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    Os primeiros passos fora dos muros

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    Exalted
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Ter Dez 19, 2017 11:26 am

    A conversa durante o jantar foi menos proveitosa do que ele havia esperado, apesar de ser bonita como diziam, ele tinha grandes chances de ser apenas um escravo em um lugar diferente, não era uma opção - E vocês sabem algum lugar onde eu não seria "só um escravo meio demônio?" perguntou sem muita esperança - Não me entendam mal, seu continente parece um bom lugar, mas pelo visto, não pra mim, ou alguém como eu.

    Ele prefere sair sozinho após encher a barriga, caminhar devagar pra não ter uma congestão, nunca comeu tanto assim, e tão bem! Voorhees não queria mesmo sair, se quisesse não perguntaria, apenas o seguiria, as mulheres, bem, elas estão entretidas com o anjo.

    Azrael anda pela cidade, e passa direto pelos botecos, ele nem sabia exatamente o que aquilo era, mas não parecia boa coisa, o que precisa são roupas, algo pra tirar seu "estigma" e diminuir os olhares em sua direção, não querendo incomodar a ninguém, opta pela loja que ainda está aberta, cumprimenta o rapaz e pede por roupas comuns, nada que chame a atenção, mas que, se possível, deem alguma proteção também, talvez até duas camadas de roupa, uma por baixo, de couro ou outra coisa não muito pesada e as de tecido por cima. Ele também pensa que seria bom não mostrar muito o rosto, então pede por um chapeú, ou o que quer que usem nessa cidade pra cobrir a cabeça.

    O arqueiro agora estava novamente perdido, akvlando parecia um lugar bonito pelas descrições, mas ele não queria fugir de uma vida de escravisão apenas pra cair em outra, muito menos ser tratado como um inferior por circunstâncias que estavam fora do seu controle.

    - Você já foi a algum dos continentes? - pergunta ao jovem enquanto escolhe roupas - Ouvi dizer que tem lugares muito agradáveis por aí. Essa agora era sua ideia-fixa, sair desta maldita ilha, mas para algum lugar onde pudesse ser livre, ele precisava saber como era o mundo, onde poderia ir, e iria perguntar a quem encontrasse.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Sex Dez 22, 2017 5:22 pm

    - E vocês sabem algum lugar onde eu não seria "só um escravo meio demônio?" perguntou sem muita esperança - Não me entendam mal, seu continente parece um bom lugar, mas pelo visto, não pra mim, ou alguém como eu.

    Eles pensam um pouco para responder, Azrael já não esperava algo animador.

    - Como eu já disse, tudo depende de o que e com quem você irá fazer. Atualmente vivemos uma Guerra de Reconquista em toda Akaŝa, portanto nenhum lugar é totalmente seguro. PARA NINGUÉM. Dependendo de alguns "detalhes", nem mesmo nós estaríamos seguros em nosso próprio continente, pois há interesses de grupos políticos, como o Yüksek Kan que querem roubar o poder até de homens de Jara dentro da própria Akvlando. - Ele faz uma pausa - Existem cidades e Cidades. Você poderia viver em Jaraŝé se fosse parte de uma boa tripulação, poderia viver em Foralen se quisesse viver entre piratas, já em Nag ou Letis teria que viver nas sombras. - Nesta altura você já sabe que todos os lugares citados são ilhas de Akvlando - Em Fajr-Regno, você poderia viver relativamente tranquilo em Mahijar. Burnabad tem o problema de que metade da cidade foi roubada por Gaja, mas a outra metade é lotada de demônios e meio-demônios, a cidade vive em guerra, mas poderia ser um guerreiro de várias facções. Já cidades como Netsá provavelmente preferirão não ter moradores como você. Se fosse para Gaja, provavelmente acharia trabalho numa cidade portuária, talvez não um bom trabalho, mas um homem livre teria mais ou menos as mesmas escolhas. Provavelmente você não seria aceito no exército de Gaja, mas alguém como seu amigo anjo provavelmente também não seria aceito. E em Ajros não tenho a mínima ideia de como seria recebido, poderia usar sempre o argumento de que sua mãe foi estuprada por um demônio*, muitas pessoas lá respeitam a honra e não negariam asilo por nem ela nem você ter culpa sobre o nascimento. Por outro lado, existe no continente uma "ardência" religiosa crescente, e um número cada vez maior de fanáticos. Você não seria escravizado, mas seria morto.

