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    Os primeiros passos fora dos muros

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    Leomar
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    Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Ter Abr 25, 2017 8:37 pm

    Tristeza


    A vida dentro dos muros nunca foi muito feliz. Nascido e criado como escravo, uns com um pouco mais, outros com um pouco menos de sorte, mas você nunca conheceu o que é ser um homem livre. Há dias que são menos ruins, mas a rotina é quase sempre a mesma. Dentro da cidade prisão todos os dias são parecidos, sempre há neblina, mas raramente chove.



    Dor

    Mas também há dias bem ruins. Tortura e morte estão nas ruas todos os dias, não raro por motivos banais. Às vez(es) com alguém que você conheceu. O trabalho forçado, as humilhações. O conceito de "justiça" não existe aqui. Hélius nem sempre brilha e a chuva não é para todos, e raramente chove.

    Fome


    Tudo é cinza (ou marrom ou preto), as casas são feias, as ruas são feias, a natureza é feia. Poucas são as pessoas que tem algum luxo, mesmo entre alguns donos de escravos. A fome e a sede, assim como o frio, são companhias conhecidas, as árvores raramente dão frutos (a maioria nem folha da direito), larvas e ratos são pratos típicos, e a chuva está cada vez mais rara.

    Tão rara, mas tão rara, que até a parte pantanosa da cidade está secando, o que forçou os generais da cidade (são 7 os generais, os que estão entre os poderosos dos poderosos) a chamar uma caravana especial para buscar água em outra cidade. Vários escravos de vários senhores foram convocados, uma tarefa que reuniu mais de 2000 pessoas, e você (por um motivo aleatório ou não) está no meio destas pessoas. Os portões serão abertos pela primeira vez para um número tão grande de pessoas.

    Desconfiança


    Vocês foram emprestados (ou tomados mesmo) de seus donos originais na noite seguinte, e levados para o castelo de Abyrrar, o general mais rico da cidade. São centenas de humanos e demônios, a maioria escravos, mas muitos capatazes também, e informados sobre a tarefa que vão realizar. Três generais se pronunciam.

    O primeiro é Ehgosd, um diabo velho e enrugado, que faz um tedioso discurso de duas horas, em que vocês tem que ouvir de pé. Várias observações, ameaças, instruções... sua voz e discurso são tão chatos que vocês tem vontade de se matar no meio dele. Depois toma a palavra Aug, o Mutilador, sua voz não tem emoção, seu rosto não tem expressão, mas felizmente ele é bem breve:

    - Sairemos de manhã, eu acompanharei a caravana, quem ficar para trás, eu cortarei os braços e pernas e darei para o resto comer, quem tentar fugir, eu cortarei os braços e pernas e darei para o resto comer, quem morrer, eu cortarei os braços e pernas e darei para o resto comer, quem fingir de morto, eu cortarei os braços e pernas e darei para o resto comer, quando chegarmos à outra cidade, poderão descansar enquanto carregamos as carroças, quando voltarmos para cá, serão devolvidos para seus antigos donos, espero que não tenham dúvidas.

    Por fim aparece Abyrrar, um íncubo que poucos já viram, mas que todos conhecem a fama. Ao contrário dos outros dois, ele aparece sorrindo, e sua voz é amigável (talvez amigável demais) dizendo a todos:



    - Meus amigos, não se deixem abalar por estes dois velhos chatos. Vocês foram escolhidos porque são especiais, e precisamos de alguém que trabalhe bem, e rápido. Não se acanhem, hoje são meus convidados, poderão comer e beber bem para se preparar pra amanhã. Não é todo dia que temos algo para fazer fora de nossa querida cidade, então alegrem-se!

    Apesar de muitos não acreditarem no que ouvem, seu discurso alivia um pouco os presentes, e por mais inacreditável, ele realmente serve algo que vocês podem considerar um banquete: carne em abundância (vocês nunca pensaram em ouvir estas três palavras juntinhas), ovos, pães (e eles não estavam duros), água, leite, mais carne (algumas aves e outras que vocês preferem não saber do que era), grãos cozidos, grãos doces, algumas bebidas energéticas... vocês nunca comeram tão bem na vida, alguns choram de alegria.

    Durante a noite dormem pelo jardim mesmo, apesar de dormir na grama (ou meio amontoados em cima dos outros) o descanso também é um dos melhores que já tiveram, vocês não sabem se alguma outra noite puderam dormir por tantas horas seguidas assim.

    De manhã as carroças são preparadas por pipas enormes, elas são puxadas por semëks (semëk são lagartos enormes, do tamanho de um cavalo, são mansos, mais rápidos que bois, mais lentos que cavalos), vários capatazes se colocam a direita ou esquerda de vocês. Aug, o Mutilador, está com sua armadura imponente, vocês ainda recebem uma refeição antes de partir (não tão farta como de ontem, mas ainda farta e muito boa) e dão a cada um dois litros de água para beber antes de partir.

    O grande portão é aberto, vocês veem a ponte do outro lado pela primeira vez, a maioria ainda não acredita no que vê. Os primeiros passos fora da cidade-prisão.



    Novidade

    A paisagem de fora não é tão animadora, vocês estão num deserto, não é arenoso mas a terra é seca. Quilômetros de nada para todos os lados. Nada de árvores, nada de animais, nem mesmo mosquitos. Ainda assim, é a primeira vez que veem Hélius (a estrela principal) brilhar tanto, conseguem ver tanto Hélius Flava e até Hélius Blua (segundo sol), não há neblina aqui de fora, e o ar está mais "respirável".

    Ao poucos seus corpos se adaptam a esta paisagem nova. Não demora para o primeiro escravo tentar fugir, e como prometido, Aug o alcança e corta seus braços e pernas, deixando-o agonizar no meio do nada. A viagem segue adiante.

    Você não tem noção do tempo, mas já foram várias horas de caminhada, a cidade-prisão já saiu do campo de visão há muito tempo, e vocês continuam vendo somente terra e mais terra para todos os lados. Quando alguns demônios começam a ficar inquietos, avisando aos responsáveis pela caravana que algo estava errado.

    off:
    Vamos começar então. A primeira postagem de vocês é para dizer o que fizeram neste último dia (ou últimos dias) antes de sair da Cidade-Prisão.

    O dia começou como todos os outros para vocês, fazendo ou sofrendo o que normalmente fazem ou sofrem sempre.

    Por volta do meio-dia Abyrrar ou um de seus homens chegaram no seu dono ou dona e escolheram alguns escravos, e você estava entre eles. Abyrrar não precisa dizer a seu dono ou dona porque ele está tomando vocês deles, e também não importa se você estava trancado, escondido, isolado, o lugar onde estava simplesmente foi aberto, o homens de Abyrrar chegaram e levaram você, seu dono ou dona pode no máximo dizer algumas últimas palavras, mas não pode fazer mais nenhum mal a você.

    Fiquem a vontade para descrever como foi a noite e a saída, podem acrescentar detalhes que eu não falei ou podem simplesmente comer, beber e dormir.

    Independente do que forem escrever, depois passem no tópico de rolagem e rolem 1D12 para cada raio que escolheram.
    Moon
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Moon em Ter Abr 25, 2017 10:35 pm

    Quione seguiu com as demais escravas recolhidas da casa do seu Senhor Yauaagsusdewy, não entendia o que estava acontecendo, só teve tempo de pegar suas coisas um sela de carga velha e um conjunto de equipamentos para seu oficio, foi somente isso que Yauaagsusdewy lhe seu além de um tecido velho no qual cobria a parte superior de seu corpo. Algo estava acontecendo não havia percebido a roubada em que estava se metendo, chegando ao Castelo do Abyrrar.

    Lá descobriu o que estava acontecendo e provavelmente seu Senhor Yauaagsusdewy, havia ganhado algum dinheiro alugando seus escravos e escravas, ela por fim escutou a pronuncia dos demônios e logo foi ao banquete, comeu de tudo que conseguia até não aguentar mais, sem contar os jarros de sucos. Procurou alguns panos no qual pode enrolar pães, queijos, frutas guardou o que pode na bolsa direita já que levava seu equipamento na mochila direita. Nunca saberia quando conseguiria comer novamente, na madrugada procurou por algo mais que poderia usar na viagem um odre, ou algo que poderia guardar um pouco da bebida já que água estava em falta, no final descansou em um canto qualquer afastada dos demais, na verdade bem afastada nunca foi acostumada a dormir junto com as outras escravas vivia entre os animais no estabulo e aquilo era um pouco incomodo para ela, pois não sabia como agir frente a tantas pessoas.

