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    Capítulo 4 - Viagem para Nihil

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    Gakky
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Ter Mar 21, 2017 6:51 pm

    ---> Cena Lounge (Marin, Chui)

    Marin termina de livrar-se do seu prato e Chui também. Apenas a refeição do príncipe e o seu suco ficou sobre a mesa, intocável. Rosso recostava no sofá em frente a televisão flutuante, ele ouve seus dois soldados com um olhar paciente. Os canos que passavam pelo teto da nave começaram a fazer barulho, indicavam que o gerador de energia estava trabalhando, isso era bem comum, porém atrapalhava para ouvir outros sons.

    - Ok Marin - Responde o comandante ao evo - Quando chegarem contarei tudo a eles, somos todos um grupo e fico satisfeito com sua decisão. Devemos agir sempre como um só e não escondendo segredos. E eu ainda acho que deveria trazer sua caixa de música para escutarmos.

    Depois ele olha para o caçador e comenta:

    - Tudo bem, se quiser pode ligar para ela antes de dormir, mas pode acabar perdendo algumas horas de sono. Acredito que todos querem descansar. Marin, não esqueça seu remédio antes de dormir. Podem se sentar aqui no sofá, não fiquem ai de pé gastando energia atoa.

    A televisão continuava ligada, dessa vez passando a situação de Primus. Vocês veem imagens de destruição, diferentes monstros gigantes atacando a cidade, alguns maiores, outros menores. Porém o comandante parece ter ouvido algo estranho. (Rolem teste de percepção, CD7, bônus inteligência para ouvir algo parecido com um grito baixo, mas o som dos canos atrapalham).

    - Vocês ouviram isso? Foi um grito... Será que foi da notícia?  

    O comandante desliga a televisão e fica em silêncio para ver se ouvia mais alguma coisa, porém nada escuta. De qualquer forma, ele se levanta preocupado e chama Chui e Marin:

    - Melhor verificarmos. Não acho que seja da notícia...

    Os que seguirem com Rosso, vão percorrer os corredores, quando passam pelo compartimento da trava de ar, percebem que uma das lâmpadas estava piscando e com defeito. O comandante observa o local e comenta:

    -Parece que teremos que trocar essa lâmpada depois...

    Depois de atravessarem o compartimento de trava de ar, chegam ao corredor onde ficava a sala média e o banheiro. Seguindo o corredor havia uma porta que dava para os quartos, estava fechada. Não havia nenhum som de chuveiro vindo do banheiro. O comandante desembainha sua espada e pede que vocês verifiquem os banheiros e a sala médica. Depois de constatarem que não havia ninguém lá, os três seguem para o corredor dos quartos e assim que abrem a porta veem de longe Gail na frente da porta do quarto de Rhaenee, ele estava vestindo roupas amarrotadas e muito simples, uma camisa colocada ao avesso e uma calça vestida de uma forma meio torta, os cabelos estavam molhados e bagunçados, também não usava nenhum calçado ou meia dos pés.  

    ---> Cena Corredores (Ray)

    Rhaenee estava assustada e com o coração parecendo explodir, seu rosto queimava de vergonha quando saiu correndo e se trancou em seu quarto. Estava confusa e não sabia o que faria depois do que viu. Mas não demorou muito para ouvir batidas na porta e a voz preocupada de Gail:

    - Ray? - Ele para de falar um instante, depois volta a falar nervoso e gaguejando ainda atrás da porta dela - Ray, Já estou vestido... Me desculpe... Por favor... Eu acabei dormindo no hangar, acordei e corri para tomar banho... Esqueci de pegar minhas roupas... Então eu... Eu tive que sair sem... Er... Daquele jeito... Não sabia que você ia aparecer...  M-mas você me conhece... Sempre te respeitei... E foi... Eu sou um idiota... Devia ter lembrado das roupas... Por favor, me perdoe... Eu... 

    O príncipe não completa a última frase, mas era possível ouvir sua respiração ofegante, talvez tivesse corrido também. Rhaenee percebe que era muito raro ele se chamar de idiota assim e ainda pedir desculpas.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Ter Mar 21, 2017 10:10 pm

    Chui ficou feliz por Marin ter decidido que o grupo poderia saber sobre seus problemas e seus remédios. Talvez isso pudesse ajudar o próprio evo e o grupo, até mesmo Gail, a se entenderem melhor e a esquecer o episódio violento que ocorrera há alguns dias. Então, Rosso se virou para Chui e comentou sobre sua irmã, ao que o caçador respondeu:

    - É, melhor eu ligar pra ela antes de dormir. Vai ser mais fácil parar a conversa quando ela ver que eu preciso descansar...

    Chui continuou assistindo à televisão, vendo a situação de Primus, que parecia péssima. Sabia que sua irmã poderia estar preocupada, se lembrasse que eles passariam por Duos, mas não queria uma longa conversa agora, até mesmo para não abusar da boa vontade de Rosso. Só esperava não receber uma bronca no final da noite ao não ligar para Ashanti.

    Foi quando o caçador sentiu ter ouvido um grito. Rosso pareceu ouvi-lo também. O garoto sabia que não era da televisão, e nem mesmo o barulho do gerador atrapalhou sua percepção do evento, já que seus ouvidos eram muito bem treinados. Ao comando de Rosso, Chui se levantou com Marin e todos foram averiguar o que se tratava. Pegou sua arma e logo pensou em Gail e Ray, e sua preocupação aumentou bastante. Será que tinha alguma criatura na nave? Um alien que entrou escondido? Só esperava que fosse preocupação exagerada e que os dois estivessem bem.

    Caminharam cautelosamente pelo corredor, passando por uma luz vacilante, que piscava com defeito. A lâmpada falha parecia emanar uma aura de suspense esquisita. Rosso pediu que vasculhassem os banheiros e depois os quartos, e assim fizeram. Nos banheiros não havia nenhum som e ninguém lá, então seguiram para os quartos. Todos se encontraram e viram Gail do aldo de fora do quarto de Ray, batendo à porta veemente. Chui logo correu na direção dele, exasperado.

    - Tá tudo bem? Ray se machucou? Ouvimos um grito, o que aconteceu? Hein?

    Chui falou meio rápido, mal dando tempo para o príncipe responder.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Ter Mar 21, 2017 10:31 pm

    off: to rindo mto. pqp HAHAHAHH
    AI GENTE. que dó.

    on:

    Ray estava morrendo de vergonha do show que tinha protagonizado. Já imaginava os colegas correndo pela nave alarmados pelo ataque brutal de um monstro do espaço, mas na verdade...

    Em Duos isso nunca aconteceria, porque, para começar, ela não seria um soldado.

    Ela ouviu as desculpas do príncipe e foi se sentindo melhor, embora o rosto queimasse mais. A crise insana de vergonha começava a passar um pouco, agora que conseguia dividir a culpa com ele. Ao mesmo tempo, sentia-se meio que lisonjeada por cada palavra. Ele realmente estava tão envergonhado com ela. Tanto que ela achava isso até bonitinho.

