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Capítulo 4 - Viagem para Nihil

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Luxi
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Luxi em Ter Abr 18, 2017 11:56 am

Rhaenee piscou algumas vezes, envergonhada por ter sido chamada de "incrível". Por quê? Estava com tanto medo quanto ele na hora de comandar aquela nave, mas não deixou de sorrir, corando. Estava se sentindo assim mesmo, incrível, e ouvir isso dele fazia muito bem para o coração. Desviou o olhar, sem jeito, mas não brigou com ele.

- Eh? Ué... - ela coçou o rosto - Não enviou...  - mordeu o lábio. - Eu estou um pouco preocupada, como vamos arrumar combustível nesse fim de universo? - confessou meio baixo. -Vamos ver o comandante

Assim que avistaram Chui no caminho, Ray comemorou.
- Estamos vivos! Eu sou uma ótima pilota. Mwhaha -fez um sinal de vitória, alegre. - Como ele está?

Assim, conduzidos até o comandante, a garota explicou o que havia acontecido e ficou um pouco aborrecida quando Rosso começou com uma bronca, para logo depois sua expressão ficar envergonhada e ela novamente desviar o olhar, sem jeito, mas com um sorriso confiante.  Tinha sido elogiada pelo comandante!

- O quê!? É sério? A mesma pessoa faria tanto assim para matar o Gail?? - ela arregalou os olhos, observando o príncipe preocupada. Não daria conta de protegê-lo contra um adversário tão poderoso.

Quem estava por trás disso? Logo a resposta apareceu com a princesa, em tom de urgência.

- O conde!! Aquele desgraçado! - trincou os dentes. - Eu sempre odiei aquele crápula! E pensar que ele queria botar a culpa em mim...

Ela espumava de raiva quando o príncipe perguntou, de forma tão perdida e inocente, sobre o que aconteceria. Não tinha como saber... e ele perguntando isso pra ela a fazia sentir estranha, com medo de dar uma resposta sincera.
Olhou para baixo, com pesar. Rosso gritou com todos, fazendo sua confiança desaparecer. Estava mesmo se sentindo uma "adolescente irresponsável" e de repente toda a missão parecia estúpida e uma grande brincadeira. De alguma forma, sentia como se fosse culpa dela.

Olhou seus colegas. Marin estava quieto e também derrotado. Chui parecia preocupado. O que aconteceria com a irmã dele? Ou melhor: como estaria sua mãe em Primus? Mordeu o lábio.


- Vai ficar tudo bem. Vamos resolver isso.  - rompeu o próprio silêncio, mas estava muito incomodada no momento para discutir ideias com os outros.  - O comandante não está pensando direito... está tão transtornado quanto nós. - Ela se levantou - Não podemos ficar parados aqui sendo tratados como criança! O Comandante precisa acreditar na gente. Eu já venho. - ela parou um minuto e olhou o grupo.
Com um semblante muito sério, a garota saiu atrás de Rosso.

- Comandante. Sei que nos deu um intervalo e está, mas peço um minuto da sua atenção.
Gakky
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Gakky em Ter Abr 18, 2017 10:28 pm

--> Cena Lounge (Marin, Chui)

O comandante deixa o lounge visivelmente descontrolado e rude. Marin preferiu ficar em silêncio, pois não tinha as palavras certas para dizer, embora estivesse preocupado com os amigos. Chui até tentou quebrar o silêncio, falou algumas palavras e não ajudou em nada a situação. Ele apenas constatava a desgraça em que tinham caído. Ou será que havia sucateiros em Nihil? Gail olhou para cada um deles com o olhar aflito, até que Ray disse algumas coisas. Gail ficou surpreso com as palavras dela, e quase foi atrás quando ela deixou o lounge, porém hesitou e sentou no sofá do lounge com uma expressão perdida.

- Eu...Achei que... - Comentou Gail com a voz desanimada e cabisbaixo - Achei que pela primeira vez estava fazendo algo importante... Achei que poderia salvar Primus... Mas tudo só piorou...
 

Gail suspirou e seu semblante ficou um pouco irritado quando falou:

- Acho que nunca ninguém acreditou que eu podia fazer algo assim... Salvar a todos... Quem eu estava querendo enganar... Devem estar caçoando de mim, aquele conde e todos os outros. Acho que nem minha irmã acreditou, só queria me proteger. Devia desconfiar que essas coisas poderiam acontecer... Agora nem posso salvar a eles ou me chamar de príncipe.
 

Depois de uns segundos pensativos, o príncipe se levantou e perguntou a Chui e Marin:

- Mas e o meteoro? Ele realmente existia não? Minha irmã não foi muito clara sobre a origem das criaturas. E o meteoro surgiu ao mesmo tempo que a invasão. Não acham isso suspeito? Ainda é algo a ser investigado. Se for uma base inimiga, podemos entrar e atacá-los. Deve... Deve ter algo importante lá.

Gail para e observa a reação dos dois, ainda parecia confuso, até com sua própria teoria, depois continuou com algumas ideias estranhas:

- Eu acho que devemos seguir o plano. Ir até esse meteoro e fazer alguma coisa. Quero tomar um caminho onde não poderão rir de mim. Temos que fazer isso ter sentido e tenho que salvar minha família. Vocês estão comigo? Quero sair da nave para investigar, mesmo que Rosso discorde. A cabine de comando deve dizer a localização desse meteoro ou sei lá o que... Vocês viram do que ele nos chamou, não nos considera soldados, então não considero ele meu comandante. Nós somos amigos ainda? Estão comigo nessa?
 


--> Sala das Máquinas (Ray)

Rhaenee entrou na sala das máquinas, as paredes eram grossas e o barulho do maquinário fazia com que não pudessem ouvir o som dos outros compartimentos. Ela deu alguns passou pelo cômodo, que cheirava a metal empoeirado, a porta atrás dela se fechou automaticamente como de costume. Rosso estava mexendo em alguns fios, ainda tinha o semblante irritado. Quando Rhaenee o chamou, o comandante deu berro balançando aos mãos, tinha levado um choque.

- Droga! - Berrou Rosso - Se ao menos tivesse um mecânico...

Ele virou o rosto na direção da garota e a fuzilou com o olhar irado. Rhaenee havia sido a culpada por tê-lo feito levar o choque, sabia disso. Havia deixado ele bem mais zangando. O comandante suspirou e falou algumas palavras para si mesmo:

- É isso que eu mereço... E as coisas só pioram... Onde fui meter...

Depois finalmente voltou-se para responder a pergunta de Ray, estava visivelmente mau-humorado e respondeu ríspido:


- O que foi dessa vez? Colocaram fogo em algo? Ou foi o Gail que desmaiou? Vai diga, o que foi agora. Não pode ficar pior mesmo, ou talvez possa...

Rosso penteou os cabelos para trás com a mão e esperou que a garota falasse.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Luxi em Ter Abr 18, 2017 10:55 pm

Rhaenee desviou o olhar a princípio, um pouco com medo e até culpada por iniciar aquela conversa, mas o impulso a tinha levado até ali, afinal. Ela cerrou os punhos. Precisava falar alguma coisa.


- Está sendo muito injusto - franziu a testa, mas estava bastante séria, embora seu tom fosse alternando do sério ao dramático, até perder a força no final, quando já estava tímida. - Nós não somos um monte de crianças, comandante. Lembre-se que essas crianças acabaram de salvar a sua vida. Chui e Marin fizeram isso. Nós tomamos conta de tudo enquanto você estava mal. Pudemos lidar com tudo sem você, porque aprendemos com você! - ela parou de falar alto e desviou o olhar de novo - Eu sei que está irritado, porque está com medo... Todos nós estamos. Mas nós estamos fazendo o melhor que podemos, em vez de fugir! Se trabalharmos juntos, se parar de nos ver como um quarteto de inúteis, nós vamos conseguir ajudar. Disse para ficarmos juntos, então por que agora que estamos em apuros você quer que o grupo se separe enquanto tenta resolver tudo sozinho? Eu sei que erramos bastante, que até somos um pouco inúteis, mas nós somos tudo o que você tem agora. Um evo forte com habilidades escondidas, um príncipe corajoso que é uma peça chave Primus, um caçador de uma mira incrível que tem conhecimentos de criaturas que eu nunca tinha ouvido falar e... eu, que tenho observado você. Então, por favor, comandante, vamos nos reunir de novo e tentar. Deixe que a gente saia dessa nave com um plano bem feito, Chui teve uma boa ideia, sabia? Ou ao menos deixe um de nós tente mexer nas máquinas... Mas enquanto você está aqui, estamos lá, perdendo tempo. Suas ordens não podem mais ser para nos deixar para trás, entende isso? Você pode ser mais um que não acredita, mas nós somos soldados e nos esforçamos muito! Sinto muito não sermos o tipo que você gostaria. Mas os desse tipo mudaram de lado agora... Eu só... achei que precisava falar isso. - e assentiu, pronta para voltar para seu lugar.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Tsumai em Qua Abr 19, 2017 10:28 pm

Chui voltou ao silêncio, e ouviu sem falar nada as palavras de Gail. Não tinha respostas para o príncipe, nem nada encorajador para aquelas palavras. De qualquer forma, ele estava certo, saíram em uma missão que poderia ser algo bom, mas que serviu apenas para tirá-los de cena enquanto assumiam violentamente o poder em Primus. Era, de certa forma, tocante ver Gail falar tudo aquilo, justamente quando pensou ser mais util do que marketing para o governo, e de repente, descobrir que nada daquilo era verdade e que tudo não passava de perda de tempo. O príncipe também estava começando a se irritar, o que não deixou de ser previsível, embora deixasse Chui um pouco surpreso com as decisões que resolveu tomar, o que, novamente, levaria ele e ao caçador em ideias opostas.