    Na manhã seguinte tratou de armazenas mais um pouco da comida que ganhava, assim como guardar a água em um jarro ou odre caso tenha encontrado um, se não levaria em uma pequena jarra, ficava assustada ao ver o portão da cidade abrindo, eufórica seguia os demais, era sua primeira vez fora da cidade -prisão sentia-se um pouco livre, mas ao sentir o cansaço da caminhada junto a cena que presenciou do escravo sendo despedaçado pelo demônio ela achou melhor ficar bem longe daquele monstro, mais perto dos artesões e calada como sempre.



    OFF: tentar pegar algum alimento e guardar em uma das bolsas que carrego, a outra esta minhas ferramentas do meu oficio, um odre ou pequeno jarro serve para levar água. Lembrando ela guardou pão, queijo, frutas coisas que dava para guardar e levar. É ela é morta de fome não a culpe nunca viu tanta comida junta assim numa mesa.
    voorhees
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por voorhees em Qua Abr 26, 2017 12:14 am

    O inferno é a repetição.

    O culto secreto ao deus Piro exigia cada vez mais esforço de Voorhees, que não ousava desapontar sua senhora, Nidhogg. O mestiço não podia saber se os sacrifícios enumerados por sua senhora eram de fato exigidos pela entidade, mas novamente, ele não ousava questionar sua senhora. Naquela tarde, ele usava ferro em brasa para torturar seus companheiros, outros escravos que não atingiram as metas absurdas dos últimos dias. As marcas que ele fazia em sua vitimas marcavam sua mente permanentemente. Sabia, claro, que não só sua consciência seria ferida na noite seguinte. Ele dividia o alojamento com todos os escravos e seria atacado e torturado por eles. O inferno é a repetição.

    Dessa, porém, vez estava errado.

    Se sua senhora estava surpresa, ela não revelou. Sorria em desafio anunciando os escravos que deveriam acompanhar um demônio emissário, cuja chegada interrompera o rito da tortura. Os nomes eram anunciados por Nidhogg sem qualquer sabor e ela acrescentou " - Apenas limpem suas sujeiras antes de irem." - Quando o Capataz passou por sua senhora, ela gargalhou divertida, passando a impressão que o inferno poderia ser ainda pior que a repetição.




    Ele seguiu para o tal castelo na companhia de outros escravos companheiros mas, chegando lá, não acreditava na quantidade de presentes. * - Uma legião. * - Sua tolerância às torturas do corpo e da mente permitiram algum descanso durante o falatório e a sensação de surpresa era genuína. A desconfiança logo tomou conta, especialmente diante do banquete, mas morrer de comer não parecia a sua pior opção. Ele de fato duvidou que não tivesse morrido. Ainda teve capacidade para pensar em guardar tantos suprimentos quanto pudesse. Não teve dificuldades em descansar entre os demais, sempre atento a seus pertences e à comida armazenada. Mal acreditou em um segundo banquete, tão farto. Comeu e bebeu mais com real esforço e avaliou se podia carregar algo mais.

    Já em marcha, manteve o ritmo sem questionar, atento aos líderes e vigilantes do grupo. Prestava atenção também aos mais fracos, interessado no sofrimento dos outros, puro costume. Desde o ritual na tarde anterior, o mestiço não disse uma única palavra.

    Tentou aprender algo útil sobre o novo ambiente e duvidou que fossem encontrar novo banquete. Em toda eternidade.

    O inferno é a repetição. O deserto também.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Qua Abr 26, 2017 4:00 pm

    AZRAEL





    Ele passou muito tempo no ar empesteado das minas, seus olhos mal haviam se acostumado com a luz e já seria movido novamente, trabalhar com os cavalos, e dormir nos estábulos era o Azrael sonhava quando esteve nas minas, era um excelente trabalho, ao qual ele nunca dera valor, mas agora seria diferente... Não!

    Não houve tempo de se acostumar com o trabalho, ou sequer com a luz do dia e chegaram os leões-de-chácara puxando e empurrando vários dos escravos, com sorte passaríam por ele sem vê-lo... Não existe sorte nesse inferno, um dos demônios grita: Esse! - Azrael sente uma pata pesada no ombro e é empurrado para a direção do demônio esbravejante, perdendo o equilíbrio e caindo.

    O que vem agora? é difícil saber o que esperar por aqui. - Azrael foi levado com vários outros e posto de pé para ouvir horas de ladainha repetitiva. O trabalho parecia arriscado, ou não teria tanta recomendação, mas escolha não é algo que exista na cidade prisão então tudo o que restava era resignar-se e acatar o trabalho, ou morrer.




    Durante o banquete todos pareciam monstros sobre suas presas, e ele não se comportava diferente, comeu tudo o que podia, qualquer coisa que sua mão alcançava, sabores nunca antes sentidos, comida! Isso era raro, nas minas principalmente, lá não havia nada que não tivesse estragado semanas antes e no banquete tinha muito mais do que se posdia imaginar. Azrael sequer considerou guardar alguma coisa, a fome era tão grande que mesmo se guardasse, teria comido naquela noite mesmo.

    O jardim era o paraíso, muito conforto para dormir após a excelente refeição, e pela manhã, mais comida. Agora, já não tão faminto, Azrael considera guardar algo para mais tarde, afinal a viagem será longa, talvez a comida seja escassa quando saírmos, então ele procura o que parece demorar mais para estragar, e guarda junto com a água recebida. - Talvez eu não viva tempo o suficiente, mas que a morte não será por inanição vou me certificar.




    Ao sair da cidade ele sente realmente os olhos doerem, tanto tempo na escuridão, e agora o sol brilha sobre sua cabeça. - Terei eu acertado ou errado para estar aqui fora? - Talvez seja a sorte, pela primeira vez na vida lhe sorrindo... Ele ouve um grito e ao se virar vê Aug estraçalhar um dos escravos. - Errado, eu definitivamente devo ter errado...

    O cansaço da caminhada já começa a fazer o suor pingar, quando um demônio passa falando com os líderes em um tom preocupado.
    comoassim71
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Qua Abr 26, 2017 5:04 pm

    Ao ser convocada durante seus trabalho matinais, Pana já sabia que alguma coisa estava estranha. Não raro era convocada pela sua mestre, mas geralmente esses chamados era para que a escrava conseguisse algum segredo ou algum objeto e, portanto, ocorriam no meio da noite.
    "Recebi informações de que haverá uma grande expedição em busca de água. Você estará entre os escravos escolhidos. Traga-me todas as informações que puder." - Foram as instruções de Ghunula.
    A garota se preparou da maneira que pode no tempo que pode: pegou uma bolsa que tinha roubado de um demônio, algumas algas conhecidas por curar ferimentos e uma faca curta, pequena o suficiente para que pudesse ser escondida entre as vestes.

    Durante o transporte ao castelo e os dicursos, Pana fez uso de sua habilidade de não ser notada e não foi incomodada. Ficou surpresa com o tamanho do banquete, mas não era uma garota de se impressionar facilmente, pois era acostumadas às festas de Ghunula, que não eram tão abundantes, mas eram fartas. Continuou a usar todas as suas energias para não ser percebida e incomodada, encheu sua bolsa de comida e bebida e tentou juntar informações sobre a expedição. Aparentemente era pra buscar água. Aproveitando-se da distração causada por uma centaurina esfomeada, conseguiu até se aproximar da mesa dos generais, mas falhou em obter algum dado novo.
    A noite e a partida da caravana aconteceram sem intercorrências.

    Ficou realmente impressionada com a paisagem fora da cidade-prisão. Tanto espaço, tanta aridez. Sabia instintivamente que só um louco ou um idiota tentaria fugir nesse momento, e, quando aconteceu, não foi nenhuma surpresa. Estava em compania de muitos loucos e idiotas. Teria que ser mais esperta que isso e esperar o momento certo para colocar seu plano de fuga em prática.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Qui Abr 27, 2017 3:17 am

    O demonio com quase dois metros de altura estava parado em frente a porta da cela. Ele possuia pele escura quase azulada, feições humanas, seus olhos eram totalmente negros e não tinha chifres ou cabelos na cabeça.

    Olhou com um semblante frio para aqueles que o rodeavam e disse em tom imperativo:

    - Mas o que estão esperando?! Abram a cela!

