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    Capítulo 1: O Chamado de Zillah

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    Zeta
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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Zeta em Ter Abr 25, 2017 5:12 pm


    - Tudo bem se.. Levarmos a minha irmã, o Bob e o Guz, os meus cães? Eu não ia conseguir deixar eles.

    Samuel ponderava suas opções, ele já esperava que ela fosse fazer esse pedido, mas isso complicaria as coisas.

    - Hmm... Tá, pode ser, mas apenas há espaço para vocês duas lá dentro, os cães teriam de esperar do lado de fora! Não se preocupe, logo ao lado do apartamento existe um beco onde podemos deixa-los. Podemos ver todo o beco da janela e cuidar deles por lá!

    Beaumont
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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Beaumont em Qua Abr 26, 2017 6:52 pm

    David olhou muito bem em volta e avaliou os outro 6 que estavam ao seu redor. Nem todos eram soldados mas eles não pareciam estar preocupados com a guerra, olhou para os Toreador Kevin e Kent e tentou observar se eles portavam algum tipo de arma grande, já que pela escuridão não era possivel enchergar se portavam pistolas. 

    "É preciso ter muito culhão pra se envolver em negocio desses nessa escala, eu já posso ter ceteza que esses 6 não vão mais desistir dessa ideia"

    Havia uma certa esperança no interior de David ele poderia estar enganado mas a impressão que tinha é que os anarquistas estavam prontos para jogar o jogo. Ele respirou fundo, apenas como um jesto para angariar a vontade necessaria para iniciar seu pequeno discurso. David então juntou as mãos de forma rapida com um punho aberto e outro fechado, o estalo no ar foi baixo o suficiente para não ser ouvido do lado de fora da sala, mas o objetivo dele era mostrar que ele queria a atenção quando falasse. 

    David: - Certo somos nós seis, eu não tenho a certeza do objetivo do porque cada um de nós está fazendo isso, mas saibam que se iniciarmos uma guerra não vai ter mais volta. Eu conheço Rebeccah a tempo suficiente para saber que ela já está farta ds anciões obrigando ela fazer tudo o que eles querem e se ela quisesse ser uma puta de velhos, ela não estaria aqui hoje, eu digo mesmo sobre mim e eu admito que não está certo arriscarmos a nossa não vida para que anciãos detenham o poder como fazem. Eu não precisava estar falando isso agora, mas eu preciso ouvir de vocês. Se vocês realmente querem fazer isso precisamos confiar uns nos outros, por que meu amigo, se entrarmos na luta, armas e efeitos especiais que nós temos não serão o suficiente para enfrentar o que estamos pra enfrentar. 

    David: - O que eu quero dizer é ? Quantos de vocês já enfrentaram um esquadrão ? E quantos de nós possuí conhecimento tático para resistir a uma guerra ? Sem ofender ninguém mas eu sou o único que não trouxe lanterna aqui ? O quanto vocês confiam em mim ? E se eu fosse um espião da... "Peserfone" que nome é esse a proposito ! Como vocês saberiam ? Sondar a mente, dominação mental... O poder da presença, isso pode ajudar sim mas a minha primeira indagação é : Precisamos confiar uns nos outros e para que isso ocorra precisamos fazer um laço de sangue mutuo entre nós. Quem não quiser ótimo ! Não vou obrigar ninguem e também não vou fazer laço com ninguem que não for tomar do meu sangue também, mas precisamos ter um laço entre nós, porque se nós não formos entre nós, em quem poderemos confiar quando estivermos em perigo. 

    Talvez de fato David estivesse indignado por causa que não o avisaram que ele tinha de ter trazido lanternas, mas era mais pela confiança que ele resumia toda a sua preocupação. Ele olhava para Rebecah e Yvony pois de todos ali, era realmente quem ele tomaria uma bala no peito ou uma estaca no coração para salvar. 

    David: - Bom, eu confio em Rebecah e confio em vocês também afinal, estamos todos nos arriscando aqui tomando essa decisão, mas quero que pensem no laço como uma forma de nos protegermos caso venhamos a ser pegos pelos anciãos. Meu segundo ponto é justamente se formos pegos, o esquadrão é um grupo extremamente armado e poderoso, habil militarmente e eu não sei se sobreviverei a outro conflito com eles, por isso precisamos ser mais cautelosos do que poderosos em quantidade e armamento como estou vendo aqui. As armas pesadas e os carniçais lá fora se é que são carniçais nos ajudarão a ter cobertura para fugir mas é só isso. Eu gostei da ideia de criarmos mais crianças, gostei mesmo ! Mas precisamos "fingir" que aceitamos a trégua de Perserfone kkk meu deus eu sempre rio quando ouço esse nome... Enfim, nossos rostos estão mais do que visados, nossos refugios, seremos caçados feitos animais e mal teremos tempo de dar nossa investida contra eles. Então eu proponho que aceitemos essa rendição para que possamos estar junto com ela e entendermos como está a camarilla em meio esse conflito com o sabá ou pelo menos entender como está a força da camarilla. Vamos criar mais crianças e essas sim !! Não estarão visadas por que não iremos apresenta-las ao principe e manteremos essas crianças no anonimato para que no momento certo e elas estejam hábeis suficientes possamos atacar ! Teremos armas, contigente militar, e o melhor, o ataque surpresa !

    Um plano perfeito, mas claro nada pode ser perfeito então David prefere pensar que alguma coisa pode dar errado...

    David : - E é por isso que eu volto mais uma vez a questão do laço de sangue, já que estaremos lá entre as harpias e membros do elisio. Precisamos manter a nossa lealdade a nossa causa usando o laço que teremos, resistindo ao poder dos anciões, as manipulações das harpias, a sedução de nossos antigos membros de clã...

    David nesse momento se perde se lembrando da face perfeita de Persefone, como ele queria que ela entendesse o ponto de vista dele e como ele precisava se manter no foco e para sua própria segurança ser fiel a Rebecah, Persefone era como um vicio sedutor exatamente como a pedra ensanguentada em seu sonho....

    O garoto entao piscou os olhos como se voltasse de um transe rapido, olhou a reação dos demais como se esperasse a continuação do debate. 

    David: - E então, vocês querem enfrentar o esquadrão mesmo de frente ? Ou agirmos de dentro para fora?
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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Convidado em Sex Abr 28, 2017 3:16 pm





    A resposta do Nosferatu faz a garota levantar um sorriso de satisfação, ela se levantava um pouco atrapalhada com a pressa de passar uma noite em um lugar mais confortável e quente. A menina era loira, não muito alta, caucasiana tinha talvez seus 15 ou 17 anos. Era uma menina bonita mas toda aquela sujeira e mal cheiro tiravam boa parte da beleza dela. Os cães já erguiam suas orelhas em alerta ao que ocorriam mas apenas observavam sua dona e o novo visitante que apesar de ser um morto-vivo tinha uma certa conexão com o lado feral, o que dava a todos os animais alguma compreensão de Samuel como um igual. Alguns outros vampiros que não tinham essa mesma compreensão da Besta interior não podiam se beneficiar de tal coisa.

    A jovem olhava para o homem com um receio e depois ia até a outra moça se ajoelhando perto da mesma sussurrando em seu ouvido enquanto mexia em seus ombros levemente:

    - Bela, Bela acorda!

    A mendiga chamada Bela já parecia uma pouco mais velha, tinha cabelos pretos e era mais alta, pouca coisa mais alta que a "garota" que lhes oferecia abrigo de uma noite, parecia ter seus 24 a 26 anos. Também era bonita e se não fosse a sujeira e o mal cheiro atrairia olhares. Ela despertava e virava-se para sua irmã e dizia:

    - O que foi Amy?

    A garota que Samuel havia conversado, Amy, dizia virando um pouco seu corpo para que sua irmã visse a "garota" que havia as oferecido abrigo.

    - Ela disse que podemos passar a noite na casa dela.

    Bela erguia um pouco o seu corpo estando meio sentada e meio deitada, usando seus cotovelos para se erguer e ver Samuel com a face de uma adolescente. Bela olhava Samuel e então perguntava:

    - Você vai fazer isso mesmo? Sério?

    Depois que Samuel confirmasse, Bela olharia pra Amy e diria mirando depois pro mendigo que estava dormindo como uma pedra graças a bebida:

    - E ele?

    Amy ficava sem respostas e, ela tinha um certo pesar, parecia procurar palavras, uma resposta que fosse satisfatória de alguma forma e depois dizia:

    - O Guz e o Bob podem vir com a gente, ela disse que tem um lugar pra deixarmos eles.

    Aquilo certamente era um resposta evasiva de Amy. Bela olhava novamente para o mendigo deitado, ela parecia ponderar seriamente sobre o assunto, mas por fim ela dizia convencida e com raiva:

    - Vamos lá, qualquer lugar é melhor do que com esse porco.

    Amy se animava e Bela logo se levantava pegando os cobertores, a mais nova ia até cães e os fazia carinho, ela chamava eles mas apenas um dos cães atendia ao chamado de Amy, o outro que estava sentado junto ao mendigo olhando tudo continuava sentado, parecia não querer seguir as donas, parecia querer continuar onde estava. Bela já estava com cobertores proximo a Samuel, ela começava a se encaminhar para o beco com o Nosferatu quando ambos notavam que Amy parecia tentar chamar o cão em tom baixo:

    - Vamos Bob... Vem... Vem...

    Bella então dizia:

    - Amy, deixa o Bob, ele quer ficar com esse velho.

    Amy virava o rosto para Bella:

    - Mas...

    Bella inclinava um pouco o rosto e enrijecia as sobrancelhas. Dizia já no seu tom autoritário de irmã mais velha:

    - Deixa-O- Bob! Vamos!

    Amy ficava relutante, observava o cão com uma expressão de dó, ela então afagava a cabeça do cão e dizia com uma voz chorosa:

    - Tchau Bob...

    Então, tristonha, Amy se levantava e caminhava junto de Samuel, Bella e o cão Guz que as seguia. As presas de Samuel e Dev/Null o seguiam sem imaginar que estavam indo parar num ninho de parasitas sugadores de sangue, por mais que Samuel e Dev não apreciavam matar suas presas sugar sangue ainda era algo que os que não conheciam o prazer do Beijo rejeitariam facilmente. No caminho, Bella dizia à "garota" generosa:

    - Olha menina, eu agradeço pelo que está fazendo e não se preocupe... Sabemos que a oferta é apenas passar uma noite e não morar com você. Você só... Deu um empurrão pra fazermos o que já estávamos querendo fazer faz tempo.

    Saindo do beco agora sem a escuridão, Samuel podia notar que Bella tinha um hematoma no pescoço, próximo do ombro.


