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[PRÓLOGO] O começo de tudo

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mimacarfer
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por mimacarfer em Sab Abr 08, 2017 3:57 pm


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ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 08:45 AM

Fitzsimmons, assim como todos os demais, ouve atentamente a apresentação de Arthur, dando um sorriso de satisfação ao ouvir o rapaz dizer que não os decepcionaria, afinal era exatamente o que ele e todos os demais naquela sala esperavam. Já ia voltar a falar para finalizar a reunião abordando os últimos detalhes, quando a srta. Hunter decide fazer uma pergunta a Arthur sobre seu treinamento. Curioso, Fitzsimmons para e observa-os discutir por alguns segundos, interrompendo-os apenas no final:


- Srta. Hunter, garanto a você e aos demais que todos aqui estão bastante aptos para as missões que estão recebendo, caso contrário, não teriam sido selecionados por mim e pelo Diretor. Vale lembrar também que a responsabilidade de um viajante é muito grande, uma vez que vocês não podem falhar e, por termos recursos limitados, vocês passam por um processo seletivo bastante rígido. Agora, se pudermos, vamos continuar... Não temos muito tempo.


O cientista dá uma última olhada para Hunter e Arthur, pegando o controle do painel com o Dr. Wolf e seguindo com a apresentação.


- Já que a Srta. Hunter se manifestou, vamos falar rapidamente de mais alguns detalhes, que eu estava esquecendo, antes de entrarmos finalmente na contextualização e na missão de vocês. Sr. Baker e Dr. Campbell, vocês tem a palavra.


Fitzsimmons se senta, enquanto Gus começa a falar de seu lugar, apontando as pessoas que ia citando:


- Para aqueles que não me conhecem, eu sou o Gus, responsável pelas missões de reconhecimento que fazemos fora da base e acho que ainda não tive contato direto com nenhum de vocês... Fora o Dr. Everett que ajudou a me remendar a algumas poucas horas.


Gus dá um sorriso meio sem jeito, passando a mão sobre um dos arranhões em seu rosto e continua, voltando a ficar um pouco mais sério.


- Como vocês devem estar percebendo, cada equipe do Projeto Travelers é constituída de cinco pessoas: um estrategista, no caso o Sr. Davies; um historiador, a Srta. Di’Angelo; um soldado, a Srta. Hunter; um médico, o Dr. Everett; e um engenheiro, a Srta. Collins. E cada um de vocês tem um papel importante dentro dessa equipe, independente da liderança a ser seguida...


Ele para por alguns segundos e, olhando para Hunter, continua:


- O seu papel Srta. Hunter é manter sua equipe segura. Assim que chegarem e marcarem o ponto de encontro de vocês, providencie armamentos e comece a treinar seus companheiros naquilo que achar mais adequado. O ano para o qual vocês irão não está em guerra como o nosso, não possui selvagens como os que conhecemos, mas não deixa de ser perigoso. Entendido?


Gus mantem o olhar em Hunter ainda por algum tempo, e, em seguida, dá uma última olhada aos demais para ver se havia sido claro, fazendo um aceno de cabeça para Matt prosseguir com sua parte, o que ele faz rapidamente:


- Olá a todos! Meu nome é Matt Campbell e estou aqui representando o Dr. Everett, já que o mesmo tinha um importante compromisso hoje pela manhã e não poderia estar presente. Não vou perder meu tempo aqui falando sobre a tarefa do Dr. Garen, afinal ele sabe bem o papel que um médico tem em qualquer lugar que esteja, mas saibam que vocês devem recorrer a ele em qualquer eventualidade de ordem médica. A medicina em 2017 era menos avançada que a nossa e, portanto, vocês terão um pouco mais de dificuldade do que teriam em caso de um acidente, mas garanto que o Dr. Garen tem todas as habilidades para cuidar da situação que se encontrarem. Além disso, com certeza a Srta. Di’Angelo e a Srta. Collins poderão ajuda-lo a conseguir os equipamentos necessários para a sobrevivência de todos.


Matt faz um sinal para Fitzsimmons, que se levanta e continua com a apresentação:


- Antes de finalizarmos, gostaria de destacar que o seu papel, Srta. Collins, é de suporte à equipe na área de tecnologia. Se eles precisarem arrumar ou desenvolver algo nessa área, é você que deve se encarregar disso. Agora, por favor, gostaria de pedir que a srta. Hunter, o Dr. Everett e a Srta. Collins também se apresentassem aos demais. Quem vai ser o primeiro?





OFF - EXALTED: A ação referente ao conteúdo das fichas que o Garen folheia será enviada separadamente via MP.


Última edição por mimacarfer em Qui Abr 20, 2017 4:20 pm, editado 2 vez(es)
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Krystal Hunter - Narração - TODOS

Mensagem por Brujah Girl em Dom Abr 09, 2017 7:51 am


Hunter ouve Fitzsimmons falando que todos estavam aptos para a missão que recebiam, mas uma coisa era o papel e outra bem diferente era a ação, e, por isso, sinceramente esperava poder contar com cada um ali para as coisas poderem funcionar em campo, que era o que mais interessava no fim das contas. Ela apenas acena a cabeça para Fitzsimmons e continua ouvindo o andamento da reunião. Até que enfim entravam na parte “quase prática”.

Gus explica o papel de cada um dentro da equipe e de certa forma Hunter se sente um pouco frustrada. Ela seria a única militar do grupo e isso significava que muito provavelmente teria que ser a responsável por cuidar do rabo de cada um deles, uma espécie de segurança ou babá dos mauricinhos e patricinhas com phd, mas quando Gus fala que ela poderia treiná-los no que achasse mais adequado ela dá um “sorriso mental” imaginando que afinal poderia ser possível trazer um pouco de disciplina e capacidades militares para o grupo.

Quando Gus pergunta se estava entendido, ela responde com um formal “Yes, sir!”, demonstrando que, apesar dele não ter se dirigido a ela por sua patente, chamando-a apenas de senhorita, uma forma “tão civil” para se tratar um companheiro de fardas, ainda havia uma hierarquia a ser respeitada.

Um outro fala sobre o papel do restante do grupo e convida-os a se apresentarem, o que Hunter acha totalmente desnecessário. Porém, após ver que ninguém ainda tinha tomado o primeiro passo, vai dizendo sem enrolação:


– Oficial Krystal Hunter, do 3º Regimento de Elite da Zona Zero. Com o que já foi dito, acredito que tenham entendido o meu papel no grupo e, consequentemente, que tenham uma visão geral das minhas habilidades. O resto tratamos em campo, que é o que interessa. É tudo.