    Os servos ali olharam para Molog com uma expressão temerosa em suas faces.

    - Ah foda-se! Um bando de moleques com medo de uma suposta bruxa. Acham o que? Que ela vai
    lhes morder o traseiro enquanto dormem? Pela paciência de Hades - terminou ele furiosamente pegando as chaves do carcereiro e o empurrando para longe - Eu mesmo vou fazer isso, porquê estou cercando de inúteis.

    Todos ao redor ficaram em silencio. Tendo Molog terminado a sua fala irritada ele botou a chave certa na fechadura e abriu a cela. Estava escuro dentro do pequeno comodo aonde estava a prisioneira. Um dos fatores estranhos que saltaram a percepção foi a completa falta de qualquer barulho dentro daquelas quatro paredes.

    Molog levantou uma das sobrancelhas ao notar o ambiente dentro da cela, sacudiu levemente as algemas nas suas mãos.

    - Sem brincadeiras Lobo, eu sei que você está ai dentro - disse ele de forma seca e imperativa.

    Quase que instantaneamente dois olhos brilhantes apareceram em meio a escuridão e foi possível se ouvir passos contra o solo rochoso vindo do fundo da cela. Saindo da escuridão uma forma feminina surgiu, uma mulher esguia com cabelo brancos, usava só uma calcinha preta de cintura alta. Ela, apelidada de lobo, tinha uma expressão indecifrável. Com pouca cerimonia a prisioneira estendeu os braços para Molog, afim que ele a algemasse.

    - Boa menina, minha propriedade exótica. Quase sinto um certo remorso de cedê-la - Afirmou o demônio com um sorriso no rosto.

    Enquanto isso aqueles que rodeavam a cena se benziam numa tentativa de se proteger de qualquer mal podia ter vindo da bruxa que saíra da cela.
    Era uma decisão contestável tomada por Molog em vista do clima de terror que se estava construindo ao entorno da garota. Como um senhor demoníaco, ele de burro não tinha nada, sabia que a garota tinha dons mágicos, mas também sabia que ela não sabia utiliza-los a exceção da vidência usando cartas de tarô. O grande porém no entanto eram os boatos, os fatos estranhos acontecendo estavam gerando uma certa ansiedade e possivelmente uma certa contestação a sua autoridade. O que ele pensava era duas possibilidades. A primeira: tinha alguém se aproveitando do ocorrido anos atrás para aos poucos destruir ele de dentro para fora, a Lobo nesse caso seria só uma figura representativa. A segunda hipotese era: a garota de fato estava causando os eventos estranhos, mas não tinha conhecimento disso o fazia de uma forma inconsciente. Coisa que poderia força a sua mão e por conseguinte a perda de uma futura arma e talvez um recurso importante. Era por isso que essa decisão de ceder a "Lobo" a Abyrrar poderia lhe ajudar a esclarecer alguns pontos sobre o que vinha acontecendo em seus domínios. Caso os eventos continuarem acontecendo estaria claro que não são eles ligados a escrava ou se eles pararem vai ser provada a culpa da jovem.

    A reflexão toda de Molog levou apenas alguns segundos, ele já tendo algemado Lobo a conduziu para sua frente e depois para fora de suas masmorras.

    Lobo foi levada para o lugar de aonde partiria a caravana e ali o próprio Molog a deixou. O trajeto todo até o lugar a garota ficou em silencio, atitude bem tipica dela mesmo uma vez que falava bem pouco. Obviamente atraiu alguns olhares devido a sua semi-nudez, mas não foi perturbada.

    .......

    Mesmo estando "livre" agora podendo ver o céu novamente e sol esse mesmo que castigava a sua branca pele, Lobo não deu demostração de nenhuma felicidade ou satisfação, talvez internamente estivesse feliz talvez não estivesse. Caminhava quieta em meio aos outros escravos observando-os e os reparando. Fazendo avaliações e conjunturas na sua cabeça. Viu uma criatura estranha ali em meio aquele bolo todo, parecia ser uma combinação de cavalo com humano, uma coisa estranha na verdade.

    Foi andando silenciosamente para perto da criatura, ao ver o que se desenhava do grupo é possível prever que uma confusão se iniciaria logo-logo, perto de um ser daquele jeito, a chance disso acontecer seria menor e por isso mesmo ficaria ali nos arredores. Outra coisa também que tinha reparado é que muitos escravos estavam guardando nas suas roupas e segurando nas suas mãos porções do que restara da refeição oferecida a todos. Lobo tinha comido bem e estava de barriga cheia como não acontecia a muito tempo, mas não pretendia guardar comida nas suas roupas, até mesmo porquê não tinha e também não queria ficar com as suas mãos ocupadas. Como era facil prever uma confusão se iniciar em meio aquela multidão, preferia não ter as suas mãos ocupadas carregando comida. De resto era só seguir o ritmo, andar quando andassem, parar quando parassem e ver se uma oportunidade real de fuga surgiria.

    Leomar
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Sex Abr 28, 2017 4:41 pm

    Os demônios magos se agitam, o que começa irritar os generais e os escravos ficam todos amedrontados, como se algo fosse acontecer.

    Avisos para que continuem juntos e não tenham "ideias" são dados, ninguém entende.

    Então ela começa.

    A TEMPESTADE

    Uma tempestade de raios, sem nuvens, sem trovões, alguns raios simplesmente caem no chão, e outro brotam do chão em direção ao céu.

    - Muitos começam a correr para todos os lados, desordenadamente, Aug ameaça: Nem pensem em fugir, se não forem atingidos pelos raios, eu os matarei caso tentem fu...

    Um raio cai sobre Aug.

    Aug, o Mutilador.

    Aug, o general de Abyrrar, pica das galáxias.

    Um dos demônios mais fortes que vocês já viram.

    O raio simplesmente faz Aug explodir, em mil pedaços.

    Aquilo...

    ...foi...

    ...foda!

    Todos ficam sem entender por um segundo, não dava para acreditar naquilo, era impossível, era...

    Um segundo depois mais raios caem, e agora sim, a confusão é total. Todos correm em todas as direções. Escravos, soldados, ninguém se preocupa com mais nada, a não ser fugir daquilo.

    Os raios atingem demônios e humanos sem distinção, parte uns ao meio, queima outros, arrebenta com braços e cabeças. Dezenas começam a morrer. Logo centenas começam a morrer e em pouco tempo todos os mais de dois mil são atingidos por raios de várias cores: vermelhos, verdes, brancos...

    E um deles te atinge. Você sente uma dor horrível.

    E morre.

    ... ou não!

    Depois de um tempo, impossível de medir, você desperta. Inacreditavelmente vivo(a), e mais inacreditavelmente ainda inteiro(a). O raio ou raios que lhe atingiu causaram certa dor e até cansaço, mas todo seu corpo está inteiro, apenas uma pequena mancha, mais clara ou mais escura, apareceu na sua pele, no lugar onde foi acertado(a). Todos a sua volta (ou quase) estão mortos, mas não você.

    Mortos por todos os lados, parece que poucos escravos conseguiram sobreviver também, entre os donos e soldados, nenhum vivo. Dois semëks (os lagartos que estavam usando para puxar a carroça) também estão vivos.




    Agora vocês estão no meio do nada, sem ninguém para vigiá-los. Alguns estão mais grave (pra variar, a Moon tira 1, já falei pra beijar o dado antes) outros estão um pouco melhor, precisam de um tempo ainda para se recompor e então pensam: "E AGORA?"

