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[PRÓLOGO] O começo de tudo

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mimacarfer
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[PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por mimacarfer em Ter Mar 14, 2017 2:21 am


O COMEÇO DE TUDO



ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 04:35 AM

Ao se aproximar da janela de vidro que separava o escritório do Dr. Fitzsimmons do corredor, Jenny pode ver que havia certa luminosidade no local. Aproximou-se da porta e, após três batidas rápidas, aguardou pacientemente alguma permissão para entrar. Não demorou muito para que o homem abrisse parte da porta, demonstrando um rosto cansado e sonolento.


- Bom dia, Srta. Shepherd! Fico feliz em saber que não sou o único ainda acordado nesse lugar. Em que posso ajudá-la?


O cientista sorriu para ela gentilmente, ajeitando os óculos enquanto aguardava uma resposta da jovem.


- Sinto muito por incomodá-lo tão cedo, Dr. Fitzsimmons. O General me pediu para buscar as fichas para o T4.


- Ah, sim, sim. Entre, Srta. Shepherd. Elas estão aqui em algum lugar.


O homem abriu passagem para que a garota entrasse, dirigindo-se para sua mesa. O lugar estava uma verdadeira bagunça, com papéis espalhados por todos os cantos. Levantou alguns deles até encontrar uma pasta amarela nomeada como "Travelers". De lá retirou cinco fichas com foto, entregando-as para Jenny.


- Aqui estão os candidatos. Levei mais tempo para selecioná-los dessa vez, mas acredito que finalmente consegui terminar.


Jenny pegou os papéis, olhando as fotos rapidamente, demonstrando certa surpresa ao chegar em uma delas.


- Uau! O senhor vai mandar o Dr. Garen no T4?


- Sim. Ele é um excelente candidato...


- Bom, quem sou eu para discordar do homem mais inteligente desse lugar, não é mesmo?


A engenheira sorriu divertidamente, observando novamente as fichas, como que tentando avaliar qual o caminho mais rápido a percorrer para encontrar todos eles. Após isso dirigiu-se novamente ao cientista que a observava com certa curiosidade.


- Obrigada, Doutor! Te devo uma! Agora é melhor eu deixar o senhor descansar um pouco, afinal o General quer uma reunião logo após o café da manhã e eu ainda tenho que recrutá-los.


- Não por isso, Srta. Shepherd.


O cientista a acompanhou até a porta novamente, despedindo-se rapidamente.


- Nos vemos na reunião então.


- Claro, estarei lá com certeza.


A jovem então fez um cumprimento para o cientista e, logo após seu retorno, apressou-se rumo ao elevador. Tinha muito trabalho a fazer, e em pouco tempo.
 
 
 
ARTHUR DAVIES



ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 04:45 AM

A primeira parada de Jenny era ali mesmo, na área norte, próxima ao escritório de Fitzsimmons: o alojamento do Dr. Henry Roberts. Por ser seu chefe e já ter estado muito tempo ao seu lado, ela sabia que o cientista tinha o hábito de acordar cedo, além de ter um sono extremamente leve. Mesmo que Arthur ainda não estivesse acordado àquela hora, com certeza o cientista poderia passar-lhe o recado de que o General gostaria de vê-lo após o café da manhã na ala central.

Olhou novamente para a ficha em suas mãos enquanto caminhava: Arthur Davies. A escolha era no mínimo inusitada para ela, assim como a escolha do Dr. Garen para a equipe. Sabia que o jovem era um ótimo estrategista, embora o conhecesse apenas de vista, mas, pelo que Matt lhe contara, o mesmo sofrera um acidente a pouco tempo em uma missão e ainda se recuperava aos poucos, motivo pelo qual seu pai adotivo havia se afastado temporariamente do projeto que coordenava deixando tudo em suas mãos.

Continuou caminhando, perdida em seus pensamentos, até o momento em que se deu conta de já ter chegado ao local. Como esperado, parecia haver algum barulho de movimento lá dentro. Pacientemente, bateu na porta e esperou que alguém a abrisse, já pensando em qual seria a sua próxima rota após dar o recado a Arthur.
Dwight Memphis
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por Dwight Memphis em Ter Mar 14, 2017 4:05 pm


Acordo em um sobressalto, me sento ofegante e, apesar da temperatura não estar das mais quentes, estou suando muito. As lembranças daquele dia se misturam às imagens de minha imaginação mostradas no sonho e minhas pernas doem, não de verdade, eu não as sinto mais, mas eu lembro como é a sensação, e é tão vívido que é como se eu estivesse as sentindo serem estraçalhadas. Fico quieto olhando para o nada por alguns minutos, esperando minha mente se acalmar e, conforme minha respiração se normaliza, eu consigo discernir o que é real, o que é lembrança e o que é apenas medo.

Felizmente dessa vez eu não gritei, não queria acordar o Henry, pois, embora negasse, eu sabia que ele não conseguia voltar a dormir depois de meus surtos e meus pesadelos frequentes o preocupavam, de forma que já começavam a afetar sua saúde. Suas olheiras estavam cada vez mais aparentes e não era nada incomum flagrar ele dormindo durante o dia por não aguentar manter os olhos abertos. Henry já não é jovem, mas agora ter que cuidar de mim desta forma o está matando, e nem adianta tentar convencê-lo do contrário pois ele apenas irá me ignorar.

Não é muito mais tarde do que quando eu fui dormir, mas duvido que vá conseguir cair no sono de novo, por isso luto para conseguir ir para a cadeira de rodas que está encostada ao lado da cama. Ainda não me acostumei com ela e subir sozinho é um desafio pior do que resolver os exaustivos enigmas que meu pai adotivo pede para que eu resolva. Pelo menos se eu falhar com os quebra-cabeças não caio de cara no chão e tenho que implorar pela ajuda de alguém. Consigo não cair e me ajeito em minha prisão de rodinhas. Não tem muitas coisas que eu poderia fazer agora e, por isso, me dirijo à escrivaninha e leio um livro até ouvir sons na cozinha.

Pelo visto Henry pretende sair cedo e deve estar preparando o meu café da manhã. Vou em direção ao barulho com o livro no colo e uma expressão mau-humorada no rosto, pensando em comer algo e tentar voltar a dormir. Se tivesse sorte Henry não notaria o meu cansaço. Eu odeio ser esse peso nas costas dele. Infelizmente, embora eu já saiba a vida de meu hospedeiro de cabo a rabo, eu não tenho mais esperanças de viajar, pois acredito que minha condição não é favorável para que eu realmente seja escolhido.

Batidas na porta chamam a minha atenção. Olho para Henry, que me encara com uma expressão de curiosidade, e vejo que ele já se dirige para atender. Eu não precisava me incomodar, pois, por ser bem conhecido na Zona Zero, ele sempre tinha que ir para a porta no final. Passo por ele em direção à cozinha e começo a comer uma ração enquanto leio meu livro, alheio a qualquer conversa que meu pai tem com quem quer que fosse, mesmo estando curioso no porquê da pessoa vir a esta hora.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por mimacarfer em Ter Mar 14, 2017 5:29 pm


ARTHUR DAVIES



ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 04:45 AM

Como esperado, não demora para que a porta se abra, revelando a imagem do Dr. Henry Roberts.


- Bom dia, Dr. Roberts. Desculpe-me incomodá-lo a essa hora, mas será que eu poderia entrar?


O homem sorri para Jenny, abrindo mais a porta para lhe dar passagem.


- Claro, Srta. Shepherd. Tivemos algum problema com o Diretor?


A jovem lhe retribui o sorriso, enquanto entra na sala do alojamento. O lugar não era muito grande, mas tirando os laboratórios, nada ali era. De qualquer forma, era muito melhor do que os dormitórios conjuntos em que a maioria dos civis viviam. Ao fundo a jovem nota a presença de Arthur, tomando seu café da manhã e lendo um livro.


- Não, não. Está tudo bem com o Diretor. Eu estou cuidando de tudo direitinho até o seu retorno. Na verdade, Dr. Roberts, o meu assunto é com o Arthur.


Henry faz uma cara de surpresa e ao mesmo tempo de curiosidade, olhando em seguida para a bancada da cozinha americana e falando mais alto que o normal para chamar a atenção do rapaz:


- Arthur, incrivelmente é para você... Venha, Srta. Shepherd! Junte-se a nós! Como pode ver, eu estava preparando o café da manhã pois pretendia ir até o laboratório dar uma conferida nos relatórios dessa semana.


Jenny segue o Dr. Roberts até a cozinha, meio sem jeito com a situação. Pretendia tomar seu café da manhã com Matt no alojamento mais tarde, como sempre costumava fazer, mas não poderia ser mal-educada com seu chefe.