A jovem então se cala, esperando pelos próximos que iriam se pronunciar e torcendo para que não esticassem muito aquilo com informações que só fossem importantes para seus egos acadêmicos, afinal tinham mais o que fazer. Enquanto prestava atenção em quem iria se manifestar, Hunter já começava a pensar como faria para conseguir armamento no passado e em terra estranha. Precisaria que seu hospedeiro tivesse contatos nesta área... mas... e se não tivesse?
Exalted
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por Exalted em Seg Abr 10, 2017 9:32 am


Garen ouve um após o outro tomar a palavra e dar mais instruções, falando sobre a importância da missão... Informações redundantes, afinal a maioria das coisas citadas ali já eram de seu conhecimento. Como as informações não são novas, Garen continua olhando os papéis a sua frente até a voz de Krystal quebrar a monotonia. Ela parece nervosa ao se dirigir ao estrategista do grupo, que responde no mesmo tom, mas talvez não utilizando as melhores palavras para o momento.


"Todos parecemos muito individualistas até agora... Seria o Diretor capaz de cometer erros de avaliação ou ele viu algo nesse grupo que não está aparente? A responsável pela segurança do grupo parece a mais esquentada de todos e o nosso líder é inseguro. Excelente."


Fitzsimmons pede a apresentação dos que ainda faltavam, mas Garen de maneira nenhuma seria o primeiro a falar. Ele apenas olha em volta esperando alguém tomar a iniciativa, e não se surpreende ao ver Krystal fazê-lo. Em seguida, ouve suas palavras, tentando pensar no que vai falar quando for a sua vez. Ela usa poucas palavras e Garen considera fazer o mesmo. Quando ela termina, ele diz:


- Aos que ainda não me conhecem, sou Garen Everett, e como o Matt bem disse, estarei à disposição de vocês em qualquer necessidade. Não hesitem em me chamar.


Tentando diminuir a tensão na sala ele arrisca uma piada:


- O que acredito não vai ser muito necessário, se a oficial Hunter mantiver em nossa missão a mesma paixão que demonstrou até agora.


Garen percebe o que fez, mas já é tarde demais para retroceder, então ele apenas sorri sem jeito para Krystal enquanto se senta novamente.


"De quem foi a ideia de me colocar pra falar em uma reunião, pelo amor de Deus. Acabo de fazer uma piada com a pessoa mais perigosa do grupo... Isso com certeza vai deixar uma péssima impressão."


Ele busca imediatamente outro copo com água enquanto procura deixar isso de lado, já que não pode voltar atrás no que acabou de fazer.
J. Targaryen
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por J. Targaryen em Ter Abr 11, 2017 9:48 pm


De repente escuto o Dr. Fitzsimmons se pronunciar. Desde quando cheguei tive de escutar apresentações de todos ali e agora era minha vez, eu era a última. Me sento um pouco mais ereta, tomo um gole d’água, tento tirar qualquer insegurança do meu pensamento e me ponho a falar.


- Olá! Primeiramente, peço desculpas pelo atraso e pela minha falta de educação. Eu me chamo Aurora, Aurora Collins - vacilo na pronúncia do meu sobrenome com medo de algum julgamento e observo as reações, mas continuo - a engenheira.


Tenho pensado por muito tempo no que diria hoje, quando essa hora chegasse e eu precisasse falar sobre mim com os outros. O que eu iria falar para o General? O que me perguntariam? Como eu me relacionaria com o resto do grupo? Agora eu não sabia o que devia dizer, então apenas solto palavras sem nem pensar.


- Apesar de saberem o motivo de terem me escolhido e de estar aqui, gostaria de lhes dizer que vou lhes ajudar em tudo que puder e farei isso da melhor maneira possível. Eu escolhi estar aqui por esse motivo e não deixarei ninguém na mão! E se não for lhes pedir demais, peço que não me julguem pelo meu passado, ou de minha família, vocês terão o privilégio de descobrir por si próprios, pois isso vai estar presente no nosso futuro-presente.


Percebo que talvez tenha falado demais, sendo um pouco desnecessária. Eu precisava ser um pouquinho legal e largar de ser careta.


- Espero que sejamos amigos, além de tudo - falo agora com um pequeno sorriso tímido, porém verdadeiro - Estou ansiosa pela nossa missão e por fazer isso com vocês - terminando brevemente.


Enquanto passo o olhar para o General e o Dr. Fitzsimmons, minha cabeça viaja entre meu discurso, pensando no que eu poderia ter dito. Agora eu só poderia esperar pelo que estava por vir e prestar atenção em tudo.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por mimacarfer em Qua Abr 19, 2017 2:03 pm


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ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 09:00 AM

Todos ouvem a apresentação de Hunter, seguida pela apresentação de Garen e por último de Aurora. A oficial havia sido bem direta, o que parecia ser uma de suas principais características, enquanto o médico tentara fazer uma piada sem graça e a engenheira se mostrara disponível para novas amizades. Aos olhos de Fitzsimmons aquilo parecia um grande equívoco, uma vez que pedira que todos falassem sobre suas habilidades e não sobre seus problemas familiares e disposição para ajudar os outros. De qualquer forma, após uma hora de reunião chegara o momento de abordar o que realmente interessava ali, a missão da equipe.


- Bom, agora que vocês já se conhecem, sabem as regras e tem alguma noção do que os espera, vamos finalmente falar sobre a missão de vocês.


O cientista aperta o botão do pequeno controle que segurava e no painel surge uma imagem da Los Angeles de 2017. Nela, altos prédios podiam ser vistos, com vidros reflexivos e uma grande montanha ao fundo. Um cenário completamente diferente da realidade atual conhecida por aqueles que já tiveram a oportunidade de sair da Zona Zero. Em seguida, passa para a imagem de um cometa no espaço e começa a falar:


- Como vocês já estudaram, os cometas se originam no espaço. Eles são o que restou da criação do sistema solar depois da formação dos planetas há bilhões de anos. Esses pedaços de fragmentos espaciais orbitam em volta do Sol, mas de vez em quando um leva um encontrão, como uma bola de sinuca, e é lançado numa órbita diferente. E foi isso que nos trouxe aos dias atuais.


Com mais um aperto de botão, um pequeno vídeo mostra dois cometas em torno do Sol colidindo e uma delas vindo em direção à Terra e a explodindo, no que o cientista abre um leve sorriso, antes de continuar:


- Vocês estão sendo enviados a 2017 pois esse é o ano em que tudo se inicia. É lá, mais exatamente na Universidade do Arizona, que Tom Kreutz, professor de Ciência Planetária, descobrirá a presença do cometa que receberá seu nome. Com base nisso, ele virá até Los Angeles procurar seu amigo Frank Gillford para, juntos, confirmarem sua rota e avisarem as autoridades. A primeira tentativa se dará em uma festa de comemoração da Pyron Tecnologies, empresa liderada pelo Sr. Collins, avô da Srta. Collins aqui presente. Infelizmente eles tiveram alguns imprevistos durante o evento e só conseguiram avisar o Presidente meses depois. Como vocês devem saber, nesses casos, tempo é algo muito importante, logo, a primeira parte da missão é facilitar a entrada dos dois na festa e fazer com que eles tenham sucesso.


