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    Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

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    Luxi
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Sex Mar 10, 2017 2:29 pm

    Rhaenee sorriu maldosa, pensando seriamente em registrar o momento para poder chantageá-lo no futuro com sua foto sem pompa nenhuma, mas o que ele disse em seguida a fez corar. É bem verdade que o príncipe ficava uma graça não importava o que vestisse e ela era uma das que pensava a mesma coisa.

    - EH!? N-.n... que saber? É bem capaz mesmo!!! Essas meninas não tem a menor noção do ridículo. Só porque você é príncipe - fez uma careta.

    - Mais pudim de peixe??? Mas nós salvamos o dia, comandante! Não é justo - choramingou, decepcionada. Esperava mesmo que fossem tratados com mais mordomia.

    (...)

    - Ahh, eu queria ser uma mosquinha para poder ouvir o que eles estão falando. Deve ser legal você encontrar em outro planeta alguém como você, né?

    Rhaenee botou a mão na cintura, aguardando que Marin voltasse para o grupo. ELa nem fazia ideia da discussão anterior por causa da garota. Mas então ouviu que o evo seguiria com Rosso para seus assuntos particulares. O que será que eram?

    - Está bem, está bem.... - reclamou. Não queria sair explorando por aí com aquele braço debilitado e com a capacidade de defender o príncipe reduzida. Só queria mesmo era espiar o que Marin faria. - Fizemos tanto e ainda vamos ser punidos... - resmungou baixinho.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Sex Mar 10, 2017 7:22 pm

    Marin levou o que Chui dissera como um conselho, algo com que tentaria aprender, e não se sentiu repreendido ou coisa parecida. Gostava de conhecer outras perceptivas e atentar-se aos pequenos detalhes que talvez não conseguisse enxergar sozinho, e realmente entendia o que o caçador queria dizer aos dois. Na verdade, não havia interpretado o comentário de Gail sobre Nina como uma atitude cruel, mas sentira raiva do mesmo jeito por vê-lo chamar a evo de "ladra" em voz alta.

    Gail, por alguma razão que Marin não entendia por completo, não recebeu as palavras de Chui com a mesma tolerância. Provavelmente havia se ofendido com a insinuação de que tinha várias liberdades como príncipe, e ainda justificou o que pensava sobre Nina com certa desconfiança. Para o evo, mesmo sabendo um pouco sobre a história do príncipe, era impossível entender as razões dele. Talvez o evo jamais pudesse realmente compreender Gail e sua busca por uma liberdade que era comum aos outros.

    Depois, quando a conversa que tomava uma tonalidade desagradável foi encerrada pela chegada de Ray e Rosso, Marin estava próximo de Nina para despedir-se. Ela ainda parecia preocupada com os outros, mas ao menos conseguiu demonstrar alguma confiança ao sorrir. Também estava mais "viva" do que antes ou apenas menos inclinada a dizer coisas como "seria melhor ter morrido", o que deixava Marin alegre por ela.

    Ainda era estranho ser chamado de "boa pessoa", mas aceitou o comentário dessa vez. Realmente havia tentado ser bom para a garota evo, ajuda-la mesmo depois da armadilha e fazer alguma diferença. Porém, ainda não sabia se a havia ajudado de verdade. Só poderia torcer por ela e seguir viagem.

    - Guarde a luminária... e não tenha medo. Humanos como os que vi não merecem ser temidos.- Disse com toda a certeza. Era a primeira vez que se despedia de alguém e não sabia como era comum agir nessas ocasiões, então apenas disse o que queria dizer.- Boa sorte.

    Logo ouviu o comandante chama-lo e assentiu. Voltou-se para a garota evo uma última vez e ergueu a mão em despedida, sentindo-se desconfortável com a situação. Queria a certeza de que ela ao menos teria alguma chance de ter uma boa vida, e por isso olhou mais uma vez para seu pescoço. Se a coleira ainda estivesse ali, direcionaria sua atenção ao tenente Falconeri e falaria com ele.- Algo pode ser feito sobre essa coleira?- Perguntaria com ingenuidade, pois realmente não sabia se o tenente poderia ajuda-lo com isso, mas deixava a entender que queria "cobrar" de Duos pelo serviço prestado.




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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Sab Mar 11, 2017 10:14 pm

    Chui ouviu em silêncio os argumentos de Gail, prestando atenção amigavelmente. Era justo que não aceitasse o que dissera, até mesmo pela visão diferente que tinha e que Chui também poderia não conhecer por completo. Era certo que o príncipe não tinha tanta liberdade quanto o caçador imaginava, mas Chui estava convicto de que Nina era uma boa pessoa. Em argumentos não saberia explicar, e esse era um lado mais emocional e otimista do caçador, que sempre procurava o lado bom das pessoas e acreditava nele diante de gestos delicados como os da evo.

    - Sim, você pode estar certo. - respondeu Chui ao final, ainda sorrindo honestamente. - Me desculpe se eu o magoei.

    A chegada de Ray foi oportuna para acalmar os ânimos, em especial de Gail. Trocaram provocações e Marin foi conversar com Nina, para partir para o exame médico logo em seguida. Chui ficou quieto algum tempo refletindo várias coisas, entre elas sua visão dos acontecimentos e também a quase proposta de Rosso para que se inscrevesse no serviço militar. Mas acabou deixando qualquer vestígio de preocupação de lado para poder aproveitar o tempo com os amigos e ter certeza de que não haveria desavenças entre ele e o príncipe.

    - Gente eu quero muito dormir. - bocejou. - E pelo visto a comida não vai ser tão interessante assim... só espero que o comandante não aumente nosso sermão.

    Depois, Chui respondeu à pergunta de Ray:

    - Sim, deve ser animador ver alguém assim, principalmente para Marin. Só eu que enxergo os dois como um casal fofinho?

