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    CHAPTER I: Call of Zillah

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    CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 9:47 pm

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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 9:53 pm

    Samuel Hawkins
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    1st Night


                                                                                                                           
    Samuel acorda com o som dos automóveis correndo e buzinando não muito longe do apartamento onde dormia, no sul de Hollywood. A janela do quarto estava totalmente lacrada, como permanecia durante o dia, o que ajudava a abafar um pouco o barulho que vinha de fora.

    Ele se levantava de seu colchão velho e rasgado do chão, olhava á volta, não havia nada no quarto além do colchão, um armário cheio de disquetes, CDs e pendrives, e o caixão que Dev/Null costumava dormir (decorado com adesivos de séries da HBO e jogos de tiro). O caixão estava aberto, mas vazio, exceto por um cobertor do Darth Vader e um travesseiro dos ursinhos carinhosos. Seu companheiro Malkaviano já havia acordado e encontrava-se digitando em seu computador na sala ao lado.

    Samuel havia se alimentado suficientemente na noite anterior, e não necessitaria repeti-lo agora, então decide caminhar até Dev/Null para saber se havia alguma novidade na cidade. Era um tanto quando difícil entender o que o Malkaviano geek falava, mas após algum tempo, o Nosferatu já estava se acostumando.

    Dev/Null conhecia sua verdadeira aparência, mas sempre era algo nojento interagir com uma criatura como ele, então, Samuel decide utilizar a falsa aparência que tinha quando mortal para interagir com o lunático.

    Ofuscação Nível 3 – A MÁSCARA DAS MIL FACES
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 10:27 pm

              




    O som da cidade... Algo calmo, tranquilo... Que para uns era sinônimo de estresse mas para outros era apenas a sinfonia de um lugar que podia ser chamado de "casa".

    Samuel já se levantara, aquela horrenda criatura que no fundo era uma boa pessoa, mas ainda assim não devia ser subestimada, já não tinha muito o que fazer aquela noite além de se informar. Seu colega de quarto tinha o hábito de se levantar pouca coisa mais cedo que o Nosferatu, mas o quanto? Isso Dev/Null não dizia... Ele sempre falava alguma coisa estranha desconversando totalmente o foco da conversa sobre a que horas ele costumava acordar, ou estava dizendo exatamente o que Nosferatu queria saber, mas não conseguia compreender o que.

    Dev/Null estava como um corcunda na frente de um monitor/tv, estava vestindo um roupão velho e amarelo, originalmente era branco. Antes que Samuel se aproximasse, Dev/Null dizia:

    - Sai Noel da Águia deixando o ninho, Sai Noel da Águia deixando o ninho.

    E quando Samuel já estava perto o suficiente, Dev/Null já virava para ele fixando por alguns segundos, e depois torna para seu monitor/TV e diz quando Samuel perguntava se tinha alguma novidade:

    - Novo? Que novo? Eu não sou novo, mas sabe o que é novo? Essas coisas estranhas que as franguinhas estão dizendo por aí, quem é que vai pintar uma mão de preto e ficar gritando como uma Hyena? É muito idiota não é? Você acredita nessa ideia de pintar a mão de preto?

    Ele então muda tela de uma notícia estrangeira que estava em uma lingua que Samuel não compreendia e torna a uma tela cheia de códigos que Samuel entendia menos ainda.


    Samuel Hawkins:
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 10:47 pm

    Como sempre, seu companheiro lhe dava informações enigmáticas. O que se poderia tirar desta estranha frase? Seria apenas alguma bobagem qualquer?! Pintar a mão de preto?! Isso lhe trazia memórias á mente, da tenebrosa época onde havia sido raptado, transformado em um monstro e obrigado a conviver com as criaturas mais desumanas que jamais havia imaginado. Naqueles tempos, ele ouvira sussurros sobre um grupo entitulado "A Mão Negra", algo como uma sub-divisão especial dentro do Sabá, uma espécie de grupo de guerreiros de elite ou algo assim, estaria Dev/Null indicando que havia novamente uma atividade Sabá na cidade?

    Antes que Samuel pudesse perguntar, seu colega volta-se para a tela e muda para uma notícia estrangeira, e em seguida uma tela com estranhos códigos.

    OFF: Existe algo na notícia que chame a atenção de Samuel? Alguma imagem ou algo do tipo? Existe algum padrão nos símbolos da segunda tela, ou é algo obscuro demais para que Samuel sequer tenha uma opinião do que possa significar?

