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    Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

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    Pallando
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Qui Fev 02, 2017 8:42 pm

    Pelos gritos que ouvira antes mesmo de chegar no inimigo, Marin deduzia que Chui mais uma vez havia acertado o alvo pouco depois de ter avisado que atiraria. O evo ouviu mais uma vez a voz de Rosso sendo emitida pelo comunicador e seguiu em sua direção sem hesitar, certo a respeito do que faria. Assim que alcançou Dax, viu que ele tinha posse do relógio que dava acesso ao Oberon e o atacou como havia planejado: sem dar brechas para o azar. O grito que veio depois, instantes após a espada amputar a mão do ladrão, fez Marin prender a respiração por um momento.

    Ainda tinha a espada em mãos e ouviu os resmungos agoniados de Dax, que se contorcia de dor no chão repleto de sangue. Marin permaneceu onde estava, observando o cenário e todos os detalhes com atenção enquanto tentava acostumar-se com aquela sensação. Antes do ataque, sentia que precisava ser impiedoso com aquela escória ou poderia ter problemas com hesitação, principalmente por ter ouvido o pedido de Nina, mas agora pensava que talvez tivesse se excedido no ato. Não conseguia decidir se sentia arrependimento ou não, mesmo depois de ver a espada ensanguentada e a mão mutilada no chão.

    Olhou na direção da garota evo e sentiu tristeza ao vê-la esticando o braço, pálida e sem forças para gritar ou dizer algo que fizesse sentido. Era uma traidora e provavelmente uma tola por ter acreditado em seu irmão, mas Marin ainda não a via como uma inimiga. Ela não era uma má pessoa, por isso Marin sentiu um certo desespero crescer dentro de si quando a viu ficar imóvel.

    - Estou bem...- Respondeu com a voz baixa e os olhos na evo inconsciente. Sentia raiva, frustração e desejava profundamente que as coisas tivessem acontecido de outro jeito.

    Sabia que precisavam se apressar para ver o que havia acontecido com Ray e Gail, além de que provavelmente lidariam com o individuo que andava pelos telhados. Marin apenas ouviu enquanto Chui falava com Rosso pelo comunicador e acabou por se sentir um pouco culpado por ter se separado do grupo, mesmo sabendo que mal havia prestado atenção nas últimas instruções do comandante. Depois, voltou sua atenção mais uma vez para a garota evo.

    Acompanhou Chui quando ele resolveu checar o estado de Nina, torcendo para que a pobre evo não estivesse morta. No caso de Dax, pouco importava se estava vivo ou morto naquele momento.

    Se a garota evo estivesse realmente morta, Marin obviamente seguiria com Chui. Se ainda vivesse, apoiaria Chui a pedir por um médico e solicitaria a ajuda dele para retirar o ferro, a coluna ou separar os dois, qualquer coisa que a ajudasse a sobreviver, e depois seguiria com o caçador do mesmo jeito. Sua prioridade agora era encontrar Ray e Gail.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Sex Fev 03, 2017 1:52 pm

    ---> Cena Loja (Ray)

    Ao ouvir as palavras de agradecimento de Rhaenee, Gail consegue esboçar um sorriso fraco e usa seu polegar para enxugar uma lágrima que escorria do rosto de sua amiga. Logo ouvem o som de um transporte chegar, Lana olha na direção da porta e responde:

    - Sim, pelo tempo, deve ser o resgate!

    Gail ouve as palavras de alerta da guarda-costas e concorda com um movimento da cabeça. A porta da loja é arrombada e uma equipe de resgate entra, colocando rapidamente Rhaenee em uma prancha de resgate e imobilizando-a. Não doeu tanto quanto quando foi levada nos braços do príncipe. Eles eram profissionais e saberiam o que fazer. O príncipe seguiu sua amiga com a pistola e ao sair da loja com todos, ficou observando o telhado com cuidado. Quando entrou na nave de resgate, Rosso chegou em cima de uma moto voadora acampanhado do tenente Falconeri. O comandante chegou bem perto do veículo de vocês, lançou um olhar para Ray e ao ve-la acordada suspirou aliviado, depois falou para Gail:

    - Bom trabalho. Vejo vocês no hospital! Vou procurar Chui e Marin.

    Gail assentiu. O comandante ainda foi conversar com a equipe do resgate, enquanto isso Rhaenee já recebia atendimento e finalmente uma anestesia, seu ferimento era estancado com um emplastro potente. Um dos paramédicos que conversava com Rosso, solta do veículo e fica ao lado do comandante. Lana vai falar com o tenente Falconeri, suas mãos estavam muito sujas de sangue. A equipe de resgate fecha as portas do transporte e segue para o hospital. O príncipe ficou ao lado de Rhaenee o tempo todo. O resgate chega ao hospital e leva Rhaenee rapidamente para uma cirurgia. Ela é sedada e não se lembrará de nenhuma parte dos procedimentos. (Ver cena quarto hospitalar)

    ---> Cena Loja em construção (Chui, Marin)

    Dax agonizava no chão, mas já não tinha forças para atacar, logo seus olhos ficaram parados e abertos, o corpo parou de se contorcer e ficou imóvel. Chui pegou o relógio e o entregou de volta para Marin. Os dois pareciam desanimados agora que o combate havia terminado. O caçador manda uma mensagem para o comandante e logo é respondido:

    - Isso são horas de me responder!? - Gritou Rosso, depois respirou fundo e continuou - Estou quase chegando, vão para onde estão Gail e Rhaenee, agora!

    Mas antes de ir embora, Chui resolve checar se Nina estava viva, ele se aproxima e tentar ouvir seu pulso. O caçador fica surpreso ao perceber que a garota ainda tinha vida, embora estivesse com o pulso muito fraco. Marin nota que seu amigo tinha sentido algo ao tocar na garota e ouve quando ele chama ajuda pelo comunicador.

    - Médico? - Responde Rosso - Vou resolver isso, mas agora vão para perto da Ray! Enviarei alguém para ajudar essa garota.

    Marin sugere para Chui que o ajude a remover o ferro de Nina. O Caçador analisa a situação e não sabe como poderia fazer isso. Tirar o ferro dela poderia fazer vazar mais sangue, então chegaram a conclusão que deveriam deixá-la como estava. Os dois saem da loja e avistam uma nave de resgate perto ao restaurante onde iriam almoçar, logo o transporte parte para a direção oposta. Rosso e o tenente Falconeri chegam em motos voadoras trazendo um homem desconhecido, que carregava uma maleta de primeiros socorros. Enquanto o socorrista entra para ajudar os evos, o comandante solta da moto e vai falar com vocês:

    - Rhaenee foi levada para o hospital. Eu não quis atrasar o resgate dela, então não pedi que esperassem. Mas já tem outro resgate a caminho, também trouxe um membro da aquipe para ajudar.

    O tenente Falconeri os cumprimenta e depois entra na loja em construção. Enquanto isso, o comandante lança um olhar para vocês como se os analisasse, depois dá um tapa de leve no topo da cabeça de cada um de vocês e reclama:

    - Eu falei para ficarem juntos! - Rosso suspira e começa a falar sozinho como de costume - O que eu fiz para merecer isso, sabia que não ia prestar. Não se pode nem abastecer uma nave em paz... Essas crianças...

    - Vamos precisar de ajuda aqui! - Gritou o socorrista de dentro da loja.

    Vocês três entram dentro da loja e encontraram o socorrista perto de Nina. Ele pede ajuda para que puxem a garota pelos braços enquanto ele a segura nas costas. Depois de remover a garota do ferro, o paramédico abre sua maleta e coloca um tipo de emplastro na abertura do ferimento por onde jorrava o sangue. Em seguida ele aplica um tipo de injeção no coração da garota. Enquanto isso, tenente Falconeri e o comandante Rosso analisavam as condições do cômodo e de Dax, eles estavam surpresos imaginando o que teria acontecido ali. O resgate chega e leva Nina e Dax para o hospital. Vocês também se dirigem para o hospital, mas por outro tipo de transporte. (ir para cena abaixo)

    ---> Cena Hospital (Chui, Marin)

    Comandante Rosso, Marin e Chui encontram Gail no hospital. Havia guardas para todo lado. O príncipe estava com um curativo perto do ombro e do pescoço, ele esperava no corredor pela volta de Rhaenee, que estava sendo tratada pelos médicos. Vocês conversam sobre os últimos acontecimentos.

    O príncipe conta que Rhaenee pulou em sua frente no momento que um tiro ia atingí-lo, porém acabou sendo atingida e sofrendo muito. Gail detalha, com o olhar assustado, a grande quantidade de sangue que viu sair da garota, explicou como ele a colocou dentro de uma loja em cima do balcão e que Lana havia ajudado a estancar o sangue enquanto o resgate não chegava. Por fim explicou que queriam expulsá-los da loja, mas pararam depois dele revelar que era o príncipe. Porém Gail não conta como se sentiu nervoso e nem que ficou segurando a mão de Ray o tempo todo.

