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    Os primeiros passos fora dos muros

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    Natalie Ursa
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Natalie Ursa em Sex Jul 14, 2017 12:21 pm

    Calisto achou graça da visivel mudança de abordagem da moça, mas não demonstrou. Uma conversa naquele tom era definitivamente mais aceitável!

    A jovem sacudiu a mão no ar, quase como se estivesse espantando um inseto e fez uma carinha que apenas uma criança - ou um animal pidão - faria:

    - Ah! Mas coooomo eu posso apenas dizer que eu sou confiável e fazer você acreditar? - sorriu amistosamente  - Mas eu acho que agora posso me perguntar se vocês são as pessoas que o loiro esquisitinho e a vermelhona irritadinha mencionaram! Eles é que não devem ser! - apontou para o acampamento do outro grupo.

    Poder ser ela mesma deixava Calisto tão feliz que não estava nem aí se para os demais poderia parecer uma ameaça. Queria poder agir e falar do jeito que sua mestra sempre a impedira.

    Ela pigarreou e estufou o peito, fazendo uma reverência, levantando as pontas de uma saia imaginária, assim como via a sua mestra fazer o tempo todo.

    - Eu me chamo Calisto! Prazer em conhecer o seu grupo! Será que podemos ser amigas? Diga que sim! - seguiu a humana, dando pulinhos de alegria, enquanto ela ia falar com o próprio grupo.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Sex Jul 14, 2017 3:18 pm

    Como ninguém se matou, o resto da noite corre tranquila. O grupo humano dorme despreocupadamente. O "prateado" aparece só de manhã, ficou vigiando os entornos para garantir que não apareceria ninguém.

    Reikon, Remo e Anés saem para caçar. (se alguém quiser acompanhar, rola 2D10)

    Serrote e Falko ficam vigiando o acampamento. Se alguém preferir comer frutas a caçar, tem algumas árvores perto que podem colher. Com sorte acharão até alguns ovos.

    Depois do desjejum Serrote dá um olhada no ferimento da Azrael.

    - É, pelo jeito você também não é tão humano. Só que sua amiga é muito mais bonita.

    Ele dá uma limpada, faz uns cortes para tirar o pus, passa alguma coisa que alivia um pouco a dor.

    - Fizeram um trabalho bem porco, vai ter que cuidar disto nos próximos dias. Eu te ajudo, em troca me ensina falar algumas coisas na sua língua? Quero falar alguma coisa bonita pra sua amiga bonita. (Lobo)

    Ele repara que a ferida está recém-aberta, o que é estranho pois suas asas foram cortadas a muito tempo, Serrote comenta que então algum processo não-natural está agindo, pois não há cicatrização e o estrago está como se tivessem cortado elas há poucos dias. O rapaz vai passar algumas gazes depois que fizer o básico, a dor melhora, embora ainda incomode um pouco.

    Pana pergunta do mapa, novamente Serrote se mostra colaborativo. Fica pertinho dela (muito pertinho) para explicar.



    - Que bom que você também fala Esperanto, né? Assim vou poder falar com alguém interessante... Bom, quanto o mapa é da ilha onde estamos. Estamos aqui, entre este ponto rosa e esta área marcada como 2, está vendo? Aqui que é Dafodil, tudo marcado com 2. Bem grande, tem este rio que passa no meio dela, isto tudo é água. A parte de cá (oeste) do rio é a parte "ruim" da cidade, o lugar onde demônios de Ades mandam e demandam. A outra parte é controlada e disputada pelos continentes: Fajr-Regno, Gaja, Akvlando...

    Estas outras áreas
    (1 e 3) são Ĵokona e Nesopry. Por sorte vocês não foram para Ĵokona, lá é como um inferno! Nesopry é uma cidade média, que também é disputada por vários continentes. Muitos exilados de Ajros acabam sendo jogados ali. Este cantinho (a) é Porto Nolovy, um porto novo que fizeram no meio do barro, mas que, por ser onde é, está até ficando arrumado, de lá que as pessoas normalmente vêm ou vão para os outros continentes, como Fajr-Regno ou Akvlando.

