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    Capítulo 4 - Viagem para Nihil

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    Pallando
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Ter Maio 30, 2017 8:37 pm

    - Cápsula 00H7 - Abertura permitida apenas com... é só o que consigo ler.- Respondia a Chui enquanto ainda tentava ler o resto, embora já tivesse se dado conta de que provavelmente não conseguiria tirar mais nada dos escritos.- Não acho que eu já tenha visto isso antes.- Concluiu depois, pouco antes de tocar o metal frio e ser surpreendido com a luz que agora acendia sobre as letras na rocha.

    Quando ela começou a tremer, Marin afastou-se assim como o caçador e observou admirado enquanto a nova porta se abria. Lamentou um pouco, pois teria gostado mais de ver aquilo se não desgostasse tanto de engenhocas. Mais uma luz se acendeu no chão da nova passagem que surgira diante do grupo, revelando um corredor, e nesse momento o evo olhou para Chui e depois para os que estavam mais distantes, imaginando que talvez algum deles soubesse algo sobre coisas do tipo. A maior surpresa veio em seguida, quando Marin pensou ter ouvido seu nome ser pronunciado por uma voz robótica. Então o olhar do evo voltou para o corredor, e era possível ver em seu rosto o quão incerto estava a respeito do que acabara de ouvir. Aquela coisa o havia chamado pelo nome? "Bem vindo"? Era mais fácil pensar que havia imaginado aquela voz, mas não parecia ser o caso.

    Vendo pelo lado positivo da coisa, ao menos agora a chuva ácida não seria mais um problema por enquanto. Rosso foi rápido em tomar a iniciativa e orientar os outros a respeito do próximo passo, que seria abrigarem-se dentro daquilo. A pergunta seguinte do comandante deixou o evo mudo por um tempo, sem saber o que responder. Por outro lado, Ray conseguiu empolga-lo ao levantar algumas hipóteses interessantes. Talvez realmente conseguisse encontrar algo lá e não estivesse apenas imaginando coisas, afinal os outros também haviam ouvido a voz dizer seu nome.

    - Eu... só toquei.- Foi o que conseguiu responder de imediato, como uma criança tentando justificar uma bagunça. Depois as palavras faltaram de novo, pois não conseguia nem esboçar uma boa resposta para as primeiras perguntas de Ray. E ela parecia realmente animada, o que era bom depois de toda aquela situação de pouco tempo atrás.- Eu... talvez. Esse lugar não me traz lembrança alguma... também não sei o que é essa coisa.

    Em seguida o grupo começou a se mobilizar, e o que aconteceu logo que entraram também assustou Marin. O evo olhou para trás, para a porta fechada, e depois encarrou o chão. Ouviu os outros e quis dar uma resposta que os deixasse tranquilos, mas seria uma enorme mentira dizer que sabia como abrir aquilo. De qualquer forma, agora só poderiam seguir em frente e foi o que fizeram. O escuro corredor era clareado apenas pela lanterna e uma linha de luz azul no chão e nenhum som era ouvido além daqueles dos passos. O evo estava um pouco ansioso, com esperança de encontrar algo ao mesmo tempo que sentia medo de tudo ter sido apenas um engano, e sequer preocupava-se em tentar esconder sua insegurança momentânea dos outros.

    Algum tempo depois, no fim do corredor, o grupo deparou-se com outro porta fechada com algum tipo de painel nela. Talvez aquilo fosse até onde conseguiriam ir naquela coisa, o que ainda os deixaria com o problema de estarem presos. Em seguida o evo ouviu o comandante dirigir-lhe a palavra, e Marin não demorou para responder indo à frente do painel.

    - Estou bem.

    Marin postou-se em frente a porta com os olhos analisando cada parte dela, já pensando em um meio não convencional de abri-la para caso fosse necessário. Não sabia bem o que fazer ou o que esperar daquilo, então apenas repetiu o que havia feito antes: tocou o painel.

    Tsumai
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Ter Maio 30, 2017 9:59 pm

    Marin disse não saber do que se tratava, o que deixou Chui pensativo. O que aquilo estava fazendo ali, no meio do nada? Mas isso não surpreendeu mais do que a cena que se formou a seguir: ao toque do evo, a pedra misteriosa se iluminou e se abriu, revelando uma passagem em seu interior, um corredor semi-iluminado por luzes em frestas no chão. Como se não fosse o bastante, uma voz mecânica soou de dentro, dizendo "Bem vindo, Marin".

    Chui estava estupefato e confuso, e as indagações e dúvidas da Ray eram as mesmas que passavam em sua cabeça no momento. O que aquilo tinha a ver com Marin, e no meio de lugar algum? Teria ele sido criado ali? Teria o grupo sendo enviado ali pelo destino? Chui não sabia dizer e nem especular, mas julgando pela expressão sincera de desentendimento no rosto de Marin, nem ele sabia, e estava tão surpreso quanto o mais que ele.

    - Não se lembra de nada? Talvez lhe seja familiar com o tempo...

    Não precisou de Rosso alertá-los para entrar, pois Chui já planejava fazê-lo, movido além de pelo medo da chuva ácida também por sua curiosidade em desvendar o passado do amigo evo. Mas a porta levadiça se fechou novamente assim que entraram, lançando-os numa penumbra esquisita e levemente desconfortável e claustrofóbico. Agora só poderiam ir em frente, sem retorno. Eles caminharam ate chegar a outro painel, onde Chui usou uma lanterna para dar um pouco de luz a Rosso, esperando que o comandante ou Marin fizesse algo. Não deixou de notar a proximidade de Gail e Ray atrás, mas ficou quieto.

    - Vamos, Marin, tente, acho que deveríamos entrar. o que será que vem em seguida? Se lembrar de alguma coisa nos avise, por favor.

    Chui ficou quieto enquanto o evo posicionava a mão sobre o painel. O caçador trocava olhares constantemente com o evo e observava em volta, enquanto tentava desvendar todo aquele mistério e inventar teorias em sua cabeça.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Ter Maio 30, 2017 11:25 pm

    O comandante também estava curioso para descobrir o que encontraria neste lugar misterioso. Mas quem estava com mais dúvidas era Marin. Não conseguia se lembrar de nada ou achar o lugar familiar, mas uma coisa era certa, uma voz havia dito o seu nome. Então depois de seguir o corredor, vocês param em frente a uma porta com um painel biométrico. Enquanto resolviam o que fazer, atrás de todos, Gail e Ray resolviam os próprios assuntos. O príncipe, ainda abraçado, responde a garota com um sussurro em seu ouvido, a voz dele era quente:

    - Ray... Você está gelada...

    Gail se afasta da guarda-costas, abre os botões de sua túnica, depois a tira e a veste na garota, colocando em seus ombros. Ele fica apenas com a camisa que tinha por baixo, era comum que gente da realeza vestisse várias peças de sua roupa. Em seguida diz ele diz em voz baixa:

    - Não sei se vai ajudar, também está molhada... Mas é melhor do que nada, eu sei que fui o culpado disso... Eu não ando bem...- Em seguida diz algo com o semblante triste - Ray, sobre seu trabalho... Não precisa me seguir... Aquilo que disse lá fora, precisa pensar melhor... Com esse golpe, não vai ter mais o seu salário e o plano de saúde... Acho que não pensou nisso, vai ter que procurar outro jeito de ajudar sua família. Por causa disso, provavelmente não vamos mais nos ver depois que eu me juntar a minha família... Pelo menos vai estar segura... Eu também queria te falar que...

    Então o príncipe é interrompido, pois neste momento Marin havia colocado a mão no painel e quando fez isso, a porta se abriu e emitiu mais uma voz robótica:

    "Permissão concedida, acesso total a cápsula. Por favor Marin, execute o programa"

    Rosso olha para o evo surpreso e diz:

    - Isso é surpreendente, parece que este lugar te conhece Marin. Quem te criou, deve ter o preparado para você.

    Gail não termina de falar, pois é cortado por Rosso, que chama todos para o seguirem. Ele é o primeiro a atravessar a porta, esta dava para uma sala enorme e redonda, ela bem iluminada e cheia de monitores e maquinas. No centro havia uma capsula estranha, do tamanho de uma pessoa, envolvida por um vidro opaco. Esta cápsula parecia estar acesa, pois possuía vários símbolos azuis em sua superfície. Só que estes estavam em um idioma incompreensível para todo grupo. Logo depois que o comandante entra, vem Marin, seguido de Chui e por último Gail e Ray vão entrando.