    Samuel Hawkins:
    Pontos de Sangue: 13/12
    Força de Vontade - 6/5
    Vitalidade: OK
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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Convidado em Sex Abr 28, 2017 4:33 pm

                        

                   



    David notava que nem Isaac e nem Kent carregavam armas consigo. O ambiente ficara em silêncio por alguns instantes, todos esperava David se pronunciar e o breve silencio só fazia aumentar a curiosidade dos demais, era claro em suas faces que cada segundo e os gestos que o Toreador começava a fazer atiçavam palavras maiores do que esperavam. David começava a expressar sua opinião de qual modo era melhor lidar com a situação da Camarilla.
    Facilmente ele expunha seus pontos e via o rosto complacente dos outros Anarquistas, alguns como Rebecah e Damsel pareciam já ter aceitado a ideia, Damsel não demorou muito para esboçar um grande sorriso diante as falas de David e sempre concordando com a cabeça a medida que o Toreador falava.
    Nines, Skelter e Isaac estavam muito pensativos, pareciam ponderar de verdade o que David falava, já Kent parecia ser aquele que não concordava, bastava olhar sua face de desgosto à medida que David ia falando, mas só depois de David terminar de falar é que ele se pronuncia:

    - Laço de sangue?? Não vai rolar! Pelo menos não comigo! Um laço de sangue não vai salvar ninguem caso seja pego! Se os caras nos dominarem ou nos torturarem tanto a ponto de preferirmos a morte não é o sentimento do laço que vai ser a proteção perfeita! Sem falar que um laço entre vários não é forte como laço entre apenas duas pessoas! Não mesmo, isso não vai funcionar, Hayter!


    Damsel, imediatamente falava:

    - Qual é Kent! O que o Hayter disse faz sentido! Mesmo que não seja garantia de funcionar, vai dificultar o trabalho deles! Tudo o que pudermos fazer pra dificultar pra eles deve ser feito, inclusive se facilita pra nós!

    Rebecca: - Isso mesmo! Acho que o laço pode muito bem frustrar até mesmo tentativas de Dominar nossas mentes, ou quem sabe isso não nos dá qualquer gás pra sermos mais cuidadosos, além de nossas não-vidas teremos o motivador dos nossos amigos e pensaremos duas vezes antes de nos comprometer.

    Nines: - Garoto vou ser sincero contigo! Eu gostei de você, você tem espirito e pelo que você tá dizendo parece ter uma malicia e experiência nessas coisas, mas acho difícil eu aderir a essa ideia de laço de sangue. Como você disse, a questão é a confiança, eu confio nos meus colegas e confio que eles não vão nos entregar sem lutar, nós acabamos de nos conhecer mas a Rebecca confiou em você e por isso te trouxe pro nosso lado, e eu confio nela também, sobre a lanterna... Bem, ninguém avisou ninguém sobre isso, esse é um local abandonado a anos e todo mundo sabe disso... Acho que todo mundo que trouxe a lanterna concluiu por conta própria que era necessária, não leva isso pro lado pessoal. Talvez nos laçarmos possa dar uma força no nosso interior pra dificultar os anciões mas talvez não, o Kent tem algum ponto afinal de contas, talvez isso só foda as coisas entre nós. Laços nunca acabam bem e se for pra nos mantermos unidos e fortes entre nosso companheirismo eu prefiro que venha de uma força natural e verdadeira.

    Skelter: - Eu não gosto da ideia de me laçar a ninguem, acho que ninguém aqui gosta mas tem alguns males que vem pro bem, talvez seja uma ideia mas eu não sei... Com sangue não se brinca e a Camarilla ainda tem aqueles Tremere que podem fazer qualquer macumba com essa feitiçaria de sangue deles se pegarem um de nós. Eu não sei cara... Sério, vou ter que pensar melhor nisso aí!

    Isaac: - Eu vejo que suas intenções são verdadeiras, sr. Hayter, o senhor tem um bom ponto e pode ser que dê certo, mas também há muitas chances de que falhe e que possa ser que esse laço venha a nos desfalcar com o tempo, pois pense, e depois? Caso vençamos e reconquistemos Los Angeles como um Estado Livre como nos desvincilharemos do laço? Não digo que não farei o laço, sr. Hayter, mas também preciso ponderar a respeito. Sobre a sua ideia de como enfrentaremos a Camarilla... Devo lembrá-lo que a sra. Deveroux ofereceu não uma trégua, mas uma submissão, e não foi a todos nós, foi apenas aos Membros de seu sangue, como agora sobramos apenas o sr, o sr Allan e a mim, seremos apenas nós três a nos infiltrarmos na Camarilla, e mesmo que façamos dessa forma não sei dizer-lhe se a oferta da sra. Deveroux foi de iniciativa própria ou ele foi mandada como diplomata pelo Príncipe. Ela ofereceu segurança apenas para os Membros de sua casa e os demais seriam mortos, creio que ela o fez de iniciativa própria o que pode dizer que essa... "submissão", é o que fato é, não é mais válida... Agora que a caçada de sangue foi declarada. Se formos em busca da Camarilla para fingirmos entrar em submissão acredito que nos estacarão primeiro, nos mandarão para o sol, e perguntarão depois.

    Skelter: - Ah e sobre os reforços lá fora, é gente que eu conheço, o Isaac pagou eles e as armas, são apenas capangas que estão fazendo um trabalho por fora pra alguns figurões. A gente conversou antes da reunião e achou uma boa ideia, ninguém sabia disso, só a gente, mas você tem razão essa galera é pra atrasar eles e garantir que a gente consiga se virar

    David Hayter:
    Pontos de Sangue: 15/7
    Força de Vontade: 6/6
    Vitalidade: Ok

    2017-04-28 12:35:43 David Hayter rolls ? dice to Carisma + Expressão [3 successes]

    2017-04-28 12:37:27 Rebecca rolls ? Inteligência + Empatia dice to [2 success]

    2017-04-28 12:39:20 Nines Rodriguez rolls ? Inteligência + Empatia dice to [3 successes]

    2017-04-28 12:41:15 Skelter rolls ? dice to Intelgiência + Empatia [3 successes]

    2017-04-28 12:42:09 Damsel rolls ? dice to Inteligência + Empatia [failure]

    2017-04-28 12:43:20 Isaac rolls ? dice to Intelifência + Empatia [3 successes]

    2017-04-28 12:44:09 Kent rolls ? dice to Inteligência + Empatia [4 successes]

    2017-04-28 12:54:38 Kent rolls ? dice to Carisma + Exprssão [1 success]

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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Convidado em Sex Abr 28, 2017 7:54 pm





    Trilha Sonora:

    Marko sentia-se leve como o vento. Estava com sono... Muito sono, embora claramente fosse noite. O vento era forte e batia em seu rosto e suas roupas, as mesmas roupas que costumava utilizar em suas noites modernas. Ele olhava o horizonte e levava sua mão esquerda para proteger seu rosto da forte tempestade de areia que castigava seus olhos. Ele caminhava nas areias de um deserto escandante e frio, sua pele era tão acinzentada quanto as areias em que seus pés afundavam a cada passo... Mas... Como tinha chegado ali? Onde é que estava exatamente? O que estava acontecendo? Marko poderia pensar muitas coisas mas jamais teria certeza de nenhuma delas.

    Ele caminhava no deserto, cada passo parecia levá-lo a um local mais distante de qualquer destino que ele estivesse rumando, parecia infindável... Se Marko gritasse por alguma alva viva, ou quem sabe morta, naquele deserto, ele não obteria resposta alguma além da respostas dos uivos do dos ventos fortes. Ele caminhava e caminhava, era difícil manter-se de pé naquele ambiente. Nada...Nada além de areia, quilômetros e quilômetros de areia e ventos fortes carregando as mesmas para qualquer lugar. Até mesmo ao horizonte não via nada além de "nada"...

    "-Marko..."

    Ele virava-se imediatamente ao som da voz feminina que o chamara. Uma voz bela... Por mais que tenha chamado pelo seu nome brevemente, Marko já reconhecia aquela voz como uma marcante e atraente voz. Era sussurrada... Era leve... Era... Triste... Sim... De alguma forma mesmo o Tzimisce sendo uma pessoa apática, conseguia se harmonizar facilmente com aquela voz, talvez fosse a primeira coisa que se harmonizara.

    Ele não via nada.

    "-Marko..."

    Novamente o chamara e ele olhara para uma direção oposto e então... Via algo que... Ele não tinha certeza se estava lá antes... A um pequeno monte de areia via algo diferente no cenário, por incrível que parecesse... Uma rocha...

    Cenário:

    "- Venha pra mim... Meu Marko..."

    O Tzimisce sentia um misto de sensações ao ouvir aquela... Aquela rocha... Chamando por ele, como se o conhecesse, ansiando para que o Tzimisce estivesse próximo dela. Era como num transe, ser chamado por aquela voz lhe trazia conforto, segurança, paz... Coisas que sendo um morto-vivo, raramente sentia-se além de fortes momentos e de quando bebia do sangue que roubava dos vivos. Marko se encaminhava até a rocha, era apenas uma rocha ao longe, mas ao se aproximar cada vez mais ele via naquela rocha um rosto... Um rosto de mulher, e aquele rosto assim como ele em uma noite, chorava lágrimas de sangue.

    Rocha:

    "-Meu Marko... Meu Marko Cerveni Obertus... Meu.. Amado filho..."

    Marko observava as lágrimas de sangue descendo do rosto da mulher de pedra, era como se estivesse viva... O sangue era fresco e o vampiro sentia o gosto do sangue só de simplesmente cheirá-lo... Era delicioso, era sublime... Marko sabia, de alguma forma ele sabia que se ele tomasse daquele sangue algo aconteceria com ele, ele não sabia dizer se era algo bom, mas certamente sabia que era algo grande e independente das consequências Marko sabia em seu íntimo que ele devia tomar daquelas lagrimas de sangue que chamavam-no.

    "- Beba de mim, Marko... Não tenha medo... Beba de mim e abra seus olhos..."

    Marko estava ansioso... Ele expunha sua língua e lentamente, hesitante, ele a aproximava do rosto de pedra sentindo a cada milésimo de segundo o gosto de uma vitae que jamais experimentara em sua não-vida. Marko sabia, estava prestes a mudar o rumo de sua existência para sempre.




    Trilha sonora:

    Marko despertava. Estava em uma cama de pedra forrada com sua areia dentro de uma das celas de uma masmorra escura com fraca luz elétrica de uma lampada ao teto. A primeira coisa que ele lembrava era daquele sonho, sim, era tudo um sonho, mas aquele fora o sonho mais real que já tivera em toda sua vida e não-vida, um sonho que havia lhe marcado profundamente.

    O Tzimisce estava em Berlim, estava num convento do Sabá, ou como eles gostavam de chamar A Grande Bainha. Aquele lugar, abaixo de onde antes já fora conhecido como Reichtag, lugar que nunca fora reconstruído após a Segunda Guerra e permaneceu em destroços e ruínas como lembrete dos próprios alemães para eles mesmo, era um esconderijo subterrâneo criado para refugiar os Cainitas que ainda não possuíam um refúgio próprio e também um curral de emergência, além desses propósitos era lá onde normalmente se eram celebrados os Actoritas Ritae, inclusive monomancias. Haviam motivos do porque Berlim era um forte grandioso do Sabá, a administração eficiente para manter as coisas em ordem sem tirar a liberdade de cada filho de Cain era um deles.

