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    Os primeiros passos fora dos muros

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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Sex Jun 30, 2017 9:08 am

    Parecia que as coisas haviam começado a se acalmar, mesmo que o clima de desconfiança ainda estivesse gerando olhares tortos vez ou outra e alguns permanecessem afastados ou calados, ninguém ali era realmente hostil (exceto Quione Rolling Eyes ).

    Os feridos já estavam sendo tratados, e todos aos poucos voltavam ao que faziam antes, a desconhecida que acabara de chegar já havia sido solta, e ele ainda queria saber quem ela era, mas antes de falar com ela, Azrael que não consegue evitar a curiosidade pergunta para Reikon:

    - Vi diris pli frue, ke vi Jara viroj, kion tio signifas?

    Ele já havia visto esse nome em um dos livros que encontrou na torre, mas não teve muito tempo para saber do que se tratava.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Natalie Ursa em Seg Jul 03, 2017 9:11 pm

    Calisto ouviu a tradução do que o careca dissera e ficou pensativa. Não estava com muita vontade de dizer de onde viera então talvez pudesse dar alguma desculpa sem quer que mencionar que uns dias atrás era escrava e aí morreu?

    - Eu... Estava viajando com um grupo,mas me perdi deles. Estávamos indo para... - tentou puxar da memória o nome que Ignos lhe dissera - Fajr-Regno. - provavelmente pronunciou o nome errado
    - Estive vagando até conseguir ouvir a corrente de água, foi quando corri para esta direção. Estava com MUITO calor!!
    - dramatizava corporalmente e verbalmente suas palavras, com movimentos as vezes graciosos e as vezes exagerados.

    Com alguns passos se afastou do sujeito de cabelos prateados lentamente, mas fez o movimento mais rápido, quase abraçando uma árvore atrás dela ao ver a mulher com patas de animal chegar e ameaçar o outro grupo.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Qui Jul 06, 2017 1:52 pm

    - Se perdeu deles? Quantos vocês eram?

    Azrael se incomoda com a gesticulação exagerada da recém chegada, e em meio a um grupo, e relativamente em uma posição segura, não se preocupa em insistir um pouco com as perguntas, se ela vinha de "outro" grupo, eles poderiam representar mais problemas, o que era tudo que ele não queria agora.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Qui Jul 06, 2017 2:08 pm

    Essa garota estranha não era tão estranha assim. Era meio animada demais pra uma ex-escrava, mas falava moloke e nenhuma outra língua. E se ela tivesse sobrevivido da mesma maneira que eles? Teria várias razões pra esconder de onde veio.

    -Por acaso você atravessou o deserto para chegar até aqui?
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por voorhees em Qui Jul 06, 2017 2:53 pm

    Voorhees ouviu Pana e achou muito razoável a pergunta dela. Ele entendeu a intenção da jovem em saber se aquela nova figura não tinha mais em comum com eles do que revelou até aqui. O sujeito ficou calado aguardando o andamento daquela conversa. Até aqui, não foram confirmadas suas suspeitas de que os recém chegados eram problemas.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Natalie Ursa em Qui Jul 06, 2017 4:53 pm

    Calisto não esperava que logo que abrisse a boca, os primeiros a lhe fazerem questões fossem os membros do outro grupo, mas não se importou muito, a pergunta do sujeito que falava as duas línguas lhe parecia razoável o suficiente para ser respondida:

    - Ah! Eu não sei! Eu não contei. Tinha gente demais para contar! - chacoalhou a cabeça de um lado para o outro enquanto fingia pensar num número - É... Realmente não sei!

    Mas quando a outra moça surgiu do nada e lhe fez a outra pergunta o rosto de Calisto se fechou um pouco. Ela conhecia perfeitamente o que era ser interrogada -como se fosse a culpada de um crime - e era exatamente o que estava parecendo. Calisto achou a pergunta específica demais.

    - E por que quer saber de onde eu vim? Está planejando fazer uma visitinha por lá? Não é muito interessante nessa época do ano! - cruzou os braços e balançou a cabeça positivamente, como se reforçando o que acabara de dizer.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Sex Jul 07, 2017 2:29 pm

    Agora já com a tala amarrada no braço lobo se levanta. Sentiu desconforto mas sua expressão não mostrou qualquer sinal dele. Logo que estava sobre os seus dois pé ela pode acompanhar toda a conversa.