    Há muitos outros lugares além do que este mapa mostra, aqui por exemplo
    (ele mostra a manchinha preta em cima, a direita no mapa) esta manchinha aqui por exemplo, é Fajr-Regno, só que só apareceu a pontinha. Na verdade Fajr-Regno é muitas vezes maior que toda esta ilha.

    Aqui do outro lado
    (manchinha preta em cima, a esquerda) é o meu país, Akvlando. Meu país é quase o inverso disto aqui: lá temos muita, muita água, e várias porções de terra entre elas.

    Serrote ia apontando os pontos, segurava a mão de Pana, caso ela deixasse, ele ia até tentar alisar suas pernas de leve.

    Depois que tiverem feito o desjejum, os homens vão arrumar as mochilas deles e seguir viagem, indiferentes se vocês vão ou não acompanha-los. Porém Serrote esperava muito que alguns de vocês seguissem com eles, especialmente a Lobo, ou talvez a Calisto, a Pana... ele vai até perguntar pra Lobo se ela não quer ajuda pra carregar suas coisas (caso ela tivesse algo pra carregar).
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Sex Jul 14, 2017 5:05 pm

    Azrael não tem com o que pagar o garoto pelos curativos, então é solícito quando este pede que ensine alguma coisa em Moloke, ele pergunta o que serrote quer falar e ensina as frases, ele não quer realmente aprender, só impressionar a Lobo, pobre infante, talvez fosse melhor nem tentar, mas não cabia a Azrael lhe dizer isso, então se atém ao necessário, seu interesse maior não é no garoto, e sim no conhecimento que pode obter com os outros, ao menos quem já se mostrou disposto a falar, como Reikon.

    Mesmo com as costas doendo ele se oferece para ajudar na caça, ele fica um pouco atrás quando algum animal está próximo, para não atrapalhar os "profissionais", mas ajuda no que pode, arriscando um tiro de flecha por algumas vezes, a caça não é seu objetivo  principal, e sim aprender com a experiência, como eles se movem sem serem notados, como rastreiam as presas, como evitam se tornar a presa....

    De volta no acampamento ele come um pouco mais do que o que diria ser suficiente, nem sempre a comida é boa, e não sabe por quanto tempo ainda vão caminhar até Dafodil, ele junta suas coisas, dá comida e bebida aos semeks e se apronta para seguir viagem.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Sex Jul 14, 2017 7:38 pm

    Para Calisto (Só para fechar a cena): -Se você encontrou aqueles dois seres estranhos, deve estar na mesma situação que a gente.E quando ouve a pergunta sobre amizade:-Nunca tive amigos antes. Confiar demais nunca acaba bem. Mas tenho a sensação que não adianta falar "não" pra você.

    Depois de uma noite bem dormida, Pana pede informações para Serrote e até deixa o garoto abusar um pouco dela. Isso não é nada perto do que ela passava diariamente, e se esse era o preço pela informação, era um preço baixo. Ouve muitas palavras que não conhecia como: ilha, continente, rio. Pra ela, aquele leito de água já era muita água. Como seria um país com mais água que terra?

    No mais, também tenta acompanhar a caça, mais para observar e aprender, principalmente à limpar carcaças e conservar a carne. Nunca se sabe quando sua vida dependeria de encontrar comida por aí. Também experimenta o máximo de comidas diferentes que consegue, só para conhecer os sabores.

    Depois disso tudo, ajuda o povo a arrumar as coisas, coloca suas coisas na carroça, esconde suas armas como de costume e segue viagem com o grupo, enquanto tenta ficar um pouco longe de Calisto. Não está acostumada a ouvir tanto a voz de uma só pessoa por tanto tempo.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Sab Jul 15, 2017 8:24 pm

    Lobo se levantou e foi logo no rio limpar os seus ferimentos. Entrou na água de roupa e tudo. Era geladinho e diferente de tudo o que já tinha experimentado. Nao teve dificuldades de limpar os seus machucados. Sentiu um pouco de ardência.

