Um fórum de RPG online no formato de PBF (Play by Forum).


    CHAPTER I: Call of Zillah

    Compartilhe
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:26 pm

              




    Calebros escutava silenciosamente as palavras de Samuel, sempre olhando para frente, apesar de não ter olhos isso não parecia impedir que o ex- príncipe de fato enxergasse as coisas. Por fim o vampiro monstruoso respondia:

    - Nunca o considerei um membro do Sabá, Samuel, nem mesmo quando confessou ser um, você apenas nasceu no lado errado, assim como muitos outros que não tiveram a mesma oportunidade que você teve de se retirar.

    Ele então continua:

    - De fato você é suspeito, mas agradeço a gentileza, seria bom se a Primigênie tivesse a mesma opinião.

    A cada passada dos dois Nosferatu pelos esgotos era possível ouvir as poças de nojeira sendo pisadas, seus pés afundando na merda e as pequenas criaturas do verdadeiro submundo abrindo passagem para não serem pisadas, o sobretudo longo e negro de couro de Calebros balançava levemente apenas a cada passo dado.

    - Mas... Samuel, eu pedi para falar com você por outro assunto, um assunto que pode lhe interessar, mas também pode lhe assustar.

    Virando uma próxima Câmara, passando por outro enorme tanque de água que era despejada dos encanamentos que ligavam às casas e outros estabelecimentos da cidade fazendo o som de uma cachoeira de podridão humana, ele dizia:

    - Os outros vampiros, mais velhos vêem sua reputação como uma brecha para maquinar a Jyhad. Eu sei disso porque eu também o vejo assim. Não vai demorar muito mais tempo para que alguém resolva te usar como bode expiatório. É isso que os anciões fazem, seja por tédio, seja por um motivo não tão bom.

    Calebros dizia fitando a cachoeira que caía no tanque e logo eles voltavam a caminhar para a câmara seguinte.

    - Se nós, os Nosferatu não cuidarmos dos nossos, não há ninguém que irá. Nós somos odiados, repudiados. Somos um mal necessário para a Torre de Marfim, se o fato de vivermos nos esgotos fosse por simples necessidade de proteção da Máscara então já teríamos voltado à superfície, nós sabemos nos esconder e sabemos nos misturar entre o rebanho, mas é esse ódio que os outros nos vêem que nos tornou tão bons no que fazemos hoje. Somos sobreviventes e uma ninhada, mas alguns dos nossos irmãos se esqueceram disso, e os que não esqueceram fecharam os olhos para quem realmente é perigoso para nós. Todos os outros Membros. Você tem os seus contatos, Lyly e o Malkavian com quem vive, Dev/Null. Sou sincero quando digo que não confio na lealdade deles a você, mas as decisões são suas para serem tomadas.

    Eles continuam caminhando, dessa vez passando por outra câmara, essa era cheia de lixo, um grande tranque de um lixo com coisas orgânicas e recicláveis, acima tinha um pouco da iluminação de uma boca de boeiro quebrada, provavelmente aquele lixo todo era o que tinha caído de lá, a maioria com a chuva. Calebros continuava:

    - É por isso que eu acho que devía calar a boca dos outros de uma vez, a seu respeito, assim como os de nossos outros irmãos que estão se esquecendo da nossa união. Não devemos nos preocupar com o que falam de nós por nossas costas se não é verdade, claro, é uma sabedoria antiga que ajuda os mortais a suportarem o fardo de suas diferenças, mas nós não somos mais mortais e não estamos lidando com mortais, estamos lidando com egomaníacos que destruiriam física e psicologicamente qualquer um pelo tédio ou só porque podem fazer, e você sabe que é verdade. Já está nesse mundo a algum tempo, é o suficiente para saber.

    Então Calebros se aproxima de Samuel, as duas faces monstruosas próximas uma das outras, porém, Calebros era alguma coisa mais alta, o suficiente para ter que inclinar o pescoço para ficar cara a cara com Samuel, e diz:

    - E é por isso que estou informando à você, que os Justiçares determinaram que farão uma expedição à Berlim e estão reunindo Membros com experiência para investigar o escândalo da Mão-Negra, um círculo. Você entre todos os Membros dessa corte é o que mais teve experiência com o Sabá, além de saber seus costumes e táticas, consegue evitar ciladas, conseguiu provar que pode fazer isso quando salvou a anciã Toreador. Você pode ser um desses Membros, conseguirá se infiltrar no Sabá de Berlim e junto com os outros Membros, fazer o reconhecimento, limpará seu nome de uma vez e desarmará os anciões. Você não estará sozinho, é claro, eu mesmo lhe daria suporte daqui, seria o seu patrono e mentor nessa expedição. Eu mesmo também poderia ir no seu lugar, mas tenho minhas responsabilidades com nossos irmãos daqui e você tem mais motivos para ir do que eu.


    Samuel Hawkins:
    Pontos de Sangue - 13/12
    Força de Vontade - 6/6
    Vitalidade: OK
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:28 pm

    Samuel caminhava com Calebros enquanto pacientemente o ouvia falar. Sabia que ele queria lhe dizer algo importante, então ia ouvindo até o final. As palavras eram sábias, embora ele confiasse em Lily e apesar de não saber o que se passava na mente distorcida de Dev/Null, este o havia ajudado em um momento de necessidade, lhe fornecendo um refúgio temporário quando sua antiga ninhada o havia abandonado pelo Sabá. O fato de ser usado como um bode expiatório não era exclusividade de sua não-vida, mesmo como um mortal ele sabia o que era ser desprezado, viver á margem da sociedade, ser usado e descartado por pessoas mais importantes como se fosse nada, talvez tenha sido isso que o deu forças para suportar uma terrível não-vida como um rato de esgoto.

    Finalmente Calebros toca no ponto, uma excursão para outro continente, em território inimigo, e ele era possivelmente o Nosferatu com mais conhecimento sobre as táticas do Sabá. Isso poderia ajudar a limpar seu nome dentro da seita e terminar de uma vez com boatos infundados sobre sua pessoa.

    Samuel pensa por alguns instantes, e por fim responde:

    - OK, eu topo! Embora... gostaria de saber mais sobre os objetivos da missão, e de quais recursos eu teria a minha disposição.

