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    Os primeiros passos fora dos muros

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    Kether
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Kether em Sex Nov 10, 2017 12:44 pm



    - Bom, os portões lá não estão trancados, se não gostar, pode voltar. - respondeu em tom de brincadeira, então completa: - Eu mesmo não entrei na cidade assim que reparei que você havia ficado para trás.

    Depois já com a jovem de pé.

    - Calisto, vamos passar para o outro lado e nos juntar ao grupo. Eu já viajei o suficiente sozinho para aprender que não é a melhor alternativa neste lugar fazer este tipo de coisa. Existe todo o tipo de criatura por aqui. Mas acredite que nós fomos abençoados por Piro, ou pelo Deus que você acredita ou que tenha seu conforto nas horas mais problemáticas. Por termos sido aceites num grupo como aquele onde os integrantes por seus próprios motivos preferiram se ajudar mutuamente. Não é seguro ficar sozinha. 

    Nergal abre espaço, sem soltar-lhe a mão, para que Calisto comece a seguir com ele para o outro lado da ponte.

    - Desta minha viagem Calisto,  desde que minha cidade natal foi destruída. Eu não confiei em ninguém, mas tenho uma natureza altruísta e por este motivo, ao perceber sua dificuldade em superar este obstáculo retornei para apoiá-la da mesma forma que quando você me recebeu de braços abertos neste grupo. Lhe sou grato por isso, e me deixe ajudá-la em superar seus medos.

    Nergal com a asa dá um leve toque na jovem para que ela comece a caminhar enquanto diz:

    - Não precisa falar nada, apenas siga comigo...

    Natalie Ursa
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Natalie Ursa em Dom Nov 12, 2017 6:57 pm

    - Se os portões estivessem trancados eles não entrariam também. - torceu os lábios, ainda descontente com a ideia.

    Quando Nergal falou sobre o exterior ser perigoso, a sereia ponderou sobre o assunto um pouco mais. Talvez ficar perto daquelas pessoas fosse a melhor opção, mesmo que o lugar não lhe agradasse em nada.

    Calisto respirou fundo e em um tom monótono de voz concordou com sua ajuda, mesmo que tenha dado uma desviada com a aproximação da asa de Nergal.

    Quando chegaram à ponte ela precisou encher os pulmões de ar outra vez, tomando coragem para atravessar a construção suspensa no ar. Sem dizer nada agarrou o braço do anjo negro com as duas mãos e fechou os olhos pra não ter que ver nada, parecia mais fácil assim, já que ele parecia disposto à conduzi-la para o outro lado.
    Leomar
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Dom Nov 12, 2017 10:22 pm



    Vocês estão no portão norte, primeiro ponto amarelo. As linhas vermelhas são as principais estradas. Lembrando que o portão norte fica entre dois morros então o começo da estrada é o único caminho que dá pra seguir, morro abaixo.

    - Vocês quer ir agora? - Ranëri olha pros dois lados fora da cabana, fica então claro que não era só vocês que ela queria evitar. Ela exita um tempo, depois se esconde dentro da cabana pouco iluminada sem dar pra ver o que está fazendo, vocês ficam alguns segundos sem saber se ela vai aparecer de novo, mas ela volta, enrolando uma enorme tira de pano na cabeça em forma de turbante, certamente querendo esconder os chifres. Mas como eles são relativamente grandes, o turbante fica tão chamativo quanto os chifres ou mais (off: quem for mais velho pode lembrar da Carmem Miranda cantando com as frutas na cabeça, ou do desenho dos super globetrotters, é tão pouco discreto quanto).

    Neste meio-tempo Reikon já tinha decidido descer a estrada com os outros, procurando uma estalagem pra ficar. Os homens descem com ele, só Serrote parece preocupado que não fiquem para trás, ele pega delicadamente na cintura de Pana e Lobo, empurrando de leve.

    - Vamos meninas, não tem nada de bom aqui em cima, os outros falaram que tem um lugar para ficarmos lá embaixo. - Só quando ele chega perto de vocês que percebe que estavam falando com uma híbrida, Ranëri tinha se mantido meio nas sombras o tempo todo, e os homens de Reikon não estavam prestando muita atenção em vocês. Serrote sorri para a outra. - Oi, tudo bem? Estão combinando de mostrar a cidade para nós?

    Ranëri não responde (até porque não falava Esperanto e nem Serrote falava Moloke fora as palavras que aprendeu para ficar elogiando a Lobo), Ranëri dá a volta por trás da cabana e sobe no morro que ficava logo atrás, apontando a estrada a frente. Caso queiram seguir ela, não é difícil subir como ela subiu, mas vocês podem seguir pela estrada também, pois a cabeça dela ficará aparecendo por cima do moro.

    Nergal e Calisto chegam quando vocês já estavam pra descer a estrada, eles veem apenas a mulher com turbante esquisito subir no morro, parecendo querer fugir (de vocês ou de outra coisa?) eles não pegam a conversa, mas percebem que Reikon e os outros já estavam indo em direção à cidade, e Serrote inclusive apressava as garotas.

    Impressões para Calisto
    Spoiler:
    Quanto finalmente abre os olhos, estava em frente ao portão aberto, não tem muito tempo de avaliar ao redor, pois os outros já estavam quase se preparando para deixar você e Nergal para trás. (Mas se quiser, pode fazer uma rolagem de percepção com dificuldade 2)
    O muro era alto como da cidade-prisão, mas o portão estava aberto. A cidade não era bonita (pelo menos a entrada), mas não era tão feia como a cidade-prisão. As pessoas que você vê próximas são pobres, algumas um pouco mais desleixadas que outras, mas apesar disto você não sabe se são escravas.
    Existem algumas crianças na rua, ISTO faz vocês achar que nem todos ali deveriam ser escravos, pois mesmo que na cidade-prisão alguns senhores só fossem mais rígidos com escravos depois de certa idade, crianças escravas ou filhas de escravos não ficavam soltas na rua, ainda que não tivessem fazendo nada.
    Você também repara que boa parte da cidade está embaixo de uma névoa (o que já dava para ver da ponte) fora da cidade não tinha névoa, mas na cidade-prisão tinha. Talvez este tipo de névoa fosse algo comum em toda cidade, mas é curioso que fora das cidades vocês não viram névoa nenhuma.

    Pro Nergal já tinha passado as impressões, e eram todas ruins.

    A estrada é longa e íngreme, vocês têm que ir segurando o passo (a menos que algum de vocês queira aproveitar que é descida e montar num dos semëks, os lagartos gigantes, pois se eles correrem puxando a carroça só vão parar no fim da estrada, gastando muito menos tempo que os outros do grupo) e gastam por volta de uma hora para chegar até o fim da estrada, onde ela se divide em duas e fica reta (segundo ponto amarelo).

    Entre as duas estradas que se formam, está a cidade propriamente dita de Dafodil. Ela deve ser tão grande, ou talvez maior que a cidade-prisão (pois vocês ainda veem só parte dela), mas as casas eram normalmente menores. Muitas cabanas, mas agora já se viam casas maiores de dois ou três andares, mas pelo menos por enquanto nenhuma mansão como dos grandes senhores da cidade-prisão. Logo na bifurcação tem uma construção que Reikon reconhece como estalagem, eles fazem cara de que não gostaram nada da "qualidade" do lugar, mas falam algumas frases curtas no idioma deles, e logo decidem que vão ficar por ali mesmo.

    Ranëri desce de onde estava e se aproxima de vocês, ainda prestando atenção na estrada, talvez querendo ver se nada "inconveniente" a veria por ali. Pergunta se vocês vão ficar com o resto do grupo. Se forem, ela pode se esconder no fundo da estalagem por alguns minutos até vocês estarem prontos para andar mais um pouco, o tal Icanor ainda seria encontrado só mais para frente. Ranëri não reclamaria se resolverem dar um descanso antes (breve ou não).

    Como a estrada é comprida, vocês podem ter conversado entre si durante o trajeto, mas para falar com Ranëri só se subiram o morro ou depois que chegaram na estalagem.

    Caso entrem, ou mesmo fiquem em dúvida, Serrote ainda vai falar para as garotas:

    - Se quiserem podem dividir um quarto comigo. Garanto que sou o mais gentil de todo o grupo...