- Sinto muito, chefe, mas acredito que o café da manhã terá que ficar para outra hora. Na verdade eu realmente só vim passar um recado do General.


Ela sorri novamente para o cientista, olhando em seguida para Arthur.


- Oi, Arthur! Fico feliz em saber que está se recuperando. Eu preciso ser rápida pois ainda tenho outras pessoas para contactar.


A jovem parecia meio sem saber como dar aquela notícia. Não era a primeira vez que o fazia, mas a presença do Dr. Roberts a deixava meio sem jeito. Afinal, ao seu ver para Arthur, sair de um corpo deficiente seria ótimo, mas para o cientista, ter que lidar com a perda do filho adotivo não seria encarado como algo bom. Engoliu em seco e continuou seu trabalho, afinal estava ali para isso. Depois, se necessário, ajudaria seu chefe como fosse possível.


- Bom, você foi convocado para uma reunião com o General Gleason e o Dr. Fitzsimmons às 8h, na ala central. Será na sala de reuniões do General. Por favor, tente não se atrasar. Se o senhor puder acompanhá-lo Dr. Roberts, creio que seria bom. Agora, eu tenho que ir. Obrigado pela recepção!


Sem mais demoras, Jenny caminha novamente até a porta, acompanhada pelo cientista. Agora sua expressão era mais de preocupação do que de cansaço como antes.


- Então Fitzsimmons resolveu enviá-lo mesmo após o acidente...


- É o que parece... Mas sabe, Dr. Roberts, talvez isso seja bom... para vocês dois.


A garota colocou a mão em seu ombro como forma de demonstrar seu apoio e respeito. Sentia-se solidária, uma vez que já passara por isso quando seu irmão fora enviado na última equipe. Sabia que para ambos os lados a separação era sempre difícil, até porque era uma viagem sem volta, pelo menos por enquanto. Respirou fundo, tentando evitar as lembranças de Adam.


- Eu preciso ir... Ainda tenho que recrutar os demais e avisar o Dr. Wolf da reunião. Nos vemos mais tarde, ok? E saiba que se o senhor precisar de algo, eu estarei aqui, mas por enquanto, vá passar um tempo com o seu garoto. Pode ser o último que terão juntos.


E com um abraço a jovem se despede, virando as costas e indo rumo ao elevador novamente. Agora deveria descer até a ala sul, onde ficavam os dormitórios. Com sorte ainda encontraria a próxima pessoa por lá, ou pelo menos assim esperava.
 
 
 
KRYSTAL HUNTER



ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 05:10 AM

Jenny atravessou boa parte da ala sul até chegar aos dormitórios. Segundo a ficha, Hunter ficava alojada no B-7, então dirigiu-se diretamente para lá. No caminho encontrou alguns rostos conhecidos se dirigindo ao refeitório, cumprimentando-os com um sorriso e com um aceno rápido de cabeça. Já se aproximava do local quando viu Hunter passar, indo rumo à academia. Embora nunca tivesse tipo contato com a garota, a cor de seus olhos inegavelmente entregavam sua identidade. Apressou-se em alcançá-la, entrando na pequena sala ainda vazia, exceto agora pela presença das duas.


- Oi! Você é Krystal Hunter, não é?


Jenny tentou sorrir enquanto tentava recuperar o ar, sua pele bastante rosada pelo esforço feito.


- Prazer, meu nome é Jenny Shepherd. Tenho um recado do General para você.


Embora Hunter parecesse não ser um tipo "de muitos amigos", Jenny estendeu a mão para cumprimentá-la, tentando ser simpática e educada. Após isso continuou:


- Bom, Hunter, você foi convocada para uma reunião com o General Gleason e o Dr. Fitzsimmons às 8h, na ala central. Será na sala de reuniões do General. Sei que provavelmente seu regimento a aguarda, mas deve dar tempo de avisar seu comandante... Eu acho.


Nesse momento a jovem olhou para o relógio em seu pulso, como se tentando calcular o tempo que Hunter gastaria para fazer uma série de exercícios e tomar um café no refeitório antes de passar no seu regimento e se encaminhar para a reunião.


- Sim, deve dar tempo... Por favor, tente não se atrasar, ok? O Dr. Fitzsimmons costuma não gostar de atrasos. Agora, eu tenho que ir. Ainda tenho algumas pessoas para convocar. Nos vemos mais tarde.


E com um aceno de cabeça a garota se virou e foi embora, pronta a contactar a próxima da lista.
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Krystal Hunter - Narração

Mensagem por Brujah Girl em Sex Mar 17, 2017 7:29 pm


Krystal se preparava para mais um dia na Zona Zero. Tinha o hábito de despertar cedo para que pudesse se exercitar antes de iniciar seu trabalho. Era importante manter seu corpo em constante evolução para poder estar preparada para qualquer eventualidade. A lembrança da morte de sua mãe, revisitada diariamente em seus pesadelos, era um alerta constante para essa necessidade. Não estaria despreparada quando chegasse o momento e os Liber8 pagariam caro pelo que fizeram.

Ela acabara de chegar na academia quando a chegada de uma jovem, que não tinha aspecto de quem iria malhar, chama sua atenção. Jenny Sheperd era seu nome e dizia ter um recado do General. Hunter retribuiu o cumprimento dela, apertando rapidamente sua mão:


– Sim, sou eu. Olá, srta. Shepherd!


Por hábito de hierarquia militar, ela usa um senhorita para a jovem, mas ignora retribuir o “prazer” porque não era do tipo simpática por natureza e, então, ouve o recado.


“Hum... uma reunião. Do que se trata? Será que é a respeito do Guerra, ou será que...?”


Alguns pensamentos passam brevemente em sua mente e, após Jenny terminar de falar tudo, ela responde-lhe:


– Não se preocupe, vou estar lá. Até mais, srta. Shepherd!


Hunter então observou a jovem se afastando e voltou para sua rotina. Fez uma hora de exercícios, como habitualmente fazia, e depois tomou seu banho e se arrumou. Seguiu então para o refeitório, onde comeu qualquer coisa rapidamente, e depois foi ao encontro do seu superior, a quem informou sobre a reunião que teria, solicitando permissão do mesmo. Obviamente aquilo era apenas uma formalidade visto que uma convocação do General não poderia ser ignorada. Por fim, tratou de seguir para o local indicado. Sabia que estava adiantada, pois ainda não eram oito horas, mas não importava, ficaria aguardando por ali até o momento do início da reunião.

Inúmeras coisas passavam por sua cabeça, desde lembranças do passado até expectativas em relação ao futuro. Provavelmente essas lembranças e pensamentos seriam seus companheiros até que o relógio marcasse 8h da manhã.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por Dwight Memphis em Sex Mar 17, 2017 11:59 pm


Ouço alguém falando o meu nome, embora não entenda o contexto, mas isso é o suficiente pra me fazer desviar os olhos do livro, até porque estava difícil me concentrar. Já estava tendo que ler duas vezes cada linha para entender o que dizia quando ouço Henry dizer que é para mim e convidar a pessoa para comer conosco. Olho para a recém-chegada com uma clara curiosidade no olhar. Já havia ouvido falar bastante da Jenny, um dos orgulhos de Henry, e até já a tinha visto algumas vezes antes do acidente.


- Olá, Jenny!


A cumprimento com um sorriso, acenando para que ela continue. Sua expressão corporal era a de alguém que estava com pressa, mas tinha algo mais, como se ela estivesse sem graça em dizer as suas próximas palavras. Embora eu já desconfiasse do porque ela estava ali para falar comigo, a confirmação de minhas suspeitas me deixaram sem palavras. Eu a olho sem realmente enxergá-la e apenas aceno com a cabeça, soltando um rápido agradecimento e, em seguida, me perdendo em meus pensamentos. Já imaginava que tinham me posto de lado depois do acidente, mas pelo jeito finalmente eu sairia dessa maldita cadeira.

Henry acompanha sua pupila até a porta e, após se despedir dela, me encara com uma expressão triste. Por um momento me sinto culpado com o fato de ir embora e abandoná-lo sozinho aqui. Embora ele seja a pessoa que me queria no programa, acreditava que era um orgulho para ele eu estar indo, ao mesmo tempo que era uma tristeza. O sorriso tristonho com olhos levemente marejados me revelavam que eu estava correto.

O engenheiro senta ao meu lado na mesa e começamos a conversar e trocar lembranças. Tentamos também resolver alguns enigmas, mas nenhum de nós dois está com cabeça para se concentrar nesse tipo de coisa. Ele me passa algumas últimas instruções de como eu deveria me portar e repassa algumas das coisas que achou que eu poderia ter esquecido ou ter deixado passar. Respondo tudo o que ele queria saber, provando o porquê de eu ter sido um dos escolhidos para tal missão.