    Quando ele hesitou em completar a última frase, ela abriu a porta do quarto, mas ver todo o grupo ali a fez ficar com vergonha. De repente ela pensou rápido e botou um sorrisão falso no rosto e falou com a voz mais fina.

    - Meu braço! Esbarrei. Na... porta. E doeu. Foi... foi porque ele sem querer bateu a porta no meu braço. Agora está tudo bem. Não foi? Não foi? - ela olhou o comandante rapidamente, morrendo de medo de ser desmascarada, mas era uma péssima mentirosa. - Caham... agora... Gail já está pronto para jantar. Não é? Eu....eu vou pegar meu remédio para tomar! Hahah. Desculpem! hahaha que besteira!!
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Qua Mar 22, 2017 5:30 pm

    A decisão do evo parecia ter sido aprovada pelo comandante e o caçador. Marin pensava o mesmo que Rosso, sendo contrário a esconder detalhes relevantes dos companheiros, afinal também os considerava seus únicos amigos. Já a respeito da caixinha, o evo sentia-se desmotivado a lidar com ela novamente, pois imaginava que apenas se decepcionaria, mas decidiu levar a sugestão do comandante a sério e mostrar a música aos outros depois. No final das contas, não tinha nada a perder compartilhando o som da caixinha e ver se conseguia algo com isso.

    Enfim Chui conseguiu permissão para ligar para sua irmã, e o evo ficou feliz por ele, enquanto na televisão as imagens de destruição continuavam a passar uma após a outra. Marin estava em pé ao lado do triturador olhando pela janela com um olhar distante, mas assim como Rosso também ouviu o estranho som. Parecia ser um grito.

    Marin ficou em alerta quando ele e Chui foram chamados pelo comandante para verificar o que acontecera. Algo poderia ter acontecido à Ray ou Gail, o que já era motivo suficiente para que houvesse preocupação, então o evo seguiu com os dois até o corredor da sala médica e o banheiro. O chuveiro não estava ligado, o que indicava que Gail não estava mais por lá, e algumas lâmpadas no caminho pareciam ter defeito, mas felizmente não havia nenhum sinal de conflito.

    Como ordenado, verificaram a sala médica e o banheiro para encontrarem apenas locais vazios. O trio então seguiu pelo corredor dos quartos, onde depois de uma porta puderam enxergar Gail em frente o quarto de Ray. Chui correu a frente e fez perguntas ao príncipe, enquanto Marin acompanhou-o com o passo mais lento e também ficou no aguardo de respostas. E então Ray abriu a porta do quarto, sorrindo de maneira incomum e com sua fala deu uma explicação ao grito que fora ouvido.

    Marin ficou aliviado por saber que tudo estava bem, afinal poderia ser desastroso se houvessem inimigos de qualquer espécie dentro da Seleucia. Depois de constatar o que havia acontecido, o evo aproveitou que estava por ali e dirigiu-se até seu quarto para pegar a caixinha de música. Pretendia seguir o conselho de Rosso e deixa-los ouvirem-na.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Qua Mar 22, 2017 6:46 pm

    Quando Rhaenee abre a porta do seu quarto, ela vê o príncipe com os cabelos bagunçados e úmidos, ele estava usando uma camisa simples ao avesso, uma calça que estava colocada de forma meio torta e estava descalço. Também vê Chui fazendo perguntas e o comandante chegando com a espada na mão, seguido por Marin. Assim que Chui chega com as perguntas, Gail logo fica com o rosto todo vermelho e antes que respondesse é interrompido por Ray. Ao vê-la sair do quarto também parece ficar nervoso e desvia o olhar da garota. Embora estivesse atrapalhada, Ray tenta explicar o motivo de ter gritado. Gail balança a cabeça concordando:

    - É... Foi isso... - Diz o príncipe enrolado - Desculpe, só trago problemas para Ray... Acabei machucando ela... Melhor eu ir jantar, é...

    Gail tenta rir para amenizar a situação embaraçosa, mas não se saiu tão bem dessa vez. Ele já ia caminhando pelo corredor em direção ao lounge, quando Rosso o interrompeu. O comandante guardou a espada na bainha e com a voz séria disse:

    - Estão me escondendo algo. Não acha que está se esquecendo de algo Gail? Tem certeza que vestiu essa camisa da forma certa? Não sente falta de nada nos pés? O que aconteceu, estava com pressa ou desaprendeu de repente como se vestir adequadamente?
    O príncipe olhou preocupado para si mesmo, depois olhou ao redor, viu um Chui confuso e preocupado e não ousou olhar para Ray. O evo aproveitou para ir até o seu quarto para pegar a caixinha de música, já que todos estavam bem. Enquanto isso Gail suspirou desanimado e resolveu confessar algo:

    - Tem razão... Devo assumir a responsabilidade pelos meus erros. Vesti a roupa errado porque... Porque estava com pressa, é foi isso... Eu acabei dormindo no hangar, não queria levar outra penitência, então tomei banho e me vesti correndo... Acabei na pressa me assustando e batendo a porta na Ray. Ela me ajuda tanto e eu fiz isso com ela... - Gail lança finalmente um olhar para a guarda-costas, embora estivesse com o rosto corado, depois continuou de frente para o comandante e com a voz séria- Vou aceitar sem reclamar o castigo por este erro.

    Rhaenee sente que as palavras de Gail pareciam sinceras e davam a impressão de continuar o que ele falava antes na frente da sua porta. Marin voltava do seu quarto com uma caixinha de música em mãos e escutou parte da conversa. O comandante parece estar sem nenhuma expressão. Não era normal ver Gail admitir tão rápido os seus erros e ainda mais aceitar tão bem e com resignação uma próxima penitência. Rosso não demorou e respondeu:

    - Eu avisei, se não cuidar do corpo vai ter muitos problemas. Que sirva para todos, uma noite sem dormir está custando caro ao Gail, é como uma bola de neve. Está cometendo um erro após o outro e ainda machucou Rhaenee. Mas não te darei penitência por isso. Pegue algum sapato para não ficar resfriado com esses pés no chão, se com sono já causa tantos problemas... Não quero imaginar se ficar doente... - Rosso se vira para Rhaenee e acrescenta - E você seja menos escandalosa da próxima vez que se machucar, se tivéssemos em terreno inimigo, seríamos detectados rapidamente.

