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    Os primeiros passos fora dos muros

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    comoassim71
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Sex Out 06, 2017 1:48 pm

    Pana não sabia bem o que esperar de Dafodil, mas com certeza não era isso. A cidade parecia uma continuação da cidade prisão, salvo que não tinham demônios e sua crueldade costumeira. Bom, o anjo parecia conhecer um destino melhor, talvez devesse seguir o mesmo caminho depois de aprender mais sobre magia.

    A garota estava tão absorta com o ambiente que só percebe que Calisto ficou pra trás quando Nergal comenta sobre o assunto. Ao olhar para trás, realmente vê a outra garota parada e falando algo sobre altura ou sobre outros caminhos, não consegue ouvir direito. Bom, nada a ser feito sobre isso, a não ser dar uma ideia ao anjo negro.

    -Talvez seja melhor trazê-la na marra. Ela vai reclamaar no começo, mas depois vai te agradecer.
    Natalie Ursa
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Natalie Ursa em Sex Out 06, 2017 2:43 pm

    Talvez, naquele momento não fosse apenas seu medo de altura impedindo Calisto de passar a ponte, mas também o medo de entrar em outra cidade, depois de ter vivido sua vida inteira presa em uma que detestava. Tinha adorado tanto o que viu e sentiu do lado de fora da cidade-prisão, principalmente no último dia, que tinha medo de entrar em outra cidade e perder novamente a chance de ver rios com água cristalina corrente e grandes arvores de folhas verdes, além do cheiro que era completamente diferente e muito mais agradável... Ter que passar por uma ponte só piorava tudo.

    Calisto não tinha muita certeza do que fazer... Procurar outra entrada e enfrentar o medo do desconhecido outra vez, ou ir em outra direção, num lugar que se mostrava bastante perigoso em algumas ocasiões.

    A jovem sentou-se um pouco sob a sombra de uma árvore para decidir o que faria à seguir.
    Leomar
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Sab Out 07, 2017 10:31 am



    O que vocês veem é tipo isto, só que o portão está aberto e tem bastante neblina em volta.

    Tem um muro em volta da cidade, algumas casas pequenas afastadas umas das outras, algumas destas casas em péssimo estado. Vocês percebem que o relevo é muito irregular:

    A ponte estava entre dois morros, e parece que tinha água por baixo. À direita depois do portão tinha um morro, com algumas casas que pareciam se equilibrar lá em cima, e à esquerda tinha alguns "buracos" seguidos de outros morros mais para frente, sendo assim parecia que estavam num corredor. A cidade em si estava mais para frente, ali era uma parte afastada, ocupada de qualquer jeito.

    Haviam alguns homens e mulheres, e também algumas crianças na rua (muitas destas meio amontoadas na saia da alguma mulher, como pintinhos embaixo de uma galinha). Alguns olham vocês por pouco tempo, outros mantém o olhar, mas não demonstram interesse em se aproximar. Uma exceção é um menino de seus nove, dez anos, que parecia um pouco menos covarde que as outras crianças, chega perto de Reikon (o mais bem vestido entre todos vocês) e pede um trocado. O pirralho fala em Moloke (tio, dá uma moeda) que Reikon não entende, mas sabia o que ele queria.

    Reikon joga uma moeda, que o outro pega no ar. Vendo aquilo outros três pivetes criam coragem e fazem o mesmo, uma mulher que estava rodeada por sua prole incentiva as crianças pedir também e vão umas cinco, Reikon começa se irritar:

    - Toma, agora vaza! - diz dando uma moeda pra cada. Rêmo chega mais perto com Bonitinho, que desestimula outros chegarem perto. - Esta cidade deve estar lotada de pedintes!

    - Com certeza não teríamos moedas para todas crianças que pedirem.

    Não tem muita coisa que se destaque por ali, a não ser uma ou outra construção um pouco maior. O centro da cidade fica mais para frente, seja a direita ou esquerda. (não achei muitas fotos boas não-heróicas de vilanos, mas dá pra ver que, aparentemente, não tem ninguém muito importante entre eles)

    Spoiler:


    Spoiler:


    Spoiler:


    Uma mulher, mas bonitinha que as outras, até tenta provocar os rapazes (novamente eles não entendem o que ela fala, embora a dedução seja bem fácil "oi rapazes, posso dar um descanso para nobres cansados?"), Anés como sempre murmura algo não muito agradável, Serrote olha com certo interesse, mas meio tímido, Rêmo até que dá um sorriso, mas não para, os outros dois ignoram.

    Spoiler:

    Obviamente vocês estão observando o local, mas caso queiram observar com muita atenção, uma construção maior que as demais num canto "espremida" no pé do morro, parece uma serraria ou armazém, ou uma mistura dos dois. Também mais afastada, nas costas das casas que vocês veem, uma semi-demônio observa vocês da sombra de uma cabana. (não é preciso rolagem pra ver estes detalhes, só dizer que está gastando tempo procurando este tipo de detalhe).

