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    PENUMBRA - Season 1 - The Song At The Gates of Dawn.

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    Brazen
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    PENUMBRA - Season 1 - The Song At The Gates of Dawn.

    Mensagem por Brazen em Dom Mar 19, 2017 9:30 pm

    Este é o ano de 1982.  Seja bem vindo a Bark, uma pequena cidade perdida em algum lugar dos EUA,  localização exata não é importante, afinal estamos falando de uma cidade com população de apenas 30 mil , onde a renda é baixa para os padrões americanos e não existe muito o que fazer.

    Não que isso seja um problema de fato para a maior parte de seus habitantes. A maioria considera que viver afastado da correria das grandes cidades e tendo pouco mas suficiente para viver é o que realmente importa.  Casas pequenas mas confortáveis. Tem mercado, escola, praça e até uma biblioteca (meio abandonada, vamos admitir). A caça de cervos nos bosques é um esporte comum mas apenas em determinadas épocas do ano.  As estações para aqueles lados são bem definidas. Frio no Inverno, calor no Verão. Não neva no inverno mas faz muito frio. E no verão o clima é bom, você pode até nadar no lago Brooks.

    A vida corre de forma devagar e até um pouco preguiçosa.

    HARRIET
    Spoiler:


    - Você está atrasada...de novo.

    Assim que abriu a porta, Harriet foi recebida pelo rosto grande e gordo de Mr. Barlow, seu patrão e dono do único mercado da cidade de Bark, onde a jovem de 20 anos trabalhava no caixa.

    Harriet já estava acostumada com aquela cara de buldogue mal encarado que Barlow fazia quando estava com raiva. Mas tinha que admitir que a via com mais frequência ultimamente. Este já era o terceiro atraso, somente esta semana.

    - Sinceramente Harriet, estou ficando cansado. a fila está enorme esta manhã e Ruth está sobrecarregada. Onde diabos está seu senso de responsabilidade, menina?!

    O homem estava alterado, gotas de cuspe saíam de sua boca enquanto os lábios tremiam. E harriet sabia o porque. O atraso em sí não era o único problema. Harriet sabia que Barlow tiraria seu horário de almoço pouco depois de sua chegada que era a hora em que Ruth, a menina que trabalhava no caixa no turno da manhã, bateria seu ponto e os dois passariam a próxima 1h ou 1:30h em algum motel barato da estrada "tirando o atraso", afinal Ruth (uma menina pouco mais velha e tão sem expectativa de futuro quanto Harriet) só estava se mantendo naquele emprego há 3 anos porque mantinha um caso com o dono.

    O homem não esperou pela justificativa ou qualquer palavra de Harriet.

    - Ande logo menina, suma da minha frente, guarde suas coisas e asssuma o caixa. Os clientes já estão impacientes. Eu vou almoçar, não me crie mais problemas.

    Os homem se dirigiu apressado em direção ao pequeno estacionamento sem não antes dar um rápido e significativo olhar a Ruth, enquanto ela terminava de atender o último cliente para a troca do turno.

    - Harriet, que diabos. Terceira vez esse semana, o homem está possesso. Vai arrumar problemas.

    Ruth não era bem amiga de Harriet mas apesar de tudo, mantinham um relacionamento respeitoso. Harriet não comentava sobre o "lance" dela com o patrão e Ruth aguentava o jeito frio e estranho de Harriet. Ela sabia que Harriet estava se atrasando devido ao "bico" de babá que fazia volta e meia para ajudar com as contas e por isso tentava não se estressar.

    Enquanto Harriet assumia o caixa Ruth, já com suas coisas prontas, diz pouco antes de abrir a porta:

    - Quando tiver tempo, de uma olhada no jornal. A filha dos Mendoza desapareceu ontem.




