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    CHAPTER I: Call of Zillah

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    Beaumont
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Beaumont em Qui Maio 18, 2017 5:31 pm

    OFF: Black Eu refiz o ultimo post dando o entendimento de que o homem ensanguentado está visivel na sala. Se possivel eu gostaria que você apagasse o ultimo post


    O cenário não estava ajudando no controle emocional do grupo. As luzes intercalavam entre funcionar e falhar. O contato que David teve com a voz parecia ter despertado a fúria de uma entidade acima da compreenssão de todos ali. David era arremessado com uma força estrondosa muito semelhante a potencia sobrenatural dos vampiros, sua aterrissagem não era das melhores mas por sorte não houve danos mais sérios. 

    Seu corpo reagia quase que instantaneamente alavancando seu vigor com o poder do sangue(2pds - Vigor) como uma manobra de auto defesa para possiveis outros ataques. David pensou em ajudar Kent com a arma mas ele preferia deixar a AK-47 nas mãos de Cherry, ela sabia como usa-la e ele tinha certeza disso. 

    Enfrentar um inimigo às escuras literalmente era uma burrisse , não havia como ou até mesmo condições de David disparar um tiro sem que houvesse chances de acertar uns aos outros. O vampiro aproveitou o arremesso para se erguer e tomar uma decisão. 

    "Não há como não acreditar em fantasmas sendo um vampiro. Rebeccah Acho que está na hora de você acreditar no oculto"

    Pensava David enquanto se erguia tentando vislumbrar o máximo que podia a sala em que estava, a visualização estava precária pois as luzes das lanternas não estavam nítidas e continuavam a piscar fervorosamente. David tentava a todo o custo usar as paredes como guia tateando e firmando a visão para enchergar o máximo que podia até a porta. O vampiro sacava a arma apontando para o homem ensanguentado em um gesto nitido de auto preservação, o vampiro não atirou porem. 

    David Hayter : - Hey nós vamos embora daqui tá legal ! Eu não quero ter problemas com você ou a sua garota ! Essa reunião acabou. O tempo está contra nós precisamos agir. Me avisem do próximo lugar da reunião e tomem cuidado com o esquadrão de Algozes da camarilla, eu estou falando sério ! Yvory eu estou aqui, vamos !!

    Os olhos de David corriam a procura de sua carniçal de maneira rapida tentando não desviar os olhos do homem ensanguentado. David se mantinha na defensiva e com o dedo no gatilho. Qualquer avanço significativo do homem ele iria bloquear o ataque(Destreza+briga). Contudo era preferivel não chegar a tanto considerando a precariedade com a qual estava a sala. Qualquer erro poderia resultar em um efeito colateral de um dos membros da anarquia. 

      Entender aquilo poderia levar mais tempo do que eles tinham e o objetivo de David certamente não era ficar para entender. Poderia ser a manipulação mental de um malkvaniano, ou La sombra que estivesse usando o poder das sombras para brincar com os seus alvos, independente do que fosse, aquele lugar estava comprometido e visado. 

    David esperava Yvory vir ao seu encontro se ela conseguisse ve-lo com a pouca iluminação provida pelas lanternas que piscavam, ele se mantinha atento para que pudesse bloquear com os braços um possivel novo ataque que o homem ensanguentado viesse causar-lhe e assim que Yvory o alcancesse ele seguiria tentando achar a porta para sair daquela sala de reuniões. Apesar de David estar com a arma apontada contra o homem ensanguentado, a ameaça era apenas de mirar, disparar estava até o momento fora de cogitação.
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Crios em Qui Maio 18, 2017 10:48 pm

    Seminua e com o corpo frio, Kassia refletia enquanto se alongava. Seus pensamentos estava bem diversificados. No geral, ela se encontrava em uma posição “tranquila” com relação aos feiticeiros. Seu mentor havia lhe dado vários e vários avisos. Tomar cuidado, evitar estes feiticeiros a todo custo. Afinal, eles foram os caras que amaldiçoaram o clã. Seja como for, das duas uma, ou eles estavam fazendo um plano maligno para pegar Aleksandra em um único golpe, ou, eles apenas não estavam dando bola. Mas até agora, tudo tranquilo.

    Nos instantes seguintes, seus pensamentos se voltam para uma antiga colega de clã. Lizzy era uma boa colega, mas nos últimos tempos, Aleksandra tem se aproximado tanto dos toreador, que acabou perdendo lentamente com sua irmã de clã. Neste momento, Kassia para de se alongar, e se senta na cama, olha para o fundo do quarto, com olhos fundos e pensativos enquanto mexia no cabelo. O contato entre as duas ainda não havia morrido totalmente, apesar de fazer mais de duas semanas que não se falassem. Como amigas distantes...Por algum motivo, isso entristece um pouco a Russa. Seu senhor viva falando sobre a importância da união dos assamitas na Camarilla, o quanto a vinda de Al-Sharad para torre de marfim estava ajudando a unificar os assamitas dentro dela. Salvar a pele de David a mando de Persefone, foi um ato de que ela estava trabalhando para seu próprio clã. Isso foi um forte lembrete a Kassia da importância de cuidar do próprio clã, especialmente entre os assamitas que estão aos poucos se adequando a Camarilla...Kassia era uma filha de Haquim, e tal qual a raiz de seu clã, deveria se unir, e ficar próxima, daqueles de seu clã. Esses eram os ensinamentos de seu senhor. Deveria ter atitudes como Persefone fez...Os dois anciões que são exemplo para Kassia, deram demonstrações fortes da importância da união do clã, e isso não poderia ser diferente para os filhos de Haquim. Talvez, o próprio Joseph esteja esperando essa atitude de Kassia.


    “Filhas de haquim no meio dessa cidade...Preciso falar com Lizzy. Eu sinto um pouco a falta dela...”

    O pensamento de kassia é interrompido pelo toque do celular.


    -Boa noite mãe, queria falar comigo?


    - Boa noite minha querida, estava preocupada. Camila telefonou para minha assistente apreensiva por não estar despertando. Sente-se bem?

    Persfone exalava o tom preocupado de uma mãe, e assim, da mesma forma que Kassya a tratava como mãe, Perséfone, embora não a chamasse de filha, tratava-a como uma.


    Ah, essa voz de Perséfone...sua voz trazia uma sensação de segurança e alivio quase imediato. De fato, Persefone não a chamava de filha, mas Kassia começou a chamar sua mentora desta forma, em resposta a forma como era tratada. Porém, utilizava este apelido de forma mais intima.

    -Uh? Ah, sim estou bem, nada de anormal com meu corpo. Apesar de um sonho estranho que tive. Mas nada para se preocupar, espero. Eu vi que recebi algumas ligações. Fiquei preocupada achando que algo importante estava acontecendo e chegaria atrasada na devida ocasião – Kassia solta uma risadinha rápida – Mas pelo visto as coisas estão em ordem.

    Kassia toma um tempo para deixar Persefone responder. E em uma ocasião oportuna, diz:

    -Mãe, uma rápida pergunta, você acha que... o “Pequeno pássaro” que foi solto a pouco tempo- Kassia fica apreensiva de falar o nome de david em voz alta. Kassia foi ensinada a temer as parede, as vezes, elas tem ouvidos, mesmo que esteja em casa. Este assunto é muito delicado. A operação foi um sucesso, e qualquer passo em falso poderia colocar tudo a perder. Então Aleksandra prefere usar um codi-nome, de uma forma que Persefone entenda – vai trazer problemas para nós?
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Sab Maio 20, 2017 12:28 am





    Kassya escreveu:-Uh? Ah, sim estou bem, nada de anormal com meu corpo. Apesar de um sonho estranho que tive. Mas nada para se preocupar, espero. Eu vi que recebi algumas ligações. Fiquei preocupada achando que algo importante estava acontecendo e chegaria atrasada na devida ocasião – Kassia solta uma risadinha rápida – Mas pelo visto as coisas estão em ordem.


    - Compreendo... Espero que Hypnos não esteja sendo cruel com minha elegida. Fique atenta aos seus sinais, eles podem conter segredos sobre o céu, a terra e seu próprio ser. Agora... Há algo que requer vossa atenção, minha querida. Desfruto desta ligação pra alertar-lhe da Lunática Therese Voerman. Soube através de Leonor que a senhora Voerman está à sua procura. A razão de ser requerida por ela não me é de conhecimento maior do que uma tarefa remunerada.

    Therese Voerman... Este era um nome que Kassya não conhecia. Claramente ela conseguira se envolver com os Toreador, mas além das figuras Lunáticas que já tinham seus quadros no hall da fama da Torre de Marfim em Los Angeles, a Assamita não tinha conhecimento de quem eram os Lunáticos ou outros Membros locais do outros clãs nos domínios de Nicolai Barthes. Nunca precisara ter contato com nenhum deles mas parecia que os ventos da mudança estavam se aproximando.