Nesse momento Fitzsimmons olha brevemente para Aurora e Arthur, como que dando a eles o papel principal de conduzir essa parte da missão, e em seguida continua:


- Em 2018, o Presidente anunciará em rede nacional o plano de aniquilação do Kreutz: a missão Osiris. Nela, a espaçonave Osiris-Rex, construída com a união dos Estados Unidos e da Rússia, será enviada em 2019 para interceptar o Kreutz ainda no espaço. A missão foi composta por cinco pessoas, assim como a de vocês: o piloto, Isaac Sheperd; o oficial médico, Andrea Partenza; o especialista nuclear, Mikhail Tulchinsky; a navegadora, Chloe Rittenhouse; e o piloto de acoplagem, Mark Tanner.


O cientista muda a imagem no telão para o lançamento de um foguete e em seguida para uma sala de controle em comemoração.


- Infelizmente, como todos sabemos, essa operação não obteve sucesso devido a diversos fatores e o cometa, que deveria ser destruído, virando poeira cósmica, acabou apenas por se partir em três asteroides: o Alcor, o Sirius e o Helios 685. O primeiro, ao que se sabe, cairia próximo à Indonésia, atingindo ilhas próximas, Austrália, Índia e boa parte da África. O segundo, cairia em algum ponto da Europa, levantando poeira suficiente para acabar completamente com a vida na região. E o terceiro, cairia no Oceano Atlântico, próximo dos Estados Unidos, atingindo parte do Canadá, México e Venezuela.


O telão mudou para um mapa mundi onde áreas afetadas se mostravam em um tom de vermelho sangue, cobrindo praticamente toda a área terrestre.


- Com o fracasso da missão, partimos para o plano B, as chamadas zonas de contenção, da qual a Zona Zero faz parte. Milhares de pessoas foram selecionadas e sorteadas através de sistemas computacionais em todo o mundo e retiradas das áreas próximas à colisão dos asteroides. Sementes, plantas, animais, ou seja, o bastante para começarmos de novo foi estocado nessas zonas.


Mais uma vez a imagem mudava, agora para uma foto da Zona Zero e seus primeiros moradores. Nela podia ser visto alguns tipos de plantas exóticas sendo arrastadas em pequenos carrinhos móveis, e jaulas com animais domésticos, pássaros e outros animais.


- Após isso, em algum momento do dia 16 de agosto de 2020, nós fomos atingidos. O resto vocês já podem imaginar com o que conhecem de nosso mundo atual. Segundo as simulações, feitas anteriormente com a rota do Helios 685, Nova York, Boston, Atlanta e Filadélfia seriam completamente destruídas pelas ondas geradas pelo impacto do asteroide. Em uma semana o céu escureceria com a poeira levantada e permaneceria assim por dois anos. Toda a vida vegetal morreria em quatro semanas e a vida animal em poucos meses. Com a inatividade, usinas nucleares pararam de reter seus compostos, o que acabou gerando toda a radiação que temos em nosso exterior, tornando praticamente inviável voltarmos a habitar a Terra no período estipulado.


Fitzsimmons para por um segundo, dá um gole em seu copo de água, e continua:


- Agora, 57 anos depois, nossos recursos estão cada vez mais limitados e não temos muita noção do quanto conseguiremos resistir, principalmente com os ataques da Liber8 sendo cada vez mais frequentes. Não temos comunicação com as outras zonas para saber a situação delas, porém, com a descoberta da tecnologia para a transferência cerebral no tempo, feita em 2070, ganhamos uma esperança. Nós podemos, se não consertar as coisas, pelo menos melhorá-las, e essa é a missão de vocês.


O cientista olha cada um dos selecionados por um tempo. Havia paixão e esperança em seu olhar quando falava do assunto.


- Desde 2073, quando demos início ao Projeto Travelers, três equipes já foram enviadas, sendo vocês a quarta. A missão de vocês é interceptar o Helios 685, garantindo o sucesso da missão Osiris a qualquer custo. Caso vocês falhem, a missão individual é um plano B que irá ao menos assegurar algumas melhorias em nosso tempo atual. Se vocês derem o seu melhor, já garantirão um futuro diferente para vocês, para a família de vocês, e para todos os que aqui vivem.


Fitzsimmons sorri, como se aquilo fosse tudo. Emocionado, o cientista se senta, ao que o General se levanta e finaliza:


- Obrigado, Fitzsimmons! Sei que vocês devem ter suas dúvidas, mas, inicialmente, apenas leiam e livrem-se do envelope preto, selecionem seus hospedeiros, despeçam-se de quem desejarem e dirijam-se para o laboratório do Projeto. Estaremos esperando todos vocês às 18h. Até lá, caso desejem mais informações sobre algum dos hospedeiros, o banco de dados do Diretor estará liberado para a pesquisa de vocês. Basta acessarem nosso sistema com suas credenciais e digitarem o número de cadastro deles na área de pesquisa. Além disso, todos nós também estaremos em nossas salas prontos para conversarmos sobre o que desejarem. Alguma dúvida? Caso contrário, vocês estão dispensados.





OFF - DWIGHT MEMPHIS, J. TARGARYEN E H. TARGARYEN: A ação referente ao conteúdo das fichas entregues ao Arthur, à Aurora e à Lucy será enviada separadamente via MP.


Última edição por mimacarfer em Seg Maio 08, 2017 1:25 am, editado 3 vez(es)
Exalted
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por Exalted em Seg Abr 24, 2017 5:25 pm


Garen não tinha perguntas, pelo menos não que ele fosse fazer naquela hora. Ouviu com atenção as informações passadas por Fitzsimmons após as apresentações e, conforme as palavras eram proferidas, sentiu um enorme peso sobre seus ombros. Pela primeira vez, ele entendeu sua responsabilidade no grupo, e o que uma falha acarretaria.

Ao fim da reunião, Garen se levanta e cumprimenta a todos os presentes, se referindo a cada um dos integrantes de seu novo grupo pelos nomes, tentando tirar a má impressão deixada pela apresentação feita nos minutos anteriores. Ele explica de maneira sucinta que não se dá muito bem falando em público, mas que poderiam contar com ele para qualquer assunto médico durante a missão, se dispondo a ajudar no que fosse preciso, afinal um médico também é uma pessoa no fim das contas, e poderia ser de utilidade em outras situações.

Uma vez que já tinha falado com seus futuros companheiros, ele se retira da sala de reuniões e vai direto à farmácia, onde sua mãe deveria estar naquele horário. Ele não poderia partir sem antes passar um tempo com ela.

A farmácia estava uma bagunça e sua mãe encontrava-se abaixada, com caixas de medicamentos empilhadas por todos os cantos.


- Mãe? O que aconteceu aqui?


Ela responde que não havia acontecido nada e que só estava fazendo um inventário pois tinham algumas coisas faltando e precisava dar conta de tudo até o fim do dia, perguntando em seguida o que ele fazia no ambulatório àquela hora.


- Não estou no plantão hoje, estava em reunião, e por isso vim até aqui...


Sem entender muito, ela pergunta do que se tratava a reunião, até que parece se dar conta que se tratava do projeto para o qual ele se inscrevera e nunca tivera retorno, questionando-o em seguida.