- Gail... Não podemos sair assim. É um planeta hostil, com uma atmosfera perigosa. E precisamos esperar por Rosso, já que ele está consciente. Não é o mesmo que perambular pela nave... lá fora estamos entregues à própria sorte. Vamos esperar Ray retornar...

Depois complementou o que o príncipe continuou dizendo.

- Rosso está enfurecido, assim como você. Além disso, ele não está acostumado a liderar um grupo de adolescentes...

Chui olhou para Marin, tentando decifrar o que se passava com o evo e também esperando que ele desse sua opinião a respeito da situação e do que Gail propunha. Ao menos Chui sabia que o príncipe não faria nada sem Rhaenee por perto.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Pallando em Sab Abr 22, 2017 6:48 pm

Não saberia dizer se era uma boa ou má ideia, mas Marin não contrariou Ray em sua ideia de ir falar com o comandante. Ao menos ela havia tomado uma atitude e agido ao invés de juntar-se aos outros na compreensível lamentação. Gail pareceu querer ir atrás da guarda costas, mas desistiu e voltou a sentar-se no sofá com a mesma expressão perdida de antes. Era difícil imaginar como o príncipe estava se sentindo com tudo aquilo, sabendo que sua grande missão não passara de uma "brincadeira" e que sua família havia sido derrubada do poder. Ele falava como se já estivesse derrotado.

Marin continuou calado durante esse tempo. Não sabia o que dizer, até que alguns segundos depois Gail se levantou, aparentemente determinado a virar aquele jogo, e começou a falar como se já estivesse decidido. Era bom ver que o príncipe ainda não havia se rendido e ele de fato tinha razão em alguns pontos, porém sair daquela maneira rumo ao desconhecido parecia loucura. Não seria bom jogar um balde de água fria em Gail logo depois de ele ter encontrado forças para se reanimar, mas seria pior ainda se agissem com tamanha imprudência.

Chui também parecia não ter se deixado levar pela ideia e calmamente se expressou. Realmente era melhor que esperassem Ray voltar, pois com sorte ela conseguiria acalmar o comandante e traze-lo de volta a razão.

- Acredito que a atitude correta deva ser essa Gail, mas também acho que seria melhor esperarmos a Ray retornar... Nossas chances são muito maiores juntos. Acredito no Chui quando ele diz que estaríamos entregues à própria sorte lá fora.

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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Gakky em Sab Abr 22, 2017 10:56 pm

--> Cena Lounge 1(Chui, Marin)

O príncipe havia sugerido ideias perigosas para seus amigos, ele os observa com um semblante ansioso esperando por uma resposta válida. Chui é o primeiro responder, ele não queria sair da nave, pois sabia que o planeta Nihil era hostil e selvagem. Gail suspira visivelmente chateado. Então Marin é o próximo a responder, o príncipe franze as sobrancelhas enquanto o escuta. O evo parecia estar do lado dos dois amigos ao mesmo tempo. Gail suspira novamente e se senta no sofá com um olhar zangado. Em seguia responde teimoso:

-  Chui, é muito estranho você falar isso agora, principalmente porque apoiou o grupo a se separar enquanto podia ter inimigos na nave, era o mesmo que estarmos entregues a própria sorte. Quando eu disse para ficarmos juntos, ninguém quis me ouvir, mas agora que digo para sairmos...

Gail se vira para Marin e continua:

- Pelo menos você acredita que devemos sair a procura do meteoro, certo? Quando Ray voltar, contarei o plano para ela. Eu sei que ela não vai querer ficar aqui parada esperando o comandante. Rosso pensa como todos os outros...

Alguns minutos após o príncipe terminar de falar, a porta se abre e dela saem Rhaenee acompanhada de Rosso. (Ir para cena Lounge 2)

--> Cena Sala das Máquinas (Ray)

Enquanto Rhaenee falava, Rosso a observava com uma expressão séria. Ele não a interrompe e quando a guarda-costas dá meia volta para voltar ao lounge, o comandante fala algo:

- Desculpe.

Depois ele se sentou no chão perto de algumas máquinas, suspirou visivelmente desanimado e preocupado, em seguida disse:

- Eu acabei descontando toda minha raiva em vocês. Desculpe por isso. Você tem razão Rhaenee. Eu que deveria estar acalmando vocês agora. Só que é revoltante, eu tenho raiva de mim mesmo, porque sabia que tinha algo estranho. Eu senti que estavam me afastando da princesa. Mas não quis desobedecê-la e queria evitar problemas. O tempo todo estão sempre tentando me fazer perder esse cargo, só porque não sou nobre. Não sei se sabe Rhaenee, mas todos os comandantes são de famílias nobres. É quase impossível ser um se você não for um nobre. Na época eu concorri ao cargo com outro militar nobre, mas foi a princesa que decidiu me dar esse título. Pode imaginar como todos receberam essa notícia, juraram me prejudicar, é o que eles tem feito desde esse dia. Preciso estar atento o tempo todo para não cair em suas armadilhas.

Rosso suspirou mais uma vez antes de continuar:

- Eu devia isso a princesa, devia ter recusado a missão naquela hora, mesmo que isso significasse perder tudo. Na época em que descobri uma corrupção em Primus, fui até preso, inventaram todo tipo de motivos para me manter afastado. Mas eu prossegui determinado, é a função de um militar. Era o que eu deveria ter feito naquele momento com a princesa. Deveria ter ouvido meus instintos. Aqueles caras sabiam que era perigoso eu estar por perto, sabiam que eu defenderia a princesa. Eu tenho um grande respeito pela família Arkadia, eles são justos e bons. Eles combatem a ganância e o egoísmo do mais nobres. Mas isso atrai muitos inimigos, e dos mais poderosos. Eles odeiam ver seus interesses egoístas serem desprezados, se acham os donos do mundo. Por isso que devemos proteger a princesa e sua família, sem eles, toda a galáxia vai estar nas mãos de nobres tiranos. Imagine como isso pode ser... Desastroso.

O comandante então olhou para a guarda-costas, seu olhar estava cansado. Ray sabia como era difícil não ser nobre e estudar nas academias, tinha sofrido isso na pele e imaginava que deveria ser ainda pior quando o cargo era tão alto quanto o de um comandante.

- Rhaenee, vamos voltar para lounge. Preciso restaurar o controle dos meus soldados. E como você disse, cada um tem o seu talento. Vamos ver o que farei para lapidar essas pedras brutas. Eles acharam que estavam me colocando em desvantagem quando nos enviaram para cá, agora eu quero mostrar a eles que escolheram as pessoas erradas para enganar.

Rosso se levantou e enquanto ia caminhando até a entrada, falou a Rhaenee:

- Obrigado.

(Ir para cena do Lounge 2)

--> Cena Lounge 2(Chui, Marin, Ray)

Rhaenee acompanhada de Rosso, chega ao Lounge, onde estava Chui, Gail e Marin conversando na área do sofá. O comandante se aproxima de vocês e tem algo a dizer:

- Soldados. Eu... - Rosso hesita um pouco nas palavras, afrouxa o colarinho da farda e continua sério - Bom, acabou o intervalo. Sei que tivemos uma cena de perda de controle, mas já voltamos ao normal. O que aconteceu é terrível, mas como todo soldado, devemos trabalhar para acabar com esse abuso. Como sabem, estamos em uma situação caótica. Não teremos energia daqui há alguns minutos, não temos combustível e não temos mais a base para nos ajudar. Eu não sei como resolver isso agora, mas agiremos passo por passo, como uma equipe sempre. Gostaria que dessem sugestões. Eu já tenho um plano inicial. Primeiro vamos focar em nossa sobrevivência, depois focaremos na situação de Primus. Até porque, precisamos nos manter vivos se queremos resolver alguma coisa.
O comandante dá uma pausa para observar a expressão de seus soldados, lança um olhar para Rhaenee e continua:

- Tentaremos primeiro consertar a energia, o que eu acho difícil de conseguirmos. Mas quem quiser ajudar, pode tentar. Se ficarmos sem energia, ficaremos sem comida e sem luz. Embora as lanternas durem bastante tempo. Então se ficarmos sem energia, teremos que sair da nave para buscar algum tipo de comida natural. Mas todos juntos! Teremos que sair em uma hora que não há chuva ácida, e tomar cuidado para voltar antes dela. Também temos que lembrar que há animais selvagens por todo planeta e terremotos constantes. Este será nosso primeiro plano, o chamarei de plano sobrevivência. Depois que o concluirmos, passaremos para a próxima parte.

Rosso volta novamente a passar os olhos pelo seu soldados, depois fala com um olhar descontraído:

- Eu acredito que se trabalharmos em equipe, conseguiremos salvar Primus, mesmo que pareça impossível. Alguma dúvida? Então, quem vai querer tentar consertar a energia? O quanto antes resolvermos as coisas, mais rápido poderemos pensar em um jeito de chutar aqueles traidores.