    Kassya Aleksandra Yakovich:
    Pontos de Sangue: 15/10
    Força de Vontade: 5/5
    Vitalidade: Ok

    Estando no ambiente de Kassya, você pode definir a trilha sonora que toca no seu refugio/club.

    Como Kassya pretendia fazer ultima pergunta quando fosse um momento oportuno, deixemos pra que ocorra mais pra frente na cena.
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Sab Maio 20, 2017 1:09 am

                   

                        





    Trilha sonora:

    Logo após David ser jogado na parede e cair de pé o Toreador fazia o seu sangue percorrer pelo seu corpo endurecendo seus músculos a ponto de ficarem quase tão duros quanto pedra ganhando uma resistência reforçada graças a um dom maldito de manipular o sangue. Imediatamente o Toreador já caía no chão, os gritos de desespero e susto das vampiras e dos capangas levantaram ações imediatas de erguer suas armas e dispararem contra o homem ensanguentado que com a força de vários projeteis o atravessando, mas sem que reagisse com qualquer sinal de dor ou impacto, simplesmente desaparecia no ar como se fosse feito de uma areia que evaporava com o seu dispersar.

    David sabia que não havia como enfrentar aquilo, seja porque estavam em clara desvantagem, seja porque não tinha conhecimento de como combater a ameaça. Ele tateava a parede com as luzes piscando enquanto um dos capangas já abria a porta, mas a mesma parecia estar trancada por fora.

    Capanga 1: - MERDA!!! MERDA!!! TA TRANCADA!! QUEM TRANCOU ESSA DROGA??? ABRE PORRA!!!

    Capanga 2: - QUE DIABO VOCÊ TÁ FAZENDO?? ARROMBA LOGO CARALHO!!!


    David já chegava na porta e ele apontava a arma para onde antes estava o homem ensanguentado, mas não o via mais, as lanternas continuavam a piscar e era como se o quarto onde estavam começava a tremer levemente fazendo a poeira do teto e das paredes sacudir com um rugido de fúria de um homem vinda do além.

    Voz do Homem ensanguentado: - GGRRUUUUAAAAAAAAAAHHHHHH!!!!!!

    O som era espectral, cavernoso, horripilante e repleto de ódio.

    Voz do Homem ensanguentado: - NINGUÉM VAI TOMA-LA DE MIM!!!!

    Damsel, Rebecca e Kent ficavam desesperados, apenas Isaac e David pareciam manter alguma calma e razão ali, embora Isaac parecesse um pouco perdido e ainda pensativo sobre o o que fazer ele não estava com a face espantada e horrorizada com os outros três cainitas.

    David escreveu:- Hey nós vamos embora daqui tá legal ! Eu não quero ter problemas com você ou a sua garota ! Essa reunião acabou. O tempo está contra nós precisamos agir. Me avisem do próximo lugar da reunião e tomem cuidado com o esquadrão de Algozes da camarilla, eu estou falando sério ! Yvory eu estou aqui, vamos !!

    Logo após David falar, as duas vampiras partiam pra cima da porta trancada, Damsel empurrava o capanga dois para o lado com facilidade impressionante fazendo o mesmo quase cair pra traz.

    Damsel: - SAI DA MINHA FRENTE!!!

    Ela logo dava um chute poroso na porta que fazia a mesma arrebentar as dobradiças e despencar, já Rebeccah ia com um encontrão na outra parte da porta meio segundo depois de Damsel jogando a portão ao chão de forma giratória pela breve prensada nas dobradiças que logo terminaram de se arrebentar. Os dois capangas olharam aquilo abismado com tamanha força das duas mulheres desesperadas, mas eles não fizeram questionamentos, todos estavam cagando de medo demais pra ficar perguntando, eles apenas saíam do local, todos podiam ver que as janelas do hotel estavam completamente seladas, elas não estavam assim antes, fechadas como se estivessem sendo contidos lá dentro. Logo, todos escutavam mais sons de tiros e gritos vindos do andar de cima do hotel.

    Rebeccah: - Ai meu deus, que tá acontecendo???? Cadê o Nines e o Skelter??? Não podemos sair sem eles!!!

    Isaac: - Não tem nada que podemos fazer por eles nestas condições! Precisamos sair daqui, é mais fácil ficarmos em perigo do que eles.

    Damsel: - Como é??? Eu não vou sair daqui sem meus amigos!!

    Kent: - Deixe de ser teimosa!!! O Isaac está certo, temos que ir embora, vocês ouviram o que eles disseram, eles conseguem se virar!

    Rebeccah: - Vocês façam o que vocês quiserem, eu também não saio daqui sem os dois!

    Kent: - Merda... Garotas teimosas! Vamos Hayter, eu você e o Isaac vamos embora, elas sabem se cuidar também.

    Capangas 2: - Vamos embora então, aqui eu também não fico!

    Capanga 1: - Foi mal aí, eu também não fui pago pra esse tipo de trabalho, chama o Bill Murray, to fora!


    As lanternas já tinham voltado a funcionar, mas o ambiente ainda estava tenso, o grupo estava se separando, cada um indo para a sobrevivência ou para a lealdade com os amigos, David e Yvory inicialmente tinham tomado sua decisão de escolher a sobrevivência, eles iriam continuar com esse plano ou mudariam de ideia para procurar os aliados que ainda estavam em algum lugar daquele campo de trevas que se provava talvez até mais sobrenatural que eles mesmos?


    David Hayter:
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    Força de Vontade: 6/6
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Crios em Dom Maio 21, 2017 6:04 am

    O quarto ainda está em sua totalidade escuro, iluminado apenas por um abajur ao lado da cama de Aleksandra. A musica é pouco de pouco encomodo, afinal, paredes com isolamento acústico abafam quase toda a musica alta que vem a alguns andares abaixo. Se você fizer silencio, e se concentrar, poderá escutar um pouco da musica. Com a mão no celular, e uma voz simpática, Kassia responde sua mentora:

    -Não, se preocupe, mãe, sua elegida sabe como lidar com Deuses que gostam de uma boa diversão – Kassia faz essa brincadeira e em sequencia, deixa persefone falar.

    Agora... Há algo que requer vossa atenção, minha querida. Desfruto desta ligação pra alertar-lhe da Lunática Therese Voerman. Soube através de Leonor que a senhora Voerman está à sua procura. A razão de ser requerida por ela não me é de conhecimento maior do que uma tarefa remunerada.
     

    -Therese Voerman...Uma lunática, me procurando? Estranho. Espero que seja apenas Hypnos que esteja brincando com a minha mente. – Kassia muda de tom. Antes mais curiosa e pensativa, agora, seria e levemente empolgada – Tudo bem. Eu vou até ela. Deve ser apenas mais uma ajuda com algum assassinato, ou algo do gênero. Ou sabe-se la o que uma  lunática vai querer não é mesmo? E falando nela, você a conhece?
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por ArcticOwl em Seg Maio 22, 2017 3:34 am

    sonho:

    Aquele lugar lembrava-me os desertos ao mesmo tempo em que era diferente do esperado. Sua areia era cinza como concreto pulverizado. Como eu havia parado naquele lugar? Que lugar era aquele? Eram apenas duas entre tantas perguntas que já haviam sido feitas. Tentar lembrar como fui parar ali parecia inútil. Aquele sono excessivo certamente estava atrapalhando meus pensamentos e eu deveria estar mais desperta porque já era noite, tinha que ser, afinal eu ainda estava caminhando.  Um forte vento atinge minha face e meu corpo anunciando a chegada de uma tempestade de areia e sou obrigada a erguer uma de minha mãos a fim de proteger meus olhos; foi então que eu percebi: minha pele estava tão cinza quanto aquele lugar, lembrando-me daquelas estatuas feitas de cimento.

    Não importava a direção em que olhasse tudo era cinza e não havia ninguém. Eu não fazia ideia de a quanto tempo estava caminhando, mas parecia não levar-me a lugar nenhum e eu já me sentia entediada. Os ventos eram tão fortes que manter-se de pé era um desafio sem propósito afinal não havia nada ali, aquele lugar parecia tão vazio quanto eu: sem cores, sem emoções, sem vida. Pelo menos eu tinha alguns propósitos e uma “paixão”, mas aquele lugar afastava-me de tudo isso. Se não existisse ninguém vivo ali como iria satisfazer minha paixão e saciar minha natureza?Alguém comum provavelmente estaria triste, mas eu estava entediada porque estar absolutamente sozinha significava não ter nenhuma diversão e é claro eu acabaria morrendo novamente e dessa vez acredito que não teria volta. Após alguns tropeços finalmente cai e ao invés de levantar e continuar caminhando para lugar nenhum permaneci deitada na areia e fechei meus olhos, eu precisava pensar antes de continuar, não podia permanecer andando sem rumo. Foi quando escutei alguém chamando meu nome.

