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    Prólogo - Eleonor Martell

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    fairbrooks
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    Re: Prólogo - Eleonor Martell

    Mensagem por fairbrooks em Sex Mar 31, 2017 11:13 pm

    Elkan assente com a cabeça.

    - Como desejar Eleonor, costume das altas formalidades exigidas pela maior parte dos nobres, peço perdão.

    Odallus esboça um sorriso apenas com os lábios e os morde rapidamente, quase de forma imperceptível, porém Eleonor conseguira reparar.

    - Fico grato pelo elogio, o guardarei com bastante carinho.

    Kael olha para você com um olhar ligeiramente sério.

    - Bom, você verá, por hora estou invicto e desejo me manter dessa forma. E sobre Porto Real, por hora nada fora do comum, cortes, pouca emoção, nada de mais.

    - Bom, eu estou achando até interessante, gosto de ver um tipo de guerra diferente da qual estou familiarizado.

    Odallus balança a cabeça negativamente.

    - Não sei o que faço com vocês dois, perdoe esses dois. Porto Real é interessante em minha concepção, mas creio que muita superestimada, mas algo que me chamou a atenção foi o Trono de Ferro, creio que é normal se espantar em ver algo daquele porte presencialmente, é muito belo ao mesmo tempo de ser bastante intimidador.
    Eleonor
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    Re: Prólogo - Eleonor Martell

    Mensagem por Eleonor em Sab Abr 01, 2017 12:41 am



    "Se eu fosse a chuva, poderia unir meu coração ao de outro alguém assim como ela une os eternamente distantes céu e terra?" – Bleach

    Eu havia alcançado o efeito que eu queria com Odallus, pelo visto, e parecia-me que poderíamos ter desdobramentos interessantes em nosso relacionamento. Isso me fez dar um sorriso discreto a ele, aquele tipo de sorriso que para um bom observador ou alguém acostumado com aqueles jogos saberia que significava uma oportunidade discreta de algo a mais. Se ele conhecesse minimamente esses jogos, ele saberia bem que significava que ele podia seguir em frente com possíveis investidas, caso desejasse. Também era uma forma de informar que eu estava livre para ser cortejada e que não estava prometida a ninguém. Não sabia o quanto ele valorizava a honra, mas talvez fosse o suficiente para não investir se houvesse a possibilidade de eu estar compromissada, o que me fez pensar que devia indicar a ele que não estava.

    Eu te entendo, Elkan. Uma das piores partes, na minha opinião, de lidar com alguns nobres é isso. Creio que por entender como se sente em relação a esses nobres que eu prefira apenas Eleonor ao invés dos títulos.

    Meus olhos voltaram-se para Odallus e um sorriso, dessa vez mais visível e com menos significados, era visível ali. Não achava que devesse mandar sinais muito óbvios ou fazer isso de modo a todos os presentes notarem. Entendam... Eu era uma nobre cortejando com outro nobre, o que poderia até passar perto do normal dependendo do ponto de vista. Entretanto ele era o lord de uma casa recém criada em um ambiente com inclinações hostis - ao menos da parte Lannister - e uma sociedade que normalmente não via esses gestos muito bem. Era melhor ser o mais cuidadosa possível quando fosse flertar com ele ou demonstrar interesse, pois apenas um passo em falso jogaria todo o esforço em um profundo poço sem volta.

    Apenas estou dizendo o minimo, Odallus. Tenho certeza que encontraria mais coisas em que você merece reconhecimento caso eu parasse para pensar um pouco e lhe conhecesse melhor.

    O tom de Kael e seu olhar me fizeram olha-lo com atenção. Talvez ele estivesse um pouco ofendido com minha postura de permanecer neutra em relação a habilidade dele, entretanto o que eu podeira fazer? Não achava que adular-lhe com elogios que eu não podia afirmar com certeza seria a melhor opção e tinha quase certeza que não iriam funcionar. Duvidava muito que ele fosse tolo o suficiente para acreditar em elogios em relação a algo que eu nunca havia visto ou ouvido falar. Pouco após ele, Elkan falou e não foi tão difícil compreender do que ele falava. As guerras dos salões eram bem diferentes daquelas feitas com o aço. Odallus então respondeu e acenei com a mão, dispensando as desculpas dele.

