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    Os primeiros passos fora dos muros

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    comoassim71
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Sex Out 06, 2017 1:48 pm

    Pana não sabia bem o que esperar de Dafodil, mas com certeza não era isso. A cidade parecia uma continuação da cidade prisão, salvo que não tinham demônios e sua crueldade costumeira. Bom, o anjo parecia conhecer um destino melhor, talvez devesse seguir o mesmo caminho depois de aprender mais sobre magia.

    A garota estava tão absorta com o ambiente que só percebe que Calisto ficou pra trás quando Nergal comenta sobre o assunto. Ao olhar para trás, realmente vê a outra garota parada e falando algo sobre altura ou sobre outros caminhos, não consegue ouvir direito. Bom, nada a ser feito sobre isso, a não ser dar uma ideia ao anjo negro.

    -Talvez seja melhor trazê-la na marra. Ela vai reclamaar no começo, mas depois vai te agradecer.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Natalie Ursa em Sex Out 06, 2017 2:43 pm

    Talvez, naquele momento não fosse apenas seu medo de altura impedindo Calisto de passar a ponte, mas também o medo de entrar em outra cidade, depois de ter vivido sua vida inteira presa em uma que detestava. Tinha adorado tanto o que viu e sentiu do lado de fora da cidade-prisão, principalmente no último dia, que tinha medo de entrar em outra cidade e perder novamente a chance de ver rios com água cristalina corrente e grandes arvores de folhas verdes, além do cheiro que era completamente diferente e muito mais agradável... Ter que passar por uma ponte só piorava tudo.

    Calisto não tinha muita certeza do que fazer... Procurar outra entrada e enfrentar o medo do desconhecido outra vez, ou ir em outra direção, num lugar que se mostrava bastante perigoso em algumas ocasiões.

    A jovem sentou-se um pouco sob a sombra de uma árvore para decidir o que faria à seguir.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Sab Out 07, 2017 10:31 am



    O que vocês veem é tipo isto, só que o portão está aberto e tem bastante neblina em volta.

    Tem um muro em volta da cidade, algumas casas pequenas afastadas umas das outras, algumas destas casas em péssimo estado. Vocês percebem que o relevo é muito irregular:

    A ponte estava entre dois morros, e parece que tinha água por baixo. À direita depois do portão tinha um morro, com algumas casas que pareciam se equilibrar lá em cima, e à esquerda tinha alguns "buracos" seguidos de outros morros mais para frente, sendo assim parecia que estavam num corredor. A cidade em si estava mais para frente, ali era uma parte afastada, ocupada de qualquer jeito.

    Haviam alguns homens e mulheres, e também algumas crianças na rua (muitas destas meio amontoadas na saia da alguma mulher, como pintinhos embaixo de uma galinha). Alguns olham vocês por pouco tempo, outros mantém o olhar, mas não demonstram interesse em se aproximar. Uma exceção é um menino de seus nove, dez anos, que parecia um pouco menos covarde que as outras crianças, chega perto de Reikon (o mais bem vestido entre todos vocês) e pede um trocado. O pirralho fala em Moloke (tio, dá uma moeda) que Reikon não entende, mas sabia o que ele queria.

    Reikon joga uma moeda, que o outro pega no ar. Vendo aquilo outros três pivetes criam coragem e fazem o mesmo, uma mulher que estava rodeada por sua prole incentiva as crianças pedir também e vão umas cinco, Reikon começa se irritar:

    - Toma, agora vaza! - diz dando uma moeda pra cada. Rêmo chega mais perto com Bonitinho, que desestimula outros chegarem perto. - Esta cidade deve estar lotada de pedintes!

    - Com certeza não teríamos moedas para todas crianças que pedirem.

    Não tem muita coisa que se destaque por ali, a não ser uma ou outra construção um pouco maior. O centro da cidade fica mais para frente, seja a direita ou esquerda. (não achei muitas fotos boas não-heróicas de vilanos, mas dá pra ver que, aparentemente, não tem ninguém muito importante entre eles)

    Spoiler:


    Spoiler:


    Spoiler:


    Uma mulher, mas bonitinha que as outras, até tenta provocar os rapazes (novamente eles não entendem o que ela fala, embora a dedução seja bem fácil "oi rapazes, posso dar um descanso para nobres cansados?"), Anés como sempre murmura algo não muito agradável, Serrote olha com certo interesse, mas meio tímido, Rêmo até que dá um sorriso, mas não para, os outros dois ignoram.