    Samuel sabia que adentrar um território desconhecido seria perigoso, mas durante toda a sua vida tinha precisado tomar atitudes perigosas para sobreviver. Ele tinha alguma noção de infiltração e espionagem desde o último conflito com a seita na cidade, e sabia se virar razoavelmente bem, mas apesar de não estar sozinho nesta missão, sentia-se vulnerável por não possuir nenhuma forma de manter contato com L.A ou mesmo armas eficientes para se defender. Ele esperava que isso lhe seja fornecido durante a missão, mas em todo caso, não faria mal pedir a Calebros, afinal, ele estaria arriscando seu pescoço não apenas por sua reputação, mas também como um representante do clã na missão.
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:30 pm

              




    O Nosferatu compreendia o ponto de vista de Calebros e na maior parte concordava. Estava ciente do perigo que correria, mas ele era um sobrevivente que, apesar de estar acostumado a permanecer na base de todas as hierarquias que vivenciou, também compreendia que ser usado e se ferrar com isso era no mínimo, indesejável.

    Ele aceitava a proposta, Calebros não esboçava reação expressando, mas assentia à Samuel como quem entendera sua decisão e diz:

    - Como disse, será uma missão de reconhecimento, vocês espionarão o Sabá, coletarão informações levando o tempo que for preciso. Queremos saber tudo, principalmente se eles tem alguma arma secreta em preparo. O ultimo evento com o Membro do Sabá fanático despertou a atenção dos que tem algum juízo e querem checar. Faça uma lista do que irá precisar e me entregue até o final dessa noite, eu as providenciarei e quando o Príncipe convocar a corte local você irá se oferecer, caso alguém o contrarie eu entrarei em sua defesa me responsabilizando totalmete por qualquer problema que venha a causar.

    Aquilo certamente era uma grande demonstração de confiança. Calebros não só queria ajudá-lo, como estava disposto a por o seu na reta por Samuel.


    Samuel Hawkins:
    Pontos de Sangue - 13/12
    Força de Vontade - 6/6
    Vitalidade: OK
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:31 pm

    Assim como a maioria dos Nosferatus da cidade, Samuel sentia certa admiração por Calebros, e esperava estar á altura das expectativas do ancião. Não era á toa os ratos de esgoto verem Calebros como uma espécie de grande figura paterna, ele se responsabilizaria por qualquer deslize cometido por Samuel, e este era mais um motivo para não desaponta-lo, pois estava colocando sua confiança nos ombros de um neófito de reputação duvidosa que nunca havia lhe proporcionado qualquer benefício.

    - Tudo bem. Agradeço pela confiança, senhor, farei tudo que estiver a meu alcance para o bem da missão! Quanto ao equipamento, posso lhe dizer agora mesmo, uma arma comum de boa ocultabilidade como uma pistola leve e munição já ajudariam, alguma arma corpo-a-corpo como um porrete ou machete, alguma roupa reforçada para proteção. Também precisaria de alguma forma de me manter em comunicação com você, como um celular ou algum desses aparelhos modernos que costumam usar, e se possível, algum aparelho de escuta e binóculos de visão noturna!
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:31 pm

              




    Calebros assentia. Logo já se afastava dois passos do Nosferatu e dizia:

    - Terá seus equipamentos amanhã à noite. Terá seu tempo também para se preparar de outras formas que precisar. Não sei quando o Príncipe convocará a corte mas ele fará logo então mantenha seus ouvidos atentos. Até lá você tem mais alguma dúvida, Samuel?

    E aguardava a resposta do neófito.


    Samuel Hawkins:
    Pontos de Sangue - 13/12
    Força de Vontade - 6/6
    Vitalidade: OK
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:33 pm

    - No momento não. Existe mais alguma coisa que o senhor me recomendaria para a missão?

    Após a resposta de Calebros, Samuel se despede deste com um aceno, e refaz seu caminho de volta para a superfície. Ele perambula por túneis estreitos e úmidos, caminhando com água poluída até a cintura, em um enorme labirinto sob a cidade de Los Angeles, até chegar á superfície. Ele já havia se acostumado ao escuro e o silêncio dos esgotos, e as luzes, sons e movimentos de milhares de transeuntes e automóveis lhe deixavam levemente aturdido por alguns segundos.



    Após se acostumar novamente com o mundo da superfície, Samuel caminha ofuscado pelas ruas, procurando na calçada e em lixeiras algum jornal para lhe atualizar sobre os acontecimentos mortais da cidade.
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:34 pm

              




    Diante a pergunta de Samuel, o Nosferatu ancião apenas responde:

    - Fique de olhos abertos, seus aliados nessa expedição, podem não ser seus aliados.

    E assim, dado o conselho que Samuel pedira os dois Nosferatu se despediam, o que precisara ser tratado já tinha sido. Ambos seguem seus caminhos diferentes, com Calebros retornando ao Ninho da Pestilência, ou talvez, para outro lugar e Samuel seguindo novamente pela superfície.

    Subindo para o mundo superior, o Nosferatu já ofuscado na figura que costumava se ofuscar caminhava pelos becos, procurando nos lixos e afins algum jornal de hoje que alguém possa ter jogado fora, porém a maioria das coisas que encontrava eram mais jornais rasgados como parte do lixo, jornais antigos, mas ao começar a caminhar para procurar mais ele logo batia o olho em um mendigo que estava dormindo, um jornal estava ao lado dele, dobrado, limpo, provavelmente era de hoje, bastava saber se Samuel pegaria do mendigo, tentaria negociar ou simplesmente procuraria outro.


    Samuel Hawkins:
    Pontos de Sangue - 13/12
    Força de Vontade - 6/6
    Vitalidade: OK

    2016-11-19 10:41:49 Samuel rolls * dice to Caçar jornal nas ruas (Diff 6 ) [2 successes]
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:37 pm

    Procurando por vielas e becos, latas de lixo e pela calçada, Samuel apenas encontrava jornais antigos, em pedaços, ou tão sujos que era impossível ler, até finalmente encontrar um jornal em bom estado... logo ao lado de um morador de rua dormindo.

    Samuel não sabia a razão do mendigo precisar de um jornal novo, talvez para se distrair de sua miserável vida?! De qualquer forma, acreditava que para alguém que mal tem onde dormir ou o que comer, um jornal não faria muita falta.
    O Nosferatu utiliza outra faceta de seus dons, ocultando totalmente sua presença nas trevas da noite (Ofuscação Nível 2 – PRESENÇA INVISÍVEL), e cuidadosamente tenta pegar o jornal sem acordar o mendigo.