    - Mão pintada de negro? Você está se referindo ao Sabá?- No fundo, Samuel sabia que ele daria uma resposta ainda mais enigmática, mas não custava perguntar
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 10:49 pm

              




    Dev/Null chegava na cozinha e Samuel o acompanhava. O Malkavian abria a porta dá geladeira que estava vazia e fica olhando para ela de forma estática enquanto pensava por alguns segundos.

    Ele pensava... Pensava... E dizia ainda olhando pra geladeira:

    - Sei que lá é uma grande bainha. Toda grande espada precisa de uma grande bainha, senao não dá pra jogar D&D. Há também a minha irmã da realeza papal. Ela era bem novinha mas hoje é um mulherão. Ela fez um pacto com o diabo e entregou o seu reino de Avalon a uma década atrás... Entregou pra espada. Ela é uma jogadora que não sabe brincar. Ela fica muito irritada quando perde. Eu sei disso porque nós conversamos, mas eu acho que ela não sabe que conversamos. Se for mesmo pra terra do bigodudo toma cuidado com a minha irmã da realeza papal, não é confiável nem prós outros amigos dela. Também sei que a igreja dá noite reina lá, eles são fortes, muito, mas eles não se preocupam com outros, eles só se preocupam em caçar o capeta, mas mesmo assim é bom não aparecer, eles buscam o capeta mas adoram achar até mesmo pessoas que não são os capetas. Pessoas como nós dois e o resto da cidade toda. Mas uma pergunta...

    Ele fecha a geladeira e olha pra Samuel.

    - Porque vai pra terra do bigodudo?



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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 10:51 pm

    Samuel não entendia a mensagem que o Malkaviano queria lhe passar, mas a menção á mão negra o assustava. Saber que o Sabá planejava algo era muito sério, e como continuar ouvindo Dev/Null não ajudaria muito, o Nosferatu decide consultar a maior fonte de informações do mundo vampírico, o seu clã.

    Ainda ofuscado, Samuel diz a seu colega de apartamento que vai dar uma volta. A rua estava mais agitada a esta hora, carros buzinando, sirenes, um táxi em alta velocidade, muitas luzes artificiais, algum ou outro mendigo na calçada, casais de jovens caminhando despreocupadamente na noite, era a selva urbana de Los Angeles.

    Hawkins ainda não dominava totalmente seu novo dom, ele conseguia se passar por um ser humano muito feio, mas já era o suficiente por hora. Samuel se vestia como quando ainda era um mortal, calças jeans um pouco acima do seu tamanho, jaqueta de couro sobre um suéter verde velho, e uma touca de Rapper ajudavam a esconder a feira que seus dons ainda não omitiam por completo. Ele perambulava pelas calçadas de Manhattan ignorando os transeuntes, seguindo em direção a seus companheiros de clã.

    OFF: presumo que haja algum tipo de refúgio comunal dos nosferatus da cidade, esgotos ou algo do tipo, não?!
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 10:53 pm





    Resolvendo desistir de conseguir alguma explicação coerente do Malkavian, Samuel se despede do vampiro que pareceu confuso com a subta mudança de comportamento do colega de quarto e expressou isso coçando a cabeça e erguendo um pouco a frente dos óculos no rosto, mas no final das contas, Dev/Null também resolveu deixar pra lá...

    Samuel tomava as ruas de Hollywood, ruas escuras e frias mas bem movimentada pelos transeuntes e carros que passavam pelos horários de pico. O Nosferatu então começava a procurar um caminho para ir até o Ninho da Pestilência, o lar dos Nosferatu... Samuel era o único Nosferatu que não vivia no labirinto subterrâneo, talvez por preferir assim, talvez porque apesar deu clã o acolher como um dos seus, alguns da família ainda pareciam julgá-lo por ser originalmente um membro da Espada de Caim... Certas coisas não eram apagadas com tanta facilidade, e talvez nunca sejam apagadas...

    Ele cruzava algumas vielas e passava por um beco sujo, cheio de lixo, ratos e um gato preto que passou correndo cortando o caminho do Nosferatu e tão rapido como surgiu, ele sumiu.