    *obs: Azrael não tinha falado sobre a mãe ter sido estuprada por um demônio, nem mesmo que sua metade demoníaca veio do pai, e não da mãe, mas os homens simplesmente deduziram que se você é meio-demônio, é fruto de um estupro. Independente de no caso de vocês isto ser verdade, é uma dedução baseada em certo preconceito e pode não ser totalmente verdadeira. Talvez isto não faça diferença, mas uma das coisas que podem perceber com este preconceito é que, se por acaso a mãe de vocês tivesse escolhido transar com um demônio, vocês seriam julgados com severidade ainda maior. E vocês sabem que, mesmo que não sejam muitos, há sim humanos e humanas que escolhem ter relações com demônios, tanto na cidade-prisão, como em Fajr-Regno pelo pouco que já conseguiu deduzir pelas suas leituras.

    - Mas o lugar não importa, se não tiver um objetivo. - Falko, que se mantinha meio calado, começa filosofar - Nós sempre dizemos que "Quem não sabe onde quer ir, nunca sabe onde chegou". Você pode ir para qualquer lugar do mundo e continuar sendo um ninguém, se não tiver um OBJETIVO. "Nenhum homem é uma ilha", portanto se você não for parte de uma tripulação, você é um inútil. E muitas pessoas preferem ser um escravo numa boa tripulação, do que um homem livre numa tribulação ruim. - Ele parecia que tinha terminado, mas depois de um tempo volta falar - Num navio, você obedece o capitão, pois acredita que ele se interessa em proteger a tripulação. Mas cada pessoa da tripulação deve ser importante para uma coisa:
    se o responsável do bombordo diz que viu alguma coisa no bombordo, eu não vou lá no bombordo conferir, nem mesmo o capitão vai, eles apenas acreditam,
    e se o cara do bombordo mandar desviar, o capitão desvia.
    (pausa) Se eu sou um batedor, eu vou na frente do meu grupo, e se sumo de vista, o grupo pode ter medo que eu seja morto e não volte, mas ninguém fica com medo que eu os abandone. Se resolver ser um arqueiro, eu vou atrás do grupo, e o batedor não fica com ressentimentinhos besta por o arqueiro ir atrás. Portanto, não importa onde vá, você tem que ser bom no objetivo que tiver, e tem que ter pessoas comprometidas.

    Os colegas apoiam as palavras dele com gestos de cabeça, e como todos tinham terminado de comer, se levantam para sair. Mas Pana segura Serrote pelo braço, e faz uma vozinha de gata ronronando:

    - Será que você não podia me acompanhar na cidade só um pouquinho? Queria ver se eu podia comprar alguma roupa simples para esta cidade, mas é muito perigoso para uma mulher sair sozinha...

    O rapaz fica surpreso num primeiro momento, mas concorda rapidinho.

    - Claro! É bom mesmo ter um homem para acompanhar uma dama.

    Os demais olham com malícia: - Difícil é saber onde a "dama" vai achar um "homem", acho que por enquanto vai ter que se sustentar só com você mesmo.

    Eles acabam rindo, pra variar, só Anés se mantem carrancudo.

    - Você sabe que ela está querendo te manipular usando charme barato, não é?

    Ele não se dá por vencido: - E qual a função de um cavaleiro, senão ser manipulado pelas mulheres? - Diz tímido, mas com uma leve provocação. Ele tira sorrisos de Reikon e Falko.