Henry era uma pessoa bem metódica e jamais deixaria que eu me atrasasse para algo, principalmente com tal grau de importância. Faltava mais de 40 minutos para começar a reunião quando estávamos saindo em direção à ala central. Apesar da boa notícia, meu cansaço não estava me deixando no melhor dos humores e por isso, ao chegarmos, apenas me aproximo da porta e aguardo impacientemente pela chegada dos outros e o começo da reunião.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por mimacarfer em Sab Mar 18, 2017 1:59 am


LUCY DI 'ANGELO



ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 05:45 AM

O alojamento de Lucy não era muito distante do de Hunter, por isso Jenny foi direto para lá após deixar a academia, mas a mesma não se encontrava em sua cama.


"Droga, onde eu vou achar essa garota..."


Percorreu rapidamente o refeitório mais próximo, porém sem ter sucesso em sua busca. Faltava pouco para as seis horas e o local começava a lotar com as pessoas que acordavam para a habitual troca de turno. Parou um pouco para observar a ficha de Lucy, embora a mesma não dissesse muita coisa.


"Talvez seja melhor partir para a próxima."


Atravessou o corredor principal daquele andar rumo ao elevador que a levaria para as salas de engenharia quando, de repente, avistou Lucy deitada em uma das almofadas gigantes da sala de descanso. Em suas mãos a garota tinha um pequeno laptop e parecia bastante distraída em seus afazeres. Aproximou-se cautelosamente, tentando não assustá-la.


- Lucy Di'Angelo? Prazer, meu nome é Jenny Shepherd e tenho um recado do General para você.


Jenny esperou até perceber que a atenção da garota estava totalmente voltada para ela antes de prosseguir com seu recado.


- Bom, desculpe-me por incomodá-la a essa hora, afinal é bem cedo, mas você foi convocada para uma reunião com o General Gleason e o Dr. Fitzsimmons às 8h, na ala central. Será na sala de reuniões do General. Por favor, tente não se atrasar, ok? Agora, eu tenho que ir. Ainda tenho algumas pessoas para convocar. Nos vemos mais tarde.


E com um sorriso, despediu-se com um aceno de cabeça, virou as costas e saiu correndo rumo ao elevador que acabara de chegar.
 
 
 
AURORA COLLINS



ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 06:00 AM

A engenharia tinha todo um andar no topo da ala sul e era um lugar bastante conhecido de Jenny, uma vez que iniciara seus trabalhos lá antes de ser transferida para a equipe do Dr. Roberts junto ao Diretor. Ali, algumas das maiores invenções da Zona Zero haviam sido desenvolvidas, inclusive a tecnologia que agora era usada como base do projeto Travelers.

Aurora Collins, embora carregasse uma má fama devido à sua família, era uma pessoa bastante competente em seu trabalho e ambas já tinham tido alguns contatos rápidos nos anos anteriores. Dona de uma personalidade forte e marcante, Jenny não podia dizer que gostava dela, mas no minimo a respeitava devido ao seu talento com as máquinas.

Aproximou-se da porta que separava o escritório de mecânica da sala principal e, após três rápidas batidas, empurrou-a um pouco, mostrando seu rosto pelo pequeno vão.


- Bom dia, Aurora. Posso entrar?


Aguardou a permissão da outra engenheira e, após recebê-la, entrou na sala, ainda vazia, dirigindo-se até sua mesa enquanto passava seu recado.


- Sinto muito por incomodá-la logo no início do seu turno, mas tenho um recado do General para você. Haverá uma reunião com ele e o Dr. Fitzsimmons na ala central, mais exatamente em sua sala de reuniões, às 8h e gostaríamos de contar com a sua presença.


A jovem sorri e, após seu retorno se encaminha novamente para a porta.
 

- Obrigada! Agora, eu tenho que ir pois ainda tenho algumas pessoas para contactar. Nos vemos daqui a pouco na reunião.


E assim, Jenny sai, fechando a porta atrás de si. Agora faltava apenas passar no escritório do Dr. Wolf e na enfermaria para convocar Garen e, com sorte, ainda teria algum tempo para tomar seu café com Matt antes da reunião.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por J. Targaryen em Seg Mar 20, 2017 12:08 am


Acordo num susto e quando percebo, já estou no chão. Se não fosse por tantos pensamentos ruins que venho guardando, talvez eu conseguisse ter uma noite sem esses pesadelos horrendos e, quem sabe, acordar sem uma bola gigante e vermelha na testa.

Como se não bastasse minha vida parecer estar do avesso, Jenny vem me visitar. Outrem que me odeia e não deixa de demonstrar, talvez essa garota só não goste de mim, mas eu sinto mais que isso vindo dela, assim como de todos. Acho que toda essa paranoia cresce mais a cada dia.

Ao contrário do que todas as pessoas demonstram sentir por mim, eu tento mostrar que não tenho nada contra ninguém e que sou perfeitamente normal e semelhante a todos por aqui, principalmente por essa ala. Se as coisas não fossem desse jeito, Jenny e eu poderíamos ser amigas, e nada disso precisava acontecer.

Pelo menos hoje Jenny só veio me avisar sobre uma reunião com o general e o Dr. Fitzsimmons, que chegou da forma mais inesperada possível. Como eu já não tinha muito o que fazer hoje, talvez isso agite meu dia, mas espero que de um jeito bom. Enquanto a hora não chega, espero conseguir arrumar minha sala e ainda ter um tempinho pra tomar um café. Sinto que vou precisar disso pra continuar o dia.
H. Targaryen
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por H. Targaryen em Seg Mar 20, 2017 1:07 am


“Um dia produtivo é aquele em que o trabalho começa cedo”, era o que meu pai sempre dizia. Antes mesmo de o relógio marcar quatro horas da manhã, eu já havia saído do banho e tentava escolher entre uma regata com estampa militar e um cropped branco. Talvez eu não tenha absorvido a mensagem tão bem assim, mas considero escolher minha roupa uma parte muito importante do dia.

Com meu notebook em mãos e o cropped escolhido no corpo, começo a caminhar pelos corredores da Zona Zero, fazendo minha pesquisa diária. Como de costume, tentava ler de tudo, desde curtos fatos interessantes sobre os artistas musicais de 2000 até um texto de dezessete páginas sobre os avanços científicos durante a Primeira Guerra Mundial. A maioria das pessoas teria que ler coisas como essas pelo menos três vezes antes de conseguir absorver uma quantidade razoável de informações, mas a minha memória nunca me falha, é como um banco de dados dentro da minha cabeça.

Ainda estava distraída com as fotos do incrível vestido de carne de Lady Gaga quando Jenny Shepherd me aborda calmamente, dizendo que o General tinha um recado para mim. Meu coração começa a bater tão rápido que conseguia senti-lo tentando pular pela minha boca. Tinha certeza, a hora havia chegado. Havia sido convidada para uma reunião com Dr. Fitzsimmons.

Todo meu treinamento, todas as horas em frente a telas de computador tinham sido gastas para quando esse momento chegasse.


- Sim, obrigada. Estarei lá.


Tento não me deixar levar pelas emoções, volto para o meu quarto correndo e tomo outro banho frio. Planejava passar as próximas duas horas tentando compilar um projeto que estava desenvolvendo nas últimas semanas, similar a um USB Killer. Não tinha planos para chegar ao fim do programa em tão pouco tempo, mas é assim que eu ocupo minha mente.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por mimacarfer em Ter Mar 21, 2017 3:06 pm


GAREN EVERETT



ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 06:45 AM

A visita ao escritório do Dr. Wolf foi bastante rápida, uma vez que o mesmo não se encontrava. Anotou rapidamente um bilhete em um pedaço de papel e colocou-o no pequeno alojamento de acrílico onde eram colocados os relatórios e as correspondências, ao lado da porta. Em seguida, voltou para o elevador, dirigindo-se para a área dos ambulatórios. Provavelmente, segundo seus cálculos, encontraria o Dr. Everett por lá.

Atravessou o longo corredor que separava o atendimento das outras salas onde os doentes e feridos se encontravam, digitando sua senha no painel eletrônico antes de entrar no local. Por serem diretamente conectados com o túnel que levava à descontaminação e ao mundo exterior, a área tinha recebido uma maior segurança desde o ataque da Liber8 anos atrás.

Lá dentro, Matt passava alguns prontuários para o Dr. Everett, enquanto o mesmo parecia examinar Gus. Para alegria de Jenny o amigo não parecia ferido, fora alguns arranhões. Aproximou-se dos três, tomando cuidado para não interrompê-los.


- Incomodo?


A garota sorriu, enquanto Matt largava os prontuários sobre a mesa mais próxima e a cumprimentava com um beijo.