    Porto Real não é muito interessante quando você não gosta ou está acostumado com o jogo das cortes, de fato. Eu realmente desejo ver onde as guerras daqui irão terminar... E se chegará ao ponto de ir para o campo de batalha... Ou seja apenas questão de quanto tempo levara. Difícil prever essas coisas, quando as palavras podem ser tão subjetivas. Mas sim, é superestimada demais. Não é uma cidade bonita e, exceto por abrigar a família real e o trono, parece-me com a maioria das cidades portuárias. Talvez seja apenas um pouco mais cheia e com um cheiro mais estranho.

    Fiz uma careta ao falar cheiro mais estranho, indicando que eu queria dizer que a cidade fedia. Era difícil ignorar o cheiro dos esgotos e outras coisas quando ia se aproximando dela, mas eu preferia acreditar que o cheiro era devido a ter gente demais e espaço de menos para os dejetos. Some isso a cidade ter crescido muito em, provavelmente, pouco tempo quando virou a capital e o ambiente vira um caos completo. Ponderei um pouco sobre o trono de ferro e lembrei do que o meistre - ou teria sido a septã? - me dissera quando eu era mais nova. O trono fora feito daquela forma para quem está sentado não ficar muito confortável nele, pois caso o fizesse as laminas lhe cortariam e a pessoa seria obrigada a buscar outra posição menos confortável. Isso, por sua vez, me recordava uma antiga lição que ouvira de meu pai.

    Acho que a aparência dele tem essa finalidade também, intimidar quem está abaixo. Mas ao olha-lo eu me recordo de que não se deve ficar muito acomodado no poder. Ou você pode se cortar e feito... Ouvi certa vez que o orgulho e a ganancia podiam se assimilar a uma espada e, se saírem do controle, podem despedaçar seu corpo em pedaços. É uma das principais mensagens que ele me passa quando o vejo, pelo menos.

    Uma analogia estranha para uma dama, mas certamente eles entenderiam o que eu queria dizer. E como o único que parecia menos ligado ao combate era Odallus, me pareceu apropriado comparar a algo que eles entendessem.
    fairbrooks
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    Re: Prólogo - Eleonor Martell

    Mensagem por fairbrooks em Seg Abr 03, 2017 12:42 pm

    Odallus retribui o sorriso da mesma forma que Eleonor o fizera, de forma simples e que apenas ela e quem mais estivesse prestando muita atenção e conhecesse o jogo, poderia entender, um sorriso recíproco, aceitando a abertura que a jovem Lady fizera.

    Antes que qualquer Valhalla pudesse falar algo, uma pessoa surge perto do grupo, forçando-os a olhar para baixo, encontrando Tyrion com um cálice de vinho em sua mão.


    - Lady Eleonor, Lord Odallus, é um prazer me juntar a vocês antes que ao banquete realmente comece. Muitos diálogos e tramas estão acontecendo, então Rei Eddard decidiu dar um tempo para ver como caminharia as coisas, mas devo dizer, que de todos os grupos, o mais surpreendente é o da grande Casa Martell, representante de Dorne e uma das causas que mais estimo, se me permite minha Lady, e a lendária Casa Valhalla, que eu digo, mais do que merece sua posição que foi concedida pelo Rei do Norte, fiquei feliz em estar do lado certo quando vocês apareceram, só meu pai que não esperava. Temo que ele deve estar se tremendo ainda em seu quarto e por isso mandou meu irmão representá-lo nessa noite.