    POSSIVEIS AÇÕES:
    Caso ele consiga pegar o jornal sem acordar o mendigo, ele o folheia á procura de qualquer notícia interessante. Caso não encontre nada que chame sua atenção, devolve o jornal cuidadosamente, para que o mendigo não se acorde.
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:40 pm





    O porque o mendigo estaria carregando um jornal poderia ser um mistério, ou uma coisa muito simples, mas para tirar essa duvida precisava acordar o morador de rua pra perguntar e não era isso que o Nosferatu queria. Cuidadosamente o Nosferatu subia sua ilusão mistica fazendo com que ficasse invisível para aqueles já não o viam e felizmente o sem-teto não era um deles.

    Samuel se aproximava cuidadosamente e pegava o jornal ao lado do pobre coitado, de começo, tudo bem, mas ao levantar o jornal coisa de um ou dois centímetros acima do chão, Samuel imediatamente sentia que o seu manto de ilusão se quebrara. Por pouco Samuel quase conseguiu uma proeza grande, manipular um objeto com um baixo nível de ofuscação sem se revelar. Teria sido sorte, ou habilidade? O Nosferatu não sabia, mas agora não importava, o que importava é que ainda assim o mendigo continuava a dormir, sem perceber o Nosferatu que estava ali do lado roubando seu pedaço de papel informativo.

    Cuidadosamente Samuel recuava com o jornal, o mendigo tossiu, aquilo fez Samuel ficar atento, aquele cara podia acordar a qualquer momento, mas o mendigo continuou dormindo e virou para o lado resmungando uma coisa qualquer...

    Vitória! O Nosferatu então já partia para outro lugar, com seu novo jornal. Observando as notícias o vampiro podia ver uma das matérias:

    "Downtown em alerta -  Estudante morre com facadas no pescoço."

    "Tiroteio em Chinatown - Esquadrão de Elite combate atividade terrorista"

    "Onde está Robson Cano?? - Jogador dos Yankees tem alto demérito nos últimos 12 jogos."

    "Hall da Fama - Mandy Adams revela que Los Angeles ser o berço de mais uma nova estrela em Hollywood."

    "Fato ou Ficção? - Hotel assombrado em Santa Mônica"

    "Inauguração Cultural - Empresário misterioso investe no novo museu de arte grega em Dowtown."

    "Protesto em Berlim - Alemães causam revolta após a decisão do juri sobre o caso da menina violentada por um policial."


    Samuel Hawkins:
    Pontos de Sangue - 13/12
    Força de Vontade - 6/6
    Vitalidade: OK

    Por ser uma tarefa que interage muito com objetos, pega-lo  pra levar consigo, será necessário pelo menos 3 sucessos no teste de Diff 9.

    2016-11-24 15:24:04 Samuel Hawkins rolls X dice to (Diff 9 ) Não quebrar Ofuscação [2 successes]



    2016-11-24 15:27:14 Samuel Hawkins rolls X dice to (Diff 6 ) Não acordar o mendigo [3 successes]
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Abr 10, 2017 11:41 pm

    Samuel consegue pegar o jornal sem acordar o mendigo, mas sua ofuscação fora quebrada. Ele segue furtivamente com o jornal para um canto escuro, procurando utilizar sua aparência mortal (Ofuscação nível 3).

    Ao folhear o jornal, percebe várias notícias, muitas das quais não parecem ter muita relevância para ele.

    Samuel decide se focar nas seguintes notícias:

    * Tiroteio em Chinatown - Esquadrão de Elite combate atividade terrorista.

    * Downtown em alerta - Estudante morre com facadas no pescoço.

    * Fato ou Ficção? - Hotel assombrado em Santa Mônica.

    * Protesto em Berlim - Alemães causam revolta após a decisão do juri sobre o caso da menina violentada por um policial.
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Ter Abr 11, 2017 7:56 am





    O Nosferatu seguia beco adentro. Latas de lixo dos estabelecimentos ao lado eram encontradas, escadarias de incêndio também. Ratos andavam espreitando e observando o Nosferatu que logo assumia uma aparência humana para todo aquele à sua volta que o visse. Isso era algo indiferente pois o Membro estava sozinho, porém uma precaução na superfície nunca era demais.

    Ele encontrava uma escadinha que dava acesso a uma porta de algum estabelecimento. A escadinha era pequena, uns três degraus e larga o suficiente para que duas pessoas se sentassem, uma porta de metal estava no topo com uma placa branca grande escrita em negrito na cor vermelha "SÓ PESSOAL AUTORIZADO" a uns dez ou quinze passos à esquerda havia uma cerca gradeada velha e suja, porem ainda parecia ser firme, devia ter uns dois metros e meio de altura e só era possível ver a uns dois metros de distância até chegar uma escuridão e mais uns dez metros até ver ao fundo uma luz de poste elétrico que evidenciava um caminho até o outro lado do quarteirão, mas era necessário uma visão aguçada para ver os detalhes ao fundo.

    Quando Samuel se sentou naquela escadinha, que era o canto mais escuro, escondido e minimamente confortável em que pudesse ter claridade minima para ler o jornal, ele percorria seus olhos pelo monte de papel dobrado.

    Fato ou Ficção? - Hotel assombrado em Santa Mônica.:
    Noite passada operários da Open Block contratados para demolir o então falido Ocean House Hotel próximo às praias de Santa Mônica fugiram do local alegando que o hotel estava mal assombrado. "Nós fizemos o planejamento durante o dia. Por volta do meio dia nós entramos no hotel para verificar a estrutura interna, estava péssima, o hotel foi construído em 1921 e houve um incêndio que o deixou inabitável. Nós escutávamos barulhos e rangidos e tínhamos a impressão que tinha alguma coisa errada, mas nossos colegas que não entraram riram da nossa cara e quiseram continuar. Nós demos sequência a noite e então nós escutávamos gritos, choros muito altos pra qualquer pessoa normal dar vindas de lá de dentro e vimos pessoas lá dentro das janelas. Nós fugimos na hora. Só quem viu aquele horror pode saber como é." O operário que deu essa entrevista não quis se identificar. O Ocean House Hotel é um hotel de Santa Mônica que fica próximo às praias. Construído em 1892, o hotel chamou atenção negativa quando uma chacina cometida por Jack Torrence, o gerente do hotel. Jack Torrence tinha um ótimo currículo sem antecedentes criminais ou histórico hereditário de doenças mentais, sua esposa Wendy Torrence e seu filho Daniel Torrence foram brutalmente assassinados e seus corpos desmembrados e espalhados pelo hotel. Além de sua família houveram também outros hóspedes, Victoria Berti e seu marido Donald Berti, William Galego, entre outras mais. O corpo de Jack Torrence foi encontrado pendurado na ponta superior do hotel pelo pescoço. Jack Torrence cometeu suicídio e uma semana após o fechamento do hotel um incêndio sem esclarecimento da perícia tornou o hotel inabitável. O Ocean House Hotel será apresentado em (data de hoje) no reality show Haunted L.A apresentado por Simmon Milligan.