    Saiu do rio e voltou para o acampamento e se juntou ao grupo.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Sab Jul 15, 2017 11:16 pm

    Serrote anotava algumas frases e continuava insistindo com o novo "amigo":

    - Ah, mas me dá umas dicas. Você conhece ela um pouco melhor que eu, e vocês dois são meio-demônios né? Uau, uma mulher meio-demônio deve ser demais! Me diz aí duas ou três frases que ela gostaria de ouvir! Eu... te apresento umas humanas se um dia você for pra Metilene. Ou divido meu lanche com você. Vai, quebra este galho pra mim.

    O rapaz fica ainda mais admirado depois que Lobo sai da água. Sua roupa não era do tipo que ficava transparente (ou não muito quanto ele gostaria), mas ela estava ainda mais linda (pelo menos para sua visão adolescente) molhada.

    - Uau! Pela deusa! Agora entendo porque os lobos uivam. Seu amigo me contou que seu nome significa "lupo" embora devesse ser "lupino", mas perto de você eu fico bobo como um cabrito. E você não entende bulhufas do que eu digo né? - Ele então pega o pedaço de papel com muita confiança (talvez com mais confiança do que seria saudável ter) e troca (ou tenta, na medida que seu sotaque permite) trocar o Esperanto pelo Moloke - Anar'rre mo'ranos argak noíar mo-movolat. Gurna'art toirkay o'uá ir gangata tagecí nobaropêb tougutinal... no-nocatil zax kotax!
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por voorhees em Dom Jul 16, 2017 3:33 pm

    Voorhees acordou e logo foi ao corpo d'água, ainda caladão, na dele. Sujeito esquisito. Mas parecia satisfeito, talvez até contente. Inegável o bem que aquele riacho fazia ao meio demônio. Sentindo que estava realmente mais forte e disposto, quase se ofereceu para a caça, mas relutou em sair de perto da água.

    Viu Lobo entrar e passar um tempo ali e viu também o tal Serrote tentando se aproximar dela. Não o culpava mas também não tinha paciência para o garoto. Nem muito interesse com os demais. Já tinha entendido que seguiriam juntos e qualquer notícia que valesse alguma coisa seria revelada sem ele ficar assuntando. Confiava no julgamento de Azrael.

    Tentou ser útil reunindo as coisas, arrumando as carroças e colhendo alguma coisa. Ovos seria muito bom, com certeza. Passou quase todo o tempo livre, enquanto a caçada matinal não era encerrada, dentro d'água. Aquilo era sensacional.

    Se aproximou de Quione, que foi deixada de lado e via como Malak estava lidando com o braço arrebentado. Não falaram nada demais mas ele mostrou interesse em ajudar a centaurina, caso fosse relevante, poupando o outro ex-escravo que precisava se recuperar.

    Finalmente, se aproximou da última estranha que se juntou ao grupo, com menos desconfiança aparente. - E aí minha cara? Segue com a gente? Sabe o que esperar de qualquer lugar à frente daqui?
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Seg Jul 17, 2017 4:13 pm

    Lobo que estava parada ali perto de Quione na carroça nem percebeu a aproximação de Serrote, também não entendeu o que ele estava falando.

    Ela olhou para os outros e perguntou:

    - O que esse garoto tá falando? Porquê ele parece sempre animado quando tá perto de mim?

    Olhou esquisito para Serrote e circundou a carroça ficando do outro lado e continuou andando normalmente.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Natalie Ursa em Seg Jul 17, 2017 7:55 pm

    Feliz pela nova "amiga" e sem muito mais o que fazer, Calisto junta-se ao grupo que aparentemente fazia parte do pessoal saído da cidade prisão, como ela, e passa a noite por perto deles, dormindo como um anjinho.