    Franchesca e Lincoln não vieram com Marko, depois da batalha do cemitério o Demônio teve de ir ao convento de Glover e de lá até Berlim para virar Ductus, algo que fora apoiado pela Toreador e o Brujah AT. Em Berlim seria formalmente conhecido por um Bispo já que Glover não dispunha de um no momento e o único Bispo que Anne havia passado o contato era de Kasmir Baal, um Cainita de seu próprio Sangue. Franchesca e Lincoln alegaram que ainda tinham pendencias em Glover e não adiantaria... Eles não sairiam daquela cidade até resolverem.

    Marko veio para Berlim com a ajuda de um contrabandista Pander chamado Jerry Wickman.

    Jerry Wickman - Aparência 1:

    Jerry era um sujeito calado, ele tinha alguns capangas mortais e em momento algum durante a viagem puxou conversa com Marko. Ele parecia naturalmente mal humorado. Jerry era um contato que o próprio Bispo Lasombra havia dado ao Tzimisce por telefone para poderem providenciar a viagem dele, logicamente para tal Marko precisou pagar uma nota a Jerry mas Franchesca tinha muito dinheiro de suas épocas majestosas de estrela do Rock e deu a Marko a quantia para o Ductus fazer a tal viagem. Jerry trouxe Marko até Berlim de barco, felizmente o Pander falava várias línguas o que permitiu que eles negociassem sem problemas, mas agora na Alemanha Marko ia encontrar dificuldades já que não falava alemão.

    O vampiro então logo ouvia o ranger da porta de madeira da masmorra se abrir, ele via alguém descendo bem ao fundo das escadas de pedra, uma silhueta negra de uma pessoa destacada pela fraca luz externa e então da silhueta uma voz masculina conhecida chamava por ele.

    - Marko? Marko Cerveni Obertus?

    A silhueta se aproximava mais de Marko e logo das sombras surgia uma figura de um homem com feições bem humoradas, mas ao mesmo tempo desse aspecto aberto havia também um outro aspecto sombrio, obscuro, como se luz e sombras se destacassem em igualdade em apenas uma pessoa, ele esboçava um meio sorriso receptivo a Marko e estendia a mão pra um cumprimento simpático:

    Kasmir Baal - Aparência 3:

    - É um prazer finalmente conhecê-lo meu caro, sou o Bispo Kasmir Baal, mas pode me chamar apenas de Kasmir.


    Marko Cerveni Obertus:
    Pontos de Sangue: 13/9
    Força de Vontade: 7/7
    Vitalidade: Ok

    2017-04-28 16:10:00 Marko rolls 1 die to Pontos de sangue 6 +3 (Geração)
    Zeta
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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Zeta em Dom Abr 30, 2017 1:04 pm

    A garota se levantava satisfeita e ia avisar a outra. Os cães também eram acordados, Samuel sentia o olhar dos animais sobre eles, mas por sorte, ou talvez pelas habilidades do sangue ou de seu carisma, eles não o viam como uma ameaça.

    Bela olhava para o Nosferatu (ou melhor, a figura que ele aparentava aos olhos dela).

    - Você vai fazer isso mesmo? Sério?

    - Sim, mas já vou avisando que não possui muito espaço - E olhava para o mendigo.

    Ao que tudo indicava, elas não tinham muito apreço pelo velho mendigo, mas um dos cães optava por ficar com ele. Amy tentava chamar o cão, mas ele não desejava deixar o lugar. Samuel tenta consola-la:

    - Tudo bem, não será um adeus, você pode voltar para vê-lo amanhã de manhã!

    E assim as duas o seguem (juntamente com o cão) para o apartamento.

    - Olha menina, eu agradeço pelo que está fazendo e não se preocupe... Sabemos que a oferta é apenas passar uma noite e não morar com você. Você só... Deu um empurrão pra fazermos o que já estávamos querendo fazer faz tempo.

    - Tudo bem, acreditem, sei pelo que estão passando!

    Ao falar com ela, Samuel percebe um hematoma em seu pescoço, mas decide que esse não era o momento de abordar o assunto.


    --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


    Ao chegarem próximo ao prédio, Samuel as avisa e as leva primeiramente ao beco logo ao lado. O espaço era pequeno, haviam algumas latas de lixo viradas, mas deveria servir.

    - Aqui, podem deixa-lo neste canto, podemos vê-lo pela janela!- dizia, apontando para uma das janelas.

    Assim que estivesse tudo pronto, Samuel as leva até o apartamento.

    - Não se incomodem, o local é bem humilde!

    Assim que entram dentro do apartamento, pode-se ouvir o som de Dev/Null gigitando em seu teclado.

    - Não se preocupem, é só o Dev, ele é um cara legal, vou lhes apresentar para ele!

    Possíveis ações:
    * Caso elas topem, Samuel as leva até o quarto de Dev e as apresenta:

    [color:ce1a=#ffooff]- Olá Dev, estas são Bella e Amy!
    Convidado
    Convidado


    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Convidado em Dom Abr 30, 2017 5:20 pm

                                                    




    Samuel escreveu:- Tudo bem, não será um adeus, você pode voltar para vê-lo amanhã de manhã!


    Amy ainda estava um tanto triste, mesmo depois da tentativa de consolo que Samuel tentava fazer, logo, em um tom firme, porém ainda em pesar dizia:

    - Na verdade... É sim.

    E o grupo então seguia para o apartamento do Malkavian.






    Quando chegavam Samuel apontava para o beco ao lado do apartamento, um local sujo porém parecia seguro para deixar o cachorro mais ao fundo. Samuel apontava a janela de onde poderiam vigiar o canino de vezes em vezes. Bella olhava para a "garota" e dizia:

    - Obrigada...

    Ela então seguia com a irmã e pegavam uma coleira que tinham consigo em meio aos cobertores. Bella a entrega a Amy e a jovem menina dizia prendendo o cão em um cano de escorrimento do terraço do prédio até o chão.

    - Fica quietinho Guz, a gente vai estar logo ali, viu?

    Amy apontava para cima da janela onde Samuel havia dito que podiam vigiar o cão.

    Bella estava ao lado de Samuel enquanto via a irmã mais nova amarrar e conversão com o cão. A moça estava de braços cruzados e dizia em tom baixo para o Nosferatu disfarçado de jovem:

    - Ela ainda é muito inocente... Mesmo pra idade dela. As vezes tenho medo que o mundo a obrigue a crescer...

    Amy então terminava de amarrar Guz e ela começava a se afastar, o cachorro logo latia e gania, parecia ter medo de que fosse abandonado ali. Amy então dizia:

    - Fica calmo Guz, eu disse que vou estar te vendo dali.

    O cachorro parecia entender o que Amy dizia, ele inclina um pouco sua cabeça de lado e abanava o rabo, logo emitia um curto ganido e então o grupo subia para o apartamento.

    As duas irmãs pareciam gostar do local que viam, definitivamente o clima lá dentro dos corredores e escadarias já era mais agradável. Não havia ninguem nos corredores, já estava tarde o suficiente para as pessoas ficarem entrando e saindo de casa ainda mais nesses últimos dias que várias noticias sobre perigo nas ruas estavam surgindo. Samuel as guiava até o apartamento indicado e abria a porta. Dev/Null estava exatamente onde Samuel havia o deixado.


    Samuel escreveu:- Não se preocupem, é só o Dev, ele é um cara legal, vou lhes apresentar para ele!


    Escutando o barulho de alguem entrar e logo virar para traz assustado com "voz desconhecida" Dev olha para as três meninas com uma expressão confusa e assustada. Uma das sombrancelhas estava altamente erguida, em sua face parecia que estava vendo um fantasma. Imediatamente e desesperadamente Dev já abria sua gaveta de forma atrapalhada, gaveta essa que Samuel sabia que Dev escondia uma arma para auto defesa, e então antes que Samuel falasse qualquer coisa, ou as meninas, Dev parava imediatamente, ele então olhava denovo para o grupo e logo em seguida fazia uma expressão de quem dizia "aaaahhh... tá... entendi!"


    Samuel escreveu:- Olá Dev, estas são Bella e Amy!


    Dev/Null mexia os dois óculos e olhava para as duas meninas e esboçava um sorriso.

    - Amanda e Isabella! Bem vindas!

    Amy e Bella pareciam um pouco alarmadas com a reação inicial de Dev/Null, pareciam um pouco na defensiva quando ele tinha agido daquela forma, mas depois que ele sessara e fora bem mais receptivo elas pareciam relaxar um pouco, embora ainda estivesse um pouco tenso porque aquele era estranho.

    - Oi Dev, valeu...

    - Oi...Muito obrigada por receber a gente essa noite.

    Amy logo começava a procurar a janela que pudesse ver o cachorro e tão logo Samuel a apontasse ou ela mesma achasse iria imediatamente para a mesma para dar uma olhada em Guz enquanto Dev dizia:

    - Vocês ham... Querem conhecer a casa?

    Bella então dizia:

    - Se não for incomodo...

    Dev se levantava, felizmente ele estava de calças pois já sabia que Samuel traria alguem de fora para que ele pudesse se alimentar, ele então dizia:

    - Vem vem, por aqui, vou te mostrar bem... Vou te mostrar isso aqui.

    O Malkavian agia de forma estranha, ele parecia muito muito confuso antes de escolher bem as palavras, quase como se ele estivesse se esforçando de forma incomoda para falar como uma pessoa normal e aquilo deixava Bella um tanto apreensiva, mas ela seguia Dev até o comodo da cozinha enquanto Amy estava na janela olhando para o cão.


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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Zeta em Dom Abr 30, 2017 7:41 pm


    Aquele era um momento tenso, por sorte, Dev/Nul acabou entendendo tudo antes de fazer qualquer bobagem. Após o susto inicial, Samuel quase achava engraçado ver Dev/Nul tentando se passar por uma pessoa normal, tomara que ele conseguisse.

    O Malkaviano se levantava para mostrar a elas a casa, e Samuel entendia a deixa. Enquanto o lunático levava Bella para outro cômodo, Samuel tentava manter Amy no mesmo local.

    - Está vendo? Está tudo bem com o Guz! - Dizia enquanto apontava para o cão lá embaixo.

    - Ahm... então... vocês são irmãs ou algo do tipo? Desculpe me intrometer, é apenas curiosidade!

    Alguns momentos seriam o suficiente para que Dev se alimentasse, enquanto isso Samuel tentaria puxar assunto e torcer para que o malkaviano não desse nenhuma mancada.
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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Convidado em Seg Maio 01, 2017 11:45 am

                    




    Samuel logo se encaminhava até a janela. Amy estava apoiando os cotovelos com o queixo apoiado sobre a mão direita. Ela ficava olhando pra baixo enquanto o cão estava olhando pra cima abanando o rabo com a lingua à mostra.