    O comandante explicou que o tenente Falconeri estava procurando pelo assassino, que havia fugido. Ele ordena que Marin e Chui contem o que aconteceu na loja em construção. O príncipe também presta atenção e fica surpreso com os acontecimentos. Depois Rosso os faz ir para a cantina do hospital almoçar:

    - Vão logo, não podem ficar com fome, se precisarmos de vocês, precisam estar prontos e fortes. Eu aviso quando Rhaenee estiver no quarto. E se Marin quiser... Aviso quando Nina puder receber visitas... Já o tal do Dax não deu tanta sorte... De qualquer foram serão investigados.

    Gail queria ficar, mas não insiste muito, pois já estava tranquilo por saber pelos médicos que sua amiga ficaria bem. Vocês três vão para a cantina e se sentam na mesma mesa do refeitório depois de pegarem seu almoço. Também havia outras pessoas almoçando a essa hora, embora estivesse mais vazio por causa do horário. O refeitório era amplo e possuía cadeiras e mesas de metal, tudo muito minimalista. Além disso, por causa de Gail, havia guardas para todo lado.

    Imagem da Cantina:


    O príncipe não parecia muito afim de comer, estava com o olhar mais cansado do que nunca, porém tranquilo. Ele se esforça para comer, pois sabia que era importante, Ray ficaria orgulhosa. Infelizmente não era assim que o grupo havia imaginado almoçar em Duos. Depois de algumas garfadas, Gail tira o cartão de zíons do bolso e o observa enquanto fala, sem se incomodar com a presença do evo:

    - Chui... Lembra do que combinamos? Não vai dar mais, não posso sair. Agora tem um assassino lá fora me procurando... Eu não queria acreditar que estavam certos de me proibirem de andar nas ruas... - Gail suspira - Acabei colocando Ray em perigo... Mesmo sabendo os riscos, ainda não consigo me conformar...

    Marin também se lembra que nem gastou ainda sua recompensa, seus 100 zíons ainda estavam intocáveis. Chui finalmente pode almoçar em paz, apesar da comida do hospital não ser a mesma do festival e nem muito saborosa. Para quebrar o clima estranho na mesa, o príncipe também lança um comentário ao evo:

    - Você devia comprar uma luva - O príncipe fica um pouco sem jeito de falar com o evo, mas continua - Acho que se cobrir sua prótese, eles não vão te incomodar muito... Aqui em Duos eles odeiam cicatrizes e coisas que acham feias, então cobrem essas partes de seus corpos... Em Primus temos um pouco disso com os nobres, só que não é tão rígido nas ruas... - Gail suspira e continua pensativo, parece ter alguma ideia nova em mente - Talvez o comandante deixe vocês dois saírem para comprar alguma coisa... Se ele permitir, vocês passariam em uma loja para mim?

    ---> Cena quarto hospitalar (Ray)

    Rhaenee acorda e se vê em um quarto hospitalar aconchegante. A cama era confortável, havia sofás pelo quarto, armários de madeira e uma ampla janela mostrando o mar e a cidade de Duos. Em sua frente estava uma mesinha com uma bandeja de comida do hospital. Ela nota que estava vestindo um tipo de pijama hospital e não sentia mais dor. Seu braço esquerdo e o ombro estava enfaixados e imobilizados. Porém não vê Gail, mas sim o comandante Rosso sentado em uma poltrona ao lado de sua cama:

    - Procurando por Gail? - Questionou o comandante - Mandei ele almoçar, não se preocupe, tem muitos guardas por aqui. Antes de chamá-lo, quero conversar um pouco com você. Tudo bem? Como se sente?

    Quarto do Hospital:

    O comandante se levanta, olha para janela e começa a falar:

    - Rhaenee, você foi uma cabeça de vento ao deixar Marin se afastar... Pensei que seria mais sensata. Porém guardarei o seu sermão para mais tarde. Sobre o atentado contra Gail, você realmente agiu como um soldado.

    Rosso volta a se virar para a garota e continua:

    - Você agiu da forma mais correta possível. Se aquele tiro pegasse em Gail, teria grandes chances dele estar morto agora. Esse assassino queria matar e provavelmente deve ter mirado em um órgão vital. Se o tiro acertasse na cabeça ou no coração, Gail não teria chances. Mas você teria mais chances de sobreviver, mesmo entrando na frente. Estou orgulhoso de você. Gail tem muita sorte de ter você como guarda-costas, sua lealdade é admirável. É claro que depois disso, não vão poder mais andar por Duos. Melhor ficarem aqui até podermos voltar para a nave.

    Rosso solta um riso discreto e também comenta:

    - Achei que ele ia desmaiar quando me ligou. Mas ele também se superou. Com certeza não será o mesmo príncipe depois dessa missão. E acredito que nem você Rhaenee. Isso é tudo que eu queria dizer, vou chamar seu amigos. Mas trate de almoçar!

    O Comandante se levanta e vai até a porta, porém para e faz uma pergunta indiscreta para a garota:

    - Alguma vez já desejou que ele não fosse o príncipe?




    OFF: Ufa! Desculpe o post gigante! Espero não ter faltado nenhum detalhe. E desculpe de novo pelo post gigante e se ficou cansativo... Eu adiantei um pouco as coisas, espero que não se importem. ^^
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Sab Fev 04, 2017 6:50 am

    Então a garota estava viva. Como era de se esperar, Rosso se espantou com a informação, e Chui temia a hora em que fossem ouvir um sermão, mas ele não estava ligando para isso no momento. Tentaram achar uma forma de remover o metal cravado no tórax de nina, mas acharam melhor não mexer nisso, então foram para fora, quando encontraram o comandante. Ele explicou por alto o que houve com Ray e avisou que ela foi encaminhada ao hospital, mas devia estar estável. Então resmungou e saiu pisando forte junto de Falconeri. Chui e Marin estavam indo, mas ouviram os pedidos de ajuda do socorrista e voltaram para a loja. Lá, ajudaram a retirar a garota com cuidado e a viram ser levada ao hospital, enquanto ele próprio e Marin também foram para lá, em outro transporte (Dax parecia não ter sobrevivido).

    No hospital, eles se reencontram com Gail, que apesar de poucos ferimentos, parecia abatido. Depois que o príncipe contou a situação que passara com Ray, Chui pôde entender o motivo mais claramente. Rhaenee era uma garota excepcional, e a ação dela de pular na bala sem se importar com a própria vida era impressionante, mesmo para uma guarda-costas. Afinal ela era uma garota bem jovem, seria triste perder a vida assim, embora Chui soubesse que havia uma motivação a mais para ela ser tão corajosa. O caçador e Marin também contaram o que passaram, o que gerou maior espanto para o príncipe, e uma espécie de alívio para Chui. Por fim, os três seguiram para a cantina para finalmente poderem almoçar.

    O lugar não era muito chamativo, até porque era um hospital. Mesmo assim parecia ser agradável, exceto pela presença excessiva de guardas. Eles preparam os talheres e começam a comer. Chui estava acostumado a todo o tipo de comida exótica, mas comida de hospital nunca era agradável; não era pelo gosto em si, mas sim pela falta de tempero, que deixava tudo muito insosso. Chui só comeu porque estava faminto, do contrário não teria conseguido engolir... Estava no meio de uma garfada particularmente cheia quando ouviu a fala de Gail.

    - Olha, primeiro de tudo, a culpa não é sua. - disse Chui, depois de engolir. - Ray foi treinada para isso, ela sabe como agir e possivelmente já esperava que uma coisa dessas pudesse acontecer. Se tem uma coisa que eu aprendi por aí é que não vale a pena ficar se culpando por aquilo que não podemos controlar, se não, você vai acabar achando motivo para se culpar até se ela pegar um resfriado. Apenas fique feliz por ela estar bem, e bola pra frente! Sei que depois que você vir ela mais calma e tratada você vai se sentir melhor. Então escute bem: nada de se culpar! - e ao falar essa frase, Chui lançou um olhar também a Marin, mas foi rápido.

    Chui continuou comendo, como se a conversa fosse um papo descontraído. Ele não queria parecer que estava dando conselhos, apesar de estar. Mas isso era mais porque todos estavam muito sérios, e isso era incômodo. Ele queria que vissem com bons olhos, afinal, guardadas as devidas proporções, tudo terminou bem. E nada melhor para coroar isso que Gail dirigir a palavra a Marin. Ainda era de uma forma não tão cordial, mas já era um começo, o que deixou Chui um pouco mais animado - tanto que concordou em comprar o tal presente que Gail gostaria para Ray.

    - Claro, eu dou um jeito nisso. Mas vai ter que ser depois do esporro do Rosso, não quero que ele acumule o sermão...

    Depois de terminar de comer, e ainda visando manter uma conversa contínua na mesa, Chui se dirigiu a Marin.