    Samuel abria a tampa do boeira e já descia fechando o mesmo. O cheiro pútrido, as baratas, os ratos, a merda, a urina, outros restos pegajosos e transmissores de terríveis doenças mortais, não eram incomodo nenhum ao Rato-de-Esgoto que conhecia bem o caminho subterrâneo do labirinto até o Ninho da Pestilência. Ele cruzava várias câmaras, passava por corredores umidos, nadava em tanques de nojeira infecciosa para cruzar largos canos, passou por obstáculos que ninguém além de um Nosferatu teria estômago para passar.

    Até que ele chegava a uma espécie de litoral subterrâneo, vindo do oceano de putridão, lá ele já via dois de seus irmãos, dois que nunca ele tinha conversado antes mas se lembrava de ter visto por aí. Eles estavam ao lado esquerdo de um caminho que parecia a entrada de uma caverna, cumprimentavam Samuel com um "E aí" gultural, vozes dignas de monstros pestilentos que eram e continuavam conversando entre si. A unica iluminação daquela praia subterrânea com caminhos cavernosos eram várias lampadas soltas aleatoriamente por aí e acesas de várias cores, além de placas de letreiros de neon jogados e pendurados. É como se os Nosferatu tivessem feito uma força tarefa e roubado da superfície qualquer coisa que pudesse lhes servir como iluminação.


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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 10:57 pm

    Samuel perambula pelos túneis fétidos, ocasionalmente precisando se agachar por túneis menores, andar com água suja até os joelhos, encontrando vez ou outra cadáveres de ratos secos, outrora ratos vivos (alguns com certas deformações). Após um longo percurso, sujo, molhado e fedendo, ele chega ao local.

    Lá ele encontra dois irmãos de clã conversando entre si. O clã Nosferatu tinha uma peculiaridade, alguns diziam que apesar de sua aparência, era o mais humano e fraternal dos clãs, sendo que muitos deles se importavam mais com o clã do que com seitas. Os Nosferatus eram o único clã que possuía algum contato com seus correspondentes do Sabá, normalmente através da ScreckNet, embora isso fosse algo bastante sigiloso. Samuel não compartilhava com essa ideia, talvez por seu abraço traumático por membros da seita brutal, mas ainda mantinha um bom relacionamento com os companheiros de clã da Camarilla, embora contasse com um refúgio temporário na superfície.

    Quando os dois Nosferatu o cumprimentam, ele retribui.

    - Beleza, irmãos?! Vim fazer uma visita a meus compatriotas, o mundo da superfície ocasionalmente pode ser um tanto quanto caótico e barulhento se é que me entendem!

    Samuel tentava passar um ar amigável a ambos, algo para quebrar o gelo. Ele se lembrava da fisionomia destes dois, mas não os conhecia pessoalmente.

    - Ás vezes é chato ter que se esconder o tempo todo, aqui podemos ser nós mesmos e sabemos que sempre poderemos contar uns com os outros!- Samuel se aproximava deles tentando se integrar na conversa - Me chamo Samuel, vocês dois não me parecem estranhos! - Diz o Nosferatu oferecendo um aperto de mão amigável.

    Após interagir com ambos, tempo suficiente para nutrir alguma confiança, fazendo perguntas sobre como andavam as coisas no subterrâneo, ele decide abrir o jogo.

    - Sabe, divido meu refúgio com um Malkaviano da superfície, Dev/Null, talvez alguém de vocês o conheça, o melhor hacker que já vi, mas um carinha um tanto quanto difícil de interagir, até para seu clã. Mas ele sabe de muitas coisas, seja por suas habilidades como hacker, ou pela herança de seu clã, e ultimamente veio dando sinais preocupantes, menções sobre a Mão negra, por acaso vocês tem alguma informação sobre membros do sabá na cidade?
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:00 pm





    Samuel era um Nosferatu de muitas palavras, com facilidade ele transmitia simpatia e camaradagem, tanto em seu sorriso horrendo que apenas um Nosferatu poderia entender que não era uma ameaça, quanto nas palavras e tom de voz que eram transmitidos de forma simples e clara.

