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Capítulo 5: O Início da Grande Trama

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Luxi
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Luxi em Seg Maio 08, 2017 10:54 pm

Anna não precisou de atuação para parecer surpresa com a declaração do senhor Hopkins. Não porque não soubesse o que estava para acontecer, mas por ter aquela sensação tão ruim de não saber com quem estava conversando. Em Ellsporth, a maioria dos nobres já tinham um perfil pré-traçado, pelo histórico na cidade, mas lidar com ótimos mentirosos ali naquele local era outro nível. Parte dela achava que talvez não fosse bom confiar no senhor Quinzel, mas a outra, maior, queria desgostar e desconfiar do senhor Hopkins por ter levantado essa questão.

Ela espiou o "guarda-costas do prefeito" enquanto conversava com a artista, e lembrou-se das cicatrizes em seu rosto e da forma como ele tinha ficado descontente quando escondeu a informação dos convites e fizera todo um jogo antes de dizer que a ajudaria... Ele realmente a fazia lembrar de um homem que se dizia artista independente em um bar e a sensação conhecia de que nunca se sabia o suficiente sobre ele. Se fosse assim, então estaria planejando tudo aquilo estando perto do prefeito? Annalise pareceu pensar um pouco, balançada pelas palavras do nobre, mas ainda assim queria acreditar mais nele. Pensando bem, o guarda-costas também escondia sobre sua vida. Ela não evitou olhá-lo enquanto ele parecia paranóico em busca de suspeitos. Pessoas que viviam como Ratchford ou Jack tinham um vida secreta que não interessava a ninguém. Queria pensar dessa maneira.

- Agradeço por suas palavras de sinceridade, senhor Hopkins. Pessoas como o senhor devem estar sofrendo muito no clima hostil atual da cidade - fez uma expressão entristecida, embalada por seus pensamentos anteriores, para lhe dar uma deixa para desabafos. - Eu... espero que essa bela noite não termine em tragédia.

Enfim, o belo rapaz tinha voltado para encontrá-la. Tinha medo sincero de encostar nele, depois de que o bonde tinha explodido muito provavelmente por sua causa, mas não poderia fazer desfeita, principalmente em público. Sabia que o guarda-costas não concordava com aquilo, mas o que podia fazer? Ela forçou um sorriso gracioso e sua voz adotou o tom habitual da falsidade de anjo.

- Seria uma honra. Bem, senhores, eu peço licença - ela fez uma reverência breve e estendeu a mão para Buck, acompanhando-o, mas não sem antes olhar rapidamente para trás. Tinha muita certeza de que algo poderia acontecer, mas também era uma ótima oportunidade para conversar. - Noite muito interessante. Seu pai já está mais calmo?
Elminster Aumar
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Maio 09, 2017 12:02 am



O gatuno viu o efeito de suas palavras pesarem no semblante de Delilah, que parecia ter entrado num diálogo interno sobre o real motivo da invasão do sanatório. Ela demorou até para perceber que Jack estava prestes a avançar contra o seu marido após saber que ela havia sido agredida por ele. Delilah colocou as duas mãos sobre Jack, tentando impedi-lo, ainda que ele próprio tivesse reavaliado a situação após a rápida aparição de Madame Lavínia.

- Jack, por favor, você não pode contar nada ao meu pai! - exclamava ela, exasperada, muito por conta de não poder falar em voz alta os seus receios. - Você sabe que isso só traria problemas a mim e ao meu marido. Ele estava nervoso, foi só isso - disse, tentando relevar o comportamento de Andrew Hopkins.

Após perguntar sobre sua mãe, Jack confirma as suspeitas de Delilah, que ameaça chorar, mas segura o choro. Ela ouve a última pergunta do gatuno e se vira para ele, com duvida em seu olhar, mas responde:

- Sim, eu ainda sei. Por que? Jack, você sabe que eu não posso sair com você assim. - Responde ela, pensando no pior. - Eu não sou mais aquela menina de outrora que ia com você para qualquer lugar a qualquer hora, Jack. Eu irei visitar minha mãe, eu só preciso de um tempo para... para me acertar.

Podia ser difícil para Jack ouvir aquelas palavras, mas ela vivia uma outra realidade a qual ele tinha pouco contato. A frequência em que ambos se viam diminuía cada vez mais, pois a própria Delilah estava deixando de visitar sua família como antes. Jack passava mais tempo na mansão dos Benneth do que a filha do casal.


- Vamos torcer por isso - respondeu Hopkins sobre o comentário de Anna para que a noite não terminasse em tragédia. Sua resposta fora meio seca, assim como todo o restante da conversa, ele parecia muito mais interessado... ou incomodado... com o que estava sendo conversado entre sua esposa e Jack.

Quando Buck Heffren surgiu e pediu uma dança com Annalise, Ratchford se enrijeceu todo no lugar em que estava, mas não disse nada e nem tentou impedir Anna de ir com ele. O guarda-costas, afinal, não tinha como impedir sua senhora de fazer o que ela bem entendesse, e Ratch acreditava que já tinha deixado claro para Anna todos os riscos que aquela festa podia trazer. Porém, enquanto Anna se afastava com Buck, o guarda-costas manteve o olho nos dois, enquanto Hopkins pedia licença e se dirigia para falar com a sua mulher.

- O meu pai está mais calmo - disse o nobre enquanto seguia para a improvisada pista de dança -, o problema é que ele não é muito chegado a esse tipo de evento. Ele na verdade só veio porque quer ouvir em primeira mão o que o prefeito tem a dizer.

Buck então segurou na cintura de Anna com uma mão enquanto com a outra entrelaçou os seus dedos com a da sua mão esquerda, iniciando a dança. A verdade era que Buck sabia como conduzir uma dama naquele tipo de dança. Ele não falou quase nada durante toda a música, se limitando a conduzir os passos com leveza e a olhar para Anna com olhos encantados.

- Está gostando, senhorita? - perguntou num dos raros momentos em que disse algo.

Anna podia jurar que Ratchford estava observando-a atentamente, mas em alguns momentos ela quase podia esquecer que ele estava lá. A duração da música foi longa, muitos casais dançavam envolta uns dos outros, e quando a música terminou, houve alguns aplausos. Buck terminou a dança beijando a mão de Anna, e manteve segurando sua mão quando passos vindos do andar de cima atraíram a atenção dos convidados.


Jack havia visto Anna se afastar com Buck, e logo depois, viu o Dr. Hopkins se aproximar dos dois. Ele chegou por trás de Delilah
e lhe beijou a bochecha na frente de Jack.

- Querida, por que nós não dançamos?

Delilah ficou realmente surpresa com aquilo.

- Mas você nunca gostou de dançar!

- Por favor, querida, o prefeito em pessoa nos convidou. Seria uma desonra para ele se não dançássemos.

Desse jeito, Hopkins conseguiu tirar Delilah de Jack, levando-a para o centro do salão, onde os demais casais aproveitavam a música romântica. Aquilo não era de todo ruim para Jack, já que agora ele poderia se preparar para o que estava por vir.

Assim que acabou a música, o prefeito surgiu no mezanino principal do segundo andar, ladeado por seus seguranças trolloides, cujos passos pesados das criaturas chamaram a atenção de todos os presentes. O prefeito Cornélius se posicionou no mezanino, apoiando suas mãos na mureta para observar os rostos de todos aqueles que participavam da festa.

- Boa noite a todos - começou o prefeito, iniciando uma pequena ladainha sobre ele estar contente com a presença de cada um dos convidados. Jack percebia como o salão havia se mergulhado num estranho silêncio. Anna continuava próxima de Buck, pois o nobre não a soltara desde que terminara a dança, e todos pareciam ter os olhos postos no prefeito. Havia uma tensão palpável no ar.



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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Luxi em Ter Maio 09, 2017 12:22 am

Anna era uma lady treinada na arte da dança de grandes bailes. Sabia ser graciosa e atrair atenção para si naquele quesito. Ainda que conseguisse se divertir pela dança em si, não estava feliz. Conseguia admirar a beleza do herdeiro dos Heffren e reproduzir o olhar encantado acompanhado de um belo sorriso, mas mesmo assim sentia-se completamente incerta e não queria estar ali naquele momento. Achava que tinha feito uma escolha estúpida de estar vulnerável nas mãos do culpado pelo atentado, mas era só uma dança... não? Se negasse, sabia como homens da nobreza eram orgulhosos e cheios de rancor. Isso traria problemas a seu pai, provavelmente. Pesando as duas coisas, ali estava, como a jovem nobre que era.  Aquela sensação de estar presa a alguém completamente errado por livre vontade já lhe era antiga. Talvez fosse um tipo de karma.