    Pela manhã, vendo que os outros se mobilizavam para procurar comida tanto com caça quanto coleta, resolveu ir pela segunda opção, estava cansada de comer aquela comida velha e seca, queria saber como eram as frutas fresquinhas que poderia encontrar pelo local.



    Quando resolveu a parte da comida e viu umas pessoas do grupo em que ela TALVEZ já fizesse parte dentro - ou perto - da água, decidiu fazer o mesmo, primeiro tirando os sapatos e sentando-se na borda e observando os outros. Depois pulou para dentro jogando água para todos os lados.

    Por enquanto decidiu não interagir com ninguém, pois estava muito entretida brincando sozinha na água, jogando o líquido para cima e talvez em alguém que eventualmente passasse por perto.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Ter Jul 18, 2017 6:59 am

    Malak dizia a Voorhees que estava tudo bem, que já tinha passado por coisa pior, e que só estava doendo um pouco. Embora fosse mais do que ele admitia, mas não queria atrapalhar os outros, então se faz de durão.

    Quione ajudava os semëks, como os humanos não tinham gostado muito dela a primeira vista, ela não se aproximou muito. Bonitinho parecia gostar da centaurina e ela brinca um pouco com o cachorrão também.

    Serrote tentava falar com eles sobre o que pegar e não pegar, mas como os que falavam Esperanto tinham saído ele tinha que ficar gesticulando. Até balançou os braços quando Calisto foi comer umas frutas amarelas, mas ela não entendeu muito (ou não ligou). O paladar de Calisto não era dos melhores, então estava tentando descobrir todos os gostos diferentes que tinha ali.

    O rapaz acha um ninho, e aponta para os outros como conseguir pegar uns ovos. Eles juntam o que conseguem: folhas, frutas, ovos e até algumas flores, Serrote separa algumas, faz sinal de "não" e as joga para os semëks, pegando outra parte e cozinhando e servindo outra parte crua. Para um garoto, até que ele cozinhava bem (ou pelo menos bem demais pra vocês que estavam acostumados com restos).

    Falko (o "platinado") fica mais vigiando do que ajudando, mas também ajuda preparar alguma coisa com carne seca e um resto de alguma coisa que eles comiam a noite, e que agora tinha a aparência de um molho escuro. O gosto era melhor que a aparência (embora os ovos e salada estivassem melhores). Vez ou outra ele fala algo para vocês, mas obviamente não entendem.

    Serrote tenta xavecar Lobo, mas ela basicamente o ignora, se afastando, o rapaz faz uma cara de desconsolo, e vai pensar em alguma outra coisa mais bonita pra dizer na próxima vez.

    Azrael, treinado nas minas, e Pana, treinada para não ser notada quando não era conveniente (ou quando queria se esconder), seguem os humanos em silêncio. Porém s três eram muito mais silenciosos que eles. Principalmente Anés (o careca), apesar de se mover lentamente, ele não fazia qualquer barulho, parecia nem respirar. Reikon olhava para cima, enquanto Remo olhava o chão.

    - Tem alguns lagartos por perto, e também algumas cobras. Mas vamos deixar como última opção. Estão vendo aqueles rastros de codorna? - Reikon explica, mas mesmo os olhos de arqueiro de Azrael não percebem o que ele mostra. - Não importa, eu e o Remo vamos dar a volta, você esperam aqui com espada em mãos, vamos afugentá-las pro lado de vocês.

    Assim fazem. Duas aves vêm na direção de vocês. Porém, antes de terem tempo de tentar matá-las, algo preto e enorme aparece na frente de vocês. Bonitinho tinha sido mais rápido e arrebentado uma ave na mordida.

    - NÃÃÃÃÃÃOOOOOO!! Bonitinho! Que porra você está fazendo aqui! Atrapalhou nossa caçada! Sai, sai. Além de tudo é egoísta.

    O cachorro brinca com o animal morto, e vai arrancando seus pedaços e comendo. Vocês têm que começar novamente.

    Não demora muito, vocês escutam outro tipo de latido por perto.

    - Mm, são lobos! - fala Anés.