    - Marin, não se lembra de nada, nem agora? - Pergunta o comandante - - Tente ver o que estão guardando aqui, a voz disse para executar o programa... Mas cuidado com isso, veja se entende como mexer nesses computadores.

    Sala misteriosa:


    Quando vocês caminham para dentro da sala, algo é acionado, e o vidro da cápsula que estava no centro começa a ficar transparente, e uma neblina começa a sair pelas frestas do vidro, como se tivesse escapando. Conforme o vidro ia ficando transparente, era possível ver algo surpreendente dentro dele!

    Havia uma pessoa dentro da cápsula, não uma pessoa comum. Todos poderiam apenas supor o que era aquilo. Tinha a pele e os cabelos azuis, não era um evo. Tubos entravam eu seus braços, talvez o mante-se vivo. Mas a criatura era pequena e lembrava uma criança humana, exceto pelos detalhes diferentes. Estava de olhos fechados, será que estava vivo?

    Trilha Sonora:

    Imagem:

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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Qua Maio 31, 2017 8:48 pm

    Chui espera apreensivo a porta se abrir, pois ela havia novamente reconhecido o toque de Marin. Cada vez mais aquele lugar parecia ter sido projetado para ele, ou talvez para evos no geral. Era bem provável que, ou assim parecia a Chui, que Marin nascera ali, pois por que outro motivo o reconheceria? O que levava a outras questões. Se de fato o evo ganhou vida nesta estrutura, talvez ele tivesse já algum tempo de vida, visto que a entrada estava quase tomada pela vegetação.

    Seus pensamento foram cortados com a abertura da passagem para um novo ambiente, cada vez mais surpreendente. Rosso questiona sobre Marin ter lembranças deste ambiente, mas Chui não prestou atenção, pois uma cápsula surgiu à frente da sala iluminada. Havia muito vapor que pareciam sair da tal cápsula, como se a despressurizassem. Assim que todo esse vapor desapareceu, o vidro perdeu a opacidade e revelou seu interior.

    - PELAS BARBAS DO MACACO ANCIÃO, É UMA CRIANÇA?? - exclamou Chui em choque. Quanto mais avançavam, menos as coisas faziam sentido.

    Inicialmente o caçador logo pensou que era um evo - uma espécie de irmão do Marin - mas observando a pele e as feições se deu conta de que não era. Tampouco parecia ser humano, apesar da semelhança, embora os tons de azuis aparentemente indicavam pertencer há outra espécie. Mas o que seria? Nada fazia mais sentido naquele lugar, e a mente de Chui estava toda embaralhada com o boom de informações inexplicáveis. Aquele lugar era um criadouro? Uma gigantesca incubadora? Chui olhou para Marin tentando decifrar alguma expressão ou indício de entendimento daquilo tudo.

    - Marin, não queria te pressionar, mas gostaria muito de saber o que está acontecendo aqui...
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Qui Jun 01, 2017 9:22 pm

    Foi quase impossível conter a ansiedade que crescia cada vez mais dentro de si no momento que a porta mais uma vez se abriu. E mais uma vez a voz robótica o chamou pelo nome. Já era impossível crer que se tratava de alguma confusão ou engano, ainda mais depois de ter sido reconhecido pelo painel biométrico. Por alguma razão tinha acesso total ao lugar e ao que quer que estivesse lá, mas talvez o fato de não ter memórias fosse preocupante àquela altura. Não tinha ideia do que a voz queria dizer com "execute o programa".

    Ouviu o comandante ao lado e o seguiu assim que este entrou na nova sala. O lugar era enorme e tinha forma redonda, devidamente iluminada e repleta de monitores e máquinas. Marin começou a analisar a sala a partir do momento que pôs os pés nela, tentando descobrir se algo ali poderia trazer-lhe alguma lembrança de volta, mas até então nada. Poucos instantes lá dentro e algo chamou a atenção de todo o grupo: uma cápsula no centro do local. Estava acessa por vários símbolos azuis na sua superfície, símbolos estes que eram completamente indecifráveis para qualquer dos presentes.

    - Não conheço esse lugar... talvez nunca tenha estado aqui... vou tentar algo.- Respondeu ao comandante ao mesmo tempo que já começava a dar os primeiros passos dentro da sala. Estava intrigado com aquele lugar e as possibilidades que se apresentavam, sentindo que pela primeira vez tinha a chance real de descobrir algo novo sobre o seu passado. Porém, assim que caminharam mais para dentro da sala, algo foi ativado e o evo parou onde estava.

    Observou fascinado enquanto a imagem da criatura dentro da cápsula era revelada. Inicialmente pensou que se tratava de um humano, mas a pele e os cabelos azuis contavam algo diferente. Também não parecia ser um evo. Até então só poderia definir aquilo como uma criança estranha e azul, ligada a tubos nos braços e ainda adormecida. Marin ficou tão confuso quanto os outros, pois agora tinha a certeza de que não fazia a mínima ideia do que era aquela instalação.

    - Nunca vi nada parecido... desculpe.- Respondeu a Chui e aos outros. Sabia que todos esperavam por respostas, mas não tinha nenhuma para dar. De qualquer forma, esforçaria-se para mudar isso.

    Depois do choque inicial, Marin começou o seu passeio pela sala. Andou cautelosamente para mais perto da cápsula, aproveitando para analisar melhor a sala no caminho até a estranha criança. Quando perto da cápsula, tocaria o vidro, procuraria por um painel ou qualquer coisa que pudesse mostrar um status da criatura. Se não conseguisse nada assim, apenas afastaria-se e voltaria sua atenção ao outros aparelhos na sala, mexendo em tudo como uma moleque enxerido.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Sab Jun 03, 2017 12:44 pm

    Mesmo que o momento fosse um pouco inoportuno, e sabia muito bem disso, Rhaenee não conseguia se concentrar nos acontecimentos ali da frente que realmente importavam. Como uma boa adolescente, só conseguia se concentrar no nervosismo, o arrepio e calor intenso no rosto e no peito, ainda que estivesse fisicamente gelada. Ficou imóvel de tensão, enquanto ouvia o príncipe se mexer e cobri-la com suas vestes. Queria falar alguma coisa, mas não conseguiu nem agradecer, simplesmente abaixando o rosto como gesto e agarrando-se à túnica com a mão boa, encolhida.

    Ouviu com atenção o que ele dizia e realmente não tinha pensado nisso. Com o golpe, acabava sua "desculpa" para ser guarda-costas. Era verdade. Não havia motivos para seguir mais o príncipe e o plano de saúde era muito mais necessário no início do que agora... Não pensou direito que se voltassem agora para Primus, ela também seria eliminada por ser aliada direta da realeza. Pelo menos, esse discurso a fez parecer menos com um rato assustado, pois sua expressão foi normalizada. Quando ela virou para ouvir a última fala e também se explicar sobre suas intenções, um novo portal estava aberto e todas as atenções se voltar a cena principal.

    - Quando acabarmos aqui, falamos sobre isso, está bem? - disse de forma profissional, mas não fria. Ela avançou alguns passos e olhou para trás, para se certificar que Gail iria junto.

    - Uau... apenas UAU. - olhava em volta embasbacada. - Eh!? Um evo? Mas... é azul... - comentou baixo, até que Chui concluiu ser uma criança. Ela também se aproximou para observar e acabou olhando Marin também, esperando que ele tivesse uma resposta, ao que ele respondeu não ter experiência e a fez olhar para baixo, pensativa.

    - Por que o lugar que atende ao nome do Marin tem uma criança aqui dentro? Er... por que em um planeta assim? Não tem como alguém viver aqui, tem? Marin, tente falar com a sala. De repente... - olhou em volta, incapaz de ler nada. - Estou começando a ficar um pouco preocupada... tem que ter alguma resposta aqui dentro.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Sab Jun 03, 2017 9:07 pm

    Gail queria falar mais coisas para Rhaenee, mas foi interrompido com o abrir da próxima porta. Ele ouve sua guarda-costas e está com o olhar preocupado, mas concorda com um gesto da cabeça. Então todo o grupo entra na sala cheia de máquinas e com a cápsula no centro. Chui e Ray ficam surpresos ao ver a criança de pele azul. Não foi diferente de Rosso e Gail. Porém Marin não sabia explicar nada sobre isso, isso era frustrante para ele. Não possuía nenhuma memória que explicasse esses mistérios.