    Considerações gerais:


    • vocês estão no meio da tarde, terão várias horas de luz ainda.
    • estão longe da cidade-prisão, então ninguém de lá sabe o que aconteceu com vocês, o que significa que ainda vão demorar a mandar alguém atrás.
    • você não conhece os outros sobreviventes, mas dadas as circunstâncias, talvez seja bom tentar interagir, pelo menos até sair deste deserto. Pensem que, isolados, vocês só têm capacidade de levar água e comida para um ou dois dias. Pensem como será a logística do que forem carregar e se ajudarão ou não os outros.
    • Sobraram algumas carroças, e também carroças-pipa, que podem ser levadas por vocês ou pelos semëks sobreviventes. Uma carroça-pipa cheia garantiria água para todo grupo por uma semana ou mais, mas não daria para por carga nela. Uma carroça-pipa pela metade ainda podem por alguma carga ou uma pessoa em cima.
    • Uma carroça vazia dá para levar duas pessoas (exceto a centaurina)
    • Tudo que a caravana estava levando (como carne-seca e água) pode ser recolhido dos cadáveres. Eles também estão levando todo tipo de armas e armaduras comuns (vocês estão no deserto, quem não tiver casco, se não pegarem uma bota vou descontar ponto), podem procurar entre os cadáveres qualquer outra coisa que PROVAVELMENTE alguém estaria levando, tipo: é quase certo que os demônios mais ricos levavam algumas joias e moedas no bolso, é provável que algum demônio teria alguns mapas, é possível encontrar diversos tipos de ferramentas, porém é muito improvável que um demônio tenha levado um grimório raríssimo ou uma espada épica para um campanha que deviria ser só para buscar água.
    • Avisem o que estão procurando e quanto tempo vão gastar para isto. Achar uma espada ou bastão comuns, ou mesmo uma arma que pareça mágica, e uma armadura que lhe sirva é simples e pode ser feito em poucos minutos, já se está procurando itens de luxo ou valor, pode gastar, uma, duas ou três horas só nisto. Alguns personagens precisarão mesmo de algumas horas para se recuperar.
    • vocês estavam indo rumo norte, portanto se voltarem para o sul, vão para a cidade-prisão novamente. Todas as outras direções são um mistério. Se iam para o norte, então é que os demônios sabiam que no norte tinha água. Vendo o relevo, o oeste é mais alto que o leste, portanto se optarem por oeste, será subida e é mais difícil, mas terão uma visão boa da retaguarda, caso algo venha atras de vocês. Se forem pro leste, é descida, faca mais fácil de andar, mas fica mais difícil ver se algo aparecer atrás de vocês.
    • o chão deixa pegadas e rastros, ainda mais se levarem as carroças ou carroças-pipa, fáceis de serem seguidos. Mas vocês tem vantagem de ninguém estar procurando vocês ainda, mas não sabem por quanto tempo, e bem provável que possam passar até a noite, da manhã em diante já não é nada garantido.


    Agora sobre as condições individuais de vocês:

    Quione
    Spoiler:
    Você está ferrada. O raio não te matou um deformou, mas deixou entre a vida e a morte. Não consegue nem se levantar e precisará de pelo menos duas horas para se recuperar. Também será difícil contar com ajuda dos outros devido seu peso, pois mesmo desnutrida, sendo centaurina você pesa mais de 200 quilos (se tivesse em forma seria 500). Além disto você acorda com uma sede horrível.

    Lobo
    Spoiler:
    Você também está um bagaço e precisará de pelo menos uma hora para se recompor, talvez mais se ninguém lhe ajudar. Você está com frio e deprimida.

    Voorhees
    Spoiler:
    Você se sente muito fraco, pode andar, mas irá cambalear caso não gaste um tempo para descansar antes. Sente muita fome e muita sede.

    Azrael
    Spoiler:
    Você pensou que ia morrer ao ser atingido por um raio verde, a dor foi terrível. Porém, ironicamente foi atingido por um branco logo depois, e embora tenha ficado sabe-se-lá quanto tempo desacordado, quando acordou você se sentiu muito mais forte, como não se sentia o muito tempo. Você não entende bem o que, mas seu corpo parece diferente. Não há muito que notar no deserto, ainda assim parece que seus sentidos ficaram melhores do que eram.
    Até seu ânimo parece novo, sente algo bom. O único inconveniente é que acordou faminto, a primeira coisa que vez vou acabar com sua porção de carne-seca e já pegar a porção de outros dois que tinham morrido.

    Pana
    Spoiler:
    Os raios batem em você te arremessando longe, parecia uma bolinha sendo rebatida por poderosos tacos de luz. Mas cada raio parece lhe encher mais de energia, de uma forma nunca vista. Quanto você acorda, está se sentindo incrivelmente bem. Não sente frio ou calor, fome ou sede. Sente que pode enxergar e respirar melhor, suas pernas parecem mais fortes e mais rápidas, sente-se confiante, como se pudesse atravessar aquele deserto agora e ainda carregando alguém nas costas. Você se sente como o bicho pegando, está cheia de energia e querendo gastar ela.

    Malak
    Spoiler:
    Você acorda com o corpo dolorido, como se estivesse levado uma surra. É ruim, mas nada que já não tenha passado antes. Tem também uma sensação de febre baixa e um pouco de sede. Por outro lado, sente-se suficientemente bem para continuar a caminhada, enquanto que alguns ali estão sem forças até para se levantar. Ao perceber que, por pior que seja, agora você está livre, uma energia diferente (que você ainda não entende) parece lhe animar,
    instigando ao mesmo tempo sentimentos de vingança e esperança, como se o fato de você ter sobrevivido fosse um sinal claro de que você foi escolhido por algum propósito (embora não saiba qual ainda).
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Moon em Sab Abr 29, 2017 11:27 am

    Quione era pega no meio de uma grande confusão, até então não sabia o que estava acontecendo poderia ser uma fuga de muitos escravos, mas ao ver Aug, o Mutilador sendo feito em pedaços por um raio, ela achou melhor ir para perto de alguma carruagem procurar abrigo, ao sentir algo acertando ela não viu mais nada.

    Quando acordou, ficou escorada na carroça em que havia usado como cobertura sem muita proteção, como estava muito cansada e com sede procurou algo para beber, e aquele odre que estava em sua bolsa? o pegou e tomou seu conteúdo, logo achou melhor descansar não tinha muita coisa para fazer já que estava com dor por todo seu corpo.

    off:
    OFF: Descansar minhas duas horas ...( Fora de sinal!)
    Kif
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Kif em Sab Abr 29, 2017 3:40 pm

    Malak, estava cansado de andar, e com raiva de não ter onde guardar um pouco de comida ou um cantil cheio de água, mas todo e qualquer pensamento foi banido pela agitação que tomava conta de todos, a curiosidade o dominou e ele avançou entre os outros escravos até ter uma visão dos generais, alguns dos demonios estavam avisando alguma coisa que o híbrido não conseguiu ouvir, todas as vozes foram abafadas por um raio seguido de um grande estrondo, outro raio cai, seguido de outros, no meio daquela cena assombrosa Malak viu alguns dos escravos correr para longe a ideia não parecia muito promissora, não queria acabar como o sujeito esquartejado, ouviu Aug falar, quase um rugido.
    - Nem pensem em fugir, se não forem atingidos pelos raios, eu os matarei caso tentem fu...

    Um raio atingiu o general de Abyrrar, um dos mais odiosos seres da cidade-prisão transformado em pó. A imagem foi o suficiente para fazer com que o escravo decidisse que não era mais seguro ficar perto das carroças e ele começou a correr, parece que ele não foi o único a ter a ideia - nem de longe o único - assim ele tentava fugir da tempestade infernal, a ideia de liberdade não durou em sua mente enquanto corria, se pudesse descrever o que era seu objetivo no momento a palavra seria apenas uma: sobreviver e nem esta palavra durou muito.
    Malak acordou, mesmo sem saber que tinha dormido, seu corpo doía como depois de uma das punições dos capatazes, não era a melhor lembrança para se ter ao acordar, mas era melhor do que estar morto, Hélius Flava já esteve alto no céu e começava a descer, o escravo decidiu levantar - não ganharia nada fingindo-se de morto - ao ficar de pé viu o cenário em que se encontrava, centenas de pessoas no chão completamente paradas, a maioria não parecia respirar, foi então que percebeu a sede, não bebia água a muitas horas e não sentia-se muito bem, a primeira coisa que fez foi, mesmo não gostando disso, procurar em um dos mortos por um cantil ou qualquer recipiente cheio de água, depois que tivesse apropriadamente equipado tentaria encontrar algum escravo vivo, sabia - mesmo que por instinto - que tinha melhor chance de sobreviver junto dos "seus", dirigiria-se até uma das carroças, talvez lá houvesse algo útil, ou alguém vivo...

    Off::
    vou passar uma hora procurando por botas, uma placa de peito, espada, moedas, um cantil cheio de água e um mapa, depois vou me dirigir a carroça mais próxima.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Sab Abr 29, 2017 4:04 pm


    AZRAEL





    Após toda a confusão, ainda com os ouvidos zumbindo, Azrael se levanta procurando por comida onde puder achar, e após comer o suficiente pra saciar sua fome ele se atenta ao redor e vê a desolação que restou da tempestade, como não vê movimento, imagina ser o único sobrevivente, então anda entre os corpos, procurando algo que possa lhe servir.