    - Eles estão perguntando porquê querem saber se você veio do mesmo lugar que nós, sabe um lugar não muito prazeiroso - Disse Lobo com uma cara impassível para a mulher ainda desconhecida que vocês não sabiam o nome.

    Como a hibrida era bem pouco desenvolvida em habilidades sociais acabou falando logo.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Sex Jul 07, 2017 4:50 pm

    Os homens começam falar de Jara.

    - Jara estas nia diino. Ĉu vi ne konas? Ŝi estas la diino de akvoj, je Granda Pesilo, je saĝeco, je delogeco, je plezuro, je vivo ...
    - Ni estas grupo de ... komercistoj. Ni estas sur ĉi tiu insulo analizanta iujn interesojn de nia diino: konflikte zonoj, probable adorantoj, neŭtrala civiluloj. Vere ni vidas kiu metas tiu insulo NE serĉis problemojn.
    - Kio fakte estas tro maloftaj lokoj.
    - Estu Jara viroj por ni ...... estas respondeco, kun nia lando, kaj eĉ kun la Akaŝa.
    - Ĝi povas diri, ke ni eĉ havas dia tasko.
    - Por la momento ni estas pavimanta la vojon, vidante se estas fekunda grundo ĉi tie por la veraj kleruloj pardonpetan venas post ni.

    Pana também pode ler, pois ela fala Esperanto, mesmo que não entenda tudo:
    - Jara é nossa deusa. Não a conhece? Ela é a deusa das águas, do Grande Equilíbrio, da sabedoria, da sedução, do prazer, da vida...
    - Somos um grupo de... comerciantes
    (aparente um pouco mais que isto, mas ele não quis falar). Estamos nesta ilha para analisar alguns interesses de nossa deusa: zonas de conflito, prováveis adoradores, civis neutros. Enfim estamos entando ver quais lugares desta ilha NÃO estão procurando problemas.
    - O que aliás são bem raros lugares.
    - Ser homens de Jara, para nós representa...... uma responsabilidade, com nosso país e com a própria Akaŝa.
    - É, pode-se dizer que nós temos mesmo uma tarefa divina.
    - Por enquanto estamos abrindo caminho, vendo se há terrenos férteis por aqui para que os verdadeiros doutrinadores apologéticos venham depois de nós.

    Começam então uma discussão com a mulher ainda desconhecida.

    - Ainda é uma grande caminhada até Fajr-Regno. - diz o cara de tabardo azul, com ajuda dos outros tradutores. - Nosso grupo irá até Dafodil, que é caminho. Como estávamos dizendo aos outros ali, não temos interesse em monopolizar a água. Pode usar o quanto quiser, desde que não estrague a nascente. Este veio é o suficiente para todos nós.

    Ficava claro para Calisto que tinha dois grupos bem distintos ali. O cara de tabardo azul parecia o líder dos humanos. O outro com cara de escravo parecia o líder do grupo esquisito que tinha alguma mulheres, alguns híbridos e aquela "coisa" com patas de cavalo.

    - Bem. - ainda o cara de tabardo azul - Pessoalmente não me importo com que grupo veio. - talvez não fosse a mesma opinião do outro grupo - Desde que não apareça ninguém aqui para criar confusão. Vocês podem ficar a vontade para acampar ao lado da água como a gente.

    Enquanto ele falava, o cara de cabelos prateados some da vista de vocês novamente. O careca parece não gostar do que o líder dele disse.

    - EEEHHHH!!! Nem todos! Não sei se reparou Reikon (um leve tom de sarcasmo aqui) mas nem todos eles são HUMANOS!

    - Arre Anés! Mas são apenas escravos fugidos em busca de água, e se fossem batedores, melhor ficarem onde podemos ver, do que onde não podemos ver.

    Eles começam bater boca, fica difícil entender o que dizem, na verdade Azrael nem faz tanta questão. Por fim Reikon diz a Anés:

    - Se acha tão ruim, fique com o primeiro turno de vigia!

    O careca se afasta, visivelmente contráriado, não sem antes olhar bem para Azrael:

    - Nossa deusa manda ser justos, não compassivos. Fique sabendo.