    JONATHAN

    Spoiler:

    A chuva não parava de cair, forte e impiedosa. O frio entrava pelas suas roupas molhadas, atravessava sua pele, estava na sua alma. Tremendo, você percebe que estava em meio a várias árvores..um bosque talvez?
    A frente, você nota que existe uma trilha que segue em frente e direta, mas você não consegue ver aonde termina. Está escuro. E o final da trilha ainda mais escuro.

    E por alguma razão que você não sabia, não consegue olhar para trás, sabe que precisa seguir pela trilha escura e assim o faz. O único som é o da chuva e de seus passos avançando pelo chão lamacento. Não tem como saber por quanto tempo você anda. Segundos, minutos, horas ou dias...nada faz sentido.

    Você finalmente chega até o final da trilha que da em uma clareira. A escuridão é mais densa aqui e você está cedo. O ribombar de um trovão. Sua luz dura apenas alguns segundos e ilumina a clareira.

    O horror atinge seus olhos e você grita.



    - Jonathan! Jonathan!

    Jonathan acorda com um salto e cai do sofá. Com o movimento brusco, ele esbarra na garrafa de Jack Daniel's da pequena mesa entre o sofá e a TV de tubo. A garrafa cai com violência no chão e quebra com um barulho estrondoso enquanto Leila, que estava ao lado chamando, deixa escapar um grito e se afasta com um salto.

    - Meus Deus, Jonathan! Se acalme, foi só um pesadelo!

    Ouvindo a voz de sua mulher, Jonathan finalmente coloca a cabeça no lugar, sacudindo até que toda a confusão daquele momento se dissipe. Senta-se no sofá, sua respiração está pesada e seu coração acelerado. Sua mão vai a mesa em um movimento instintivo para alcançar a garrafa que acabara de quebrar mas desiste no meio do caminho ao se recordar que só sobrava os cacos.

    Leila senta-se ao seu lado, sua mão toca delicadamente o marido em um movimento tranquilizador.

    - Me levantei para acordá-lo para o trabalho e o ví gritando no sofá. Você está bem, querido? Não deveria ter bebido essa garrafa antes de dormir.

    Ela suspira.

    - Vou ligar para o escritório e pedir para Donnie remarcar com o cliente de hoje. Você precisa de um banho, um café e algo no estômago que não seja alcoólico.

    Jonathan sabia que isso não era uma boa idéia. A J&L Investigadores era muito recente e ainda não tinha reputação. E cancelar um cliente agendado (o único há algum tempo) não ajudaria em nada. Donnie, o advogado e amigo do casal, trabalhava ainda sem honorários. Em parte porque também era recém-formado e em parte porque devia um grande favor ao amigo. Mas Jonathan e Leila sabiam que isso não era uma situação permanente, nem mesmo conforotável para Donnie e por isso deveriam trabalhar duro para as coisas melhorarem. Cancelar um dos poucos clientes em início de carreira, devido a uma ressaca de uísque não era uma forma apropriada de fazer isso.

    Luxi
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    Re: PENUMBRA - Season 1 - The Song At The Gates of Dawn.

    Mensagem por Luxi em Seg Mar 20, 2017 11:43 pm

    Harriet não escondeu a cara de poucos amigos e o ar que saiu de sua boca enquanto suspirava pesado pela reclamação do patrão. Tudo que precisava era que seu dia começasse assim.

    - É, eu sei. - resmungou. Queria terminar por aí. Mas precisava de um emprego. Não queria ficar enfiada naquela casa para sempre e era meio humilhante tolerar isso sempre. - Desculpe. - ela comentou assim mesmo, com todas as vocais bem pronunciadas, de uma forma tão dura e falsa, que era difícil não ter raiva. - É, tudo bem. Eu vou compensar. - continuou, se encaminhando para seu posto. Ele não podia simplesmente calar a boca? O que ela podia fazer? Não dava mais para voltar no tempo.

    Tinha nojo daquele homem e mais nojo ainda do que ele fazia com a colega de trabalho. Tinha gosto pra tudo naquele mundo, afinal. Burra era ela, que não queria fazer esse tipo de coisa, ainda que não fosse um exemplo de mulher, já que de vez em quando aproveitava esse horário de almoço para pegar uma ou outra mercadoria para si.

