sentia-se estranho por estar usando o relógio comunicador.- Estou perto. Se ainda está no restaurante vou te encontrar logo...estão no restaurante, certo?

    Seguiria para o restaurante ou para qualquer lugar que Chui indicasse, olhando com suspeita para os telhados.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Qui Jan 26, 2017 7:54 pm

    Ainda que ficasse um pouco feliz pela admiração da garota por ela, ainda achava meio triste que ela achasse algo tão simples assim como se fosse algo incrível! Não era. Ela deveria poder atirar também e fazr tudo o mais que quisesse. Não achava que a personalidade tímida era só uma característica de Lana, mas tinha sido imposta.

    - É claro que sim. Bem, na verdade não é nada de mais... er, você sabe atirar, não sabe!? Se tivermos um tempo eu posso te ensinar alguma coisa. O que você quiser

    Enfim, endureceu o corpo todo, com medo de se mexer um centímetro que fosse e encostar em Gail sem querer. Fechou os olhos, vermelha e afobada, ouvindo tanto Lana quanto ele.
    /Poderia simplesmente dizer que dinheiro não era tudo e que usar influência por qualquer motivo não era correto, mas a proximidade a deixava muito nervosa e a fez falar meio alto:

    - Não precisa!!! Imagina! Isso é bobafffgem!! Caham... Chui e Marin não gostaram desse lugar também, aparentemente e...e.. são uns exploradores de mulheres. Vamos lá pra fora e podemos comer em uma boa e velha lanchonete!

    Ela sorriu, já afastando a cadeira, na maior cara de pau.

    - Vamos, antes que eles resolvam correr atrás da gente - sugeriu, já colocando Lana na frente e conduzindo-a para fora.

    De frente para a porta, a garota olhou o telhado, com um receio repentino. Deveriam redobrar o cuidado lá fora.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

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      Data/hora atual: Dom Out 22, 2017 11:45 am