    Imediatamente levanto-me e tento encontrar a fonte daquela voz, mas não havia nada. Era só o que me faltava começar a ter delírios. Entretanto, havia algo muito estranho naquela voz, ela conseguiu realizar algo que eu nunca pensei ser possível. Pela primeira vez em minha existência eu senti algo, fui capaz de não só reconhecer mas também sentir sua tristeza. É curioso que o primeiro sentimento com o qual fui capaz de harmonizar-me seja a tristeza, havia certa poesia e uma beleza indescritível naquilo. A verdade é que: algumas coisas são difíceis de mudar, se é que podem mudar, e embora eu sinta sua tristeza eu não consigo importar-me ela. Apenas consigo pensar em como isso foi possível. Eu estava fascinada e empolgada com as possibilidades que aquilo trazia.

    Novamente a voz me chama de uma direção oposta, alguém parecia estar me convidando a um desafio e embora não tenha gostado de como isso iniciou eu tinha a necessidade de saber como a dona daquela voz foi capaz de fazer-me sentir algo. Sempre acreditei ser impossível. Ao buscar pela voz vejo algo semelhante a uma rocha, mas aquilo não estava lá antes ou estava? Se já achava aquele lugar estranho, naquele momento pareceu completa insanidade. Ao ouvir pela terceira vez aquela voz chamar-me sou inundada por uma mistura de sentimentos que jamais fui capaz de sentir a não ser nos momentos em que saciava minha sede ou minha natureza e isso era tão... confuso e alarmante. A voz vinha daquela rocha e eu podia sentir sua vontade, ela queria que me aproximasse. Eu não pude evitar, eu caminhei até ela e ao me aproximar surpreendi-me com a face de uma mulher derramando lágrimas de sangue.

    Observava-a com curiosidade quando escuto novamente seu chamado e dessa vez são suas palavras que chocam-me e não sua habilidade em me fazer sentir emoções. Eu não ouvia alguém me chamar por aquele nome há um bom tempo, mesmo antes de vir a Berlim eu já não ouvia chamarem-me por tal nome. Além de que não havia como eu ser filha daquela rocha. Aquilo era, de todas as formas que poderia imaginar, impossível.

    Em meio aquele imenso deserto a única coisa que aparentava estar viva era aquela rocha, o sangue das lagrimas aparentava frescor e seu odor era convidativo. Tão convidativo. De alguma forma estranha eu sabia que se as tomasse algo grandioso aconteceria e eu sentia uma necessidade quase incontrolável de toma-las.


    Night Master escreveu: "- Beba de mim, Ivy... Não tenha medo... Beba de mim e abra seus olhos..."

    Eu estava hesitante, pois não sabia o que aconteceria, mas não pude resistir. Jamais esqueceria aquele gosto e eu tinha certeza que aquilo mudaria completamente o curso de minha existência.

    Começo a despertar e percebo que aquilo não se passou de um sonho, um sonho estranhamente real e perturbador porque eu não tenho sonhos. Dizem que sonhos são fruto de um emaranhado de memórias com intenso componente emocional e fantasioso e portanto alguém como eu não deveria sonhar e, até essa noite, isso fazia sentido porque nunca havia sonhado antes. Assim como nunca havia experimentado aquelas sensações, o que era terrivelmente empolgante, pois agora, após experimenta-las, eu poderia ser capaz de fingi-las com mais propriedade que antes e usá-las contra meus alvos com mais precisão. Ao abrir meus olhos noto que não estou em meu quarto, a luz prateada da lua cheia ilumina o lugar dando a ele um ar mórbido e agradável. Sento-me tentando desvencilhar-me daquelas memórias, a experiência daquele sonho e daqueles sentimentos traziam consigo inúmeras teorias e hipóteses novas que dominavam meus pensamentos. Embora eu soubesse que deveria preocupar-me com onde estou, principalmente porque agora é real, eu não conseguia ignorar aquelas sensações ou o sonho; afinal pareceu tão real.

    Observo rapidamente o lugar em busca do responsável por me trazer até ali e por ter trocado minhas roupas, mas o lugar encontrava-se tão vazio quanto aquele deserto. Analisando aquele vestido chego à conclusão que provavelmente eu participaria ou participei de alguma cerimonia ritualística naquela noite. Enquanto olhava ao redor percebo a imagem de “Jesus Cristo, O Redentor” e seu olhar me faz pensar que é impressionante a forma como eles conseguem fazer com que uma imagem, completamente vazia de vida, expresse emoções como tristeza. Bem, talvez não tão impressionante assim, afinal eu também sou capaz de expressá-las. A expressão de dor em seus olhos me fez sorrir e comecei a pensar em como deve ser interessante ver alguém sendo pregado em uma cruz. Certamente deve haver aquele doce terror nos olhos enquanto o prego penetra em suas mãos e pés. Novamente estava perdida em devaneios e não, eu não podia perder tanto tempo com isso por mais que gostasse. Precisava descobrir como vim parar ali e por que.


    Ivy vira-se na direção do som ao ouvir a porta sendo aberta.

    Night Master escreveu: - Boa noite, Ivy! Demorou pra acordar essa noite, já é 00:30. Se sente bem?

    Ao olhar na direção do som a malkavian nota que uma de suas “irmãs”, aparentemente Ellie, acabava de chegar e então sorri de modo simpático.

    Ivy – Boa noite.

    Definitivamente eu gostava mais de Jessica, a energia que ela passava era mais agradável. Ellie tinha uma presença entediante e pouco desafiadora o que praticamente forçava-me a pensar em suas mortes ou simplesmente em meios de infligir a morte a alguém.Bom, a quem estou tentando enganar?! Eu pensaria nisso de qualquer forma. É um costume! No entanto, não é sábio subestimá-la por sua aparência. Não apenas por ser “filha” de Meredith como também porque eu, mais do que ninguém, sei bem como as aparências enganam. Afinal esse é um dos meus jogos favoritos e uma de minhas habilidades. Não, eu não contaria sobre o sonho. Apensar de achar que aquela experiência merecia atenção não acreditava que minhas adoráveis “irmãs” seriam a escolha apropriada e nem mesmo aquele era o momento. Eu precisava tomar conhecimento do que estava e iria acontecer naquela noite.

    Ivy – Uau! Você tem razão, eu demorei. Não se preocupe, estou bem.

    Após uma leve expressão de surpresa Ivy demonstra calma e em seguida pergunta com um tom de curiosidade:

    Ivy – A propósito, poderia me dizer o que viemos fazer aqui? E, porque estamos vestidas assim?

    Certamente não me incomodaria de ajudar Jessica a se livrar de algumas das inúmeras coisas as quais ela aparentemente tinha vontade. Não, eu não me importo com ela ou com sua “felicidade”. Simplesmente acho que seria divertido e que poderia, quem sabe, trazer alguma vantagem. Entretanto, assim como não gostaria que se intrometessem em meus assuntos não me intrometo no delas. Mas, dificilmente eu recusaria um convite.
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Ter Maio 23, 2017 10:38 pm





    Trilha sonora:

    Kassya escreveu:-Therese Voerman...Uma lunática, me procurando? Estranho. Espero que seja apenas Hypnos que esteja brincando com a minha mente. – Kassia muda de tom. Antes mais curiosa e pensativa, agora, seria e levemente empolgada – Tudo bem. Eu vou até ela. Deve ser apenas mais uma ajuda com algum assassinato, ou algo do gênero. Ou sabe-se la o que uma  lunática vai querer não é mesmo? E falando nela, você a conhece?


    - Meus ânimos ficariam desbravados se fosse, minha querida. Não vá até ela, deixe que ela lhe procure. Sempre anteponha-se de estar em posição elevada, seja gestos, palavras ou até mesmo pensamentos. Se procurá-la, mostrará que anseia uma remuneração, que estás necessitada de algo que ela possa lhe dar e isso será algo desvantajoso em sua negociação de valores.

    Ela dava uma pausa e continua:

    - Não dei-me à sua presença, procuro evitar os Lunáticos e a aconselho o mesmo. Suas... "brincadeiras" são somíticas e perniciosas e não se sabe quando um Lunático lhe escolhera como vítima. Posso lhe dizer que ela e uma outra Malkavian chamada Jeannete possuem um domínio próprio, um pequeno bairro em Santa Mônica e reside em um Club noturno chamado Asylum. Ambas possuem o mesmo nome de família, talvez tenham vínculos em vida e o mesmo criador. O que sei de Jeannette Voerman é que se trata de um deselegante Membro, beira a uma meretriz em seus modos, infeccionam todos que a rondam com sua doença repulsiva.



    Kassya Aleksandra Yakovich:
    Pontos de Sangue: 15/10
    Força de Vontade: 5/5
    Vitalidade: Ok
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Ter Maio 23, 2017 11:49 pm

         




    Trilha Sonora:

    O estranho ainda era bizarro, mesmo que "estranho" fosse tudo o que Ivy era e da mesma forma, o "bizarro", mas agora Estranho e Bizarro ganhavam um novo e maravilhoso significado, agora mais do que nunca a Natureza de Ivy se complementava de mente e corpo, ela se tornara o que havia nascido pra ser desde o começo, como se tudo não passasse de um breve gosto do que era matar, agora era inteiramente a própria morte que carregava em sua fome bestial e sua imortalidade. Ivy se tornou sua natureza por completo e nem mesmo Cristo poderia dizer "perdoai-vos, porque não sabem o que fazem", pois Ivy fora recompensada exatamente por saber o que fazia e deleitar-se com isso.