    Apesar de falar em tom de brincadeira, vocês percebem que ele não deixava de estar certo, se precisassem dividir um quarto com algum dos homens, Serrote era o que mais provavelmente não ofereceria nenhum risco maior do que ficar xavecando vocês. Os demais, tanto do grupo de Reikon quanto os meio-demônios, embora tenha sido respeitosos até agora, não podia se garantir que continuariam sendo.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Seg Nov 13, 2017 9:23 am

    Apesar de não responder diretamente a pergunta de Azrael, Ranëri estava disposta a ajudá-los a chegar onde Icanor estava, ela não parece muito "confiável" mas no momento eles não têm nada melhor, e ainda precisam de um médico para Malak, confiar que a mulher os levaria ao lugar certo era a única opção.

    - Se não se importam, vou levar um dos semëks, seria bom alguém levar o outro.

    Ele vai até a carroça onde colocou os livros antes e inicio a descida (caso não seja interrompido), chegando lá embaixo, não vai até a estalagem como os outros, ao invés disso, aproveita o tempo extra que tem, enquanto aqueles que vêm a pé ainda não chegaram para procurar e ler mais alguma coisa no livro que continha informações sobre as frecias de quem já havia ouvido falar por duas vezes nos últimos dias.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Kether em Seg Nov 13, 2017 12:49 pm





    Nergal continua com Calisto "amarrada" no seu braço, e ele apenas sorri sentindo o corpo e o calor da humana colado ao seu braço. Então num tom de sussurro ele fala com ela.


    - Como eu disse Calisto eu protegi você e nada aconteceu. Se mantenha próxima a mim, pois este lugar tem uma aura opressiva, chegando a ser até mesmo hostil. Não desejo ficar muito tempo neste lugar, apenas o necessário para partir cruzando o mar para o outro reino. Dizem que Farj Regno é um lugar bom para começar uma jornada. Se quiser me acompanhar, seria um prazer ter a sua companhia.

    Depois ao ver os outros membros da comitiva, ele diz mais alto sem soltar Calisto.

    - Ei Pana! Encontrei Calisto! - diz para a outra jovem. -  Obrigado por aguardar nosso retorno!


    Edu
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Qui Nov 16, 2017 10:12 am

    Lobo ignora a fala de Serrote e brinca com o Segundo Semek, não pretendia dividir um quarto com ninguém. Sinceramente não gostava muito de quartos, lembravam a ela celas.

    - Não gosto de quartos - responde ela.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Qui Nov 23, 2017 12:28 am

    No momento o único caminho parecia ser ladeira abaixo. Azrael pensa se Quione e Malak conseguiram passar em segurança. Era tanta coisa acontecendo que quase esquecem completamente deles. Haviam marcas de casco perto do portão, facilmente visíveis até para quem não soubesse nada de rastreamento, mas o grupo tinha se separado há um bom tempo; só com o tempo que foi gasto passando as carroças pela ponte já dava para Quione atravessar metade da cidade, se quisesse.

    off:
    (off rapidinho: se alguém tiver interesse, um teste de percepção para encontrar uma mulher metade cavalo não deve ser difícil, muita gente pelo caminho deve ter visto pra onde ela foi. Caso contrário seguem todos com os próprios problema e quando for oportuno eu faço eles aparecerem novamente, ou não)

    Azrael resolve ir na frente, quem sabe até ganhar um pouco do tempo perdido. Quando incentiva o animal descer a ladeira, Azrael aprende um pouco sobre rodas e gravidade. Ainda que não fossem tão rápidos quanto cavalos, os semëks podiam correr bem, e ladeira abaixo puxando uma carroça NADA podia parar o animal, nem ele mesmo. Aliás se a estrada tivesse uns cem metros a mais de descida, nem o lagarto teria aguentado.

    A carroça ia chacoalhando, batendo a roda, Azrael ia sentindo o peso das bacadas no corpo e por pouco não é jogado pra fora. Se havia alguém na rua, teve que sair correndo da frente. Quando param Azrael vê que deve ter se adiantado uns trinta minutos do resto do grupo, mas agora a carroça está com a roda quase solta.

    Ele quase tinha esquecido a dor nas costas mas agora ela volta, junto com várias outras dores. Talvez não tenha sido a atitude mas inteligente, mas ele aproveita que o grupo vai demorar um pouco para folhear o livro sobre as freĉias.

    Eram nomes demais para se ler, mas ele tenta ver se consegue encontrar alguma ligada à Dafodil.

    Trechos e informações:
    Boa parte das descrições começam falando sobre as cidades em que as freĉias nasceram ou atuaram. Ao que parece boa parte delas foi tirada do Inferno por Piro. Azrael já tinha ouvido falar sobre "Os Sete Círculos Infernais", mas seus conhecimentos eram bem limitados. Haviam diabas e súcubos de todos os Seis Primeiros Círculos, algumas saíram de lá por esforço próprio, outras, como dito, foram tiradas com ajuda do deus.

    Haviam muitos nomes de cidades, parece que tanto no plano material como no infernal haviam muitas delas. Duas que se repetiam muito eram Burnabad e Mahijar (pronuncia ma-rri-iar), estas duas eram claramente cidade fora do inferno, outros nomes nem sempre dava para ter certeza: Ĵevurá, Jod, Netsá, Apep, Vedra,
    Fauliŝ, Foralen, Kauin, Putanza, Baedid... a lista era enorme.

    A primeira referência a Dafodil é do ano 966 (que aliás parece ter sido o ano com maior número de mulheres que se tornaram freĉias) nele diz:
    966 - Hikka vra Melis - Diaba
    Hikka nasceu em Netsá, desenvolveu o dom bem jovem. Seus pais também eram diabos com dons mágicos, não eram ligados a Piro, mas devido os dons de Hikka, ela foi desenvolver-se no templo.
    (...) conheceu Piro em 959 com 40 anos, mas só aceitou se tornar sacerdotisa em 961 (...) embora tenha resistido muitos nos primeiros anos, por fim encontrou sua vocação verdadeira e entrou para a Corte dos Milagres, trabalhando arduamente para seus interesses na Ilha dos Exilados.
    (...) Sua base em Dafodil ganhou todas as disputas no ano de 966, e no mês do Elefante se assumiu finalmente como Freĉia.
    (...) Hakka vra Melis foi a primeira freĉia a ser enterrada em Dafodil, cidade que lutou para construir e defender.


    A próxima freĉia que Azrael viu ter algo sobre Dafodil (talvez ele pule algumas) se tornou freĉia vinte anos depois, e é uma das que tinha a história mais longa no livro.
    985 - Keela - Súcubo
    Keela foi trazida do sexto círculo já como freĉia. É considerada como uma das mais devotas, além de mais poderosas dominadora de fogo.
    (...) Entre os maiores feitos, está a morte e banimento da alma de Lorde Usa, um dos majores de Ades.
    (...) Ajudou Varma a encontrar e destruir Adrian.
    (...) queimou metade de Dafodil sozinha em 1002, matando mais de 300 soldados de Ades.
    (...) matou Jilimaia, Arkanduk, Temesel, Negracolina (toda a família), Uminaŝ, o arque-bruxo de Gaj-Kor' (....)
    (...) só nos anos de 1011 e 1012 levou à justiça mais de 47 mercadores ilegais de escravos em Fajr-Regno e até em Ajros, libertando mais de 5100 escravos.
    (...) lotou em Dafodil novamente em 1023, quase queimando novamente a cidade.
    (...) embora seja frequentemente vista na Corte dos Milagres, sua única lealdade é a Piro, às vezes também trabalha com os Atemenses.
    (...) Já disputou várias vezes com outras freĉias, entre as que ela ama odiar estão Kievlla, Mourani e Snatŝita, todas do Sexto Círculo.
    (...) Keela é uma das dez únicas pessoas capazes de mover-se na lava da Fornalha.