    Olhou para Gail, torcendo que ele não achasse que isso fosse uma provocação de qualquer tipo.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Dom Mar 12, 2017 12:35 am

    Marin se ocupava com Nina, Rhaenee queria ser uma mosquinha para escutá-los, Chui concorda com o comentário da guarda-costas e ainda tenta romantizar os dois evos. Gail franze as sobrancelhas para os dois amigos e comenta:

    - Ray, não é educado espiar os outros. É uma pena para Marin que o primeiro evo que ele encontra tenha o enganado.

    Depois o príncipe virou-se para Chui e fez uma pergunta:

    - Chui, só porque ela é a primeira evo que ele encontrou, não quer dizer que tenham que ficar juntos. Se está tão interessado em romance, por que não procura alguma garota para você? A Lana não te interessou?

    Enquanto isso, Marin se despedia de Nina, que agora sorria. O comandante pediu que terminassem, pois iria levar o evo ao médico. Mas antes que se retirasse, Marin fez uma pergunta intrigante ao tenente. Falconeri pensou um pouco antes de responder:

    - Bom, depois do que ela fez, fica mais difícil... Nina está em condicional. A coleira permite que ela fique em liberdade em vez de ficar detida em uma cela. Tirar sua coleira poderia ser um perigo para os cidadãos. Hoje ela é vigiada por um tutor, o mesmo de seu irmão. Quando sair daqui, deve voltar a morar com ele, já que tinham vínculo empregatício. Mas se tivesse alguma forma de provar que ela estaria melhor sem o item... Se estiver muito interessado e pensar em algo útil, me avise.

    Nina fica surpresa com a pergunta de Marin e seus olhos parecem marejar um pouco. Porém o comandante voltou a chamar Marin, então antes dele sair, ela apenas sorriu e disse por fim:

    - Vou guardar a luminária para sempre... Obrigada mesmo... Não acho que mereço, mas gostaria de encontrar humanos bons como os que diz. Marin.... Queria ser mais como você... Nunca deixe os outros dizerem que é inferior. Adeus.

    O comandante guia então Marin para a sala onde fariam os exames, porém o evo não deixou de ficar pensativo sobre o que o tenente havia falado. (Marin ir para cena médico abaixo - a partir daqui muda de cena) Enquanto isso, Chui, Ray e Gail esperavam sozinhos no saguão, Nina e o tenente já haviam se retirado. O príncipe bocejou e comentou com os amigos:

    - Pena que a Lana não voltou, não é Chui? Se quiser eu te ajudo, geralmente sou bom com as mulheres, eu estou te devendo uma mesmo. Ray conta para ele como sou bom nisso, é preciso saber como ser um verdadeiro cavalheiro. - Gail sorri brincalhão, depois continua -  Agora sobre o comandante, Ray tem razão, ele podia esquecer nossa penitência por termos salvado o hospital. Ray você é militar, que tipo de penitência acha que ele nos dará?

    Depois de alguns minutos uma garota se aproxima e chama atenção de vocês, ela tem longos e belos cabelos loiros, seus olhos são azuis e usava um belo e refinado vestido amarelo, com certeza uma nobre. Ela chega perto do príncipe e pergunta:

    - Príncipe Gail? É uma honra vê-lo novamente! Não está se lembrando de mim?

    Gail fica um pouco confuso e ao mesmo tempo envergonhado por não estar apresentável para um reencontro, ele lança um olhar para Rhaenee e depois responde sinceramente:

    - Perdão, não me lembro...

    - Sou Lustiena da família Dulac - Respondeu a jovem - Fomos apresentados quando veio visitar Duos pela primeira vez, sua família se hospedou em minha casa. Nós tínhamos só seis anos.

    O príncipe se esforçava para se lembrar, mas não parecia estar conseguindo. Porém quando se lembrou logo ficou corado. Lustiena lançou um olhar para Chui e Rhaenee, analisando-a dos pés da cabeça. A jovem rica era elegante nos gestos e em seu modo de falar moderado e suave, também era incrivelmente bonita. Rhaenee nota que desde que entrou no mundo de Gail, sempre tinha garotas elegantes como esta procurando conversar com ele, mas esta realmente era bela. Era um fato de que nunca faltaria belas jovens querendo ficar com o príncipe.  

    - Eu consigo me recordar vagamente... - Respondeu Gail um pouco nervoso.

    - Esses são seus amigos? É um prazer conhecê-los - A moça faz uma mesura e continua, dessa vez incluindo Chui e Ray na conversa - Eu estou aqui para visitar um parente adoecido. Eu e o príncipe Gail brincamos juntos uma vez quando eramos crianças. Mas eu nunca me esqueci dele, era tão fofo. No dia em que ele iria partir com sua família, estava tão deprimido que deu trabalho para os seus pais. Até hoje não me esqueço, ele fez uma cartinha para mim em forma de coração e antes de ir embora me deu um anel dizendo que queria se casar comigo quando fossemos adultos - Lustiena riu educadamente e terminou dizendo - Sabemos que eram só coisas de crianças. Mas admito que na época fiquei triste quando fiquei sabendo que foi prometido a outra jovem quando fez sete anos. Sei que é um pouco inapropriado, mas guardo a cartinha e o anel até hoje como lembrança de ter conhecido o príncipe.

    Gail parecia mais vermelho do que um pimentão ao ouvir a história, no final ele apenas concorda e ri para amenizar a situação. Em seguida a garota olhou novamente para Chui e Ray e fez mais perguntas, dessa vez lançando um olhar demorado para Chui:

    - Eu soube do ataque, foram muito corajosos. Mas estou curiosa para saber uma coisa, de qual família vocês são? Estou curiosa principalmente por este senhor, nunca conheci nenhum nobre de Locus.


    --->Cena Médico (Marin)

    O comandante Rosso e Marin entram em um consultório, este possuía paredes brancas, uma escrivaninha elegante onde ficava alguns materiais médicos e um datapad, atrás da mesa uma cadeira confortável e na frente duas poltronas. Um homem muito peculiar estava na sala, seu rosto possuía uma cicatriz marcante e os cabelos duas cores, preto e branco. Ele estava usando um jaleco branco e sorriu ao ver o comandante Rosso, logo o cumprimentou.