    Samuel escreveu:- Está vendo? Está tudo bem com o Guz! - Dizia enquanto apontava para o cão lá embaixo.

    A menina se virava para a outra menina, e dizia em um tom animado:

    - Sim, ele está! Vou ficar vigiando ele, pra ele não se sentir sozinho lá em baixo.

    E então ela dizia em um tom pesaroso.

    - Só queria que o Bob tivesse vindo com a gente também...


    Samuel escreveu: Ahm... então... vocês são irmãs ou algo do tipo? Desculpe me intrometer, é apenas curiosidade!

    - É, ela é minha meia irmã na verdade. Temos mães diferentes... A mãe da Bella morreu em um acidente de carro quando ela era criança, e o nosso pai depois conheceu a minha mãe que ajudou bastante ele, mas ela morreu no meu nascimento... Eu nunca conheci ela. A Bella disse que ele nunca foi o mesmo depois que ela morreu. Era aquele homem que estava com a gente...

    Podia-se ver o pesar no olhar de Amy, uma leve tristeza, e então virava-se para a menina e perguntava:

    - Mas e você? Você nem disse o seu nome! Qual é a sua história?



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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Zeta em Ter Maio 02, 2017 2:33 pm

    - É, ela é minha meia irmã na verdade. Temos mães diferentes... A mãe da Bella morreu em um acidente de carro quando ela era criança, e o nosso pai depois conheceu a minha mãe que ajudou bastante ele, mas ela morreu no meu nascimento... Eu nunca conheci ela. A Bella disse que ele nunca foi o mesmo depois que ela morreu. Era aquele homem que estava com a gente...

    - Mas e você? Você nem disse o seu nome! Qual é a sua história?

    Inicialmente, Samuel se assustava em saber que o mendigo que elas haviam abandonado era pai de ambas. Mas era rapidamente surpreendido por uma pergunta.

    - Ah sim, mil perdões, me chamo Rochelle! - Samuel usava o primeiro nome que vinha á sua cabeça, no caso o nome de sua mãe - Bem... eu nasci em uma família com três irmãos, hoje todos estão mortos ou presos. Tive de morar nas ruas por um bom tempo, até que encontrei o Dev. Ele é meio estranho, mas o agradeço por ter me aceitado aqui!

    Samuel utilizava fatos ocorridos em sua história para tornar a fantasia mais real.

    - Hã, bem... então aquele era seu paí? Ele costumava tratar vocês mal? Não querendo ser enxerida, mas... vi alguns hematomas em sua irmã!
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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Convidado em Qua Maio 03, 2017 12:25 am

                    




    Samuel escreveu:- Ah sim, mil perdões, me chamo Rochelle! Bem... eu nasci em uma família com três irmãos, hoje todos estão mortos ou presos. Tive de morar nas ruas por um bom tempo, até que encontrei o Dev. Ele é meio estranho, mas o agradeço por ter me aceitado aqui!


    - Prazer Rochelle! Eu meu nome é Amanda, mas pode me chamar de Amy, o Dev acertou nossos nomes! Ah e...Eu sinto muito... Ele parece mesmo um cara legal! Meio estranho mas legal, ele não está doente? Parece que está bem pálido.

    Dizia a jovem com pesar.

    Samuel escreveu:- Hã, bem... então aquele era seu paí? Ele costumava tratar vocês mal? Não querendo ser enxerida, mas... vi alguns hematomas em sua irmã!


    - Não se preocupe, e sim... Era. A Bella disse que ele não foi sempre assim... Ele passou a beber quando a mãe dela morreu, mas quando ele conheceu a minha mãe isso ajudou ele a se erguer, e quando ela morreu no meu nascimento ele não conseguiu mais se recuperar. Ele ficou agressivo, não parava em um trabalho e a Bella teve que largar a escola pra cuidar de mim. Nós perdemos a casa e não tínhamos pra onde ir. Tivemos que arrumar dinheiro pedindo na rua, a Bella tentou arrumar trabalho mas não conseguiu, ninguém queria contratar uma sem-teto mesmo pra um trabalho humilde, o único trabalho que ela conseguiu o nosso pai estragou indo até lá e causando confusão querendo que ela desse dinheiro pra ele comprar bebida, de resto só conseguimos bicos pequenos. Hoje a tarde a gente tinha conseguido um pouco de dinheiro com um bico que eu e ela fizemos pro dono de um açougue, mas o nosso pai brigou com a gente pelo dinheiro, a Bella não deixou ele pegar então ele bateu nela...


    Após Amy terminar de falar, ambos podiam ouvir a voz de Bella ao fundo:

    - Amy! Vem cá conhecer a casa do Dev.

    Samuel imediatamente olhava para Bella e podia ver que ela estava um tanto, estranha. Não agia de forma robótica mas dava-se para sacar que ela estava... com outro humor. Certamente era o efeito da dominação de Dev, porém Amy também parecia notar um pouco dessa estranheza.

    - Você tá bem?

    Bella respondia:

    - Sim Amy, vai logo.

    Amy dá de ombros e logo se encaminha com Dev enquanto Bella ia até o sofá da sala e sentava-se permanecendo lá sem falar nada. Dev acenava para Amy se aproximar e logo levar a menina para o outro cômodo do quarto. Por cerca de um minuto Bella não se movia nem dizia nada para "Rochelle", apenas permanecia sentada como uma criança obediente que estava esperando e logo Amy se aproximava de volta do cômodo com Dev, também um tanto estranha, e então Bella se levantava e Dev logo abria a porta para ambas as meninas saírem e tão logo elas saem de forma robótica o Malkavian fechava a porta.

    Com um sorriso no rosto, Dev se encaminhava logo até sua cadeira e sentava-se de forma folgada com um ar de satisfação em seu rosto, tal como as pessoas o fazem quando acabar de comer bem.

    - Muito bom Sai Noel. Agora que já bebi o suquinho quer rolar os d6?



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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Beaumont em Sex Maio 05, 2017 2:06 am

    David cerrava os próprios punhos em um gesto de contenção aos seus sentimentos. As lembranças do atentado que recebeu do grupo de mercenários da camarilla ainda era vivido em sua memoria, aqueles momentos não iriam se dissipar com tanta facilidade. 

    "Eu tenho todo o tipo de respostas, desde os cautelosos aos que realmente pretendem entrar no fogo cruzado...Kent pareceu o mais avesso ao laço de sangue... Será que existe algum motivo?.."

     David não disse mais nada e Yvory se manteve alheia ao assunto, ela era uma carniçal e preferia agir mais como um segurança do que opinar em ações do tipo mas de fato ela parecia um pouco mais feliz quando aquele assunto de criar proles veio a tona.

    David Hayter : - Então pessoas, essa é a minha opnião e certamente seria o meu plano estamos em debate e se mais alguém tiver outro plano além do meu e o que Rebecah citou sobre as progenies eu estou ouvindo. Respondendo a sua perguta Isaac eu não estou disposto a desvencilhar do laço, vocês... - Nesse momento David fita Rebecah e sorri de forma sincera, era rara as vezes que David tratava de uma coisa com seriedade e aquele momento era um deles.  - ... Me ajudaram quando eu precisei de apoio e isso eu não vou esquecer. Não planejo forçar o deslaço de sangue uma vez que tenha feito, mas essa é a decisão de cada um afinal nosso objetivo é sermos livres pra escolher o que queremos. E sobre o plano realmente você tem razão, observando por esse angulo seriamos apenas você, eu e o senhor Kent Alan ali os possiveis espiões. Para conseguirmos retirar nossas cabeças da guilhotina precisariamos arrumar uma forma de falar com Peserfone e convence-la de estamos dispostos a voltar a representar as fileiras da camarilla. Ela certamente falaria com o Regente em nosso nome e de fato sendo ela um membro que represente o nosso clã na seita ela teria voz para que tenhamos uma chance. Mas no fim esse é apenas um ponto dos que podemos abordar, estou muito interessado em saber quais são as ideias que vocês possuem para lidar, com o esquadrão de assassinos treinados da Camarilla, essa caçada de sangue sobre nós e o que podemos fazer a respeito.

    David parava de falar subitamente, ele precisava ter uma visão geral de todas as possibilidades, era bem melhor que todos dessem suas opniões para que pudessem traçar a melhor forma de lidar com aquela situação tão delicada.
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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Convidado em Sex Maio 05, 2017 3:02 pm

                        

                   



    O Toreador não conseguia desvincular o momento de sua quase morte-final da mente. Aquele fora um momento de pura aflição em que pensava que a noite tinha parado de cuidar-lhe. Nunca em sua não-vida David tinha passado um perigo como aquele e que ainda estava vivido em sua mente mas o Toreador sabia que diferente dele, outros vampiros haviam sucumbido na mão daquele esquadrão tático e ele fora apenas um sortudo que havia conseguido escapar, mesmo que com a ajuda daquela mascarada, agora estavam lá todos os Anarquistas remanescentes de Los Angeles com ralas opções e ralos recursos, encurralados e possivelmente desesperados para sobreviver, mas apesar do medo e da aflição que cobria a todos, ainda todos tinham seus motivos para continuar a lutar mesmo que isso lhe custasse a terceira chance que teriam de enganar a morte.


    Trilha sonora:

    David expunha suas palavras ponderadamente mas antes que qualquer outro vampiro no local pudesse responder, estranhamente as luzes das lanternas começavam a falhar.

    Damsel - Mas que porra é essa!?!?

    Dizia em clara surpresa a todas as lanternas fazendo um som estranho e por fim desligando completamente deixando todos em um completo Breu e é então que no local todos começavam a sentir um frio intenso subitamente percorrer seus corpos de mortos-vivos. David se falasse alguma coisa, no momento que puxasse ar para poder falar, poderia sentir o ar gélido cobrindo seus pulmões para então saírem.

    O Toreador podia ver agora onde Skelter estava, duas pequenas orbes vermelhas e luminosas surgirem, os olhos do Brujah haviam adquirido um aspecto feral e até mesmo assustador, digno de um predador perigoso que espreitava as presas confundidas pela escuridão.

    Skelter: - Mas que merda! Qual a chance de todas as lanternas darem pau ao mesmo tempo??

    Logo David também via as mesmas orbes vermelhas e luminosas surgirem onde antes estava Nines.

    Nines: - Fiquem calmos e mantenham o foco Skelter e eu -

    Antes que Nines pudesse completar a frase todos no cômodo podiam ouvir uma voz feminina e sentir um gélido ar em suas nucas, como se alguém com um hálito frio como a morte estivesse lhes falando ao pé do ouvido, apesar de ser muito claro a todos:

    Voz sussurrante e chorosa: - Me ajudem...