OFF: Quem quiser ajudar a consertar a energia, rolem teste de inteligência CD10.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Pallando em Dom Abr 23, 2017 12:03 am

- Sim... é óbvio que em algum momento vamos ter que sair daqui. E acho que é válido verificarmos a informação sobre o meteoro.- Respondeu o evo com certo cansaço. Evitava encarar Chui e Gail por muito tempo, temendo que percebessem o quão incerto estava sobre o que dizia, embora soubesse que talvez ambos já houvessem estranhado sua postura. Uma postura "defensiva", tentando evitar palpitar muito sobre o problema. Talvez estivesse até apreciando aquele "tempo livre" dado pelo comandante.

Depois de falar, o evo tentava manter-se quieto a espera de novidades. Hora olhava para o chão e em seguida para o teto, afastando de sua mente os pensamentos sobre o pesadelo que tivera. Lembrou-se dos remédios e da maldita fraqueza que o incapacitava até algum tempo atrás, e imaginou se não seria melhor tirar o remédio responsável de cena. Afinal, não pretendia ser dependente deles o resto da vida, mas ainda assim sentia-se incomodado por usa-los ao mesmo tempo que temia o que poderia acontecer se não os usasse. Estava frustrado com tudo.

Então alguns minutos se passaram e a porta se abriu com Ray e Rosso saindo dela. Marin os encarou com curiosidade, um pouco surpreso por ver que a guarda costas havia acalmado o comandante, e ouviu Rosso com a mesma expressão "indiferente" que vinha mantendo. Quase lamentou ouvir que o "intervalo" havia terminado, mas ficou feliz por ver o comandante voltando a controlar a situação. Sabia que provavelmente precisavam da liderança dele para sair daquela situação. Também apreciou a aceitação de sugestões vindas do grupo mesmo que não pretendesse sugerir nada.

Consertar a energia parecia ser bem melhor do que sair com lanternas naquele planeta e procurar comida natural, embora Marin estivesse curioso para ver como era Nihil. Enfim, as palavras finais de Rosso certamente eram o que o grupo precisava ouvir. "Salvar Primus, mesmo que pareça impossível". Marin talvez não partilhasse da mesma determinação que alguns ali para salvar o trono e a aliança, mas estava certo de que os ajudaria com tudo de si.

Queria já começar prestando alguma ajuda, entretanto não sabia nada sobre consertar as coisas.

- Gail teve uma ideia.- Disse como quem quer se livrar de dar uma ideia própria, isso pouco antes de se levantar.- Não vou ser de grande ajuda para consertar a energia, então vou me preparar para quando sairmos da nave... se formos sair. Vou pegar minha espada.- Se não encontrasse objeções, Marin se retiraria para seu quarto e pegaria a espada. Torcia para que o plano de Gail fosse aceito e melhorado enquanto buscava sua arma.

Luxi
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Luxi em Dom Abr 23, 2017 6:47 pm

Rhaenee observou surpresa à reação do comandante e a revelação de que sofria preconceito lá dentro por não ser nobre. Ela conseguia entender o sentimento e comentou desanimada:
- Eu posso imaginar... Essas pessoas são horríveis

O restante ela ouviu em silêncio com um olhar preocupado. Uma ideia lhe passou pela cabeça... algo muito primário para concordar agora, mas será que a pergunta que ele havia feito para ela sobre Gail se aplicaria para o comandante e a princesa? Corou de imaginar a ideia. Se fosse assim, seria muito mais do que impossível... e triste. Achava que já era ruim ser uma merda guarda-costas e passar por isso, imagina um comandante, que deveria impor respeito nos outros? Rosso tinha que se provar duas vezes. Era um tanto cruel.

- Entendido - montou um largo sorriso, orgulhosa do comandante e de seu grupo. Estava ansiosa para saber qual era seu papel naquele grupo e sua fala tinha lhe dado alguma esperança. Em resposta ao agradecimento, ela soltou um riso baixo e o deixou ir na frente, feliz de ter aberto seus olhos.

(...)

Durante a fala de Rosso, Rhaenee ficou em silêncio, observando-o como um bom soldado e perdoando o lapso de comportamento dele. Acreditava em sua liderança e já tinha voltado a ficar esperançosa. Era fácil de ser motivada.

-  Chui, você estava falando algo antes, não foi? Chegaram a alguma conclusão? Hm... enquanto Marin se prepara, eu sei que não estou nas melhores condições para consertar a energia, mas talvez eu lembre de alguma aula disso na academia. Vou tentar.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Tsumai em Dom Abr 23, 2017 8:24 pm

Chui suspirou. Sabia que Gail usaria este argumento, pois não compreendia a diferença entre as situações: perambular pela nave sozinho, mesmo com a possível ameaça de inimigos e diante da morte eminente de Rosso era algo desesperado e talvez até errado de se fazer, mas necessário; sair correndo em um planeta desconhecido sob a ameaça de uma chuva ácida, sem rumo e com grande possibilidades de encontrar criaturas selvagens, principalmente sem um propósito definido, era loucura. Mas como explicar isso ao príncipe?

- Gail, são coisas diferentes! Não podemos simplesmente sair da nave! É loucura!

Chui fcou sem argumentos e percebeu que Gail estava chateado. Virou-se para Marin e trocou palavras com ele, e o caçador não soube o que falar, e mesmo se falasse, o príncipe não riria ouvi-lo. Por sorte, Rhaenee apareceu à porta, com Rosso, aparentemente mais calmo. O caçador ouviu o plano do comandante, aliviado que ele tivesse voltado ao normal, mas ainda assim, sentia-se apreensivo pelo comportamento que Gail poderia ter. Chui torcia que o príncipe ouvisse a voz da razão e escutasse Rosso; primeiro deveríamos procurar sobreviver, e depois ver se poderíamos mesmo investigar o tal meteoro e ajudar Primus. O caçador tinha dúvidas de que Gail compreendesse, mas não poderia ficar esperando para não magoá-lo.

- Posso tentar consertar a energia também, se o painel for parecido com as naves que já viajei.

Chui olhou para Marin e Gail, e então Ray lhe perguntou algo. Ficou quase sem resposta.

- Bem, ele acha que devemos investigar o meteoro. Vou me preparar também, e tentar ver o painel.

Sem ficar para saber qual seria a resposta do príncipe, Chui seguiu para por uma roupa completa e pegar seu rifle, rumando para sua tentativa de reativar a energia de Seleucia logo em seguida.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Gakky em Seg Abr 24, 2017 12:21 am

O comandante esperava a resposta de seus soldados. Marin foi o primeiro a responder, não achava vantajoso ele mesmo tentar consertar a energia, pois não sabia como consertar naves espaciais, mas quando contou que o príncipe havia tido uma ideia, o mesmo lançou rapidamente um olhar surpreso de "não-deveria-ter-contado-isso" para o evo.

- Tudo bem Marin, pode pegar sua espada. Só espere um momento, devemos ouvir as ideias de todos - Respondeu Rosso lançando um olhar curioso para o príncipe.

Gail resolveu não falar nada agora, mas Chui logo se ofereceu para ajudar a consertar a energia. Em seguida Rhaenee logo contou sobre Chui ter um plano. Isso deixou o caçador um pouco confuso e desajeitado, com isso acabou contando o plano de investigar o meteoro. Neste momento o príncipe lança rapidamente um olhar de desaprovação para ele. Chui rapidamente se levanta com a desculpa de ir se vestir ou algo do tipo, mas Rosso o impede de continuar:

- Espere Chui! Quero ouvir essa ideia direito. Vocês estão agindo estranho... Pode explicar isso Gail Estão dizendo que a ideia é sua.

O príncipe parecia nervoso, ele lançou um olhar de desaprovação para Marin e Chui, depois suspirou e respondeu de um jeito orgulhoso e teimoso a pergunta do comandante:

- Eu só comentei que eu acho que deveríamos mesmo assim verificar o meteoro da missão, talvez tenha algo útil nele, ou algo sobre nossos inimigos.

Rosso observou pensativo, depois respondeu simplesmente:

- É uma ideia idiota, se o meteoro fosse importante, não nos mandariam procurar por ele. Eu sei que vimos ele no mapa, mas meteoros caem o tempo todo, eu também fui imbecil de ter acreditado nessa quando propuseram a missão. Devem ter colocado algo na minha bebida ou sei lá... Estávamos todos muito idiotas naquele dia.

O comandante parou de falar quando percebeu que estava novamente ficando irritado, então pigarreou e consertou:

- Bom, ignorem isso, estou um pouco estressado hoje, mas é uma ideia Gail. Obrigado por compartilhá-la. Mesmo que não sejam ideias que não pareçam úteis, quero ouvir todas e pensar sobre elas. Agora se vocês não tem mais nada a dizer, podem se retirar. Venha Ray e Chui, vamos tentar consertar essa energia. Marin pode pegar a sua espada e Gail... Venha junto comigo, pode ser útil.

Quando vocês se retiravam do lounge, Gail sussurra um comentário irônico para Chui e Marin, quando passa por eles:

- Obrigado por me expor...