- Sim... Não posso falar muita coisa, mas nós vamos partir hoje. Eu vim para me despedir...


Debra sabia que o filho tinha se inscrito no Projeto Travelers há algum tempo, antes mesmo da primeira equipe ser enviada, após uma briga com o pai. Na época isso pareceu revolta adolescente (mesmo que tardia), e por muito tempo isso ficou esquecido, até que recentemente Debra começou a ver um brilho nos olhos do filho. Ele, vez ou outra, falava sobre como isso podia mudar o mundo e como os viajantes fariam a diferença. Na época, ela entendeu que Garen finalmente havia encontrado algo com que se comprometer, não porque alguém disse, mas porque ele mesmo se sentiu compelido a isso.

Depois daquela conversa, mãe e filho passaram a manhã juntos. Garen a ajudou com o inventário e eles tiveram o tempo que precisavam para conversar, como já há muito tempo não faziam. Após o almoço, Garen foi até o jardim de inverno, onde costumava passar seu tempo com Valentina, sua amiga desde a infância. Ele ficou sentado lá por algum tempo, perdido em lembranças, esperando que talvez por um milagre ela fosse aparecer ali, e que ele finalmente falaria o que já planejara e ensaiara por tanto tempo. Ela não apareceu.

Em seu quarto, ele finalmente voltou o foco para a missão, lendo os detalhes sobre aquela que seria sua nova vida. Como poderia escolher qual daquelas pessoas morreria para que ele pudesse ir ao passado? Era uma decisão um tanto sinistra, então, antes de fazer qualquer coisa, Garen foi falar com Fitzsimmons e Wolf para entender exatamente como o processo funcionava. Talvez devesse ter perguntado isso na reunião, mas ele mal conseguia pensar naquela hora, quanto mais fazer perguntas.

Com as explicações de que eles não estavam interferindo no passado, uma vez que as pessoas ali listadas morreriam de qualquer maneira, Garen se acalmou. Ele não escolheria alguém para morrer, ao invés disso, daria à família do escolhido um tempo a mais com a pessoa que conheciam e amavam, bem, não exatamente, mas agora fazia mais sentido a mecânica do projeto.

Garen leu o documento contido no envelope preto, sua missão secundária, algo que deveria também ser tratado com atenção pois essa era sua missão e só sua, uma responsabilidade que não poderia ser transferida a ninguém. Após ler o documento ele rasgou o papel, mas o fez tantas vezes que no fim pareciam confetes em suas mãos.

"Sejam criativos", disse a si mesmo com um sorriso enquanto caminhava pelo quarto jogando um pouco de papel na pia, no ralo do banheiro, no vaso sanitário, na lixeira e queimando o restante no fogão, enquanto ria imaginando se os outros levariam isso ao pé da letra.

Garen foi mais uma vez ao ambulatório para verificar como estava o andamento de tudo e passar a limpo as fichas de seus pacientes. Ele evitou falar qualquer coisa desnecessária enquanto refazia os prontuários e, após terminar, se despediu casualmente dos enfermeiros com que cruzou no caminho, indo até uma sala de computação para acessar o banco de dados do Diretor. Ficou o restante da tarde ali, buscando informações sobre o hospedeiro que escolhera e, quando se deu por satisfeito, vendo que ainda tinha algum tempo, foi à farmácia novamente buscar sua mãe para tomarem um último café, já que não sabia se voltaria um dia.

Já no refeitório, Henrik apareceu e se sentou com eles, dando um rápido boa noite e perguntando quando ele pretendia lhe contar que fora selecionado pelo projeto, ao que ele respondeu:


- Ia te contar assim que saísse daqui. Não te vi no ambulatório hoje.


Henrik parecia transtornado e disse que o filho não precisava fazer aquilo, que não precisa provar nada para ninguém, e que ele poderia falar com o General se quisesse...


- Pai, a decisão já foi tomada, não vou mudar de ideia.


O médico desejou-lhe uma boa viagem então, dizendo em seguida que esperava que o filho não se arrependesse. Esticou o braço por sobre a mesa esperando por um aperto de mão, ao que Garen se levantou e apertou a mão do pai, se mostrando firme em sua decisão. Após isso, despediu-se de sua mãe, sem nem mesmo tocar no café que havia pedido. Seu pai causava esse efeito nele. Era tão difícil conversar com alguém que era sempre o dono da verdade, que sempre tinha as respostas sem deixar ninguém pensar por conta própria...


"Isso fica aqui. Não quero levar comigo nada que me faça mal."


O jovem sacudiu a cabeça, se livrando do pensamento, e seguiu até o laboratório, mais cedo que o combinado. Em sua mão, uma das folhas que recebera, contendo as informações do hospedeiro 8452, balançava enquanto caminhava. Talvez alguém já estivesse lá e então, com alguma sorte, ele ainda tiraria mais algumas dúvidas sobre o processo de transferência, até porque, conhecimento nunca é demais afinal.
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Krystal Hunter - Narração

Mensagem por Brujah Girl em Ter Abr 25, 2017 7:29 am


Hunter ouve pacientemente o restante das apresentações dos companheiros de missão, soerguendo rapidamente a sobrancelha direita quando o seu nome é mencionado pelo Dr. Garen em uma tentativa, em sua opinião, falha, de tentar dar um tom de humor ao momento. Hunter não se pronuncia, apenas olha para o doutor e se esforça para dar um “sorriso de canto” para ele. Apesar de tudo, ele era um médico e, por motivos pessoais, a oficial tinha a profissão dos médicos em estima, afinal, uma das pessoas mais importantes de sua vida fora sua mãe, a Dra. Megan Hunter e pelo desejo de sua saudosa mãe, Krystal teria se tornado uma médica também.

Depois a tal Aurora começa a falar e Hunter não entende muito bem o motivo do comentário sobre o passado ou família dela. Era uma figura de destaque na Zona Zero? Não sabia e também não importava. A mulher devia se preocupar em fazer a parte dela e cagar para o passado ou a família. Era isso que interessava para Hunter.

Enrolação finalizada, era hora de falar de coisas práticas e realmente importantes: a missão.

2017 era o ano para o qual iriam. Los Angeles era um local completamente diferente. Tão belo, e tão distante da realidade desoladora que viviam em 2077.

Facilitar a entrada dos responsáveis em avisar as autoridades sobre a rota do cometa Kreutz era a primeira etapa da missão deles: checked!


“Bastante simples dentro do meu entendimento. Não deveremos ter problemas com isso.”


Depois, uma retrospectiva desde o desastre do passado até os dias atuais. A missão não era simples, mas não era impossível. Era um desafio pelo qual valia a pena lutar, e Hunter daria o seu melhor para que suas ações no passado pudessem alterar o presente em que agora viviam, para que a Dra. Megan pudesse “voltar a viver”, mesmo que isso significasse que ela nunca viesse a conhecer Hunter no “futuro”. Era confuso pensar nessas alterações de tempo e espaço e nas possibilidades que as ações do passado poderiam criar para o atual presente. Bem, não importava. Estava mais do que decidido.