    Seguindo o som, vocês acham um lobo de pelo vermelho e pernas fina a alguma distância. Azrael prepara o arco, mas Remo interrompe:

    - É um lobo-guará. Não matamos lobos-guará.

    - Tá... Por que não? A carne é ruim? - Questiona o meio-demônio.

    - Não, porque não seria uma caça muito honrada. Não é como os outros lobos que são ferozes e causariam dificuldade ao caçador ou que andam em matilha. Se estivéssemos famintos podíamos caça-lo, mas não é o caso.

    Tenha ou não entendido a explicação, Azrael deixa quieto.

    Mais a frente encontram outro animal, aparentemente roedor de médio porte. Todos se preparam, mas Azrael pisa em folhas secas que acabam alertando o animal, que foge. Anés bate no rosto e se esforça para não xingar.

    Quando já estavam pensando na opção das cobras e lagartos, Azrael vê dois animais pastando mais afastados.

    - O que são aqueles? Podemos caçá-los?

    - São antas. Acha que consegue acertar daqui?

    Estavam um pouco longe, mas Azrael tinha (ou queria ter) confiança na sua mira. Mas antes de atirar, com um olhar severo, mas voz baixa para não assustar a presa, Remo o repreende:

    - Não vai mirar no estômago, ou estava pensando nisto?

    Era exatamente o que planejava fazer: - Não é o método mais fácil?

    - Pela deusa! Somos caçadores com honra. Você gostaria de uma morta lenta e dolorosa? Não né? Então mire nos pulmões ou cabeça e permita que ele sofra o menos possível. - Azrael muda a mira. - E acerte o macho, não a fêmea. - Ele não tinha a mínima noção de como fazer isto, escuta dois suspiros - O maior deles. Na esquerda. Aff!

    Azrael acerta. Não foi se melhor tiro, mas consegue ferir o animal bastante para os demais correrem e acabar o serviço com as espadas. A fêmea foge. Os homens cortam algumas veias e artérias para que o bicho vá sagrando enquanto o carregam. Pana, que tinha ido mais pra observar que participar (e para fugir dos conversadores), pergunta sobre como preparar a carne e outras coisas.

    - É importante retirar o máximo do sangue, pois é fonte das energias ruins.

    - Na cidade-prisão onde vinha os demônios aproveitavam principalmente o sangue.

    - Por isto são demônios. São bestas inescrupulosas voltadas eternamente para o mal. (pausa) O sangue leva a força do ser vivo, muitos se alimentam dele para buscar o que eles tem de mais poderoso. Tipo: a força do urso, a velocidade do antílope, alguns bebem o sangue de seus inimigos vencidos ou de magos para ver se conseguem absorver seus segredos e poderes. Em parte tudo isto funciona, se você for ligado a magia ou sei lá. Mas você também absorve tudo que o sangue trás de ruim, a raiva, a dor ao ser morto, os ódio dos inimigos, etc. etc. Por isto, quem tem consciência só pega as partes melhores da caça. Evitamos o sangue, as vísceras...

    Como ela estava colaborativa, ao chegar no acampamento eles "deixam" ela (e um ou outro que queira ajudar) cortar o bicho.

    - Vamos ver se você tem habilidade com a faca: Corte aqui, aqui, aqui, tira aquela parte ali, agora aqui, cuidado com esta parte do intestino, tem que sair inteira pra não contaminar o resto, agora um corte forte nesta direção....

    No fim eles preparam a carne junto com o que Serrote e Falko tinham preparado e fazem uma refeição quente para todos. Eles separam fígado, rins, pulmão (coisas que vocês estavam bem acostumados a comer na cidade-prisão) e põe de lado. Se algum de vocês afim de comer, que preparem. Quione já pega um bom pedaço do fígado. Os homens começaram a se acostumar com a presença da centaurina, mas ainda olham com nojo o prato dela.

    - Em Akvlando só comemos fígado quando a pessoa está com anemia forte.