    - Touché! De a primeira chicotada quem nunca foi manipulado pelo charme delas!

    - Eu passo... Anés, deixa de ser chato. Se o garoto quer fazer papel de bobo, deixa ele.

    Serrote ficava vermelho com as alfinetadas, mas não perde a pose.

    - Não ligue para meus rudes amigos. Minha espada está à disposição de sua segurança, me'danda! - Diz segurando o cabo da espada com uma mão, e a cintura de Pana com a outra, conduzindo-a delicadamente para fora. Seus amigos ainda fazem uma observação maliciosa no idioma deles que deixa Serrote ainda mais vermelho de timidez.

    Ao sair, Pana ainda pergunta se Calisto quer acompanha-los, apesar de o anjo-negro também ter perguntado se Calisto o acompanharia. Nergal se dirige ao templo, Azrael prefere sair sozinho, Serrote acompanha Pana, segurando sua mão “para que as pessoas na rua saibam que está sobre proteção dele”.

    Serrote ajuda barganhar com os vendedores, sempre achando que eles cobram caro demais, e avisando que ela não encontraria nada com qualidade akvlandense por ali, mas garantiria que ela não fosse explorada.

    Azrael entra numa venda mais comum, tenta puxar conversa com o vendedor. Este não demonstra ter ou não percebido que Azrael seja um meio-demônio, talvez não tenha percebido, talvez não tenha se importado.

    O vendedor diz nunca ter ido a outros continentes. Sua mãe foi exilada de Ajros por motivos religiosos, e ele nasceu na Ilha dos Exilados; sua esposa, que trabalha como alfaiate e lavadeira junto com ele, foi exilada de Gaja. Ele diz que as histórias ali são muito parecidas, ou são pessoas que não eram bem desejadas em seus países, ou filho destas, ou então eram guerreiros ou soldados, que eram os únicos que buscavam a Ilha dos Exilados por vontade própria, em busca de aliados e posições estratégicas. Alguns comerciantes que sabiam comerciar bem também usavam a ilha de forma lucrativa, pois ali tinham pessoas vindas de todos os outros lugares do globo.

    Ele diz que ele e a esposa planejam deixar a ilha para um lugar melhor, mas ainda não tem o dinheiro para isto e também não têm certeza se é melhor fugir para o sul ou norte. A primeira ideia deles era ir para Burnabad, em Fajr-Regno, mas devido a guerra, a passagem para lá ficou muito cara. Se conseguirem encontrar alguém que esteja indo para Ĵevurá, eles tentarão fazer a viagem. Ou talvez se arrisquem em uma cidade pequena de Gaja, Baedid, que, segundo relatos, é uma boa cidade para artesões simples, como eles que são alfaiates. Um dos problemas é que, para ir para Fajr-Regno, eles têm que resolver se declarar contra Gaja, e para ir para Gaja têm que se declarar contra Fajr-Regno, pois a guerra, embora atinja toda Akaŝa, se concentra nestes dois continentes.




    Para ambos: como ainda não avaliaram as joias, vou considerar que subtraíram da bolsa comum (a que eu joguei) duas moedas de ouro cada. Uma moeda de ouro vale 25 de prata aproximadamente, talvez um pouco menos dependendo de com quem negociam, então neste primeiro momento considerem 50 kons para gastar sem comprometer as próprias bolsas. Azrael disse que ia levar apenas uma das gemas menores, mas o comerciante diz que para ele a gema não valia nada, talvez para um comerciante de gemas no dia seguinte.