Hunter tinha algumas dúvidas, mas como eram de ordens pessoais, prefere deixar para conversar posteriormente. Agora iria fazer o que era sugerido, verificar os relatórios que tinha em mãos. Assim ela se levanta e se despede de todos, prestando continência ao General e a Gus antes de sair e seguir para o seu quarto.

Lá ela se deita na cama e começa a ler todo o material que tinha em mãos. Passa certo tempo escolhendo seu hospedeiro... A primeira tinha um perfil bastante parecido com ela mesma e certamente teria escolhido a jovem se não fosse um pequeno detalhe: tinha um filho pequeno. Não, decididamente não estava preparada para ser mãe. Mãe era algo que não se substituía e não teria tempo para tentar ser uma aprendiz de mãe em meio a missão tão importante que tinha.

A segunda, bem, apesar do leque de benefícios que poderia oferecer-lhe, era uma criminosa, e Hunter não se via trabalhando para o crime, pelo contrário, ela lutava contra o crime. Além disso, infiltrar-se em um covil de criminosos assumindo uma outra identidade poderia ser muito perigoso e ela não tinha muito tempo para aprender sobre todos os detalhes da vida da sua hospedeira. Não, os benefícios eram realmente ótimos, mas ela teria que passar, era o mais sensato a se fazer.

Por fim, a terceira opção, uma ex-militar que parecia ter a ficha limpa e aparentemente tinha uma vida com alguma flexibilidade em relação a rotina de trabalho. Tinha um ponto contra, estava em um relacionamento, mas relacionamentos começavam e eventualmente terminavam. Filhos seguiam para sempre. Ok, decididamente estava muito inclinada para esta.

Com sua escolha quase definida, Hunter resolve abrir o envelope preto e, após examinar a missão que teria, simplesmente joga álcool em seu conteúdo (o que por si só já mancharia tudo o que estava escrito) e dentro da pia do banheiro risca um palito de fósforo, deixando a folha queimar. Quando o processo termina, ela abre a torneira, deixando as cinzas serem levadas pelo ralo abaixo.

Não havia muito o que fazer, nem de quem se despedir, de forma que Hunter pega a foto dela com a Dra. Megan e coloca em seu bolso. Deixando o quarto, resolve seguir até uma sala de computação para acessar o banco de dados do Diretor para pesquisar mais sobre as hospedeiras, de forma que pudesse se inteirar mais sobre a vida de todas. Leva ali bastante tempo, mas por fim conclui que ficaria com a vida da ex-militar, embora tente guardar mentalmente as informações sobre as outras hospedeiras, pois poderia, eventualmente, aproveitar-se de algumas informações.

Com isso decidido, segue até o escritório do General, com quem pretendia tirar algumas dúvidas finais. Ela queria saber o que havia acontecido com as outras equipes, se o contato tinha se perdido ou se eles haviam morrido, para qual ano tinham ido, e quem sabe obter alguma informação sobre o Guerra. Sabia que talvez isso fosse classified info, mas não custava tentar.

Estava curiosa e também queria saber o que acontecia com o corpo deles aqui no futuro, mais especificamente, se eles iriam morrer no "presente” no momento em que seguissem para o passado e o que aconteceria com as outras hospedeiras. E por fim, se deveria informar seu superior que partiria em uma missão do Projeto Travelers, pois não sabia se isso era confidencial ou não.

Depois de todas as respostas obtidas, Hunter almoça e passa o restante da tarde no stand de tiro, praticando um pouco enquanto, mentalmente, prepara-se para assumir a vida de uma outra pessoa com o objetivo de tentar salvar o futuro.

Quando o relógio marca 15 minutos para as 18h, Hunter então segue para o local do encontro, pronta para o que o “futuro” lhe reservava.






OFF: Mima, a char vai tentar memorizar todas as informações relativas às hospedeiras, inclusive o nome de contatos da 1784 e 2546, locais que costumam frequentar e outros pontos importantes da ficha, de forma que, se for preciso, ela possa usar algo, ok? Depois me passa essa lista, please.
Dwight Memphis
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por Dwight Memphis em Ter Abr 25, 2017 4:37 pm


A cada integrante da minha equipe que se apresentava, mais a minha incerteza aumentava. Desde o piadista, até a militar mal-humorada, nossa equipe era tão variada em personalidades quanto nossas habilidades. Acredito que todos eles em suas áreas de especialização eram competentes, mas será que o trabalho que teria em mantê-los unidos compensaria? Infelizmente eu também era falho... Imagino se, em suas mentes, eles tem o mesmo tipo de pensamento em relação a mim.

Sinto uma mão em meu ombro e olho para o lado. Henry apenas me dá um olhar e eu já sei o que ele quer dizer, posso quase ouvir suas palavras sendo transmitidas através de seus olhos: confie no Diretor.

Mesmo já sabendo da missão, presto atenção às palavras do Dr. Fitzsimmons. A missão era a mesma, porém parece que foi a muito tempo atrás. Imagino se aquela equipe era mais promissora, porém afasto esses devaneios de minha cabeça. Essa noite mal dormida realmente estava me fazendo vacilar, e até a minha atenção estava sendo prejudicada.

Assim que a reunião acaba, eu me despeço de todos os presentes e me retiro com Henry. O caminho para nossos aposentos é silencioso, cada um perdido em seus próprios pensamentos, alheios ao mundo ao nosso redor. Era uma forma bem similar a quando estávamos nos entretendo com algum enigma ou equação matemática realmente complicada.

Assim que entramos na pequena sala, Henry se senta em uma poltrona que se encontra no canto e me olha demoradamente, como que me analisando. Ele tinha a mania de fazer isso, encarar as pessoas como se elas fossem máquinas. Depois de longos segundos, ele me diz que preciso ter mais fé no Diretor, e que daria tudo certo.

Esfrego o meu rosto e falo com um tom um pouco sarcástico:


– Desculpe, mas ver aquela equipe, se é que podemos chamar assim, faz eu duvidar se realmente isso vai dar certo.


Henry responde impassível, dizendo que eles poderiam estar apenas nervosos. Essa era a sua forma padrão de entrar em discussões e, em seguida, ele argumenta que eu mesmo não estava normal ao argumentar com a Srta. Hunter, por exemplo. Infelizmente eu tinha que admitir que ele tinha razão, talvez eu apenas estivesse tirando conclusões precipitadas, afinal nem todos tem a oportunidade de se encontrar com 5 das pessoas mais importantes da Zona Zero inteira de uma vez. Em dada situação as mais variadas reações poderiam ser esperadas.


– Você tem razão. - eu falo, após um momento de reflexão seguido de um longo suspiro - Não estou em minha melhor condição mental hoje. Vou descansar um pouco antes de decidir qual hospedeiro irei escolher, até porque uma escolha errada pode significar a falha da missão inteira.