    Ela não se importa com o comentário, estava bem abaixo do peso, então podia dizer que era quase o mesmo caso.

    Serrote joga alguns pedaços de comida pra Bonitinho, e incentiva Lobo fazer o mesmo.

    - Dá isto aqui para ele, que ele vai parar de implicar com você.

    Ela joga um pedaço de carne pro cachorro, que quase morde a mão dela junto. Mas ela conta os dedos e ainda estava com cinco. Alguns riem da cena e da cara de medo, mas pelo menos o cachorrão para de rosnar para ela.

    - Viu, daqui a pouco vocês viram amigos... Eu posso preparar algo pra você também? Quem sabe também viramos amigos... Gostou do molho de manga que fiz mais cedo né? Devia provar em cima da carne... aqui, experimenta!

    Calisto parecia uma criança brincando na água, os humanos não se preocupavam muito com isto.

    Depois de finalmente comerem (demorou um pouco, então na manhã já estava na metade) eles põe-se a andar. Falko ia na frente, Remo vasculhava o chão, Bonitinho (que não era lá muito bom cão de caça, mas certamente era ótimo cão de guarda) seguia o grupo de um lado para outro.

    Em um momento eles param, e os demais param atrás. Pareciam ter visto algo importante no chão. Chamam Azrael e apontam algumas marcas de sangue.

    - O que acha?

    Talvez perguntem para ele por acharem que é o líder do outro grupo, ou por ser arqueiro, ou só por ser o cara que fala Esperanto, Azrael pensa um pouco, mas depois de um tempo entende o que eles observavam:

    Haviam marcas de sangue que mostravam que alguma coisa brigou com outra coisa por ali, mas também uma pegada razoavelmente grande no meio, e o que chamava atenção era que a pegada tinha seis dedos. Não eram todos, mas alguns demônios tinham seis dedos.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Ter Jul 18, 2017 9:34 am

    - Sinais de luta, talvez um demônio e alguns humanos, não sei dizer ao certo quem levou a melhor.

    Azrael fala e espera que mais uma vez eles discordem, como já estavam fazendo desde a caçada, e mesmo que não gostasse de ser tratado como uma criança desengonçada, Azrael ainda era inteligente o suficiente pra não ficar questionando, já que nesse último dia aprendeu mais coisas do que aprendia em anos na cidade prisão, então após pesar vantagens e desvantagens, ainda valia a pena.

    - Talvez encontremos problema seguindo essa trilha.

    Ele não diria em voz alta, mas estava grato por ter alguém experiente em combate se realmente encontrassem problemas, ele olha em volta, e o que vê são ex-escravos mal nutridos e mal cuidados, que dificilmente se garantiriam sozinhos diante de adversários treinados, sim, era bom ter alguém treinado em combate por perto e não depender de sorte pra não morrer, como já vira antes, a sorte não lhes sorria com frequência, e talvez sobreviver a uma tempestade e ao porco do mato já tenha esgotado toda ela.

    Depois de ouvir o que Reikon e os outros tem a dizer sobre as marcas, ele avisa a seu próprio grupo, dando todos os detalhes, para que fiquem também alertas, alguns pares de olhos a mais podem fazer a diferença entre ser atacados de surpresa e estarem a postos quando este acontecer. Depois fala em particular com Voorhees e Lobo:

    - Fiquem atentos, de preferência um de cada lado da caravana, mesmo que tenhamos ajuda num eventual ataque, eles (ele faz sinal com a cabeça indicando o outro grupo) vão defender os deles primeiro, então precisamos estar prontos pra lutar.

    Azrael confiava nos outros integrantes de seu grupo o suficiente pra sempre traduzir tudo o que os homens de Jara falavam, mas ele via em Voorhees e Lobo os sentidos de combate mais aguçados, talvez até por serem sempre desconfiados de tudo e gostaria que eles estivessem em posições que dariam vantagem a todo o grupo.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Ter Jul 18, 2017 9:00 pm

    Pana fica curiosa com as marcas e se aproxima para o olhar. Se os grupos se prepararem para um combate, ela fica no meio da galera, onde não vai ser a primeira a ser atacada.