    Uma roupa de linho da mais simples sai a 8Ж (oito kons).
    Uma camisa ou vestido de algodão básica sai a 10Ж.
    De 12Ж a 15Ж já conseguem uma roupa de algodão (camisa e calça ou vestido) de qualidade "boa".
    Por 20Ж conseguem uma roupa de lã que protege do frio melhor que o algodão ou uma roupa de algodão de qualidade muito boa.
    Um colete ou um calção de couro que pode ser usado por cima ou por baixo das outras roupas e dão uma proteção extra sem serem por demais pesados, custa 16Ж u 17Ж
    Já uma jaqueta de couro leve, que já conta como armadura leve, pode ser comprada a 18Ж.
    Uma roupa de couro médio (camisa e calça) sai entre 23Ж e 29Ж, já pesam um pouca mais, mas a qualidade e proteção já são maiores.
    A partir de 20Ж podem comprar uma roupa de seda que já é mais fina do que as de algodão.
    Por 40Ж-45Ж podem comprar uma roupa que já se destaca bem (onde estão já seriam consideradas de luxo, embora no mercado do dia seguinte possam achar outras ainda melhores)
    Lembrando que quem pegou botas, luvas ou qualquer outra roupa dos demônios, as roupas já não eram ruins, mas devem estar sujas e um pouco fora do tamanho de vocês, mas os alfaiates podem facilmente fazer pequenos reparos e elas vão ficar como novas por apenas 5Ж.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Qua Jan 03, 2018 3:31 pm

    Lobo deitou no chão mesmo e apagou... não sabe quanto passou. Acordou horas depois bem menos cansada que antes. Levantou do seu leito duro e viu que não tinha nem Calisto e  Pana no quarto. Esfregou o rosto com as mãos. Procurou uma bacia com água para lavar a face, depois disso decidiu descer para o primeiro andar da taverna.

    Lá ela procuraria alguém para conversar, provavelmente uma pessoa com uma aparência não muito ameaçadora. Sua intenção era entender melhor o novo mundo que ela tinha entrado depois da sua libertação.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Qui Jan 04, 2018 6:42 pm

    A noite começava avançar, mas ainda tinha movimento, embora pouco.

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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Qui Jan 04, 2018 8:25 pm

    Quatro pessoas ainda bebiam e mais uma estava tocando



    A taverneira servia todos, mas já esperando ver quando os últimos ainda dormir para ela finalizar o dia.



    O bardo termina a última música, uma música melosa e arrastada.



    Ele então pára para comer, recebendo também as moedas do dia da taverneira, além das que outros deixaram no seu chapéu. Ele observa Lobo e levanta o copo na direção dela, como convidando a beber junto.

    Uma mulher com jeito de camponesa estava sozinha em uma mesa, era a que parecia prestar mais atenção na música, e quando o bardo para, ela faz cara de desanimada.

    Em outra mesa as pessoas parecem já meio bêbadas, embora continuem conversando de forma aparentemente animada. Um dos homens também se dirige a Lobo quando a vê:

    - Ei gracinha, tá procurando companhia?

    Ninguém ali parecia pessoalmente ameaçador. As pessoas estavam sem armas dentro da taverna e a maioria estava com cara de "fim de festa".

    Se quiser falar com a taverneira:
    Falar com a taverneira era algo seguro, afinal ela não iria destratar uma inquilina. Porém não teriam muita privacidade, ela de tempos em tempos andaria entre as mesas servindo os clientes e qualquer coisa que perguntasse a ela os demais provavelmente ouviriam. Terá uma alta possibilidade de pelo menos o bardo entrar no meio do assunto também.
    Ela se mostrará disposta a responder suas perguntas, embora às vezes pareça meio cansada. Ela tem bom conhecimento sobre a cidade e a ilha e parece relativamente bem informada sobre o resto do mundo. Também é uma mulher madura e relativamente independente, embora não seja nenhuma grande aventureira pode ter dicas interessantes de vivência, se souber perguntar.