Peço então para meu pai me acordar em 2 horas pois eu precisava de uma pausa ou alguma coisa sairia errada. Depois disso sigo para o meu quarto, coloco os arquivos em cima da mesa e o envelope com minha missão embaixo do travesseiro, só para garantir, deito e, depois de menos de 5 minutos, caio no sono.

Fico por uma hora e meia tirando pequenos cochilos que variavam de 5 a 10 minutos pois, embora eu estivesse cansado, minha mente não conseguia parar de trabalhar. A ansiedade frente ao desconhecido era grande e, embora não tenha sido da maneira que eu esperava, nem tão relaxante quanto deveria, esse tempo é o suficiente para me dar uma clareza mental maior. Agora, passado o torpor gerado pelo cansaço, era hora de trabalhar.

Passo de volta para a minha cadeira de rodas, pego o envelope e as fichas, e sigo para a minha mesa disposto a tomar uma decisão. Primeiro pego o envelope que contém a minha missão, abro e leio o seu conteúdo, afinal eu deveria escolher o hospedeiro baseado na facilidade com a qual ele teria de cumprir as missões, não por afinidade.

Pego a primeira folha e leio sobre o indivíduo 2003. De acordo com as informações ele é bem inteligente e, em geral, seria uma boa escolha se não fosse por dois motivos: estar noivo e irritar as pessoas erradas. Se já não bastasse a nossa missão eu ainda teria que passar mais tempo cuidando dos problemas pessoais do host do que qualquer outra coisa.

O segundo seria uma escolha bem melhor, teve treinamento policial e provavelmente tem bons contatos, trabalha disfarçado e caça criminosos, não me parece nada ruim, mas tem as desvantagens de chegar no meio de uma operação disfarçada. Se eu fizer algo errado terei que ter as respostas na ponta da língua para poder sair vivo.

Assim que pego o arquivo do último hospedeiro, eu simplesmente não acredito. Embora eu saiba que não tem um pré-requisito mínimo de idade para ser escolhido como host, não imaginaria nunca que me dariam um adolescente. Conforme leio suas especificações eu começo a entender o porque dele ter sido escolhido, afinal tem recursos e está começando uma vida nova em outro lugar, o que pode ser perfeito para mudanças comportamentais.

Após dar uma olhada nos resumos de cada um dos três percebo que não daria para escolher apenas com aquele tanto de informação, eu precisava saber mais. Saio do meu quarto e vejo que Henry não está ali. Provavelmente teria ido para sua sala, pois precisava aconselhar os viajantes caso eles tivessem alguma pergunta.

Sigo para lá pois precisava mesmo ter acesso ao banco de dados do Diretor e aproveito para passar uns momentos ao seu lado. Eu estava com total certeza do que eu queria fazer, mas ainda doía ter que deixar toda essa vida para trás. A verdade é que eu nem tinha saído ainda e já estava com saudades...

Quando chego vejo o Dr. Roberts ocupado conversando com Jenny. Decido não me intrometer e apenas sigo para o computador de sua mesa. Não era muito comum eu vir aqui, muito menos depois do acidente, mas os rostos que trabalhavam ali me eram familiares, e acredito que eu também não lhes seja estranho pelo fato de ninguém vir perguntar o que eu estava fazendo ali.

Assim que tenho acesso ao banco de dados eu digito o numero 9546. De acordo com as minhas informações ele era ótimo pela liberdade que tinha. Trabalhando disfarçado não devia satisfações a pessoas tão próximas, apenas para seus superiores que deveriam exigir relatórios periódicos com informações novas.

O próximo, o 0649, também tinha certa liberdade, só precisaria de um pouco de lábia e tudo se resolveria. Não tinha muitas coisas especiais e isso é uma vantagem e, embora seja conhecido pelos demais, não atraia tanta atenção. Era um bom candidato também, descontando o fato dele ser um adolescente, que por si só já traz problemas.

O último eu só abro suas informações para confirmar o que eu já havia decidido: não seria ele. Leio suas informações, mas ir para ele era muito arriscado. No fim eu ainda estava em dúvida, era como resolver um enigma no qual nem todas as dicas haviam sido dadas ainda.

Lembro que ainda não dei fim no papel com a minha missão, olho em volta enquanto lembro do tour que o Henry tinha feito comigo na primeira vez que me trouxe aqui, até que sigo para o incinerador. Lembro dele ter falado que eles usavam para derreter peças inutilizadas que seriam reaproveitadas, coloco o envelope lá dentro, aperto uma sequência de botões, e em pouco tempo o envelope não passa de nada além de cinzas.

Passo o resto da tarde pensando e conversando com Henry, aproveitando o que seria as minhas últimas horas com ele, até que às 17h30 sigo em direção ao lugar onde combinamos de nos encontrar. Eu finalmente tinha chegado a uma conclusão e agora me preparava mentalmente para voltar a adolescência.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por mimacarfer em Qua Abr 26, 2017 4:04 am


GAREN EVERETT



ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 05:10 PM

Ainda faltavam quase uma hora para o horário marcado quando Garen digitou sua senha no painel eletrônico e entrou no laboratório do Projeto. Ao contrário das outras salas da base, aquela era bem grande e iluminada. No centro, uma enorme torre repleta de componentes eletrônicos, fios e cabos subia até o teto, alguns andares acima. Embora nunca tivesse entrado ali, não era difícil imaginar que aquele era o Diretor que todos falavam pelos corredores, simplesmente o computador mais moderno que alguém já havia criado. Ao seu redor, cerca de vinte pessoas transitavam de um lado para o outro, apressadas, carregando papéis e grandes tubos de ensaio com fluídos esverdeados. Lá no alto, como se em uma plataforma no segundo andar, Jenny conversava com Matt e Fitzsimmons, e, ao perceber sua chegada, acena para ele ir ao encontro deles, ao que o jovem atende prontamente.


- Pelo visto o doutor resolveu compensar o atraso da reunião...


Fitzsimmons sorri para ele, se divertindo com sua brincadeira, ao que Jenny sorri também. A jovem, em seguida, se aproxima de Garen, entregando-lhe uma calça azul, típica de uniforme hospitalar, e lhe indicando que o mesmo deveria ir até um dos trocadores que haviam atrás dele e colocá-la. Após isso, Fitzsimmons pergunta ao médico se ele já havia escolhido seu hospedeiro, ao que ele lhe entrega sua ficha.


- Ótima escolha! Na verdade, ele se parece bastante com você...


O cientista entrega a ficha à Jenny, que dá uma rápida olhada e vai até uma mesa próxima, entregando o papel a um rapaz que digitava apressadamente no teclado à sua frente. Em seguida, todos aguardam que Garen se troque e o conduzem ao andar superior. Ali se encontravam grandes cilindros de vidro, alguns cheios com o líquido esverdeado que vira no primeiro andar. Ao caminhar com Jenny, Matt e Fitzsimmons, Garen pode notar que haviam corpos dentro de alguns e que os mesmos eram monitorados por um pequeno painel eletrônico. Não demora muito para que Jenny lhe indique o dele:


- Você entra aqui... Prometo que não vai demorar e nem vai doer. Na verdade, só precisamos ligar alguns fios...