    Azrael não sabia o que era "lava", mas não havia dúvidas que esta Keela era muito poderosa, pois entre as outras dez, o livro dizia que o filho de Piro, Ignos,
    tinha ajudado Keela firmar uma pequena base nesta "Fornalha". Ele procura os últimos nomes do livro, havia uma humana em 1418.
    1418 - Sonea Malenore - Humana
    Uma das poucas freĉias não ligadas à Aazendali (ou à Corte dos Milagres). Sonea é uma maga da Escola Atemense, reconhecida como mestra no mesmo ano que foi reconhecida como freĉia (1418).
    Sonea é conhecida pelos belos olhos azuis, mais de uma vez descritos como "os mais belos depois dos de Jara".
    (...) Os trabalhos de historiadora de Ajros de Sonea Malenore, também conhecida pelo título "A Viajante", são mundialmente conhecidos, mas como toda freĉia Sonea também se destaca como uma grande guerreira.
    Muitos podem até dizer que as maiores batalhas de Sonea são contra as ignorâncias propagadas por algumas pessoas de Ajros a Fajr-Regno (e isto é bem capaz de ser verdade), mas ela também comanda uma resistência humana contra raças selvagens no Desfiladeiro Selvagem por anos, e provavelmente isto (além de sua beleza, claro) foi o que chamou atenção de Piro para tomá-la como freĉia.
    No mês do Rato de 1419 Sonea foi trabalhar como diplomata em algumas áreas de Dafodil, ajudando também a fechar vários portais planares que tinham sido abertos na cidade, seja por acidente mágico ou por demônios. Porém logo depois de lacrar um destes portais, ela teria sumido, e não tive notícias dela até o momento que escrevo este livro.


    A leitura destas três ocupa o maior tempo de Azrael, mas ele ainda vê algumas notas de outras freĉias rapidamente:

    1288 - Yunia davra Mesmessí - Súcubo
    Yunia aparentemente foi a primeira freĉia nascida em Dafodil, e era tataraneta de outra freĉia: Mesmessí Hianga, que tinha se tornado freĉia em 980 (assim ela seria tataraneta também de Piro?)
    1399 - Sedna Zipto - outra (híbrida de súcubo e humano)
    Sedna é (era?) capitã da guarda do exército de Piro em Dafodil, e esposa de um também capitão do mesmo exército (Piro não perdoa mulheres casadas).
    1415 - Laay Ceana Bastrat - Súcubo
    Não há muito na nota, além da descrição física detalhada e dela ser uma maga de magia verde, e não vermelha como a maioria das freĉias. Laay era uma artista de Dafodil e seus feitos parecem estar mais ligados a questões da magia sutil que a magia de guerra.

    Lobo vê Azrael desembestar morro abaixo, e fica satisfeita em ir andando devagar e brincando com o outro semëk. Além de não querer ser saculejada, inconscientemente não queria maltratar o animal, que parecia gostar dela.
    Já o outro animal que gostava dela resmunga alguma coisa no idioma dele, fazendo uma cara que parecia ter ficado desanimado com a resposta. Ele junta então com os outros homens e vão ver como era a estalagem.

    Quando finalmente chegam na parte da estrada que a ladeira acaba (caso não tenham falado nada de significativo durante a descida) Reikon confirma que a qualidade da tal estalagem é tão ruim quanto ele pensou que fosse. O lugar é relativamente grande, tem vários quartos e é menos sujo do que os lugares que vocês normalmente dormiam, mas o "luxo" acaba aí. Os quartos tinham ou uma cama de casal, ou duas ou três camas de solteiros, e praticamente só isto, uma ou outra mesa em alguns quartos e, se derem sorte, algum objeto de decoração de gosto duvidoso num canto. Os colchões eram forrados com palha seca, forrados com lençóis e travesseiros quase brancos, mas que estavam amarelados com o tempo, eram mal ventilados e tem até um "leve" cheiro de mofo. Este cheiro até não seria percebido por vocês se não tivessem passado um tempo "do lado de fora" sentindo o cheiro de ar realmente puro no deserto. Mas os homens de Reikon não pareciam tanto acostumados. (off: quando tiver uma taverna ou estalagem que tenha algo interessante, procurarei algumas fotos para ilustrar, mas esta realmente não tem nada de interessante para oferecer, é beeeem padrão baixo mesmo, embora existam coisas piores)

    Os homens de Reikon nem fazem qualquer demonstração de que querem que vocês "sigam seus caminhos" e nem fazem questão de que fiquem com o grupo deles, não se oferecem para custear nada (lá perto do veio d'água onde se encontraram eles tinham dividido parte da comida com vocês e talvez demonstrado pequenos gestos de gentileza, como terem vigiado o acampamento e terem ajudado a limpar onde iam dormir, além de estarem trocando algumas palavras durante o tempo que andam juntos, mas não mais do que isto). Porém eles ainda precisaram de ajuda pra falar com o cara da estalagem, que não falava Esperanto.

    Ainda não era tão tarde (por volta das cinco, seis da tarde) mas devido o caminho, vocês (incluindo os homens de Reikon) estavam meio cansados e talvez aceitem ficar na estalagem só porque não estão com ânimo bastante para procurar outra. Inicialmente o dono pede cinco Kons por cabeça para usarem os quartos. Reikon quase agride o cara, dizendo que seria muito pagar um kon por quarto numa porcaria daquela. O outro tenta negociar a dois kons a cabeça, mas eles insistem que não vale, e fecham a um kon por cada duas pessoas, qualquer tipo de alimentação seria cobrada a parte (e provavelmente cara). Cada quarto dava para duas ou três pessoas dormir.

    Obviamente nem os homens dele nem o dono da estalagem estavam satisfeitos, era óbvio o clima inamistoso.

    Ranëri ainda estava lá de fora, esperando ver se ou quem ia dormir antes de seguir viagem. O lugar onde pretendia levá-los e que possivelmente estava o tal Icanor ficava "no meio da cidade" como diz ela, não era uma caminhada absurda, mas pelo jeito ainda ia demorar. Caso perguntem se há algum lugar menos ruim pra descansar, ela dira, do jeito dela, que tem outros lugares no meio do caminho, com alguma dificuldade para entender tudo que ela diz, vocês calculam que deve haver outra estalagem menos ruim, mas ainda não muito boa a cerca de meia hora no atual ritmo de vocês.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Ter Nov 28, 2017 9:39 am

    Vendo os cascos marcados pelo chão Azrael considera que Quione passou por ali, ela era "safa" o suficiente pra se virar, e como a condição do Malak era a mais grave entre todos, ela deve ter ido na frente procurar ajuda, com sorte vamos encontrá-los quando chegarmos ao doutor, não que alguém ali devesse satisfações para outrem, mas eles ainda estavam nisso juntos, e o arqueiro via isso como a única força deles até agora, sozinhos talvez não durassem muito tempo, mas isso era só um pensamento, muita coisa mudou nesse pouco tempo, até poder mágico eles teriam, mesmo que ainda não entenda como isso funciona, é uma dádiva, e disso ele não duvida.

    Hora de descer, deixar o animal sozinho ladeira abaixo não é uma boa ideia, principalmente quando chegar lá embaixo, bem na frente do grupo que desce a pé, ah não, eles ficarão expostos por muito tempo, e sabe-se lá quem habita essa cidade... Pode ser que já não tenha mais nada nas carroças quando todos chegarem, era melhor mesmo descer com os lagartos e ao menos servir de vigia durante esse tempo.

    O tempo ganho na descida cobrou seu preço, "não existe almoço grátis" era o que o capataz dizia no seu tempo nas minas, e ele não falava isso só se referindo a comida, e ele estava certo, ele desceu bem mais rápido, mas as diversas dores pelo corpo eram o preço cobrado, principalmente as costas, é, ele já tinha esquecido daquilo, mas a dor voltou pra lembrá-lo que ainda estava bem ali, Malak não era o único precisando de um médico afinal.

    Sem muito tempo, principalmente para uma leitura pesada, Azrael folheia o livro, procurando, e encontrando algumas menções a Dafodil, ainda sem saber se isso vai ser de alguma valia quando chegarem à corte, mas memorizando na medida do possível, alguns nomes, e descrições, principalmente daquelas que não foram citadas como mortas ou desaparecidas, "conhecimento é poder garoto" as palavras de Avesh vinham à sua mente, o velho devia estar certo, já que ele foi assassinado por não conhecer bem seus inimigos...