    - Este é o evo de quem te falei. Marin este é o doutor Aldagis Dieder, ele é um grande amigo meu e é conhecido por resolver casos que nenhum outro consegue resolver, pode confiar nele.

    - É verdade, sabe não é fácil tratar ferimentos de um comandante teimoso - Comentou o doutor - Rosso conseguiu os piores ferimentos que pode imaginar, mas ainda assim, consegui tratar de todos eles. Teve um dia que ele contraiu uma doença rara de Locus, transmitida por um inseto. Quase o perdi, mas consegui criar um soro a tempo. Mas então, podem se sentar nessas duas poltronas.

    O médico se sentou e o comandante também. O doutor pegou seu datapad na mão e depois perguntou seriamente ao evo:

    - Marin, me diga, o que está acontecendo com você? Gosto de ouvir dos meus pacientes, me diga tudo que sente e todas as suas dúvidas. Depois faremos alguns exames um pouco incômodos, mas não serão invasivos, tudo bem?
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Dom Mar 12, 2017 9:25 pm

    O evo assentiu ao tenente com a resposta. Entendia a situação em que Nina se encontrava depois do que havia feito, embora não achasse que ela representaria perigo aos cidadãos caso estivesse livre da coleira. Na verdade, era exatamente o contrário, uma vez que a própria evo havia lhe mostrado hematomas causados por humanos. Saber que ela seria devolvida ao mesmo tutor de seu irmão bastava para que tivesse certeza de que precisava intervir.

    - Além da ferida na costela que foi causada no incidente, existem hematomas no braço. Talvez em outros lugares do corpo também.- Obviamente sabia que os hematomas não haviam sido causados pelo tutor(pelo menos não dessa vez), mas mentir não era um problema para Marin.- Ela me disse que já tentou denunciar o tutor antes... provavelmente foi ignorada.- Se as denúncias fossem registradas, como Marin imaginavam que eram, talvez pudesse usa-las como argumento. O tenente Falconeri vivia por ali, provavelmente havia entendido a insinuação de que Nina fora ignorada apenas por ser uma evo.- Os hematomas e as denúncias posteriores, além da palavra dela, devem bastar para que ao menos a coloquem sobre vigilância de outro tutor... basta ouvi-la falar. Se a coleira ainda não pode ser retirada, pelo menos outro tutor pode ser encontrado.

    Já havia entendido que dificilmente conseguiria livra-la da coleira depois do que ela fizera na loja em construção, então tentou outra ideia. Não sabia muito bem se isso ajudaria muito, por que não sabia que tipo de novo tutor poderia ser encontrado para ela, mas parecia ser o melhor que poderia conseguir. Depois de falar, Marin esperou brevemente por alguma confirmação do tenente e depois ouviu Nina, sentindo um pouco de pena dela no processo, e então assentiu para ela.

    - Adeus.

    Logo em seguida deixou o local junto do comandante Rosso. Ainda tinha a situação da evo bem presente nos pensamentos, mas tentava focar-se no que estava prestes a fazer. Em breve teria sua primeira chance de começar o processo para recuperar alguns resquícios de seu passado, e isso era o que mais queria no mundo. Enquanto caminhava, lembrou-se da caixinha e da música que reconhecera, inutilmente se esforçando por alguns segundos na tentativa de se lembrar de algo.

    Os dois logo entraram em um consultório, um ambiente pouco agradável pois instantaneamente o fazia pensar em exames e coisas do tipo, como quando precisou ser examinado antes de ir para a Seleucia. Lá havia um homem no mínimo curioso, tanto pela cicatriz quanto pelo cabelo de duas cores que pareciam ser dividas na linha imaginária da cicatriz, mas ainda assim aparentemente simpático. Marin ouviu o comandante e o médico, apreciando também o breve relato sobre a doença transmitida por um inseto. Rosso certamente já havia enfrentado muito em sua carreira, talvez por isso o evo sabia que podia aprender muito com ele.

    Quando Aldagis lhe fez a primeira pergunta, Marin mais uma vez se encontrou em uma daquelas situações onde não sabia exatamente o que responder. Saber que teria de fazer alguns exames também era agradável, mas certamente não era nada inesperado de se ouvir quando se visita um médico.

    - Acordei em uma cama de metal há alguns dias atrás. Não tenho lembranças de antes disso...- Começou devagar, ainda tentando listar tudo que julgava estar errado consigo.- Sofri com uma breve perda de memória na Seleucia... ataquei os outros durante o tempo em que fiquei sem memória. Não sei como aconteceu.... não tenho nem ao menos como provar que o nome que uso é meu.- Deixou transparecer um pouco de raiva no fim, um tanto frustrado e irritado com a situação.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Dom Mar 12, 2017 11:24 pm

    - Confesso que gostei da ideia, Chui! - Ray passou a observar o "casal" com outro olhar, pensando que seria bonitinho ver um lado mais fofinho de Marin, mas aparentemente Gail não achava a mesma coisa.

    - Deixa de ser amargo, Gail.

    Era triste pensar que os evos só serviam como trabalhadores braçais para a maior parte das pessoas. Ela mesma nunca tinha tido muito contato com eles até conhecer Marin. Gostaria de poder mudar a mentalidade das pessoas. Quando será que o primeiro evo tinha sido usado como um objeto?
    Então Gail continuou com um papo esquisito tentando empurrar Chui para Lana.

    - E quem disse que os dois iriam querer, hein, alteza? Chui, pode esquecer que ele é um príncipe e brigar com ele. - quis cruzar os braços, mas na impossibilidade, colocou a mão na cintura com o punho fechado - "Bom com mulheres"... é claro, é um príncipe. Toda menina é ensinada a gostar de príncipes. Não quer dizer que você tenha qualidades - mostrou a língua, brincando também. - Eu não sei, de repente limpar o banheiro com nossas escovas de dente... tentar contar os fios da nave ou reescrever os manuais... - foi ficando com uma expressão cada vez mais sofrida, conforme inventava os castigos.