    Spoiler:

    Obviamente vocês estão observando o local, mas caso queiram observar com muita atenção, uma construção maior que as demais num canto "espremida" no pé do morro, parece uma serraria ou armazém, ou uma mistura dos dois. Também mais afastada, nas costas das casas que vocês veem, uma semi-demônio observa vocês da sombra de uma cabana. (não é preciso rolagem pra ver estes detalhes, só dizer que está gastando tempo procurando este tipo de detalhe).

    Spoiler:
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Ter Out 10, 2017 4:21 pm

    Lobo avançou acompanhando os outros e foi observando com os seus olhos verticais a cidade aonde estavam. O lugar era esquisito e muito diferente do que vira na vida de encarcerada lá na cidade-prisão. Lentamente foi se deixando passar pelo outros e ficou entre os últimos escondida no meio do grupo não queria lidar com aquelas pessoas.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Qua Out 11, 2017 9:43 am

    Pana observa bem toda aquela nova paisagem, absorvendo cada detalhe. Dentro de sua alma há um misto de sentimentos: felicidade por ter chegado até ali e tristeza e agonia por perceber que talvez a vida livre não fosse tão boa assim. Quer dizer, nada é pior do que a escravidão, mas as pessoas por aqui pareciam viver uma vida tão miserável quanto alguns lá naquele inferno.
    Vê a casa maior e aponta para os outros: -Como estamos de comida? Talvez lá possamos trocar alguma coisa.
    Também observa a meio-demônio, e dá uns passos na direção dela, torcendo para que Bonitinho não queira comer ela viva e diz: -Você fala moloque? Estamos em paz. Sabe nos dizer onde fica o templo dos milagres?. Se ela não entender, fala em esperando, do jeito que der.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Ter Out 17, 2017 4:28 pm

    Azrael anda em silêncio, olhando os casebres decrépitos a sua volta, e em seguida, as crianças correndo até Reikon pedindo moedas, ao menos estes ainda têm alguma esperança, os mais velhos só parecem cansados, esperando seu fim, ele considera seu próprio futuro, espera não chegar a esse ponto, onde tudo o que tem a fazer é aguardar a morte.

    Andando distraído pelas construções e pessoas na rua, e pensando no próprio futuro, ele é retirado do “transe” com a pergunta de Pana, eles não tinham mesmo muita provisão, mas seria sensato decidir o que fazer em seguida, antes de comprar novos estoques.

    - Não temos muita, ahm, variedade, mas antes de comprar comida, seria bom decidirmos se vamos continuar viagem ou ficar por aqui algum tempo, para saber do quanto vamos precisar.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Ter Out 17, 2017 6:49 pm

    Embora a maioria tenha (por prudência, medo ou desinteresse) resolvido não incomodar, com exceção das crianças, que por natureza não são prudentes mesmo, todos do pequeno local já estavam observando o grupo de vocês.

    Não tinha como não reparar um grupo tão heterogêneo mesmo se não estivessem chegando agora: Reikon e seus homens elegantes e bem vestidos, enquanto o resto de vocês não aparentava o mínimo de "berço", a sensualidade de Pana e Calisto, a beleza exótica de Lobo, ao lado da (mh, bom...) "aparência rústica" de Voorhees, o cachorro enorme e mais um anjo a reboque fazia de vocês algo bem visível.

    De dentro de uma cabana afastada entre o moro e o morro, uma figura procurava observar de longe, escondida na sombra (a cabana não tinha janela, só uma porta única), sem querer ser notada. Porém Pana já tinha reparado e logo vai em sua direção.

    Era uma mulher até bonita, embora não tivesse a sensualidade das súcubos. A pele meio escura e quase todos os traços humanos, com exceção dos chifres, que não dava para disfarçar sua hibridez. Usava roupas simples, não era tão bem cuidada como Reikon e seus homens, mas também não estava tão acabada como o resto de vocês (nada pessoal). Ela só não corre porque não tinha para onde, mas fica claro que não era intenção dela ser notada por vocês.



    - O que querer vocês?