    Se quiser falar com o bardo:
    A princípio parece um homem bem descontraído. Se ficar na mesa dele, os demais não devem incomodar vocês. Ele se apresentará como Romerth e estará muito disposto a conversar. Irá se oferecer para pagar-lhe uma bebida, duas ou três se a conversa for boa.
    Ele parece ser capaz de conversar sobre qualquer coisa de qualquer lugar, deixando Lobo em dúvida se ele é de fato extremamente bem informado ou se é "um pouco" exagerado.
    Se der corda ele falará sobre diversos lugares onde já esteve, tem bom conhecimento sobre arte, várias histórias de aventuras próprias e de outros heróis lendários, etc.
    Inicialmente parece educado, mas não disfarça um leve interesse nas formas de Lobo. Ele conversa baixo e procurará sentar-se bem próximo. Também dará cantadas sutis.

    Se quiser falar com a camponesa:
    Ela se mostrará tímida, mas não se oporá se sentar-se na mesa dela. Apresentará-se como Margarete.
    Sua conversa não passa muito do banal, mas pelo menos parece honesta.
    Tem conhecimento da cidade, de vida de trabalhadores do campo e também de pessoas que trabalha nas oficinas.
    Dá impressão de ser meio sonhadora, diz emocionar-se com poemas e músicas populares. Tem conhecimento sobre a cidade, costumes locais (o que se pode comer, coisas que se pode comprar, lugares mais e menos seguros, etc.) mas não parece muito bem informada do resto do mundo.
    Caso as duas conversem sozinhas por muito tempo, podem chamar um pouco atenção dos outros, já que agora não tem mais a música para ficarem se distraindo.

    Se quiser falar com os outros clientes:
    Um dos rapazes já bebeu bastante e está com cara de sono. A vantagem é que suas conversas não tem filtro,
    se perguntar algo ele provavelmente vai responder a primeira coisa que pensar, a desvantagem é que suas conversas não terão filtro e vai falar a primeira besteira que pensar.
    O outro, embora também um pouco "alegre" pelo álcool, ainda está mais consciente. Ele é bem menos sutil que o bardo ao demonstrar seu interesse físico em
    Lobo, até falando que se ela quiser, ele está disposto a trocar "favores".
    Ele não parece muito rico, mas parece ter um pouco de grana (roupas boas, embora não tão chamativas) o que naquele lugar já demonstrava algum status.
    Eles provavelmente possuem várias informações sobre várias coisas, mas terá que ter jogo de cintura para conduzir a conversa com eles.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Ter Jan 09, 2018 2:47 pm

    Depois de analisar os valores e quanto ela tinha, Pana resolve comprar uma roupa de lã, que protegesse do frio e que chamasse o mínimo de atenção quando ela andasse pela cidade no dia seguinte. Com o restante do valor, tenta negociar, com ajuda de serrote para que o mercador conserte e ajeite as roupas que a garota trouxe da caravana (Nem que tenha que levar as roupas mais tarde, ou voltar no dia seguinte, logo pela manhã).

    Depois de satisfeita volta para a taverna para descansar na sua incrível cama para, no dia seguinte, sair explorar a cidade.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Qui Jan 11, 2018 6:18 pm

    Lobo ignora o homem que falou para ela " e ai gracinha" ela vai andando direto até o balcão e se senta num dos bancos. Fica a olhar para a taverneira sem muito o que dizer. Como se começava as conversas com outras pessoas? Talvez com uma saudação? Um elogio? Bem, isso poderia suscitar ideias indesejadas. Coçou a cabeça reflentindo por um tempo e resolveu o que dizer.

    - Olá - uma introdução simples - Como são as coisas por aqui? 

    Tentou refletir o máximo o possível sobre o que falar, mas acabou saindo uma pergunta meio sem nexo.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Qui Jan 11, 2018 10:06 pm

    Enquanto Lobo aproximava, a taverneira olha-a solicitamente, mas quando ela pergunta "Como são as coisas por aqui?" ela não consegue não ficar com cara de Question

    - Oi? - As duas ficam um tempo em silêncio se olhando, a taverneira vendo se Lobo dirá mais algo, e Lobo esperando alguma resposta. - É... Bom... Eu gosto das regras: não destrua nada aqui, ou terá de pagar, e: nada de confusão aqui dentro. Mas se não tiver procurando confusão, você é livre para fazer o que quiser.