    Azrael se prontifica para fazer a tradução, como já vinha fazendo desde o inicio, e quase se arrepende quanto ameaças partem dos dois lados, ao menos aprendeu alguma coisa ali, negociações podem ser perigosas, e ninguém cobra o preço final logo de cara, mas ele ainda tinha um problema, estava carregando pedras supostamente preciosas e ouro, mas não tinha ciencia do valor daquilo, mas também não queria ser passado pra trás, antes de resolver qualquer coisa, voltou ao seu próprio grupo.

    - Alguém de vocês vai querer passar a noite lá? Se sim, eles cobram 1 kon pra 2 pessoas. - Se dirigindo a Ranëri - Você sabe se tem algum lugar melhor ou mais perto de onde vamos?

    Dada a resposta da hibrida, o arqueiro estava em um impasse, ainda parecia cedo pra andar um pouco mais, mas eles também não conheciam muito bem o mundo fora da cidade prisão, não sabia dizer se era sensato continuarem sozinhos, o grupo de Reikon, mesmo não sendo o mais amistoso e cooperativo ainda lhes valeu de ajuda até agora, de qualquer forma, se o grupo escolhesse seguir adiante, ele apenas avisaria Reikon que iriam continuar e agradeceria a ajuda até ali.
    Natalie Ursa
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Natalie Ursa em Ter Nov 28, 2017 10:54 am

    Tinha sido um grande alívio quando a travessia da ponto, que parecia ter durado horas, tinha acabado. Calisto respirou fundo e soltou o ar ruidosamente. Pareceu muito difícil respirar enquanto atravessavam para o lado da cidade.

    Enquanto se recuperava, ouvia as palavras de Nergal junto de seu sorriso.

    - Aura opressiva... - sua expressão era claramente de descontento quando ouviu isso.

    A cidade prisão já era bem opressiva. Tinha mesmo que entrar em outra cidade assim? A ideia da opressão voltou a deixá-la nervosa com o que encontraria após os portões, mesmo que o anjo negro tentasse lhe tranquilizar. Ser tranquilizada pelos outros não era algo com o que estava acostumada a lidar. Não sabia se deveria aceitar e confiar nele, ou se manter triplamente em alerta tanto com o anjo quanto com a cidade.

    Já tinha ouvido o nome daquele "reino" que ele falava. Então era mesmo um lugar bom? Será que não era opressivo como as dias únicas cidades que conhecia até então?

    - Esse... "reino"... Não é opressivo como esta cidade? - apertou os olhos em sua direção, tentando cruzar os braços, mas ainda tendo um deles puxado pelo anjo negro.

    - Oiiii Pana!! - acenou à garota, parecendo mais tranquila agora - Eu voltei!! - viu a mulher que estavam com eles e fez uma careta de descontentamento, mas logo ignorou e deu um caloroso olá para todo o resto do grupo que encontrou ali.

    Observou um pouco a cidade. Não parecia muito melhor que a cidade prisão-exceto pelas pessoas soltas pelas ruas, principalmente crianças. Talvez isso fosse um bom sinal, se estavam tão livras assim para fazer o que quisessem pelas ruas da cidade, embora a aparência delas não fosse lá muito boa, quase como a aparência de escravos.

    Foi devagar para conhecer melhor a cidade, ou pelo menos decorar algumas coisas por ali caso precisasse fugir ou se esconder.

    Seguiu-os até a taverna e observou o lugar por um momento. Não tinha nada de interessante, mas como estava cansada uma cama cairia muito bem. Deveria ser melhor do que dormir no chão.

    Quando chegou à taverna  já ouviu o grupo dos humanos e Azrael que pareciam discutir sobre dinheiro, mas ignorou aquilo. Já tinha gente demais fazendo isso.

    Calisto não teria muito problema em ir para outra taverna, afinal a pior parte, a ponte, já tinha passado, então qualquer outra coisa era melhor de se fazer naquele dia. Só não acabou manifestando sua opinião naquele primeiro momento, usando tempo para se apresentar à Ranëri.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Kether em Ter Nov 28, 2017 11:37 am



    Nergal que seguia conversando com Calisto, respondeu para ela.


    - Realmente eu não sei. Eu vivia numa cidade que nada parecia com esta. Ela era repleta de cores das flores, das plantas e frutas. - havia um toque de rancor e saudosismo nas palavras de Nergal que talvez Calisto percebesse.

    Depois ele seguiu em silêncio acompanhando todos os demais no grupo. Enquanto ele observava a cidade, seus cidadãos e construções. Muito daquilo era estranho para Nergal e movido talvez por sua curiosidade ele pergunta para a "guia" falando em Moloke.

    - O que você poderia me falar sobre estas pessoas e construções? Sei que aqui existe um local que deve ser evitado, se não me engano chamam de Necrópole. Mas será que aqui existe um templo de Piro onde eu possa fazer minhas orações?


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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Sex Dez 01, 2017 9:10 am

    Pana fez o caminho para a estalagem praticamente em silêncio, tentando absorver o máximo do local. Agora que aparentemente a pior parte tinha passado, seu pensamento foi para Malak e Quione. Quantos médicos será que existem nessa cidade?
    Por isso, a ideia de seguir viagem era tentadora. Mas também não saberia dizer quanto gastariam para ficar em outra estalagem. Mal sabia o que era dinheiro. Muito provavelmente os grupos se separariam pela manhã, de qualquer forma, então não faria diferença.
    Talvez Raneri possa aliviar algumas dúvidas: -Um kon para duas pessoas é muito caro? Você viu um ser meio cavalo, meio pessoa passando pelo portão?
    De qualquer maneira, estava mais inclinada a seguir viagem e dormir nas carroças. Talvez esse dinheiro fosse necessário para tratar algum deles.
    Fala para Azrael:-Eu acho que devemos seguir viagem. Não temos tempo de dormir uma noite toda se quisermos ter chance de encontrar malak e quione. Além disso, você também não parece muito bem para ficar perdendo tempo
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Sex Dez 01, 2017 9:18 am

    Pana escreveu::-Eu acho que devemos seguir viagem. Não temos tempo de dormir uma noite toda se quisermos ter chance de encontrar malak e quione. Além disso, você também não parece muito bem para ficar perdendo tempo

    - Eu... eu vou ficar bem, não é a primeira vez que isso aqui acontece, eu tô mais preocupado com o Malak, o estado dele era bem pior, e a Quione é meio "direto ao ponto" então talvez ela se meta em problemas, eu também acho que devíamos pelo menos chegar ao tal doutor.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Sex Dez 01, 2017 8:02 pm

    Lobo desceu a ladeira calmamente e apenas observou a correria toda de Azrael na carroça que ia a frente. Chegando lá na estalagem ela ouviu a discussão sem muito entender. Quanto valia cada kon? Para 5 ser muito e 1 ser o suficiente? Deu de ombros no final, não tinha como saber teria que passar um tempinho ali para aprender.

    - Talvez possamos achar uma taverna melhor. Malak e Quione estão tão longe assim que não possamos encontra-los se pararmos? - Termina de falar ela indagado tanto Pana quanto Azrael.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Dom Dez 03, 2017 8:27 pm

    Depois que Azrael parou, a carroça começa gemer, a roda e o eixo se destrambelharam na descida forçada e agora a carroça se tornará um fardo prestes a quebrar.

    Enquanto Reikon discute sobre preço e qualidade (aliás, falta de qualidade) começa ventar frio na cidade.


    Ranëri desceu do morro onde estava, ainda procurando não se manter na parte mais movimentada da estrada.

    Pana escreveu:-Um kon para duas pessoas é muito caro? Você viu um ser meio cavalo, meio pessoa passando pelo portão?

    - Dafodil caro. Dafodil TUDO caro! - Não era a resposta mais animadora que vocês esperavam ouvir. - Mulher centaura grupo parte de vocês? Passar correndo ela, vir por esta rua antes de vocês chegar.