    O Moloke dela parecia um pouco diferente, anasalado, enquanto todos vocês falavam um Moloke gutural e fechado, pois o idioma dos demônios era mesmo "seco" e vocês falavam de nascença como a resto das pessoas na cidade-prisão. Nergal como estudioso falava um Moloke bem formal, também gutural. Só humanos que foram escravizados tarde anasalavam ou sibilavam o idioma (e muitos de vocês sequer conheceu outra pessoa que tinha nascido fora daquela cidade). Isto pode ser uma curiosidade sem importância, mas ela têm um pouco de dificuldade de entende-los e vocês também.

    - Não queremos assustar, como disse viemos em paz. Eu sou Pana, estamos procurando o Templo dos Milagres. - Pana repete lentamente.

    A outra analisa vocês. Pana tem certo receio que Bonitinho não goste dela, mas por sorte o cachorro estava olhando pro outro lado, vendo algumas crianças que se admiravam do tamanho dele, com Rêmo observando para ver se nenhuma delas ia ter a infeliz ideia de jogar alguma pedra, o tipo de estupidez que poderia se esperar de crianças.

    - Procurar vocês "la Cour des Miracles"*? A Corte, a Corte dos Milagres?

    * A pronúncia é "la cu de mirrácle", Pana não sabia se era a mesma coisa, mas diz um "sim, sim" torcendo para que ela tenha entendido mesmo o que disse antes.

    - Muitas pessoas da Corte em praças ficar. - Ela aponta pro leste. - Metade cidade la Cour des Miracles vigiar. Contra Ades lutar. Templo talvez destruído ontem. Casas grandes ter líderes. Muito poderosos ser Corte.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Qui Out 19, 2017 5:57 pm

    O arqueiro põe a mão no queixo, aquela mulher tinha uma pronúncia curiosa, ele não conseguia entender bem o que aquilo queria dizer, mas era interessante, ainda que um tanto difícil de entender, Pana já estava se esforçando, e ele não iria se meter, então só ficou escutando, e olhando em volta, talvez alguma coisa ali chamasse sua atenção, estava ávido por novidades, bem, as que não tentassem lhe matar ao menos.

    Ele se dirige aos outros em seu próprio grupo e questiona se sabem o que farão em seguida, se pretendem permanecer na cidade ou seguir adiante. A ideia de Pana de adquirir provisões era boa, mas iria depender dos demais uma decisão final, afinal de contas, eles não "repartiram" os espólios, e se tomassem caminhos diferentes, todos deviam ter direito a alguma coisa.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Qua Out 25, 2017 9:25 am

    Apesar da dificuldade em se comunicar, Pana percebe que a híbrida está com muito medo, tanto deles como de alguma outra coisa que está acontecendo na cidade. Apesar de achar inicialmente que a tal da Corte seria o templo dos milagres, parece que não... Talvez seja a religião dominante na cidade?

    Lembrando de todas as vezes que precisou "negociar" com demônios para conseguir informações para Ghunula, sua antiga mestre, a ex-escrava abre um sorriso afetuoso e diz, lenta e claramente, como se tivesse falando com uma criança:

    - Qual é o seu nome? O templo de Ades foi destruído? Você fugiu de lá? Enquanto fala, põe a mão no bolso, com cuidado para não assustar a estranha, e tira uma das jóias que carregou da caravana. - Não queremos problemas pra ninguém, mas precisamos de ajuda. A Corte nos ajudaria? Você ajudaria? E entrega a joia.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Kether em Qua Out 25, 2017 12:38 pm



    Nergal que havia retornado para buscar Calisto a encontra sentada.

    - Ei Calisto! Vamos! - diz se aproximando.

    O anjo negro caminha na direção da mulher e para a sua frente.

    - Vamos. Eu seguirei ao seu lado de braços dados contigo, nada irá acontecer. E qualquer problema pode apertar meu braço em busca de um apoio que não irei lhe largar a não ser se arrancarem meu braço. - diz estendendo a mão na direção dela. - Mas se ficarmos aqui, seremos deixados para trás. Acredito que você não quer se separar dos seus companheiros de viajem não é verdade? 

    Nergal olhava para Calisto tentando passar para ela confiança.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Qua Out 25, 2017 8:23 pm

    Lobo cruza os braços observando, obviamente a moça estava assustada e falou sobre a tal corte dos milagres mas não disse muito. Ficou com um quê de duvida na sua mente se falava alguma coisa. Provavelmente não teria na de interessante a acrescentar e por isso mesmo escolheu permanecer em silencio.