    OFF:
    Vou procurar uma adaga ou espada curta, junto com a bainha que eu possa prender à cintura, roupas de couro, com alguma resistência e proteção, mas que permitam livre movimento (sou um arqueiro afinal), calçados e algo para cobrir a cabeça (de preferência que possa me proteger de uma eventual tempestade de areia) e por fim uma aljava carregada e um arco decente (preferindo um que contenha runas mágicas ou algo assim), também vou procurar elixires ou poções de cura. Para tal, vou usar duas horas.

    Em busca de equipamento Azrael vê a centaurina próximo a uma das carroças e percebe que ela está viva, mas não parece bem, cautelosamente se aproxima questionando.

    - Olá, você não parece muito bem, precisa de alguma ajuda, ou comida?

    Ele já diz isso olhando em volta, a procura de algum elixir ou remédio que possa ajuda-la.

    OFF:
    Caso ela tenha alguma ferida vísivel também procuro tecido limpo e algo pra fazer uma tala ou curativo.

    - Você viu aquele raio acertando o maracujá de gaveta? haha, aquilo foi sensacional, talvez um escravo possa ter alguma sorte na vida! Talvez hajam outros sobreviventes...
    Me chamo Azrael, à propósito.


    Após a apresentação inicial e auxílio prestado, Azrael vai até os semëks levando água e comida, afinal além de eles poderem ser muito úteis, ele também tem afinidade com animais, e deixá-los passar fome e sede não é do seu feitio. (pensando bem, uma centaurina também é um animal na visão dele, então por isso prestou atenção a ela)
    Moon
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Moon em Sab Abr 29, 2017 7:43 pm

    -Quione! Eu me Chamo Quione!Eu sou escrava do Demônio ferreiro Yauaagsusdewy... falava com dificuldades, não acreditava que havia sobrevivido, mas ainda recuada por não estar acostumada com gentilezas, parou para prestar atenção no que o rapaz comentava.

    -Devemos ver se existe mais sobreviventes, eu conseguiria arrastar uma carroça -pipa, mas tenho que descansar um pouco, no entanto você poderia já preparando alguma carroça e usar aqueles dois  semëks, para carregar os mantimentos que deveríamos começar a catar por entre os corpos e destroços...Mas Foque na procura de um ou mais itens como comida e água...Se encontrar mais sobreviventes pediríamos para procurar por armas, tecidos ou o que seja...Se ficarmos unidos teremos mais chances de sobrevivência do que sair por conta própria pelo lugar sem rumo...

    Recuperava seu folego novamente ficando escorada em alguma carroça aproveitando de sua sombra.

    -Pense bem e com calma...você até pode encontrar alguns cantis, armas e comida, carregar em uma carroça e ir embora, mas se trabalharmos juntos podemos conseguir mais mantimentos e eu me proponho a levar uma carroça-Pipa. seria agora duas carroças livres para colocar o que desejas e uma carroça -pipa cheia com alguns cantis...Dou minha palavra que te ajudo...Mas agora não estou em condições de fazer nada devido ao ataque de um raio que sofri, acho que preciso descansar só um pouco...

    No mais ela deixava o rapaz em paz e voltava a tomar mais água, tinha que descansar querendo ou não levaria uma carroça consigo, caso ele não tivesse a intenção de ajudar.
    voorhees
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por voorhees em Sab Abr 29, 2017 8:40 pm

    Ainda de olhos fechados, um clarão insuportável parece rasgar a cabeça do meio demônio de cabelos brancos. Causando ainda mais dor, sua mente recebia poderosas marteladas de seus ouvidos. A pele ardia e devia estar se partindo em incontáveis pedaços sobre a vibração de todos os músculos. Ardência também sentia nas narinas, que só sabiam registrar os piores odores do fim do mundo. Seu paladar era sangue azedo. Voorhees tinha certeza que estava sendo torturado por alguém ainda mais criativo do que sua senhora.

    A lembrança de como o Mutilador havia explodido o trouxe de volta à realidade, dando forças para resistir àquela tortura. Com uma recuperação incrivelmente lenta, ele tomou consciência do que havia em volta e achou bastante apropriado: morte.

    O esforço para recuperar o fôlego e as forças só trouxe mais sofrimento: fraqueza, fome e sede. Era só isso que ele sentia. Parecia não conhecer absolutamente nenhum outro sentimento. Não havia medo, desespero ou insegurança. Absolutamente nenhuma esperança ou sensação de liberdade, claro. Era escravo de fraqueza, fome, sede e morte, suas novas senhoras.

    Com muita dificuldade, comeu e bebeu tudo o que estava carregando e saqueou os cadáveres mais próximos, se arrastando e se alimentando sobre eles. Sem qualquer noção de tempo, passou uma hora inteira recolhendo e consumindo tudo o que podia. Abandonou seus instintos, ignorando toda a desolação ao redor, sem tentar entender o que estava acontecendo, sem reconhecer oportunidades ou ameaças. Seu mundo não se estendia muito além de sua altura para qualquer lado.

    Ao se sentir minimamente melhor, quase uma eternidade depois de despertar, ergueu sua cabeça e teve certeza de sua condenação. Sua morte era questão de tempo. Todos os outros já sucumbiram. Ele se levantou cambaleando, ainda interessado em encontrar comida e bebida útil para ser carregada, mesmo acreditando que não resistiria nem até à noite que se aproximava. Seu pensamento simples lhe dizia que se todos os outros daquela absurda legião já tinham perecido, ele não demoraria muito mais.

    Mas havia vida. Alguns semëks claramente estavam vivos e isso era realmente surpreendente para ele. Pela primeira vez se esforçou para observar todas as direções e se sentia um pouco diferente. Afinal, agora havia alguma esperança. Perto de carroça viu um sujeito em pé, ao lado de algum demônio caído. Mais próximo dele, uma figura feminina, também de cabelos brancos, não parecia muito melhor que ele. Via uma jovem humana andando de um lado a outro também. Indo em direção às carroças podia ver um indivíduo de pele escura carregando alguma coisa. Então, realmente havia vida. Não parecia grande coisa, mas essa é uma mudança inquestionável. Não percebia nenhum dos guardas daquela marcha.

    O primeiro pensamento minimamente organizado era a fuga. Mas para onde? Para o norte, óbvio. Se o deserto encontra um fim em alguma direção, era no norte. Mas quantos dias a mais? Pouquíssimas chances de conseguir sobreviver sozinho.

    - Merda...

    Voorhees pegou um odre e uma bolsa de pães e seguiu até a mulher de cabelos brancos, que a essa altura já tinha recuperado alguma energia. Se aproximou devagar, mostrou o que estava levando e ofereceu à distância. Ele jamais confiaria em alguém e esperava que quem tivesse algum juízo seria igual a ele. Deixou o odre e a bolsa próximos a ela e se afastou um pouco, ainda de frente. Procurava algo útil no entorno e a imagem da imensa legião marchando voltou à sua mente. Havia muitos guardas, muitas armas, alguma riqueza e comida suficiente para manter milhares de pessoas. Talvez não fosse morrer até o fim daquele dia.

    - Há vida naquela carroça. - disse para a mulher apontando para onde tinha visto algum movimento. Deu espaço à figura e seguiu para a carroça procurando o que pudesse ter alguma serventia.




    O que encontrou?:
    Calçados, luvas, capuz e alguma armadura. Couro reforçado está de bom tamanho a menos que reconheça peças de metal não tão pesadas. O foco era em proteção individual, seja para combate seja para o ambiente, proteção para chuva, vento, ou sol escaldante.

    A mulher que ele encontrou chamou sua atenção para procurar por algo que pode ser útil a todos: roupas, barracas, redes ou tendas. Essa seria a contribuição dele para um possível grupo de sobreviventes nesse momento.

    O que mais procurou?:
    Se visse alguma arma exótica, isso lhe chamaria atenção também. Fica por conta do narrador.

    Pode ser uma chain whip por exemplo.


    Ou qualquer coisa estilosa, como heavy flail, heavy mace, talvez uma kusarigama, duas picaretas, sei lá!
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Dom Abr 30, 2017 2:10 am

    Como ela previra a confusão aconteceu, mas não foi do jeito que tinha pensado, nunca é. Viu a correria toda pra lá e pra cá acabou sendo esbarrada por varias pessoas. Não foi muito antes de ser atingida por não só por um raio, mais sim dois. Apagou na hora e acordou quando tudo já destruído. Havia gente morta para tudo quanto é lado, cheiro de carne queimada e o som de lamentos de dor.