A jovem espera o médico entrar no cilindro indicado e puxa alguns fios, como os usados em eletrocardiograma, das paredes laterais. Não demora para que Matt tire um tipo de tubo de gel do bolso do seu jaleco, que passa em alguns pontos de sua testa e do peitoral, onde a jovem os coloca em seguida.


- Boa sorte, Garen!


Fitzsimmons apenas observa o processo de longe, mas antes de fechar o vidro se aproxima e sussurra para o médico:


- Assim que chegar em 2017, não se esqueça de comunicar sua chegada na deep web e fique atento ao local de encontro da sua equipe. Eu acredito em você, garoto. Dê o seu melhor!


Após dois tapinhas em sua nuca o cientista se afasta, enquanto a porta de vidro do cilindro se fecha. O espaço, que mal dava para ele se movimentar, em seguida, começa a se encher do líquido verde. Não muito distante dali, Matt verifica o painel eletrônico de seu cilindro, enquanto Jenny digita alguns comandos em um computador próximo. Não demora e seus olhos começam a ficar pesados e sua visão a ficar desfocada. O líquido já passava do seu pescoço, subindo rapidamente, quando, do outro lado, Garen avista um rosto familiar. Infelizmente já era tarde demais e não tinha nada a ser feito naquele momento a não ser se deixar levar enquanto a escuridão inundava tudo ao seu redor.





OFF - EXALTED: Com isso o seu prólogo está encerrado e a próxima ação já deverá ser feita no tópico ON GAME,  dando continuidade ao jogo.


Última edição por mimacarfer em Seg Maio 08, 2017 2:13 am, editado 1 vez(es)
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por mimacarfer em Qui Abr 27, 2017 12:51 am


KRYSTAL HUNTER E ARTHUR DAVIES



ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 05:45 PM

Faltavam ainda alguns minutos para o horário marcado quando Arthur chegou ao local combinado. Aparentemente as coisas já estavam mais tranquilas por ali e as pessoas se preparavam para a habitual troca de turno. Não demorou para que a porta se abrisse novamente, mostrando um Dr. Wolf aparentemente ainda mais cansado do que pela manhã.


- Boa tarde, Arthur! Vejo que você é bastante pontual, não é mesmo?


O cientista deu-lhe um leve sorriso e começou a olhar de um lado para o outro, como se procurando alguém.


- Venha, o pessoal já deve estar lá em cima. Vamos pegar o elevador, afinal eu já estou muito velho para tantos degraus e creio que você também não conseguiria subi-los nessa condição.


O velho conduz o jovem até o outro lado da sala, onde uma plataforma grande indicava um elevador, aparentemente para carga. Apesar de ter estado naquela sala antes, nada parecia lhe chamar a atenção, além do Diretor, o computador central que tinha numerosos fios e canos interligados às paredes laterais e ao teto.

Já haviam subido na plataforma quando a porta se abriu novamente, mostrando a imagem da oficial Hunter, a quem o Dr. Wolf acenou euforicamente para que se juntasse a eles. A jovem que, ao contrário de Arthur, nunca tinha visto o Diretor, parecia não se impressionar muito com seu tamanho. Ao se aproximar, cumprimentou-os e subiu na plataforma, ao que o Dr. Wolf empurrou uma alavanca que saia do chão, fazendo-o subir gradativamente. O segundo andar estava praticamente vazio e eles seguiram direto por ele, rumo ao terceiro andar. Ali, Fitzsimmons, Jenny e Matt conversavam próximos a uma mesa. Ambos pareciam bastante sérios ao verem os três descerem da plataforma e caminharem até o local.

Não muito longe dali, Arthur e Krystal puderam perceber o corpo de Garen mergulhado em um líquido esverdeado, ao que o Dr. Wolf comentou:


- Já enviaram o doutor?


Jenny assentiu com a cabeça, levantando-se da cadeira em que estava sentada e comentando que ele havia chegado mais cedo do que o esperado. A jovem foi então até uma prateleira próxima e voltou com alguns tecidos azuis, o que entregou a cada um dos candidatos a sua frente.


- Precisamos que vocês vistam essas calças. Você pode permanecer com o seu topper oficial. Não gostariamos de constrangê-la em seus últimos minutos conosco. Quanto a você Arthur, o Matt irá ajudá-lo a se vestir. As cabines para a troca estão bem ali naquele canto…


Jenny apontou para três cortinas à sua direita e aguardou que os dois se dirigissem até lá calmamente, ao que Matt foi junto para ajudar Arthur. No caminho, Hunter e Arthur puderam perceber que, além de Garen, haviam outros corpos dentro dos cilindros e que todos tinham algum tipo de monitoramento em sua lateral. Embora nenhum rosto ali parecesse familiar, podia-se perceber que eram outros participantes do projeto, assim como eles.

Poucos minutos depois Hunter voltou, descalça e já vestida com a calça azul que Jenny havia lhe entregado. Fitzsimmons aproximou-se dela e perguntou se ela havia decorado sua missão e o número de seu hospedeiro, ao que a jovem disse que sim, falando que havia escolhido a hospedeira 3133. Jenny, ao ouvir a informação, foi até o computador e digitou algo no teclado, em seguida aproximando-se novamente e indicando o cilindro em que ela deveria entrar.

Naquele momento, Matt voltava empurrando a cadeira de Arthur. Fitzsimmon fez as mesmas perguntas ao estrategista, porém dessa vez foi ele que foi até o computador e deu o comando, uma vez que Jenny estava ocupada passando o gel na testa e no peitoral de Hunter e conectando-a aos fios, enquanto Matt levantava Arthur para colocá-lo em seu cilindro. Foi difícil, mas, com algum esforço, o médico conseguiu apoiar o estrategista dentro do pequeno espaço, através de uma barra lateral que havia sido colocada ali especialmente para que ele pudesse sustentar seu corpo nos braços até que o mesmo estivesse submerso no líquido esverdeado.

Com tudo ajustado, Fitzsimmon aproximou-se dos cilindros de ambos e disse:


- Sr. Davies, espero que você tenha sabedoria para conduzir sua equipe e saiba colocar sempre a missão em primeiro lugar, afinal nosso futuro depende de vocês. Boa sorte!


Com um aceno de cabeça o cientista apertou um botão que fechou a porta do compartimento e fez com que o mesmo começasse a se encher. Em seguida, aproximou-se de Hunter e sussurrou em seu ouvido igual havia feito com Garen:


- Cuide-se e mantenha sua equipe viva, oficial Hunter. Lembre-se de conseguir o armamento e ensiná-los a se defenderem. Apesar de você não ter se tornado uma médica como sua mãe desejava, tenho certeza que Megan estaria orgulhosa de você.


O cientista afastou-se e apertou o botão de seu compartimento, fazendo com que o mesmo também se fechasse e começasse a encher. A partir dali, não demorou para que os olhos de ambos começassem a pesar, conduzindo-os ao sono eterno. Antes disso, porém, Arthur não pode deixar de ver Henry parado ao fundo, próximo às escadas, tentando conter as lágrimas que escorriam em seu rosto.