    De repente apareceu uma linda menina loira cheia de intimidade conversando com o príncipe. Até aí, seria normal, já que ele era obrigado a ter muitos contatos como aquele... Mas elas era muito mais bonita. Não podia ser uma pretendente, já que isso ele já tinha. Ela só ergueu as sobrancelhas e ficou olhando meio de lado, atenta, mas fingindo que não ligava. Porém, conforme ela falava, ficava mais e mais difícil não olhar de um para o outro. A história começava a ficar estranha, ainda mais com o jeito envergonhado de Gail. Ela não fez nada demais, além de um cumprimento com a cabeça, sendo mal educada com a nobre sem querer, mas simplesmente não era obrigada a ser legal qunado não tinha ninguém olhando.

    Ela não se arrependeu em nada de ter feito isso, já que os olhos foram crescendo e suas bochechas começaram a queimar. Rhaenee exclamou um sonoro " EH!???" e depois limpou a garganta, olhando para o lado completamente vermelha e com uma das mãos no rosto.


    - C-cartão com... coraçãozinho?? E um anel também - murmurou, incrédula. A historinha era montada com perfeição em sua mente com versões mirins dos dois e ela odiava cada parte daquilo, mesmo uma parte pequena dela sabendo que era uma grande bobeira.

    Ela nunca tinha ouvido aquela história. Parte dela se sentiu um pouco ingênua por achar que Amilie era a primeira tonta que tinha se derretido (e conseguido) o coração do príncipe. Depois pensou que a verdadeira tonta estava ali, com o braço enfaixado. Rhaenee corou muito, relembrando a frase que tinha soltado para Lana, sendo altamente estúpida e para Rosso também. E até tinha segurado a mão do príncipe!! Isso era tão embaraçoso! Talvez ela fosse um tipo de "Lustiena" moderna.

    Ela queria levar para o lado cômico e fazer alguma piadinha sobre os trajes do príncipe, mas em vez disso, suas palavras foram muito mais ríspidas e aceleradas.

    - É mesmo muito inapropriado. Por que guardar isso até hoje? Sabia que a princesa Amilie poderia ficar chateada e causar um imenso problema para Primus? Isso é muito inconsequente! - Fechou a cara. Estava se sentindo mais irritada do que gostaria. Geralmente gostava de ser gentil com os outros, mas agora simplesmente não estava aguentando olhar para a cara dela.

    O jeito perfeito como ela falava era ainda mais irritante do que de Amilie. "Corajosos". Ela nem sabia o que tinha acontecido! Por que fazia esses elogios falsos?

    - Chui é um ex-caçador e soldado, senhorita. E eu sou a família Zahrde. Você está ouvindo falar dela agora. Sou guarda-costas do príncipe e um soldado de Primus. - Rhaenee estufou o peito para falar de suas qualificações e enaltecendo o colega no embalo, sem pensar se isso o constrangeria. Ela também não estava com uma expressão muito amigável.

    "Por que essa idiota acha que só existem nobres no planeta? Ridícula" , pensou, querendo muito cruzar os braços, mas se contentando com a mão na cintura. Gostaria de estar vestindo seu uniforme e parecer mais imponente agora.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Seg Mar 13, 2017 4:50 pm

    Chui esticou os braços, se espreguiçando. Lembrou-se de seus doces e sentiu vontade de comer um, mas já nem sabia mais onde estava a sacola com eles. Talvez estivessem caídos por aí por causa do tremor do monstro, e isso o deixou chateado, pois provara apenas duas das guloseimas que havia comprado. Ouviu o comentário do príncipe e a resposta da Ray, e concordou com ela com um sorriso:

    - Eles são fofos, porque parecem se entender. Além do mais, é a primeira vez que vejo Marin tão sociável.

    Porém, Gail continuou sua fala comentando sobre Lana e Chui corou, o que por sorte não é tão perceptível, e ficou sem fala momentaneamente. A sorte foi Rhaenee fazer um comentário, ao qual o caçador apenas concordou com um vacilante "isso aí". A verdade é que, de fato, Lana despertou curiosidades estranhas em Chui, que não sabia dizer se era afeto ou apenas simpatia, embora sentir o rosto queimar fosse um indicativo forte de que gostaria muito de se encontrar com ela para um jantar ou algo do tipo. Sozinhos... ignorou o resto da fala, pois não conseguiu se concentrar.

    Então Falconeri apareceu de volta, com Nina e Marin. A evo aprecia realmente feliz, deixando Chui feliz por Marin. Mas o fato de não tirarem a coleira ainda era preocupante, e mais ainda o retorno desta para a casa do homem que era tutor dela antes do acontecido. Será que ele a trataria dignamente? Ou poderia castigá-la pelos problemas que ela e o irmão causaram? Além do mais, vínculo empregatício era apenas um eufemismo para escravidão, já que evos não recebiam exatamente como outros tipos de trabalhadores, isso quando recebiam. Mas como Nina parecia contente e as coisas pareciam se resolver, Chui ficou calado (sem contar o medo de acumular mais um sermão de Rosso e bater o recorde).

    Enquanto Chui se distraíra pensando nesses assuntos, Gail voltou a falar de Lana, levando o caçador a corar novamente e sentindo uma pequena pontada de incômodo. O príncipe de gabara de seus conhecimentos sociáveis com mulheres e Chui apenas sorria forçadamente, enquanto Ray implicava com Gail.

    - Não, tudo bem, eu sei lidar com isso... digo, li-lidar no sentido de não precisar, s-sabe... - e fingiu bocejar por causa do príncipe para tirar a necessidade de explicações.