- Entendo. É o que a maioria aqui hoje pretende, não é mesmo? - sorriu, dócil, mas só queria saber se ele expressava seus reais sentimentos sobre isso. Depois, voltavam a dançar. - Dança muito bem, senhor Heffren - elogiou em resposta.

Quando achou que estava livre da responsabilidade, ela o agradeceu polidamente, mas ele continuou segurando sua mão, que ela deixou bem frouxa, prestes a deixá-lo, e o faria se tivesse a chance. Os passos do andar de cima a deixaram completamente ansiosa. Seria agora que algo aconteceria? Ela tentou localizar Jack Quinzel no meio daquelas pessoas, fingindo estar apenas cumprimentando os demais com o rosto. O sorriso falso apenas alargou, enquanto ela nervosamente agarrava o lado do vestido e o pinçava com os dedos conforme o prefeito falava. Queria muito poder sair daquele lugar. Mas talvez... apenas talvez... se estivesse no centro de tudo poderia fazer algo? Foi pensando nisso que ela desviou a atenção para observar os rostos dos presentes a seu redor.
Makaveli Killuminati
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Makaveli Killuminati em Ter Maio 09, 2017 2:21 am

Jack desviou o olhar quando Delilah praticamente suplicava para que o gatuno não contasse para Sir Barry o quê ela havia lhe contado. Mas voltou seu olhar para Delilah e exclamou de forma abafada, tentando manter a conversa entre os dois. - Seu pai tem uma fortuna enorme que ele não se importaria em gastar para tirar você das garras desse... Cretino. - Jack tentou pensar em uma ofensa que não ferisse tanto os sentimentos de Delilah. Sua amada estava com os olhos marejados e por um momento Jack achou que ela choraria. Ele suspirou profundamente e balançou a cabeça negativamente em frente a Delilah, não entendendo por quê protegia tanto aquele canalha. Muito provavelmente algo acontecia nos bastidores e ela não havia lhe contado. Mas não era hora de Jack pressionar por mais informação.

- Por nada... - Respondeu Jack de maneira simplória, apenas constatando que Delilah poderia ser útil em algum momento, se ela colaborasse. Ao final da frase de Delilah, Jack deu vislumbrou a taça em sua mão, com uma vontade imensa de dar um gole dos grandes, mas conteve-se e deixou a taça de lado sobre o balcão. O gatuno ficou pensativo, sem responder Annalise. Seu blefe sobre o pedido de seus pais para que ela fosse os visitar não havia surtido o efeito que gostaria, então deixou para que uma outra oportunidade levasse Delilah mudar de ideia quanto aquilo.

O olhar de Jack se perdeu sobre o salão e encontrou a figura de Annalise, dançando junto a Buck. Aquele rapaz estava mesmo interessado na nobre, e Jack só queria pensar que o interesse do rapaz fosse absolutamente carnal. Assim não teria muito com o quê se preocupar. Mas os observou por poucos segundos, a figura repugnante de Dr. Hopkins aparecera em frente a visão dos jovens dançando, apodrecendo a pista e trazendo consigo o chorume causado pela sua completa falta de humanidade. Quando enfim o marido de Delilah chega até eles, Jack em nenhum momento para de encará-lo, com os olhos cerrados denotavam o caráter penetrante de seu olhar, como quem fosse o atacar pela menor das provocações.

Jack esperou Delilah partir com seu marido. Os casais dançavam enquanto havia música tocando, e Jack aproveitou o momento para fazer um último reconhecimento do local. Caminhou com pressa até a mesa onde Ratchford observava atentamente todos os passos de Annalise. Quando o gatuno nota que Ratchford havia percebido sua aproximação até ele, fica parado em frente a ele. - Não se preocupe... Não vim lhe convidar para dançar. - Jack segurou uma das cadeiras e arrastou para próximo de Ratchford, sentando logo em seguida. O gatuno olhou para um lado, olhou para o outro, e comentou. - Se qualquer terrorista ou rebelde conseguiu entrar, não temos muito o quê fazer... O ataque aconteceria a qualquer momento. Não temos como prever o imprevisível... Nossa maior chance estava em impedir que qualquer ameaça tivesse acesso a festa. Em breve iremos descobrir se tivemos êxito. - Jack parou de falar e ficou observando Annalise com um sorriso no rosto. Esperava que Ratchford levasse seu olhar até ele depois daqueles comentários, provavelmente sem saber exatamente do quê Jack estava falando, já que era segredo a participação de Jack para a organização do evento. Então o gatuno continuou. - Se eu fosse você, estaria procurando por alguma forma de tirar Annalise desse lugar caso algo aconteça... E não conte com a ajuda dos guardas, nunca se sabe quais deles estão do nosso lado. - Jack deu dois tapinhas no ombro de Ratchford, levantou-se e caminhou em direção a multidão que estava dançando em pares.

O gatuno caminhou com pressa até os locais reservados a organização e escondeu-se ali dentro. Pela sua lógica, se qualquer rebelde ou terrorista tivesse conseguido adentrar, pouco tinha a fazer. A reação de Jack para evitar qualquer um de levar um tiro ou proteger de uma explosão não daria conta do minúsculo tempo que este teria para puxar um gatilho ou acionar um botão. Jack desviou-se dos garçons, cozinheiros e saiu da mansão pelas portas do fundo. O gatuno apressou-se, esgueirou-se até o local onde haviam deixado algumas carruagens e afrouxou a corda dos cavalos, se alguém interferisse, se identificaria como alguém da organização do evento e justificaria que a carruagem seria necessária para retirar uma nobre que havia passado mal durante a festa. Subiu em uma dessas carruagens e posicionou-a rente a janela que julgava estar mais próxima da mesa onde seu grupo estava. Em seguida, voltou até a porta dos fundos ajeitando sua vestimenta. Caminhou com pressa até o segundo piso e foi até o ponto onde havia definido anteriormente, onde poderia assistir o discurso do prefeito, ter uma visão panorâmica das pessoas que estava assistindo la embaixo, e de quebra ter a visão do quê poderia surgir pelos telhados ou janelas. Para sua surpresa, o prefeito já havia começado seu pronunciamento.

Jack, cansado após a correria, descansa no local enquanto aguardava os próximos eventos.
Elminster Aumar
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Elminster Aumar em Sab Maio 13, 2017 10:57 pm



Após uma infeliz Delilah seguir para o centro do salão para dançar com o marido, Jack se moveu até o guarda-costas, que não desgrudou os olhos de Annalise mesmo quando Jack começou a falar com ele. Ratch não riu nem teceu qualquer comentário a respeito da piada de Jack; o gatuno ficou em dúvida se ele era daquele jeito mesmo ou se era a tensão do momento a responsável por sua quietude. Ele, contudo, ouvia o que Jack dizia, e por um momento o seu olhar se encontrou com dele.

- Esse lugar corre mesmo o risco de ser atacado? - perguntou. Em seguida, fez uma confissão: - Estou me sentindo inútil nessa festa, estou sem nenhuma arma para me defender e, principalmente, defender Anna. Nada pode acontecer a ela. Essa garota... ela é... - Ele ia complementar, mas algo parece tê-lo feito mudar de ideia. Ao invés disso, ele prestou atenção nas recomendações de Jack e fez uma pergunta: - Como posso confiar em você?

Logo depois, o gatuno se dirigiu até a cozinha da mansão e saiu pela porta dos fundos. O gesto combinado com o prefeito era o suficiente para lhe dar passagem livre em locais reservados, e foi dessa maneira que ele chegou até o local em que se encontravam as carruagens dos convidados. Ele afrouxou a corda de algumas carruagens e julgou ter feito um bom trabalho nisso. Depois, conduziu uma das carruagens até parar próxima da entrada de uma das janelas. Voltou para a festa em seguida como se nada tivesse acontecido, e subiu até o segundo andar bem no momento em que o prefeito se dirigia até a mezanino reservado ao seu discurso.

Anna não conseguiu se desenvencilhar de Buck, que ainda parecera ter ficado mais encantado por ela após o seu elogio.

O prefeito estava exatamente no ponto em que um enorme pano amarrado na parede escondia algo às suas costas. Dois dos trolloides se posicionaram por ali, enquanto os outros dois se afastaram um pouco mais. Jack percebeu que a filha do prefeito, Lizzie, não estava com ele, afinal de contas. Provavelmente ela havia sido deixada sozinha no quarto de Cornélius.