    Logo em seguida todos escutavam vindo do lado de fora batidas em sequência como se várias coisas pesadas tivessem se chocado de forma violenta do lado de fora e então todos podiam ouvir também vozes abafadas e apressadas do capangas do lado de fora.

    Kent: - Quem está aí??? Não acredito, essa droga é mesmo assombrada!?!? Eu nunca levei a sério essa palhaçada!!!

    Rebecca: - Meu deus, o meu celular não está funcionando! Ta totalmente apagado!

    Isaac: - Nada de pânico srta Green, o meu também não funciona! Testem seus celulares!

    Logo ambos podiam ouvir o som das portas que davam acesso ao corredor serem abertas e imediatamente os olhos ferais de Nines e Skelter se apagavam e a voz de um dos mortais que entravam no cômodo coberto pela plena escuridão era ouvida:

    Capanga 1: - Senhores nós temos que... Minha nossa!!!

    O outro capanga que provavelmente estava do lado dizia:

    Capanga 2:- Viu alguma coisa????

    Sim... Provavelmente aquele capanga tinha visto, mesmo que por relance, os olhos ferais e luminosos de Nines e Skelter que rapidamente voltaram ao normal quando os mortais entraram, mas infelizmente não tinha sido tão rápido assim. O outro dizia em meio ao breu:

    Capanga 1: - Eu... Não sei... Senhores, fiquem calmos, ficaremos aqui até que tenhamos notícias.

    Capanga 2: - Steve... Está na escuta, Steve??


    O capanga parecia estar falando no rádio pois havia um som de chiado vindo de sua direção, o mesmo de chiado indicando que não estava conseguindo sinal.


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    Beau, nestas cenas está livre pra interpretar sua carniçal da forma que convier como se fosse sua segunda personagem.
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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Zeta em Sab Maio 06, 2017 9:52 am


    A vida nas ruas era mesmo cruel, disso Samuel sabia muito bem. Era difícil não nutrir certa empatia pela jovem, principalmente pelo fato de estar enganando-a. Seria tão bom se ele pudesse contar a verdade, e realmente pudesse oferecer um refúgio a elas.

    Bella voltava, estava um tanto estranha, e a gora era a vez de Amy. Não parecia ser necessário ajudar desta vez, Bella mal se movia. E rapidamente, Amy também voltava, e Dev/Null estava mais corado e com uma expressão mais satisfeita.

    Assim que elas iam embora, Samuel podia assumir sua antiga forma humana.

    - Muito bom Sai Noel. Agora que já bebi o suquinho quer rolar os d6?


    - Eu adoraria! Só por curiosidade, o que exatamente você colocou na cabeça delas?

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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Convidado em Sab Maio 06, 2017 12:58 pm

                    




    Mesmo se apiedando da situação das duas meninas o Nosferatu resolvia não se intrometer, afinal de um jeito ou de outro estava morando de favor, favor este que era pago com estes atos, porém Samuel já sentia a algum tempo que não era mais o mesmo de antes. Talvez por sua natureza vampírica obrigá-lo a se alimentar como um parasita de pessoas sejam elas inocentes ou não, talvez seja por tudo o que viu e passou no mundo... Seja qual for o motivo o Nosferatu sabia que agora não podia simplesmente estender a mão para todo necessitado que visse ou acabaria no final das contas sem o próprio braço. Apesar de Samuel ainda guardar resquícios de sua essência original ele já sabia lá no fundo que a maldição havia o obrigado a esfriar não só seu corpo mas um pouco de sua alma.

    Voltando à forma humana que era mais acostumado a assumir ele logo ia ao que interessava, as informações que Dev/Null prometera. O Lunático estava no computador e como praxe ele abria levemente a boca quando ficava vidrado no monitor, parecia que a qualquer momento um fio de baba iria escorrer de seus lábios, mas não. Ele respondia ao Nosferatu sem olhá-lo.

    - Botei apenas a verdade.

    Samuel nunca soube o que Dev/Null punha nas mentes das pessoas que se alimentava, talvez ele estivesse dando a exata resposta a Samuel mas não era anormal o Nosferatu não compreender o que seu colega de quarto dizia, ou talvez ele estivesse sendo evasivo de proposito, mas o importante é que as alimentações de Dev/Null nunca deram problema apesar do que ele fazia com suas vítimas fosse um mistério.

    O Malkavian digitava muitas coisas em poucos segundos no computador, ele praticamente não usava o mouse para nada, conseguia acessar absolutamente tudo apenas com atalhos de teclados em uma velocidade que Samuel nunca tinha visto ninguém aplicar. Logo uma tela de um mapa era exibido na tela do computador.

    - O arranha no céu tem um lazer que pega tudo no planeta. Te consegui os deseinhos da terra do bigodudo, você pode bisbilhotar e pegar plaquinhas de rotas que tem tudo aqui. Tem também os nomes e casinhas das lenhas que a espada corta pra fazer o circo pegar fogo, pelo menos eu acho. As letrinhas preto e branco dos últimos casos de sugar o suquinho direto do copo, sem canudo, que acho que os espadudos fizeram, e ah! Eles tem quadrupedes caninos, quadrupedes caninos gigantes que já foram vistos andando entre as casinhas. Certeza que é algo não normal!

    Dev/Null então transferia arquivos pra algum componente, era possível ver o monitor fazendo transferência rapidamente para outro disco e então ao terminar, Dev/Null tira um pen drive que estava instalado no computador e entrega ao Nosferatu.

    - Tá tudo aqui! Tem muita coisa se você não tiver leitura de bala é melhor deixar pra usar de biblioteca!

    E assim Dev/Null volta a virar-se para o computador.



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    Para efeitos de mecânica, faremos o seguinte. Dev/Null fez um compilado de listas, quando Samuel quiser saber algo específico ele acessa o pen drive e procura sobre o assunto pois se for postar exatamente tudo o que ele achou em um post sairá muita coisa e poderá demorar pra próxima postagem. Samuel tem 0 de recursos, ou seja, não tem um aparelho para checar essas coisas porém ele pode pedir a Dev algum notebook emprestado ou arranjar algum computador de outra forma.
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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Beaumont em Ter Maio 09, 2017 10:42 am

    "Droga, fomos descobertos..!"

    O primeiro pensamento de Davi reagia exatamente como suas ações, o vampiro segurava o punho de Yvory e a mesma afrouxava o zip da bolsa colocando para fora a ponta da arma e  claro gesto de auto defesa. Para a surpresade David e dos outros também. Eles pareciam ter sido revelados. Usar a parede como pilar de proteção foi uma das primeiras ações de David e em seguida, ele levemente conduziu com a mão a sua carniçal a fazer o mesmo, usando o ponto vermelho dos olhos de Nines como base para ter uma posição. Tudo estava enegrecido e o coração de Cherry acelerava inevitávelmente naquele momento em severas e rapidas batidas por segundo. 

    O sussurro serviu exatamente para alimentar mais o panico encoberto nas ações de David. O vampiro ficou paralisado, extático, de olhos arregalados e com o raciocinio pulsando em todas as possibilidades. 

    "Droga...Um La Sombra?...Fomos desmáscarados pela Camarilla ?...O eu faço ? Pense David. Pense !"

    Estático o vampiro pensava primeiro nas possibilidades de quem seria acima do que iria fazer. 

    Cherry estava a ponto de engatilhar a arma, mas hesitou, qualquer ato como aquele poderia desencadear um problema contra os próprios anarquistas, fogo amigo e danos colaterais, mas ela não podia deixar de demonstrar seus pavor usando a parede como seu único ponto seguro. 


    Kent escreveu:'Kent: - Quem está aí??? Não acredito, essa droga é mesmo assombrada!?!? Eu nunca levei a sério essa palhaçada!!!"

    Apenas quando Kent ressaltou, a mente de David começou a trabalhar na possibilidade do lugar ser assombrado. 


    Rebeccah escreveu:Rebeccah: - Meu deus, o meu celular não está funcionando! Ta totalmente apagado!

    O toreador aproveitou para ver se seu smartphone funcionava, acendeu o flash e verificou se ao menos o celular estava ligando. Mas a bateria parecia ter se esvaido.  

    Yvory: - David talvez seja melhor irmos para fora. será que não existe alguma chance de termos sido flagrados ?

    David : - Isso me parece obra de La Sombras ! Precisamos tomar uma posição e vasculhar o local, nos prepararmos para o pior. Vocês ouviram o pedido de ajuda ?

    David ainda estava indefeso no escuro, tentava usar um ponto de iluminaão qualquer para se guiar mas era inutil. O breu  havia sucumbido o lugar por completo. Ele se mantinha com a mão direita no coldre apto a sacar a arma enquanto com a mão esquerda tentava tatear a parede enquanto se guiava na voz de Cherry para se manter junto da mesma.
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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Convidado em Qua Maio 10, 2017 6:34 pm

                        

                             




    Trilha sonora:



    David já se preparava para o possível embate que surgiria, fosse o que fosse que estava acontecendo não deveria acontecer, algo perturbador e incomum pegava todos os Anarquistas de calça arriada e David já maquinava em sua mente o que ele cria que aqueles sintomas de ameaça podiam ser, quase como uma doença, ele tinha um respaldo da resposta. Ele se posicionava e conseguia facilmente achar a parede tateando a mesma arrumando alguma cobertura mas quem poderia garantir que ele conseguiria qualquer vantagem com ela? O breu era completo e apesar de estar ouvindo tudo normalmente se guiar apenas pela audição ainda era se guiar às cegas. Infelizmente antes que os outros Anarquistas pudessem ter respondido foi que os capangas adentraram.

    Logo Nines respondia:

    Nines: - Vocês fiquem aqui, o Skelter e eu vamos sair, a gente se vira!  

    Capanga 1: - Senhor, negativo! Nós temos que...

    Nines: - Cara, não me leva a mal mas protege o seu chefe que te contratou, o Skelter e eu damos o nosso pulo! Vocês, é melhor ficarem mesmo, nós já voltamos! Hayter, você e a sua amiga estão melhor armados, fica aqui com eles, a gente já volta, não é uma boa vocês saírem agora...
    Fica... Bem atento, se entende o que eu quero dizer.


    Isaac: - Deixem eles cavalheiros, eles sabem se virar.

    Capanga 1: - Está bem então...

    Logo podia-se ouvir o som da porta sendo aberta e em seguida algo alarmante ocorria de forma súbita que pegava a todos de surpresa, o som de gritos e tiros podia ser ouvido abafado de algum lugar do andar de cima.


    Rebecca dizia à David: - Depois disso, eu acho que pode ser qualquer coisa!