    Ivy escreveu:- A propósito, poderia me dizer o que viemos fazer aqui? E, porque estamos vestidas assim?


    - É hoje. O seu Ritus de Criação. Hoje você vai receber o ferro da Espada de Caim e será um Sabá verdadeiro. Meredith quer fazer algo mais simbólico para o seu consagramento como o inicio do seu Ritus, será um marco da sua iniciação, por isso o vestido. Não é algo comum, eu também fiz o meu Ritus assim, mas ela irá lhe explicar o que será feito. Vamos?

    Assim que Ivy concordasse Ellie voltaria para a porta e gesticularia para que sua irmã a seguisse. Elas estariam em um corredor longo e escuro, iluminado por velas pequenas e fracas. Se havia algo de muito desvantajoso em se tornar uma Cainita era a aversão gigantesca ao fogo, um medo sobrenatural que afligia todos os Cainitas e que segundo sua criadora, originava-se da maldição de São Miguel Arcanjo, um dos Arcanjos que amaldiçoou Cain com o medo do fogo e do sol quando o primeiro vampiro recusou a misericórdia de Deus e o tornou por completo um ser das trevas para vagar eternamente pelo mundo como um condenado e exilado.

    Ivy via-se como em épocas antigas, andando nos corredores escuros e arcaicos de uma catedral medieval indo para uma espécie de profanação cometida na própria casa do Senhor que condenou o primeiro vampiro e seus filhos. Ellie logo quebrava aquele silêncio enquanto encaminhava Ivy para seu destino.

    - Estou animada, sabe? Pro seu Ritus de Criação. É um saco não poder sair sozinha e conhecer mais do nosso mundo, no começo eu tive muito medo... Mas então quando você entende que faz parte de tudo isso, a noite fica bela, e aprendi a ver que o Sangue só da mais cor e vida pra tudo. Tem coisas que eu quero te mostrar, não é a mesma coisa conviver com alguém tão antigo quanto a nossa criadora e conviver com alguém da sua época, que entende o nosso mundo.

    Ao chegar no final do corredor Ellie abria uma porta de madeira antiga com uma maçaneta de ornamentos arcaicos, havia um lance de escadas em espiral, como se estivesse descendo a torre de um castelo, dera umas três voltas até chegar no fim. Passavam por mais uma porta onde Ivy via um hall grande e escuro, mas com tochas em pilares altos e armaduras medievais portando machados e espadas grandes que pareciam estar muito bem afiadas, elas caminhavam e adentravam mais no hall escuro pouco iluminado pelo terrível fogo, curiosamente Ellie não parecia estar com medo das chamas mesmo a própria Ivy sentindo um alarde horrível só de olhá-lo e por mais que Ivy pudesse andar firmemente em seu caminho, ainda era possível ver em sua face um levíssimo desconforto do ambiente.

    Elas chegavam até o centro onde viam que Meredith estava com um vestido semelhante ao das suas crias, porém era negro, ela estava com uma espada medieval na mão e ao lado de Meredith estava o que parecia uma mulher de roupão com a cabeça tombada, estava desacordada com seus cabelos tapando seu rosto.

    Quando Ivy e Ellie se aproximavam junto à Meredith, a mesma cumprimentava as duas com imponência em sua voz e seu semblante, erguendo seu pescoço e levemente seu queixo, seus olhos estavam mirados nas duas pouco a baixo, um gesto que simbolizava que Meredith as via de cima, inferiores a ela, serventes talvez, que lhe devessem respeito e obediência, e junto de seus gestos para mostrar sua superioridade somava-se a ela já ser mais alta que suas duas crianças o que já por si é uma própria exibição física de superioridade.

    - Criança...

    O cumprimento era para Ivy, e após o cumprimento da mesma Meredith abaixaria um pouco mais o queixo e continuava a fitar sua cria. De alguma forma Ivy sabia que Meredith a julgava por dentro, embora ela não soubesse se bem ou mal. A Bispo então se aproximava de sua cria mais nova com aquela espada em suas mãos e como um lobo ela começava a rondar a sua ovelha. Ellie via que aqueles gestos não eram para ela e assim se afastava alguns passos dando espaço para as duas crias de Malkav. Meredith falava:

    - Você tardou a despertar esta noite. Você sabe o porque?

    O tom de Meredith era enigmático quase como se ela mesmo soubesse a resposta e quisesse que sua Criança também soubesse. Já em pouco tempo com sua criadora Ivy percebera que Meredith não via fracassos com bons olhos e dava punições, de várias formas. A mulher à frente, de roupão e com os cabelos caídos no rosto começava a gemer, como se estivesse prestes a despertar de seu torpor.


    Ivy:
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    2017-05-23 20:19:45 Ivy rolls ? dice to (Disfarçar o medo do fogo) Raciocinio + Performance (diff 6 ) [1 success]
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Crios em Qui Maio 25, 2017 11:53 pm

    - Meus ânimos ficariam desbravados se fosse, minha querida. Não vá até ela, deixe que ela lhe procure. Sempre anteponha-se de estar em posição elevada, seja gestos, palavras ou até mesmo pensamentos. Se procurá-la, mostrará que anseia uma remuneração, que estás necessitada de algo que ela possa lhe dar e isso será algo desvantajoso em sua negociação de valores.

    Kassia concorda plenamente. Enquanto sua mentora fala no telefone, kassia concorda com a cabeça.

    -Sim, de fato. Concordo com você. Deixarei que venha até mim. Mas admito estar bem curiosa.

    [quote]- Não dei-me à sua presença, procuro evitar os Lunáticos e a aconselho o mesmo. Suas... "brincadeiras" são somíticas e perniciosas e não se sabe quando um Lunático lhe escolhera como vítima. Posso lhe dizer que ela e uma outra Malkavian chamada Jeannete possuem um domínio próprio, um pequeno bairro em Santa Mônica e reside em um Club noturno chamado Asylum. Ambas possuem o mesmo nome de família, talvez tenham vínculos em vida e o mesmo criador. O que sei de Jeannette Voerman é que se trata de um deselegante Membro, beira a uma meretriz em seus modos, infeccionam todos que a rondam com sua doença repulsiva.

    Com um tom clamo e analítico, Kassia responde:

    -Manterei isto em mente. Os lunáticos são...estranhos. Espero não ser eu alvo de mais uma brincadeira. Eu espero apenas me encontrar com Therese, ela parece ser mais centrada e mais controlada que sua colega Jeannette. Manterei você informada sobre o assunto.
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Sex Maio 26, 2017 10:10 pm





    Trilha sonora:




    Kassya escreveu:-Sim, de fato. Concordo com você. Deixarei que venha até mim. Mas admito estar bem curiosa

    - Esta singularidade também me aflige. Ajamos com o bom senso e toda prudência.

    Kassya escreveu:-Manterei isto em mente. Os lunáticos são...estranhos. Espero não ser eu alvo de mais uma brincadeira. Eu espero apenas me encontrar com Therese, ela parece ser mais centrada e mais controlada que sua colega Jeannette. Manterei você informada sobre o assunto.

    - Não conte com isso, minha querida, pois ela é no final das contas uma Lunática. Sim, mantenha-me informada, agora amanse o coração de suas servas, elas encontram-se desassossegadas com teu sono longo.




    Kassya Aleksandra Yakovich:
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Crios em Sab Maio 27, 2017 12:20 am



    Escutando as últimas palavras de sua mentora, Kassia segue o conselho. Ela se senta novamente na cama, pouco antes de desligar o telefone. E quando Persefone termina de falar, Kassia diz:

    -Certo. Vou me preparar para tal encontro, de qualquer forma. Esta conversa foi muito profícua. Irei me retirar agora, mãe, com licença. спокойная ночь. (boa noite)

    Ainda sentada na cama, a Assamita pensa sobre seus próximos passos. Se suas duas “crianças” estavam ligando com tanto fervor. Então elas não estavam no vermilion, consequentemente, algo de novo estava acontecendo.

    O ambiente era quieto e sereno. A harmonia reinava no quarto escuro. Apenas a luz do abajur na cabeceira iluminava o belo quarto. Kassia estava com os olhos fechados, pensando em que a sua noite lhe reservava. Em sequencia, levantava da cama, pegava seu celular novamente, e enquanto caminhava para o banheiro em seu quarto, ligava para Camille. Estava calma, e tentava se manter assim. Sera que a stra Voermann ja havia feito algo?


    Ligava as luzes do banheiro. E se encarava no espelho por alguns instantes...
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por ArcticOwl em Ter Maio 30, 2017 11:39 am


    “Pode parecer cansativo ter que pensar em cada uma de suas expressões e gestos. Sim, um dia foi, mas com tempo fica mais fácil e quase automático. É obvio que eu deveria estar ‘feliz’ se algo que almejei estava prestes a acontecer e ‘preocupada’ se estivesse atrasada para algo importante."