    Tyrion dá um longo gole em seu cálice, fazendo derramar um pouco no chão e sujando seu rosto, que limpa com a própria blusa, enquanto olha para Odallus e Eleonor.
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    Re: Prólogo - Eleonor Martell

    Mensagem por Eleonor em Seg Abr 03, 2017 2:35 pm



    "Se eu fosse a chuva, poderia unir meu coração ao de outro alguém assim como ela une os eternamente distantes céu e terra?" – Bleach

    A aceitação de minha abertura, o que entendi como uma forma dele dizer que minhas especulações sobre ter algo a mais e ele parecer interessado estavam certas, me deixou bastante feliz e uma parte de mim estava feliz. Eu não estava acostumada a jogar aquela parte do jogo, de flertes e seduções, mas sempre havia uma primeira vez para tudo. Além disso, que mal faria, não é? Eramos jovens, cheios de esperanças mesmo conhecendo a dura realidade a qual havíamos sido jogados, e tínhamos uma vida inteira para poder corrigir a maior parte dos erros que pudessemos cometer e também podíamos aprender com eles. Se ele realmente fosse como estava se mostrando, nos daríamos bem a longo prazo - o que podia ser bom para nós. Então o anão chegou e interrompeu-nos, o que me deixou decepcionada, entretanto não o suficiente para expressar o que sentia a cerca daquilo. Troquei um olhar com Odallus como se fossemos cúmplices em algo e esperava que ele se recordasse da abertura quando pudessemos continuar sem muitas intromissões. Então olhei o recém chegado e dei a ele meu melhor sorriso.

    Senhor mão! Que prazer ter-lhe conosco nesta noite. Entendo o ponto de vista do rei... E em períodos como este, é uma sábia decisão. E agradeço vossa estima, senhor, de coração. Mas, por que nosso grupo surpreende-o tanto como falas, senhor mão?

    Eu sabia bem porque aquilo, supostamente, o surpreendia. Uma grande casa se aproximando de uma casa recém fundada que caíra nas graças do rei. Não era preciso ser muito inteligente para saber que alguma coisa acontecia e, se o anão fosse astuto, teria percebido o flerte que fazíamos ou ao menos íamos iniciar. Apesar de eu não estar iniciando-o por questões politicas, haviam motivos na aproximação que evidentemente mudariam as peças do jogo de lugar e dariam um novo significado as coisas. Como aquilo poderia mudar as coisas? Ah, vamos, não sejam tolos, crianças. Aproximar-se do rei e daqueles próximos a ele era uma estratégia básica nos Sete Reinos para ter o que se queria. A Casa Martell queria justiça - ou seria vingança a palavra mais correta? - pelo que havia sido feito com minha tia e o nosso Rei do Norte era conhecido pela justiça e pela honra. Então ali estava um jovem lord que parecia próximo ao rei e havia se interessado por mim. Eu havia escolhido me unir ao grupo dele, ao invés de ao grupo das outras Grandes Casas, e ali estávamos nos aproximando. Uma aliança com uma grande casa poderia ser bom para eles, especialmente neste começo, pois podia fornecer apoio em diversas formas.

    Da forma mais discreta possível, virei-me de lado de modo a ficar de frente a ele e a Odallus simultaneamente e me aproximei um pouco deste último, tornando possível que ele me tocasse mais fácil caso ele desejasse ou fosse preciso. Eu tentei avaliar discretamente a reação dos outros Valhala enquanto falava com o Mão e ignorei o vinho entornando da boca dele... Era algo que por vezes ocorria e não era bom atrair atenção para pequenas gafes. Por um instante, me senti como um daqueles traiçoeiros animais das quais as sandálias mais tipicas de Dorne eram feitas - cobras.

    Espero que as banalidades de um grupo de jovens não seja em demasia entediosa para o senhor.

    Eu não iria admitir fácil que estava acontecendo algo além de uma simples conversa. Além do mais, dependendo de como nossos flertes terminassem, eu ainda precisaria da aprovação de meu pai para darmos o próximo passo. E as alianças mais permanentes talvez precisassem ser tratada diretamente com o Príncipe governante de Dorne... Era melhor não dar ainda como concluído.
    fairbrooks
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    Re: Prólogo - Eleonor Martell

    Mensagem por fairbrooks em Qua Abr 05, 2017 1:37 pm

    Tyrion dá mais um gole em sua taça de vinho.