    - E então, Marin, você vai visitar a Nina? Talvez ela estando sem o irmão por perto vocês possam resolver algumas coisas. Acha que ela pode te contar algo mais?
    Pallando
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Sab Fev 04, 2017 7:21 pm

    Marin mantinha os olhos no chão enquanto ouvia o começo do que poderia vir a ser um sermão do comandante. Dava atenção às palavras e considerava o sermão mais do que merecido por sua parte, afinal, se o evo não tivesse se afastado do grupo e precisado da ajuda de Chui logo em seguida, tudo poderia ter sido diferente. O sermão em si não aconteceu, mas Rosso não perdeu a oportunidade de reclamar e com razão. Talvez estivesse apenas guardando as broncas para mais tarde, visto que todos já estavam abalados ou exaustos de alguma forma.

    Ouviram o socorrista chamar e seguiram de volta para a loja e ajudaram a retirar Nina de onde estava. Pouco tempo atrás, quando descobriu que a garota evo ainda estava viva, Marin havia se sentido aliviado e ligeiramente feliz por ela. Não gostaria de lidar com mais uma péssima notícia naquele dia. Imaginava o quão perdida a garota evo iria se sentir ao acordar, precisando viver em um lugar onde se mantinha escondida em becos, sem liberdade e agora sem seu traiçoeiro irmão. Sentia pena dela e continuava querendo ajuda-la de alguma forma, mesmo que ainda raiva de toda aquela situação armada por ela e Dax.

    Depois do resgate, todos seguiram para o mesmo hospital onde Ray estava. Gail aguardava no corredor quando chegaram, provavelmente mais preocupado com a amiga do que qualquer outro, e trocaram informações assim que o grupo se juntou a ele. O príncipe contou sobre como havia sido salvo pela guarda-costas, sendo bem detalhista e deixando transparecer o medo que havia sentido ao ver a garota sangrar tanto. De qualquer maneira, Ray mais uma vez havia provado seu valor como protetora do príncipe. Em seguida foi a vez de Chui contar o que havia acontecido na loja em construção, surpreendendo Gail com os acontecimentos. Assim que todos estavam a par dos acontecimentos, Rosso os manda à cantina do hospital para que finalmente conseguissem almoçar.

    Sobre ser avisado quando a garota evo acordar, Marin apenas assentiu positivamente com certa hesitação.

    O evo acompanhou Chui e Gail até a cantina repleta de guardas e sentou-se junto deles. Demorou para que começasse a comer e o fez devagar, sem muita vontade, mantendo seu olhar travado no branco da mesa. Pensava insistentemente no que poderia ter feito para que a situação atual fosse outra, certo de que deveria ter ignorado o chamado de Nina e permanecido com o grupo desde o começo. Sentia certa amargura por ter sido tão agressivo no ataque contra Dax mesmo depois de ter ouvido o pedido de Nina, quase culpando-se pela morte daquele que deveria ser o único "amigo" dela. Estava distraído com isso e foi com surpresa que deu atenção ao príncipe.

    - Ainda tenho os 100 zíons. Vou tentar conseguir uma luva...

    Não sabia o que o príncipe queria que fosse comprado, mas Chui certamente sabia, então Marin apenas concordou com o caçador e assentiu ao pedido do príncipe. Já se sentia melhor por ver que Gail não mantinha a postura distante que vinha tendo desde o surto na nave. Depois voltou sua atenção para Chui, pensando com cuidado antes de responder.

    - Não sei... eu fiz o irmão dela sangrar até a morte, afinal.- A resposta veio um pouco fraca, mas era honesta apesar de não responder diretamente à pergunta.- Acho improvável que ela e Dax agirem no mesmo dia que o atirador apenas por coincidência, mesmo que tivessem diferentes objetivos...mas não sei o que ela poderia contar.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Sab Fev 04, 2017 7:24 pm

    O rosto de Gail embaçado foi a última coisa que a garota viu, apagando em seguida, como se apenas tivesse piscado pesadamente e de repente acordado num passe de mágica em um quarto muito limpo de um hospital chique.

    Despertou devagar, respirando fundo e redescobrindo a realidade. Estava a salvo e sem dor. Seus cabelos castanhos estavam soltos e ela usava roupas limpas de hospital. Sentiu um desconfortou ao se mexer e reparou que o braço esquerdo esta enfaixado. Não por menos. Aquilo tinha sido a pior dor física que já tinha enfrentado.

    Então abriu os olhos totalmente e deu de cara com o comandante sentado a seu lado e arregalou os olhos. Não esperava que ele fosse o primeiro rosto que veria.

    - C-comandante!

    Ficou um pouco envergonhada, por estar daquele jeito tão desalinhado. Ele estava certo, esperava ver o príncipe primeiro, mas ficou aliviada de saber que aparentemente todos estavam bem.

    - Hm... eu me sinto bem. Viva. - Colocou a mão boa no ombro, sentido o curativo. Sorriu sem jeito.

    Observou o comandante ir até a janela e teve um pouco de medo do que ele poderia dizer. Abaixou a cabeça e ouviu calada o começo. Realmente não deveriam ter se separado, mas aquelas pessoas em Duos estavam maltratando Marin e Chui. Eles eram obrigados a ficar naquele ambiente horrível? Reconhecia, porém, que tudo era refelxo do mal estar de não ter conversado direito com ele depois do incidente. Não era bom para um soldado. Deveria voltar a considerar todos como membros de uma equipe, independentemente do que acontecesse.

    - Eu sei... Ele está bem? Não se meteu em problemas por estar sozinho, não é? As pessoas... não estavam sendo muito legais com ele... - comentou na primeira brecha que teve, mas poderiam falar a respeito disso depois. E se ele tivesse sido atacado por populares? Não devia tê-lo deixado sozinho mesmo.

    Então ergueu o rosto e ouviu, corada, os elogios do comandante. A sensação de dever cumprido era ótima e ter alguém para reassegurá-la de que tinha tomado uma boa decisão no calor do momento ajudava muito. No entanto... o disfarce já tinha ido por água a baixo e agora Gail não poderia nem fingir ser apenas um soldado.

    Sorriu de leve, desviando o olhar quando ele disse que o príncipe tinha sorte de tê-la como guarda-costas. Era talvez a primeira pessoa que a elogiasse profissionalmente daquela maneira.

    - Foi com certeza uma situação completamente nova para ele. Tadinho - riu - E eu ainda joguei a responsabilidade nele entregando minha arma para se proteger. Ele até se expôs na frente de todo mundo quando tentaram nos mandar embora... Estou orgulhosa. Ah, claro, vou me alimentar direito para me recuperar o mais rapidamente possível. Obrigada por vir.

    Já ia saudá-lo quando foi pega de surpresa pela declaração de Rosso. Arregalou os olhos e virou o rosto nervosamente. A pergunta mexeu com a cabeça dela, que jogou muitas palavras para refletir a respeito, mas isso levou algum tempo. Parte dela gritava que SIM, a outra a repreendia sobre o absurdo egoísta que era desejar isso, mas ela conseguiu formar uma ideia.

    - Gail é uma peça importante para o povo de Primus e é uma honra poder protegê-lo. Eu não poderia desejar privá-los de uma pessoa como ele... Dizer isso seria como trair a nação. Não acha? Diga a todos que estou bem, por favor.

    Forçou um sorriso. Todo o restante já estava respodido até para si mesma. A conclusão que chegava, e ficaria o seu tempo no quarto pensando a respeito, é que sim, era egoísta a ponto de imaginar, mais de uma vez, como seria se ele também fosse uma pessoa tão comum quanto ela. Era uma tremenda ingratidão, já que só tinha conseguido um tratamento adequado para a mãe e agora o próprio por causa da condição do amigo. Mas por que sonhava afinal? Isso não fazia parte de sua realidade. Precisava era pensar em ficar em plenas condições, isso sim.

    Gakky
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Sab Fev 04, 2017 9:44 pm

    ---> Cena quarto hospitalar (Ray)

    Quando Ray toca no assunto de Marin, Rosso comenta:

    - Vai ficar surpresa quando souber o que aconteceu com ele, podia ter sido pior, mas ele está bem. Se quiser saber. vai ter que pedir para ele te contar pessoalmente.

    O comandante continua ouvindo Rhaenee e sorri quando ela diz que vai se alimentar bem. Porém depois de fazer a pergunta indelicada, fica observando curioso a resposta da garota. Depois sorri suavemente e responde antes de sair:

    - Rhaenee, até que não é tão cabeça de vento... Sobre esse assunto, temos as mesmas convicções. Vou chamá-los e você dirá pessoalmente a eles como se sente.

    Rosso saiu do quarto e deixou a porta fechada. Ray continuou pensativa e experimentou a comida da hospital. Infelizmente apesar de toda tecnologia, comidas de hospital sempre eram sem gosto. Em sua bandeja havia uma sopa rala de legumes esferificados, um suco sem açúcar, e uma sobremesa que era pudim de aspargo. Não demorou muito e quando Rhaenee ainda almoçava ouviu batidas na porta e a voz de Rosso avisar:

    - Rhaenee, viemos visitá-la, estamos entrando.