- Você nunca incomoda, meu amor.


Jenny não pode deixar de perceber o quanto o médico parecia bastante cansado. Acariciou seu rosto rapidamente, voltando sua atenção para os demais.


- Bom dia, Dr. Everett! Bom dia, Gus! Fico feliz em ver que não foi dessa vez que te derrubaram.


Ela sorriu para Gus, aproximando-se e dando-lhe um beijo na bochecha, o que ele se apressou em limpar, enquanto criticava a garota em tom de brincadeira.


- Pelo amor de Deus, Jenny. Pare com isso… Guarde todo esse afeto para o Matt. O que vão pensar de mim se virem uma cena dessas?


Jenny e Matt riem da situação e do comportamento de Gus.


- Com certeza que você tem uma amiga muito feliz pelo seu retorno. Mas, eu não vim aqui apenas para lhe ver e roubar meu namorado para um café da manhã antes da chegada do “todo poderoso”. Dr. Everett, eu tenho um recado do General para você. Na verdade, acredito que seja para vocês três.


Jenny faz uma longa pausa, ponderando se realmente estaria certa no que acabara de dizer, porém ao constatar que provavelmente sim, continua.


- Haverá uma reunião com o General e o Dr. Fitzsimmons na ala central, mais exatamente em sua sala de reuniões, às 8h e devemos agraciá-los com nossa presença.


Matt e Gus a olham com certa curiosidade, enquanto Gus a questiona:


- Você sabe do que se trata?


- Sei, mas infelizmente vocês três terão que aguardar que o General revele o motivo da reunião. Até lá, o máximo que posso dizer é que não devem se atrasar. O Dr. Fitzsimmons odeia atrasos. Mas bem, eu estou faminta. Podemos ir tomar aquele café agora, Dr. Campbell?


A jovem se vira para o namorado, fazendo uma cara de “por favor”, fazendo-o rir.


- Como eu poderia dizer não para você, Srta. Shepherd. Eu já terminei de passar tudo ao Garen mesmo e o Gus, assim que terminar de ser examinado novamente, receberá alta e poderá se juntar a nós no refeitório se quiser.


O médico olha para o amigo e para Garen e, com um aceno de cabeça se despede de ambos, indo até sua mesa, retirando o jaleco branco e colocando-o sobre o encosto de sua cadeira.


- Até mais tarde.


E após Jenny se despedir também, a abraça, indo com ela rumo ao refeitório.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por Exalted em Ter Mar 21, 2017 5:06 pm


Garen ouve atentamente o Dr. Campbell enquanto olha os prontuários página por página. Ao fim de cada um, ele questiona o outro médico, nada que ele já não soubesse, sua intenção era apenas irritá-lo sempre que possível. O último dos prontuários é de Gus Baker, o "soldado":


- Campbell, ele estava em missão externa?


O médico responde que sim, mas que o mesmo já havia apresentado melhora desde que dera entrada, até porque a maioria dos ferimentos era superficial. Eles, então, se dirigem ao ambulatório onde Gus está e Garen passa a examiná-lo enquanto ouve o relatório, que é interrompido pela chegada de Jenny. Como ela se dirige ao outro médico, Garen pega o prontuário de Gus e continua a folhear.

Ele responde ao "bom dia" com um breve aceno de cabeça e esboça um sorriso sem graça. Ela é muito informal no tratamento com Matt e Gus, e Garen não se sente muito à vontade com o comportamento dela, mas tenta não demonstrar, fingindo um leve sorriso quando todos estão rindo alegremente da situação.

Ela retorna à expressão séria e os informa sobre a reunião com o General, se retirando com Matt poucos segundos depois. Quando termina de examinar os ferimentos e trocar alguns curativos de Gus, Garen apresenta ao paciente seu relatório de alta.


- Seus exames estão normais e os ferimentos são todos superfíciais, exceto pelo corte no braço esquerdo. Apenas evite forçá-lo durante a próxima semana e estará tudo bem.


Gus ouve com satisfação as palavras do médico, perguntando em seguida se já poderia ir embora.


- Sim, você já está liberado. Venha apenas trocar os curativos uma vez por dia.


Garen então retorna à sua ronda e, após verificar todos os pacientes, olha no relógio, que marca 7h40. Não vai ter tempo para o café da manhã, sequer de trocar de roupa.


"Da última vez que me atrasei o General fez questão de me criticar em frente a todos, ele não entende que todos temos obrigações aqui."


Ele caminha a passos rápidos em direção à sala de reuniões e, chegando lá, não encontra mais ninguém do lado de fora. Ele então entra imediatamente na sala, procurando um lugar vazio pra se sentar.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por mimacarfer em Sex Mar 24, 2017 2:59 am


TODOS



ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 07:55 AM

O ponteiro acabara de marcar 07h55 quando o General Gleason surgiu no corredor da sala de reuniões. Ao seu lado, Fitzsimmons caminhava apressado, segurando uma pasta preta e um pequeno tablet. Os dois se aproximaram da porta onde algumas pessoas já aguardavam o início da reunião. Fitzsimmons deu um leve sorriso de contentamento, cumprimentando rapidamente Arthur e Krystal e, em seguida, indo conversar com o Dr. Roberts enquanto o General digitava sua senha no painel eletrônico e abria a porta para que todos entrassem.


- Pelo visto, vejo que o seu garoto se recuperou muito bem do acidente.


Henry responde que sim e já ia continuar sua resposta quando o General o interrompe:


- Bom dia a todos! Por favor, entrem e se acomodem. Começaremos em alguns minutos.


Em seguida ele se encaminha para uma cadeira mais alta na mesa redonda, como que marcando seu território para aqueles que ainda não o conheciam. Nesse momento, Jenny, Matt e Gus chegam com uma garrafa pequena de café e algumas cestas de pãezinhos e biscoitos caseiros, provavelmente retirados do refeitório durante o café da manhã.


- Bom dia a todos! Bom dia, General! Achamos que alguém poderia não ter tomado café a tempo e, como imaginamos que nem o senhor, nem o Dr. Fitzsimmons, gostariam de ver as pessoas desmaiando pelos cantos durante a discussão de um assunto tão importante, trouxemos um pequeno lanchinho.


A jovem sorri para o capitão, que lhe retribui imediatamente com um agradecimento. Em seguida, se encaminha para uma mesa de apoio próxima à porta de entrada, ajeitando tudo rapidamente em seus lugares.


- Está aqui. Fiquem à vontade!


Novamente sorrindo, ela se junta aos demais na mesa, mas não sem antes ir até Fitzsimmons e entregar as fichas dos candidatos que havia pegado mais cedo, o que ele educadamente agradece, elogiando-a pelo maravilhoso trabalho de ter conseguido comunicar a todos.

Enquanto isso, na porta surge um senhor bem mais velho que os demais presentes, que parecia com um pouco de dificuldades para respirar. Matt corre para ajudá-lo:


- Você está bem? Precisa de ajuda Dr. Wolf?


- Oras, achei que estava atrasado e vocês ainda nem começaram... Mas não se incomode, meu jovem. Em breve o ar volta aos meus pulmões… Só preciso me sentar um pouco.


Matt assente com a cabeça, ajudando-o a encontrar um lugar na mesa, e vai pegar um pouco de água para o homem, voltando rapidamente e tomando novamente o seu lugar. Nesse momento o General, vendo que a confusão acabara e que a maioria já estava acomodada, se levanta e começa a falar enquanto analisa a situação.


- Bom, ainda estão faltando algumas pessoas, mas não iremos esperá-las. Todos sabem o quanto eu e Fitzsimmons odiamos atrasos e provavelmente foram orientados a evitá-los.


O homem faz uma rápida pausa enquanto olha para Jenny, que lhe confirma com a cabeça. Em seguida continua:


- Como vocês sabem, todos estão aqui por um motivo. Aqueles que receberam o comunicado da Srta. Shepherd essa manhã em algum momento de suas vidas resolveram se alistar no Projeto Travelers, comandado pelo Dr. Fitzsimmons aqui presente, e, agora, finalmente estão sendo convocados. Hoje, até o fim do dia, vocês partirão para o ano de 2017, deixando absolutamente tudo para trás. E como vocês devem saber, até o momento, este é um caminho sem volta, então se alguém tem alguma dúvida em relação a isso e deseja desistir, essa é a hora de se manifestar. Caso contrário, vamos prosseguir.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por Exalted em Sex Mar 24, 2017 4:55 pm


Garen entra na sala tentando maneirar sua respiração para não notarem que correu pelos corredores. Quando Gleason termina a frase ele prontamente diz:


- Me perdoem pelo atraso.


Ele se senta na cadeira mais distante do General, evitando olhá-lo nos olhos pois sabe que sua expressão não vai ser muito amigável.