    Os dois Nosferatu conversando se chamavam Jack Stink e a outra Nosferatu, sim era uma fêmea, se chamava Alessa. Os dois irmãos de clã contavam a Samuel que estavam falando sobre um cão de briga que estava nas ruas, o Dentes de Sabre, o cão de briga era tão feroz que já foi até usado pra matar pessoas, era um bicho grotesco de forte, e comentaram que pessoas interessadas em um carniçal animal pra segurança poderiam ter esse, pra ele ficar com a informação pra vender pra alguém... Depois disso, um assunto levou a outro, começaram a falar de animais no geral, começaram a falar de sobrevivência e caça na mata, até que Samuel sentiu-se um pouco mais intimido de e Jack e Alessa e assim que viu uma brecha para mudar o assunto ou levar do que estavam falando para a mão negra, ele o faz então que Alessa dizia com aquela voz tão grotesca que não tinha um pingo de feminilidade:

    - Por agora só o que a maioria já sabe... O doido que conseguiu aguentar a dominação dos anciões, e dizem que foi o fanatismo da mão negra que deu forças pra ele aguentar. Eu ouvi dizer do Jamal, um irmão do México, que o Sabá está agindo diferente, parecem estar... Se organizando... É bizarro, os caras são muito bagunçados.

    E assim a conversa começava a tomar um rumo para o lado que Samuel queria, felizmente Alessa e Jack pareciam estar bem abertos e bem a vontade em conversar com Samuel, talvez amizades novas poderiam estar nascendo.


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    2016-11-04 16:46:29 Samuel Hawkins rolls * dice to Fazer uma social (Diff 5) [* successes]
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:00 pm

    Em alguns minutos de conversa, Samuel já estava se tornando íntimo dos dois nosferatus, o diálogo sobre o cão lhe trouxe algumas ideias, morar no subterrâneo poderia não ser muito confortável, mas oferecia um certo grau de proteção, principalmente pelo fato de estar rodeado pela sua espécie.

    Ainda durante a conversa, Samuel aborda os seguintes pontos:

    1) Sobre o membro do Sabá que suportou a dominação dos anciões, e sobre os membros do México, o que mais os Nosferatus sabem sobre? Existe mais algo de importante que eles saibam?

    2) Sobre o cão, Dentes de Sabre, quanto desejam por ele? Samuel não sabia exatamente qual era a renda de Dev/Null ou mesmo de onde ela vinha, mas como ele residia em um apartamento em um bairro movimentado de L.A e tinha computador, luz e acesso a internet, ele provavelmente possuía alguma forma de renda. Seria interessante ter um carniçal para vigiar o apartamento durante o dia.

    3) Samuel pergunta se existe alguma possibilidade de arranjarem um local para ele no ninho da pestilência, um refúgio secundário poderia vir a calhar.
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:02 pm





    Os dois Nosferatu arregalavam aqueles olhos deformados, diante a primeira pergunta de Samuel, e Jack respondia:

    - Como assim? Você não sabe? É um Membro daquele bando de Milão que foi atacado, os anciões os pegaram, só aquele Membro sobreviveu, segundo o que estou sabendo ele era um Lasombra, esses caras são doidos, tem umas crenças estranhas e fanáticas, nem dá pra levar um cara desses a sério... O cara resistiu à Dominação dos anciões e depois se atirou a um ataque suicida bradando a glória da Mão Negra, todo mundo ia achar que era apenas mais um doido fazendo merda, mas se o cara conseguiu segurar a Dominação de um ancião se agarrando a esse fanatismo... A gente pode tirar algo disso, ou não é nada que se dê importância? É disso que estão falando do Sabá por aí.


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    Zeta, vamos com calma e por partes, muitas perguntas disparadas em um poste a cena fica pouco interpretativa e a conversa sem muita coerência, ok? lol
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:04 pm

    OFF:
    Foi mal, ainda estou me acostumando com seu estilo de narrativa, rs

    Samuel havia ouvido falar algo sobre, um membro do Sabá capturado que matou 7 membros antes de ter encontrado a morte final. Essa história era um tanto perturbadora, e Samuel decide desviar o foco por um momento.

    - Hum, são tempos difíceis mesmo... Mas voltando ao assunto, sobre aquele cão, o Dentes de Sabre, quanto desejam por ele? Talvez eu possa conseguir um comprador!
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:06 pm





    Samuel não sentia nenhum pingo de desejo de remoer os antigos tempos em que a Espada de Caim eram parte de sua não-vida, muito menos coisas remetidas à Mão-Negra. Desviando completamente e voltando ao que antes lhe interessava, o Dentes de Sabre, Jack respondia coçando a cabeça de inicio e arrancando uma casca grossa do tamanho de uma tampa de garrafa do seu couro cabeludo com essa leve coceira, ele olha para aquela casca, distraí-se por um segundo, lambe aquela casca e depois deixa-a no chão ao seu lado, como se estivesse deixando-a para pegar logo-logo.