O evo finalmente conseguiu se retirar para o seu quarto e pegar sua espada, embora isso o fizesse se lembrar do sonho. (ir para próxima cena lounge)

--> Cena sala das máquinas (Chui, Ray)

Enquanto isso, Chui, Rosso e Gail foram para a sala das máquinas. Rhaenee foi a primeira a tentar mexer naqueles circuítos, tinha tido uma aula básica sobre o funcionamento das naves. Porém foi um desastre ao tentar consertar os geradores, grande parte deles estava destruída e ela não se lembrava da função dos fios, mas começou a tentar encaixá-los onde cabiam. O príncipe observava e fazia alguns comentários preocupado:

- Cuidado para não levar um choque Ray... Você acha que entende mesmo um pouco disso? Porque eu acho que você não entende nada de geradores...

Rhaenee continuou apesar dos comentários do príncipe tirarem sua concentração. Mas o gerador nem ligou, era óbvio que não ligaria só de encaixar os fios em qualquer lugar, mas ela tinha que tentar. Chegou a vez do caçador, Chui havia aprendido muito em suas viagens e conhecido gente de todo tipo. Como havia três geradores na nave e todos estavam com defeito, Chui pegou uma parte de cada um, os analisou e montou tudo em um gerador único. Quando o gerador manual pifou, também pegou as peças dele. Foi um surpresa para todos quando ligou o gerador e a energia funcionou!

- Incrível Chui! - Exclamou o comandante - Que outros talentos mais você esconde pirralho? Estou impressionado.

Porém o gerador não dava energia a todos os compartimentos por ser único. Mas a sala de comando e o lounge, tinham energia suficiente e sem limites, enquanto o gerador funcionasse. (Ir para próxima cena).

--> Cena Lounge (Chui, Ray, Marin)

Depois do trabalho de consertar a energia, todos se reúnem novamente no lounge para um lanche e para decidir o próximo passo. Chui havia conseguido consertar um dos geradores, ao pegar as peças dos outros quebrados. Porém somente a cabine de comando e o lounge tinham energia. O comandante estava sentado no sofá e esperava seus soldados arrumarem a mesa. Enquanto isso, falava sobre a situação:

- Foi ótimo Chui ter conseguido energia para os compartimentos principais. Assim poderemos usar o hidrator* para nos alimentar sem grandes problemas por enquanto, temos comida condensada suficiente para duas semanas. Mas como os quartos estão sem luz, será melhor todos dormirmos no lounge por segurança. Desculpe Rhaenee por isso, mas é uma questão de sobrevivência. Tudo bem Ray?

- Não acho correto dormirmos todos juntos... - Rebateu o príncipe de repente - Pode não ser ruim para nós, mas para Ray pode ser desconfortável. Mas como estamos num fim de mundo e em situações extremas... Não ia gostar que ela arriscasse sua vida por dormir sozinha.

Rosso espera pela resposta da guarda-costas, depois dará ordens para todos arrumarem as coisas para o lanche. Rhaenee tinha ficado com a tarefa de pegar os pacotes de sanduíches e estava indo na direção os armários, enquanto Chui arrumava os copos na mesa. Gail estava terminando de preparar o suco no balcão, que ficava ao lado dos armários. Marin pegou os pratos e os levou para mesa perto do caçador.Porém Ray estava com dificuldades em suas tarefas, pressionou com sua mão boa o painel que abria o armário dos pacotes de comida, mas nada acontecia, parecia emperrado. Na terceira tentativa, as portas do armários se abriram de uma vez só, os pacotes das prateleiras de cima já iam cair todos na garota, quando Gail, que estava ao lado, a abraçou rapidamente, a envolvendo de uma forma protetora. Por Ray ser baixinha, os ombros dele ficaram acima de sua cabeça. Assim os pacotes caíram todos em cima dos ombros do príncipe, em vez de cair nos da guarda-costas.

A cena chama a atenção dos que estão na sala por causa do barulho e da bagunça que acabava de ser feita, vários pacotes brancos que continham comida, ficaram espalhados pelo chão perto do balcão. Rosso lança um olhar para eles e comenta:

- A turbulência da nave deve ter causado isso... Acho melhor prender com fita adesiva depois de arrumar eles de volta no armário. Chui e Marin ajude eles a colocar em ordem alfabética os pacotes de comida.

Depois do que aconteceu, Gail se afastou rápido da guarda-costas, massageou as costas com uma das mãos e perguntou preocupado com o rosto corado:

- Está tudo bem? Fiquei com medo de que machucasse seu braço. Devia ter mais cuidado com essas coisas...

O comandante voltou a se virar para janela e continuou falando da situação:

- Voltando ao assunto de antes, temos que esperar também que a princesa volte a fazer contato, ela disse que faria. Essa noite, como eu disse, devemos dormir todos juntos aqui, é mais seguro. Eu lembro de ter sacos de dormir no depósito. Chui você acha que sua irmã poderia nos ajudar com mais alguma coisa? Eu já comprovei que sua família tem muito talento no sangue.

Depois Rosso se volta para Marin e pergunta:

- O seu remédio não ajudou no momento crise... Acho melhor parar de tomar o remédio de dormir. Em termos de sobrevivência, o remédio o deixa muito vulnerável aos inimigos. Podemos montar turnos de vigia durante a noite, isso acabaria com o risco de você ter algum surto inesperado. Os turnos de vigia serviriam também para nos manter seguros, não sabemos que tipo de coisa pode aparecer aqui em Nihil. Depois do que aconteceu, não arriscarei mais. O que acha Marin?
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Luxi em Seg Abr 24, 2017 11:32 am

Rhaenee ficou sem graça por ver que sua pergunta tinha causado desconforto nos meninos. O que será que tinham conversado quando ela não estava lá? Ela só torcia para que ninguém brigasse e fez uma reverência breve como desculpas para os dois. Em seguida, foram para os painéis de energia e ela saiu de lá toda sem graça.

- Não vou levar um choque, está tudo sob controle e.. ops. Eu acho que... eu não prestei minha atenção nessa aula... Eu estava cansada. Desculpem. É a sua vez. - admitiu, torcendo para que Chui fizesse um trabalho muito melhor do que ela. 

- UAU! Chui, isso foi demais! Hah! O que achou disso, comandante? - Estava bem orgulhosa dele. Tinham mesmo muitos talentos no grupo e agora queria que Rosso também reconhecesse isso. Ela deu um sorriso de canto para o comandante como quem diz "eu falei!"

Ao voltarem para o grupo, ficou preocupada:
- Duas semanas!? Eu espero não ficarmos tanto tempo assim aqui! Er... tudo bem. Não tem problema, eu entendo. - assentiu e deu um sorriso de leve. É claro que estava se sentindo um pouco desconfortável e não conseguiu não lançar um rápido olhar para Gail, mas entendia perfeitamente a situação. Não podia dar argumentos para o povo de Duos. 

- Não, de verdade. Está tudo bem. Gail é o príncipe  e não recebe tratamento especial. Por que eu deveria? - sorriu, mais para Gail, para tranquilizá-lo.

Assim, foram mais uma vez divididos para tarefas, mas por mais que ela quisesse completar sem atrapalhar ninguém, a tala atrapalhava um pouco e isso a irritava. Quando de repente o botão funcionou, ela só teve tempo de olhar para cima e ver em câmera lenta os pacotes caindo sobre ela. A garota soltou um grito e fechou os olhos, encolhendo-se na proteção do príncipe instintivamente. Quando se deu conta do que tinha acontecido, ela ergueu o rosto e olhou o príncipe, depois para as coisas no chão.

- G-Gail... - ela balbuciou alguma coisa, corada. - Está tudo bem? Er... comigo sim....Obrigada - murmurou timidamente, desviando o olhar. - H..m.. devia ter tomado mais cuidado. Desculpem - disse para o restante do grupo. - Vou arrumar. 

Estava se sentindo mal de atrapalhar o grupo desse jeito, ainda mais depois de insistir com Rosso que não eram inúteis. Era esse tipo de coisa que irritava o comandante e ela sabia disso. Com o rosto ainda muito vermelho, ela deu um passo para trás, para afastar de Gail e o olhou de baixo de novo. Apesar da confusão, não podia deixar de achar aquele sentimento muito bom. Em seguida, ela abaixou e começou a organizar a bagunça. 

- Marin, e se você tomar o remédio agora e for o último a fazer a ronda? Assim terá tempo de passar o efeito colateral!? desculpem, não sei se isso faz sentido
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Pallando em Seg Abr 24, 2017 4:56 pm

Marin esperou e ouviu o que os outros tinham a dizer antes de se retirar. Estranhou a postura de Gail, vendo que ele aparentemente se sentia "traído" pelo evo e o caçador depois de ter sua ideia exposta. Se o príncipe considerava a ideia boa, por que se sentiria daquela maneira ao ter de compartilha-la com o comandante? O evo não deu muito atenção a isso, embora agora se arrependesse de tê-lo feito. De resto, cada um foi fazer o que havia dito que faria. Rosso, Ray, Chui e Gail foram para a sala de máquinas para tentar resolver o problema com a energia, enquanto Marin foi para seu quarto pegar a espada.

Chegando no quarto, Marin parou na porta e analisou o cenário como quem se pergunta o porquê de estar ali. Quando seus olhos cansados encontraram a espada no canto do quarto, sentiu-se mal por ver que a partir de então seria impossível olhar para a arma e não se lembrar do pesadelo. Levou a prótese até o peito, onde havia sido perfurado no sonho, e quase mudou de ideia quanto a pegar a espada. Queria simplesmente ignorar aquilo também. Quando resolveu realmente carregar a espada, foi até ela e a apanhou, logo depois retirando-se dali para juntar-se aos outros.