    Trilha Sonora 2:

    - Que estranho... Tomem cuidado, pode ser perigoso. Talvez tenham criado um novo tipo de ser aqui... Quem sabe foi a mesma pessoa que criou o Marin, mas isso são só especulações.

    O príncipe se mantém quieto, mas também estava surpreso por ver a criança, ele olha curioso ao redor algumas vezes. Mesmo confuso, Marin vai até a cápsula e procura por algo que pareça um painel, queria ter informações. Mas tudo na cápsula era muito estranho, não dava para saber o que era um painel ou um botão. O evo então, simplesmente toca aquelas marcas estranhas, quando faz isso, o vidro da cápsula se abre! Os tubos que alimentavam a criança se desconectam sozinhos. Gail logo se sobressalta:

    - Ele está abrindo os olhos!

    A criança começava a abrir seus olhinhos devagar, olhou para as próprias mãos, parecia confuso e sonolento. O comandante ficou preocupado com isso e logo alertou seus soldados:

    - Afastem-se dele! Não sabemos se é perigoso... Muito cuidado!

    O pequeno ser parecia cansado e confuso, ele olhou ao redor e se sentou devagar. Parecia fraco quando começou a tentar sair da cápsula. Colocou um pé de cada vez no chão e deu alguns passos, estava enfraquecido. O comandante ficou observando a cena impressionado e intrigado.

    Criança misteriosa

    A criança desconhecida olhou ao redor para cada um de vocês, seus olhinhos sonolentos pararam ao olhar para Rhaenee, sorriu para ela e com mais alguns passos, cambaleou até chegar a guarda-costas, quando já estava perto, a abraçou antes que caísse. O príncipe ficou surpreso e preocupado, já estava perto de sua amiga quando desembainhou a espada e falou:

    - Ray, cuidado...  

    Mas a verdade é que Gail não sabia o que fazer, logo abaixou a espada incerto. Rhaenee sente o garotinho a envolver com seus bracinhos finos, a cabeça dele fica na altura do seu estomago, parecia procurar proteção. A criança parecia doce e não apresentava sinais de agressividade, não parecia perigoso. O comandante olhou para Marin, depois se aproximou do pequenino e perguntou:

    - Quem é você?

    Mas a criança apenas o olhou confuso e não pronunciou nenhuma palavra, apenas escondeu a cabeça na barriga de Rhaenee.

    - Ele não parece perigoso... Mas na verdade, não sei... Marin, por favor, continue procurando aqui. Chui vigie a entrada, e Ray tente ver se esse garoto fala... Não sei mais o que esperar desse lugar.

    O príncipe guarda a espada e se aproxima curioso de Rhaenee para ver o garoto. Marin percebe que de alguma forma, este lugar o reconhece, mas não entende a razão disso. De repente o evo sente um aperto no coração e um flash de memória passa em sua mente por apenas três segundos, era o rosto da garota de cabelos castanhos. Não demora para voltar a si, mas isso era preocupante, será que estava começando a ficar estressado de novo?




    OFF: Rolem um teste de inteligencia para entender a reação do menino, CD8. Quem passar, darei instruções por MP.
    Pallando
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Seg Jun 05, 2017 2:59 pm

    Sem conseguir compreender corretamente o painel da cápsula, Marin já pensava em deixar aquilo de lado por enquanto quando, ao apenas tocar nas estranhas marcas, o vidro da cápsula se abriu e os tubos ligados à criança se desconectaram de seu corpo. O evo imediatamente recuou dois passos, agindo de maneira segura diante uma criatura desconhecida que agora começava a abrir os olhos. Era visível a confusão da criança azul e sua estranheza estava mais uma vez evidente em seus olhos também azuis, porém não parecia ser perigoso.

    Depois de uma breve olhada ao redor, a criança se sentou e começou a tentar descer da cápsula. Parecia fraco e extremamente frágil, mas isso não fez com que Marin baixasse a guarda. Não considerava sua aparência inofensiva uma prova de que ele não era uma ameaça. Foi preocupante vê-lo começar a andar e ir até Ray, abraçando-a antes que caísse, e Gail mostrou também estar atento a isso. Afinal, ou aquilo realmente era uma criança ou estavam lidando com uma criatura que conseguia enganar de maneira eficaz.

    A atenção de Marin estava completamente sobre a criança até que Rosso fez uma pergunta simples, mas o pequeno foi incapaz de responder e escondeu seu rosto na guarda-costas. Naquele momento o evo perdeu o interesse na criatura, concluindo que aquele individuo não o conhecia e que talvez fosse incapaz de falar. Seria melhor deixar a criança de lado por enquanto e continuar a procurar por algo, assim como o comandante havia orientado.

    - Certo...

    Marin então olhou ao redor, começando a temer que talvez fosse incapaz de acessar as informações que certamente estavam contidas naquele lugar. Sentiu um aperto no coração e o flash de memória veio logo depois com o rosto da garota, mas não durou mais do que três segundos. Foi o suficiente para deixar o evo preocupado. Se fosse um sinal de que perderia a memória como daquela vez, não queria permitir que isso o atrapalhasse agora que estava tão perto de algo... entretanto, não poderia arriscar machucar algum dos outros.

    - Se eu cair de joelhos... me nocauteiem.- Lamentou ser mais uma preocupação para os outros, mas foi o melhor que conseguiu pensar em fazer. Imaginava que conseguiria perceber caso estivesse prestes a perder a memória, e nesse caso alertaria o grupo ao cair de joelhos intencionalmente.- É só uma precaução... está tudo bem.

    Depois disso, Marin seguiu caminho pela grande sala. Tentou esquecer a irritante possibilidade de perder a memória e se focou em tentar encontrar algo mais no local onde estavam. Ainda tinha medo de não encontrar nada, estava ansioso e agora preocupado, mas completamente focado no que fazia. Vasculhou e tentou usar qualquer coisa que encontrasse.




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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Seg Jun 05, 2017 7:25 pm

    Era desanimador, porém esperado, que Marin não tivesse memórias daquele lugar, nem mesmo da criança misteriosa. Quando o evo tocou na cápsula e ela se abriu, acordando a pequenina criatura, Chui instintivamente deu passo para trás, afastando-se de uma possível ameaça. Mas logo o rosto afável do desconhecido e seu andar trôpego conquistou o caçador. Entendido como era do mundo selvagem, o comportamento da criança se assemelhava ao de um animal que acabara de nascer: seus olhos vasculhavam o ambiente à sua volta, tentando entender o mundo que o cercava; em seguida, guiou-se para fora da cápsula, como uma tartarúnia que sai do ovo. E o que veio a seguir, além de arrancar um sorriso de Chui, também foi a confirmação para ele de que não havia ameaça: a criança azulada vagou até Ray e a abraçou.

    - Não se preocupem, não é uma ameaça. - disse Chui, sem se aproximar, tentando não assustá-la. - Ela tá agindo como um bebê que sai do ninho, e elege sua mãe diante das pessoas que estão por perto. Parabén Ray, você ganhou uma filhinha! Ou filho, não dá pra saber bem o sexo.

    Rosso tentou tirar informações da criança na base da pergunta, mas não teve resposta. Em vez disso, só conseguiu que ela se escondesse em Rhaenee. Enquanto isso, Marin tentava fazer buscas ao redor, e chegou a avisar para ser contido caso acontecesse alguma coisa. Chui ficou apreensivo, pois se o evo estava tocando neste assunto, provavelmente alguma coisa estava acontecendo, e não era um bom momento para isso...

    - Temos que tomar cuidado. É um ambiente novo, e agora temos um filhote com a gente... Ray, tente fazer carinho nela, ou retribuir. Ela vai se tornar mais amável com você, e quem sabe nos diga alguma coisa... melhor não nos aproximarmos para não parecermos predadores nem nada do tipo.