    As coisas voltaram a ficar tensas, mas desta vez para o lado de Rhaenee. Uma bela jovem loira de ar pomposo aparece no aposento em que eles estavam, e logo veio cumprimentar o príncipe. Era claramente da nobreza e não perdeu tempo para se apresentar e iniciar uma conversa com Gail, que alegava não conhecê-la ou se lembrar dela. Fosse verdade ou não, o tiro saiu pela culatra: Lustiena, a nobre, começou a tentar fazê-lo se lembrar, contando inclusive uma história dos dois quando jovens envolvendo cartões de coração, e que só não fez Chui rir pela expressão claramente de fúria que Ray exibia, parecendo prestes a explodir. Estava tão irritada com a situação que chegou a contradizer uma nobre de forma bem ríspida.

    Lustiena parecia insistente em demonstrar sua nobreza e sua proximidade com Gail, pois perguntou ao grupo qual era sua família, em especial para Chui. O caçador ficou se palavras por alguns instantes, se lembrando que não tinha nenhuma família e nenhum sobrenome. Por um momento ficou envergonhado, sem saber bem o motivo. Mas Ray, em seu estado de exaltação enraivecida, respondeu pelo garoto, e isso o fez perceber que não havia motivo para ficar cabisbaixo e sentir pena de si mesmo. Qual o problema de ter sobrenome? Certamente era melhor do que se apoiar na família para demonstrar sua importância. Encorajado, Chui respondeu a Lustiena:

    - Sim, sou um soldado, e enfrentei esse monstro com eles agora há pouco. Eu não tenho sobrenome.

    O caçador encarou a mocinha nos olhos, dessa vez sem vacilar.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Seg Mar 13, 2017 7:41 pm

    Antes de sair, Marin havia respondido bons argumentos ao tenente, para ele era claro que Nina não estava segura com seu tutor. Falconeri parece surpreso com as declarações do evo e diz que vai investigar mais sobre o caso e lhe dar uma posição antes que Seleucia partisse. A garota no entanto, ficou surpresa por ver Marin lhe defender com tanto esforço.  

    (...)

    Enquanto Chui, Ray e Gail estavam sozinhos do saguão, os amigos trocavam implicâncias e conversas triviais entre si. Gail apenas ria das provocações de sua amiga, não levando a sério o que ela dizia. Mas quando ela fala das penitências, seu rosto fica visivelmente desanimado.

    Apesar de tudo, estavam tranquilos até a garota nobre aparecer e tentar fazer o príncipe lembrar de seu passado. Gail suava nervoso com a situação constrangedora, não bastasse estar usando um pijama nada nobre. Mas tudo ficou mais tenso quando Rhaenee respondeu Lustiena de forma rude. O príncipe encarou sua guarda-costas com um olhar surpreso e com as sobrancelhas franzidas.

    Porém as coisas pioraram ainda mais quando Lustiena pergunta qual era a família de Chui e Ray. A guarda-costas não faz cerimônia e a responde rapidamente. A jovem nobre não se mostra surpresa, talvez até tivesse esperado por isso, mas ficou sem jeito com a atitude agressiva de Rhaenee, seu belo sorriso continuava, mas não estava tão brilhante quanto quando chegou. Entretanto, não deixou de fazer mais alguns comentários, dessa vez um pouco maldosos, embora seu tom de voz demonstrasse educação e doçura:

    - Oh, perdão - Sorriu com uma gentileza educada e continuou - Não imaginava que o príncipe tivesse companhias tão... Distintas. Mas até aqui em Duos ouvimos falar do coração caridoso da família Arkadia, sempre a ajudando a plebe, é tão inspirador.

    Lustiena suspirou como uma moça apaixonada, depois olhou para Rhaenee e fez outro comentário, dessa vez visando  a guarda-costas:

    - Perdoe-me... Mas não acredito que simples recordações possam causar tanto mal, entretanto, se o príncipe Gail me pedir, eu me livrarei delas mesmo com pesar. Ah e me desculpe, eu deveria ter imaginado que era um soldado, sabemos que Primus aceita mulheres para esse serviços, mas agora entendo o motivo. Posso ver que é bastante masculina, não deve ter problemas com trabalhos como este.

    O príncipe acabou se engasgando e tossindo, deu algumas batidas no peito para ver se melhorava. Lustiena se aproximou colocando-se entre o protegido e sua guarda-costas, em seguida pegou um lenço bordado de seu vestido e ofereceu a Gail.

    - Príncipe! Está bem? Quer um pouco de água? - Perguntou Lustiena toda preocupada e repousando a mão sobre o ombro do príncipe.

    Por sorte, Gail logo se recobrou, riu para disfarçar o momento constrangedor e respondeu educado a Lustiena:

    - É um prazer rever uma amiga do passado. Mas tenho que discordar do último comentário, Ray não é masculina - O príncipe riu mais um vez e continuou - Nem que ela raspasse o cabelo pareceria um homem. Mas acredite, ela é mais eficiente em seu trabalho do que muitos homens. Talvez tenha achado isso porque estamos todos cansados. E dessa vez não estou prestando ajuda comunitária, Chui e Ray estão como soldados, estamos todos lutando para livrar Primus da invasão. Não quero parecer indelicado, mas em tempos de guerra, não podemos nos dar ao luxo de reencontros e conversas triviais. Estamos cansados e agora preciso ficar sozinho com meus colegas. Foi bom vê-la, espero não ter te causado muitos problemas na infância, tenha uma boa noite.

    Lustiena ouviu as palavras do príncipe e seu semblante pareceu ficar decepcionado, ela forçou mais um sorriso e se despediu a contragosto, indo finalmente embora e deixando os três sozinhos novamente. Gail se deixa escorregar um pouco na sofá e respira aliviado, depois fez um pedido aos amigos:

    - Ahn.... Podem esquecer o que houve aqui?

    Vocês ainda esperam alguns minutos até o comandante e Marin voltarem. (Ir para última cena).