    Gail calça rápido suas botas e volta ao corredor, não fez questão de vestir roupas melhores, estava cansado e preocupado demais para isso. O comandante os acompanha de volta para o lounge e senta no sofá, vocês podem escolher onde vão sentar, mas há lugares para todos no sofá. O príncipe se ocupa com seu jantar, senta a mesa e faz uma careta ao ver a comida e ao notar que já estava fria, porém não reclama e começa a comer desanimado, empurrando com o suco. Com todos presentes, o comandante aproveita para falar:

    - Finalmente estamos reunidos, tenho algumas informações para dar a todos. Primeiro sobre Marin - Ele lança um olhar ao evo e continua - Levei Marin ao médico e fizeram alguns exames. O doutor descobriu que é a exaustão que faz Marin ter perda de memória, então passou dois remédios a ele para evitar esses surtos. Quero que se sintam seguros com ele na equipe, com os remédios, podemos confiar e não precisarei mais vigiá-lo ou colocar aquela coleira. O médico também acha que Marin foi criado a poucos dias, pois grande parte do cérebro dele não possuí memórias, é como se seus neurônios fossem novos. Mas é claro, é uma teoria, ele estará pesquisando mais sobre isso. Também quero dizer que o próprio Marin permitiu que eu passasse essa informação pessoal a vocês, pois confia na equipe, espero que todos pensem como ele. Alguém tem algo a dizer sobre tudo que falei ou para Marin? Alguma dúvida? - Rosso olha para Marin e também pergunta - Quer falar algo para eles?

    Marin sente sua mente ficar um pouco estranha, era como se estivesse com uma nuvem no cérebro, meio anestesiado, seu coração também parecia bater devagar, talvez fosse efeito do remédio, estava com a mente calma e leve. Todos sentem o corpo dolorido e cansado. Gail fica surpreso com a revelação sobre Marin e da mesa onde está jantando, comenta:

    - Mas já faz anos que é proibido a criação de evos...

    Rosso olha para todos esperando as reações que teriam e apenas assente ao comentário do príncipe, que volta a comer.




    OFF: Espero que estejam gostando! E não quero que se sintam limitados para agirem, sintam-se livres para interromper qualquer npc, fazer perguntas, puxar assunto e tal, até se pendurar no teto, usar televisão, bom acho que entenderam, só para avisar, porque às vezes eu adianto demais as coisas.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Qui Mar 23, 2017 10:47 am

    Ray ficava sorrindo o tempo todo, sem graça e muito corada, ainda mais porque o príncipe estava todo amarrotado. O que podiam pensar???

    Só ficou preocupada pensando que ele poderia ser punido por sua culpa de novo então tentou defendeR:
    - E-eu estou bem, comandante. Está tudo bem. Mesmo. Viu? Olha. Estou saudável!

    Por sorte, dessa vez o comandante tinha sido compreensivo, não precisando insistir.
    - s-sim. Eu prometo. Não vou dar escândalo! - bateu continência, envergonhada, lançando um breve olhar para o príncipe. Ela fez um gesto para agradecê-lo, mas não o olhou por muito tempo.

    O assunto voltava agora para Marin, o que era interessante o bastante para prestar atenção.

    - Criado a poucos dias? - Ray pareceu bem chocada com a informação e olhou para o evo com um misto de preocupação e tristeza. Como deveria ser dar-se conta que sua existência era tão curta? Havia tanto para aprender... Será que seu criador tinha maltratado dele?

    - Eu tenho. - levantou a mão - Quero dizer que não precisa se preocupar, comandante. Não temos medo do Marin. Ele é o nosso amigo. - disse firme. Ainda bem que tinha conversado antes com ele, sentia-se mais tranquila de afirmar isso.

    Ela achou melhor não perguntar abertamente sobre sua suposição de que Marin teria sido maltratado. Não era educado fazer isso. E se fosse verdade, era melhor que ele esquecesse mesmo.... pelo menos era o que pensava até Gail comentar que era proibida a criação de evos.

    - Então quem o criou deve mesmo ser uma pessoa horrível! - comentou com um pouco de raiva, já partidária. - Não se preocupe, Marin. Se a gente achar essa pessoa, vamos colocá-la no lugar dela. Ah! Eu disse algo errado? Quer dizer... nao quer dizer que você seja uma pessoa horrível. T-talvez...ela não seja mesmo. E tudo tenha sido uma história mal contada... O que eu tentei dizer foi.. ah, vocês entenderam.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Qui Mar 23, 2017 6:11 pm

    Chui olhou embasbacado para Gail e Ray, baixando a arma ao mesmo tempo. Parte dele estava aliviada porque os amigos estavam bem, e outra estava levemente irritada por ele ter ficado tão preocupado por algo tão bobo. Rosso parecia sentir algo parecido, pois seu semblante se fechou e indicava o surgimento de um sermão - e ele veio, mas de uma forma mais branda. Gail respondeu, e seu gaguejar e o rosto levemente avermelhado indicavam que algo ali não era verdade, talvez nada fosse, até porque Ray também estava corada. Chui estreitou o olhar com as respostas e desconfiava que algo "romântico" pudesse ter acontecido. Só não entendia a roupa mal vestida de Gail. Mas eles não o enganavam, pois o príncipe já havia deixado transparecer inconscientemente que nutria algum tipo de sentimento por sua protetora. Mas, acabada a confusão, todos voltaram para o lounge, e Marin se aproveitou para pegar a caixinha de música que Rosso comentara antes. Por sorte, nem Gail nem Rhaenee receberam punições.

    No lounge, o comandante contou sobre o exame de Marin e as conclusões e teorias dos médicos. Chui sabia uma parte, de quando havia perguntado ao evo, mas a extensão do problema era um tanto assustadora. Não ter memória parecia algo assombroso... ou talvez, no caso de Marin, fosse algo que o protegesse. Se as poucas memórias que ele tinha eram de dor e sofrimento, como parecia ser durante seu ataque de loucura, não conseguir acessá-las ou ter vivido pouco lhe garantia um pouco de paz. Com sorte, a vivência atual do evo, cercada de amigos e companheiros, pudesse sobrescrever esse curto passado ruim que pudesse existir.

    - Parece algo assustador, não ter memórias... - Chui deixou escapar, refletindo sobre seu passado e as lembranças de Ashanti, que tanto serviam para confortá-lo em momentos tenebrosos. - Mas garanto que você terá muita coisa para se lembrar de nós! Muita coisa boa!

    Chui sempre tentava passar seu otimismo. Marin já vivia problemas demais para que o garoto apenas refletisse sobre o lado ruim e se esquecesse de elevar os ânimos do amigo.

    - Não tenho medo do Marin, aquilo foi um acidente. Pode contar com a gente pra superar isso! Minha única dúvida é saber... você se sente bem, Marin?

    Enquanto esperava a resposta do evo, Gail comentou sobre a proibição de construir evos. Chui sabia que isso estava para acontecer, mas não acompanhava estes fatos, então não tinha ideia de que já valia a tempos.