    Olhou ao redor distraidamente enquanto Pana conversava com a assustada mulher. Não tinha muito objetivo além de apenas fazer alguma coisa enquanto a outra não terminasse o dialogo.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Natalie Ursa em Qui Out 26, 2017 11:06 pm

    Calisto viu Nergal se aproximar, mas abaixou os olhos em direção as mãos. Tinha ficado surpresa de alguém voltar para lhe chamar para dentro da cidade, mas não demonstrava, apenas ouvia o que ele dizia.

    Quando terminou ela ergueu os olhos e com um olhar apreensivo, questionou:

    - Lá dentro é melhor do aqui fora? Mas mesmo assim... Hm... A ponte me parece segura o suficiente... Vocês todos passaram... Juntos. É só que... É meio a-- - percebeu que iria falar sobre altura com uma criatura alada e desistiu parar a frase antes de terminá-la - Eu não sei se aquela cidade do outro lado da ponte é melhor do que a cidade da qual eu e eles viemos. Você já deve ter visto algo dela, já que atravessou a ponte, mas não conhece a nossa... - suspirou, voltando a abaixar a cabeça - Mesmo que eu tenha me ferido e que tenha sido uma viagem um pouco perigosa, ainda me sinto melhor aqui fora.

    Enfim aceitou a mão dele, mas apenas como uma ajuda para se levantar.

    - Eu conheço eles tanto quanto você os conhece, provavelmente. - sorriu, mas de um modo um tanto implicante.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Sab Out 28, 2017 9:45 am

    Como Pana falava de forma mais infantil, a híbrida instintivamente também fala como se Pana fosse uma criança.
    (mini-off: fiz uma rolagem oculta de percepção e deu boa mesmo sem os valores novos, Pana percebe que ela está mais receosa do que com medo)

    - Nããoo templo de Ades! Templo da Corte destruído ser. Pessoas de Ades com pessoas de Piro brigar, SEMPRE. Pessoas de Ades controlar Necroupuli. - Ela aponta pro oeste - Pessoas da Corte controlar o resto. - Ela aponta pro leste. - Eu Ranëri chamar. - a pronúncia é ranÍri ou ranêêri, ranêíri. Só então ela percebe a joia que é oferecida, fica surpresa, mas um leve sorriso mostra que a compra foi bem aceita. - A Corte ajudar pessoas de Piro. Ser vocês pessoas de Piro?

    Falko observava tudo calado, a este momento ele já deveria ter contado o número de cabanas, o número de homens, mulheres e crianças na rua, a altura do muro... ou pelo menos é a impressão que têm dele, caso alguém preste atenção no cara estranho de cabelos brancos. Reikon não parece interessado no diálogo de Pana e Ranëri e fala, sem gritar mas em voz alta o bastante pros locais ouvirem, primeiro algo que nenhum de vocês (e nem dos locais pelo jeito) entendem, depois fala em Esperanto:

    - Alguém aqui fala Esperanto? Como chegar no centro da cidade? Têm alguma estalagem decente por lá? E alguém conhece os soldados de Akvlando? Tem algum na cidade?

    A maioria não responde, outros até começam ir embora, talvez o espírito de novidade já tenha passado, mas um homem de mais idade diz simplesmente:

    - É só seguir a esquerda, morro abaixo. O centro mesmo fica algumas horas a pé.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Sex Nov 03, 2017 5:38 pm

    Azrael aguarda a decisão/resposta do seu grupo antes de tomar alguma atitude, apenas aguar próximo às carroças.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Seg Nov 06, 2017 10:30 am

    - Não somos de Deus nenhum. Mesmo que eles existam, com certeza não ligam pra gente como nós. Pana respondeu sem pensar. Não era do feitio dela responder assim e ela se arrependeu assim que as palavras saíram da sua boca. - Conhecemos alguns adoradores de Ades no caminho pra cá e eles não são nada simpáticos. Você alguém que é de Piro que pode nos ajudar? Ou um caminho longe de encrenca para chegar no outro continente? Pana não sabia direito o que era continente, mas o anjo falou algo do tipo e não podia ser pior do que onde eles estavam no momento.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Ter Nov 07, 2017 1:31 pm

    Lobo faz um sinal de negativo para a mulher quando ela pergunta sobre ser relacionada a Piro. Antes de falar qualquer coisa ela sai do meio do grupo e anda até mais perto dela.