    --->Cena Médico (Marin)

    O doutor ouve atento cada palavra de Marin e as anota em sua prancheta, depois o leva para fazer alguns exames. Aldagis coloca eletrodos na cabeça do evo, depois dentro de uma máquina onde ele deveria deitar e ficar totalmente imobilizado. Marin vê o comandante conversando baixo com o doutor, mas não consegue escutar nada. Depois de Marin voltar e sentar-se novamente na poltrona para conversar com o médico, o doutor parecia preocupado e começa a falar:

    - Bom Marin, o que encontrei nos seus exames é realmente um caso peculiar... Mas antes vou te receitar um remédio - O doutor coloca um pote com capsulas em cima da mesa e continua - Deve tomar um desses sempre que fizer algum esforço físico ou mental muito grande, no máximo três por dias. Quando for dormir, quero que tome este outro remédio aqui - O doutor colocou outro pote com capsulas em cima mesa - Este último vai garantir que não machucará ninguém enquanto dorme, pois vai te fazer dormir profundamente até o dia seguinte. O outro é um calmante. Esses remédios vão te ajudar a não surtar. Pelos exames, sua mente não está aguentando a exaustão.

    Aldagis se levanta, caminha até a janela, parecia nervoso, depois se virou para Marin mais uma vez e explicou:

    - Por favor, mantenha-se calmo... Nos seus exames descobri que seu cérebro é muito jovem, é como se seus neurônios não tivessem guardado memórias, eles são muito novos e jovens. Marin, o que quero dizer é que... Mais da metade do seu cérebro não possuí memórias. Mesmo que fosse alguém que esqueceu, elas estariam ali, mas não é o caso. Sua mente possuí pouquissímas memórias, então não posso te passar um tratamento para recuperar algo que não possui. Não sei se foi uma experiência que fez isso, mas eu tenho uma teoria. Eu o doutor Aldagis, acredito que você Marin, foi criado há poucos dias. Eu sei que é ilegal a criação de Evos, mas é o que está me parecendo agora.

    O comandante Rosso também ouvia a explicação e fica surpreso. Ele lança um olhar para Marin esperando sua reação, depois pega os remédios em cima da mesa e pergunta:

    - Doutor, pode continuar sua pesquisa em Marin? Se tiver alguma novidade me avise pelo comunicador.

    - Claro Rosso, claro. - Respondeu o médico - Não tenho certezas agora, mas é o que posso dizer nesse momento. Se tomar os remédios corretamente, isso acalmará seu sistema nervoso deixando-o menos cansado e estressado.

    - Acho que teremos menos problemas assim. Vamos confiar nisso, certo Marin? O doutor deve encontrar outras respostas depois que pesquisar melhor.

    Depois de garantir que Marin estava bem, o comandante pediu que o evo tomasse uma das cápsulas calmantes para que não surtasse com todas essas informações difíceis que tinha acabado de ouvir. Em seguida se despediu do médico e o guiou de volta para o saguão. No caminho falou algumas coisas para Marin:

    - Não deixe isso te abater, lembre-se do que conquistou até agora, você que escolhe quem quer ser, não o seu passado, mesmo que não tenha um, mas que fique claro que não está nada provado. Concentre-se nos seus amigos e confie, ok? Se estiver com problemas pode me procurar quando precisar, não tente aguentar sozinho.

    Vocês dois chegam ao saguão e reencontram Chui, Ray e Gail. (ver próxima cena).

    ---> Cena geral (Chui, Marin, Ray)

    O comandante volta com Marin para o saguão e chama os outros para o seguirem. Todos vão até a porta do hospital e entram em um transporte voador direto para a estação. Quando chegam encontram Selecia e até sentem uma nostalgia. A confusão que tiveram em Duos, fez parecer que haviam passado dias e não apenas algumas horas. Logo Lana e Falconeri apareceram para se despedir:

    - Bom vê-los de novo soldados de Rosso! - Exclamou o tenente, depois começou a dar as informações - Parece que a invasão a Duos vai mudar o cenário dessa guerra. Nossos dirigentes já estão enviando um exército para apoiar Primus antes que as coisas aqui fiquem tão tensas, querem unir forças. E Marin, eu investiguei o que me disse, Nina confirmou e fizemos um exame de corpo de delito tanto nela, quanto em seu irmão. Encontramos provas de experiências ilegais principalmente no corpo de Dax, ele possuía até a presença de uma lobotomia. Consegui retirar o vínculo desse tutor, que agora está sendo investigado. No momento eu mesmo serei o tutor de Nina. Se quiser mandar uma mensagem para ela, é só pedir para Rosso, ele tem o código do meu comunicador. Bom, isso é tudo, espero que tenham uma boa viagem e que completem essa missão misteriosa!

    Lana cora e também fala algumas palavras:

    - Foi um prazer ajudá-los. Rhaenee, continue se cuidando. Eu sei que os médicos fizeram um tratamento de células totipotentes aceleradas e que logo seu osso será regenerado, mas ainda assim precisa se cuidar e deixar ele imobilizado. Também tome os remédios que o médico te receitou. Desejo a todos boa viagem! Ficarei feliz se puder ajudá-los novamente!

    Depois da despedida, todos voltam para Seleucia. O comandante ainda pede que Rhaenee seja sua co-piloto, pois os outros não eram muito adequados para isso. Enfim vocês partem de Duos e voltam ao espaço em direção a Nihil.

    Fim do Capítulo





    Off: podem postar aqui se quiserem, ou tudo no próximo, mas não deixem de reagir a esses acontecimentos daqui, porque são importantes.
    Off2: Marin leia o comecinho do post, tem haver com Marin.
    Off3: Sei que adiantei um bocado, mas ainda podem responder as cenas anteriores se acharem que devem, e eu ainda posso continuá-las se necessário, se preferirem aqui mesmo.

    Próximo capítulo: Capítulo 4
    Luxi
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Ter Mar 14, 2017 8:53 am

    Antes de toda a confusão, Ray viu em Chui uma reação bem curiosa. Achou tão interessante quanto Marin sendo sociável com a garota evo. Então seus companheiros de nave também tinha um coração! Não que duvidasse isso de Chui, mas achava que ele era uma criatura mais selvagem, como um menino-lobo. Era fofinho ver que todos eles tinham um lado passional.