    - Bom, vocês me surpreendem jovem Lady Martell, porque é curioso ver dentre todas os grupos, vemos aqui o primeiro contato entre vocês, e tudo aparenta ocorrer tão bem que chega a parecer estranho para os outros que estão acostumados, ora com alianças centenárias, ora com tramas e rivalidades de nascença. Além de outras é claro Milade, mas não é cortês sempre dizer tudo, meu pai me ensinou isso.

    Odallus olha para Tyrion e abre um leve sorriso malicioso.


    - Senhor Mão, entendo sua estranheza, porém é mais do que normal jovens buscar conversa com outro de sua idade, afinal, esperar que eu ou Lade Eleonor se aproximasse do Lord Frey, isso seria estranho. Mas entendo o que quis dizer, mas o que mais me surpreende é o senhor entre todas as tramas que ocorrem aqui o senhor abordar especificamente a conversa amigável que estávamos tendo.

    Tyrion ri baixo, apenas para Eleonor e Odallus ouvir.


    - Lord Odallus, sei que sabe o motivo de me aproximar, o senhor e sua casa despertaram minha curiosidade apenas, mas creio que teremos outra oportunidade para realmente dialogarmos sem problemas, apenas peço que tenha paciência com Jaime, e deixe Kael longe do Senhor Clegane, afinal, não sei se estamos preparados para presenciar um segundo assalto.

    Tyrion faz uma leve mesura para os dois e se retira com seu vinho
    Eleonor
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    Re: Prólogo - Eleonor Martell

    Mensagem por Eleonor em Qua Abr 05, 2017 4:11 pm



    "Só… Não aja como mais um. Porque você não é."

    Eu até ia responder ele, porém Odallus fez isso por mim. Então depois ele acabou se afastando sem que eu falasse, o que foi agradável. Esperei que ele estivesse longe o suficiente para então voltar a falar com o Lord Valhala e suspirei, mexendo nos cabelos. Não se podia nem flertar em paz em Porto Real? Eramos dois jovens nobres desimpedidos e interessados um no outro. Tudo bem que não deveria estar eu mesma meio que buscando esse tipo de contato, mas...

    Não esperava que fosse se afastar tão rápido. Espero que não ocorram muitas intromissões adicionais...

    Ele ter notado nosso flerte me deixou um pouco sem jeito, mas não estou surpresa que haviam notado. Um sorriso sem graça para o Lord e olhei para o chão. Estava realmente sem saber como agir com ele, entretanto tinha em mente que agora que havíamos começado não havia volta fácil - e eu notei que eu não queria recuar. Havia sido uma decisão conjunta nossa iniciar aquilo e não achava que houvessem motivos para temer aquilo. Então por que não? O pensamento me encheu de coragem e ergui os olhos a ele, ajeitei os ombros e então olhei o rapaz nos olhos.

    É provável que, se não todos, boa parte do salão já tenha notado. Mas se não houver problemas para você continuar, tudo bem por mim.

    Ele entenderia o que eu queria dizer e um sorriso de cumplicidade formou-se em meus lábios rosados quando as palavras saíram deles. Continuar, pensei, deve ser uma decisão de ambos sabendo os riscos. Eu aceitava as consequências daquele ato, caso fosse preciso, se ele também estivesse disposto. Então olhei os demais presentes no recinto, procurando qualquer um que em demasia parecesse interessado em nós ou algum recém chegado que eu não houvesse visto. Além disso, também queria olhar a atual organização das casas presentes e ver se houvera mudança em quem conversava com quem. Enquanto fazia esse reconhecimento, tentei ser o mais discreta possível.

    Essa noite aparentemente agradável do que eu esperava antes de chegar aqui.
    fairbrooks
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    Re: Prólogo - Eleonor Martell

    Mensagem por fairbrooks em Qua Abr 05, 2017 9:19 pm

    Fim da Cena:
    Fim do prólogo de Eleonor Martell
    Resultado: 8 pontos de experiência

    Jogo continua em Porto Real
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    Re: Prólogo - Eleonor Martell

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      Data/hora atual: Sab Out 21, 2017 8:24 am