    David Hayter:
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    Winterfell
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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Winterfell em Sex Maio 12, 2017 1:56 am

    ---Antes do Sonho---
    ---------------------


    Durante os últimos dias minha mente tinha ficando tão tumultuada que comecei a separar os problemas por tópicos. Tinha dês de questões menores, como: Garantir que a policia de Glover não tivesse nada contundente sobre mim. Impedindo possíveis comprometimentos futuros. Me assegurar da fidelidade e utilidade de Mary White. Uma vez que a “comida não deve morder de volta”. Matar a freira, Katherine Johnson. Por não me ter sido útil, além de ter-me insultado. Matar o casal de vizinhos da família O’Neil. Por terem tentando me enganar e ainda por cima me denunciado a polícia. Em suma questões menores, mas que também requeriam atenção e não podiam ser negligenciadas.  

    Superadas estas “questões pequenas”, haviam questões maiores, como: Assegurar a minha posição como Ductus o que requeria tanto respeito interno (dos outros sabás do bando), quanto externo do resto da porra toda (e daria um trabalho do caralho). Conseguir informações em um geral (afinal quanto mais melhor), mas especificamente ao menos era essencial ter mais conhecimento acerca de monomancias, rotas e conventos para bandos nômades. Precisaria saber como atacar e me defender de quem questionasse minha posição como Ductus. Alem disso também não podia simplesmente “sair andando pelo mundo”, precisava de um plano. (Na melhor das hipóteses uma decisão estupida aqui, mostraria incompetência. Mas ainda que tivéssemos sorte, não teríamos como durar simplesmente pela “sorte”). Tinha de me preocupar com os pulguentos (garous) e também com a bastarda, (além das próprias questões internas do sabá, um lugar brutal por natureza). Tinha que zelar pelo meu crescimento pessoal (hoje e sempre), assim como pelo crescimento dos Devourers (o que por si, já é muito amplo e por também envolver outros cainitas torna-se ainda mais complexo). Sem contar que tinha de me preparar para a puta do diabo. (Ivan Iliescu). Serio, era tanta coisa ... mais tanta coisa... que meu detalhismo* mais parecia uma maldição. (Comportamento: Perfeccionista).

    Além disso, como era minha intenção “desfrutar” de Glover (o que aparentemente também era o intuito de Lincoln e Franchesca). A primeira incursão do Devorers a qualquer outro lugar que fosse ainda custaria a sair... (Pois todos tínhamos nossas próprias pendencias), e planejávamos fazer a cidade como trampolim (Tanto para o Devourers, quanto para nos mesmos). Mas essa era só a “ideia”... Como se já não estivesse sobrecarregado... ou como se quisesse mais tarefas... Enfim, na verdade, mesmo salvando o rabo da Anne com nossa vitória “anti-apocalíptica” e ela parecendo ter alguma “boa vontade”. A Inquisidora simplesmente não tinha os poderes necessários pra “oficializar” as coisas pro nosso lado. Burocracia do caralho! Pro devourers de fato se tornar um “bando” tive de interromper meus planos locais e viajar até Berlim, viajando sozinho ainda por cima Lincoln e Franchesca tem uma visão muito falha de prioridades. Eles deviam vir a Berlim comigo, mas enfim, iria até o inferno se fosse preciso pra tornar-me Ductus. Lincoln talvez até bancasse o “revoltado” e “insatisfeito” nessa situação. Mas é por essa perspectiva limitada que eu serei o ductus, não ele. É também uma grande oportunidade que não pretendo desperdiçar, e enquanto ambos tratam de suas vinganças mesquinhas, vou conseguir apoiadores, poder e todo conhecimento que puder transportar. O que considerando o aparelho cerebral como um compartimento sem peso físico, possibilita muita bagagem.

    Claro que deixar aqueles dois sozinhos lá é um tanto preocupante, mas acho que a força de Lincoln complementa bem a desenvoltura social de Fanchesca e visse versa. Eles devem conseguir perdurar até a minha volta, e na pior das hipóteses nenhum deles é insubstituível. Em suma muito provavelmente quando voltar eles ainda estarão não-vivos, com suas vitorias pessoais agregando valor ao devourers. Essa “separação” nem tem de ser vista como uma desvantagem. Assim na verdade podemos lutar em três frentes diferentes, de forma simultânea. Me voltando a questões mais mediatas: Jerry Wickman, um vira-latas contrabandista. Admito que venho pensando bastante na melhor abordagem com esse irmão.

    Mal humorado e perpetuamente calado. O puto não puxou papo em momento nenhum durante a viagem até agora, não tenho porque supor que esse comportamento vá mudar, mas ele também não parece ser completamente inepto já que mantêm alguns carniçais quer por conveniência, necessidade ou ambos. Começo a pensar. Obviamente sou só um “trabalho” que ele só topou porque a grana foi muito boa. Meus comprimentos a Franchesca por isso. Enfim, entendo que irmãos de outros clãs não se sintam “tão dispostos” quando na companhia de Tzimisces. A bem da verdade, não tendemos a ser “das companhias mais agradáveis”, mas sou uma “feliz exceção” a esse “clichê” e ele já teve tempo mais que suficiente pra perceber isso. Continuo pensando. Também tenho de considerar que ele é um vira-lata. Não somos tão hipócritas quanto a Bastarda nesse sentido, mas esses sangues-fracos ainda são um clã “de segunda” é ele é feio de doer o que também deve importar pra cainitas mais fúteis. Juntando-se a isso a personalidade dele que também não ajuda ele já deve estar acostumado a ser “destratado”. Seu mal humor e esse tratamento do silencio bem podem ser uma medida protetiva. {Gostaria de pedir um teste de empatia, levando em conta um comportamento mais profissional da minha parte, sem contudo ser arrogante ou preconceituoso. Gostaria de ter uma ideia da impressão que estou deixando nele com esse comportamento e também em como a tripulação dele reage a mim. Além disso gostaria de perceber se a aparência dele é “um ponto sensível” para ele ou não}.

    {Já adianto que vou tentar interagir com o Jerry e/ou sua tripulação no próximo post. Mas gostaria antes dessas respostas para escolher uma abordagem mais adequada}.  
     

    ---xXx---


    Continuo pensando: Como Demônios e Guardiões, somos os alicerces fundadores da Espada e um Lasombra no Bispado é até “típico”, contudo Kasmir Baal não tem nada de “típico” além do clã. Forço a memória, tentando relembrar o que já ouvira a respeito dele, somando estas memorias a minha própria pesquisa uma vez que não atravessaria o mar sem preparação alguma. {Sei algo a mais sobre Kasmir Baal, além do exposto na sinopse}? Com licença poética: Um usurpador, dos usurpadores. Sempre bom ver os feiticeiros se fudendo, ainda que não seja pela minha rola. Enfim, deixando a poesia de lado. Ele é, o mais experiente no conselho dos Bispos e tem ótimas características de personalidade. O pensamento ficava voltando a minha mente. Como se a tenebrosidade já não fosse por si só, um bom vinho... Conhecimento taumatugico... que de-lí-ci-a. Vinha cobiçando os poderes da Tenebrosidade, desde a emboscada de Baruch e Joan (no cemitério em Glover). Também almejo todas as formas de poder místico desde meu tempo como carniçal, e mesmo seria hoje um Koldun se Miesha não tivesse “morrido” antes de me passar seus conhecimentos nessa matéria. Foco Marko. Tento me focar em pensamentos mais uteis e racionais que o “simples” desejo. De fato o “curriculum” dele é de causar inveja e estando no mesmo bando que seu anterior desafeto, a valderie deve ter pacificado a situação com Meredith ao menos a um mínimo suportável. Portanto: Ele não tem oposição publica. O que já erra muita coisa. Eu por outro lado, mal deixei de respirar e já tenho o Ivan atrás de mim. Talvez tivesse de melhorar meu jeito com “as palavras”.    

    De toda forma: Pode-se dizer também que a ascenção de Kasmir é o passo logico a seguir. Até porque, não aparentar interesse, e de fato não querer o cargo, são duas coisas completamente diferentes. Ele era um aliado a se cultivar. Agora... Vykos também está em Berlim. Nutria uma estranha relação de “amor e ódio” por Sasha. Não que Vykos seja uma “divindade”, como muitos Tzimisces fazem crer, uma idolatria tão grande que mais parece uma sub-seita dentro da Espada de Caim. Ao meu ver qualquer idolatria é idiotice, (a menos que o idolatrado seja eu). Contudo não se pode negar o mérito de Vykos, o próprio Kasmir só é um candidato tão bom, pela falta de engajamento politico de Vykos. Ele era “grande”, mas não chegava a ser “imenso” por uma limitação de visão. Maldito pensamento necromista, tão prejudicial quanto o próprio pensamento metamorfista. Como um unificador, entendo a maior parte das outras trilhas como um “fragmentador” da unidade da Espada. Nos (os Tzimisces) não teríamos perdido como perdemos no passado, se o pensamento predominante em nossas linhas (metamorfista) estimulasse uma união de forças. A estrutura piramidal e unificada dos Usurpadores é a principal arma daqueles vermes. Uma arma que a maior parte dos Tzimisces ainda não sabe usar. O preconceito não devia turvar a analise de nossos inimigos, se os usurpadores perduraram até os dias de hoje eles tem “algum mérito” e entender esse “mérito” é o primeiro passo para virar o jogo.        

    {Mako continua a pensar, em diversas materias. Avaliando tudo que pode e tentando sempre conseguir alguma vantagem estratégica ou ao menos se precaver contra surpresas desagradáveis. Vou continuar esse exercício mental e também com a ajuda de um pequeno livro de idiomas do inglês para o alemão, vou aproveitar a viagem para estudar e me preparar melhor para a língua local}.  


    ---No Sonho---

    ---------------------


    Me sentia leve, o que é tão estranho (se não mais) que o próprio lugar pouco familiar em que estou. Qual foi a última vez que me senti “leve”? Faz tanto tempo que nem lembro (e minha memória sempre foi muito boa). Em suma, sempre estou pensando em tanta coisa que “leveza” não é bem um termo que me descreva. E que sono do caralho é esse? Me sentia “no prego”. Droga, já é noite. Não deveria me sentir cansado assim. Sei que muitos irmãos mais próximos da Besta do que admitem tem esse tipo de problema. Mas eu mesmo não me enquadro nessa equação. (Afinal como se eu fosse um desses trouxas). Enfim Estou em um deserto? Podia sentir a areia entrando em minhas botas, a porra desse vento me dando o maior banho de areia. Mas que caralho! Me sentia leve como o vento, mas o vento mesmo estava sendo um filho da puta e era estranho me sentir leve com tanto sono. Acorda Marko! Levo as mãos ao meu rosto, tanto para protege-los da areia, quanto para estimular os músculos da face e tentar me manter mais acordado. Como diabos vim parar aqui? Ainda parecia “eu mesmo” e minhas roupas estavam inalteradas, mas não tinha memorias de resolver dar “essa chegadinha” no Saara. Deve ser mais uma visão, não deve ser real. Esse tipo de coisa acontece com certa frequência. (Qualidade: Habilidade Oracular). Acho que nunca vou me habituar com isso. Era sempre um episodio estranho. Também era particularmente dificultoso tirar o “sentido” desses “avisos”, mas como também costumavam ser coisas importantes, sempre me esforçava pra compreender essas “charadas”. Tá estou em um deserto, dolorosamente desértico. O que caralhos tenho de tirar disso? Porque numa boa, não estou vendo mais nada em lugar nenhum. Com essa tempestade também é difícil ver qualquer coisa. Mal conseguia abrir os olhos. Também parecia já haver tanta areia nas minhas botas ... (e na minha cueca) quanto no próprio deserto. Éta porra! Vou caminhando, para o que parece uma duna de areia. É melhor subir, preciso de uma duna alta que me dê uma visão melhor do “todo”. Não tinha muita certeza se era uma duna mesmo, (já que não conseguia ver muito além com toda essa tempestade). Cacete! A areia estava quente e o vento frio e cortante, meu corpo incomodamente no meio desses dois, sentindo toda interperie de um deserto em sua fúria noturna. Isso tá real pra caralho! Na maioria das vezes minhas visões eram bem “distantes”, mas as vezes elas eram assim... tão “próximas” que mais pareciam reais. Acho que próximo assim, só a morte de Miesha. Acabo lembrando daquela visão horrenda. Droga, não seja sentimental caralho! Parra com essa porra. Tento me focar na visão (como sempre tentava me focar em outra coisa qualquer, se não em Miesha).