    Chui dá uma olhada para Gail, imaginando que ele estivesse tentado a proteger Ray, mesmo a criança sendo inofensiva.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Ter Jun 06, 2017 9:27 am

    Ray estava muito impressionada pela coisinha azul começando a acordar, achava que ela estava em algum tipo de coma, mas aparentemente Marin tinha poder sobre quase tudo que acontecia naquela sala. Ela olhou para o evo durante um tempo. Seria possível que ele tivesse sido criado ali também?

    A garota não conseguia "tomar cuidado" com a criança. É claro que arregalou os olhos e ficou olhando estranho para ele, dando um passo para trás quando ele veio se aproximando perto dela. Mas era tão bonitinho, como uma criança!

    - Ah, Gail. Ele é tão bonitinho. Não parece que vai fazer mal - Sorriu, conforme o garoto a abraçava ou pelo menos foi assim que ela tentou interpretar. - Comandante, é uma criança que acabou de sair de uma encubadora, não espera que ele vai começar a falar, não é?   - repreendeu, mas assim que Chui falou, ajoelhou no chão para poder envolver criança. - Sério? Eu?? Mãe? M-mas por que eu?? er... Você é bom com todas as criaturas, Chui. Mas então... Ahmeudeusquefofo!!!! Pode vir.  Oi, você tem um nome?  - a garota abriu os braços, deixando que ele se encostasse. - Eu sou Ray. Raaay - disse apontando para si mesma, claramente divertindo-se, distraída com o que os demais estavam fazendo e dando risadinhas empolgadas.

    - Tome cuidado, Marin! - desejou rapidamente, mas logo estava distraída olhando para a criança.   - Chui tem razão. Gail, vai assustar meu filho com a espada. Vire pra lá. Fique de olho no Marin - deu bronca, já assumindo papéis. - Você é tão bonitinho. Você é ela ou é ele? Bom, tanto faz. Ele gostou de mim~~ Eu devo ser muito legal. Não vou deixar esses meninos malvados fazerem mal a você. Mas pode confiar no tio Chui. Ele é bem legal. O tio Marin também, apesar de não falar muito. O comandante tem cara de bravo, mas tem bom coração. Só não aprenda os maus modos do Gail.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Ter Jun 06, 2017 5:20 pm

    Quando Marin dá o seu alerta sobre o nocautearem, o comandante lança um olhar preocupado para ele. Respira fundo e ouve a explicação de Chui. A criança parecia realmente não ser perigosa, então Rosso volta sua atenção para o evo.

    - O que está sentindo Marin? Devíamos ter trazidos seus remédios, na pressa de sairmos, acabei esquecendo... Procure com cuidado.

    Enquanto isso, Rhaenee estava distraída com a criaturinha, realmente era bem fofo. Ela se ajoelha para ficar na altura da criança e começa a falar com o pequeno. Gail fica surpreso com a explicação do caçador, e ri com a reação de sua guarda-costas. Quando a guarda-costas se apresenta, a criança sorri, seu olhar é puro quando tenta repetir as palavras de Rhaenee:

    - Raaaa.... YYYY....

    Depois que fala, a criança abraça a guarda-costas, não queria desgrudar dela. Quando Ray diz que o príncipe iria assustar "seu filho", Gail franze as sobrancelhas e guarda sua espada.

    - Seu filho? - Reclama Gail - Não acha que está se empolgando demais com isso?

    Então Rhaenee continua falando com a criaturinha, que fica prestando atenção em todas suas palavras. O príncipe que também ouvia a tudo, se aproxima e devolve a implicação de sua amiga:

    - Que? Eu tenho maus modos? - Em seguida começa a falar com a criança também - Ela não sabe nem se comportar em um restaurante, eu que tenho a melhor educação daqui! Eu sou um príncipe, e veja como ela me trata. Ray não tem o menor respeito por seus superiores. Acredita que um dia ela deixou cair vários biscoitos no chão e depois pegou e os comeu do mesmo jeito. Depois diz que eu tenho maus modos... Se ela vier falar da regra dos 5 segundos, caia fora, é uma falta de higiene, tsc tsc... Mas não se preocupe, vou te ensinar como se comportar sem passar vergonha como a Ray.

    A criança também prestou atenção no príncipe com os olhinhos curiosos e confusos, depois de ouvi-lo, soltou uma risada bem fofa e repetiu várias vezes o nome de Rhaenee:

    - Ray! Ray!
    - É dela que estou falando mesmo! - Reforçou Gail rindo da provocação que havia feito.

    O príncipe realmente se achava engraçado quando fazia suas implicâncias, ele se abaixou perto da criança, que logo voltou a abraçar Rhaenee. O pequeno ser usou os braços para subir na guarda-costas e sentar em sua perna. Gail observa tudo e comenta com um sorriso encantador:

    - É, realmente ele gosta de você. Sei que vai ficar metida, mas tenho que admitir, se eu fosse ele, faria o mesmo. É muito esperto, escolheu a mais legal do grupo.  

    Enquanto isso Marin tentava investigar aqueles computadores, estava nervoso e tenso. Sua testa começou a suar, talvez fosse preocupação. Por mais que se esforçasse não conseguia se lembrar de nada. Foi tentando tocar os painéis do computador, que de repente uma grande tela holográfica apareceu. O coração do evo deu um salto ao ver a primeira imagem que se formou na tela, era a garota de cabelos castanhos. Isso chama a atenção de todos do grupo, a imagem começava a falar com Marin, certamente era algum tipo de gravação:

    - Olá Marin. Se está ouvindo essa mensagem, é porque algo terrível aconteceu. Por favor não perca esperança, eu provavelmente devo ter morrido se está ouvindo essa mensagem. Estou fazendo essa gravação, pois o general Montalban nos traiu. Não sei o que ele fará em seguida, mas sabemos que ele está contra nós. Essa mensagem é nossa segurança, para que caso algo aconteça, alguém possa ouvir e avisar a Primus do grande perigo.

    Trilha Sonora - Revelações:

    - Eu sei quem é ela! - Exclamou Gail surpreso - É a irmã do meu tetravô! Annelise Arkadia, a que fez aquela música...

    O vídeo continuou, a jovem de cabelos castanhos claros vestia um tipo de roupa militar da época e suas próximas palavras comprovaram o  que o príncipe havia dito:

    - Talvez não saiba meu nome, Marin. Mas eu sou Annelise Arkadia, a atual princesa de Primus. Minha nave estava indo para Duos, iríamos participar de uma cerimônia, onde apresentaríamos a ideia do cientista Fiscario. Uma nave militar comandada pelo general Montalbán nos escoltava, quando de repente uma tempestade magnética nos transportou para outra galáxia. Não sabemos o motivo disso. Mas encontramos um planeta com uma atmosfera respirável e pousamos nele para fazer a manutenção da nave. Nesta viagem, estão comigo o cientista Fiscario e sua criação, você Marin, um evo. Com os acontecimentos recentes, não sei se dará tempo de me apresentar, então direi nessa mensagem tudo que preciso...

    A princesa dá uma pausa em sua gravação, olha ao redor e depois continua:

    - Você Marin, estava sendo feito para ser meu guarda-costas. Agora estão na sala ao lado te despertando...Eu sei, é antes do tempo do previsto, mas é uma emergência. O doutor Fiscário nos deu uma grande ideia de fazer guarda-costas evos para a família real. Segundo ele, evos são mais fortes e leais, e por isso dariam ótimos guarda-costas. Eu admito que fiquei animada com ideia, nunca tive grande um amigo... Então fiquei animada em ter um amigo só para mim. Queria te ensinar sobre a sociedade, você não seria como os outros, que são falsos e não teria nenhum vicio social. Eu não sei se lembra, mas algumas vezes, eu fui até sua incubadora tocar a nova música que compus. Ela é uma música que fiz de presente para o meu irmão, se chama Meu Príncipe. Também gostava de conversar com você enquanto ainda dormia... Parecia que nos tornaríamos grandes amigos... Não sei se lembra da minha voz... O doutor Fiscário diz que pode ser que você se lembre da canção quando acordar e também que isso estreitará os nossos laços. Mas... Não esperava que nos conheceríamos em um momento assim...