    Isto ainda não fazia muito sentido, ela parece entender a cara que Lobo faz.

    - Faz pouco tempo, não é?

    - Hmm?

    - Que vocês são livres. Bem, aqueles homens que vieram com vocês não parecem seus donos e nem mesmo empregadores. Só me resta pensar que alguns de vocês estão fugindo.

    Embora a toga que Lobo tivesse pego para si não fosse ruim (vocês até poderiam se passar por homens livres se fosse só pelas roupas) o comportamento ainda denuncia como ex-escrava.

    - Bom, sinceramente espero que consiga ir o mais longe possível de seus antigos malfeitores. Mas não há como ensinar um adulto a viver. Se eu fosse você, aproveitaria que foi aceita num grupo e ficaria nesta cidade só até me fortalecer, depois iria embora.

    Um dos clientes começa se levantar, mas o bardo se adianta e senta ao lado de Lobo. O outro volta pro lugar com cara de contrariado.

    - As coisas podem ser como escolher de agora para frente, minha pequena senhora. - Ele pega a mão de Lobo com intenção de levá-la aos lábios num gesto cortês, mas ela pucha, rosnando de leve. o Bardo levanta as mãos em sinal de paz. - Hey... Tudo bem, que tal definirmos a regra "eu não mordo, se você não morder?"

    Ele sorri com simpatia: - Sou Romerth e estou só para ajudar, pequena senhora. Posso lhe oferecer um vinho? Prefere seco ou doce?

    - Não entendo nada disto.

    - Não se preocupe, sei de algo que irá gostar. - Vira-se para a taverneira - Traga um pouco de moscatel para nós dois, por favor!

    - Não abuse, não vou lhe dar vinho além do combinado para ficar falando lorotas para a moça.

    - Por quem me tomam! (suspiro) Um homem não pode apenas conversar com uma mulher sem ter que ser um vilão? - Suspira novamente, colocando algumas moedas perto dela. - Não sou de enganar a mão que me alimenta e nem sou um loroteiro. Por favor, traga um vinho civilizado para duas pessoas civilizadas, me'danda.

    Ela trás um vinho claro e doce, quase licoroso. Lobo não entendia nada de vinho, mas o gosto era agradável, a taverneira avisa:

    - Outra regra que posso criar: caso ele comece ser chato, pode me avisar que darei um jeito de lembrá-lo civilizadamente que a hora avança e que ele não pode ficar aqui a noite toda.

    Ainda que tenha ficado isolada muitos anos, Lobo entende que, enquanto não reclamar, a outra vai deixar ela se virar com a conversa. Também é claro que Romerth sente alguma atração por ela. Muitos têm sentido desde que ela saiu da cidade-prisão. Lá dentro ela poderia ver isto com conformismo, já que não teria escolha se seu dono acordasse um dia e resolvesse que era hora dela ser experimentada. Aqui pelo menos ela ainda pode pedir ajuda se ele ficar chato, ou pode não pedir...

    A taverneira atende os demais, vez ou outra olhando se vocês dois estão de boas. Romerth é até educado, pergunta sobre a história de Lobo e parece escutar com muita atenção e interesse genuíno. Às vezes toca levemente a mão e braços dela, mas nada muito invasivo, tanto que aos poucos ela nem se incomoda com estes pequenos gestos (de gentileza? de carinho?)

    Ele é muito bom de prosa, e vai aos poucos conduzindo perguntas sobre a vida de Lobo, mesmo que ela não ache que tem muito de interessante para falar sobre si, acabará falando um pouco. Se quiser fazer um teste (2D10) para resistir a dar muitos detalhes, pode, mas como a lábia dele é boa só passa com um resultado de no máximo 6, e se errar de 16 para cima, ele vai acabar te levando pra cama. Se não quiser, ele vai basicamente conhecer toda sua história, até algumas impressões das outras pessoas do grupo ou o que você comeu ontem.