    Meus pés afundavam a cada passo. Que saco essa porra! Tentava compreender o que quer que essa visão quisesse me mostrar, mas na verdade mal conseguia abrir os olhos. Tempestade do caralho, toma no cú. Também não parecia estar chegando a lugar nenhum. Não posso nem praguejar, sem engoli areia. Ao menos esse orifício que posso fechar, protejo desse maldito “banho”. Acho que tem areia dentro do meu ouvido. Que merda de lugar! E nada em lugar nenhum ... CARALHO! Começava a pensar nisso tudo como uma grande inutilidade quando:


    - Marko...


    Me viro imediatamente tentando seguir o som. Feliz por ter enfim um “norte” a seguir. É uma voz de mulher. Meus pés continuam afundando a cada passo, mas ao menos agora não parecia um esforço inútil (como os anteriores). Essa voz... {A voz é familiar? Se sim, quem ela me lembra}? Estou longe de ser uma pessoa empática, mas atraente e triste. De alguma forma essa mulher tinha me alcançado.  

    Puxo o colarinho da camisa, tapando minha boca e protegendo-a da areia enquanto digo: - Onde você está? Estava novamente perdido, mal via um palmo a frente do nariz e tentar me localizar dentro de uma tempestade dessas seria difícil mesmo para profissionais (o que eu não sou).  
           

    - Marko...
           

    Veio de lá! Me viro opostamente, em uma direção diferente para seguir a mesma voz. Tem algo ali! Tendo o primeiro vislumbre de alguma coisa. Uma pedra? Continuo indo na direção dela, minha primeira “pista” ate agora. Isso estava ali antes? Não tinha certeza...


    - Venha pra mim... Meu Marko...


    A liberdade e intimidade dela para comigo era “um tanto” desconcertante. (Não sou alguém que deixe os outros entrarem). - Como você sabe o meu nome? Pergunto na defensiva, enquanto continuo me aproximando. A voz dela me confundia, trazendo inúmeras sensações pouco bem vindas. Inquieto, mas curioso e incapaz de não me aproximar, também ansiando por essa proximidade. A voz dela é “quente”. Acolhedora e confortável, a ponto de sentir-me quase hipnotizado.        

    A medida que vou me aproximando, a rocha vai tomando outra forma... Pelo Mais Velho! Toco o “rosto dela” e também seu sangue, como para certificar-me que ambos de fato estavam mesmo ali. Dizendo perplexo: - Como isso aconteceu? Um cainita pode ser petrificado desse jeito? {Conheço alguma forma de um “efeito” dessa natureza recair sobre um cainita? Também gostaria de pedir o uso de Auspicios Toque do Espirito na Pedra, por favor}. - Quem é você?  


    - Meu Marko... Meu Marko Cerveni Obertus... Meu.. Amado filho...


    Filho? Ela é uma tzimisce? Isso de alguma forma torna essa solidificação mais aceitável. (Um demonio e suas metamorfoses não se limitam sequer a imaginação). Ela parece tão viva. Isso não é um torpor? Ela está acordada e presa? O sangue era tão fresco, que cheira-lo já me fazia salivar. Parecia simplesmente delicioso.


    Marko sabia, de alguma forma ele sabia que se ele tomasse daquele sangue algo aconteceria com ele, ele não sabia dizer se era algo bom, mas certamente sabia que era algo grande e independente das consequências Marko sabia em seu íntimo que ele devia tomar daquelas lagrimas de sangue que chamavam-no.

    "- Beba de mim, Marko... Não tenha medo... Beba de mim e abra seus olhos..."


    Sinto uma imensa ansiedade, crescendo ainda mais em ondas tal qual meu desejo por aquela vitae. Droga... Sentia um impulso intenso e minha fome por poder se mesclar a minha sede, enquanto minha mente tentava refrear esse impulso. Não se precipite... deve se uma armadilha, um inicio de laço de sangue. Sentia-me em um “cabo de guerra”. Até que a fome de poder venceu, como sempre vencia. (Megalomaniaco) levando-me a deixar de pensar, deixar de refrear-me e ... e ... PUTA QUE PARIU!!! Acordo puto, levando as mãos a cabeça. CACETE ISSO É HORA DE ACORDAR! TOMA NO CU! De alguma forma sei que beber teria mudado minha não-vida. DROGA! NÃO ACREDITO NISSO! DEVIA TER CAIDO DE BOCA DESDE O COMEÇO! PORRA! Me sento na cama profundamente frustrado. Faltava tão pouco... só um pouco mais e teria bebido... Olho para a mão com a qual tinha tocado a estatua e o sangue no sonho. {Não a nada na minha mão de fato? E sobre o meu corpo só há a minha terra e nada da areia do deserto mesmo}?    


    ---Depois do Sonho---

    ---------------------


    Começo a recolher a terra romena, a recolocando no vidro. Se acalme. Você não pode continuar alterado assim. Vou aos poucos me acalmando enquanto aquela “rotina” do despertar age como uma muleta para meu emocional alterado. Agora o que tudo isso quer dizer? Tem alguma antiga para acordar em Berlim? Ou mesmo presa de alguma outra forma? Ela me chamou de filho, será uma Tzimisce? Como sabia meu nome? E por que procurou a mim? Pondero inicialmente, Droga... isso foi uma “visão normal” ou foi uma visão induzida por fonte externa? Vou precisar ponderar com calma a respeito dessa questão, mas por agora. Toco na cama de pedra em que passei a noite e me concentro. {Como um perfeccionista, uso toque do espirito para ver se meu corpo e minha mochila não foram de alguma forma violadas durante o dia}.  

    Pouco depois sou interrompido pelo ranger da porta, virando meu rosto automaticamente nessa direção. Guardo o vidro de terra dentro da mochila, a recostando na cama de pedra onde estava antes e me viro para receber o até então desconhecido que vinha me fazer companhia.


    - Marko? Marko Cerveni Obertus?


    {[/u]Como eu entendi, vou supor que ele falou em inglês e continuar respondendo nesse idioma[/u]}. Respondo afirmativamente, assentindo sutilmente com a cabeça enquanto olho para a silhueta indistinta. Seja “sonho” ou realidade, todos parecem saber mais sobre mim, do que o contrario. O que não é agradável por assim dizer... Enfim, de toda forma deve ser meu anfitrião, ou um enviado do mesmo. - Creio que já esteja em sua esfera de conhecimento, mas ainda que por protocolo: Sou um Tzimisce do Novo Mundo. Respondo diplomático, completando uma “apresentação mínima” para não faltar com a “etiqueta” que ele poderia esperar, mas sem também entregar muitas informações sobre mim.      

    Ele então se aproxima saindo das sombras, o que me permite melhor compor uma primeira impressão. Cainita masculino, bem humorado e receptivo, mas também sombrio, diria que astuto. Vou analisa-lo com cuidado. De toda forma ele parece receptivo o que é um bom sinal inicial. Contudo... Caralho ele é o Kasmir? Porque se fosse, sabendo das capacidades taumatúrgicas dele preferia evitar contato físico. De toda forma se ele for o Bispo e quiser me matar, não vai ser não ter apertado sua mão, que vai impedir a minha morte. Por outro lado deixar o Bispo com a mão no vácuo é uma boa forma de já chegar enfiando o pé na merda.


    - É um prazer finalmente conhecê-lo meu caro, sou o Bispo Kasmir Baal, mas pode me chamar apenas de Kasmir.


    Retribuo o aperto de mão, receptivamente. - O prazer é meu, Sua excelência Kasmir. Agradeço ter me recebido e também sua hospitalidade. Depois dessa breve introdução. - Minha vinda a “bainha” tem um proposito especifico, mas não limitativo. Espero poder me mostrar útil enquanto estiver aqui.      

    {Off Final: Na sinopse da crônica tem uma referencia a essa pedra chorosa, posso conhecer o que consta sobe ela da sinopse, ou ainda sei algo mais a respeito dela e de sua importância para o saba? Se isso requerer um teste, pode considerar que o estou pedindo}.
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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Beaumont em Sab Maio 13, 2017 2:27 am

    David Hayter: - Quem mais está armado ? Rebeccah ? Você trouxe algo ? Hey vocês que entraram agora, como estão de armas ? Eu tenho uma pistola .45 com um pente cheio e uma Ak-47 com o pente cheio também. 

    David estava sem opções e Nines e o outro eram as melhores opções no momento. Sem condições de enchergar e com mortais no recinto o vampiro precisou manter a máscara para sua própria segurança. 

    David Hayter:De quem foi a ideia de fazer a reunião nesse lugar ? Vamos esperar o Nines e Skelter por quanto tempo ?

    David estava e um misto de curiosidade com temor, não podia fazer nada, estava de mãos atadas e o pedido de Nines e Skelter deixara as coisas piores ainda. O som dos tiros alardeou por todo o local e isso não foi muito bom para os nervos de David e dos outros ali dentro. 

    Yvory: - Ohh merda ! Eu me sinto feito uma galinha na panela a ser cozida !

    Todos estavam bastante tensos e David recolhia Yvory para bem proximo de sí, o calor do corpo da mortal era um dos seus principais alicerces. 

    David Hayter : - Não podemos ficar feito ratos aqui esperando para sermos abatidos, e se Nines não voltar ? Quantos homens vocês tem aqui ? 

    David tenta buscar pela memória como foi o percurso que fez até chegar naquela sala. Lembrou que não subiu escadas e que caminhou pelo terreo até a recepção e depois para o lado de fora foi quando ele se lembrou do homem de cara ensaguentada e mais uma vez as peças voltaram a se encaixar. 

    "Mas que droga...Será...?" 