    Protesto em Berlim - Alemães causam revolta após a decisão do juri sobre o caso da menina violentada por um policial:
    Logo no topo, depois do título da notícia haviam fotos das ruas de Berlim que mostravam multidões enfurecida com tochas e tacos de baseball levantando placas de protesto porém as fotos não foram tiradas de um ângulo favorável para se ler as placas.

    Na ruaHertzalle mais uma vez as multidões manifestantes em toda a cidade ainda não se cansaram pedindo a renúncia do prefeito Rolf Rosenstock e que justiça seja feita em Berlim. Muitos manifestantes já chegaram à residência do prefeito Rosenstock exigindo que ele renuncie à prefeitura, a mansão está cheia de seguranças, pessoas gritando o fim da corrupção da cidade, o fim da corrupção da policia civil, multas excessivas e abusivas, os altos índices de criminalidade que não abaixam. As manifestações começaram após o escândalo do estupro de Anette Waltman, uma menina de 16 anos, na semana passada. O suspeito, o policial civil Willfried Schaller foi absolvido das acusações devido a falta de credibilidade do juri na menina, mais tarde soube-se que o policial Willfired Schaller era amigo do prefeito Rosenstock por uma foto de 2002 que internautas exibiram em redes sociais, o juri fora entrevistado mas todos negaram qualquer envolvimento corrupto. Como já foi repassado em vários locais da mídia esse não foi o motivo principal que desencadeou a cólera do população, problemas de corrupção ativa e passiva tem sido registrados nas ultimas décadas, assim como o alto índice de criminalidade que deixa as pessoas cada vez mais assustadas, não só em Berlim como todo a Alemanha.

    ANETTE WALTMAN:

    POLICIAL WILLFRIED SCHALLER:

    PREFEITO ROLF ROSENSTOCK:

    Tiroteio em Chinatown - Esquadrão de Elite combate atividade terrorista.:
    A policia e a população ainda está alerta a onda de ataque terroristas que aterroriza Los Angeles. Semana retrasada uma onda de golpes à população tem causado caos em áreas públicas, no Shoopping de Downtown foi lacrado após uma onda de assassinatos violentos e o clube Asylum em Santa Mônica teve de ser fechado a uma explosão em que houve mais mortos do que feridos. O esquadrão de elite especial anti terrorismo tem sido mais necessário nestes ultimos meses surgindo e bloqueando setores públicos e privados com autoridade governamental. Noite retrasada o restaurante Red Dragon sofreu o mesmo atentado do clube Asylum em Santa Mônica onde houveram feridos e mortos. No meio do caos o grupo de Esquadrão Anti Terrorista cercou todo bairro evacuando a área. Chinatown sofre com a Mafia dos Tong e seu envolvimento também está sendo investigado. O jornal de L.A conseguiu uma foto amadora do esquadrão enviada por um leitor desconhecido.

    Esquadrão anti terrorista:

    Como um Nosferatu, Samuel sabia muito bem que aquele esquadrão não era nenhum esquadrão anti terrorista, era um esquadrão anti sabá. Samuel conhecia os segredos sujos de alguns Membros, pelo menos alguns deles, graças as trocas de informações de seu clã, e descobrir quem eram os "peões" do Xerife/Algoz não foi nada difícil. A policia secreta dos Negros costumava ser mais discreta mas não é como se com esses ataques já pudessem ser discretos. Nessas casos não resta muita coisa além dos Membros se unirem para manipular a mídia, bloquear ruas e soltarem manchetes nos jornais de que não há nada sobrenatural ocorrendo. Mas o que era mais importante era que o Sabá realmente estava agindo em Los Angeles, e eles estão ferozes.

    Downtown em alerta - Estudante morre com facadas no pescoço.:
    Noite retrasada o estudante de intercâmbio Jonatham Medeiros foi encontrado morto próximo à biblioteca de Downtown com o pescoço destruído. Segundo a pericia os golpes desferidos foram provocados por facas. Foram levadas carteira e aparelho celular da vítima o que qualifica como latrocínio. O indice de criminalidade em Los Angeles tem crescido bastante nos últimos meses subindo nas estatísticas mais homicídios e desaparecimentos tem sido registrados. A policia alega que o controle das gangues está sendo mantido mas que novas medidas mais extremas serão tomadas para combater a criminalidade em toda Los Angeles. O estudante de intercâmbio Jonatham Medeiros veio de Portugal para cursar Publicidade e Propaganda na Universidade de Downtown. Faleceu com vinte e quatro anos.


    Samuel Hawkins:
    Pontos de Sangue - 13/12
    Força de Vontade - 6/6
    Vitalidade: OK
    Zeta
    Neófito
    avatar
    Neófito

    Mensagens : 15
    Reputação : 0

    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Zeta em Qua Abr 12, 2017 1:12 pm



    _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


    Samuel passa vários minutos lendo o jornal, nada muito fora do comum el L.A, assassinatos, guerras de gangues encobrindo atividades sobrenaturais, mais do mesmo...

    Após terminar de ler o jornal, o Nosferatu voltava ao local onde o mendigo dormia e observa se ele ainda permanecia no sono.

    Possíveis ações:

    1) No caso do mendigo ainda dormir, Samuel se aproxima furtivamente e deixa o jornal ao lado dele.

    2) No caso dele estar acordado, Samuel apenas deixa o jornal no chão e sai do local sem se aproximar do mendigo, na esperança de que ele encontre o jornal por si só.

    3) Se o mendigo não estiver mais no local, Samuel deixa o jornal no chão, no exato lugar onde o encontrou.