    Também não era das mais animadoras. Aquela rua era a única que existia até então, de onde vocês estão é que a cidade começa se abrir em vários caminhos. Se Quione passou pelo portão sem parar e foi direto ladeira abaixo, então ela tem no mínimo uma hora e vinte minutos à frente de vocês, isto para alguém de cascos pode significar que ela pode estar em qualquer lugar da cidade.

    As negociações parecem não estar levando a nada, Reikon estava se irritando e irritando o dono da birosca. Voorhees resolve falar com Reikon:

    - Não temos muita coisa, mas pegamos algumas joias dos demônios que podem ser transformadas em dinheiro, se precisar.

    Sem pensar muito, (pensar não era o forte dele) Voorhees pega um dos sacos usados pro espólio e mostra a Reikon. Os homens ficam surpresos, Serrote até solta uma gracinha rindo:

    - Ma'bah! Acho que estou no grupo errado! Se eu soubesse que pilhar demônios era tão lucrativo... Deste jeito, ao invés de oferecer dividir meu quarto, eu que vou pedir para dividir um de vocês. - E dá uma piscadinha para Lobo. (ele parece não aprender muito bem, ou então é muito persistente)

    Reikon porém não parece nada feliz com a ação de Voorhees.

    - Cacete! O grupo de vocês é discreto como uma rinoceronte no cio pintada de rosa solta num mercado de porcelana! Roubaram joias de demônios e as trazem assim? Pela Deusa!

    Questionada sobre outros lugares para dormir, Ranëri os guia mais dez minutos cidade a dentro, se antes já não estavam muito animados a ficar naquela primeira, depois da mancada de Voorhees não seria nem mesmo seguro. O vento continua frio, a carroça de Azrael dando problema, então os rapazes de Reikon resolvem tentar ser menos exigentes na próxima vez. Vocês então chegam a próxima estalagem. Azrael consegue ver uma placa escrita em algum idioma provavelmente demoníaco "Aron kom Kar" mas o nome não significava nada a primeira vista.



    De fato parecia melhor que a primeira opção. O chão e paredes eram de tábuas, mais limpo e mais seco que a anterior, sendo mais seco, não tinha cheiro de mofo. Para vocês já é uma grande diferença, mas Reikon não acha tão diferente assim, embora se dê por satisfeito. O lugar não era muito aquecido (parte do vento frio penetrava entre as tábuas) e nem muito silencioso, pois na frente da estalagem funcionava um bar. A responsável por aquilo ali também parecia menos ruim, embora eles ainda discutam um pouco.



    No fim o quarto dela saía a 2 kons, o que era o dobro do outro, mas pela qualidade, Reikon resolve não reclamar. Fica ainda definido que por 3 kons e 1 ki-kon, além do quarto, cada um receberia um prato-feito. Para agilizar, ou para não ter mais problemas (ou sabe-se-lá), Reikon ainda paga 2 quartos para o grupo de vocês, para não darem bandeira com as joias (Dois quartos significava duas camas de casal ou uma cama de casal e duas de solteiro).

    O prato-feito era simples: um bife, muita cebola e cebolinha, um ovo frito (provavelmente de pata), robejí (um grão parecido com feijão, mas mais vermelho e com um gosto um pouco mais doce, muito usado em Akaŝa), farinha e legumes cozidos juntos (tomate, batatas, couve, mais cebola, mais cebolinha e uns pedaço de algo amarelo que vocês não sabem o que é). Tinha também um pó de pociri pra quem quisesse temperar um pouco (pó feito de uma raiz amarelada, o cheiro é meio enjoativo, mas o gosto forte era apreciado por muitos, embora também seja grande o número de pessoas que achem o gosto nauseante).

    A estalajadeira ainda tenta negociar um pouco de vinho por um preço amigável, mas Reikon prova um pouco e, pela cara que faz, nem é preciso dizer que odiou, portanto ele não paga bebida pra ninguém. Serrote é o único que pede uma pequena dose de conhaque para acompanhar, mas paga do próprio bolso.

    Depois de comerem, não verão os homens de Reikon até a manhã seguinte. Rêmo é o único que fica umas horas a mais de fora, esperando Bonitinho dormir no estabulo, mas depois ele também se retira pro quarto.

    observações:
    Se resolverem dormir a noite toda, Ranëri deixará instruções não muito simples mas suficientemente claras de como achar o tal Icanor da tal Corte dos Milagres de manhã. Se fizerem muita questão de mantê-la por perto, ela até aceitaria dividir uma cama de casal com uma ou duas das meninas. Caso fiquem só algumas horas, poderão encontrá-la no fim do dia e ela terminaria de guiá-los, neste caso não seria difícil voltar a Aron kon Kar e encontrar o grupo de Raikon de manhã, caso queiram.

    Enquanto comem e decidem o que farão a noite:

    Nergal escreveu:- O que você poderia me falar sobre estas pessoas e construções? Sei que aqui existe um local que deve ser evitado, se não me engano chamam de Necrópole. Mas será que aqui existe um templo de Piro onde eu possa fazer minhas orações?

    - Pessoas exiladas. Norte, ou sul... algumas pessoas de Piro, outras de Jara, outras pessoas de Anĝelina exiladas sul por não cumprir ordens de vocês. Muitas construções queimadas ontem. - De fato, enquanto vocês passam, vêem algumas casas e comércios que parecem ter sido queimados ou destruídos a pouco tempo, algumas estão em ruínas e ainda queimam. Tinha também muitas que pareciam semi-destruídas a muito tempo e outras que apesar de não estarem destruídas, mostravam os grande desleixo dos moradores. Poucas eram as construções realmente bem conservadas naquela parte. Quando Ranëri fala "vocês", provavelmente queria falar "anjos", ou pelo menos deu esta impressão, já que nem tudo que ela fala e claro, e talvez ela nem tenha intendido bem a pergunta.

    - Necrópole fica oeste, outro lado rio. Cemitério grande. Lá pessoas de Ades, "Lordes das Trevas", "Escamosos", "Discípulos do Olho"... - Esta parte Nergal entende mais do que os outros, mas que tava perto e prestando atenção no que ela dizia, conhece pelo menos a fama de "Lordes das Trevas e Escamosos". Os Lordes das Trevas eram um grupo entre os demônios, controlados por alguns demônios poderosos mas com muitos "servos" que eram pouco melhores que escravos, este grupo não era exatamente inimigo dos "discípulos de Ades", mas eles também não se misturavam muitos.

    Os Escamosos são uma sub-raça de demônios, não tão poderosos, mas também não eram escravos; como o nome sugere, têm a pele cobertas de escamas, parecendo grandes homens-lagartos, comumente usam roupas largas e capuz, escondendo a maior parte possível do corpo. Os Escamosos tem fama de serem bons com magia, e às vezes trabalhavam para os Lordes das Trevas, às vezes para os discípulos de Ades, mas sempre de forma independente, não se misturando muito com ninguém de outras raças. Haviam muitas informações questionáveis sobre detalhes da vida dos Escamosos.

    Já "Discípulos do Olho" é um grupo que vocês não conhecem.

    - Templo ser atacado também, não sei como estar, mas pessoas da Corte protege templo, ele mais pro sul. - Ela aponta mais ou menos, se precisar ou se quiser ir lá sozinho, algo assim, ela daria mais informações de como chegar, mas não deve ser difícil de encontrar. Não era a primeira vez que você ouvia a meio-demônio falar de uma "Corte dos Milagres", pelo que parece esta Corte é formada por, no mínimo, simpatizantes de Piro, embora talvez não exatamente adeptos. Entre os humanos que conhecia em Verda Ero, haviam alguns que devotavam alguma fé a Piro (por isto você e demais anjos-negros sabiam algo a respeito) mas poucos eram fervorosos. Pelos relatos deles, isto era comum, pois a religião de Piro era menos rígida que, por exemplo, a religião de Anĝelina, tando que os poucos humanos vindos do sul que conseguiram permissão para viver em Verda Ero compartilhavam da ideia geral dos anjos-negros que os anjos-brancos eram fanáticos. Também ficavam claro que, seja lá o que esta Corte for, ela dominava a cidade de um lado do rio, enquanto grupos mais ligados ao Ades dominavam o outro lado.