    Então o semblante dela vai ficando mais tenso cada vez que continuava a contar:

    - Nesse planeta desconhecido, que pousamos, encontramos ruínas antigas que parecem ser de alienígenas! O doutor ficou empolgado, nunca encontramos vida inteligente em outro planeta até hoje. Nós descobrimos três artefatos e um tipo de cápsula com uma criança dentro, mas o planeta parece abandonado. Os artefatos possuem um grande poder, e o general Montalban descobriu isso e os tomou para si! Enquanto o doutor consertava a nossa nave e descobria um jeito de voltar, o general se voltou contra nós e está vindo nos destruir! Ele está falando sobre dominar a Galáxia do Sabre, e ninguém consegue vencê-lo! Esta mensagem será enviada a Primus, e você Marin está encarregado de avisar a todos sobre o general. Montalban conseguiu quebrar todas as nossas cápsulas de escape. Por isso estão te despertando, Marin! Só você pode entrar nas cápsulas que sobraram, são cápsulas criogênicas! Eu não posso, pois teriam que preparar o meu sangue duas horas antes, mas o seu sangue já está preparado, porque você estava na incubadora.

    A imagem da garota chega mais perto e fala:

    - Você é forte, Marin! Não está totalmente feito, ainda falta alguns detalhes, mas sei que vai conseguir alertar a todos. Por isso confio essa tarefa a você. Eu tentarei ficar viva, mas para isso temos que derrotar o general e todos os militares que o apoiam... Eles estão vindo... Preste atenção Marin! Planejamos enviar você para Primus em uma cápsula criogênica, o termostato está ajustado para o despertar assim  que a cápsula aterrissar em Primus! Junto estamos enviando outra cápsula criogênica com esta gravação. É onde você está agora, está é a segunda cápsula, só você tem acesso, é por segurança. Dentro colocamos também a cápsula alienígena que encontramos, ela parece ter uma criança extraterrestre, mas na época não tentamos acordá-la. Espero que isso ajude a saber como deter os artefatos de Montalbán! São três artefatos, um é a espada, chamamos de Primeiro Poder, ela consegue emitir uma grande descarga de energia que causa um grande dano. O segundo artefato é a gema de gaia, não sabemos para que serve, mas é extremamente poderoso. O terceiro artefato é a armadura metálica! Nada pode atingi-lo quando ele usa isso. Por favor tome cuidado! Eu espero sair de viva disso, mas não sei... Estou com medo. Por favor salve o planeta do general Montalban! Precisa tomar esses artefatos dele! Conto com você Marin, foi criado para defender a família Arkadia, esse é seu propósito. Além disso, tem algo nessa espada... Se ao menos conseguirmos tirar algum artefato dele... Tentaremos e o enviaremos com você! Força Marin! E me desculpe por te conhecer dessa forma. Por favor, não deixe Montalbán destruir Primus!

    A gravação terminou e na tela apareceram várias frases de erro no sistema:

    "Alerta! A cápsula se desviou da sua rota! Defeito interno localizado! Cápsula 1, não encontrada!"

    O comandante ficou surpreso com tudo que tinha acabado de ouvir, mas preocupava-se com o estado de Marin após ouvir tudo isso. Então se aproxima do evo e pergunta:

    - Marin, como se sente? Se precisar de ajuda, não hesite.

    Gail também estava muito surpreso e completa a informação, ele tinha conhecimentos sobre a história de Primus e sabia muito bem quem tinha sido ela:

    - Ela é mesmo a irmã do meu tetravô. Eu estudei que teve um acidente onde ela foi dada como morta, a nave dela e a dos militares desapareceram no espaço, mas nunca soubemos que foi por causa disso... O irmão dela, o mais novo, assumiu o seu posto... Então é o Montalban que está atacando Primus? Mas esse acidente tem mais de 140 anos, como ele sobreviveria?... E essa criança é um alienígena?! Nunca encontramos vida em outro planeta antes, isso é.... Não sei nem o que pensar primeiro... Não faz sentido...

    - Isso é realmente incrível, somos os primeiros a conhecer uma espécie alienígena. Mas porque só ele estava em seu planeta de origem? Quando encontramos a cápsula de Marin, o termostato estava quebrado... Só encontramos porque ela emitiu uma descarga magnética muito forte. Marin provavelmente ficou na criogenia esse tempo todo, assim como este lugar. Por algum motivo, este Montalban não destruiu Primus nessa época, mas por quê? Será que ele ainda não tinha o poder para isso?

    O príncipe lança um olhar para Ray e depois para Chui, esperava também para ver a reação deles.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Qua Jun 07, 2017 8:06 am

    - ELE FALOU MEU NOME! Ah~~   - envolveu a criança com o braço livre. - Foi o Chui quem falou que ele me escolheu como mãe, você não ouviu? - reclamou com o príncipe, o que a fez reforçar seus "maus modos". A garota ria por ter conseguido provocá-lo justamente onde seria seu ponto mais forte. - Tá vendo, bebê, além de tudo ele é mentiroso. Mentir é muito feio. Ele finge que é educado porque sabe comer com 15 talheres, mas continua um chorão, sendo grosseiro com uma mocinha frágil e indefesa como eu. - fingiu sussurrar pra criança e riu para ela, encantada de novo que a criança repetia seu nome. - Eu queria saber o seu nome... mas acho que você ainda não me entende direito. Será que você não tem um? Nesse caso, eu deveria pensar em um nome bonito... - enquanto divagava, o príncipe se aproximou para conversar com ela, fazendo seus olhos brilharem por um instante em que observava o rosto dele, sentindo-se muito bem, mas ao mesmo tempo insegura e envergonhada. Antes que percebesse, o contato visual durou mais tempo do que ela gostaria, mas o som de uma nova voz no ambiente chamou sua atenção e ela virou logo na direção da gravação.


    Pediu ajuda para levantar, levando sua nova criança pendurada nela,  e caminhou para perto de Marin. Já estava se perguntando quem era aquela moça na tela, olhando para o evo e esperando uma reação, mas Gail foi mais rápido.  Arkadia? Voltou a ouvir com atenção à gravação. Então Marin era uma criação da família real! E tinha o propósito de ser um guarda-costas como ela...
    Tinha uma missão tão nobre ao chegar em Primus, era tanta informação ao mesmo tempo! E aqueles artefatos... do que estavam falando exatamente? Será que Marin aguentaria ouvir tudo isso? Olhou preocupada pare ele.

    - 140 anos... Nossa, é muita coisa... Como será que essa história acabou? Quer dizer, o que aconteceu com Montalban? Ouvir isso tão tarde chega a dar calafrios, pois Primus poderia ter tido um final bem diferente. O que será que o impediu? Er... será que essa não foi a primeira vez que Marin acordou? Quer dizer... se  o termostato estava quebrado, é possível que ele tenha despertado uma primeira vez? Se fosse assim, então o resto da história estaria aqui do nosso lado. Er... Será que... Você lembrou de alguma coisa, Marin?  
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Sex Jun 09, 2017 7:39 pm

    Marin tentava ignorar ao máximo quaisquer outras preocupações que não fossem relacionadas à sua busca. Já não estava mais calmo como habitualmente e cada movimento seu era carregado de tensão, ansiedade. Uma vontade quase que desesperada de encontrar alguma coisa naquela sala. Tentava conseguir algo ao mexer em alguns painéis quando algo aconteceu, fazendo o evo prender a respiração com a expectativa e o deixando apreensivo. Em um instante seus olhos surpresos encararam a imagem que surgiu em seguida como se fosse a única coisa na sala, e o que sentiu ao vê-la foi um misto alivio e felicidade, mas também tristeza. Finalmente havia encontrado o que procurava.

    Assim que ela começou a falar, Marin teve certeza de que realmente se tratava da garota de cabelos castanhos. O nome Annelise Arkadia parecia não ser familiar, mas poderia reconhecer sua voz em qualquer lugar. E o primeiro choque para o evo veio logo no inicio, com o reconhecimento da irmã de seu tetravô por parte de Gail. Apesar de não ter parado para pensar nisso naquele momento, saber daqueles cento e tantos anos foi um começo de história amargo para o evo. O nome Fiscario também não era nada familiar, mas Marin o associou ao velho homem de suas memórias, aquele que o carregou até a cápsula em que permanecera por tantos anos.