    Os humanos voltam para o acampamento deles (menos o platinado, que ainda estava fora de vista), deixando que o grupo misturado decidisse o que fazer com a mulher desconhecida e se iam ou não querer acampar ao lado deles. Só o mais jovem ainda se mostra mais solícito:

    - Oi, sou Sernian. Mas pode me chamar de Serrote, os outros todos fazem. - diz para Calisto, sorrindo, depois se volta para Lobo - Melhor você vir até o riacho, ainda precisa se limpar mais, ou estas feridas não vão curar direito. Se quiser eu te ajudo. - Ele continua sorrindo - Precisa lavar estes cabelos também. Não quer ficar parecida com o Falko né? Claro que em você ficam muito mais lindos Wink seus olhos são interessantes, nunca vi assim antes.




    Bom, os caras do acampamento vão continuar de olho em vocês, mas não vão interferir mais, por enquanto. Se quiserem acampar do lado deles, talvez Reikon, o dono do cachorro e Serrote ainda troquem algumas palavras com vocês. Serrote se mostra bem disposto a cuidar dos machucados de Lobo, ele é beeem atencioso. Mas ele parece amigável com os demais também (especialmente com as meninas).

    Só o careca (Anés) que está visivelmente não muito amistoso. O cachorro também é bem "preconceituoso", ele não gosta de Azrael, Lobo e Voorhees, mas não se mostra hostil aos demais (desde que obviamente vocês não tentem agredir ninguém do grupo, neste caso ele vai morder o primeiro infeliz que ver na frente sem avisar).

    Podem terminar livremente a interação entre vocês, caso não tenha mais o que conversarem com a novata, a noite correrá sem maiores problemas.

    O outro grupo parece confiar bem na proteção do seu cachorro, e nem se incomodam (aparentemente) com montar turnos e tals. Eles acendem uma fogueira perto do acampamento, esquentam um "rest'o dont'ê" numa panela e comem, conversam um pouco, Serrote até pega uma pequena flauta de toca algumas poucas notas, e então vão dormir, sem preocupar se vocês fazem ou não o mesmo.

    Algumas considerações:

    - Voorhees e Calisto se sentem levemente mais fortes perto da água, especialmente Calisto.
    - Depois que eles põe uma tala no braço de Lobo e dão algo para ela beber (presumi que bebeu), a dor diminui. Talvez com mais um pouco de descanso ela volte a ficar boa, pelo menos é o que os estranhos acham. Ela pressente algumas energias antagônicas, algumas boas, outras nem tanto. Quando Lobo precisar de um teste ligado a qualquer tipo de misticismo, seja intuição, tarô, ou futuro aprendizado, ou outra coisa, vou dar um ponto de bônus. Mesmo que demore um pouco para a oportunidade chegar.
    - Azrael começa sentir uma leve dor nas costas, que aumenta aos poucos a medida que a noite avança, no próximo dia a dor já será bem incomoda, embora não incapacitante, quando acorda sente também que as costas estão molhadas.
    - Pana não tinha levado dano nenhum até o momento, então a rolagem dela ainda não faz nenhum efeito notável. (AINDA)
    - Malak não reclama, mas o braço dele também está mal. Caso conversem com ele, ele dirá apenas que aguenta chegar à cidade, e que lá dará um geito, usando algumas moedas que pegou.
    - Quione dorme novamente do lado dos semëks e longe dos humanos para não causar problemas. Depois de um tempo o cachorro se aproxima dela, ela aproveita para se encostar nele que era mais quentinho que os lagartos e dorme escorada entre ele e os lagartos.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Natalie Ursa em Dom Jul 09, 2017 10:53 am

    - Ah é? - observa a mulher ferida intrigada  - Mas vocês vieram de onde?

    Quando o mais jovem do outro grupo resolve se apresentar amistosamente, Calisto faz o mesmo, com um gracioso sorriso estampado no rosto, ignorando completamente a parte em que o outro sujeito do grupo dele havia lhe arrastado até ali.

    - Olá! Prazer em conhece-lo... Serrote? Eu me chamo Calisto! - respondeu animada em achar alguém que não jogava sobre ela nenhuma espécie de desconfiança.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Dom Jul 09, 2017 11:45 am

    (R.Oc.)