    Assim que devolve o jornal, Hawkins fazia novamente seu caminho até o apartamento de Dev/Nul, para passar seu tempo pelo resto da noite. Por falar nisso, era possível que a notícia ocorrida em Berlim tivesse alguma conexão com o vídeo que o Malkaviano assistia no início da noite... ou talvez não significasse nada, mas de qualquer forma, seria interessante saber mais sobre o país em que seria enviado em breve.
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Qua Abr 12, 2017 8:15 pm





    Samuel não via muito que poderia usufruir daquelas notícias. Coisas que haviam chamado sua atenção, mas parando pra refletir... Não eram tão interessantes assim.

    O Nosferatu se levantava de onde estava sentado e caminhava de volta ao mendigo que continuava a dormir como uma pedra. Ele estava com a cabeça repousada na parede, o braço esquerdo repousado sobre o peito e o braço direito aberto. Uma das pernas flexionadas e a outra estendida formando o desenho de um 4.

    Samuel deixava o jornal no mendigo, o mesmo roncava como um bixo, ele tossia mas não acordava e o Nosferatu deixava aquele beco tomando as ruas de Hollywood.

    A medida que caminhava de volta para o refúgio com do malkaviam, Samuel reparava que algumas pessoas olhavam para ele quando passava, outras evitavam olhar aquele sujeito que deve ter sido abandonado pela mãe, e por fim tinham aquelas que passavam longe do Nosferatu o olhando feio. Por mais que o Nosferatu estivesse ofuscado de um humano, ele ainda era um humano muito feio. Do tipo que se dirigisse para uma mulher ela poderia fugir pensando que seria algum bandido querendo violenta-la. O mundo era cruel, era frio e insensível, haviam aqueles que nasceram com sorte e aqueles que não. Haviam aqueles que eram dotados de empatia, até que o mundo lhes tirasse esse dom, e aqueles que não o perdiam eram pouquíssimos.

    O Nosferatu continuava sua caminhando e bem ao fundo já via o apartamento do Malkavian. Ao se aproximar ele começava a escutar uma música horrível e barulhenta vinda dá janela de Dev/Null, era tão alta que podia ser ouvida do outro lado da rua. As pessoas que passavam olhavam feio para a janela repudiando aquele som horroroso.

    Musica:

    Samuel subia as escadas e via um homem irritado descendo as mesmas, Samuel se lembrava dele, era o vizinho do andar de baixo. Quando passava por Samuel que escutava o som muito mais alto agora que estava próximo, ele dizia:

    - Porra mano dá um jeito no cara que vive contigo!!! Esse barulho tá incomodando o prédio todo!! O cara não tá nem ouvindo quando batem na porta!!!

    Sem esperar resposta, o vizinho já descia de volta para o seu apartamento e entrava no mesmo. Quando Samuel entrava em casa mal podia escutar seus próprios pensamentos. Dev/ Null estava sentado em sua cadeira do computador como sempre digitando coisas com extrema agilidade. O estado de espírito do Malkavian era tranquilo. Podia-se ver que ele estava bem em paz com aquele barulho todo, tanto que nem percebeu Samuel entrar em casa.

    Naturalmente Dev/Null estava incapaz de ter sua atenção focada no Nosferatu pela voz. Samuel tocava no ombro do colega e o mesmo se virava e olhava fixamente para o Nosferatu, esperando ele dizer o que queria, mas por mais que o Nosferatu dissesse algo sua voz era totalmente ofuscada pelo barulho. Dev/Null não entendia o que Samuel queria dizer, dava-se para ver em sua face, e quando Samuel sinalizava o som, o Malkaviam parecia se tocar o que havia de errado e desligava a musica.

    O silêncio parecia sepulcral. Samuel sentia seu ouvido zumbir e então Dev/Null quebrava aquele silêncio.

    - O que foi?

    Quando Samuel falava do barulho é que os vizinhos estavam incomodados, o Malkaviam assentia com a cabeça positivamente para Samuel, e nada mais falou sobre isso.

    Por fim, o Nosferatu perguntava sobre Berlim e Dev/Null aceitava os óculos e se levantava puxando a cueca de pijama enquanto respondia:

    - A terra do bigodudo? Bem, tem muita coisa que os arianos fizeram, eles eram cruéis. Mas o que você quer saber ? Ah, tem a menina que foi machucada pela lei, é o que aquelas pessoas estavam dizendo. É isso que quer saber? Dá menina? Ou tem outra coisa?

    O malkavian dava um coçadinha na sua barba e começava a se dirigir para a cozinha, e Samuel poderia acompanha-lo.


    Samuel Hawkins:
    Pontos de Sangue - 13/12
    Força de Vontade - 6/6
    Vitalidade: OK
    Zeta
    Neófito
    avatar
    Neófito

    Mensagens : 15
    Reputação : 0

    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Zeta em Qua Abr 12, 2017 9:06 pm



    Samuel seguia para o apartamento, ignorando as pessoas que o olhavam com asco (ele não se importava, as pessoas sempre o olharam assim, e se soubessem de sua verdadeira aparência, provavelmente vomitariam o jantar nele). Assim que vê o apartamento, podia ouvir um som ensurdecedor vindo dele.


    Samuel já sabia que se tratava de Dev/Null, não era a primeira vez que ele fazia isso, segundo ele, escutar estas músicas neste som absurdamente alto o ajudava a se concentrar, talvez isso minimizasse as vozes na cabeça dele, talvez alguma de suas personalidades seja fã do gênero, talvez ele fosse um masoquista tentando explodir os tímpanos em um acesso de loucura, seja qual for a resposta, isso era muito irritante...

    Ao subir as escadas, Samuel sentia o som vibrando em seu peito, e via o vizinho descendo as escadas e reclamando. Ele mal ouvia o que o homem dizia, mas já imaginava. Ao abrir a porta, era engolfado pela massiva onda sonora, seus ouvidos doíam.

    Ao se aproximar e tocar Dev, ele se virava mas não compreendia o que Samuel dizia. Samuel então apontava para o som. Quando a música era desligada, Samuel sentia um forte zumbido em seus ouvidos mortos. O Malkaviano lhe interrogava, sobre o que Hawkins queria.

    - Cara, sei que isso pode te ajudar, mas esse som está enfurecendo os vizinhos, nesta hora muitos devem estar tentando dormir, se continuar com isso, uma hora vão fazer um abaixo-assinado para nos expulsarem daqui!

    O lunático assentia com a cabeça, e Samuel continuava.