    - Marin então é um evo... clandestino?
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Qui Mar 23, 2017 9:57 pm

    Marin, trazendo a caixinha de música consigo, retornou para onde o grupo estava e ainda conseguiu ouvir parte da conversa que estavam tendo. Rosso repreendia Gail e Ray pelas razões que lhe foram dadas, e realmente tinha razão em apontar a falha, mas o evo não deu tanta importância ao acontecimento em particular. Gail tinha problemas como consequência da falta de sono e Ray não havia conseguido segurar o grito ao se machucar ou sabe-se lá o que, mas apenas isso. Os dois estavam bem agora, o que era suficiente para Marin esquecer a breve tensão pela qual passou ao pensar que haviam inimigos na nave.

    Voltando ao lounge, Marin sentou-se no sofá e manteve a caixinha em seu colo. Já sabia o que viria a seguir e estava tranquilo em compartilhar aquilo com os outros membros do grupo, estando até curioso para ver as reações e ouvir as opiniões deles. Logo o comandante começou a falar e detalhar o que fora descoberto pelo doutor Aldagis, enquanto Marin apenas observava as expressões de todos, e ao fim abriu espaço para que cada um pudesse comentar, inclusive o próprio evo.

    Apesar de o assunto dizer respeito a si mesmo, o evo não quis acrescentar nada a principio. Foi no mesmo instante que sentiu a mente ficar estranha e foi tomado por uma sensação relaxante, entretanto isto não o assusto. Apenas o deixou mais confortável para se manter calmo e ouvir Gail, Chui e Ray. Não conseguia adivinhar o que pensavam, mas não precisava por que confiava em suas palavras. Estava feliz por não causar medo em nenhum deles.

    - Me sinto bem.- Omitiu um "porém, sem propósito" ao fim da frase. O evo também respondeu com a voz mais baixa do que o normal devido a estar se entregando a sensação relaxante que julgava ser efeito do remédio. Pegou-se pensando sobre seu "criador" por alguns instantes, imaginando como tal pessoa deveria ser.- Eu agradeço.

    Encontrada a oportunidade, Marin ligou a caixinha de música algum tempo depois de responder. Já não esperava nada daquilo, apenas sentia vontade de ouvir o som e seguir o conselho do comandante, compartilhando aquilo com eles.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Qui Mar 23, 2017 11:31 pm

    No lounge todos ouviam as palavras de Rosso sobre o evo. Alguns ficaram surpresos, mas Marin parecia muito calmo até demais. O comandante ouve paciente o que seus soldados tinham para dizer e olha para cada um enquanto falam. Depois de escutá-los, Rosso sorri serenamente por causa dos comentários de Ray e de Chui que tornavam o evo um amigo.

    - Acredito que será mais fácil para Marin lidar com isso tendo vocês ao lado dele. Não sei se a pessoa que o criou estava com más intenções, mas as chances são grandes para isto. É claro que também podemos descobrir que essa teoria é falsa, vamos esperar pelas pesquisas.

    Gail mastiga enquanto termina de escutar os outros, por ser o príncipe ele conhecia muito bem as leis da galáxia, embora algumas fossem diferentes de acordo com cada planeta. Quando Chui pergunta se isso queria dizer que o evo era um clandestino, Gail toma um gole de suco e responde segundo seus conhecimentos:

    - Se ele foi mesmo criado a poucos dias, pode-se dizer que sim, ele é um clandestino. Essa lei foi criada antes de nós nascermos. Na época foi declarado que a criação de pessoas em laboratório é uma prática antiética. Agora evos só podem nascer de outros evos. Se alguém fez isso com Marin, está contra a lei e deve ser julgado. Mas Marin não precisa se preocupar com isso, já que não foi ele que fez prática ilegal. É direito de todos nascer como um bebê... Deve ser estranho não ter um passado...

    Marin responde com poucas palavras, estava tranquilo e sua voz parecia mais baixa e calma que o normal. Depois de responder, o evo pegou sua caixinha de música e a ligou. Uma melodia suave foi tocada enquanto um holograma pequeno de um casal dançando era exibido acima do objeto. Todos podem escutar a melodia. O comandante fica em silêncio ouvindo e Gail continua jantando. A música transmite uma paz ao grupo e os faz recordar de lembranças de seus passados, Chui sente saudade de sua irmã e também sente um estranho vazio por não ter lembranças de seus pais, de alguma forma também tinha perdido parte de seu passado e sabia um pouco como o evo se sentia, já que nunca soube quem foram as pessoas que o geraram, assim como Marin não sabia quem era o seu criador. Rhaenee começa a se lembrar dos seus pais, que estavam em Primus correndo perigo com a invasão.

    Melodia da Caixa de Música:

    Ao escutar novamente a música da caixinha, Marin sente um aperto no coração e a sensação de já ter ouvido essa música antes, era tão familiar quanto suas lembranças do velho e da moça de cabelos castanhos. Só não se sentiu mais nostálgico por causa do efeitos dos remédios. Depois que a breve melodia se encerra, o comandante faz uma pergunta para ao grupo:

    - Alguém conhece essa música?

    Rhaenee se esforça para lembrar se tinha escutado essa melodia antes, mas não tem certeza, não consegue diferenciar as músicas clássicas que ouvia quando tinha que acompanhar o príncipe nos eventos da nobreza, até porque sempre ficava ocupada com suas preocupações acerca de Gail. Chui nem precisava tentar muito, pois não era habituado com músicas desse tipo. Rosso olha para cada um esperando uma resposta até que, o príncipe responde de boca cheia e sem qualquer etiqueta:

    - Eu conheço... - Mastigou mais um pouco e continuou - É uma música clássica de Primus, foi criada há muitos anos por um membro da minha família, antes dos meus pais nascerem, não lembro exatamente quando... Mas todo nobre de Primus conhece, é considerado parte de nossa cultura e herança da família Arkadia. O nome da música é Meu príncipe e o da autora é Iliya Arkadia. Quando eu era pequeno, minha mãe me deu uma caixinha de música com essa melodia para eu ouvir antes de dormir, já que ela ficava fora muito tempo e não tinha tempo de me ver antes de dormir.  

    Rosso escuta as informações, depois lança um olhar para Marin esperando ver alguma reação. Enquanto isso Gail termina a refeição, quando passa perto de Ray, no caminho para jogar o prato fora, para perto dela e pergunta em voz baixa com o olhar receoso:

    - Tudo bem?

    Chui escuta a pergunta do príncipe e continua achando que tem algo estranho entre eles.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Sex Mar 24, 2017 7:31 pm

    Era estranhamente bom ter ao menos essa pista sobre sua criação. Saber que era um "clandestino" não o ajudaria muito na busca por mais respostas, mas de todo modo cada nova informação tinha seu valor para o evo. Ficava curioso ao imaginar por que alguém se arriscaria a criar um evo, contrariando uma proibição válida em praticamente todo lugar, e interessava-o ainda mais saber por qual razão fora deixado na capsula de criogenia. Se antes fora desmotivado pelo choque de saber que talvez tenha sido criado recentemente, agora começava a tentar firmar a busca pelo seu curto passado como um novo objetivo.