    - Calisto? Mm, legal! - Diz o rapaz quase babando - Ainda bem que ainda existe mulheres bonitas neste pedaço de terra esquecido pelos deuses! Se precisar de ajuda pode falar comigo Wink está meio frio agora, mas se ia mesmo tomar banho, caso precise de alguém para esfregar suas costas... Wink Wink Wink

    Ele faz uma pausa, sempre sorrindo, fica te admirando de cima abaixo.

    - Interessante sua tiara. Yüksek Kan?
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por voorhees em Dom Jul 09, 2017 11:53 am

    Voorhees não conseguia ignorar uma forte desconfiança sobre todos os desconhecidos. Não se podia dizer que ele se sentia plenamente seguro nem com seus companheiros iniciais, mas pelo menos a história deles, dos últimos dias, era bem conhecida.

    Não havia motivos para isso, porém. Talvez apenas um instinto de sobrevivência que exigia constante atenção. Quem passou a vida apanhando não deve baixar a guarda, na opinião do híbrido.

    Por outro lado, aquele ambiente era fantástico e a água corrente fazia ele se sentir muito bem, mais forte. Se ninguém ali tinha assumido uma postura ofensiva, já era hora de aproveitar melhor aquele ponto de parada. Sem perder o foco da segurança, claro.

    O cabelos-branco ficou muito tempo próximo à margem do riacho e caminhava pelo acampamento conferindo barracas e carroças, evitando apenas aquele cachorro.

    Não puxou conversa com ninguém, mas não esqueceu que os homens vão seguir na mesma direção deles. Considerou perguntar sobre os lugares à frente e sobre como podem viver por conta própria, agora que são livres. Ele já pensou mais de uma vez que se não conquistarem uma ocupação logo vão se tornar ladrões em terras ermas.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Seg Jul 10, 2017 1:34 am

    Lobo levanta uma sobrancelha para o rapaz e se vira para a mulher segundo tinha dito ela se chamava Callisto para responde-la:

    - Viemos do deserto, de uma caravana com muitas,muitas pessoas. Pode ser que você tenha vindo do mesmo lugar - Depois se volta a se virar para o garoto chamado Sermian e diz - Eu não sou humana, pelo menos não completamente. Obrigado pela oferta mas não precisa.

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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Seg Jul 10, 2017 11:15 am

    Pana estava irritada com o falatório dessa nova garota e por não ter conseguido nenhuma informação relevante. Achou bem estranho essa história doutrinadores apo qualquer coisa.. Mal sabia o que significava aquelas palavras, mas, como não a afetava diretamente, não se preocupou.

    A maior ameaça era a suposta nova ex-escrava. Se ela os achou, mais pessoas podem ter sobrevivido e vir atrás deles. Principalmente demônios procurando respostas.

    Com uma das facas que levava escondido em punho, a garota fala: - Agora é hora de falar a verdade. Você veio da cidade prisão? Como nos achou? Não é possível que tenha sobrevivo à caravana, senão teríamos te visto. Fale a verdade, você está em desvantagem aqui. . A não ser que a garota tagarela tenha poderes escondidos, não deve ser difícil subjugá-la.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Seg Jul 10, 2017 11:34 am

    Azrael responde para o careca que o fitava:

    - Não peço mais do que isso.

    Ele ouve atentamente as palavras sobre Jara, e acaba por ouvir sobre outras coisas além da deusa: ilha, país, Akasa… Azrael está mais intrigado e curioso do que com medo, ele já leu sobre algumas dessas coisas, mas estes homens têm conhecimento prático, não só teórico, ele deixa que sigam para seu próprio acampamento, mas em alguns minutos pede licença para ir até lá, quer saber mais, e irá falar com o líder do grupo, ou caso não consiga, vai se dirigir a serrote mesmo. Ele faz as perguntas uma depois da outra, dando tempo apenas para as respostas e já lançando a próxima pergunta, se o interlocutor se mostrar incomodado, ele diminui o ritmo, mas insiste nas perguntas, parando só se alguém se mostrar muito hostil.

    - Não conheço Jara, na verdade, li muitos livros no decorrer dos anos, mas nada sobre deuses, nunca tinha ouvido falar esse nome, de onde vim só se adora a um deus, e eu a nenhum… Nunca entendi porque se adoram deuses, se eles não fazem nada em troca.

    - Vocês parecem conhecer muitos lugares, imagino que aqui não seja o melhor deles, estamos indo pra Dafodil, mas ainda não sei o que fazer depois disso, algum conselho pra quem desconhece o mundo?