    Spoiler:
    Edu
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Ter Out 10, 2017 4:21 pm

    Lobo avançou acompanhando os outros e foi observando com os seus olhos verticais a cidade aonde estavam. O lugar era esquisito e muito diferente do que vira na vida de encarcerada lá na cidade-prisão. Lentamente foi se deixando passar pelo outros e ficou entre os últimos escondida no meio do grupo não queria lidar com aquelas pessoas.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Qua Out 11, 2017 9:43 am

    Pana observa bem toda aquela nova paisagem, absorvendo cada detalhe. Dentro de sua alma há um misto de sentimentos: felicidade por ter chegado até ali e tristeza e agonia por perceber que talvez a vida livre não fosse tão boa assim. Quer dizer, nada é pior do que a escravidão, mas as pessoas por aqui pareciam viver uma vida tão miserável quanto alguns lá naquele inferno.
    Vê a casa maior e aponta para os outros: -Como estamos de comida? Talvez lá possamos trocar alguma coisa.
    Também observa a meio-demônio, e dá uns passos na direção dela, torcendo para que Bonitinho não queira comer ela viva e diz: -Você fala moloque? Estamos em paz. Sabe nos dizer onde fica o templo dos milagres?. Se ela não entender, fala em esperando, do jeito que der.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Ter Out 17, 2017 4:28 pm

    Azrael anda em silêncio, olhando os casebres decrépitos a sua volta, e em seguida, as crianças correndo até Reikon pedindo moedas, ao menos estes ainda têm alguma esperança, os mais velhos só parecem cansados, esperando seu fim, ele considera seu próprio futuro, espera não chegar a esse ponto, onde tudo o que tem a fazer é aguardar a morte.

    Andando distraído pelas construções e pessoas na rua, e pensando no próprio futuro, ele é retirado do “transe” com a pergunta de Pana, eles não tinham mesmo muita provisão, mas seria sensato decidir o que fazer em seguida, antes de comprar novos estoques.

    - Não temos muita, ahm, variedade, mas antes de comprar comida, seria bom decidirmos se vamos continuar viagem ou ficar por aqui algum tempo, para saber do quanto vamos precisar.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Ter Out 17, 2017 6:49 pm

    Embora a maioria tenha (por prudência, medo ou desinteresse) resolvido não incomodar, com exceção das crianças, que por natureza não são prudentes mesmo, todos do pequeno local já estavam observando o grupo de vocês.

    Não tinha como não reparar um grupo tão heterogêneo mesmo se não estivessem chegando agora: Reikon e seus homens elegantes e bem vestidos, enquanto o resto de vocês não aparentava o mínimo de "berço", a sensualidade de Pana e Calisto, a beleza exótica de Lobo, ao lado da (mh, bom...) "aparência rústica" de Voorhees, o cachorro enorme e mais um anjo a reboque fazia de vocês algo bem visível.

    De dentro de uma cabana afastada entre o moro e o morro, uma figura procurava observar de longe, escondida na sombra (a cabana não tinha janela, só uma porta única), sem querer ser notada. Porém Pana já tinha reparado e logo vai em sua direção.

    Era uma mulher até bonita, embora não tivesse a sensualidade das súcubos. A pele meio escura e quase todos os traços humanos, com exceção dos chifres, que não dava para disfarçar sua hibridez. Usava roupas simples, não era tão bem cuidada como Reikon e seus homens, mas também não estava tão acabada como o resto de vocês (nada pessoal). Ela só não corre porque não tinha para onde, mas fica claro que não era intenção dela ser notada por vocês.



    - O que querer vocês?

    O Moloke dela parecia um pouco diferente, anasalado, enquanto todos vocês falavam um Moloke gutural e fechado, pois o idioma dos demônios era mesmo "seco" e vocês falavam de nascença como a resto das pessoas na cidade-prisão. Nergal como estudioso falava um Moloke bem formal, também gutural. Só humanos que foram escravizados tarde anasalavam ou sibilavam o idioma (e muitos de vocês sequer conheceu outra pessoa que tinha nascido fora daquela cidade). Isto pode ser uma curiosidade sem importância, mas ela têm um pouco de dificuldade de entende-los e vocês também.

    - Não queremos assustar, como disse viemos em paz. Eu sou Pana, estamos procurando o Templo dos Milagres. - Pana repete lentamente.

    A outra analisa vocês. Pana tem certo receio que Bonitinho não goste dela, mas por sorte o cachorro estava olhando pro outro lado, vendo algumas crianças que se admiravam do tamanho dele, com Rêmo observando para ver se nenhuma delas ia ter a infeliz ideia de jogar alguma pedra, o tipo de estupidez que poderia se esperar de crianças.

    - Procurar vocês "la Cour des Miracles"*? A Corte, a Corte dos Milagres?

    * A pronúncia é "la cu de mirrácle", Pana não sabia se era a mesma coisa, mas diz um "sim, sim" torcendo para que ela tenha entendido mesmo o que disse antes.

    - Muitas pessoas da Corte em praças ficar. - Ela aponta pro leste. - Metade cidade la Cour des Miracles vigiar. Contra Ades lutar. Templo talvez destruído ontem. Casas grandes ter líderes. Muito poderosos ser Corte.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Qui Out 19, 2017 5:57 pm

    O arqueiro põe a mão no queixo, aquela mulher tinha uma pronúncia curiosa, ele não conseguia entender bem o que aquilo queria dizer, mas era interessante, ainda que um tanto difícil de entender, Pana já estava se esforçando, e ele não iria se meter, então só ficou escutando, e olhando em volta, talvez alguma coisa ali chamasse sua atenção, estava ávido por novidades, bem, as que não tentassem lhe matar ao menos.

    Ele se dirige aos outros em seu próprio grupo e questiona se sabem o que farão em seguida, se pretendem permanecer na cidade ou seguir adiante. A ideia de Pana de adquirir provisões era boa, mas iria depender dos demais uma decisão final, afinal de contas, eles não "repartiram" os espólios, e se tomassem caminhos diferentes, todos deviam ter direito a alguma coisa.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

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      Data/hora atual: Dom Out 22, 2017 1:18 pm