    - Tá bom! - reclamou de novo, dando as costas para ele sem o menor remorso. No caminho, murmurava respostas que não podia falar em voz alta se quisesse manter aquele posto de vida ridículo ainda.

    - É, né? Foi mal. - respondeu à "amiga", mas simplesmente porque de outra maneira acabaria sendo grosseira, sem querer. Não estava com paciência para fingir ser legal com uma das pessoas que estava piorando seu problema.

    - Quem? Sério? ...Fugiu de casa. Aposto. Tchau, divirta-se... ou algo parecido. - essa última parte ela guardou para si, enquanto colocava o uniforme e deixava as coisas debaixo do balcão, pegando a chave para assumi-lo.

    Ela fingiu que estava concentrada ali, mas na verdade só estava olhando para as prateleiras. As vezes fingia que trabalharia como uma pessoa esforçada, mas logo acabou abrindo a gaveta para pegar e ler o jornal. Esse deveria ser o assunto de todo mundo da cidade naquele dia.
    fairbrooks
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    Re: PENUMBRA - Season 1 - The Song At The Gates of Dawn.

    Mensagem por fairbrooks em Seg Mar 27, 2017 4:00 pm

    Aperto a mão de Leila, de forma carinhosa, para senti-la realmente presente. Tento retirar a imagem de meu pesadelo de minha mente e respiro fundo enquanto beijo a testa de minha esposa.

    - Não se preocupe amor, foi só um sonho ruim junto com o efeito do Whisky, nada que seu sorriso não melhore. - Esforço um sorriso cansado para ela. - E você sabe tão bem quanto eu que não podemos dispensar clientes. Vou limpar essa sujeira que eu fiz, e depois podemos tomar um banho juntos para acalmar.

    Dou um beijo em Leila e um abraço longo, para realmente acordar daquele pesadelo. Então vou atrás da vassoura para limpar os cacos de vidro que estão no chão.

    Assim que termino, vou atrás de Leila que estava na cozinha preparando nosso café da manhã e a pego no colo levando-a para o banheiro, colocando-a embaixo do chuveiro junto comigo, com roupa e tudo.

    Após um banho revigorante, me arrumo rapidamente para não atrasar no horário marcado com o cliente, me aproximo e dou mais um beijo em Leila.

    - Te vejo mais tarde no escritório amor.

    E saio em direção ao escritório, ligando para Donnie para avisar que já estava a caminho.
    Brazen
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    Re: PENUMBRA - Season 1 - The Song At The Gates of Dawn.

    Mensagem por Brazen em Ter Abr 18, 2017 3:55 am

    HARRIET
    Spoiler:


    Harriet viu Ruth saindo apressada enquando assumia suas funções no caixa.

    Apesar do claro incômodo dos clientes na fila pela demora no atendimento, o dia de trabalho de Harriet percorreu de forma razoavelmente normal e a fila dmiminuiu progressivamente até atingir um ritmo preguiçoso de sempre que continuava até o final do dia. Tendo finalmente o tempo hábil, ela pega e começa a ler o jornal.

    Tendo uma população tão pequena, uma cidade minúscula e perdida no meio do nada, Bark não era exatamente o atrativo para grandes publicações como The New York Times, embora casualmente uma ou outra edição pipocasse nas bancas locais. Afinal de contas fofocas eram sempre bem-vindas e saber das últimas sobre as celebridades era como acompanhar vidas de outros planetas.

    Existia apenas um jornal oficial da pequena cidade, o Bark News, uma pequena publicação que na maior parte das vezes tratava de notícias de colheita, temporada de caça e pequenos anuncios. Dava para contar nos dedos as vezes em que algo realmente digno de nota tomava a capa do jornaleco.

    Essa era uma dessas ocaciões.