    Por alguma razão, Marin até apreciou a ideia de ter sido originalmente criado para ser um guarda-costas, mas não sabia ao certo se era o propósito que lhe agradava ou apenas o fato de que alguém estaria disposto a confiar tanto nele. Ouvindo a garota falar, era inevitável começar a imaginar como as coisas poderiam ter sido diferentes. Claramente lembrava-se da música citada e o som da voz dela estava muito bem gravado na memória do evo, o que era o bastante para comprovar tudo que ela dizia. Aquela garota realmente tivera a intenção de ser sua amiga.

    O evo ouviu atentamente à toda a história, sempre tentando encaixar tudo o que ouvia ao pouco que se lembrava. Assim que a ouviu falar sobre a traição pelos artefatos e o ataque que estava a caminho, Marin já havia deduzido como aquela história terminaria pois estivera lá para ver algumas partes do final. O segundo grande choque veio quando ouviu "você está encarregado de avisar a todos sobre o general". Marin baixou a cabeça e desviou o olhar da imagem por alguns instantes depois de ouvir aquilo, pois sua falha estava cada vez mais evidente. Estava mais de um século atrasado para avisar Primus.

    Só voltou a encarar a imagem assim que ouviu a garota dizer seu nome mais uma vez. "Você é forte" era uma afirmação inspiradora, que realmente fazia Marin sentir uma leve alegria, porém eram palavras duvidosas. Conseguia lembrar-se apenas de ir ao encontro de Annelise e também encontrar o homem com a armadura de metal, provavelmente Montalban, mas apenas isso. A prótese do antebraço contava o resto da história. Marin finalmente conhecia seu passado e isso o fazia sentir-se completo então, mas o resumo final era desagradável e difícil de aceitar. No final das contas, havia sido incapaz de evitar aquele desastre. Incapaz de salva-la. 140 anos atrasado para tentar consertar alguma coisa.

    Ao final da mensagem, a ansiedade e a preocupação finalmente haviam desaparecido. Marin estava calmo, mas cabisbaixo. Não sabia o que dizer ou fazer a partir dali. Nem mesmo o que sentia. Ouviu o comandante, Gail e Ray falarem, mas demorou para responder.

    - Vou ficar bem...- Respondeu depois de algum tempo. Também não tinha mais vontade de tentar se lembrar de algo novo. Sentia que já sabia tudo que precisava.- Não sei... acho que nada do que eu lembrar vai ser útil agora. Talvez fosse há 140 anos atrás.... Acho que a princesa regente e os outros vão querer ver essa mensagem.


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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Sex Jun 09, 2017 10:58 pm

    Chui aproveitou o mento de tranquilidade da criancinha para poder se aproximar tranquilamente, abaixando ao lado de Ray para poder olhar a filhote nos olhos. Era contagiante a alegria dela, e quando exclamou o nome de Ray, até mesmo Chui não resistiu e soltou uma risada contente. Essa risada se transformou em uma gargalhada leve ao ver Ray e Gail em uma discussão leve, onde o príncipe parecia demonstrar uma pontinha de ciúmes. Rhaenee comentou sobre o nome dela, mas obviamente a criança não conseguia falar ainda, então talvez tivessem que escolher um nome.

    - Verdade, seria bom ter um nome. Não sou tão criativo, então só consigo pensar em Bloo... Tem alguma ideia, Gail? Admita, ela é fofinha... ou ele, não sei.

    Antes que pudesse falar algo mais, um telão se acendeu ao toque de Marin, aparentemente. Uma garota de cabelos castanhos, que aparentemente era da realeza apareceu, e começou a falar. Ela explicava muitos fatos sobre o passado de Marin, seu nascimento, seus objetivos, e quem era ela. Chui se levantou vagarosamente enquanto observava a cena e a ouvia, um tanto chocado com o desenrolar dos acontecimentos que levaram Marin a ser o que é. Mesmo que com essas informações viesse a certeza de quele ele não era um maníaco ou algo do tipo - afinal, ele seria o guarda costas da princesa - Chui não deixou de se sentir melancólico e triste pelo amigo. Passar 140 anos desacordado e atrasado para a função para a qual ele foi criado e destinado, certamente não seria uma notícia agradável de se ouvir. Mas, mesmo que o vídeo misterioso da antepassada Arkadiana tenha trazido muitas respostas, também levantava muitas perguntas. Que fim levaram os artefatos? O que houve com Montalban e sua trupe? Como foram parar em outra galáxia assim? O golpe que ocorria no atual governo estava ligado com estes eventos? Rosso e Ray externaram parte das dúvidas que Chui tinha.

    O caçador olhou para o evo no intuito de perguntar algo, mas achou melhor ficar calado, diante da resposta do mesmo. Algumas ideias surgiam em sua mente, e resolveu contar o que pensava antes que esquecesse.

    - Não dá pra saber o que aconteceu... mas se Montalban estava em outra galáxia, há a chance de ele ainda estar a caminho daqui, não? Não sabemos como era a tecnologia daquela época, nem a distância em que estavam daqui. E será que este golpe tem algo a ver com ele?

    Chui olhou para os outros em busca de algum apoio ou ideia, momentaneamente esquecendo-se de Bloo. Seu olhar estava meio perdido, mas nem eprto do que Marin devia estar.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Sab Jun 10, 2017 3:11 pm

    Quando Rhaenee falava sobre ser uma mocinha frágil e indefesa, Gail solta uma risada e não consegue deixar de comentar:

    - Mocinha e indefesa? Essa foi a coisa mais absurda que você já disse, só com um braço já faz um estrago enorme, imagine com dois... Você deve ser algum tipo de mutante com força extra...

    A guarda-costas fala com o pequeno sobre ele ter um nome, a criança parecia confusa, provavelmente não entendia e não sabia seu próprio nome. O caçador ria da discussão de Ray e Gail, mas depois sugeriu um nome para o pequeno. O príncipe o respondeu:

    -Bloo? Não é muito estranho?

    Mas o clima no local mudou quando começou a rodar a gravação da princesa Annelise, eram muitas informações de uma vez. Todos ficaram pasmos com tudo que acabavam de ouvir. O mais atingido no momento era Marin, tudo era sobre ele. O evo havia perdido a chance de ter uma grande amiga, perdeu a chance de ser o primeiro evo guarda-costas da nobreza. Será que isso teria mudado o preconceito contra os evos? Mas o pior era que estava atrasado em sua missão, um atraso de 140 anos. Será que daria tempo de recuperar? Entretanto, havia coisas que jamais poderiam ser recuperadas. Nunca poderia reencontrar a princesa novamente, embora sentisse que ela fosse importante, não passava de uma breve e boa memória.

    O príncipe observou Marin por algum tempo, o evo pode percebê-lo fazendo isso. O semblante de Gail estava sério e preocupado, ao mesmo tempo que parecia tentar absorver essas informações, pois também eram parte sua história. Ray fala algumas de suas teorias e apesar de tudo, parecia confusa. A criança continua abraçando ela e em seu colo. Marin finalmente falou algumas palavras, parecia calmo apesar de tudo. O comandante o observa pensativo e suspira.

    - Precisamos pensar em algo, não podemos ficar parados aqui.

    Então Rosso responde primeiro a dúvida de Ray:

    - Não é possível que ele tenha acordado antes, o termostato estava quebrado, mas quando encontramos Marin, ele ainda estava congelado. Se despertasse antes, não teria como voltar para a criogenia.

    Depois respondeu ao evo:

    - Sua sugestão é imprescindível, teremos que contar para a princesa.... Mas Marin, você precisa escolher qual objetivo vai seguir, pretende continuar com o que escolherem para você? A família Arkadia ainda está viva, temos a princesa Adelaine, Gail, o Imperador e a Imperatriz. Agora eles precisam mais do que nunca de aliados. Se conseguirmos salvar a família Arkadia, os evos podem ser vistos com outros olhos. Mas não precisa decidir agora, pense nisso. Ah Marin, por acaso essa sua espada, não seria um dos artefatos? Ela estava com você quando o encontramos.