    (Ir para cena da visita)

    ---> Cena cantina (Marin, Chui)

    O príncipe fica surpreso com os conselhos de Chui e não sabe como responder, não esperava por isso. Mas volta ao olhar para sua sopa com um sorriso discreto. Os três almoçavam sopa de legumes esferificados, suco de broto de bambu sem açúcar e uma sobremesa que poderia ser pudim de aspargo ou yokan (geleia feita de alga agar com feijão azul e açúcar). Quando Chui responde que vai ajudar, o semblante de Gail logo muda e ele sorri animado. Logo depois Marin diz que vai tentar conseguir uma luva e assenti com a cabeça que vai junto do caçador. Gail olha pensativo para sua própria mão, ele sempre usava uma luva de cor roxa na mão esquerda, embora não cobrisse todos os dedos. Depois responde de bom humor:

    - Agora vocês estão em uma missão secreta real! Sobre a luva... Eu não sei o valor de uma luva... Não sou eu que compro minhas roupas, elas sempre aparecem magicamente no meu armário... É claro que não quis dizer magicamente para valer... Vocês entenderam...

    Depois que o assunto muda para o combinado de passar na loja, o príncipe continua com a voz mais baixa:

    -  Marin você não pode contar para Ray e nem para outra pessoa que vai comprar algo a pedido meu. O que eu queria é comprar um presente para Ray, por ela ter me apoiado a ir na missão. Como já devem ter percebido, a Ray é muito atenciosa e está sempre apoiando os amigos. Até apoiou você Marin.... Embora eu fosse contra... - Gail olha para o lado desconfortável, mas depois volta para o assunto - Se quiserem também podiam comprar algo para ela como presente de vocês. Usem o meu cartão quando forem comprar. Prestem atenção, quero que comprem uma torta de maçã e que mandem embrulhar para presente com o papel que acharem mais bonito. Depois do que aconteceu com ela, eu tenho certeza que não posso deixar de dar isso a ela. Ray sofreu muito...

    Gail parou e dessa vez continuou com a voz triste, por lembrar do que tinha acontecido:

    - Ela sentiu muita dor, se ouvissem seus gritos... Ela não merecia isso... Ray nunca fez mal para ninguém... Por isso que devo recompensá-la.

    Depois Marin responde fracamente a pergunta de Chui, Gail presta atenção enquanto termina seu almoço, não sabia se devia se intrometer, mas acaba soltando um comentário:

    - Acho que deve fazer o que realmente quer e não o que acha melhor. Mas se sente que eles tem relação com o assassino, eu mesmo quero ir visitá-la! - Gail dá um soco na mesa e continuar - O que você faria Chui?

    Depois que os três terminam de almoçar, o comandante Rosso e o tenente Falconeri chega e os chama para ir visitar finalmente Rhaenee no quarto.

    ---> Cena Visita a Rhaenee (Ray, Marin, Chui)

    De repente entrou inesperadamente pela porta do quarto de Ray um grupo de cinco homens! Tenente Falconeri, Comandante Rosso, Marin, Chui e Gail. Pobre Ray, ainda estava usando o pijama hospitalar, que era branco e possuía estampas em cor azul. Os rapazes também percebem que o quarto hospitalar era bastante acolhedor e luxoso. Havia uma enorme janela que dava para ver o mar e a cidade de Duos lá em baixo. Também havia armários no local e uma cama bem equipada e confortável. Eles veem que Rhaenee estava enfaixada no braço esquerdo e no ombro, mas que mesmo assim parecia bem. Logo que chegou, Gail foi para o lado da guarda-costas e foi o primeiro a perguntar:

    - Ray! Como você está? Está doendo!? - O príncipe olha para a bandeja de comida da garota ainda cheia e continua - Ainda não almoçou? Você precisa terminar logo e repetir o prato, tem que ficar boa logo!

    Quarto do Hospital:

    Ray nota que o príncipe tinha um curativo no ombro e no pescoço, provavelmente por causa do tiro de raspão, também não usava túnica, mas estava bem. Tenente Falconeri é o segundo a se aproximar, ele sorri trazendo de presente para a garota um polvo roxo de pelúcia, em seguida comenta:

    - Melhoras senhorita Rhaenee! Eu soube o que aconteceu, infelizmente não encontramos nada do assassino, deve ser alguém que sabe da missão de vocês... - Ele suspira e continua - Odeio ver mulheres feridas, infelizmente tenho coração sensível. Agradeço que em Duos protegemos nossas mulheres de coisas assim, não suportaria de ver Lana na mesma situação. Mas mesmo tendo culturas diferentes, não muda o fato que te desejo melhoras. Também tenho uma outra lembrança para você...

    Falconeri entrega um outro presente para Ray, este era fino como um cartão e estava embrulhado. Ele pisca depois de entregar e sussurra:

    - Só abra depois que o comandante sair... É para o grupo todo, para quebrar a tensão do sermão que vão receber...

    - O que estão cochichando? - Interrompeu Rosso - Está na hora de irmos tenente, tem muita gente aqui, logo a enfermeira vai reclamar. Vamos dar privacidade a essas crianças.

    Ao passar por Chui e Marin, Rosso também comenta:

    - Aproveitem para falar com sua amiga, estarei lá fora - Depois fala mais alto para Ray ouvir - Se eles te perturbarem é só gritar!

    Quando saía pela porta, Rosso não deixou de lançar um olhar assustador para o grupo quando comentou:

    - O sermão os aguarda. Não pense que esqueci. Além disso, estou tendo tempo para pensar em cada detalhe dele e em como vão pagar a penitência.

    Enfim o comandante e o tenente saem do quarto. Ray estava com o embrulho misterioso nas mãos e acompanhada agora apenas dos três colegas.




    OFF: Só vamos saber se Ray está de cabelos presos ou soltos se a Luxi descrever, deixei para ela escolher se iria arrumar os cabelos antes de entrarem.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Seg Fev 06, 2017 2:26 pm

    Rhaenee até queria ficar mais apresentável, mas não conseguiu fazer um rabo de cavalo decente com uma mão só e nem esperava que eles fossem entrar lá tão cedo. Os cabelos continuavam soltos, mas pelo menos ela parecia limpa e saudável dentro do possível.

    Sorriu, rindo da própria situação e acenou com a mão direita. Ela dedicou um olhar especial a Marin, pois estava preocupada com o que tinha acontecido com ele quando tinha se afastado. Mas ele parecia bem, pelo menos superficialmente.

    Logo Gail estava a seu lado e ela sorriu, achando bonitinha a preocupação dele.

    - Estou bem. Pronta pra outra - fechou o punho direito, simulando um soco. - Hahaha. Eu acho que não conseguiria comer dois pratos disso, nem que eu precisasse.

    Olhou o curativo de Gail e lembrou que tinha sujado a túnica dele de sangue. Resolveu não comentar, mas sentiu um frio na espinha só de imaginar o que teria acontecido se não entrasse na frente.

    Em seguida, Falconeri se aproxima com um polvo, fazendo-a corar surpresa. Não esperava esse tipo de coisa. Olhou confusa para o bicho, mas acabou sorrindo sem jeito. Não sabia se tinha gostado ou não, especialmente quando ele a transformava em uma mulher frágil, mas era a cultura de Duos, afinal.

    - Obrigada... er... Onde está a senhorita Lana? Ela foi muito valente e também cuidou de mim. Sem ela, não sei o que teria acontecido até o resgate chegar... hm?

    Assentiu e recolheu o cartão, escondendo embaixo do polvo. Não sabia do que se tratava e teve vontade de abrir na frente de todos, mas parecia que não era bem isso que deveria fazer. Ficou olhando para o tenente, bastante curiosa.  

    - Tudo bem, eu chamarei por socorro - sorriu bem humorada e esperou que ele saísse  para dizer - Nossa, ele não perdoa nada mesmo, né!? Er... Marin, Chui, vocês estão bem? O comandante disse que Marin teve um grande problema. O que houve? Mexeram com vocês? Olha, da próxima vez eu não vou ficar quieta. Eu quero que saibam que ue não concordo em nada com o que esses idiotas desse planeta falaram de vocês! Eu quero que da próxima vez a gente possa andar junto sem se importar com essas pessoas.

    Ela ainda achava que os dois tinham se afastado inicialmente por causa dos olhares e comentários.

    - Chui... você tinha visto que tinha alguém no telhado, não foi? Você o encontrou depois?

    Ainda tinha o envelope consigo, mas esperou que a história toda fosse contada e responderia a todas as perguntas antes de cogitar abri-lo.

    - O tenente Falconeri também me deu isso aqui. Disse que era para nós e para abrir sem que o comandante estivesse por perto. Não acham suspeito? Não que eu esteja duvidando dele, mas o que será que tem aqui?