    No caso dela, porém, esse lado agora a fazia sentir vergonha e raiva ao mesmo tempo. Ela nunca tinha sido boa nem em controlar, muito menos em esconder as emoções. Quando sentia, já despejava nos outros, ainda que depois ficasse se sentindo mal, como agora.

    "Coração caridoso" e "plebe" ferviam dentro dela de uma maneira que ela até agradecia por ter um dos braços com uma tala, já que ela só precisava agarrar a roupa de um dos lados para não mexer a mão contra o pálido rostinho perfeito da outra. Ela engoliu seco, respirando fundo. Não era um segredo para ninguém que estava ardendo e raiva e ser transparente assim para o inimigo também a incomodava.

    Queria ser "bem masculina" e dar um soco naquela carinha, mas não podia fazer isso, o que era bem frustrante. Se falasse, explodiria, não podia falar, era o que repetia para si mesma mentalmente enquanto fulminava a loira com o olhar.

    Ela assustou mais ainda quando viu a forma carinhosa que ela cuidava de Gail, provocativa e irritante. Ela gostava muito mais da princesa Amilie agora. Tinha mais raiva ainda por ter acabado de levar um tiro pelo príncipe e aquelazinha achar que era superior a ela por ter um babador. Também odiava estar em roupas de hospital agora e não vestida de alguma coisa oficial importante. Tudo isso a fazia parecer muito mais "plebe", o que não a incomodava na maior parte do tempo, mas agora ela queria esfregar isso no rosto dela. Ah, se pelo menos a loira soubesse... Seus olhos brilhavam de raiva e ela sentia um pouco de vontade de chorar como uma criança birrenta, até que o príncipe a surpreendeu.

    Rhaenee virou o rosto, ouvindo tudo como se não fosse com ela, adotando uma expressão emburrada, embora fosse corando aos poucos e suas palavras fossem acalmando a fúria em seu peito. Não estava sozinha, pelo menos. Até então, ele só agia como um nobre, envergonhado pelas investidas da nobre, mas agora ele a defendia como um bom amigo e se esquivava para evitar um clima mais tenso, fazendo-a recobrar confiança aos poucos. Ela lançou um olhar desafiador para a loira em resposta, mas ainda não podia abrir a boca. O príncipe teve todo um esforço de contornar a situação de forma diplomática que ela não se arriscaria em estragar tudo.

    Ao pedido do príncipe, ela só olhou para ele de canto de rosto. Não tinha como esquecer uma ceninha dessas. Às vezes o que ela esquecia era que ele era nobre. Não apenas isso, mas a droga do príncipe. O mundo dele era completamente diferente do deles. Primus já era outro planeta, mas o reino era um planeta a parte. Ela deu as costas para o grupo e procurou se distrair com uma janela ou decoração. Estava chateada ainda pelo ocorrido, mas não podia fazer nada. No fundo, a loira tinha razão e tudo que ela queria agora era ficar sozinha. Não fazia nada daquilo pelo "planeta". Sabia que era uma boa desculpa para se meter em uma busca como aquela, mas se Gail não tivesse se envolvido naquilo, ela apenas teria ficado em Primus tentando proteger quem pudesse. Era muito tonta de traçar seus objetivos baseados em uma pessoa que não era de seu mundo. Sentia-se bem infantil de ficar tão triste, mas ainda não tinha aprendido a ignorar esse tipo de coisa totalmente, ainda que gritasse com os outros para se defender.

    - Ei, que médico é esse que o Marin foi visitar? - ela largou o comentário aleatoriamente, tentando mudar de assunto e fazê-los conversar.

    (...)

    A hora de partir foi um alívio para Rhaenee, que seguiu sem conversar e mais à frente. Não queria mesmo interagir com ninguém por um tempo, mas se fosse necessário, vestiria um sorriso e estaria tudo bem, ainda mais se fosse para Chui, que era um garoto bonzinho e não tinha feito nada.

    A revelação de que os tutores de Nina faziam experimentos graves nela a fez ficar preocupada e espiar Marin. Será que ele tinha vindo de algum lugar ruim como a outra evo? Será que a reação agressiva que ele teve com ela era um reflexo de abusos guardados em sua mente? Talvez fosse bom se ele continuasse sem memórias... e seria melhor ainda se ela o perdoasse de vez. Sentiu um pouco de pena, mas um pouco de admiração, por ele se manter firme apesar de tudo. Não ter memórias devia ser algo muito difícil. Estava disposta a pedir desculpas formalmente depois.

    Ver Lana foi bastante animador depois de tudo. Ela conseguiu sorrir de verdade e bateu continência, mas com os dedos em "v" e um sorriso no rosto.

    - Pode deixaaaar~  E você, faça o favor de se cuidar também. Obrigada pelas dicas. Quando nos encontrarmos de novo, quero ensiná-la a ser uma garota rebelde de Duos - ela piscou.

    O pequeno encontro tinha sido ótimo, pois ainda precisava pilotar. Ela perguntou ao comandante se estava tudo bem ter uma co-pilota com uma mão só, mas revelou que tinha conseguido pilotar o gudam.

    (... continua no próximo post, do Capítulo 4)
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Ter Mar 14, 2017 4:14 pm

    O evo acabou por não apreciar muito os exames, ainda que quisesse faze-los para que o Dr.Aldagis pudesse ajuda-lo. Os eletrodos não eram "desconfortáveis" como julgou à primeira vista, mas entrar imobilizado dentro de uma máquina realmente foi incomodo. Ficou feliz quando encerraram os exames por ali e pôde voltar a se sentar na poltrona para ouvir sobre os resultados. Estava um pouco impaciente, talvez ansioso, e mantinha os olhos fixos em Aldagis na tentativa de avaliar sua expressão, mas não gostou nenhum pouco de notar a preocupação do médico.