    Por fim, o comandante responde ao Chui:

    - A princesa falou de homem com armadura metálica, não acho difícil ser o Montalbán, ou talvez seja alguém que conseguiu o mesmo artefato. De qualquer forma, conseguimos informações que podem ajudar Primos a inverter o golpe. Não sei no que esse alien pode ajudar, mas não podemos deixá-lo sozinho aqui também - Rosso lança um olhar especialmente para Gail quando continua - Temos que voltar para a nave e informar isso para a princesa. Não acho que seja sensato perambular por Nihil quando temos uma informação tão valiosa. Você entende não é príncipe? Vossa alteza queria salvar Primus, encontramos uma informação valiosa que pode ajudar, levar isso a princesa vai nos dar uma grande vantagem.

    O comandante passou a chamar Gail de príncipe. Mas o rapaz da realeza não parecia muito certo do que faria, preferiu ficar em silêncio e pensativo por um tempo. Rosso decidiu dar mais um tempo para ele, enquanto isso, se afastou do grupo e se aproximou dos computadores , em seguida usou o datapad para copiar a mensagem da princesa Annelise. Aproveitando que o grupo estava um pouco afastado do comandante, Gail fala baixo para vocês:

    - Será que seria possível nós tirarmos os artefatos do Montalbán? Se soubéssemos onde ele está, talvez com a nave...

    O extraterrestre criança, olha para todos do colo da Ray e começa a apontar e dizer o nome de cada um:

    -Chhuuu...ii... Ma...rin... Gaaio...- Depois apontou para si mesmo e disse - Blooo...
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Sab Jun 10, 2017 6:54 pm

    Assim como não havia refletido a respeito da situação, que mudara agora que tinham as novas informações, o evo também nem havia começado a pensar no que faria a partir de agora. O sentimento de fracasso ainda era forte e toda a informação estava sendo lentamente digerida. Porém, as questões levantadas por Rosso foram certeiras em faze-lo voltar a pensar um pouco. E agora? Já conhecia seu passado, sabia o porquê do ataque nas instalações e qual destino levaram todos que estavam lá, inclusive Annelise e seu criador. Seguiria com o objetivo para o qual fora criado? Pensava a respeito e, ao menos naquele momento de tristeza, não sentia motivação alguma para proteger uma família que pouco conhecia. A resposta mais rápido em que conseguiu pensar foi retaliação, por que talvez fosse capaz de compensar alguma coisa ao eliminar o responsável por todo aquele mal.

    Depois o comandante chamou a atenção para um detalhe que Marin se esquecera. O evo olhou surpreso para a espada que levava consigo, ligando o que sabia daquela espada ao que havia acabo de ouvir. Realmente teriam conseguido tirar um dos artefatos do general Montalban? Tudo se encaixava perfeitamente e agora o pedido de Annelise fazia sentido.

    - "Guarde-a, Marin"... foi o que ela me disse...- Respondeu ao empunhar a espada para analisa-la. Até onde sabia aquela era apenas uma espada comum, pois nunca fora capaz de fazer nada especial com ela. Depois de olha-la com mais atenção, a entregaria para quem também quisesse analisar.- Nunca vi nada fora do comum nela.

    Começava a se sentir mais "acordado" ao mesmo tempo que o aperto no coração também estava mais forte. Racionalmente pensando, não queria fazer da vingança seu objetivo, mas sentia uma raiva crescente daquela história toda. Além disso, era muito mais fácil apenas depositar toda a culpa no traidor, Montalban, e simplesmente tentar elimina-lo se ainda estivesse vivo, como se isso fosse resolver tudo.

    Quando o comandante se afastou para copiar a mensagem, Gail levantou uma ideia para ouvir o que os outros pensavam. Realmente era algo a se considerar, pois se estivessem certos e a espada realmente fosse um artefato, Montalban ainda possuía a armadura de metal e o outro artefato de poder desconhecido.

    Marin não respondeu de imediato. Ainda pensava no que queria fazer, embora já soubesse que com certeza seguiria acompanhando os outros até o fim de tudo aquilo. Refletiu rapidamente a respeito do que Rosso havia dito há pouco: "Se conseguirmos salvar a família Arkadia, os evos podem ser vistos com outros olhos". Normalmente não basearia uma decisão em algo como "o bem comum dos evos", mas então lembrou-se de Nina e seu irmão, de tudo que havia aprendido sobre como eles foram tratados. Talvez tivesse vontade de ajudar outros evos, apesar de tudo.

    - Acho que seria bom se conseguíssemos...- Apoiou a ideia como algo que poderiam tentar executar no futuro, mas que por hora parecia ser inviável.- Já perdi uma vez contra alguém com a armadura de metal e a espada... mas não me lembro dos detalhes. Talvez isso pudesse ajudar... saber como funcionam em combate.

    Luxi
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Dom Jun 11, 2017 10:34 pm

    - Bloo? Isso não seria um nome de um animal de estimação ou algo do tipo?

    Não tiveram mais muito tempo para conversar sobre nomes, pois o clima estava completamente mudado pelas novas informações. Rhaenee agora estava pensativa sobre os descobrimentos e olhou logo para a espada de Marin. De um evo sem memórias ele rapidamente tinha se tornado um guardião real. Era impressionante. O que as pessoas que o desprezaram diriam disso?

    - Eu estou com um pouco de medo do que mais Marin pode lembrar. Será que depois de ver tudo isso novas lembranças vão aparecer?

    Agora estava satisfeita com o argumento do comandante. Finalmente a ideia maluca de ir atrás do meteoro seria esquecida? Estava satisfeita. De repente, o alien decidiu falar "Bloo"

    - Bloo! Ele falou "bloo". Ahhhh~ Chui, ela gostou do nome que você deu. - comemorou. - Bloo, tenho certeza que ainda tem muita coisa que você tem para nos ensinar... Como aprende rápido!

    Ela notou o olhar incerto de Gail e decidiu se meter.
    - Eu ainda iria com você se quiser explorar, podemos fazer proteções de folhas e levar com a gente, ainda mais agora que imagino que esse planeta tenha mais segredos escondidos, mas acho que essas informações precisam ser levadas à princesa o quanto antes. Pessoal, acho que podemos dar uma última olhada nessa sala, quem sabe ainda há um compartimento secreto ou coordenadas que foram deixadas para trás, depois voltamos para a nave assim que a chuva ácida acabar.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Seg Jun 12, 2017 9:37 pm

    Chui parou para ouvir as ideias de Rosso, pois ele provavelmente saberia o que fazer nessa situação, e nesse momento ele demonstrou sua experiência. Mesmo estando em muitos momentos irado com o grupo - e ele não deixava de ter motivo - diante dessa situação o comandante buscou ouvir toda equipe para colher ideias. Aproveitou a oportunidade para, discretamente, reforçar a ideia de Gail retornar para Seleucia e desistir da missão do meteoro, e até Ray o ajudou, apesar de tocar também no assunto anterior. Rosso também conversou com calma com Marin e discutiu as possibilidades, reforçando a importância do evo e , por fim, respondeu a Chui. Sabendo que não tinha muitas opções e vendo que o melhor era retornar logo para Seleucia, o caçador também concordou com a ideia dele.

    - Sim, acho que um retorno rápido a Seleucia pode evitar muitos problemas. E Marin, não se culpe por não ter chegado no tempo certo, claramente não tinha como você evitar. O que importa é que agora vamos fazer o que é possível com o tempo que temos. E a propósito, posso dar uma olhada em sua espada? Não sei, já algumas geringonças mágicas por aí, talvez eu possa descobrir alguma coisa...

    Assim que Chui pega a espada, porém, ouve Bloo repetir o próprio nome que recebeu, e o caçador abre um sorrisão sem tamanho, mas mesmo assim ainda não fez carinho nela, esperando que a ligação entre ela e Ray se fortalecesse mais.

    - Pelo menos ela gostou! Ela é fofa! Hum... bom, deixa eu voltar a olhar isso aqui.

    Chui fez uma gracinha com Bloo e voltou a observar a espada, agora mais atento.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Seg Jun 12, 2017 11:33 pm

    O grupo conversava entre si, enquanto Rosso copiava toda aquela gravação para o seu datapad. Marin apoia a ideia do príncipe, embora pensasse que isso seria inviável no momento. Ele também fala sobre ter perdido contra um homem de armadura de metal. O príncipe lança um olhar para a espada do evo, mas não faz nada. Ray responde ao seu protegido voltando a tocar no assunto da exploração e tentando convencê-lo a voltar para a nave por enquanto. Gail sorri discretamente, era um sorriso de satisfação por ver que alguém o apoiava ainda na exploração, apesar de tudo.