Enquanto o prefeito dizia as primeiras palavras de seu discurso, Jack e Anna notaram o Sir Galaham descendo as escadas para se juntar aos demais convidados, mas pouca gente havia percebido isso. A maioria das pessoas estavam concentradas apenas no prefeito, ansiosas pelo que ele tinha a falar.

- Como todos vocês sabem - dizia o prefeito, chegando no assunto principal -, nossa querida cidade passa por um momento turbulento, muito por culpa das gestões anteriores que aqui estiveram. Estou fazendo o possível para mudar essa situação atual, e ela vai mudar. Hoje é o inicio de uma nova era. Uma era dourada que chegará a todos nós.

Jack observou que a segurança daquele andar havia aumentado em relação a uma hora antes. Os homens, alguns deles com as armas em mãos, estavam agachados e quase totalmente escondidos dos convidados de lá debaixo. Os trolloides também portavam suas armas, carregando fuzis com ambas as mãos e ao contrário dos humanos, eles não faziam questão de se esconder do público. Muita da tensão no local era causada pela visão desses monstros armados.

- Antes de eu prosseguir - disse o prefeito - gostaria de agradecer em especial a presença de duas pessoas que foram muito importantes para que o meu sonho se tornasse realidade. Em primeiro lugar, queria agradecer a presença da senhorita Annalise Belgarten, filha de Gregory Belgarten, barão de Ellsporth. - As pessoas, que aquela altura já sabiam que ela era, se viraram em sua direção e algumas aplaudiram. - Tenho certeza que depois de hoje, os nossos laços com Ellsporth saem fortalecidos - concluiu o prefeito. - Em segundo lugar, queria agradecer a vinda de Sir Galaham, que se deslocou de tão longe para vir até a nossa humilde cidade. Ele está aqui como representante de Caspia, e sem ele, eu não teria anúncio a fazer.

Houveram mais aplausos. Jack notou que a voz de Cornélius vacilava em alguns pontos, mostrando que ele estava nervoso com a situação, apesar de disfarçar bem.

- Sem mais delongas - disse Cornélius, abrindo os braços -, eu os apresento a grande novidade de Vicari! - Ele então puxa de uma vez só o pano amarrado na parede, revelando um quadro enorme pintado a cores vivas, que mostrava uma locomotiva a vapor andando sobre trilhos no meio de uma floresta. - Sim, senhoras e senhores, eu tenho a honra de comunicar que Vicari terá a sua primeira linha férrea construída!

Dessa vez houve uma explosão de aplausos entre os convidados. Buck aplaudia ao lado de Anna, mas ainda sem se desgrudar dela. Se ouvia um burburinho percorrendo o salão, os nobres comentando uns com os outros sobre o que aquilo poderia acarretar para eles, e consequentemente, para os seus bolsos. Jack, cujos olhos prestavam atenção em tudo, percebeu uma pessoa - ele não conseguiu distinguir quem, nem se era homem ou mulher - dirigindo-se em direção aos banheiros da casa. Ninguém mais parecia ter notado com aquilo, com a exceção de Anna. A garota, cujas preocupações rondavam em sua mente por todos os acontecidos recentes, também percebeu a figura se afastando dos demais e entrando pela porta do banheiro. Cornélius prosseguiu com o discurso:

- Essa linha irá interligar Vicari à capital do reino, Caspia, passando por também outras cidades, como Ellsporth. Eu poderia passar dias enumerando todas as vantagens desse novo meio de transporte que teremos a nosso serviço, principalmente a facilidade para transportar mercadorias, sem falar a comodidade de se fazer viagens a passeio. Imaginem vocês, senhoras e senhores, poderem chegar até a grande capital numa viagem de míseras horas!

O prefeito havia deixado de lado um pouco o nervosismo da situação para também se alegrar com a nova perspectiva em torno da cidade. Os convidados pareciam plenamente felizes com a notícia, e Buck comentou com Anna, sorridente:

- Que ótima notícia essa, não? Quando a construção disso tiver concluída, eu poderei visitar a senhora toda semana. Já começo a ficar ansioso por conhecer Ellsporth.


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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Luxi em Seg Maio 15, 2017 9:12 pm

Anna estava infeliz e preocupada naquele lugar. Cada pessoa que respirava a mais perto dela a fazia ficar paranoica. Nunca tinha vivido situações reais de perigo, então como deveria saber quando estava prestes a acontecer uma? Seu parâmetro era Jack, que não estava ali o tempo todo, e mesmo que estivesse, ela nem poderia ficar olhando demais. 

- Bem, acho que eu vou...- tentou sair de perto de Buck com delicadeza, mas a ação tornou-se impossível com o prefeito chamando a atenção de toda a festa para ela. Annalise fez um gracejo, sorriu e cumprimentou educadamente as pessoas em volta. Não podia fazer o pai acabar mal visto também. Precisava lembrar a todo momento quem estava representando ali. Decidiu então aquietar, só precisava ficar esperta e confiar em Ratchford. 

Quando o plano foi revelado, a jovem ficou tão surpresa que não conseguiu esconder. Lembrou-se da cena horrível que tinha visto na chegada à cidade, que era a mais feia que já tinha visto, e como aquele povo da floresta os tinha atacado... não era para menos. Seria por um motivo assim? Sentiu-se novamente culpada, embora já tivesse aceitado que não tinham escolha. E se eles estivessem preocupados com as construções que estavam fazendo em Vicari? Mesmo que o senhor Scoresby tivesse explicado que eram apenas ladrões de peças... De qualquer forma, sabia que seu pai acharia a ideia fantástica, pois poderia exportar materiais da cidade mais facilmente, mas não conseguia pensar desse jeito. Eles provavelmente estavam ignorando muitos fatores ali no meio.

Enquanto sorria aplaudindo, procurava por reações nos rostos dos outros e acabou vendo uma pessoa se afastando dos demais. Quem estava faltando entre aqueles que conhecia? Ficou nervosa, pois não era deixada em paz por Buck e precisava tentar ser discreta. Então ela passou a mão livre em seu belo coque, fingindo que ajeitava o pingente, mas deixou o indicador estendido na direção do banheiro. Esperava com todas as forças que Ratchford pudesse ver - e entender - aquele gesto esquisito. Pega de surpresa pela fala de Buck, ela virou o rosto para o dele, disfarçando.

- Sim, é mesmo! Seria ótimo poder vê-lo mais vezes. Papai ficará feliz em recebê-lo com sua família. - não pensou muito no significado das palavras, porque não esperava que ele as levasse a sério, só queria mantê-lo entretido, já que não conseguia se livrar dele.
Makaveli Killuminati
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Makaveli Killuminati em Ter Maio 16, 2017 10:53 pm

Jack riu quando Ratchford fez a primeira pergunta, mas logo o respondeu. - Se existe algum lugar que corre perigo de ser atacado em Vicari hoje... É exatamente este lugar. - A situação era preocupante, mas o gatuno não perdia o humor, e de certa forma aquilo era uma máscara para esconder o quão preocupado Jack estava. - Olhe em volta, quantos nobres dançando e se esbaldando por aqui... Pense sobre isto. - O gatuno não queria entregar seu ponto de vista de bandeja, preferiu que Ratchford tirasse a sua própria conclusão. O guarda-costas de Annalise lhe contaria algo a mais, mas parou ainda enquanto formulava a frase. Jack fitou Ratchford, e depois voltou os olhos para Annalise, dançando com outro homem. Parecia que alguém estava com ciúmes. Mas no final, ele faz a pior pergunta possível diante daquela situação, e Jack responde de acordo. - Serias um tolo se confiasse. Seu trabalho como guarda-costas de Annalise é desconfiar de tudo e de todos... - Jack deu a costa ao homem e seguiu seu caminho.

_____________

Encostado no peitoril do mezanino, Jack faz suas primeiras observações. Não estava surpreso pela alta guarnição do prefeito, o quê foi surpreendente é que o político não utilizou da presença de sua filha para ter algum efeito em sua popularidade ou carisma. Isso queria dizer que Cornélius tinha algum escrúpulo, ou estava preocupado demais com sua pequena. De todo modo, aquilo era algo bom e agradava a Jack. Sir Galaham descendo as escadas também trazia um pouco mais de segurança a Jack, seria bom ter a presença de um militar no salão caso surgisse algum imprevisto.