Felizmente os outros haviam conseguido consertar a energia, ao menos para a cabine de comando e o lounge, o que já era suficiente para que não precisassem se preocupar com certas coisas por enquanto. Então todos reuniram-se no lounge para lanchar e planejar o próximo passo. Rosso começou falando e os informou de que seria melhor todos dormirem ali, já que os quartos estavam sem luz e a segurança ainda era um problema. Depois as tarefas para preparar o lanche foram distribuídas como sempre. Marin pegava os pratos para leva-los até a mesa, quando deixou-se distrair com o barulho causado por alguns pacotes caindo. Por sorte Gail havia evitado o que poderia ter sido um desastre maior para Ray e com isso resolvido o evo voltou para sua tarefa, agora colocando os pacotes de comida em ordem alfabética.

Em seguida o comandante voltou a falar sobre os planos para agora, para que sobrevivessem ao momento ruim em que se encontravam. Marin não tinha nenhuma objeção, e até ficou feliz em ouvir o próprio Rosso dizer que achava melhor parar com o remédio de dormir. Era um enorme alivio para o evo não ter que discutir para conseguir se livrar dos remédios.

- Eu concordo.- Respondeu rapidamente. Ouviu Ray em seguida e realmente viu bons pontos na ideia, mas sua vontade de não tomar aquilo de novo acabava falando mais alto.- Sim... acho que a ideia é boa, mas ainda assim... se fossemos atacados ou algo pior acontecesse enquanto o efeito estivesse ativo, eu não poderia ajudar vocês. Na verdade, me tornaria um peso para o grupo.





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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Tsumai em Ter Abr 25, 2017 9:55 pm

A tensão ficou no ar quando Rosso impediu Marine Chui de saírem para ouvirem adequadamente a ideia de Gail. E como imaginado, Rosso se segurou para não ter outra demonstração de irritação, embora não tenha deixado claro que era uma ideia bem ruim. Pelo menos ele havia se controlado, mas mesmo assim, Gail demonstrou sua mágoa com Chuia e Marin ao reclamar por terem deixado-no exposto. Chui se sentiu inquieto e incomodado, não queria que Gail se sentisse daquele jeito, mas agora já era tarde. Seguiu caminho com os companheiros para tentar arrumar o painel de energia.

Chegando na sala das máquinas, Ray foi a primeira a mexer com os fios, sob o olhar preocupado de Gail. A soldado remexeu alguns fios mas não conseguiu fazer os geradores funcionarem. Em seguida, foi a vez de Chui tentar. Com um sorriso para Ray diante da fala dela, o caçador se embrenhou em meio aos fios e peças e começou a analisar. Por muita sorte, aqueles aparelhos eram similares aos de algumas naves em que ele frequentou, facilitando sua compreensão. Notou que alguns geradores tinha peças defeituosas, mas algumas estavam boas - então resolveu juntar todas que ainda funcionavam em apenas um gerador, torcendo que houvesse material o suficiente para concluir seu intuito. Outra vez, por sorte, todas as peças em funcionamento cabiam no gerador, que ligou maravilhosamente bem para a situação em que estavam, levando Chui a gritar de alegria.

- YEAH!

Logo em seguida, corou diante dos comentário de Ray e Rosso, soltando apenas um sorrisinho sem graça enquanto respondia:

- Ah, só aprendi algumas coisas em minhas viagens...

Rosso explicou que a energia não funcionaria na nave toda, mas seria o suficiente para alimentar o lounge e a sala de comando por tempo indeterminado. Trabalho feito, retornaram todos para o lounge, onde se encontraram com Marin e ouviram mais explicações de Rosso, principalmente sobre o fato de dormirem todos no mesmo lugar. Novamente Gail expressou sua preocupação com Ray, mas a garota respondeu que não se importaria, devido à situação em que se encontravam. Assim, passaram a organizar as coisas para comer, e Chui foi o responsável por colocar os copos à mesa. Depois de já ter terminado, um barulho assustou Chui, mas se acalmou ao ver que era Ray com problemas com o armário de comida, devido ao braço engessado. O caçador e Marin foram ajudá-la, conforme as instruções de Rosso, enquanto ela se desculpava e trocava palavras com Gail.

Tudo findado, se sentaram novamente e voltaram a ouvir Rosso e seus planos. Depois de planejar dormirem em sacos, perguntou sobre a utilidade que a irmã de Chui poderia ter. O caçador pensou um pouco, então respondeu:

- Não sei se Ashanti conhece esta região, mas talvez ao menos ela possa saber algo sobre vegetais e raízes comestíveis, se for possível isto por aqui.

Em seguida, falaram sobre o remédio do Marin, e que deveria deixar de tomá-lo por este período, devido ao efeito colateral de fraqueza ao qual o evo sofria. Chui não sabia ao certo se era bom ou não a falta do remédio; o que seria pior, o efeito colateral ou o risco de uma crise naquela situação? Como sua opinião direta não foi requisitada, e também para não por na mesa esta dúvida e acabar também magoando Marin como fizeram com Gail, resolveu ficar em silêncio, apenas ouvindo.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Gakky em Qua Abr 26, 2017 3:18 pm

O comandante ouviu a todos os soldados. Marin se aproximou de Ray para ajudá-la a guardar os pacotes. Para a surpresa da guarda-costas, o príncipe também começou a ajudar nessa tarefa, Chui também se juntou, então logo terminaram. Rosso pegou uma fita adesiva potente e prendeu os pacotes para que não caíssem novamente. Sobre o remédio de Marin, o comandante decidiu:

- Creio que é melhor Marin deixar de tomar esse remédio. Não sabemos em que hora qualquer inimigo pode aparecer. Mas fiquem tranquilos, Marin tem dois remédios, apenas deixará de tomar o de dormir. O calmante ele pode tomar normalmente sempre que se sentir estressado.
Após a conversa, o grupo lanchou mais tranquilo, embora o príncipe estivesse um pouco quieto. Durante o resto do dia, ficaram organizando o lounge e aguardando a chamada da princesa. (Podem descrever o que vão fazer também se quiserem). Neste tempo, Gail não se aproximou para conversar, permaneceu pensativo e em silêncio na maioria do tempo, mas ficava por perto de Ray e ajudando no que fosse pedido.  

Quando anoiteceu, todos precisaram tomar banho, mas foi ruim, pois a água estava fria. O príncipe sugeriu que procurassem uma maneira de esquentar a água, mas o comandante não achou importante perderem tempo com isso. Só os rapazes, Chui e Marin sabem como Gail demorou a entrar debaixo do chuveiro de água gelada, pois tomara banho junto como de costume. No lounge estavam os objetos que poderiam precisar, como lanternas, cordas e mochilas. Rosso também colocou um sensor de movimento nas entradas do lounge, entregou o gudam de volta para cada um e alertou para que ficassem com suas armas por perto sempre que podiam.  No chão do lounge, todos já haviam trazido os sacos de dormir e já tinham vestido os seus pijamas,exceto Rosso que estava ainda de farda.

- Vamos fazer uma fileira com os sacos de dormir - Explicou Rosso - Fiquem com suas armas por perto.

Nas grandes janelas do lounge, não se via mais a paisagem do espaço, mas sim da noite em Nihil. Era possível ver um campo cheio de flores brancas em forma de ovo, morros faziam parte do cenário e ás vezes viam alguns repteis voadores sobrevoando a área. Gail foi o primeiro a pegar seu saco de dormir e colocar no chão, parecia planejar a ordem de como ficariam as coisas. Antes que os outros pudessem pegar seus sacos de dormir, ele se adiantou e os organizou sozinho , enfileirando como o comandante disse, quando um de vocês insistir para ajudar, ele vai responder:

- Eu arrumo, sei como fazer. Se tentarem me ajudar, vão atrapalhar o que tenho em mente.

Apesar da situação crítica e perigosa em que o grupo estava, dormir juntos não parecia algo ruim. Era até interessante ver todos de pijama se organizando para dormir, talvez fosse até divertido, era uma atividade diferente. Além disso, a paisagem de Nihil deixava o local mais interessante, era melhor do que ver televisão. O pijama de Gail consistia em uma camisa simples cinza escuro e uma calça branca larga de algodão. Rosso observou intrigado enquanto o príncipe arrumava concentrado os sacos de dormir.

- Terminei! - Avisou Gail, em seguida explicou orgulhoso os lugares onde cada um iria se deitar - Aqui é onde a Ray vai dormir, do lado serei eu, porque ela é minha guarda-costas e precisa ficar perto, depois vem Marin, depois Chui e aqui o comandante, que ficará na outra ponta para ter mais mobilidade. *Ver final do post como ficou.

- Interessante... Posso até imaginar o motivo de ter feito assim... - Respondeu Rosso impressionado com o interesse do príncipe, depois sentou no sofá e avisou - Se ninguém discorda, podem dormir soldados, a primeira parte da vigia será minha. Depois acordarei quem for o próximo.