    - Que tipo de interesse Jara tem aqui? E como vocês sabem o que ela quer? Vocês já a viram?

    - Qual o país de vocês? É longe daqui?


    Ele parece uma criança curiosa, que não conhecia nada além de seu berço até agora, Azrael sabe sobre as reservas que seu grupo tem quanto aos estranhos, principalmente Voorhees, então ele não fala nada enquanto está perto dos outros, nem fala muito alto, mas ele pouco se importa com os perigos, ele era um bibliotecário afinal de contas, saber mais está em sua natureza, e ele não vai desperdiçar essa oportunidade, que pode não se repetir em breve, além do mais, o que adianta ser livre se não souber nada sobre o lugar onde vive? Eventualmente vai acabar como escravo em outro lugar ou coisa pior. Avesh dizia que conhecimento é poder, e agora isso parece verdade pela primeira vez.

    Obs.:
    Depois da sabatina, ele vai se incomodar com a dor nas costas e vai dormir (já fez a vigilia, e vai acordar alguém que não tenha feito antes)
    Pela manhã vai achar que as costas estão doendo pela noite mal dormida (e talvez seja esse mesmo o motivo)
    Conforme o dia passar ele vai se lembrar e dar umas “apalpadas” nos cotocos de asas, pra ver se a dor vem dali (ele quase nunca se lembra dessas coisas inúteis nas costas)
    Leomar
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Seg Jul 10, 2017 4:32 pm

    Lobo escreveu:- Eu não sou humana, pelo menos não completamente. Obrigado pela oferta mas não precisa.

    - Mm, imaginei que não fosse. Mas é uma gatinha. Uma pena não querer ajuda, estou treinando para ser um bom curador. De qualquer forma é bom ir se lavar. Os curativos não funcionarão bem se estiverem com poeira.

    Ele sorri, pisca, Lobo não estava acostumada com o tipo de tratamento. Mas o rapaz se afasta sem mais problemas (por enquanto).

    Azrael escreveu:- Não conheço Jara, na verdade, li muitos livros no decorrer dos anos, mas nada sobre deuses, nunca tinha ouvido falar esse nome, de onde vim só se adora a um deus, e eu a nenhum… Nunca entendi porque se adoram deuses, se eles não fazem nada em troca.

    Reikon e o dono do Bonitinho (que os outros brincam se chamar Feiosinho, mas por fim ele se apresenta como Remo) olham Azrael com cara de ??? Eles ficavam mais imprecionados e até curiosos com a falta de conhecimento do que aborrecidos. Serrote tocava uma música baixa e simples, mas também olhava Azrael como se fosse um alienígena. Anés ameaça resmungar alguma coisa, mas Reikon diz pra ele ir ver se Falko precisava de ajuda.

    - Como assim nunca ouviu falar da Deusa Mãe? Em Akvlando mesmo os escravos têm permissão de adorar os deuses verdadeiros. E mesmo Gaja onde alguns cultos são proibidos todos conhecem as deusas mães. Os livros que leu devem ser muito ruins.

    - Obviamente não são os verdadeiros que eles conhecem.

    - Aff... Ades! Aquele druzu! (eles trocam gestos e grunhidos sem importância) Ele nunca foi um deus de verdade, por isto nunca fez nada para ninguém. Não passa de um mentiroso, traidor e tirano. Já os deuses verdadeiros, eles nos dão tudo que temos.

    - A própria Akaŝa foi criada por Jara e Anĝelina.

    - É, basicamente Jara criou a vida da água, e Anĝelina a vida do ar. Destas duas surgiu a vida da terra. Então até o fato de estarmos respirando. Até o fato de VOCÊ estar respirando, devemos às deusas.

    - "Akaŝa era uma esfera sem vida quando a encontramos, então sopramos nela os ventos de vidas, para nossa Glória e para bênção de todos os seres. Com a fartura nos céus altos e nos mares baixos. Um mundo de beleza, dos mais variados sons e cheiros para que toda a eternidade se deleite e Reconheça." - Dizia Serrote como se estivesse declamando.