O discurso do prefeito ficava apenas no segundo plano na mente do gatuno, estava concentrado demais na multidão, mas não deixou passar batido a reverência a Annalise e outros nobres. Assim como a maioria dos presentes, Jack bateu palmas e esperou até que o discurso continuasse, voltando sua atenção à multidão. Mas é claro que a surpresa da noite não deixa de roubar a atenção de Jack. Era claro, se achou um tolo por não ter percebido antes. Tudo aquilo se tratava de uma linha ferroviária. Mas o gatuno se perdoa, afinal, não tinha dado muita atenção aquilo, estava mais preocupado em salvar o próprio rabo e o daquelas pessoas. Merecendo ou não. A notícia era vista com bons olhos por Jack, que entendia que de fato aquilo traria benefícios, e não apenas para a nobreza, pelo menos da forma que imaginava que seria administrado a linha ferroviária. Mas entendia também que aquela obra deixaria algumas pessoas irritadas, embora Jack não compactuasse de tais motivos. Por um momento, o gatuno deixou-se sorrir com a notícia e aplaudiu a decisão do prefeito.

Logo, um sujeito salta salta aos olhos de Jack, não parecia tão empolgado com a notícia. Pelo menos Jack concluía que alguém que deixasse de ouvir o restante do pronunciamento do prefeito não havia ficado empolgado com a notícia, ou era indiferente quanto aquilo, ou estava muito apurado para ir ao banheiro. O gatuno hesitou, e preferiu pensar que era só alguém apurado, precisando dar conta de suas necessidades. Mas alguns pensamentos corriam pela mente de Jack. O banheiro seria um ótimo local para esconder uma arma ou bomba, alguém poderia ter implantado em algum local do banheiro para que algum convidado conseguisse ter acesso as armas. Talvez fosse só paranoia, e outra vez o gatuno fitou seus olhos para a multidão.

- Droga! - Jack exclamou sem fazer barulho. Dando um soco no peitoril do mezanino. O gatuno havia perdido a concentração. O sujeito que havia entrado no banheiro tinha conseguido roubar sua atenção. No final das contas, a paranoia de Jack o vence. O gatuno se afasta do mezanino e caminha em passos apressados até o banheiro aonde o sujeito havia adentrado. Entraria no banheiro silenciosamente, com uma das mãos no cabo de sua bengala e outra dentro do seu sobretudo.
Elminster Aumar
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Elminster Aumar em Sab Maio 20, 2017 1:22 pm



O gatuno havia deixado Ratchford pensativo em sua última fala antes dos dois se separarem. Voltando para o momento em que o prefeito anunciava a construção de uma linha férrea, Jack avistou a figura se desprendendo do resto dos convidados e se dirigindo ao banheiro, e resolveu segui-lo. Ele foi em direção às escadas e as desceu enquanto o prefeito Cornélius ainda proferia algumas palavras de seu discurso.

- É realmente uma satisfação muito grande poder anunciar esse presente a vocês, em primeira mão. - Nesse momento, Cornélius lançou um olhar à Haffarin, sub-diretor de um dos jornais mais populares da cidade. O homem fazia notas numa caderneta. Seu olhar seguiu passando pelos convidados, até que ele viu Jack descendo às escadarias e engoliu em seco. - Bom, senhoras e senhores, não quero tomar muito mais o tempo de vocês. Sei que todos estão ansiosos para que a verdadeira festa comece. Madame Lavínia, traga os carrinhos com as máscaras.

Madame Lavínia, que estava no térreo, deu sinal para que dois funcionários entrassem empurrando um carrinho que continha várias máscaras, dos mais diversos tipos. Algumas chegavam a ser assustadoramente feias, com formas e desenhos semelhantes a demônios. Quando o carrinho se aproximou, Annalise viu Buck pegar uma com o desenho de um corvo. Ele a pôs no rosto e perguntou:

- Como acha que eu fiquei, senhorita? - perguntou, com o sorriso branco aparecendo pela abertura da máscara. Ele parece ter visto a confusão de Anna sobre o que estava acontecendo, ou pelo menos julgou a expressão tensa em seu rosto dessa forma. - Ah, talvez a senhorita não saiba, então deixe eu lhe explicar. É uma tradição de Vicari as pessoas usarem máscaras em festas particulares. Não usar uma pode ser encarado como uma desonra ao anfitrião. Quer ajuda para escolher a sua?

Havia realmente muitas opções no carrinho. Nesse momento, porém, Anna sente alguém segurar o seu braço. Foi um alívio ver que o dono do toque era Ratchford. O guarda-costas comentou:

- Temos que sair daqui. Agora.

Buck o encarou, soltou uma risada e disse:

- Pra que a pressa, homem? A verdadeira diversão começa agora. Venha, eu vou escolher uma máscara para você também. Que tal esta daqui?

Buck Heffren apresentou uma máscara de um bobo da corte para Ratchford, e Anna viu o rosto de seu guarda-costas avermelhar-se de raiva. Ratch empurrou com força Buck, que recuou três passos e o olhou de forma perplexa. Convidados próximos perceberam o pequeno entrevero entre os dois.

- Por favor, Anna, venha comigo. Vamos embora - pedia Ratch.

Enquanto isso Jack seguia para o banheiro do salão principal. Ele era dividido em dois: o banheiro masculino e feminino. A porta do banheiro feminino encontrava-se já aberta e não havia ninguém ali. A porta do banheiro masculino estava fechada, porém, como Jack averiguou ao puxar a maçaneta, ela havia sido trancada. Ao abrir a porta, Jack viu que ele também encontrava-se vazio, porém a pequena janela circular que dava para fora da mansão estava aberta. Era um espaço pequeno para se passar, mas plenamente possível. Jack se apertou pelo buraco para pular pro lado de fora, e a primeira coisa que viu foi o corpo de um guarda estirado no chão. Sua garganta estava aberta e a lua era refletida na poça de sangue que formara ao seu lado.

Jack percebeu que não havia mais nenhum guarda naquele lado da mansão, o que contrariava todas as decisões relativas à segurança do evento. Numa segunda olhada, eis que o gatuno percebe um vulto no alto, escalando a parede da mansão, tentando chegar até uma das janelas que dava acesso ao segundo andar da casa. O homem - agora Jack podia definir que se tratava de um homem - estava há uns 5 metros acima do gatuno, quase alcançando o seu destino. Jack não conseguia ver muito da posição em que estava, mas o que viu o preocupou. Ele carregava uma besta às costas enquanto a parede estava sendo escalada.

 

Makaveli Killuminati
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Makaveli Killuminati em Seg Maio 22, 2017 11:13 am

Jack deparou-se com a entrada dos dois banheiros, um masculino e outro feminino. Como não havia identificado o sexo da figura que viu caminhando até um dos banheiros, decidiu averiguar discretamente aquele que estava com a porta aberta, o banheiro feminino. Jack colocou sua cabeça para dentro do banheiro feminino e recuou rapidamente para o caso de alguém notá-lo. A espiada rápida foi o suficiente para perder o interesse e seguir sua investigação no banheiro masculino.

A porta estava trancada, mas não por muito tempo. Jack retira uma gazua de seu bolso e coloca dentro da fechadura. Dois ou três movimentos foram o suficiente para destrancar aquela fechadura simples. O gatuno puxou a maçaneta e abriu vagarosamente, evitando barulho. Adentrou com calma e fechou a porta novamente, mas não a trancou. Uma rápida vistoria fez com que o gatuno percebesse que seja lá quem fosse que adentrou o banheiro, não estava mais ali, e isso era o suficiente para o gatuno concluir que o sujeito estava por trás de alguma coisa suja, e provavelmente seria a ameaça que estavam esperando para a noite. A janelinha do banheiro era o único local que dava acesso para o exterior da mansão, o quê fez o gatuno suspirar incomodado, pois se viu obrigado a seguir os passos daquela pessoa, e isso implicaria em ter que se apertar para passar por ali.

Jack retira a mão da bengala e salta até a janela usando a própria parede para se impulsionar. Passou primeiro com a parte superior do corpo, o quê fora uma péssima ideia. Quase caiu de mal jeito no lado de fora da mansão. Bateu com as mãos nos ombros e braços, limpando a sujeira de sua roupa, e continuou a partir dali. A primeira vítima do sujeito estava bem diante de seus olhos. Um corte seco e impiedoso, o sujeito atacou o guarda pelas costas. Jack passou os olhos para onde deveria ter outros guardas, e não havia ninguém. Isso fortalecia seu pensamento de não trabalhar com planos. As infinitas variáveis do universo trabalham para destruir planos, e quanto mais elaborado fosse, maior era a chance de falhar. O gatuno se move adiante, deixando para trás o corpo do guarda.