    É bem provável que a maioria, senão todos vocês não resistirá a oportunidade de descansar pelo menos algumas horas sem problemas, mas caso queiram fazer algo na cidade ainda antes do dia seguinte, eu farei um mapinha do pedaço onde estão.

    Por enquanto nada chamou atenção de vocês (a menos que alguém arrisque fazer uma rolagem de percepção mágica, ou algo do tipo), vocês começam entrar numa parte da cidade com muitas casas, a maioria feita de madeira e/ou barro e como eu disse, boa parte dos moradores não são muito asseados. Existem alguns homens livres, mas também existem alguns escravos na cidade, e as casas dos mais poderosos ainda não dá para serem vistas, mas estão mais ao sul (isto são coisas que vocês percebem mesmo se for no instinto).
    Enquanto vocês passam, o tempo todo o grupo de vocês chama atenção. Algumas pessoas entram nas casas para evitá-los, outras saem das casas movidas por curiosidade, mas nenhum grande problema.

    Vocês percebem que as pessoas ali se vestem de formas diferentes. Têm muitos tão esfarrapados como vocês, e também outros com roupas bem simples, ainda assim dá pra ver que não parecem feitas no mesmo tipo de lugar: algumas mulheres usam vestidos compridos de pano, sem decotes ou adereços, outras usam roupas grossas mas curtas feitas de couro, algumas roupas, apesar do tecido barato, são feitas com detalhes como decotes e fendas. Há também alguns homens e mulheres com roupas que podemos dizer que são "boas", como a própria Ranëri, mas nenhuma das pessoas na rua ainda chamou atenção de vocês como Reikon chama.

    Haviam muitas pessoas com armas também, os mais pobres levavam facas, os menos pobres, espadas curtas ou martelos nos cintos.

    Não há muito movimento na cidade, e a medida que a noite chegar, haverá menos ainda. No caminho vocês passaram por uma praça, onde uma ou outra pessoa parecia querer vender alguma coisa (havia um homem com algumas galinhas amarradas pelos pés, outro com um carro puxado a mão com algumas roupas empilhadas, outro com uma carroça vendendo leite...) mas mesmo lá o movimento era fraco, embora de tarde deveria ser maior. Há outras praças mais movimentadas perto, mas ainda não passaram por elas.

    As pessoas que vocês vêem nas ruas são quase todas humanas, vez ou outra passam por alguma que parece ser meio-demônio. Por enquanto vocês não viram nenhum demônio, mas sabem que têm deles na cidade também.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Seg Dez 04, 2017 2:29 pm

    Lobo escreveu:- Talvez possamos achar uma taverna melhor. Malak e Quione estão tão longe assim que não possamos encontra-los se pararmos?

    - Se a Quione o levou até o tal doutor, ou algum doutor, não tem problema em esperar, só me preocupa o jeito dela pra... er... lidar com "gente", bom, ela também é quem sabe lidar com esse tipo de coisa.

    Azrael olha a carroça, meio desconsolado, agora a centaurina saberia o que fazer com a maldita roda, mas esse podia não ser o único problema, já que Voorhees se adiantou em compartilhar com o outro grupo informações sobre os "espólios" que haviam pegado entre os corpos, mas que merda, agora corriam risco de ser roubados... Isso o faz pensar pela primeira vez em seguir sozinho, talvez a permanência no mesmo grupo com que fugiu fosse insustentável, principalmente se, não, QUANDO os capatazes viessem procurá-los, Reikon estava certo, eles não só eram fugitivos, agora também eram ladrões.

    - Melhor mesmo procurar algum outro lugar pra ficar.

    Ele caminha ao lado da carroça, acreditando que de algum jeito, só ficar ali vai manter aquilo no lugar, se não mantiver, ele não será muito útil de qualquer forma, ele não para de pensar na mancada do meio demônio, e por vezes se imagina sendo perseguido por demônios no meio da cidade, eles não podem acreditar que estão seguros ali, e agora era pior ainda, o velho da outra estalagem não hesitaria em contar pra qualquer um sobre eles, uma notícia que se espalharia rápido, todos querem dinheiro, e pelo visto, o que havia saqueado dos corpos era muito, ele checa as pedras que carregava consigo no bolso da camisa, apenas passando a mão pelo lado de fora, ainda estavam lá, não era tanto quanto o que carregavam na carroça, mas num momento de apuros, devia servir pra alguma coisa, mas a vontade de pegar mais algumas cruza sua mente algumas vezes, mas não é uma boa hora nem pra falar sobre "dividir espólios" ainda, isso só o faz andar com o semblante pesado o resto do caminho, ponderando suas futuras decisões.

    O lugar onde ficariam era no mínimo luxuoso, se comparado ao que ele estava acostumado, antes de entrar, no entanto, ele diz aos outros que não acha seguro deixar as coisas de valor nas carroças, e leva pro quarto alguns dos livros (os que tinham a leitura menos densa) e (se ninguém se opuser) a bolsa com as pedras preciosas, não escolhe um quarto específico, só entra no primeiro que passa pela porta, e nesse fica com a primeira cama disponível, era uma cama afinal, um artigo raro!

    Durante o jantar, em algum momento Azrael pergunta (pro Serrote ou pro Reikon, o mais amistoso no momento) sobre Akvlando, e o que deveria fazer caso quisesse viver lá, como chegar, onde deveria se estabelecer, com o que deveria se preocupar... Sua intenção era mesmo ir pra longe de onde estavam agora, não se sentia mais seguro, e apesar dos outros algumas vezes mencionarem Fair Regno, ele se lembra que aquele homem com a sucursal lá no deserto disse que não era uma opção muito boa pra híbridos.

    Mais tarde ele arrisca uma saída, levando apenas a menor entre as pedras que estavam em seus bolsos, compraria alguma roupa menos "chamativa" e mais conservada do que as que ele usava, uma que oferecesse alguma proteção, mas sem prejudicar o movimento seria ideal.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Dom Dez 10, 2017 11:43 pm

    off:
    enquanto os demais vão pensando, vou colocar um breve bate papo entre Azrael, Serrote e Reikon. A conversa é bem informal, vocês estão bem tranquis, assumirei algumas perguntas e reações óbvias do personagem, mas claro, poderá acrescentar ou modificar trechos depois.

    Tem um pequeno mapa na Taverna da Sereia Bêbada, todos já viram?

    Agora podemos começar a trabalhar um pouco com posses, então deem mas uma última olhada nos itens que pegaram nas fichas, vejam se não querem acrescentar algo que é a última chance. Lembrando, vale quase qualquer item, desde que com bom senso.

    Para quem pegou algumas coisas de valor, só a Natalie que descreveu mais as joias, creio que tínhamos jogado um dados quando ela fez isto. Bom, vamos começar a definir a quantidade do que pegaram, já a qualidade terão que achar alguém que avalie.

    Não lembro exatamente quanto tempo cada um disse que ia gastar juntando joias e moedas, mas considerem que tiveram tempo suficiente para encher de uma a quatro pequenas bolsas, o número de bolsas é relativo ao tempo gasto. Pana provavelmente foi das que pegou 4, pois ela anunciou que ficaria mais tempo nisto.

    Vou fazer uma tabelinha para conteúdos prováveis de cada bolsa.

    Quem não teve este interesse ou cuidado, pode escolher tipo "meia-bolsa", que seria um saque tipo da Calisto, pegou só 4 joias entre colar, anel e tiara, mas o que ela pegou é bem certo que era mesmo de ouro, já quem encheu as bolsas, nem tudo que pegou como se fosse de ouro ou pedra preciosa será realmente precioso, e entre moedas e gemas terão algumas de baixo valor entre as outras. Claro que não é OBRIGADO a incluir quem não quiser, como o Nergal que não pegou nada, mas se ele quiser incluir umas 2,3,4 joias, seja que pegou de última hora, que já tinha ou pegou das duas que morreu, de boa.