Gail deixa sua espada em baixo do travesseiro do saco de dormir e quando passa por Ray, vai avisar em voz baixa:

"- Não se preocupe... Vou virar para o Marin para não te incomodar. "

O príncipe então se deita no lugar que reservou para si mesmo, quando o evo deitar, ele vai virar em sua direção, e aproveitando o momento, vai dizer algumas coisas para Marin em voz baixa:

"- Ei... Não sei se sabe... Mas não é certo falar as coisas que te contei daquele jeito... Você sabe o que significa segredo?"

Todos depois que deitarem, verão a bela paisagem de Nihil, silenciosa e aparentemente tranquila. Os sacos de dormir estão de frente para os janelões. O lounge está sendo iluminado agora apenas por uma fraca luz branca. O comandante reduziu a luminosidade para facilitar o sono de vocês. Várias coisas passam pela mente de vocês, como lembranças do dia, preocupações acerca da invasão, no caso de Marin, o pesadelo que havia tido. Rhaenee se preocupa com sua família em Primus, estavam vivendo uma situação preocupante, uma indagação passa em sua mente: e se o golpe realmente desse certo? Matariam toda família de Gail? O caçador no entanto, se lembra de sua irmã, por sorte Locus ainda estava seguro, mas por quanto tempo isso iria durar?

Paisagem de Nihil:

"A bela paisagem de Nihil, silenciosa e selvagem"




OFF: Sussurros ficam entre aspas, quem quiser ouvir o sussurro do outro,role dado 10 mais bônus de vontade, CD7.
OFF2: Podem conversar se quiserem antes de dormir, ai depende de vocês. Também fiquem a vontade para discordar de Gail se quiserem, mesmo eu já tendo colocado ele deitado.
OFF3:

Organização da Lounge feita por Gail
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Pallando em Qui Abr 27, 2017 9:54 pm

Marin assentiu para o comandante por este concordar com ele a respeito do remédio. Ainda tinha medo do problema que isso poderia representar, mas estava confiante na certeza de que não voltaria a sofrer com outro surto tão facilmente. Confiava em sua capacidade de conter o que quer que o fizesse perder temporariamente as memória, mesmo que não tivesse muitas razões para ter tal confiança.

O tempo que levaram para lanchar foi tranquilo e depois veio a tarefa de organizar o lounge para aconchegar a todos e deixa-los preparados. Todos sempre a espera da ligação da princesa para recebessem mais informações, porém infelizmente nada veio naquela tarde. Marin mantinha-se especialmente atento ao comportamento e humor dos companheiros, pois imaginava que talvez pudesse ajuda-los de alguma forma, já que sabia que os outros certamente tinham muito mais razões para estarem tristes com tudo que acontecera. Estranhou a maneira com que agia o príncipe, mas de maneira alguma viu ligação entre isso e a história do plano.

Assim que anoiteceu, o evo banhou-se como de costume e ao terminar retornou ao lounge, onde observou bem os itens que haviam juntado para caso de necessidade e sobrevivência. Queria ter certeza de que tinham tudo ali ou simplesmente estava sendo curioso. Depois recebeu do comandante seu gudam de volta, interiormente esperando que não fosse necessário usa-lo de novo, e ouviu com atenção ao alerta de Rosso. Manteria sua espada perto de si o tempo todo.

Enquanto os sacos de dormir eram arrumados por Gail, que insistira em faze-lo, o evo ocupou-se em apreciar a visão de Nihil, mais um novo lugar que jamais havia visto antes. Rapidamente pegou-se duvidando da periculosidade do planeta e quase querendo ir lá para fora, ver de perto o lugar e conhecer seus aspectos, mas não seria tolo o suficiente para subestimar Nihil apenas por sua aparência. Mas de fato, era um planeta interessante e muito diferente dos outros dois em que estivera antes.

Enfim chegou a hora de dormir, por que Rosso seria o primeiro a ficar de vigia, e então Marin deitou-se com o olhar fixo no teto. Pensava apenas no sonho naquele instante e no quão estranho se sentia por querer uma revanche contra um simples pesadelo. E no momento seguinte ouviu Gail chamar-lhe a atenção para dizer algumas palavras. Marin o olhou com a mesma expressão de sempre, embora realmente estivesse surpreso por ver o príncipe retomar o assunto do plano. Não sabia que pudesse magoa-lo quando o expôs ao comandante, mas do mesmo jeito sentiu-se mal ao ver que aquilo havia incomodado tanto Gail, que já tinha preocupações extras com sua irmã e seu planeta.

"- Sinceramente acho que não muito... foi a primeira fez que me contaram um, eu acho."- Sussurrou de volta com um pouco de tristeza na voz, depois voltou a encarar o teto."- Desculpe."
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Luxi em Sex Abr 28, 2017 4:56 pm

Ray ficou disponível para a equipe o tempo todo. Ela não gostava de se sentir inutil por causa do braço, então tentava compensar ficando "a postos" a todo momento, exceto quando foi tomar os remédios para recuperar o braço.

Ficou bem feliz que o grupo a ajudou a organizar tudo. Sentia cada vez mais que eram uma equipe de verdade. Ela ainda ficava um pouco estranha perto de Gail, mas estavam em uma situação na qual não podia dar muita atenção para isso. O fato é que toda a missão a tinha obrigado a encarar as coisas muito mais de perto.

Na hora de dormir, ela já estava bem consciente de que o faria "como um soldado", mas ficou muito surpresa com a decisão de Gail. Era tão atencioso! Escondeu a boca com a mão, para não mostrar que estava rindo enquanto ele organizava os colchões a sua maneira. O pikama dela era bem fofinho e nada parecido com o de uma soldado: uma calça rosa, blusa cinza e coelhos desenhados.

- Está bem - sorriu, secretamente feliz porque entendia que ele fazia isso para protegê-la... apesar de que era verdade que como guarda-costas dele precisaria ficar por perto.


- Entendido, comandante. Boa ronda.

Foi só quando se aproximou do colchão que sentiu um pouco de desconforto juvenil e a memória do garoto dormindo murmurando coisas a seu respeito a fez ficar tensa. E se ela mesma falasse enquanto dormia? Ela ajeitou a arma ao lado do colchão e ficou afofoando a superfície onde deitaria por tempo demais, com a cabeça cheia de bobagens quando Gail falou que viraria.

- Quê? n-n-não... q-quer dizer sim!! é claro. Tudo bem. É. -ela balançou a cabeça, vermelha. Por que complicava tudo? Ela deitou de forma a não machucar o braço, e acabou distraída com a paisagem na janela. - ... O universo é tão maior do que a gente imagina... Não é, Gail? - comentou baixinho. Queria comentar também se ele achava que as coisas ficariam bem, pois só conseguia pensar em sua mãe. Mesmo assim, não o fez, porque ele também tinha gigantescas preocupações. - ... Vamos resolver tudo - repetiu. No entanto, era muito difícil dormir com esses pensamentos ativos.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Tsumai em Sex Abr 28, 2017 7:19 pm

Depois de finalmente organizarem tudo, puderam comer com mais tranquilidade, ainda que a preocupação de estarem em um planeta quase inóspito os afrontasse a todo instante. Mas em momentos assim - onde havia comida e seu estômago estava vazio - ele deliberadamente se esquecia das preocupações e concentrava toda sua energia em comer. O resto do dia passou sem muito o que fazer, já que estavam ilhados naquele lugar. Chui fez checkup das suas armas e equipamentos para garantir que tudo estaria funcionando perfeitamente, e pensou em fazer uma chamada para Ashanti, embora tenha desistido por medo de que isso pudesse comprometer algo. Só contactaria sua irmã quando Rosso pedisse ou a situação exigisse.

Assim que a noite chegou, os preparativos para dormirem no lounge começaram, e, surpreendentemente, Gail tomou a frente da arrumação. Segundos depois ficou claro o motivo: planejava dormir ao lado de Ray. Chui deixou escapar um sorrisinho com essa atitude, mesmo se lembrando que ele e o príncipe não estavam muito bem. Talvez devesse pedir desculpas em algum momento, mas deixaria para outra hora.

Chui se deitou no lugar que Gail determinou para ele, mas não dormiu de imediato. Ouviu os cochichos do príncipe e a resposta da Ray, mas mesmo assim ficou quieto. Olhando para a bela e melancólica paisagem de Nihill, o caçador se lembrou de sua irmã e do lugar que podia chamar de casa. Fazia pelo menos um ano que não retornava para lá, e com os problemas recentes duvidava que voltaria tão cedo. Tudo era muito maior do Chui podia imaginar, muito mais complexo e aterrorizante do que os problemas que já passara, mesmo que tivesse corrido risco de vida anteriormente. Nada o tinha preparado para uma trama política e queda de governos, e isso tudo o fazia pensar que ver sua irmã novamente seria um presente inalcançável. Não costumava ser pessimista, mas a situação que se encontravam e a hipnotizante imagem das terras do planeta lhe davam esta sensação angustiante. Tentou focar mais uma vez sua mente para tudo de bom que tiveram, e para a sorte e empenho de ainda estarem vivos mesmo diante deste inimigo gigante que os confrontava. Com sua cabeça mais tranquila e vencido pelo sono, Chui adormeceu.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Gakky em Sab Abr 29, 2017 3:46 pm

Marin e Gail cochichavam alguma coisa antes de dormir. Todos já estavam deitados em seus sacos de dormir quando o príncipe respondeu ao evo em voz baixa:

"- Tudo bem, só pergunte da próxima vez antes de contar alguma coisa, ok? - Suspirou e em seguida sussurrou algo - Não acho minha ideia idiota."