    - Você sobre algum lugar que ensine magia? E algo relacionado a poções? - pergunta ela a mulher de chifres com voz baixa.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Qua Nov 08, 2017 4:01 pm

    notas para @Exalted:
    Você tinha declarado que ficou "olhando em volta procurando algo que chamasse atenção", joguei Percepção já com valores novos, deu 4 e 4 = 8 com acerto de 4 (percepção 12-8), vou considerar 5 pois está fácil.

    O ambiente em volta é ao mesmo tempo familiar e diferente, levando sempre em conta que sua única referência é a cidade-prisão, e o grupo de Reikon ainda é uma "ruptura" que vocês não trabalharam bem. Eles são simplesmente pertencentes a um "outro mundo" que vocês ainda não entendem, embora com certeza parece um mundo bem menos hostil (ou quase).

    As cabanas em volta são totalmente simples, algumas mais mau conservadas que outras, nada chamativo, podia ser muito bem barracos para escravos ou cabanas de homens livres pobres.

    Os adultos também não têm muita coisa de chamativa, a aparência deles é a das fotos que postei antes e por enquanto terá quase só isto para julgar. Qualquer um deles ou todos PODEM ser escravos, mas instintivamente você tem a impressão ou mesmo a esperança que nem todos sejam. Todos eles parecem desconfiados, mas não necessariamente hostis, o que já é alguma coisa. A moça "mais bonitinha" é a única que parece mais "amistosa", mesmo assim o interesse dela é claramente comercial e voltado para os homens de Reikon.

    As crianças, para alguém como nós ou os homens de Reikon não parecem muito animadas, mas PARA VOCÊS parecem até muito felizes, só de estarem atoa na rua ou grudadas como bichinhos na saia das mãe já é algo (e que faz desconfiar que nem todos ali sejam escravos), nas fotos eu coloquei uma só, mas tem meninos e meninas, de 5 a 10 anos por ali, todos com roupas simples, a maioria sem tomar banho por uns dois um três dias, o que pare vocês não é algo de se estranhar, pois na cidade-prisão a maioria ficava meses sem banho. Muitas das crianças estão impressionadas com o Bonitinho, até correm e gritam perto (mais não muito perto) dele, o que já começar irritar Rêmo. Algumas poucas, assim como alguns adultos, olham com mais desconfiança para você e a Lobo, isto também não é algo absolutamente notável pois mesmo na cidade-prisão onde demônios e híbridos eram comuns, híbridos eram considerados inferiores. Escravos híbridos eram mais inferiores que escravos humanos ou escravos demônios, e mesmo os híbridos de demônios poderosos que tinham algum poder eram sempre subestimados por demônios "de sangue nobre".

    Como eu disse antes, a construção grande no pé do morro é a única que destaca, está um pouco afastada de vocês, mas dá pra ver, mesmo a distância, que tem muitas pessoas lá em baixo em volta dela. Parece uma serraria, pois tem um tanto de tábuas e troncos esparramadas por lá, mas poderia ser um tipo de armazém também. Na cidade-prisão não haviam muitos comércios, os poderosos negociavam entre si e os escravos eram simplesmente escravos e não tinham direito de comprar nada.

    Por fim, vocês estão numa parte relativamente alta da cidade, embora dê pra ver só uma parte pequena da cidade lá embaixo, dá pra ver que tem uma estrada que desce para a cidade de verdade e que lá embaixo é bem maior que ai onde estão. Esta ladeira é toda de terra e fica entre morros, além dos morros ainda há uma neblina fina que não permite ver como a cidade é de longe (outra semelhança com a cidade-prisão), as cabanas ao longo da ladeira são todas no mesmo estilo, pobres e mal feitas. A estrada se divide a certa de duzentos metros de onde estão, levando uma pra esquerda, outra para direita, pelo que ouviu da híbrida, a da direita dá na Necrópole, mas isto não diz muita coisa, apenas que Nergal por algum motivo não queria entrar na cidade por esta tal Necrópole. Ainda pelo que ouviu, a outra dá para uma parte controlada pela tal Cour des Miracles (pronúncia: cu dê mirrácle) que você também não sabe nada, a não ser que ela é para "pessoas de Piro".