    Para quem escolher só 1 bolsa, pode escolher ou rolar na tabela, para quem escolher 2 ou 3 pode escolher uma e rolar as outras, para quem escolheu 4, pode escolher uma, rolar duas e a última tem que ser uma bolsa tipo 7 ou 8. Nenhum de vocês tem muito conhecimento sobre valor do que pegou, mas levem em consideração detalhes como: Pana, por ter convivido com íncubos e súcubos mais "dondoquinhas" provavelmente escolheria algo com mais colares e brincos, pois sabe que eles podem ter "valores subjetivos", já Azrael terá preferido pegar coisas mais práticas, como moedas, gemas e anéis; ele e Voorhees poderiam não ignorar a possibilidade de uma pedra bruta ter valor, enquanto todos os demais só escolheriam algo lapidado.

    Rolagem com D10:

    1. - 70 peças de metal, entre moedas e insignias,
      5 gemas soltas (podem escolher a cor delas se quiserem)
    2. - 60 peças de metal, entre moedas e insignias,
      (1 pingente de metal com símbolos gravados ou 1 pingente de metal com uma gema grande, possivelmente um tipo de talismã, podem escolher os símbolos ou o formato e cor da gema),
      1 anel dourado grosso.
    3. - (1 saquinho com 5 pedras brutas ou 1 saquinho com 14 gemas lapidadas pequenas, transparentes ou azuis),
      (1 anel prateado grosso com duas gemas de cores diferentes ou 1 anel levemente rosado com 5 gemas pequenas vermelhas cortadas em forma de elipse),
      2 barrinhas de metal,
      1 par de brinco (pode descreve-lo a vontade)
    4. - 10 anéis sendo 2 mais simples aparentemente de ouro e sem gemas, 1 dourado com 1 gema de cor a escolha, 1 escrito "nunca mais" em moloke, 2 vocês podem descrever como quiser,
      2 pares de brincos, 1 deles com 5 gemas azuis pequenas em cada,
      2D20+2 moedas
      1D12 gemas ou 2D4 joias a escolha entre anéis, brincos ou gargantilhas
      1 tiara ou 1 colar médio (com gemas ou com um pingente)
    5. - 5D10 gemas ou 10D8 gemas pequenas, cores e lapidações variadas.
      4D4 moedas
    6. - 12 gargantilhas, 3 delas com pingentes, 1 destes pingentes tem forma de animal (morcego, gato, cachorro, veado ou pássaro) ou outros podem descrever
      1 talismã
      6 colares grossos (com ou sem gemas)
      10 moedas
    7. - 1D6 colares grossos com gemas
      2D8 anéis
      1 Tiara
      4D4 moedas e insígnias
    8. - 1D8 colares finos, 1 deles com gemas verdes e azuis cortadas em forma da gotas
      1 pingente com uma gema cortada em forma de coração
      10 gemas de cores variadas ou 12 gemas verdes ou 8 gemas grandes de cor a sua escolha
    9. - 6 anéis, 6 moedas, 6 pedras brutas, 6 pares de brincos, 6 pingentes, 6 gemas arredondadas, 6 barrinhas de metal
    10. - 56 peças de metal, entre moedas e insignias,
      30 anéis
      2 pares de brincos (um deles com 3 ou 4 correntinhas de metal e 1 gema verde quadrada em cada correntinha)
      4 colares
      1 anel (pode descrever como quiser)

    Vou fazer uma rolagem para 1 bolsa que estaria na carroça e até agora nenhum de vocês reivindicou como "sua" e tá provisoriamente como "uso coletivo":
    Leomar efetuou 1 lançamento(s) de dados (d10.) :
    9

    - O jantar está ótimo, queria agradecê-los. - Puxando papo.

    - Anh! Razoável! Com certeza menos ruim que o que teriam servido naquela outra pocilga.

    - Como é a culinária em Akvlando?

    - A melhor do mundo, como tudo. - Leve sorriso de satisfação.

    - A de Fajr-Regno também é muito boa!

    - Muito apimentada.

    - Por isto mesmo, é exótica. Eles fazem molho de pimenta com mel, e usam muita canela, puciri, márgara...

    - Nunca provei márgara, acho que canela só uma ou duas vezes...

    - Canela deve ter aqui, talvez a estalajadeira lhe arrume, se você pedir. Márgara só se acha em Fajr-Regno mesmo. Não sei como eles comem aquilo.

    - Tem que usar muito pouco, ou você pode vomitar as tripas. É bom contra ressaca.

    - Eles usam muito tempero para disfarçar a culinária ruim. Em Akvlando não precisamos disto, temos tudo fresco: frutas, verduras, peixe... e podemos comer camarão todos os dias.

    - Camarão? - Ele não sabia o que significa "peixe" também, mas a conversa mudaria antes de perguntar.

    - É um bichinho deste tamanho, parece um grilo vermelho, mas vive na água. A carne é gostosa.

    - Comíamos grilo na cidade-prisão, e baratas d'água também...

    - Arg! Não estrague meu jantar.

    - Mas em Jarailê tem quem coma baratas d'água também!

    - Pode-se comer qualquer coisa em Jarailê. - revira os olhos.

    - Pode me falar mais de seu país? Eu nunca imaginei que o mundo fosse tão grande!

    Serrote ri um pouco.

    - Não é querer me gabar, mas Akvlando é incrível. Para começar, temos as mulheres mais incrivelmente lindas de Akaŝa, de cada 10 mulheres, 8 são uma delícia. E isto falando só das HUMANAS, pois as sereias são ainda melhores!

    - O que é uma sereia?

    - Cara, você tá mesmo muito por fora! Nunca nem ouviu falar? Elas são comumente chamadas de "as filhas de Jara", embora nem todas sejam literalmente filhas da deusa, mas são suas favoritas. Elas são muito bonitas e não envelhecem nunca, muitas podem fingir ser humanas, mas em sua aparência normal, da cintura pra cima elas são normais, mas o resto é como um rabo de baleia, menor, claro.

    - Também não sei o que é uma baleia.

    - Não conhece nada que vive na água? Não tinha um rio na cidade de vocês?

    - Rio é como aquele perto de onde acampamos? Não tínhamos, só uma área de pântano.

    - Aquilo era só um riacho, rio é maior, e o mar é maior ainda. Aqui nesta cidade acho que tem um rio de verdade.

    - Acho que o chamam "Rio da Serpente".

    - Pois é, é bastante água, Akvlando tem muita água, nossas cidades são chamadas de ilhas, e ilha é basicamente uma cidade cercada de água por todos os lados. As sereias moram dentro das águas.

    - Para nossa felicidade, vivem vindo nas praias. Como elas são lindas! E bem safadas também.

    - Tipo as súcubos? Elas também têm rabo, e são muito sensuais, embora é claro que não temos motivos fora a aparência para gostar delas.

    Breves caretas.

    - Não sei se sua analogia seria boa. As sereias não tem asas, chifres, garras nem aquele fedor de magia negra. Além disto demônios não tem moral nenhuma, então não podem ser comparados com nenhuma outra raça inteligente.

    Azrael acha melhor mudar a conversa: - Mas, e os híbridos?

    Reikon pondera um pouco antes de responder: - Não temos muitos híbridos demoníacos em Akvlando, e as sereias não geram híbridos.

    - Mas se alguém como eu, quisesse morar por lá? Eu poderia?

    Pensa muito no que vai lhe falar.

    - Depende de muitas coisas, do lugar no país, de pra quem ia trabalhar... Bom, você sabe que vocês são, quase invariavelmente, frutos de um estupro, não é?... Então por um lado, nosso povo tenta levar em conta que não foi uma opção da humana que os gerou, mas...... não há como ignorar a influência nefasta de seu sangue...

    Eles demoram a falar mais alguma coisa.

    - Em resumo: A lei de Jara busca não punir os híbridos, mas também não assegura tantos direitos como as leis de Piro.

    - Então eu continuaria sendo um escravo?

    Eles demoram, fica claro que a resposta não é muito confortável para eles.

    - Como Reikon disse: depende do lugar, de pra quem trabalhará...


    - O povo de Akvalando respeita bastante a honra... Infelizmente, não todos. Temos alguns grupos, por exemplo, os Barĵanas, que são marinheiros reconhecidamente honrados. Trabalhas para eles é muito bom, mesmo para um escravo. Quase não há diferença para um homem livre pago. Gostamos até de chamar só de servo ao invés de escravos...