    - Bem, além disso, possivelmente eu vá para Berlim nas próximas noites, você sabe sobre alguma informação importante que eu poderia saber sobre o local?

    - A terra do bigodudo? Bem, tem muita coisa que os arianos fizeram, eles eram cruéis. Mas o que você quer saber ? Ah, tem a menina que foi machucada pela lei, é o que aquelas pessoas estavam dizendo. É isso que quer saber? Dá menina? Ou tem outra coisa?

    O malkavian dava um coçadinha na sua barba e começava a se dirigir para a cozinha. Esse era um dos raros momentos que Samuel o via se levantar da frente do PC. O Nosferatu o seguia.

    - Bem, eu li sobre essa história no jornal, existe algo mais importante por trás do ocorrido? Sabe algo sobre a influencia sobrenatural em Berlim? Sobre o Sabá?
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Qui Abr 13, 2017 9:58 am

              




    Dev/Null chegava na cozinha e Samuel o acompanhava. O Malkavian abria a porta dá geladeira que estava vazia e fica olhando para ela de forma estática enquanto pensava por alguns segundos.

    Ele pensava... Pensava... E dizia ainda olhando pra geladeira:

    - Sei que lá é uma grande bainha. Toda grande espada precisa de uma grande bainha, senao não dá pra jogar D&D. Há também a minha irmã da realeza papal. Ela era bem novinha mas hoje é um mulherão. Ela fez um pacto com o diabo e entregou o seu reino de Avalon a uma década atrás... Entregou pra espada. Ela é uma jogadora que não sabe brincar. Ela fica muito irritada quando perde. Eu sei disso porque nós conversamos, mas eu acho que ela não sabe que conversamos. Se for mesmo pra terra do bigodudo toma cuidado com a minha irmã da realeza papal, não é confiável nem prós outros amigos dela, e o pior de tudo, ela ja foi um rei da torre no xadrez, agora é um bispo. Também sei que a igreja dá noite reina lá, eles são fortes, muito, mas eles não se preocupam com outros, eles só se preocupam em caçar o capeta, mas mesmo assim é bom não aparecer, eles buscam o capeta mas adoram achar até mesmo pessoas que não são os capetas. Pessoas como nós dois e o resto da cidade toda. Já dá menina, é obra da grande bainha, toda a Europa é obra dela. Mas uma pergunta...

    Ele fecha a geladeira e olha pra Samuel.

    - Porque vai pra terra do bigodudo?



    Samuel Hawkins:
    Pontos de Sangue - 13/12
    Força de Vontade - 6/6
    Vitalidade: OK
    Zeta
    Neófito
    avatar
    Neófito

    Mensagens : 15
    Reputação : 0

    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Zeta em Sex Abr 14, 2017 12:30 pm


    Costumam dizer que loucos possuem uma percepção mais apurada da realidade que indivíduos "normais", que entre seus delírios, existem flashes de informação que lhes provém conhecimento além do mundano. Samuel sempre achou isso bobagem até conhecer Dev/Null, o problema era captar tais conhecimentos no meio de suas frases desconexas.

    Uma grande bainha, pode ser uma referência a ser o atual berço da espada de caim, ou á grande potência bélica que a Alemanha já representou? Uma irmã da realeza papal entregou o reino para a espada, já foi um rei e agora é um bispo, isso poderia representar muitas coisas, talvez alguém importante que já foi um príncipe da Camarilla e agora é um bispo do Sabá, talvez alguém dentro da sociedade mortal, talvez algo referente á inquisição? A igreja da noite = o Sabá, caçar o capeta = caçar infernalistas? A menina é obra da bainha, qual seria exatamente o interesse do Sabá em uma menina sendo abusada?

    - Porque vai pra terra do bigodudo?

    Samuel o encara pensando no que responder.

    - Bem... creio que não deveria revelar isso para outros membros, mas algo estranho está acontecendo em Berlim, e eu pretendo me oferecer para ajudar nas investigações. Minha ficha não está muito limpa aqui na cidade, sabe como é, "os pecados do pai"! Existe mais algo de importante que você possa me informar?
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Sex Abr 14, 2017 3:24 pm

              




    O Malkavian mexia o maxilar inferior para a esquerda e para a direita pensativo após a resposta de Samuel, e então ele assente positivamente voltando a olhar a geladeira vazia e então a fechava, sem pegar nada.

    Voltando ao computador ele respondia:

    - 404, mas dá pra descobrir mais. Porque não me traz um suquinho? Quando pousar já terei mais d6 pra você.

    Ele sentava no computador e sem olhar Samuel voltava a digitar freneticamente.



    Samuel Hawkins:
    Pontos de Sangue - 13/12
    Força de Vontade - 6/6
    Vitalidade: OK
    Zeta
    Neófito
    avatar
    Neófito

    Mensagens : 15
    Reputação : 0

    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Zeta em Seg Abr 17, 2017 9:26 am

    Após algum tempo convivendo com o Malkaviano, Samuel finalmente estava pegando o jeito para entender o colega. Aparentemente ele ainda não sabia mais sobre o local, mas em breve teria mais dados, enquanto isso, ele estava com sede. Como ele apenas pedia "um suquinho", era provável que não estivesse tão necessitado, talvez alguns animais pequenos dessem conta de saciar sua fome vampírica.


    - Certo, vou procurar alguns "bichinhos" e já volto!


    E assim, Samuel seguia (ofuscado) para o beco mais próximo, á procura de algum cão, gato ou mesmo alguns ratos. Antes de sair do apartamento, ele pegava uma faca de cozinha e escondia em sua calça, apenas por precaução.
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Qui Abr 20, 2017 9:45 pm





    Facilmente o Nosferatu achava uma faca qualquer na segunda gaveta do armário da cozinha, onde os utensílios maiores ficavam, tais como escumadeira e conchas e claro, facas de cortar carne, na primeira gaveta haviam apenas talheres comuns e a terceira era uma gaveta completamente vazia. Samuel logo as escondia em suas vestes

    Samuel escreveu:- Certo, vou procurar alguns "bichinhos" e já volto

    Samuel já abria a porta e saía quando escutava Dev/Null dizer em alto e bom tom de alerta:

    - Traz algo bom, por obséquio!

    Aquilo era um sinal claro para o Membro que certamente não seria só um bichinho como gatos, cães ou até mesmo ratos, mas algo fresco vindo de um humano que o Lunático queria, afinal cães e gatos era sangue para emergência caso o vampiro em questão não tivesse muita escolha, o gosto era quase nulo embora servisse para aplacar a fome.