    Levantou o seu corpo parcialmente olhando ao redor, sentia frio e aquela sensação conhecida pos-humilhação dificil de explicar, como se fosse um banho de agua fria que vai levando as suas forças embora. Ao seu redor tinha vários corpos, todos eles em estados horriveis e perto do seu braço um cantil. Imediamente pegou ele e tomou um gole d'água. Voltou a deitar no chão, estava cansada e inexplicavelmente triste. Queria fica ali um tempo até que passasse aquele sentimento tão fora de lugar.

    Só depois de alguns segundos foi perceber que um homem também de cabelos brancos tivesse falado com ela. Fez algum esforço para levantar o seu torso do chão e observou:

    - Foi você trouxe o cantil? Obrigada - fez um esforço para se virar e ver na direção da carroça - É? No momento não estou muito bem para me levanta, o que foi que aconteceu? Sinto como se tivesse sido arrebentada por dentro.

    proximos passos:
    Depois de se recuperar dos efeitos negativos dos raios que tomou, Lobo vai procurar primeiro por roupas, porquê do jeito que ela está não vai continuar, em seguida armas, armadura e comida.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Dom Abr 30, 2017 10:38 pm

    Andando no meio da multidão de escravos, Pana mal conseguiu ver os primeiros raios. Ao perceber a confusão, tentou se esconder perto das carroças, principalmente para não ser pisoteada. Ficou mais surpresa ainda ao ver que quase todos a sua volta tinham sido atingidos por raios e estavam mortos. Mas ficou completamente estufada ao ser atingida 3 vezes e sair viva. Mais do que isso: se sentia muito bem! Melhor do que nunca!

    Ao olhar ao redor, viu que alguns escravos ainda estavam vivos, mas ninguém prestava atenção nela. Se fosse fugir, aquele era o momento. Sabia que a chance de escapar seria maior se saísse sozinha e naquele instante. Mas, será que conseguiria sobreviver? Qual direção deveria tomar? Tinha ouvido falar que a caravana seguia para o Norte, mas pra onde ficava o Norte? Será que era sábio seguir o rumo da caravana, onde iam procura-los primeiro?

    Com todas essas dúvidas, Pana parou para analisar friamente a situação. Se sentia muito bem, mas sabia que sentiria fome, sede e cansaço eventualmente. Teria que levar mantimentos e água, mas não tinha a menor ideia de como guiar os Semeks (eram assim que eram chamados? Isso não lhe interessava, e ela saía pouco de casa). Teria que se aliar à alguém para aumentar suas chances de sucesso.

    Alguns escravos pareciam se juntar perto de uma das carroças, onde a centaurina estava ferida. Se dirigiu para lá, ajudou como pode com seu pouco conhecimento em tratar feridas e saiu para se equipar enquanto esperava os feridos se recuperarem.

    off:
    Vou procurar roupas discretas e confortáveis com o máximo de proteção contra o sol e com o máximo de bolsos secretos para esconder armas e veneno. Vou procurar uma adaga boa, se achar algo que consiga identificar alguma adaga com propriedades mágicas, darei preferência à essas. Outros itens: dinheiro, se tiver, itens para poções e venenos, comida e água

    Depois de concluir a procura e me equipar, volto a me juntar aos escravos sobreviventes.

    -Devemos nos organizar para levar o maior número de itens no menor número de carroças. A carroça pipa é prioridade. Vamos procurar uma cheia e partir assim que todos tiverem em condições de viagem.

    Spoiler:
    Desculpa a demora, gente... To com visita em casa e não deu pra entrar. Quem quiser me add no facebook e me alertar por lá, sem problemas... É só procurar Rodrigo Melnic
    Leomar
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Seg Maio 01, 2017 2:23 am

    [spoiler="off"]Vou rolar algumas coisas oculto[spoiler]

    Passa-se meia hora, uma, uma hora e meia...

    Os sobreviventes vão descansando ou pilhando os mortos, mesmo os que tinham acordado em melhores condições, aproveitam os primeiros minutos para se recuperar do que quer que tenha sido aquilo.

    Os que estavam com fome ou sede se alimentam, e aos poucos o açúcar no sangue de vocês volta a ficar normal, assim o cérebro pode começar a funcionar.

    O deserto continua... deserto. Hélius Flava se moveu um pouco, fora isto, nada. Nem um mísero inseto aparece. Não há qualquer sinal que algo tenha vindo atrás de vocês neste tempo, e a maioria intui que nada aparecerá nas próximas horas.

    Da forma abrupta que começou, a tempestade de raios parou. Nem mais um sinal de que novos raios cairiam. Só o vento às vezes se movia, às vezes ficava parado. (Lembrando, é um deserto de terra seca, não de areia, portanto pelo menos tempestades de areia vocês não precisam temer).

    Todos poderiam descansar por vários minutos ainda, talvez por horas, talvez até a noite inteira. Muitos até se beneficiariam com isto. Porém, com a capacidade de raciocínio voltando, vocês começam se perguntar:

    "TÁ, E AGORA?"

    Vocês já viram os outros sobreviventes, ainda que uns estejam só se recuperando, outros estejam só procurando coisas entre os mortos, talvez alguns trocaram algumas poucas palavras ou gestos. Mas não há como ignorar a presença de outros ali.

    Vocês podem ficar um tempo ali, só que mais cedo ou mais tarde terão que escolher uma direção para ir e se vão ou não seguir e/ou esperar os demais. Voorhees havia sugerido ir para o norte...

    (obs.: Tendo ou não feito uma primeira busca nas coisas dos mortos, se quiserem buscar mais ou buscar algo mais específico, façam um novo teste com 1D12)

    Quione
    Spoiler:
    Ainda está debilitada, passa o tempo cochilando e tendo pequenos despertares. Não acharia nada mau se pudesse dormir por pelo menos mais meia hora. Caso resolva levantar, agora ela já tem um pouco de condições disto, mas ainda está com metade das forças, caso pense em fazer algo. Caso o grupo não queira esperar, ela seguiria com metade da velocidade, ou deixaria eles irem e seguiria os rastros depois que estivesse boa. (O chão deixaria rastros bem fáceis de seguir)

    Malak
    Spoiler:
    Encontra um mapa.



    Haviam algumas indicações no mapa, pena que ele não sabia ler. Ele também pega algumas moedas, como escravo nunca teve dinheiro e nem sabia diferenciar o valor delas, mas arruma uma pequena bolsa de couro e vai mexendo nos bolsos dos outros até encher a bolsa. Depois acha algumas roupas e uma espada em bom estado, até que era fácil achar estes itens.

    Azrael
    Spoiler:
    encontra a centaurina, que diz chamar-se Quione, e verifica se está ferida. Apesar da fraqueza, nenhuma ferida aparente. Aqueles raios fizeram explodir um demônio de 2,5 metros de altura e mais de meia tonelada, partiu vários ao meio, transformou alguns em uma massa de carne disforme e outros em carvão, mas dos que sobreviveram, nenhuma queimadura ou sequer um corte. Se houveram danos, foram todos internos.

    Ele procura poções por perto, felizmente graças a seu treinamento sobre magia humana, ele consegue identificar cinco frascos que eram quase 100% de certeza, poções curativas (ele acha umas quinze poções, mas só estas cinco tem mais conhecimento que devem ser de cura, o resto ele não sabe o que faz). E oferece uma à centaurina.

    Seu olfato estava melhor desde que saiu daquela cidade-prisão mau cheirosa, e parecia ainda um pouco melhor agora, bem como sua visão. Ele então procura calmamente coisas entre os mortos. Haviam muitas armas, de muitos tipos, mas dois arcos lhe chamam atenção em especial. Um era um tipo de arco composto, com um tipo de cordame que ele nunca tinha usado antes. Era no mínimo diferente, e parecia ser muito bom.



    O outro arco parecia bem mais comum, mas tinha várias linhas-guia em ouro marcadas. Seus breves estudos com magia humana não eram o bastante para entendê-las, mas elas normalmente eram postas em armas interessantes, e o arco estava com um demônio poderoso. Era difícil escolher entre eles.



    Acha também uma aljava com vinte flechas de pau-ferro, cada uma delas marcadas com um símbolo:



    E outra aljava com cinquenta flechas de uma madeira branca e rígida, estas um pouco menores que flechas comuns, marcadas com outro símbolo:



    Haviam várias outras aljavas com flechas não marcadas feitas de madeiras diversas.