Eis que seus olhos encontram o sujeito escalando a parede da mansão. O gatuno teria que tomar uma decisão rápida, e instintivamente decide por não alertar os guardas sobre o homem. Jack corre até a janela do banheiro e adentra novamente a mansão, deixando que o sujeito seguisse seu caminho como quem não tivesse sido descoberto ainda. A segunda vez era sempre mais fácil, passou primeiro as pernas após apoiar as mãos na esquadria da janela, e logo estava dentro da mansão novamente.

Jack se apressou, abriu a porta do banheiro e correu imediatamente para o segundo piso. O gatuno tentava antecipar os passos do alvo, e todo guarda que via no caminho avisava que havia um intruso no segundo andar, reforçando a segurança do pavimento superior. Jack queria interceptar o sujeito, pegando-o de surpresa antes que chegasse até um ponto onde pudesse atirar no prefeito, mas não elimina a possibilidade do sujeito tentar usar a filha do prefeito como refém, colocando-se em uma posição na mansão onde poderia intervir no caminho do sujeito até o prefeito e até o quarto onde Lizzie estava. Tudo de acordo com o quarto de hóspede onde a janela que o sujeito tentava alcançar dava acesso. Encontrando o local quisto, Jack se esconde, aguardando o sujeito dar continuidade ao seu plano.
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Luxi em Seg Maio 22, 2017 2:15 pm

Anna não sabia se o guarda-costas tinha conseguido ver seu sinal esquisto atrás da cabeça e isso deixou sua expressão tensa. Viu  a disposição de máscaras e em outra ocasião, provavelmente acharia muito divertido. No momento, só conseguia pensar o quanto isso mesclava os convidados e tornava muito mais fácil para qualquer ação ali dentro. Observou Buck com ar de preocupação, que poderia facilmente ser confundido com simples dúvida sobre a tradição do local, que foi logo sanada.

- Verdade? - Sorriu, um pouco sem jeito, mas a verdade é que ficava com um pouco de medo daquela face do corvo, fantasiando uma imagem de vilão por trás dela. - Ah~ é uma tradição muito divertida. - riu de leve de nervoso e virou para olhar as máscaras, quando na verdade espiou na direção do banheiro rapidamente - Hm. Como farei para combinra com a sua? Me ajude a escolher...  - de repente o guarda-costas chegou e a fez levar um susto.


Como um animal acuado com pupilas dilatadas, ela o observou de baixo, com receio do que quer que ele tivesse descoberto. Eis que Buck soltou aquele comentário e ofereceu uma máscara de bobo da corte, que a fez crispar o lábios e respirar fundo, mas antes que ela pudesse falar alguma coisa, Ratchford já empurrara o nobre. Era uma falta grave naquele lugar. Precisava atenuar a situação se não quisesse um problema diplomático. Ela deu um passo à frente, ficando entre eles.

- Senhor Heffren, por favor, me perdoe pelos maus modos do guarda-costas de minha família. Ele não está habituado completamente a nossos costumes ou nossas piadas. No entanto, é verdade que meu pai confiou minha vinda até aqui a ele, por isso devo ouvir o que ele tem a dizer, com sua licença. Será breve, eu já venho. - agarrou uma máscara da mesa e fez uma reverência antes de sair.

Não via a hora de se livrar dele, então precisou de algum esforço para não sair correndo pelos salões. Simplesmente andou um pouco apressada com a desculpa de que queria voltar logo. Tentou segurar uma expressão neutra, quando na realidade queria xingar o nobre, mas estava preocupada demais para isso.
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Elminster Aumar em Qui Maio 25, 2017 10:45 pm


Anna olhou em direção ao banheiro no momento exato em que via Jack saindo dele. Ela tinha certeza que o homem - ou mulher - que vira adentrando o local não era ele. Jack caminhava com pressa por entre os convidados e parava para falar rapidamente com alguns guardas pelo caminho. Anna voltou a sua atenção para o nobre a sua frente. Buck escolhera uma máscara de coruja para ela no momento em que surgira Ratchford e os dois tiverem aquele entrevero. Um ficou encarando o outro por alguns segundos. Ratch pedia para Anna ir com ele, mas a jovem garota se interpôs entre os dois e pediu desculpas à Buck.

Naquela altura, muitas pessoas olhavam em direção ao trio, tantas que nem o prefeito poderia fingir mais que não estava vendo nada.

- Senhores, algum problema aí embaixo? - o prefeito resolveu perguntar, e muitos sentiram sua voz tremulante.

- Nenhum problema, Sr. Prefeito - disse Buck, ajeitando o seu terno. Ele não dirigiu mais palavra à Anna, e deixou-a que ela acompanhasse o seu guarda-costas. O prefeito, por outro lado, finalizava o seu discurso.

Annalise seguiu com a máscara de coruja em mãos e Ratch ao seu lado. Ele segurava o seu braço para que ela se mantivesse ao seu lado e andando rápido. Ele não fazia questão de evitar esbarrar em alguns convidados, tudo para chegar logo próximo a porta de saída. Quando estavam se aproximando, os dois foram interpelados pela Madame Lavínia, que tinha os braços abertos e um sorriso no rosto. Ela olhava para Anna.

- Para onde vocês vão? A festa mal começou. Fiquem conosco, tenho certeza que vocês gostarão do que vamos proporcionar.

Jack avançava até as escadas, não sem antes avisar alguns guardas sobre o intruso. A maioria entendeu o recado e começou a subir para andar de cima, mas Jack sentiu que um deles tentara lhe atrasar fazendo perguntas que não tinha cabimento para uma hora daquelas. Era hora de agir primeiro e perguntar depois. O gatuno foi o primeiro as chegar no piso em que estava o prefeito. O Cornélius tinha acabado de finalizar o discurso, recebendo mais uma salva de palmas dos convidados e começava a se retirar do local. Jack chegou até o corredor que dava acesso ao quarto de hóspedes, mas logo percebeu que algo estava errado. A porta do quarto estava entreaberta, e ele tinha certeza que estava fechada na última vez que passara por ali. Antes que pudesse raciocinar qualquer coisa, um grito de dor forte abalou o ambiente. O gatuno se virou e viu o prefeito caído no chão, com um virote atravessado em seu ombro, e ele gritava de dor enquanto os convidados lá embaixo gritavam de pânico. Anna e Ratch também ouviram o grito de Cornélius e um pequeno caos começava a se formar no andar de baixo. Anna viu a Madame Lavínia gritar para o trolloide que cuidava da porta de entrada.

- NÃO DEIXE NINGUÉM SAIR! ALGUÉM ATACOU O PREFEITO!

Ratch colocou a mão em sua cintura como um gesto automático, mas não havia arma ali para ser sacada. Cornélius estivera caminhando em direção ao seu quarto pessoal quando fora atacado, e agora ele estava perto do topo da escadaria, e se via muito sangue jorrar de seu ferimento. Jack rapidamente voltou a procura do homem que atacara o prefeito, e o encontrou. Ele estava semi-encoberto pela mureta do corredor. Mais do que isso, Jack viu o rosto do homem pela primeira vez e não acreditou no que seus olhos diziam. Agachado e com a besta em mãos, preparando-se para armar um novo virote, encontrava-se Lugos. Com os cabelos um pouco mais cheios do que antes e uma barba rala e mal aparada que antes não tinha, o resto da figura da Víbora permanecia o mesmo. Seus trajes, propícios para um evento chique como aquele, não parecia fazer parte de Lugos, contudo, lá estava ele, preparando-se para disparar um novo virote enquanto o prefeito permanecia agonizando no chão e o resto das pessoas ainda tentavam entender o que estava acontecendo.


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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Luxi em Seg Maio 29, 2017 9:10 pm

Anna saiu mal humorada pela festa. Tinha atraído atenção demais naquele momento, mas queria fingir, para os demais, que só estava se ausentando para uma conversa pouco importante com seu guarda-costas em um canto. Tanto que levou a máscara, para sinalizar que voltaria. Por esse motivo, evitou sair correndo ou parecer desesperada, embora acompanhesse os passos rápidos e suspirasse nervosamente no caminho.
Seu disfarce não pareceu suficiente para a Madame Lavínia, talvez muito menos para as pessoas em quem esbarravam no caminho. Gostaria de pedir mais compostura, mas estava com medo do que realmente ele tinha descoberto, ainda mais porque Jack também se movimentara.