    - Sim... Sim... (pausa pensativa) Reconhecemos as bênçãos por tudo que recebemos. Jara é uma deusa muito boa, ela não reina apenas em sua terra, mas ela já abençoou todos os demais continentes, ajudando até os outros deuses. (mais pausa pensativa) Abriu o Rio da Deusa e criou os kalakes para que o deserto pudesse se tornar minimamente fértil. Criou as seriemas e outras aves para que os insetos não banissem as plantas do mundo. Fez os ciclos de chuva e seca. Ensinou a Tamuz o dom da germinação acelerada.

    Eles começaram divagar falando de lugares e pessoas, julgamentos, fadas, milagres, curas e uma pá de coisa que Jara teria feito, pareciam sinceramente apaixonados por esta deusa desconhecida. Além de Jara, o nome de Anĝelina era citado algumas vezes.

    - Vocês parecem conhecer muitos lugares, imagino que aqui não seja o melhor deles, estamos indo pra Dafodil, mas ainda não sei o que fazer depois disso, algum conselho pra quem desconhece o mundo?

    - Ma'bah! Aconselho então conhecer o mundo, oras! - Diz Serrote. Os outros dão risadas largas. Parecem já mais a vontade, até oferecem a Azrael um resto do que estavam comendo, um tipo de mexido de sabe-se-la-o-que que eles pegavam com um tipo de massa que parecia um tipo de pão.

    - Existe um ditado que diz "pra quem não sabe pra onde vai, qualquer caminho serve" e um outro "quem não sabe onde vai, nunca sabe quando chegou."

    Serrote faz um esboço (bem esboço) no chão, basicamente eram cinco "pontos" distribuídos como os pontos de um 5 num D6 e diz que você estão no ponto do meio. Os outros pontos eram, em sentido horário, o país das águas, o reino do fogo, o país do ar e o continente da terra. Cada um era especialmente regido por um deus próprio. Percebendo que iam divagar, Azrael insiste na pergunta.

    - Bom, o lugar mais lindo do mundo é Upendi (os outros dois gesticulam parecendo concordar). Nem todos têm permissão de morar lá, mas é o melhor lugar para tirar umas férias inesquecíveis. - Ele diz que fica em algum lugar do primeiro ponto no esboço.

    - Ou duas...

    - Ou três...

    - Já seus descendentes, demônios, vivem aqui ou aqui. - mostra o ponto do meio, que seria onde vocês devem estar agora e o segundo ponto, o reino do fogo. - Não é o melhor lugar do mundo... mas é melhor que aqui. - Ele dá de ombro como se deixasse o assunto morrer, e volta tocar sua flautinha.

    - Que tipo de interesse Jara tem aqui? E como vocês sabem o que ela quer? Vocês já a viram?

    Eles riem novamente, como se a pergunta fosse algo ridículo.

    - É preciso ser um merecedor muito grande para ver Jara frente a frente. - Ou um grande devedor (interrompe Remo, mas sem muita importância) - Ou dar muita sorte. Certa vez ela esteve numa cidade onde eu tinha passado haviam apenas cinco dias.

    - Nós seguimos O Equilíbrio e a Igreja Central. São nossos guias para a vontade de Jara. Quando temos alguma dúvida importante, recorremos aos sacerdotes.

    - Qual o país de vocês? É longe daqui?

    - Somos de Akvlando (aponta novamente o primeiro ponto), estamos longe, e ainda ficaremos alguns meses longe de casa. Mas... tudo por um bem maior!

    Reikon boceja, depois se retira pra dormir. Serrote ainda fica tocando um pouquinho mais. Remo observa que Bonitinho já tinha se instalado junto à centaurina, escuta mais uma música ou duas e depois se retira também.




    Off: cortei a parte que pergunta de Akaŝa, pois mesmo na cidade-prisão vocês já usam Akaŝa para o nome do planeta onde estão, então todos já sabem disto, só não sabiam que Akaŝa era enorme.

    Estou considerando que vocês se separaram, então não vou intervir na conversa de Pana e Calisto, dou seguimento quando elas resolverem a cena delas. Até lá os outros podem intervir (ou não) entre elas ou entre o grupo novo, ou fazer outra coisa, sei lá.

    E a intuição está certa, a dor é por causa das asas cortadas, elas estão sangrando e com pus, por isto a dor.
    Exalted
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Ter Jul 11, 2017 9:09 am

    Próximos Passos:
    Se continuarmos com o grupo novo em direção a Dafodil, durante o dia vou pedir pro Serrote (acredito que eu tenha visto ele tratando os ferimentos de alguém/falando sobre ser curador) dar uma olhada, ver o que pode ser feito.