    O Nosferatu descia as escadas do apartamento e via uma senhora com um guarda chuva subindo as escadas, ela olhara para Samuel por um minuto enquanto estava seguindo seu caminho escada acima e tão logo viu o Nosferatu em sua forma ofuscada apenas desviou o olhar daquele homem feio que era o diabo, mas ao passar por ele a senhora assentiu a cabeça e o cumprimentou num tom doce:

    - Boa noite!

    E assim ela seguiu seu caminho e Samuel o seu.

    O vampiro estava novamente nas ruas de Hollywood, os carros passavam de forma regular, haviam poucos transeuntes nas ruas e o vento começava a ficar úmido. Ao olhar para o céu via que o mesmo estava coberto por nuvens escuras, não estava limpo, talvez fosse chover aquela noite. O som das ruas noturnas era claro e calmo, aquele era um ambiente agradável embora sombrio, como toda noite o era.

    Ele logo seguia para os primeiros becos que ele conhecia, era fácil e ele já sabia aqueles caminhos de cor e salteado. Bastou atravessar duas ruas sendo que na segunda um dos faróis havia fechado de ultima hora. Felizmente não fora Samuel que tinha se envolvido naquele "quase acidente", e sim dois motoristas que quase se fecharam no cruzamento do semáforo soltando derrapadas agudíssimas de seus pneus chamando a atenção de pessoas que se alarmaram. Os motoristas logo começaram a discutir sendo que de um dos carros uma mulher assustada com uma possível briga também surgia.

    Por fim o Nosferatu estava em um dos becos que conhecia, era entre um açougue pequeno chamado "Dallas Meats" e um estabelecimento vazio sem letreiro e completamente fechado que o Nosferatu sempre viu mas nunca investigou. Ele seguia caminho caçando uma presa que pudesse subjugar e levar para Dev/Null, de alguma forma.

    O Nosferatu passava entre os becos, cruzava ruas escuras, encontrava alguns de seus amigos roedores e até poucos felinos os caçando freneticamente rapido, mas infelizmente não era aquilo que o Membro Lunático queria... Ele continuava seguindo por algum tempo, espreitando cada beco ocultado por um manto ilusório mantendo todo o ambiente à sua volta ignorante de sua presença, como todo bom predador faz com sua caça. Ele então passava por um terreno baldio onde sabia que naquela hora mais cedo, jovens garotos de classe média estariam jogando basquete nas quadras, e então é cruzando esse terreno que ele via um perfeito Xangri-Lá! Haviam três mendigos dormindo no chão, separadamente, duas mulheres jovens e um homem velho, haviam também dois cachorros sendo que apenas um deles estava relativamente próximo do homem dormindo. Samuel havia encontrado muitas presas fáceis de subjugar sendo que duas delas eram os animais que seriam mais fáceis de se levar, mas o Nosferatu tinha de escolher o que seria feito dali.



    Samuel Hawkins:
    Pontos de Sangue - 13/12
    Força de Vontade - 6/6
    Vitalidade: OK

    2017-04-20 18:39:00 Samuel rolls ? dice to Caçar (Diff 5) [5 successes]
    Convidado
    Convidado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Sex Abr 21, 2017 12:40 am





    Trilha Sonora:

    David sentia-se leve como o vento. Estava com sono... Muito sono, embora claramente fosse noite. O vento era forte e batia em seu rosto e suas roupas, as mesmas roupas que costumava utilizar em suas noites modernas. Ele olhava o horizonte e levava sua mão esquerda para proteger seu rosto da forte tempestade de areia que castigava seus olhos. Ele caminhava nas areias de um deserto escandante e frio, sua pele era tão acinzentada quanto as areias em que seus pés afundavam a cada passo... Mas... Como tinha chegado ali? Onde é que estava exatamente? O que estava acontecendo? David poderia pensar muitas coisas mas jamais teria certeza de nenhuma delas.

    Ele caminhava no deserto, cada passo parecia levá-lo a um local mais distante de qualquer destino que ele estivesse rumando, parecia infindável... Se David gritasse por alguma alva viva, ou quem sabe morta, naquele deserto, ele não obteria resposta alguma além da respostas dos uivos do dos ventos fortes. Ele caminhava e caminhava, era difícil manter-se de pé naquele ambiente. Nada...
    Nada além de areia, quilômetros e quilômetros de areia e ventos fortes carregando as mesmas para qualquer lugar. Até mesmo ao horizonte não via nada além de "nada"...

    "-David..."

    Ele virava-se imediatamente ao som da voz feminina que o chamara. Uma voz bela... Por mais que tenha chamado pelo seu nome brevemente, David já reconhecia aquela voz como uma marcante e atraente voz. Era sussurrada... Era leve... Era... Triste... Sim... O vampiro, sendo um Toreador conseguia se harmonizar facilmente com as coisas, com as pessoas, com as melodias, tal como aquela voz.

    Ele não via nada.

    "-David..."

    Novamente o chamara e ele olhara para uma direção oposto e então... Via algo que... Ele não tinha certeza se estava lá antes... A um pequeno monte de areia via algo diferente no cenário, por incrível que parecesse... Uma rocha...

    Cenário:

    "- Venha pra mim... Meu David..."

    O Toreador sentia um misto de sensações ao ouvir aquela... Aquela rocha... Chamando por ele, como se o conhecesse, ansiando para que o Toreador estivesse próximo dela. Era como num transe, ser chamado por aquela voz lhe trazia conforto, segurança, paz... Coisas que sendo um morto-vivo, raramente sentia-se além de fortes momentos e de quando bebia do sangue que roubava dos vivos. David se encaminhava até a rocha, era apenas uma rocha ao longe, mas ao se aproximar cada vez mais ele via naquela rocha um rosto... Um rosto de mulher, e aquele rosto assim como ele em uma noite, chorava lágrimas de sangue.

    Rocha:

    "-Meu David... Meu David Hayter... Meu.. Amado filho..."

    David observava as lágrimas de sangue descendo do rosto da mulher de pedra, era como se estivesse viva... O sangue era fresco e o vampiro sentia o gosto do sangue só de simplesmente cheirá-lo... Era delicioso, era sublime... David sabia, de alguma forma ele sabia que se ele tomasse daquele sangue algo aconteceria com ele, ele não sabia dizer se era algo bom, mas certamente sabia que era algo grande e independente das consequências David sabia em seu íntimo que ele devia tomar daquelas lagrimas de sangue que chamavam-no.