    Ela sacudiu o cartão, simulando ouvir o barulho, e colocou sobre a cama, abrindo na frente de todos.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Seg Fev 06, 2017 10:04 pm

    Chui estava voltando à sua forma otimista de costume, agora que as coisas estavam se normalizando e as boas noticias haviam chegado. Estaria pronto para enfrentar o sermão de Rosso a qualquer hora, ou assim esperava. Gail também parecia estar melhor, pelo tom que empregava ao falar da luva. Era bom ver que aparentemente o príncipe e Marin estavam prestes a se entender novamente, e isso deixava Chui ainda mais feliz, tanto que comentou depois das palavras de Gail:

    - Não se preocupe, vamos dar um jeito com os presentes, e Ray vai ficar super contente! - Chui falou isso apontando um garfo para o alto, como símbolo de vitória. - Ela vai ficar tão contente que vai te... - na mesma hora que percebeu que quase falou "beijar" ele ficou quieto e simulou uma tosse esquisita e pouco convincente.

    Mas para o azar de Chui, Gail voltou ao tom triste, o que o deixou sem jeito no que dizer, então apenas focou sua atenção em organizar seu prato de comida para jogar fora/devolver a alguém. Ao ver que o assunto mudou para a ideia de Marin visitar a evo, Chui comentou:

    - Estou com Gail nessa, se você estiver com vontade, acho que deveria ir. Talvez você possa entender mais sobre isso e tirar a prova sobre a situação.

    Então os três seguiram para visitar Rhaenee no quarto em que estava, junto dos outros e de Rosso e Falconeri. Gail já perguntou desesperado sobre o estado da garota e, apesar da aparência cansada e um pouco desalinhada, Ray parecia estar ótima. Chui abriu um sorriso. E depois que o outro militar deixou uma espécie de "presente" para ela, ele saiu junto de Rosso. Mas Rosso fez questão de frisar que não havia esquecido do sermão que teriam de ouvir mais tarde. O sorriso de Chui voltou ao normal - a perspectiva que ouvir o falatório do comandante nunca era estimulante, mesmo quando você está parcialmente preparado para isso.

    Mas, sem o comandante por perto, Ray estava mais aberta à conversação, e logo perguntou sobre eles e comentou as coisas que os idiotas de Duos falavam.

    - Ah, relaxa! Estamos bem. E não se preocupa, esse tipo de gente não em afeta. - e deu um sorriso. Então, sobre o vulto no telhado, o caçador respondeu, mais sério: - Sim, eu tinha visto ele sim, mas depois eu o perdi de vista. Quando Marin me respondeu e avisou que havia alguém no telhado, pensei que fosse o mesmo sujeito, por isso corri até ele sem... bem, sem saber como vocês ficariam.

    Chui ficou um pouco desconcertado. Não que fosse sua culpa Ray receber um tiro, mas talvez se não tivesse sido tão afoito poderia ter evitado a situação. Mas não comentou sobre isso com a garota, e ficou feliz ao ver que ela trocou o assunto para falar do misterioso presente de Falconeri.

    - Bom, não deve ser uma bomba, né? Se Rosso confia nele imagino que seja algo bom.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Ter Fev 07, 2017 12:28 pm

    Mesmo que a ideia soasse melhor quando sugerida por outras pessoas, ainda mais quando vinha de amigos, Marin continuava incerto a respeito de visitar a garota evo. Se havia a possibilidade de ela ter relação com o atirador, isso certamente deveria ser averiguado independente do que Marin queria e talvez fosse mais fácil para Nina conversar com outro evo sobre isso, mesmo que fosse o evo que teve participação na morte de seu irmão. Na verdade, em situações normais, Marin não se importaria em ter causado a morte de um psicopata qualquer, mas Nina havia pedido pela vida do irmão na ocasião e fora simplesmente ignorada. Isso fazia Marin sentir-se o "cara ruim" da história.

    Marin continuava sua refeição, cada vez mais lento para comer e prestes a deixar a refeição definitivamente de lado, e foi quando Rosso e o tenente Falconeri apareceram. Eles chamaram o trio para finalmente visitar Ray e ver como a garota estava, convite que certamente animou cada um deles. Era um alivio saber que Ray já estava bem o suficiente para receber visitantes ao quarto hospitalar. Antes, quando ouvia Gail falar sobre o ocorrido, Marin sentira-se ainda mais arrependido por ter se separado do grupo e por ter se envolvido em outra confusão enquanto o atirador agia. Sem mais, assim que Rosso os chamou, Marin levantou-se e acompanhou os outros até o quarto.

    Chegando no quarto, Gail apressou-se em se aproximar e perguntar diretamente para Ray sobre seu estado. Apesar dos curativos e membros enfaixados, a guarda-costas parecia estar bem, animada e com uma aura otimista como lhe era natural. Era muito bom ver que os problemas não haviam alterado seu humor.

    Em seguida, pouco antes de o tenente e o comandante se retirarem, Ray recebe um presente do Falconeri. Rosso não deixa escapar a chance de avisar sobre o sermão que estava por vir, mas isso não incomodou Marin. Talvez não os outros, mas o evo sabia que certamente merecia ouvir alguma repreensão por ter se afastado do grupo daquela maneira. Se não fosse por Ray, toda aquela confusão poderia ter terminado com a morte do príncipe.

    Depois que os oficiais se retiraram, o grupo descontraiu um pouco. Ray estava curiosa e perguntou sobre o que havia acontecia, parecendo ainda pensar que os comentários nas ruas foram responsáveis pelo afastamento do evo e o caçador. Marin sentiu-se grato por sentir a preocupação da guarda-costas, mas também não queria estressa-la com detalhes.- Não tivemos problemas com isso... foi só um problema que não importa mais.- Tentou passar serenidade, como se realmente não se importasse mais com o acontecido.

    Não comentou sobre o aviso a respeito de alguém no telhado da loja em construção. Marin ainda considerava isso uma falha sua, algo que poderia ter tentado resolver sozinho ao invés de envolver Chui e desfalcar mais ainda o grupo. No final das contas aquilo não havia dado em nada. Logo em seguida, apenas observou enquanto Ray abria o presente do tenente.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Qua Fev 08, 2017 5:08 pm

    Antes de sair do quarto, Falconeri explica para Rhaenee que Lana estava ocupada fazendo relatórios de ocorrência sobre o atentado e sobre a confusão que ocorreu em Duos, mas que depois visitaria a guarda-costas. Também disse que ainda havia guardas investigando o suspeito mascarado. Depois que o comandante e o tenente saem, o grupo começa a conversar entre eles. Porém Marin e Chui não contaram o que aconteceu, pois não achavam que importava dizer agora. O príncipe sorri satisfeito com a situação da amiga, estava tranquilo por vê-la falando e animada como antes. Quando Ray fala sobre andarem juntos sem se importarem com as pessoas de Duos, Gail apoiou o cotovelo na mesinha da cama e fez um comentário:

    - O problema é que depois do que aconteceu, não vamos poder mais andar juntos na cidade... Se meus pais descobrirem então.... - O príncipe suspira e continua - Não entendo porque querem me matar... Não sou herdeiro do trono, da família sou o menos importante. O mais obvio seria tentar matar minha irmã, não que eu quisesse isso... Mas não entendo por que eu? Nunca tentaram algo assim antes. Quando encontrarem esse assassino, quero ter a oportunidade de falar com ele face a face. Não perdoarei o que ele fez...

    O príncipe fica observando Chui e Marin conversarem com Rhaenee, ele sorri ao ver que tudo parecia bem, mas depois faz um último comentário pensativo:

    - Esse lugar não é tão interessante, ainda lembro daquele idiota que queria nos expulsar da loja... Nesse momento, eu me senti um pouco como vocês se sentem quando são tratados de acordo com seu status social...  Acho que agora posso entender melhor as coisas que a Ray vive me dizendo.

    Logo a guarda costas pega o presente misterioso e balança para ver se tinha algum som, os três rapazes se aproximam curiosos para ver o que era e ficam ao redor de Rhaenee. Chui comenta que não deveria ser uma bomba depois da garota dizer que parecia suspeito. Mas não demorou para que Ray abrisse o presente, quando fez isso percebeu que se tratava de um datapad pequeno. Ela ligou o objeto e letras surgiram na tela do aparelho com seguinte mensagem:

    " Para: Soldados do Rosso
     
     Rosso sempre foi um homem obstinado, na maioria das vezes vai demonstrar que é duro e aplicado. Ele era assim mesmo quando eramos adolescentes. Mas eu descobri que este homem tem um coração sensível. Quando começamos a trabalhar juntos, discutíamos quase o tempo todo, ele odiava trabalhar em equipe e preferia fazer tudo sozinho. Porém quando as coisas apertaram e fiquei ferido, Rosso me carregou nas costas por vários quilômetros até a base. Depois nos tornamos grandes amigos.