    Digo se continuarmos com eles porque vamos pro mesmo lugar, mas não vou me separar do grupo atual caso a MAIORIA decida seguir se afastando dos homens de Jara.

    O horário que lembro das asas é no fim da manhã.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por voorhees em Ter Jul 11, 2017 9:57 am

    Antes de dormir, Voorhees procura Azrael, que ficou mais à frente do grupo no contato com os homens desconhecidos. Ele falou baixo, só para o arqueiro ouvir.

    - Rapaz, eu não confio em ninguém aqui mais do que confiava nas pessoas dentro dos muros lá atrás. E isso já não era muito... mas vou confiar no seu julgamento. Esses caras estão indo na nossa direção e é razoável mantermos nosso ritmo junto com eles, que conhecem mais esse mundo. Ainda assim, não gosto disso... - falou o meio demônio que, na verdade, não gostava de quase nada.

    Perto da fonte de água, Voorhees se sentia muito bem e não pensaria muito longe no passado ou no futuro. Ainda assim, guardou na mente prática os comentários sobre o reino do fogo.* - Interessante... *
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Ter Jul 11, 2017 3:06 pm

    Azrael responde Voorhees no mesmo tom de voz:

    - Não se preocupe, eles não vão nos atacar ou algo assim, vamos nos manter calmos e assim chegamos vivos a Dafodil, eles devem conhecer o caminho melhor que nós, além do mais, estão mais bem armados e treinados, e sinceramente, depois daquele porco mais cedo, nem sei se conseguiríamos chegar lá sem alguma ajuda.

    Pelo que falaram até agora, eles são vendedores, e algum tipo de religiosos, e a deusa deles é diferente de Ades, mais pacífica... enfim, pelo que conversei, eles não são hostis, e a não ser que nós façamos algo estúpido, vão continuar assim.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Natalie Ursa em Qua Jul 12, 2017 10:34 am

    Calisto simulou outro sorriso para Serrote, embora não tenha gostado da proposta:

    - Ah, acho que você tem razão, acabou ficando frio demais para tomar um banho agora, mas obrigada por oferecer ajuda.

    E de repente sofreu a abordagem da mulher que parecia meio irritada:

    - Hum? Para que tanta desconfiança comigo? Olha só vocês. Vocês são vários e eu sou apenas uma. Ou acha mesmo que eu iria me jogar no meio de tantas pessoas armadas para querer me tornar uma ameaça? Calma que eu não sou tão imprudente assim. - deu um sorriso amarelo, incomodada com aquela reação. Tinha várias pessoas à sua volta, mas apenas uma achou que seria interessante implicar com Calisto. Á essa altura a jovem já tinha certeza quem era a maluca do grupo.

    - Eu não "encontrei" vocês. Não sei se viu, mas o prateado, que já sumiu de novo, me arrastou até aqui! O que eu encontrei foi aquele monte de água correndo. - Calisto observava a moça, tentando imaginar por que motivo ela queria tanto implicar com a pobre recém chegada.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Sex Jul 14, 2017 11:40 am

    Qual o problema da pessoa em responder uma simples pergunta? Pana não estava acostumada a seres tão falantes. Decide mudar de estratégia, pois parece que pressão só faz a criatura falar ainda mais.

    -Olha, você parece ser inofensiva, mas não sabemos se alguém virá atrás de nós. Tudo o que eu quero saber é se posso confiar em você. Dá um suspiro. Não é muito seguro andar sozinho por aí. Quase fomos mortos várias vezes, e temos bons lutadores no grupo. Se nós viemos do mesmo lugar e todos buscamos liberdade, talvez possamos ajudar uns aos outros. A decisão é sua se quer companhia ou se vai ficar sozinha por aí.

    Depois disso Pana decide que não adianta se preocupar e se aproxima dos outros para dar sua opinião quando ao futuro do grupo:
    -Ninguém aqui parece particularmente perigoso. Acho que estaremos mais protegidos se montarmos nosso acampamento próximo ao deles e depois unir os grupos até Dafodil. Talvez eles possam até explicar aquele mapa para nós.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

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      Data/hora atual: Qui Set 21, 2017 10:00 pm