    Ligou a caixinha de música e encolheu-se no sofá, quase como se pretendesse dormir ali mesmo, mas na verdade apenas queria estar confortável para ouvir a música. Assistiu com o olhar calmo o holograma começar e segundos depois voltou a observar os outros um por um, apenas observando se a melodia também os agradava. Voltou a sentir aquele aperto e mais uma vez o som lhe pareceu familiar, sentia que já havia ouvido a música antes, o que o frustrava imensamente. Chegou a sentir-se triste por o velho e principalmente a jovem de suas lembranças não estarem ali, prontos para responder suas perguntas. Gostaria de ao menos saber seus nomes, o nome da moça que havia lhe entregado a espada.

    - Posso ter me confundido e imaginado que conhecia... mas ainda assim gosto da música.- Comentou descrente, tentando ignorar a sensação de que conhecia a melodia. Era melhor forçar-se a acreditar que a música não significava nada do que ficar frustrado por não ter lembranças a respeito. Também reparou no efeito que a caixinha teve em seus companheiros e ficou curioso para saber no que pensavam, então o comentário ainda serviu para ver o quão distraídos estavam.

    Marin ouviu o comandante perguntar se alguém conhecia a música, mas certamente não esperava uma resposta. Por isso surpreendeu-se quando Gail respondeu, ouvindo os detalhes dados pelo príncipe com genuíno interesse. Obviamente não desvendaria o mistério por trás de seu passado com aquilo, mas estava surpreendentemente feliz com tão pouco.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Sex Mar 24, 2017 10:38 pm

    Marin continuava calmo, e Chui admirava e estranhava esse seu comportamento. Estranhava pois era algo importante demais para manter esta calmaria, e admirava pois ele próprio não conseguiria manter a calma diante dessa situação. Ao menos isso era uma prova de que o evo não era violento por natureza, e somente uma crise poderia trazê-lo para um estado mais bestial, o que não deixava de ser assustador. Rosso fez novas ponderações sobre o fato, e admitiu que poderia ser apenas uma teoria e nõ se provar, e Marin acabar descobrindo que possuía um passado vasto, mesmo que as chances indicassem o contrário. Então foi a vez de Gail falar, e esclarecer as coisas acerca da lei sobre a "fabricação" (uma palavra um tanto cruel) de evos.

    - Nossa, então a proibição é de bastante tempo assim? Achei que fosse mais recente... - comentou Chui ao final das palavras do príncipe. De fato, se Marin foi criado há pouco tempo como a teoria parecia indicar,alguém burlou as leis intencionalmente e sabendo muito bem disso. Qual seria o propósito para "criar" alguém assim? Qual seria a necessidade?

    Novamente as palavras do evo eram relativamente calmas para a situação. Marin abriu a caixinha de música e a tocou. Era uma bela música, suave e serene, que aprecia contaminar a todos com a mesma tranquilidade que o evo transparecia. Porém, conforme os acordes foram surgindo, Chui mais e mais sentia algo estranho. Parecia triste, melancólico. A saudade de Ashanti apertou forte em seu peito e ele lamentou profundamente ter desistido de ligar para ela anteriormente, quase interrompendo a música para entrar em contato com a irmã. Além desse sentimento, algo incomum também tocou Chui. Pela primeira vez, assim como Marin, o caçador se deu conta de que parte de seu passado também permanecia inexplorado: ele não conhecia seus pais, aqueles que o trouxeram ao mundo, e parte de sua infância não estava guardada em sua memória. Sempre teve em mente que não se importaria, que não culparia seus pais biológicos por supostamente o abandonarem junto com Ashanti - mas, agora, diante da situação, queria também compreender o que acontecera, porque ele e a irmã foram deixado de lado. Não sabia se essas reflexões eram apenas por notar a similaridade com o caso de Marin, ou a música tinha um poder de evocar esses sentimentos bem guardados. Fosse o que fosse, Chui ficou em silêncio, abatido, até o momento que Rosso perguntou se alguém conhecia.

    - Não. - respondeu Chui, seco, porém sem grosserias. Não reparou se os outros também haviam sentido essa agonia inexplicável e solidão, mas ao menos o comandante parecia normal.

    A surpresa foi Gail saber a resposta, dizendo já conhecer a melodia, Meu Príncipe. Devido ao nome e a história que ele contara, fazia todo o sentido ele saber. Mas... por que motivo Marin também a achava familiar? Mesmo o evo tentando negar que fosse possível, Chui poderia jurar que era verdade. Afinal, da mesma forma que a música tocara-o profundamente, também havia grandes chances de fazê-lo com Marin, que possuía lembranças frágeis em sua mente.

    - Uma música da realeza? Mas... como Marin recorda dela?
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Sab Mar 25, 2017 2:44 pm

    Ray não conseguia não olhar para Marin enquanto toda a história era contada. Ficava imaginando como ela seria se não tivesse nenhuma memória. Era difícil ter qualquer tipo de gosto. Como determinar isso sem ter experiências? Era tudo muito difícil só de pensar, imagina de viver aquela realidade?

    - Que música mais linda.. - comentou Ray debruçando os cotovelos na mesa.

    - EH!?? É tão velha assim? Caramba... Não é a toa que parece que saiu de um sonho. É muito bonita. Se o Marin a conhecia, então ele pode ter algo a ver com Arkadia? Quais as chances da sua família ter criado evos, Gail? Será que estou viajando muito?

    Sabia que era muito antigo, mas qualquer pista já era alguma coisa. Em seguida, corou um pouco, evitando olhá-lo nos olhos, mas concordou com a cabeça. Não queria mais falar naquele assunto bobo. (que de bobo não tinha nada, já que ainda a deixava envergonhada)
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Sab Mar 25, 2017 9:55 pm

    O príncipe cora depois de passar por Ray e volta para sentar no sofá. O comandante ouvia todos os comentários em silêncio e com o olhar pensativo, só abriu a boca para ordenar que Gail limpasse a mesa. O príncipe obedeceu, embora estivesse um pouco enrolado em como fazer e precisou de algumas dicas de Rosso. Enquanto passava o pano por cima da mesa, ele ouve os comentários de Marin, Chui e de Ray, logo ele também fala:

    - Que? Minha família não faria algo ilegal assim, isso é impossível, eu garanto. Agora sobre ele conhecer essa música... Eu não tenho ideia... Mas é clássica, acho que qualquer pessoa poderia gostar de ouvi-la. Apesar de que quando eu era pequeno tinha raiva dessa melodia e cheguei a quebrar a caixinha, eu sei que foi um pouco exagerado... Na época eu queria que minha mãe estivesse comigo e não uma música. Mas hoje eu gosto de ouvir. Eu era só uma criança quando fiz isso...