OFF - CLAIRE FAITH E DWIGHT MEMPHIS: Com isso o prólogo de vocês também está encerrado e a próxima ação já deverá ser feita no tópico ON GAME,  dando continuidade ao jogo.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por mimacarfer em Qua Jun 21, 2017 2:09 am


CHRISTOPHER PARRISH



ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 09:15 PM

Aquele dia havia sido bastante tumultuado para Chris e todos os habitantes da Zona Zero. Pouco antes do fim de seu turno, o jovem se encaminhara para a sala de arquivos da Engenharia, visando procurar uma pesquisa que havia sido desenvolvida a alguns anos atrás e que agora poderia servir de base para um novo projeto em que sua equipe vinha trabalhando, e provavelmente isso salvara sua vida.

Agora, sozinho em meio à sua sala vazia, tentava inutilmente amenizar um pouco do estrago que havia sido causado. Dois membros de sua equipe, que ainda estavam trabalhando quando tudo aconteceu, haviam sido feridos, um deles gravemente, e uma de suas melhores engenheiras havia sido morta. Seu sangue continuava ali, a alguns passos de onde antes era a sua mesa. Papéis de pesquisas se encontravam no chão, provavelmente espalhados pelos arruaceiros da Liber8, assim como algumas peças e chips de projetos em andamento. Seria simplesmente impossível organizar tudo aquilo em apenas um dia.

Já passavam das nove horas quando Jenny adentrou o local, abatida e parecendo bastante cansada.


- Oi, Chris... Tem um minuto? Precisamos conversar.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por Fenris Andriel em Qua Jun 21, 2017 10:19 am


Levei meus dedos as têmporas na esperança de conseguir centrar meus pensamentos diante da destruição que os arruaceiros haviam deixado para traz.

Sinceramente, nunca entendi o que eles planejam com todos esses ataques sem sentido e descontrolados. Agem como selvagens maníacos e irracionais, bagunçam tudo e depois desaparecem, deixando para nós o trabalho de concertar as falhas que eles criaram.

Me assentei na cadeira pesadamente, com os arquivos que tinha recolhido antes, quase tendo um piripaque com o tanto de informação que eles haviam bagunçado. Tudo teria que ser catalogado novamente, checando com o inventário para saber se haviam levado algo. Por sorte eu possuía backup de cada linha de código já escrito pela minha equipe, além de cópia de todos os documentos. Mas eu não posso substituir o bem estar das pessoas que eles feriram e nem a vida que tiraram.

Minhas lamentações estavam tão altas em minha cabeça que só percebi a entrada de Jenny quando ouvi sua voz. O sorriso que a ofereci não foi tão animador quanto eu gostaria, mas era sempre bom vê-la.


- Claro, Jenny, sente-se. - Disse apontando para a cadeira mais próxima. - Aconteceu algo? - Inqueri, tão logo ela se sentasse, sentindo meu batimento cardíaco se alterar. Será que havia outro ataque?
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por mimacarfer Ontem à(s) 2:03 pm


CHRISTOPHER PARRISH



ZONA ZERO, 16 DE AGOSTO DE 2077 - 09:16 PM

Jenny foi até a cadeira apontada por Christopher e sentou-se. Realmente precisava de um tempo de descanso, até mesmo para colocar sua cabeça em ordem depois de tudo o que havia acontecido naquele dia. Para sua sorte, poucas pessoas de seu convívio estavam feridas ou haviam sido mortas durante o ataque pois estavam seguras na sala do Diretor devido ao envio da nova equipe do projeto Travelers, mas sabia que aquela não era a realidade de muitos habitantes da base.

Olhou o sangue no chão da sala em que começara seus estudos na área de Engenharia junto ao irmão. Christopher mesmo, apesar de mais novo, fazia parte de algumas daquelas lembranças. Suspirou profundamente, tentando afastá-las. Naquele momento precisava ser prática e rápida ou poderia colocar toda a missão que estava em andamento em perigo. Observou o colega por alguns segundos antes de começar a falar novamente:


- Na verdade, aconteceu muita coisa hoje, não é mesmo? - a jovem sorriu, meio sem graça - Chris, eu vou ser bem direta ao ponto aqui pois não tenho muito tempo a perder...


A jovem fez mais uma pausa, tentando buscar as palavras corretas, e então continuou:


- Hoje, na hora do ataque, estávamos enviando uma equipe do Travelers. Infelizmente, duas integrantes da equipe ainda estavam nos corredores a caminho da sala do projeto e acabaram feridas... Fitzsimmons quer que você "tome" o lugar de uma delas, pois sabe que você já conhece boa parte dos procedimentos. Nós não temos tempo para fazer uma nova reunião e explicar tudo para os novos candidatos, e as outras opções seriam eu ou o Henry, o que é impossível. Precisamos de você...


A jovem parecia realmente preocupada com a situação. A ideia de ter que ir para o passado e poder reencontrar seu irmão era ótima ao seu ver, mas no fundo sabia que deixar Matt pra trás lhe seria dolorido demais para aceitar tal situação. Christopher era sua última esperança, e não estava disposta a sair daquela sala até que ele aceitasse a proposta e saísse com ela.
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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

Mensagem por Fenris Andriel Ontem à(s) 4:56 pm


A observei se sentar, prestando atenção em seus movimentos pesados. Notei que seus olhos recairam sobre a poça de sangue, pesarosos pelo sucedido. Eu, no entanto, estava mais preocupado com o motivo dela ter vindo até minha sala após o ataque. Aparentemente não era sobre uma nova investida da liber8, já que tinha tempo pra se sentar e lamentar.

As palavras que se sucederam me pegaram de surpresa. É claro que eu era capaz de substituir Aurora, mas meu trabalho também era imprescindível para a Zona Zero. Claro que eu era um dos únicos a conhecer os procedimentos, já que ajudara a desenvolver boa parte deles, mas eu não podia ir...Não naquele momento.

- Mas e quanto ao novo projeto? - Balbuciei, a voz numa oitava maior do que esperada. - Eu entendo que seja uma boa opção, mas acredito que você seria ainda melhor. - Na verdade, eu sabia que não. Ela acabaria se esquivando do verdadeiro objetivo e atrapalharia a missão do seu irmão, o que poderia causar a falha da missão como um todo. Além disso, ela tinha Matt e, diferente de mim, era correspondida.

Sendo racional, eu podia entender a lógica de Fitzsimmons, mas se eu aceitasse podia nunca mais ver Arthur e não sei se estava preparado para deixar essa paixonite platônica para traz.

- Não há mesmo outra opção? - Inqueri, após suspirar pesadamente, minha determinação emocional começando a perder a queda de braço para meu senso de dever. Eu era parte de tudo aquilo, um membro importante da equipe e decepioná-los não era uma opção.

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Re: [PRÓLOGO] O começo de tudo

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