    Ivy escuta as palavras de Ellie com atenção e esboça um sorriso de satisfação; em seguida a olha com preocupação e diz:

    Ivy - Sim. Noite errada para acordar tão tarde!

    Após o gesto de sua “irmã” Ivy apenas a segue.

    “O desprezo pelas regras da sociais é uma das características marcantes em ‘pessoas’ como eu, por vários fatores e entre eles está o fato de vermos  que tais coisas limitam nossas mentes, trancando-nos em pequenas caixas e não... não é diferente agora; continuo desprezando-as.

    Eu não ligo verdadeiramente para tradições, ou para guerras, ou para simbolismos, sejam humanas ou não. Aprende-las, fingir repetidamente acreditar e demonstrar com eficácia segui-las é questão de sobrevivência, como sempre foi. São ferramentas importantes que eu terei em mãos para obter o que realmente desejo, mas como qualquer outro símbolo ou regra não tem valor algum pra mim. Sim, eu sei e admito, elas tem sua importância, afinal é uma forma inteligente de ter o controle sobre outros: Fazendo-os acreditar e se importar com tais convenções.

    Se um dia eu vou me importar verdadeiramente com algo além de satisfazer-me?! Bem, eu não sei. Afinal, até essa noite, achava impossível sentir emoções e eu senti.  Entretanto, posso dizer que tenho uma certeza: Assim como senti-las não me afastou do que sou, apenas aproximou-me mais e me deu oportunidade de aprimorar-me, importar-me com algo além de mim deverá ter o mesmo efeito.  

    Embora as velas fossem pequenas, suas chamas fracas e estivessem ali apenas para iluminar o caminho, suas chamas erram irritantes e me fizeram lembrar da história de nossa aversão ao fogo. Uma maldição lançada a Cain e a seus descendentes por recusar a misericórdia divina.”


    Ivy esboça um sorriso maldoso.

    “Uma maldição que, nesses termos, eu certamente faço jus. Porque?! Eu não desejo misericórdia, muito menos algo divino. Bem antes de Meredith encontrar-me naquela sala eu já andava de mãos dadas ao Diabo, amando tudo o que provém dele sem acreditar nele e levando morte e sofrimento por onde passava.

    O Divino certamente não me serve e eu não sirvo a ele. Porque?! Tornei-me o que nasci pra ser, mergulhei tão profundamente em minha natureza que não mais apenas os conduzo a morte mas também carrego-a dentro de mim e eu amo isso. Poderia o próprio Deus oferecer-me perdão, misericórdia ou qualquer outra coisa e eu recusaria e ao fazê-lo riria dele por tamanha tolice.

    Não pude evitar em sorrir ao perceber que estávamos em um lugar que, talvez, um dia, fora considerado sagrado e certamente estávamos ‘profanando-o’. Isso, sem dúvidas, trazia um pouco de graça a tudo.

    Ah, mais é claro que a aversão ao fogo é desagradável, é irritante, me deixa furiosa e sem dúvidas com vontade de matar alguém, fazendo-a desesperar-se em uma agonia superior; mas não me faz sentir arrependimento ou remorso. Arrependimento é algo que sempre fui incapaz de sentir, mesmo em minha condição humana.

    Se tem uma coisa sobre a qual aqueles idiotas inúteis estão certos é em dizer que ‘pessoas’ como eu vemos as outras como objetos, e as usamos como tal desconsiderando qualquer limite que possa existir de uso e abuso. Afinal é como dizem: ‘Na matemática desprezível dos psicopatas, só existe o acréscimo unilateral e predatório.’ Embora eu não diria desprezível, e também não ligo se só eu estou ganhando desde que eu consiga o que almejei.”



    Night Master escreveu:Ellie - Estou animada, sabe? Pro seu Ritus de Criação. É um saco não poder sair sozinha e conhecer mais do nosso mundo, no começo eu tive muito medo... Mas então quando você entende que faz parte de tudo isso, a noite fica bela, e aprendi a ver que o Sangue só da mais cor e vida pra tudo. Tem coisas que eu quero te mostrar, não é a mesma coisa conviver com alguém tão antigo quanto a nossa criadora e conviver com alguém da sua época, que entende o nosso mundo.


    As falas de Ellie surpreendem a jovem malkavian. Ivy não esperava por palavras, muito menos aquelas palavras tão carregadas de sentimentalismo. Às vezes, por alguns momentos ela esquecia-se de que sua criadora e suas irmãs eram diferentes dela. Elas ainda carregam sentimentos, mas como elas lidavam com eles ainda era, em parte, um mistério.

    Ivy - (tom empolgado) Eu não via a hora disso acontecer! (tom reflexivo) Sempre acreditei que o Medo é natural diante a grandes mudanças e que é a forma que lidamos com ele que realmente importa.

    “Dizem que toda boa mentira está misturada com uma verdade. Ás vezes, eu uso disso, como dessa vez. Entretanto, por vezes, só a mentira já é eficaz. Eu realmente não via a hora de algo acontecer para quebrar todo aquele tedio, os únicos momentos divertidos naquela semana foram os momentos de caça e talvez, aquele estranho sonho. Sim, sem dúvidas as possibilidades que aquela experiência trouxe deu um animo a mais.”

    Ivy - Sim, deve ser diferente. Eu... não sei o que dizer. Além de: Obrigada, é claro.

    “As noites sempre foram belas! Medo?! Eu sou capaz de senti-lo, mas ao contrário de minha ‘irmã’ eu não temo o que devo fazer e já via a poesia contida no sangue antes. Afinal, todos os eventos de mudança em minha existência sempre estiveram banhados em sangue e morte, eu nasci e resnasci em meio a ambos e não esperaria por menos agora.

    O medo serve para alertar-nos de perigos e é um importante mecanismo de autopreservação, mas tem uma coisa que fala mais alto em mim que isso e é: O desejo por evolução, por mais poder e, até hoje, o medo apenas serviu para mostrar-me os diferentes caminhos que podemos tomar e foi útil para atingir cada um de meus objetivos.

    Eu não suporto perder ou não ser a melhor. Se hoje não sou, amanhã serei. Sempre foi assim, e não vejo porque mudar. Parar de evoluir é matar-se aos poucos, é entregar-se gradualmente a destruição, é tornar-se fraco e obsoleto. Talvez esse seja meu maior medo. E, talvez seja por isso e eu não paro. Eu sempre buscarei coisas que me levarão a melhor adaptação. Se na natureza a evolução nunca cessa porque eu deveria parar! Não existem limites, a não ser o que impomos a nós.

    Minhas ‘irmãs’ e Meredith aparentemente tem esse lado sentimentalista. Eu não posso deixar de vê-lo como fraqueza porque sempre foi uma de minhas principais armas e eu sei como eles podem ser usados para conduzir as pessoas a ruína e a morte.  Não, eu não estou interessada em seus bem-estar apenas é um habito analisar os outros, estuda-los, identificar suas fraquezas e pensar em formas de usá-las contra eles. Desde que consigo me lembrar eu faço isso o tempo todo: eu os observo, os analiso e imagino sua mortes. Entretanto, se elas souberem usá-los adequadamente, como suponho que saibam, eles são ferramentas poderosas.

    A verdade é que: Minha nova jornada evolutiva é longa, e felizmente, ao que tudo indica, será bem mais saborosa e divertida. E, por hora, eu preciso delas.”


    Ao passar pela segunda porta e ver as tochas Ivy perde sua expressão apática e revela levemente seu desconforto diante as chamas.

    “Assim que vi os machados e as espadas não pude me conter; acabei recordando-me da sensação em mutilar alguém. Ahh! Embora faça muita bagunça, e eu detesto bagunça, sempre foi tão fascinante e delicioso. Uma pena que minha razão e meu instinto de sobrevivência tornem esses momentos tão raros. Certamente eu sorriria com aquelas memórias se não estivesse incomodada com as chamas e atenta em continuar meu caminho evitando olha-las. Entretanto, o mais curioso era que Ellie não demostrava reação alguma. Aquilo sim merecia uma atenção, era algo que deveria aprender a dominar.”

    Ivy observa a mulher que estava próxima a sua criadora tentando perceber qualquer detalhe a seu respeito.

    “Após o cumprimento de Meredith apenas observo seus gestos. Ela é uma criatura intrigante.  Enquanto, na maior parte do tempo, eu foco em parecer inofensiva ela faz o que pode para demonstrar sua superioridade. Estratégias diferentes, mas devo admitir, ambas eficientes.”

    Night Master escreveu:Meredith - Criança...

    Ivy - Excelência.

    Ivy observa sua criadora com uma expressão de curiosidade.

    Night Master escreveu:Meredith - Você tardou a despertar esta noite. Você sabe o porque?

    Um sorriso completamente maldoso forma-se nos lábios de Ivy.

    Ivy - (tom maldoso e irônico) Porque o último suspiro de humanidade está morto.