    Finalmente o comandante Rosso se pronuncia e fala o que achava de tudo isso:

    - Realmente seria difícil a família Arkadia estar envolvida com isso. A única teoria que acho mais aceitável é que quem o criou deveria gostar dessa melodia... É díficil sabermos o motivo exato. Também quero comunicar a todos que chegaremos em Nihil em dois dias. Preciso que todos sejam obedientes e sensatos, é um planeta selvagem, onde há chuva ácida todos os dias. Se pegarmos essa chuva, não sobrarão nem os ossos... Também há terremotos, criaturas hostis... Então é importante que sigam as regras e que estejam saudáveis. Espero que tenham entendido. Estão liberados para dormirem.

    O grupo se retira para dormir, assim como Rosso. Cada um vai finalmente para o seu quarto descansar, era um alívio poder dormir depois de tanta coisa que havia acontecido. Marin toma seu remédio antes de deitar e dorme profundamente sentindo uma paz e uma calma fora do comum. No dia seguinte são acordados cedo pelo aviso do comandante no auto-falante. O dia passa tranquilo, o príncipe estava obediente e se esforçava para fazer o melhor, embora se enrolasse em algumas tarefas. Vocês também treinam com o gudan no simulador, mas não em forma de competição como da última vez. A tarde ganharam três horas livre, Gail preferiu usá-las para dormir no sofá do lounge, já que tinham acordado cedo. Depois ele finalmente se sentia descansado, nunca mais perderia uma noite de sono. O príncipe também parece estar um pouco receoso de encostar em Rhaenee, parece estar com medo de alguma coisa e não fez mais brincadeiras de segurá-la para ajudar a alcançar as prateleiras ou coisas do tipo. (Podem narrar o que fizeram nesse tempo se quiserem).

    A noite do segundo dia, todos se deitam para dormir como era a rotina. Marin toma novamente seu remédio e cai no sono profundo. Porém no meio da madrugada, ocorre uma pequena explosão na nave. Chui e Ray ouvem o barulho e acordam em sua camas assustados, olham ao redor, mas tudo parecia normal até que falta luz, as pequenas luzes que iluminavam o quarto mesmo durante o sono, tinham se apagado e a dos corredores também. Vocês não sabem se os outros estão acordados ou não, apenas se veem em seus quartos e estão acordados quando falta a luz. Também não possuem relógio no pulso, pois estão na manutenção. (Marin vá para a cena abaixo.)

    ---> Cena Sonho de Marin (Marin)

    Marin não acorda por causa dos remédios, ele dormia profundamente sem escutar nenhum barulho, porém estava tendo um sonho estranho. Em seu sonho o evo se vê flutuando pelo espaço lentamente enquanto ouve a melodia da caixa de música. Ele escuta vozes:

    " - É composta por Iliya Arkadia..." - Voz de Gail.
    " - Poucas memórias em você..." - Voz do médico.

    Porém algo lhe chama atenção enquanto flutua em seu sonho sem sentido, era uma voz familiar, a da garota de cabelos castanhos:

    "- Guarde-a, Marin... Salve-nos... "

    Uma enorme nave espacial passa ao lado de Marin, ela estava sendo atacada por outra nave. Marin vê tudo de perto e ao passar pela janela da nave vê o rosto da garota de cabelos castanhos olhando para você, de seus olhos escorriam lágrimas.




    OFF: Parar procurar uma lanterna rolem dado 10, bônus inteligência, CD9. Não é difícil encontrar a porta para o corredor, pois estão acostumados mais ou menos ondem estão as coisas, mesmo sem enxergar.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Dom Mar 26, 2017 6:07 am

    Chui achou a hipótese que Ray disse sobre a família real criar evos bastante pertinente. Talvez fosse apenas sua paranoia e senso investigativo falando, mas poderia haver uma pequena chance de isso ser verdade e, claro, Gail não saber. Talvez fosse alguém da realeza, mas que não necessariamente pertencesse à família Arkadia - como o conde metido a besta, por exemplo. Culpar aquele homem fazia Chui se sentir um pouco melhor e esquecer parte de sua melancolia. Rosso comentou sobre sua teoria, mas o caçador a achou vaga, mesmo que tivesse a chance de ser verdade. Por sorte ele os liberou para dormir logo em seguida, e já não era sem tempo.

    O grupo saiu do lounge e foi para seus respectivos dormitórios. A cama estava quentinha e extremamente confortável, ou amenos parecia a Chui, depois de tanto cansaço e tensão. Não demorou a dormir, esqueceu-se até mesmo de ligar para sua irmã, e só lembrou no dia seguinte, momentos depois de Rosso os acordar com o auto falante. Depois de terminar as tarefas pela manhã e de usar o simulador de gudans (no qual Chui se saiu razoavelmente bem, ao menos melhor que da primeira vez), quando ganhara horas livres, o caçador aproveitou para ligar para Ashanti.

    Sua irmã atendeu e revelou um misto de fúria e carinho, demonstrando sua saudade e a irritação por Chui não ter dado notícias anteriormente. Por sorte o garoto conseguiu acalmá-la, e passaram um bom tempo conversando sobre os acontecimentos de Duos e Primus, e também sobre a situação em Locus. As coisas não andavam bem, mas pelo menos ela estava segura, ou ao menos por enquanto. Chui sentiu um aperto no coração ao se dar conta de que, depois de tantos ataques em lugares diferentes, havia uma possibilidade de Locus acabar sendo invadido também, e isso o deixaria preocupado por todo o dia. Chui até pareceu meio aéreo, tanto que nem notou o comportamento estranho entre Gail e Ray, e quase não puxou conversa com os amigos. No fim do dia, mais uma vez cansado, o caçador se deitou em sua cama e dormiu rapidamente, assim como na noite anterior. Porém, um estampido alto de explosão o despertou do sono bruscamente. Ao acordar, percebeu que as coisas pareciam normais, mas não durou muito e as luzes se apagaram.

    - Mas que droga é essa...

    Chui se levantou de pijama (um short e regata), descaço, pegou seu rifle e abriu a porta para o corredor, correndo. Se não encontrasse nada de estranho no corredor (até porque talvez não enxergasse), ia na direção da sala do Rosso.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Seg Mar 27, 2017 3:21 pm

    Marin não sabia muito bem o que pensar sobre a hipotese levantada por Ray. Gail e Rosso a consideravam improvável e apontaram razões para isso, o que bastou para que o evo decidisse não insistir nessa ideia. Sabia que de qualquer maneira seria difícil descobrir mais do que o que já sabia. Quando Rosso os dispensou, Marin recolheu a caixinha de música e encaminhou-se para a área dos quartos. No corredor, despediu-se brevemente dos outros e depois entrou em seu quarto.

    Em dois dias chegariam à Nihil e o evo não conseguia deixar de estar curioso com tudo que ouvira a respeito do lugar, principalmente pela chuva ácida. Com isso e as novas informações sobre si mesmo ocupando-lhe os pensamentos, Marin tomou o remédio e deixou a caixinha de música em um canto do quarto ao lado da espada. Deitou-se olhando para o teto, fechou os olhos, apreciou a sensação de paz que julgava ser efeito do remédio e então dormiu. No outro dia despertou com o aviso no auto-falante e rapidamente se levantou e seguiu para onde fora orientado. Sentia o ânimo parcialmente renovado ainda que vez ou outra se sentisse como no dia anterior. Fez o que lhe era ordenado e ainda apreciou sua segunda passagem pelo simulador, focando-se em melhorar nos aspectos de combate em que se julgava fraco.