- Não poderia deixar a ala médica antes de me certificar sobre o estado de todos os pacientes.


Ele diz estas palavras olhando fixamente para a mesa a sua frente, sem se voltar para qualquer um dos presentes na reunião. Garen não é muito bom para lidar com pessoas, principalmente com muitas ao mesmo tempo. Ele sente seu rosto ruborizar e procura por um copo de água imediatamente.


"Como está quente aqui..."


Em seguida tenta esquecer o que acabara de acontecer, se perdendo em seus pensamentos.


"O General não está perguntando se temos dúvidas. Isso é mera formalidade pelo visto. Sabemos tudo o que está em jogo aqui... Eu pelo menos sei o que e quem estou deixando, e não tenho lugar para dúvidas aqui."
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por H. Targaryen em Dom Mar 26, 2017 10:55 pm


Após a tentativa falha de ocupar minha mente com a programação de um vírus, ainda cerca de meia hora antes do horário combinado, já havia pensado em mais de cinquenta modos de me apresentar formalmente ao General Gleason, sendo uma delas um breve Aloha seguido de um colar de flores sendo entregue como presente.


"Dr. Fitzsimmons já teve ansiedade, certo? Ouvi isso em algum lugar..."


Quase certa de que havia acabado de criar um rumor imaginário para diminuir minha preocupação, resolvo sair cedo, pois não terei o que imaginar quando tudo estiver acontecendo. Levo alguns ansiolíticos comigo, só por precaução.

Como esperado, acabo sendo a primeira pessoa a chegar para a reunião. Ainda tendo que esperar por quinze minutos, engulo duas pílulas e aguardo pacientemente, ouvindo Lana Del Rey. Depois do tempo virar algo abstrato em minha mente, outras pessoas finalmente começam a chegar, seguidas de Gleason e Fitzsimmons, com o primeiro rapidamente digitando uma senha e abrindo uma das únicas portas da Zona Zero que não havia conseguido descriptografar.


"Menos de cinco segundos para resolver um enigma que carrego comigo desde os onze anos."


Me servindo de um biscoito, sento na primeira cadeira que meus olhos encontram, ouvindo todas as palavras do General com cuidado. Ele começa a falar sobre o projeto Travelers e no fim de seu discurso, pergunta se alguém gostaria de desistir. Não tenho nada a perder, tudo que fiz durante minha adolescência serviu para que esse momento se tornasse realidade tão cedo em minha vida. Me mantenho calada, com um sorriso no rosto que simplesmente não conseguia disfarçar.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por Dwight Memphis em Seg Mar 27, 2017 7:39 am


Minha respiração dá uma leve falhada quando vejo o General acompanhado pelo Dr. Fitzsimmons. Estou animado, mas o nervosismo me ataca uma vez que o projeto é arriscado. Se errassem as coordenadas mesmo que por um grau, seria o fim. O historiador me cumprimenta e só então eu percebo que tem mais pessoas esperando a reunião conosco. Estava tão perdido em pensamentos que não notei o que acontecia ao meu redor. Começo a repensar se eu não deveria ter dormido pelo menos um pouco mais.

Entramos na sala de reuniões do General e Henry retira uma cadeira da mesa, deixando um espaço vago para que eu pudesse estacionar a minha, sentando-se ao meu lado enquanto escondo um bocejo que vem sem ser convidado. Espero que ele tenha passado despercebido pois não seria a melhor das primeiras impressões. Como eu já tinha comido, ignoro a comida trazida por Jenny pois, de qualquer forma, a ansiedade não deixaria nada descer.

Sorrio quando o Dr. Wolf entra e me obrigo a ignorar qualquer coisa que fosse prejudicial, uma vez que tinha que estar 100% atento. Me endireito na cadeira, pensando que eu estava na presença de uma parcela das pessoas mais importantes e respeitadas da Zona Zero. Quando o General começa a falar eu olho para todos os presentes na sala, tentando descobrir que tipo de pessoas iriam me acompanhar na missão. Analiso principalmente a reação de cada um quando o General fala sobre desistir pois não queria ver nenhum sinal de relutância na expressão deles. Precisávamos de pessoas determinadas para onde estávamos indo e uma hesitação poderia comprometer a missão inteira. Embora eu tivesse minhas dúvidas quanto a deixar o Henry sozinho, eu não vacilaria por um segundo qualquer, a expressão em meu rosto é de pura determinação. Olho para Henry e vejo que ele me encara, e me pergunto se ele me conhece o suficiente para saber que eu não estou tão confiante quanto aparento.
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Mensagem por Brujah Girl em Seg Mar 27, 2017 11:38 am


Krystal aguardava pacientemente quando nota a chegada de dois homens, um deles em uma cadeira de rodas. Nenhum dos dois cumprimenta-a, de forma que ela também não faz questão de tentar ser educada. Krystal pensa que eles conseguiam ser ainda mais mal educados do que ela, afinal, se chegasse num local onde já houvessem outras pessoas, sabia que pelo menos deveria dar um meneio de cabeça para elas se não quisesse se dar ao trabalho de abrir a boca.


“Whatever... pra mim tanto faz...”


Finalmente outros chegam, o dr. Fitzsimmons e o próprio General. Krystal retribui o cumprimento do doutor e presta continência ao General.

O grupo é convidado a entrar e se acomodar, coisa que Krystal faz rapidamente. Ela observa o ambiente e depois repara na chegada de Jenny com outros dois homens, dispensando o café e o biscoito que a jovem oferecia, pois já havia comido o suficiente pela manhã. Ela era bastante sorridente e simpática, o completo oposto de Krystal.

Mais um doutor chega na sala e por fim o General começa a falar, revelando o propósito já aguardado daquela reunião. A revelação de que retornariam ao passado, mais precisamente ao ano de 2017 e que tudo ficaria para trás era de certa forma uma surpresa. Claro que quando se alistou contava que um dia isso pudesse acontecer, mas sabe aquelas coisas que você pensa que nunca vão acontecer? Bem, talvez isso fosse uma delas.

O que ela tinha a perder? Tudo e nada ao mesmo tempo. As coisas mais importantes de sua vida já tinha perdido, mas voltar no tempo e recomeçar uma vida completamente diferente, era um novo e absolutamente desconhecido terreno. Talvez a maior missão de sua vida. Assim, em silêncio, ela aguarda pelo prosseguimento da reunião, afinal não tinha ido tão longe para agora querer voltar atrás e não imaginava que nenhum do grupo fosse fazer isso. Seu olhar passeia por cada um dos que agora sabia que seriam seus acompanhantes naquela missão e do atrasado que tinha chegado e aparentemente era um médico. Pelo visto logo iriam se conhecer e, por mais que Krystal detestasse aquilo, não havia como fugir desta etapa... Ao menos seria bom para avaliar cada um dos seus futuros companheiros de unidade, ou assim esperava.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por mimacarfer em Qua Mar 29, 2017 3:24 am


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ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 08:10 AM

Enquanto fala, o General avalia a reação de cada um dos selecionados pelo Dr. Fitzsimmons. Embora ainda faltassem a Srta. Collins e o Dr. Everett, sabia que nenhum deles desistiria devido aos motivos que os levaram a se alistar no projeto. No fim, aquilo tudo não passava de mera formalidade.

Quando conclui a primeira etapa, um apressado rapaz entra na sala pedindo perdão pelo atraso enquanto tenta rapidamente tomar um lugar à mesa de reuniões sem chamar muita atenção. O General apenas o olha seriamente e volta a falar:


- Uma das coisas mais importantes desse projeto é o comprometimento de vocês. Atrasos como o do Dr. Garen, aqui presente, e até mesmo o da Srta. Collins que provavelmente aparecerá em alguns minutos por aquela porta, podem significar o fracasso da missão de vocês ou até mesmo a morte de um membro da equipe. Antes de prosseguirmos, gostaria de lembrá-los o quanto cada membro dessa equipe é importante passando a palavra ao Dr. Fitzsimmons.


Em seguida, o General se senta e é Fitzsimmons quem se levanta e começa a falar. O historiador, embora não seja uma das pessoas mais sociáveis do lugar, sorri timidamente para Lucy ao perceber sua satisfação por estar ali.


- Todos vocês foram selecionados por suas habilidades. Cada um aqui tem um dom único e de fundamental importância para a missão da equipe. Além disso, cada um de vocês terá também uma missão individual a ser cumprida.


Fitzsimmons pega a pasta preta que carregava anteriormente e retira de lá cinco envelopes pequenos e algumas folhas de papel. Em seguida caminha em volta da mesa, indo até Lucy, Krystal, Arthur e Garen, colocando um envelope e três folhas à frente de cada um e depois deixando o restante no lugar ainda vago à mesa. Cada envelope estava selado e continha uma etiqueta branca com o nome dos candidatos impresso do lado de fora. Além disso, aparentemente cada folha deixada continha uma ficha impressa e uma foto, presa através de um clips ao seu arquivo.