    Logo após responder Ivy torna a olhar para a mulher que agora começava a dar sinais de consciência.

    “Não, eu não acreditava que aquela era a verdadeira razão. Eu duvido que um dia houve qualquer humanidade dentro de mim. Lembro de ler durante meus estudos que ‘Psicopatas não tem se quer resquícios de humanidade dentro de si. Embora possam parecer as pessoas mais amáveis e humanas que conheceu.’

    Exceto por aquele misterioso sonho, nada de diferente havia acontecido. Muito menos algo que justificasse tamanha demora em meu despertar. Mas não, eu não contaria a respeito do sonho a Meredith. Talvez, se não tiver outra opção, um dia eu revele, mas não hoje.

    Meredith esperava uma resposta. Uma resposta que ela demostrava já ter, o que significava que ela apenas gostaria que eu soubesse responde-la acertadamente. Embora estivesse confiante de que minha resposta estava errada e soubesse como Meredith lida com fracassos eu a dei da mesma forma. Simplesmente porque aquilo era a única coisa que eu conhecia que pudesse estar relacionada ao tema, a menos que eu tenha me esquecido de algo.”

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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Beaumont em Qua Maio 31, 2017 10:08 am

    David jamais havia presenciado uma cena tão sobrenatural em sua existência. Talvez ainda fosse obra de algum vampiro, mas certamente a essa altura David já estava acreditando plenamente que fantasmas poderiam ser tão reais quanto vampiros. Havia muitas duvidas na cabeça de David e a hesitação começou a fazer parte de seus pensamentos, mas ele precisava toar decisões. O tempo estava curto. 

    Assim que as duas derrubaram a porta David seguiu com Yvory ao seu lado, o vampiro estava com sua atenção voltada principalmente paa  o que ocorria ao seu redor mas conseguiu ouvir parte da discursão enquanto tentava ver Nines ou até mesmo o homem tenebroso outra vez. Ele então voltou sua atenção para Yvory e segurou sua mão, havia certeza em seus olhos e uma gota de preocupação em suas palavras. Se afeto por Cherry era notório, mesmo que para a maioria dos vampiros ela fosse apenas uma mortal. 

    David : -  Vá com Isaac e se mantenha segura com ele. Assim que você sair daqui ligue para Saint e peça para ela arrumar um novo refugio em um hotel para vocês, fiquem com o Isaac até eu encontrar com vocês certo ? 

    A galante loira revirava os olhos, Dvid adorava bancar o super-heroi toda vez que as coisas apertavam mas no fim das contas, ela sabia que Ybony estava sozinha e ela poderia vir a cuidar de Carmen e Saint enquanto David poderia se virar sozinho. 

    Yvory : - Cara você vai fazer isso de novo né ? Era pra eu EU cuidar de você. Você me paga para se sua Guarda-Costas lembra ? 

    David : - Cuide de Ybony e Saint , eu encontro com vocês depois. Tome Fique com MA11. 

    David então trocava a pistola  e pegava a AK-47 da mão de Cherry. Verificava o pente da arma e a correção da mira e percebeu que o grupo estava terminando a discursão e se dividindo. David então segurou o ombro de Isaac e fez um pedido. 

    David : - Eu vou voltar com Rebeccah e procurar Nines e Skelter, preciso de um novo refugio, o meu está comprometido devido a minha "fama" preciso que cuide de Yvory e minhas 2 outras carniçais até eu sair daqui, precisamos nos ajudar ou não conseguiremos passar por essa com vida. Por favor Isaac, preciso de sua ajuda. Kent, Isaac já que vocês vão sair, procurem um novo local de encontro para nós e tomem cuidado com o esquadrão misterioso da camarilla, eles são mortais ! 

    David foi sincero em suas palavras, engatilhou a arma e disse:

    David : - Rebeccah ! Damsel ! Vamos voltar mas precisamos ficar juntos ! Se não agirmos feito um grupo, essa ideia de revolução vai terminar antes mesmo de começarmos. 

    Nem mesmo David estava acreditando que iria voltar para procurar Nines e Skelter, mas aquela decisão era imprescindível para conquistar a confiança em Damsel e conquistar mais um aliado em potencial. A união dos anarquistas era a peça chave para que pudessem passar por aquela situação com vida. Eles só podiam contar uns com os outros uma vez que a camarilla declarou guerra de vez aos membros em questão. 

    David : - Certo, vocês lembram para onde eles foram da ultima vez ? Nós vamos acha-los e cair fora daqui okay ?
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Qua Maio 31, 2017 10:15 pm






    A ligação entre Persefone e Kassya era encerrada de forma educada e simples. Kassya sentia os novos ventos da Jyhad movendo-se, agora na direção dos Lunáticos e mais do que nunca esses ventos poderiam ser imprevisiveis. Ela seguia quase meditativa até o banheiro onde acendia a luz e encarava no espelho sua palidez acentuada, característica de todo morto-vivo que andava pelas vastas antigas e modernas noites. Mesmo após anos, mesmo após tanto tempo, tantas aflições, poucas alegrias, derrotas e conquistas... Não envelhecera um dia se quer, para a vaidade aquele era um pranto cheio de alegrias e gozo mas até a alma poderia acreditar no mesmo? A eternidade e a juventude eterna sempre fora algo cogitado por reis, ditadores e figuras de poder, mas será que eles continuariam a desejá-la se soubessem que os fardos se acumulavam mais que as glórias?

    O primeiro passo era se comunicar com suas adotadas, tranquilizar seus corações quanto ao seu estado atual e talvez se inteirar do que o dia tinha trago para a noite. Logo ao segundo toque do celular de Camille, a serva atendia o mesmo com a voz aflita:

    - Senhora Yakovich!?!? Alo???

    Assim que Kassya confirmava com sua voz, Camille continuava com a euforia tomando conta da aflição.

    - Por Deus, que bom que a senhora acordou! Estava muito preocupada, não sabia mais o que fazer, tive medo de invadir seu quarto, não sabia se deveria, se estaria interrompendo...

    E Camille se interrompe e Kassya ouvia a própria voz de Camille mais ao fundo

    - ... Espera aí Jen!

    E voltava

    - Desculpe, a Jenifer está comigo, ela também estava preocupada



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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Qua Maio 31, 2017 11:29 pm

              




    Trilha Sonora:

    A mente de Ivy era uma mente alienigena a qualquer mente comum, isso era um fato inegável. Para aliviar pressões ela recorria ao sadismo como forma de terapia pessoal. Talvez de fato, Ivy era o tipo de pessoa que riria na cara de Deus se o mesmo oferecesse a ela a chance do perdão.

    Já naquilo que pareciam ser catacumbas medievais, sua criadora estava a rondá-la, a observando, e fez à ela uma pergunta a qual Ivy não sabia exatamente a resposta mas mesmo assim quis evidenciar alguma convicção e não demonstrar fraqueza.


    Ivy escreveu:- Porque o último suspiro de humanidade está morto.


    A resposta havia sido dada e durante alguns segundos, Ivy escuta os sons de passos de Meredith cessar, e logo após isso, ela escuta a resposta de sua criadora que estava atrás de si, uma leve risada debochada da parte de sua criadora. Ellie permanecia em silêncio e séria diante da cena, e então antes que Ivy pudesse fazer qualquer coisa em resposta, ela sentia rapidamente Meredith colada em seu corpo atrás de si e dizendo em seu ouvido.

    - Olhe para Ellie...

    E após Ivy olhar para sua irmã, que agora olhava curiosa para a cena diante de si, e Meredith continuava:

    - E se eu te dissesse... Que você é... Pateticamente mais humana que ela? Acreditaria em mim?

    E independente da resposta de Ivy, Meredith voltava a contornar sua cria com a espada ainda em mãos e diante dela tornava a dizer em um tom irônico.

    - Claro, vamos encarar a realidade, você não é nenhuma digna de prêmios à honra ou filantropia... Mas a Besta que despertou dentro de você graças ao Sangue, ainda está fora da sua compreensão. Se você tivesse abandonado de fato sua humanidade por completo sem essa compreensão, não lhe restaria nada além de eu arrancar sua cabeça nesse momento porque tudo o que você lutou, tudo o que você conquistou iria para o fundo do poço dando lugar ao que você Ivy, viria a se tornar inevitavelmente com esse Sangue: Um monstro burro e autodestrutivo, é isso que acontece quando você abandona sua humanidade sem compreender o que você realmente é.

    Ela continuava a contornar Ivy, como em um julgamento pessoal e novamente atrás dela dizia em seu ouvido.

    - Você ainda é uma escrava dessa frágil e desprezível essência que chamamos de "Humanidade", você precisa dela, você depende dela...

    Ela então tornava a caminhar rondando sua cria voltando à sua frente:

    - Mas é temporário, claro... Você irá aprender a se tornar uma Cainita em essência, com a minha ajuda, eu vou lhe ensinar como se desprender de sua humanidade e quais passos procurar para o aperfeiçoamento da sua nova condição. Felizmente paciência é algo que sei que possui e sua vontade de desprender-se disso já é um grande passo.