    Durante as três horas livres, o evo fez da Seleucia seu "parque de exploração" pessoal. Andou pela nave como se procurasse por algo, mas na verdade apenas estava vendo o que conseguia encontrar de interessante. Sempre que encontrava algo novo, seja uma acessório de utilidade questionável ou um simples produto que não conhecia, Marin tentava descobrir para o que servia. Claro, obviamente era cuidadoso ao faze-lo, afinal não queria parecer com uma criança que sai tirando as coisas do lugar e muito menos causar um acidente.

    Chegando a noite, Marin retorna ao seu quarto depois de dispensado e toma o remédio. Mais uma vez deixa a caixinha de lado, junto com a espada, e deita-se para encerrar o dia. Se não estivesse apreciando tanto o silêncio na hora de dormir, ou se não contasse com o remédio para ajuda-lo a relaxar tanto, provavelmente ouviria a música da caixinha toda noite antes de apagar. Naquela noite também caiu no sono rapidamente e, talvez pela primeira vez, sonhou.

    Em um momento, ouviu a melodia da caixinha de música. Viu-se acordado e encarando o espaço logo em seguida, estranhando cada segundo inicial daquilo. Estava confortável com a sensação de flutuar, calmo como se ainda sentisse o efeito do remédio, mas não entendia nada daquilo. Ouviu vozes que reconheceu como sendo de Gail e Aldagis, e então tentou enxerga-los em algum lugar. A voz que ouviu em seguida o fez desistir de procurar pelos outros dois e focar-se inteiramente em encontrar a dona das palavras. Ao ouvir o "salve-nos" a urgência do evo em vê-la aumentou ainda mais.

    No momento seguinte, toda a calma do evo começou a se esgotar. A nave espacial passando ao seu lado estava sendo atacada e Marin podia assistir bem de perto. Mas foi o que veio a seguir que impulsionou o evo a tentar agir, quando finalmente a encontrou do outro lado da janela da nave. A garota de cabelos castanhos chorava e o encarava. E mesmo com as várias perguntas que Marin queria fazer, todas foram descartadas a principio e o evo apenas quis alcança-la, tira-la dali. Salva-la.

    Marin tentou agir, se mover, entrar na nave e chegar até ela de maneira quase que desesperada.

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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Ter Mar 28, 2017 7:42 am

    off: @_@ tava sem teclado e encerrando o kpopinho. sry.
    ---

    Ray não descartava a possibilidade da família de Gail estar envolvida com o caso. Ainda que a princesa fosse boa e ele também, nada garantia que a família era toda assim. Afinal, foram eles os responsáveis pelo acidente fatal envolvendo seu pai e outros trabalhadores. Mesmo assim, fazia sentido que o criador de Marin não estivesse diretamente ligado à familia de Gail, mas tivesse gosto pela música por algum motivo. Como não tinha provas, não comentou nada, até proque o comandante também achava o contrário. Talvez estivesse mesmo sendo paranóica por odiar nobres...
    Sobre o novo planeta, a garota ficou um pouco tensa. Não podiam sair da linha dessa vez. Nihil tinha uma fama péssima e ela nunca imaginou que pisaria naquele lugar. Só não falaria que tinha medo para não influenciar na equipe.

    Ela tomou seu remédio direitinho para recuperar logo o braço e notou o quanto o príncipe estava cuidadoso. Em resposta, sorria meio sem jeito, querendo quebrar o clima esquisito que tinha criado entre eles. Mesmo assim, ficar perto dele tinha se tornado um pouco difícil, por ficar sempre com vergonha. O que a filtrava era sempre lembrar da princesa Amilie e a outra loira nobre. Não tinha o direito de se sentir daquela forma. Mas ele precisava ser tão bonito?
    Assim, no dia seguinte acordou assustada e com tudo apagado. Seu coração foi a mil pensando que estavam sendo atacados e nem estavam com os relógios por perto. Ela acabou saindo do quarto com seu pijama mesmo, por não conseguia se vestir rapidamente com o braço daquele jeito. Não parecia em nada com um soldado, com aquela calça rosa com bolinhas roxas e uma cara de coelho desenhada na blusa comprida.

    Tateou em busca da arma pelo menos. Não queria ser uma completa inútil saindo do quarto e não saiu até esbarrar nela. Saiu então a procura de alguma luz. Ficou com medo pelo príncipe, pois esses últimos ataques tinham sido direcionados a ele. Não queria falar nada ali, pois se fosse um tipo de invasão, estragaria tudo falando alto.  Ela queria ir ao quarto do príncipe primeiro, para garantir sua segurança.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Ter Mar 28, 2017 10:30 pm

    ---> Cena Corredor de Seleucia (Ray,Chui)

    Seleucia estava totalmente perdida em uma escuridão. Como isso poderia acontecer se tinham geradores? Era preocupante. Chui andava cego e sem rumo, buscando a porta, bateu o joelho em um móvel, mas logo depois encontrou a porta e seguiu como um cego tateando pela escuridão. Tentava encontrar a porta do comandante, mas para onde ficava? Era sua dúvida enquanto andava sem qualquer luz para se guiar.

    Rhaenee também estava acordada, conseguiu pegar sua arma que por sorte tinha a deixado por perto, depois vai andando pelo quarto tateando com apenas uma das mãos até encontrar a porta, apesar de ter batido na parede antes de achá-la. Procura por alguma luz, mas não vê nada, era como estar completamente cega. Fica em silêncio para caso houvesse algum inimigo perto, apesar do cuidado, a escuridão a tornava totalmente vulnerável para um ataque. A guarda-costa tenta ir em direção o quarto do príncipe, que era sua prioridade.

    Chui e Rhaenee que haviam saído pelo corredor na completa escuridão acabam tropeçando um no outro! No começo se assustam, mas ao ouvir a voz ou o grito um do outro, logo se reconhecem. De repente uma luz cegante surge no corredor escuro, os olhos de vocês ardem e depois de uns instantes enxergam o comandante com uma lanterna, a mesma limpada por Ray.

    - Então também escutaram a explosão... - Sussurrou Rosso - As lanternas que você limpou vão ser úteis agora, Rhaenee.


    O comandante dá uma lanterna para Chui, já que ele tinha os dois braços livres enquanto Rhaenee segurava a pistola com o único braço usável.

    - Tomem cuidado... - Alertou o comandante ainda sussurrando, estava visivelmente preocupado - Vou acordar Marin... Vocês vão ver como está Gail, ele dorme igual uma pedra... Um de vocês deve proteger as costas um do outro. Decidam quem vai ser. Quando voltarem, fiquem no corredor vigiando as entradas, não pisquem. E em hipótese alguma se separem. Já trarei Marin.