     Quando ele estiver dando o sermão, lembrem deste raro presente (não mostrem a ele se não ele me mata e eu amo minha vida - Rosso odeia perder a autoridade). Este datapad contém fotos raras do seu comandante. Haha, espero que gostem. Não vou assinar meu nome porque isso seria uma prova contra mim! "


    Depois de todos lerem o recado, Rhanee deslizou o dedo sobre o datapad para ver os próximos itens. Eram realmente fotos de Rosso, cada uma tinha um comentário de Falconeri, nelas o comandante fazia atividades mais cotidianas:

    Datapad - Fotos:



    "Rosso sendo amigável com um gatinho encontrado na rua - fofo não? "


    "Rosso sem uniforme - raríssima, esse cara adora farda, diz a lenda que ele dorme de farda também"


    "Agonizando de dor depois de bater o dedão no pé da mesa - Não é tão durão quanto se faz não é?"


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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Qui Fev 09, 2017 9:58 am

    Ray ficou acreditou que o problema não tinha sido sério diante das reações dos dois. Mal imaginava que não tinha sido bem assim, mas era bom não se preocupar com coisas do tipo. Estava feliz que nenhum deles parecia estar brigado.

    - Você é o príncipe. Já tentaram isso uma vez. Quando encontrarem esse assassino você vai é ficar bem longe dele e não agir por impulso, entendeu Gail? - deu bronca assim que ele terminou de falar. Se ele resolvesse esquentar a cabeça e arranjar um inimigo depois de tudo que ela fizera, seria bem frustrante. - Eu não tinha pensado nisso, mas me pergunto se poderia ser a mesma pessoa. Foi seguido até em outro planeta? - guardou o comentário para si, pensativa.

    Ficou em silêncio com a conclusão de Gail sobre as diferenças das classes sociais. Sempre o ameaçava, dizendo que um dia ele aprenderia na marra, mas não imaginava, nem queria que tivessse sido daquele jeito.

    Enfim, abriu o datapad, leu em voz alta e começou a rir, corada.

    - Eu não acredito! Olhem isso. E essa? Que fofinho!! Ahhh, ele nem parece ameaçador aqui. E agora, como fazemos para levar bronca de uma pessoa assim?

    Ao final, comentou:

    - O comandante é uma boa pessoa. Nós temos bastante sorte. Nem todo mundo é assim.

    Também achava que tinha julgado mal o tenente. Era realmente apenas uma diferença cultural. O polvinho de pelúcia era um ato fofo, que ela guardaria em seu quarto, para decorar a nave.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Qui Fev 09, 2017 8:20 pm

    Ao avistar Ray e ter a certeza de que ela estava bem, finalmente Chui pôde se sentir aliviado por completo. Apesar de todas as dificuldades que passaram com o perseguidor aqui em Duos, todos estavam bem, sem ferimentos graves; talvez emocionalmente abalados, mas as coisas estavam voltando ao normal aos poucos, e Gail voltar a conversar com Marin, mesmo que brevemente, era um indicativo das chances de tudo ser tranquilo outra vez. Chui ser virou então para ele, depois do comentário dele e de Ray, e disse:

    - Talvez aqui em Duos você não possa andar tranquilamente, mas depois as coisas se ajeitam. E Ray tem razão: nada de ser impulsivo, as coisas não são tão simples, e podem ser perigosas demais!

    Mas Chui desconversou em seguida, para evitar que o clima agradável se perdesse. Voltou-se para Ray observando o datapad e, quando viu a foto de Rosso berrando de dor por causa do dedo machucado, e a foto do gatinho, ele não resistiu e gargalhou alto, mais alto do que pretendia. Estava rindo tanto que dobrou-se de quatro, socando o piso com a mão fechada enquanto lágrimas saíam de seus olhos. Chui não se lembra de rir tanto assim em lugar nenhum. Chui nem sequer conseguia entender o que os outros falavam, e temia que Rosso entrasse a qualquer momento, mas era inevitável... obviamente isso passaria depois de um tempo ao ver o comandante voltando a ser rígido, mas ao menos aquelas fotos o ajudariam a enfrentar o sermão...
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Sex Fev 10, 2017 12:39 pm

    Seria realmente uma pena se não pudessem voltar a andar juntos pelas ruas, mesmo com Duos sendo um planeta aparentemente repleto de pessoas desagradáveis. O passeio despreocupado parecia estar terminado antes mesmo de ter efetivamente começado. Marin também não conseguia imaginar uma boa razão para que alguém quisesse Gail morto, principalmente se ele não tivesse poder algum como estava dizendo, mas esperava descobrir o porquê assim que o atirador fosse capturado.... se é que o capturariam em algum momento.

    O evo não comentou sobre a tentativa de assassinato ou sobre a aparente tendência que as pessoas em Duos tinham de julgar os outros com base nas aparências. Não tinha nada a acrescentar naquele momento. Manteve a atenção no presente que Ray estava prestes a abrir, afinal estava curioso com seu conteúdo.

    Ray começou a ler em voz alta e ao fim, quando começaram a ver as fotos, Marin estava certo de que Falconeri era um homem corajoso por fazer aquilo. No geral, Marin relaxou e ficou feliz em ver Chui e Ray rirem tanto, principalmente Chui que já havia ido ao chão de tanto rir, mas na verdade não se surpreendeu tanto com as fotos. Já sabia que Rosso não era o reclamão rígido que as vezes parecia ser.

    - Acho que teremos problemas se essas fotos fizerem alguém rir durante o sermão dele...- Marin comentou pois acreditava ser possível que algo assim acontecesse, mas não havia real preocupação em sua voz. Estava descontraído.

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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Sex Fev 10, 2017 2:32 pm

    O príncipe não concordava em não poder interrogar seu assassino, mas estava curioso então se concentrou no presente. Todos ficam surpresos com as fotos de Rosso, menos Marin que parecia mais tranquilo. Enquanto Rhaenee e Chui riam, príncipe Gail também não segurou o riso, ainda mais depois de ver a reação engraçada de Chui. De alguma forma o presente de Falconeri serviu para quebrar o clima triste e preocupado do grupo, pelo menos por algum tempo. Gail respirou fundo, segurou o riso e comentou depois de rir mais um pouco:

    - Marin tem razão, vou ter que me concentrar para não rir durante o sermão... Se acontecer.... Nós que vamos morrer... Onde vamos guardar isso?

    Enquanto o grupo se divertia, pela janela era possível ver o sol brilhando acima do mar de Duos. Depois de rirem mais um pouco e terem um pequeno tempo para pensar, vocês são surpreendidos com batidas na porta! Logo em seguida ouvem a voz do comandante Rosso! O grupo fica nervoso, cada um olha para o outro suando frio, precisavam esconder o presente o mais rápido possível. Se Rosso encontrasse o presente, não teriam que enfrentar apenas um sermão, mas a fúria do comandante. Gail aponta para Ray esconder em baixo do lençol, já que ela estava coberta até a cintura. (role CD3 Ray para ver se consegue esconder a tempo). Quando o comandante abre a porta, já chega avisando:

    - Lana chegou, ela veio fazer uma visita.

    Lana passa pelo comandante que estava na porta e sorri ao ver a amiga Rhaenee, porém logo fica envergonhada ao ver o príncipe por perto. Ter de lhe dar com alguém da realeza a deixava quase em pânico. Ela faz uma reverência, mas no processo quando se abaixava, quase bate a cabeça em Gail, que desviou a tempo. Sem saber o que dizer, Lana só consegue pronunciar uma palavra:

    - Alteza...

    - Lana, não me chame assim - Pediu Gail simpático - Enquanto eu estiver em missão, sou um soldado como vocês. Muito obrigado por ter salvado a Ray, ela provavelmente não estaria tão bem se não fosse sua ajuda, nem tenho palavras para te agradecer devidamente. Mas ficarei honrado se puder te ajudar em algo.

    Após falar com Lana, o príncipe faz uma mesura em agradecimento pelo serviço prestado a amiga, como era costume de Primus. Sua postura ao fazer o gesto era impecável, fruto de entediantes aulas de postura e etiqueta que passou na infância. Infelizmente isso não ajudou Lana, que se distanciou dizendo que não precisava de nada, mas acabou batendo os costas na armário. Pelo menos isso tirou o foco de Rosso quanto ao que estava com Rhaenee. O comandante permaneceu na entrada e com a mão ainda na maçaneta, não pretendia ficar no quarto. Seu olhar também parecia preocupado com alguma outra coisa, logo ele lançou um olhar para Marin e o avisou seriamente:

    - Nina já está recebendo visitas e já foi interrogada... Se quiser, é melhor ir agora. Pode levar alguma companhia. Nós vamos voltar para Seleucia quando for nove da noite, mas antes de voltarmos quero te apresentar a um amigo médico, que te falei antes, lembra? Quero que ele te faça alguns exames. Podemos ir vê-lo as oito, ok?