- Sei que no momento vocês devem estar curiosos, mas por favor deixem para abrir esse envelope mais tarde. Vocês terão algum tempo para isso antes da partida já que não terão que organizar malas e coisas do tipo. Após isso, peço que sejam criativos ao destruírem o papel que encontrarão aí dentro. Fora vocês, eu, o Diretor e mais algumas pessoas nessa sala como o Dr. Wolf e o General Gleason, ninguém mais está autorizado a saber qual é a missão até que vocês já estejam no hospedeiro.


O historiador para por um tempo, tentando verificar se todos estavam acompanhando.


- Além disso, cada um de vocês está recebendo três fichas de hospedeiros. Vocês terão até o momento da partida para escolher um dos perfis e decorar o seu número. Esse número deverá ser comunicado para a Srta. Shepherd e para o Dr. Roberts até o fim da tarde para o ajuste das coordenadas.


Nesse momento, Jenny interrompe Fitzsimmons rapidamente:


- Esse número, como alguns devem saber está ligado ao Diretor e é através dele que ele saberá quem são vocês e onde estão, além de fazer as outras coisas que ele faz como calcular todas as variáveis de causa e efeito de cada ação que vocês fizerem no passado.


Henry sorri, orgulhoso de sua pupila e também entra no assunto:


- Exatamente! Aliás, desculpem por me intrometer sem uma devida apresentação. Para aqueles que não me conhecem, eu sou o Dr. Henry Roberts, responsável pela equipe de engenharia que trabalha na manutenção do Diretor e chefe da Srta. Shepherd. Bom, acho que vale também deixar claro aqui que é através desse número que vocês se corresponderão através da deep web. A partir do momento em que estiverem no hospedeiro escolhido vocês deverão confirmar sua chegada e, a partir disso, arrumarem um endereço para se encontrarem e começar a trabalhar na missão.


Fitzsimmons retorna o assunto, interrompendo Henry.


- E cada passo dado também deve ser reportado através da Srta. Lucy, aqui a minha frente.


Ele aponta para a jovem e continua:


- Ela será a pessoa mais apta a ajudá-los a conseguir o que desejarem através da deep web, além de ser a pessoa que deterá toda a informação que precisarem sobre o passado e reportar todos os sucessos e fracassos de vocês. Digamos que ela será um apoio importante para a equipe. Alguma dúvida até o momento? Aliás, Srta. Di'Angelo, poderia se apresentar a todos e falar um pouco sobre suas habilidades?
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por J. Targaryen em Qua Mar 29, 2017 10:27 pm


“Eu sabia que não devia ter inventado de ir tomar café. Eu que sou sempre tão pontual, logo hoje, simplesmente o dia mais importante da minha vida, me atraso para a reunião que vai mudar tudo... O que será que o General vai pensar de mim agora? E ainda tem os outros 4 integrantes do grupo.... Eu esperava tanto que fôssemos amigos, espero não ter estragado isso“, penso enquanto ando depressa em direção a sala de reuniões.

Quanto mais passos dou, mais minha perna fica bamba. Acho que estou mais ansiosa do que devia, mas talvez com razão. Hoje é o dia em que eu vou entrar para a história, que vou poder mudá-la e que o mundo vai me reconhecer. Nada pode dar errado agora, nada.

No meio do caminho acabo me perdendo em meio a tantos corredores, nunca reparei em como isso aqui é grande e complexo. Em algum momento, vejo uma sala ao longe com a porta aberta, por onde eu posso ver pessoas sentadas à mesa. Consigo sentir meus batimentos acelerando. Engulo em seco. “É agora“, penso.

Irrompo na sala sem nem pensar, olho diretamente para o General e peço-lhe desculpas com o olhar, pois parece que entrei no meio de alguma frase importante. Sento-me à mesa rapidamente enquanto alguém me aponta um envelope que percebo ter o meu nome. Observo cada um dos presentes, nos mínimos detalhes, um mais diferente que o outro... Posso até adivinhar o que cada um ali representa. Desvio meus pensamentos subitamente e olho para onde todos estão prestando atenção, enquanto a garota falava.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por H. Targaryen em Qui Mar 30, 2017 11:34 pm


Enquanto tentava não deixar nenhum detalhe da discussão escapar de minha mente, ouço meu nome sendo chamado e percebo que o Dr. Fitzsimmons havia acabado de me apresentar ao grupo, pedindo para que eu falasse mais sobre minhas habilidades. Consigo sentir meu rosto esquentando, não queria parecer menos séria que outras pessoas por ali, costumava lidar muito bem com pessoas, me classificaria até como simpática. Mas Arthur era o homem que meu pai idolatrava, que meu pai havia passado cada segundo de sua vida tentando alcançar, até morrer para protege-lo. Um breve suspiro afasta todos os pensamentos de minha cabeça. Me levanto da cadeira e começo a falar.


- Obrigado, Dr. Fitzsimmons, meu nome é Lucy Di'Angelo, mas... vocês já sabiam disso e... enfim...


Antes mesmo de começar a discursar, uma outra menina entra na sala. Espero ela se sentar e repito meu nome mais uma vez, para que ela possa se lembrar de mim, já que minha memória fotográfica provavelmente irá garantir uma linha em branco na minha mente para cada um dos nomes aqui presentes.


“Não fode, Lucy.”


Limpo minha garganta e continuo a falar, tentando ignorar a interrupção.


- Sim, eu sei que sou praticamente uma adolescente, mas eu batalhei bastante para estar aqui nessa sala hoje. Terei prazer em ajuda-los em toda e qualquer situação. Tenho treinamento raso em luta, mas me orgulho de meus conhecimentos em história e informática. Posso te esclarecer fatos de antes mesmo do nascimento da palavra “pensar”, e consigo programar um aplicativo para fazer seu processador tentar tantas funções que irá forçá-lo a queimar ou formatar o seu notebook para uma versão mais recente... É uma piada, eu provavelmente não consigo fazer nenhuma das coisas que acabei de citar... Quer dizer, talvez eu formate seu computador, mas demoraria um tempinho. Em suma, posso não ser a mente mais genial desse grupo e claramente não sou a mais madura, porém podem ter certeza que irei me esforçar para mudar minha preocupação de "socorro, que penteado combina mais com essa maquiagem" para "tenho que ajudar minha equipe", ou algo assim.


Após minha tentativa completamente falha de não me portar menos seriamente que outras pessoas naquela sala, volto a me sentar com um sorriso desajeitado estampado em meu rosto.
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Krystal Hunter - Narração

Mensagem por Brujah Girl em Sex Mar 31, 2017 7:53 pm


Krystal ouvia a sequência da reunião. Estava mais preocupada com a parte prática, aquela que realmente trazia adrenalina, mas compreendia que o planejamento era parte imprescindível de qualquer missão, e a julgar a importância que esta teria, já começava a calcular quanto tempo sua bunda teria que ficar plantada naquela cadeira.

Quando o Dr. Fitzsimmons fala que cada um teria também uma missão individual ela se questiona se haveria alguma possibilidade de ser a respeito do Guerra, claro, supondo que ela fosse parar no mesmo lugar do mundo para onde Guerra tinha sido enviado.

O envelope com as fichas é disposto na mesa diante dela e dos outros, e as palavras do doutor aguçam sua curiosidade. Poderia escolher entre três pessoas? Ou melhor, entre três hospedeiros? Teria apenas algumas horas para olhar para três possíveis hospedeiros e determinar qual deles escolheria. Achava pouco tempo. Como seria capaz de se transformar em uma outra pessoa com tão pouco tempo para “absorver” informações? Seria esse o procedimento normal destes grupos que seguiam para estas missões ou alguma emergência tinha acontecido para que eles tivessem que partir com tanta pressa?

Ela pega as folhas das fichas e olha para as fotos das pessoas enquanto continuava ouvindo Fitzsimmons que é interrompido por um tal de Dr. Roberts e a última frase dele faz Krystal se questionar até que ponto aquela missão estava bem planejada.


“Como assim arrumarmos um endereço para nos encontrarmos? Não era suposto que já houvesse um ponto de encontro pré-determinado?”


Fitzsimmons volta a falar informando sobre o banco de dados ambulante do grupo e pelo visto, uma espécie de monitora, já que teriam que reportar para ela sobre tudo. Qual não é a surpresa de Hunter ao olhar com mais atenção para a jovem e ficar com a impressão que ela mal havia saído das fraldas, mas quando ela solta o último comentário é que Hunter quase revira os olhos e se segura para não demonstrar insatisfação.