    Um par de lâminas também chama a atenção, eram grandes demais para serem chamadas de adagas, mas muito curtas para serem chamadas de espadas, daria para levar uma ou a duas num cinto. E roupas de couro de qualidade.


    Voorhees
    Spoiler:
    A fraqueza inicial passa depois desta uma hora e meia, não está 100% ainda mas já não está tonto e consegue andar sem problema. Você até agora foi o único a sugerir uma direção para partir, se ninguém contestar isto pode indicar uma tendência à liderança no grupo (por enquanto só leve tendência).

    As roupas/armaduras de couro são fáceis de achar, e consegue montar uma armadura até de boa qualidade (exceto as luvas, que são mais ou menos), incluindo colete acolchoado que protege de lâminas. Tem armaduras de metal, mas nenhuma leve, porém um escudo redondo, não muito grande, feito de metal parece bem leve e talvez (talvez) posso ser interessante levar. Se não usar pra proteger, pelo menos pode usar para tapar a cabeça do sol.

    Quanto as armas, tem muitas, porém quase todas de qualidade comum ou inferior, a menos que esteja procurando especificamente por armas superiores ou mágicas. Haviam armas exóticas também, ainda mais se você procurar perto de demônios que sabia tinham mais força antes de morrer. Tendo trabalhado nas minas, usar uma ou duas picaretas não seria difícil para você, maças também tem tanto da simples quanto na heavy, e se quiser apelar pro lado estiloso, um dos generais tinha um cetro pequeno de prata com ouro que pode ser usado como maça também, se gastou este tempo (uma hora e meia) buscando, o achou. Kusarigama você encontra também, mas se usa-la vou pedir teste, pois seu histórico não dá base para já ter usado uma, e ela pode causar dano a você em vez do oponente, dependendo do teste.

    Lobo
    Spoiler:
    Você tem sorte dos outros estarem gastando tempo procurando coisas, assim você tem tempo bastante para se recuperar dos primeiros efeitos dos raios. Ao final, você está 80% recuperada.

    Devido o tempo de recuperação, você não escolheu muito e pegou as primeiras coisas que viu na frente: uma toga comprida pois estava cansada de ficar quase pelada (que pena), botas, luvas, algo para proteger a cabeça e um bastão ou cajado (haviam muitas armas de lâmina, mas como foi genérico na ação, levando em conta que ainda não está tão boa, prefere um arma de haste, pois assim pode se apoiar nela também. Caso os demais ainda gastem mais tempo descansando ou conversando, terá tempo de trocar por outra arma). Comida vocês acham fácil, principalmente carne seca.

    Pana
    Spoiler:
    Os demais demoram para se recuperar, assim Pana tem tempo mais do que de sobra para avaliar tudo que poderia levar, ainda mais que estava mais rápida e atenta.

    Vasculhando bolsos, encontra um ex-escravo morto com uma túnica cheio de bolsos internos, logo a pegou e trocou-se. Não fazia mau se algum sobrevivente a visse se trocar, estava acostumada que a vissem nua, além disto a maioria estava tão mal que nem a reparou. Pana estava acostumada a vestir roupas de luxo e sabia a importância que elas tinham, até poderia arrumar algumas de luxo entre as súcubos mortas, mas no momento achou melhor a descrição, não queria (por enquanto) chamar a atenção sexual para seu corpo (talvez levasse uma ou duas roupas das súcubos numa carroça).

    Ela nunca tinha usado armas, então não sabe escolher, procura algumas adagas que pudesse esconder nas roupas, dando preferência as menores e mais leves, mesmo havendo várias espadas, machados e arcos, ela não saberia usá-los. Algumas adagas talvez tivessem propriedades mágicas, mas ela não saberia ativa-las ainda.

    Da mesma forma que não sabia avaliar armas, vê outros ex-escravos pegando coisas de menor valor, levando insígnias como se fossem moedas... Pana trata de pegar algumas moedas de maior valor e menor peso, mas não leva muitas, pois sabia que joias valiam mais com menos peso e foca nelas, levaria algumas insígnias mais importantes também (pode escolher até seis) pois elas poderiam ser úteis no futuro, e se não fossem, venderia seu ouro ou prata.

    Pana não encontra nenhum item bruto para poções ou venenos, mas encontra três ampolas de veneno e as esconde na roupa. Em outro bolso coloca um frasco com uma poção energética e outro que sabia que os demônios mais fortes tomavam muito, não sabia a propriedade pois nunca deram para ela tomar, mas provavelmente era ligada a magia. Pana nunca tinha manifestado o dom, mas depois de ser atingida três vezes, começa sentir algo diferente, quem sabe... (obs.: pra levar, é um frasco só, a menos que leve alguns numa carroça, mas se quiser provar, tem mais de um)

    Não havia nenhuma carroça-pipa totalmente cheia, mas haviam muitos cantis com água, e como Pana era a que estava melhor por lá, gasta um tempo juntando água de vários lugares até ter uma carroça-pipa inteira, mais uma vez teria que agir enquanto espera os outros se recuperar. Água e comida teriam um bom estoque já, agora era ver o resto. Alguns sobreviventes estavam demorando a se recuperar.

    Agora era decidir o que fazer: insistiria que partissem imediatamente para aproveitar o tempo e a vantagem, ou esperaria os outros estarem 90% ou 100%? Poderia tentar interagir, para ver se compensava seguir algum ou abandonar algum outro, ela percebe que é a que se sente melhor ali, embora não seja a única em boas condições, talvez pudesse usar aquilo a seu favor.

    Nenhum de vocês se preocupa com o destino dos cadáveres, pois sequer tinham a cultura de enterrar ou queimar corpos, e ainda que aquela tempestade de raios tivesse causado os mais diferentes sentimentos, aquelas pessoas mortas não significavam muito para vocês, e alguns até dava prazer de saber que estavam de fato mortos.

    Vocês agora já tem uma carroça-pipa cheia e uma ou duas carroças de carga que poderiam ser ligadas à Quione (que se dispôs ajudar) ou o outro semëk sobrevivente (lembrando, se porém pouca carga numa, poderão usá-la para transportar algum de vocês, podendo até revesarem.

    Podem conversar entre si o tempo que quiserem, nada de diferente acontecerá até a noite. Tem algumas horas ainda. Daqui três horas começará escurecer e esfriar.
    comoassim71
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Seg Maio 01, 2017 6:32 pm

    off:
    Vou pegar umas 2 roupas de luxo que sirvam em mim e vou levar uns 4 ou 5 frascos dessa poção mágica pra colocar em alguma carroça (Se couber). Vou aproveitar e experimentar UM gole da poção, vê se tem algum efeito interessante ou fará mal
    Feliz com o que encontrou, Pana resolve que é hora de organizar a fuga e volta para junto dos outros escravos sobreviventes.

    - Olá, meu nome é Pana. Podemos deixar o papo para a camihada. Deveríamos partir assim que possível. Vamos organizar as carroças para sobre espaço para levar pelo menos um de nós, além dos itens mais importantes. Além disso, acho que seria uma boa ideia deixar a centaurina para trás por enquanto. Com certeza ela é muito mais rápida que todos nós, então nos alcançará facilmente.

    - Isso é um mapa? Alguém consegue fazer algum sentido disso? Que direção devemos seguir?


    Depois que tudo foi decidido, Pana parte para organizar as coisas da maneira mais rápida e organizada o possível. Ela sabe que a centaurina poderia ser uma excelente aliada, e até não parece ser uma má... pessoa? animal? Enfim.... mas não acha que valha a pena perder tempo esperando-a. Afinal, pode ser que ela nem sobreviva.
    Enquanto o grupo debate, Pana recolhe o maior número de informações possíveis sobre os sobreviventes, pois sabe que a informação correta aplicada de maneira exata, vale mais que qualquer quantia de dinheiro e pode ferir mais que a mais letal das armas.
    voorhees
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por voorhees em Seg Maio 01, 2017 7:29 pm

    Mais de meia hora depois de despertar, falando com a Lobo.

    @Edu escreveu:- Foi você trouxe o cantil? Obrigada - fez um esforço para se virar e ver na direção da carroça - É? No momento não estou muito bem para me levanta, o que foi que aconteceu? Sinto como se tivesse sido arrebentada por dentro.