    Não sabia o que pensar sobre os remédios que teria de tomar a partir dali, mas não se importaria de toma-los desde que isso o ajudasse a não atacar os outros de novo. Encarou os potes de capsulas com certo interesse, tentando se acostumar com a ideia de que lidaria muito com aqueles remédios a partir daquele momento, mas nem por um segundo deixou de prestar atenção no doutor. Quando Aldagis levantou-se e caminhou até a janela, parecendo nervoso enquanto o fazia, Marin sentiu a impaciência crescer um pouco.

    Já no inicio não gostou de ouvir o médico orienta-lo a se manter calmo. Obviamente algo estava muito errado. E apesar das palavras seguintes terem sido simples, Marin encontrou grande dificuldade em assimila-las. Quase parou de ouvir em "Mais da metade do seu cérebro não possuí memórias", como se não quisesse ouvir mais daquilo, mas não conseguia deixar de ouvir e compreender o que Aldagis dizia. Logo deixou de olhar para o médico enquanto o ouvia e pouco a pouco a ansiedade diminuiu, sendo substituída por uma sensação de imenso vazio.

    Sabia o que o médico queria dizer antes mesmo de ouvir de fato sua teoria, mas isso não o preparou o suficiente para ouvir sobre a possibilidade de ter sido criado há tão pouco tempo. Manteve o semblante calmo enquanto em seu interior sentia algo parecido com pânico. Desde o momento em que despertou no palácio de Primus até então, teve como objetivo principal a recuperação de suas lembranças e de seu passado, e agora não restava nada. Aquilo que queria poderia na verdade não existir.

    Depois de ouvir o médico, não prestou mais atenção no que os dois diziam. "O que eu faço agora?" sentiu vontade de pergunta a qualquer um dos dois, mas não o fez. Não era de sua natureza deixar transparecer tão facilmente aquilo sentia. Levantou-se e tomou a capsula calmante dada pelo comandante, logo em seguida deixando a sala junto dele. Ambos seguiram de volta para o saguão e Rosso lhe dirigiu algumas palavras de apoio, ideias nas quais Marin tentaria se apoiar por enquanto, mas naquele momento o evo apenas assentiu devagar.


    Algum tempo de viagem depois, o grupo que havia tornado a se reunir no saguão finalmente desce do transporte voador e para na estação. E lá estava a Seleucia os esperando, além do Falconeri e Lana. Os dois se aproximaram e o tenente começou a se despedir, já tendo também noticias sobre Nina e sua situação. O relato sobre as experiências ilegais em Nina e no irmão quase fizeram Marin ter pena de Dax, além de raiva do tutor, mas no geral sentiu-se aliviado. Aliviado e feliz por saber que o tenente seria o novo tutor de Nina. No final das contas, o evo havia conseguido ajuda-la de alguma forma.

    Enfim, o grupo despediu-se dos dois e voltou à Seleucia para partir de Duos. O próximo destino seria Nihil.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Ter Mar 14, 2017 10:27 pm

    Chui trocava o olhar da mocinha loira para o príncipe e então para Ray com extrema rapidez, temendo que algo ruim fosse acontecer. E apesar de sua irritação com Lustiena, o caçador estava mais preocupado que Rhaenee pudesse acabar causando problemas para si mesma, ainda que tivesse uma razão para isso. Por fim, o príncipe demonstrou toda sua capacidade diplomática (mesmo que tivesse "permitido" o toque da mocinha) e conseguiu dispensá-la educadamente, para sua sorte. Era uma habilidade respeitável conseguir manter a postura diante dessas situações; se fosse diretamente com ele, Chui provavelmente teria se entregado a um lado mais passional.

    Por fim a nobre metida foi embora e eles ficaram os três sozinhos novamente. Gail logo avisou para esquecermos o que acontecera ali, embora fosse algo quase impossível, afinal, Lustiena destratou, propositalmente, Chui e Ray, e ambos estavam enraivecidos (Ray muito mais, obviamente). Mas, para evitar conversas e possíveis desentendimentos, não comentou nada.
    Não precisaram esperar mais: Marin e Rosso logo apareceram. Não dava para avaliar como estavam, pois o evo sempre exibia a mesma expressão de calmaria, contrastando com as sobrancelhas franzidas do comandante. O grupo se uniu e retornou para as proximidades de Seleucia em um veículo voador, tempo no qual permaneceram em silêncio. Chui dava piscadas rápidas tentando segurar o sono que ameaçava tomar conta. Foi um alívio descer e sentir o frescor do ar em seu rosto para despertá-lo. Viu Falconeri se aproximar junto de Lana, e o caçador sentiu o rosto queimar instantaneamente, fazendo-o olhar para os amigos tentando imaginar se alguém tinha reparado.

    Chui ouviu atento ao que Falconeri dizia, mas acho a notícia da ajuda de Duos a Primus algo meio tarde. Parecia que Duos só havia se pronunciado na guerra após sofrer um ataque. O caçador ficou pensativo, imaginando se o monstro não tivesse aparecido aqui, se os governantes e militares entrariam em acordo para auxiliar Primus. Talvez fosse apenas conspiração da cabeça de Chui. Então o tenente prosseguiu e começou a explicar sobre o caso de Nina e Dax. E novamente como o caçador imaginava, o tutor de ambos era um cara odioso, que fazia experimentos cruéis... por sorte - e Chui ficou bem feliz com isso - Nina teria Falconeri como tutor. Pensasse o que pensasse, Chui sabia que ele cuidaria bem dela, e ainda Marin teria a oportunidade de se comunicar com ela! Parece que ao menos nesse sentido as coisas terminaram bem. Marin devia estar contente, mesmo que não demonstrasse apropriadamente.

    Lana também se despediu. Ela e Ray ficaram bastante amigas. Mas, agora que Gail comentar sobre o "casal" Lana e Chui, o caçador sentia-se tímido só de se comunicar com a mesma, preferindo acenar apenas com a mão em um tchau simples e acanhado. Parece que os papéis tinham se invertido... será? Deixando esses assuntos de lado, o grupo retornou a Seleucia e partiram em viagem para Nihil.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

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      Data/hora atual: Qua Nov 22, 2017 6:28 pm