Então Rhaenee fica observando aquela paisagem de beleza etérea de Nihil e comenta sobre isso com seu amigo, o príncipe. Gail deita de bruços e responde em voz baixa para não atrapalhar os outros, sua voz sai abafada por causa da posição:

- É... Mas mesmo o universo sendo grande, ás vezes ainda parece muito pequeno. Ou talvez pareça pequeno por ser grande demais.  

Em sua voz era possível perceber que estava preocupado, embora não desse para saber exatamente do que ele falava. Um vento soprava sobre as flores em forma de ovo da paisagem de Nihil. Estava tão calmo que nem parecia ser um planeta tão agressivo. O príncipe boceja e acaba se virando para o lado de Rhaenee, com a voz sonolenta diz quase dormindo:

- Não me siga da próxima vez, Ray.

E então pegou no sono nessa mesma posição, de frente para Ray. Será que estava sonhando? O comandante observava tudo e apenas comenta baixo:

- Esse aí já nasceu dormindo.

Logo todos haviam pegado no sono, Chui foi um dos primeiros a dormir. O segundo escolhido pelo comandante para vigiar foi Rhaenee. Antes de se deitar Rosso fez algo inédito, que somente Ray viu. Ele tirou o casaco da farda, ficando apenas com a camisa branca social que usava por baixo. O próximo a ficar de vigia foi Chui e por último Gail. O comandante não quis arriscar deixar o evo vigiando, e colocou o príncipe por último, pois sabia que este gostava de dormir bastante. Entretanto, depois do príncipe vigiar, Rosso deixou que dormissem até a hora que quisessem, enquanto ficou acordado esperando respostas da princesa, mas nenhuma comunicação foi feita.

Depois que todos acordarem já satisfeitos de terem dormido o bastante (descrevam o quanto acordaram tarde), foi a hora do café da manhã, embora já fosse umas onze horas da manhã quando aconteceu. Gail como de costume foi um dos últimos a acordar, despertou umas dez para as onze. A paisagem nas grandes janelas era a mesma, porém com luz do sol. A mesa foi montada com a ajuda do grupo, todos estavam ao redor. Rosso parecia mais gentil do que de costume, o que era um bastante estranho.

Paisagem de Nihil:


Manhã em Nihil

- Vocês dormiram bem? Eu os deixei que ficassem mais tempo dormindo porque não sei o que encontraremos hoje. Por sorte nosso café da manhã vai ser interessante, temos biscoito de curry com milkshake de acelga. No almoço vamos ter também algo especial, de sobremesa vamos comer pudim de curry, chocolate de curry e sorvete de curry. Algum de vocês já experimentou curry?

Parecia que era o dia da curry em Seleucia. Rosso ainda pegou alguns condimentos e colocou em cima de mesa, tinha pimentas especiais, molhos doces e outros tipos bem estranhos. Pelo menos para Marin e Chui seriam sabores novos para experimentar. O príncipe come alguns biscoitos, apesar de sua irmã não ter feito contato ele parecia despreocupado, o que era um pouco estranho. Ainda de boca cheia, falou:

- Eu dormi bem... E você Ray? - Depois se dirige aos outros - Curry é normal pra mim, Mas Chui e Marin, se eu fosse vocês, tomaria cuidado com o curry. Eu já volto, preciso ir no banheiro.

Depois de avisar, Gail se retirou do lounge sem esquecer de sua espada. Agora estavam sentados na mesa Chui, Marin, Ray, Rosso e um monte de biscoito de curry. Os biscoitos eram até simpáticos, tinham a forma de triângulos. Rhaenee os conhecia bem, já que eram típicos de Primus e sabia que se comesse demais arderia sua boca, só os mais acostumados comiam grandes quantidades. Também ficavam mais gostosos com molho. Rosso parecia gostar e comia sem demonstrar qualquer problema, ele também havia trazido seu datapad para a mesa e começava a explicar algumas coisas:

- As chuvas de Nihil costumam ser constantes, para nossa sorte. Geralmente acontecem entre duas horas da tarde e quatro horas da tarde. Também temos um sensor sísmico portátil aqui na nave que podemos usar para prever os terremotos. O maior problema de Nihil vai ser os grandes animais selvagens e as espécies venenosas. Mas Chui, você deve estar acostumado a lidar com criaturas mortais, certo? Por que não conta uma de suas experiências? Eu gostaria de saber como o grande caçador Chui lida com esse tipo de fera. Já sabemos que é muito talentoso.




OFF: Chui e Marin rolem teste de vontade para resistir ao Curry, devem passar em CD8 para não ficarem desesperados por água por causa do gosto apimentado.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Tsumai em Sab Abr 29, 2017 10:16 pm

Como Chui dormiu antes de todos, e mesmo com um turno de vigia, conseguiu acordar antes do esperado. Há poucos minutos das dez horas o caçador já estava de pé. Às onze, quando o café foi servido, Chui se serviu perfeitamente do "dia do curry". Já comera iguarias apimentadas anteriormente, sendo que geralmente tinha preferência por alimentos mais fortes, então encarou tudo com bastante empolgação, se distraindo enfiando garfadas e mais garfadas de curry na boca.

- Isthso éh duitho broumm! - elogiou enrolado com a boca cheia. Certamente comeria mais se assim pudesse, mas sabia que deveriam racionar.

Enquanto comia (agora mais lentamente para apreciar), respondeu à pergunta de Rosso.

- Dormi igual uma pedra. - disse depois de ter engolido. - Cara isso aqui é muito bom mesmo. Melhor curry que já experimentei... já comi algumas vezes em Locus, mas não eram bem temperados assim.

Chui não percebeu o que Gail falara porque estava se engasgando com uma porção grande de curry entalado na garganta. Só ali ele percebeu o quão apimentado era, mas nada que uma boa golada de água não resolvesse. Demorou alguns segundos para se recobrar e poder responder mais uma vez a Rosso.

- Ah, cada criatura tem uma forma de se lidar... a maioria só é perigosa se estivermos perto do ninho ou se estiverem caçando. Então é melhor evitar ninhos e campos muito abertos onde o ar possa espalhar nosso cheiro muito fácil.

Chui falava olhando para seu curry. Parece que descobrira sua nova comida favorita.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Luxi em Dom Abr 30, 2017 12:46 pm

- Oi!? Isso foi confuso. Mas acho que entendi. - riu baixinho. - Não vou fazer isso... nunca - murmurou meio para si mesma, com um sorriso secreto. Ela ainda ficou olhando a paisagem um tempo antes de dormir e no meio tempo viu o comandante tirando a farda. Será que ele também tinha amigos queridos que o conheciam na intimidade além do tenente em Duos? Devia estar muito preocupado também com Primus...

Enfim, fez sua ronda com alguma tranquilidade e perdida me pensamentos olhando a linda paisagem. Será que era tão perigoso assim? Parecia um lugar tão lindo... era difícil de acreditar. Era como uma pessoa bonita, que era péssima quando chegavam perto. Depois, foi sua vez de trocar de ronda e ir dormir.

- Por que tudo de curry? - ela perguntou confusa, tomando seu remédio matinal. Será que era tudo que tinham na dispensa? - Eu dormi bem. O comandante foi muito bonzinho hoje. Apesar de querer nos colocar curry goela abaixo... - disse examinando um biscoito e molhando em um recipiente antes de comer. - Ei, vá devagar, Chui. Uau. Ele tem um estômago de ferro - falou muito surpresa.

- É verdade. A gente tem muita sorte de ter o Chui no time. Eu não sei lidar com criaturas. Acho que nem vi metade das que você está acostumado.... Oh. Então é só evitar os ninhos... mas tudo parece um campão aberto lá fora, não é? - ela disse espiando pela janela. - Você acha que a gente devia se abaixar nas flores?


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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Pallando em Seg Maio 01, 2017 5:55 pm

Marin assentiu quase que imperceptivelmente e não voltou a comentar sobre o plano de Gail. Concentrou-se em dormir bem para estar disposto quando chegasse sua vez de fazer a guarda e principalmente para que não corresse risco de sofrer com as breves perdas de memória por causa de cansaço ou seja lá o que for. Fechou os olhos depois de algum tempo encarando o teto e enfim adormeceu, esperançoso por boas noticias no dia que logo viria. Acabou não dormindo por mais tempo do que o suficiente naquela noite, apesar do conturbado dia que o grupo tivera.

Acordou quase ao mesmo tempo que o primeiro a acordar e acompanhou todos no café da manhã. Ajudou-os a montar a mesa, ainda que distraído com a paisagem do lado de fora que parecia mais convidativa ainda com a luz do sol. Estava ficando ansioso para ver Nihil mais de perto, embora soubesse que ainda não era hora. Também animou-se com o bom humor demonstrado pelo comandante, mesmo que ainda não entendesse o porquê do bom temperamento e a aparente alegria. Marin observou as opções serem colocadas sobre a mesa com um pouco de curiosidade, mas sem muito interesse pois não ligava muito para o que comeria. Era um evo sem grandes preferências culinárias.