- Ah, vamos participar, é claro. Meu guarda-costas apenas se recordou de uma pequena instrução de meu pai. Uma bobagem - sorriu, simpática,embora não gostasse nada daquela mulher, ainda mais porque ela aparecia nesse momento tão inoportuno.

Seu sorriso se desfez ao ouvir um grito pelo salão e ela olhou horrorizada para Ratchford, como se perguntasse que era aquilo que ele queria evitar. Mais do que isso, a nobre olhou para trás, buscando entender como tinha acontecido o ataque. Teria sido capaz de ajudar a evitá-lo? No fim, tinha sido completamente inútil naquela situação!
O último pensamento foi que ela também poderia ser atingida em uma situação daquela e que agora tudo apenas incitaria o caos la dentro, mas antes que desse mais de um passo para frente, as saídas eram bloqueadas.

- E agora? - murmurou, perdendo toda a coragem de aventureira falsa momentaneamente. Ela olhou em volta para identificar as reações das pessoas e se mais alguém ali no meio se mostraria a favor do ataque por algum motivo. - O que fazemos? - perguntou na genuína intenção de querer fazer algo produtivo.



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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Makaveli Killuminati em Qua Maio 31, 2017 9:55 pm

Jack se desvencilha do guarda que o questionava inconvenientemente e da uma pausa em sua correria após subir a escadaria até o segundo piso. As salvas de palmas do público se dava no exato momento em que o gatuno tomava sua decisão e partia apressadamente por um dos corredores. E ao final dele, a porta entreaberta de um dos quartos de hóspedes perturba Jack. Era o quarto onde dava a janela que o invasor havia escalado. Simultaneamente, o grito de dor do prefeito chegava até ele, chamando a atenção de Jack para o corpo caído do prefeito. O virote havia causado um estrago considerável, não surpreenderia o gatuno se o prefeito não sobrevivesse àquilo. Toda organização havia ido pelos ares com o pânico se alastrando entre os convidados.

Sentindo um combate se aproximar, Jack aciona sua lâmina oculta pressionando o pulso direito e acionando o mecanismo da lâmina, apenas para verificar a prontidão do equipamento, em seguida volta a ocultar a lâmina. O gatuno continuou seu caminho por onde o intruso deveria ter ido, deixou sua bengala em frente ao seu tronco, uma das mãos segurando o cabo e a outra a bainha que ocultava a lâmina da bengala. O gatuno esgueirou-se até atrás de uma das pilastras que enfeitavam o corredor onde havia visto a silhueta do invasor. E quando espiou por um dos cantos surpreendeu-se com quem era o invasor. Lugos, a Víbora.

Tanto tempo ocupando as atividades da Irmandade buscando pelo paradeiro da Víbora e durante todo aquele tempo Lugos estava conspirando contra o prefeito da cidade. Jack hesitou, ficou pensativo por alguns instantes. Não podia espantar a dúvida de que Lugos poderia estar conspirando o tempo todo enquanto fez parte da Irmandade, ou se algo havia acontecido depois que se perdeu no sanatório, sé é que havia se perdido naquela noite sangrenta. Apesar de sempre ter existido desavenças entre Lugos e todos da Irmandade, incluindo Jack, ele era um membro como qualquer outro, e portanto, um "irmão". O gatuno sentia a traição de Lugos e não sabia qual medida tomar. Tentava pensar como Vivaldi pensaria, mas logo percebe que Vivaldi nunca se colocaria na posição que o gatuno estava agora, ficando ainda mais confuso. Lugos não estava assassinando o prefeito pelo prazer da coisa, havia alguma intenção naquilo, um "porquê", e isso Jack sabia muito bem. Sempre havia um "porquê" quê atrás de tudo.

Em meio a um dilema, Jack lembra-se que Barry era quem havia pedido para que fizesse o serviço ao prefeito, então era claro que haveria uma boa razão para manter o prefeito vivo. Seu padrinho era uma pessoa de bem, embora vivesse às margens da lei. Seja qual fosse o motivo de Lugos, Jack sente que deveria confrontar a Víbora, cuja alcunha nunca combinou tão bem quanto agora.

O barulho do pânico dos convidados impedia que outros escutassem uma conversa entre eles, mesmo com a distância entre eles. Jack tinha certeza que se isolou dos demais guardas para aquilo.

- Dois meses Víbora!.. - Exclamou o gatuno detrás da pilastra, esperando que Lugos se surpreendesse com sua presença ali. - Dois meses que vasculhamos a cidade inteira atrás de você... Um irmão não abandona outro, Víbora! - Jack ainda não estava disposto a combater Lugos, queria entender suas motivações antes de qualquer coisa. - Deus do céu, Víbora!..
Você sequer se importa com o estado da saúde da Raposa...
- Por mais que sua missão atual pedia pela intervenção de Jack sobre Lugos, a Irmandade estava acima de um serviço mundano como aquele. Por hora, queria apenas ter uma conversa com Lugos, pelo menos pra ter algo a falar para Vivaldi, Jerome e Amanda, quando ela acordasse. Mas o diálogo teria que ser rápido, em breve os guardas encurralaria Lugos.

- Diga algo homem! - O gatuno suplicava com o coração partido.
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Jun 06, 2017 9:29 pm


O choque de Jack ao se deparar com Lugos não era para menos; os dois estavam juntos na Irmandade há alguns anos e compartilhavam de um mesmo estilo de vida. A Víbora, que até então estava concentrada no prefeito, só reparou em Jack quando este se revelou ao sair detrás da pilastra, e a surpresa em seu rosto era um reflexo da própria expressão de surpresa de Jack. Os dois irmãos encontravam-se agora em lados opostos.

- O que você tá fazendo aqui? - foi a primeira coisa que Lugos falou, em voz baixa, mas o suficiente para que Jack escutasse. Ele estava com a besta armada e apontada na direção do prefeito, mas o seu olhar havia se desviado para a Harpia. - Eu nunca abandonei vocês! - argumentou a Víbora, irritando-se com as colocações de Jack, sobretudo sobre ele não se importar com o estado de saúde da Raposa. - É claro que me importo, eu os ajudei a tirá-la daquele inferno em que ela estava, não ajudei?

As mãos de Lugos tremiam. Ele a todo instante espiava o prefeito e a roda de guardas que se formara ao seu redor. Cornélius ainda vivia, fato este verificado pelos seus gemidos de dor. Além dos dois trolloides que haviam feito a sua proteção durante o discurso, se juntara ali outros três guardas humanos que foram avisados por Jack sobre o intruso. Um dos guardas humanos avistou Jack de pé, e embora ele provavelmente ainda não tivesse notado a presença de Lugos, o homem apontou em sua direção. Imediatamente os três guardas passaram a se mover para o corredor em que Jack estava, mas eles foram surpreendidos pelo forte som de um disparo de arma de fogo. O primeiro dos guardas tombou no chão, e os outros dois se viraram para trás. De fuzil na mão, os dois trolloides apontavam suas armas para os guardas humanos. Havia uma certa confusão no olhar dessas criaturas, e antes que qualquer outra coisa pudesse ser feita, o segundo trolloide puxou o gatilho da sua arma, mas não na direção dos guardas, e sim da do próprio prefeito agonizante. O tiro estourou os miolos de Cornélius.

Os sons dos tiros foram ouvidos por toda a mansão, causando um pânico ainda maior entre os convidados. Annalise estava se perguntando o que fazer quando ouviu os disparos.

- Eles mataram o prefeito - disse Ratchford ao seu lado, parecendo assustado. Ele se virou para Madame Lavínia, que continuava entre eles e a porta de saída. - Nos deixe passar!

Ratchford não era o único que tava pedindo isso. Os outros convidados também queriam sair dali, mas o trolloide que estava parado em frente a porta, logo atrás da Madame Lavínia, causava muito medo nos convidados.

- Não posso deixá-los sair - disse Lavínia, que por alguma razão não parecia tão abalada com os acontecimentos recentes. - Ninguém sai até acharmos os culp...

Ratchford não aguentou e desferiu-lhe um soco bem no meio de sua nariz. Madame Lavínia estatelou-se no chão. O trolloide, por sua vez, disparou sua arma contra Ratchford. A bala atingiu em cheio sua armadura, mas não causou maiores estragos no guarda-costas. Ele olhou para os lados, procurando ajuda. Anna viu tudo acontecer de perto, e se assustou mais disparos reverberando pelas paredes da mansão. Havia se iniciado um tiroteio na Casa da Prefeitura. Todos os trolloides estavam com os fuzis em mãos e disparavam quase que às cegas, sem se importar muito se acertava um convidado ou não. Os guardas humanos tentavam impedi-los, mas muitos também buscavam saídas alternativas para fugir daquele caos.