    - E tem os Neĵanas, que são os que fazem atividades, digamos, não tão agradáveis que outros marinheiros se puder, não fazem, e que por isto muitas vezes tem uma honra, digamos, mais flexível, e até questionável.

    - E existe uma grande faixa cinza entre estes grupos... Além de diferenças entre reinados. E você não sabe, mas Akvlando e todos os outros continentes enfrentam atualmente uma guerra. Uma não, mais de uma na verdade, e isto faz com que a política em Akvlando esteja muito complicada para que possa ser explicada durante um único jantar.

    - É, gastaríamos um mês e você ainda não intenderia tudo.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Kether em Qua Dez 13, 2017 12:57 pm



    Nergal seguia com o grupo de Pana, Calisto e a mulher de turbante dentre outros, ao ouvir as explicações dela e por algumas vezes se surpreender com os nomes dos grupos que residiam na área da Necrópole, agradece mentalmente a Piro por terem feito a volta no caminho. Depois ele pede a mulher que ela lhe desse mais informações de como chegar até o Templo. Então ele se vira para o restante do grupo e diz:

    - Calisto e Pana, irei seguir mais ao sul até o Templo de Piro. Posso dizer que vocês duas são as pessoas com quem mais tenho proximidade. Até mesmo pela forma que me acolheram no grupo. Portanto, caso desejem que sigamos juntos falem com o grupo que estarei no Templo e se for possível me encontrem por lá.

    Ele enfim, repara que ainda segurava Calisto e a solta com um sorriso e um aceno afável com a cabeça. E segue conforme a orientação da estranha mulher de turbante em direção aos escombros do Templo de Piro.

    - Talvez eu possa ajudar a Corte. E com sorte não haverão "outros como eu" lá. - sussurra se referindo aos anjos de Angelina como os "outros como ele".

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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Qui Dez 14, 2017 11:11 pm

    - Bem se ela o levou para o medico não temos mesmo nada do que nos preocupar - responde Lobo rapidamente a Azrael.

    Depois ela segue o caminho juntos com os outros, sempre silenciosa. Na conversa entre Nergal e outro Lobo espicha um pouco o ouvido quando escutar falar sobre esses tais discípulos do olho. Coça o queixo e fica se perguntando o que seriam eles.

    Quando Lobo vai para quarto aonde ela e as outras mulheres ficariam, procura um lugar numa varanda e se não tiver o chão perto da janela para dormir. Deita no chão duro mesmo e dorme sem maiores problemas.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Sab Dez 16, 2017 10:55 pm

    Ninguém tinha definido os quartos, mas quando Azrael se dirige para o quarto que tinha duas camas de solteiro, Lobo se dirige para a que tinha uma cama de casal e deixa implicitamente claro que espera ter as outras garotas como companhia. Ela não se incomoda de deixar a cama para Calisto ou para Pana, ou ambas caso elas não se incomodem de dormir juntas (Calisto pelo menos deve concordar em ficar num quarto só com garotas, Pana ainda não se manifestou).

    Enquanto Azrael conversa com Serrote e Reikon, Voorhees prefere trocar algumas palavras com Rêmo que estava ajeitando os animais no estábulo. Quando todos os homens de Reikon já estão alojados nos quartos deles, o arqueiro resolve dar uma volta, ao passar por Voorhees, este pergunta se ele quer companhia. Apesar da pergunta, Azrael percebe que o amigo não estava assim com tanta vontade de acompanha-lo, talvez estivesse apenas oferecido por educação, por não querer ficar sozinho ou não querer que o grupo se divida muito, em todo caso ele não irá insistir se falar que não precisa ele vai pro quarto "vigiar as coisas".

    Nergal, logo depois de comer diz ter vontade de ir ao templo ainda hoje, e caso ninguém queira acompanhá-lo, ele irá sozinho.

    off: Caso Calisto ou Pana queiram acompanhá-lo, podem postar no outro tópico, caso queiram sair com Azrael, ou mesmo sair antes de anoitecer totalmente, não necessariamente na companhia de Azrael (Ranëri ainda pode acompanhar brevemente uns de vocês), podem continuar aqui mesmo. Caso queiram sair só no outro dia, vou fazer outro post separado para vocês e a Lobo.

    Ainda havia alguma luz de Hélius Blua, o segundo sol de Akaŝa, e as luas também davam alguma iluminação, Ânima estava em crescente e Psikê quase cheia. Mas o movimento nas ruas ia caindo gradualmente.

    O comércio também já começava fechar. Vocês nem estavam muito acostumados com lugares destinados só para comércio, pois na cidade-prisão haviam poucas oficinas e as coisas que os "nobres" precisavam eram conseguidas com os demais "nobres" com ações que vocês raramente presenciavam.

    Das três oficinas próximas à estalagem, só uma ainda estava aberta, a que ficava entre as outras duas e não dava para saber ao certo se eram peritos em madeira, ferro ou couro.

    Havia uma praça próxima (não é a mesma que Nergal viu perto do templo, embora a outra não esteja longe, ainda teriam que andar mais para chegar lá). Há alguns bancos rústicos e algumas árvores na praça, não muito mais do que isto. Ratos e morcegos parecem aproveitar a diminuição da luz para saírem, mas gatos e cachorros também aproveitam para caçá-los.

    Em um canto da praça, um rapaz solitário ainda toca uma flauta para ver se ganha algumas moedas. Para vocês ele até parece tocar bem, apesar de não parecer emocionar os outros que passam por ali.



    Haviam alguns ambulantes na rua, com vários tipos de quinquilharias penduradas na roupas e em fardos, alguns abordando possíveis clientes quase no grito, outros um pouco mais discretos.

    Spoiler:




    Haviam também alguns que vendiam alguns alimentos, mas como vocês acabaram de comer, não se interessam muito. Vocês notam que há lugares que as pessoas ficam bebendo e que deverão ficar abertos até alta noite (são mais tipo bares mesmo ou "pés-sujos" do que tavernas ou estalagens como a que ficaram). Mendigos e bêbados também podem ser vistos em pontos isolados.

    Varias pessoas reparam no arco que Azrael levava, mas ele estava longe de ser o único armado. Aliás, pessoas SEM armas é que eram exceção ali.

    Caso peça informações, dirão que o melhor seria esperar "a feira" no dia seguinte (ou tentar a sorte com um dos ambulantes), mas dependendo do que precisasse, ainda podia achar no fim da rua. Havia uma loja simples que estava quase fechando



    Nela será atendido por um cara que não deve ter mais que 24 anos, ele tem algumas roupas de tecido ou couro, além de acessórios diversos, e também faz alguns trabalhos de alfaiataria para quem quer só concertos.

    Na esquina de baixo há outra loja que já tinha fechado, mas que o dono ainda estava perto e diz que dependendo do que quiser ele abre. A loja dele é um pouco mais chamativa, e embora tenha roupas simples também, é mais voltada para armaduras e armas (e outras coisitas), o dono é o velho careca de azul no meio da imagem:

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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Seg Dez 18, 2017 2:01 pm

    Pana estava ansiosa para aprender mais sobre a tal da magia e também a se defender melhor, mas não conseguiria resistir à tentação de dormir em uma cama. Afinal, só tinha esse "luxo" quando tinha que prestar um tipo específico de serviço.
    Mesmo estando em relativa segurança, a garota estava inquieta. Talvez pela mancada de Vorhess de revelar que carregavam coisas de valor, talvez por medo do desconhecido que enfrentariam no dia seguinte. Assim, resolve aproveitar o tempo para conseguir roupas menos chamativas.
    Pensou em pedir a companhia de Raneri, mas concluiu que Serrote era mais confiável e provavelmente se daria melhor com os comerciantes. Fica calada durante o jantar, só ouvindo e tentando memorizar aquelas informações e, depois de comer, pede ajuda à Serrote para comprar roupas. Chama também Calisto, caso ela queira ir junto.

    (Vou tentar comprar roupas de couro que deem alguma proteção e não limitem o movimento, de preferência de tons escuros)

    Ao voltar para a pensão, deita e dorme na cama de casal, sem se importar se Calisto ou Lobo vão ou não deitar por lá.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

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      Data/hora atual: Ter Fev 20, 2018 2:05 pm