    Apesar da neblina, como sua visão funciona um pouco na penumbra, você percebe que lá embaixo há sinais de construções que foram recentemente destruídas, isto chama sua atenção pois a híbrida disse que talvez um templo tenha sido destruído ontem.

    Ranëri coça a cabeça quando escuta Pana, parecia que a resposta dela seria difícil de responder.

    - Não pessoas de Piro, conhecer pessoas de Ades, simpatizar por eles então?

    - Não! - corrige Pana - Nós não gostar de pessoas de Ades, Elas mau, nós preferir pessoas da Corte dos Milagres.

    Pana acaba imitando mais ou menos o jeito da outra falar, Ranëri não parecia ser burrinha (talvez, ou não) mas o problema era o idioma mesmo, tava na cara que Moloke não era o idioma natal dela, e ela não falava Esperanto.

    - Ah!, Mm... bem... - Ela pensa - Ah, Icanor poder ajudar. Da Cour ser Icanor, mas de Dafodil pessoas ele ajudar, não só pessoas de Piro, só não ajudar pessoas de Ades. Ser quase médico. Pessoa boa. Ter... - pensa - outras pessoas de la Cour, muitas beste... feste... reste... leste! Hmm, - Ela olha vocês e os homens de Reikon, faz uma cara de dúvida quanto a eles. - Melhor procurar Icanor, seguro mais ser. Em dorke ter também pessoas que ajudar, ser mais longe...

    Para continente do fogo ou água, é... orte, é... sorte, não, norte! Para Norte, fogo e água, nas dorke pegar barco - Pana não entende - Rio... - Continua não entendendo. - chup, chup, chup - A híbrida faz gestos com as mãos que deveriam significar alguma coisa, mas Pana continua perdida. - lá eles levar vocês, se pagar, até forte, norte, norte. Ou poder ir até fim da cidade, leste, e procurar tribos. Muitas tribos além de Dafodil, agumas perigosa, mas muitas ir outros país.

    Lobo entra na conversa. Ranëri a observa, dá um leve sorriso, talvez por ser híbrida também?

    - Magia? Qual?

    Este "qual" pega vocês meio de surpresa, talvez Azrael já tivesse lido uma ou outra coisa, Nergal tinha noção que a magia podia ser negra ou branca (e pelo jeito e negra atrapalhava voar assim como a branca lhe ajudava), mas "qual" vocês não tinham pensado.

    - Poçãos? Icanor faz poçãos, garrafadas, unguentos, ele bom com ervas. Trabalha com freĉia. - Fiz um teste de Q.I. com a Lobo, deu 3 e 5, ela lembra que a demônio do deserto diz ser uma freĉia, mas ela não sabia deste tipo (casta?) de demônios até então, Azrael parece que tinha lido algo sobre elas num livro da torre - Necroupuli também ter pessoas que trabalhar com magos, magia negra. Não sei se ensinar, mas aceitar trabalhos de magos. Sul, portão sul ter uns... como é mesmo... naska!... como fala? naska bazé... pessoas... dos deuses... que rezam...

    - Sacerdotes? - Fala Lobo com não muita paciência.

    - Sacerdotes. Alguns pessoas de Anĝelina, não ensinar vocês, mas vários diferentes sacerdotes no sul e sul do leste, muitos trabalham cura magia, até ensinam cura magia pra quem furib cura magia boaiká. Sul, portão sul, outro lado Dafodil.

    off: calisto:
    Fiz um teste de Reação para Calisto em relação a Nergal, não é exatamente a primeira vez que o vê, mas quis fazer o teste só pra ilustrar, infelizmente saiu 5 que não diz muita coisa, mesmo assim o anjo-negro passa alguma confiança, não chega a inspirar profundamente Calisto, mas tem bons motivos para confiar nele.
    Fiz um teste de percepção também, mas deu 9 e 9 então mesmo com a audição apurada não consegue ajuda extra.

    Calisto se abre um pouco com o ser alado, sobre suas dúvidas quanto a cidade. Nergal pensa, o mais "óbvio" que ele consegue dizer é:

    - Bom, os portões lá não estão trancados, se não gostar, pode voltar. - Adiantei a fala por ser algo meio óbvio no momento, mas não estou intrometendo no personagem, você pode adicionar qualquer outra coisa na fala.