    Neste momento todos tentavam parecer o mais natural possível. Lana já estava do lado de Rhaenee. O comandante lança um olhar para Rhaenee... (nesse momento ele verá se a garota escondeu ou não o objeto)




    São mais ou menos umas 4 horas da tarde.
    OFF: Teste fácil para Ray esconder o presente, só para dar a chance de acontecer algo azarado.
    OFF: Chui e Ray façam um teste CD4 com bônus de vontade para ver se resistem a não rir quando veem Rosso. Marin não precisa porque é um personagem sério, ah não ser que ele ache que Marin vá rir.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Sex Fev 10, 2017 9:08 pm

    "Seria melhor destruir isso". É o que Marin teria dito se o momento fosse outro, mas naquele instante, com o bom clima que desde a noite anterior pensava ser impossível de se reconquistar, não tinha coragem de dizer nada que fugisse ao tom alegre da situação. Se aquelas fotos fossem descobertas, Rosso provavelmente ficaria furioso e certamente haveriam punições, mas também não seria nada fatal ou que pudesse prejudicar sua relação com o grupo. Não haveria mal em guardar o presente como uma boa lembrança.

    Ainda se divertiam quando houve batidas na porta, batidas que quase fizeram Marin se arrepender de não ter realmente sugerido que destruíssem o presente de uma vez. Rosso entrou logo em seguida junto da estranha garota tímida de antes, cujo nome quase com certeza era Lana. Marin não havia dado muita atenção à ela em nenhum momento, mas ao menos lembrava-se de seu nome... ou talvez soubesse apenas por que Rosso havia dito antes que ela entrasse.

    A garota uniformizada entrou no quarto e sorriu para Ray, mas logo depois voltou a adotar a mesma postura "travada" de antes. Reverenciou Gail e foi surpreendida pelo agradecimento do príncipe, que a colocava como uma das principais responsáveis por Ray estar viva agora. Foi uma surpresa saber da ajuda que a garota havia prestado, e por isso Marin simpatizou um pouco mais com ela. Logo em seguida, Rosso, que felizmente parecia não ter a intenção de entrar no quarto onde o presente do Falconeri estava, olhou para o evo e avisou-lhe a respeito de Nina, além de mencionar o médico do qual havia falado antes.

    Como antes, Marin hesitou em dar resposta sobre a visita à Nina. Também sentiu-se ansioso para ver o dito médico que poderia ou não ajuda-lo, visto que essa poderia ser sua grande chance de conseguir respostas e descobrir mais sobre si mesmo. Olhou para baixo, reconhecendo que estava demorando demais para responder, e depois voltou a olhar para o comandante.- Certo...e sim, vou visita-la.- Respondeu fraco. Se Dax e Nina haviam tido envolvimento com o atirador ou não, isso era algo que merecia atenção independente da vontade do evo. Marin seguiria para onde o comandante guiasse.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Dom Fev 12, 2017 8:11 pm

    Chui teve que se esforçar muito para conseguir ao menos reduzir o riso, mas era uma tarefa muito difícil, visto que até Gail também ria. Mas, depois de mais alguns segundos, o caçador conseguiu controlar as gargalhadas para apenas um sorriso. Suas bochechas doíam e ele respirava rápido para repor o ar que perdeu com a imensa gargalhada. E logo quando já havia tomado a postura normal, Rosso apareceu na porta avisando sobre a presença de Lana. Chui tomou susto, mas como já havia controlado o riso - e também já tinha rido o tanto que podia pelo momento - conseguiu manter a expressão normal.

    A guia do grupo ainda se mostrava bastante tímida, mais ainda quando Gail a agradeceu pela habilidade médica em prestar os socorros de Ray. Chui ficou feliz ao constatar que a garota teve um papel importante nisso, o que ao menos reforçava as capacidades dela como militar, dentro de sua área. Ainda assim sua insegurança a deixava atrapalhada, mas nada que não fosse "fofo" aos olhos de Chui.

    - Parabéns, Lana. - comentou o garoto sorrindo. - Você fez um ótimo trabalho ao salvar nossa amiga, obrigado!

    E então Rosso falou sobre a visita à garota evo, e Chui não riria nem se conseguisse. Olhou para Marin, já esperando pela demora do mesmo em responder, e enquanto isso ficou refletindo dobre o que passaram na loja em construção. Chui queria ir com Marin até Nina, mas temia que seria muito intrusivo pedir isso a ele, e mais ainda querer isso, uma vez que, mesmo sofrendo preconceitos semelhantes ao evo, Chui não estava na pele dele para entender o que se passava. Portanto, resolveu ficar em silêncio sobre isso, mas contente que Marin tivesse aceitado.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Seg Fev 13, 2017 1:21 pm

    Rhaenee acabou ficando bem nervosa, mas no fim tentou pelo menos cobrir o presente de Falconeri com o lençol. Assim que o comandante chegou, a imagem dos cachorrinhos bateu forte na sua cabeça e ela teve que abaixar o rosto e começou a rir sozinha.

    Pior do que rir dele, seria rir de Lana, que estava toda atrapalhada. Não queria que a menina pensasse que era dela, mas não conseguiu evitar. Cobriu a boca com a mão e olhou para um canto qualquer do quarto, tentando disfarçar.

    Enquanto isso, Gail e Chui agradeciam a garota. Queria ter tido uma postura mais adulta, mas foi difícil. Pelo menos, tinha que agradecer.
    Sabia que o tenente queria que ela fosse somente uma secretária, mas ela tinha que saber que era muito mais do que isso para não se subestimar. Cobriu a boca ao ver a Lana toda estabanada em meio ao nervosismo, mas evitou rir de novo, pois sabia que por dentro ela deveria estar muito nervosa e sentiu um pouco de pena. Com a garota a seu lado, ficaria mais fácil agradecer e se concentrar só nela.

    - Eu digo o mesmo, Lana. Você foi muito corajosa e precisa como um soldado. Se não fossem os seus primeiros socorros, não sei o que poderia ter acontecido. Eu estava com muito medo, mas você foi firme. Obrigada.

    Então olhou Marin e ficou se perguntando quem era Nina. Seria uma pessoa ferida pelo atirador? Bem, era difícil especular já que ninguém tinha dado muitas informações. Ele e Rosso estavam muito próximos, o que achava bom para a equipe.

    - Quem é Nina? - sussurrou para Chui e Gail, mas era improvável que Marin não ouvisse.

    Quando ele voltou a olhar pra ela, olhou para o lado de novo. O tenente tinha estragado todas as broncas do Rosso a seguir.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Seg Fev 13, 2017 7:41 pm

    Ray consegue por o datapad rapidamente em baixo do lençol, o comandante não nota o objeto. Chui foi firme e conseguiu resistir ao riso quando Rosso chegou. Gail se distraiu com Lana e por isso também conseguiu se controlar. A ruivinha também cora ao ouvir o elogio de Chui e responde:

    - Eu fiz o que sabia... Mas admito que fiquei nervosa também...

    Rhaenee não foi forte o bastante, a imagem da foto com o gatinho ainda estava bem viva em sua mente. Ela acabou rindo e fazendo parecer que estava achando graça de Lana, que ao notar ficou ainda mais ruborizada. Rosso lançou um olhar para a guarda-costas e franziu as sobrancelhas desconfiado. Pelo menos Ray conseguiu respirar fundo e elogiar o trabalho da jovem. Lana nunca tinha recebido elogios assim e por alguma razão não se sentia tão merecedora deles, mas ficou tranquila ao ver que Ray não zombou dela, apesar de rir de sua falta de jeito.

    - Você que foi muito forte... Além disso, você faria o mesmo por mim - Comentou Lana com a voz baixa e perto de Ray, para que só ela ouvisse - Eu acho que eu poderia ter sido melhor, só consegui depois do príncipe ter gritado comigo... Ele deve ter ficado zangado por eu não estar fazendo nada... Por sorte o atirador escapou em vez de insistir...

    Enquanto isso, Rosso e Marin falavam sobre a visita de Nina. Chui decidiu não se envolver, embora quisesse acompanhar o amigo. Rhaenee sussurrou para Gail e Chui perguntando sobre quem era a tal Nina. O príncipe piscou para sua guarda-costas e respondeu, também sussurrando:

    "- Depois te conto tudo... "

    Em seguida, Gail foi até o comandante, no caminho quando passou perto de Chui, entregou de forma discreta seu cartão na mão do caçador.

    - Comandante Rosso! - Exclamou o príncipe cheio de desenvoltura e fazendo uma continência - Antes de ir com Marin, tenho uma proposta. Não é justo que eles paguem por minha causa. Eu sei que eu e a Ray não poderemos voltar as ruas... Mas pense em Marin, ele venceu justamente no treino e ganhou uma recompensa, mas nem teve tempo de usá-la. Por favor, deixe ele e Chui pelos menos comprarem alguma coisa. Não vai ter graça eles terem zíons e não poderem gastar. Além disso, acredito que é a primeira vez que Marin tem uma oportunidade dessas, ele não deveria perder essa chance.