    Meredith então virava-se de costas e ficava de frente para a mulher presa sentada e caminhava até ela.

    - Normalmente, eu lhe enfiaria essa espada em seu abdome, e lhe ordenaria a permanecer com ela assim por no mínimo três noites, vendo que ainda é nova demais. Isso seria por sua presunção falha, mas estamos em uma outra ocasião e só atrapalharia os planos para essa noite. Aproxime-se.

    Quando Ivy se aproximasse Meredith abriria passagem para sua prógenie ficar de frente para a vítima e com a ponta da espada a Malkavian erguia o queixo da mulher fazendo seus cabelos encaracolados deslizarem sobre a face coberta revelando a identidade de alguém que Ivy nunca pensou que encontraria já tão cedo.

    Mulher - Aparência 2:

    Se tratava da irmã de seu ilegitimo pai Jörn: Leya Grigorieva, sua tia. Leya ainda estava desatenta, sonolenta. Meredith então deixa que a cabeça da mulher voltasse a tombar e oferecia a espada a Ivy dizendo:

    - Esta noite, uma cruzada inteiramente sua se inicia, criança. Você sabe o suficiente para começar uma vida como Cainita e tudo o que precisa é que o Sabá a reconheça como tal. Para isso, seu Ritus de Criação terá como primeira celebração destruir sua família mortal e abraçar sua nova família imortal, avermelhe suas vestes com o sangue deste gado, leve o tempo que desejar, e depois avermelhe sua alma com o nome Griorieva.

    Quando Ivy tomasse a espada das mãos de Meredith, a mesma se distanciara posicionando-se ao lado de Ellie dando espaço e tempo para que Ivy fizesse o que desejasse de sua refém, mas independente do que seria, uma coisa era fato, o destino de Leya Grigorieva devia ser selado.


    Ivy:
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Qui Jun 01, 2017 12:31 am

              




    Trilha sonora:

    David tomava a decisão do que fazer, preferira enfrentar o perigo e mostrar pelo exemplo o que todos os Anarquistas precisavam fazer se quisessem sobreviver e reconquistar o seu lar de volta. Isaac assentiu positivamente para David, podia ver que seu irmão de clã esboçava um leve sorriso de admiração, uma atitude muito positiva. Isaac botava a mão no ombro de David e dizia:

    Isaac: - Não se preocupe, sr. Hayter, cuidarei de suas vassalas como se fossem minhas, vá e encontre nossos amigos, traga-os em segurança. Estaremos esperando por vocês. Se ainda acredita em Deus e em sua misericórdia, que Ele lhes proteja.

    Kent olhava para Hayter e assente positivamente para o irmão de clã, também com um certo olhar de admiração e diz:

    Kent: - Nos vemos lá fora.

    Logo, os dois capangas apressavam o grupo de Isaac para que fossem logo e assim eles se separavam na escuridão sendo guiados apenas pelas lanternas de Damsel e Rebeccah. Eles seguiam pelo corredor à frente e se olhassem para traz veriam que o outro grupo já havia dado no pé daquele circo mal assombrado.
    os tiros haviam cessado, os gritos também. Tudo o que os três anarquistas viam eram mobílias queimas e destruídas, quadros e paredes podres, cortinas queimadas e rasgadas cobertas de sujeira cobrindo as janelas que misteriosamente estavam completamente fechadas, algo que não se encontrava naquele estado quando David havia chegado para a reunião.

    Damsel: - Hayter, seu celular não tem aqueles aplicativos de flash light não?

    Rebeccah: - Mesmo que ele tenha, com a AK ele precisa usar as duas mãos, relaxa David, eu fico próxima de você.

    Ambas as Cainitas estavam com armas, Damsel com sua pistola e Rebeccah com sua magnum, as duas pareciam ter algum treinamento com armas porque ambas conseguiam cruzar os pulsos fazendo as miras das armas coincidirem com a da lanterna dando foco para onde fossem atirar se necessário.

    O grupo então chegava no hall, onde era pra ser a entrada do hotel. David havia passado por aquele lugar, ele lembrava-se de ter visto capangas lá e agora esses mesmos capangas agora estavam mortos. As duas anarquistas se aproximavam e miravam com as lanternas, podiam ver cortes profundos em seus peitos com o sangue lambuzando o chão, as armas dos capangas estavam no chão, haviam ao todo nove capangas mortos, dois estavam encostados nas paredes, um estava atravessado pelas costas em um grande pedaço de madeira que devia ser de alguma mobilha destruída, quatro estavam simplesmente caídos no chão sendo que três deles de barriga para cima evidenciando o mesmo tipo de corte e o ultimo estava no centro caído sobre a mesa quebrada, acima dele havia os pequenos pilares que sustentavam os corrimões da longa escadaria, como se ele tivesse sido arremessado com a força do corte do centro das escadarias e caído em cheio em cima da mesa.

    Rebeccah olhava para aquilo de forma séria.

    Rebeccah: - Meu deus...

    Damsel também olhava impressionada

    Damsel: - O fantasma fez isso?


    David Hayter:
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Beaumont em Seg Jun 05, 2017 8:46 pm

    Havia um sentimento em David que o repgnava até o pescoço e esse sentimento estava mais uma vez se evidênciando a cada minuto que ele passava naquele hotel. Logo depois que o vampiro ficou sozinho com as outras duas Brujahs sua fisionomia mudou e Rebeccah que o conhecia a mais tempo sabia que ele não estava gostando nenhum pouco de estar ali. O galanteador e presunçoso David estava sério. As mobilias queimadas, lhe traziam péssimas recordações... Como flashes ele se lembrava da pior época da sua vida, quando ergueu um fuzil de assalto pela ultma vez. 



    A guerra... 

    As marcas da guerra eram latentes na memória imortal de David, aquele cenário, o frio que ele sentia na espinha e o medo do desconhecido lhe trouxeram lembranças que ele vivienciava apenas em seus pesadelos macabros. A ausencia de luz no local não ajudava muito e só fazia com que a imaginação dos três trabalhasse a mil naquela hora. Quando o trio se deparou com os corpos David se manteve ainda mais alerta, desengatilhou a trava de ermergência da arma e deixou o dedo ereto para que seu dedo ficasse longe do gatilho o suficiente para que não causasse o acidente de disparar a arma sem querer. 

    Ainda com os olhos atentos ele se agaichou próximo de um dos corpos e perguntou : 

    David : - Por acaso vocês tem o número de Nines e Skelter ? Mandem uma mensagem para eles avisando que passamos pelo Hall e estamos a procura deles. Caso o sinal volte ou o celular funcione a mensagem será enviada, precisamos continuar tentando até o sinal em algum lugar dessa casa funcionar. 

    David vasculhou o corpo dos homens atrás de munição 7,62mm para a Ak-47 quem sabe pudesse achar também uma pistola que pudesse guardar na parte de trás do cinto. 

    David : - Vasculhem por mais armas e munição. Podemos precisar. E façam uma contagem de quantas portas temos nesse e no andar de cima. Talvez tenhamos que procura-los porta por porta. 

    David não fazia ideia de onde a dupla havia se metido mas o mínimo que podiam fazer era começar a vasculhar as portas. Eles tinham mortos ali isso só tornava as coisas ainda mais perigosas. 


    "Será que isso tem alguma coisa haver com o sonho que tive ? Como tudo aquilo era real, o deserto, o sangue na pedra. A música. Aquele homem ensanguentado e aquela voz da mulher. E se algo fizer algum sentido ?"

    David se perdia em seus pensamentos enquanto aguardava as meninas com as lanternas checarem quantas entradas eles teriam que vasculhar. Assim que elas contassem, eles começariam com o andar de cima, sempre juntos e cobrindo uns aos outros.
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por ArcticOwl em Qui Jun 08, 2017 7:31 pm


    Night Master escreveu:Meredith - Olhe para Ellie...

    Ivy vira-se para Ellie e vê nos olhos de sua “irmã” curiosidade. Nos olhos de Ivy, Ellie, encontraria uma perturbadora tranquilidade e em seu rosto uma expressão fria.

    Night Master escreveu:Meredith - E se eu te dissesse... Que você é... Pateticamente mais humana que ela? Acreditaria em mim?

    Ivy sorri, de um modo simpático, para Ellie. Em sua mente perturbada Ivy acredita que Meredith queria provocá-la, humilha-la diante Ellie, tentando fazê-la perder o controle e revelar seu pior lado. Seu lado competitivo, predatório e que não admite ser inferior. Mas não, ela não o revelaria por completo, não aquela noite. Perder o controle era perigosamente prazeroso e satisfatório, mas era um movimento contrário a sobrevivência e a evolução; e, portanto, ela não permitiria que acontecesse.

    Ivy - (tom serio) Eu acredito nisso. Me decepcionaria se não fosse.