    Fala, em esperanto, do jeito que dá:

    Não podemos simplesmente seguir em frente?

    E depois fala a mesma coisa em moloke para seus companheiros
    voorhees
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por voorhees em Ter Jul 18, 2017 9:13 pm

    * - Azrael faz muito bem o elo com esse grupo de humanos que representa a nossa sorte, mas bom mesmo é ele ter bons olhos...*

    Voorhees escuta Pana enquanto assume o flanco esquerdo de uma carroça depois de analisar os rastros que Azrael apontou. Ele avalia a formação dos grupos unidos e tenta interpretar de onde pode vir alguma ameaça. Sempre vigilante, ele não acredita que vão atravessar um mundo desconhecido e chegar a alguma cidade decente sem enfrentar maiores problemas.

    - Demônios e humanos juntos, com sangue envolvido... é problema, Pana. E deve estar no nosso caminho. Malak, fique recuado com Pana e Quione!

    O mestiço ficava atento ao redor mas de olho no maldito cachorro. * - Ele esquentou com a gente e deve esquentar com que mais aparecer...*
    comoassim71
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Qua Jul 19, 2017 11:58 am

    É pedir demais sobreviver a uma tempestade de raios, atravessar um deserto e uma floresta sem nenhum conhecimento do mundo sem ter problemas?

    Percebendo que o combate pode ser inevitável, Pana vai para a retaguarda, onde parece ser mais seguro. Fica com armada e aproveita o momento de calmaria pra pegar algumas das poções que davam um barato legal que tinham roubado dos demônios (nunca se sabe). Também aconselha Lobo a ficar segura, pois ainda está muito ferida e Calisto a ficar na retaguarda e também se armar.
    Edu
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Qua Jul 19, 2017 3:00 pm

    Lobo olhou desconfiada para o cachorro depois da experiencia de jogar comida para o animal. Era melhor nem lembrar dela, para que tentar fazer amizade com o animal? Caminhou em silencio como sempre, sem falar nada como de costume também até se depararem com os indícios todos de sangue e luta.

    Depois de todos já terem olhado o local e dito as suas reflexões ela se aproximou, se abaixou ficando de cocoras perto da mancha. Deu duas fungadas como se quisesse farejar o local e depois passou a ponta dos dois dedos(dedo indicador e médio) da mão esquerda na macha. Não sabia ao certo o que estava fazendo mas tinha um instinto que poderia sentir alguma coisa.

    - Vocês tem certeza que esse ataque pode acontecer? Ao meu ver os dois grupos que presenciaram essa cena podem estar em retirada - questiona ela aos outros.

    Lobo via com um certo estranhamento a interação do grupo ao redor dela, se conheciam a tão pouco tempo e agiam como se conhecessem a anos. Sendo a previsão de que estava entrando num território hostil mesmo como sabiam que se cada um ficasse em cada lado seria a tática certa para lidar com "os inimigos?"
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Sex Jul 21, 2017 9:20 pm

    Azrael escreveu:- Sinais de luta, talvez um demônio e alguns humanos, não sei dizer ao certo quem levou a melhor.

    - Imaginei o mesmo.

    Os humanos dão uma olhada examinando o lugar ao redor. Outros observam o que eles fazem.

    - Acho que não faz muito tempo, mas não devem ser muitos. Falko, consegue cobrir uma área?

    O platinado rapidamente segue adiante, esperando achar mas informações.

    Pana escreveu:Não podemos simplesmente seguir em frente?

    - Se forem poucos, tipo dois ou três, creio que podemos seguir direto, umas luta de sete e meio contra três não deve ser difícil. Mas não é muito difícil desviar também.

    - Talvez alguns deles possam ser contados como mais do que meio, Reikon. - Diz Serrote

    - Eu estava contando você como meio, Serrote.