No andar de cima, Jack e Lugos viam e ouviam tudo acontecer, mas os dois pareciam estar afastados de toda aquela confusão. Os dois trolloides próximos do prefeito eram a maior ameaça, e a Víbora os xingava:

- Criaturas idiotas! Não era para acontecer nada disso! Tudo estava saindo conforme o plano! - dizia para si mesmo, por um momento se esquecendo da presença de Jack. Mas ele logo se voltou ao seu companheiro de Irmandade, que ainda aguardava por respostas. - Harpia, se nós ainda somos irmãos como você diz, junte-se a mim. Venha comigo e eu lhe explicarei tudo. Há um motivo para tudo isso acontecer.

E sem esperar por mais um segundo sequer, Lugos deu uma cambalhota pelo chão e terminou o movimento no interior de um dos quartos de hóspedes, afim de fugir de possíveis balas perdidas.


Luxi
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Luxi em Dom Jun 18, 2017 10:31 pm

Por mais estranho que pudesse parecer, Anna ainda tinha alguma intenção legítima de ajudar o prefeito, por isso tinha ficado tão indecisa ali na porta. Com o segundo som de tiro, ela se deu conta de duas coisas. A primeira era a de que poderia ter tentado ajudá-lo, a segunda é que se tivesse dado uma de heroína poderia muito estar morta.

- Por que está impedindo? Agora já é tarde! - gritou Anna para Madame Lavínia, de forma um pouco inocente, mas querendo extrair dela qualquer tipo de humanidade. Não gostava daquela mulher desde o começo e sua teimosia em segurá-los ali só reforçava mais sua teoria de que ela estava envolvida, mas nunca pensou que veria Ratchford lhe dando um soco. - R-r-r-a..tchford!! - sua voz saiu meio estridente e gaga. Seus lábios formaram um "o" perfeito, acentuado por ele ter sido atacado. Naquele breve segundo, procurou alguma coisa para jogar na mulher estatelada no chão, qualquer coisa mesmo, de um vaso a uma decoração, para que ele (ou ela mesma) pudesse usar a distração para tirar a arma dela e usar como sua e terem como se defender.

Olhou em volta a procura de algum sinal de seus conhecidos, mas principalmente o amigo de seu pai.

- Ratchford, e o senhor Scoresby? - perguntou preocupada, um pouco hesitante, mas olhar para trás e se deparar com o caos a fazia repensar se deviam arriscar levar um tiro por causa disso. Sua intenção era seguir caminho para fora da mansão uma vez que Lavínia estava fora de condições.

Makaveli Killuminati
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Makaveli Killuminati em Dom Jun 25, 2017 12:38 am

- Estou tentando te impedir de cometer uma besteira... - Respondeu Jack em prontidão. O cenário ao redor dos dois era caótico, mas ainda assim conseguiam manter o mínimo de conversação. O gatuno não estava tão disposto a acreditar em tudo que Lugos lhe contasse, e apesar da história entre a Irmandade e eles, era difícil acreditar na sinceridade de Lugos quanto sua lealdade à Irmandade.

O reforço chegava atrasado, Jack observa a chegada de três guardas se aproximando para combater ao seu lado, mas para a surpresa de todos que estavam de fato tentando proteger o prefeito, um disparo traidor atravessou o pescoço de um dos guardas, que cai no chão, bem próximo de Jack. O sangue no chão — do guarda e não do prefeito — era o verdadeiro sinal que um tiroteio estava prestes a escalar dentro da mansão. Quando o gatuno se deu conta que a bala que causou a morte daquele guarda havia sido disparada pelo fuzil de um dos trollóides, a certeza que tudo estava perdido e que a proteção do prefeito estava fora de seu alcance o faz hesitar, não tendo reação ao disparo, estava em choque. Os olhos de Jack viajaram do guarda morto até o grupo de trollóides que rodeavam o prefeito, tendo tempo de assistir a covarde execução do prefeito. No instante do disparo que executa o prefeito Cornélius, Jack pisca os olhos e vira o rosto, protegendo sua sanidade da imagem dos miolos do prefeito esparramados no chão.

O esbravejo da Víbora denunciava a participação conjunta dele com os trollóides. Jack estava decepcionado, profundamente decepcionado. O gatuno não teve forças para atacar Lugos, mas sequer cogitou seguir aquele que outrora fora seu irmão. Enquanto Lugos se jogou para dentro de um dos cômodos, Jack ainda devia a proteção a algumas pessoas. Umas por lealdade, umas por profissionalismo, e outras pelo simples motivo de não se perdoar caso algo acontecesse com elas.

Jack pegou a arma caída deixada pelo guarda morto e rolou para um local onde ficaria protegido dos disparos dos trollóides. Não fazia parte de seu modus operandi, mas era bom ter uma arma de fogo a disposição caso não tivesse outra saída. Trocar tiro no segundo andar contra os trolloides não era o quê Jack gostaria, havia uma quantidade razoável de guardas para tal. O objetivo de Jack agora era conseguir acessar o quarto em que Lizzie estava, a garotinha necessitava de proteção, e se conseguissem escapar dessa, talvez precisaria de muito mais que isso. Fugindo do combate, o gatuno aproveita o caos estabelecido para escapar em direção ao destino traçado.
Elminster Aumar
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Jul 11, 2017 9:42 pm


A resposta que Madame Lavínia pudesse ter dado a Anna nunca veio mediante o soco que tomara. Ratchford ouviu o grito chocado de Anna, mas não soube decifrar se aquilo era alguma repreensão pelo seu ato ou não, e provavelmente não se importava se fosse. A situação exigia medidas drásticas. Anna percebeu que a secretária do prefeito estava desacordada; Ratchford fez uma rápida revista na mulher e o máximo que encontrou foi uma adaga escondida numa de suas botas. Nesse meio tempo, balas eram disparadas pelo salão.

- Não me importo com o Sr. Scoresby - grunhiu Ratchford, levantando-se e procurando por uma rota alternativa de fuga, uma vez que combater um trolloide armado na entrada estava fora de cogitação. - Eu só penso em tirá-la daqui a salvo. Venha!

Ratchford tentou envolver Anna com os seus braços, aproveitando que era muito maior do que a sua protegida, para servir-lhe como um escudo humano. Ele gritava para as pessoas se afastarem e quem não se afastava ele empurrava. Uma bala perdida o atingiu na perna. Mancando, Ratch conduziu Anna para perto de uma das altas janelas que haviam no térreo. Os dois conseguiram sair pro lado de fora da mansão, e eles imediatamente viram uma carruagem a poucos metros de distância, estacionada rente a parede. Eles não poderiam fazer a menor ideia do por que aquela carruagem estava ali, mas ela seria perfeita para uma fuga.

No andar de cima, Harpia decidiu não seguir o seu companheiro de irmandade, se é que eles ainda se consideravam assim. Lugos desapareceu no interior daquele cômodo enquanto Jack, sabendo que sua missão em salvar Cornélius não fora bem-sucedida, ainda pretendia ao menos resgatar Lizzie, a filha do prefeito. Até de modo surpreendente, o gatuno conseguiu passar sem muitas dificuldades pelos trolloides que agora trocavam tiros com os guardas no térreo. Ele alcançou o quarto do prefeito temendo que pudesse ter chego tarde demais, porque a porta encontrava-se aberta e havia sangue no corredor. Ao entrar no local, Jack se depara com a seguinte cena.

Estatelado de barriga pra baixo no tapete do prefeito, próximo da lareira, encontrava-se o corpo de um trolloide. Havia muito sangue ao redor dele, o que sugeria que ele estava morto. Do outro lado do quarto, estava Stivenson, o guarda de Flint, e ele estava sentado de costas para a parede e estava ferido. Ao seu lado estava a adorável Lizzie, que no momento não tinha nada de adorável. Ela estava chorando e com as duas mãos tapando os ouvidos. Os tiros que ecoavam para todos os lados evidentemente a estavam assustando mais do que tudo.  Stivenson, o homem de poucas palavras, parecia ter sido o herói daquela cena. Ele olhou para Jack e depois indicou a garota.

- Leve-a... daqui. Para... um lugar... seguro.

Ele parecia fazer enorme esforço para dizer cada palavra. Havia um ferimento em sua barriga que não parava de jorrar sangue. Uma rápida olhada pela janela faria Jack ver os fundos do terreno da propriedade e o local em que estavam as carruagens dos convidados.