    Night Master escreveu:Meredith - Claro, vamos encarar a realidade, você não é nenhuma digna de prêmios à honra ou filantropia... Mas a Besta que despertou dentro de você graças ao Sangue, ainda está fora da sua compreensão. Se você tivesse abandonado de fato sua humanidade por completo sem essa compreensão, não lhe restaria nada além de eu arrancar sua cabeça nesse momento porque tudo o que você lutou, tudo o que você conquistou iria para o fundo do poço dando lugar ao que você Ivy, viria a se tornar inevitavelmente com esse Sangue: Um monstro burro e autodestrutivo, é isso que acontece quando você abandona sua humanidade sem compreender o que você realmente é.

    O olhar de Ivy para Meredith era de decepção. Mas não consigo, como esforçava-se para transparecer, mas sim com sua mestre. Isso porque aparentemente sua criadora não notou sua mentira ou o fato de que estava escondendo algo como Ivy esperava que ela notasse. Aquilo era decepcionante e satisfatório ao mesmo tempo, pois enganou alguém que julgava ser mais difícil de se fazer. A menos é claro que Meredith tenha notado e se esse é o caso suas habilidades de atuação eram admiráveis; mas não fazia sentido fingir que não. Ivy não acreditava que havia demorado a despertar por aquele motivo, mas usou o único conhecimento que tinha para distrair sua criadora a fim de manter oculto o que realmente havia acontecido. Enquanto ela não soubesse o que aquilo significava não achava prudente dizer. Meredith provavelmente iria puni-la por aquela falha, mas ela sobreviveria. Entretanto, ela não poderia dizer o que aconteceria se revelasse o que realmente pensava porque não fazia ideia do que aquilo significava. Aquele havia sido um erro proposital e um risco calculado.

    Night Master escreveu:Meredith - Você ainda é uma escrava dessa frágil e desprezível essência que chamamos de "Humanidade", você precisa dela, você depende dela...

    A jovem apenas aguardava sua punição em silêncio e sua expressão misturava decepção e conformismo. Ivy sorriria maliciosamente nesse momento se não estivesse sendo observada e pretendesse passar a impressão de que estava decepcionada consigo.

    Night Master escreveu:Meredith - Mas é temporário, claro... Você irá aprender a se tornar uma Cainita em essência, com a minha ajuda, eu vou lhe ensinar como se desprender de sua humanidade e quais passos procurar para o aperfeiçoamento da sua nova condição. Felizmente paciência é algo que sei que possui e sua vontade de desprender-se disso já é um grande passo.

    Ivy não esconde sua confusão pela demora em sua punição.

    Night Master escreveu:Meredith - Normalmente, eu lhe enfiaria essa espada em seu abdome, e lhe ordenaria a permanecer com ela assim por no mínimo três noites, vendo que ainda é nova demais. Isso seria por sua presunção falha, mas estamos em uma outra ocasião e só atrapalharia os planos para essa noite. Aproxime-se.

    “Eu devo admitir: Ela tem uma criatividade magnifica para punições. (Risos)”

    Com uma expressão séria e em silêncio Ivy se aproxima e; ao ver quem era aquela mulher ela sorri maldosamente.

    Night Master escreveu:Meredith - Esta noite, uma cruzada inteiramente sua se inicia, criança. Você sabe o suficiente para começar uma vida como Cainita e tudo o que precisa é que o Sabá a reconheça como tal. Para isso, seu Ritus de Criação terá como primeira celebração destruir sua família mortal e abraçar sua nova família imortal, avermelhe suas vestes com o sangue deste gado, leve o tempo que desejar, e depois avermelhe sua alma com o nome Griorieva.

    A jovem Cainita pega a espada das mãos de sua criadora com um sorriso nos lábios e um olhar de curiosidade.

    “Será que ela realmente acredita que isso seria difícil pra mim?!”

    Ivy olha para Leya com um sorriso maldoso.

    “Ou que esse nome significa algo pra mim? Qual é?! Devo ser uma atriz e tanto (Risos). Afinal: Nunca significou! Eu o abandonei a tempos, bem antes de mata-lo.”

    Ela aproxima-se do ouvido de Leyla e diz:

    Ivy - (tom carinhoso) Abra seus olhos, minha querida.

    Se Leyla abrisse os olhos e olhasse para Ivy veria uma expressão amável e carinhosa instantes antes da malkavian enfiar a espada em seu abdômen (o suficiente para não transpassar seu corpo ou atingir a coluna vertebral) e movimenta-la até atingir o externo (osso do tórax) mantendo a mesma expressão carinhosa em sua face. Em seguida Ivy degolaria Leyla. Obs: Se Leyla não abrir os olhos ela fará o mesmo, mas antes usará a espada para cortar a orelha de sua tia fora. Ivy queria que Leyla a olhasse em seus olhos, pois não havia nada mais satisfatório para ela que ver a vida deixa-los. Entretanto ela não queria que aquilo levasse a noite toda, por mais divertido que aquilo fosse, poderia haver outras coisas a fazer e ela já havia acordado tarde demais. Sem contar que enrolar para eliminá-la poderia ser interpretado negativamente.

    Após matar sua tia Ivy vira-se para Meredith com uma expressão de satisfação que se desfaz tão logo é vista retornando a aparente tranquilidade habitual.

    Ivy -(tom entediado) Irá contar o porquê das cores dos vestidos ou porque eu demorei para acordar hoje? Há algo mais a fazer?

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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Crios em Qui Jun 08, 2017 10:51 pm



    кассия:

    Escutar a voz Camille era um pouco confortante. Os ventos da jyhad, Ah maldita jyhad. Os poderes que o vampirismo fornece as vezes não vale a conta paga pela maldição e caim. Mas ainda assim, esse era o destino de todos os canaitas. Kassia tinha que se preparar.

    É dificil entrar em hamonia com toda essa guerra silenciosa ocorrendo la fora. Tentar sempre estar preparada para toma uma facada nas costas é algo que complica a meditação, e contemplação do Grande Ciclo do universo...


    - Senhora Yakovich!?!? Alo???

    Assim que Kassya confirmava com sua voz, Camille continuava com a euforia tomando conta da aflição.

    - Por Deus, que bom que a senhora acordou! Estava muito preocupada, não sabia mais o que fazer, tive medo de invadir seu quarto, não sabia se deveria, se estaria interrompendo...

    E Camille se interrompe e Kassya ouvia a própria voz de Camille mais ao fundo

    - ... Espera aí Jen!

    E voltava

    - Desculpe, a Jenifer está comigo, ela também estava preocupada


    Kassia pensava que estavam fora do vermillion, É engraçado como medo, respeito e amor se misturam nessa relação de sangue. Kassia lentamente trabalha para mudar isso. Afinal, seu lar é teoricamente o único lugar onde pode haver algo próximo de “paz e serenidade”. Sabe? Um ambiente mais familiar. Mesmo assim, é importante manter o clima de respeito e autoridade. De forma suave, kassia repreende e ao mesmo tempo acaricia suas afilhadas.

    -Vocês são uma graça. Por que tanto medo? Eu sou uma assassina, mas não mato семья (familia). Já esqueceram do que eu as ensinei? Eu até pensava que vocês não estavam aqui no prédio. – Camille e Jeniffer já entendiam alguma coisa ou outra de russo, por isso kassia falava sem medo após falar isso, a loira solta uma pequena risada.– Venham minhas filhas. Aguardarei vocês.

    Enquanto fala, kassia se dirige a saída do banheiro de sua suíte. Desligava o celular, e ligava as luzes do quarto sem janelas. Ela se sentava na ponta da cama, pensativa, sobre qual deveriam ser seus próximos passos na Jyhad.
    Convidado
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    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

    Mensagem por Convidado em Qui Jun 08, 2017 11:39 pm

              




    Trilha Sonora:


    Após encerrar a ligação Kassya caminhava até a cama e sentava-se na ponta da mesma, começava a refletir sobre os passos que daria nessa caminhada sombria e antes que ela pudesse de fato começar a desenvolver suas ideias iniciais ela logo ouvia duas batidas na porta e assim que ela dessa a permissão, Camille adentrava na frente com passos rápidos mostrando alivio ao ver sua regente em plena "saúde". Jennifer adentrava logo atrás, ela estava um pouco alarmada, mas muito mais silenciosa que Camille que já estava na ponta da cama de frente à sua senhora, agachada pegando em suas mãos e olhando seus olhos debaixo.

    - Senhora Yakovich, você está bem? Deu um susto na gente...

    Jennifer caminhava lentamente, com os braços cruzados olhando torto para Camille, com aquele olhar de quem não apreciava aquela algazarra toda, ela encostava na parede e dizia:

    - Foi mal o susto, mas é que a senhora nunca dormiu tanto assim, achamos que podia não acordar mais e tentamos falar com a senhora Deveraux, sem sucesso é claro.



    Kassya Aleksandra Yakovich:
    Pontos de Sangue: 15/10
    Força de Vontade: 5/5
    Vitalidade: Ok
    Conteúdo patrocinado


    Re: CHAPTER I: Call of Zillah

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