    - Ah sim... eu trouxe. - O meio demônio foi quase pego de surpresa pela fala da figura caída e percebe que ela precisa de tempo para se recuperar. - Eu não faço ideia do que aconteceu. E menos ainda do que vai acontecer... enfim, siga para aquelas carroças quando estiver melhor.




    Quase uma hora e meia depois de despertar, pilhando os corpos.

    * - Duas mil criaturas em marcha demonstram força e afastam atacantes idiotas... Agora uma dúzia de escravos? Terrível fraqueza... - O pensamento dele enfraquecia a alma enquanto o corpo se recuperava. Encontrar boas vestimentas em couro, com alguma capacidade para um combate, foi uma boa sorte. * - Um escudo? Por que não?. - Se equipou e aprovou o escudo. Procuraria uma arma decente antes de partir.




    Logo depois, se aproximando da carroça.

    Ele vê a centaurina e um sujeito cuidando dela e dos lagartos. Vê também a jovem humana de olhar absurdamente vibrante, cheia de vida. Entende que o homem negro e a mulher branca estarão logo por perto.

    - Eu não gosto desse deserto também... - disse casualmente a todos se aproximando da humana - Pana? Sou Voorhees, um condenado. Acho que o deserto vai continuar tentando nos matar, sabe? Mas sair com pressa daqui? - ele fica em silêncio avaliando o horizonte, principalmente ao norte. - Aqui tem água, comida, armas e recursos para manter uma legião inteira... daqui a um ou dois dias, se vivermos tanto, vamos sentir falta dessa fartura. - ele olha diretamente para o híbrido que cuida de animais e pergunta apontando para os semëks- Como eles estão? Carregam bem ainda? E ela, como está? - pergunta sobre a centaurina mas não para ela.

    - Enfim, decidam como quiser. Se temos carroças de carga, prefiro nos prepararmos bem, com água, comida e proteção. Armas não são um desperdício também.
    Estamos nos recuperando, não é? Então podemos usar esse tempo entre descanso, comida e a maldita pilhagem nessa terra fedida. Prefiro seguir adiante com alguma força a ir me arrastando... Alguém tem ideia de direção melhor que o norte, para onde já estávamos indo?


    Algumas verdades:

    Ele só tinha pensado em ir para o norte, não tinha "sugerido" ainda. Agora já sugeriu;
    Voorhees era um capataz, não um líder.
    Ele não gastou uma hora e meia procurando armas, então não encontrou o cetro dourado;
    Como capataz, armas meio exóticas desde lâminas retorcidas ao bom chicote, ou chain whip parecem apropriados. Mas ok, a kusarigama foi apelo;
    Ele pretende continuar procurando algo de utilidade, não de valor. Sem pressa para seguir adiante, considera que barracas, tendas e roupas são prioridade para serem carregadas, além de água e comida;
    Ainda assim, depois de encontrar um escudo, a ideia de uma arma decente é inevitável. Mangual ou maça, o que aparecer que sugira alguma qualidade. É razoável procurar armas perto dos guardas mais fortes. Então o que ele encontra é mais por conta de sorte e atenção do que por tempo de busca. O d12 vai rolar!
    Moon
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Moon em Seg Maio 01, 2017 8:14 pm

    Assim que conseguiu ficar de pé Quione voltava sua atenção ao Azrael, teria com ele uma rápida conversa do que fazer, mas ao ver alguns sobreviventes chegando mais perto das carroças, ela se apresentou a todos com calma, analisou o que cada um comentou e concordava com  o jovem voorhees, no mais voltava sua atenção ao Azrael.

    -Obrigada! Azrael agora que estou um pouco descansada vou procurar por comida e alguns cantis com água, mas vou levar uma das carroças comigo já preparando nossa reserva de comida e água. Além da carroça pipa que já podemos deixar presa a um dos semëks, a outra carroça não sei o que poderíamos levar...como o jovem falou é melhor se preparar bem para seguir nosso caminho...não adianta nada pegar um ou dos cantis algo para comer uma armadura completa e bela arma para durar um dia no deserto...

    Assim ela seguia com a carroça catando o que procurava.


    Spoiler:
    OFF: Leomar vou gastar uma hora catando comida e cantil com água, provavelmente pegar as reservas dos demônios ricão em suas carroças destroçadas e pegar o máximo que der das duas coisas que estou procurando.

    OFF²: eu estou com meu equipamento de oficio ?
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Ter Maio 02, 2017 9:29 am

    AZRAEL






    - É um prazer conhece-la Quione, mesmo que nestas circunstâncias infernais, você me parece muito sensata, realmente, se não nos importarmos uns com os outros, além de sermos presas fáceis, não suportaremos o deserto muito tempo.

    Entre uma ida e outra até a centaurina para checar seu estado, Azrael encontra os equipamentos que procura, trocando imediatamente seus trapos por roupas mais resistentes, colocando uma das espadas curtas que encontrou no cinto.
    Os arcos que encontrou eram muito diferentes entre si, Azrael mantém o arco mais simples junto ao corpo, testando antes o encaixe das flechas, visto que encontrou flechas de tamanhos diferentes, ele leva consigo as que encaixam bem no arco, Quione ainda está incapacitada, então ele leva o outro arco para ela, assim pelo menos não ficaremos indefesos, ele leva também as flechas que tem tamanho para o outro arco e entrega à centaurina.

    Junto do grupo próximo à carroça uma menina de cabelo e olhos pretos fala que deveriam partir logo.

    - Vorhees tem razão, acredito não não sentirão nossa falta tão cedo, e não devíamos nos separar, nossa prioridade deveria ser encher as carroças e partir juntos depois, deixar a Quione sozinha e com uma carroça para levar não parece muito sensato...

    - Eles estão bem - Responde a Vorhees - só estavam assustados e com fome, seus senhores não os tratavam bem. Quione está se recuperando bem rápido, acredito que ela já possa se levantar, só não deve se esforçar muito por mais algum tempo.


    Azrael olha o mapa que ela citou e tenta fazer algum sentido do que vê.
    OFF:
    Rolo um teste pra tentar ler o mapa?

    Se voltando aos outros diz - Deveríamos pegar principalmente comida e água, mas ouro e jóias também serão importantes quando chegarmos a algum lugar, como já temos água e comida nas carroças, vou procurar algum ouro. - Olhando de volta a Vorhees - Não vejo motivo para não irmos para o norte, afinal lá tem alguma coisa, quem sabe o que encontraremos seguindo outra direção.

    OFF:
    Entre uma ida e outra pra checar/conversar com o grupo vou procurar ouro e jóias, o tanto que consiga carregar e colocar em uma das carroças. Também vou resgatar partes inteiras de carroças que estejam quebradas e ferramentas para trocá-las, precisamos nos precaver se alguma das nossas quebrar.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Kif em Ter Maio 02, 2017 9:49 am

    Malak, satisfeito com oque encontrou e com esperança de que algum outro sobrevivente soubesse ler aquele mapa; viu movimento próximo a uma das carroças e decidiu juntar-se aos outros precisaria trabalhar em equipe se quisesse ter qualquer chance de sobrevivencia, além disso seu ódio por seu dono criou nele uma confiança cega em outros escravos. Chegou a tempo de ouvir oque a humana dizia.

    -Sim... é um mapa sim, esperava que alguem soubesse ler. Aliás meu nome é Malak. - ofereceu o mapa para que qualquer um pudesse pega-lo para tentar ler seu conteúdo. Depois ouviu as considerações de Voorhees, ele próprio ponderou - nunca foi o mais inteligente dos escravos, mas entendia que aquele seria o primeiro caminho pelo qual os demonios procurariam por eles.

    -Seria interessante irmos para oeste se tivermos bastante suprimentos, a caminhada seria mais dura,mas conseguiríamos ver qualquer um chegando a distancia e precisamos de qualquer vantagem que aparecer no momento.

                                                                                  ---------------------------

    Ao ver a centaurina pegando cantis de água e comida o escravo aproximou-se e ofereceu ajuda começando antes mesmo de uma resposta, recolher aquelas duas coisas era seu objetivo de qualquer maneira e se pudesse conhecer outro sobrevivente enquanto isso seria bom.

    -Quione não é? de onde voce veio?

    Off 1::
    Desculpa os erros de pt uma das minhas teclas de acentuação quebrou Very Happy (não sei se já mencionei isso aqui...)

    Off 2::
    Depois de ajudar a personagem da Moon eu vou ajudar os outros players da maneira que puder Very Happy
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

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      Data/hora atual: Ter Ago 22, 2017 9:44 pm