Começou comendo devagar e assim permaneceu, mas não demorou para que começasse a estranhar a ardência na boca. Não era do tipo que se dava por vencido perante um simples incomodo desses, então continuou comendo. Só agiu com certa pressa, ainda tentando ser discreto, quando não pôde mais suportar e precisou pegar água. Ficou um pouco irritado, perguntando-se por que alguém comeria algo que arde na boca, e não voltou a comer. Sentou-se e esperou os outros terminarem.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Gakky em Seg Maio 01, 2017 9:32 pm

O comandante sorri discretamente por causa da reação de seus soldados ao curry. Ele continua comendo junto com o grupo e responde a pergunta de Rhaenee:

- Eu só quis motivá-los, por isso o curry. Temos que transformar o fracasso em sucesso. O curry vai deixá-los mais acordados para o dia que teremos pela frente.

Depois ele presta atenção as palavras do caçador, a guarda-costas comenta algo sobre isso também. Rosso suspira e diz:

- Obrigado Chui, isso vai ser de grande ajuda. Seguiremos suas recomendações se precisarmos sair. Por hora vamos...

Antes que o comandante completasse sua fala, o comunicador galático começou a chamar. Rosso correu como um desesperado e atendeu a ligação. Logo um visor desceu próximo aos sofás e uma imagem se formou em sua tela transparente, era o rosto da princesa! Finalmente havia feito contado. O comandante parecia preocupado e aliviado ao vê-la, logo fez uma reverência e disse:

- Alteza, é bom vê-la, alguém a machucou? Me diga os nomes dos nossos traidores, para que eu possa encontrá-los e eliminá-los.

A princesa parecia tensa, mas mantendo a postura, logo começou a dar as informações:

- Estou bem. Estamos escondidos em um asteroide. É bom ver que estão vivos também, comandante - Adelaine observou o grupo de soldados, parecia procurar por alguém, logo perguntou - Vocês estão todos bem? E Gail, o meu irmão, onde está?

- Ele também está bem, mas foi ao banheiro faz alguns minutos. - Respondeu Rosso.

Adelaine suspirou a aliviada e disse:

- Ainda bem, estava preocupada que tivessem sido capturados ou algo pior. Quero falar com ele quando voltar. Enquanto isso, darei as informações que prometi. Creio que receberam minha mensagem. Nós fomos traídos por vários nobres, eles parecem ter se unido em alguma espécie de grupo secreto. Deviam planejar isso há muitos anos, eu sei que o conde está envolvido, metade do parlamento também. Quase nos mataram, mas nossos aliados nos ajudaram, inclusive os servos do palácio nos ajudaram a escapar. O mais estranho é que não sabemos a identidade do líder por trás de tudo isso. E de alguma forma as criaturas gigantes parecem responder ao interesse deles. Tenho quase certeza que foram criadas por esses traidores, só não sabemos como.

A princesa para uns instante antes de continuar, olha para o nada e depois completa:

- O líder de tudo isso... Eu o vi pela janela quando escapava em minha nave. Mas não pude ver o seu rosto, ele estava vestindo uma armadura metálica, nunca havia visto algo assim antes. Até sua cabeça estava coberta por uma elmo metálico. Volto a repetir, não confiem na base, não mandem informação para lá! E não confiem em ninguém além de vocês. Seria bom se pudessem se dirigir para onde estamos, assim Gail ficaria protegido comigo.

Marin logo se lembrou do dono de sua espada, será que seria a mesma pessoa? A descrição da princesa não parecia muito diferente do que ele havia visto em suas únicas lembranças. Enquanto se questionava, Rosso contou as más notícias sobre Seleucia, falou como não podia sair do planeta por causa do atentado a nave. Adelaine ficou surpresa  e ouvindo tudo em silêncio com o semblante preocupado. Em seguida disse, dirigindo o olhar também para Ray, Chui e Marin:

- Isso é terrível. Em pensar que poderiam estar todos... Preciso mandar um resgate para vocês! Estamos com poucos soldados aqui, mas darei um jeito... Gail está demorando, quero muito vê-lo. Preciso ver seu rosto, estou aflita.

O comandante olha para vocês e dá uma ordem:

- Um de vocês, vá apressar o príncipe.

Depois ele se vira para a princesa e continua conversando com ela:

- Alteza, podemos esperar até duas semanas pelo resgate. Temos comida e energia. Não gostaria de tirar sua proteção, é mais importante que seus soldados fiquem ai. Sua posição é muito importante para ficar sem proteção. Toda galáxia precisa que esteja viva alteza, são milhões de pessoas. Eu garantirei a segurança de seu irmão, nós sairemos daqui , o deixaremos em segurança onde vossa alteza está, e depois eu me ocuparei de reverter essa situação de Primus.

Era estranho o fato dele voltar a chamar Gail de príncipe, talvez fosse por estar na presença da princesa. Enquanto isso Rhaenee automaticamente se lembra do que aconteceu da última vez que foi procurar por Gail. Marin no entanto tinha outras coisas para pensar, algo nas palavras da princesa era muito semelhante ao dono de sua espada.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Luxi em Seg Maio 01, 2017 10:39 pm

- O-o-o CHUI vai fazer isso. Não é Chui? Vá buscar o príncipe. - ela sorriu toda sem jeito, lembrando-se claramente do vexame que acabou passando e deu toquinhos no ombro dele para que ele fosse. Não queria passar por mais uma vergonha, agora na frente da princesa.

- Ele vai ficar muito feliz em vê-la, alteza - acrescentou. Estava aliviada de vê-la bem. Gostaria de dizer que estava cuidando bem de Gail, mas era melhor que Rosso falasse esse tipo de coisa para terem alguma credibilidade.

Nunca tinha gostado do conde. Então naquela vez provavelmente tinha sido ele que tentara envenenar Gail, como pensava. Ele quase tinha conseguido tirá-la de seu posto. Gostaria de poder encará-lo novamente.

- Alteza... Sei que já tem problemas demais, mas e quanto a Primus? Como estão as ruas? O povo? - queria mais era saber de sua mãe.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Tsumai em Ter Maio 02, 2017 8:16 am

- Tô de boas, Ray. - comentou Chui mastigando, com uma piscadela. - Curry é muito bom e esse aqui tá melhor ainda!

Depois de engolir toda a comida o caçador responde mais uma vez à garota:

- A ideia das flores é ótima! Talvez consigamos esconder nosso cheiro nos campos floridos... seja lá como forem as flores daqui.

Rosso agradeceu as sugestões de Chui e comentou que o curry era pra animá-los e os deixarem mais "ligados". Quando começou a falar sobre o novo plano que poderiam seguir, mas uma chamada do comunicador da nave fez ele parar no meio da frase e correr para atender. Todos ficaram observando, pois ansiávamos por notícias e informações. Como esperado (e desejado), a chamada vinha da princesa, e também revelava que as coisas não iam muito bem no quadro geral. Apesar de ela estar bem protegida e escondida, revelou que os golpistas já vinham planejando o atentado há anos e que de alguma forma controlavam as criaturas gigantes que encontraram em Primus e Duos.

- Ah, sim, claro... vou encontrar o príncipe. - respondeu Chui de surpresa ao pedido de Ray para que ele trouxesse Gail, já que a irmã dele queria vê-lo.

Com uma reverência meio torta à princesa, o caçador saiu do lounge em busca do príncipe. Iria diretamente no banheiro para buscar por ele, pois era lá que ele dissera que iria. Se não o encontrasse, buscaria nos quartos, sala de máquinas, hangar e controle, nesta ordem.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

Mensagem por Pallando em Ter Maio 02, 2017 5:12 pm

Marin sentiu a respiração pesar por alguns segundos depois de ouvir a descrição feita pela princesa. Foi-lhe inevitável criar uma ligação entre o tal homem de armadura e o dono da espada que carregava consigo, mesmo sabendo que provavelmente tratava-se apenas de uma coincidência qualquer. Talvez fosse apenas seu desejo por pistas sobre o passado falando mais alto. Conhecia apenas a aparência daquele homem, e isso era pouco demais para sair tirando conclusões, mas ainda assim seu interesse no acontecido em Primus acabara de aumentar.

Faria algum bem ou seria de alguma utilidade contar ao comandante sobre suas poucas memórias? Sobre o homem de metal que decepara-lhe o braço? Muito provavelmente não. Marin conteve seu impulso inicial, que era o de perguntar mais sobre o tal líder do golpe, e tentou não interromper a princesa.

A pedido a princesa e por ordem de Rosso, Ray agira estranhamente sem jeito e deixou Chui ir procurar o príncipe. Ficaram o evo, a guarda-costas e o comandante no lounge, e Rosso seguiu informando o que fariam a partir dali. Com sorte conseguiriam deixar Nihil e chegar até onde a princesa estava, assim como o comandante esperava fazer. Depois foi a vez de Ray fazer uma pergunta. Marin poderia tentar, mas não conseguiria imaginar como a guarda-costas deveria estar se sentindo por não saber se seus parentes estavam vivos ou mortos. Certamente não era nada fácil.

- Se isso é tudo que sabemos sobre eles, é muito pouco...- Tomou cuidado com o tom, pois não queria soar pessimista. Sentiria-se mal caso desanimasse algum deles.- Como vão conseguir mais informações?... Não acho que seja possível reverter uma situação sem sequer conhece-la.- Na verdade estava curioso para saber o que estava sendo feito por parte dos que ainda eram leais à princesa. Era preocupante que não estivessem tão às cegas frente a inimigos com tamanho poder.
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Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

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