    Ele a ajuda levantar, de uma coisa Calisto tinha certeza: SOZINHA ela não duraria ali, por mais que aquela parte onde passou pelo rio fosse mais atraente que a cidade-prisão, não tinha como ficar lá sozinha. Se não aceitasse a ajuda dele para passar pela ponte, teria de pedir para ajudar passar por baixo ou ver qual outro portão mais próximo.

    Off: teste de percepção para Nergal, 10 e 5, erro de 2 pontos, infelizmente não há o que possa fazer para ajudá-lo por enquanto é tudo com vocês, se ela der muito trabalho posso tentar um teste de Bênção para ver se Piro manda bolas de fogo do céu, aí ela sai correndo (só uma sugestão, mas podem tentar outras coisas).
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Qua Nov 08, 2017 5:50 pm

    Entre movimentos de cabeça denotando curiosidade por parte de Azrael, ele assume que apesar de algumas semelhanças, as pessoas dali não são escravas, mesmo que trabalhem para alguém, devem fazer isso em troca de benefícios, o que ele vê contrasta com as cenas já fundidas em sua cabeça, dos maus tratos, espancamentos e mortes sem sentido cometidas pelos capatazes e senhores, ah não, lá nunca haveriam crianças brincando na rua, o lugar dá ao arqueiro uma certa euforia, um sentimento há muito esquecido, de esperança, de um futuro que não seja atado a correntes ou enterrado em uma maldita mina fedorenta. Os olhares desconfiados não o afetam, não são novidade, na verdade, seria estranho não recebê-los.

    Por algum motivo ele se lembra de Avesh, seu primeiro senhor, e de suas palavras “o mundo é maior que isso aqui garoto, você não viu nada, não sabe de nada!”, ele era um sujeito altivo e cheio de pompa, mas vez ou outra falava como um comum, Azrael nunca questionou, ou sequer levantou a cabeça diante dele, mas não podia reclamar, levava uma vida boa pra um escravo, pena que não durou… E agora, não era mais um escravo, mas o que isso significava? Ele não viu nada, não sabe de nada, e estava perdido no mundo, será que juntar forças com outros perdidos ia resultar em algo bom? Ele sacode a cabeça, já está pensando em se virar sozinho? Não, definitivamente não ia durar um dia, melhor pensar em outra coisa.

    Ele vê o armazém, serraria, ou o que seja e pensa que seria bom ter algumas roupas que não sejam trapos, Azrael olha mais uma vez pros homens de Jara, eles não são tão diferentes, só estão com roupas melhores e de banho tomado… ele pode parecer com um deles, depois de um banho, e um par de roupas novas, bom, talvez alguns quilos também. Mas também não é hora pra isso, ainda precisamos ir atrás de ajuda, em meio a pensamentos ele ouve a mulher falar sobre um médico, e isso chama a atenção, ele repete mentalmente: Icanor, Da Cour Icanor.

    - Leste? - Ele se intromete na conversa, falando em moloke - Icanor está leste? Como achar ele? Nós ter ferido, precisar médico.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Qua Nov 08, 2017 7:48 pm

    Pana abre um sorriso ao saber que poderiam conseguir ajuda, mesmo que seja paga. Estava até mesmo começando a simpatizar com Ranëri. Apesar de parecer um ser simples, com certeza sabe muito mais do mundo do que todos os ex-escravos juntos. Provavelmente precisaria pensar algumas horas pra ter ideia sobre o que significava chup chup chup. Sem contar aquela história de qual magia. Muito confuso e esclarecedor ao mesmo tempo. Pensando que era hora de se mover, Pana sugere:
    - Icanor ajuda? Por favor, leva nós. Tenho certeza que não vai se arrepender! ...err...
    Não temos muito, mas você ganhar recompensa.

    Depois de falar Pana percebe que tomou decisão pelo grupo todo, mas acha que ninguém iria se opor à achar mais ajuda, e de alguém que conseguisse se comunicar com eles.
    Fala para Azrael: - Será que é melhor alguém ver o que aconteceu com Calisto e Nergal?
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Qui Nov 09, 2017 8:55 am

    - O Nergal parece bem preparado, deve ser mais do que qualquer um de nós aqui,
    acredito que ele dá conta, vamos esperar mais algum tempo, se não aparecer, eu mesmo vou buscar,
    quanto à Calisto, não acho que ela queria vir com a gente.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

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      Data/hora atual: Seg Dez 18, 2017 8:07 pm