    O comandante lançou um olhar desconfiado para Gail e depois para Marin, suspirou e respondeu áspero:

    - Depois do que todos vocês fizeram, o que mereciam era ficar na solitária. Mas por causa de Marin, que é uma situação particular, vou deixar que ele saia com Chui, porque acredito que ele vai adquirir conhecimentos novos fazendo essa atividade. Mas só permitirei se Falconeri aceitar acompanhá-los. Não sou idiota de deixar saírem sozinhos de novo depois de terem ignorado as ordens de seu superior. Ainda mais sabendo que a proposta vem de Gail, algo me diz que está planejando algo. Até ontem não parecia tão amigável com Marin.

    - Não estou planejando nada... - Respondeu Gail - Só quero melhorar nosso relacionamento, já que somos uma equipe.

    Rosso não parecia ter engolido bem a desculpa do príncipe, mas entra no quarto e caminha lentamente por vocês olhando para cada um de cima como se os analisasse, quando chega perto do evo, coloca as mãos em seu pescoço e tira a coleira:

    - Tinha esquecido dessa coisa... Não precisa disso aqui, temos guardas por toda parte. Agora venha comigo Chui e Marin. Se Falconeri aceitar, vou dar uma hora para comprarem alguma coisa, não mais que isso. Vamos.

    O comandante atravessa pela porta e espera pelos dois. Quando o caçador passar pelo príncipe, ele vai escutar Gail sussurrar:

    "- Lembre da minha missão...Se sobrar gaste como quiser."

    Enquanto acontecia tudo isso entre os rapazes, Lana se inclina na direção de Ray e sussurra:

    - Eu queria ser confiante como você. Como consegue ficar tão natural perto da realeza? O salto que você deu para salvar a vida do príncipe foi incrível! E que coragem! Já sobre mim... Sei que sou desajeitada...

    Logo o comandante sai do quarto com Marin e Chui, deixando Rhaenee, Lana e Gail no quarto. Um brisa fresca entra pela janela, as nuvens estavam começando a ficar nubladas.

    ---> Cena dos corredores ( Marin e Chui).

    Rosso, Marin e Chui saem do quarto de Rhaenee e no corredor se encontraram com o tenente Falconeri. Rosso logo faz perguntas a ele:

    - Qual o resultado da investigação com a evo?

    - Não chegamos muito longe - Respondeu o Tenente - A garota disse que um sujeito desconhecido prometeu ao irmão dela que se roubassem o relógio de alguém do grupo, teria uma maneira de libertar os dois da coleira. Também descobrimos que o histórico do Dax possuía diversas ocorrências de violência. Mas da tal Nina, só uma ocorrência. Ela só não parece lembrar como era o tal sujeito, ou talvez não quer cooperar. Ela pode receber visitas até as seis, mas já aviso que ela parece muito abalada.

    Rosso coça o queixo pensativo, em seguida explica sobre a proposta:

    - Falconeri, meus soldados precisam comprar algumas coisas, será que poderia acompanhá-los? Não quero que morram ou fujam antes da penitência que vou dar a eles. Você é o único que confio para escoltá-los.

    O tenente sorri e responde amigável, não antes de lançar um olhar para Chui e Marin:

    - Entendo... Eu estou indo agora comprar um presente para Lana, já que ela trabalhou bem no caso da Ray. Mas se eles quiserem mesmo, precisam ir agora comigo. Não vou demorar, irei apenas em uma loja que fica aqui perto. Depois não terei tempo, então é aceitar ou largar.

    Rosso olha para o relógio, depois se vira para os dois rapazes e pergunta:

    - Vocês podem ir e na volta Marin visitar a Nina. O quarto dela é no segundo andar, número 223. Pode ir direto quando voltar, não precisa perguntar. Chui quando voltar me procure imediatamente, não quero vocês livres por aí, e Marin depois de falar com a garota faça o mesmo.




    OFF: Desculpe se o ritmo estiver muito lento. Algumas coisas irei adiantando pelo caminho, não se preocupem.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Seg Fev 13, 2017 11:43 pm

    off: eu to me divertindo!!

    on:

    Ray achou estranho que Gail insistisse tanto para que os rapazes saísem e ficou mais curiosa ainda sobre a tal da Nina e o que tinha realmente acontecido quando ela tinha apagado.

    Enfim, achava Lana uma graça e queria ser amiga dela, trocar contatos e poder passar mais tempo junto.

    -  É uma pena que não temos muito tempo para ficarmos juntas, mas eu te contaria algumas histórias sobre meus primeiros dias na academia e você pensaria duas vezes antes de falar bem de mim - riu, em complemento.

    - Tchau pessoal, tomem cuidado! - pediu aos colegas quando saíram do quarto.

    Quando foi chamada de "confiante", sabia que isso não era mesmo verdade. Ela tinha pavor de fracassar e achava que todo mundo olhava para ela sabia disso...  bem, pelo menos os nobres de Primus a viam de forma inferior. Talvez Lana fosse a primeira que a visse como um soldado de verdade.

    - Aquilo... aquilo foi totalmente a necessidade. Se eu fosse boa de verdade, teria conseguido fazer isso sem me machucar. Um guarda-costas ferido deixa seu protegido exposto... Mas eu fiz o meu melhor. Assim como você, quando cuidou de mim. E o seu melhor foi o que me salvou, Lana. Sabe, eu é que gostaria de aprender um pouco de primeiros socorros com você.

    Sorriu, empolgada.

    - Além disso, eu e Gail estudamos  juntos. É por isso que eu acho que não respeito muito o posto dele. Ele costumava ser mais metidinho e asqueroso na escola. Não dá pra dar mole pra esses nobres folgados - ela brincou, mostrando a língua para o príncipe, falando dele em voz baixa.

    Por um momento ela se pegou olhando para ele mais do que deveria. Lembrou um pouco dos tempos em que estudavam no mesmo lugar. Quem diria que ele a protegeria e se mostraria tão desesperado por causa dela? Isso a deixava um pouco feliz, apesar disso parecer um tanto estranho, mas preenchia o coração de um jeito diferente. Quando notou que estava corando, ela deu um grito:

    - Ah! Vamos guardar as fotos do Rosso. Antes que ele veja. Aqui. - Ela afastou o lençol e estendeu para que eles pudessem guardar.

    - E quem é essa tal de Nina? Vocês me pouparam de contar as coisas, mas eu estou bem agora, podem me dizer. O importante é que vocês estão bem. Ninguém se machucou mesmo, não é?
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Ter Fev 14, 2017 4:41 pm

    Marin ouviu a pergunta sobre Nina ser sussurrada, imediatamente lembrando-se de que Ray não ouvira sobre a garota evo antes, e já formulava uma resposta quando Gail responsabilizou-se por informa-la depois. Provavelmente seria melhor assim, pois Marin preferia não estar por perto quando outro membro do grupo ficasse sabendo de sua enorme falha. O evo ainda imaginava se realmente teria conseguido escapar de Dax e Nina sem a ajuda de Chui, mas era bem provável que não.

    Em seguida Gail aproximou-se do comandante e retornou ao assunto sobre voltar às ruas, sendo bem convincente na opinião de Marin. Apesar da clara e justificada desconfiança de Rosso, o argumento do príncipe era razoável mesmo se levada em conta a convivência "indiferente" que ele vinha tendo com o evo. Marin ficou feliz em ver que o comandante havia aprovado a ideia, sentindo-se relaxado até mesmo quando Rosso começou a caminhar por entre o grupo como se analisasse cada um, mas ficou surpreso quando o comandante retirou a coleira de choque de seu pescoço. Quase não se lembrava mais dela, mas ainda assim foi um enorme alivio ver-se livre daquilo.

    O evo assentiu, grato pelo gesto, e seguiu junto de Rosso e Chui para fora do quarto. Deu uma última olhada para trás antes que a porta fosse fechada, sem saber se queria dizer um breve "até logo" ou apenas reforçar a certeza de que eles estariam bem.

    Depois de deixarem o quarto hospitalar, os três seguiram pelo corredor e logo encontraram o tenente Falconeri. Marin lembrou-se do presente no mesmo instante e imaginou as reclamações que o tenente também ouviria se Rosso descobrisse a respeito. Estava em paz até aquele momento, mas voltou a sentir desconforto quando ouviu sobre Nina e seu irmão. Enfim, finalmente era certo que não haviam coincidências naquela história. Marin ficou triste pelos irmãos evo, afinal sabia o quanto uma coleira metálica era capaz de incomodar, mas ainda guardava algum rancor pelo que fizeram.

    Ao menos poderiam deixar o hospital uma última vez e cumprir o prometido ao príncipe. Falconeri aceitou acompanhar Chui e Marin, apesar de já terem um único destino definido. Felizmente poderiam encontrar um bom presente no lugar para onde iriam. Marin ouviu o comandante e guardou na memória o número do quarto de Nina.

    Depois que o comandante já havia se afastado, Marin sussurou para o caçador.- Que tipo de presente seria esse? Gail não foi muito especifico... Polvos?- Sugeriu sem muita certeza, lembrando-se do polvo de pelúcia dado pelo Falconeri como exemplo.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

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      Data/hora atual: Sex Set 22, 2017 1:32 am