    Mas ele também fala de muita coisa sobre muita coisa. Ele comenta sobre vários lugares que viu, e se for tudo verdade, ele conhece todos os continentes de Akaŝa. Ele é bem descritivo, por isto a conversa parece agradável e segura, tipo: quando ele comenta sobre uma floresta que viajou, gosta de lhe dar detalhes para que você "sinta": fala de cheiros, cores, descreve algumas flores que talvez a maioria não fosse prestar muita atenção, mas que ele garante que "você ia gostar muito".

    Ele também parece muito animado com tudo que fala, como se o mundo fosse algo especial, como se houvesse magia em tudo e que a vida valesse a pena. Por tudo isto, Lobo acaba sentindo alguma segurança ao lado dele (ajudada pelo álcool ela até relaxa um pouco, talvez mais do que um pouco). Às vezes ele toca breves notas para mostrar a Lobo sobre seu instrumento, como tudo para ela é novo, ele parece ter mesmo muito conhecimento sobre pessoas, cidades, história, ele diz que, como bardo, é quase um fabulista, e explica que em muitas cidades os fabulistas são até bem procurados para falar, em prosa ou verso, sobre feitos dos mais variados e ensinar história.

    Ouvindo isto, a taverneira se intromete, falando que estas fábulas são tão exageradas que têm muito pouco de verdade. Romerth replica, dizendo que todas as histórias são verdadeiras, e algumas possuem apenas algumas poucas "liberdades poéticas", mas que os fabulistas apenas "enxergam na realidade as coisas que as pessoas normais esquecem de enxergar, e que sua função é muitas vezes lembrar estas pessoas normais da importância de ter olhos de ver, e ouvidos de ouvir".
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Qui Jan 18, 2018 1:30 pm

    Lobo apoia a cabeça com a mão ouvindo tudo o que homem tinha a dizer. Internamente começa a se sentir incomodada e desconfortável, pois estava cedendo mais espaço que desejava.

    - Muito interessante as historias senhor, mas prefiro manter a minha distancia. Será que poderia conversar agora só com taverneira? Não sei que tipo de avanços o senhor deseja, mas não tenho nenhum desejo de concede-los. Tenha uma boa noite - diz ela retornando a sua atenção para a mulher atrás do balcão.

    - Você poderia me dizer algo sobre a corte dos milagres? Senhora....- Volta a falar com a taverneira que não sabia o nome.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Sex Jan 19, 2018 6:44 pm

    A conversa parecia boa, mas Lobo corta o bardo na tora. O sorriso dele se desfaz numa decepção, levanta e vai embora.

    - Malditas feministas de Fajr-Regno, por isto o país está afundando! Quando a guerra acabar, não sobrará nem cinzas. Vida longa a Gaja!

    A taverneira observa a saída dele com um tom neutro, talvez tenha dado um leve sorriso, ou talvez Lobo tenha achado que deu.

    - Já estava mesmo na hora de fechar. (pausa) Estes bardos são os mais inofensivos, mas se quer uma dica sobre como lidar com homens, pois parece que não sabe bem, é sempre bom amaciá-los antes. É mais fácil, e também mais seguro.

    Lobo pergunta da Corte dos Milagres, a taverneira não parece animada. Dá uma olhada em volta, a outra mulher que bebia sozinha já tinha ido embora, sobrando só os dois mais bêbados, ela começa recolher as canecas que ainda estão nas mesas enquanto fala.