    O caçador Chui também queria voltar para Seleucia afim de evitar problemas. Ele pede pela espada e tenta analisar a arma. Porém não descobre nada, em vez disso, acaba deixando a espada escorregar de suas mãos, isso lhe causou um corte leve no dedão, por onde começou a sair sangue.

    - Chui! Cuidado com isso! - Exclamou o príncipe ao ver que o caçador poderia ter se ferido gravemente.

    Depois o príncipe olha para o comandante, como que para checar se ele ainda estava longe, depois volta-se para o grupo. O alien havia feito uma gracinha bem fofa, e tinha gostado do nome estranho que Chui havia dado. A criança realmente aprendia rápido.

    - Acham mesmo que é ela? - Indagou o príncipe - Eu acho que é um garoto. Mas sobre o outro assunto... Eu ainda não quero deixar de ir até o meteoro, sei que o que ouvi aqui muda muita coisa, mas me deu esperança.  Não contem para o comandante, mas... Eu quero lutar contra esse inimigo, acho que se nos juntarmos e tivermos um bom plano, podemos pegar esses artefatos... Você não quer se vingar deles Marin? É estranho... Mas acho que somos parte da mesma história... Desculpe por ter duvidado antes de você, Marin.

    Gail faz um olhar orgulhoso e completa:

    - Apesar da minha fuga ter deixado vocês passarem maus momentos, foi por causa disso que descobrimos o passado do Marin. Eu sabia que não podia sair desse planeta antes de descobrir o que tem nele. Sinto cada vez mais que a resposta para vencer nosso inimigo está aqui!

    Rosso então se aproxima do grupo novamente e diz diretamente:

    - A chuva ácida já passou, peguei tudo que podia deste lugar e já gravei também um impressão holográfica desta sala. Agora, vamos todos voltar para Seleucia e enviar isso para a princesa.

    O príncipe não fica calado e logo diz:

    - Não posso voltar para nave, você sabe. Se eu voltar, vai me impedir de sair! Vocês viram que tem informações uteis aqui! Não podemos ir sem procurar bem.

    Rosso ficou vermelho de raiva mais uma vez, estava prestes a explodir, mas respirou fundo e usou toda sua força para manter o controle quando respondeu:

    - Precisamos entregar essas informações a sua irmã, não devemos arriscar algo tão valioso assim. Pode não dar valor para sua vida o suficiente, mas dê valor ao seu povo entregando essas informações antes que algo nos aconteça. Eu não vou deixar saírem sozinhos por aí, é meu dever proteger a todos. Por isso repito, temos que ficar juntos.A única forma de entregar isso, é voltarmos todos juntos para a nave. Eu não costumo fazer essas propostas, mas como sei que são rebeldes inconsequentes que não vão desistir até eu os estrangular, eu proponho que todos voltemos para nave. Depois podemos explorar melhor o planeta, com organização e planejamento. A criança deve estar com fome e precisa de roupas. Dou minha palavra que não vou te prender vossa alteza. Aproveitamos e já avisamos sua irmã antes de sairmos para exploração. Só peço que não a prejudique, não seria digno de alguém de sua posição fazer tal coisa contra a princesa.

    Era um tanto estranho ver o comandante tratando Gail como o príncipe, mas isso ajudou a convencer o garoto. Gail pareceu pensar por uns segundos antes de responder:

    - Tudo bem... Eu vou para a nave... Não duvidarei da sua palavra... Mas pode me chamar de Gail...

    - Depois de ter alegado que não sou mais o seu comandante, não posso fazer tal coisa. - Respondeu Rosso ríspido.

    Vocês se encaminham para a saída da cápsula com a ordem do comandante. Chui devolve a espada para Marin. O príncipe se oferece para carregar o alien e diz para o grupo em voz baixa:

    - Acho que o comandante está sendo irônico comigo... Mas deixa que eu carrego a criança, vai ser ruim para Ray cansar o único braço.

    Porém quando o príncipe se aproximou para pegar a criança, o alien se encolheu no colo de Ray e escondeu o rostinho no pescoço dela. Todos vão seguindo até que chegam a entrada da cápsula. Marin tocou a porta e ela se abriu como o esperado. A chuva ácida havia passado, porém assim que botaram os pés para fora, uma fumaça densa de cheiro ruim se alastrou ao redor de vocês. Todos desmaiam ao aspirar o gás. (rolem um teste de percepção CD11 para ver se vão notar algo antes de apagarem.)

    Depois de um tempo, todos vão acordando sonolentos e lentamente. Vocês se sentem fracos e logo notam que estão em um cômodo de metal, sem janelas. A porta parecia bastante reforçada e impedia que saíssem. Não havia móveis no lugar, estava todo vazio. Para piorar o gudan do pulso de vocês, não estava mais lá, nem a mochila que o comandante trouxe. O príncipe acorda confuso e logo vai verificar como está Rhaenee, ele toca o ombro dela e a ajuda a se sentar:

    - Ray, Ray? Está bem? Pode me ouvir?

    O rosto dos dois acaba ficando próximo demais. Bloo ainda dormia. Chui nota que havia sangue seco no deu dedo, onde havia se ferido na espada. Marin nota que estavam todos sem armas, inclusive sem sua espada. O comandante se levantou irritado e já foi direto para a porta tentar abri-la enquanto reclamava:

    - Mas que porcaria aconteceu aqui? O datapad... Eles pegaram tudo....
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Ter Jun 13, 2017 12:15 pm

    - Aimeudeus, está tudo bem, Chui? - fez uma careta e voltou a falar com Gail - Não sei se é o Bloo ou a Bloo. Talvez alienígenas nem tenham esse tipo de gênero, acho que vamos ter que esperar que ela diga. - em seguida, chegou o momento de fazer cara de brava e dar bronca no príncipe. - Não incite essas coisas no Marin, Gail. Se encontrarmos esse inimigo, devemos ter muito cuidado. Já dá pra perceber que ele é poderoso. Mesmo assim, eu concordo que devemos tentar encontrar esses artefatos. Se não for para usarmos, pelo menos devemos impedir que outra pessoa os tenha, e colocar sob proteção da família Arkadia.

    Em seguida, Gail ouvia palavras merecidamente duras de Rosso, mas Ray não se compadeceu por seu menino mimado.

    - Bem feito, Gail. Você não pode simplesmente falar besteiras para o comandante e achar que ele vai te perdoar porque você é o príncipe. O que você fez foi muito grave. Não pense que só porque achamos esse lugar você fez a coisa certa.

    O braço de Ray já estava meio cansado e ela teria dificuldade de lutar carregando a criança. Mesmo assim, o alien a estava esquentando e parecia bem confortável ali, deixando-a feliz. Parte dela concordava em entregar a criança, mas a outra se sentia meio responsável por ela, então deu um sorrisão orgulhoso quando ela não quis sair.

    - Acho que ela percebeu que você é inconsequente, Gail. Hehehe. Ah, finalmente vamos sair. eu já estava me sentindo estranha ali den...

    Ray mal viu o que a atingiu, apagando no chão sem ação.

    - Ai.... - resmungou ao abrirem os olhos. Não sabia se tinha caído sobre o braço, mas estava fraca e sonolenta. - onde ...? - esfregou os olhos morosos e de repente era ajudada por Gail para sentar-se. Resmungou baixinho e esfregou os olhos. - Gail...o que é que ...? - foi então que o olhou com mais clareza tão de perto e também percebeu onde estavam. Corou muito e arregalou os olhos. - AH! - virou o rosto bruscamente. - O-o-o que aconteceu? Onde estamos? Que lugar é esse? AH! Minha arma. Onde está a ...Ah. Bloo. O QUÊ? Pegaram tudo??? - agora parecia assustada, olhando em volta e notando que o lugar era como uma prisão. - Fomos pegos??? E agora? Alguém se machucou? - olhava apreensiva para o grupo. Não queria acordar Bloo ainda.


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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

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