    Assim que abriu a gaveta e pegou o jornal, Harriet reconheceu imediatamente a  foto de Emily Mendoza na capa. O titulo em letras garrafais "MISSING", estava gravado em cima da foto. Era uma menina comum, do típico de cidade pequena. Inteligente mas nada extraordinário. Não era linda mas tinha potencial para ser. Cabelos longos negros, pele bronzeada pois era decendente de latinos. Sorriso tímido. Deveria ter por volta de 8 anos.

    Ao abrir o jornal, seguia a matéria:

    > Conforme confirmado pelo Xerife James Bitten, do Depertamento de Polícia e fiscalização de Bark, na noite do último sábado, dia 23 de Março, foi registrado o desaparecimento da jovem Emily Mendonza, filha de Jorge Mendoza e Charlote Mendoza, moradores antigos da cidade de Bark. Ainda não foram liberados grandes detalhes sobre o caso mas segundo o Xerife Bitten: "...estamos tomando todas as providências para isso seja resolvido o mais rápido possível e Emily retorne sua familia. Não podemos dar mais detalhes no momento mas não consideramos caso de sequestro. Ela pode simplesmente ter se perdido na floresta mas conversaremos com todos os que tem maior contato com ela."

    Acompanharemos o caso de perto e assim que rivermos acesso a maiores notícias  publicaremos em nosso boletim especial. Rezamos para a jovem Emily seja encontrada salva para alívio da família e o bem-estar de nossa comunidade
    <





    JONATHAN

    Spoiler:


    - Homem, que diabos aconteceu?  Você está um caco, já imaginava quando você me falou no telefone, agora pouco. Noite difícil?


    Jonathan foi recebido pelo amigo no pequeno escritório da J&L. Por sorte, ainda havia bastante café.

    - Bem, nosso cliente ainda está esperando. Me avise assim que puder entrar mas não demore, ele está bem nervoso e a espera não ajuda muito.

    Antes de entrar em sua sala, Jonathan consegue ter um rápido vislumbre do cliente em sua sala de visitas. Era um homem moreno latino, devia ter por volta dos 40 anos, cabelos negros escuros e robusto. A preocupação em seu rosto era bem obvia. De fato, não seria uma boa idéia deixá-lo na espera por muito mais tempo.

    Um calafrio passa pela espinha de Jonathan. Ainda conseguia lembrar do pesadelo, estava bem vívido em sua mente. Aquela escuridão angustiante, o trovão...fez com que se lembrasse de uma experiência do passado...

    Mais uma xícara de café antes de atender o cliente não seria uma má ideia.
    Luxi
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    Re: PENUMBRA - Season 1 - The Song At The Gates of Dawn.

    Mensagem por Luxi em Ter Maio 09, 2017 3:12 am

    off: queria pedir desculpas. Eu não tinha visto o post!

    on:

    - Uau. Coitada. - comentou sem muita emoção na voz, por estar cansada pelo trabalho repetitivo, mas era mesmo uma pena ver uma menina tão novinha desaparecida. Seu lado sombrio e sincero já lhe dizia que provavelmente estaria morta... ou sabe-se lá o que teria acontecido. Coisa boa não podia ser. Tanta gente podre no mundo, pensava, e só isso já lhe deu um pouco de raiva. - Será que esses caras estão mesmo procurando por ela com tanta vontade assim? - não conseguia confiar totalmente na honestidade dos policiais. Ainda mais se tratando de uma menina latina, mesmo sendo moradores antigos... talvez os policiais também pensassem que nem ela e não quisessem mais procurar. Bem, era uma pena. Se ela fosse policial, talvez estaria procurando pela pequena....

    Quando deu por conta, estava divagando e ignorando clientes da fila. Todos viviam suas vidas tranquilamente enquanto uma menina estava desaparecida na floresta. Não esperava por isso, mas a notícia tinha mexido com ela.
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    Re: PENUMBRA - Season 1 - The Song At The Gates of Dawn.

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      Data/hora atual: Qua Nov 22, 2017 3:47 pm