    "- Beba de mim, David... Não tenha medo... Beba de mim e abra seus olhos..."

    David estava ansioso... Ele expunha sua língua e lentamente, hesitante, ele a aproximava do rosto de pedra sentindo a cada milésimo de segundo o gosto de uma vitae que jamais experimentara em sua não-vida. David sabia, estava prestes a mudar o rumo de sua existência para sempre.






    Trilha sonora:

    - David? David, acorda! Meu deus, ele nunca dormiu tanto Yvory!

    O Toreador abria seus olhos, estava muito sonolento, tinha tido um sono pesado pelo visto.

    Yvory: - Ele está acordando.

    Ybony: - Pelos céus!

    David via Ybony e Yvory. Yvory estava sentada ao pé da cama com os braços e as pernas cruzadas em uma pose sensual enquanto Ybony estava sentada ao lado do Toreador com uma expressão claramente preocupado.

    Ybony: - Meu deus, David! Você me deu um susto!!!

    Yvory: - Eu disse pra ela se acalmar que você ia acordar logo, mas ele não me escuta...

    David olhava para o seu relógio ao lado da cama, já era 11:48, quase meia noite. David certamente dormia demais mas aquilo havia sido o cumulo do ridículo! Nem mesmo seus pesadelos o faziam dormir tanto, mas... David percebia agora, tudo aquilo fora um sonho, não passava de um sonho e aquele sonho fora tão real, tão forte... Esse dia ele não tivera pesadelos, todos dias David sonhava com os horrores da guerra... Pessoas fuziladas, crianças massacradas, mulheres estupradas e homens torturados, além de sempre relembrar-se de seu próprio carcere. Não importava que algumas décadas tinham se passado, aqueles pesadelos sempre o assombravam como se houvesse sido ontem, mas esse sonho... Esse abalara David com uma força maior, uma realidade aumentada, quase como se estivesse estado realmente lá mas ao contrário dos pesadelos, tinha sido algo bom.

    Tirando o Toreador de seu momento de transe, Yvory dizia:

    - Você está bem? Olha... A gente não queria te incomodar, mas eu precisava te dar um recado. A Rebeca passou aqui procurando por você, ela vinha te avisar que os Anarquistas vão se reunir a uma hora da madrugada no Ocean House Hotel. Ela disse que você sabia onde era.

    De fato David conhecia o local. Por aquele ser um local inabitável - e supostamente mal assombrado - graças ao antigo massacre e incêndio que tinha ocorrido, os Anarquistas decidiram que lá seria a próxima reunião. Eles sabiam que não podiam fixar-se apenas em um local pois seria fácil da Camarilla achá-los ali sendo um local muito bom para um reunião de qualquer sociedade secreta, como vampiros. Estabelecer um padrão era dar corda para serem encontrados.

    Los Angeles costumava ser dos Anarquistas assim como outros domínios porém a Segunda Guerra enfraqueceu rapidamente o movimento. Los Angeles possuía muitos Anarquistas embora o domínio fosse da Camarilla, por mais que seus companheiros de ideal não quisessem admitir, a Camarilla permitia que os Anarquistas ficassem ali e essa "paz" durou por algum tempo. Os Anarquistas achavam que a qualquer sinal de que a Camarilla fosse agir eles poderiam contornar a situação e triunfar, mas estavam enganados... Perséfone tentou alertá-los, ao menos tentou alertar a David e os demais Anarquistas Toreador.

    Perséfone - Aparência 6:

    Ela era de uma beleza ímpar... Nunca em sua não-vida David viu uma beleza tão poderosa, marcante como a de Perséfone, ela era tão bela que David entrou em profundo transe ao contemplar sua aparência digna de um anjo, ele só conseguira controlar seu fascínio porque a mesma ergueu sua voz marcante o suficiente para poder alcançá-lo em seu intimo. Ela não havia chegado ali tão bela, ela revelou sua verdadeira beleza depois de adentrar no refúgio dos Anarquistas, aparentemente a anciã precisava ofuscar sua aparência a um nível inferior para não violar a máscara pois era humanamente impossível que um ser humano fosse tão belo.

    A anciã tinha lhes dito que estava ali pessoalmente como demonstração de boa fé, que uma caçada de sangue aos Anarquistas seria feita e ela estava aberta ao Membros de sua família para acolhe-los e interceder por eles se eles se aliassem à Camarilla. Persefone podia ter utilizado de seus dons da noite para persuadir os Toreador Anarquistas mas pelo que ela mostrava queria que seus corações se voltassem à Torre de Marfim por livre e espontânea vontade, mas infelizmente nenhum dos Anarquistas do clã deram ouvidos à primogênita, três noites depois os Anarquistas começaram a ser atacados um por um por um esquadrão da Camarilla.

    Esquadrão:

    David fora um dos poucos Anarquistas que conseguiram escapar daquelas pessoas altamente treinadas. Fosse por sorte ou habilidade David tinha escapado mas não antes de experimentar um pouco da dor que eles proporcionavam. David tinha sido acertado na costela por uma bala que queimava sua pele com uma pequena explosão corroendo sua carne como fogo. Era uma dor insuportável, apenas uma bala. Tão poderoso era seu tiro que havia deixado uma cicatriz incurável onde havia sido acertado, por mais que David tentasse a marca daquele tiro em sua costela parecia que nunca sairia, uma lembrança pela eternidade que as armas mortais podiam acabar com os vampiros facilmente. David fora salvo aquela noite, por alguém... Agora, quem? Isso ele não sabia, seja lá quem tivesse o salvo, fora rápido, preciso e usava uma cobertura no rosto deixando David em um local seguro e logo depois, o músico escapou.

    Agora ele estava escondido, como todos os outros Anarquistas que sobreviveram e precisavam continuar sobrevivendo em Los Angeles se ainda acreditavam que podiam libertá-la da Camarilla.


    David Hayter:
    Pontos de Sangue: 15/9
    Força de Vontade: 6/6
    Vitalidade: Ok

    2017-04-20 19:51:02 David rolls 1 die to Pontos de sangue 4 + 5 (geração)
    Conteúdo patrocinado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Conteúdo patrocinado


      Data/hora atual: Sab Nov 18, 2017 1:59 pm