    Bonitinho fareja perto da pegada e ao redor, mas estranhamente (até para os humanos), ao invés de prestar atenção a qualquer coisa que estiver na frente da pegada, parece mais agitado olhando para trás. Os humanos sacam as armas.

    - O que foi Bonitinho? Alguma coisa atrás de nós? Não está só de implicância com os outros, né? - Remo "conversa" com o cachorro.

    - Algum sinal de problema?

    - Cara, EU não estou vendo nada...

    Lobo escreveu:- Vocês tem certeza que esse ataque pode acontecer? Ao meu ver os dois grupos que presenciaram essa cena podem estar em retirada.

    - EU não tenho certeza de nada. Exatamente por isto prefiro me prevenir para evitar desconfortos. Algum de vocês é bom em farejar ou entendem algo de magia? É um bom momento para se revelarem...

    Eles continuam caminhando lentamente, olhando ao redor para ver se não deixaram passar nada, e esperando Falko voltar com alguma notícia.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por voorhees em Sex Jul 21, 2017 10:33 pm

    - O que deu no animal? - A pergunta parecia ser para Azrael, mas Voorhees só olhava para o cachorro. - Tem alguma coisa errada aqui... se é que tem alguma coisa certa...
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Seg Jul 24, 2017 7:54 pm

    Enquanto parte (ou todos) ainda estavam com a atenção voltada para aquelas marcas, alguém aparece ainda a certa distância, falando na língua daqueles humanos.



    - Saluton vojaĝantoj! Kio novaĵo alporti Dafodil!

    E Reikon (com a mão no cabo da espada, mas sem sacá-la ainda) quem o responde:

    - Olá! As notícias que temos é que ela continua em guerra, mas estamos indo para lá justamente por que também queremos mais notícias. - faz uma pausa, e acrescenta - Você não é um anjo de verdade, é?

    Nenhum de vocês nunca tinha ouvido a palavra "anjo" antes, e não fazem ideia do que Reikon se refere. O cara tinha asas, e para vocês só demônios tinham asas, normalmente os íncubos (e consequentemente as súcubos), ou algum híbrido de íncubo com humano ou outro demônio. Ele não parecia tão bonito e sedutor como os íncubos que vocês conheciam, mas também não parecia tão ameaçador. Seria um hídrido?

    Bonitinho rosna para o recém aparecido. Remo segura a fera. Anés está com cara de poucos amigos, mas ele já estava com esta cara desde que o viram a primeira vez, então ele não diz muito. Serrote parece um pouco impressionado, mas também mantem a mão na espada.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Kether em Seg Jul 24, 2017 8:45 pm

    Imagem exatamente como ele está vestido:
    Nergal fica parado enquanto repara que pelo menos aquela pessoa que o respondeu sabia falar bem o esperanto. Então ele olha para o cão e abre as asas talvez ficando maior o animal assuma outra postura.

    - Ei! Não, não sou um anjo. Tão pouco sou um demônio. Você conhece estes malditos anjos? Sou um anjo negro e estou apenas de passagem. Estou em busca de um outro continente chamado Fajr-Regno e me disseram que desta cidade consegue-se um barco que leva para lá. Todos falam este idioma ou há algum idioma comum para todos? Eu posso falar o idioma dos demônios caso todos entendam.

    Nergal ao abrir as asas deixa a amostra que também possui uma espada e que ela está presa na bainha.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Seg Jul 24, 2017 9:46 pm

    Que bom! Mais gente estranha! Exatamente o que esse grupo estava precisando!, Pensa Pana, que já estava começando a ficar sem paciência com essas aparições repentinas e, cansada de não participar das coisas, se aproxima o suficiente para conseguir conversar com o tal do anjo.

    -Metade de nós só fala moloke e a outra metade só fala esperanto.

    Será que anjos se interessam por humanas? Chega mais perto e, se ele não se mostrar hostil, passa a mão por uma das asas.

    Você voa? Existem ameaças por aqui e não sabemos exatamente onde. Se você nos ajudar, te ajudaremos a chegar onde você quer.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

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