    David pensou em bem enquanto o silêncio reinava no local ninguém estava apto a tomar uma posição em meio aquela escuridão, todos eram como animais indefesos a serem alvos faceis e por esse motivo david tentou estabelecer contato com a entidade que sussurrou em seu ouvido. David então falou em um tom normal sem se importar com que os outros pudesse ouvi-lo. Juntou a coragem necessaria para que sua voz pudesse atravessar suas cordas vocais certo de que essa poderia ser uma boa ideia. 

    David Hayter : - Eu posso ajuda-la, não tenha medo apenas...Apareça e diga o que precisa!
    Convidado
    Convidado


    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

    Mensagem por Convidado em Dom Maio 14, 2017 3:32 pm

                   




    Diferente de seus companheiros de bando, Marko sabia que haviam coisas importantes a dar-se atenção primeiro, uma coisa geral que era pra todos, mas mesmo assim Lincoln e Franchesca pareciam não ter essa mesma noção que ele e mesmo que ele fosse o Ductus. Mas ainda assim não era de todo desvantajoso deixar os aliados aonde eles queriam pois de um jeito ou de outro significava que a presença dos Devourers estava em mais lugares podendo estender seu nome, ou simplesmente diminuindo sua força pela separação, dependendo pra quem você perguntar.

    Sua primeira parada fora com Jerry, um aliado em potencial, alguém que possivelmente era bem destratado seja pela sua aparência ou seja pelo seu sangue. Ele era calado e seus "funcionários" pareciam ser do tipo que não faziam perguntas, apenas pegavam as outras cargas, além de Marko que eram levadas sabe-se lá para onde no mundo. Eram não só caixas pequenas levadas, eram grandes também, não só uma vã, mas frotas de vãs que iam para o mesmo destino por caminhos separados. Os Recursos de Jerry eram de alguma forma extensos. Analisando todo o caminho o seu guia de forma discreta, Marko apenas tentou ser o mais profissional possível, o que não era dificil visto que Jerry também era profissional e pra facilitar era calado, mas Marko não estava satisfeito, ele queria mais, sua mente maquiavélica queria entender tudo ao seu redor, informação era poder e poder era o que Marko nasceu para conquistar.

    O caminho todo Jerry sempre olhava pra frente, Marko estava sempre no banco da frente com Jery na vã, haviam homens trabalhando para ele na parte de trás cuidando de algumas cargas, vira e mexe eles falavam com Jerry em outro idioma que Marko não sabia dizer qual era, as vezes o celular de Jerry tocava e ele não respondia, apenas enviava uma mensagem, provavelmente para o número explicando o porque ele não podia atender e acabava por aí. O mesmo era com os subordinados.

    Analisar Jerry diante da própria postura de Marko era difícil, o Pander não parecia dar nenhuma atenção ao Tzimisce nesses momentos de silêncio e apenas um contato profissional, na verdade simplesmente parecia que Jerry não se importava nem um pouco com seu passageiro, ele era apenas um trabalho. Será que sua fama sobre Ivan já havia se espalhado? Será que não? Será que Jerry sabia do feito dos Devourers mas não acreditava um pingo nessa história mesmo vindo da boca de uma Inquisidora? Era possível, pois a história era um pouco fantástica demais, mesmo para alguns vampiros. Jerry parecia ser esse tipo cético, pelo menos com relação a Marko.

    Já seus contrabandistas... Bem, poucos deles olhavam para Marko de forma estranha, eles não pareciam se importar se Marko notava isso ou não pois Marko não fazia o tipo que botava medo em alguém, isso podia ser tanto um insulto para o Tzimisce quanto uma estratégia a se tirar proveito. Mas não eram todos que não pareciam se importar em encarar o cara esquisitão franzino e branquelo com cara de morto, alguns realmente disfarçavam a curiosidade com a carga, embora fosse um número ainda menor dos que tinham interessem algum no Tzimisce, mas boa parte realmente não estava interessada naquele homem que não lhes mudava em nada a vida além de dar uma grana a mais em seus bolsos.

    Agora era hora de saber mais ao fundo do mistério que era aquele vira-lata que parecia estar pouco se lixando pro mundo na sua volta. Ele tentava analisar Jerry, algo que era realmente difícil, analisar alguém quem acabou de se conhecer e que mostrava-se completamente desinteressado e impassível a tudo a sua volta. Ele ficava analisando Jerry com curiosidade, mas não conseguia penetrar naquela camada grossa de aço que era sua personalidade, Marko não percebia mas sua curiosidade ficava tão aguçada com entender o que Jerry pensava sobre si mesmo que ele começava a deixar muito na cara e encarar a cicatriz de Jerry com afinco, e Marko só percebia esse seu comportamento quando a voz de Jerry se fazia presente sem que o mesmo tirasse os olhos da estrada e falava de forma fria e impassível:

    - Sabe cara... Eu já ouvi muitas histórias por aí. É esse trabalho, muitos lugares, muitas histórias. Eu ouvi dizer do que você e seu bando fizeram... É algo de se impressionar. Mas bem... Cada um sabe o que impressiona a si mesmo, vai de acordo com a crença, e como eu disse, nesse trabalho você escuta muitas histórias. Mas o que realmente me impressiona é alguém ficar encarando outra pessoa que tem um pouco mais de meios de tornar lendas em pó durante o dia, ou quem sabe até fazer elas desaparecem em um caminho desconhecido pra sempre. É uma questão de dependência alheia, deixa as pessoas a merce de outras... Eu não ficaria encarando alguém assim, é constrangedor.

    Aquilo havia pego mesmo Marko de surpresa e só assim ele notara que realmente estava encarando o Pander e as palavras do mesmo penetraram em Marko de modo que o Tzimisce achava melhor imediatamente ficar na sua. Mesmo que ele tentasse arrumar uma briga ali por sua honra, o Pander tinha muitos aliados e o próprio Marko não sabia o que o Vira-lata sabia fazer, mas vendo sua profissão, ele deveria ter alguns truques. Assim o silêncio constrangedor fora posto e se Marko tentasse puxar qualquer conversa com Jerry o mesmo daria respostas curtas e diretas deixando claro que não estava pra conversa com o Tzimisce, assim o melhor que o Tzimisce tinha a fazer era continuar estudando o alemão com um dicionário durante o resto da viagem.




    Marko havia despertado e ele tinha as próprias dúvidas logo de cara. Primeiramente ele chegou suas mãos, ambas pareciam normais, não pareciam manchadas de sangue e a unica terra que o Tzimisce podia ver não era terra de areia, e sim terra de vegetação, a mesma terra que ele sempre utilizou para dormir durante o dia. Era fácil concluir que aquela experiência não fora de algum fato real em forma física, mas se tiver um pingo de realidade nela, fora completamente... Espiritual. O Demônio então confirmava se alguém havia mexido em seus pertences enquanto estado adormecido, sua mochila estava ao lado da cama de pedra e ao tocá-la o Tzimisce perdia as suas pupilas e seus olhos ficavam completamente brancos como se tivesse ficado cego a um nível extremo, mas a verdade era que o demônio voltava ao passado e via quando ele mesmo botava sua mochila no chão, pegava o seu jarro com a terra e o despejava na cama de pedra forrando a mesma. Logo depois ele mesmo guardava o jarro na mochila e fechava o ziper e assim a visão terminava.

    Seus olhos voltavam ao normal, como uma pessoa comum que enxergava como todas as outras e então que ele ouvira aquela voz chamar por ele e só depois de confirmar ser Kasmir, que falava outras palavras em inglês além do nome próprio de Marko o Tzimisce respondia:


    Marko escreveu:- Creio que já esteja em sua esfera de conhecimento, mas ainda que por protocolo: Sou um Tzimisce do Novo Mundo.


    Kasmir: - Ora e quem não sabe sobre o senhor? Está se tornando uma lenda! Anne me contou o que houve e algumas pessoas aqui já sabem que não estamos recebendo um Tzimisce qualquer, mas quase um herói de guerra! Mas onde estão os outros? Haviam também uma Sabá chamada de Franchesca Sardou e um outro chamado Lionel, é isso mesmo? Não vieram com você?


    Marko escreveu:O prazer é meu, Sua excelência Kasmir. Agradeço ter me recebido e também sua hospitalidade.  Minha vinda a “bainha” tem um proposito especifico, mas não limitativo. Espero poder me mostrar útil enquanto estiver aqui.


    Kasmir: - Ah claro... Não se preocupe com responsabilidades por agora! Você terá muito trabalho se é o que quer. Mas o propósito da visita seria tornar-se oficialmente um Ductus, correto? Poderíamos fazer um Festim para sua conquista e seu renome como Ductus, fazermos alguns jogos, é bom mantermos o nosso espírito de guerra aceso com esses rituais, a guerra meu amigo, nunca para. Gostaria de comer primeiro ou conhecer a cidade?

    Ele perguntava esperando a resposta de Marko



    Marko Cerveni Obertus:
    Pontos de Sangue: 13/9
    Força de Vontade: 7/7
    Vitalidade: Ok

    2017-05-14 11:11:57 Marko rolls ? dice to Raciocinio + Empatia (Diff 8) [? successes]

    2017-05-14 11:28:35 Marko rolls ? dice to Raciocinio + Empatia (Diff 6)      [? successes]

    2017-05-14 11:34:12 Marko rolls ? dice to Empatia + Raciocinio (Diff 10) (BOTCH x 1)

    2017-05-14 11:55:15 Jerry rolls ? dice to Manipulação + Intimidação (Diff 6) [4 successes]

    2017-05-14 11:55:28 Marko rolls ? dice to Força de Vontade + Megalomania (Diff 6) [2 successes]

    @Winterfell escreveu:{Sei algo a mais sobre Kasmir Baal, além do exposto na sinopse}?

    Não

    @Winterfell escreveu:A voz é familiar? Se sim, quem ela me lembra}?

    Era a primeira vez que Marko ouvia tal voz.

    @Winterfell escreveu:Conheço alguma forma de um “efeito” dessa natureza recair sobre um cainita? Também gostaria de pedir o uso de Auspicios Toque do Espirito na Pedra, por favor}

    Não é de nenhum conhecimento Cainita uma forma de um vampiro entrar em estado de petrificação. Nenhuma disciplina ou outra ação pôde ser usada durante o sonho, Marko não tinha controle de suas ações, embora ele ainda ache que tinha.

    @Winterfell escreveu:{Off Final: Na sinopse da crônica tem uma referencia a essa pedra chorosa, posso conhecer o que consta sobe ela da sinopse, ou ainda sei algo mais a respeito dela e de sua importância para o saba? Se isso requerer um teste, pode considerar que o estou pedindo}.

    A pedra lacrimejante é algo de conhecimento apenas da Mão Negra, nenhum membro comum do sabá já ouviu alguma vez sobre sua existência.
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    Re: Capítulo 1: O Chamado de Zillah

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      Data/hora atual: Seg Dez 18, 2017 6:23 pm