Do lado de fora, Ratch pediu para Anna ficar no interior da carruagem enquanto ele assumiria a função de cocheiro. Tão logo ele deu o comando pros cavalos se moverem, Anna sentiu a carruagem dar um solavanco, mas não pela força dos animais. A carruagem que ela estava era coberta, a típica carruagem preferida dos nobres, e o que Anna sentiu foi que alguém ou alguma coisa havia caído em cima do teto da carruagem, deixando-a mais pesada. Ratchford, na parte posterior onde conduzia os cavalos, pareceu não notar que havia algo de errado.


Makaveli Killuminati
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Makaveli Killuminati em Ter Jul 11, 2017 11:22 pm

Para a sorte de Jack, o caos estabelecido fez com que se aproveitasse das brechas dadas pelos trolloides para chegar até o seu destino sem grandes problemas. No meio da confusão, Jack era apenas mais um, e o gatuno se aproveitou muito bem daquilo. Jack desacelerou repentinamente ao chegar em frente a porta do quarto do prefeito. O vermelho carmesim espalhado pelo chão destoava do resto do cenário, os olhos de Jack eram imediatamente chamados para vislumbrar a poça de sangue. Era impossível não pensar no pior. - Não... Não... - O gatuno exclamava repetidamente enquanto caminhava temeroso em direção a porta do quarto silencioso evitando pisar na grande quantidade de sangue. Em frente a porta e com uma mão sobre o cabo da bengala-espada, Jack a abre vagarosamente observando o cenário que se apresentava diante de seus olhos.

Houve uma batalha sangrenta no lugar, embora não houvesse a quantidade de corpos digna da quantidade de sangue. Stivenson fez o quê podia e não podia para assegurar a vida de Lizzie, era o suficiente para ganhar o respeito de Jack. Não havia muito o quê ser dito, não havia tempo para questionamentos, Lizzie precisava ser retirada dali o quanto antes, e pelas feridas no corpo de Stivenson, Jack nada poderia fazer para ajudá-lo, apenas torcer para que algum imprevisto ajudasse Stivenson a sobreviver.

Jack se apressou, usando a mão como apoio, passou a perna por cima da escrivaninha e pulou por cima do móvel, se agachou e afagou a garotinha com os dois braços. - Feche os olhos querida... Feche os olhos... - Jack falava para Lizzie enquanto passava os olhos ao redor do quarto parcialmente destruído e cheio de sangue. O gatuno preferiu salvar Lizzie de um trauma maior do quê já tivera até ali. - Vai ficar tudo bem. - Complementou enquanto levantava a garotinha e a colocava em seu colo, apoiando a cabeça de Lizzie em um dos ombros. De pé em frente a Stivenson, Jack acenou respeitosamente com a cabeça, agradecendo-o, então deixou o quarto.

Aproveitando o conhecimento de ter visto a planta da casa para a preparação da segurança daquela noite, Jack pensou no caminho mais recluso para levar Lizzie até os fundos do terreno, onde tentaria acessar as carruagens dos convidados para retirar Lizzie do local. Delilah e Annalise continuavam em seus pensamentos, mas o gatuno era um só, e não sabia mais em quem confiar. Annalise tinha seu próprio segurança, e Jack gostava de pensar que ele era capaz de fazer seu trabalho. Quanto a Delilah, ela era uma mulher esperta, embora ingênua quanto a questão de confiança, mas era importante para o gatuno pensar que a esperteza de Delilah se sobressairia e então encontrasse uma oportunidade de escapar do local. Para o gatuno, era difícil dar um passo em direção a saída da mansão sem pensar em dar dois passos para trás em busca de Delilah. Mas o rosto choroso de Lizzie mantinha Jack na missão. A garotinha ainda era prioridade.
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Luxi em Sex Jul 14, 2017 2:03 pm

Anna ainda estava preocupada com o Senhor Scoresby e os outros convidados que tinha conhecido na festa, mas seu guarda-costas obviamente não lhe deu ouvidos. Ela o seguiu sem reclamar ou surtar pelo tiro que tinha levado. Tinham sorte de que nada pior tinha acontecido.

Já na carruagem, olhou para cima, perguntando-se o que teria caído ou de algum jeito bizarro...pulado ali?

Ela bateu na portinha que os separava e colocou a cabeça pra fora, para espiar.
- Ratchford, eu ouvi um barulho no teto
Elminster Aumar
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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Jul 25, 2017 11:14 pm


O gatuno Jack não encontrou resistência por parte da filha do prefeito. Apesar deles terem se visto tão pouco, Jack sempre fora uma figura amigável para a pequena Lizzie. Ela fechou os olhos conforme o seu pedido e deixou que ele a segurasse no colo. Lizzie se agarrou a Jack com tanta força que talvez pela primeira vez em sua vida o gatuno pôde imaginar como seria ter uma filha. Enquanto Jack caminhava pelo quarto em direção a saída, Lizzie ergueu a mão em direção a Stivenson, como um sinal de gratidão por ele tê-la salvo. Em sua agonia, Stivenson conseguiu forçar um sorriso tanto para Jack quanto para Lizzie. Ele sabia que sua missão tinha sido cumprida.

Ao se verem fora do quarto, o som de tiros entre os trolloides e guardas do prefeito indicava que a batalha continuava. Olhando pelo mezanino, Jack notou que alguns dos convidados haviam se juntado a batalha e um deles se destacava mais do que todos: Sir Galaham. Não se sabia se ele viera com o fuzil que estava em mãos ou pegou-o de alguém que tombara, mas o fato é que o militar de Caspia esbanjava talento e precisão. A cada tiro um trolloide era derrubado. A batalha parecia controlada naquele momento, mas Jack percebeu que nem todos os convidados lutavam do mesmo lado. Ele pegou o rapaz de feitio comportado que adentrou a mansão ao lado de Annalise, o jovem Buck Heffren, no flagra ao vê-lo esfaquear por trás um guarda desprevenido. Com Lizzie no colo e sem tempo a perder, Jack se dirigiu até uma escadaria discreta que ficava aos fundos da casa e ele dera muita da garota não ter visto o corpo esfalecido de seu pai.

Jack teve que passar por uma silenciosa e vazia cozinha antes de passar pela porta que dava para os jardins detrás da mansão. Rapidamente o gatuno alcançou o local em que estavam estacionadas as carruagens dos demais convidados. Algumas delas já não estavam mais lá. Ele escolheu uma qualquer e colocou Lizzie nos bancos traseiros, no que ela finalmente conseguiu dizer alguma coisa.

- Você vai me levar para o meu papai?

Independente da resposta, o tempo urgia. Jack ajeitou a carruagem e partiu com ela pela estrada que margeava a construção da prefeitura. Era uma carruagem veloz e logo a frente ele avistou uma outra carruagem em movimento. Era a mesma que ele havia estacionado próximo a uma das janelas e quem a estava pilotando era o guarda-costas de Anna. Mas havia um porém. Um homem lutava para se manter agarrado ao teto da carruagem em movimento, e esse homem era Lugos.

Depois de Anna ter avisado o seu guarda-costas sobre um barulho no teto, Ratchford vociferou um palavrão e começou a fazer os cavalos a tomarem mudanças repentinas de direção, como que pra derrubar o homem que se instalara acima da cabine. Anna sentia a carruagem dar fortes solavancos, mas eles não pareciam surtir o efeito esperado.

- Anna, se proteja! Ele tá armado!

Tão logo dissera essas palavras, um virote de besta o atingiu pela costas, causando-o um grave ferimento. Ele ainda estava consciente, mas com forças apenas para continuar conduzindo a carruagem de forma torpe. Em seguida Anna viu pela janela o rosto do homem que atacara seu guarda-costas. Ele tinha um rosto alongado e um nariz proeminente. O homem a ameaçou:

- Saia da carruagem ou eu termino o serviço com o seu condutor.

Jack viu tudo aquilo acontecer, ainda há alguns metros de distância da carruagem em que Lugos estava, mas essa distância logo seria superada. Eles estava agora finalmente contornando a casa para saírem pelos portões da frente, e Jack viu algo no horizonte que despertou sua preocupação. Havia uma multidão de rebeldes do lado de fora dos portões. Os poucos guardas que restavam do lado de fora tentavam conter aquele contingente amedrontador de trabalhadores furiosos perante a festa luxuosa do prefeito. Mais problemas a vista.


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Re: Capítulo 5: O Início da Grande Trama

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