“Mas que porra é essa? É sério que essa Barbie falou isso? Penteado e maquiagem?! Deve ter alguma coisa errada aqui... só pode.”


Ainda bem que depois daquela pérola a garota sentou. A primeira impressão que ficou da Barbie não foi nada boa, mas esperava que ela fosse apenas péssima com as palavras e boa naquilo que deveria fazer, afinal tinha uma responsabilidade muito grande nas mãos.

Aguardava pelo prosseguimento, já tendo visto as fotos dos possíveis hospedeiros e dado uma analisada rápida em algumas informações dos mesmos.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por mimacarfer em Dom Abr 02, 2017 2:12 am


TODOS



ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 08:22 AM

Fitzsimmons se mantêm em pé olhando para Lucy enquanto a jovem se apresenta, porém ela mal acabara de começar sua fala quando Aurora entra na sala apressada.


- Bom, vejo que a nossa última convidada finalmente chegou. Seja bem-vinda, Srta Collins.


O cientista dá um sorriso um tanto quanto irônico para Aurora, aguardando que ela se sente e Lucy prossiga sua fala. Enquanto isso, de seu lugar o General observa o relógio para verificar o tempo de atraso da cientista, após a mesma lhe pedir desculpas através de um olhar, sentando-se em seguida na única cadeira vaga à mesa. Ao seu lado, o Dr. Wolf se apressa e lhe mostra o envelope preto enquanto susurra e aponta discretamente para Fitzsimmons com a cabeça:


- Não abra-o ainda. Ordens do “chefe” ali.


Ao perceber que Aurora já havia se sentado, Lucy volta a falar, ignorando a interrupção e fazendo sua apresentação. Fitzsimmons aguarda ela terminar e voltar a se sentar, sua cabeça tentando associar todas as informações. Ela teria realmente falado sobre preocupações com penteados e maquiagens? Balançou a cabeça discretamente, como que tentando afastar aqueles pensamentos. Precisava confiar na sua escolha para aquela missão, afinal a garota já havia se mostrado brilhante anteriormente e ele devia sua vida ao seu pai. Olhou rapidamente para o General, voltando a falar novamente:


- Como vocês até agora não tem dúvidas, passarei a palavra ao Dr. Wolf para que ele fale sobre os protocolos do nosso projeto. Dr. Wolf, por favor, queira se apresentar.


O cientista sentou-se, enquanto Dr. Wolf levantava-se da cadeira e começava sua parte da apresentação:


- Bom dia a todos. Acredito que todos aqui já me conheçam ou já tenham ouvido falar de mim pelo menos uma vez nessa breve vida, afinal eu sou um dos anciões deste lugar, e por isso serei direto, afinal não temos muito tempo a perder.


O velho para por um tempo, tentando tomar um pouco de ar enquanto pega o copo de água que Matt havia lhe entregado em sua desastrosa chegada e dá um pequeno gole. A seguir, pega um pequeno controle e, apenas com um clique, começa a projetar uma pequena lista no painel branco próximo a ele e ao General.


- O Projeto Travelers possui seis protocolos que devem ser seguidos a risca enquanto vocês estiverem no corpo de um dos hospedeiros pré-selecionados para cada um de vocês. O primeiro deles é que a missão vem sempre em primeiro lugar. Independente do que venha a acontecer enquanto vocês estiverem no passado, vocês devem manter o foco e continuar seguindo com a missão que lhes foi passada. Não temos muitas formas de comunicação, além de enviar mensagens através de crianças, já que a mente das mesmas é mais flexível do que a de adultos e portanto elas não precisam estar mortas para nos receber, mas isso é um processo complexo, logo, dificilmente alguma coisa alterará o que lhes foi passado.


O cientista parou novamente, avaliando a reação de todos, mas, achando que tudo até ali parecia bastante óbvio, continuou:


- O segundo protocolo é ainda mais simples: nunca estrague seu disfarce. Não sabemos até quando teremos tecnologia suficiente do outro lado para trazê-los de volta ou se isso será possível já que uma leve alteração no tempo-espaço pode fazer com que vocês nem mesmo venham a existir em tempos atuais, logo, a partir do momento que vocês assumirem o hospedeiro escolhido devem seguir normalmente com a vida dele de forma a estarem seguros para praticarem suas missões.


Dessa vez ele olhou rapidamente para o Dr. Roberts, como se vendo se ele tinha algo a complementar sobre o assunto e prosseguiu novamente:


- O terceiro protocolo diz que nenhum de vocês deve tirar ou salvar uma vida, a menos que lhe seja ordenado. Só o fato de vocês serem enviados para o passado já altera muita coisa relativa ao futuro e não podemos nos dar ao luxo de vocês por algum motivo interferirem nos acontecimentos mais do que o planejado pelo Diretor. O que nos leva inclusive ao nosso quarto protocolo: não se reproduza. Acredito que não preciso explicar os motivos para isso, ou preciso?


O velho estrategista dá um leve sorriso e prossegue novamente:


- O quinto protocolo é complementar ao segundo como vocês podem ver. Na falta de ordens, mantenha a vida do hospedeiro. Caso a missão de vocês seja finalizada e nada aconteça, vocês devem manter o segredo da identidade do hospedeiro até que a gente dê um jeito de entrar em contato com o líder de vocês, que no caso será o Sr. Davies, o rapaz na cadeira de rodas, ou algum outro membro da equipe. E por último, e não menos importante, o sexto protocolo determina que vocês não entrem em contato com outra equipe a menos que seja uma emergência. É claro que alguns de vocês podem vir a se encontrar, inclusive devido às missões que receberão, mas, fora isso, evitem. Não queremos que nenhum de vocês atrapalhem uns aos outros. Além disso, que fique claro que o futuro deve ficar no passado de vocês, assim como amigos, famíliares e o que mais possa importar por aqui. Vocês a partir de agora são recrutas e tem nas mãos a maior missão da vida de vocês: salvar a vida de milhões de pessoas que morreram na queda dos asteróides. Nenhum de vocês está indo para 2017 a passeio. Por enquanto é só.


Marcus toma mais um gole de água e passa a palavra novamente a Fitzsimmons, que rapidamente se levanta e volta a falar:


- Bom, como o nosso objetivo aqui é apenas oferecer uma ideia geral do que vocês encontrarão pela frente, a lista com os seis protocolos do Projeto também está dentro do envelope que lhes foi entregue. Antes que a gente se encaminhe para o fechamento dessa reunião, para que vocês possam se preparar, gostaria de pedir ao Sr. Davies que se apresente, afinal, como o Dr. Wolf acaba de lhes informar, ele foi selecionado para liderar a equipe durante essa missão. Sr. Davies, por favor, apresente-se para sua equipe.





OFF - CLAIRE FAITH: A ação referente ao conteúdo das fichas entregues à Hunter será enviada separadamente via MP.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por Dwight Memphis em Seg Abr 03, 2017 1:25 am


Olho para as pessoas de minha equipe com um pouco de desapontamento. Uma era praticamente uma criança e fez uma piada em uma reunião séria como esta, pelo menos eu espero que tenha sido uma piada; dois outros chegaram atrasados, sendo que a segunda nem se deu ao trabalho de se justificar e o outro era um médico. Não o condeno por ter se atrasado devido ao motivo pelo qual o fez, ele apenas não notou o tamanho da importância desta missão, nada que não possa ser concertado com o tempo.

Me esforço para me manter impassível quando o Dr. Wolf fala sobre a cadeira de rodas. Sei que esta é a maneira mais fácil de me identificar em meio aos demais, mas eu não gostava de ser lembrado de minha deficiência. Os protocolos me pareciam razoáveis e espero que minha primeira impressão deles esteja equivocada. Sei que todos foram escolhidos aqui por algum talento especial, mas apenas isso não é o suficiente para sermos bem-sucedidos.

Dr. Fitzsimmons fala para que eu me apresente aos demais, porém não tem muita coisa que eu possa fazer para me destacar, então simplesmente começo a falar alto o suficiente para ser ouvido por todos:


- Meu nome é Arthur Davies - olho nos olhos de todos enquanto me apresento - e sou filho do Dr. Roberts. Porém, essas são informações desnecessárias já que em breve não atenderemos mais por estes nomes.


Não posso controlar a sensação de que eles ainda não perceberam isso, então faço questão de falar essa informação.


- Fui treinado em táticas e estratégias, e pretendo usar todo o meu conhecimento para sermos bem-sucedidos em nossa missão. Não os decepcionarei.