    Depois das ordens, o comandante vai até o quarto de Marin e entra.

    ---> Cena Sonho de Marin (Marin)

    Em seu sonho, Marin tentava se aproximar da nave onde esta a garota, seu coração batia acelerado. Ele tentou mover-se, agitou os braços e pernas e sentiu-se flutuando e com muito esforço se aproximou da janela. O rosto da jovem de cabelos castanhos mudou para um semblante assustado como se tivesse visto algo. De repente algo atinge Marin e o arremessa para longe. Quando conseguiu levantar a cabeça para ver o que era, viu o homem de metal voando no meio do espaço, ele empunhava a espada de Marin e usava um elmo que não cobria a boca. Voando como um foguete, se aproximou do evo com a espada apontada para ele, em seus lábios formava-se um sorriso debochante muito familiar. Marin tentou sair e desviar do golpe, mas não conseguia sair do lugar por mais que se esforçasse. A lâmina da espada penetrou no meio de seu corpo, de repente o evo não conseguia se mexer ou respirar, o que o deixou em pânico.

    Após alguns segundos de terror sem poder aspirar qualquer ar ou mover-se, Marin sente que está sendo sacudido bruscamente e um tapa atinge seu rosto. Finalmente consegue acordar e respirar normalmente, ao abrir os olhos vê o rosto do comandante. Apesar de estar acordado, Marin sente o corpo muito fraco e lento.

    - Marin... Acorde... - Sussurrava Rosso com o semblante preocupado e com uma lanterna - Desculpe pelo tapa, foi a única forma de acordá-lo que encontrei... Ouvimos uma explosão e faltou luz em toda a nave...  Pode ser um ataque, ainda não sei. Venha, vamos nos encontrar com os outros no corredor.

    Quando Marin tentar levantar vai sentir as pernas fracas e bambas, não conseguirá se manter em pé. Até seus braços pareciam ser perdido toda energia. Seria um efeito do remédio? Talvez por acordar antes da hora que terminava seu efeito.
    Luxi
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Qua Mar 29, 2017 7:48 am

    O bom de ter um braço imbolizado é que não reagiu com agressividade ao esbarrar em Chui, só levando a mão ao peito. Ela fez um sinal de silêncio, para falarem baixo. A sorte maior foi quando o comandante apareceu.

    - Ainda bem que elas não têm mais larvas - fez uma careta, falando baixo. - Tá... Chui. - ela evitava falar muito, então apenas agiu, andando até ficar de costas para ele.

    - Vamos buscar o príncipe. Eu cuido de você

    Não era muito reconfortante ouvir isso de uma pessoa com um braço imobilizado, mas ela queria fazer bom uso da única mão livre.

    Como nem Rosso sabia o que estava acontecendo, ela começava a ficar tensa. Não existia uma "simples queda de energia" quando se estava em uma missão no espaço.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Qui Mar 30, 2017 4:04 am

    Chui não se assustou tanto com Ray pois esperava por aquilo, embora tivera um leve sobressalto de espanto, se acalmando ao constatar que era a amiga.

    - Ainda bem que é você... - sussurrou o garoto.

    Logo em seguida, Rosso apareceu, para alívio de todos. O comandante entregou uma lanterna a Chui e ordenou que encontrassem Gail, e era o que fariam. Rhanee afirmou cuidar de Chui, e, mesmo o caçador achando que seria melhor ela entrar no quarto e ele tomar conta da retaguarda, tinha plena confiança das habilidades de Ray, mesmo ela estando apenas com um braço disponível.

    - Ok, qualquer coisa me cutuque...

    Chui seguiu em frente, o rifle pendurado na bandoleira, e a lanterna iluminando o camainho. Assim que encontrar a porta do dormitório de Gail, vai abri-la com cuidado e entrar.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Qui Mar 30, 2017 3:17 pm

    Com muito esforço e depois de algum tempo, Marin viu-se flutuando para mais perto da janela. Logo mais poderia alcançar a jovem, descobrir quem ela realmente era, mas então a expressão dela mudou. Seu semblante assustado deixou o evo alerta, mesmo sem que entendesse o que estava havendo, e em seguida algo atingiu Marin, lançando-o para longe de onde estava. O evo começou a sentir raiva assim que parou de mover-se pelo espaço depois de receber o golpe, irritado por ter sido interrompido. Quando voltou a erguer a cabeça, sentiu os sentimentos de raiva e nervosismo serem amplificados ao deparar-se com aquele individuo. O homem de metal que mais uma vez empunhava aquela espada. No momento seguinte, o inimigo começou a se aproximar em alta velocidade, apontando a espada para o evo.

    Marin já havia assimilado que estava em combate. Tentou se mover, esquivar, lutar de alguma forma contra o golpe que estava por vir, por que era insuportável a sensação de estar indefeso na presença daquele individuo. Sentia raiva e queria revidar, se vingar e quebrar a mandíbula do maldito para que jamais voltasse a sorrir daquele jeito. Porém, não conseguiu fazer nada. A lâmina atravessou-lhe no meio do corpo e o paralisou, parando seus movimentos e sua respiração, lançando-o ao terror.

    Foram segundos de desespero até que enfim aquilo terminou. Marin acordou depois de ser sacudido e sentir um tapa, para então ver o comandante Rosso a sua frente. Sentiu-se extremamente aliviado por constatar que nada daquilo fora real e que agora estava na Seleucia, mas seu alivio não durou muito. A nave estava sem luz e houvera uma explosão.

    - Certo. - Marin assentiu para o comandante e tentou segui-lo. Com esforço tentou se levantar, mas não havia força em suas pernas para sustenta-lo, o que o levou a cair de joelhos no chão. Queria apoiar-se em seus braços, porém faltava força neles também.

    Era como ver o pesadelo continuar na vida real. Mais uma vez estava vulnerável, como no sonho, e parte do desespero de antes voltou. Marin olhou para o canto do quarto, ainda de joelhos, e observou a espada que pouco tempo atrás havia atravessado seu peito no sonho. Então sentiu raiva como poucas vezes havia sentido antes.

    - Mas que...- Por um momento pareceu estar prestes a gritar algum xingamento, mas apenas engoliu o grito e socou o chão, o que ainda assim continuava sendo uma atitude muito incomum para o evo. Demorou para que volta-se a raciocinar com um mínimo de frieza, pois a última coisa que queria agora era ser carregado, mas sabia que precisaria de ajuda para sair dali se aquela fraqueza não fosse embora.- Eu não consigo me levantar...- Por outro lado, acabaria sendo um peso para o grupo se houvessem inimigos e Rosso o estivesse carregando.- Eu sigo vocês assim que conseguir levantar... acho que só preciso de uma lanterna.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

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