    - O que sei é que a Corte protege este lado da cidade. Existem pontos controlados por outras partes, mas aqui é assim mesmo, todo mundo querendo pegar um pedaço do "centro do mundo" para conseguir passar produtos de um lado para outro. Acho que isto de sermos o "centro do mundo" é mais uma maldição que bênção se quer saber! Mas o maior controle é mesmo da Corte. Pagamos uma taxa de proteção, seja com dinheiro ou informações, então podemos dizer que a maioria das pessoas aqui somos leais à Corte, e eles têm muitos olhos, portanto não cace encrenca com eles aqui, pelos deuses! Os que vivem aqui e adotam a postura de que é melhor ser amigo do que inimigo da Corte vivem um pouco mais tranquilos.

    - Posso ser amiga deles?

    A taverneira enxota os últimos clientes porta afora e fecha a porta. As perguntas de Lobo parecem deixá-la um pouco ansiosa.

    - Sem querer ofender, mas você não parece ser bem o que diríamos "uma grande aventureira". Se eu tivesse sua idade, o que faria seria "grudar" em um daqueles homens que vieram com vocês, pois eles parecem boas pessoas. Claro que iria atrás do que tem mais grana, ele além de tudo é bonito, mas mesmo aquele novinho parece dar um bom futuro. Mas eu iria depressa, pois sua outra amiga parece estar interessada também.

    Lobo percebe que ela desconversa:

    - Mas então estas pessoas da tal corte não são "boas pessoas" como os homens que nos ajudaram?

    A taverneira dá um meio riso.

    - Aqui? Nesta ilha? Ha! Sinto estragar seus sonhos menina, mas eu deixaria para sonhar em outro continente. Qualquer outro... Quer saber por que eles se chamam da "Corte dos Milagres"? Porque é um milagre estarem vivos. Em sua maioria são grandes rejeitados da sorte: vagabundos, prostitutas, ladrões, escravos fugidos. Claro que há exceções, alguns que são aceitos nas chamadas "escolas secretas" e chegam até virar pessoas importantes, e são estes que realmente protegem a cidade.

    Há dois dias mesmo, pouco antes de você vir aqui, vários lacaios de Ades tentaram tomar totalmente a cidade. Eles tiveram que enfrentar a Corte, e o pessoal da Corte estava em desvantagem numérica de 4 para 1, ainda assim eles ganharam, expulsando os malditos para o outro lado do rio. Isto porque "Os Grandes" da Corte lutam com uma garra que eu não vi em outras pessoas desta ilha. Claro, muitas pessoas morreram, em geral aquelas que só serviam como espiões básicos, cobradores de impostos, e todos que não tinham status sequer para entrar em alguma das escolas deles. Mas o pessoal de Dafodil, incluindo eu e minha taverna, continua protegido, e devemos isto a eles.


    - É difícil entrar nestas escolas?

    - Você por acaso tem poderes mágicos?

    - Talvez tenha.

    - Magia negra? - A atitude dela muda, demonstrando verdadeira surpresa.

    - Não sei ainda, não é algo que eu controle.

    - A Corte dos Milagres é conhecida por escolas de magia do fogo e magia negra, isto é algo que qualquer um aqui perto sabe. Eles fazem testes com muitos que tenham dom em qualquer nível. Há escolas aqui na Ilha dos Exilados, mas todos que se tornam realmente bons vão para as escolas de Fajr-Regno.
    Lá que ficam os verdadeiros Heróis da Corte. De tempos em tempos eles mandam alguns destes heróis para cá, para nos ajudar com problemas como o que tivemos há dois dias. Estes magos de Fajr-Regno são realmente muito poderosos.


    Ela faz uma pausa, mas não deixa Lobo perguntar mais.

    - Se tem interesse em treinar magia, talvez eles te ajudem. Eu não teria coragem de me envolver, mas quem sou eu senão uma taverneira que já nem é tão nova? Agora creio que é hora de dormir, já estava louca para fechar isto.

    Ela termina de guardar as coisas do bar, e desvia de qualquer outra conversa que Lobo quisesse ter, deixando claro que não sabia de mais nada importante ou mostrando que não se intrometia nas decisões que seus hóspedes fizessem.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

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