Minha frase quase veio seguida de um "retribuam o favor", mas seria inapropriado para o momento. Não me demoro falando mais do que acredito ser o necessário por agora, passando a palavra de volta ao cientista. Me calo novamente, pensando que meu sono poderia fazer com que coisas desagradáveis deixassem a minha boca, criando conflitos desnecessários.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por Exalted em Seg Abr 03, 2017 9:37 am


Após alguns minutos Garen se acalma, e volta a atentar para a reunião quando o Dr. Fitzsimmons coloca uma pasta e algumas folhas na sua frente.


"É isso, meu futuro se resume a um envelope e poucas folhas de papel."


Garen folheia as fichas sem muita atenção enquanto Fitzsimmons fala sobre a missão contida no envelope, um envelope pequeno de papel preto, contento apenas seu nome. Ele pega o envelope olhando fixamente o texto: Garen Everett.


"O que será tão importante no passado que ninguém aqui pode saber? O que o Diretor considera que só eu posso fazer? Detesto não saber das coisas, não é assim que fui criado."


O assunto que se segue, sobre os hospedeiros, a comunicação via deep web e a alteração temporal, Garen já havia escutado algo a respeito. Sabia que o Diretor conseguia calcular inúmeras possibilidades e, assim, a missão podia ser completada, e que um passo em falso podia colocar tudo a perder. Quando pensa sobre isso Garen engole em seco:


"A responsabilidade dos viajantes é muito grande, não podemos falhar."


Lucy faz sua apresentação, mostrando ser a responsável pela comunicação e recursos. Sua impressão é a de que ela é uma criança, e se comporta como uma.


"O que eles estão pensando? Essa menina não vai dar conta da missão."


Garen se sente incomodado e se ajeita em sua cadeira ao ouvir as últimas palavras da jovem. Pouco tempo depois, o Dr. Wolf toma a palavra para explicar sobre os protocolos. Ele é a pessoa a quem Garen mais respeita dentro daquela sala, e ouve atentamente cada palavra, afinal, falhar em qualquer um dos protocolos pode causar um efeito em cascata e anular todos os esforços.


"Espero que todos aqui entendam a responsabilidade que têm em mãos, pois não haverá tempo para infantilidades de agora em diante."


Arthur Davies se apresenta também. Ele será o responsável pela coesão do grupo, um homem de poucas palavras e aparência frágil, ou talvez seja a cadeira que o faz parecer assim. Garen não consegue evitar pensar em possibilidades médicas quanto ao caso dele, como foi tratado e o que seu pai, Henrik pensou primeiro quando ele deu entrada na ala médica. Talvez pudesse tê-lo salvo daquela cadeira, mas seu pai é dependente demais da tecnologia para fazer um diagnóstico preciso a tempo.


"Espero que ele se adapte ao novo corpo. A transição pode ser um choque e tanto devido a lesão na perna."
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Krystal Hunter - Narração - Arthur Davies

Mensagem por Brujah Girl em Qua Abr 05, 2017 2:03 pm


A reunião prosseguia e a mente de Krystal tentava absorver ao máximo todas as informações que eram passadas. O dr. Wolf finalmente trazia algo mais interessante para a reunião, falando sobre os protocolos que deveriam seguir quando assumissem suas novas vidas em prol da missão maior que tinham.

Os protocolos não pareciam difíceis de seguir, mas Hunter se depara com um em especial que talvez pudesse exigir mais comprometimento dela com a causa: o terceiro. Em sua visão, não tirar a vida de quem não merecesse era algo bastante simples, uma vez que Hunter tinha uma visão bem definida de quem merecia ou não viver. Aliás, esse foi um dos motivadores para o seu alistamento no Projeto, e ela sinceramente esperava que não encontrasse conflito de interesses futuros em relação a isto, ou do contrário, poderia ter problemas.

O segundo protocolo também poderia ser um pouco desanimador, afinal, era como se pulassem de paraquedas em uma ilha deserta e tivessem que ficar lá a espera de um resgate que talvez nunca viesse. Se eles não pudessem voltar ao “presente”, aquilo seria um completo corte de suas vidas até o momento em que a conheciam como suas. É claro que ela continuaria sendo ela em algum ponto do passado, mas não seria apenas ela, certo? Era ela em sua essência, mas vivendo a vida de uma outra pessoa. Vida essa que teria que seguir e que fazer sua...


“Preciso escolher muito bem a vida que vou assumir, já que é uma passagem apenas de ida e pode ser que seja assim até o fim.”


Iria para o passado com um grupo de estranhos que seria sua única ligação com a vida que tivera até hoje. Resumindo, no fundo estava indo sozinha. Mas, até onde isso era novidade? Do que iria sentir falta?


“Do meu uniforme, minhas armas, minha rotina...”


É então que o responsável por ser o líder do grupo é apresentado aos demais. Seria sensato escolher um líder sem treinamento militar para um grupo com tão importante missão? Não conhecia o tal Arthur Davies, mas não se recordava dele nas fileiras militares.


“Táticas e estratégias são muito bonitas no papel, mas e na hora que a coisa esquentar, será que vai conseguir resolver?”


Sem conseguir se conter, ela resolve abrir a boca e questiona para o líder que aparentemente havia terminado de se apresentar:


- Sr. Davies, você recebeu algum treinamento militar? Já esteve em alguma situação de conflito em que a vida de outros dependessem de suas decisões?


Não estava querendo criar caso ou ser antipática, não que fizesse questão de se esforçar para agradar ninguém, mas já que ele tinha se apresentado e a dúvida havia ficado, aproveitava o momento para tentar conhecer melhor o seu líder. Na sua opinião, aquela era uma informação de extrema importância, afinal para ela toda missão era uma guerra, e se ia para guerra, precisava conhecer o que cada um de seus companheiros poderia oferecer.
Dwight Memphis
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por Dwight Memphis em Qua Abr 05, 2017 4:53 pm


Todos ficam quietos perante minha apresentação, com exceção de uma mulher. Ela parece ser durona, e suas palavras confirmam minha suspeita. Fecho os punhos com força enquanto esboço um sorriso forçadamente simpático e respondo para ela:


- Não exatamente um treinamento militar, mas vidas já dependeram de mim, sim.


Minha voz sai levemente ríspida. Minhas missões no exterior vem em minha mente, mas afasto-as do pensamento rapidamente. Não era a hora de remoer lembranças, não agora.


- Não vou mentir para vocês, não foram missões grandiosas, mas também não fiquei paraplégico jogando xadrez.


A pergunta era até sensata, mas me pegou de surpresa, e isso, combinado com o meu cansaço pela noite mal dormida, não estava fazendo bem para a minha imagem perante as pessoas mais importantes da Zona Zero. Ainda não tinha tirado nenhuma conclusão sobre elas, mas pelo que pude observar de meus colegas até agora, ela era a única que mostrou o por que foi escolhida para a missão. Sua escolha de palavras mostrava sua experiência e, embora não tenham me agradado, acredito que precisaremos deste espirito, afinal, eu ainda não havia demonstrado nada para que eles confiassem em mim, sendo simplesmente apontado como o líder do grupo, e a vida deles estaria em minhas mãos. Tolos eram aqueles que não se questionaram sobre a minha competência.
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Krystal Hunter - Narração - Arthur Davies

Mensagem por Brujah Girl em Qui Abr 06, 2017 1:26 pm


Hunter era indiscutivelmente melhor com suas armas do que com pessoas, mas a resposta e a reação de Davies eram uma clara resposta daquilo que ela temia: ele não parecia ser o tipo que sabia reagir bem a pressão, e convenhamos, se uma simples pergunta sobre suas habilidades militares foi capaz de deixá-lo daquela forma, imagine só se eles se confrontassem com uma situação de vida ou morte onde sangue frio era muitas vezes o fator chave para a sobrevivência, tal qual a dra. Megan tivera quando agira daquela forma e garantira a sobrevivência dela.

Sim, era muito cedo para qualquer tipo de julgamento, mas a primeira impressão que tivera era que talvez tivessem problemas em trabalhar em conjunto. Hunter esperava de um líder a solidez de uma rocha pronta para receber a fúria das ondas do mar e Davies mostrou que se “melindrava” com muito pouco. Hunter cruza os braços e responde para o líder:


- Relaxa cara! Eu não te perguntei como você foi parar aí e nem estou te avaliando baseada na sua cadeira de rodas, que para mim não significa porra nenhuma. Acredite, eu já conheci companheiros muito bons no que faziam que já foram parar nessa merda aí. Eu só queria ter uma visão mais ampla da sua capacidade em lidar com pressão em caso de situações extremas, e os militares geralmente são bem treinados neste campo.


Em seguida, ela então dá de ombros, como quem dissesse que por ela podiam seguir com a reunião. Nem reparara que tinha falado alguns palavrões diante de figuras de alta hierarquia, afinal, para ela aquilo era algo natural.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

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