    - Não cara, você entendeu errado, he he... O Dentes de Sabre não é nosso pra comprar! O Dentes de Sabre é daqui de Hollywood mesmo, próximo ao Sin Bin, aquela loja de videos pornôs. Perto do cemitério tem umas vielas, lá fazem brigas de cães, se você for lá vai encontrar fácil o Michael Skinner, ele é o dono do Dentes de Sabre, o bicho é um bêbado, vai estar arrumando confusão por aí, normalmente bate numa puta ou apanha como uma puta, mas cria cães como ninguem! Se alguém te perguntar se tem um carniçal animal em potencial você vende a informação do Dentes de Sabre.

    Alessa logo dizia:

    - Eu era muito gostosa quando era puta, fiquei feia depois que levei uma facada na cara, detesto homens que agridem putas como animais selvagens! Agora que você falou achou que vou subir lá e ensinar uns bons modos pra aquele bêbado!

    Samuel realmente se interessava no cão de guarda para uma futura proteção, tanto para si quanto para Dev/Null, porém, ele sabia que o Príncipe Bartes interpretava que a Terceira Tradição estendia-se também a lacaios e não só a progênies, o que significava que... Para Criar o Dentes de Sabre, seja Dev/Null ou Samuel, uma aprovação do Príncipe era necessária.


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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:09 pm

    - Ah sim, saquei. Obrigado pela dica!- Responde Samuel com um amigável (e grotesco) sorriso.

    Samuel se segura para não rir da cena. Por um momento ele quase se sentia como um mortal novamente, quase como se estivesse em um círculo de amigos rindo de uma piada. Era estranho como ele se sentia confortável em um ambiente asqueroso como este, interagindo com criaturas tão grotescas quanto ele, remoendo momentos de um passado que jamais irá voltar. Talvez esse fosse o segredo da união dos Nosferatu, quando não se tem mais nada a perder, quando sua vida (ou não-vida) não pode mais piorar, quando você é excluído por todos, não pode contar com mais ninguém a não ser seus iguais. Havia um estranho conforto nessa afirmação, e ela abria um novo leque de ideias para Samuel.

    - Sabe, fazia tempo que eu não me sentia tão á vontade com outros membros antes. Não que eu não goste da companhia de outros membros, mas é bom interagir sem máscaras, sendo nós mesmos. Por acaso vocês sabem se existe a possibilidade de haver um canto para mim aqui no Ninho da Pestilência? Eu agradeceria muito!
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:11 pm





    Samuel sentia-se bem, confortável, em uma situação social como se fosse no passado em que ainda tinha um rosto para ser visto. Memórias distantes mas um velho sentimento familiar passava pelo corpo pútrido, úmido e gélido do Nosferatu. Talvez aquela fosse uma luz melhor, talvez aquela fosse a única luz e nesse momento Samuel sentia-se como um humano, apesar de sua aparência, sentia-se algo que ele não mais estava. Vivo.

    Quem responde a Samuel era Alessa que tirava alguma espécie de lodo dos ouvidos com seus dedos longos.

    - Você gosta? Eu acho uma droga, por mim todos aqueles merdas podiam morrer de uma vez, principalmente aqueles sacos de pus dos Toreador, se eu ainda estivesse com minha beleza verdadeira aqueles bandos de feto morto iam ficar balbuciando só de me ver como eles acabam ficando.

    Era possível ver que Alessa realmente lamentava da perda de sua aparência que, segunda ela, era belissima, mas agora Jack respondia o Nosferatu:

    - Mano, sempre vai ter lugar aqui pra nós, é só você vir e se jogar por aí em algum lugar quando o dia chegar. Você é o único que não tá morando aqui em baixo, mas eu acho que eu entendo o seu lado, por causa do negócio que você era do Sabá, né? To ligado que tem uns irmãos que ainda encrencam disso contigo.


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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:12 pm

    - Valeu cara, é bom saber que podemos contar uns com os outros. Se precisarem de ajuda para alguma coisa, farei o possível para ser útil!

    Além de ter iguais para dialogar, ter boas relações com os membros do subterrâneo poderia ser muito importante e Samuel decide aproveitar a deixa. Não havia muito o que se fazer no mundo da superfície a não ser seus "monólogos" com seu companheiro de apartamento, perambular pelas sombras das ruelas disfarçado, e receber olhares de desprezo de qualquer cainita capaz de olhar através de sua ofuscação. Ele também não apreciava a forma como os membros mais esnobes da superfície (especialmente Toreadores) os tratavam, apesar de ter uma relação pacífica com Lily após ter salvo sua criadora. Samuel decide permanecer mais algum tempo de sua noite no esgoto.

    - Então, o que vocês costumam fazer atualmente para passar o tempo aqui?
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:15 pm





    Samuel decide não falar nada sobre seus motivos de ainda não ter ido para a ninhada, invés disso ele prefere mudar o foco da conversa, fazer algo diferente talvez, livrar-se do tédio que era ser um imortal.

    Antes que Jack ou Alessa pudessem responder, uma outra voz paira no ar, e subitamente como se sempre estivesse ali entre o tri, embora não estivesse, o famoso e recluso Calebros dizia:

    - Boa noite, irmãos.

    E após o cumprimento de ambos, o ancião Nosferatu dizia em um tom sério:

    - Samuel, que bom que está aqui. Podemos conversar?

    Aquilo certamente era subito e totalmente inesperado. Será que Samuel podia imaginar quais os motivos do Ex- Príncipe de Nova Iorque querer ter uma conversa com um simples neófito de reputação duvidosa.


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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:16 pm

    Samuel se surpreende com a presença do venerável Nosferatu, e retribui o cumprimento, com uma leve reverência em direção á voz.

    Isso surpreende ainda mais a Samuel. Apesar da fama de Calebros entre os Nosferatu da cidade e além, o neófito apenas havia tido um contato breve com ele, na época em que o ancião ainda era príncipe da cidade. Na ocasião, Samuel se apresentava ao príncipe, logo após o conflito da Camarilla contra o Sabá pela cidade. Se não fosse pelo fato de Calebros ser o príncipe naquele momento, é bem provável que Samuel tivesse sido expulso da cidade, ou mesmo ter encontrado a morte final por ter sido abraçado por membros do Sabá, e seu antigo bando ter se juntado a eles. Por sorte, o príncipe entendeu sua situação, lhe oferecendo uma segunda chance. Mas... o que exatamente Calebros teria para conversar com ele?!

    Após alguns segundos, Samuel responde afirmativamente.

    - É claro, senhor! Estou á sua disposição!
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:19 pm

              




    Como recusar um pedido de Calebros? Principalmente se fora um pedido amigável e simples de uma conversa? Calebros já respondia:

    - Vamos então... Com licença, irmãos.

    Jack e Alessa assentiam e se despediam de Samuel dizendo que se esbarrariam por aí depois. Calebros então guiava Samuel dentro do mar subterrâneo de nojeira, andando com ele até chegarem a ter de nadar nas profundezas fétidas da pestilência. Eles nadavam o caminho de volta pelos canos até voltarem às câmaras dos esgotos. Calebros então começava a falar enquanto caminhavam e as pestilências do ambiente pútrido eram uma plateia impossível de ser evitada, mas afinal, onde que seria um lugar seguro dos Nosferatu para se falar?

    - Como está indo Samuel? Está se adaptando bem?

    Calebros era simples, silencioso e tratava seus irmãos com amizade apesar de ser muito mais velho que quase todos, se não todos os Nosferatu.


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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:21 pm

    Samuel se despede de seus companheiros e segue com Calebros no mar de imundice. A água parada e com dejetos provavelmente devia proliferar colônias de bactérias, e seu odor era ainda pior que sua aparência. O jovem Nosferatu podia esconder sua aparência, mas disfarçar o odor que se impregnava nele e em suas roupas não seria tão fácil. Tomara que Dev/Null não se importasse tanto com isso, mas por sorte, Samuel havia recebido carta branca caso precisasse adotar o refúgio comunitário de seu clã.

    - Sim, senhor, obrigado por se importar! Também gostaria de lhe agradecer por ter me ajudado quando me apresentei!- Samuel olhava para os lados, como que para ver se não havia ninguém mais por perto, embora soubesse que isso não faria muita diferença, pois não era capaz de enxergar através da ofuscação de seus colegas. Mas talvez Calebros fosse. - Posso ser suspeito para falar, mas digo que você foi um ótimo príncipe!- Samuel acreditava que Calebros não o havia trazido até lá apenas para perguntar como ele estava, mas não queria parecer mal educado com alguém de tamanha importância, então espera que o ancião toque no assunto.
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

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